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farmaco https://farmacoclinica.uff.br/wp-content/uploads/sites/237/2020/08/0_1_Insulinas_e_Antidiab eticos_Injetaveis_ago_2017__site.pdf https://diretriz.diabetes.org.br/ hormônios - insulina e glucagon GLP, peptídeo C diabetes - diferenciar DM1 e DM2 - diagnóstico - fisiopatologia - clínica - hálito crônico - romeno - insulinoterapia - acidose metabólica - manejo pâncreas rim MORFO o "Manual de farmacologia e terapêutica", de Goodman e Gilman. Leia o capítulo 43 sobre "Pâncreas endócrino e farmacoterapia do diabetes melito e da hipoglicemia" A. Qual é a importância da insulina e do glucagon para manutenção da glicemia? Esses dois hormônios fazem com que haja a homeostase da glicose, o glucagon estimula a produção de glicose pelo fígado e insulina bloqueia essa produção DIABETES https://farmacoclinica.uff.br/wp-content/uploads/sites/237/2020/08/0_1_Insulinas_e_Antidiabeticos_Injetaveis_ago_2017__site.pdf https://farmacoclinica.uff.br/wp-content/uploads/sites/237/2020/08/0_1_Insulinas_e_Antidiabeticos_Injetaveis_ago_2017__site.pdf https://diretriz.diabetes.org.br/ B. Qual é a relação do GLP ( peptídeo 1 tipo glucagon) e a resistência à insulina? GLP-1 é normalmente produzido pelas células neuroendócrinas L da mucosa intestinal, vem do pró glucagon Sua secreção é estimulada por nutrientes (pós prandial) Estimula a secreção de insulina e inibe a de glucagon Ajuda no controle da glicemia pós prandial e de jejum Encontra-se em níveis diminuídos no DM2 O aumento desta substância em indivíduos com DM2 proporciona correção da hiperglicemia https://www.uniube.br/propepe/ligas/diabetes/arquivos/LIGADM.pdf https://www.uniube.br/propepe/ligas/diabetes/arquivos/LIGADM.pdf São secretados de modo proporcional à carga de nutrientes ingerida e transmitem essa informação às ilhotas como parte de um mecanismo de retroalimentação, que permite uma resposta da insulina apropriada ao tamanho da refeição. C. Caracterize peptídeo C e sua importância clínica. A avaliação da função secretória das células ß pancreáticas com a dosagem de peptídeo C pode auxiliar na classificação correta do DM, pois geralmente pacientes com DM1 apresentam perda da capacidade de secreção de insulina, e pacientes com DM2 e diabetes monogênico apresentam maior capacidade secretória. Entretanto, isso nem sempre é verdadeiro. Já pacientes com DM2 de longa duração podem apresentar comprometimento significativo da secreção de insulina, pela própria história natural da doença. O peptídeo C mostra-se útil na avaliação da secreção das células β, bem como para diferenciar a hiperinsulinemia endógena da exógena D. Caracterizar detalhadamente o mecanismo de secreção e ação da insulina. A secreção começa com a pré insulina, a pró insulina e a insulina + peptídeo C A ação da insulina na célula inicia-se pela sua ligação ao receptor de membrana plasmática A ativação do receptor gera um sinal que resulta na ação da insulina sobre a glicose, lipídeos, o metabolismo de proteínas, garantindo diferentes efeitos metabólicos O efeito da insulina no fluxo de metabólitos leva a captação e utilização de glicose, ácidos graxos e aminoácidos e diminuição de seus níveis plasmáticos - tecido muscular aumenta transporte de glicose maior parte da glicose é armazenada na forma de glicogênio - metabolismo hepático aumenta atividade da enzima glicoquinase e captação de glicose - tecido adiposo aumenta atividade lipogênica E. Liste os critérios utilizados para diagnóstico de diabetes. F. Diferencie diabetes mellitus tipo I e tipo II. DM1 DM2 autoimune(em associação com antígeno leucocitário humano HLA) e poligênica mais comum e não autoimune FISIOPATOLOGIA linfócitos T CD8+ invadem as ilhotas FISIOPATOLOGIA problema de bases genéticas que é pancreáticas e atacam seletivamente as células beta, destruindo-as -> produz pouca ou nenhuma insulina precipitado por fatores ambientais e que pode se caracterizar por uma deficiência de secreção ou pela resistência insulínica (principal) -> insulina não está atuando de forma eficiente, o corpo responde provocando hiperplasia e hipertrofia das células beta, no intuito de aumentar muito a oferta de insulina e, assim, compensar a sua ineficiência e colocar a glicose para dentro da célula. PROGRESSIVA FATORES DESENCADEANTES genética - alterações nos genes do HLA (Antígeno Leucocitário Humano) - o MHC do homem - podendo ser o HLA-DR3 e HLA-DR4. ambiente FATORES DESENCADEANTES fatores de risco - genetica (sindrome metabolica) - obesidade visceral (gordura abdominal gera citocinas inflamatórias que dificultam a ação da insulina sobre os tecidos) - HAS - acantose nigricans TIPOS 1A são detectados anticorpos no sangue 1B essa A detecção não é possível e ela é tida como idiopática. ESTÁGIOS CLÍNICA CLÍNICA abrupta depois de infecção crianças ou adolescentes (10-15) magros 4PS - poliúria - polidipsia - polifagia - perda ponderal visão borrada formigamento infecção genitais difícil cicatrização !por vezes o paciente DM1 vai ter uma destruição grande e rápida das células beta, de modo que 1/3 deles podem iniciar o quadro já com cetoacidose diabética! dm1 → insulina baixa → jejum e conttrainsulinicos intensos → amenta ácido graxo → fígado inicia cetogénesis → aumenta H+ no sangue → anion GAP elevado → manifestações Hipocalemia: Vai haver troca de íons através das bombas H+/K+ presentes nas células; • Hálito de acetona: O 3o corpo cetônico é a acetona • Respiratórias: Kussmaul (uma tentativa do pulmão de eliminar o H+ através da respiração) • Gastrointestinal: Dor abdominal (pelo atrito entre os folhetos abdominais desidratados); náuseas e vômitos. insidiosa e progressiva diagnósticos tardios - 45 anos obesos LABORATÓRIO glicemia > 200mg/dl presença de autoanticorpos nao respondem bem aos antidiabéticos orais peptídeo C< 0,1ng/dl ou ausente (esse é liberado quando forma a insulina, como ela esta pouca, ele também está) 1a - autoanticorpo + 1b - autoanticorpo - e pep C <0,6 LABORATÓRIO glicemia < 200 mg/dl sem autoanticorpos peptídeo C >0,1ng/dl respondem bem a antidiabéticos orais difícil evoluir para cetose autoanticorpo - pep C >0,6 DIAGNÓSTICO anamnese com - 4PS - complicações - fatores de risco dar o diagnóstico - obter 2 exames laboratoriais alterados, podendo ser o mesmo exame ou exames diferentes dentre esses 3 abaixo - glicemia jejum >126 - 2h glicemia>2h durante TOTG - hemoglobina glicada >6,5% OU Caso o paciente chegue com um quadro clássico de DM (vulgo 4 Ps) e com uma glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL, pode fechar o diagnóstico de DM sem precisar de nenhum exame laboratorial RASTREIO pacientes que tenham ao menos 1 desses 2 critérios: 1. > 45 anos 2. obesidade (IMC >25) + 1 FR sedentário parente do 1 grau com DM antecedente pessoal HDL<35 e ou TGL>250 SOP HbA1c >5,7 intolerância a glicose glicemia de jejum alterada historia de DCV etnia de risco TRATAMENTO obrigatoriamente com insulinoterapia - basal e bolos MEV hipoglicemiante e anidiabetico insulinoterapia não farmacológico - mudança do estilo de vida MEV - adequação alimentar - atividade física - cessar tabagismo farmacológico drogas antidiabéticas ➔ Sensibilizadores à insulina - Biguanidas e Glitazonas diminuição da resistência insulínica ➔ Secretagogos de insulina independentes da glicose - Biguanidas e Glitazonas Biguanidas e Sulfonilureias - Primeira geração Tolbutamida, Segunda Geração Gliclazida e Glibenclamida, Terceira geração Glimepirida ➔ Secretagogos de insulina dependentes de glicose - Inibidores de DPP-IV e Análogos da GLP-1 ➔ Outros - Inibidores de DPP-IV e Análogos da GLP-1 INSULINOTERAPIA insulina basal - mantém em níveis constantes ao longo de todo o dia - Ação prolongada/lenta (Glargina, Detemir, Degludeca) e Ação intermediária (NPH) insulina prandial - responsável por fazer o pico após as refeições - fazer uso dessas insulinas antes de cada refeição principal. Ação ultrarrápida - Lispro, Aspart, Glulisina Ação rápida, Regular THE BEST associar uma insulina basal de ação prolongada (comoa glargina) com uma insulina prandial ultrarrápida. NO SUS insulina basal de ação intermediária (NPH) com uma insulina prandial de ação rápida (Regular). COMO ESCOLHER? 