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Comentarios Cabalista das Parashiot
Com : Michael Laitman PhD
Parasht Beresheet
 (No Princípio)
(Génesis, 1:1 – 6:8)
Sumário da Porção:
Beresheet (No Princípio) é a primeira porção na Torá (Pentateuco). Ela 
conta a história da criação do mundo em seis dias, e o resto no sétimo dia. 
Ela fala sobre a criação do homem, sua chegada ao Jardim do Éden, e a 
criação da mulher. Esta porção também narra as histórias do pecado da 
Árvore do Conhecimento, Caim e Abel, as gerações de Caim a Lameque, as
dez gerações de Adão a Noé, a corrupção que engoliu suas gerações, e a 
esperança renovada emergiu com o nascimento de Noé.
Comentário
Beresheet contém mais histórias que qualquer outra porção na Torá. De 
muitas maneiras é também a mais profunda, pois ela discute a base do 
nosso ser — a criação da alma. A alma comum foi criada a partir da 
vontade de receber deleite e prazer, ou simplesmente, "a vontade de 
receber." Essa vontade é o núcleo da alma, e é afectada por seis 
qualidades: Chesed, Gevurá, Tifféret, Netzach, Hod, e Yesod. Estas 
qualidades penetraram a substância — a vontade de receber — e a 
desenharam em sincronia com a força superior, o Criador. A razão porque 
o homem é chamado "Adam" é que a palavra vem de Adamah, do 
versículo, Adameh la Elyon ("Eu serei como o mais alto," Isaías, 14:14). Isto
se refere à similaridade de Adam ao Criador — a doação sublime, amor 
sublime — a força superior que o deu à luz.
Adam é a estrutura da alma que é igual em forma ao Criador, e ela está em 
Dvekut (adesão) com Ele no Jardim do Éden. Um jardim significa "desejo," 
e o jardim é a parte da criatura, a substância de Adam — ele é a vontade de
receber. Éden marca o grau de doação, o grau de Biná. Adam, que está no 
grau de Biná, está no Jardim do Éden.
Isto não pertence ao nosso mundo ou ao universo que conhecemos, mas 
em vez disso à alma comum que o Criador criou. Bem desde o início, a 
alma comum atravessou uma preparação especial, "o pecado," porque no 
seu começo ela era parte da força superior. Isto significa que a alma não 
tinha autoridade própria, nada em seu nome, ou qualquer sensação de 
existência independente. Num sentido, a alma era como um embrião no 
ventre de sua mãe — por um lado, ela existe, por outro lado, ela é parte de 
sua mãe e cada uma das suas acções é governada por essa entidade 
superior.
Tal é a estrutura da alma. Enquanto ela existe no Jardim do Éden, o próprio
jardim não permite independência. "Independência" significa que uma 
pessoa está além do controlo de outrem, num estado de se preparar para 
assumir auto-controle. A estrutura da alma é a criatura, o ser criado.
A palavra, Nivrá (criatura), vem da palavra, Bar (fora). Em prol de permitir à 
estrutura da alma na realidade se tornar uma criatura, ela deve ser retirada 
e removida do Criador. Colocando-o diferentemente, ela deve ser tornada 
oposta ao Criador, e esta oposição é obtida através do pecado.
Explicando o Pecado
A alma consiste de duas forças: Caim e Abel. Abel quer existir ao elevar o 
Hével (sopro/vapor), ou seja a Luz Reflectida, ou doação, a força dadora. 
Caim é o oposto, querendo atrair todos os prazeres, todas as luzes, para 
dentro, para a alma.
Caim — a qualidade que atrai prazer, a luz para si mesmo, e não pelo bem 
do Criador, atrai-a até que Abel, o desejo de doar, desaparece. Este acto é 
chamado "Caim matando Abel.”
O Kli (vaso) da alma que recebe luz não pelo bem do Criador se quebra em 
pedaços, pedacinhos de desejos egocêntricos. Cada tal desejo é uma alma
individual que se torna envolta num embrulho semelhante a uma Klipá 
(casca/pele). Durante o processo de formação destas almas quebradas, 
quedas e descidas adicionais ocorrem pelos graus espirituais. Elas trazem-
nos a aonde nos encontramos neste mundo, cada um de nós sendo uma 
parte da alma comum e singular que foi criada.
É precisamente porque estamos desconexos uns dos outros pelos nossos 
egos — imersos na vontade de receber em vez de na vontade de doar — 
que temos uma oportunidade de corrigir. Porque já fomos corrigidos no 
passado, podemos começar hoje a corrigir a ruína e pecado que tomou 
lugar no passado. Embora não sejamos nós que tenhamos cometido o 
pecado, nossas almas estão preparadas no interior para nos permitir levar 
a cabo a correcção.
Esta correcção é chamada "arrependimento," constituindo um retorno a 
precisamente o estado onde estávamos enquanto no Jardim do Éden. 
Devemos nos apressar e alcançar esse estado, contudo, porque o mundo 
inteiro já está a avançar para a conexão, um processo essencial de união e 
a percepção de nós mesmos como uma única alma. E finalmente, quando 
estamos todos em doação e amor mútuo, teremos sucesso em retornar à 
estrutura, o estado que mantivemos antes do pecado. Ao assim fazer, 
obteremos o estado em que estávamos enquanto no Jardim do Éden, e nos
elevaremos uma vez mais acima da realidade deste mundo.
Nossa presente realidade desaparecerá porque ela só existe enquanto 
estamos imersos na vontade de receber em prol de receber. Quando temos
a intenção de doar, contudo, não podemos mais existir na nossa presente 
realidade. Em vez disso, nossa existência se torna completamente 
espiritual e nos conduz de volta ao estado em que antes estávamos antes 
da nossa criação.
Perguntas e Respostas
Qual é o sentido da Criação e o que a precedeu?
“Criação” refere-se à criação do homem e do mundo. A criação do mundo 
precede à criação do homem por cinco dias. As qualidades, Chesed, 
Gevurá, Tifferet, Netzach e Hod, são os primeiros cinco dias, e a qualidade 
chamada Yesod, a colecção dos anteriores cinco, é o sexto dia, Yesod liga 
todos eles juntos e se torna a Yesod (fundação) para a criação do homem.
A sabedoria da Cabala descreve muitas acções que precedem à criação do 
mundo, tais como "existência a partir da existência" e "existência a partir 
da ausência." Estas são duas forças que criam todos os estados: as quatro
fases de Luz Directa, os mundos, Adam Kadmon e Atzilut. Contudo, não 
relacionamos estas acções ao nosso mundo porque a criação do nosso 
mundo e do homem estão ligadas somente ao mundo de Atzilut.
Qual é o Significado de Beresheet (No Princípio/Génesis)?
Na Cabala, a palavra Beresheet (no princípio/Génesis) não indica o 
primeiro acto que tomou lugar na Criação. Beresheet indica que a Criação 
começou dos céus e da terra, ou seja de duas qualidades opostas. Céus é 
a qualidade de doação, e terra é a qualidade de recepção. Todo outro 
estado das criaturas deriva dessas duas qualidades.
Porque conta a Torá a história do meio e não do princípio?
A Torá conta-nos somente a parte que é relevante para nossa correcção. É 
inútil aprender o que não pertence à nossa correcção porque não o 
sentimos nem compreendemos, nem temos nós esses níveis ou 
qualidades. A estrutura da Criação é vasta, todavia aprendemos somente 
uma fracção dela — aquela que é necessária para que nos organizemos a 
nós mesmos para o tempo presente. É exactamente assim que expomos 
crianças ao mundo, como um processo gradual, lhes mostrando mais e 
mais do mundo enquanto elas amadurecem para que possam perceber e 
usar seu conhecimento para seu benefício.
O que é uma alma?
A alma é a vontade de receber que já está corrigida em doação. Embora 
sua natureza, sua substância, seja a vontade de receber prazer, acima 
dessa substância está uma correcção que o homem faz — trabalhar pelo 
bem dos outros.
Se há somente duas forças na Natureza — a vontade de receber e a 
vontade de doar — onde está tudo o resto?
Certamente, há somente duas forças, e graus das mesmas duas forças, ou 
seja maneiras e níveis de conexão entre elas. Os graus relacionam-se aos 
níveis inerte, vegetativo, animado e falante.
As duas forças no nosso mundo se manifestam como forças positivas e 
negativas. Nós as conhecemos como "electrões" e "protões," e suas várias
combinações formam as diferentes substâncias. Estas substâncias não se 
tornam sólidas, ou seja "imóveis"; elas também se tornam plantas, ou 
"vegetativas."Plantas possuem uma estrutura de absorção, emissão, metabolismo, e 
assim por diante. O próximo nível o nível "animado," demonstra uma 
estrutura que se percepciona a si mesma como existindo, movendo e 
crescendo.
Posteriormente se desenvolve o nível "falante," a estrutura do ser humano,
único na história da Criação. Todavia, no fim, tudo é composto, nos vários 
estados de desenvolvimento, de electrões e protões.
O que é uma mulher e o que é um homem?
A vontade de receber dentro da alma é chamada "uma mulher," e a vontade
de doar dentro da alma é chamada um "homem" (Gever), da palavra 
Hebraica, Hitgabrut (superar), porque ela supera a vontade de receber.
Qual é o sentido e propósito das histórias de Beresheet?
As histórias de Beresheet não devem ser tomadas literalmente, como 
contos de um homem e mulher que pecaram, histórias de serpentes e 
maçãs, e assim por diante. Na realidade, as histórias descrevem as 
qualidades da vontade de receber e a vontade de doar.
Todas as qualidades de doação e recepção sobre que lemos nesta porção 
da Torá são nossas fundações. Inicialmente, nossa alma é uma alma, um 
desejo preenchido até à borda com luz. Ela estão em perfeita congruência 
com a luz, a vontade de doar, e está desta forma no grau de Jardim do 
Éden — o grau de Elokim (Deus).
Isto nada tem a ver com nosso mundo, nem com coisa alguma que vemos 
e sentimos aqui e agora. Todas as qualidades descritas na porção são 
forças da dimensão superior, da qual a alma declina em qualidade, todavia 
não tão baixo como o mundo corpóreo.
Todas as quedas da alma são preparações para nossa presente situação. 
Nós, juntamente com o universo, desenvolvemo-nos do estado no qual a 
alma quebrou e recebeu a vontade de receber, quando o ego começou a se
desenvolver. Nos temos desenvolvido desse ponto em diante. Contudo, 
parece que nos temos desenvolvido somente numa dimensão. Agora, de 
nossa geração em diante estamos a começar a evoluir numa maneira mais 
qualitativa, ascendendo no nosso desenvolvimento mental.
À medida que descobrimos a negatividade nas nossas vidas, estamos a 
começar a sentir que a vida podia e devia ser melhor, que nosso 
desenvolvimento está a conduzir-nos para um beco sem saída. Hoje 
quando estudamos a Torá, não a estudamos como um documento 
histórico, mas em vez disso visamos usá-la para nos ajudar a avançar para
nossa designada meta. Isto é, temos de nos elevar uma vez mais ao nível, 
ao estado, e às qualidades que tivemos no Jardim do Éden. Esta é na 
realidade nossa meta.
Hoje, estamos a experimentar muitas crises porque estas forças se 
divulgam a nós da depravação da nossa situação, e que nos devemos 
corrigir a nós mesmos e nos elevar. Esta porção da Torá, Beresheet, 
partilha luz nas nossas vidas, no mundo, e no processo irreversível que 
estamos a atravessar.
Qual é a diferença entre o nosso tempo e o tempo de Noach?
No tempo de Noach, as pessoas não estavam conectadas como estão hoje.
É verdade que sempre fomos egoístas, procurando ter sucesso e 
lucrarmos para nós mesmos. Contudo, no passado, a Natureza não nos 
pressionou como agora faz, e podíamos fazer o que quiséssemos.
A sabedoria da Cabala ensina-nos que temos avançado muito bem usando 
nossos egos para construir nossa sociedade. Contudo, agora alcançámos 
o fim da estrada, embora maioria de nós estão por o reconhecer. Os 
recursos do nosso planeta estão a diminuir, e nós estamos entrelaçados 
numa rede que nos liga juntos contra nossa vontade. Reconhecemos que 
algo está a impedir nosso progresso e a nos prevenir de fazer o que 
queremos. E quando não podemos continuar a nossa abordagem habitual 
para a vida, ficamos alarmados, e chamamos-lhe uma "crise."
Hoje sentimos estas crises nos laços familiares, na nossa cultura, ciência e
a economia. Temos o sentido de que não estamos mais em controlo do 
mundo em que vivemos. Sempre corremos de acordo com os caprichos de
nossos egos, mas agora não podemos. O mundo está a cercar-nos, a nos 
forçar a nos tornarmos congruentes uns com os outros. Pouco a pouco, o 
estado que existia no Jardim do Éden está a manifestar-se a si mesmo — 
um estado no qual estamos ligados uns aos outros em garantia mútua. No 
Jardim do Éden estávamos conectados "como um homem com um 
coração," como uma única família, uma única alma. Agora devemos 
alcançar esse estado, mas não estamos equipados para ele; estamos 
quebrados.
Como pode tal história como aquela de Caim e Abel dar um exemplo?
A história de Caim e Abel não serve como exemplo de boas coisas. Desde 
o momento em que forças contraditórias apareceram em Adam, ele foi 
conduzido a pecar. Agora devemos regressar ao estado em que estávamos
antes do seu pecado. Os estados que estamos a experimentar hoje estão a 
obrigar-nos a fazê-lo. Não seremos capazes de o escapar. A vida nos 
pressionará até que procuremos uma solução, e a solução será nos 
adaptarmos a nós mesmos ao estado do infinito que existia quando todos 
estávamos conectados como um.
De O Zohar: O Mundo Foi Dividido em 45 Tipos de Cor e Luz
“Adam HaRishon seguiu a serpente abaixo, e desceu para conhecer tudo o
que há abaixo. Isto é, ele desceu para estender a iluminação da esquerda 
do alto a tudo o que está abaixo, ao lugar da Malchut ausente, como a 
serpente, dado que a extensão da iluminação do Zivug (acasalamento) de 
cima para baixo é a proibição da árvore do conhecimento. Desta forma, 
porque ele veio para atrair de cima para baixo, ele foi prontamente anexo 
às Klipot (cascas/peles).”
Zohar para Todos, Beresheet, 2, item 287
É a serpente a causa de todos os problemas?
A serpente é certamente a causa de todos os nossos problemas. A 
serpente representa todo e cada nosso pensamento e desejo de usar os 
outros ao máximo. Ela está sempre em nós, quer estejamos conscientes 
disso ou não.
Não é nossa culpa que sejamos assim. Estamos em falta somente com 
uma coisa: por sermos passivos. Sofremos não porque nascemos egoístas
ou indelicados, mas porque somos preguiçosos em nos corrigirmos a nós 
mesmos. É como se fossemos crianças que receberam certas qualidades à
nascença e não podem ser culpadas por isso. Contudo, se uma criança 
pode fazer alguma coisa acerca desses traços mas o evita fazer, a atitude 
da sociedade para ela muda.
O que podemos fazer hoje?
Podemos começar a aprender sobre o novo mundo em que vivemos, onde 
nada funciona como antes: isto inclui a economia, indústria, comércio, 
família e educação.
Os jovens de hoje não sabem o que estudar — ou se devem estudar de 
todo. Eles não conseguem sequer decidir se devem ter filhos!
As pessoas estão face a um meio ambiente pouco claro, onde as coisas 
parecem enevoadas e imprevisíveis. Devemos examinar e aprender da 
Natureza o que nos está a acontecer, mas maioria das pessoas preferem 
não ouvir falar disso. Essa relutância deriva do ego — a serpente.
Enfrentamos um problema enorme. As pessoas ainda não são sérias o 
suficiente para que as pessoas compreendam que grandes problemas nos 
esperam se não mudarmos. Desta forma, devemos circular a informação 
sobre o novo mundo e tornar as pessoas conscientes em prol de fazer as 
coisas mais fáceis para elas, antes que sofram as consequências.
Além do mais, se avançarmos antes de enfrentarmos esses golpes, 
seremos como crianças inteligentes que compreendem que inversamente 
vão sofrer. Logo, precisamos de estudar mais e nos melhorarmos a nós 
mesmos, ou seremos forçados a estudar e melhorar, independentemente 
de nossa escolha.
O desafio é para todos nós, à medida que esta rede continua a se fechar 
sobre nós, e quanto mais apertada se torna, mais dificuldades vamos 
experimentar. Economistas serão incapazes de afectar a crise económica 
mundial — somente se todos nós nos unirmos podemos nós trazer 
mudança ao mundo. Se conseguirmos fazer isto, o sistema monetário, 
desemprego, indústria, saúde, e o resto dos sistemas serão reorganizados 
e melhorados. Sem essa mentalidade, nenhum sistema avançará 
favoravelmente.
Termos
Beresheet
Beresheet (no princípio)significa que o Criador criou seis qualidades e o 
homem. Dentro do homem estão todas as qualidades pelas quais se tornar 
semelhante ao Criador. Na realidade, esta é a obra da Criação — construir 
a substância, a vontade de receber. Estas qualidades permeiam a vontade 
de receber para que a estrutura bem como a alma alcancem o estado do 
Criador.
O Shabat (Sabat)
Esta é a correcção final do Homem, quando ele retorna ao Jardim do Éden. 
É um estado no qual nos reunimos numa única alma.
O Jardim do Éden
No Jardim do Éden, estamos todos em doação mútua, em completa 
garantia mútua.
A Mulher
A "mulher" é a vontade de receber dentro de nós, que devemos conectar 
com o homem dentro de nós para que a vontade de receber tenha a 
intenção de doar. Estamos imersos na nossa vontade de receber, um 
desejo que é inicialmente egoísta e que se destina a se assemelhar ao 
Criador, a doar sobre Ele.
A Serpente
A "serpente" é a inclinação do mal, o anjo da morte. A serpente se tornará 
um anjo sagrado quando toda a vontade de receber for corrigida.*
A Árvore do Conhecimento
A “Árvore do Conhecimento” é a maior luz. Ela foi inicialmente recebida em
prol de receber, assim causando a quebra da alma. No futuro, vamos 
receber essa luz, mas com a intenção de doar.
Sumário
Estamos verdadeiramente em Beresheet, no princípio. A humanidade está 
finalmente a começar a compreender onde estamos, como estudos de 
sociólogos e outros cientistas sociais indicam. Esperemos que em breve 
percebamos que simplesmente nos devemos unir, que esta é a única 
maneira de construir um novo mundo corrigido. Ao assim fazermos, 
ganharemos benefícios físicos bem como espirituais.
É por isso que o ano começa com Beresheet, "no princípio," pois ele 
contém tanto o fim como o princípio. Dentro desta porção, codificada na 
palavra Beresheet, está o inteiro processo que devemos, e vamos, 
experimentar.
* “A serpente é a inclinação do mal; ela é o anjo da morte” (Beresheet, 440).
“O Criador provê Suas correcções a todos até que até o anjo da morte 
retorne a ser muito bom” (Zohar para Todos, Mishpatim (Ordenanças), 165).
Haja Luz - Beresheet, Beresheet Alef [Génesis, Primeiro]
Beresheet Alef [Génesis 1]
1) “Antes que as emanações fossem emanadas e as criaturas fossem 
criadas, a simples luz superior havia preenchido a realidade inteira. E não 
havia vacuidade” para a existência dos emanados e dos criados. “E não 
havia tal parte como Rosh ou Sof, mas tudo era luz simples, igual em uma 
semelhança, e ela é chamada “a luz de Ein Sof.” E quando sobre SUA 
simples vontade veio o desejo de criar os mundos e emanar as 
emanações,” a dura centelha saiu, a força de Din que foi divulgada em 
Malchut, emergindo de Ein Sof, e cravou uma cavidade na luz superior. 
Logo, a luz foi restringida e partiu de dentro do Kli de Malchut e ao seu 
redor. A partida da luz é chamada “cravando a luz superior,” pois um 
espaço desprovido de luz ali foi feito. E nesse espaço vazio, todos os 
mundos e tudo aquilo que está neles subsequentemente emergiu.
3) E deste modo, assim que as pessoas neste mundo elevam MAN através 
de Mitsvot e boas acções, elas prolongam uma nova iluminação do alto, 
que baixa a Malchut e o lugar do Zivug de volta ao seu lugar, abaixo de 
Tiféret, e um grau completo sai, NRNCHY, recebidas nas Sefirot Biná e 
Tiféret que estavam anteriormente incluídas em Malchut, e as quais são 
adequadas para a recepção da luz superior. Então as almas dos justos, 
também, recebem os Mochin superiores de ZON de Atzilut porque eles 
estão incluídos na Malchut superior.
Logo, todos os Mochin são somente porque a Malchut que subiu a Biná, lá 
faz um novo Sium, chamado um “firmamento.” Não fosse o firmamento, 
ZON não seria capaz de receber qualquer da luz superior. É por isso que o 
texto chama a esses Mochin “A claridade do firmamento,” ou seja a luz que
aparece no fim da associação de Rachamim com Din. Está escrito, “E os 
educados,” ou seja ZON e as almas dos justos, “Brilharão como a 
claridade do firmamento,” recebem Mochin que iluminam como a claridade
do firmamento, uma vez que todos os seus Mochin vêm da claridade do 
firmamento.
82) Um homem é macho e fêmea, e somente eles são chamados “homem.” 
Malchut em e por si mesma, quando ela não está num Zivug com ZA, não é 
chamada “homem,” uma vez que ela está sem um macho. Somente quando
ela acasala com ZA são ambos chamados “homem,” como está escrito, 
“ELE os criou macho e fêmea, e os abençoou, e chamou ao seu nome 
Adam [homem], no dia em que foram criados.” Logo, ambos juntos são 
chamados “homem,” mas cada um por si mesmo é como meio corpo, e ele 
não é chamado “homem.”
110) Felizes são aqueles que observam seus desejos, matérias de sublimes
segredos, para percorrer o caminho da verdade, para serem 
recompensados neste mundo e para iluminar para eles no mundo 
vindouro. Está escrito sobre eles, “E os iluminados brilharão como a 
claridade do firmamento, e aqueles que justificam os muitos, como as 
estrelas para todo o sempre” e felizes neste mundo e no mundo vindouro.
121) O homem é chamado “um pequeno mundo” porque todos os detalhes 
do mundo estão incluídos nele.
159) No versículo, “E DEUS disse, ‘Façamos o homem,’” há um segredo 
revelado somente a aqueles que O temem. Esse ancião dos anciões 
começou e disse, “Shimon, Shimon, quem foi que disse, ‘Façamos o 
homem,’ e de quem está escrito, ‘E DEUS disse’? Quem é esse nome 
‘DEUS’ aqui?” Como Rabbi Shimon escutou que ele o chamava Shimon e 
não Rabbi Shimon, ele disse aos seus amigos, “Este deve ser o CRIADOR, 
de quem está escrito, ‘E o antigo dos dias [Atik Yomin] está sentado.’ Deste
modo, agora é o tempo de divulgar esse segredo, pois há um segredo aqui 
que não foi permitido ser divulgado, e agora isso signfica que permissão 
para divulgar foi dada.”
É sabido que os segredos que foram revelados aos sábios de O Zohar 
foram pelo alcançar das luzes dos graus superiores pelo instar. Há Panim e
Achoraim [anterior e posterior respectivamente] neles, ou seja ocultação e 
divulgação. De acordo com a extensão das Panim do grau, assim é a 
extensão de suas Achoraim. O instar das Achoraim é um chamamento e 
um convite para instar as Panim. É por isso que pela medida de ocultação 
das Achoraim que eles alcançaram, eles sabiam a medida de divulgação 
que estavam prestes a alcançar.
Como Rabbi Shimon escutou, ele o chamava de Shimon e não Rabbi 
Shimon. Isto significa que o instar das Achoraim, que é um chamamento, 
foi tão forte que ele perdeu todos os seus graus e se tornou uma pessoa 
simples, Shimon do mercado. Com isso, ele reconheceu que foi um 
chamamento e um convite para uma realização muito elevada de Panim.
Foi por isso que ele prontamente disse aos seus amigos, “Este deve ser o 
CRIADOR, de quem está escrito, ‘E o antigo dos dias [Atik Yomin] está 
sentado,’” de cujo grau não há mais alto. E ele disse, “E agora isso 
signfica que permissão para divulgar foi dada,” significando que agora foi 
visto que ele obteve permissão para divulgar esse alto segredo.
169) O versículo, “Façamos o homem” certamente se relaciona a dois, pois
cada inferior disse ao superior acima dele, “Façamos o homem.” O inferior 
não faz coisa alguma sem receber permissão e dizer que esse Partzuf se 
encontra acima dele. Em semelhança, seu superior não faz coisa alguma 
até que ele receba um conselho do seu amigo acima dele, de modo que 
todo e cada Partzuf dos Partzufim de Atzilut disse, “Façamos o homem” ao
seu superior, e o superior ao superior do superior, pois toda a novidade e 
emanação vem de Ein Sof e cascateia pelos graus até que ela chegue ao 
seu lugar. O cascatear é considerado aqui que cada inferior diz, “Façamos 
o homem” ao seu superior quando ele recebe dele a alma do homem, para 
a passar aos inferiores abaixo dele.
175) As palavras, “EU, EU sou ELE” aplicam-se ao CRIADOR e SUA 
Divindade, ZA e sua Nukva. “EU” é a Divindade. “ELE” é o CRIADOR. No 
futuro, no fim da correcção, a Nukva dirá, “Vede que EU,” Vav-Hey-Vav 
somos um, como estáescrito, “E a luz da lua será como a luz do sol,” ou 
seja que a Nukva é igual a ZA.
“E não há DEUS em MIM” refere-se a outros deuses, SAM e a serpente, 
pois então será revelado que SAM e a serpente nunca separaram entre o 
CRIADOR e SUA Divindade, como está escrito, “Pela boca de duas 
testemunhas ... será aquele que vai morrer condenado à morte,” 
relacionando-se a SAM, que estava morto desde seu princípio e era senão 
um servo para apressar a redenção de nossas almas.
Este é o sentido de “EU condenarei à morte e trarei à vida.” EU condenarei 
à morte com MINHA Divindade aquele que é culpado, e EU trarei à vida com
minha Divinadde aquele que é inocente. A orientação do CRIADOR desde o
início aparecerá pelo mundo, e então, como está escrito, “Pecadores 
cessarão da terra, e os ímpios não mais serão.” Isto é, inversamente ao 
que nos parece durante os 6000 anos, que há um governo que contraria a 
Kedushá, que são SAM e a serpente, como está escrito, “Quando o homem
governa sobre o homem isso é para seu prejudício,” então aparecerá para 
todos—“EU condenarei à morte e trarei à vida” com MINHA Divindade, e 
não há ninguém além d’ELE.
180-181) Os amigos lhe responderam: “Porque então é tudo isso? Ou seja, 
se a razão inteira para a criação do homem é que ele se possa arrepender e
corrigir sua corrupção, então de que serve tudo isso? Teria sido melhor 
não criar as trevas na Nukva, e que o homem não pecásse para começar.”
Rabbi Shimon respondeu aos amigos: “Se assim não fosse, que o 
CRIADOR criou a boa inclinação e a má inclinação, que são luz e trevas, 
não haveriam Mitsvot e transgressões para Adam de Beriá. Mas Adam [o 
homem] foi criado de ambas, da luz e trevas, que é porque o escrito diz, 
“Vede, EU coloquei perante vós neste dia vida e bem, e morte e mal,” 
portanto que é por isto que há Mitsvot e transgressões no homem, e a 
escolha foi preparada para ele, para escolher entre o bem e mal.”
Eles lhe responderam: “Para que serve tudo isso? Teria sido melhor se as 
trevas não fossem criadas e não houvesse recompensa e punição para o 
homem, em vez de ser criado, pecar, e causar todas essas muitas 
corrupções que ele causou pelo seu pecado.”
Ele disse para eles, “Foi certo o criar na luz e nas trevas porque a Torá foi 
criada para o homem, pois punição aos ímpios e recompensa aos justos 
estão escritas nela, e não pode haver recompensa e punição senão em 
Adam de Beriá, que consiste das luz e trevas, como está escrito, ‘ELE não 
o criou um desperdício, ELE o formou para ser habitado.’ Isto é, o mundo 
não foi criado para estar em caos, nas trevas, para os ímpios. Em vez 
disso, ‘ELE o formou para ser habitado,’ para dar uma boa recompensa aos
justos.
“A recompensa é o alcançar da Torá, como está escrito, ‘Pois a terra estará
cheia do conhecimento do SENHOR,’ uma vez que a Torá e o CRIADOR são
um. E se o homem não fosse criado na luz e trevas, nos quais escolher 
entre o bem e mal e recompensa e punição são possíveis, não seria 
possível que essa boa recompensa que é recebida na Torá, e pela qual ela 
foi criada, ser revelada aos justos.”
Os amigos lhe contam: “Certamente, escutámos agora aquilo que até 
então não escutámos. Agora está claro que o CRIADOR não criou qualquer
coisa que ELE não necessite.”
198) Filhos, vida e nutrições se prolongam aos inferiores somente do pilar 
médio, chamado “MEU filho, MEU primogénito, Israel.” ELE é chamado “a 
árvore da vida,” ou seja que o pilar médio, Israel, doa sobre a Divindade 
para os inferiores. Doações de vida à Divindade são os filhos de Israel 
inferiores que prolongam suas vidas a partir da Divindade e a doação dos 
segredos da Torá aos inferiores é considerado as nutrições da Divindade. 
A oração, que é seu Zivug com ZA, prolonga filhos, que são almas, aos 
inferiores. Diz-se sobre ela que ele diz, “Dai-me filhos.”
200) Rabbi Shimon começou e disse, “Escutai, Ó superiroes, e reuni-de-
vos, Ó inferiores, moradores do seminário do alto e de baixo. Elias, 
conjuro-vos, tomai permissão do CRIADOR e descei aqui abaixo, pois uma 
grande guerra chegou até vós. Chanôch, Matat, descei aqui, vós e todos os
habitantes do seminário abaixo de vós, pois não é por minha glória que 
isto fiz, mas pela glória da Divindade.”
Aqueles justos, os autores de O Zohar, e especialmente Rabbi Shimon, 
seus pensamentos e palavras foram em acções reais, pois de acordo com 
a qualidade das inovações na Torá que eles descobriram, os graus 
superiores foram prontamente dispostos e ordenados segundo eles na 
realidade, pois o justo constrói mundos com suas inovações na Torá. E 
Rabbi Shimon se preparou a si mesmo aqui para combater com a serpente 
primordial e a subjugar através da unificação de uma pedra e funda, e para 
abrir uma porta para as pessoas do mundo, para que elas também 
soubessem subjugar a serpente.
É sabido que um não consegue corrigir num lugar onde ele não se 
encontra presente. Logo, Rabbi Shimon tinha de estar nesse tempo no 
lugar onde a serpente estava para que ele fosse capaz de a subjugar. Para 
ser certificasse que ele não corresse risco nesse lugar baixo, ele pediu 
assistência de Elias, Matat, moradores do seminário superior e do inferior.
201) A oração deve ser elevada a um certo lugar. Como uma funda e pedra 
arremessadas para um certo alvo, e um é cauteloso de modo a não falhar o
alvo então ele deve elevar seu pensamento e alvo na oração.
218) Está escrito, “Que as águas debaixo dos céus se reúnam.” “Que as 
águas ... reúnam” é a Torá, chamada “água.” “Em um lugar” é Israel. Isso 
assim é porque as almas de Israel se prolongam desse lugar, do qual foi 
dito, “Abênçoada seja a glória do SENHOR do SEU lugar.” “A glória do 
SENHOR” significa a Divindade inferior, Malchut. “Do SEU lugar” significa 
a Divindade superior, Biná. Logo, Biná é chamada “um lugar,” e porque 
suas almas são de Biná, que é chamada “um lugar,” o nome HaVaYaH está 
certamente sobre elas. Diz-se sobre elas, “Pois a porção do SENHOR é 
SEU povo,” como está escrito, “Que as águas se reúnam num lugar,” onde 
água significa Torá, e “Um lugar” significa Israel, os receptores da Torá. 
Para suscitar as nações do mundo, que não desejaram receber a Torá, e 
pelas quais a terra permaneceu desolada e seca.
255) A Torá é chamada água, como está escrito, “Não há água senão a 
Torá.” A origem da Torá são as duas tábuas do testemunho, que são Biná e
Malchut. É por isso que elas são chamadas “Duas tábuas de pedra,” pois 
são nascentes de água, a Torá. Israel receberam as primeiras tábuas na 
totalidade, como será no fim da correcção, como está escrito, “‘Está 
Charut [gravado] nas tábuas,’ não o pronúnciais Charut, mas Cherut 
[liberdade], que eles serão libertos do anjo da morte,” como será no fim da 
correcção. Todavia, através do pecado do bezerro, eles corromperam a 
correcção e o dominio do anjo da morte regressou sobre eles, as tábuas 
quebraram e lhes foram dadas segundas tábuas—da vida e da morte.
A correcção inteira é somente ao prolongar a luz da Torá, uma vez que 
através das MAN que Israel elevam ao manter os Mitsvot e boas acções, 
eles causam Zivugim superiores que gradualmente revelam a luz da Torá a 
Israel até que sejam recompensados através dela com o fim da correcção.
255) No fim da correcção, quando SAM é revogado, aparentará que SAM 
nunca viveu. Em vez disso, unificação foi sempre o governador, como está 
escrito, “Não há ninguém além d’ELE.”
260) Como com Adam HaRishon que ELE elevou em Gadlut dos BYA 
separados ao Jardim do Éden de Atzilut, também o CRIADOR fará a uma 
pessoa que se arrependa e se envolva na Torá.
280) É sabido que o Emanador iniciou a criação e a estabeleceu de um 
modo que os filhos de Israel a pudessem terminar, como está escrito, “Vós
estais em parceria comigo,” EU comecei a criação e vós a terminais.
O Emanador corrigiu Malchut somente nas primeiras nove nela, e ELE deu 
a correcção de Malchut de Malchut a Israel, para que eles a corrigissem 
através de trabalho e manutenção das nove superiores. Deste modo o 
trabalho inteirode Israel antes do fim da correcção é somente nas 
primeiras nove de Malchut, considerado seleccionar as 288 centelhas que 
foram corrigidas através do Emanador.
Os dois Templos foram construídos acima nesse respeito—a primeira Hey 
e a Hey do fundo—e similarmente abaixo. Por esta razão, eles têm sido 
construídos por pessoas, através do trabalho de pessoas que foram 
nomeadas para completar a criação. E porque as últimas 32 centelhas que 
pertencem a Malchut de Malchut ainda não foram corrigidas, o Sitra Achra 
e a multidão misturada estão entre eles, fazendo Israel pecar. Foi por isso 
que os dois Templos foram arruinados.
Contudo, depois dos filhos de Israel seleccionarem todas as 288 centelhas 
devido à quebra dos vasos, o Próprio CRIADOR seleccionara as últimas 32 
centelhas de Malchut de Malchut, que são chamadas “O coração de 
pedra,” como está escrito, “E EU removerei o coração de pedra de vossa 
carne.” Então Malchut de Malchut, o último Templo, será corrigido, como 
está escrito, “A menos que o SENHOR construa a casa,” ou seja antes do 
fim da correcção, quando a obra foi dada às pessoas e pelas quais os dois 
Templos foram construídos, “Aqueles que o constrõem trabalham em vão,”
pois eles foram arruinados. Mas depois pessoas completarem a correcção 
que lhes foi dada, o CRIADOR baixará a Jerusalém construída, ou seja 
Malchut de Malchut, bem como o Templo construído, a interioridade de 
Malchut de Malchut, e então será um edifício eterno para a eternidade.
294-295) Até que o CRIADOR criasse o mundo, SEU nome estava 
escondido NELE, e ELE e SEU oculto nome dentro DELE eram um. SEU 
nome é Malchut. Antes da criação, ela estava incluída e escondida em Ein 
Sof sem qualquer divulgação e reconhecimento. Nessa altura, ELE e SEU 
escondido nome dentro DELE eram um, e nada foi revelado até que ELE 
desejasse criar o mundo. ELE inscreveria e construiria mundos, mas eles 
eram insustentáveis e foram arruinados. Os mundos que emergiram de 
Malchut durante Tzimtzum Alef são chamados “mundos de Tohu [caos],” e 
a quebra dos vasos foi neles, que são as ruínas desses mundos.
Foi dito sobre eles, “No princípio, o mundo foi criado em Midat ha Din,” 
Malchut de Tzimtzum Alef, chamada Midat ha Din. “ELE viu que o mundo 
não podia existir,” que eles eram arruinados, “ELE associou Midat ha 
Rachamim com ele,” ou seja que o CRIADOR, Biná, embrulhou o embrulho 
da luz e criou o mundo, elevando Malchut até ela, e sua luz foi diminuida 
devido a ela até VAK, chamados “luz envolvida.” Nessa altura Midat ha Din,
Malchut, participou com Midat ha Rachamim, Biná, e com isso o mundo 
existiu.
ELE suscitou os grandes e altos cedros de fora dessa luz envolvida, da 
claridade superior, que posteriormente prolongou GAR até à supracitada 
luz envolvida uma vez mais, e colocou SUA Merkavá sobre 22 letras 
inscritas. Estas são ZON, uma vez que as letras ELEH de Biná—que 
descem dela até ZON durante Katnut, e durante a Gadlut de Biná, ela as 
trás de volta para ela—são consideradas uma Merkavá 
[carruagem/assembleia] que viaja para trás e diante. ELE colocou SUA 
Merkavá sobre 22 letras, ou seja ZON em Katnut, e posteriormente, em 
Gadlut, ZON foram cravados em dez proferimentos, que significam Mochin 
de GAR. Então eles se estabilizaram e foram adequadamente corrigidos.
309) A Nukva é nutrida pelo macho, uma vez que a Nukva nada tem de si 
mesma, e recebe do macho as nutrições, a abundância para seu sustento, 
bem como para o gerar das almas.
348) “E DEUS disse, ‘Faça-se luz.’” Esta é a luz que o CRIADOR criou no 
princípio, a luz dos olhos, a luz que o CRIADOR mostrou a Adam 
HaRishon, na qual ele viu da extremidade do mundo à sua extremidade. 
Esta é a luz que o CRIADOR mostrou a David, que ele louvaria e diria, 
“Quão abundante é VOSSA bondade, que VÓS haveis escondido daqueles 
que VOS temem.” Ela é também a luz que o CRIADOR mostrou a Moisés, e 
na qual ele viu de Gilad a Dan, o todo da terra de Israel.
424) O despertar sempre começa do inferior para o superior, e então tudo é
completado. Acima, também, cada grau inferior eleva man MAN ao seu 
adjacente superior, e o superior ao supra-superior, todos elevando MAN, 
primeiro acima até ao mais alto de todos, e então a abundância derrama de
Ein Sof de cima para baixo, descendo grau após grau, de cada superior ao 
seu inferior até que eles cheguem ao fundo. Logo, em respeito aos MAN, 
cada inferior precede o seu superior. E em respeito a MAD—os Mochin 
derramaram abaixo do alto—cada superior precede o seu inferior. Se a 
Assembleia de Israel, a Nukva, não fosse inicialmente despertada, ZA não 
teria despertado no alto frente a ela. Pelo almejar abaixo, ele é completado 
no alto.
424) Enquanto a Nukva não elevar MAN a ZA, ZA não tem necessidade de 
prolongar Mochin de AA. Mas depois da Nukva elevar MAN ele prolonga os 
Mochin da iluminação de Chochmá de AA para ela e eles obtêm os Mochin 
de PBP [face-a-face].
472-473) Um livro foi baixado a Adam HaRishon. Nele, ele conheceu e 
alcançou a sabedoria celeste. O escrito diz sobre isso, “Este é o livro das 
gerações de Adam.” Este livro vem aos filhos de DEUS, os sábios da 
geração. Qualquer um que seja recompensado com olhar nele conhece a 
sabedoria celeste nele, e eles olham nele e alcançam nele. Aquele com os 
segredos, Anjo Raziel, o baixou a Adam HaRishon no Jardim do Éden, e 
três anjos nomeados perante ele guardavam o livro caso os exteriores o 
agarrassem.
Quando Adam deixou o Jardim do Éden ele ainda segurava esse livro. 
Quando saiu para fora, o livro o deixou. Ele orou e chorou perante seu 
MESTRE e ELE o devolveu a ele como antes para que a sabedoria não 
fosse esquecida das pessoas e elas se envolvessem de modo a 
conhecerem seu MESTRE.
482) O CRIADOR está destinado a corrigir o mundo e corrigir o espírito da 
vida nas pessoas de uma maneira que elas vivem para sempre, está 
escrito, “ELE engolirá a morte para sempre.”
Zohar Hadásh, Beresheet Alef [Génesis 1]
110) Aqueles que se apegam ao CRIADOR em verdade, seu desejo os guia 
para avançar na sua obra como é estabelecido no alto, nos mundos 
superiores, como está escrito, “E Abrão foi como o SENHOR o havia 
comandado.” Assim, mais tarde, quando eles observam seu desejo, eles 
conhecem os sublimes segredos, pois eles olham para as tendências no 
seu próprio desejo e sabem como os sublimes segredos são determinados
no alto.
771) Felizes são os justos, que são chamados “Vida para o mundo 
vindouro.” É isso porque a alma continua a existir que o justo é 
considerado vivo? Mas o corpo apodrece na terra embora ele seja 
completo e justo? A alma sempre existe. Morte e vida não se aplicam a ela. 
Somente no corpo há morte e vida.
VaYechi Ohr - Beresheet, Beresheet Bet [Génesis Segundo]
Beresheet Bet [Génesis 2]
2-3) O CRIADOR coroou Adam HaRishon com altas coroas, com Mochin de 
GAR, e criou-o nas seis extremidades do mundo, em Mochin de VAK, para 
que ele fosse completo em todas as coisas. Todos os animais se 
aterrorizavam e o temiam porque quando Adam HaRishon foi criado, ele foi
criado na forma elevada, e as pessoas olhariam para essa forma e se 
aterrorizavam e o temiam.
Posteriormente, o CRIADOR admitiu-o para o Jardim do Éden para ser 
refinado lá nos sublimes deleites. Altos anjos o rodearam, o serviram e o 
informaram dos segredos de seu MESTRE. Quando o CRIADOR o admitiu 
no Jardim do Éden, ele viu e vislumbrou de la todos os altos segredos e 
toda a sabedoria para que ele fosse capaz de conhecer e vislumbrar a 
glória do seu MESTRE. Tudo isso chegou a Adam HaRishon porque ele foi 
criado na forma superior, aquela de Biná.
7) Aqueles que alcançam a Malchut nos palácios são os justos que não 
substituiram a glória de seu MESTRE com outros deuses, que alcançam a 
Malchut, como está escrito, “Uma mulher virtuosa é a coroa de seu 
marido.” Isto assim é porque o poder da fé de Malchut é que aquele que o 
alcança é recompensado com Dvekut [adesão] com seu FAZEDOR, com 
sempre O temer e nunca se desviar para a direita ou para a esquerda.24) O palácio dos Chasidim [pios] cuja qualidade é “O que é meu é vosso e
o que é vosso é vosso,” ou seja doar e não receber.
Esse palácio é superior a todos os palácios porque o grau de Chésed é o 
mais alto das seis Sefirot CHGT NCHY. Ele é um palácio que se encontra 
acima de todos os palácios. É impossível ser recompensado com esse 
palácio a menos que um tenha sido completado em todos os graus nos 
palácios abaixo. Isso é considerado que ele dependia e se apoiava sobre 
seus graus. Ele é o palácio da direita porque o grau de Chésed é 
considerado a linha direita e não há nenhum que o alcance senão esses 
sagrados Chasidim e aqueles que amam seu MESTRE com grande amor. 
Na porta do palácio se encontram todos aqueles que unificaram para seu 
FAZEDOR cada dia, que prolongam cada dia a divulgação da união do 
CRIADOR Desde Ein Sof às Sefirot e a todos os mundos. Eles são os 
primeiros a subir de lá a palácio mais altos.
60) Rabbi Shimon diz, “Eu descobri nos livros dos anciões a ordem pela 
qual atar os graus, que são os segredos dos segredos, numa conexão, ou 
seja as explicações dos sete palácios.”
Uma conexão significa unificação de dois graus ou mais uns nos outros 
para que possam iluminar juntos numa iluminação conjunta para os 
inferiores. Por vezes, a oração deve ser ordenada adequadamente e 
unificar unificações para mitigar e agradar ao seu MESTRE 
adequadamente, para rasgar os firmamentos e abrir os portões e as portas,
e não haverá ninguém que proteste contra ele, ou seja que os 
escarnecedores não serão capazes de escarnecê-lo.
