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MERCANTIL - PROCESSO FALIMENTAR 
Aula 1 Revisão: Conceitos empresariais
Código Comercial de 1850: Era dividido em três partes (está em vigor, mas só vigora na segunda parte)
· I - Do comércio em geral
 Tratava do comércio em geral - Teoria dos atos de comércio.
objetivava atividade, mas o grande erro era não citar as atividades. Assim, teve o regulamento 737/1850 que citou quem era considerado comerciante.
Concordata (hoje recuperação judicial) quem não era comerciante não fazia uso da concordata.
Até que o CC revogou a parte primeira. Em 2002 alterou-se a teoria para identificar os profissionais, surgindo a TEORIA DA EMPRESA
· II - Comércio marítimo
 Está em vigor, trata do comércio marítimo.
Obs: Está em trâmite um processo de código unificado. 
· III - “Das quebras”
 Foi revogado pelo Decreto 7661/45, que também foi revogada pela Lei 11.101/05 (atual).
· Constituía o Direito Falimentar 
Teoria da empresa - CC de 2202 
 Revogou a Parte I do Código Comercial
· Art 966: define quem é empresário
	Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. 
 Nem toda atividade econômica é atividade empresarial
 Em regra a lei 11.101 só faz referência a empresários (houve algumas alterações na pandemia)
 Deixou de olhar para a atividade e passou a olhar para o praticante (diferença das teorias, qualquer atividade pode ser atividade empresarial, desde que o praticante preencha os requisitos do art 966) - tanto a pessoa física (empresário individual) quanto a jurídica (sociedade ou SLU - sociedade limitada unipessoal) são empresarios.
Requisitos:
1. profissionalidade: habitualidade (o que não significa todo dia)
2. atividade econômica: finalidade lucrativa
3. organizada/organização empresarial (clássica: capital, mão de obra, insumo e tecnologia - moderna: colaboração de terceiro, não necessariamente ter empregado, por ex: a existência de um terceiro - que pode ser pessoa ou empresa - depende do principal)
4. produz ou circula bens ou serviços
Ação de insolvência civil: apenas comerciante, não é empresário
Ação falimentar: é empresário
Obs: Sócio NÃO é empresário, é investidor ou empreendedor. 
Obs: pessoas que preenchem todos os requisitos, mas não são empresárias (por determinação legal - inciso I):
· profissionais intelectuais (de natureza científica ou artística). MOTIVO: concorrência - não se concorre com talento/pessoalidade. E profissões intelectuais estão intimamente ligados a pessoalidade.
· Exceção da exceção: caso o intelectual tenha elemento de empresa
 NUNCA VAI SER EMPRESÁRIO: advogado - estatuto da OAB proíbe que a profissão seja atrelada a qualquer outra.
 Registro não é condição para existência do empresário. 
· Empresário IRREGULAR: caso não exista registro - mas só tem sanção e nao benefício, caso entre em processo de quebra
· Regra: registro é condição de regularidade
· Exceção: registro com natureza constitutiva (PRODUTOR RURAL - só será empresário no momento em que se registrar) - ele escolhe se vai ser empresário ou não, a partir do registro - não existe empresário irregular se o praticante for produtor rural, é facultativo
· Dnrc: órgão normatizador (federal)
· Juntas: executor (estadual)
· Sentença transitado em julgado: única forma de falar que faliu
· Não pode declarar falido alguém que não é empresário.
(Responsabilidade do sócio dentro de cada sociedade + lei falimentar)
Estudos - Conceitos iniciais
 História: Na Roma antiga, a garantia do credor era a própria pessoa do devedor (encarceramento, venda como escravo e até mesmo sua morte). Naquele período, a finalidade era a punição do devedor e não a satisfação dos legítimos interesses dos seus credores. Cita-se mudanças com a codificação napoleônica, momento em que o direito civil se consolidou como o regime geral aplicável a quase toda totalidade das relações privadas, enquanto o direito comercial se firmou como regime jurídico especial a disciplina das atividades mercantis (salienta-se que esta não era a realidade antes, visto que as antigas regras se aplicavam a qualquer espécie de devedor, comerciante ou não). Por outro lado, manteve-se o caráter repressivo e punitivo do devedor que, apenas veio a se alterar, com as alterações socioeconômicas provocadas pela revolução industrial e globalização. Logo, a insolvência passou a ser um fenômeno natural, inerente ao risco empresarial (não apenas os devedores desonestos atravessaram crises econômicas).
Por fim, houve o reconhecimento da função social da empresa e dos efeitos nefastos de sua paralisação, por isso, muitas vezes, a permanência do devedor em crise poderia ser mais benéfica do que sua imediata exclusão do meio empresarial, ante a possibilidade de sua recuperação e consequente manutenção de sua atividade econômica. Assim, a grande preocupação do direito falimentar atual é a preservação da empresa.
 História no Brasil: Tinha um caráter punitivo. Contudo, com a pressão no país para que houvesse promulgação de leis nacionais, surgiu em 1859 o Código Comercial. A terceira parte desse dispositivo tratava “das quebras”, cujos dispositivos constituíam o direito falimentar. O Código Comercial Brasileiro sofreu duras críticas (como a excessiva importância aos interesses dos credores), causando alteração legislativa. Adiante, foi com as transformações sociais e econômicas, bem como influência do princípio da preservação da empresa que a lei 11.101/2005 surgiu. Dessa maneira, cita-se mudanças como: redução da participação do MP no processo falimentar; mudança na ordem de classificação dos créditos e a previsão de créditos extraconcursais.