3 – Há maior risco de hipoglicemia? idosos ou pacientes com demência ou acometimento cardiovascular = sulfonilureia ou uma glinida 4 – Consegue se tratar fora do SUS? Metformina, Glibenclamida e Gliclazida MONITORAMENTO automonitoramento da Glicemia Capilar (AMGC) através do glicosímetro Já a HbA1c, por sua vez, ainda continua sendo o método padrão-ouro para acompanhar os pacientes diabéticos e por isso que ele deve ser repetido a cada 3 meses até que o paciente esteja compensado e, a partir daí, o acompanhamento passa a ser apenas semestralmente! metas glicêmicas preconizadas pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) ou pela American Diabetes Association (ADA). EMERGENCIAS HIPERGLICÉMICAS Principal complicação aguda - hiperglicemia, que pode ser justificada por 2 quadros: ou uma Cetoacidose Diabética (CAD) (dm1)ou um Estado Hiperosmolar Hiperglicêmico (EHH). (dm2) G. Liste as principais complicações associadas ao estado de hiperglicemia persistente. diabetes → afeta estrutura vascular Microvasculares: lesão endotelial → aumenta inflamação pelo estresse oxidativo macrovasculares : inflamação + glicosilação de proteínas + aterosclerose → → vasodilatação → trombose e leitos vasculares incompetentes. - retinopatia diabética - nefropatia diabética - neuropatia diabética - pe diabetico aumenta processo aterotrombótico → obstruções → insuficiência sanguínea e comprometimento do leito vascular - DAC - doenças cerebrovasculares - arte periférica !mais importantes! DISTÚRBIOS ELETRÔNICOS ANATOMIA A. Qual é a localização topográfica do pâncreas? retroperitoneal ( exceto a cauda, que é peritonização) transversal e oblíqua cabeça, processo uncinado, colo, corpo e cauda aproximadamente 100g B. As partes do pâncreas se relacionam com quais órgãos? transversalmente das vértebras L1 e L2 e posteriormente ao estômago diarreia e inferiormente relaciona com o duodeno esquerda (cauda) e superiormente com o hilo duodeno e cabeça do pâncreas poseriomene ao colo ocorre a anastomose entre as veia esplênica e mesentérica superior originando a veia porta C. O pâncreas pode ser palpado? Justifique. Palpação do Pâncreas • Normalmente não palpável; • Consistência macia; • Afecções inflamatórias ou neoplásicas: massa dolorosa na região epigástrica; • Pancreatite aguda: dor pode dificultar a palpação; • Neoplasia: bem delimitada, superfície irregular e fixa, dolorosa a compressão. D. Descreva detalhadamente como é realizada a vascularização do pâncreas inervação parassimpática é o nervo vago e a simpática são os nervos esplênicos maior e menor processo uncinado e a cabeça do pâncreas são vascularizados pelas artérias pancreaticoduodenais superior e inferior, ramos das artérias gastroduodenal e mesentérica superior, respectivamente. Cada artéria pancreaticoduodenal tem um ramo anterior e um posterior que se projetam ao longo das respectivas faces do colo do pâncreas, onde formam as arcadas pancreatioduodenais responsáveis por vascularizar cada face. Por sua vez, o corpo e a cauda do pâncreas são irrigados pelas artérias pancreáticas, que se ramificam a partir das artérias esplênica, gastroduodenal e mesentérica superior. A artéria esplênica é a mais relevante para a vascularização dessas zonas do pâncreas. A veia pancreatioduodenal anterior superior desemboca na veia mesentérica superior, enquanto a veia pancreaticoduodenal anterior posterior desemboca na veia porta hepática. Tanto a veia pancreaticoduodenal anterior inferior como a veia pancreaticoduodenal posterior inferior drena na veia mesentérica superior, enquanto as veias pancreáticas drenam o sangue venoso do corpo e da cauda do pâncreas na veia esplênica. cabeca - aa. pancreaticoduodenais superiores (anterior e posterior, vinham da aa. gastroduodenal que veio da hepática comum que veio do tronco celíaco) e inferiores (posterior e ant, que vinham da a. mesentérica superior) corpo e cauda - aa. esplênica venosa veias homólogas vv. esplênica vv. mesentérica superior que fazem anastomose para originar a vv. porta (posterior ao colo do pâncreas) http://famed.ufvjm.edu.br/dissecarte/wp-content/uploads/2021/01/Pancreas-.pdf E. exame de imagem pâncreas CÉLULAS alfa - célula pálida que secretam glucagon beta - células mais escuras que secretam insulina ácinos - Grupos de células exócrinas com coloração mais escura cel. acinares- Células cubóides a piramidais com citoplasma granular e núcleos esféricos. Elas secretam enzimas digestivas; liberação de enzimas digestivas e outros componentes não enzimáticos (bicarbonato) no duodeno, para facilitar a digestão. ilhota pancreática - mini órgão altamente vascularizado e inervado, que contém cinco tipos de células endócrinas de coloração pálida http://famed.ufvjm.edu.br/dissecarte/wp-content/uploads/2021/01/Pancreas-.pdf hormônio célula alfa Sintetiza e libera glucagon O glucagon é liberado em resposta a uma diminuição da concentração de glicose no sangue. libera glicose, aminoácidos e lipídios e estimula a quebra de carboidratos, proteínas e gorduras armazenadas O glucagon estimula o aumento da concentração de glicose no sangue. célula beta Sintetiza e libera insulina A insulina é liberada em resposta a um aumento na concentração de glicose no sangue. A insulina estimula a diminuição da concentração de glicose no sangue. glândula exócrina: segrega seus produtos externamente através de ducos - células acinares - células ductais - tecido conjuntivo - 95% da massa pancreatica glândula endócrina: segrega seus produtos diretamente no sangue - ilhotas pancreáticas( células alfa e beta) LABORATÓRIO Rim • Órgão retroperitoneal: T12 a L3 • Eixo longo oblíquo • Tamanho 10-14 cm • Parênquima renal • Córtex: perifericamente sob a cápsula • Medula: pirâmides renais • Seio renal • Pelve, cálices, vasos e nervos A. Como o parênquima renal e o seio renal podem ser diferenciados em uma TC? parênquima - córtex e medula - porção sólida - US PRETA HIPOECOGÊNICA central - seio renal - US BRANCA HIPERECOGÊNICA TC HIPODENSO B. Em uma TC com contraste, quais são as quatro fases que devem ser observadas no rim? fase sem contraste fase armorial ( quando