Firmamentos significam fins de Tzimtzum Bet que dividem os graus e os 
deixam em VAK sem GAR. Os três mundos BYA sairam de Atzilut e se 
tornaram os mundos da separação, bem como o constante, excepto 
quando os justos elevam MAN através de trabalho e boas acções, 
prolongando iluminação de Tzimtzum Alef do alto, de Tabur de AK. Nessa 
altura essa iluminação baixa o firmamento do lugar de Biná de volta ao 
lugar de Malchut, Pois ela está em Tzimtzum Alef, e Biná e TM de Kelim 
regressam ao seu lugar, complementando as dez Sefirot de Kelim e GAR 
de luzes. Em semelhança, os três mundos BYA se tornam Atzilut uma vez 
mais.
Logo, através de sua obra, os justos cancelam as fronteiras de Katnut, 
chamadas “firmamentos,” e prolongam Mochin de Gadlut. Essa questão é 
considerada que eles rasgam os firmamentos, como foi dito, “Para rasgar 
os firmamentos,” ou seja que eles rasgam e cancelam as fronteiras de 
Katnut, que suscitam os três mundos BYA de separação de Atzilut e os 
retornam a Atzilut.
96-97) Todos os graus necessitam uns dos outros para se 
complementarem uns aos outros e iluminarm uns nos outros até que eles 
subam ao lugar que exige completude.
Primeiro, eles sobem de baixo para complementar o lugar superior, então 
eles descem de cima para baixo para complementar os inferiores, então 
completude é feita de todos os lados e todos são completados como deve 
ser.
Aquele que conhece estes segredos e faz a completude acima e abaixo se 
apega ao seu MESTRE e revoga todos os duros decretos. Ele coroa seu 
MESTRE, prolongando GAR até ZA, e prorlonga bençãos ao mundo. Este é 
o homem que é chamado “justo,” o pilar do mundo.” Isto é, o mundo está 
de pé e existe por causa dele. Sua oração não é devolvida vazia; ele é 
correspondido em todas suas orações, sua porção está no mundo 
vindouro e ele é contado entre aqueles com fé. Isto é, ele é contado entre 
aqueles com fé que estão no mundo.
103) Está escrito, “Não havia alegria diante DELE como no dia em que os 
céus e a terra foram criados.” Isto significa que todas as pessoas do 
mundo estão em absoluta completude, a tal extensão que nunca houve 
tamanha alegria diante DELE. Contudo, uma pessoa não consegue 
participar nessa grande alegria a menos que ela tenha feito completo 
arrependimento por amor. Antes disso, ela não jubilará de todo consigo 
mesma ou com as pessoas do mundo. Pelo contrário, ela sente diante de si
um mundo cheio de tristeza e dor, e tudo isso chegou até ela porque ela 
avança contra a natureza da criação, uma vez que o mundo foi criado 
somente em doação, para se envolver em Torá e boas acções em prol de 
doar contentamento ao seu FAZEDOR, e não para o seu próprio prazer. 
Está escrito, “Todas as obras do CRIADOR são para ELE,” para que as 
pessoas doassem contentamento sobre ELE. Mas no princípio, “Um 
homem nasce o potro de um asno selvagem,” cujo único interesse é seu 
próprio deleite e que não tem nenhum do desejo de doar. Ela argumenta, 
“Todas as obras do CRIADOR são para mim, para meu próprio deleite,” 
uma vez que ela deseja devorar o mundo inteiro para seu próprio bem e 
benefício.
Assim, o CRIADOR imprimiu as amargas e duras aflições na auto-
recepção, instadas no homem desde o momento de seu nascimento—
dores corpóreas e dores emocionais—para que se ele se envolver em Torá 
e Mitsvot até para seu próprio prazer, através da luz nela ele ainda sinta a 
baixeza e terrível corrupção na natureza de receber para o eu. Nessa altura 
ele decidirá se retirar dessa natureza da recepção e se tornará 
completamente devoto a trabalhar somente em prol de doar contentamento
sobre seu FAZEDOR. Então o CRIADOR abrirá seus olhos e ele verá diante 
dele um mundo preenchido de perfeição absoluta na qual não há carências
ou que se pareça. Então ele participa na alegria do CRIADOR como no 
tempo da criação do mundo foi dito, “Se ele é recompensado, ele 
sentencia-se a si mesmo e ao mundo inteiro favoravelmente,” pois para 
onde quer que jogue seus olhos, ele vê somente bem e somente perfeição, 
e ele não vê quaisquer dos defeitos de todo nas obras do CRIADOR, 
somente méritos.
103) Há dois caminhos nas aflições corpóreas e espirituais que o homem 
sofre antes que ele se arrependa:
Tudo o que o CRIADOR faz, ELE faz para o melhor. ELE vê que se não 
fossem as terríveis dores que ele sofrera por estar imerso na natureza da 
recepção para si mesmo, ele nunca teria sido recompensado com o 
arrependimento. Deste modo, ele abençoa pelo mau como ele abençoa 
pelo bom, uma vez que sem o mau ele não seria recompensado com o 
bom, também. Sucede-se que todos causam o bem.
Isso, também, é pelo melhor. Não só os males que foram feitos causam o 
bem, mas até os próprios males se tornaram bem através das próprias 
grandes luzes que o CRIADOR ilumina através de todos esses males até 
que eles sejam invertidos em bens—tanto as aflições corpóreas e as 
aflições emocionais, que são as transgressões. Logo, os deméritos foram 
invertidos e assumiram a forma de méritos.
124-125) O sexto palácio é o espírito, chamado “o fio escarlate.”
O espírito é a vontade que todos esses espíritos inferiores perseguem em 
prol de obter e se agarrarem a ela com um beijo de amor. Esse palácio é o 
palácio do desejo, uma vez que ele é o desejo de todos, aquele que ata ata,
que une unificações e eleva os palácios inferiores a esse palácio. É aquele 
que produz boa vontade do CRIADOR com amor.
140) Aquele que sabe como atar essa unificação é feliz. Ele é amado acima 
e amado abaixo; o CRIADOR sentencia e ele revoga.
É concebível que o justo escarnecesse a vontade de seu MESTRE, que ele 
revogasse a vontade do CRIADOR? Não é. Em vez disso, quando o justo 
ata ata e sabe como unificar unificações, todas as faces se iluminam e a 
completude é descoberta e todas as coisas são abençoadas 
adequadamente, todos os Dinim são removidos e cancelados e não há Din 
no mundo. Feliz é ele neste mundo e no mundo vindouro. Sucede-se que o 
significado do CRIADOR sentenciar e o justo o revogar através de muitas 
luzes que o justo prolonga através das unificações que ele faz e essas 
luzes cancelam os decretos e Dinim do mundo. Tudo o que dizemos sobre 
o justo é aquilo que ele faz abaixo neste mundo. É por isso que está escrito
sobre ele, “Um justo é a fundação do mundo,” uma vez que o justo é a 
existência do mundo.
141-143) Os sacerdotes prolongam direita e os Levitas prolongam 
esquerda. Uma sem a outra é incompleta. Um palácioentra num palácio, 
espírito no espírito, até que todos se conectem nos seus lugares 
apropriados, órgão no órgão, subindo até Atzilut, até ZON, e cada Behiná 
de ZA se conecta com sua Behiná correspondente nos palácios, e eles se 
complementam um ao outro através de Zivug de Yesodot. Eles se unem um
ao outro até que se tornem um através de Zivug de Neshikin [um 
acoplamento de beijos] e iluminem um no outro através do abraço.
Então a mais alta alma de todas vem do alto e ilumina sobre eles, e todas 
as velas, as Sefirot, brilham na totalidade como deve ser, até que a luz 
superior desperte e todos os palácios entrem no santo dos santos, o 
sétimo palácio, num Zivug de sétimo no sétimo. O sétimo palácio é 
abençoado e preenchido como um poço de águas nascentes que não 
param, e todos os palácios são abençoados acima e abaixo.
Aqui está o segredo dos segredos, uma luz que não é conhecida e não 
entra na contagem das dez Sefirot, o desejo que nunca é capturado, ou 
seja a luz de Yechidá. Isso assim é porque as dez Sefirot começando com 
Chochmá, CHBD CHGT NCHYM, se mitigaram completamente, e esse 
desejo não é conhecido ou percepcionado até no pensamento de o 
conhecer. Então todos os graus se unem e se tornam um desejo através de
Ein Sof, uma vez que quando a luz de Yechidá mitiga e veste 
completamente os graus, todos os graus se unem na sua iluminação e se 
tornam um desejo, unido, até de Ein Sof, e tudo está em completude de 
cima e de baixo, desde o preciso interior, até que se tornem um.
151) “E houve noite e houve manhã.” “E houve noite” se prolonga do lado 
das trevas, a Nukva. “E houve manhã” se prolonga do lado da luz, ZA. Uma
vez que ZA e Nukva participam juntos num Zivug, está escrito sobre eles, 
“Um dia,” indicando que a noite e manhã são como um corpo, e ambos 
fazem o dia, ou seja que a luz do dia vem do Zivug de ZA e Nukva juntos.
Cada dia está escrito, “E houve noite e houve manhã,” dado que indica 
Zivug ZON, que a luz do dia vem de ambos. Logo, depois do texto o ter 
notificado no primeiro dia, qual é o sentido de em cada dia, está escrito, “E
houve noite e houve manhã”?
O texto anuncia-o para nós repetidamente cada dia para indicar que é 
impossível que alguma vez aconteça que haja luz do dia sem prévias 
trevas da noite. E em semelhança, não haverão trevas da noite que não 
tragam depois delas a luz do dia, dado que elas nunca partem uma da 
outra.
174) “E DEUS viu tudo o que ELE havia feito.” Não viu ELE o que ELE havia
feito anteriormente? Mas está escrito, “E DEUS viu tudo o que ELE havia 
feito,” que significa que ELE viu somente depois de ELE o ter feito. 
Contudo, o CRIADOR viu tudo—tanto o que ELE havia já feito, e antes que 
fosse feito. Mas o versículo vem para acrescentar que ELE viu todas as 
futuras gerações e tudo o que estava para ser inovado no mundo em cada 
geração, até antes que elas viessem ao mundo. O versículo, “Que ELE 
havia feito” significa a obra inteira da criação pois a obra da criação, a 
fundação e raiz de tudo o que viria e seria inovado no mundo fora criada. 
Foi por isso que o CRIADOR viu até antes que viesse a ser, e colocou tudo 
na obra da criação, uma vez que a obra da criação é a fundação e raiz de 
tudo o que viria a ser. Por esta razão, o CRIADOR incluiu nelas todo o 
futuro que viria ao mundo durante as gerações.
Nossos sábios disseram sobre o versículo, “E dizei para Sião, ‘Vós sois 
MEU povo,’” COMIGO em parceria; EU comecei os mundos e vós os 
terminareis, uma vez que o CRIADOR estabeleceu o todo da realidade de 
uma maneira que as pessoas poderiam completar a correcção. E uma vez 
que o fim da correcção foi deixado às pessoas, elas são parceiras na 
criação.
É por isso que há dois discernimentos nos céus e na terra: 1) Aquilo que o 
EMANADOR já corrigiu. Isto é chamado “a obra da criação.” 2) Os novos 
céus e terra, que estão por aparecer depois do fim da correcção, como está
escrito, “Os novos céus e a nova terra.”
176-177) O CRIADOR criou o homem no mundo e os corrigiu para que ele 
fosse inteiro na sua obra e corrigisse suas condutas para que ele fosse 
recompensado com a luz superior que o CRIADOR havia ocultado para os 
justos. Está escrito sobre issso, “Nem o olho viu um DEUS além de VÓS,” 
ou seja a luz escondida, “Fará por aquele que O espera,” ou seja o justo.
Com o que será recompensado o homem com essa luz escondida? Ele 
será recompensado com ela através do envolvimento na Torá, uma vez que
qualquer um que se envolva na Torá cada dia será recompensado com uma
parte no mundo vindouro. Isso será considerado para ele como se ele 
construísse mundos, uma vez que o mundo foi construído e aperfeiçoado 
com a Torá, como está escrito, “O SENHOR estabeleceu a terra com 
sabedoria, dispôs os céus com inteligência,” a sabedoria e inteligência da 
Torá. Está também escrito, “E EU estava com ELE como com um mestre 
artesão,” portanto que a Torá foi SEU artesão para criar o mundo. O 
CRIADOR fez o mundo com espírito, e o mundo persiste com espírito, pelo 
espirito daqueles que estudam a Torá.
189-190) Na leitura da Shemá, uma pessoa deve unificar seu MESTRE e 
atar os laços da fé no desejo do coração. Quando ela alcança Echad [um], 
ela deve apontar para a Alef de Echad, que é escondida e mais antiga que 
todas, a Sefirá Kéter de ZA. Na Het de Echad ela deve apontar com os oito 
graus superiores, que são da Chochmá superior até Tzadik [justo], Yesod. 
Na grande Dalet de Echad, ela deve apontar e se segurar à Assembleia de 
Israel, Malchut, porção de David, que é chamada “pobre e magra,” quando 
Malchut não está anexa a ZA, quando ela está agora anexa a esses graus 
superiores implicitos nas Alef-Het de Echad, que são de Kéter até Yesod de
ZA. Nessa altura Malchut é grande, e isto é implicito pela grande Dalet em 
Echad, e a palavra inteira nutre dela. E os seios são como torres porque o 
mundo inteiro se nutre deles quando a Divindade diz, “Eu sou um muro e 
meus seios são como torres. Então estava eu nos SEUS olhos como 
aquela que encontrou a paz.”
Quando a Assembleia de Israel, Malchut, está no exílio com seus filhos 
entre as nações do mundo, ela é chamada “pequena,” como está escrito, 
“Temos uma pequena irmã.” Quando Israel se seguram à Torá e percorrem 
o caminho da verdade, Malchut é preenchida de abundância, paz, Yesod se 
conecta com Malchut, e ela responde e diz, “Eu sou um muro e meus seios
são como torres,” ou seja que eles são grandes e cheios de abundância 
para o mundo. Nessa altura, quando ELE se conecta comigo, então, “E 
paz.” Ele interpreta a Alef de Az [então] como o mais sagrado Atik. Kéter, a 
Zayin de Az, é sete graus de Chochmá até Hod, e “paz” é chamada Tzadik, 
Yesod. Porque esses graus se conectam comigo, eu estava nos SEUS 
olhos como aquela que encontrou a paz. Os olhos são sete graus, ZAT de 
Chochmá, chamados “olhos do SENHOR,” “Face do SENHOR,” e então há 
paz para o mundo e Chésed de Atik está no lugar de macho e fêmea, ZA e 
Malchut. Foi por isso que Moisés comandou na Torá e disse, “Escutai Ó 
Israel, o SENHOR nosso DEUS, o SENHOR é um,” atando todos os laços 
da fé.
205) “Aquele que casa sua filha.” Enquanto ela não entrou no seu marido, 
seu pai e mãe concertam-a e dão-lhe tudo o que ela necessita. Assim que 
ela se conectou com seu marido, o marido nutre-a e dá-lhe o que ela 
necessita. No princípio, está escrito, “E o SENHOR construiu,” quando AVI 
a estabeleceram. Então está escrito “E a trouxeram ao homem,” para se 
conectarem um com o outro para que o marido lhe desse o que ela 
necessita.
217-219) “E o homem disse, ‘Desta vez.’” Estas são palavras de doçura, 
para prolongar amor com ela e a atrair à sua vontade, para evocar amor 
nela. Vede quão agradáveis são estas palavras, como elas evocam amor. 
Estas palavras—“Um osso de meus ossos, carne da minha carne”—para 
lhe mostrar que eles são um e que não há separação que se pareça entre 
eles.
Agora ele começou a louvá-la, “Ela será chamada ‘uma mulher,’ pois não 
há outra como ela, a glória da casa. Todas as mulheres comparadasa ela 
são como um macaco perante um homem, mas ela será chamada ‘uma 
mulher,’ ela e não outra. O nome “mulher” indica o fogo do SENHOR, a 
completude da iluminação da esquerda, chamada “fogo,” que está 
conectada à letra Hey, a Nukva. Foi por isso que ele a louvou, “Ela será 
chamada ‘uma mulher,’” pois devido à iluminação de Chochmá que ilumina
nela depois de ela ser incluída nas Chasadim de seu marido, lhe é dado o 
nome “mulher,” que é iluminação de Chochmá, chamada “fogo,” como 
está escrito, “E a luz do SENHOR se tornará fogo.”
Foi dito, “Mulher” porque fogo está conectado à Hey [Esh (fogo) + Hey 
perfazem Ishá (mulher)]. É ela, e não há nenhuma outra como ela, uma vez 
que a iluminação de Chochmá não é revelado em nenhum outro grau 
senão o seu.
“Deste modo um homem abandonará seu pai e sua mãe, e se apegará a 
sua esposa, e eles se tornarão uma carne,” para a prolongar com amor e 
se apegar a ela, uma vez que ele foi desperto para ela com todas essas 
coisas.
226) Quando ele chega ao seu lar, ele deve fazer sua esposa feliz porque 
foi sua esposa que o causou esse Zivug superior. Isto assim é pois através
da oração da estrada que ele orou enquanto ainda estava no seu lar, 
quando ele estava em completude pois ele estava em macho e fêmea, ele 
foi recompensado com o alto Zivug na estrada. Logo, sua esposa o causou
o alto Zivug na estrada—o instar da Divindade. Quando ele vem até ela, ele 
deve fazê-la feliz por duas razões: devido à alegria do Zivug, pois esse 
Zivug é uma alegria de Mitsvá, e a alegria de Mitsvá é a alegria da 
Divindade.
229) Discípulos dos sábios abandonam suas esposas todos os dias da 
semana para que não se abstraiam do envolvimento na Torá. O alto Zivug 
acasala neles e a Divindade não parte deles para que eles sejam macho e 
fêmea. Quando o Shabat começa, os discípulos dos sábios devem fazer 
suas esposas felizes pela gloria do Zivug superior, pois eles causam um 
alto Zivug pela concessão de almas e devem apontar seus corações com a 
vontade de seu MESTRE.
230) Vinde e vede. Quando uma pessoa está no seu lar, a essência da casa 
é sua esposa, uma vez que a Divindade está na casa graças a sua esposa.
259-266) O segredo da sabedoria da sagrada unificação—a Hey do fundo 
do nome sagrado, a Nukva—é a luz do azul e preto que se conecta em Yod-
Hey-Vav, ZA, a luz branca iluminadora.
Por vezes a luz azul é Dalet, por vezes ela é Hey. Quando Israel não aderem
a ela abaixo, para a iluminar e a conectar à luz branca, ela é considerada a 
letra Dalet. Quando Israel a despertam, elevando MAN para se conectarem 
com a luz branca, ela é chamada Hey.
Está escrito, “Se houver uma virgem donzela,” mas lá escreve “donzela” 
sem uma Hey dado que ela não se conectou ao macho, e onde quer que 
não hajam macho e fêmea, não há Hey lá. É por isso que está escrito 
“donzela” sem uma Hey, e a Hey subiu de lá, deixando a Nukva na letra 
Dalet, indicando magreza e pobreza.
Quando ela se une com a luz branca iluminadora, ela é chamada Hey, uma 
vez que então todas as coisas estão conectadas como uma—a Nukva se 
apega à luz branca, e Israel se apegam a ela, se encontrando por baixo dela
para a acender através das MAN que ELEH elevam. Então, tudo é um 
porque ZA e Nukva se juntaram e Israel elevam MAN à Nukva para a 
acender e a conectar com ZA, pois sem suas MAN ela não se conectaria. 
Então eles se conectam com eles também pois toda a medida que o 
inferior causa no superior, ele é recompensado com ela, também, e então o
CRIADOR, SUA Divindade, e Israel se tornam um.
Esta é a oferenda, o fumo que sobe do fogo, evocando a luz azul a ser 
acesa. Quando ela se acende, ela se conecta à luz branca. A vela, 
Divindade, é acesa em uma unificação, se apegando à luz branca e ao 
fumo, e esses três se tornam um.
E porque essa é a conduta desta luz asul consumir e queimar tudo o que 
se apega abaixo dela, quando há um tempo de boa vontade e a vela arde 
em uma unificação, está escrito, “Então o fogo do SENHOR caiu e 
consumiu o holocausto.” E então, quando tudo ardeu por baixo dela, é 
sabido que a vela, Divindade, arde em uma conexão e uma unificação, 
dado que a luz azul se apegou à luz branca e ela é uma. Como são eles 
um? A luz azul, a Nukva, se conectou com a luz branca, ZA, e ambos se 
tornaram um. Em semelhança, a luz azul arde e consome por baixo dela 
suas gorduras e oferendas. Isto significa que ela é consumida e arde por 
baixo dela, mas em vez disso sobe à luz branca. Sucede-se que tudo—o 
fumo e a luz azul—estavam conectados e unidos com a luz branca, e então 
paz se prolongou por todos os mundos, e tudo estava conectado em uma 
unificação.
E assim que a luz azul completou o arder e consumiu todas as coisas 
abaixo dela, sacerdotes e Levitas e Israelitas vêm e se apegam a ela com a 
alegria das canções—o poeta Levitas—com a direcção do coração—os 
sacerdotes—e com oração—Israel. E a vela, Divindade, arde sobre eles e 
ilumina, as luzes se apegam como uma, os mundos se iluminam, e os 
superiroes e inferiores são abençoados.
Então se diz sobre Israel, “E vos que vos apegais ao SENHOR vosso DEUS
estais todo e cada um de vós neste dia.”
318) Quando uma pessoa camina, e nesso caminho ao qual ela se apegou,
para que ela prolonge sobre si mesma uma força nomeada que caminha à 
sua frente. Se ela caminhar num bom caminho, ela prolonga sobre ela uma 
força nomeada do lado de Kedushá que a assiste. Se ela caminhar num 
caminho mau, ela prolonga sobre si mesma uma força má do lado de 
Tuma’a que a magoa.
326-327) Quando um homem caminha no caminho da verdade, ele vai para 
a direita e prolonga sobre si mesmo o espírito superior da santidade do 
alto. Esse espírito torna-se para ele um desejo sagrado de se unir acima e 
se apegar à Kedushá superior para que ele nunca cesse dele. Quando uma 
pessoa caminha no mau caminho e seus caminhos se desviam do caminho
recto, ela prolonga sobre si o espírito de Tuma’a da esquerda, que a viola e 
ela é violada nele, como está escrito, “E vós não fareis de vós mesmos 
impuros com eles e vós haveis sido violados neles.” Aquele que vem para 
violar é violado.
368-369) “Ele os criou macho e fêmea.” Isto significa que qualquer forma 
na qual não hajam macho e fêmea não é uma forma superior como deve 
ser. Onde quer que não acheis um macho e fêmea juntos, a abadia do 
CRIADOR não lá se encontra. Ha bênçãos somente num lugar onde há 
macho e fêmea, como está escrito, “E ELE os abençoou e chamou ao seu 
nome “homem” no dia em que foram criados.” Não está escrito, “E ELE o 
abençoou e chamou a seu nome ‘homem,’” vos ensinando que ele não é 
sequer chamado até pelo nome “homem” senão um macho e fêmea juntos.
445-446) Qualquer homem que tema o CRIADOR, fé está com ele 
adequadamente pois esse homem é completo na obra do seu MESTRE. 
Aquele em quem não há temor de seu MESTRE, fé não está nele e ele não é
digno de ter uma porção no mundo vindouro.
Felizes são os justos neste mundo e no mundo vindouro porque o 
CRIADOR deseja sua glória. “O caminho dos justos é como a luz da 
auróra.” O que é “como a luz da auróra”? É como essa luz que ilumina, que
o CRIADOR criou na obra da criação. Ela é a luz que o Criador escondeu 
para os justos para o mundo vindouro. Ela brilha mais e mais forte pois ela
sempre brilha na sua luz e nunca é carente.
Zohar Hadash, Beresheet Bet [Génesis 2]
5) Está escrito, “Quão abundante é VOSSA bondade, que VOS haveis 
escondido para aqueles que VOS temem.” Esta é a primeira luz que o 
CRIADOR escondeu para os justos, para aqueles que temem o pecado, 
como está escrito, “E houve noite,” da parte das trevas, “E houve manhã,” 
da parte da luz. E quando eles se juntam, “Um dia.”
Embora a primeira luz fosse ocultada através da linha média, ELE ainda 
assim não pretendeu escondê-la por completo. Pelo contrário, ELE 
pretendeu que ao ocultar, essa luz pudesse iluminar aos justos que temem 
o pecado. Uma vez que eles são cautelosos para receber essa luz de baixo 
para cima—pois há completude somente pela iluminação de Chasadim na 
direitajuntamente com a Chochmá na esquerda—então a alegria de tudo 
está na linha média que as une. É por isso que termina, “E houve noite,” da
parte das trevas, a linha esquerda, “E houve manhã,” da parte da luz, a 
linha direita, e quando elas se juntam através da linha média, está escrito, 
“Um dia,” que é toda a completude e unidade.
Parashat Noach (Noé)
(Génesis, 6:9-11:32)
Sumário da Porção
A porção, Noé, fala de pessoas pecadoras e o Criador, que envia um 
grande dilúvio para o mundo. "Noé era um homem justo, perfeito nas suas 
gerações" (Génesis, 6:9). Foi por isso que ele foi escolhido para sobreviver
ao dilúvio.
Mas ele não sobreviveu sozinho. Em vez disso, ele foi comandado 
construir uma arca e se mudar para ela com seus familiares e um par de 
cada animal. Eles permaneceriam na arca durante quarenta dias e quarenta
noites até que o dilúvio parou.
O Criador fez uma aliança com Noé e sua família que o dilúvio nunca 
regressaria. Como símbolo da aliança, ELE colocou o arco-íris no céu. 
O fim da porção fala da torre de Babel, sobre as pessoas que decidiram 
construir uma torre cuja cabeça alcança os céus. O Criador respondeu ao 
confundir sua língua para que eles não se compreendessem uns aos 
outros, e finalmente os dispersando pelo país.
Comentário
A porção, Noé, é longa, intensa, e contém mais detalhes e eventos que 
outras porções. Como esta porção toma lugar no começo da Torá, ela 
também marca o princípio de nosso caminho espiritual, o tempo mais 
importante no nosso desenvolvimento espiritual.
Estas fases iniciais desdobram-se muito rapidamente, ao contrário de 
eventos subsequentes, quando começamos a na realidade corrigir nossas 
qualidades meticulosamente. 
Mais tarde, os eventos descritos são de longe mais detalhados, como 
veremos naqueles que mais tarde se revelam na Torá.
Nosso desenvolvimento toma lugar inteiramente sob nossa vontade de 
receber egoísta, que devemos tornar em doação. Hoje estamos ainda no 
meio de um processo onde toda a humanidade deve começar a trabalhar 
com seus egos para forjar as conexões certas entre as pessoas. A Luta 
para superar o ego é sempre o maior problema, e aparece como ondas de 
um grande mar, chamado Malchut de Ein Sof (Malchut do Infinito).
Cada vez, o ego se levanta e não sabemos o que fazer, então nossa única 
opção é nos escondermos numa caixa, numa arca. Esta não é meramente 
uma fuga; mas é na realidade uma correcção. Construímos à volta de nós 
mesmos uma espécie de bolha, a qualidade de doação, e escondemo-nos 
nela de todas as nossas terríveis qualidades egoístas. É assim que 
avançamos.
Quando o ego se manifesta, caminhamos para a arca, ajustamos nossas 
correcções em prol de nos elevarmos acima do ego e evitarmos usá-lo. Na 
arca, desconectamo-nos do mundo circundante, onde terríveis coisas 
estão a acontecer. Quando assim fazemos, os desejos egocêntricos 
ferozmente batem no casco de nossa arca, tentando puxar-nos para muitos
lugares e direcções, para as profundezas do mar. E todavia, 
permanecemos no interior da arca, concentrados no desejo de permanecer
na qualidade de doação.
A permanência na arca dura quarenta dias e quarenta noites. Esta é a 
diferença entre Malchut e Biná, porque toda a Malchut, todos os desejos, 
estão incluídos em Biná. Verificamo-nos a nós mesmos ao questionar o 
corvo, mas o corvo não responde. A pomba, contudo, realmente responde 
porque ela é do lado de Rachamim (misericórdia), da direita, do lado da 
paz.
Quando recebemos a resposta que todos os nossos desejos são 
controlados pela qualidade de doação, isso é um sinal de que 
sobrevivemos ao dilúvio. Essa é uma indicação de que todos nossos 
desejos e qualidades, que são chamadas "nossos familiares" (a família que
está na arca), passaram a primeira fase da correcção e agora somos 
capazes de continuar as correcções. O propósito do processo inteiro, este 
fluxo, é para que nós corrijamos nossas almas egoístas quebradas e as 
tragamos para um estado onde elas estejam em doação pura, e assim em 
completa equivalência de forma, em Dvekut (adesão) com o Criador.
Quando saímos para o ar, para a terra seca, o Criador diz que ELE fará uma
aliança connosco a respeito de todas as coisas que estamos prestes a 
atravessar. A aliança é pelo futuro, quando eventos semelhantes possam 
ocorrer, para que saibamos que podemos usar as forças que usámos no 
passado.
A aliança testemunha que não nos conseguimos corrigir a nós mesmos e 
que somos obrigados a usar as mesmas forças que usámos no passado. É
por isso que não gostamos do símbolo do arco-íris no céu.
Aqui está um exemplo: Assumamos que estamos numa discussão e que 
nos recordamos que costumávamos ser amigos. Então, pelo bem do 
passado relacionamento fazemos a paz novamente. Logo, o arco-íris - a 
aliança - não é um bom sinal porque ele marca nossa entrada para um 
tempo de fraqueza, onde maiores problemas estão pela frente, para os 
quais precisaremos desta aliança.
O tempo de Noé marca o começo de um novo desenvolvimento. Há dez 
gerações de Adão a Noé. Estas são as dez Sefirot, e há mais dez gerações 
(Sefirot) de Noé a Abraão. Há muitas qualidades em nós que crescem 
dentro de nós e então aparecem, até que novamente reconheçamos 
nossas qualidades egoístas. Aparentemente, esquecemos as qualidades 
da doação que tínhamos quando na Arca, então não podemos mais cobri-
las com Chasadim, a qualidade de Chesed (misericórdia), e com o amor 
aos outros, para sermos como uma família, como foi com Noé na arca 
quando o mundo inteiro era como uma família. Nessa altura todos estavam
debaixo do dossel de Chasadim, debaixo de um dossel de amor, 
colaborando em garantia mútua.
Agora nossos desejos egoístas crescem uma vez mais, eles conduzem-nos
de volta para Babel - um estado onde vemos nossos egos pairar, tentando 
ter e controlar tudo. O grande egoísta que controla a pessoa é Nimrod. 
Esta é uma força que está disposta a fazer qualquer coisa.
Nimrod quer controlar nossas vidas. Ele não quer estar acima, na 
qualidade de doação, mas somente na qualidade de recepção, como 
podemos ver ao nosso redor no mundo de hoje.
Tudo aquilo que aconteceu no tempo de Noé tinha de acontecer por causa 
da regra, "EU criei a inclinação do mal; EU criei para ela a Torá como 
tempero" (Kidushin, 30b), porque "a luz nela os reforma." Por outras 
palavras, precisamos de descobrir o mal em nós, e dessa revelação do mal
descobriremos seu antídoto, uma vez que não quereremos permanecer no 
mal. É por isso que precisamos de obter a luz que reforma, a luz especial 
que a sabedoria da Cabala nos conta como obter para que nos possamos 
corrigir a nós mesmos com ela.
Todas as histórias da Torá antes de Noé, tais como a de Caim e Abel, 
descrevem como o ego se intensificou. Aprendemos sobre isso de O 
Zohar, que nos conta o verdadeiro sentido das histórias da Torá. O Zohar 
diz-nos abertamente o que está simplesmente implícito na Torá. Ele revela-
nos aquilo que se esconde por trás de cada história humana e o que nos 
está a Torá na realidade a contar nas suas narrativas. É por uma boa razão 
que a sabedoria da Cabala é chamada a "sabedoria da verdade."
A Torá fala de nossas almas, sobre como devemos retirar essa alma do 
esconderijo. Devemos descobrir a alma em cada grau de sua Aviut, em 
cada fase de sua quebra, e devemos corrigi-la. Dentro da alma corrigida, 
devemos sentir nossas vidas espirituais e permanecer nelas, como está 
escrito, “Verás teu mundo na tua vida” (Berachot, 17a). Devemos descobrir
o mundo espiritual, o Criador, o "eu" que se encontra no mundo espiritual, 
e devemos fazê-lo aqui e agora, enquanto estamos neste mundo.
Contudo, para entrar no mundo vindouro devemos primeiro descobrir 
nossas almas quebradas. Neste processo, nossas almas crescerão na 
linha esquerda. Isto significa que durante as dez gerações de Adão até 
Noé, grandes desejos da vontade de receber se desenvolveram na alma. 
Na fase onde terminamos com a linha esquerda - seguindo a decisão do 
Criador - a linha direita aparece e começaa corrigir a esquerda. A linha 
esquerda é a Malchut corrupta e quebrada, enquanto que a linha direita é 
Biná, as qualidades de doação, qualidades de amor, dar e misericórdia.
Subsequentemente, dez novas gerações chegam, as dez Sefirot de Noé até 
Abraão - destinadas a corrigir as anteriores gerações de Adão até Noé - ou 
seja dez Sefirot de Ohr Yashar e dez Sefirot de Ohr Chozer. Abraão vem 
depois dessas vinte gerações e recebe o princípio de uma alma num nível 
onde ele já consegue compreender e reconhecer seu propósito. É por isso 
que ele quebra as estátuas e começa a combater seu próprio ego enorme, 
que lhe aparece como Nimrod, como Babilónia. Com Nimrod na esquerda, 
e Abraão na direita, podemos começar a combater pela correcção da alma.
Todos estes nomes e incidentes descrevem aquilo que acontece a nossas 
almas. A Torá fala daquilo que cada um de nós deve atravessar, e 
gradualmente descobriremos como podemos na realidade atravessar 
essas fases.
Perguntas e Respostas
É um dilúvio uma coisa má? Hoje, palavras tais como "tsunami" e "dilúvio"
suscitam terror.
Sim, é uma coisa má na espiritualidade, também. Um dilúvio implica "más 
águas," ou Gevurot. Água é essencialmente Chasadim, mas quando 
conectada a um ego que a controla, ela torna-se água perigosa.
Nesta história, bem como na história da torre de Babel, aprendemos que o 
Criador decidiu confundir as pessoas; Ele fez-as pecar, e então 
aparentemente as puniu.
É claro, nada acontece sem Ele, pois "não há nenhum além d'Ele." O que 
importa é como reagimos, aceitamos e participamos no que está a 
acontecer. Em cada situação, devemos ser Seus parceiros e compreender 
Suas obras. É como uma mãe que brinca com seu bebé. A mãe quer que o 
bebé a compreenda e brinque com ela como ela brinca com seu filho. 
Deste modo, é claro que o Criador está por trás do processo inteiro, mas a 
questão é se sabemos como reagir a aquilo que se revela correctamente 
em cada momento.
Podemos nós reagir como esse bebé?
Se olharmos para os bebés, veremos que eles nunca estão em repouso. 
Eles se esforçam constantemente para perceber o mundo, examinando e 
aprendendo dele. A infância é como o tempo de construir o homem, o 
tempo das correcções do homem. Depois dos vinte anos de idade, todos 
começam a envelhecer e a minguar.
As fases que um atravessa - as más águas, Noé, e Abraão - colocam-nos 
em terrível inquietação. Mas no fim, todos nós temos de atravessar este 
processo para corrigir nossas almas.
É por isso que a Torá inteira, desde o seu princípio até "Israel," foi escrita 
para nós, para que a possamos experimentar no nosso trabalho interno. 
Quando corrigimos a alma, entramos no mundo vindouro.
O que é a Arca de Noé, e como se entra nela?
A arca é a qualidade de Biná. É nos dito como Biná é feita, aprendemos de 
suas qualidades e como as Sefirot, GAR de Biná e ZAT de Biná, se 
conectam - ou seja as primeiras três Sefirot - Keter, Chochmá e Biná. Então
aprendemos das sete Sefirot inferiores - Chesed, Gevurá, Tiféret, Netzách, 
Hod, Yesod e Malchut. Também nos é dito sobre as três partes de Biná - 
uma que pertence ao superior, uma que pertence à própria Biná e uma que 
pertence aos inferiores. Biná é uma qualidade que recebe do alto e se 
constrói a si mesma em prol de passar para baixo, como uma mãe que 
recebe do pai e transforma aquilo que ela recebeu em algo adequado para 
o bebé.
O que significa "estar em Biná"?
"Estar em Biná" significa receber a iluminação superior.
Tudo vem da influência da luz superior, e nos não a conseguimos 
encontrar sozinhos ou dentro de nós. Quando recebemos esta iluminação 
no interior, sentimos que estamos dentro de uma força especial onde o ego
não consegue magoar ou nos desviar de nosso caminho. Somos 
completamente protegidos lá, como se numa bolha ou numa caixa. Isso 
ainda não é realização, uma vez que somos protegidos dentro da caixa 
como um bebé no ventre, mas então o ventre se abre e o bebé emerge.
Assim que nascemos descobrimos que nossos egos cresceram 
tremendamente, Isto já é o tempo da Babilónia, e neste estado Nimrod e 
Abraão crescem no interior.
Inicialmente, Abraão é controlado por Nimrod. Mas quando ele vê que seu 
ego trabalha contra ele e que ele se deve libertar, Abraão sai da autoridade 
de Nimrod e tenta estabelecer sua qualidade de Chesed como governante 
do ego. Embora não o consiga presentemente fazer, uma vez que ele se 
tem de desconectar a si mesmo dele, ele finalmente escapa e se volta para 
a terra de Canaã.
O que representava a torre da Babilónia então? E é diferente agora?
A torre de Babel é o ego que aparece em nós, nos sufocando e não nos 
permitindo viver. Por um lado há Nimrod, que quer crescer tão alto como o 
céu; por outro lado há Abraão, que vê que esta meta é impossível.
Nesse estado, eles separam seus caminhos. A maioria das qualidades 
seguem o ego, com Nimrod. As qualidades que podem ser separadas da 
tentação que reside na torre de Babel - e serem corrigidas por Abraão - são
aquelas que se devem começar a corrigir. Estas qualidades (de Abraão) 
juntam-se à nossa jornada para a terra de Canaã, na correcção parcial da 
alma.
Hoje, praticamente 4000 anos mais tarde, nós - os "descendentes de 
Abraão" e os "descendentes de Nimrod" - estão a reunir-se para criar uma 
conexão conjunta. Nós construímos a Torre de Babel novamente - nosso 
império global financeiro e económico. Enquanto por um lado tudo se está 
a desmoronar, por outro, nós, os "descendentes de Abraão," estamos a 
tentar fazer algo para o corrigir. Contudo, até então ninguém está a escutar.
Hoje não temos escolha porque passámos o processo inteiro que O Livro 
do Zohar detalha. Agora devemos completar a correcção para que Abraão 
possa governar a Babilónia, o ego.
Os poderes mundiais de hoje não pensam em mudar o homem. Eles 
concentram-se em mudar os sistemas financeiros e económicos para 
satisfazer o ego ainda mais. Eles não pensam além disso, nem sequer 
como no tempo de Noé - entrando na bolha de doação mútua e evitar 
contacto com o ego.
Eles não pensam em cessar as guerras e a competição porque seu único 
interesse é lucrar com isso. Até à data, nenhum dos poderes mundiais está
pronto para escutar, dado que o sistema financeiro é uma projecção de 
nossas conexões egoístas, daí todas as crises no caminho. Tudo o que 
podemos fazer é aprender imenso disso.
A presente crise é a última porque ela descreve a totalidade das conexões 
egoístas entre nós, que estão prestes a quebrar. A mensagem da união 
pode ser circulada quando muitas pessoas falam sobre a crise e sua 
causa. É possível que este período acabe bem, mas também é possível que
ele decline para uma guerra; isso depende das pessoas do lado de Abraão.
Então nós somos a "soma" à torre de Babel?
Nós pertencemos ao grupo de Abraão, aquele que deixou a Babilónia e se 
mudou com Abraão para a terra de Canaã. Os outros, os egoístas, 
pertencem ao grupo que veio de Nimrod, da Babilónia. Devemos atravessar
este período do último reconhecimento do mal, que é a guerra de Gog 
uMagog, após o qual alcançaremos a correcção final da alma comum.
Porque é que a confusão das línguas marca o colapso do sistema 
financeiro?
A confusão das línguas tem estado aqui desde a Babilónia e durou até 
hoje. Ela surgiu porque o grande ego singular se quebrou numa miríade de
pedaços para todas as suas inclinações e cada parte cada parte inclinava e
puxava para si mesma. A manifestação externa disto é a confusão das 
línguas.
De O Zohar: E o SENHOR Cheirou o Doce Gosto
“Depois do dilúvio, 'EU não novamente,' uma vez que agora a revelação do 
mal foi completada, pois EU não mais preciso de acrescentar fogo para 
divulgar o Din (juízo), pois o mal foi revelado suficientemente.
‘Pois a inclinação no coração do homem é má desde sua juventude,’ e ele 
não deve ser repreendido, e todas as punições do Criador são senão 
correcções.”
Zohar para Todos, Noé, item 243
“E todas as punições do Criador são senão correcções.” Se 
verdadeiramente nos relacionarmosà vida deste modo e aceitarmos que 
tudo acontece pelo propósito da correcção, devemos saber somente como 
participar, como fazermos nós mesmos parte deste fluxo, até só um pouco,
para experimentar uma vida espiritual cheia de abundância.
Termos
Noé
“Noé era um homem justo, perfeito nas suas gerações," ou seja essa 
qualidade de doação que agora aparece numa pessoa. Noé é justo, do lado
direito, Chesed, em relação a esse dilúvio, em relação a esses desejos 
egoístas.
Dilúvio
Por um lado, o dilúvio é água. Por outro lado, ele é água com a força de 
Gevurá, o poder do fogo, o poder destrutivo egoísta. Ele é uma conexão 
incorrecta entre a esquerda e a direita, onde a esquerda, o ego, domina a 
direita.
A Arca
A "arca" é a qualidade de Biná, doação, Chasadim (misericórdia). Ela é uma
mãe que precisa de atender a qualquer um que se junte a ela e esteja sob 
sua influência.
Quarenta Dias e Quarenta Noites
Este período marca a diferença entre Malchut e Biná. Biná é chamada a 
"Mem bloqueada" (a Mem final em Hebraico). Mem é quarenta em Gematria 
(valores numéricos dados a cada letra do alfabeto Hebraico). A ascensão 
da qualidade de recepção para a qualidade de doação, de Malchut para 
Biná, ou seja ascender para um grau de quarenta.
O Corvo
O "corvo" é a parte da esquerda que requer correcção, em comparação 
com a "pomba,” que é da direita. Deste modo, quando a pomba governa 
em vez do corvo, quando ela regressa com uma folha de oliveira, está claro
que a correcção foi completada e o ego está inteiramente sob dominação 
da doação.
Uma Folha de Oliveira
A azeitona é usada para muitas coisas, tais como óleo para lanternas. Óleo 
em si mesmo é uma das fundações da vida. Ele é a luz de Chochmá que 
pode estar dentro da luz de Chasadim, quando entrámos num estado que 
nos permite continuar a desenvolver. Nosso desenvolvimento toma lugar 
através da luz de Chasadim. Estas são sempre duas forças opostas.
Arco-Íris
O arco-íris marca a aliança. Se eu fizer uma aliança consigo, isso não será 
porque gostamos de estar juntos, porque nesse estado não há 
necessidade de assinar coisa alguma. Em vez disso, ela é uma garantia 
para amanhã. Tememos ou antecipamos que nosso relacionamento se 
possa deteriorar; deste modo, pela supracitada assinatura somos forçados
a manter boas e adequadas relações.
Em Hebraico, um arco-íris é chamado "um arco na nuvem." A nuvem não 
simboliza uma boa situação, mas o arco, a conexão entre nós que está 
sobre a nuvem, ata-nos de uma maneira que nos permite continuar. 
Precisamos dessa aliança, que é uma caução interminável.
A Torre de Babel
Este é o ego gigantesco que se intensificou durante o tempo de Nimrod. 
O ego que constantemente cresce: ele aprece na forma de más águas, em 
Gevurot no tempo de Noé, então na Torre de Babel, e então Faraó, os 
Romanos e os Gregos. O ego cresce constantemente e usa diferentes 
fachadas. 
Faça-se A Luz - Beresheet, Noách [Noé]
Noách [Noé]
21) Quando o CRIADOR coroa SUAS coroas, ELE coroa de acima e de 
abaixo. De acima é do mais profundo lugar, que é AVI. Ele também coroa de
abaixo, das almas dos justos. Então a vida é acrescentada de acima e de 
abaixo, o lugar do Templo é incluído com todos os lados, o fosso é 
preenchido, o mar completado, e ELE dá vida a tudo.