Direito Falimentar: Sub Ramo do direito empresarial, que se aplica somente aos empresários (tanto a pessoa física (empresário individual) quanto a jurídica (sociedade ou SLU - sociedade limitada unipessoal)). Disciplina a crise dos empresários, tentando solucioná-la por meio de processos de recuperação judicial/extrajudicial ou pelo processo de falência. 
Falência: É um processo de execução coletiva em que há uma crise irreversível. Cabe ao credor, individualmente, buscar no patrimônio do devedor a satisfação do seu crédito. Porém, se o devedor possui em seu patrimônio menos bens que os necessários ao integral cumprimento de suas obrigações, a execução destes não poderá ser feita de forma individual, mas coletivamente. Assim, exige-se uma execução especial, na qual todos os credores deverão ser reunidos em um único processo, para a execução conjunta do devedor. Em vez de se submeter a uma execução individual, pois, o devedor insolvente deverá se submeter a uma execução concursal em obediência ao princípio da par conditio creditorum, segundo o qual deve ser dado aos credores tratamento isonômico.
Natureza jurídica: Entende-se que a falência tem caráter híbrido, ou complexo, em sua natureza jurídica. Existindo caráter processual (ex: execução concursal) e material (decretação da quebra dos contratos).
Princípios: Dois importantes princípios do direito falimentar moderno são: 1. a preservação da empresa e maximização dos ativos. Assim, a decretação da falência não acarreta, necessariamente, o fim da atividade (empresa) que o empresário exerce, podendo continuar sob a responsabilidade de outro empresário (individual ou sociedade empresária) caso ocorra, por exemplo, a venda do estabelecimento empresarial do devedor, nos termos do art. 140, I LRE.
Mantendo-se a empresa em funcionamento, evita-se que seus ativos se desvalorizem ou se deteriorem (maximização do ativo). Além disso, contribui-se para que no processo falimentar, quando realizada a venda dos bens, consideram-se interessados em adquirir o estabelecimento empresarial dodevedor dando continuidade a atividade que ele desenvolvia (preservação da empresa).
Aula 2 
 Lei 11.101/2005 (Atualizada em 2021!)
· Novidades na legislação: 
1. Recuperação judicial (antes concordata) e extrajudicial 
2. Síndico = Adm Judicial 
3. Processo falimentar
 Objetivo do processo falimentar: Pagar o máximo possível dos credores dentro de uma ordem estabelecida por lei. 
 Pressupostos falimentares: art. 966 do CC
· pressuposto material subjetivo: qualidade de empresário do devedor;
Condição de empresário: se o devedor insolvente não é empresário o procedimento aplicável a sua execução concursal é estabelecido pelo CPC (insolvência civil). Porém, se o devedor insolvente é empresário (individual ou sociedade empresária) o procedimento é regulado pela legislação falimentar (lei 11.101/2005). 
	Art. 1o Esta Lei disciplina a recuperação judicial, a recuperação extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária, doravante referidos simplesmente como devedor.
Assim, das pessoas jurídicas de direito privado (art. 44 do cc) apenas as sociedades empresárias e as EIRELI se submetem às regras da LRE. Portanto, uma associação, uma fundação, um partido político, uma organização religiosa ou uma sociedade simples NÃO PODEM requerer a recuperação ou ter sua falência requerida. As cooperativas, as quais, por serem sociedades simples, não podem requerer recuperação ou ter sua falência requerida (independentemente do seu objeto social).
OBS: os profissionais liberais (intelectuais) EM REGRA não são considerados empresários e, portanto, não podem requerer recuperação ou ter sua falência requerida.
OBS 2: Produtor rural não registrado: é irregular, ou seja, pode falir, MAS não há recuperação.
 ATENÇÃO: Wellington passou pesquisa complementar sobre o tema! 
Pergunta: será que todos os empresários estão abrangidos no âmbito de incidência da lei em referência? Não. A própria LRE estabelece as exceções em seu art. 2:
	Art. 2o Esta Lei não se aplica a:
I – empresa pública e sociedade de economia mista;
II – instituição financeira pública ou privada, cooperativa de crédito, consórcio, entidade de previdência complementar, sociedade operadora de plano de assistência à saúde, sociedade seguradora, sociedade de capitalização e outras entidades legalmente equiparadas às anteriores.
Obs: Entender que também estão inseridos aqui (como NÃO legitimados a pedir Falência)
a) PROFISSIONAIS LIBERAIS (se aplica a insolvência civil)
b) AUTÔNOMOS (se aplica a insolvência civil)
c) SOCIEDADES SIMPLES (se aplica a insolvência civil)
d) SOCIEDADE COOPERATIVA (conforme art. 982 CC, se aplica a insolvência civil)
e) CLUBES DE FUTEBOL SEM REGISTRO (somente após o registro na Junta Comercial é que se submetem a Lei de Falências)
g) SOCIEDADE DE ADVOGADOS (art. 86 do EOAB, se aplica a insolvência civil)
h) sociedade em CONTA DE PARTICIPAÇÃO (salvo quanto ao sócio ostensivo)
Obs: A falência incide tanto sobre a sociedade empresária regular quanto sobre o empresário de fato, mas a recuperação judicial beneficia somente os que pratiquem a atividade empresarial conforme a lei. (A recuperação judicial não prescinde da regularidade!)
· Pressuposto material objetivo: insolvência do devedor - Art. 94 
 O art é utilizado como fundamentação da insolvência que não necessariamente é econômica e sim jurídica.
