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SP 3.5 Diabesidade 1 💊 SP 3.5 Diabesidade Assunto Diabetes Aula NCS - Tutoria Materiais https://diretriz.diabetes.org.br/?utm_source=google-ads&utm_medium=search&gclid=CjwKCAjwvpCkBhB4EiwAujU h9I2lY4y7l94kVG4iR4jMMpv1- bYdwtAlbe9cJQJQZ_owkO3wpBoCojQQAvD_BwE https://www.scielo.br/j/rn/a/ML9Qxf4DSBJPMLnn5pWT3Fd/ ht sobre-a-diabetes-mellitus-tipo-2-colunistas https://diabetes.org.br/tipos-de-diabetes/? gclid=CjwKCAjwvpCkBhB4EiwAujULMlIUyg_djaL5NonXIk2C_wGhXt- FyeTO5fwQ7r6TLhY57Ew95pe3kxoCnj0QAvD_BwE https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-h metab%C3%B3licos/dist%C3%BArbios-da-hip%C3%B3fise/diabetes-insipidus-central https://www.medicinanet.com medicine/5166/diabetes_melito_tipo_2_%E2%80%93_matthew_c_riddle_saul_genuth.htm https://bvsms.saude.go Status Done Diabetes Diabetes Tipo 2. Escrito por Paulo César Naoum e Alia F. M. Naoum. Um vídeo da Academia de Ciência e Tecnologia de São José do Rio Preto https://www.youtube.com/watch?v=nyvu2euX8tM Quais os tipos e parâmetros de diabetes? (insipidus, gestacional) - não falar do tipo 1 e 2, só citar Diabetes- é a ausência de produção de algum hormônio Glicemia em jejum, glicose 2 horas, após sobrecarga com 75 g de glicose (teste de tolerância oral à glicose – TTGO), glicose ao acaso e HbA1c (hemoglobina glicada), e de acordo com o resultado desses exames, o paciente é classificado em normoglicêmico, pré-diabético ou diabético. No caso de alteração laboratorial sem sintomas de hiperglicemia, o exame deve ser repetido. https://diretriz.diabetes.org.br/?utm_source=google-ads&utm_medium=search&gclid=CjwKCAjwvpCkBhB4EiwAujULMj-h9I2lY4y7l94kVG4iR4jMMpv1-bYdwtAlbe9cJQJQZ_owkO3wpBoCojQQAvD_BwE https://www.scielo.br/j/rn/a/ML9Qxf4DSBJPMLnn5pWT3Fd/ https://www.sanarmed.com/resumo-sobre-a-diabetes-mellitus-tipo-2-colunistas https://diabetes.org.br/tipos-de-diabetes/?gclid=CjwKCAjwvpCkBhB4EiwAujULMlIUyg_djaL5NonXIk2C_wGhXt-FyeTO5fwQ7r6TLhY57Ew95pe3kxoCnj0QAvD_BwE https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-hormonais-e-metab%C3%B3licos/dist%C3%BArbios-da-hip%C3%B3fise/diabetes-insipidus-central https://www.medicinanet.com.br/conteudos/acp-medicine/5166/diabetes_melito_tipo_2_%E2%80%93_matthew_c_riddle_saul_genuth.htm https://bvsms.saude.gov.br/sindrome-metabolica/ https://www.youtube.com/watch?v=nyvu2euX8tM SP 3.5 Diabesidade 2 O diabetes é estabelecido quando a glicose em jejum está acima de 126 mg/dL, glicemia acima de 200 mg/dL no TTGO, glicemia acima de 200 mg/dL na medição ao caso com sintomas inequívocos de hiperglicemia, e hemoglobina glicada superior a 6,5%. Insipidus ausência do hormônio vasopressina (hormônio antidiurético) ou hormônio anti-diurético (ADH), o que causa uma produção excessiva de urina muito diluída (poliúria). Várias causas: hereditária, tumor cerebral, lesão cerebral, cirurgia cerebral, tuberculose e algumas formas de outras doenças. Os sintomas principais são sede excessiva e produção de urina excessiva. Diagnóstico: teste de privação hídrica Tratamento: Desmopressina - forma de atuação mais longa da vasopressina A vasopressina é um hormônio produzido pelo hipotálamo (uma região do cérebro que se encontra logo acima da hipófise) e armazenado e liberado do lobo posterior da hipófise. A vasopressina ajuda a regular a quantidade de água no corpo, ao enviar sinais aos rins para diminuírem a quantidade de urina que eles produzem. Como um diurético é uma substância que aumenta a produção de urina, a vasopressina foi anteriormente chamada de hormônio antidiurético. Mellitus Gestacional Fatores de risco: idade materna >35 anos, IMC > 25 dificuldade na produção de insulina → mau funcionamento das celulas B diagnóstico exame de sangue: glicose em jejum TOTG: teste oral de intolerância à lactose riscos no início da gravidez: Ter um bebê com defeitos congênitos graves Ter um aborto espontâneo Riscos no final da gravidez Ter um bebê que pesa mais de 4,5 kg ao nascer Apresentar pré-eclâmpsia (um tipo de hipertensão arterial que ocorre durante a gravidez) SP 3.5 Diabesidade 3 Ter um bebê cujo ombro fica preso no canal vaginal (distócia de ombro) Precisar de um parto por cesariana Ter um bebê natimorto RN com nível baixo de glicemia e de cálcio e uma alta concentração de bilirrubina no sangue Tratamento: Monitorar a mulher e o feto de perto Dieta, exercício e, às vezes, medicamentos para controlar o nível de glicose no sangue Um kit de glucagon (para ser utilizado caso o nível de glicose no sangue fique muito baixo) Às vezes, um medicamento para dar início ao trabalho de