63) Se uma pessoa vem para ser purificada ela é ajudada com uma alma 
sagrada, ela é purificada e ela é chamada “sagrada.” Se ela não é 
recompensada e não vem para ser purificada, somente dois graus se 
abrem para ela, Néfesh e Ruách, mas ela não tem alma sagrada [Neshamá].
Além do mais, se ela vem para violar ela é violada e a ajuda superior e 
removida dela. Doravante, cada de acordo com seus caminhos. Se ele se 
arrepende e vem para ser purificado, ele é ajudado novamente.
110) Há uma alegoria sobre um rei que convidou seu amado para uma 
refeição que ele tinha num certo dia, para que aquele que amava o rei 
soubesse que o rei o favorece. O rei disse, “Agora eu quero jubilar 
somente com aquele que me ama, todavia temo que quando estiver na 
refeição com aquele que me ama, todos esses oficiais nomeados venham e
se sentem connosco na mesa e se juntem à refeição de alegria juntamente 
com aquele que me ama.”
O que fez o amante? Primeiro, ele fez guisados, vegetais e carne de boi e 
deu-a a esses nomeados oficiais para comerem, e então o rei se sentou 
somente com seu amante para essa refeição sublime com todas as delícias
do mundo. E enquanto ele estava sozinho com o rei, ele pergunta-lhe todas
as suas necessidades, e ele dá-as a ele, e o rei jubila sozinho com aquele 
que o ama, e nenhuns estrangeiros interferirão entre eles. Assim são Israel 
com o CRIADOR.
123) Tal como à alma é dado vestuário, que é o corpo, para existir neste 
mundo, à alma também é dado o vestuário da claridade superior na qual 
existir no mundo vindouro, e para olhar dentro do espelho iluminador, que 
é ZA, da terra dos vivos, a Nukva de ZA.
138) Quão obtusas são as pessoas, pois elas não sabem e não reparam 
nas palavras da Torá, mas olham para questões mundanas e o espírito da 
sabedoria é esquecido delas.
295) Rabbi Shimon disse, “Estivesse eu no mundo quando o CRIADOR 
colocou o livro de Enoch [Chanôch] e o livro de Adam no mundo, eu me 
esforçaria para que eles não estivessem entre as pessoas porque nesse 
tempo, todos os sábios não estavam temerosos de olhar para eles, errando
—mal interpretando o sentido literal das palavras como outras coisas—e 
os trouxeram fora do domínio do uno superior de Kedushá para outro 
domínio, que não é sagrado. Mas agora, todos os sábios no mundo sabem 
coisas e as escondem, não revelando os segredos, e se tornam mais fortes
na obra de seu MESTRE. É por isso que agora é permitido se envolver nos 
segredos.”
304-306) Felizes são os justos porque o CRIADOR deseja sua glória e 
revelou para eles os altos segredos da sabedoria.
“O SENHOR é meu DEUS; Eu VOS exaltarei; Eu darei gratidão por VOSSO 
nome pois VOS haveis feito maravilhas, conselhos de longe, fé inabalável.”
As pessoas devem certamente considerar a glória do CRIADOR e louvar 
SUA glória porque qualquer um que saiba como louvar adequadamente 
seu MESTRE, o CRIADOR faz seu desejo. Além do mais, ELE multiplica 
bênçãos acima e abaixo.
Por esta razão, aquele que sabe como louvar seu MESTRE e unificar SEU 
nome é favorecido acima e cobiçado abaixo, e o CRIADOR é louvado por 
ele. Está escrito sobre ele, “E dirão para mim, ‘vós sois MINHA serva, 
Israel, em quem EU sou glorificado.’”
368) “E o SENHOR disse, ‘Vede, eles são um povo,’” uma vez que todos 
eram como um, em unidade, eles farão e terão sucesso nas suas obras.
386-388) Pois eles estavam em uma vontade e em um coração, e falaram na
língua sagrada, está escrito, “Nada que eles pretendam fazer será 
impossível para eles”; o Din superior não podia governar sobre eles.
Nós, ou os amigos que se envolvem na Torá, são de um coração e de uma 
vontade. É tanto quanto o mais que nada que pretendamos fazer nos será 
impossível. Isto significa que todos aqueles que disputam não têm 
persistência, pois enquanto os povos do mundo forem de uma vontade e 
de um coração, embora se tenham revoltado contra o CRIADOR, o Din 
superior, não os governou como aconteceu durante a geração da 
separação [geração de Babel]. E quando eles foram divididos, foi 
imediatamente escrito sobre eles, “E o SENHOR os espalhou no 
estrangeiro daqui.” Logo, aqueles que disputam não têm persistência.
Significa isto que tudo depende das palavras da boca, pois sua linguagem 
foi confundida, prontamente, “E o SENHOR os espalhou de lá.” Mas no 
futuro, está escrito, “Pois então regressarei EU aos povos uma pura língua,
para que eles possam evocar o nome do SENHOR, para O servir com um 
consentimento,” e o SENHOR será rei sobre todos.
Zohar Hadash, Noách
1) Felizes são Israel que o CRIADOR deseja e a quem ELE deu a sagrada 
Torá, e os alertou, e lhes deu conselho para terem cautela dos 
escarnecedores acima e os malfeitores abaixo para que somente o 
CRIADOR governassesobre eles. Eles saberiam como repelir deles todos 
os escarnecedores e sabotadores para que eles sejam uma parte de SEU 
lote e herança, como está escrito, “Pois a porção do SENHOR é SEU povo, 
Jacó, o lote de SUA herança.”
24) Está escrito sobre o homem, “Não é bom que o homem esteja sozinho; 
EU farei para ele uma ajuda contra ele.” Esta é a alma, que é uma ajuda 
dentro dele para o guiar através dos caminhos de seu FAZEDOR. Isto é, 
aquele que vem para ser purificado é ajudado. Quando uma pessoa 
caminha nos caminhos de seu FAZEDOR, muitos a ajudam: sua alma a 
ajuda, os anjos ministradores a ajudam, a Divindade do CRIADOR a ajuda, 
e todos declaram sobre ela e dizem, “Quando caminhais, teu passo não 
será endireitado; e se correres, não tropeçarás.” As almas dos justos a 
ajudam.
46) “E Noé gerou três filhos.” Estas são as três governanças no homem. A 
governança da alma é ser uma assistência para ele na obra de seu 
FAZEDOR. Esta é chamada Sém. A governança da cobiça e da inclinação 
do mal, que guia e atordoa o corpo com transgressões é chamada Ham. E 
a orientação da boa inclinação, que guia o homem com grande 
abundância, para embelezar suas obras na Torá e no temor a DEUS, é 
chamada Jafé. Essa orientação conduzirá o homem para o guiar pelo 
caminho da vida.
152) Miguel disse, “SENHOR do mundo, VÓS deverias ter sido 
misericordioso para eles pois VÓS sois misericordioso e assim sois VÓS 
chamado.” Ele lhe disse, “EU jurei um voto nesse dia em que a sentença 
foi dada diante de MIM para não os redimir até que se arrependam. Se a 
Assembleia de Israel se começar a arrepender até como um olho de uma 
agulha, EU abrirei para eles grandes portões.”
153-155) Todos os exílios onde a Assembleia de Israel se exilou, o 
CRIADOR lhe deu tempo e fim, e ela sempre despertou em arrependimento.
O último exílio não tem tempo ou fim. Em vez disso, tudo depende do 
arrependimento, como foi dito, “E vós regressareis para o SENHOR vosso 
DEUS, e obedecereis a SUA voz.” Está também escrito, “Se vosso exilado 
estiver do fim dos céus, de lá o SENHOR vosso DEUS vos reunira, e de lá 
ELE vos levará.”
Logo, como acontecerá que todos eles despertarão em arrependimento 
juntos? Aquele que está no fim dos ceus e aquele que está no fim da terra, 
como se juntarão eles para fazer o arrependimento? Se os cabeças da 
sinagoga se arrependerem, para que ELE lhes possa fazero bem, como 
está escrito, “E deste modo esperará o SENHOR, para vos perdoar.” Ele 
sempre espera o tempo em que eles se arrependerão.
Parashat Lech Lechá
Lech Lecha (Ide em Diante)
(Génesis, 12:1-17:27)
Sumário da Porção
A porção, Ide em Diante, começa com Abraão sendo ordenado ir para a 
terra de Canaã, a fome força-o a descer ao Egipto, onde os servos de Faraó
levam Sarai, sua esposa. Na casa de Faraó, Abraão apresenta-a como sua 
irmã, temendo pela sua vida. O Criador pune Faraó com infecções e 
doenças, e ele é forçado a devolver Sarai a Abraão.
Quando Abraão regressa à terra de Canaã, uma luta irrompe entre os 
pastores do gado de Lot e os pastores do gado de Abraão, após a qual eles
separam seus caminhos. 
Uma guerra irrompe entre quatro Reis de entre os governantes da 
Babilónia, e cinco Reis da terra de Canaã. Lot é tomado como refém e 
Abraão parte para o salvar.
O Criador faz uma aliança com Abraão—“a aliança dos pedaços” (ou 
“aliança entre as partes”)—a promessa da continuação de seus 
descendentes e a promessa que eles herdariam a terra.
Sarai não pode ter filhos, então ela oferece a Abraão sua criada, Hagar, e 
eles têm um filho chamado Ismael.
Abraão faz a aliança da circuncisão com o Criador e é ordenado se 
circuncidar a si mesmo e a todos os machos de seu agregado. Seu nome 
muda de Abrão para Abraão, e o nome de sua esposa muda de Sarai para 
Sara.
No fim da porção, o Criador promete a Sara que ela terá um filho cujo nome
será Isaac.
Comentário
Todas as histórias da porção que lemos acontecem realmente dentro de 
nós. Na percepção correcta da realidade, este mundo não existe, nem a 
história, geografia ou a história da porção. Todas elas são ocorrências que 
tomam lugar dentro de nós.
A sabedoria da Cabala explica que a percepção da realidade é um assunto 
profundo que se relaciona à nossa mais interna psicologia, nossos 
sentidos e à nossa estrutura física.
A Torá descreve honestamente o modo como nos desenvolvemos. Todos e 
tudo aquilo que é descrito reflecte nossas forças mentais. Abraão, por 
exemplo, é a tendência de se desenvolver para a espiritualidade, o desejo 
de se aproximar e descobrir o Criador.
A história de Abraão na Babilónia é na realidade a revelação da única força 
que existe e conduz o mundo, e o desejo de descobrir essa força. Aqueles 
de nós que descobrem quem gere nosso destino e porquê, ou que 
questionam, "Qual é o sentido da minha vida?" todos começam no mesmo 
ponto de partida como começou Abraão, e a força de Abraão está viva e 
trabalha dentro deles.
Abraão percebeu que ele tinha de avançar para o próximo estado. De facto,
ele sentia a Natureza a empurrá-lo para a frente, lhe dizendo, "Ide em diante
de tua terra e de teus familiares, e da casa de teu pai, para a terra que EU te
mostrarei." Lá encontrarás o equilíbrio e serás capaz de te realizares a ti 
mesmo.
Maimónides e outros Cabalistas escreveram que foi assim que Abraão se 
mudou para a terra de Canaã com seu inteiro agregado, e milhares de 
pessoas que deixaram a Babilónia junto com ele, e que ele havia 
estabelecido como a "casa de Abraão." Quando Abraão alcançou a terra de
Canãa, ele havia chegado ao novo desejo, chamado "Canaã."
A palavra, Eretz (terra), vem da palavra, Ratzon (desejo). 
Abraão descobriu que este desejo não o elevava suficientemente; ele tinha 
fome e não sabia o que o sustentaria e o manteria neste ponto da terra de 
Canaã. Porque esta era uma terra de doação, e ele ainda não estava num 
estado onde ele conseguia concretizar doação, uma nova situação se 
formou, o obrigando a se tornar apegado à vontade de receber. Foi isto o 
que o fez descer ao Egipto.
Um grande desejo apareceu neste ponto, onde um sente que mais passos 
com o ego intensificador são necessários, à medida que o ego alterna de 
um estado de "Babilónia não é suficiente." À medida que o ego cresce, ele 
exige satisfação. Mas isto suscita medo que se um trabalhe com o ego com
a intenção de doar ("Abraão"), ela não seja suficiente para se guardar a si 
mesmo, e assim um pode arruinar a intenção.
É por isto que as pessoas não estão dispostas a trabalhar com seus egos, 
a obstrução que cresce por dentro. O desejo por dentro conta a essa 
pessoa, "Esta é minha irmã, não minha esposa." Uma pessoa fica pronta 
para se abster completamente do todo do desejo, chamado "Sara," e 
permanecer somente com a intenção de doar, chamada "Abraão."
Por causa de nossos egos crescentes, carecemos de uma sensação de 
preenchimento. Em vez disso, sentimos-nos cada vez mais deficientes e 
vazios. "Faraó" é o estado impresso dentro de nós que pergunta, "O que 
ganho eu com isso?" Parece que o presente estado é pior que aquele em 
que estivemos anteriormente, que é o porquê de Faraó dizer a Abraão para 
levar o desejo de volta ("Sara") porque ele queria permanecer na 
corporalidade como estava, enquanto esse desejo, Sara, se prolongava da 
espiritualidade.
Estas duas partes dentro de nós estão numa luta constante. Elas alternam:
primeiro, Abraão cresce e cai, e então Faraó cresce e cai. Isso assemelha-
se a como caminhamos, pisando com o pé direito, então o pé esquerdo. 
Faz pouca diferença ao que chamamos a estas duas partes dentro de nós 
porque elas adquirem diferentes nomes em graus diferentes.
Quando Abraão e sua comitiva regressaram à terra de Canaã, um problema
se ergueu entre os pastores do gado de Lot e os pastores do gado de 
Abraão. A palavra, Lot, significa "maldição." A questão na realidade é, "Em 
que direcção deve um avançar, na direcção da meta de receber, ou na 
direcção da meta de doar?" Quando enfrentados com esta escolha, 
ficamosperplexos e não sabemos o que fazer. Esta é a luta sobre o lugar e 
os poços na história de Lot, descrevendo a escolha para distinguir entre as
duas forças - recepção e doação.
Esta história ensina-nos que durante nosso desenvolvimento espiritual há 
muitos eventos onde devemos olhar para nossos egos e vermos como se 
intensifica dentro de nós.
E todavia, embora não desejamos discordar com a direcção do mal, 
devemos também nos abstemos de a destruir. Em vez disso, devemos 
abster-nos dela, como Abraão se absteve de Lot, que mais tarde o salvou 
de Sodoma.
Estas são as mudanças que acontecem dentro de nós. Nós usamos 
nossos Kelim (vasos) maus, bem como os nossos bons, ou seja nossas 
qualidades boas e nossas qualidades más, bem como todos os nossos 
pensamentos porque aprendemos deles.
Quando Abraão conclui a luta com os pastores do gado de Lot, ele trava 
guerra com os quatro reis que vivem no país. Novamente vemos que 
enquanto nos desenvolvemos, estamos numa luta constante. Os reis são 
nossas grandes forças, nossos grandes desejos. Eles não nos permitem 
entrar na terra de Canaã e cercar Canaã. Desta forma, quando desejamos 
alcançar certo grau espiritual no qual começamos a sentir o Criador, a 
força comum da Natureza, e a eternidade e perfeição na Natureza, essas 
Malchuts, esses "reis," encontram-se no nosso caminho, bloqueando-o.
Depois desta guerra, o Criador aparece a Abraão e diz para ele que ele faz 
uma aliança com ele. Ele promete que esta terra verdadeiramente 
pertencerá à qualidade de Abraão que cresce e se desenvolve por cima da 
qualidade de Faraó, das guerras, e por cima de Lot.
Agora essa qualidade é poderosa o suficiente para permitir que um entre 
na terra de Canaã. Esta é a qualidade que permite a um alcançar o 
propósito da Criação, a revelação do Criador, e alcançar Dvekut (adesão) 
com o Criador.
Em prol de na realidade alcançar o próximo grau, o contacto com o 
Criador, precisamos de uma força que "origine" o próximo grau. Somos 
nós que geramos os novos estados, mas a vontade de receber, que é 
"Sara," ainda não consegue ser a força que dá à luz sob a qualidade de 
Abraão. A qualidade de Abraão é ainda fraca na sua intenção de doar, e não
consegue nos libertar da vontade de receber. Contudo, ela consegue fazê-
lo com a linha direita, a força da direita, mas somente com essa parte dela 
chamada "Hagar." O descendente desse é "Ismael," uma força que 
pertence à direita de Biná, chamada a Klipá (casca/pele) 
da direita.
No fim, depois da aliança e as numerosas correcções, Abraão chega a um 
estado onde ele também consegue trabalhar com Sara, a vontade de 
receber geral. É então que Sara dá à luz, daí a grande alegria reflectida na 
porção.
Perguntas e Respostas
É dito a Abraão para ir da Babilónia para Canaã. O que significa se 
movimentar de um desejo para o próximo, a que se parece estar na terra de
Canaã?
Nós estamos num processo de mudanças constantes, excepto que não 
estamos conscientes dele. A Torá fala das mudanças pelas quais 
atravessamos conscientemente, depois de termos decidido que queremos 
realmente mudar nossos desejos. A vontade de receber tem sido nossa 
inteira substância, e alternamos de um desejo para o próximo, de lugar 
para lugar. Há uma máxima que diz, "Muda de lugar, muda de sorte." Um 
"lugar" é o desejo que observamos no mundo, O desejo é todas as coisas; 
ele é a fonte da qual embarcamos para cada acção.
Cada nome ou palavra mencionados na Torá na realidade detona um 
desejo. Na sabedoria da Cabala, falamos de Aviut (densidade), Masach 
(tela), e Reshimot (recordações) que determinam o estado da Neshamá 
(alma). Aqui, também, estamos a falar das mesmas mudanças que 
atravessamos, excepto que a terminologia é diferente.
“Ide em Diante” significa que devemos sempre sentir que no princípio do 
caminho está Yesod (fundação), e devemos avançar precisamente de 
alternar de estado para estado. Devemos levar a cabo estas instruções e 
alternar de estado para estado até que cheguemos ao fim da nossa 
correcção. Deste modo, "ide em diante" é o acto que o Criador espera que 
nós executemos.
Isto significa que podemos avançar em frente somente se 
compreendermos que mudança pode acontecer somente através da união. 
A inteira diferença entre graus espirituais é o nível de conexão que 
conseguimos alcançar, que nos permite conectar todos os elementos 
dentro de nós para alcançar nossa meta.
Nada é criado sem uma razão. Precisamos de todos os nossos poderes 
mentais, incluindo Faraó, Lot, o gado de Abraão, o gado de Lot, os reis que
estão na terra, Balaão, Balaque, Hamã, os ímpios, bem como os justos. No 
fim, a Torá ensina-nos como conectar todos os nossos poderes mentais e 
nos tornarmos um indivíduo inteiro.
Qual é o sentido da terra de Canaã em respeito a nossos desejos?
Canaã é a terra que existia antes da terra de Israel. Este é um dos graus, 
aquele antes da terra de Israel.
Esta uma pessoa já no caminho para a espiritualidade se o ponto no seu 
coração despertou?
Sim. Assim que o ponto desperta no coração de uma pessoa, ele ou ela 
não conseguem permanecer na Babilónia. Tal pessoa deve abandonar a 
Babilónia e ascender para o grau da terra de Canaã. Um progride 
juntamente com aqueles que se juntam—aqueles desejos com os quais 
podemos trabalhar—e sobe para outro grau, onde um pensa na direcção 
da doação e Chésed 
(misericórdia), na direcção que Abraão simboliza.
Do Zohar: Ide em Diante, para te Corrigires a Ti Mesmo 
Assim que o CRIADOR viu seu despertar e seu desejo, ELE imediatamente 
se revelou a SI MESMO para ele e disse-lhe, "Ide em diante," para te 
conheceres a ti mesmo e para te corrigires a ti mesmo. Isto é, que ele deve 
deixar de medir as forças superiores mas elevar MAN e prolongar um alto 
Zivug sobre a Masach que lhe apareceu, com a qual ele será 
recompensado ao prolongar Daat para si mesmo e se corrigir a si mesmo. 
Zohar para Todos, Lech Lechá (Ide em Diante), item 28
Alcançar um grau superior é feito pela Aviut (densidade) do novo desejo, e 
através da intenção sobre esse desejo. Se uma pessoa executa um Zivug 
de Hakaá (acasalamento por golpe), ele ou ela alcança a revelação da luz 
superior no grau em que o Zivug foi feito.
O que significa que o Criador "viu seu despertar”?
Uma pessoa recebe o despertar do plano geral da Criação. Cada um de nós
tem um tempo no qual começamos a despertar. O "motor" geral de todas 
as almas gira como um contador e emite ordens para cada uma. 
Subitamente, você desperta, você tem um desejo e está a ser conduzido\a. 
Você desperta para a espiritualidade uma ou duas ou três vezes na vida, e 
você tem de responder; você tem de assumir a iniciativa e começar a 
avançar por si mesmo\a.
O que acontece quando uma pessoa descobre que ela não consegue 
avançar mais?
Quando subitamente ela começa a sentir que não consegue avançar na 
espiritualidade, isso significa que está novamente a cair no desejo egoísta 
(“Faraó”). Você está a descer ao Egipto novamente.
Isto, contudo, é o que deve acontecer. Você precisa de intensificar seu ego 
em prol de avançar, pois tudo isto é a sua matéria. Tudo é a substância da 
criação-a grande vontade de receber. Sem Faraó, você não será capaz de 
alcançar Monte Sinai.
Você precisa de ter uma "montanha" de mal e ódio, que levou de Faraó. 
Todo o desejo que apareceu em si se tornou uma montanha ao redor da 
qual você sente seu ódio aos outros. Quando alcança este ponto, você diz 
para si mesmo\a, "Eu preciso de ter a Torá; Não tenho escolha; Eu tenho 
de ter a força que me corrigirá, que é chamada 'a luz que reforma.'"
Progresso é sempre feito em duas direcções: de um lado está o crescente 
desejo egoísta; por outro lado está a intenção de doar.
O que é a Klipá da direita, e porque Abraão, a qualidade de Chésed, gerou 
uma Klipá?
A qualidade de Abraão é só o princípio; ela não está inteiramente corrigida.
Isto é, ela é o desejo inicial duma pessoa, que está claro, carece de Aviut. 
Quando um conecta Aviut a si mesmo em prol de avançar,a direita e 
esquerda conectam-se através do escrutínio do desejo dele. Uma pessoa 
precisa de examinar com que desejos ela pode trabalhar, e com que 
desejos ainda não pode. Os últimos serão corrigidos quando ela alcançar 
graus mais avançados.
Além do mais, ao gerar seu filho com seu desejo parcial, chamado Hagar, 
as condições mudam. Sarai torna-se Sara, e Abrão torna-se Abraão. Estes 
não são simplesmente nomes diferentes. Através destas correcções, 
chegamos a um estado onde trabalhamos com um novo, desejo diferente 
conhecido como "Sara," e uma nova, intenção diferente conhecida como 
"Abraão," que juntas geram o princípio da nação.
É Isaac o princípio da nação?
Não só Isaac. Há três linhas ao todo: a linha esquerda, direita e a linha 
média, que é Israel. Adicionalmente, há duas Klipot (cascas/peles): Ismael 
na direita e Esau na esquerda. Isso não significa que elas sejam 
completamente defeituosas, mas só que com o tempo elas, também, serão 
corrigidas.
A Klipá da direita, Ismael, ainda luta hoje contra todos, até hoje.
Assim permanecerá até ao fim da correcção, até que todos nos 
misturemos juntos e nos unamos.
A circuncisão significa "cortar" no desejo?
Sim, mas circuncisão é mais que simplesmente cortar; ela é também as 
Klipot, que são desejos com os quais não consegue trabalhar. Por agora, 
eles são Klipot até que eles se tornem Kedushá (santidade). O problema 
está em você; você não consegue trabalhar com desejos tão intensos com 
a meta de doar, uma vez que se receber prazeres os receberá para si 
mesmo\a em vez de os doar aos outros.
O que significa afazer uma aliança com o Criador?
Fazer uma aliança com o Criador significa que uma pessoa faz qualquer 
apelo que seja necessário. A aliança é uma reorganização especial, interior,
que permite a um-juntamente com as suas forças-alcançar um estado onde
ele nunca cometerá erros, durante todos os graus futuros, desde que ele\a 
mantenha um certo princípio.
O Criador vai ajudar-me por causa da aliança?
A aliança significa que o Criador o\a ajuda. O Criador = Natureza. “EU, o 
SENHOR, não mudo" significa que de agora em diante você reconhece um 
certo princípio. Se você se segurar a ele, está garantido evitar quaisquer 
erros, quaisquer desvios e quaisquer pecados. Seu avanço espiritual é 
sempre na direcção de um grau que ainda não conhece. Deste modo, deve 
se certificar que quando avançar, não falhe. A aliança é a força que o\a leva
seguramente de um grau para o próximo.
Há duas alianças: a aliança dos pedaços e a aliança da circuncisão. 
Circuncisão tornou-se uma conduta Judaica no mundo corpóreo, e ela é 
um mandamento até este dia. Alguns dizem que é uma tradição cruel. Qual 
é a raiz espiritual da circuncisão?
A raiz reside na necessidade de se livrar da vontade de receber que um não
consegue corrigir. É aquilo que fazemos a toda a hora, incluindo com Sara,
Hagar e assim por diante. Por um lado, examinamos a vontade de receber, 
que está a crescer. Por outro lado, percebemos que devemos "Cortar" 
alguma dela, semelhante ao fim da Partzuf (face). Precisamos de decidir 
que não podemos lidar com esta parte por enquanto. Isto é também ao que
se referem os Mitsvot (mandamentos) positivos e negativos ("fazer" e "não 
fazer"). "Porquê "fazer" e "não fazer?" Porque há uma vontade de receber 
que não podemos usar.
Deste modo, em cada situação, devemos distinguir entre o desejo que 
usamos e o desejo que não usamos. O "lugar" da examinação é chamado a
"Rosh (cabeça) do Partzuf," e este é o principal escrutínio que devemos 
sempre fazer antes de cada decisão.
É o prepúcio o desejo que não podemos usar?
Sim, o prepúcio, a exposição, e a gota de sangue todos são as correcções 
que envolvem a intensidade do desejo e sua natureza. Não conseguimos 
presentemente trabalhar a favor dos outros, nem também a nosso favor, 
uma vez que não estamos na espiritualidade e não os usamos. A decisão 
de nos abstermos de os usarmos é chamada "circuncisão."
É mencionado que Lot é tomado como refém. Quem o capturou e o que é o
cativeiro?
Ele foi tomado como refém pelo desejo egoísta de Sodoma. Sodoma, em 
comparação com o estado em que nos encontramos, é um estado de 
grande rectidão, e até nos atrevemos dizer, de "regra Sodomita.”
O que significa que nós somos piores que a "regra Sodomita?"
Sim. A regra Sodomita é, "Deixa que o meu seja meu e o teu seja teu." Eu 
não toco em ti, e tu não tocas em mim. Até se eu puder roubar alguma 
coisa de ti, eu não o faço. Ou até se eu te puder usar, eu vou evitá-lo. Eu 
não te vendo algo mau ou te manipulo através da publicidade. 
Abreviadamente, eu não te exploro.
“Regra Sodomita" não soa assim tão mal!
É claro. Se estivessemos na regra Sodomita hoje, este seria um passo em 
frente para nós. É por uma boa razão que Lot foi incluido nela. Afinal, ele 
era próximo de Abraão; estas qualidades não são tão longínquas uma da 
outra. Abraão veio para o salvar porque a qualidade de Sodoma era 
necessária em prol de suscitar qualquer coisa para a correcção. Foi por 
isso que quando Abraão chegou a Sodoma, ele examinou os desejos que 
podiam ser salvos deles enquanto que o resto, que não podiam ser 
examinados, tiveram de atravessar a revolta de Sodoma.
Termos
Ide em Diante
Ir em diante do seu desejo, independentemente de quão bom ele lhe possa 
parecer.
Você deve chegar a um novo estado, um novo grau. Cada vez "Ide em 
diante" indica que você deve estar constantemente em movimento, 
avançando para cima.
Canãa
Canãa é a terra de Israel antes dela ser inteiramente corrigida.
Fome
"Fome" significa que eu não consigo satisfazer minha vontade de receber 
se eu for um Egipcio, ou que eu não consigo satisfazer o meu desejo de 
doar se eu for um Judeu, procurando unificação com o Criador.
Irmã
Há vários nomes que usamos para nos referirmos à vontade de receber. 
Entre eles estão "irmã," "esposa," e "servo." A palavra, "irmã," refere-se à 
vontade de receber que você consegue usar com o preenchimento de 
Chochmá (sabedoria), como está escrito, "Dizei para a sabedoria, 'Vós sois
minha irmã’” (Provérbios 7:4).
Criada e mulher
Uma "criada" é quando uma pessoa usa o desejo de doar em prol de doar. 
Uma "mulher" é quando a pessoa a preenche com receber em prol de doar,
do qual já é possível gerar filhos.
Fertilidade, Nascimento
As duas palavras acima referem-se a quando você gera o seu próximo 
grau, o seu próximo estado.
Aliança
Uma aliança é quando você adquire a força de vontade, entendimento, 
sensação e apoio, quando você é assistido para mudar de um estado para 
estado sem falhar. Se há amor entre nós hoje, fazemos uma aliança para o 
sustentar amanhã, também. A aliança ajuda-nos quando realmente 
queremos que ele aconteça amanhã. Ela é uma força da Natureza que nos 
ajuda a manter nosso estado.
Sumário
A mensagem chave da porção é verdadeiramente, "ide em diante." 
Avançamos de estado para estado somente através das mudanças nos 
nossos desejos. Cada momento examinamos e escrutinamos nossos 
desejos em prol de decidir que desejos podemos usar, e que desejos não 
podemos, que desejos devemos "matar," e que desejos devemos "cortar" 
de nós mesmos.
Eu examino sempre como posso avançar através do amor aos outros e em 
direcção ao amor ao Criador. "Ide em diante" é o caminho que me guia, e é 
o único que eu posso percorrer.
Faça-se A Luz - Beresheet, Léch Lechá
Léch Lechá [Ide Em Diante]
4) As pessoas devem observar a obra do CRIADOR. Afinal, todas as 
pessoas não conhecem e não consideram sobre o que se apoia o mundo e 
sobre o que elas mesmas se apoiam.
4-5) Todas as coisas de apoiam na Torá, uma vez que quando Israel se 
envolvem na Torá, quando eles elevam MAN até ZON e prolongam a linha 
média, que é a Torá, o mundo existe.
Quando a meia noite desperta e o CRIADOR entra no Jardim do Éden para 
brincar com os justos, todas as árvores do Jardim do Éden cantam e 
louvam diante DELE, como está escrito, “Então todas as árvores de 
madeira cantam de alegria diante do SENHOR, pois ELE chegou.”A noite é 
a Nukva em respeito ao seu domínio. Ela é essencialmente a iluminação da
linha esquerda, da iluminação de Chochmá que se prolonga do ponto de 
Shuruk em Ima. Também, Chochmá brilha somente do Chazéh para baixo 
porque o Man’ula [cadeado] governa do Chazéh e acima de cada Partzuf, e 
a iluminação de Chochmá não pode aparecer lá. Esta é a divisão da noite 
em duas metades, uma vez que o ponto da meia noite é o ponto de Chazéh.
À meia noite, a Nukva, desperta para receber a mitigação de Biná, para 
brilhar do Chazéh para baixo nela, que é o Jardim do Éden, o CRIADOR 
entra no Jardim do Éden para brincar com os justos. Por outras palavras, 
os justos elevam MAN e prolongam iluminação da linha média lá, que é o 
CRIADOR que brilha no Jardim do Éden.
Todas as árvores no Jardim do Éden cantam e louvam diante DELE, como 
está escrito, “Então todas as árvores no Jardim do Éden cantam e louvam 
diante DELE, como está escrito, “Então todas as árvores de madeira 
cantarão de alegria.” “As árvores de madeira” são árvores inférteis, que 
não dão fruto. Antes da chegada do CRIADOR, as Sefirot de Nukva foram 
consideradas as árvores de madeira, que não têm frutos nelas. Depois da 
iluminação do CRIADOR entrar lá através dos justos, “As árvores de 
madeira cantam de alegria diante do SENHOR, pois ELE chegou,” e dão 
fruto.
9) A existência de todas as pessoas é na linha média, que é prolongada 
somente pelo envolvimento na Torá. Não fosse a linha média, elas não 
teriam existência ou que se pareça.
18-19) Qualquer um que venha para ser purificado é ajudado …Logo, 
aquele que vem e se desperta a si mesmo de baixo é ajudado do alto. Mas 
sem o despertar de baixo, não há despertar do alto.
Nada acima desperta se a coisa sobre a qual a coisa do alto está colocada 
não desperta abaixo primeiro. Este é o sentido da luz negra na vela, a 
Nukva, que não agarra a luz branca na vela, ZA, antes que ela primeiro 
desperte. Quando ela primeiro desperta, a luz branca imediatamente vem 
sobre ela pois o inferior deve despertar primeiro.
116) Ai dos ímpios do mundo que não sabem e não procuram compreender
que tudo o que há no mundo é do CRIADOR, que somente ELE fez, faz, e 
fará todas as acções no mundo. ELE sabe em avançado tudo o que se 
desdobrará no fim, como está escrito, “Declarando o fim desde o início.” E 
ELE observa e faz coisas no princípio em prol de as repetir e as fazer 
perfeitamente passado algum tempo.
129) “E um rio saiu do Éden para regar o jardim,” Yesod de ZA, que sai de 
Biná que regressou a Chochmá, que é chamada “Éden.” Este é o pilar 
sobre o qual o mundo se apoia, e é ele que rega o jardim, a Nukva, e o 
jardim é regado por ela e faz frutos dela, que são as almas das pessoas. 
Todos os frutos rebentam no mundo, e eles são a persistência do mundo e 
a manutenção da Torá. Estes frutos são as almas dos justos, que são os 
frutos das acções do CRIADOR.
131) O mundo superior necessitava de despertar do mundo inferior. 
Quando as almas dos justos abandonam este mundo e sobem ao Jardim 
do Éden, todas elas vestem a luz superior de uma maneira preciosa. O 
CRIADOR brinca com elas e anseia por elas, pois elas são o fruto de SUAS 
acções. Esta é a razão pela qual Israel são chamados “Os filhos do 
CRIADOR,” Uma vez que elas não têm almas sagradas, como está escrito, 
“Vós sois os filhos do SENHOR vosso DEUS,” uma vez que as almas são 
filhos, o fruto das acções do CRIADOR.
144) Não tivesse Abraão descido ao Egipto e não se tivesse lá purificado 
primeiro, ele não teria quota e lote no CRIADOR. Foi semelhante com seus 
filhos quando o CRIADOR desejou fazer deles uma nação, uma nação 
inteira, e os aproximar DELE. Não tivessem eles descido ao Egipto 
primeiro e não tivessem sido purificados lá, eles não teriam sido SUA uma 
nação. Similarmente, tivesse a terra da santidade não sido dada primeiro a 
Canãa, e eles não a tivessem governado, a terra não teria sido a quota e 
lote do CRIADOR, e é tudo um.
163) Todos os amigos vieram e beijaram as mãos de Rabbi Shimon. Eles 
choraram, “Ai, quando abandonares o mundo, quem acenderá a luz da 
Torá?” Felizes são os amigos que escutaram estas palavras de Torá da tua 
boca.
209-210) O CRIADOR disse para a assembleia de Israel, Divindade, “De MIM
é vosso fruto achado.” Lá não diz, “É MEU fruto achado,” mas “Vosso 
fruto,” indicando que esse almejar da fêmea, que faz a alma feminina, que é
incluida na força da masculina. Também, a alma da fêmea é incluída na 
alma do macho e elas se tornam um, misturados um no outro. 
Posteriormente, eles são separados no mundo.
Certamente, pela força do macho está o fruto da fêmea presente no mundo.
As palavras, “Vosso fruto” apontam para os frutos da fêmea, para a alma 
que se prolonga por seu almejar. O texto nos conta que até a alma da 
fêmea não é de si mesma, mas do seu misturar com a alma do macho. É 
por isso que ele diz, “De MIM é vosso fruto achado.”
“De MIM é vosso fruto achado.” Isto assim é porque depois do almejar da 
própria fêmea, da qual a fêmea da alma vem, o fruto do macho é achado. 
Não tivesse sido o anseio da fêmea pelo macho, não haveriam frutos no 
mundo, ou seja que não haveria descendência.
225-227) Quando o CRIADOR criou o mundo, o mundo não se apoiou, mas 
se desmoronou para este lado e para aquele lado. O CRIADOR disse para o
mundo, “Porque estais vós a cair?” Eu LHE contei, “Caro SENHOR, eu não 
me consigo apoiar pois não tenho fundação [Yesod] sobre a qual me 
apoiar.”
O CRIADOR contou-lhe, “Assim, EU colocarei um justo dentro de vós, 
Abraão, que ME amará.” E o mundo imediatamente se apoiou e existiu. 
Está escrito, “Estas são as gerações dos céus e da terra quando eles 
foram criados.” Não o leia, BeHibar’am [quando eles foram criados], mas 
BeAvraham [em Abraão, as mesmas letras em Hebraico], uma vez que o 
mundo existiu em Abraão.
O mundo respondeu ao CRIADOR, “Abraão está destinado a gerar filhos 
que destruirão o Templo e queimarão a Torá.” O CRIADOR lhe contou, “Um
homem sairá dele, Jacó, e doze tribos sairão dele, todas as quais são 
justas.” Prontamente, o mundo existiu por ele.
231) O despertar do superior é somente através do despertar do inferior 
porque o despertar do superior depende do anseio do inferior.
268-269) Está escrito, “Eu sou do meu amado, e seu desejo é por mim.” No 
princípio, “Eu sou do meu amado,” e posteriormente, “E seu desejo é por 
mim.” “Eu sou do meu amado,” é primeiro definir um lugar para ele com 
um despertar de baixo, e então, “E seu desejo é por mim.”
Divindade não está presente com os ímpios. Quando uma pessoa se vem 
para purificar e se aproximar a si mesma do CRIADOR, Divindade está 
sobre ela. Está escrito sobre isso, “Eu sou do meu amado,” primeiro, e 
então, “E seu desejo é por mim,” uma vez que quando um vem para ser 
purificado, ele é purificado.
278-279) Quando o CRIADOR criou o mundo, isso foi sob a condição de 
que se Israel viessem e recebessem a Torá, eles existiriam. E se não, então
EU vos retomarei ao caos. Certamente, o mundo não existia até que Israel 
estiveram no Monte Sinai e aceitaram a Torá, e então o mundo existiu.
Desse dia em diante, o CRIADOR cria mundos. E quem são eles? Eles são 
os Zivugim [plural de Zivug] das pessoas.
310) “Quando o CRIADOR, Biná, desejou criar o mundo, ZON, que são 
chamados “céus e a terra,” ELE olhou para o pensamento—Chochmá, a 
Torá—inscreveu inscrições, e prolongou a luz de Chochmá até ZON, aos 
céus e terra. Mas o mundo não conseguia se estabelecer pois eles não 
receberam a luz devido à força da Tzimtzum [restrição] e Din que estava 
em Malchut.
Então ELE criou a penitência, o escondido interior e alto Heichál [palácio]. 
“Até que ELE criou a penitência” significa que até ELE ter elevado Malchut 
até Biná, tempo duranteo o qual Biná é chamada “penitência,” pois Biná foi
diminuida a um ponto no Heichál. Com isso, Midat ha Din [qualidade de 
juízo] em Malchut foi mitigada em Biná e se tornou adequada para a 
recepção da luz de Chochmá.
315-317) “Abençoai o SENHOR, vós SEUS anjos… escutando a voz da 
SUA palavra.” Felizes são Israel que todas as outras nações do mundo, 
pois o CRIADOR os escolheu de entre todas as nações, e os fez SUA quota
e SEU lote. Assim, ELE lhes deu a sagrada Torá, uma vez que todos eles 
estavam em um desejo no Monte Sinai e precederam o fazer ao escutar, 
como eles disseram, “Nós faremos e nós escutaremos.”
E uma vez que eles precederam o fazer ao escutar, o CRIADOR evocou os 
anjos e lhes contou: “Até então, vós ereis os únicos diante de MIM no 
mundo. Doravante, MEUS filhos na terra são vossos amigos de todas as 
maneiras. Vós não tendes permissão para santificar MEU nome até que 
Israel se conectem convosco na terra, e todos vós juntos se juntarão para 
santificar MEU nome, uma vez que eles precederam o fazer ao escutar, 
como os altos anjos fazem no firmamento,” como está escrito, “Abençoai o
SENHOR, vós SEUS anjos … Eles fazem SUA palavra,” primeiro. E então 
está escrito, “Escutando a voz da SUA palavra.”
“Abençoai o SENHOR, vós SEUS anjos” são os justos na terra. Eles são 
tão importantes perante o CRIADOR como os altos anjos no firmamento, 
dado que eles são fortes e poderosos, pois eles superam sua inclinação 
como um herói que triunfa sobre seus inimigos. “Escutar a voz da SUA 
palavra” significa ser recompensado com escutar uma voz do alto todos os
dias e em qualquer altura em que o necessitem.
327-328) O rei David disse, “Pois quem é DEUS, senão o SENHOR? E quem
é uma Rocha, senão nosso DEUS?” “Quem é DEUS” significa quem é o 
governante ou o nomeado que consegue fazer qualquer coisa, além do 
CRIADOR? Em vez disso, eles fazem o que lhes é comandado pelo 
CRIADOR porque nenhum deles está na sua própria autoridade e eles não 
conseguem fazer coisa alguma. “E quem é uma rocha” significa quem é 
forte e consegue fazer sua própria afirmação e poder, “Senão nosso 
DEUS”? Em vez disso, todos eles estão nas mãos do CRIADOR e eles não 
conseguem fazer coisa alguma excepto com SUA permissão.
“Pois quem é DEUS, senão o SENHOR?” Todas as coisas estão na 
permissão do CRIADOR. Não é como parece nas estrelas e fortunas, que 
mostram alguma coisa e o CRIADOR a muda doutra maneira. “E quem é 
uma Rocha, senão nosso DEUS?” significa que não há tamanho pintor 
como o CRIADOR. ELE é o pintor perfeito, que faz e pinta uma forma 
dentro de uma forma, um feto nas entranhas de sua mãe, e completa esse 
quadro em todas as suas correcções, e insta uma alta alma dentro dele, 
que é semelhante à correcção superior.
330) Quão grandes são as acções do CRIADOR? A arte e pintura de um 
homem são como o artesanato e o retrato do mundo. Por outras palavras, 
o homem é compreendido da inteira acção do mundo, e ele é chamado “um
pequeno mundo.” Todo e cada dia, o CRIADOR cria um mundo que faz 
Zivugim para todos como ele deve, e isto é considerado criar mundos. E 
ELE retratou a forma de cada um deles antes que eles viessem ao mundo.
356) “A lei do SENHOR é perfeita” porque ela contém tudo. Felizes são 
aqueles que se envolvem na Torá e não partem dela, pois qualquer um que 
seja separado da Torá durante até uma hora, é como se ele tivesse partido 
da vida no mundo. E está escrito, “Pois ela é a vossa vida e a duração de 
vossos dias,” e está escrito, “Pois duração de dias, e anos de vida, e paz, 
eles acrescentarão a vós.”
363-367) À meia noite, quando os galos despertam, o lado norte desperta 
em Ruách [vento], ou seja a linha esquerda na iluminação de Shuruk, ou 
seja iluminação de Chochmá com a ausência de Chasadim, GAR de Ruách.
O ceptro, o lado sul—linha direita, Chasadim—sobe e se mistura com essa 
Ruách da linha esquerda, e eles se misturam um no outro. Nessa altura, os 
Dinim da linha esquerda repousam e ela é mitigada em Chasadim. Então o 
CRIADOR desperta no SEU costume de brincar com os justos no Jardim 
do Éden.
Nessa altura, feliz é o homem que sobe para brincar na Torá, uma vez que o
CRIADOR e todos os justos no Jardim do Éden escutam a sua voz, como 
está escrito, “Vós que habitais nos jardins, os amigos escutam vossa voz; 
deixai-me escutá-la.”
Além do mais, o CRIADOR atrai sobre ele um cordel de graciosidade, para 
a manter no mundo para que os superiores e inferiores a guardem, como 
está escrito, “De dia o SENHOR ordenará SUA graciosidade; e à noite, SUA 
canção está comigo.”
Qualquer um que se envolva na Torá nesse tempo certamente terá uma 
parte permanente no mundo vindouro. O que é permanente? Estes Mochin 
se prolongam de YESHSUT, cujo Zivug é intermitente e não permanente. 