A) Impontualidade (em mora) injustificada: Título executivo de + de 40 salários mínimos e protestados. 
A exigência de que a dívida seja superior a 40 salários mínimos pretende desestimular o uso da falência como meio para cobrança de dívidas de pequeno valor. A cobrança, nesses casos, deve ser feita pela via ordinária. 
· A lei permite que os credores se reúnam para somar seus créditos, para que seja possível pedir, em litisconsórcio, a falência do devedor. 
· Todos os títulos devem ser protestados, não se admite outro meio de prova
	Art. 94. Será decretada a falência do devedor que:
I – sem relevante razão de direito, não paga, no vencimento, obrigação líquida materializada em título ou títulos executivos protestados cuja soma ultrapasse o equivalente a 40 (quarenta) salários-mínimos na data do pedido de falência;
B) Execução frustrada: 
	Art. 94. Será decretada a falência do devedor que:
II – executado por qualquer quantia líquida, não paga, não deposita e não nomeia à penhora bens suficientes dentro do prazo legal;
C) Ato de falência Atos de falência são aqueles praticados pelo empresário ou pela sociedade empresária, que consistem em comportamento pouco usual, ilícito ou suspeito, de forma a beneficiar a si próprio ou a alguns de seus credores, e a prejudicar outros
1’’(Art. 94, inciso III)
· Pressuposto formal: Para haver falência, é necessário existir decisão (de natureza constitutiva) decretando a falência.
Aula 3 - Legitimidade Ativa para requerer falência
1. [footnoteRef:0]Do próprio devedor (Autofalência) - Regular ou irregular [0: Obs: Devedor é empresário individual = a decisão para pedir a autofalência é exclusivamente sua. 
Devedor é sociedade empresária = o pedido depende de deliberação dos sócios. 
em caso de urgência, o administrador pode pedir a autofalência antes da deliberação dos sócios. ] 
 Hipótese rara na prática, o devedor costuma: (i) insistir na atividade até ter sua falência decretada a pedido de terceiro, (ii) encerrar a atividade empresarial sem a observância das regras impostas para tanto (dissolução irregular). Pois ainda que a lei imponha o dever do devedor de decretar sua própria falência, não impõe sanção para o devedor que não decreta falência, o que 
· Vantagem da Autofalência: Para Marlon Tomazette, a boa-fé do devedor pode livrá-lo de uma eventual desconsideração da personalidade jurídica por dissolução irregular. 
2. Do cônjuge sobrevivente, herdeiro ou inventariante 
· Aplicável ao empresário individual. 
· Na falta do empresário (morte), os sucessores podem, em caso de insolvência, pedir a sua falência. 
3. Cotista ou acionista 
· Feito por sócio da sociedade. 
· O pedido do cotista ou acionista se dará na forma de um ato constitutivo (contrato social, caso o capital não seja dividido em ações) ou estatuto social (dividida em ação). 
Obs: diferente da autofalência pois, neste caso o pedido deveria ser feita pela própria sociedade. 
4. Credor (mais importante) 
A) Credor Empresário
· Todo e qualquer credor pode requerer, desde que o empresário esteja juridicamente insolvente 
· O credor empresário deve, junto com a petição inicial, juntar uma certidão de regularidade (expedida na junta comercial). 
B) Credor com garantia real
· Garantia real: os chamados direitos reais de garantia representam a vinculação de um determinado bem do devedor para garantir a satisfação do crédito do credor. Com o estabelecimento dessa garantia cria-se um vínculo real entre o credor e a própria coisa dada em garantia, que é independente do vínculo obrigacional existente entre credor e devedor. Não paga a dívida, tem o credor o direito de perseguir a coisa onde quer que se encontre e utilizá-la para pagamento de seu crédito, ainda que ela, por exemplo, já nem se encontre mais sob a posse ou propriedade do devedor. Precisa haver a entrega de um bem, ou seja, um bem é colocado como garantia do adimplemento da prestação. Ex: hipoteca (imóvel: fica no posse do devedor), penhor (bem móvel: fica na posse do credor)
· Situação hipotética: O devedor está insolvente, mas o banco já possui uma garantia real (ex: hipoteca) - que não necessariamente será suficiente para o pagamento, (devido a inflação ou juros, por ex). O banco terá legitimidade para pedir falência do devedor? 
Atualmente: O banco pode pedir falência OU executar a garantia, a lei não proíbe ou impõe condições, na verdade depende do melhor interesse do cliente. A execução NORMALMENTE é melhor, pois a falência pode não pagar a dívida (devido a ordem de pagamento, por ex.)
 Ao tempo do decreto 7661/45 o credor com garantia real paraser autor do pedido de falência deveria renunciar a garantia ou provar que esta se tornou insuficiente (estava expressamente escrito no texto do decreto). A lei 1101/2005, entretanto, silenciou-se a esse respeito e, não havendo proibição legal, o credor com garantia real poderá ser autor do pedido independentemente de renúncia da garantia ou prova de sua insuficiência.