parto LADA Latente em Adultos MODY Diabetes juvenil de início tardio PRÉ-DIABÉTICO Definir a diabetes do tipo I. Quais as alterações metabólicas e hormonais? Identificar os tecidos insulino-dependentes e insulino-independentes. Caracterizar as causas da hiperglicemia e da cetoacidose e reconhecer sua epidemiologia. Doença autoimune Destruição das ilhotas pancreáticas por células do sistema imunitário que reagem contra antígenos endógenos das células B se desenvolve comumente na infância e progride com a idade SP 3.5 Diabesidade 4 pode se desenvolver em qualquer idade susceptibilidade genética + fatores ambientais genética: HLA no cromossomo 6p21, polimorfismos no gene da insulina, polimorfismos em genes inibidores da resposta imunitária celular fatores ambientais: infecções virais (destruição das ilhotas pancreáticas) Manifestações clássicas: hiperglicemia + cetoacidose Definir diabetes do tipo II. Quais as alterações metabólicas e hormonais? Relacionar obesidade e hiperinsulinemia. Relacionar hiperinsulinemia e resistência periférica à insulina. A diabetes mellitus tipo 2 é caracterizada pela deficiência na secreção ou ação da célula beta que é responsável por liberar a insulina, desencadeando um metabolismo anormal da glicose, o que desencadeia o quadro de hiperglicemia. A diabetes tipo 2 está associada com fatores comportamentais, especialmente sedentarismo e hábitos alimentares inadequados, e fatores genéticos, identificados pela alta concordância em gêmeos monozigóticos > dizigóticos, maior risco em pessoas com ambos os pais acometidos, e presença de polimorfismos em genes associados à função das células beta e à secreção de insulina. Alguns defeitos metabólicos são característicos da DM 2, especialmente a resistência à insulina e disfunção de células beta. A resistência à insulina consiste na falha da resposta à insulina pelos tecidos-alvo, especialmente fígado, músculo esquelético e tecido adiposo. Isso promove a manutenção da gliconeogênese hepática → gerando alta glicemia em jejum, baixo aporte de glicose e ✅ Defeitos metabólicos: - Resistência à insulina: resposta diminuída dos tecidos periféricos à insulina - Disfunção da célula B: secreção inadequada da insulina diante da resistência à insulina e a hiperglicemia ✅ estados de resistência à insulina (obesidade) → secreção de insulina é mais alta (estado hiperinsulinêmico: compensação) *manter a glicose plasmática normal durante anos SP 3.5 Diabesidade 5 síntese de glicogênio muscular após a alimentação, gerando alta glicemia pós-prandial, e falha na inibição da lipase sensível a hormônio, aumentando o nível de ácidos graxos livres. Nesse contexto de resistência insulínica, ocorre uma hiperplasia compensatória das células beta pancreática. Outro fenômeno metabólico envolvido na patogênese da DM2 é a disfunção das células beta, com secreção inadequada de insulina em contexto de hiperglicemia, geralmente atribuída ao esgotamento das células beta. Isso leva à lipotoxicidade e glicotoxicidade, pelos altos níveis de glicose e ácidos graxos e, com isso, há deposição amiloide (proteínas dobradas de forma anormal se agrupam e se acumulam) nas ilhotas de Langerhans e menor efeito das incretinas. Hiperinsulinemia e resistência periférica: Resistência → deterioração da resposta aos efeitos fisiológicos do hormônio sobre o metabolismo de glicose, lipídeos e proteínas,e ações sobre o endotélio vascular. Em seus estágios iniciais, há um ↑ compensatório das concentrações do hormônio. O excesso de insulina pode compensar a resistência a algumas de suas ações, mas também induz ao funcionamento exagerado de tecidos em que a sensibilidade dos receptores se encontra normal ou minimamente afetada. Assim, o aumento de algumas funções mediadas pela insulina, paralelamente à hipofunção de outras, resulta em manifestações clínicas e sequelas que constituem a síndrome de resistência à insulina. Além disso, existe uma associação entre a resistência à insulina e a obesidade, com a inibição da sinalização pela insulina por triglicerídeos e produtos do metabolismo lipídico intracelulares. A presença dos níveis altos de ácidos graxos livres pode levar à ligação a receptores intracelulares e ativação de inflamassomos, com consequente liberação de citocinas pró-inflamatórias e aumento da resistência insulínica. Há também a menor produção de adiponectina em indivíduos obesos, e essa adipocina aumenta a sensibilidade tecidual à insulina. O diabetes mellitus gera muitas complicações em razão da lesão macro e microvascular. Acredita-se que essas complicações estão associadas