Mas toda a meia noite, quando o CRIADOR desperta no Jardim do Eden, 
todas essas plantações—as Sefirot no Jardim do Éden, a Nukva—serão 
regadas abundantemente e desse riacho, que e chamado “um riacho 
primordial,” “um riacho de delicias,” “AVI superiores,“ cujas águas nunca 
param, ou seja que o Zivug de AVI nunca pára. E aquele que sobe e se 
envolve na Torá, isso e como se esse riacho derramasse água abaixo 
sobre sua cabeça e o rega dentro das plantações no Jardim do Éden. 
Assim, ele tem uma quota permanente nos Mochin do mundo vindouro, 
também, ou seja do mundo vindouro, portanto YESHSUT, uma vez que os 
Mochin de AVI Contêm os Mochin Mochin de YESHSUT dentro deles 
também.
Além do amis, uma vez que todos os justos no Jardim do Éden o escutam, 
eles colocam uma parte por ele na poção do riacho, que são os Mochin dos
superiores AVI. Sucede-se que ele tem uma quota perpétua para o mundo 
vindouro, que são estão incluídos nos Mochin de AVI.
445) ELE disse sobre Rashbi e seus discípulos: “ELE disse sobre Rashbi e 
seus discípulos: “Felizes sois vós neste mundo e no mundo vindouro. Vós 
sois sagrados; vós sois todos filhos do DEUS Sagrado…Cada um de vós 
está atado e conectado ao Alto e Sagrado Rei.”
Zohar Hadash, Lech Lechá [Ide Em Diante]
1) Ó como se deve um qualificar às suas obras diante do seu CRIADOR e 
se envolver na SUA Torá [lei] dia e noite, pois a virtude da Torá está acima 
de todas as virtudes.
5-6) Todas as almas dos justos foram cortadas de debaixo do trono para 
conduzir o corpo como um pai conduz o filho, pois sem a alma, o corpo 
não pode ser conduzido, nem conhece ou faz a vontade de seu CRIADOR. 
A alma é um professor, ensinando ao homem e o educando em todo o 
caminho recto.
Quando o CRIADOR a envia do lugar da santidade, ELE a abençoa com 
sete bênçãos, como eestá escrito, “E o SENHOR disse para Abrão.” Esta é 
a alma, chamada Av Ram [alto pai], pois ela é um pai ao ensinar ao corpo, e
mais alta que isso, pois ela vem de um lugar muito superior a esse, pois 
ela vem de um alto e celeste lugar.
61) Ó quão afeiçoado é o CRIADOR da Torá, pela qual o homem é 
recompensado com a vida do mundo vindouro, e pois qualquer um que 
ensine aos outros a Torá—mais que qualquer um.
61-62) Aqueles que ensinam aos outros e a crianças a Torá são 
indubitavelmente recompensados a dobrar. Aquele que ensina a crianças a
Torá, sua abadia está com a Divindade. Quando Rabbi Shimon vinha para 
ver as crianças no seminário, ele diria, “Vou para encontrar a face da 
Divindade.”
Parashat VaErá
VaErá (E EU Apareci)
 (Êxodo, 6:2-9:35)
Sumário da Porção
Na porção, VaErá (E EU Apareci), o Criador aparece diante de Moisés e 
promete libertar os filhos de Israel do Egipto para a terra de Canaã. Moisés 
volta-se para os filhos de Israel, mas eles não escutam "por impaciência e 
por árduo trabalho" (Êxodo 6:9).
O Criador instruiu Moisés a se voltar para Faraó e lhe pedir que os filhos 
de Israel saiam do Egipto. Moisés teme que não tenha sucesso na sua 
missão e pede ao Criador um sinal. O Criador diz a Moisés que ele será 
como Deus para Faraó, enquanto Aarão será como o profeta que tratará de 
falar. O Criador endurecerá o coração de Faraó e faz chover bastantes 
sinais e símbolos sobre o Egipto. O Criador dá a Moisés e a Aarão uma 
vara, e quando Moisés lança a vara para o chão, ela se torna uma serpente.
Quando Moisés e Aarão vão para Faraó, Moisés tem oitenta anos de idade 
e Aarão tem oitenta e três. Há muitos magos e adivinhos à volta de Faraó.Quando Moisés e Aarão chegam, eles jogam a vara e ela torna-se uma 
serpente. Os magos de Faraó fazem o mesmo e suas varas também se 
tornam serpentes, mas a serpente de Moisés engole as serpentes dos 
magos.
Apesar dessa representação, Faraó permanece desafiador e as dez pragas 
do Egipto começam. Esta porção menciona sete das pragas: sangue, rãs, 
piolhos, moscas, pestilência, sarna e saraiva. Depois de cada praga, Faraó 
volta atrás na sua palavra e recusa deixar os filhos de Israel partirem.
Comentário
Embora esta descrição seja gráfica, ela na realidade transmite o interior da 
Torá, a verdadeira lei que nos instruiu a como sair do Egipto dentro de nós.
A Torá não nos diz para abandonar um lugar físico em favor de outro, mas 
em vez disso como nos podemos libertar a nós mesmos de nossos egos.
A porção é para aqueles de nós que trabalham duro e descobrem que 
estamos no Egipto. Ela também lida com nosso desejo de não estar no 
Egipto - o ego, a essência do mal. Deste modo, devemos escapar de lá 
enquanto discutimos com nossos egos. Não podemos tolerar o ego nesta 
situação, temendo que ele nos possa enterrar ou matar, então nos 
elevamos acima dele e começamos a partir dele.
Há duas forças em nós. A primeira é o ego, que e Faraó e todo o Egipto. A 
outra é um ponto "saliente" chamado "o ponto no coração." Todos nossos 
desejos que estão no Egipto e são alimentados por ele enquanto há uma 
"fome na terra de Canaã" (Génesis, 42:6) criam uma luta interior em nós. 
Esta é a guerra da qual procuramos escapar, nos elevarmos acima do ego 
com todos nossos desejos. De facto, somente Moisés, o ponto no coração,
escapa e se eleva acima do ego, fugindo do Egipto para Jétro e para tudo 
aquilo que há em Midiã
Passados quarenta anos, durante os quais ficamos mais fortes em Midiã 
trabalhando em aumentar a força de Moisés, o Criador aparece para nós na
sarça ardente. Através de nossa voz interior, escutamos e compreendemos
que devemos regressar, lutar contra o ego e sair dele, ou não seremos 
capazes de alcançar a espiritualidade.
A espiritualidade é alcançada somente ao corrigir-mos nossos desejos, ao 
corrigirmos nossas intenções de visarem receber - a forma egoísta - para 
visarem dar, amar os outros. Devemos alcançar a regra, "Ama teu próximo 
como a ti mesmo." Esta é a grande regra da Torá. O ponto no coração, o 
Moisés em nós, sente que está na hora de fazer isto. A voz do Criador diz-
nos para começarmos a trabalhar com nossos desejos egoístas ao 
enfrentarmos Faraó.
Neste estado, ficamos completamente atónitos. É muito difícil enfrentar 
nossa natureza básica e o mundo literalmente mostra-nos que é impossível
o fazer. Parece que para onde quer que nos voltemos, estamos rodeados 
pelos nossos egos. Estes são os adivinhos de Faraó, seus sábios, 
começando a descobrir quão irrealista é o caminho espiritual de nos 
elevarmos acima de nossos egos e alcançar o amor aos outros. 
Certamente, onde encontramos amor aos outros no mundo? Alguém apoia 
isto?
A Israel em nós é uma força muito fraca e embora pareça que possamos 
fazer qualquer coisa através de nossa espiritualidade, podemos também 
fazê-lo - e até com mais "sucesso" - através das forças do ego.
Por vezes provamos a nós mesmos que nos elevamos através do grupo 
que estamos a construir, através do bom e certo meio ambiente no qual 
nos encontramos. Tal como Faraó concordou em deixar os filhos de Israel 
partirem, mas mudou de opinião e capturou-os, nós também atravessamos
sobes e desces que nos previnem de sairmos de nossos egos.
Experimentamos sete golpes que nos purificam e corrigem. Estes são ZAT 
do grau, e as sete Sefirot do fundo - Chésed, Gevurá, Tiféret, Netzách, Hod, 
Yesod e Malchut - correspondendo às sete pragas do Egipto: sangue, rãs, 
piolhos, moscas, pestilência, sarna e saraiva. 
As últimas três pragas são como GAR do grau: as primeiras três 
pertencem À Rosh (cabeça), não ao Guf (corpo) do grau. Aqueles que 
atravessam são liberados.
No nosso trabalho interior, enfrentamos lutas duras entre o ego e o ponto 
no coração. Estas atraem-nos para a liberdade, doação e até ao que Baal 
HaSulam chama nos ensaios, Arvut ("Garantia Mútua") e Matan Torá ("A 
Doação da Torá"), "do amor ao homem ao amor a Deus.") É assim que 
emergimos de nossa natureza para a natureza do Criador.
Há somente duas forças na existência: a força da doação e a força da 
recepção. Nós estamos imersos na força da recepção, que nos condena à 
morte, torna nossas vidas amargas e limitadas e encurta-as até que não 
façamos ideia do que nossas vidas eram suposto serem.
A espiritualidade fornece uma resposta a perguntas a respeito do 
sofrimento no nosso mundo. Nós chegamos à espiritualidade devido às 
questões: "Qual é o sentido da minha vida?" "Para que serve a vida?" Na 
espiritualidade, constantemente examinamos estas questões e através 
delas emergimos para o mundo eterno e iluminado. Fazemos isso apesar 
da garra do ego sobre nós que não nos solta e nos puxa "pelos nossos 
pés" de volta para dentro, não nos deixando escapar.
Os livros de Cabala discutem estas lutas prolongadamente. Este é nosso 
trabalho interior, a razão pela qual estudamos sua sabedoria. A luz que 
reforma que obtemos ajuda-nos através das pragas, de uma praga para a 
próxima, de baixo para cima, em direcção a golpes até maiores. Quanto 
mais avançamos, mais duro o trabalho e mais duros os golpes.
Embora sintamos como a força do mal em nós nos destrói, nos mantendo 
no nível animal, não nos podemos livrar a nós mesmos dela. Finalmente, 
chegamos a um estado onde sabemos que a menos que fujamos agora, 
com a ajuda da força superior, vamos permanecer no ego porque não 
conseguimos escapar a nós mesmos. O Criador deliberadamente o 
dificulta para nós, como está escrito, "Vinde ao Faraó" (Êxodo 7:26) “pois 
EU endureci seu coração” (Êxodo 10:1).
O Criador propositadamente endurece o coração de Faraó, nossos egos - o
coração com todos nossos desejos - para que precisássemos de Sua 
força, para que sentíssemos crescentemente como precisamos Dele e 
como nos apegamos a Ele, para que Ele nos liberte do Egipto.
Como foi acima dito, há somente duas forças na realidade: a força má, 
Faraó e a força positiva do Criador, e devemos escolher a qual delas nos 
apegamos. Através da guerra entre as forças, aprendemos que não temos 
alternativa senão alcançar Dvekut (adesão) através da força do Criador. É 
assim que saímos do Egipto.
Bem desde o início, vemos que Moisés foi para o povo de Israel e lhes 
disse que o Criador havia aparecido diante dele, e foi por isso que ele 
sugeria que eles saíssem do Egipto. Mas o povo recusou; eles não queriam
escutar.
Sua recusa pode atingir-nos como estranha pois pareceria racional que o 
povo de Israel quisesse sair do Egipto. Contudo, devemos recordar-nos 
que este é o povo de Israel no exílio, debaixo do governo de Faraó. Tivesse
o povo de Israel estado em Canaã, as questões seriam muito diferentes.
Mas em Canaã houveram problemas, também. Houveram contendas e fome
porque a vontade de receber crescia e não podia mais ser usada. Foi por 
isso que foi dito que havia lá "fome." Deste modo, para usar o desejo, o 
povo de Israel teve de descer ao Egipto, uma vez que somente ao 
acrescentar o ego poderiam eles sair do Egipto com as qualidades de 
Israel neles, a Yashar El (direito a Deus).
Devemos sair do desejo egoísta que anteriormente tínhamos, e com o qual 
descobrimos o mundo espiritual. Nada temos senão nossa essência 
natural. Depois da ruína, a quebra, o pecado da Árvore do Conhecimento e 
os outros pecados, nossa natureza foi completamente arruinada. Ela foi 
completamente quebrada, muito como o mundo de hoje, que gradualmente
descobre a crise em que nos encontramos. Este foi o começo do sistema 
egoísta que se encontra entre nós.
Os filhos de Israel tiveram de descer ao Egipto para reanimar suas almas. 
Todavia, por agora eles são ainda como José, como os filhos de Israel. 
Eles viveram separados dos desejos egoístas até que começaram a semisturar com o ego. São especificamente aqueles que estudam a 
sabedoria da Cabala - que fazem aquilo que está escrito nos ensaios e 
seguem o conselho dos Cabalistas em prol de descobrir o mundo 
espiritual - que se sentem cada vez mais baixos, à medida que almejam 
ascender. Este estado é chamado "os filhos de Israel no Egipto."
Os filhos de Israel tiveram de estar no Egipto durante quatrocentos anos, 
como foi dito a Abraão. Os quatrocentos anos são quatro graus desde a 
raiz - um, dois, três, quatro - ou Yod-Hey-Vav-Hey. Também nós devemos 
estar no exílio em prol de revelar o Kli inteiro (vaso) e alcançar redenção 
com ele num Kli corrigido. Por outras palavras, todas nossas almas se 
conectarão e descobrirão nessa conexão com a luz superior, o Criador. É 
assim que a alma se une com a força superior, com a luz; esta é a redenção
completa.
Primeiro, devemos nos misturar com nossos quatro níveis de Aviut 
(vontade de receber, egoísmo). Passámos somente 210 anos no Egipto, 
então há exílio adicionais depois do Egipto, até à medida de quatrocentos 
anos estar cheia. Presentemente encontramo-nos na conclusão desse 
período.
Devemos descer ao Egipto e absorver estes quatrocentos graus, que são 
como quatrocentos shekels de prata, o preço com o qual a Gruta de 
Machpelá foi vendida. Esta é uma medida especial de nossos egos, que 
Faraó simboliza de uma maneira quebrada na alma corrigida. No final, 
trazemos estes Kelim (vasos) do Egipto porque saímos com grande 
substância, os corrigimos e descobrimos neles a terra de Israel.
Perguntas e Respostas
Porque nos quer o Criador fora do Egipto, por um lado, e então endurece o 
coração do Faraó, o tornando mais difícil para que os filhos de Israel 
saiam?
Quando as pessoas vêm estudar a Cabala, elas chegam com um grande 
desejo de aprender, então percebem quão difícil é e não têm sucesso. Elas 
começam a "adormecer." Seus egos crescem, elas rendem-se para ele, e 
afundam-se nele. Elas não conseguem compreender que o que lhes 
aconteceu foi que elas entraram no Egipto. Nós precisamos de continuar a 
trabalhar, até quando nos afundamos no ego; não devemos permanecer 
nele.
Há também aqueles que se separam a si mesmos das correcções e da 
sabedoria da Cabala por completo. Eles fluem com a vida e podem até 
adoptar novos hábitos. Mas se eles não continuarem e avançarem pela 
quebra, os golpes internos, até que sintam que têm de sair do Egipto, 
como está escrito, "E os filhos de Israel suspiraram da obra" (Êxodo, 2:23),
e gritarem para a força superior os puxar para fora, eles serão puxados 
para fora.
A sabedoria da Cabala lida com factos, com leis naturais. Todavia são 
mostrados sinais aos filhos de Israel, tais como uma vara que se torna uma
serpente. Isso simboliza algo sobrenatural?
Esse é um estado interno que frequentemente experimentamos. A vara se 
tornar na serpente representa incidentes onde a espiritualidade e perfeição
aparecem diante nós. Sentimos que verdadeiramente compreendemos 
alguma coisa da qualidade de doação, que estamos prontos para nos 
conectar com os outros e que estamos com eles com mente e coração, 
"como um homem com um coração." Então, pouco depois vem a descida, 
como uma nuvem negra desce sobre uma pessoa. Muito da mesma forma, 
a vara e a serpente alternam.
Pode ser dito que a atitude de um para a espiritualidade é chamada uma 
"vara" ou uma "serpente"?
Sim, e nós somos jogados entre elas.
Como os magos do Egipto fazem o mesmo que Moisés com as suas varas?
Nossos egos criam coisas para nos mostrar quem tem razão. Na história 
de Ester, quando eles não sabiam quem tinha razão, tiveram de decidir 
acima da razão. O mesmo se aplica a nós. Nós não queremos deixar o 
Egipto para nosso ganho, mas também não queremos permanecer no 
Egipto para nosso ganho. Isto é, não vem do lado da recepção nem do lado
da doação.
Cada um gostaria de se conectar à espiritualidade e alcançar o mundo 
espiritual e assim ter tudo. Contudo, nos é feito entender que tanto na 
recepção e doação não receberemos ganho pessoal nos nossos egos. 
Quando avançamos, como os magos do Egipto, avançamos para a Klipá 
(casca/pele) para doar em prol de receber, para recebermos para nós 
mesmos o próximo mundo, também. Mas a doação significa que nos 
elevamos acima de qualquer recompensa que se pareça.
O que significa que a serpente de Moisés e Aarão engole as serpentes dos 
magos Egípcios?
Isso significa que no fim teremos de avançar em fé acima da razão. Isto é 
chamado uma "vara," e com ela nossa importância da doação aumenta em 
vez de diminuir, nos fazendo descer aos vasos de recepção.
Todos nós experimentamos estes golpes, cada um de nós, até agora?
A Torá fala de tudo aquilo que acontece a aqueles que estudam a Cabala. A 
crise na qual o mundo hoje está está a preparar-nos para que 
compreendamos que não temos alternativas; devemos avançar.
Com a excepção dos filhos de Israel, o mundo não avançará através dos 
passos que aprendemos na Torá. O mundo avança ao se juntar aos filhos 
de Israel, como está escrito, "E os povos os levarão, e os trarão ao seu 
lugar; e a casa de Israel os possuirá na terra do SENHOR" (Isaías, 14:2). O 
mundo inteiro precisará de o apoiar.
O que fazemos de modo a sair agora do Egipto?
A Torá conta-nos que até que tenhamos sofrido todos os golpes, não 
gritaremos tão alto que o Criador nos salve. Quando isso acontecer, a 
força superior, a luz que reforma, nos influenciará tão fortemente que 
seremos capazes de nos separar do ego.
De O Zohar: EU Trarei, EU Libertarei, EU Redimirei, EU Tomarei 
O Criador desejou primeiro lhes contar do mais belo - o êxodo do Egipto. O
mais belo de tudo é, "E EU vos tomarei por MEU povo, e serei vosso 
Deus.” Mas ELE lhes disse isto depois. Na altura, não havia nada mais belo
para eles senão saírem pois pensaram que nunca sairiam de sua 
escravidão, dado que viram que todos os prisioneiros entre eles estavam 
atados por laços mágicos dos quais nunca sairiam. Foi por isso que 
primeiro lhes foi dito o que lhes era mais favorável. 
Zohar para Todos, VaErá (E EU Apareci), itens 52-3
É a obra do Criador. Não somos nós que fazemos o trabalho, e não é o 
trabalho que o Criador faz quando nos corrige. Em vez disso, é o trabalho 
que o Criador faz "nos bastidores." Ele é "as traseiras do pescoço." Isto é, 
endurecer o coração de Faraó é o trabalho que o Criador faz para que 
precisemos Dele.
É então que queremos sair do Egipto?
É então que queremos sair do Egipto e é também então que definimos o 
que significa sair correctamente. Se questionar uma pessoa vulgar, 
"Porque está você a orar?" "O que é redenção?" "O que ou quem é o 
Messias?" você escutará muitas respostas. Todos temos nossos próprios 
Messias. Mas aqui, falamos de uma pessoa que precisa de alcançar um 
estado de Messias. Isto trás um ao amor aos outros, um estado de "Ama 
teu próximo como a ti mesmo," a regra que inclui todos nós, uma vez que 
todos nós devemos estar mutuamente contidos nela, em garantia mútua.
É por isso que a garantia mútua é tão importante para nós; ela é como o 
êxodo do Egipto, como a redenção. Enquanto não há garantia mútua, não 
haverá redenção. É por isso que todos precisam de trabalhar para o fazer 
acontecer e explicar a todos que quanto mais perto nos aproximamos 
deste ideal, maiores nossas chances de sair do Egipto em breve.
Termos
Profeta
Um "profeta" é uma pessoa que fala com o Criador, a força superior. Ele é 
aquele que está num nível de falar. "Falante" é uma divulgação, a emissão 
de Hével (fumo, nevoeiro) da boca. Hével da boca é a Ohr Chozer (Luz 
Reflectida) emitida do Partzuf, da alma, como a luz de doação.
Também, há um profeta que vê, que está num nível mais alto. Alguns 
profetas dizem, "Eu vi," e alguns profetas dizem, "Eu escutei." Este é um 
grau de um Cabalista que está em dois graus - um grau de falar ou um grau
de ver.
Moisés
"Moisés" é a força superior em nós, que nos puxa em frente para a doação.
amor aos outros, e assim para o amor ao Criador. Ele é uma força quenão 
nos dá repouso. Esta força vem até nós do sopro da alma como uma 
centelha de luz dentro de nós. Se a centelha desperta em nós, isso é 
considerado que recebemos um convite. Isso nada garante, senão um 
convite que foi dado a na realidade começarmos o nosso trabalho sagrado.
"Sagrado" significa doação. "Subir a montanha da santidade" significa que
subimos acima de nossos egos com nosso ponto de Moisés, e assim nos 
actualizamos a nós mesmos.
Aarão
"Aarão" é a força oposta a Moisés. As duas forças têm de trabalhar juntas. 
Depois delas há os sacerdotes, Levitas e Israel. Há Abraão, Isaac e Jacó. 
Nosso trabalho é sempre na linha média.
Quando vemos as duas forças, Aarão e Moisés, até antes do todo da linha 
média emergir. Estas duas forças trabalham juntas: Aarão organiza-nos e 
Moisés dá-nos direcção.
Símbolo/Sinal
Um "símbolo" (ou um "sinal") é uma iluminação de um grau mais alto. Ele é
uma força adicional pela qual avançamos em cada grau. Ele é uma 
distinção em todos aqueles estados que ocorrem em nós de forma 
desnatural, num estado pouco familiar para nós em termos de poder e 
intenção no presente grau. Esse estado ocorre quando um grau aparece do
alto e revela o símbolo. O grau superior pode vir da direita ou da esquerda.
A Klipá (casca/pele) está também na espiritualidade. Klipá e Kedushá 
(santidade) são duas linhas entre as quais nos construímos a nós mesmos.
Pegamos um pouco da Klipá, a corrigimos usando a Kedushá e no meio 
alcançamos progresso na linha média, no caminho dourado. A mesma 
coisa acontece no próximo grau, e no próximo, até que subimos todos os 
125 graus.
De O Zohar: Levai Tua Vara 
Era claro para o Criador que esses magos fariam serpentes. Assim, qual é 
a importância de fazer serpentes diante de Faraó? É porque houve um 
começo de todas as punições, isto é a serpente primordial que falhou a 
Adão e Eva. A dominação de Faraó começa desde o princípio da serpente, 
do lado esquerdo. Então, quando eles viram a vara de Aarão se tornar uma 
serpente, todos os magos ficaram felizes pois assim foi o começo da 
sabedoria de suas serpentes. 
Zohar para Todos, VaErá (E EU Apareci), itens 118
A serpente de Aarão consumiu as serpentes dos magos. Há uma diferença 
entre uma serpente, um crocodilo e uma baleia. Há muitas apelações para 
a mesma vontade de receber porque no caminho da correcção, 
atravessamos diferentes estados que exprimimos diferentemente na nossa
linguagem.
A "serpente" é a serpente primordial, a força do mal, a força da recepção 
que nos falha a todos. Precisamos de compreender que todos esses 
fracassos não são realmente fracassos. Em vez disso, nos são mostrados 
nossos defeitos, nos é dada uma chance de pedir a luz que reforma para 
os corrigir.
Há opostos escondidos aqui: do alto, há sempre algo com o qual lidar, algo
que nos é adequado e pelo qual podemos pedir ajuda. Este é um estado 
que podemos corrigir. É dada a uma pessoa um estado que a falhará a ele 
ou a ela.
Os magos e o tornar da serpente numa vara e o inverso acontece para que 
aprendamos como caminhar entre as linhas, na linha média. Devemos 
aprender como virar o ego, nossa vontade de receber - que nos destrói e 
agarra pelos nossos pés até que não possamos tomar outro passo em 
frente - num desejo de doar. Esta é uma luta interna, trabalho interior muito
duro.
Isto acontece para que gritemos por ajuda. Sem pedir ajuda, nunca 
descobriremos o Criador. Enfrentamos uma barreira tentando descobrir o 
Criador; é como se disséssemos, "Não precisamos de Ti. Estamos bem," 
porque estamos separados da sensação do Criador. É por isso que 
precisamos desta experiência; ela é feita como ajuda contra nós.
Não fosse a serpente, Eva, o lado esquerdo inteiro, e Faraó, cujo coração 
se endurece, não precisaria da luz que reforma. Como resultado, nunca 
avançaríamos para o Criador. Deste modo, a ajuda de Faraó é necessária, 
como se diz que Faraó trouxe os filhos de Israel mais perto de seu pai nos 
céus.
Faça-se A Luz - Beresheet, VaYerá [E O SENHOR Apareceu]
VaYerá [O SENHOR Apareceu]
1-3) Está escrito, “Os rebentos aparecem na terra.” Quando o CRIADOR 
criou o mundo, ELE colocou na terra todos os poder que ela merece, mas 
ela não deu fruto até que o homem fosse criado. Quando o homem foi 
criado, todas as coisas apareceram no mundo e a terra revelou os frutos e 
forças que foram depositadas nela. E então foi dito, “Os rebentos 
aparecem na terra.”
Similarmente, os céus não dotaram a terra com força até que o homem 
viesse, como está escrito, “Nenhum arbusto do campo estava ainda na 
terra … pois o SENHOR DEUS não havia enviado chuva sobre a terra.” 
Logo, todas estas ramificações não foram reveladas nela e os céus 
pausaram e não derramaram chuva sobre a terra uma vez que o homem 
estava ausente, pois ele ainda não havia sido achado e criado. Logo, tudo 
foi atrasado de aparecer devido a ele. Quando o homem apareceu, os 
rebentos imediatamente apareceram na terra e as forças escondidas 
apareceram e foram colocadas nela.
“O tempo de cantar [em Hebraico significa também podar] chegou,” pois a 
correcção da meia noite foi corrigida, para cantar diante do CRIADOR. Isto 
não existia antes da criação do homem. “E a voz da rola foi escutada na 
nossa terra.” Esta é a fala do CRIADOR, que não estava presente no 
mundo antes da criação do mundo. Quando o homem estava presente, 
tudo estava presente.
76-78) “Quem ascenderá para a montanha do SENHOR, e quem se 
encontrará no SEU sagrado lugar?” Todas as pessoas no mundo não vêem
porque elas estão no mundo. Elas não observem de modo a saber para que
propósito vivem no mundo, e os dias passam e nunca regressam. E todos 
aqueles dias que as pessoas vivem neste mundo sobem e se encontram 
diante do CRIADOR, pois todos eles foram criados e eles são reais.
Quando uma pessoa neste mundo não observa e não considera porque ela
está viva, mas considera cada dia como caminhar num vazio, quando a 
alma abandona este mundo, ela não sabe por que caminho está ela a ser 
levantada. Isto assim é porque o caminho acima para onde as iluminações 
das altas almas brilham—o Jardim do Éden—não é dado a todas as almas. 
Em vez disso, tal como um o atrai sobre si mesmo neste mundo, a alma 
continua a caminhar depois dela o abandonar.
79) Se essa pessoa segue o CRIADOR e O deseja neste mundo, mais tarde,
quando ela falece neste mundo, ela segue o CRIADOR, também, e é dado 
um caminho para subir ao lugar onde as almas brilham devido ao anseio 
que seu desejo perseguiu todos os dias neste mundo.
81-82) “De acordo com a direcção do desejo de uma pessoa neste mundo, 
ela atrai sobre si mesma o espírito do alto, semelhante ao desejo que se 
tornou anexo a ela. Se seu desejo aponta para uma coisa sublime e 
sagrada, ela prolonga sobre si mesma essa mesma coisa de cima para 
baixo.
“E se seu desejo é de se apegar ao Sitra Achra, e ela aponta para ele, ela 
prolonga essa coisa sobre si mesma de cima para baixo.” E eles dizem que
prolongar alguma coisa do alto depende principalmente do discurso, a 
acção e o desejo de aderir. Isto atrai do alto esse mesmo lado que se havia 
apegado a ela.”
84-87) Similarmente, quando um deseja aderir ao espírito sagrado no alto, 
isso depende do acto, do discurso e de apontar o coração para essa coisa, 
para que um seja capaz de a atrair de cima para baixo e aderir a ela.
E eles disseram que essa pessoa é puxada para fora quando ela abandona 
este mundo pelo que a atrai neste mundo; e ela está anexa e atraida no 
mundo da verdade para aquilo ao qual ela esteve anexa e atraida neste 
mundo. Se for santidade—santidade; e se for impureza—impureza.
Se for santidade, ela é puxada para o lado da santidade. Ela apega-se a ela 
no alto e ela se torna nomeada como um servo, para servir diante do 
CRIADOR entre todos os anjos. Também, ela adere no alto e se encontra 
entre esses sagrados, como está escrito, “E EU vos concederei acesso 
entre aqueles que lá se encontram.”
Similarmente, se ela se apega à impureza neste mundo, ela é puxada para 
o ladoda impureza e se torna uma deles, aderindo a eles. Estes são 
chamados, “prejudicadores de pessoas,” e quando um falece deste 
mundo, ele é levado e submergido no inferno, nesse mesmo lugar onde os 
impuros se violaram a si mesmos e seus espiritos e então os apegados a 
eles são julgados. E ela se torna um prejudicador, tal como um desses 
prejudicadores do mundo.
114) Quando Adam ha Rishon pecou, ele pecou com a árvore do 
conhecimento do bem e do mal, como está escrito, “menos da árvore do 
conhecimento.” E ele pecou nela e causou a morte ao mundo inteiro. Está 
escrito, “E agora, ele pode alcançar com sua mão e retirar da árvore da 
vida, também, e comer, e viver para sempre.” E quando chegou Abraão, ele
corrigiu o mundo com a outra árvore, a árvore da vida, e anunciou a fé a 
todas as pessoas do mundo.
151-154) “Seu marido é conhecido nos portões.” O CRIADOR subiu na SUA
honra, dado que ELE está escondido e ocultado em grande 
transcendência. Não há nenhum, nem nunca houve qualquer um no mundo
que pudesse percepcionar SUA sabedoria. Assim, nenhum consegue 
percepcionar SUA sabedoria porque ele está escondido e ocultado e é 
transcendido acima e além. E todos os superiores e inferiores não O 
conseguem alcançar até que eles digam, "Abençoada seja a glória do 
SENHOR no SEU lugar.”
Os inferiores dizem que a Divindade está no alto, como está escrito, “SUA 
glória está acima dos céus.” E os superiores dizem que a Divindade está 
abaixo, como está escrito, “TUA glória está acima de toda a terra.” Até que 
todos os superiores e inferiores digam, “Abençoada seja a glória do 
SENHOR no SEU lugar” porque ELE é desconhecido e nunca houve 
qualquer um que O pudesse percepcionar. E vós direis, “Seu marido é 
conhecido nos portões.”
“Seu marido é conhecido nos portões” é o CRIADOR, que é conhecido e 
alcançado por aquilo que cada um assume no seu coração, à extensão que
ele consegue alcançar pelo espírito da sabedoria. Logo, correspondendo a 
aquilo que um assume no seu coração, ELE é conhecido no seu coração. É
por isso que está escrito, “Conhecido nos portões,” nessas medidas [a 
mesma palavra para “portões” em Hebraico] que cada um assume no seu 
coração. Mas deve ser adequadamente sabido que não há nenhum que O 
consiga alcançar e conhecer.
“Seu marido é conhecido nos portões.” O que são portões? Está escrito, 
“Levantai vossas cabeças, Ó portões.” Por estes portões, que são altos 
graus, por eles é o CRIADOR conhecido. Não fossem estes portões, eles 
não seriam capazes de O alcançar.
155) Não há nenhum que consiga conhecer a alma do homem, excepto por 
esses órgãos do corpo e esses graus do corpo que divulgam as acções da 
alma. Por esta razão, a alma e conhecida e desconhecida—conhecida 
através dos órgãos do corpo, e desconhecida na sua própria essência. 
Similarmente, o CRIADOR é conhecido e desconhecido, pois ELE é uma 
alma para uma alma, um espírito para o espírito, escondido e oculto de 
todos. Mas aquele que é recompensado com estes portões, os graus 
superiores que são portas para a alma, para ele o CRIADOR é conhecido. 
Logo, ELE é conhecido através dos graus superiores, que são SUAS 
acções, e é desconhecido na SUA própria essência.
156-158) Há uma porta para uma porta e um grau para um grau, e deles é a 
glória do CRIADOR conhecida. E a porta da tenda é a porta da Tzedek 
[justiça], que é Malchut, como está escrito, “Abre para mim os portões da 
justiça.” Esta é a primeira porta pela qual entrar em realização. Através 
desta porta, todas as outras portas superiores são vistas, e aquele que é 
recompensado com esta porta é recompensado com alcançá-la e a todas 
as outras portas com ela, uma vez que todas elas estão nela.
E agora que a porta do fundo, chamada “A porta da tenda” e a “porta da 
justiça”, é desconhecida porque Israel está em exílio, todas as portas 
partem dela e eles não conseguem conhecer e alcançar. Mas quando Israel 
saem do exílio, todos os graus superiores estarão na porta de Tzedek 
como devem.
E então o mundo conhecerá a sublime e preciosa sabedoria que nunca 
conheceram anteriormente, como está escrito, “E o espírito do SENHOR 
repousará sobre ele, o espírito de Chochmá [sabedoria] e Biná 
[entendimento].” Todos eles estão destinados a estar sobre essa porta do 
fundo, que é a porta da tenda, Malchut, e todas estão destinadas a estar no
Rei Messias para sentenciar o mundo, como está escrito, “Mas com justiça
julgará ele os pobres.”
169) Aquele que é recompensado com rectidão com o povo quando há Din 
no mundo, o CRIADOR recorda-se dessa rectidão que ele executou porque 
em qualquer tempo em que uma pessoa é recompensada, isso é registado 
para ela acima. Assim, até enquanto há Din no mundo, o CRIADOR 
recorda-se do bem que ele havia feito e foi recompensado com o povo, 
como está escrito, “Rectidão liberta da morte.”
230) As pessoas devem considerar as acções do CRIADOR e se 
envolverem na Torá dia e noite. Qualquer um que se envolva na Torá, o 
CRIADOR é louvado por ele acima e louvado por ele abaixo, pois a Torá é 
uma árvore da vida para todos aqueles que se envolvem nela, para lhes dar
vida neste mundo e lhes dar vida no mundo vindouro.
239) “E estas são as nações que o SENHOR deixou, para testar Israel por 
elas.” Olhava EU para esse mundo eterno, e o mundo permaneceu firmou-
se somente naqueles justos que reinam o desejo dos seus corações. Diz-
se, “ELE nomeou-o em José como testemunho.” Porque foi José 
recompensado com essa virtude e realeza? Pois ele havia conquistado sua
inclinação. Isto assim é porque aprendemos que todos aqueles que reinam
sua inclinação, o reino dos céus espera por eles.
296-297) “ELE vira as razões nas SUAS tácticas para que eles as possam 
fazer.” O CRIADOR causa razões no mundo e trás luzes destruidoras para 
fazer SUAS acções, e então as vira ao contrário e as faz de uma maneira 
diferente. É da conduta do CRIADOR primeiro trazer luzes destruidoras que
destróem e então as virar ao contrário e as corrigir.
Como as vira ELE? O CRIADOR executa tácticas e causa razões para as 
virar até que elas não sejam como as anteriores. “Para que eles as possam
fazer” significa de acordo com o que as pessoas possam fazer. Ele vira 
essas acções de acordo com as acções que elas fazem. Logo, as acções 
das pessoas induzem a viragem dessas acções em tudo aquilo que o 
CRIADOR as ordena na terra, para que elas recebam todos os tipos de 
formas no mundo pelo mérito das acções das pessoas.
304) O CRIADOR causou as razões e as acções no mundo para que tudo 
seja feito adequadamente, e tudo sai e se prolonga abaixo no mundo a 
partir da essência e a raiz acima.
430) Enquanto um se envolver na Torá, Divindade vem e junta-se. Isso 
tanto o quanto mais é quando viajando no caminho—a Divindade vem e 
coloca-se a si mesma à frente, caminhando diante das pessoas que foram 
recompensadas com a fé do CRIADOR.
453) O homem é criado em absoluta impiosidade e baixeza, como está 
escrito, “Quando um potro de um asno selvagem nasce um homem.” E 
todos os vasos no corpo de um—os sentidos e as qualidades, e 
especialmente o pensamento—servem-lhe somente impiosidade e 
insignificância o dia inteiro. E aquele que é recompensado com aderir a 
ELE, o CRIADOR não cria outras ferramentas no seu lugar, para ser digno e
adequado à recepção da abundância espiritual eterna destinadas a ele. Em 
vez disso, os mesmos baixos vasos que até então foram usados de uma 
maneira imunda e desprezível são invertidos para se tornarem vasos de 
recepção de toda a agradabilidade e gentileza eterna.
Além do mais, cada Kli cujas carências haviam sido as maiores agora se 
tornou o mais importante. Por outras palavras, a medida que elas revelam 
é a maior. Tanto quanto o mais é se ele teve um Kli no seu corpo que não 
teve carências, ele agora se tornou aparentemente redundante, pois ele 
não o serve de maneira alguma. Isso é como um vaso de madeira ou barro:
quanto maior sua carência, isto é sua cavidade, maior sua capacidade e 
maior sua importância.
453) E isto se aplica aos mundos superiores,também, uma vez que 
nenhuma revelação é dispensada sobre os mundos excepto através de 
discernimentos ocultos. E pela medida da ocultação num grau, assim é a 
medida das revelações nele, que é dado ao mundo. Se não há ocultação 
nele, ele não consegue doar uma única coisa.
460) Quando os dias do Messias se aproximarem, até crianças no mundo 
encontrarão os segredos da sabedoria, para conhecer neles os fins e os 
cálculos da redenção. Nesse tempo será revelado a todos.
Zohar Hadash, VaYerá [O SENHOR Apareceu]
1-4) “E Abraão foi e será.” “Será” é 30 em Gematria. Um dia, Rabbi Shimon 
saiu e viu o mundo escuro e lamacento com sua luz oculta. Ele disse para 
Rabbi Elazar, “Vinde vejamos o que quer o CRIADOR.”
Eles foram e acharam um anjo que era como uma alta montanha, emitindo 
30 chamas de fogo da sua boca. Rabbi Shimon disse para ele, “O que 
desejais fazer?” Ele respondeu, “Eu quero destruir o mundo porque não há
30 justos na geração, pois assim o CRIADOR decretou sobre Abraão, ‘E 
Abraão foi e será,’ e ‘Será’ são 30 em Gematria.” Rabbi Shimon disse para 
ele, “Por favor ide ao CRIADOR e contai-LHE, ‘Rabbi Shimon está no 
mundo, cujo mérito é tão grande como o de 30 justos.’” O anjo foi ao 
CRIADOR e contou-LHE, “SENHOR do mundo, é revelado diante de VÓS 
aquilo que Rabbi Shimon disse para mim.” O CRIADOR respondeu para 
ele, “Ide, destrói o mundo e não olhais para Rabbi Shimon.”
Quando ele veio, Rabbi Shimon viu o anjo. Ele lhe contou, “Se não ides ao 
CRIADOR da minha parte, eu sentenciarei que não entrarás nos céus e 
estarás no lugar de Aza e Azael, que o CRIADOR jogou dos céus para a 
terra. Quando chegais diante do CRIADOR, contai-LHE, ‘E se não há trinta 
justos no mundo, haverão vinte,’ pois assim está escrito, ‘EU não o 
destruirei pelo bem dos vinte.’ E se não há vinte, haverão dez, pois 
posteriormente está escrito, ‘EU não o destruirei pelo bem dos dez.’ E se 
não há dez, haverão dois, que ou eu e meu filho, pois assim está escrito, 
‘Pela boca de duas testemunhas ... será uma matéria estabelecida,’ e não 
há matéria senão o mundo, como está escrito, ‘Pela palavra do SENHOR 
foram os céus feitos.’ E se não há dois há um, e eu sou ele, como está 
escrito, ‘E um justo é a fundação do mundo.’” Nessa altura, uma voz veio 
em diante dos céus e disse, “Feliz sois vós Rabbi Shimon que o CRIADOR 
sentencia acima vós revogais abaixo. Está escrito sobre vós, “ELE fará a 
vontade daqueles que O tem."
Parashat Chayiei Sarah(A Vida de Sara)
Chayei Sarah 
(Génesis, 23:1-25:18)
Sumário da Porção
Na porção, Chayei Sarah (A Vida de Sara), Abraão dá um louvor depois da 
morte de Sara aos 127 anos de idade. Ele compra um lote para sua 
sepultura a Efrom o Hitita por quatrocentos shekels de prata e enterra-a na 
gruta de Machpelá, em Hebrom.
Abraão reprova o casamento de Isaac com uma mulher dos Cananitas, e 
envia Eliezer, seu servo, a Aram Naharaim para encontrar uma esposa para 
seu filho. Quando Eliezer se aproxima de um poço ele encontra Rebeca e 
lhe pede que lhe dê água. Ela dá-lhe água e oferece água aos seus 
camelos, também. Eliezer leva sua oferta como um sinal de que ela é a 
mulher certa para Isaac, e então ele a leva a Canaã.
Depois da morte de Sara, Abraão casa com Ketura, que gera seis filhos, 
que Abraão envia para o oriente. Abraão morre aos 175 anos de idade e 
lega tudo aquilo que ele tinha a Isaac. O fim da porção elabora sobre as 
gerações de Ismael, e sobre seu falecimento aos 175 anos de idade.
Comentário
Precisamos de nos recordar que a Torá descreve o que acontece no 
interior à medida que revelamos nossas almas, nossa parte mais interna. A 
revelação da alma é gradual e manifesta-se a si mesma nas histórias da 
Torá. Abraão é a força inicial com a qual revelamos nossas almas, e abre a 
interioridade para descobrir o mundo superior. Ele é a primeira força de 
superação, a força de doação, juntamente com a fêmea dessa força, Sara, 
que é adequada para o grau de Abraão.
Para saber com que desejos podemos trabalhar, devemos separar nossos 
desejos egocêntricos, deixando aqueles com que não podemos trabalhar 
para os próximos graus onde o desejo é mais forte. Para examinar o desejo
chamado "Isaac," primeiro devemos remover o desejo com o qual não 
podemos trabalhar e separá-lo com outra fêmea, com Hagar, de quem vem 
Ismael, a Klipá (casca/pele) da direita.
O grau Isaac dentro de nós emerge só posteriormente, e ele é uma 
extensão do grau de Abraão. Está escrito sobre Isaac, "Pois em Isaac será 
vossa semente chamada” (Génesis, 21:12). Isto significa que a subida de 
Abraão a um grau mais alto é chamada Isaac. No grau Isaac, devemos 
examinar novamente nossos desejos e separar com que desejos podemos 
trabalhar, e com quais não podemos.
Não podemos examinar sozinhos, pois essa pessoa (Abraão) vem somente
de uma força, um lado, da força de Chesed (misericórdia). Abraão ainda 
está sem Gevurá, e primeiro deve adquirir o grau de Isaac, a fundação de 
Gevurá. Este é o ponto onde a força de Eliezer chega para nossa ajuda. 
Eliezer é como a luz superior - examinando nossos desejos e trazendo-nos 
ao grau onde podemos separar a próxima fase da correcção de todos 
nossos desejos. Essa fase é chamada "Rebeca."
Julgando pelos sinais superficiais, tais como o incidente com os camelos, 
parece que Rebeca tem a força de Biná. Sua força não são somente Kelim 
(vasos) de Galgalta Eynaim, mas são também Kelim de ACHP, 
vasos de recepção, para que ela possa regar os camelos. Assim, é possível
continuar a progredir com ela e continuar a correcção e abrir nossas 
almas. É por isso que se diz que através da força de Eliezer, Abraão 
conseguiu encontrar a força apropriada de superação para Isaac, e essa 
força é a força de recepção, chamada "Rebeca." Ela é aquela de quem a 
próxima fase, o próximo grau, será construído.
Depois de Abraão e Sara, a próxima fase é Isaac e Rebeca. Isaac, também, 
leva Rebeca para a terra de Canaã e não a deixa em Aram Naharaim.
Depois de Isaac, Abraão faz escrutínios adicionais com Ketura e os seis 
filhos que ele envia para a terra do oriente.