injeta o contraste, consegue separar o córtex da medula) fae poral ( 90 seg depois do contraste),não consegue separar fase excretora ( 5 min depois), expele o iodo, caracteriza seio renal LESÃO RENAL AGUDA PÓS-CONTRASTE metformina → aumenta sensibilidade hepática e periférica da insulina → aumenta absorção da glicose → excretada apenas pela via renal se lesão renal aguda após contraste iodado em uso de metformina → diminui excreção dessa → acidose láctica C. Em um ultrassom renal, como os cálculos se apresentam? (hiperecogênica ou hipoecogênica) D. Em uma TC, como os cálculos podem ser observados? Justifique. Cálculos biliares geram imagens hiperecogênicas com sombra acústica posterior e que são móveis com a gravidade Urolitíase Focos ecogênicos Sombra acústica posterior Artefato cintilante oblíqua Quais alterações microscópicas no rim e no pâncreas de pacientes diabéticos do tipo 1 e do tipo 2 podem ser observadas na imagem? Qual é a sua hipótese para as alterações morfofuncionais observadas? RIM alteração estrutural mais precoce do DM tipo 1, a hipertrofia renal a estrutura glomerular permanece normal, ou quase normal, apesar de várias décadas de DM Alterações renais mais precoces incluem a presença de material hialino nas arteríolas aferentes e eferentes diminuição da borda em escova espessamento das membranas basais glomerular e tubular, vasodilatação (↑ Na e ativa o eixo renina angiotensina = RAS) da artéria aferente e vasoconstrição da artéria eferente ↑ glicose ↑ filtração ↑ reabsorção pela bomba de NA e K ↑pressão osmótica = necrosa (↑ ácido) Em fases tardias da doença, atrofia tubular avançada e fibrose intersticial, alterações comuns à maioria das doençasrenais, são geralmente observadas. PÂNCREAS (melhor TC) infiltrado leucocitário = inflamatório lipo substituição do parênquima pancreático menos ilhotas pancreáticas A. Ultrassonografia. O tecido adiposo se acumula em órgãos viscerais, como o pâncreas, em uma condição conhecida como esteatose pancreática. A esteatose pancreática tem sido associada com função prejudicada das células beta e da secreção de insulina. Aumento da deposição de gordura ao longo dos septos pancreáticos demonstrou ser um importante fator determinante da ecogenicidade pancreática. O aumento da ecogenicidade do pâncreas em comparação com o lobo esquerdo do fígado pode ser sinal de esteatose pancreática decorrente do diabetes mellitus Nas imagens abaixo, compare a ecogenicidade do lobo esquerdo do fígado com o pâncreas em indivíduos normais e com diabetes. Quais imagens apresentam hiperecogenicidade? B. Tomografia Computadorizada A insulina tem um efeito trófico no tecido acinar pancreático, portanto, pode-se esperar que o pâncreas atrofie em pessoas com diabetes. Em tomografias computadorizadas de pacientes diabéticos, observa-se a prevalência de lobulação pancreática (incisuras mais profundas que 2 mm). A espessura do pâncreas diminui, e todas as partes do pâncreas tendem a ser menores em pacientes diabéticos, mas o grau de redução varia, sendo mais pronunciada em pacientes insulino-dependentes e intermediários em relação aos nós não insulino-dependentes tratados com insulina. A densidade do pâncreas em pacientes diabéticos e controles não foi estatisticamente diferente. Além disso, o tamanho do corpo é significativamente reduzido, enquanto o tamanho da cabeça pancreática está preservado em pacientes não tratados com insulina. B1) Assinale nas imagens abaixo a presença de: • Lobulação pancreática. • Redução do tamanho do corpo do pâncreas. B2) Considerando os achados na ultrassonografia, explique porque o pâncreas é mais lobulado nos pacientes diabético JEJUM Na ausência de absorção de nutrientes pelo trato GI, a glicose é suprida principalmente pelo fígado, e os ácidos graxos, pelo tecido adiposo. níveis plasmáticos de insulina estão baixos + níveis plasmáticos de glucagon estão elevados = aumento da glicogenólise e da gliconeogênese hepáticas A insulina em baixos níveis também libera os adipócitos de sua inibição, permitindo um aumento da lipogênese. A maioria dos tecidos oxida principalmente ácidos graxos durante o jejum, preservando a glicose para uso pelo SNC (O encéfalo não utiliza efetivamente os ácidos graxos para atender suas necessidades energéticas e, no estado de jejum, necessita de glicose para a sua função normal.) Como usar a glicose? As necessidades de glicose em jejum são supridas principalmente pelo fígado. As reservas hepáticas de glicose fornecem parte dessa glicose, enquanto a conversão do lactato, da alanina e do glicerol em glicose é responsável pelo restante. O que é glicogenólise e da gliconeogênese hepática? glicogenólise = degradação dos estoques de glicogênio gliconeogênese = síntese da glicose a partir do piruvato realizada pelos hormônios das ilhotas pancreáticas, a insulina e o glucagon PRANDIAL alimentação → absorção de nutrientes → elevação da glicose plasmática, resultando na liberação intestinal de incretinas e em estímulos neurais que promovem a secreção de insulina. A espessura das setas reflete a intensidade relativa de ação, enquanto as linhas tracejadas indicam pouca ou nenhuma atividade. Sob o controle da insulina, o fígado, o músculo esquelético e o tecido adiposo captam ativamente a glicose. Tanto a produção de glicose hepática quanto a lipólise são inibidas, e a oxidação corporal total da glicose aumenta. O encéfalo detecta as concentrações plasmáticas de glicose e fornece impulsos aferentes reguladores que contribuem para a homeostasia energética. hormônios A insulina inibe a produção hepática de glicose, e o declínio das concentrações circulantes de insulina no estado pós-absortivo (jejum) é permissivo para taxas mais elevadas de débito de glicose. A secreção de insulina é estimulada pela ingestão de alimento, absorção de nutrientes e aumento da glicemia, e a insulina promove o anabolismo da glicose, dos lipídeos e das proteínas. A insulina possui efeitos potentes para reduzir a lipólise dos adipócitos, principalmente por meio da inibição da lipase sensível a hormônio, e também aumenta o armazenamento de lipídios ao promover a síntese de lipoproteína lipase e a captação de glicose pelos adipócitos. A insulina também estimula a captação de aminoácidos e a síntese de proteínas e inibe a degradação proteica no músculo e em outros tecidos As taxas de secreção de insulina em seres humanos sadios são maiores na fase digestiva inicial das refeições, precedendo e limitando o pico da glicemia. A posição central da insulina no metabolismo da glicose é ressaltada pelo fato de que todas as formas de diabetes humano apresentam como causa básica alguma anormalidade na secreção ou na ação da insulina. As concentrações circulantes elevadas de insulina reduzem o nível de glicemia ao inibir a produção hepática de glicose e ao estimular a captação e o metabolismo da glicose pelo músculo e pelo tecido adiposo. O glucagon mantém as concentrações sanguíneas de glicose em níveis fisiológicos na ausência de carboidrato exógeno (durante a noite ou entre as refeições) ao estimular a gliconeogênese e a glicogenólise pelo fígado. ilhotas pancreáticas A ilhota pancreática