5. Fazenda pública
· Não há nada que proíba legalmente a fazenda pública de ser legitimamente ativa para pedir falência, todavia, a jurisprudência tem entendido que, como a fazenda pública possui um procedimento próprio para a cobrança dos seus créditos (execução fiscal) torna-a ilegítima para pedir falência 
apenas entendimento jurisprudencial, pode ser alterado pois não há proibição legislativa
6. Produtor rural 
· Sempre pode pedir falência, independe da necessidade de prova de sua regularidade (Ao irregular só se impede os benefícios da lei, as sanções independem de sua regularidade. Por isso, não há impedimento que, mesmo diante de irregularidade, impeça o empresário irregular de pedir sua própria falência)
5.Credor estrangeiro
Quando o credor não tem patrimônio no território brasileiro ou está domiciliado no estrangeiro, este deverá prestar uma caução (depósito judicial que servirá para cobrir eventuais ônus da sucumbência e indenização por perdas e danos - o valor é calculado com base no pedido e o juiz pode determinar a complementação desse valor se considerar insuficiente)
Princípio da intervenção mínima do MP: 
A legislação anterior previa uma ampla participação do MP no processo falimentar. A LRE trazia dispositivo semelhante, todavia, as normas que previam a ampla participação do MP foram VETADAS pelo poder executivo. (O representante do Ministério Público intervirá nos processos de recuperação judicial e de falência.(vetado)
Atualmente, o MP somente irá intervir nas situações expressamente previstas pela Lei 11.101/2005.
Há posicionamento em contrário
Defesa do Réu 
· Pedido de falência fundamentado em um dos incisos do art. 94 da lei 11.101/05.
· Ao receber a petição inicial, o juiz saneia o processo e determina a citação (em respeito ao princípio do contraditório e ampla defesa)
Ação Falimentar 
 Prazo para contestação pelo devedor : 10 dias (art. 96 da Lei 1.101/2005)
	Art. 96. A falência requerida com base no art. 94, inciso I do caput, desta Lei, não será decretada se o requerido provar:
I – falsidade de título;
II – prescrição;
III – nulidade de obrigação ou de título;
IV – pagamento da dívida;
V – qualquer outro fato que extinga ou suspenda obrigação ou não legitime a cobrança de título;
VI – vício em protesto ou em seu instrumento;
VII – apresentação de pedido de recuperação judicial no prazo da contestação, observados os requisitos do art. 51 desta Lei;
VIII – cessação das atividades empresariais mais de 2 (dois) anos antes do pedido de falência, comprovada por documento hábil do Registro Público de Empresas, o qual não prevalecerá contra prova de exercício posterior ao ato registrado.
	Art. 98. Citado, o devedor poderá apresentar contestação no prazo de 10 (dez) dias.
Parágrafo único. Nos pedidos baseados nos incisos I e II do caput do art. 94 desta Lei, o devedor poderá, no prazo da contestação, depositar o valor correspondente ao total do crédito, acrescido de correção monetária, juros e honorários advocatícios, hipótese em que a falência não será decretada e, caso julgado procedente o pedido de falência, o juiz ordenará o levantamento do valor pelo autor. (depósito elisivo)
Depósito Elisivo: Neste mesmo prazo, o devedor poderá realizar um depósito elisivo (vem de elidir, impedir) depósito judicial que impedirá a decretação da falência, (o pedido pode até ser julgado procedente mas não será decretada falência) o depósito compreende o valor principal daquele (s) autor (es) com juros, correção monetária e honorários advocatícios.
OBS: O depósito elisivo é facultativo, uma forma de se defender
Se julgado procedente, o juiz ordena o levantamento do valor: A Ação falimentar serve como meio de cobrança, se o devedor realizou o depósito elisivo, a ação falimentar serviu como meio de cobrança.
· Literalidade do parágrafo único do Art. 98: Conforme o legislador, o depósito elisivo somente é cabível se o pedido foi fundamentado na impontualidade injustificada ou na execução frustrada - ou seja, não cabe depósito elisivo se o pedido foi fundamentado em atos de falência. Pois nas hipóteses de incidência nas condutas de atos de falência, a insolvência do devedor independe do fato dele estar impontual quanto às suas obrigações. 
obs: porém, há jurisprudência que aceita depósito elisivo nos atos falimentares em razão do entendimento de Fábio Ulhoa.
Possíveis atitudes do devedor
1. CONTESTA: apenas apresentar defesa, não tem dinheiro (para o depósito) ou não possui convicção que não é juridicamente insolvente.
Resultado: procedência ou improcedência da ação
· Procedente decretação da falência
· Improcedente não decreta a falência
2. CONTESTA E REALIZA O DEPÓSITO ELISIVO: 
Resultado: procedência ou improcedência da ação
· Procedente NÃO decreta falência em razão do depósito elisivo, o autor levanta o depósito (a ação já serviu como cobrança)
· Improcedente não decreta a falência, o valor do depósito retorna ao réu 
3. APENAS DEPOSITA E NÃO CONTESTA: Ocorre revelia
Resultado: procedência ou improcedência da ação
· Normalmente PROCEDENTE NÃO decreta falência em razão do depósito elisivo, o autor levanta o depósito (a ação já serviu como cobrança)
· Improcedente não decreta a falência, o valor do depósito retorna ao réu 
4. NÃO DEPOSITA E NÃO CONTESTA: Também ocorre revelia 
Resultado: procedência ou improcedência da ação
· Procedente decretação da falência
· Improcedente não decreta a falência
· Fundamento da decisão que NÃO DECRETA a falência do empresário: improcedência do pedido OU existência depósito elisivo
 Se o autor não tiver legitimidade: não há julgamento do mérito, pedido improcedente.
· Fundamento da decisão que DECRETA a falência do empresário: procedência do pedido E inexistência do depósito elisivo
 A decisão que decreta falência é de NATUREZA CONSTITUTIVA porque só existe falido DEPOIS da decisão
	· Decisão de natureza declaratória: existia antes da decisão, apenas declarou.