Cada vez que examinamos os desejos, o escrutínio toma lugar em vários 
graus. Podemos usar alguns dos desejos em prol de doar e alcançar o 
amor aos outros. Outros desejos são "colocados em espera" e evitamos 
usá-los. Em vez disso, usamos outra parte dos desejos de tal modo que 
sua correcção preceda as próprias correcções. Tais são os "filhos das 
concubinas."
No fim dos dias, ou seja estes dias, podemos ver que tudo está a regressar
para essa força chamada "Abraão," que desperta novamente em nós. Nós 
estamos a corrigir na humanidade os Kelim que foram quebrados dos 
filhos de Israel e os Kelim das nações do mundo. Entre estes estão as dez 
tribos (que também têm sua influência) e os filhos das concubinas. Vamos 
também ver que no decorrer da história, o mundo tem atravessado um 
processo de correcções.
Começamos a reparar que os desejos que despertam pela correcção nas 
nossas almas são senão uma semente que foi semeada em gerações 
anteriores, em estados anteriores, e que agora estão a ser corrigidos. 
Experimentamos eventos na vida que nos recordam de estados passados 
e que nos ajudam a compreender a novidade e singularidade do presente 
tempo e como nos devemos relacionar a ele.
O grau de Abraão vive no desejo conhecido como "Sara" (segundo o nome
da porção) e examina-o. Assim que o grau de Abraão é separado, o fim do 
grau — a morte de Abraão, a morte de Sara, e a Gruta de Machpelá — 
chegou.
Estes são os elementos mais importantes porque todas nossas correcções
estão incluídas numa correcção especial conhecida como Tzimtzum Bet 
(segunda restrição). Há duas restrições sobre nossa vontade de receber, 
nos prevenindo de a usar em prol de receber para nós mesmos, mas 
somente em prol de doar sobre os outros.
Devemos viver de tal maneira que conduziremos vidas normais enquanto 
vendo o além. Hoje, as pessoas vivem diferentemente. Há cem ou duzentos
anos atrás, as pessoas trabalhavam e ganhavamsuas vidas em proporção 
com seu trabalho. É por isso que poucas eram ricas.
Contudo, hoje, na era dos desenvolvimentos tecnológicos, produzimos e 
ganhamos de longe mais do necessário para nosso sustento. É por isso 
que tantas coisas, tais como o turismo e actividades de lazer, são 
desenvolvidas. Compramos, desperdiçando o que ganhámos naquilo que 
não é necessário para nosso sustento.
Há duas restrições sobre a vontade de receber, que é o porquê de 
presentemente experimentarmos a quebra e ruina de nossa existência 
anterior. Chamamos-lhe "crise global económica e financeira." Primeiro, 
precisamos de entender que devemos deixar para nós mesmos somente 
aquilo que é necessário para nosso sustento, dando o resto à tesouraria 
comum, à nação, à correcção do mundo inteiro. É assim que cada pessoa 
alcançará Tzimtzum Bet (segunda restrição).
Em vez de tirarmos para nós mesmos, devemos almejar dar aos outros. A 
presente crise nos obrigará a compreendê-lo e assim progredirmos, e 
deste modo atravessaremos a crise fácil, agradável e rapidamente.
Se não desejarmos compreendê-lo, vamos experimentar a transição para o 
próximo grau como dolorosa, do mesmo modo que estamos a começar a 
sentir sobre a presente crise, com todos os problemas que ela nos causa.
A Gruta de Machpelá simboliza a abordagem de conectar Malchut com 
Biná. A Malchut inteira, a totalidade da vontade de receber, está incluída em
Biná, no desejo de doar, que trabalha somente desta maneira. Malchut 
recebe de Biná somente aquilo que ela necessita em prol de existir e 
trabalhar em semelhança a Biná, ou seja em doação. Esta é a correcção 
que teremos de fazer pela humanidade — alcançar a qualidade da Gruta de 
Machpelá.
Perguntas e Respostas
O que é uma gruta e qual é o sentido da palavra, Machpelá, da palavra, 
Kaful (duplicar)?
Uma gruta é um buraco na terra. A palavra, Eretz (terra), vem da palavra, 
Ratzon (desejo). Inicialmente, nosso desejo é como está escrito, "A 
inclinação no coração do homem é má desde sua juventude" (Génesis, 
8:21) porque "EU criei a inclinação do mal" (Talmude de Jerusalém, 
Masechet Berachot, 27b), enquanto as correcções são feitas através do 
tempero da Torá, através da luz que reforma. Se sentimos uma corrupção, 
uma má vontade, um estado onde cada um só quer para si mesmo e não se
importa com os outros, isso é oposto à nossa meta inicial - de alcançar 
doação sobre os outros. Isto verdadeiramente nos enterra, então sentimo-
nos obrigados a nos corrigirmos.
A correcção é feita através do estudo adequado da sabedoria da Cabala. 
Com a orientação dos Cabalistas, atraímos a luz que reforma do estudo, 
que é o porquê da sabedoria da Cabala ser chamada a "Lei da Luz," bem 
como a "Interioridade da Torá," e a "Torá da Verdade."
Através do adequado estudo da sabedoria da Cabala, uma força desperta 
em nós e começa a nos ajudar a separar nossos desejos, nossa 
interioridade. Removemos tudo de todos os desejos, paixões, e qualidades
com as quais nascemos, em prol de construir uma alma, um Kli (vaso) para
a sensação do mundo superior.
Essa gota de sémen existe em cada um de nós, e podemos abri-la, nutri-la 
e educar nossas próprias almas dela. A alma é a parte de Deus no alto 
dentro de nós. Contudo, ela está enterrada debaixo de todos os desejos, 
pensamentos e problemas nos quais estamos devido a nossos egos.
A "Gruta de Machpelá” significa que fazemos duas grandes correcções na 
transição de receber para nós próprios até receber somente pelo benefício 
dos outros. Por outras palavras, nossas vidas inteiras devem estar num 
estado de "Ama teu próximo como a ti mesmo."
Este estado é chamado Machpelá (multiplicação) porque o processo de 
correcção é feito em duas fases. Primeiro, corrigimos Malchut, dado que 
primeiro recebemos para nós mesmos somente aquilo que precisamos em 
prol de sobreviver. Subsequentemente, recebemos tudo o resto, somente 
em prol de doar. Essencialmente, esta é a correcção inteira até que 
acabemos de abrir nossas almas e as construir. Abraão realizou a primeira 
correcção, que o trouxe ao grau de Adam HaRishon. 
É por isso que ele é chamado o "Pai da Nação."
Podem pessoas que não estudam a Cabala se acomodar só com 
necessidades básicas?
Não, isso as estragaria porque isso as faria pensar que são justas e não 
precisariam de estudar. O problema é que pensamos que agora 
compreendemos como realizar as correcções. Mas para corrigir, 
precisamos da luz que reforma, que é o que separa nossos desejos e nos 
direcciona para aquilo que devemos fazer.
A luz é o que nos ensina e nos conduz no nosso caminho. Se não 
evocarmos a força interior chamada Torá, (as instruções para o que 
fazermos connosco) não saberemos como avançar. Logo, não teremos 
escolha senão estudar a sabedoria da Cabala, através da qual 
avançaremos favoravelmente. Foi por isso que ela esteve escondida 
durante séculos e porque ela está a ser revelada especificamente agora.
Alguma vez descobrirei estas forças, Sara, Abraão e Eliezer?
É claro que descobrirá todas estas forças dentro de si! A Nukva (fêmea) 
certa, a mais corrigida, é Sara.
O que é um enterro, e se importa onde enterramos o desejo?
Nós enterramos o desejo e deixamos de o usar ao o elevarmos ao grau de 
Biná. Está escrito, "Estes são os justos, que na sua morte foram chamados
'vivos'" (Talmude Babilónio, Masechet Berachot, 18a). 
Isto é, quando você enterra um desejo, você enterra sua intenção de 
receber e você usa o desejo em prol de doar. Você eleva-o ao grau da Gruta
de Machpelá, que é um grau muito alto.
Até quando este desejo está no solo, como numa gruta, você usa-o para 
doar. Estas são correcções muito grandes porque o desejo não está morto,
mas vivo. São as intenções que morrem, mas o desejo em si mesmo nunca
morre.
Deste modo, "enterro" não se refere aos desejos em si mesmos, mas a 
como os usamos.
Quando Abraão alcança um grau onde ele sabe como corrigir todos seus 
desejos - sua Nukva, chamada "Sara" — ele alcança o grau de "associar 
Rachamim (misericórdia) com Din (juízo).” Nesse estado ele entra na Gruta 
de Machpelá. A Machpelá significa que o nível deste mundo ascende ao 
nível do mundo vindouro.
Diz-se que Sara viveu 127 anos, e que Abraão viveu 175 anos; qual é o 
significado da idade?
Estes números não se referem à idade mas a graus. Estes são os graus 
onde podemos corrigir nossas almas deste modo.
O grau de Abraão é 175?
Sim, mas nós não sabemos como contar esses graus, tal como na história 
de Matusalém ou de Adão, que viveu tantos anos.
Também não sabemos o que significa que Abraão comprou a gruta por 
quatrocentos shekels de prata. Kesef (prata/dinheiro) significa Masach 
(tela), e os quatrocentos shekels são a quantia total que Abraão pagou pelo
campo que ele comprou de Efrom.
Abraão insistiu em comprar em vez de receber; qual é o sentido de 
comprar? Comprou ele um desejo?
"Comprar" é expresso em pagamento. Abraão pagou com seu dinheiro e 
com seu trabalho para que ele pudesse adquirir a vontade de receber de 
modo a fazê-lo trabalhar em prol de doar. Trabalho é o único modo de abrir 
a vontade de receber e usá-la para alcançar a revelação do superior.
No nosso universo inteiro, usamos somente um por cento da nossa 
vontade de receber. É por isso que só percepcionamos este mundo. Vamos
percepcionar o mundo superior somente quando abrirmos a vontade de 
receber em 2 por cento, então três e assim por diante até aos 100 por 
cento. Quanto mais você abre o desejo, mais da realidade consegue 
percepcionar.
Há uma realidade escondida, e à medida que nossos desejos crescem de 
dia para dia e de ano para ano, vamos descobrir o mundo e descobrir mais 
fenómenos e mais revelações no mundo. Cada dia fazemos novas 
descobertas; a ciência desenvolve-se e também nós. Contudo, estas 
descobertas e desenvolvimentos são muito estreitos e bastante 
insignificantes.
Nós não percepcionamos o mundo em si mesmo, mas somente aquilo que 
está no nosso interesse, uma vez que esta é nossa natureza. Se 
desejarmosadquirir o grande desejo, devemos pagar com grande trabalho.
Esse desejo contém imóvel, vegetativo, animal e humano, ou seja falante. 
Estas são as quatro fases, e cada uma delas está num nível de cem, que 
somam até 400 (shekels de prata). Kesef (prata/dinheiro) significa trabalho.
Nós teremos de comprar o desejo inteiro por quatrocentos shekels de 
prata. Por outras palavras, primeiro precisamos de adquirir Masachim 
(telas) para trabalhar com aquilo que se manifesta somente em prol de 
doar. É por isso que crescemos até certo nível, até certa saciedade no 
nosso desenvolvimento, e alcançamos uma crise. Não nos 
desenvolveremos além disso; vamos parar aqui até que compreendamos 
que podemos ora descer, ou continuar a nos desenvolver num novo Kli em
direcção ao mundo superior, que está inteiramente direccionado para a 
doação sobre os outros.
Há uma diferença no nível de ego entre uma pessoa que deseja poder, e 
líderes tais como o Primeiro Ministro?
Não, porque esse ego está no mesmo nível. Aqui, contudo estamos a falar 
de um ego completamente diferente, um que precisa de ser um governante 
e compreender o que acontece acima da sua vida, acima da vida e da 
morte. Este é um ego que nós não compreendemos; ele é a linha esquerda,
Klipot (cascas/peles), que na realidade é contra a Divindade.
As duas forças começam a manifestar-se em nós. A força superior, o 
Criador, aparece do lado direito, e a força oposta aparece na esquerda, 
com você no meio, contendo ambas. É por isso que ela é chamada a 
"Gruta de Machpelá" (multiplicação), uma vez que estamos a conectar as 
duas forças, a boa bem como a má.
É a vontade de receber eterna?
Ela é eterna como o Criador; ela nunca é cancelada. Sem ela, não haveria 
criatura. A palavra Hebraica, Nivrá (criatura), vem da palavra, Bar (exterior),
ou seja exterior ao grau. O desejo é aquilo que nos separa do Criador. Mas 
quando o usamos com a intenção de doar, assemelhamo-nos ao Criador e 
alcançamos Dvekut (adesão) com Ele, que é o propósito da Criação.
Algumas pessoas dizem ser dos filhos de Ketura e algumas dizem ser dos 
filhos de Abraão; há alguma verdade nestes dizeres?
Sim, há. O mundo veio dos Babilónios, que não quiseram receber o 
ensinamento de Abraão através de Nimrod porque eles atravessavam 
correcções que os faziam rejeitá-lo, que é uma correcção, também. Uma 
pessoa que rejeita algo tem um certo ponto de vista; ela atravessa um 
certo "filtro." Deste modo, uma pessoa que avança da Babilónia através 
das guerras em Canaã, Egipto, e em outros lugares, é ora dos filhos de 
Ketura ou das dez tribos que se dispersaram pelo mundo e que fazem 
nosso trabalho lá, embora nós não saibamos como isso é feito.
Se conduzirmos testes de ADN veremos que todos se misturaram com 
todos, e cada um de nós contém um pouco de todos os outros. É por isso 
que agora alcançamos o fim da mistura, quando cada um de nós tem a 
habilidade de pertencer à correcção nos nossos próprios níveis, 
avançamos para uma crise que nos conduz a escrutinar nossa situação 
espiritual. Este é o presente grau da humanidade.
Por um lado, diz-se que tudo está a acontecer dentro de nós. Por outro 
lado, estamos a viver neste mundo, e é isto que percepcionamos. Há uma 
formula pela qual possamos agir nas nossas experiências do dia-a-dia?
Sim há. Algumas pessoas sentem que estão a viver num filme que está a 
ser "projectado" dentro delas. Elas relacionam-se ao mundo fora delas 
mas sentem-o por dentro. É como ver um filme e entrar nele, vivendo-o 
como o resto dos personagens, incapazes de passar juízo sobre ele.
Nós conseguimos até dizer a nós mesmos que este é um filme que está a 
ser projectado diante de nós, que nós estamos nele, e que nos 
conseguimos ver a nós mesmos do alto e ver como estamos a lidar com 
tudo o que está a acontecer.
Podemos também dizer que a imagem que vemos realmente se está a 
revelar dentro de nós, e que precisamos de reagir a ela. É então que 
ascendemos do grau do filme para o grau de compreender o filme, de 
compreender aquele que projecta o filme dentro de nós, de acordo com 
nossas reacções para ele. Por outras palavras, depende de como nos 
relacionamos ao mundo, e é melhor nos relacionarmos a ele tão 
realisticamente quanto possível.
De O Zohar: Quatrocentos Shekels de Prata 
“Quando Abraão entrou na gruta ... ele viu uma luz lá, a poeira era jogada 
diante dele, e duas sepulturas lhe foram reveladas. Então um homem de 
sua forma se levantou de sua sepultura, e viu Abraão e riu-se. Com isso, 
Abraão soube que ele estava destinado a ali ser enterrado.
...Adão disse-lhe, ‘O Criador escondeu-me aqui, e eu me tenho escondido 
desde então.’ Até Abraão chegar, Adão e o mundo eram incompletos. Foi 
por isso que ele precisou de se esconder a si mesmo, para que as Klipot 
não o pudessem agarrar. Mas quando Abraão veio ao mundo, ele corrigiu-o
e ao mundo, e ele não mais precisou de se esconder a si mesmo.” 
Zohar para Todos, A Vida de Sara, itens 105-106
Termos
Anos
As palavras, Shanim (anos) ou Shaná (ano), vêm da palavra, Shonê 
(repetir), quando repetimos as correcções mas num nível superior. Há uma 
escada de 125 degraus. Há cinco mundos, com cinco Partzufim (faces) em 
cada mundo, e cinco Sefirot em cada Partzuf. 
5x5x5 são os 125 degraus, ou graus onde precisamos de repetir as 
correcções, cada vez num degrau mais avançado. É assim que avançamos 
de fase em fase, de degrau para degrau, até ao fim de todas as correcções, 
onde somos incluídos no mundo de Ein Sof (infinito), em Dvekut (adesão) 
com a força superior e em completa similaridade com ela.
A Gruta de Machpelá
A "Gruta de Machpelá" é o grande Tikun (correcção) de Malchut que é 
incluída em Biná. É assim que ela se consegue corrigir a si mesma em 
equivalência de forma com Biná. Biná é a vontade de receber, e Biná é o 
desejo de doar. Quando Malchut e Biná se igualam uma à outra, então 
inserimos a força de Biná até à terra, o desejo, abaixo até ao estado 
chamado uma "gruta."
Local de Enterro
Um "local de enterro" é um lugar onde enterramos nossos egos. Não 
enterramos a vontade de receber, mas somente a intenção de receber, as 
qualidades que trabalham a nosso favor e contra os outros. Quando 
enterramos as qualidades que nos fazem sentir bem, como o desejo de 
explorar, derrotar, ou ver os outros como inferiores, enterramos a vontade 
de receber. Logo, não enterramos o desejo, mas somente sua forma 
egoísta que se manifesta em nós.
Casamento
"Casamento" é uma fase na qual podemos repetidamente assumir várias 
qualidades egoístas da nossa vontade de receber, as corrigir, e assim as 
cobrir. Este é o sentido da cerimónia matrimonial, com a Huppá (dossel 
matrimonial) sendo a Masach (tela). O Zohar explica-o muito claramente no
ensaio, "A Noite da Noiva."
De O Zohar: E Isaac Trouxe-a para a Tenda 
“‘E ele levou Rebeca, e ela se tornou sua esposa, ele a amou.' Mas uma vez
que todas as pessoas no mundo amam suas esposas; qual é a diferença 
pela qual lá escreve especificamente de Isaac, ‘E ele a amou’? 
O despertar do amor masculino para a Nukva é somente da linha esquerda,
como está escrito, 'Deixai sua mão esquerda estar debaixo de minha 
cabeça.' E trevas - linha esquerda, noite - e Nukva são como uma, dado que
a esquerda sempre desperta o amor para a Nukva e a agarra." 
Zohar para Todos, A Vida de Sara, itens 251-252
Intenções de doar são masculinas. Se, perto do lado masculino - o lado 
que supera, há fortes intenções de doar sobre a mão esquerda — ele leva o
lado inteiro da mulher, a vontade de receber, e ele a consegue usar em prol
de doar. Isto é chamado o "princípio do Zivug (acasalamento) adequado,” 
“Deixai sua mão esquerda estar debaixo de minha cabeça, e sua mão 
direita me abraçará” (Cântico dos Cânticos, 8:3). O próprio Zivug é sobre o 
que lemos em Simchat Torá (a Alegria da Torá).
Faça-se A Luz - Beresheet, Chayiei Sarah
Chayei Sarah [A Vida de Sara]
40) A forma de Adam ha Rishon e sua beleza eram como a claridade do 
firmamento superior sobre todos os firmamentos,e como essa luz que o 
CRIADOR havia ocultado para os justos para o mundo vindouro.
94) Felizes são os justos no mundo vindouro, pois a Torá nos seus 
corações é uma grande fonte—até quando ela está bloqueada, a 
abundância de água irrompe e abre nascentes para todas as direcções.
119-120) Abraão foi atraído para o CRIADOR. Todos os seus dias, este foi 
seu desejo—se aproximar DELE. Abraão não se aproximou num dia e ou 
noutra altura, mas suas boas acções o aproximaram todo e cada dia, de 
grau em grau, até que ele ascendeu no seu grau.
Quando ele era velho, ele entrou adequadamente nos altos graus, como 
está escrito, “E Abraão era velho.” Então ele era “Avançado em dias,” 
nesses altos dias, esses dias que são conhecidos como fé. “E o SENHOR 
havia abençoado Abraão em tudo,” ou seja Yesod dos superiores AVI, 
chamados “tudo,” do qual todas as bênçãos e o bem emergem, pois sua 
abundância nunca cessa.
121-122) Felizes são os penitentes, pois numa hora, num dia, num 
momento, eles se aproximam do CRIADOR. Isto assim não foi até com os 
justos completos, pois eles se aproximam do CRIADOR durante vários 
anos. Abraão não entrou nesses altos dias até que fosse velho. E assim foi 
David, como está escrito, “Agora o Rei David era velho e avançado em 
dias.” Mas um penitente imediatamente entra e adere ao CRIADOR.
Onde se firmam os penitentes, nesse mundo, os justos completos não têm 
permissão para se firmar, uma vez que eles são mais próximos do Rei que 
qualquer um e eles atraem a abundância do alto com mais intenção no 
coração e com maior força para se aproximarem do Rei.
123) O CRIADOR tem vários lugares corrigidos nesse mundo, e em todos 
eles há abadias para os justos, para cada um de acordo com seu grau 
adequado.
136-137) Felizes são os justos, pois muito bem os espera nesse mundo. E 
não há lugar mais intrinseco para todos esses justos como aqueles que 
conhecem seu MESTRE e sabem como aderir a ELE todos os dias.
E aqueles que estão afastados de percepcionar uma palavra de sabedoria e
esperam por isso, por compreender o cerne da questão e conhecer seu 
MESTRE, esses são aqueles em quem o CRIADOR é louvado todos os dias.
Eles são aqueles que vêm entre os sagrados superiores, e são eles que 
entram em todos os portões superiores, e não há nenhum que proteste 
contra eles. Felizes são eles neste mundo e no próximo.
171) Qualquer um que conheça seu verdadeiro nome sabe que ELE é um e 
SEU nome um. ELE é o CRIADOR, e “SEU nome um” refere-se à Divindade,
como está escrito, “Nesse dia será o SENHOR UM, e SEU nome um,” ou 
seja o nome, Divindade, e ELE, ZA, são um.
188) Quando os sábios da verdade clarificam os segredos dos escritos, os 
próprios graus de que os escritos falam vêm até esses sábios nessa altura 
e se apresentam a si mesmos de modo a serem revelados. Não tivesse 
sido sua assistência, eles não teriam o poder para revelar qualquer 
segredo.
212) Quando o CRIADOR ressuscita os mortos, todas essas almas que 
despertarão diante DELE se firmarão diante DELE, formas sobre formas, na
precisa mesma forma que elas tinham neste mundo. E o CRIADOR as 
chamará pelos nomes, como está escrito, “ELE as chama a todas pelo 
nome,” e cada alma virá para o seu lugar no corpo e eles serão 
ressuscitados no mundo como deve ser. Então será o mundo completo.
219) “Abre meus olhos, para que eu possa ver maravilhas da TUA lei.” 
Quão tolas são as pessoas, pois elas não sabem e não consideram se 
envolver na Torá. Mas a Torá é o todo da vida, e toda a liberdade e toda a 
bondade neste mundo e no mundo vindouro. Vida neste mundo é ser 
recompensado com todos os seus dias neste mundo, como está escrito, 
“O número de vossos dias preencherei EU.” E ele será recompensado com
longos dias no mundo vindouro, pois essa é a vida perfeita, uma vida de 
alegria, vida sem tristeza, vida que é vida—liberdade neste mundo e 
libertação de todas as coisas—pois qualquer um que se envolva na Torá, 
todas as nações do mundo não conseguem governar sobre ele.
270) E quando o CRIADOR visita SUA nação para os libertar do exílio, a 
assembleia de Israel, Divindade, regressará do exílio primeiro, e irá para o 
Templo, uma vez que primeiro, o Templo será construído para a reunião 
das nações, onde está a presença da Divindade. É por isso que a 
Divindade sai do exílio primeiro. E o CRIADOR lhe dirá, “Levantai-vos da 
poeira.” E a Divindade responderá, “Para onde irei eu? Minha casa está 
arruinada, meu palácio consumido pelo fogo.” E o CRIADOR construirá o 
Templo desde o início. ELE erguerá o palácio e construirá a cidade de 
Jerusalém, e então ELE levantará a Divindade da poeira.
Parashat Toldot
Toldot(Estas São as Gerações)
(Génesis, 25:19-28:9)
Sumário da Porção
A porção, Toldot (Estas São as Gerações), começa com o casamento de 
Isaac e Rebeca. Passados vinte anos de infertilidade, Rebeca concebe e o 
Criador diz-lhe que ela terá dois filhos. O primeiro é Esau, e o segundo, 
que segura o calcanhar de seu irmão, é Jacó. Esau torna-se um caçador e 
Jacó estuda Torá.
A primeira confrontação entre os gémeos surge pela venda do direito de 
primogenitura. Esau regressa de mãos vazias de uma caça, e Jacó oferece-
lhe um guisado de lentilhas em troca da primogenitura. Esau concorda. 
Passado algum tempo, Esau descobre que Jacó o enganou. Mais tarde na 
porção, Isaac cava dois poços, ambos os quais são levados pelos 
Filisteus. Um terceiro poço permanece nas mãos de Jacó, e ele chama-lhe 
"Rehovot." Finalmente, Abimeleque e Isaac fazem uma aliança entre eles.
A segunda confrontação entre os gémeos acontece quando seu pai os 
deseja abençoar. Isaac quer abençoar Esau, seu primogénito e Rebeca 
pede a Jacó que se vista como Esau de modo a receber a bênção do 
primogénito. Quando Esau descobre que Jacó recebeu sua bênção, ele 
quer matá-lo, então Rebeca envia Jacó para Haran, para seu irmão, Labão.
Comentário
O drama diante de nós é, de facto, o processo do desenvolvimento 
espiritual do homem. A história lida com as forças mais fundamentais do 
homem, embora ela tenha sido transformada num romance.
O Criador criou a vontade de receber. Esse desejo é a totalidade da 
substância da Criação. É possível usar a vontade de receber ao nosso 
próprio favor ou em favor dos outros. De facto, toda a Criação é propensa 
a usar o desejo a favor dos outros, como está escrito no Talmude de 
Jerusalém, “Ama teu próximo como a ti mesmo; esta é uma grande regra 
na Torá” (Masechet Nedarim, Capítulo 9, 30b). Esta é a lei do todo da 
realidade, do todo da Natureza.
Por um lado, devemos usar a vontade de receber e a satisfazer como 
pudermos. Por outro lado, a acção de satisfazer, na qual atraímos tudo 
para nós mesmos, deve ser pelo benefício dos outros. Isto parece 
contraditório, mas é vital para usar o ego, a vontade de receber, somente 
numa direcção que é boa para todos. Não conseguimos compreender essa 
contradição, que é o porquê de não conseguirmos compreender a Torá, 
tornando seu significado oculto de nós.
A porção aparentemente explica esta contradição ao dizer que embora 
Abraão amasse Ismael, ele o mandou embora. Isaac, que amava Esau - a 
vontade de receber, toda a substância da Criação - agiu similarmente, 
embora Esau seja nossa inteira natureza, a qual necessitamos e usamos 
em todas as coisas que fazemos na vida.
Devemos aprender a usar Esau com a meta de doar, um estado onde 
nossos egos se voltam da inclinação do mal para a boa inclinação. "Ama 
teu próximo como a ti mesmo" significa que inicialmente actua somente de
acordo com o "como a ti mesmo," ou seja como você se ama a si mesmo. 
Subsequentemente, você vira a intenção para o amor aos outros.
Esta inversão não acontece através de acções porque uma acção no nosso
desejo é receber. Em vez disso, ela é feita ao receber em prol de doar aos 
outros. Então, tudo aquilo que existe no no mundo, todas as luzes e 
tesouro atravessam todo e cada um de nós e fluem para o resto do mundo.
Desta maneira, todos são nutridos..
Hoje, enquanto descobrimos quão interconectadostodos estamos, temos 
uma oportunidade de compreender que somente através de boas conexões
entre nós receberemos nós todas as satisfações que tanto desejamos. Isso
acontecerá somente quando satisfizermos os outros; é então que 
desfrutamos.
Este é o sentido do direito de primogenitura. O primogénito é aquele por 
cima, na Rosh (cabeça). A cabeça deve ter a intenção de doar, de beneficiar
os outros, de amar, que é chamada "Jacó," que está a estudar Torá, que é 
doação.
A porção discute nossa necessidade dos Kelim (vasos) de Esau, tal como 
em Purim falamos das luzes de Hamã que recebemos vestidas por 
Marduqueu, que é o fim da correcção. É como os bolsos de Hamã, onde os 
bolsos são seus Kelim. Esau, o caçador trás todo o desejo egoísta debaixo
do reino da doação, a Torá de Jaco. Esta é a maneira certa de usarmos 
nossos egos, nossa vontade de receber.
Isto torna a combinação de Esau e Jacó adequada. Isaac, o mais velho, o 
grau maior, na realidade adora o próximo grau, que é inteiramente como 
Esau, uma vontade de receber que está a vir à superfície. Em cada novo 
grau, sua forte vontade de receber aparece primeiro, e subsequentemente 
a correcção toma lugar. Por outras palavras, quando "Esau" nasce em 
você, você gradualmente corrige-o através de Jacó até que o possa usar.
Um exemplo da combinação certa são os "três poços." Dois poços, direita 
e esquerda, não são uma boa combinação. O terceiro poço é 
verdadeiramente Rehovot (amplo/largo), "Pois agora o SENHOR fez espaço
para nós" (Génesis, 26:22), que nos permite atrair grande benefício dele.
Jacó recebe toda a luz que vem do grau superior, dos patriarcas, uma vez 
que Esau não consegue receber a bênção. De facto, Esau abdica dela caso 
contrário ele morreria à fome. Somente através de Jacó - que opera 
correctamente os Kelim de Esau, nossos desejos - podem todos ser 
saciados porque Jacó direcciona todos seus desejos pelo benefício dos 
outros.
Depois do roubo da primogenitura, uma guerra irrompe entre Jacó e Esau 
porque eles são completamente diferentes. Finalmente, eles encontram o 
terceiro poço, a terceira linha, fundada por ambos.
Temos os mesmos problemas no nosso mundo. Por um lago, o sistema 
emergente global, integral nos obriga a estarmos atados uns aos outros. 
Contudo, não sabemos como conectar as duas extremidades. Cada um de 
nós quer tudo para seu eu, mas a natureza integral emergente não o 
permite; ela "argumenta" que todos estamos conectados.
Logo, todos somos como Esau, enfrentando a natureza emergente que é 
como Jacó. Agora devemos complementar as duas, precisamos de 
construir o poço bem através do superior, Isaac, em prol de resolver a 
crise.
Perguntas e Respostas
Sara foi estéril durante muitos anos, e também foi Rebeca. Subitamente, 
elas ficaram grávidas. Qual é o sentido da esterilidade e gravidez, e a 
transição entre elas?
No mundo espiritual, o nascimento implica o advento de um novo grau. Por
outras palavras, pegamos na parte de nossos desejos que conseguimos 
direccionar para doar sobre os outros e os corrigir no amor aos outros. Os 
"descendentes" desta operação são chamados um "filho."
É por isso que passamos tantos anos a procurar como separar nossos 
desejos egoístas, como retirar deles somente aqueles com os quais 
podemos construir nosso próximo grau. Logo, a esterilidade de Rebeca 
durante vinte anos representa dez Sefirot de Ohr Yashar (Luz Directa) e dez
Sefirot de Ohr Chozer (Luz Reflectida), até que todas elas abrangem uma 
estrutura completa que se torna um nascimento.
No nascimento de um novo grau, sempre geramos tanto Esau como Jacó. 
Jacó não pode nascer sem Esau porque não pode haver uma intenção de 
doar sem algo sobre o qual o estabelecer. Em semelhança, Esau não pode 
nascer sem Jacó porque não há nada que possamos fazer somente com 
nossos egos. Logo, ambos têm de nascer juntos.
É por isso que "pecado rasteja à porta" (Génesis, 4:7): primeiro, a vontade 
de receber egocêntrica que primeiro deve crescer nasce, e 
subsequentemente o desejo de doar surge. Ambos desejos, ou ambos os 
filhos, crescem. Um torna-se um caçador, estando com animais, com nada 
senão vitalidade egoísta. O caçador trabalha com o ego, a vontade de 
receber, e aumenta-a. O outro desejo tem a meta de doar e trás-nos a 
contemplar como usarmos nossa natureza para ascender a concretizações
maiores além desta vida, para um grau mais alto.
Quando os desejos crescem e alcançam o grau superior, uma luta se 
revela entre eles, dentro de nós, entre a direita e esquerda. Ela é tratada 
pelo meio do terceiro poço. Esau deve vender sua primogenitura a Jacó ou
ele morrerá à fome e nunca será capaz de receber a luz superior. Em 
semelhança, Jacó não consegue passar sem Esau pois sem ele, ele não 
tem Kelim com os quais receber a luz superior. Logo, eles precisam um do 
outro.
Assim que Esau nasce - nosso ego, como está escrito, "EU criei a 
inclinação do mal" - o segundo nasce, Jacó, e corrige-a, como está escrito,
"EU Criei para ela a Torá como tempero." Tanto Jacó como Esau 
eventualmente alcançam a correcção completa. Eles usam todos os Kelim 
de Esau e todas as intenções de Jacó, em semelhança a Hamã e 
Marduqueu. Deste modo, todos alcançam completude na terceira linha, o 
terceiro poço.
O que é a "primogenitura" e como pode ela ser transferida ou vendida?
"Primogenitura" significa ser o líder. Quem conduz, a intenção ou o 
desejo? De acordo com a Torá, o primogénito herda tudo aquilo que o pai 
tem. Não há sentido ser o primogénito senão nisso. Pode muito bem 
acontecer que o segundo ou terceiro filho tenha mais sucesso porque eles 
aprenderam das experiências do ancião.
Claramente, a inclinação do mal vem primeiro, ou seja o desejo que o 
Criador criou, como está escrito, "EU criei a inclinação do mal.” 
Inicialmente, todos somos maus; todos nós emergimos da quebra dos 
vasos; todos somos egoístas. Só posteriormente nos corrigimos a nós 
mesmos de acordo com nosso livre arbítrio.
O primogénito é sempre Esau. Contudo, vemos que não conseguimos ter 
sucesso com nosso Esau. Podemos ver através da crise de hoje que 
estamos numa situação impossível; não há para onde ir. Não levará muito 
tempo até que não tenhamos mais nada no mundo, nem sequer comida. 
Estamos em "modo de busca," no campo de Esau, mas não conseguimos 
achar qualquer preenchimento nisso.
A sabedoria da Cabala ensina-nos como compreender coisas antes que 
elas aconteçam. Não tendo escolha, devemos voltar-nos para Jacó e pedir-
lhe que assuma controlo, nos acompanhe, e faça gestão de nós, uma vez 
que Jacó conhece os caminhos do Criador. Ele estuda Torá e ele está na 
luz. Jacó revelou o Criador e sabe como alcançar o amor aos outros. Num 
mundo global e integral temos de estabelecer conexões tais, também, mas 
não sabemos como fazer isto correctamente em prol de nos sustentarmos 
a nós mesmos. É por isso que, eventualmente, o Jacó em nós dá um passo
em frente e nos gere, ou seja ele torna-se o ancião.
Então porque Esau se sentiu enganado e procurou vingança?
Esau é a inclinação do mal. Até que ela seja corrigida, ela sempre aparece 
assim, mais e mais cruel. Estas são as "dores do Messias," onde nossos 
egos, nossos desejos de receber, aparecem de modo a que os possamos 
corrigir gradualmente.
De O Zohar: E os Meninos Cresceram – pois ELE tinha um Sabor pelo Jogo
“Isto assim foi até enquanto nos intestinos de Rebeca; cada um foi para 
seu lado, uma vez que quando ela se envolvia em boas acções ou quando 
ela passava o lugar onde é bom realizar os Mitsvot da Torá, Jacó jubilaria e 
se agitava para sair. E quando ela passou perto de um lugar de idolatria, 
esse ímpio se agitaria para sair. Por esta razão quando eles foram criados 
e saíram para o mundo, cada um deles foi separado e foi e foi atraído ao 
seu lugar adequado.” 
Zohar para Todos, Toldot (Estas São as Gerações), item 74
O homem nasce querendo nada senão devorar todas as coisas à vista. Até 
quando somos pequenos, cada um de nós quer todas as coisas. Quanto 
mais crescemose expandimos nossos campos de visão, mais nós 
queremos dominar e governar sobre todas as coisas. É natural e bom 
porque nosso ego tem de crescer.
Na nossa evolução enquanto seres humanos, nós crescemos durante 
milénios usando nosso desejo de Esau. Este desejo cresceu e atraiu-nos 
para a frente, mas agora o mundo nos obriga a continuar a avançar, mas 
com nosso desejo de Jacó, não o de Esau.
Nós somos a vontade de receber e sempre perseguimos prazeres, mas não
somos ainda felizes. Pior ainda, afundamo-nos na depressão e ansiedade.
Durante milhares de anos pensámos que obtínhamos o melhor, que 
construíamos o "Sonho Americano." Agora descobrimos que não somos 
felizes porque Esau já não nos conduz. Por todo o mundo estamos a 
descobrir que o Esau em nós não consegue mais caçar coisa alguma. Isso 
não aconteceu no primeiro dia quando ele saiu para o campo porque o 
mundo se havia desenvolvido e se tornou um caçador bem sucedido 
enquanto Jacó estudava Torá.
Mas desde o dia em que os Cabalistas chegaram, as questões mudaram. 
Eles estavam sentados sossegadamente se envolvendo em nada senão 
conexão com a fonte superior da luz que reforma, que nos corrige, 
enquanto o resto do mundo continuava a se desenvolver com a tecnologia,
que só causou que as pessoas quisessem tudo numa corrida interminável 
de adquirir.
Hoje Esau regressa do campo, cansado e esfomeado, e pede para ser 
alimentado. Não levará muito tempo até que os decisores compreendam a 
gravidade de nossa situação e procurem conselho. Eles o procurarão até 
na sabedoria da Cabala, e é então que trabalharemos juntos.
Esta não é uma questão simples pois falamos sobre astúcia. Até Jacó é 
considerado uma fraude porque ele enganou Esau duas vezes.
Não é verdadeiro engano pois Esau tinha fome. Hoje, não temos escolha; 
completámos a fase de Esau e devemos começar o período em que Jacó 
está na frente. Esau não desapareceu; ele só trabalha com o método de 
Jacó, e é especificamente com esse método que ele encontra 
preenchimento.
Se você tiver fome e se quiser preencher a si mesmo, o modo é se 
conectar à natureza que agora emerge. Todos estamos conectados; não 
temos escolha. O mundo e a Natureza estão a mostrar-se a si mesmos 
como reciprocamente conectados. Devemos trabalhar em concordância e 
parar nosso egocentrismo e preconceitos. Precisamos verdadeiramente de
nos construirmos a nós mesmos diferentemente através da educação, e 
devemos explicar a toda a pessoa no mundo quanto somos 
interdependentes, e que somente através de nossas conexões seremos 
capazes de nos sustentar a nós mesmos.
Porque roubou Jacó a primogenitura?
Jacó fez isto porque Esau não conseguia compreender; ele é a inclinação 
do mal. Esau não é meramente a vontade de receber em prol de atrair, de 
se satisfazer a si mesma. Esau vê que ele não tem escolha, que ele não tem
mais que comer, então ele é obrigado a pedir o guisado de lentilhas. Seu 
consentimento de comer o guisado exprime a transformação de seu 
preenchimento.
Qual é o sentido do guisado de lentilhas?
Ele significa receber prazer em dar, em satisfazer os outros, e então todas 
as luzes passarão através de nós. Viveremos de tal maneira que 
recebemos para nós mesmos somente o que precisamos para a vida 
comum e concentraremos nossas mentes e corações em conectar-nos aos
outros e satisfazer todos.
Cada um de nós se ata a si mesmo a outro, e esta é a garantia mútua. Ela é 
uma grande mudança psicológica. Se nos conectarmos deste modo uns 
aos outros, cada um de nós será preenchido tanto no corpo como mente. 
Mas para isso, devemos alterar nossas estruturas internas.
É como se nos tivéssemos de nos enganar a nós mesmos. Devemos 
escolher por que caminho queremos avançar. Podemos tomar o caminho 
do sofrimento; isto nos deixará esfomeados e de mãos vazias mental e 
fisicamente, e eventualmente nos forçará a mudar. A Natureza, também, 
nos forçará porque tudo foi disposto desta maneira para nós, 
deliberadamente, para que compreendêssemos.
Alternativamente, podemos escolher o outro caminho - mudar 
voluntariamente. No minuto em que colocamos Jacó a conduzir e Esau 
atrás, tudo harmoniosa e perfeitamente cairá no lugar em todos os níveis: 
na economia, água, ecologia, e assim por diante.
No fim, Esau ainda quer matar Jacó. Ele não se acalma, mas só se 
intensifica.
Tem de ser deste modo. O ego deve crescer constantemente dentro de nós.
No próximo grau subiremos para um nível ainda maior de egoísmo e 
descobriremos que devemos travar guerras adicionais.
Por outras palavras, estamos a aprender um método aqui.
Estas duas forças, direita e esquerda, encontram-se em graus mais altos 
cada vez. Toda a vez, elas alcançam um acordo temporário até ao fim da 
correcção, quando todos usarmos o ego singular e enorme que o Criador 
criou. Então, o tornaremos em doação.
Nada mudou durante a história; as mesmas duas forças continuam a lutar 
uma com a outra.
É claro as coisas não mudam em qualquer um de nós, ou em todos nós 
juntos. Contudo, devemos desfrutar desta revelação. Devemos querer que 
esta situação apareça ainda mais. É verdadeiramente um grande deleite 
quando sabemos o que está a acontecer e assim estamos num estado de 
conexão, procurando e implementando estas duas forças. Logo, um 
constrói a linha média cada vez e aprende a usar a sua natureza 
correctamente, na direcção da conexão com o mundo, com os outros. 
Nesta solução, encontramos a conexão com a força superior.
De O Zohar: As Bênçãos 
“Bênçãos significam dar força para o fim da correcção, como está escrito, 
'E ide para o campo de jogo e caçai para mim,' com uma Hey (na palavra 
"caçai" em Hebraico). Isto implica a correcção da Malchut de Tzimtzum 
Alef, seja no caminho de Esau ou no caminho de Jacó, para perpetuar esse
caminho para sempre. 
É sabido que por causa da quebra dos vasos, 320 centelhas cairam da 
santidade para as Klipot (cascas), e que posteriormente o Emanador 
corrigiu algumas delas. E por causa do pecado da Árvore do 
Conhecimento, elas cairam para as Klipot uma vez mais, e nosso inteiro 
trabalho em Torá e Mitsvot é levar essas 320 centelhas das Klipot e as 
trazer de volta para a santidade. Elas são o MAN que nós elevamos.” 
Zohar para Todos, Toldot (Estas São as Gerações), item 147
Nós elevamos MAN através das 288 centelhas. Não podemos corrigir o 
coração de pedra (32 desejos), e ele é corrigido somente no fim da 
correcção.
O que significa elevar MAN?
Elevar MAN significa aumentar a conexão entre nós. Somente através de 
um pedido chamado "oração por muitos" - vem a força conhecida como "A
Luz que Reforma" do alto e nos conecta. Nesta conexão entre nós, no novo
e corrigido Kli (vaso), descobrimos o mundo superior, nossa vida eterna e 
espiritual aqui e agora.
Parece da história que Rebeca favorece Jacó, e Isaac favorece Esau. 
Porque assim é isto? Em muitas famílias nós descobrimos que os pais 
favorecem o filho, e as mães favorecem a filha; qual é a raiz espiritual 
deste fenómeno?
A raiz dele é que primeiro revelamos a inclinação do mal, o ego, que é 
chamado "o filho," "o primogénito." Em cada novo grau, a inclinação do 
mal cresce primeiro, e o pai está feliz com isso porque ele quer que seu 
filho inicialmente cresça sem as correcções, para ser forte, para querer 
"devorar" o mundo. Esta é a fundação, a vontade de receber que está 
pronta para a correcção, embora esta vontade não esteja ainda pronta para
ser usada. Doravante, a correcção virá de Rebeca, a mãe.
Isso é como nós aprendemos dos Partzufim (plural de Partzuf) superiores, 
Aba ve Ima (Pai e Mãe) superiores de quem as forças de correcção 
emergem. Ima vem do lado de Chesed (misericórdia); assim, seu filho 
favorecido é Jacó, a qualidade de Jacó. Ela mantém-o do modo que Biná 
dá à luz a ZON. Reciprocamente, dentro do pai esta a força de Chochmá, 
que actua contra os vasos de recepção. Isto vem do lado de Isaac, o pai. A 
mãe, o poder de Chasadim (misericórdias), a força de Biná, corrige estes 
Kelim.
Também precisamos de manter em menteque Isaac é o lado esquerdo de 
Abraão, que emergiu como a linha esquerda, em relação a Abraão. Isto 
significa que sua própria essência é trazer ao mundo a força chamada 
"Isaac," a força de nossos egos, para a descobrir, então ele é certamente 
mais próximo de Esau.