é um mini órgão altamente vascularizado e inervado, que contém cinco tipos de células endócrinas: as células α, que secretam glucagon, as células β, que secretam glicose, as células δ, que secretam somatostatina, as células que secretam o polipeptídeo pancreático, e as células ε, que secretam a grelina. células B função é controlada pela controlada principalmente pelas concentrações plasmáticas de glicose secreção insulina A insulina é inicialmente sintetizada na forma de pré-pró-insulina → pró-insulina → insulina e peptídeo C e dois dipeptídeos Esse processo envolve o complexo de Golgi, o retículo endoplasmático e os grânulos secretores das células β. A secreção de insulina é muito maior quando a mesma quantidade de glicose é fornecida por via oral em comparação com a via intravenosa (efeito das incretinas). As ilhotas são ricamente inervadas por nervos tanto adrenérgicos quanto colinérgicos. A estimulação dos receptores α2-adrenérgicos inibe a secreção de insulina, enquanto os agonistas dos receptores β2-adrenérgicos e a estimulação do nervo vagal intensificam a sua liberação. Em geral, qualquer condição capaz de ativar a divisão simpática do sistema nervoso autônomo (como hipóxia, hipoglicemia, exercício, hipotermia, cirurgia ou queimaduras graves) suprime a secreção de insulina por meio da estimulação dos receptores α2-adrenérgicos. O glucagon e a somatostatina inibem a secreção de insulina. transporte da glicose no interior da célula β por meio do GLUT, um transportador facilitador de glicose, principalmente o GLUT1 nas células β humanas → Com sua entrada na célula β, a glicose é rapidamente fosforilada pela glicocinase (GK; hexocinase IV); essa fosforilação constitui a etapa limitadora de velocidade no metabolismo da glicose na célula β. A afinidade distinta da GK pela glicose leva a um aumento acentuado do metabolismo da glicose dentro de uma faixa de glicose de 5-10 mM, quando a secreção de insulina estimulada pela glicose é mais pronunciada. A glicose-6-fosfato produzida pela atividade da GK entra na via glicolítica, produzindo alterações do NADPH e da razão ADP/ATP. Os níveis elevados de ATP inibe um canal de K + sensível ao ATP (canal de KATP), levando à despolarização da membrana celular. Esse canal de KATP heteromérico consiste em um canal de K + retificador de influxo (Kir6.2) e em uma proteína estreitamente associada, conhecida como receptor de sulfoniluréia (SUR).As mutações no canal de KATP são responsáveis por alguns tipos de diabetes neonatal ou hipoglicemia. A despolarização da membranaleva então à abertura de um canal de Ca 2 + dependente de voltagem e a um aumento na concentração intracelular de Ca 2 +, resultando na liberação de insulina das vesículas de armazenamento por exocitose. Esses eventos intracelulares são modulados por alterações na produção de AMPc, no metabolismo de aminoácidos e no nível de fatores de transcrição. Os GPCR para o glucagon, o GIP e o GLP-1 acoplam-se à Gs para estimular a adenilato-ciclase e a secreção de insulina; os receptores de somatostatina e os agonistas α2-adrenérgicos acoplam-se à Gi para reduzir a produção celular e a secreção de AMPc. Regulação da secreção de insulina pela célula pancreática. → A célula β do pâncreas no estado de repouso (nível de glicemia em jejum) encontra-se hiperpolarizada. A glicose, que entra por intermédio dos transportadores GLUT1 é metabolizada e eleva o nível de ATP celular, que reduz a condutância ao K+ por meio do canal de KATP; a condutância diminuída do K+ resulta em despolarização, levando à exocitose da insulina armazenada dependente de Ca2+. O canal de KATP, composto das subunidades SUR1 e Kir 6.2, constitui o local de ação de várias classes de fármacos: O ATP liga-se ao Kir 6.2 e o inibe; as sulfonilureias e as meglitinidas ligam-se ao SUR1 e o inibem; por conseguinte, todos os três agentes promovem a secreção de insulina. O diazóxido e o ADP-Mg2 + (baixo nível de ATP) ligam-se ao SUR1 e o ativam, inibindo consequentemente a secreção de insulina. As incretinas intensificam a secreção de insulina A célula pancreática secreta glucagon, principalmente em resposta à hipoglicemia. A biossíntese do glucagon começa com o pré-pró-glucagon,a secreção de glucagon e a da insulina são reguladas de modo recíproco, isto é, os agentes ou os processos que estimulam a secreção de insulina inibem a do glucagon. As exceções notáveis são a arginina e a somatostatina: a arginina estimula a secreção de ambos os hormônios, enquanto a somatostatina a inibe. ação insulina - anabolicas - estimula a glicogênese, a lipogênese e a síntese de proteínas - inibe o catabolismo - transporte de substratos e íons dentro das células receptor de insulina A ação da insulina é transmitida por meio de um receptor de tirosina cinase, que exibe uma semelhança funcional com o receptor do fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1). CETOACIDOSE DIABÉTICA (CAD) o que é? estado de hiperglicemia, cetonemia e acidose metabólica com ânion gap elevado e representa uma das complicações agudas do diabetes mellitus tipo 1 (DM1). cetoacidose só acontecerá quando a deficiência de insulina for absoluta, como no DM1, ou quando os níveis de hormônios contrarreguladores insulínicos, como cortisol, GH e glucagon, forem extremamente elevados na presença de uma deficiência relativa de insulina, como no DM2 na vigência de intercorrências médicas graves (infarto, sepse etc.). pacientes: até 30% dos adultos e entre 15 e 67% das crianças e adolescentes no momento do diagnóstico e é a principal causa de óbito em diabéticos com menos de 24 anos de idade causas mais comuns de CAD: infecções, dose inapropriada ou cessação do uso de insulina, diabetes ainda não diagnosticado e isquemia miocárdica fisiopatologia estresse/infecção em DM → aumento de hormônios contra insulínicos → produção hepática e renal elevada de glicose, enquanto sua captação pelos tecidos periféricos é reduzida → estado hiperglicêmico → água vai do LIC para LEC = glicosúria e perda de eletrólitos e hiperosmolaridade e diurese osmótica → hipovolemia estresse/infecção em DM → aumento de hormônios contra insulínicos → aumenta lipólise → aumenta ácido graxo livre no fígado e aumento da cetogênese hepática → como os corpos cetônicos são ácidos orgânicos, seu acúmulo determinará acidose metabólica com aumento do anion-gap (normocalêmica). Cetonemia e acidose metabólica: evolução aguda/subaguda (horas/dias), com quadro clínico associado à hiperglicemia (poliúria, polidipsia), depleção (hipotensão, taquicardia), acidose (dor abdominal, vômitos, respiração de Kussmaul), cetose (hálito cetônico) e hiperosmolaridade (redução do nível de consciência). clínica: - evolução rápida (24h) - primeiros sinais de CAD: náuseas, vômitos, dor abdominal (relação com a alteração de prostaglandinas na parede muscular intestinal e com íleo paralítico (por desidratação, acidose e alterações hidroeletrolíticas) e hiperventilação → com a piora da hiperglicemia surgem os sintomas neurológicos, que podem progredir para letargia, déficits focais, obnubilação e coma. Critérios diagnósticos: - Glicose sérica >250 mg/dl - pH arterial < 7.3 - Bicarbonato