· Decisão de natureza constitutiva: passou a existir depois da depois da decisão 
· PROCESSO PRÉ FALIMENTAR - do pedido de falência até a decisão que decreta ou não a falência. O juiz analisa a qualidade de empresário e seu estado de insolvência. 
· Decisão que não decreta a falência coloca fim a atividade jurisdicional
· Decretou falência: primeiro ato do processo falimentar, há continuidade
OBS: 
	· o recurso cabível contra decisão que decreta a falência do empresário é o agravo
· o recurso cabível contra decisão que não decreta a falência do empresário é a apelação
 
Outras hipóteses de apelação expressamente consignadas na Lei 11.101:
CABE APELAÇÃO DA SENTENÇA QUE:
· JULGA PROCEDENTE A AÇÃO REVOCATÓRIA (ação autônoma)
· JULGA AS CONTAS APRESENTADAS PELO ADM JUDICIAL (ação a ser movida em autos apartados)
· JULGA O PEDIDO DE RESTITUIÇÃO (Apelação s/ efeito suspensivo)
· ENCERRAMENTO DA FALÊNCIA (Sentença publicada por edital)
· DECLARA EXTINTAS AS OBRIGAÇÕES DO FALIDO
· HOMOLOGA O PLANO DE RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL (Apelação s/ efeito suspensivo)
AULA X (perdi a ordem das aulas RSRS)
Instauração do juízo universal falimentar 
Conceito: É a aptidão atrativa do juízo que decreta a falência e que passa a ser o competente para conhecer, processar e julgar todas as ações de cunho patrimonial que envolvam a massa falida (massa objetiva: bens/ massa subjetiva: credores) ou o devedor falido 
as ações que correm de forma autônoma de cunho patrimonial são atraídas ao processo falimentar e o juiz falimentar
Exceção: ações que não sofrem atratividade e continuam em outro juízo:
· Reclamações trabalhistas
Pois o único juiz competente para julgar reclamaçãotrabalhista é o juiz do trabalho 
 ATÉ O TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA, depois da sentença, a reclamação trabalhista será atraída ao processo falimentar 
· Execuções fiscais
Pois continuam a correr mesmo com a falência
· Ações em que o devedor figure no polo ativo
Afinal, quando o devedor é o autor, o máximo que pode acontecer é um acréscimo patrimonial e não um decréscimo, logo, seria favorável aos credores.
· Ações que demandam quantia ilíquida
São ações em que não se tem certeza do valor até a liquidação da sentença, após a sentença e a liquidação dela, o cumprimento de sentença terá aptidão atrativa.
.[footnoteRef:1]Administrador judicial [1: Impedimentos: 
Quem, nos últimos 5 anos, no exercício do cargo de administrador judicial ou membro do comitê de falência, deixou de prestar contas dentro dos prazos legais ou teve a prestação de contas desaprovada
Tiver relação de parentesco ou afinidade até o 3 grau com o com o devedor, seus administradores, controladores ou representantes legais ou deles for amigo, inimigo ou dependente
Destituição: 
O administrador judicial que não apresentar, no prazo estabelecido, suas contas ou qualquer dos relatórios previstos nesta Lei será intimado pessoalmente a fazê-lo no prazo de 5 (cinco) dias, sob pena de desobediência. (Art. 23) 
O juiz, de ofício ou a requerimento fundamentado de qualquer interessado, poderá determinar a destituição do administrador judicial ou de quaisquer dos membros do Comitê de Credores quando verificar desobediência aos preceitos desta Lei, descumprimento de deveres, omissão, negligência ou prática de ato lesivo às atividades do devedor ou a terceiros. (Art. 31)
Obs: Diferente de substituição.
] 
Auxiliar do juiz na condução do processo falimentar (antes denominado síndico). É
· É um [footnoteRef:2]particular em colaboração com o poder público, que exerce suas funções de forma temporária e voluntária, mediante remuneração arbitrada pelo juízo, mas paga pelo devedor. Assume a administração da massa falida, já que o devedor é afastado da administração. [2: Considerado funcionário público para fins penais. ] 
Nomeado pelo juízo falimentar 
Sociedade empresária e massa falida: Sociedade empresária falida e massa falida são dois sujeitos de direito distintos, e que coexistem durante a falência. 
Massa falida é o acervo de bens e direitos do falido. Se compreende como bens e direitos o ativo da sociedade empresária falida (bens e créditos) e o passivo (débitos).
O administrador judicial tem a incumbência de representar a MASSA FALIDA e não a sociedade empresária falida. 
Obs: MASSA FALIDA não possui personalidade jurídica, mas sim personalidade judiciária
· Profissional idôneo (honesto, probo)
Requisitos: preferencialmente advogado, contador, economista, ou administrador. Podendo também ser uma pessoa jurídica especializada.
Pessoa jurídica especializada: o juízo deve ter conhecimento de quem é o preposto indicado que vai atuar nessa massa falida, bem como de eventuais substituições. É possível que o preposto indicado não ganhe a confiança do juiz. 
Remuneração: Custeada pela massa falida e fixada pelo juiz. Crédito extraconcursal, o crédito dele e dos auxiliares (se existirem) não entrará no concurso de credores. 
· Critérios: (i) capacidade de pagamento do devedor, (ii) grau de complexidade do trabalho, (iii) valores de mercado para atividades semelhantes. 