Termos
Esterilidade
“Esterilidade” é a incapacidade de dar à luz o próximo grau. É possível dar 
à luz somente com a combinação certa de ego e a intenção de doar sobre 
os outros.
Gravidez
“Gravidez” é um estado onde estamos prontos para dar à luz o próximo 
grau. Isso inclui nove meses de concepção, bem como outras coisas. 
Estas abrangem nove Sefirot de Ohr Yashar (Luz Directa) e Malchut, onde 
na décima nós damos à luz.
Nascimento
“Nascimento” é admissão para um novo grau, nova doação. Ele é a 
habilidade de se conectar com todos num novo nível. Em concordância, 
recebemos a revelação da Divindade no próximo nível.
O Direito da Bênção
“Ter um direito" significa ser purificado. Quando mais pudermos trabalhar 
com nossos egos em prol de doar, mais purificados podemos ser. Nossos 
egos podem ser mais densos, mas nós os superamos e nos tornarmos 
mais puros. Logo, um se desenvolve em oposição ao outro.
Vender a Primogenitura
Saber que nossos egos são desadequados para serem usados poupa-nos 
grandes dores. Isso também nos trás à voluntariedade de sacrificar nossos
egos em prol de trabalhar sob a intenção de doar.
Por outras palavras, a inclinação do mal também se torna a boa inclinação. 
A diferença entre elas está somente na questão, "Para quem trabalho eu, a 
favor de quem? É a meu próprio favor, ou é a favor dos outros?" Este é um 
problema psicológico. Se estivermos a trabalhar a favor dos outros, 
podemos ter sucesso somente através da influência do meio ambiente, 
através de educação especial. Então, subitamente descobrimos que tudo 
se abriu diante de nós; os canais da abundância se abriram e o mundo se 
preenche de abundância.
Guisado de Lentilhas
O "preenchimento pela luz superior" significa ser preenchido com a 
intenção de doar. Esau, que não consegue alcançar isso, está disposto a 
se dobrar, a ser pequeno em prol de receber preenchimento de Jacó. Ele 
não tem escolha porque tem fome. Por outras palavras, os vasos de 
recepção estão todos vazios; não há modo de receber sustento deles.
Rehovot (amplo/largo)
“Pois agora fez o SENHOR espaço para nós” (Génesis, 26:22). Nós 
recebemos luz de Chochmá vestida na luz de Chasadim sem quaisquer 
limitações. Isto é chamado "luz de Chasadim na iluminação de Chochmá." 
É assim que a recebemos até ao fim da correcção. Posteriormente, a luz de
Chochmá é recebida na totalidade porque nós despertamos o coração de 
pedra.
Faça-se A Luz - Beresheet, Toldot [Gerações]
Toldot [Gerações]
1-2) Quando o CRIADOR desejou criar o mundo, ELE olhou na Torá e criou-
o. E todo e cada acto pelo qual o CRIADOR criou o mundo, ELE olharia na 
Torá e o criaria, como está escrito, “Então estava eu por trás DELE, como 
um cadete, e era eu diariamente SEU deleite.” Não o leia Amon [aprendiz], 
mas como Oman [mestre artesão], pois essa era sua ferramenta de 
artesanato.
Quando ELE desejou criar o homem, a Torá disse para ELE, “Se o homem 
for criado e mais tarde pecar, e VOS o sentenciares, porque devem TUAS 
acções ser em vão? Afinal, ele nunca será capaz de tolerar TEUS juízos.” O
CRIADOR contou-lhe, “Mas EU criei o arrependimento antes de ter criado o
mundo. Se ele pecar, ele será capaz de se arrepender e EU o perdoarei.”
O CRIADOR disse para o mundo quando ELE o criou e criou o homem, 
“Mundo, vós e vossa natureza persistem somente pela Torá. Foi por isso 
que eu criei o homem dentro de vós, para se envolver na Torá. Se ele não 
se envolver na Torá, eu vos retomarei ao caos.” Assim, tudo é pelo homem,
e a Torá se firma e evoca diante das pessoas a se envolverem e esforçarem
na Torá, mas nenhuma dá ouvidos.
3-4) Qualquer um que se envolva na Torá sustenta o mundo e toda e cada 
operação no mundo na sua maneira adequada. Também, não há um órgão 
no corpo do homem que não tenha uma criação correspondente no 
mundo.
Isto assim é porque como o corpo do homem se divide em órgãos e todos 
eles se firmam grau após grau, estabelecidos uns em cima dos outros e 
são todos um corpo, similarmente, o mundo, ou seja todas as criações no 
mundo são muitos órgãos se encontrando um em cima do outro, e eles são
todos um corpo. E quando todos eles forem corrigidos eles na realidade 
serão um corpo. E todas as coisas, homem e o mundo serão como a Torá 
pois a Torá inteira são órgãos e junções se encontrando uns em cima dos 
outros. E quando o mundo for corrigido eles se tornarão um corpo.
A Torá contem todos os escondidos, sublimes e inatingíveis segredos. A 
Torá contém, todas as sublimes, reveladas e não reveladas matérias, isto, 
é, que pela sua profundidade, elas aparecem ao olho daquele que as 
observa e pouco depois desaparecem. Então elas brevemente reaparecem 
e desaparecem, e assim por diante e consecutivamente diante daqueles as 
examinam. A Torá contém todas as coisas que estão acima no Mundo 
Superior e que estão em baixo. E tudo neste mundo e tudo no mundo 
vindouro está na Torá.
14) Abençoai o SENHOR todos os servos do SENHOR. Quem são aqueles 
que são dignos de abençoar o CRIADOR? Todos os servos do CRIADOR. 
Embora todas as pessoas no mundo sejam de Israel, todas elas são dignas
de abençoar o CRIADOR.
Mas bênçãos pelas quais superiores e inferiores são abençoados, quem 
são aqueles que O abençoam? São os servos do CRIADOR. E quem são 
aqueles cuja bênção é uma bênção? São aqueles que se encontram na 
casa de DEUS à noite, que se levantam à meia noite e despertam para ler 
na Torá. Eles são aqueles que se encontram na casa de DEUS à noite. E 
eles precisam de ambos: de serem servos do CRIADOR, bem como se 
levantarem à meia noite, pois então o CRIADOR vem para se entreter com 
os justos no Jardim do Éden.
21) Durante vinte anos, Isaac esperou sua esposa e ela não pariu, até que 
ele orou sua oração. Isto assim foi porque o CRIADOR deseja a oração dos
justos, quando eles pedem diante DELE suas necessidades. E qual é a 
razão? É para que uma unção de santidade cresça e prolifére através da 
oração dos justos por qualquer um em necessidade, pois os justos abrem 
a mangueira superior com sua oração, e até aqueles que são indignos de 
serem concedidos são concedidos.
40) Nesse dia quando o SENHOR jubila com SUAS acções, os justos estão 
destinados a alcançar CRIADOR nos seus corações. Então, sabedoria 
aumentará nos seus corações como se a vissem com seus olhos.
44-45) A refeição dos justos no futuro consistirá de touro selvagem e 
baleia.
Nossos sábios para a maioria do mundo que eles estão convidados para 
essa refeição. Eles estão destinados a comer e jubilar num grande festim 
que o CRIADOR fará para eles. Assim, a maioria do mundo sofre do exílio 
por esse festim.
57) A inclinação do mal é necessária no mundo como a chuva é necessária 
no mundo. Sem a inclinação do mal não haveria alegria de estudar no 
mundo.
86-87) O CRIADOR não julga uma pessoa de acordo com suas más acções,
que ela sempre faz. Tivesse ELE assim feito, o mundo não seria capaz de 
existir. Em vez disso, o CRIADOR é paciente com os justos e com os 
ímpios. ELE é ainda mais paciente com os impios que com os justos, para 
que eles regressem em completo arrependimento e existam neste mundo e
no mundo vindouro. Isto assim é porque quando um ímpio regressa do seu
caminho, ele vive neste mundo e no mundo vindouro, e é por isso que ELE 
é sempre paciente com eles. Ou, porque uma boa haste emergirá no 
mundo deles, como Abraão emergiu de Térach, que inferiu uma boa haste 
e raiz no mundo.
Porém, o CRIADOR é sempre meticuloso com os justos em todas as coisas
que eles fazem porque ELE sabe que eles não se desviarão para a direita 
ou para a esquerda, e deste modo ELE tenta-os. Mas o CRIADOR não os 
tenta por SI, uma vez que ELE conhece sua inclinação e o poder de sua fé, 
e não os precisa de tentar. Em vez disso,ELE os tenta de modo a levantar 
suas cabeças através das provações.
124) Contudo, um não deve confiar e dizer, “O CRIADOR me salvará” ou “O
CRIADOR fará isto e aquilo a mim.” Em vez disso, um deve colocar a sua 
confiança para que o CRIADOR o ajude, como deve ser quando ele se 
esforça nos Mitsvot da Torá e tenta caminhar no caminho da verdade. E 
quando o homem vem para se purificar, ele é certamente assistido. Nisso, 
ele deve confiar no CRIADOR—que ELE o ajudará. Ele deve colocar sua 
confiança NELE e confiar em nenhum outro senão ELE. Um deve 
estabelecer o seu coração adequadamente, para que nenhum pensamento 
estranho entre nele. Em vez disso, seu coração será como um trilho que é 
feito para passar através dele para todo o lugar que é necessário, para a 
direita e para a esquerda. Isto significa que quer o CRIADOR lhe faça bem 
ou o o contrário, seu coração estará pronto e corrigido para nunca 
questionar o CRIADOR sob nenhumas circunstâncias.
147) É sabido que por causa da quebra dos vasos, 320 centelhas cairam da
santidade para as Klipot [cascas], e que posteriormente o EMANADOR 
corrigiu algumas delas. E devido ao pecado da árvore do conhecimento, 
elas cairam para as Klipot uma vez mais, e nosso inteiro trabalho na Torá e 
Mitsvot é retirar essas 320 centelhas fora das Klipot e as trazermos de 
volta à santidade. Elas são as MAN que elevamos, que atraém todos os 
Mochin durante os 6000 anos da existência do mundo. E quando todas as 
320 centelhas são seleccionadas através dos Mochin que se prolongam 
delas, o fim da correcção virá.
170-171) “Quando os caminhos de um homem agradam ao SENHOR, ELE 
faz até seus inimigos estarem em paz com ele.” Há dois anjos para uma 
pessoa, emissários do alto para se unirem com ela, um para a direita e um 
para a esquerda. E eles testemunham para uma pessoa, e eles estão 
presentes em todas as coisas que ela faz. Seus nomes são “a boa 
inclinação” e a “má inclinação.”
Quando um homem vem para ser purificado e se esforçar nos Mitsvot da 
Torá, essa boa inclinação que ficou conectada a ele já prevaleceu sobre a 
má inclinação e se reconciliou com ela, e a má inclinação se tornou uma 
serva da boa inclinação. E quando uma pessoa vem para ser violada, essa 
inclinação do mal se intensifica e supera a inclinação do mal.
Quando essa pessoa vem para ser purificada, ela precisa de superar várias
intensificações. E quando a boa inclinação prevalece, seus inimigos, 
também fazem paz com ele, uma vez que a inclinação do mal, que é sua 
inimiga, se rende diante da boa inclinação. Quando uma pessoa avança 
pelos Mitsvot da Torá, seus inimigos fazem a paz com ela, ou seja que a 
inclinação do mal e todos aqueles que vêm do seu lado fazem a paz com 
ele.
189) Todas as coisas que o CRIADOR faz na terra é com sabedoria e tudo é 
em prol de ensinar às pessoas a sabedoria superior, para que elas 
aprendam os segredos da sabedoria dessas acções. E tudo é como deve 
ser, e todas as SUAS acções são os caminhos da Torá, uma vez que os 
caminhos da Torá são os caminhos do CRIADOR, e não há coisa pequena 
que não tenha vários caminhos e rotas e segredos da sabedoria superior.
190) Há vários segredos da Torá em toda e cada acção que está escrita na 
Torá, e há sabedoria e verdadeira lei em toda e cada palavra. Assim, as 
palavras da Torá são palavras sagradas, para mostrar maravilhas delas, 
como está escrito, “Abre meus olhos para que eu possa vislumbrar 
maravilhosas coisas da TUA lei.”
Parashat VaYetzé
VaYetzé(E Jacó Saiu) 
(Génesis, 28:10-32:3)
Sumário da Porção
A porção, VaYetzé (E Jacó Saiu), começa com Jacó deixando Berseba e 
dirigir-se para Haran. Ele pára para passar a noite e sonha de uma escada 
"montada na terra, com seu topo alcançando os céus; e eis os anjos de 
DEUS subindo e descendo nela" (Génesis, 28:12). O Criador aparece diante
dele e promete-lhe que a terra sobre a qual ele está deitado será sua, e ele 
terá muitos filhos, e que ELE zelará por ele. Na manhã seguinte, Jacó 
monta um monumento naquele lugar e chama-lhe "Beit El" (Casa de Deus).
Jacó chega a um poço perto de Haran, onde ele encontra Raquel e seu pai, 
Labão o Arameu . Ele oferece-se trabalhar para Labão durante sete anos 
em retorno de sua permissão para casar com Raquel. No fim dos sete anos
Labão engana Jacó e dá-lhe sua irmã, Lea, no seu lugar. Ele obriga Jacó a 
trabalhar para ele durante mais sete anos, após os quais ele lhe dá Raquel. 
Jacó casa com ela.
Lea tem quatro filhos de Jacó, enquanto Raquel é estéril. Raquel dá a Jacó 
suas filhas, que dão à luz a quatro mais filhos dele. Lea dá à luz a mais 
dois filhos, até que finalmente Raquel concebe e dá à luz a José.
Jacó pede a Labão que lhe pague pelo seu trabalho e Labão dá-lhe algum 
do rebanho, embora eles tivessem um acordo diferente. Jacó mostra ao 
rebanho os cochos e eles concebem e dão à luz. Alguns dos cordeiros 
nascem listrados, alguns são salpicados e alguns são manchados.
Jacó sente que Labão não o trata como antes. Ao mesmo tempo, um anjo 
aparece diante de Jacó e pede-lhe que regresse à terra de Israel. Ele parte 
sem notificar Labão e Raquel rouba os ídolos. Labão persegue-o em busca 
dos ídolos e apanha-os no Monte Gileade, onde ele o repreende por fugir e 
roubar os ídolos.
Finalmente, os homens fazem uma aliança na montanha. Jacó prepara-se 
para entrar na terra de Israel, vê que anjos o acompanham, e chama a ao 
lugar, Mahanaim (dois acampamentos).
Comentário
A Cabala interpreta sempre as histórias como fases no crescimento interno
de uma pessoa, de acordo com o propósito de um homem neste mundo: 
de descobrir o Criador e alcançar Seu grau, ou seja alcançar Dvekut 
(adesão).
Até então, todas as porções se relacionam ao ponto inicial do homem, 
Abraão, que é escrutinado através do estudo, o grupo, conexão com o 
professor e livros de Cabala. Subsequentemente, descobrimos a próxima 
fase, Isaac, seguido de Ismael, e então Esau.
A porção, VaYetzé (E Jacó Saiu), fala de Jacó, que é a linha média. Abraão é
a linha direita, e Isaac é a linha esquerda. Jacó é especial no sentido que a 
linha média contém todas as qualidades - as boas bem como as más. Na 
linha média, a inclinação do mal e a boa inclinação se fundem em prol de 
alcançar o grau do Criador, nossa meta. 
O trabalho na linha média é feito inteiramente em fé acima da razão, em 
doação, acima do ego, esta é a qualidade de Jacó em nós, e é assim que 
ela se desenvolve. Jacó deixa Berseba, ou seja um certo lugar, um estado 
interior, e dirige-se para Haran, outra fase no caminho. No caminho para lá,
ele tem de alternar de estado para estado durante o dia e a noite. Por 
outras palavras, Jacó experimenta ascensões e descidas espirituais.
Cada ascensão significa que subimos acima de nossos corações de pedra,
acima da pedra que Jacó havia colocado debaixo de sua cabeça, e 
realizamos uma operação especial conhecida como "sono," que significa 
elevar MAN. Subsequentemente, num sonho - ao nos conectarmos ao 
nosso grau superior - nós descobrimos a "escada de Jacó," que é a escada
de graus. A escada consiste de 125 graus que nós subimos até à casa de 
Deus.
Enquanto ainda não conseguimos ver a escada inteira, vemos que ela 
alcança os céus. Esta é a descoberta do princípio do caminho, obtido na 
linha média. É por isso que o Criador aparece diante de Jacó e lhe diz que 
Ele lhe dá uma Eretz (terra), ou seja Ratzon (desejo), com o qual ele agora 
começará a trabalhar.
Por outras palavras, o desejo inteiro será santificado, trabalhará em prol de
doar, se aproximar do Criador, e Jacó está garantido de o alcançar. Foi por 
isso que Jacó montou um monumento desse lugar no pé da escada e 
determina que esta é a casa de Deus (Beit El). Doravante, ele ascende 
directamente para o propósito da Criação.
Como sempre, quando começamos a trabalhar com o desejo, começamos 
a mudar. Por um lado, mais inclinação do mal aparece. Por outro lado, nós 
corrigimos-a através da boa inclinação. 
Um desejo vazio é chamado um "fosso." Quando ele está cheio, eleé 
chamado um "poço." Nós vemos nas histórias na Torá que estados 
especiais de ascensão de um estado para outro tomam lugar perto de 
poços. Isto acontece com Abraão, Isaac, Eliezer, Moisés e Zípora.
De O Zohar: E ELE Olhou, e Eis um Poço no Campo 
“Quando Jacó se sentou perto do poço e viu que as águas subiam para 
ele, ele sabia que sua esposa sairia de lá. Isto é o mesmo com Moisés: 
quando ele se sentou perto do poço e viu que as águas subiam para ele, 
ele sabia que sua esposa sairia de lá. E assim foi: A esposa de Jacó havia 
vindo de lá, como está escrito, 'Enquanto ele falava com eles, Raquel 
chegou com as ovelhas de seu pai. ... E veio a passar-se, quando Jacó 
viu...’ 
“E assim foi com Moisés, como está escrito, 'E os pastores chegaram e os 
conduziram para longe,' e sua esposa, Zípora, lá chegou, uma vez que o 
poço lhes havia causado isso. O poço é a Nukva superior. E como eles se 
encontraram com a Nukva superior, eles se encontraram com a Nukva 
neste mundo.” 
Zohar para Todos, VaYetzé (E Jacó saiu), item 95
O Zohar coloca uma ênfase especial sobre os paralelos entre Jacó e 
Moisés pois aqui, um prolongamento da linha média foi construído. Nos 
poços anteriores que nossos pais cavaram, eles ainda estavam nas linhas 
direita e esquerda. Aqui, contudo, eles estão na linha média.
De acordo com a sabedoria da Cabala, a chegada de Jacó a Labão (Lavan 
em Hebraico significa branco) indica a brancura superior, uma luz muito 
poderosa, a luz de Ein Sof (infinito). Embora esteja escrito que Labão era 
ímpio, isto assim foi porque ele apareceu oposto à inteira vontade de 
receber antes dele ser corrigido. É por isso que ele é chamado corrigido 
"ímpio."
Obviamente, Labão está muito interessado em Jacó. Ele concorda, e fica 
muito agradado porque é na realidade o governo do Criador a aparecer do 
alto, tanto da inclinação boa e inclinação do mal. Esta governança actua 
em todos.
Labão, a luz superior, o governo oposto ao desejo inteiro que o Criador 
criou, deseja que o inteiro desejo seja corrigido em nós, não meramente 
como uma pequena parte conhecida como Raquel, a pequena Nukva 
(fêmea), mas também Lea, a grande Nukva. É por isso que Labão 
imediatamente vai pelo desejo inteiro, oposto a sua brancura superior. Este
é o desejo pelo qual ele procura correcção.
É por isso que ele engana; esse é o governo do Criador. É assim que Ele 
nos engana em toda e cada altura, nos manipulando e compreendemos 
que é precisamente assim que somos endireitados: através de enganos 
ostensivos. O "engano" é porque nós mesmos somos retorcidos.
O resultado é que somos obrigados a pegar no que quer que esteja 
disponível, ou seja que até se esta não for a amada Nukva, ainda assim 
devemos pegar nela e elevar-nos a ela, apesar da dificuldade e 
desfasamento de nossos graus.
Perguntas e Respostas
A Nukva é uma deficiência, um grande desejo?
Sim, Nukva é uma deficiência. Está escrito* que a esposa de um homem é 
como seu próprio corpo. O corpo é chamado uma Nukva, o desejo (na 
alma) com o qual trabalhamos.
Na história sobre os listrados, salpicados e manchados, parece que Jacó 
sabia como definir o processo genético. O trabalho aqui está nas três 
linhas — listrados, salpicados e manchados - que são os três mundos.
“Listrados” refere-se ao mundo de Adam Kadmon, o mundo mais alto, 
onde Labão é mais dominante. Então vêm os "Salpicados" (mundo de 
Nekudim), onde a quebra tomou lugar. É daqui que os pontos negros sobre
o fundo branco vêm. É especificamente através destes que recebemos a 
revelação. O mundo dos "Manchados" é aquele de Atzilut, oposto à alma 
de Adam. Através dele, nos corrigimos a nós mesmos e descobrimos a 
Divindade inteira.
Jacó, a linha média, definiu seu trabalho de tal maneira que a inclinação do
mal e a inclinação do bem se conjuntam, ou seja que a intenção de doar se 
funde com o desejo egoísta de receber. Jacó consegue trabalhar sobre a 
pedra, sobre o coração de pedra; ele consegue conectar dentro dele todos 
os três mundos - listrados, salpicados e manchados. Através deste 
trabalho na linha média, verdadeiramente ascendemos a Beit El, a casa de 
Deus.
Está claro que desta maneira, Raquel não consegue dar filhos devido à 
falta de Chasadim, a falta da vestimenta para a luz de Chochmá. A luz de 
Chochmá não consegue alcançar a pequena Nukva, somente a grande, 
Lea. Todavia, podemos ainda avançar. Dando à luz mais e mais Kelim 
(vasos) no presente grau, podemos corrigir nossa vontade de receber para 
os próximos graus, chamados nossos "filhos."
Logo, Jacó tem quatro filhos de Lea, então mais filhos das filhas de 
Raquel, e finalmente Raquel dá-lhe José.
Quando Jacó pede o pagamento que ele merece, ele quer receber a luz 
superior em prol de doar nos seus Kelim, mas Labão insiste que tudo lhe 
pertence. Certamente, a inteira vontade de receber que foi criada, foi criada
oposta à luz superior, que é Labão. Jacó ainda não está pronto para isso 
porque ele ainda é chamado "pequeno Jacó"; logo, ele deve lutar e 
ascender muitos graus antes de se tornar grande e merecer o nome, 
"Israel."
Deste modo, é inevitável que Jacó e Labão partam. Jacó e Labão se 
separem. Jacó aparentemente escapa de Labão e Raquel rouba os ídolos 
pois eles são seus poderes, seus Kelim, que têm de ser corrigidos.
Qual é o sentido do roubo de Raquel?
Na espiritualidade, "roubar" significa receber aquilo que não nos pertence 
(em relação ao nosso presente estado), mas aquilo pelo qual pagaremos 
mais tarde. Não podemos receber aquilo que não merecemos. Não há viés 
na espiritualidade; tudo trabalha de acordo com a regra, "Eles levaram 
emprestado de MIM e EU colecto" (Talmude Babilónio, Masechet Beitzá, 
15b). Por outras palavras, podemos receber agora e pagar mais tarde 
porque não o conseguimos fazer com nossa presente força. É assim que 
crescemos.
As crianças merecem receber tudo da família, embora elas não tragam 
qualquer vencimento. No próximo grau, quando as crianças se tornarem 
pais, elas vão reembolsar.
Jacó foge e Labão apanha-o perto do Monte Gileade, onde eventualmente 
fazem uma aliança. No caminho, Jacó segue a linha media, que 
aparentemente é inconveniente para Labão porque ele quer divulgação em 
todos seus Kelim. Contudo, está claro que a divulgação deve ser limitada, 
em pequenas porções. Foi por isso que houve um conflito entre Jacó e 
Labão, e porque eles fizeram a aliança. O homem e a força superior 
formam um sistema especial no qual gradualmente avançamos até que 
alcançamos congruência com a força superior.
Quem são os anjos que aparecem na porção quando eles sobem e descem 
a escada, e quando eles acompanham Jacó?
"Anjos" são forças em nós no caminho para a revelação do Criador nos 
Kelim corrigidos, de acordo com a Lei de Equivalência de forma. 
Constantemente adquirimos novas forças sobre a vontade de receber, 
correspondendo ao ego, até que sejamos corrigidos para nos direccionar 
para doar, avançando do ódio ao amor.
O caminho para alcançar o Criador é através de "Ama teu próximo como a 
ti mesmo." Esta é a grande regra; nossa inteira correcção - o amor aos 
outros. Quando avançamos neste caminho e constantemente ascendemos,
temos forças de assistência. Na Véspera de Shabat dizemos (como está 
escrito no texto do serviço de Shabat), "Vinde em paz, anjos da paz, anjos 
do superior.) Isto simboliza o fim da correcção.
É uma força de dentro ou são estas forças que o Criador ópera?
Estas são forças que o criador ópera, que é o porquê de serem chamadas 
"anjos." Anjos são como o imóvel, vegetativo e animal deste mundo que 
nos ajudam a nos sustentarmos. Um anjo pode ser um cavalo ou um burro,
forças que nos acompanham e ajudam a levar a cabo nossas tarefas, mas 
que são geridas pelo grau humano em nós.
Quando uma pessoa descobre um anjo, essa é uma descoberta da força 
que opera sobre a pessoa?
Ela é uma descoberta de forças pelas quais continuamos a subir de grau 
em grau.
O Criador parece aparecer sempre nos sonhos. O que é um sonho?
Um "sonho" é umgrau superior ao qual presentemente não conseguimos 
subir. Contudo, podemos corrigi-lo ao anularmos nossos Kelim: nossas 
mentes, nossos cérebros e nossas emoções. É como se entrássemos num 
estado de Katnut (pequenez/infância), frequentemente deitados, em prol de
alcançar um grau superior.
Quando colocamos uma pedra debaixo de nossas cabeças, assim 
cancelamos todas nossas percepções e desejos e caminhamos para um 
sonho. Isto é, entramos num estado de Katnut especificamente em prol de 
obter um grau superior, uma vez que todas as coisas que adquirimos no 
grau anterior são desadequadas para o grau superior.
Na espiritualidade há uma diferença entre graus. Cada grau superior é o 
completo oposto do seu predecessor. É por isso que há o conceito de 
atravessar a noite, atravessar um sonho, e lutar com os anjos, 
especialmente com o anjo de Esau. Cada vez, devemos superar o ego e 
separar aquilo com que devemos continuar para o próximo grau, e aquilo 
que nos devemos abster de usar entretanto.
Podemos ver muitas ligações daqui para o grau superior: um sonho é uma 
conexão; os ídolos roubados são um empréstimo para o próximo grau; 
Labão é um grau que é ainda inatingível. É tudo um tipo de ligação aqui?
A conexão acontece especificamente agora, quando Jacó quer entrar na 
terra de Israel, quando Malchut se conecta com Biná, quando a vontade de 
receber se conecta com a intenção de doar, quando correcção tão grande 
se revela no desejo. Está deste modo claro porque ele chama ao lugar 
Mahanaim (dois acampamentos), um lugar onde o Criador já se encontra 
presente. Ele é o próprio começo da escada, que um alcança através dos 
"anjos do superior."
De O Zohar: E Eis uma Escada Estava Posta Sobre a Terra 
“Uma escada implica que ele viu que seus filhos estavam destinados a 
receber a Torá no Monte Sinai, uma vez que Sulam (Escada) é Sinai porque 
Monte Sinai está, como está escrito, 'Disposto sobre a terra com seu topo,' 
seu mérito, 'Alcançando os céus.' Todas as Merkavot 
(estruturas/carruagens) e os acampamentos dos altos anjos desciam lá 
juntamente com o Criador quando ELE lhes deu a Torá, como está escrito, 
'E eis os anjos de DEUS subiam e desciam nela.'" 
Zohar para Todos, VaYetzé (E Jacó Saiu), item 70
Nós subimos a escada de graus somente ao usar o ego, a vontade de 
receber, o ódio, Monte Sinai. A escada é construída de acordo com 
exactamente o mesmo princípio que aquele da Torre de Babel. É o todo do 
ego que o Criador criou porque "EU criei a inclinação do mal." Quando a 
corrigimos, nos elevamos acima dela através do "tempero da Torá," 
usando toda a Torá, toda a luz, Labão, ou seja a brancura superior. Nós 
usamos estes para nos corrigirmos até alcançarmos os Céus, um estado 
onde nossa inteira vontade de receber é como a doação, amor.
Esta porção relaciona-se ao que está hoje a acontecer? Estamos nós, 
também, face a um grau que não compreendemos?
Hoje, todos nós pelo mundo devemos compreender que primeiro e antes 
de mais, estamos conectados; não há saída disso. Porque estamos 
conectados, devemos compreender que é impossível continuar a usar 
somente a linha esquerda, a linha egoísta pela qual temos crescido até 
então, e pela qual o mundo inteiro tem progredido. Em vez disso, agora 
devemos também encontrar a linha direita dentro de nós e construir a linha
média a partir das duas. É por isso que a situação em que nos 
encontramos neste momento é semelhante a nos encontramos no pé da 
escada.
Coação, por um lado, e a disseminação da sabedoria da Cabala, pelo outro 
lado, por fim nos trarão a um estado onde sentiremos que temos dois 
anjos, um na direita e um na esquerda. É então que pediremos, "Vinde em 
paz, anjos da paz." Pediremos que eles venham, façam a paz, e coloquem 
alguma ordem entre nós, bem como tornar as qualidades egoístas em cada
um de nós nas qualidades de doação. Hoje, seremos capazes de nos 
conectar uns aos outros através destes anjos. Todas as correcções são do 
alto. Quando elas chegarem, nosso desejo torna-se a casa de DEUS, Beit 
El.
De acordo com a história da porção, parece que as coisas eram mais fáceis
no passado. Haviam somente Jacó e seu pai. Hoje, há muitas pessoas e é 
muito difícil comunicar.
A Torá parece apresentar nada senão uma história, mas é uma que 
devemos actualizar no nosso mundo. A Torá narra-a como uma alegoria, e 
nós precisamos de conhecer e saber como a usar. 
Temos nós um lugar onde possamos actuar?
Hoje o mundo inteiro é um grande Esau. Para contrariar isto, devemos 
"extrair" essas pessoas que se envolvem na parte interior da Torá, que são
do lado direito. Diz-se sobre eles, "Pois vós sois os menores de todas as 
nações” (Deuteronómio, 7:7). Contudo, são elas que têm o método.
Aquelas da esquerda também devem ser extraídas, e das duas juntas, a 
linha média precisa de ser construída, "pois todos eles me conhecerão dos
maiores aos menores deles" (Jeremias 31:33). Cada um de nós, e o mundo 
inteiro devem subir até Beit El.
Nós vemos que há outra falsidade aqui. Como pode um Cabalista saber 
que não está a ser enganado para o próximo grau? É assim que deve ser?
Porque não? Jacó coloca sua inteira razão como uma pedra debaixo de 
sua cabeça e quer subir a uma escada num sonho. Ele não quer subir a 
escada senão no seu sonho.
Significa isto que inversamente o ego não o deixará acontecer?
Devemos dedicar-nos a nós mesmos a esta ascensão; é assim que 
subiremos ao grau superior; Caso contrário, não seremos capazes de 
abandonar o anterior. Acontece sempre debaixo da força de doação do 
alto, da força de doação é conhecido como "fé acima da razão."
Quando estudamos, parece por vezes que somos verdadeiramente 
operados, é muito difícil sentir isto nas nossas vidas do dia-a-dia.
É por isso que temos um meio chamado um "grupo," onde aprendemos a 
nos anular a nós mesmos diante dos outros no grupo, diante do amor de 
amigos, amor aos outros. Desta maneira, aprendemos a deixar nossas 
mentes e corações, e nos conectarmos aos outros "como um homem com 
um coração," literalmente em um desejo, até que não consigamos 
distinguir o nosso do dos outros. Simplesmente nos tornamos um com 
todos.
Pode esse estado existir numa família ou entre conjugues?
Pode, desde que o mundo inteiro seja atraído para isso. Nós aprendemos a
agir desta maneira num grupo porque para o grupo, conseguimos medir 
este estado. Conseguimos avançar com as pessoas com as quais 
estudamos e trabalhamos em trabalho espiritual recíproco. Quando todos 
no grupo se esforçam por isso, cada membro adquire todos os poderes 
que existem no grupo e consegue ascender. Qualquer outro meio é 
impossível.
Termos
Escada de Jacó
“Escada de Jacó” é a linha média pela qual um deve caminhar; ela é o 
caminho dourado. Ela é a linha pela na qual um conecta todos os seus 
elementos, os bons e os maus.
De facto, nada é mau. Se soubermos como usar o mau correctamente, 
tornamos-o em bom e útil. É por isso que a Escada de Jacó são nossos 
desejos, que inicialmente são a inclinação do mal, como está escrito, "EU 
criei a inclinação do mal." Contudo, se conectarmos estes desejos a "EU 
criei para ela a Torá como tempero," esta combinação cria a linha média.
Por um lado, constantemente corrigimos piores e piores desejos, uma vez 
que "aquele que é maior que seu amigo, seu desejo é maior que o 
dele"(Masechet Sucá, 52a). Quanto mais avançamos, mais descobrimos 
quão maus somos. Uma força maior vem até nós, a força da luz que 
descobrimos, que devemos expor e com a qual nos corrigimos a nós 
mesmos. Quando as duas se conectam nos graus, nos tornamos mais 
"ricos," tanto do desejo como da luz que corrige o desejo.
Logo, a soma total da nossa alma cresce (na conexão entre eles), e nela, o 
Criador aparece cada vez mais. É assim que alcançamos a linha média, até 
que alcançarmos na realidade Beit El.
Amor
"Amor" significa que em vez do meu próprio desejo de desfrutar, eu uso os
desejos dos outros e os satisfaço. Amor significa usar todas as minhas 
capacidades para satisfazer osoutros. Amor é auto-anulação; eu não tenho
desejos meus, nem coisa alguma que eu queira fazer para mim mesmo. Eu 
sou somente pelos outros.
Quando nos conectamos uns com os outros desta maneira de amor, 
adquirimos todas as almas, todos os outros desejos, que então se tornam 
nossa alma. Quando os satisfazemos, obtemos o infinito (Ein Sof).
Sete Anos
“Sete anos” significa sete graus: há seis graus de Zeir Anpin, chamado "o 
SAGRADO, ABENÇOADO seja ELE," e o sétimo é Malchut. Juntos eles são 
sete graus que devem alcançar a união. Sete é sempre um número 
completo. Há também o número dez, que é Gadlut (maturidade), mas 
normalmente, a estrutura consiste de sete.
Recompensa
No nosso mundo, "recompensa" significa que me satisfaço a mim mesmo. 
Na espiritualidade "recompensa" significa que eu tenho uma oportunidade 
de satisfazer os outros.
De O Zohar: Seu Pensamento era de Raquel 
“Se ELE dispôs SEU coração sobre o homem, ELE reunirá seu espírito e 
soprará para SI MESMO." A vontade e o pensamento atraem a extensão e 
fazem a acção com tudo o que é necessário. É por siso que na oração, um 
desejo e um pensamento para direccionar são necessários. Similarmente, 
em todas as obras do Criador, o pensamento e a contemplação fazem a 
acção e atraem as extensões a tudo o que é necessário.” 
Zohar para Todos, VaYetzé (E Jacó Saiu), item 189
Não podemos evitar pensamentos, quedas, desilusões e erros ao todo. 
Isso é introspecção, semelhante ao que fazemos no começo de cada ano. 
Precisamos sempre de a fazer e ela é boa agora que atravessamos tal 
processo pelo mundo. A humanidade está finalmente a começar a 
compreender quão errados seus caminhos têm sido. É possível que deste 
estado todos subamos até Beit El.
* Talmude Babilónio, Masechet Bechorot, 35b
Faça-se A Luz - Beresheet, VaYetzé
VaYetzé [E Jacó Saiu]
109) Felizes são aqueles que mantêm justiça” significa felizes são Israel 
que o CRIADOR lhes deu uma verdadeira lei [Torá] para se envolverem dia 
e noite, pois qualquer um que se envolva na Torá é liberado de todas as 
coisas. Ele é liberto da morte pois ela não o consegue governar. Isto assim 
é porque qualquer um que se envolva na Torá e se apegue a ela, se apega à
árvore da vida. E se ele se solta da árvore da vida, a árvore da morte estará
sobre ele e se apegará a ele.
111) Quando uma pessoa se apega aos caminhos da Torá, ela é amada 
acima e amada abaixo, e ela se torna a amada do CRIADOR. Ela é amada 
pelo CRIADOR e o CRIADOR ama-a. Mas quando uma pessoa se desvia 
dos caminhos da Torá, o poder da Koh, Divindade, diminui e ela se torna 
seu adversário e inimigo. Então, esse mal, a inclinação do mal, a governa 
até que ela a escarneça neste mundo e no mundo vindouro.
118) “Felizes são aqueles que mantêm justiça,” que mantêm a fé do 
CRIADOR. O CRIADOR é chamado “Justiça,” e o homem se deve impedir a 
si mesmo de desviar para outro caminho, mas manter a justiça, uma vez 
que o CRIADOR é justiça, pois todos SEUS caminhos são justos.
O nome, “Justiça,” indica decidir sobre as matérias. Isto vem depois de 
escutar dois lados opostos. É como um juiz: assim que ele 
cuidadosamente escutou os argumentos dos dois lados da disputa, ele dá 
sua sentença e diz, “Fulano, vós sois inocente. E cicrano, vós sois 
culpado.” Esta sentença é chamada “justiça,” e esta é a linha média, que 
decide entre as duas linhas—direita e esquerda—que são opostas uma à 
outra de uma maneira que ambas brilham para o lado da santidade. Devido 
a este SEU sentenciamento, ELE é chamado “Justiça.”
119) “Que fazem rectidão em todos os tempos.” Mas pode o homem fazer 
rectidão em todos os tempos? Aquele que caminha nos caminhos da Torá 
e faz rectidão com aqueles que necessitam de rectidão é considerado 
como aquele que faz rectidão em todos os tempos, dado que qualquer um 
que faça rectidão com os pobres aumenta a rectidão, a Nukva, acima e 
abaixo, ou seja causa um Zivug de ZON acima, e bênçãos bastantes 
abaixo.
139) Mas O Zohar nada fala de incidentes corpóreos, mas dos mundos 
superiores, onde não há sequência de tempos como é na corporalidade. 
Tempo espiritual é suscitado pela mudança de formas e graus que estão 
acima do tempo e lugar.
167) “Eu darei graças ao SENHOR com todo o meu coração, no conselho 
dos rectos, e na congregação.” David, o superior do NOME SAGRADO, 
HaVaYaH, desejou agradecer ao CRIADOR. “Eu darei graças ao SENHOR 
com todo o meu coração” significa com a inclinação do bem e com a 
inclinação do mal, que são dois corações, nas duas inclinações que 
residem dentro do coração, nos dois lados, direita e esquerda.
176-177) Filhos do superior, altos e sagrados, abençoados do mundo com 
um cérebro de aveleira, se reunem para saber que um pássaro desce cada 
dia e desperta no jardim com uma chama de fogo nas suas asas. Na sua 
mão estão três ancinhos e pás tão afiados como uma espada, e as chaves 
para os tesouros estão na sua mão direita.
Ela evoca os justos no Jardim do Éden, “Quem entre vós cuja face brilhe 
(que tenha sido recompensado com sabedoria [Chochmá], como foi dito, ‘A
sabedoria do homem faz sua face brilhar’), que sairam e entraram e se 
fortaleceram na árvore da vida (quem foi recompensado com as três 
linhas) entrou (na linha direita) e saiu (na linha esquerda), e se fortaleceu 
na árvore da vida (a linha média), que alcançou seus ramos (CHGT NCHY 
de ZA, que são a árvore da vida e seus ramos), e se apegou às suas raízes 
(GAR de ZA), que come seus frutos que são mais doces que o mel (a 
iluminação de Chochmá na Nukva de ZA, que é seu doce fruto), que dá 
vida à alma e curativo a si mesmo (ao seu corpo), ela declara e diz, ‘Quem 
é aquele que é recompensado com tudo isso?’ É aquele que é guardado 
dos maus pensamentos, de um pensamento que é enganador na árvore da 
vida, de um pensamento que viole o rio e o riacho, a fonte de Israel, de uma
fonte que dá morte à alma e estilhaçar a si mesmo; ele não tem existência 
que se pareça.”
181-182) Um bom pensamento sobe para cima se apega à árvore da vida, a 
linha média, se segura a seus ramos, e come seus frutos. Todas as 
santidades e todas as bênçãos vêm dele, e ele herda a vida para sua alma e
curativo para si mesmo. Diz-se sobre ele, “Pois ele será como uma árvore 
plantada pelas águas, e ... pelo rio.”
Todas as palavras do mundo seguem o pensamento e a contemplação. 
Está escrito, “Santificai-vos e sêde sagrados.” Isto assim é pois ELE extrai 
e prolonga todas as santidades no mundo com um bom pensamento.
189) “Se ELE dispôs SEU Coração sobre o homem, ELE reunirá seu 
espírito e seu sopro para SI MESMO.” A vontade e o pensamento atraém o 
prolongamento e fazem a acção com tudo o que é necessário. É por isso 
que na oração, um desejo e um pensamento no qual se direccionar são 
necessários. Similarmente, em todas as obras do CRIADOR, o pensamento
e a contemplação fazem a acção e atraém o prolongamento a tudo o que é 
necessário.
276) Mas na Torá, até dois que se sentam e se envolvem na Torá, dão 
grandeza, força e a glória da Torá ao CRIADOR.
284-285) Quando quer que uma pessoa ore sua oração, ela se deve 
incorporar a si mesma no público, no multiplo público, como está escrito 
sobre Sunamita quando Elishá lhe contou, “Sereis falada pelo rei ou pelo 
capitão do exército?” “Sereis falada pelo rei,” uma vez que esse dia era o 
festival do primeiro dia do ano, e o dia em que Malchut do firmamento 
governa e sentencia o mundo. Nessa altura, o CRIADOR é chamado “O rei 
da sentença,” e foi por isso que ele lhe contou, “Sereis falada pelo rei,” 
uma vez que ele chamdou ao CRIADOR “Rei.”
E ela disse, “Eu habito entre meu próprio povo.” Por outras palavras, ela 
disse, “Eu não tenho desejo de ser mencionada no alto, mas de colocar 
minha cabeça entre as massas e não abandonar o público. Similarmente, o 
homem deve ser incluído no público e não sobressair como único, para 
que os escarnecedores não olhem para ele e mencionem seus pecados.
340) Está escrito sobre a Nukva, “E ela se arrependeu pelo SENHOR ... e 
pesou por ELE,”uma vez que Dinim e tristeza estão neste lugar. Contudo, 
em todas as coisas que estão acima, em Biná, tudo está em luz e vida para 
todas as direcções, e não há tristeza diante do lugar, que indica à interior, 
Biná, que é a única em quem não há tristeza. Mas para a exterior, a Nukva, 
há tristeza nela. É por isso que está escrito, “Serve o SENHOR com alegria;
vinde diante SUA presença com cantar.” “Serve o SENHOR com alegria” 
corresponde ao mundo superior. “Vinde diante SUA presença com cantar” 
corresponde ao mundo inferior.
341-343) Ai dos ímpios do mundo que não sabem e não olham para as 
palavras da Torá. E quando eles olham para ela, porque não há sabedoria 
neles, as palavras da Torá parece-lhes como se fossem palavras vazias e 
inúteis. Tudo isso é porque eles são desprovidos de conhecimento e 
sabedoria, uma vez que todas as palavras da Torá são sublimes e 
preciosas palavras, e toda e cada palavra que está escrita lá é mais 
preciosa que pérolas, e nenhum objecto se consegue comparar com ela.
Quando todos os tolos cujo coração está bloqueado vêem as palavras da 
Torá, não só não sabem eles, mas eles até dizem que as palavras são 
mimadas e inúteis palavras, ai deles. Quando o CRIADOR os procura pela 
desgraça da Torá, eles serão punidos com uma punição adequada para 
aquele que se revolta contra seu MESTRE.
Está escrito na Torá, “Pois ela não é coisa vã.” E se ela é vã, ela é somente 
para vós, uma vez que a Torá está preenchida com toda a boa pedra e jóia 
preciosa, com toda a abundância do mundo.