sérico < 18 mEq/l - Cetonúria e/ou Cetonemia manejo - Estabilizar a via aérea, a respiração e a circulação do paciente. - Obter acesso venoso com o maior calibre que o paciente suportar (maior ou igual a 16), monitorização cardíaca, capnografia e oximetria de pulso. - Monitorar glicose sérica de hora em hora; eletrólitos, osmolaridade plasmática e pH venoso a cada duas ou quatro horas até que o paciente esteja estável. - glicose sérica, EQU e cetonas urinárias, eletrólitos séricos, uréia e creatinina, osmolaridade plasmática, gasometria, eletrocardiograma e cetonas plasmáticas, se cetonas urinárias presentes,rx torax - No rebaixamento, avaliar pedir TC crânio e/ou colher LCR. ECG é um distúrbio hidroeletrolítico importante ou suspeita de IAM. - Se suspeita de infarto, enzimas e demais exames para investigação. Outros exames que ajudam: Mg, fósforo, amylase, lipase, enzimas hepáticas, hemocultura e/ou urocultura se suspeita de infecção, lactato sem hipoperfusão e outros. - Determinar e tratar algum fator precipitante da CAD (por exemplo, pneumonia ou infecção urinária, isquemia miocárdica). - Hidratação: Administrar SF 0,9% imediatamente (em 1h – depois 500mL cada 1h até exame) Instalar SG 5% quando a glicemia atingir 200 mg/dL - Reposição de Potássio: - Independente da concentração sérica inicial de potássio, pacientes com CAD possuem déficit de potássio corporal total. Se concentração de K +<3.3 mEq/L, não administrar insulina e repor K + 20-30 mEq/h, intravenoso (IV) até que a concentr ação seja K +>3.3 mEq/L. Se concentra em K + entre 3.3 e 5.3 mEq/L, reportando K + 20-30 mEq por litro de fluido IV; manter K + entre 4-5 mEq/L. Se K + >5.3 mEq/L, não repor potássio; checar K + a cada 2 horas. - Administração Insulina: Administrar insulina regular. Dois regimes podem ser utilizados: 0,1 unidades/kg IV em bolus, e em seguida iniciar infusão contínua de 0,1 UI/kg/h, IV ; ou não administrar bolus e iniciar infusão contínua IV a uma taxa de 0,14 UI/kg/h. Continue com a infusão de insulina até que a cetoacidose esteja resolvida! Somente então iniciar insulina subcutânea. - Administração de Bicarbonato de Sódio para Pacientes com pH<7.00: 1. Repor volemia 2. Repor Na e K 3. Insulina 4. Bicarbonato de sódio 5. Causa base Eu Critérios de Resolução da CAD - Glicose sérica <200 mg/dL - Normalização do ânion gap ( <12 mEq/L) - Bicarbonato sérico ≥18 mEq/L - pH venoso >7,30 rafael 16 anos estudante nausea e dor continua difusa no estômago forte há 24 horas com piora progressiva com escala 8 nao teve isso antes sem febre, sem diarreia ardencia ao urinar e indo ao banheiro muitas vezes bebe muita agua se alimenta muito e saudavel emagreceu 12kg em 3 meses nao se alimentou diferente comorbidade - vitiligo HF - mae tireoide e pai vitiligo medicação - nega nega tabagismo e etilismo FC 118 PA 180-50 glicemia capilar HI >600 FR 26 febre 37 02- 98% Tempo de preechimento capilar - 4 segundos halito cetonico ruidos hidroaereo presente percussão timpanica doloroso a palpação superficial e profunda sem sinal de irritação peritoneal HD: cetoacidose diabetica glicemia palsmatica gasometria rx torax ECG EAS urocultura ions funcao renal HG (hemograma) VHS PCR cetonemia ESTADO HIPERGLICÊMICO HIPEROSMOLAR (EHH) paciente: idosos com DM2, normalmente com múltiplas comorbidades complicação exclusiva do DM2, já que decorre da extrema hiperglicemia, em umcenário que há um mínimo de insulina ativa fisiopatologia hiperglicemia extrema ao longo dos dias → deficiência parcial de insulina, suficiente apenas para bloquear lipólise excessiva e síntese hepática de corpos cetônicos → hiperglicemia, glicosúria, diurese osmótica, perda de eletrólitos → não tem cetose e acidose, apenas desidratação e hiperosmolaridade mais intenso que no CAD clínica - alteração da consciência - fala de líquido (acamados) - sintomas iniciais relacionados à descompensação glicêmica (polidipsia, polifagia e poliúria), posteriormente evoluindo para piora do estado geral e redução do nível de consciência - Não apresentam, entretanto, sinais de acidose, como a respiração de Kussmaul e o hálito cetônico - pode aparecer convulsões e sinais neurológicos focais Tratamento Todos os pacientes com EHH devem ser internados, preferencialmente em UTI, monitorizados, submetidos a pesquisa de fatores desencadeantes e tratados conforme as diretrizes. O tratamento do EHH, a exemplo da CAD, inclui os 3 pilares: hidratação intravenosa (abundante), reposição de potássio e insulinoterapia (no EHH, sempre intravenosa). CAD EHNC paciente crianças e adultos jovens DM1 (principalmente) mulher >40 exclusivo da DM2 forma abr upa 24h vários dias fator desencadeante infecção não adesão ao tratamento cínica hálito cetônico, respiração de kussmaul (ocorre quando pH abaixo de 7,2), náusea, vômito, dor abdominal. rebaixamento do nível de consciência e desidratação diagnóstico glicemia > 250 glicemia > 600 https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-end%C3%B3crinos-e-metab%C3%B3licos/diabetes-mellitus-e-dist%C3%BArbios-do-metabolismo-de-carboidratos/estado-hiperglic%C3%AAmico-hiperosmolar-ehh pH ≤ 7,3 bicarbonato < 15 cetonúria e cetonemia. pH > 7,3 Osmolaridade > 320 mOsm/kg. glicemia hiper maior que CAD ph <7,20 bicarbonato <15 cetonúria e/ou cetonemia + anion GAP aumentado hiperosmolaridade + desidratação grave cetoacidose insignificante hipernatremia + alterações neurológicas mais comuns (depressão do sensório, convulsões e coma) https://docs.bvsalud.org/biblioref/2018/04/882327/revisao-sobre-cetoacidose-diabetica.pdf https://www.hcrp.usp.br/revistaqualidadehc/uploads/Artigos/181/181.pdf https://www.hcrp.usp.br/revistaqualidadehc/uploads/Artigos/181/181.pdf diabetes espectro de distúrbios metabólicos ( genética e ambiente) → mecanismos patogênicos → hiperglicemia → sintomas agudos e a anormalidades metabólicas. fisiopatologia pode acontecer por ➔ secreção insuficiente de insulina ➔ redução da responsividade à insulina endógena ou exógena ➔ aumento na produção de glicose e/ou anormalidades no metabolismo dos lipídeos e das proteínas. complicações complicações crônicas que surgem em decorrência da hiperglicemia prolongada retinopatia neuropatia nefropatia doença cardiovascular REGULAÇÃO DA GLICEMIA homeostasia da glicose, designada como tolerância à glicose clínica 4PS - poliúria hiperglicemia → mais glicose é excretada através da urina → osmoticamente ativa → o paciente acaba perdendo mais água através do trato urinário - polidipsia poliúria → desidratar → o aumento da sensação de sede - polifagia celula nao estao recebendo glicose → aumenta sensação de fome - perda ponderal jejum → hormônios contra insulínicos → lipólise diagnóstico anamnese com - 4PS - complicações - fatores de risco dar o diagnóstico - obter 2 exames laboratoriais alterados, podendo ser o mesmo exame ou exames diferentes dentre esses 3 abaixo OU Caso o paciente chegue com um quadro clássico de DM (vulgo 4 Ps) e com uma glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL, pode fechar o diagnóstico de DM sem precisar de nenhum exame laboratorial - glicemia jejum jejum de 8 h - Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) • Realização