· Em regra, não excederá 5% do valor devido aos credores ou de venda dos bens.
 Se for ME, EPP ou produtor rural pessoa física: 2%
Auxiliares: Não há restrição para que outras pessoas sejam administradores (médico, juiz, etc), aqueles profissionais possuem apenas maior aptidão na gestão da massa falida, logo, os administradores podem ter auxiliares.
AULA 6 E 7 (?)Efeitos da decretação da falência
1. Quanto à pessoa do devedor:
· Inabilitação Empresarial: a decisão que decreta falência do empresário inabilita o devedor de exercer empresa até que estejam cumpridas as obrigações do processo falimentar. 
 
· Dissolução da sociedade: em razão da decretação da falência, (excepcionalmente o juiz pode permitir a continuidade). Com a decretação de falência haverá o encerramento da atividade empresarial e a liquidação do patrimônio social para o posterior pagamento dos credores
 Forma a massa falida: reunião dos bens e credores que será administrada pelo administrador judicial a partir da inabilitação do devedor. Bem como a liquidação do patrimônio social para o pagamento dos credores. 
	
· Sócios: A escolha do tipo de sociedade interfere na responsabilidade dos sócios: 
· Caso a responsabilidade seja ILIMITADA: os sócios também deverão ser citados (podendo apresentar defesa e depósito elisivo) - na hipótese do patrimônio social não ser capaz de pagar todos os credores. 
· Caso a responsabilidade seja LIMITADA e sua proteção patrimonial: A princípio, não se submetem aos efeitos da falência, uma vez que quem faliu foi o devedor. Todavia, o sócio de responsabilidade limitada pode ter seu patrimônio atingido, para isso deve-se promover uma ação de apuração de responsabilidade, circunstância em que será analisado se o sócio deu causa à situação de insolvência. Se ele tiver contribuído, terá seu patrimônio pessoal atingido pelos efeitos da falência. 
Ex de causas: má gestão, desvio, etc. 
2. Quanto aos bens do devedor
· Arrecadação de todos os bens: todos os bens - que sejam de posse (posse não necessariamente significa propriedade, Ex: posse ilegítima através de contrato de locação) ou de propriedade do falido - serão arrecadados e os produtos da alienação desses bens pagarão os credores.
Exceções: não se arrecada bens absolutamente impenhoráveis (imóveis de uso da família, salário necessário para a subsistência..) 
· Auto de arrecadação: É dividido em inventário (lista de bens) e laudo de avaliação. O oficial de justiça relaciona os bens do devedor seguido de sua avaliação (que pode ser impugnada - principalmente pelo devedor). 
Pedidos de restituição: possibilidade dos donos pedirem a restituição dos itens que estiverem de posse do devedor. Se o pedido não for feito dentro do prazo será alienado, mesmo que não seja propriedade do devedor. Nesse caso, o proprietário deverá habilitar seu crédito no processo da massa falida. 
Ex dado em sala: Em se tratando de contribuições previdenciárias de responsabilidade do empregado e não repassadas à previdência pelo empregador, o empregado poderá requerer pedidos de restituição. Já a contribuição previdenciária não paga pelo empregador enquanto contribuinte deverá ser pleiteada mediante execução fiscal.
· Instituição financeira: decretada falida, de modo que todos os valores constantes nas contas dos correntistas foram arrecadados. Pergunta: cabe pedido de restituição? Existindo FGC, sim (até seu limite). Não existindo não cabe restituição, correntista deve habilitar crédito no procedimento falimentar.
· FGC: Fundo garantidor de crédito, é o que cabe de pedido de restituição, acima disso deve-se habilitar o crédito (até 250.000).
3. Quanto aos credores
O objetivo do processo falimentar é pagar o máximo de credores, conforme a ordem estabelecida em lei. 
O devedor tem a obrigação de entregar ao administrador judicial todos os livros empresariais contábeis fiscais, bem como uma relação prévia de quem são os seus credores. 
 Formação da massa falida: reunião dos bens e credores 
· Subjetiva: reunião dos credores
· Objetiva: reunião dos bens
Procedimento de verificação e habilitação dos créditos:
· Publicação: Quem a organiza e decide em determinado momento (estipulado pelo juiz) é o administrador judicial, visto que, de posse dos documentos mencionados, irá publicar (pela primeira vez) um edital contendo a relação dos credores, a fim de lhes dar conhecimento
A) Primeira publicação da relação de credores: inicia-se o prazo de 15 dias para: 
· habilitações de crédito: quando o credor não se encontra na lista, ocorre a inclusão do crédito não relacionado 
· manifestações de divergência: credor em desacordocom o crédito relacionado, seja ordem, valor, natureza, etc. 
Obs: As habilitações e manifestações de divergência são direcionadas ao administrador judicial, por isso o entendimento de que este procedimento foi desjudicializado. 
B) Segunda publicação da relação de credores: Findo os 15 dias, abre-se um prazo de 45 dias para para que o administrador republique a lista - com ou sem alterações e ainda que não tenham pedidos
 O adm judicial pode negar as alterações solicitadas após a primeira publicação. 
C) Impugnações à lista: Feita a segunda publicação, inicia-se a contagem de um prazo de 10 dias para que os interessados apresentem suas impugnações, que serão direcionadas ao juízo falimentar (pois não faria sentido que retornassem ao adm judicial, uma vez que ele já julgou)
Obs: Conta-se o prazo A PARTIR DA SEGUNDA PUBLICAÇÃO, importante lembrar que o adm judicial não precisa publicar após os 45 dias, pode ser antes. 