344) O Rei Salomão disse, “Se vós sois sábios, vós sois sábios para vós 
mesmos.” Isto assim é porque quando um se torna sábio na Torá, isso é 
para seu benefício, não para a Torá, uma vez que ele não consegue 
acrescentar sequer uma única letra à Torá. “E se desprezais, somente vós 
o tolerarais,” pois nada pode ser subtraido do louvor da Torá devido a isso.
Seu desprezo é somente seu e ele permanecerá com ele, para o aniquilar 
deste mundo e do próximo mundo.
350-352) O Rei David sempre se anexou a si mesmo ao CRIADOR. Ele não 
se preocupou com qualquer outra coisa no mundo senão se apegar a ELE 
com sua alma e sua vontade, como está escrito, “Minha alma se apega a 
VÓS.” E dado que ele se apegou ao CRIADOR, ELE o apoiou e ELE não o 
abandonou, como está escrito, “TUA mão direita me segura bem.” 
Aprendemos disto que quando uma pessoa vem para se apegar ao 
CRIADOR, o CRIADOR segura-a bem e não a deixa.
“Minha alma se apega a VÓS,” para que seu grau seja coroado no alto. Isto
assim é porque quando seu grau se apega aos graus superiores, para 
subir seguindo-os, o lado direito, Chasadim, segura-o de modo a elevá-lo e
o conectar à direita numa conexão, como deve ser. Está escrito sobre isso,
“TUA mão direita me seguraria,” e está escrito, “E sua mão direita me 
abraça.” É por isso que “TUA mão direita me segura bem.”
Quando ele se agarra ao CRIADOR, está escrito, “Deixai sua mão esquerda
estar debaixo de minha cabeça e sua mão direita me abraçar.” Esta é uma 
unificação e uma conexão com o CRIADOR. E quando há uma conexão 
com ELE, seu grau é preenchido e abençoado.
361) A Divindade conecta-se com aqueles que caminham sobre caminhos, 
para os manterem. Qualquer um que se envolva nas palavras da Torá e se 
esforçe nela é recompensado com prolongá-la, ou seja ZA, que é a Torá. 
Então ZA e Nukva, ou seja a Divinity, estarão conectados neles em uma 
unificação.
Zohar Hadash, VaYetzé [E Jacó Saiu]
25) Felizes são Israel, a quem o CRIADOR deu a Torá, para divulgar-lhes 
altos segredos.
Aquele que se agarra à Torá, a Torá agarra e apoia-o nas suas ancas, 
Netzách e Hod, para que ele não se desvie para a direita ou esquerda, mas 
para a linha média, que é a Torá. Felizes são Israel, a quem o CRIADOR deu
a Torá, para lhes divulgar altos segredos. Está escrito sobre eles, “E vós 
que se apegam ao SENHOR vosso DEUS estais vivos todo e cada um de 
vós este dia.”
40) Rabbi diz, “Todas as coisas perecerão, mas a Torá não perecerá. Nada 
é tão favorável ao CRIADOR como a Torá e aqueles que a aprendem. 
Qualquer um que se envolva na Torá cada dia, os segredos do alto serão 
renovados para ele.”
42-43) Os segredos da Torá foram dados aos sábios, a aqueles que sempre
se envolvem na Torá.
Qualquer um que se envolva na Torá suficientemente, sua alma é elevada 
enquanto ele dorme e ele é ensinado das profundezas da Torá. E daí, seus 
lábios proferem e sussuram durante o dia, como está escrito, “Movendo 
gentilmente os lábios daqueles que estão adormecidos.” Quando um que 
se envolve em Torá Lishmá [pelo SEU bem] dorme de noite, sua alma sobe 
e lhe são mostradas essas coisas que estão para ser no mundo.
44-47) Rabbi Aba e Rabbi Yosi se sentaram e envolveram na Torá até à meia
noite. Rabbi Aba adormeceu, e Rabbi Yosi estava sentado. Ele viu que a 
face de Rabbi Aba ficava vermelha e que ele ria, e ele viu uma grande luz 
na casa. Rabbi Yosi disse, “Isto significa que a Divindade aqui está.” Ele 
baixou seus olhos, se sentou lá até que auróra subiu se levantou no 
amanhecer e a luz iluminava a casa. Enquanto ele levantava seus olhos, ele
viu a auróra e a casa estava escurecida.
Rabbi Aba despertou, sua face brilhava e seus olhos riam. Rabbi Yosi 
segurou-o. Rabbi Aba disse, “Eu sei o que quereis. Certamente, eu vi altos 
segredos. Quando Matat, ministro da face segurava minha alma, ele 
elevou-a a grandes e altas salas e eu vi as almas do resto dos justos lá em 
cima. O ministro da face lhes contou, ‘Felizes sois vós, Ó justos, pois 
graças a vós eu sou edificado num sagrado edifício do NOME honrável, a 
quem as luzes do sagrado NOME são prolongadas, para responder e para 
doar sobre os exércitos do alto REI.” Eu vi minha Torá que eu havia 
ensinado repousada lá em pilhas sobre pilhas, como uma grande torre, e 
foi por isso que estava deleitado com meu lote e meus olhos riam.”
Parashat VaYishlách
VaYishlách (E Jacó Foi) 
(Génesis, 32:4-36:43)
Sumário da Porção
Na porção, VaYishlách (E Jacó Foi), Jacó quer fazer paz com Esau depois 
de fugir dele e estar com Labão durante muitos anos. Esau envia anjos a 
Jacó, que o informam que Esau se dirige para ele com quatrocentos 
homens.
Jacó fica alarmado com o encontro iminente, e à noite um anjo aparece 
diante dele. Jacó luta com ele e derrota-o, mas é magoado no tendão da 
sua coxa. Os anjos alertam Jacó que seu nome mudou a partir desse 
momento de Jacó para Israel. Quando Esau chega, eles abraçam-se e 
fazem a paz, e Jacó muda-se para a área de Siquém.
Mais tarde, a porção fala de Diná, a filha de Jacó, que é raptada por Siquém
— o filho de Hamor, o Hivita — que se quer casar com ela. Os filhos de 
Jacó permitem o casamento sob a condição que todos os homens na 
cidade se circuncisem a si mesmos. Assim que eles realizam a circuncisão,
os filhos de Jacó matam todos os homens, trazem Diná de volta e pilham a 
cidade.
O Criador instruiu a Jacó que se mude para Beit El, onde ELE abençoa 
Jacó com muitos descendentes e a herança da terra. No fim da porção 
Raquel morre quando ela dá à luz seu segundo filho, Benjamim. Isaac 
também morre e é enterrado pelos seus filhos, Esau e Jacó.
Comentário
Esta porção lida com escrutínios muito profundos que fazemos dentro de 
nossas almas para nos corrigirmos a nós mesmos da intenção de receber, 
da forma egoísta da alma. Precisamos destes escrutínios para a alma pois 
ela foi quebrada num processo conhecido como "a quebra dos vasos," a 
ruína.
Assim que alcançamos o grau de Jacó, que é ainda um grau de Katnut 
(infância), descobrimos que é impossível avançar em frente. Tendo se 
elevado acima do ego, acima da vontade de receber, e tendo alcançado um 
estado de Katnut, chamado Galgalta e Eynaim, não tendo nada com o qual 
avançar.
Em prol de avançar, temos de encontrar dentro de nós inclinações 
adicionais, Kelim (vasos) quebrados adicionais. Sob sua correcção, 
podemos elevar-nos junto com eles. Por outras palavras, quando quer que 
estejamos num certo estado, primeiro devemos descer e nos misturarcom 
o negativo, e somente então subir até ao positivo.
A porção fala precisamente desse estado. Isto é, aqueles que alcançam o 
estado de Jacó não conseguem avançar mais e devem se conectar 
novamente com a inclinação do mal que ainda não está corrigida. 
Avançamos para o Esau no interior apesar de temermos que o desejo 
egoísta nos possa subjugar, que talvez não sejamos capazes de sair desse 
estado.
Isto requer uma preparação especial. A Torá narra que Jacó dividiu todas 
as coisas, as mulheres, as crianças, e todas as pessoas com ele. Por 
outras palavras, vamos clarificar nossos desejos, ordenando todas nossas
qualidades em preparação para a divulgação dos defeitos no interior. 
Assim podemos lidar adequadamente com eles.
Perguntas e Respostas
Está escrito que Jacó sai com um presente, uma oração e com uma guerra.
Ele prepara toda a táctica.
Verdade, ele divide seu inteiro agregado. É lhe dito que Esau se dirige para 
ele com quatrocentos homens. Quatrocentos é uma medida completa, 
quatro Behinot (discernimentos), e cada Behina (singular de Behinot) é 
quatrocentas vezes seu poder.
Por um lado, Jacó teme tal poder. Por outro lado, ele sabe que não tem 
escolha. Para avançar para a Dvekut (adesão) com o Criador, ele deve 
atravessar essas fases.
À noite, Jacó luta com o ministro de Esau e atravessa uma correcção 
especial, que aparece nele como um defeito no tendão da coxa. Mas ele 
descobre que esse defeito na realidade o guarda. Por esta razão, ele 
recebe uma bênção que todas as revelações que ele terá da parte de Esau 
nele - simbolizando suas qualidades negativas - aparecerão somente num 
modo de causa e consequência, à extensão e na forma que ele consiga 
corrigir sem falhar. Embora fracassos adicionais o esperem pela frente, 
tais como com Diná, ele está garantido que no final é precisamente o 
grande ego que o Criador criou nele que o assiste no seu progresso.
Deste modo, depois de seu encontro com Esau, Jacó muda-se para 
Siquém equipado com forças maiores, e está agora prestes a subir do grau
de Jacó, que é a Katnut da alma, tendo somente vasos de doação, para 
Gadlut (maturidade), para Israel.
“Israel” significa que todos os desejos de um, todas as qualidades que 
apareceram até então, estão direccionadas para o Criador. Aquele que visa 
se assemelhar ao Criador, se apegar ao Criador, e deste modo executa 
acções na Escada de Jacó, alcançando um estado chamado Yashar El 
(direito a Deus), Ysrael (Israel). Avançar noutra direcção, será como está 
escrito, "Todos eles são como bestas" (Salmos, 49:13). Se não nos 
envolvermos em corrigir a alma usando a sabedoria da Cabala, todos 
somos como as "nações do mundo," como Esau, não corrigidos.
Diná, filha de Jacó, já se encontra no próximo grau. É por isso que Siquém 
a acha tão atraente. Há violação aqui e coação, que significa que os vasos 
de doação ficam debaixo dos vasos de recepção. Embora ela esteja em Din
(juízo), como seu nome, Diná, implica, uma grande vontade de receber 
chega sobre ela. É por isso que só há duas correcções que os filhos de 
Jacó podem realizar: a primeira é a circuncisão dos filhos de Siquém; a 
segunda é matá-los. Isto indica a partida da luz superior de dentro desses 
Kelim, que os produz como mortos.
O que implica a pilhagem da cidade?
Uma "cidade" é um lugar da vontade de receber nos Kelim que o obriga a 
separar a vontade de receber da luz da vida. Inversamente, você não 
mudará para a correcção da vontade de receber. No nosso mundo, se você 
matar alguém isso é considerado um crime. No mundo espiritual, quando a
força superior recebe todos os prazeres dos nossos desejos, dos nossos 
Kelim, removendo a sensação de vida e vitalidade, e nos sentimos como se
estivéssemos mortos, essa sensação de morte ajuda-nos a alcançar a vida.
Nesta vida, conectamos-nos à luz superior e nos preenchemos a nós 
mesmos com prazeres eternos na realização da Divindade, e sentimos 
nossa vida eterna, completa.
A matança mencionada na porção relaciona-se à questão de porque 
estamos nós a matar. É semelhante a uma pessoa com cancro. Essa 
pessoa luta para matar o tumor. Deste modo, isso depende do tipo de 
matança de que falamos, a que discernimentos dentro de nós nos 
relacionamos. Neste caso, a matança da cidade é no nosso melhor 
interesse; ela é uma correcção.
Não seria suficiente ficarmos pela circuncisão?
Não. Circuncisão é quando você divide os seus desejos em bons e maus. 
Se depois da circuncisão ainda há desejos que não podem ser corrigidos, 
você os deve separar por enquanto da luz, e esta é a matança. Com isso 
você salva Diná, que deve estar conectada à linha média por enquanto e a 
Jacó, pelo qual ele ascende até Beit El (a casa de Deus).
O Criador diz para Jacó, "Agora estás pronto para subir ao próximo grau, 
chamado "Beit El." Quando Jacó chega ele recebe a bênção, vasos de 
doação, as forças com as quais ele consegue manter o grau e alcançar a 
revelação da espiritualidade nesse nível.
Jacó recebe a bênção que a terra inteira, o desejo inteiro, será seu. Isto é, 
no fim ele será gradualmente corrigido, e então "a terra inteira está diante 
de vós” (Génesis, 13:9). Logo, até se os desejos são dominados pelas 
outras nações, ou seja que eles não estejam conectados à doação e amor 
aos outros, um os consegue corrigir para terem a direcção de doar.
O fim da porção fala da morte de Raquel e Isaac.
Tanto Esau e Jacó participam no enterro de Isaac. Esta será a correcção do
grau anterior, que deve ser enterrado. "Enterro" é a construção do próximo
grau por cima do anterior.
Jacó e Esau são qualidades conflituosas. O que significa que eles se 
abraçam?
Há muitos níveis de conexão entre as qualidades, até entre qualidades 
conflituosas. "Aproximar" significa um abraço da direita, um abraço da 
esquerda, um beijo, um alto Zivug (acasalamento), e um baixo Zivug, tal 
como "Sua esquerda debaixo de minha cabeça, e sua direita me abraçará" 
(Cântico dos Cânticos, 2:6). Por outras palavras, há muitas espécies de 
correcções da inclinação do mal.
Jacó está disposto a abraçar Esau, a entrar em contacto com ele depois 
das correcções que ele atravessou à noite. Aquele que atravessa estas 
correcções - em situações muito complicadas, à noite, com o ministro de 
Esau - está pronto para lidar com a inclinação do mal, para a separar, e 
para corrigir essas partes que um consegue agora corrigir e subir a um 
novo nível.
Há sempre saídas e entradas, como Jacó, que deixa e retorna à terra de 
Israel, que escapa a Esau, tem experiências, e agora é forte o suficiente 
para lidar.
O que atravessou Jacó na casa de Labão?
É assim que nos saímos, grau a grau. Se estamos num certo grau e 
precisamos de subir até ao próximo grau espiritual, devemos pegar em 
mais algum do ego, da vontade de receber, e o corrigir para trabalhar em 
prol de doar. O desejo recentemente corrigido junta-se à alma, e assim 
ascendemos um grau. No grau que agora cresceu, recebemos revelação 
adicional da Divindade, uma conexão maior com a Divindade, e a ascensão
continua até que alcançamos o estado final, onde nossa alma inteira está 
corrigida.
Porque está Jacó certo agora que ele terá a força para lidar com Esau?
Jacó recebe uma bênção do ministro de Esau e conecta-se a essa força de 
uma maneira semelhante à história com Labão. Ele recebe essa força da 
esquerda e consegue corrigi-la para trabalhar em prol de doar. Isso é 
chamado uma "bênção." Uma bênção significa que juntamente com a 
revelação do ego vem a luz superior, que nos ajuda a separar a vontade de 
receber e o novo, desejo corrupto. Podemos então examinar que parte do 
desejo pode ser somada ao novo estado e que parte não pode. Então, com 
a nova soma, uma pessoa alcança um novo grau.
O Criador abençoa Jacó com muitos filhos. O que significa isto 
espiritualmente?
"Muitos filhos" significa que o Criador nos abençoa com corrigir todos 
nossos desejos, que subirão da grande Malchut de Ein Sof (infinito), da 
Criação inteira, para que os possamos corrigir para trabalharemem prol de
doar. É por isso que ele é chamado "Israel," Yashar El (direito a Deus). Ele 
domina o todo da Criação numa tendência para a doação recíproca.
De O Zohar: Não Lavrareis com um Boi e com um Burro 
“O único desejo dos graus de impureza é de atacar os graus sagrados. 
Todos eles espreitaram e atacaram Jacó, que era sagrado, como está 
escrito, 'e Jacó chegou inteiro.' Primeiro, a serpente o mordeu, como está 
escrito, 'ele tocou no buraco de sua coxa.' Diz-se sobre o ministro de Esau 
que ele montava uma serpente. Agora o Hamor (burro) o mordeu, 
Shéchem, o filho de Hamor, que é a Klipá da direita.” 
Zohar para Todos, VaYishlách (E Jacó Foi), item 146
Devemos sempre considerar as forças negativas como uma oportunidade 
para subir ao próximo grau. Não há mal no mundo, nem sequer agora com 
todos os apuros e problemas que emergem. A coisa importante é saber 
como usar estas forças correctamente, como a Torá nos ensina. Nosso 
problema é que não trabalhamos de acordo com a Torá. Se agíssemos de 
acordo com a sabedoria da Cabala, que nos explica como realizar estas 
correcções, veríamos o mundo como nada senão oportunidades para 
melhores condições.
Quem faz a correcção, o Criador ou a luz circundante?
A luz circundante faz a correcção, mas a pessoa precisa de a atrair. Como 
recebe ela esta instrução? (Afinal, Torá significa instrução.) Embora a luz 
nela reforme, ela também segue nosso desígnio, de acordo com nosso 
entendimento de como precisamos de ser corrigidos. Devemos fazer todas
as acções de escrutínio, divisão, e separação dentro de nós mesmos e 
com a realidade geral, e então pedir a correcção. Embora não tenhamos o 
poder da correcção, nós como pequenas crianças, devemos 
constantemente trabalhar para compreender e perceber as coisas como 
elas devem ser. Este é o nosso trabalho.
Se os anjos são forças, o que significa lutar com um anjo? É uma pessoa 
que luta com a gravidade ou magnetismo?
É nos dito - como está escrito no supracitado excerto de O Zohar - que um 
anjo vem ora da direita ora da esquerda.
Há diferentes anjos com os quais devemos lidar de uma certa maneira em 
prol de os somar à linha média, chamada Adam (homem).
A coisa importante é saber como nos relacionarmos aos estados, 
correcto?
O que mais é necessário? Nós estamos na Natureza, que em Gematria é 
Elokim (Deus). As leis da Natureza e os mandamentos do Criador são um e 
o mesmo. A Torá ensina-nos como usar todas as coisas dentro de nós, 
todos os elementos, e suas qualidades internas, bem como externas.
Especialmente agora estamos num mundo tão confuso que ninguém sabe 
o que fazer; não fazemos ideia do que o amanhã trará e a vida parece vaga 
e ameaçadora. Se as pessoas soubessem o que está escrito sobre a vida 
na Torá, elas compreenderiam que temos uma oportunidade de subir a um 
novo grau, a um nível completamente novo, para a revelação da Divindade.
O mundo está já bastaste próximo de uma grande e especial correcção.
A correcção depende de nós ou do Criador?
A correcção depende de nós. Há uma meta diante de nós e dois caminhos 
para lá chegar. O caminho esquerdo é o caminho do sofrimento. O (lado) 
direito é o caminho da Torá, o caminho da luz que corrige. O caminho 
esquerdo significa avançar com a vara que nos desenvolve e nos obriga a 
avançar. O caminho direito significa atrair a luz que reforma.
Em tal caso, nossos egos, a vontade de receber, a inclinação do mal em 
nós, deve ser corrigida. Como isso vai acontecer depende da nossa 
abordagem para a correcção, e do nosso entendimento de que todas as 
coisas que aparecem diante de nos só são assim para que nos possamos 
corrigir a nós mesmos, ou seja para nos fazer atrair a luz que reforma.
Isto trás-nos de volta à sabedoria da Cabala, que devemos usar porque ela 
é o interior da Torá, a lei da verdade, a lei da luz. E precisamente ao usá-la 
correctamente, podemos atrair a luz que reforma. Este caminho nos 
poupará de golpes pois avançaremos agradável e facilmente de grau em 
grau acima pela escada de Jacó.
De O Zohar: E Jacó Enviou Anjos 
“‘Pois ELE dará a posse de SEUS anjos sobre vós, para vos guardar.' 
Quando uma pessoa chega ao mundo, a inclinação do mal imediatamente 
vem junto com ela e sempre se queixa dela, como está escrito, 'pecado 
rasteja à porta.' Pecado rasteja - esta é a inclinação do mal. 'À porta' - a 
porta do ventre, ou seja assim que um nasce.” 
Zohar para Todos, VaYishlách (E Jacó Foi), item 1
É assim que nós nascemos, com uma pequena, egocêntrica vontade de 
receber. 
Até depois de nos desenvolvermos, ainda somos pequenos animais, como 
está escrito, "Todos eles são como bestas" (Salmos, 49:13). Embora nos 
pareça que há pessoas muito ímpias no mundo, isto não é considerado 
impiedade. "Impiedade" aparece quando uma pessoa verdadeiramente 
quer prejudicar o público, prejudicar a humanidade. Uma pessoa vulgar 
não é boa nem má; ela é inconsequente. Tal pessoa é operada pela 
Natureza, e nada há que venha inerentemente da pessoa.
Hoje a inclinação para o mal aparece pelo mundo porque Elokim (Deus), 
que em Gematria é Natureza, nos está a mostrar que o mundo inteiro está 
interconectado. Deste modo, nós, também, devemos estar conectados. 
Através desta conexão alcançaremos equivalência de forma, Dvekut 
(adesão) com o Criador. Se resistirmos a essa conexão e agirmos ao 
contrário, egoisticamente, nos tornando mais fechados por dentro e 
removidos dos outros, é precisamente assim como nos podemos tornar 
ímpios.
A inclinação do mal primeiro aparece quando o mundo se começa a 
manifestar a si mesmo como circular, conectado, integral e global. Todavia,
nós ainda não "saltamos nisso"; ainda não nos unimos e não nos 
conectámos. Ainda estamos imersos nos nossos egos, na inclinação do 
mal, o exacto oposto da condição que o Criador apresenta diante de nós.
Estamos no limiar da destruição, ainda assim as pessoas não mudam as 
suas visões.
Este é o problema. É por isso que a sabedoria da Cabala está a vir à 
superfície passados milhares de anos de ocultação. A ideia é que através 
da Cabala, o povo de Israel venha a entender que ele tem um papel muito 
importante a desempenhar, sendo "uma luz para as nações" (Isaías, 42:6), 
e que tem de se corrigir a si mesmo. Nós somos meramente uma transição 
para a correcção do mundo inteiro. Se não realizarmos a correcção a 
tempo, o mundo inteiro a exigirá dos Judeus sem sequer saberem porquê, 
e ódio para os Judeus se intensificará. Deste modo, devemos agir 
depressa.
O que exactamente precisamos de corrigir?
Nós precisamos de ser uma sociedade que é conduzida em garantia 
mútua, vivendo pelas condições que existiam no pé do Monte Sinai, onde 
todos já estão prontos para se unir "como um homem com um coração." 
Assim nos tornaremos uma nação, e somente sob essa condição 
continuaremos a existir.
Por agora, existimos verdadeiramente pela graça de Deus "em provação" 
até que implementemos a garantia mútua, como mencionado no ensaio de 
Baal HaSulam, "Um Discurso para a Conclusão de O Zohar." Mas nosso 
tempo pode se esgotar, e podemos não receber mais extensões. Então não
seremos capazes de viver na terra de Israel; teremos de fugir pois esta 
terra nos rejeitará uma vez mais, como está escrito na Torá, em O Zohar, e 
em muitos outros lugares.*
Hoje temos uma grande oportunidade quando nos juntamos para exigir a 
correcção no mundo. Embora não saibamos o que é, nós, enquanto donos 
do método e estando em posse da Torá, devemos revelá-lo a todos, mas 
primeiro e antes de mais, a nós mesmos. É por isso que precisamos de 
nos unir, sermos como "um homem com um coração," nos conectarmos 
juntos como uma nação, conectar-nos a Yashar El, e sermos "a nação de 
Israel." Precisamos de nos segurar à linha média e começar a subir com 
ela para Dvekut com o Criador, para maior e maior conexão entre nós em 
"ama teu próximo como a ti mesmo," ou seja em amor fraterno. Uma vez 
perdemos esse amor e o Templo foi arruinado, então devemos regressar a 
esse estado e puxar connosco oresto da humanidade.
Então é Jacó conexão e Esau é separação? E nossa tarefa é superar a 
separação através da conexão?
Precisamente. Estas são as duas forças conflituosas, e precisamos de 
"empossar” o Jacó em nós sobre o Esau em nós, e fazer o mesmo na 
nossa sociedade. As pessoas precisam de compreender a mensagem, a 
essência, o sentido deste conflito, e agir em correspondência.
Termos
Luta
A "Luta" é uma interior entre o ego, que nos puxa para os prazeres 
corpóreos tais como a comida, sexo, família, dinheiro, respeito, 
conhecimento, poder e o sentido da vida, que é descobrir o reino superior, 
ao qual precisamos de subir, para uma vida eterna e completa.
Também, precisamos de o fazer agora, como está escrito, “Vereis o teu 
mundo na tua vida” (Masechet Berachot, 17a). Aqui nas nossas vidas é 
onde descobrimos a vida eterna da alma, que é o porquê de vivermos em 
dois mundos. Precisamos de chegar a um estado onde a morte do corpo 
não a sentimos como morte de todo. Não é como se tivéssemos perdido 
qualquer coisa de nós próprios; em vez disso, permanecemos porque 
descobrimos que o grau superior da vida é várias vezes maior que as 
sensações da vida física.
Esta é a meta que devemos alcançar, e podemos somente alcançá-la 
através de uma luta com um grupo e uma sociedade, e ao estudar as 
fontes certas. Para nos elevarmos acima da vida física e corpórea, não 
devemos a devemos menosprezar, mas usá-la em prol de subir.
Reconciliação e Paz
“Reconciliação e paz" significam que por agora, não conseguimos lidar 
com a inclinação do mal e a tornar numa boa inclinação, a usando em prol 
de doar. Primeiro, devemos transformar as qualidades que existiam em nós
como negativas - pelas quais as usávamos somente para nosso próprio 
prazer e contra os outros — em qualidades de doação sobre os outros.
Não há conflito entre as duas qualidades?
Não há conflito. Está escrito que o anjo da morte se torna um anjo 
sagrado.** Não matamos, nem menosprezamos ou eliminamos coisa 
alguma em nós. Só corrigimos o modo como usamos nossas qualidades.
Israel
Ysrael (Israel) significa Yashar El (direito a Deus). Isso significa que nos 
direccionamos directamente para a qualidade do Criador. A qualidade do 
Criador é amor e doação, e constantemente procuramos alcançá-la. Temos 
vários meios para fazer isso: professores, livros, grupos e amigos. Se os 
usarmos adequadamente, de acordo com o método explicado nos livros, 
aquele do qual Abraão foi o primeiro a falar e a escrever, podemos executar
as correcções muito facilmente.
Deste modo cada um de nós - e todos nós juntos - nos tornaremos Israel.
Uma pessoa de Israel em cada um de nós, e todos nós juntos são o povo 
(ou nação) de Israel.
Circuncisão
Uma "circuncisão" é como uma aliança. Quando executamos uma 
correcção na nossa vontade de receber, devemos sempre colocar de parte 
esses desejos que ainda não se conseguem corrigir, e lidar somente com 
aqueles que podemos acrescentar a Biná, à doação. Deste modo, de todos 
nossos desejos (que estão divididos em 620 desejos), podemos cortar a 
parte que é em prol de receber. Aquela que existe em nós por agora, e que 
não conseguimos corrigir, é colocada na poeira.
Esta acção simboliza nossa incapacidade de corrigir essa parte. Contudo, 
ela será corrigida no fim da correcção. Ela é o coração de pedra, que deve 
ser corrigido, como está escrito que devemos na realidade executar a 
correcção do coração.
De O Zohar: Se Desanimares no Dia da Adversidade 
“Mas um entre mil é a inclinação do mal, que é uma daqueles 1000 
prejudicadores, que se encontram na direita, porque ela sobe e recebe 
permissão, e subsequentemente desce e condena à morte. 
Assim, se um homem caminhar no caminho da verdade, essa inclinação do
mal se torna sua escrava, como está escrito, 'Melhor é aquele que tem um 
escravo que um inferior.' Nessa altura, ela sobe e se torna uma advogada e 
fala diante do Criador a favor do homem.” 
Zohar para Todos, VaYishlách (E Jacó Foi), item 185
* “Quando Israel não se envolvem na Torá, a esquerda se intensifica e o 
poder das nações idolatras cresce. Elas sugam da esquerda, governam 
sobre Israel, e infligem sobre eles leis. Devido a isso, Israel foram exilados 
e dispersos entre as nações” (Zohar para Todos, BeShalách (Quando Faraó
Foi), item 306).
** Zohar para Todos, Mishpatim (Ordenanças), item 165; Zohar para Todos, 
Beresheet (Génesis), item 440.
Faça-se A Luz - Beresheet, VaYishlách
VaYishlách [E Jacó Enviou]
1-2) Quando uma pessoa chega ao mundo, a inclinação do mal 
imediatamente vem junto com ela e sempre se queixa dela, como está 
escrito “pecado rasteja à porta.” Pecado rasteja—esta é a inclinação do 
mal. “À porta”—a porta do ventre, ou seja assim que um nasce.
David chamou à inclinação do mal pelo nome, “pecado,” como está 
escrito, “e meu pecado está sempre diante de mim,” porque ele faz o 
homem pecar diante do seu MESTRE todos os dias. E esta inclinação do 
mal não abandona o homem desde o dia em que ele nasce e para todo o 
tempo. E a inclinação boa vem até uma pessoa desde o tempo em que ela 
vem para ser purificada.
17) Aquele que não segue a inclinação do mal e não é orgulhoso de todo, 
que baixa seu espírito, seu coração e sua vontade para com o CRIADOR, a 
inclinação do mal é derrubada e se torna sua escrava, dado que ela não o 
consegue controlar. Pelo contrário, esse homem controla-a, como está 
escrito, “e vós podeis governar sobre ela.”
45) Uma oração de muitos sobe diante do CRIADOR e o CRIADOR coroa-se
a SI MESMO com essa oração, uma vez que ela sobe de várias maneiras. 
Isto assim é porque um pede Chasadim, o outro Gevurot, e um terceiro 
Rachamim. E ela consiste de vários lados: o lado direito, o esquerdo, e o 
médio. Isto assim é porque Chasadim se prolongam do lado direito, 
Gevurot do lado esquerdo, e Rachamim da o lado médio. E porque ela 
consiste de vários caminhos e lados, ela se torna uma coroa sobre a 
cabeça do JUSTO QUE VIVE PARA SEMPRE, Yesod, que concede todas as 
salvações à Nukva, e dela ao público inteiro.
Mas uma oração daquele que não abrange todos os lados; ela é somente 
de uma maneira. Ora um pede Chasadim ou Gevurot ou Rachamim. Assim, 
uma oração de um não é erguida para ser recebida como a oração de 
muitos, pois ela não inclui todas as três linhas como a oração de muitos.
46) Felizes são Israel, pois o CRIADOR os deseja e lhes dá a verdadeira lei, 
para serem recompensados por ela com a vida interminável. O CRIADOR 
atrai a vida superior sobre qualquer um que se envolva na Torá, e o trás à 
vida do mundo vindouro, como está escrito, “pois ELE é vossa vida, e a 
duração de vossos dias.”
65) A oração de todo o homem é uma oração. Mas a oração do pobre é a 
oração que se firma diante do CRIADOR, pois ela quebra portões e portas, 
e entra e é admitida diante DELE. “…e derrama seu queixume diante do 
SENHOR.”
69) Um deve primeiro louvar seu MESTRE e então orar sua oração.
90-91) Quando o CRIADOR ergue Israel e os livra do exílio, uma abertura 
muito pequena e fina de luz se abrirá para eles, até que o CRIADOR abra 
para eles os portões superiores que são abertos para as quatro direcções 
do mundo. Isto asim é para que sua salvação não apareça de uma vez, mas
como a auróra, que brilha gradualmente mais clara até que o dia se ponha.
E tudo o que o CRIADOR faz a Israel e aos justos entre eles, quando ELE 
os liberta pouco a pouco e não de uma vez, é como uma pessoa que está 
no escuro e sempre esteve no escuro. Quando lhe quer dar luz, primeiro 
precisa de acender uma pequena luz, como o olho de uma agulha, e então 
um pouco maior. Assim, cada vez um pouco mais até que a luz 
adequadamente brilhe para ela.
121) Há sublimes segredos nas palavras da Torá, que são diferentes umas 
das outras, mas todas são uma.
126) Pois tudo no mundo depende do ALTO: quando eles primeiro 
decidiram no acima, assim são decididos abaixo. E também, não há 
governo abaixo até que o governo seja dado do alto. E também, todas as 
coisas dependem uma da outra,pois tudo o que é feito neste mundo 
depende do que é feito acima.
164) Quão favorecidos são Israel diante do CRIADOR, pois vós não tendes 
uma nação ou uma língua entre todas as nações idolatras no mundo que 
tenha deuses que respondam a suas orações como o CRIADOR está 
destinado a responder às orações e pedidos de Israel em qualquer tempo 
que necessitem que a oração seja respondida. Isto assim é porque eles 
oram somente pelo seu grau, que é Divindade. Isto é, cada vez que oram, é 
pela correcção da Divindade.
250-253) O CRIADOR colocou todas as nações idolatras no mundo sob 
certos ministros nomeados, e elas seguem seus deuses. Todas derramam 
sangue e fazem a guerra, roubam, cometem adultério, se misturam entre 
todos aqueles que agem para prejudicar e sempre aumentam sua força 
para prejudicar.
Israel não têm a força e poder para as derrotar, senão com suas bocas, 
com oração, como um verme, cuja única força e poder está na sua boca. 
Mas com a boca, ele quebra todas as coisas, e é por isso que Israel são 
chamados “um verme.”
“Não temeis, vós verme de Jacó.” Nenhuma outra criatura no mundo é 
como esse verme tecedor de seda, de onde todas as vestes de honra vêm, 
o vestuário dos reis. E depois de tecer, ele semeia e morre. Posteriormente,
dessa mesma semente, ele é reanimado como antes de morrer e vive 
novamente. Tais são Israel. Tal como esse verme, até quando morrem, eles 
regressam e vivem no mundo como antes.
Também se diz, “como o barro nas mãos do oleiro, assim vós, a casa de 
Israel, estais nas MINHAS mãos.” O material é esse vidro; embora ele 
quebre, ele é corrigido como anteriormente. Tais são Israel: embora eles 
morram, eles vivem novamente.
254) Israel é a árvore da vida, ZA. E porque os filhos de Israel se apegaram 
à árvore da vida, eles terão vida, e eles se levantarão da poeira e viverão no
mundo, eles se tornarão uma nação, servindo o CRIADOR.
Parashat VaYéshev
VaYéshev (E Jacó Se Sentou)
(Génesis, 37:1-40:23)
Sumário da Porção
Na porção, VaYéshev (E Jacó Se Sentou), Jacó mora na terra de Canaã. O 
protagonista desta porção é José, o filho mais novo de Jacó. José foi 
dotado com uma aptidão para sonhos proféticos. Ele conta-lhes sobre isso
e trás sua inveja contra ele.
Seus irmãos conduzem o gado até Shéchem (Siquém) para lá pastar, e seu 
pai o envia até eles. No seu caminho ele encontra um homem e pergunta-
lhe sobre seus irmãos: "Procuro meus irmãos" (Génesis 37:16). Na altura 
em que José encontra seus irmãos, eles já conspiram matá-lo devido a sua
inveja. Rúben consegue preveni-los de cometerem o assassinato. Em vez 
disso, os irmãos decidem jogar José para um fosso, planeando vendê-lo 
aos Ismaelitas. Uma escolta de Midianitas que está de passagem leva José 
com eles até ao Egipto.
Quando José chega ao Egipto, ele esconde-se na casa do capitão da 
guarda de Faraó, Potifar. A esposa de Potifar tenta seduzir José mas ele 
recusa-a. Ela vinga-se ao reclamar que José se tentou forçar nela. José é 
jogado para a masmorra como resultado.
No fosso, José encontra dois oficiais de Faraó, o copeiro chefe e o padeiro 
chefe. Ele interpreta seus sonhos e prevê que dentro de três semanas o 
chefe copeiro será libertado, e o chefe padeiro será enforcado. José pede 
ao chefe copeiro que assim que seja liberto, vá até ao Faraó e lhe diga que 
José está preso sem razão e que peça sua libertação.
Comentário
Esta porção contém uma mensagem espiritual profunda. Ela narra a 
correcção da alma, que é o propósito na vida do homem, e a razão pela 
qual a Torá foi dada. Inicialmente, a inclinação do mal aparece, como está 
escrito, "EU criei a inclinação do mal, EU Criei para ela a Torá como 
tempero” (Masechet Kidushin, 30b), pois “a luz nela a reforma” (Eichá, 
“Introdução,” Parágrafo 2).
“Reformar” significa regressar a um estado de "ama teu próximo como a ti 
mesmo." Isto é, ela trás-nos de volta à qualidade de doação, à semelhança 
com o Criador. É isso que devemos concretizar, como está escrito, 
"Regressai, Ó Israel para o SENHOR vosso DEUS” (Oseias 14:2).
A Torá demonstra como o ego, a vontade de receber, continua a mudar até 
que seja corrigida. No exemplo demonstrado nesta porção, vemos como 
todas as nossas qualidades se conectam, então se separam, manifestando 
desequilibro entre elas até que produzam qualidades mais avançadas que 
sejam mais próximas da doação.
Jacó é o princípio da qualidade de doação dentro de nós. 
Abraão, Isaac e Jacó são os três patriarcas. Jacó é na realidade o sénior, 
contendo tanto o desejo de receber e o desejo de doar dentro de nós, pois 
podemos somente suscitar a linha média usando ambos. A linha média, 
Jacó, ainda não é atribuído ao nível de implementação em nós, mas ao 
nível de tomada de decisões.
A expressão do nível de Jacó da implementação é seus filhos, desde 
Rúben, o mais velho, a José, o mais novo. E precisamente nesta hierarquia
que pendem as qualidades dentro de nós. É assim que o ego, em todas as 
suas formas (ainda incorrectas), é corrigido. Aquele que as completa é 
José, o justo. Ele reune todas as qualidades anteriores na qualidade de 
Yesod (fundação), que se chama "o justo José.") ou "um justo, a fundação 
do mundo.” 
(Provérbios 10:25).
Por um lado, José usa todas suas qualidades anteriores - Kéter, Chochmá, 
Biná, Chésed, Gevurá, Tiféret, Netzách, Hod e Yesod - mas por outro lado, 
ele precisa de os conduzir até Malchut. Malchut é a vontade de receber 
egoísta, Faraó, Egipto, simbolizando a totalidade de nossos egos.
Assim que tenhamos alcançado um estado de descobrir no interior estas 
qualidades de doação - desde Abraão, a qualidade de Chésed, passando 
por Gevurá, Tiféret, Netzách, Hod e até Yesod, que é José — está na hora 
de abandonarmos os pais e pertencermos à vontade de receber. Primeiro, 
precisamos de permear a vontade de receber, e então a vontade de receber
nos permeará.
Assim que sejamos permeados por ambas as qualidades - recepção e 
doação - e devemos ver que primeiro, a qualidade de doação entra na 
qualidade de recepção e começa a corrigi-la. Somente então começa ela a 
remover a parte da vontade de receber que pode ser corrigida.
Isso é semelhante a um educador que trabalha com um bando de 
criminosos. 
Ele consegue levar os membros mais avançados do grupo que estão 
dispostos a trabalhar com ele, e os trazer à correcção. Por outras palavras,
quando entramos na vontade de receber, entramos no exílio. E quando 
saindo dele, saímos com "grande substância," ou seja com vários "vilões" 
que desejaram correcção e a consideram redenção. Assim que eles são 
corrigidos, eles têm "grande substância" porque eles adquiriram poder 
adicional na qualidade geral de doação.
Assim, através de todos esses exílios e redenções, corrigimos a inteira 
inclinação do mal. É assim também como compreendemos o inteiro 
processo, como chegamos a conhecer o plano da Criação, e como nos 
tornamos similares ao Criador. José, a última das qualidades de doação, 
atravessa muitos processos em prol de se separar da qualidade de doação 
e se preparar para entrar na qualidade de recepção, vulgo, Egipto.
Esta é também a razão para sua contenção com seus irmãos. Eles odeiam-
o porque eles não conseguem compreender o que ele quer. Eles não 
compreendem como o filho mais novo pode ser o maior. Mas José é 
diferente deles.
Banim (filhos) é três vezes Yod-Hey-Vav-Hey, em três linhas. Estes são os 
doze filhos. Não só José é o maior porque ele está disposto a se conectar 
com eles, mas os outros também se dobram para ele, se rendem para ele. 
Enquanto não entrarem na Malchut, enquanto ele se encontrar misturado já
com o Egipto, eles aceitam-o porque podem ver como essa situação pode 
ser mais tarde realizada na vontade de receber pelo propósito da 
correcção.
Sucede-se que atravessamos fases que nos parecem completamente 
incorrectas e más, tal como não compreendemos a conduta de seus 
irmãos com José. Jacó sofre e está desamparado. Os irmãos desejam 
matar José e mentem a Jacó, mas estranhos salvam José do fosso,embora sua intenção seja vendê-lo.
É assim que nos tornamos separados de nossas anteriores qualidades. 
Acumulamos essas qualidades anteriores dentro das qualidades de Yesod,
a qualidade de José, e nos separamos a nós mesmos de as usar. 
Colocando-o diferentemente, deixamos a terra de Canaã e entramos no 
Egipto.
No Egipto, quando entramos em contacto com a vontade de receber, 
quando a qualidade de doação entra na qualidade de receber, a vontade de 
receber imediatamente sente quanto pode ela ganhar e lucrar disso. Se 
fosse só outra forma de recepção, não importaria assim tanto. Mas se 
podemos doar em prol de receber, então somos como comerciantes. 
Calculamos toda a maneira de doação que podemos somar à vontade de 
receber ao nos conectarmos a todas as coisas e através da negociação 
podemos ganhar lucros delas para nós mesmos.
Desta maneira, descobrimos que a qualidade de José pode ser muito 
lucrativa para a vontade de receber. Um se sente mais retorcido, mais 
poderoso e mais bem sucedido que os outros. Um não se comporta tão 
agressivamente em prol de receber, mas em vez disso obtém pela 
deliberação: "Vos venderei isto e me vendereis aquilo." Este é um 
desenvolvimento do ego.
É por isso que, quando a qualidade de José se mistura com nossa vontade
de receber, como José se misturou no Egipto, ela trás grandes lucros para 
aqueles que estão com ele no Egipto, ou seja para nossas formas 
egocêntricas.
De facto, o lucro é tão grande que desenvolvemos um desejo de o usar em 
prol de receber, mas o humano em nós não consegue concordar com isso. 
Foi isto que aconteceu quando José chegou à casa de Potifar. Quando ele 
chegou, ele estava bem, mas com sua esposa passou o limite. Aqui, o 
humano em nós vê que há um desejo de o explorar em prol de receber, ou 
seja para nos separar de nossa fundação, e isto é algo com o qual não 
conseguimos concordar. Quando discordamos disso, sentimo-nos 
desamparados, aprisionados e encarcerados.
Essa sensação dura muito tempo e cresce durante as "forças" estranhas, o
chefe copeiro e o chefe padeiro, no estado de estar na prisão. Estas 
qualidades dentro de nós estão em contacto com o José dentro de nós. 
Elas trazem-nos a Faraó e acompanham-nos. 
A qualidade do chefe padeiro é destruído porque ele pertence às forças de 
doação do ego, com as quais José compreende que não consegue 
trabalhar.
Mas as forças do ego de recepção - o chefe copeiro, que é equivalente ao 
vinho - são aqueles que despertam. O chefe copeiro não salva José 
imediatamente, mas somente depois de despertarmos da queda, da 
descida.
Em prol de subirmos de um grau para o próximo, sonhamos. Um sonho é 
um estado de perder o estado anterior e alcançar um novo. Precisamos de 
ser invertidos para renascermos.
Experimentamos três estados: deitar-nos, sentar-nos e levantar-nos. 
"Deitar-nos" é o estado de sonhar. Quando nesse estado, nossa cabeça, 
corpo e pernas estão todos no mesmo nível, indicando que não temos nem
intelecto nem sabedoria. Mas é precisamente nesta forma que adquirimos 
os Kelim (vasos) do próximo grau e nos tornamos invertidos, tal como um 
bebé recém-nascido emerge do ventre de sua mãe. Enquanto no ventre, ele
está com sua cabeça para cima, mas perto do nascimento ele vira-se ao 
contrário, e assim que está fora, ele vira-se para cima novamente.
"Deitar-nos" significa perder todas nossas Mochin (luz de Chochmá, 
sabedoria). É assim que devemos transferir de um estado para o próximo. 