de um glicemia em jejum; • Ingestão oral de 75g de glicose; • Coleta de amostra após 2h para medir glicemia. - Hemoglobina Glicada (HbA1c) menor sensibilidade, mas que reflete o controle glicêmico do paciente nos últimos 2-4 meses. Em caso de dúvida diagnóstica quanto à classificação do DM com autoanticorpos negativos, é RECOMENDADA, quando disponível, a dosagem de peptídeo C randômico. Se o peptídeo C randômico estiver < 0,6 ng/ml, no paciente com cinco anos ou mais de duração do DM, a classificação deverá ser DM tipo 1B. Caso o peptídeo C esteja > 0,6 ng/ml, DM2 ou diabetes monogênico devem ser considerados. tratamento não farmacológico - mudança do estilo de vida MEV - adequação alimentar - atividade física - cessar tabagismo farmacológico drogas antidiabéticas ➔ Sensibilizadores à insulina - Biguanidas e Glitazonas diminuição da resistência insulínica Biguanidas - metmorfina (1 linha)- está indicada para todos os pacientes DM 2 que não tenham contraindicação reduz a gliconeogênese hepática + retarda a absorção intestinal de carboidratos diminui a resistência insulínica contraindicações - insuficiência - acidose grave - gravidez Efeitos Adversos - Gastrointestinais - Dor abdominal - Diarreia - Empachamento Glitazonas - Tiazolidinediona (TZD) - Pioglitazona (2 linha) contraindicações - Insuficiência cardíaca - Insuficiência hepática - Gravidez Efeitos Adversos - Edema (por isso a contraindicação para IC) - Insuficiência cardíaca - Ganho de peso (piora adesão ao tratamento) - infecção em trato respiratório alto - Sinusite/Faringite ➔ Secretagogos de insulina independentes da glicose - Biguanidas e Glitazonas Biguanidas e Sulfonilureias - Primeira geração Tolbutamida, Segunda Geração Gliclazida e Glibenclamida, Terceira geração Glimepirida O efeito desses medicamentos é sobre as células beta do pâncreas. Basicamente, o que eles fazem é bloquear os canais de K +, o que leva a uma despolarização da membrana plasmática e consequente abertura dos canais de Ca+2. O influxo de cálcio, então, favorece a degradação das vesículas com insulina, liberando o hormônio no meio externo. só terão efeito nos pacientes que ainda tiverem células beta preservadas - aqueles em estágio mais avançado não se beneficiam. contraindicações - Insuficiência renal; - Insuficiência hepática; - Gravidez. Efeitos Adversos - Hipoglicemia - Ganho de peso ➔ Secretagogos de insulina dependentes de glicose - Inibidores de DPP-IV e Análogos da GLP-1 Inibidores de DPP-IV - Vildagliptina, Sitagliptina e Saxagliptina degradar as incretinas que foram liberadas após a alimentação. Efeitos Adversos - Nasofaringite - Cefaleia e/ou Tontura - Diarreia Análogos de GLP-1 - Exenatida e Liraglutida mimetizando uma das incretinas (no caso: o GLP-1) e, assim, estimulando a liberação de insulina. administração deve ser subcutânea se a glicemia estiver baixa, elas não atuar, o que implica dizer que o risco de hipoglicemia é muito baixo reduzir bastante o peso e inclusive são usados no tratamento de obesidade Efeitos Adversos - Náuseas - Possibilidade de pancreatite aguda injetável ➔ Outros - Inibidores de DPP-IV e Análogos da GLP-1 INSULINOTERAPIA insulina basal - mantém em níveis constantes ao longo de todo o dia - Ação prolongada/lenta (Glargina, Detemir, Degludeca) e Ação intermediária (NPH) Ação prolongada/lenta (Glargina, Detemir, Degludeca) melhores opções de insulina basal, uma vez que elas conseguem se manter por um período médio de 24h só precisará fazer uma aplicação ao dia não apresentam picos significantes, o que é um fator importante pois diminui os riscos de hipoglicemia. Ação intermediária (NPH) efeito por apenas 12h (ou seja, serão necessárias, no mínimo, 2 aplicações por dia:uma de manhã e outra de noite) pico de 8-10h única opção de insulina basal disponibilizada pelo SUS insulina prandial - responsável por fazer o pico após as refeições - fazer uso dessas insulinas antes de cada refeição principal. Ação ultrarrápida - Lispro, Aspart, Glulisina Ação rápida, Regular Ação ultrarrápida - Lispro, Aspart, Glulisina 15 min antes da refeição O tempo de ação é mais curto, o que propicia que ela forme um pico muito semelhante ao fisiológico pico em 2 minutos Ação rápida, Regular45min antes da refeição tempo de ação mais longo, formando picos mais alargados e diferentes do que considerado fisiológico. única prandial disponível pelo SUS THE BEST associar uma insulina basal de ação prolongada (como a glargina) com uma insulina prandial ultrarrápida. NO SUS insulina basal de ação intermediária (NPH) com uma insulina prandial de ação rápida (Regular). COMO ESCOLHER? Pré-Diabetes - MEV - metformina (<60 anos) -apenas se 1. Obesidade grau II (IMC > 35) 2. História de DM Gestacional 3. HbA1c aumentada > 6% (mesmo com MEV) DM2 1 – Tem insulinopenia? passar para ele um secretagogo ou então iniciar uma insulinoterapia - mas essa última só pode ser considerada caso o paciente se enquadre em pelo menos das seguintes indicações específicas: 2 – Tem resistência insulínica? Metformina e/ou a Pioglitazona. 3 – Há maior risco de hipoglicemia? idosos ou pacientes com demência ou acometimento cardiovascular = sulfonilureia ou uma glinida 4 – Consegue se tratar fora do SUS? Metformina, Glibenclamida e Gliclazida insulinoterapia no DM2 Etapa 1: Insulina Basal (uma dose de insulina basal que deve ser de 0,2-0,3 UI/kg/dia. Daí, as nossas opções são: • NPH bed time • Detemir à noite • Glargina/Degludeca de manhã/à noite)+ Hipoglicemiante oral Etapa 2: Insulina Basal-Plus associar uma insulina prandial à basal que já estava em uso, sendo que nós podemos optar por manter ou não os hipoglicemiantes orais. Etapa 3: Insulina Basal-Plus ampliada adicionar mais uma dose de insulina prandial Etapa 4: Insulina Basal-Bolus Insulinização plena, que é quando a gente tenta simular todo o gráfico da insulina através da manutenção da insulina basal ao longo de todo o dia e ainda associa 3 ou 4 doses de alguma insulina prandial. distribuição diária de insulina 50-65%pe basal 35-50% é pré prandial 1UI por 10-15g de carboidrato OU 1UI para reduzir 50mg dl de glicemia OU 0,1UI kg peso ajustar em casa pré refeição <130 2h após refeição ate 160 até outra refeição <130 insulina basal - NPH de 1-4x dia - glargina de 1-2x dia - degludeca 1x dia insulina bolus regular, 30 min antes das principais refeiçoes complicações cetoaciodse diabeticas estado hiperosmolar hiperglicemico hipoglicemia - Sintomas autonômicos (podem se perder com hipoglicemias recorrentes) e neurológicos - Sintomas autonômicos: sudorese, náuseas, calor, ansiedade, tremores, palpitação e, possivelmente, fome e parestesias – risco cardiovascular - Sintomas neurológicos: • Cefaleia, visão turva ou dupla, • Confusão, dificuldade para falar • Convulsões e coma • Glicemia < 70mg/dL (podem ocorrer sintomas com glicemias mais altas) DM1 estágios fisiopatologia Etiologia autoimune: - destruição das células beta, causando deficiência na secreção de insulina - Ac anti-ilhota (IA2), anti-GAD, anti-insulina (< em adultos), anti- ZnT8 à atividade inflamatória (“insulite”) à deficiência parcial a total - Peptídeo C: para DM >5 anos, com Ac negativos (DM 1 – diminuído; DM2 ou monogênico: N ou > 0,6 ng/mL) – pode variar (dosar com DM controlado, fora do jejum) tipos 1 A: Ac positivos 1 B: Ac negativos; Peptídeo C < 0,6 ng/mL LADA (Diabetes autoimune lentamente progressivo): idade adulta (> 30 anos); Ac +; forma híbrida (DM 1 e 2); sem insulina por pelo menos 6m após o diagnóstico Insulinoterapia Insulínica plena = substituição Doses nasais e pré prandiais Olhar metas CÁLCULO DA INSULINA TOTAL diagnóstico recente ou após cetoacidose diabética - início de tto: 0,5-1,0 U kg dia no início (dias-meses), paciente consegue controlar bem - “lua de mel” -> não suspender a insulina criança pré puberdade - GH é hiperglicemiante - 0,7-1,0 U kg dia puberdade - 1-2,0 U g dia - GH e hormonio sexua sao hiperglicemiantes - resistência insulínica reativa estresse, pós cirúrgico, trauma - 1,2-1,5 U kg dia CA CALCULO INSULINA BASAL-BOLUS Basal: Insulina protamina neutra (NPH), duas a quatro vezes ao dia: • (I) antes do desjejum e ao deitar-se, • (II) antes do desjejum, no almoço e ao deitar-se ou • (III) antes do desjejum, no almoço, no jantar e ao deitar-se Análogo de insulina glargina, uma vez ao dia (até 2x no máximo): • (I) antes do desjejum, • (II) no almoço, • (III) no jantar OU • (IV) ao deitar-se Análogo de insulina degludeca: uma vez ao dia Bolus: • Insulina de ação rápida (regular): antes (30 a 40’) das principais refeições; OU • Análogo de insulina de ação ultrarrápida (lispro, asparte ou glulisina): antes (15 minutos) das principais refeições ou logo ao término delas (facilita em crianças); • Análogo de insulina de ação mais ultrarrápida Fiasp: antes (2 minutos) das principais refeições ou até 20 minutos após o término dela. DM2 fisiopatologia Etiologia - disfunções múltiplas na regulação da glicemia: - Resistência à insulina à alta demanda funcional do pâncreas à secreção pancreática insuficiente - Diminuição da função das células beta com o passar do tempo à deficiência de produção + resistência insulínica É PROGRESSIVA fatores de risco tipos Ac negativos; peptídeo C >= 0,6 ng/mL; obesidade, HAS, acantose nigricans rastreio Adultos acima de 45 anos Quando < 45 anos: sobrepeso (IMC ≥25) + 1 critério: o Sedentário o Parente de primeiro grau com Diabetes o Antecedente pessoal de Diabetes Gestacional (ou RN macrossômico) o HDL < 35 mg/dL e/ou TGL > 250 mg/dL (aponta resistência periférica à insulina) o SOP (RI frequente) o HbA1c ≥5,7%, intolerância à glicose, glicemia de jejum alterada o História de DCV (associação com S. Metabólica e RI) o Etnia de risco (negros; asiáticos com circunferência abdominal aumentada) tratamento oral Combinações: - Metformina + IDPP-4 - Metformina + Sulfonilureia - Pioglitazona + IDPP-4 - Metformina + ISGLT2 - ISGLT2 + IDPP-4 insulinoterapia nem sempre é necessário COMO USAR? etapas 1. Insulina bed time (para bloquear a produção hepática de glicose à noite) melhora glicemia jejum e facilita ação dos HO 2. Glicemia de jejum melhora, mas HbA1C alta = hiperglicemia pós-prandial -> à manter bed time e associar insulina rápida no almoço 3. Manter bed time e associar Insulina rápida em mais uma refeição (pode manter HO) 4. Insulinização plena: após décadas de DM2, sem resposta aos esquemas anteriores. metas terapêuticas DM2 diabetes gestacional hiperglicemia na gravidezsem diagnóstico prévio( >3 trimestre) pode causar macrossomia fetal - risco de complicação obstétrica rastrear TTOG entre 24 - 28 semanas de idade gestacional > risco de DM2 apos parto PÓS AULA . Faça a leitura do caso a seguir e responda às questões propostas. Mulher de 25 anos de idade, diabética, com retinopatia diabética proliferativa, chega à consulta apresentando emagrecimento, fraqueza e confusão mental. Refere náuseas e plenitude pós-prandial. Apresenta hálito cetônico, poliúria e polidipsia. Nega tosse, febre ou dispneia. Exames laboratoriais: glicemia em jejum = 230 mg/dL; HbA1c = 10,2%; peptídeo C: 0,0 ng/mL. Apresenta, ainda, um distúrbio ácido-base associado à acidose metabólica e alteração hidroeletrolítica associada à hipercalemia e hiperfosfatemia. Tomografia computadorizada de abdome e endoscopia digestiva alta normais. A. Qual é o tipo de diabetes da paciente? Quais informações apresentadas corroboram com sua hipótese? A paciente possui diabetes tipo 1, visto que em p B. Justifique o hálito cetônico, a poliúria e a polidipsia. quando o indivíduo está com grande quantidade de glicose no sangue, haverá uma hiperconcentração e assim ele perde mais água pelo trato urinário, quando isso ocorre, pode acontecer uma desidratação e ele ter mais sede C. Explique o motivo da acidose metabólica. D. Qual é o significado dos exames laboratoriais de hemoglobina glicada e peptídeo C apresentados pela paciente? A hemoglobina glicada relata o controle glicêmico dos últimos 2 meses do paciente e do peptídeo C se ele está produzindo insulina E. Qual é o protocolo terapêutico para essa paciente? soro fisiológico para repor volemia F. Por que o paciente também apresenta uma condição de hipercalemia e hiperfosfatemia?Em adultos jovens, a apresentação clínica nem sempre é suficiente para classificação do DM, pois pode haver sobreposição significativa das características clínicas de DM1 e DM2 nessa faixa etária. Com base no fluxograma mostrado a seguir, explique a importância da investigação de anticorpos e do peptídeo C no diagnóstico dos subtipos de DM 1 Quais outros exames laboratoriais podem ser utilizados no diagnóstico diferencial entre DM tipo I e II? DM1 DM2 anticorpo positivo (1A) ou negativo (1B - não foi reconhecido ou sumiu com o tempo) peptídeo C dislipidemia ácido úrico ATIVIDADE 1: CASO CLÍNICO 1. Leia o caso clínico abaixo relacionado à cetoacidose diabética (CAD) e responda às questões propostas. Paciente masculino de 10 anos de idade, diabético do tipo I há quatro anos, em uso domiciliar de insulina NPH (20 unidades pela manhã e 7 à noite), com baixa adesão ao tratamento, admitido no pronto atendimento do Hospital das Clínicas, devido à prostração, dispneia, polidpsia e poliúria. Não apresentava febre, vômitos, diarreia ou tosse. A glicemia era de 325 mg/dL. Foi internado por duas vezes anteriormente devido à desenvolvimento de CAD e coma. Apresentava-se prostrado, anictérico, acianótico, hipocorado (+/4+), pele e mucosas secas e turgor cutâneo diminuído. A frequência cardíaca (FC) era de 120 bpm, frequência respiratória (FR) de 24 ipm, saturação de O2 de 95% e pressão arterial sistêmica (PA) de 90/50 mmHg. A oroscopia e otoscopia estavam sem alterações. À admissão hospitalar foram realizados os seguintes exames laboratoriais: gasometria venosa pH 6,96; pCO2 15,8 mmHg; pO2 55,5 mmHg; HCO3-: 3,5 mEq/L; BE -26,8, Na+ 133 mEq/L, K+ 4,69 mEq/L e Ca++ 1,34 mEq/L. Foi realizada a fase de expansão volumétrica com NaCl a 0,9% endovenoso.Novos exames laboratoriais revelaram leucócitos de28.390/mm³ com 8.233 bastonetes/mm³, PCR de 25 mg/L, glicemia 375 mg/dL e cetonúria positiva (2+). Progrediu com sonolência, aumento da FR (40 ipm), dor tóracoabdominal e picos febris (taxilar > 38,0°C), manutenção da acidose e discreto aumento de pH (7,03). Optou-se pela administração de bicarbonato de sódio (¼ do