D) Terceira publicação da relação de credores: Julgadas as impugnações, o administrador judicial deverá publicar a lista pela terceira vez, momento em que se consolidará o quadro geral dos credores, que será homologado pelo juízo falimentar. 
Obs: Inexistindo impugnações, o quadro geral de credores se consolidará com a segunda publicação 
Habilitações retardatárias: quando a habilitação não é feita dentro do prazo de 15 dias da primeira habilitação, são aplicadas as devidas punições (ex: perde direito a voto em assembleia e eventuais rateios, lucros, etc). Recebe somente seu crédito e sua posição continua a mesma. 
Obs: ainda que consolidado, o quadro de credores poderá ser modificado até o encerramento do procedimento falimentar.
Modificação do quadro geral de credores:
· Antes da homologação: recebido como uma IMPUGNAÇÃO (quando sair a homologação, o habilitado retardatário estará incluso
· Depois da homologação: deverá ser feito em AÇÃO AUTÔNOMA, própria de habilitação de crédito e, se procedente, o juiz irá alterar o quadro geral.
4. Quanto às obrigações do falido 
· Suspensão do direito de retirada: Suspende o direito de retirada do acionista para que o patrimônio social não diminua na ação falimentar, visto que o acionista é um dos últimos na lista a receber 
· Suspensão do direito de retenção: Suspende o direito de reter a coisa o bem será entregue ao administrador judicial e aquele credor que detém o direito de retenção deverá habilitar seu crédito no processo falimentar.
5. Quanto aos atos do falido 
Fala-se em INEFICÁCIA dos atos do falido, e não de nulidade deles. 
Ato Ineficaz: ato válido, lícito, mas que não produzirá efeitos jurídicos por ter sido praticado em determinado período.
Ato nulo: ato contrário a lei, ilegal. 
Termo legal de falência: Uma das medidas mais importantes tomadas pelo juiz com a decretação da falência é a fixação do termo legal da falência. Termo Legal compreende os fatos que demonstram o abalo na saúde econômica-financeira do empresário próximo a falir.
Art. 99 LRE
A sentença que decretar a falência do devedor, dentre outras determinações: fixará o termo legal da falência, sem poder retrotraí-lo por mais de 90 (noventa) dias contados do pedido de falência, do pedido de recuperação judicial ou do 1º (primeiro) protesto por falta de pagamento, excluindo-se, para esta finalidade, os protestos que tenham sido cancelados;
· Impontualidade injustificada: considera- se a data do primeiro protesto por falta de pagamento (não necessariamente protesto especial de falência)
· Atos de falência: data do próprio pedido de falência, retroagindo por até 90 dias
· Convolação de recuperação em falência: data do respectivo requerimento da recuperação, também retroagindo por até 90 dias.
Período suspeito: É o período em que o comerciante já se encontrava em estado falimentar, embora a falência ainda não tivesse sido declarada judicialmente. Recebe esse nome porque os atos praticados nesse tempo têm uma presunção legal de ilegitimidade, já que era possivelmente de conhecimento do devedor sua eventual quebra/falência. Logo, esses atos são desconsiderados, por exemplo, uma venda de ativos. 
· Diferença: uma vez que o período suspeito compreende a situação econômico-financeira real da empresa e o termo legal se refere apenas a uma data fixada por lei, pode ser que muito antes da data fixada como termo legal, a empresa já esteja insolvente.
· Atos objetivamente ineficazes Art. 129: independe se houve ou não má-fé, se o ato foi realizado em período suspeito será ineficaz. Ex: falido pagar dívida que não venceu. 
	Art. 129. São ineficazes em relação à massa falida, tenha ou não o contratante conhecimento do estado de crise econômico-financeira do devedor, seja ou não intenção deste fraudar credores:
(...)
Rol taxativo, praticado o ato, já é ineficaz, ainda que praticado de boa-fé. 
· A ineficácia pode ser determinada de ofício ou por meio de petição.
· Atos subjetivamente ineficazes: podem ser ineficazes desde que provada a intenção de lesar os credores (má-fé, fraude). Um ato listado no art. 129 LRF fora do termo legal ou do prazo de 02 anos pode ser objeto de ação revocatória, provando-se a prática fraudulenta em prejuízo da massa falida.
· Ação revocatória (Art. 130 - Lei 11.101/2005): ação que prova a ineficácia de um ato subjetivo (deve ser feita)
	132. A ação revocatória, de que trata o art. 130 desta Lei, deverá ser proposta pelo administrador judicial, por qualquer credor ou pelo Ministério Público no prazo de 3 (três) anos contado da decretação da falência.
 Promovida contra todos que figuraram no ato e contra seus sucessores (polo passivo)
Legitimidade: credores, mp e administrador judicial (polo ativo)
Prazo para propor ação: 3 anos, contado da decretação da falência
AULA 8 (?) Realização do ativo 
Realizar o ativo significa alienar os bens do devedor. Deve-se realizar o mais rápido possível
· Formas de alienação: 
A) Alienação da empresa: Significa alienar a atividade empresarial, englobando todas as suas filiais
Exceções: quando o adquirente é sócio ou parente do falido. 