à glicotoxicidade, gerada por hiperglicemia sustentada característica dos pacientes diabéticos. As lesões são mais impactantes nas células que não são capazes de reduzir o transporte de glicose através da membrana plasmática e, com isso, sofrem mais com o efeito da hiperglicemia. Exemplos dessas células são as que compõem o endotélio vascular, células mesangiais, nervos e células de Schwann. ✅ Incretinas: hormônio produzido pelas células L na mucosa intestinal estimula a produção de insulina SP 3.5 Diabesidade 6 Quais as complicações decorrentes da hiperglicemia crônica no diabetes? (explicação sobre nefropatia, neuropatia, retinopatia e a cicatrização) doença macrovascular diabética: exige tributo pesado do sistema vascular Disfunção endotelial → predispõe aterosclerose e outras morbidades CV aceleração da aterosclerose IAM, AVC, Insuficiência vascular periférica com necrose isquêmica dos membros inferiores (pé-diabético) membrana basal dos pequenos vasos: microangiopatia diabética espessamento difuso de membranas basais → mais evidente em capilares da pele, músculos esqueléticos, glomérulos renais, medula renal e retina → capilares diabéticos são mais permeáveis a proteínas plasmáticas nefropatia diabética: rins → alvo primário da diabetes lesões: glomerulares, vasculares renais (arteriosclerose), pielonefrite (incluindo papilite necrotizante) lesões glomerulares e arteriolares → isquemia dos rins → atrofia tubular, fibrose intersticial → diminuição de tamanho retinopatia diabética https://www.rmmg.org/artigo/detalhes/1563#:~:text=A resistência à insulina e,de associação das condições supracitadas.&text=Essa resistência é a deterioração,ações sobre o endotélio vascular. https://www.rmmg.org/artigo/detalhes/1563#:~:text=A%20resist%C3%AAncia%20%C3%A0%20insulina%20e,de%20associa%C3%A7%C3%A3o%20das%20condi%C3%A7%C3%B5es%20supracitadas.&text=Essa%20resist%C3%AAncia%20%C3%A9%20a%20deteriora%C3%A7%C3%A3o,a%C3%A7%C3%B5es%20sobre%20o%20endot%C3%A9lio%20vascular SP 3.5 Diabesidade 7 neuropatia: simétrica → envolve os nervos sensoriais e motores distais diminuição da sensibilidade nas extremidades distais perda de sensação → ulceras (demoram para cicatrizar → lesões vasculares difusas da DM) disfunção do sistema nervoso autonômico hipotensão postural disfunção sexual esvaziamento incompleto de bexiga (infecções) Quais as alterações observadas no diabético com o estado de jejum prolongado? Definir a ação dos hormônios glucagon e glicocorticóides. Identificar a importância da gliconeogênese hepática e renal. Explicar o aumento da proteólise muscular (ciclo da alanina-glicose) e o aumento da lipólise e da cetogênese (cetoacidose). Quais os tratamentos associados à pacientes diabéticos? (farmacológico e não farmacológico) Dieta Evitar açúcares simples e alimentos processados Aumentar o consumo de fibra dietética Limitar porções de alimentos ricos em carboidratos e ricos em gordura (sobretudo gorduras saturadas) Exercício Perda de peso Educação No diabetes tipo 1, injeções de insulina No diabetes tipo 2, frequentemente, medicamentos por via oral (reduzir valor da glicemia) e, às vezes, insulina ou outros medicamentos por injeção O que é a síndrome metabólica e quais as consequências? Conjunto de fatores de risco que se manifestam num indivíduo e aumentam as chances de desenvolver doenças cardíacas, derrames e diabetes. A Síndrome Metabólica tem como base a resistência à ação da insulina (hormônio responsável pelo SP 3.5 Diabesidade 8 metabolismo da glicose), daí também ser conhecida como síndrome de resistência à insulina Fatores de risco: grande quantidade de gordura abdominal: em homens, cintura com mais de 102 cm e nas mulheres, maior que 88 cm; baixo HDL (“bom colesterol”): em homens, menos que 40mg/dl e nas mulheres menos do que 50mg/dl; triglicerídeos elevados (nível de gordura no sangue): 150mg/dl ou superior; pressão sanguínea alta: 135/85 mmHg ou superior ou se está utilizando algum medicamento para reduzir a pressão; glicose elevada: 110mg/dl ou superior. Tratamento: O aumento da atividade física e a perda de peso são as melhores formas de tratamento, mas pode ser necessário o uso de medicamentos para tratar os fatores de risco. Entre eles estão os chamados “sensibilizadores da insulina”, que ajudam a baixar a açúcar no sangue, os medicamentos para pressão alta e os para baixar a gordura no sangue. Prevenção: Perder peso e praticar alguma atividade física são as melhores formas de prevenir e tratar a Síndrome Metabólica. Detectar o problema pode reduzir o aparecimento de futuras doenças cardíacas.