déficit em 4 horas). Apresentou, em seguida, hipocalemia (2,2 mEq/L), sendo necessário o uso de KCl a 10% endovenoso. Evoluiu, posteriormente, com boa resposta clínica e melhora dos níveis de pH e HCO3-. Foi iniciada a administração de insulina NPH após ter sido atingido pH maior que 7,30, junto com a infusão de insulina regular subcutânea. A alta hospitalar seguiu-se à melhora do estado geral e à normalização dos exames laboratoriais, inclusive com cetonúria negativa, com encaminhamento para seguimento ambulatorial. A. A cetoacidose diabética é a principal complicação aguda do Diabetes Mellitus (DM) é responsável por importante causa de morte, principalmente devido ao desenvolvimento de edema cerebral. A cetoacidose diabética promove um grave desequilíbrio ácido-base e hidroeletrolítico nestes pacientes. Com base nos valores obtidos dos exames laboratoriais de sangue, justifique estas alterações correlacionando com o distúrbio ácido-base e hidroeletrolítico. B. Explique por que, após a administração de insulina, houve uma melhora em relação ao pH. questões Questões de Aprendizagem – TBL 1 e 2 1. Sra. Margarida, 62 anos, costureira, vem sentindo muita sede, fome e aumento da frequência urinária há 45 dias. Antes pesava 74 Kg e tinha estatura de 1,54 m. Na consulta hoje está com 67 kg, glicemia capilar de 248 mg/dL. Assinale a alternativa correta quanto aos critérios diagnósticos para diabetes mellitus para esta paciente: A) Glicemia capilar maior que 200 mg/dL, com sintomas, em qualquer horário B) Teste oral de tolerância à glicose maior que 150mg/dL C) 2 medidas de glicemia de jejum maiores que 101 mg/dL D) 2 medidas de glicemia pós-prandial maiores que 180 mg/dL 2. Quais os órgãos essenciais para o controle hormonal do metabolismo da glicose, que podem vir a ser base patogênica do Diabetes Mellitus tipo 2? A) Fígado, células β e músculo. B) Fígado, intestino e células c. C) Células β, estômago e tireoide. D) Células β, estômago e hipófise. 3. Maria da Graça tem 42 anos de idade. Está atualmente com sobrepeso (IMC: 28), é hipertensa bem controlada com medicação, (P.A. estável de 120 x80 mmHg). Vem numa consulta de rotina na UBS com exames: colesterol: 240 mg/dl (nl até 200 mg/dl) e HDL 40mg/dL (nl > 45 mg/dl). Restante sem alterações. Não foi colhida glicemia, mas ela refere estar preocupada porque há 6 meses sua irmã teve diagnóstico de diabetes mellitus. Qual dessas condutas se aplica à paciente acima, em relação a triagem para DM tipo 2: A) A paciente não possui indicação de triagem. B) Possui indicação de triagem devido a sobrepeso e DM em parente de primeiro grau. C) Possui indicação de triagem devido a PA elevada e idade acima dos 40 anos. D) Possui indicação de triagem devido a idade acima dos 40 anos e DM em parente de primeiro grau. 4. Sra. Maria Antonia, 48 anos, dona de casa, 4 filhos. Está acima do peso desde o último parto há 7 anos. É sedentária e não faz restrição alimentar. Ultimamente, vem sentindo mais cansaço e está tomando mais água e urinando mais que o habitual. Sua mãe faleceu aos 59 anos por complicações de diabetes mellitus. Em consulta de rotina na UBS, o médico notou: Peso= 84 kg, estatura 1,58 m. PA= 120x80 mmHg. Solicitou exames, a glicemia de jejum= 178 mg/dL e Hb glicada: 7,5%. Qual a conduta para o DM? A) Fazer modificações do estilo de vida, emagrecer e repetir exames após 6 meses. B) Fazer modificações do estilo de vida por 6 meses concomitante com uso de metformina. C) Fazer modificações do estilo de vida concomitante com início de hipoglicemiantes orais em esquema de combinação tripla (3 agentes) D) Fazer modificações do estilo de vida por 6 meses e, após esse período, se não surtir efeito, administrar insulina. 5. Sr João, 55 anos, com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica há 12 anos e diabetes mellitus há 10 anos, em uso de Atenolol, Enalapril, Gliclazida e Metformina em doses máximas, retorna para consulta de rotina no ambulatório, sem queixas. Refere uso regular da medicação. Ao exame clínico, perdeu 5kg desde a última consulta, restante sem alterações. Trouxe os resultados dos exames solicitados na consulta anterior há 3 meses: glicemia de jejum: 149 mg/dL, Hb glicada: 8,5%, ureia: 40 mg/dl, creatinina: 1,1 mg/dl, Na+: 136 mEq/L, K+: 3,9mEq/L, urina tipo 1: proteína+/4+, microalbuminúria: positiva. Qual deve ser a conduta? A) Reorientar mudança de comportamento e retorno em 6 meses B) Suspender as medicações orais e entrar com insulina NPH antes do café e antes do jantar C) Associar insulina NPH 10 U antes de dormir D) Acrescentar insulina regular antes das refeições e NPH ao deitar 6. Marcos, 23 anos, foi internado com quadro de primodescompensação diabética com cetoacidose há 3 dias. Hoje, ele está hidratado, consciente, orientado, com equilíbrio acidobásico e hidroeletrolítico corrigidos, tendo acabado de ser desligada a insulina em bomba de infusão contínua. Recebeu, nas últimas doze horas, 24 U de insulina em bomba. Sabendo também que ele tem: altura:1,75 e peso: 80kg, quais as doses de insulina NPH e regular pré-prandiais a serem introduzidas, como ponto de partida? dar 2dosesde NPH e 24htoma 48U A) 12, 12 e 12 de NPH e 6, 6 e 6 de regular. B) 10, 10 e 10 de NPH e 10, 10 e 10 de regular. C) 12 e 12 de NPH e 8, 8 e 8 de regular. D) 6, 6 e 6 de NPH e 4, 4 e 4 de regular. 7. Maria, 68 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus há 20 anos, está em consulta de retorno ambulatorial. Queixa-se que, desde a última consulta, realizada há 1 mês, sente-se ansiosa, principalmente à noite, quando apresenta pesadelos, palpitações e sudorese. Está em uso de metformina 2.550 mg/d (dose máxima), insulina NPH 20 U antes do café e 14U antes do jantar, insulina R 6U antes do café e 4U antes do jantar. Traz controles glicêmicos aferidos nas duas últimas semanas, cujas médias estão apresentadas a seguir: Jejum Após Café Antes almoçoApós almoço Antes Jantar Ao deitar 240 mg/dl 161 mg/dl 122 mg/dl 164 mg/dl 177 mg/dl 108 mg/dl Qual a melhor conduta nesse momento? A) Prescrever antidepressivo e aumentar NPH antes do jantar. (se não aumenta hipoglicemia de noite) B) Eletrocardiograma e diminuir as insulinas da manhã. C) Prescrever ansiolítico e acrescentar insulina R no almoço. D) Reduzir dose da NPH noturna e mudar horário para 22h. 8. Marcelo, 18 anos, é diabético tipo 1 há 1 ano. Faz uso de insulina NPH (10 unidades ao acordar e 10 unidades ao deitar) e insulina regular (6 unidades antes do café da manhã, 6 unidades antes do almoço e 6 unidades antes do jantar). Está seguindo o plano alimentar, faz atividade física diariamente. Traz controle glicêmico do último mês com médias conforme abaixo: Jejum – 110 2h pós-café – 276 Pré-almoço – 100 2h pós-almoço – 150 Pré-jantar – 122 2h pós-jantar – 177 3h - 120 A conduta correta quanto ao manejo da insulina deve ser: A) Aumentar NPH da manhã e aumentar regular da manhã. B) Diminuir NPH da manhã e aumentar regular da manhã. C) Aumentar regular da manhã, apenas. D) Diminuir NPH da manhã, apenas. 1. DM2 após DM gestacional 2. solicitar glicemia jejum 3. . 4. Orientar perda ponderal, preescrever um antihipertensivo, mapa glicemico 5. .