B) Alienação da empresa em blocos: Não sendo possível a alienação de toda a empresa, poderá ser alienada em blocos - Ex: vende a unidade de moc para um, a de Bocaiuva para outro, etc (ainda mantendo a atividade empresarial)
Obs: é importante salientar que nos casos de venda não haverá sucessão dos ônus constantes dos bens da falida. A lei exclui a obrigação do adquirente e os credores devem habilitar seus créditos no processo falimentar (Art. 141 - 11.101/2005)
	Art. 141. Na alienação conjunta ou separada de ativos, inclusive da empresa ou de suas filiais, promovida sob qualquer das modalidades de que trata este artigo:
[...]
II – o objeto da alienação estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor, inclusive as de natureza tributária, as derivadas da legislação do trabalho e as decorrentes de acidentes de trabalho.
 pretende manter a atividade empresarial
C) Alienação dos bens em bloco: quando não for possível alienar a empresa, vende-se todos os bens da unidade.
D) Alienação dos bens individualmente: não sendo possível nenhuma das outras, é possível alienar os bens individualmente, desde que os motivos sejam justificados em juízo. 
 A ordem estabelecida é preferencial: se não for possível parte para a outra, mas deve haver justificativa. 
· Modalidades de alienação 
a) pregão eletrônico: processo de leilão 
b) processo competitivo 
c) outras modalidades: podem acontecer desde que justificadas( Com requerimento, ouvindo a comissão, etc)
· MP: A lei é criticada pois adota o princípio da intervenção mínima do mp: No caso (alienação) deve se manifestar.
· Preço do mercado favorável: haverá a realização do ativo mesmo que os preços não sejam favoráveis. 
· Preço Vil: preço que não vale quase nada
 não cabe alegar preço vil na realização do ativo, ou seja, deve aceitar mesmo que por um valor muito abaixo. 
AULA 8 ANOTAR 
AULA 9 
Créditos concursais (art. 83)
1. Trabalhistas e acidentários 
· Trabalhistas: 
· até o limitede 150 salários mínimos, o crédito acidentário é pago primeiro independentemente do valor (conforme a redação do artigo).
· O valor excedente aos 150 salários mínimos torna-se crédto quirografário
· Anteriores à decretação de falência.
· Qualquer que seja a natureza do crédito trabalhista 
OBS: A preferência decorre da natureza alimentar do salário (direito indiponível
OBS 2: O credor de natureza alimentar pode ceder seu crédito (pergunta)
· Desde 2020 o crédtio cedido, este não perde sua natureza. Logo, a posibilidade fica a encargo dos tribunais, que podem aceitar ou não (não há consenso) e o argumnto contrário é a natureza do crédito (alimentar, direito indiponível) 
2. Créditos com garantia real 
· Limitação: O credor recebe até o limite do valor da alienação do bem dado em garantia (ainda que o saldo total seja suficiente para pagar a dívida total)
· O crédito não coberto pelo valor da alienação do bem torna-se quirografário
3. Fiscais 
· Exceção: Multas Tributárias 
(MUDANÇAS DEPOIS DE 2021)
4. Privilégio especial (revogado)
5. Privilégio geral (revogado)
· Os créditos privilegiados ainda existem, mas tornaram-se quirografários, a categoria na ordem que foi revogada. 
6. Quirográficos
· Aquele que não anteriormente citado: não é trabalhista, não é crédito com garantia real e não é fiscal.
· Além de não ser nenhum dos posteriormente citados: Multas e pens pecuniárias, subordinados e júros 
· Além dos excendentes da garantia real, do excedente trabalhista e os créditos com privilégio geral e especial
7. Multas e penas pecuniárias
· Multas tributárias são pagas nessa categoria. 
8. Subordinados 
· Aqueles assim definidos em lei
· Ex: não entendi a palavra 
· Créditos dos cotistas ou acionistas
· Quando o cotista ou acionista tornam-se credores do devedor falido, ou seja, não é cota parte na sociedade 
Obs: se o crédito for trabalhista, o crédito do cotista ou acionista são os primeiros na ordem de pagamento
Obs 2: São subordinados ainda que sejam créditos com garantia real
9. Juros 
· Vencido APÓS a decretação da falência.
Encerrramento do processo falimentar
OBS: Encerrar não significa necessariamente extinguir as obrigações do falida, mas é uma possibilidade 
· Prestação de contas 
· Após a realização do ativo e o pagamento dos credores, após o último pagamentoo adm judicial tem 30 dias para prestar contas
· Ação própria, apartado do processo falimentar
· Impugnação 
· Após a prestação o juiz publicará um edital 
· Poderão haver impugnações de 10 dias (credores que discordam do pagamento) 
· O juiz chamará o MP pra investigar essa prestação de conta e dar ser parecer
· Julgamento
O juiz julga a prestação de contas 
· Havendo rejeição
· Havendo aceitação
· Cabe apelação 
· Relatório final 
· Transitada em julgada o adm judicial apresentará um relatório final dentro do processo falimentar. (prazo 10 dias)
· Após a apresentação relatório, o juiz encerrará o processo falimentar por sentença.
EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES 
1. Estaram insitintas as obriações do falido se for feito o pagamento de todos os credores 
2. Estaram instintas a sobrigações se o devedor tiver conseguido pagar 25 por cento dos seus credores qirografários (pois duas categorias foram inclusas nos quirografários) 
OBS: O produto DEVE pagar todos ainda que tenha atingido os 25 por cento.
OBS 2: É lícito ao devedor comlementar o valor para chegar ao percentual mínimo. 
Prazo: 3 anos da decretação da falência para pedir a extinção das obrigações, ficando resguardados os bens para pagamento dos credores
· Estarão extintas as obrigações se encerrado o processo.

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