Por um lado, perdemos nosso grau anterior, e por outro lado, começamos 
a adquirir o próximo grau, que se torna um inteiro novo mundo para nós. 
Esta é a visão interior com a qual começamos a compreender o sentido de 
"amanhã," o próximo grau no qual entramos.
Este grau nada se assemelha aos sonhos no nosso mundo. Em vez disso, 
aqui a Torá conta-nos sobre a entrada para um nível mais alto. No estado 
de sonho, vemo-nos a nós mesmos em formas mais avançadas, sabendo 
como usar tais qualidades como o chefe copeiro, o chefe padeiro e Faraó, 
e podemos avançar com elas pois elas já estão formadas no interior.
No fim, quando José é encarcerado devido à esposa de Potifar, ele 
descobre dentro dele as qualidades do chefe copeiro e o chefe padeiro. 
Precisamente porque ele mata o chefe padeiro e nutre a qualidade do chefe
copeiro, ele chega à casa de Faraó.
Pela evolução das gerações há ódio entre irmãos - entre Caim e Abel, entre
Isaac e Ismael e entre Jacó e Esau. Este ódio é definido como Klipa 
(casca/pele) e Kedushá (santidade). Nesta porção, há doze irmãos, os 
filhos de Jacó, que são as qualidades do homem, mas não há ódio tal entre
eles que estejam dispostos a matar a qualidade chamada "José."
Contudo, o ódio é somente para José. Os irmãos compreendem-se uns aos
outros. Cada um deles representa uma qualidade diferente dentro de nós. 
Nós temos muitas qualidades, mas nenhum conhecimento de como as 
integrar na linha média. Não compreendemos como trabalhar com as 
várias qualidades juntas, ou seja com nossos egos, nossa vontade de 
receber.
A coisa interessante sobre José é que ele conta a seus irmãos, "Uma 
pessoa tem um desejo egoísta, não as qualidades de doação que vós 
tendes. Isto é, eu posso conectar vossas qualidades ao desejo egoísta; Eu 
sei como o fazer." Deste modo, cada um que representa uma certa 
qualidade sabe que através da doação ele alcançará alguma coisa, da 
direita ou da esquerda - para Chésed, para Gevurá, para Tiféret, para 
Netzách, para Hod, excepto Yesod.
A inteira estrutura dos doze irmãos, doze filhos de Jacó, é que todos eles 
trabalhem acima do ego, acima da vontade de receber, doando em prol de 
doar. Isto assim é porque a linha média, Jacó, que ainda pertence à cabeça,
ao grau dos patriarcas, gera todas as qualidades dos irmãos excepto 
aquela de José, e todos eles estão também, em doação, de baixo para 
cima.
Perguntas e Respostas
Então porque Jacó o compreendeu e até amou José?
Jacó amou José pois ele era uma continuação de si mesmo; ambos 
estavam na linha média — Jacó em Tiféret e José em Yesod.
O que significa que cada irmão representa uma certa qualidade?
Os doze filhos de Jacó são qualidades que se relacionam à doação. Na 
realidade, eles são onze, porque José não tem qualidade; ele é uma 
colecção de qualidades.
A ideia por trás da qualidade de José em nós é que podemos pegar em 
todas essas qualidades, as fundi-las com diferentes combinações, e as 
usarmos com nossos egos. Por outras palavras, podemos começar a 
trabalhar com o ego para que ele trabalhe com essas qualidades e as 
apoie. Desta maneira, podemos nos corrigir a nós mesmos. Estas 
qualidades não compreendem como é possível roubar em prol de doar.
O que é uma qualidade? É roubar uma qualidade? São a ira e preguiça 
qualidades?
Chésed, por exemplo, é a qualidade de doação. Num estado de Chésed, 
uma pessoa está em Chasadim (misericórdia). Tal pessoa dá, contribui e 
faz tudo aquilo que ele ou ela possa. Isto pede a pergunta, "Como se pode 
juntar nosso ego à nossa Chésed?" Uma pessoa pode dar, mas somente se
for em prol de ganhar lucros. De facto, é assim que José é usado no 
Egipto, primeiro na casa de Potifar, então com Faraó.
José trás-lhes a qualidade de Chasadim e eles usam-a. O Egipto torna-se 
rico e próspero através de José porque todos os egoístas compreendem 
que a doação faz todos beneficiarem egosticamente.
Contudo, as qualidades de doação em si mesmas não compreendem como
é possível usar o ego em prol de as apoiar. Esta é a essência do contraste 
entre Abraão e Isaac, que amou Ismael porque a qualidade pura não 
consegue manter sua forma limpa e ao mesmo tempo se conectar com 
Malchut, a vontade de receber.
Há um processo muito especial e complicado aqui de ódio e 
desentendimentos entre eles. Mas José consegue conectar as qualidades 
da doação à vontade de receber para que, eventualmente, isso beneficie as
qualidades de doação. Os irmãos - qualidades de doação dentro de nós - 
não compreendem como é isto possível, então eles protestam. Nós, 
também,não compreendemos como é isto possível.
A sabedoria da Cabala ensina-nos como usarmos as qualidades de doação
em prol de corrigirmos nossos egos. Além da Cabala, ninguém lida com 
isso porque ninguém tem o médo das três linhas. Todas as religiões, fés, e 
métodos estão aparentemente acima do ego; nós subimos ostensivamente
acima do ego como se não fossemos egoístas, e estamos todos em 
doação.
Significa isso que o "eu" vive entre as duas linhas?
Sim, mas somente as qualidades de José e Jacó. Jacó está nesta 
qualidade na linha média na cabeça, e José está no fim da linha média, na 
entrada para Malchut, pois ele é Yesod. Em José há contacto com a casa 
de Faraó desde o início, e então com o próprio Faraó. Foi isto o que ele 
entendeu mal; os irmãos não conseguem compreender o que ele quer 
fazer. Eles pensam que seu contacto com o ego, a vontade de receber, os 
prejudicará.
Nós somos o mesmo por dentro, como na sociedade humana. Podemos 
ver que todos odeiam a sabedoria da Cabala. Ninguém entende o que ela 
faz, nem sequer sabe para que serve porque a Cabala lida com coisas 
estranhas - a correcção do homem, a correcção da alma. Parece irracional 
pegar nessas qualidades sublimes - doação e Divindade - e as conectar ao 
ego, aos desejos de roubar, violar, os piores níveis do ego. Mas é por esta 
razão que este método é chamado "a sabedoria da Cabala (Hebraico: 
recepção)": ela ensina como usar a pior vontade de receber em prol de 
alcançar o amor precisamente através dela.
Nenhuns outros métodos podem alcançar a correcção do homem, um 
estado de "Ama teu próximo como a ti mesmo." É por isso que todos se 
esquecem desta regra da Torá e não roubam dela. Somente a sabedoria da 
Cabala nos corrige. Devemos recordar-nos que todos aqueles que 
trabalham "acima" do ego, toda a religião e fé, não compreendem como é 
possível corrigir o ego do homem, então eles realizam gestos superficiais 
sem mergulhar no ego e genuinamente atender a ele. Eles não lidam com a
essência: "EU criei a inclinação do mal; EU criei para ela a Torá como 
tempero."
Nesta porção, vemos pela primeira vez quão difícil é lidar com isso. 
Doravante, haverá uma razão para todas as ruínas, transgressões, os 
problemas no deserto e todas as guerras. O problema que ainda 
permanece é como juntar adequadamente as qualidades de doação com as
qualidades de recepção em nós, para corrigir nossos egos.
Como podemos deduzir disso a respeito do que hoje acontece no mundo? 
Afinal, hoje o mundo está escravizado aos nossos egos. Quem é o José de 
hoje?
Os Josés de hoje são aqueles que têm o método para corrigir o ego, que 
está a aparecer no mundo através da força superior. Por outras palavras, 
são aqueles que estudam a sabedoria da Cabala, como está escrito, "EU 
criei para ela a Torá como tempero," pois "a luz nela a reforma." O método 
da luz é a sabedoria da Cabala, e é muito difícil explicá-la ao mundo. E 
também difícil aceitar que há uma maneira de corrigir o ego, o ódio 
reciproco, as crises que experimentamos, que são os resultados dos 
nossos egos.
José não tentava explicar coisa nenhuma; ele foi simplesmente vendido à 
escravidão, foi para o Egipto e lá se misturou. Porque precisamos de a 
explicar hoje?
Hoje é o que precisamos de fazer: explicar ao disseminar a sabedoria da 
Cabala, que é chamada "o Shofar (chifre) do Messias." Devemos circulá-la 
e espalhá-la pelo mundo porque ao assim fazer nos tornamos incluídos 
nas nações do mundo, como foi José no Egipto. Desta maneira, plantamos 
as sementes da doação que farão todos começarem a compreender a 
razão para todos os problemas até que eles, também, possam subir.
Estes problemas estão a intensificar-se e não há modo de os evitar devido 
a nossa descida, nossa evolução, é contínua. O presente estado das 
coisas é uma causa para a guerra. A guerra de Gog uMagog deriva da 
mesma razão, como todas nossas guerras. Nós encontramo-nos no ponto 
de ruptura, e esta porção é muito pertinente e significativa.
O ponto focal do problema é ódio sem fundamento entre irmãos, e este é o 
estado em que nos encontramos hoje. Por um lado, parece que não há 
nada que possamos fazer; o ódio existe entre as pessoas, bem como para 
a sabedoria da Cabala. Além do mais, ele é esperado se intensificar, pois é 
difícil para as pessoas entenderem a sabedoria da Cabala apesar de todas 
as explicações. Por outro lado, este mesmo ponto revela os dois opostos 
dentro de nós: a alma e o corpo. É impossível os desconectar, e José é o 
ponto que os conecta.
Termos
José
Yosef (José) é Yesod, uma qualidade que inclui todas nossas boas 
qualidades, as qualidades de doação. Ele é uma colecção de todas as 
qualidades de doação e porque ele não tem nada seu mas a colecção de 
prévias qualidades, ele consegue conectar-se com a qualidade de 
recepção.
Esta qualidade consegue conectar dentro dela todas as qualidades de 
doação na sua parte superior, e todas as qualidades de recepção na sua 
parte inferior. Isso é José pois ele colecta todas as qualidades dentro 
dele..*
Yosef é também chamado "a fundação do mundo," uma vez que o mundo 
verdadeiramente aparece nesta qualidade, uma colecção de duas forças - 
doação e recepção - onde o Criador e a criatura se encontram.
A Túnica Listrada
A túnica listrada são três listras, que na realidade são duas, aparentemente
brancas e pretas, pois ela é feita de lã, que é tanto preta como branca. 
Contudo, a partir do preto e branco emerge uma linha média que não existe
na realidade. Ela não existe na túnica, mas é o humano que a faz. Quando 
usando a túnica listrada, uma pessoa torna-se a linha média entre as duas 
listras.
Eu Procuro Meus Irmãos
José compreende que sem o poder de todas as qualidades acima dele - 
seus irmãos - ele não será capaz de lidar com o Egipto. É aqui que ele os 
encontra no Egipto ele diz, "Quão bom e quão agradável é que irmãos se 
sentem juntos" (Salmos, 133:1). Isso significa que agora realmente se torna
aparente de quão bom é que eles estejam misturados no Egipto, e que haja
uma abertura para a correcção do Egipto, uma porta para a correcção do 
ego do homem.
De O Zohar: E um Homem o Achou 
“Yosef foi a aliança superior, Yesod de ZA. Enquanto a aliança, que é Yosef,
existiu, a Divindade existiu como devia, pacificamente em Israel. Desde 
que Yosef, a aliança superior, deixou o mundo, pois ele foi vendido para a 
escravidão, a aliança e Divindade e Israel todos foram exilados." 
Zohar para Todos, VaYéshev (E Jacó Se Sentou), item 104
* O nome José (Yosef) vem da palavra Osef (colectar/reunir).
Faça-se A Luz - Beresheet, VaYeshév
VaYeshév [E Jacó Se Sentou]
1-2) Quantos escarnecedores há para uma pessoa desde o dia em que o 
CRIADOR lhe dá uma alma neste mundo? E porque ela veio para o mundo, 
a inclinação do mal imediatamente aparece para participar com ela, como 
está escrito, “Pecato rasteja à porta,” pois então a inclinação do mal 
participa com ela.
Uma besta olha por si mesma desde o dia em que ela nasce, e foge do fogo
e de qualquer mau lugar. Quando um homem nasce, ele imediatamente se 
joga a si mesmo para o fogo, dado que a inclinação do mal está dentro dele
e prontamente o incita para o mau caminho.
10-11) Um homem justo é uma pessoa que não acredita nessa astuta ímpia,
a inclinação do mal, uma vez que ela fez seus argumentos antes da 
chegada da sua amiga, a boa inclinação. Em vez disso, ele mantém a outra,
e sua amiga chegou e questionou-o. É nisto que as pessoas falham de 
serem recompensadas com o mundo vindouro.
Mas um justo, que teme seu MESTRE, quanto mal sofre ele neste mundo 
de modo a não acreditar e participar com a inclinação do mal? Mas o 
CRIADOR salva-o de todos eles, como está escrito, “Muitos são os males 
do justo, mas o SENHOR o liberta de todos eles.” O texto [em Hebraico] 
não diz, “Muitos são os males do justo, “ mas “Muitos males, justo.” 
Assim, aquele que sofre muitos males é justo porque o CRIADOR o quer. 
Isto assim é porque os males que ele sofre o removem da inclinação do 
mal, e por estarazão o CRIADOR quer essa pessoa e a liberta de todos 
eles. E ela é feliz neste mundo e no mundo vindouro.
26-28) Quando há juizo sobre o homem, e ele é justo, isso é devido ao 
amor do CRIADOR por ele. É como nós aprendemos, que quando o 
CRIADOR é misericordioso para o homem com amor, que o aproxima 
DELE, ELE quebra o corpo de modo a ordenar a alma. E então o homem se 
aproxima DELE com amor, como deve ser—a alma governa o homem e o 
corpo enfraquece.
O homem necessita de um corpo fraco e uma alma forte, uma que 
prevaleça com força. E então o CRIADOR ama-o. O CRIADOR dá tristeza ao
justo neste mundo de modo a purificá-lo para o mundo vindouro.
E quando a alma é fraca e o corpo é forte, ele é um inimigo do CRIADOR, 
pois ELE não o deseja e não lhe dá tristeza neste mundo. Em vez disso, 
seu caminho é directo e ele está em completa inteireza. Isto assim é 
porque se ele age justamente ou se suas acções são boas, o CRIADOR 
paga sua recompensa neste mundo, e ele não terá quota no mundo 
vindouro. Por esta razão, o justo que está sempre quebrado é amado pelo 
CRIADOR. Estas palavras se aplicam somente se um tiver testado e não 
tiver achado dentro dele um pecado pelo qual ser punido.
29) A Divindade não mora num lugar de tristeza, mas num lugar de alegria. 
E se um não tiver alegria, Divindade não estará nesse lugar.
38) Isto assim é porque assim que o corpo quebra através do defeito e da 
Katnut da alma, pela qual o Kli de receber a Gadlut da alma foi criado, 
então o CRIADOR os quer. Mas antes do corpo quebrar devido a este 
defeito na alma, o CRIADOR não os quer porque eles são desadequados 
para receber a luz de Neshamá.
60) Cada uma das almas no mundo, que existiram neste mundo e tentaram 
conhecer seu MESTRE com a sublime sabedoria, sobem e existem num 
grau mais alto que todas essas almas que não alcançaram e não 
conheceram. E elas serão reanimadas primeiro. E esta é a questão que 
esse servo estava prestes a questionar e a conhecer, “No que esteve a 
alma envolvida, neste mundo?” para saber se ela é digna de ser reanimada
primeiro.
120) “A lei do SENHOR é perfeita, restaurando a alma.” As pessoas devem 
mergulhar na Torá abundantemente, pois qualquer um que mergulhe na 
Torá terá vida neste mundo e no mundo vindouro, e ele será recompensado
com ambos os mundos. E até aquele que mergulha nela, mas não 
mergulha nela adequadamente, ainda assim lhe é concedida uma boa 
recompensa neste mundo e não é julgado no mundo da verdade.
155) Quão tolas são as pessoas, pois elas não sabem e não observam os 
caminhos do CRIADOR. Elas estão todas adormecidas, a menos que o 
sono abandone os buracos dos seus olhos.
156) O CRIADOR fez o homem como ele e no alto, todo em sabedoria. E 
não há um órgão num homem que não se firme em sublime sabedoria, pois
cada órgão implica um grau único. E depois do corpo inteiro estar 
adequadamente corrigido em todos os seus órgãos, o CRIADOR participa 
com ele, e insta uma sagrada alma dentro dele, para ensinar ao homem os 
caminhos da Torá e para manter SEUS mandamentos para que o homem 
seja adequadamente corrigido, como está escrito, “a alma do homem o 
ensinará.”
157) Um deve aumentar a similaridade com o REI SUPERIOR no mundo. É 
por isso que as águas desse rio que se prolonga e para fora flui (que é a 
Yesod superior) nunca param. Assim, o homem, também, nunca deve 
impedir o rio e sua fonte neste mundo, mas deve dar filhos.
223-224) Quando um vê que maus pensamentos vêm sobre ele, ele se deve
envolver na Torá, e eles partirão. Quando essa inclinação do mal vem para 
tentar uma pessoa, ele deve atrai-la para a Torá, e ela o abandonará.
Aprendemos que quando o lado mau se encontra diante do CRIADOR para 
acusar o mundo pelas más acções que ele fez, o CRIADOR tem 
misericórdia do mundo e aconselha as pessoas a como serem salvas dele 
de modo a que ele não as controle nem a suas acções. E qual é o 
conselho? É mergulhar na Torá, e elas serão salvas dele, como está 
escrito, “Pois o mandamento é uma vela e o ensinamento é luz,” “Para vos 
guardar da má mulher.” Assim, a Torá guarda um da inclinação do mal.
228) Felizes são Israel, pois eles aderem ao CRIADOR como deve ser, e 
ELE dá-lhes o conselho pelo qual serem salvos de todos os outros lados 
no mundo, uma vez que eles são uma nação sagrada para SUA quota e 
para SEU lote. Assim, ELE lhes dá conselho sobre toda e cada coisa. 
Felizes são eles neste mundo e no próximo.
252) E aquele que mergulha na Torá e boas acções causa à assembleia de 
Israel, Divindade, a levantar sua cabeça enquanto no exílio. Felizes são 
aqueles que mergulham na Torá durante o dia e à noite.
Zohar Hadash, VaYeshév [E Jacó Se Sentou]
9) Quando uma pessoa se aproxima da Torá, que é chamada “boa,” ela se 
aproxima do CRIADOR, que é chamado “bom.” Então ela se aproxima de 
ser justa, que é chamado “bem.” e quando ela é justa, Divindade está 
sobre ela, lhe ensinando os altos segredos da Torá pois a Divindade 
acasala somente com o bem, que é justo. E o justo e justiça [Tzadik e 
Tzedek respectivamente], que é a Divindade, andam juntos.
11-12) “Os olhos de tudo VOS aguardam,” aguardando o alto óleo de unção
que flui de Moach que está mais escondido que todos aqueles que estão 
escondidos, de AA, iluminação de GAR, para todos, Yesod. E então “Lhes 
dais seu alimento a seu tempo,” em Malchut, chamada “Seu tempo,” uma 
vez que quando “tudo,” Yesod, desperta a noiva, a Assembleia de Israel—
Malchut, chamada “O todo do SENHOR”—então ELE tem piedade do 
mundo e todos os mundos estão em alegria e brincadeira da iluminação de
GAR.
Então está escrito, “VÓS abris VOSSA mão e satisfazeis a vontade de toda 
a coisa viva.” Este é o desejo dos desejos, que desce de Mocha Stimaá de 
AA a tudo, Yesod. E quando tudo é abençoado, todos os mundos são 
abençoados, como está escrito, “O SENHOR é justo em tudo,” “O SENHOR
é proximo de tudo.”
Parashat Mikétz
 Mikétz (No Final)
(Génesis, 41:1-44:17)
Sumário da Porção
A porção, Miketz (No Final), começa com o sonho de Faraó com sete vacas 
saudáveis e bem alimentadas que vêm do Nilo, seguidas de sete vacas 
magras e desnutridas. Num segundo sonho, Faraó vê sete espigas de trigo
saudáveis e cheias, seguidas de sete espigas que eram finas e 
chamuscadas. Como com as vacas, as espigas finas comem as cheias. 
Nenhum dos conselheiros do Faraó conseguiu interpretar seus sonhos. O 
chefe copeiro, que foi salvo, recordou-se de José e seu presente de 
decifrar sonhos. Ele tomou a oportunidade e pediu para tirar José da 
prisão. José veio e solucionou o sonho de Faraó. Ele disse que haveriam 
sete anos de prosperidade e fartura no Egipto, imediatamente seguidos de 
sete anos de fome, e que Faraó se deveria preparar para eles. José também
sugeriu como Faraó se deveria preparar para eles. Faraó nomeou José 
como encarregado, segundo somente ao rei, para que ele montasse os 
armazéns.
Certamente, os sete anos de fartura foram seguidos de sete anos de fome, 
e a nação inteira se voltou para José para aliviar sua fome e os ajudar 
através disso. Cada um, incluindo os filhos de Jacó, que estavam na terra 
de Israel, vieram para o Egipto para evitar a fome. Os filhos de Jacó vieram 
até José, mas eles não reconheceram seu próprio irmão. Inicialmente, José
pensava que eram espiões. Posteriormente, ele enviou Simeão para a 
prisão e disse para seus irmãos, "Regressai, mas sem Simeão." José 
escondeu uma taça nos pertences de Benjamin e declarou que se o ladrão 
que roubou a taça fosse apanhado, ele seria condenado à morte, e todos 
seriam punidos.
Os irmãos regressaram para Jacó e contaram-lhe do pedido de José que 
seu irmão, Benjamin, deveria descer ao Egipto com eles. Inicialmente, Jacó
recusou enviar Benjamin de volta a Faraó pois ele já havia perdido José e 
Simeão, mas ele finalmente concordou em libertá-lo.
A porção descreve os diferentes apuros que José fez seus irmãos 
atravessar, os fazendo se separarem, mas os irmãos reforçaram sua 
unidade.
A porção termina com todos estarem no Egipto.Benjamin é acusado de 
roubar a taça, e José decide mantê-lo como escravo.
Comentário
Estas histórias representam diferentes estados que devemos atravessar à 
medida que avançamos na correcção de nossas almas. A Torá conta-nos 
como devemos executar a correcção.
Não há necessidade de corrigir-mos nossos corpos porque eles são parte 
do reino animal e existem como todos os outros animais. Devemos obter 
nossas almas, contudo, a partir do presente estado, e esta porção narra 
como devemos abordar a correcção e alcançar o nascimento de nossas 
almas.
Está escrito, "EU criei a inclinação do mal; EU criei para ela a Torá como 
tempero" (Masechet Kidushin, 30b). Por outras palavras, nossa fundação é 
a inclinação do mal, nosso ego. Quando reconhecemos o ego e 
começamos a trabalhar com ele, experimentamos em primeira mão o 
processo inteiro que a Torá descreve.
As anteriores porções lidaram com o ponto no coração que desperta e se 
desenvolve numa pessoa. Todos nós viemos de um Kli (vaso) quebrado, 
que deve ser corrigido e conectado. Esta é a correcção através da qual 
alcançamos a regra, "Ama teu próximo como a ti mesmo; é a grande regra 
da Torá,"* se referindo à conexão de todos nós em um único Kli, quando 
todas as pessoas são como um.
Primeiro, o povo de Israel alcançará a unidade. Subsequentemente, eles 
servirão como "uma luz para as nações" e conectarão todos a esse Kli. 
Logo, "Todos eles ME conhecerão do menor deles ao maior deles" 
(Jeremias 31:33). Conhecer significa alcançar, como está escrito, "E o 
homem conheceu Eva, sua esposa" (Génesis 4:1). É esta a meta que 
devemos alcançar, e ela é alcançável somente através de união.
Quando nos conectarmos, descobriremos quão perversos nós somos, 
quão indesejável a conexão é para nós, e como preferimos evitá-la. 
Aqueles entre nós pensam nestes dias sobre amor fraterno, sobre "ama 
teu próximo como a ti mesmo"? Embora esteja escrito na Torá, embora 
seja uma grande regra sobre a qual a inteira Torá se apoia, ninguém se 
envolve na verdadeira implementação desta ideia.
Virtualmente nos esquecemos dessa única regra, sem a qual a inteira Torá 
é insignificante. A porção explica como devemos abordar a correcção fase 
após fase. Todos os Mitsvot (mandamentos) na Torá são senão correcções 
interiores de nós mesmos para alcançar este princípio - a grande regra da 
Torá, e mudar do amor ao homem para o amor a Deus, como Baal HaSulam
escreveu em Matan Torá (A Doação da Torá), e A Arvut (A Garantia Mútua).
O amor ao homem é o Kli dentro do qual aparece a luz superior do Criador 
e a revelação do Criador às criaturas é o propósito da Criação, como está 
escrito, "E todos eles ME conhecerão do menor deles ao maior deles."
Quer queiramos ou não, atravessamos fases nas quais descemos a um 
estado chamado Faraó. Nesse estado, o ego aparece. Faraó, o ego, 
aparece precisamente quando nos queremos unir, quando 
compreendemos que o propósito da Criação é obter conexão, união. 
Quanto mais tentamos concretizá-la entre nós, mais descobrimos Faraó 
dentro de nós. Faraó é um grau grande e importante no nosso progresso 
para a realização do grau espiritual, o nível humano.
A vida como a conhecemos é no nível animal. Para alcançar o nível 
humano, precisamos de estar conectados como Adam HaRishon (Adão, o 
primeiro homem), que incluía a inteira humanidade dentro dele. A alma de 
Adão dividiu-se em 600,000 almas, que então se multiplicaram de modo em
que em cada um de nós haja uma centelha de Adam HaRishon. O nível 
humano é o nível de colectar essas centelhas em cada um de nós. 
Contudo, estamos ainda no nível animal e devemos nos elevar do nível 
animal ao nível falante.
A porção explica que podemos subir ao nível falante somente ao 
reconhecer Faraó dentro de nós, com o desejo egoísta que quer somente 
receber nada dar. Aproximamos-o e chegamos a conhecê-lo precisamente 
quando estamos num estado que ele nos "alimenta," e nós estamos 
desamparados contra ele.
É o mesmo nas nossas vidas hoje: se deixarmos nossos egos, nada 
teremos para comer. Se, por exemplo, abolirmos toda a competitividade 
entre nós, a inveja, cobiça e perseguição de poder e respeito, o mundo 
deixará de se desenvolver. Deste modo, precisamos destas forças, como 
está escrito, "Inveja, cobiça e honra libertam o homem do mundo."** 
Estas forças libertam-nos deste mundo, e para um mundo mais alto e mais 
espiritual.
Devemos chegar a conhecer Faraó, nosso ego, num sentido mais 
profundo. Devemos trazer-nos a querê-lo, embora naturalmente não 
queiramos. Esse desejo contradiz nossa inclinação natural.
Se nos direccionarmos para a conexão com as pessoas, compreendendo 
que o propósito da Criação é alcançar amor e conexão, aparentemente nos
opomos a ele. Deste modo, o ego necessariamente aparece em nós. Por 
outro lado, o ego compreende que devemos usar todas nossas boas 
qualidades.
Esta situação instiga uma divisão em duas forças - a força de Jacó e a 
força de Faraó, ou a força de José e a força de Faraó. Gradualmente, 
aprendemos a discernir entre essas duas forças em nós e compreendemos
como elas se complementam uma à outra, como José se mistura com 
Faraó, e como Faraó se mistura com José.
José é "o justo José." Ele é Yesod, que colecta todas nossas qualidades de
doação - dar e o amor. Faraó é a correcção de todas as más qualidades 
egoístas. Estas duas qualidades devem se unir em prol de se 
complementarem uma à outra, para que as qualidades más se tornam 
boas, para que a inclinação do mal se torna a boa inclinação do bem, como
está escrito, "O anjo da morte está destinado a se tornar o sagrado 
anjo.”***
Estes processos acontecem dentro de nós. Reparamos que estamos 
confusos, como Faraó, que está confuso pelo seu sonho. Um sonho é uma 
indicação muito elevada do nosso progresso. Ele ocorre quando estamos 
confusos e desorientados. Na transição de estado para estado, não 
compreendemos o que se está a passar, tendo abandonado o estado 
anterior, mas ainda não alcançámos o reconhecimento, o novo 
entendimento e deste modo estamos confusos.
Quando nos envolvemos em auto-examinação, ou em pesquisa ainda mais 
superficial, experimentamos períodos onde ainda não estamos em controlo
da nova percepção. Ao mesmo tempo, devemos abandonar a percepção 
antiga ou não seremos capazes de subir para o novo nível. É por isso que 
esse estado é chamado "um sonho." Similarmente, no nosso mundo, entre 
cada dois dias deve haver a noite, trevas, abandono do intelecto, razão. O 
sonho ajuda-nos a preparar para percepcionar o que o novo dia nos 
reserva.
Aqui podemos ver a mistura que existe entre qualidades espirituais, as 
qualidades do Criador e as qualidades da pessoa, a criatura. As qualidades
do Criador, que visa doar somente, são chamadas "o lado direito." As 
qualidades da criatura, que visa inteiramente receber, são o "lado 
esquerdo." A conexão entre elas ocorre quando Jacó e seu agregado 
inteiro desce para o Egipto.
Jacó está no Egipto e se mistura com os Egípcios em prol de mais tarde 
suscitar todos os Kelim, para suscitar todo o poder do ego, excepto o 
próprio ego. Este estado é chamado "E posteriormente eles sairão com 
grande substância" (Génesis 15:14).
A inteira porção lida com a descida para esse estado. Podemos ter bons 
desejos, mas ainda somos incapazes de progredir com eles porque estes 
desejos são demasiado magros.
Quando começamos a estudar, descobrimos um desejo de avançar e nos 
compreendermos a nós mesmos, de conhecer a realidade que nos 
governa, a realidade superior. Por outro lado, sentimos que não temos este
poder. Por outro lado, sentimos que o processo que estamos a atravessar 
está pré-instalado em nós, então é inevitável que descubramos a 
inclinação do mal, Faraó, dentro de nós. Nossas boas qualidades estão 
incluídas nas qualidades egoístas e isto é chamado "pois a fome estava na 
terra de Canaã" (Génesis 42:5). Deste modo, não temos escolha senão 
descermos ao Egipto.
Quando não vemos a espiritualidade como uma forte base, nos tornamos 
incluídosna nossa vontade de receber. A vontade de receber então cresce 
e torna-se mais cruel e mais intensa, até ao ponto que parece que ela está 
prestes a nos engolir. Mas quando avançamos na direcção certa, 
descobrimos que José já existe dentro de nossa vontade de receber.
José está já no Egipto, e através disso nos tornamos incluídos no ego. É 
por isso que há sempre uma espécie de partição entre as qualidades de 
doação e as qualidades de recepção.
José diz para Simeão que os irmãos são espiões, e envia o resto dos 
irmãos para sua pátria. Contudo, eles não têm escolha senão regressar ao 
Egipto porque não temos escolha senão trabalhar com o ego, a vontade de
receber, ou não haverá progresso de todo.
O ego foi criado contra nós, e se não o invertermos em prol de doar, não 
seremos capazes de entrar na Criação e descobrir o mundo superior.
De facto, trabalhamos somente com nossas próprias qualidades. É por 
isso que esta sabedoria é chamada Chochmat HaKabalah (a sabedoria da 
recepção) uma vez que recebemos dentro dos vasos de recepção os Kelim 
que foram cruéis. Sentimos o mundo espiritual somente depois de 
corrigirmos nossos Kelim.
Como acaba de ser dito, os irmãos regressaram a José pela segunda vez. 
Contudo, desta vez José deu-lhes um Kli, uma taça que ele recebeu do 
Egipto. Ele entregou-a para a casa de Jacó, assim puxando todos eles de 
volta e todos os filhos de Israel desceram para o Egipto. José está 
conectado ao Egipto de uma maneira especial - na qualidade de Yesod que 
o caracterizou. Esta qualidade concentra dentro dela todas as qualidades 
superiores que entram em Malchut - nossa vontade de receber - através 
dela.
José casou com a filha de um dos conselheiros espirituais de Faraó, 
Osnat, e tiveram dois filhos, Efraim e Manassés (Menashê). Isto significou 
que com a entrada dos filhos de Israel no Egipto, Faraó começou a mudar. 
Parece que embora uma conexão tivesse sido feita que funcionou a favor 
de Faraó, uma vez que o mundo inteiro vinha até ele, até Malchut - a única 
que pode fornecer nutrição. Mas esta nutrição foi na realidade recebida das
primeiras nove Sefirot, não de Malchut.
As primeiras nove Sefirot estão incluídas em Malchut porque primeiro elas 
têm de ser incluídas em Faraó, Malchut. Absorvemos estas qualidades e 
usamos-as em prol de receber. Usamos aquilo que adquirimos para nosso 
próprio benefício - enganando as pessoas, corrompendo bons meios e 
roubando quando quer que possível.
Devemos atravessar tal período em que nossas boas qualidades são 
"cativas." embora as usemos para nosso próprio prazer, elas ainda 
trabalham gradualmente sobre nós, tal como com os filhos de Israel no 
Egipto. Quando os filhos de Israel desceram ao Egipto, eles se conectaram
a Faraó para que posteriormente, quando as pragas descessem sobre 
Faraó, eles ainda sentiriam que não podiam permanecer mais com a 
vontade geral de receber e trabalharem a favor de seus egos, e então eles 
correriam com grande substância.
A conexão entre as qualidades do Criador e as qualidades da criatura. As 
nove Sefirot do Criador entram na décima Sefirá (singular de Sefirot), 
Malchut, a qualidade da criatura, nosso ego, mas isso não acontece 
instantânea mas gradualmente.
Perguntas e Respostas
Nesta porção, José testa seus irmãos, separando-os. Eles superam-o e se 
reúnem, então ele separa-os novamente. Parece que presentemente o 
mundo está em semelhante situação: compreendemos que temos de nos 
conectar, mas não conseguimos, devido a nossos egos. O que podemos 
aprender desta porção sobre a direcção que o mundo deve tomar?
Esta porção serve como um grande sinal de aviso, especialmente para o 
povo de Israel. O povo de Israel tem de descer a Faraó. Isto é, devemos ir 
para o mundo e ajudá-lo a subir. Se falharmos fazer isso, será mau pois 
esse não é o caminho da Torá.
Devemos direccionar todos nosso ensinamento, toda a luz para disseminar
a sabedoria da Cabala pelo mundo. Ela é chamada o "chifre do Messias."
Está escrito em O Zohar que somente através do poder de O Livro do 
Zohar sairão os filhos de Israel do exílio. Contudo, ainda não estamos no 
exílio; primeiro devemos entrar nele. Exílio é quando nos queremos 
conectar mas não sabemos como o fazer pois há algo que nos impede. 
Procuramos o ego, que nos impede, e devemos encontrar Faraó dentro de 
nós e entre nós. É por isso que primeiro nos devemos conectar entre nós 
tanto quanto pudermos, como em "todos de Israel são amigos.”****
Devemos circular a Educação Integral de "Ama teu próximo como a ti 
mesmo" pela nação e explicar de uma maneira cientifica tudo aquilo que a 
Cabala divulga - que devemos obter unidade e garantia mútua, ou nossa 
situação será desesperante. Devemos transmitir ao mundo a mesma 
mensagem, também, ou o mundo inteiro virá até nós com exigências. Eles 
não saberão sequer porquê, mas estarão certos pois isso é de acordo com 
as leis da Natureza. Esta exigência do mundo é "a guerra de Gog uMagog,"
a guerra do fim dos dias.
É por isso que a casa de Jacó desce ao Egipto, e é isso o que nós, 
também, devemos fazer. Devemos começar a nos conectar entre nós, 
sentindo nossos Faraós internos, e devemos começar a cuidar deles. 
Devemos estudar a Torá de tal modo que ela se torne para nós uma luz 
reformadora. Por outras palavras, vamos atrair luz para nós através do 
desejo de nos unirmos.
Quando estudamos Torá, direcciona-mo-nos somente para a conexão. Não 
aspiramos ao conhecimento ou esperteza, mas somente à união entre nós. 
Esta é a regra que a Torá exige de nós: "Ama teu próximo como a ti 
mesmo; ela é a grande regra da Torá." Essa é a única razão pela qual a 
Torá foi dada.
"EU criei a inclinação do mal; EU criei a Torá como tempero pois a luz nela 
a reforma." Devemos observá-la e hoje o mundo inteiro exige-o de nós.
Logo, finalmente organizaremos nossa nação. Nossa nação foi fundada 
sobre a unidade dos exílios desde a Babilónia ao redor de Abraão. 
Maimónides escreve que eles estavam conectados baseando-se na regra, 
"Ama teu próximo como a ti mesmo," e foi por isso que se tornaram uma 
nação. Assim que perdemos esse princípio, deixámos de ser uma nação. 
Em vez disso, nos tornámos uma colecção de exílios. Estamos ainda no 
exílio, numa espécie de colecção, então devemos circular estas palavras e 
notificar todos tão rápido quanto pudermos.
Se circularmos por todas as nações o método para conectar todos em 
mutualismo, como a Natureza o exige, como a presente crise o exige, de 
acordo com a sabedoria da Cabala, veremos diferentemente como todos se
relacionam para nós. Eles exigirão se conectar e pedirão ajuda.
O que significam os anos de fartura e os anos de fome, e porque é o 
número sete mencionado duas vezes?
Esse é um processo pelo qual devemos passar, em ascensões e descidas, 
uma vez no nível animal e uma vez no nível vegetativo. É semelhante à 
quebra dos dois Templos. Numa descida do alto, do grau de Jacó, 
precisamos de descer uma vez mais ao nível de Mochin de Chayiá e uma 
vez no nível de Mochin de Neshamá. É o mesmo com os dois Templos, o 
Primeiro Templo e o Segundo Templo, o mesmo como a ruína que nos 
aconteceu no mundo espiritual, o mundo de Nekudim.
Cada pessoa terá de o experimentar pessoalmente?
A uma extensão, todo e cada um de nós experimenta este processo.
Mas quando avançamos juntos para a conexão, esse não é um problema; 
podemos atravessar o processo inteiro com alegria.
Se disseminarmos a sabedoria e o mundo escutar e compreender, será 
necessário que o mundo atravesse este processo?
Ele é o reconhecimento do mal. É assim que chegamos a conhecer nossa 
doença. Tal como um médico usa o diagnóstico para examinar a 
enfermidade de uma pessoa e prescreve o remédio adequado, nós 
"diagnosticamos o mal" e subimos a um grau mais alto. Deste modo, não 
devemos ter medo. Se todos marcharmos para a garantia mútua e unidade,
não teremos problemas pois até as coisas que parecem indesejáveis 
funcionarão para nossa realização do grau que foi preparado para nós - 
Yashar El (direitoa Deus), direito à união.
Termos
Anos de Fartura e Anos de Fome
“Anos de fartura e anos de fome" são os sobes e desces que devemos 
atravessar, que se dividem em anos. O número sete representa as Sefirot 
Chésed, Gevurá, Tiféret, Netzách, Hod, Yesod e Malchut.
Estes anos conectam-se a Zeir Anpin, que contém seis Sefirot, com 
Malchut. Esta conexão cria um novo Kli entre as qualidades do Criador e 
as qualidades da criatura.
A sabedoria da Cabala refere-se às seis qualidades como "o SAGRADO 
ABENÇOADO seja ELE (Kadosh Baruch Hu)." A sétima qualidade é a 
Shechiná (Divindade), que é presentemente Faraó, também conhecido 
como "Divindade em exílio." Depois da correcção, Faraó torna-se um lugar 
sagrado - em prol de doar - o lugar de nossas almas, o lugar da conexão 
entre nós.
Os Sábios do Egipto
A sagacidade do Egipto é chamada "sabedoria externa." Ela afirma que 
você não precisa de mudar por dentro em prol de obter todo o bem nesta 
vida e na vida espiritual, e que se pode acomodar com o intelecto. Estudar 
sem mudar; não pensar sobre a correcção do coração, no seu ego, que 
você precisa de mudar; estude algumas páginas e ficará feliz. Isto, em 
essência, é a sabedoria do Egipto, tal como está escrito, "há sabedoria nas
nações - acredita."*****
Grão e Fome
"Fome" é uma sensação da vontade de receber que não se consegue 
satisfazer a si mesma. O grão corresponde ao grau de fome no qual você 
sofre. Isto refere-se a dois graus - o grau de Mochin de Chayiá e o grau de 
Mochin de Neshamá.
Irmãos
"Irmãos" significa conexão. Quando os desejos de receber se conectam 
em intenções comuns e Masachim (telas) comuns, quando todos se 
desejam unir em prol de obter a meta sublime, eles são chamados 
"irmãos." É por isso que há Malchut, Egipto, Faraó e no alto há a inteira 
casa de Jacó. (Yod-Hey-Vav-Hey) vezes três linhas, quatro letras vezes três 
linhas, que são os doze irmãos.
Uma Refeição
O preenchimento do Kli acontece quando há comida e bebida. Como em 
Purim, isso exige duas porções. Esta é toda a luz, os sabores que se 
espalham da Péh (boca) do Partzuf para baixo. A luz interna que se espalha
pelo Partzuf é chamada "uma refeição." Se o fazemos em Partzufim que 
estão integrados juntos, isso é como a lei dos vasos que se comunicam, 
onde todos se preenchem com o mesmo nível, que é chamado "uma 
refeição de irmãos." É por isso que essa é a única condição onde o termo, 
"Quando irmãos também se sentam juntos” (Salmos 133:1) é verdadeira.
De O Zohar: E os Homens Tinham Medo pois Eles Foram Trazidos para a 
Casa de José 
“A boa inclinação precisa da alegria da Torá, e a inclinação do mal precisa 
da alegria do vinho, adultério e orgulho. É por isso que o homem precisa 
sempre de a enfurecer desse grande dia, o dia do juízo, o dia da contagem, 
quando tudo o que protege uma pessoa são as boas acções que ela faz 
neste mundo para que elas o protejam a partir desse tempo." 
Zohar para Todos, Mikétz (No Final), item 198
* “Ama teu próximo como a ti mesmo. Rabbi Akiva diz, 'É uma grande regra
na Torá’” (Talmude de Jerusalém, Seder Nashim, Masechet Nedarim, 
Capítulo 9, p 30b).
** Mishná, Seder Nezikin, Masechet Avot, Capítulo 4, p 27.
*** Mencionado em Os Escritos de Rabash, Vol 1, “O que é Torá e Trabalho 
no Caminho do Criador?”
**** Mishná, Shekalim, Ikar Tosfot Yom Tov, Capítulo 8, Mishná 1.
***** “Se um vos disser, 'há sabedoria nas nações, acreditai; há Torá nas 
nações, não acrediteis” (Midrash Rába, Eichá, Parashá 2, Parágrafo 13).
Faça-se A Luz - Beresheet, Mikétz
Mikétz [No Final]
3-6) Vede como as pessoas devem considerar a obra do CRIADOR e 
mergulhar em Torá dia e noite, de modo a conhecer e observar SUA obra, 
pois a Torá declara diante do homem todo o dia e diz, “Quem que seja 
ingénuo, deixai-o virar aqui.”
E quando uma pessoa se envolve na Torá e se apega a ela, ela é 
recompensada com o fortalecimento na árvore da vida, ZA. E quando uma 
pessoa é fortalecida na árvore da vida neste mundo, ela fortalece-a para o 
mundo vindouro. E quando as almas abandonam este mundo, os graus do 
mundo vindouro serão corrigidos para elas.
A árvore da vida divide-se em vários graus, e todos eles são um. Isto assim
é pois há graus na árvore da vida, um em cima do outro—ramos, folhas, 
cascas, tronco, raízes e tudo é a árvore. Similarmente, aquele que 
mergulha na Torá é corrigido e se fortalece na árvore da vida, o tronco da 
árvore.
E todos os filhos de Israel são fortalecidos pela árvore da vida; todos eles 
literalmente se apegam à árvore mas alguns ao seu tronco, alguns aos 
ramos, alguns às folhas e alguns às raízes. Sucede-se que todos eles se 
apegam à árvore da vida, e todos aqueles que se envolvem na Torá se 
agarram ao tronco da árvore. Por esta razão, aquele que se envolve na Torá
se agarra à árvore inteira, pois o tronco da árvore contém toda ela.
10) Quando o CRIADOR criou o mundo superior, Biná, ELE estabeleceu 
todas as coisas como devem ser e suscitou luzes que brilham de todos os 
lados, que são as três linhas, e todas são uma. ELE criou os céus acima, 
ZA, e a terra acima, a Nukva, para que todos eles fossem estabelecidos 
como um, Biná e ZON, em favor dos inferiores.
32) “O SENHOR favorece aqueles que O temem.” Ó como deseja o 
CRIADOR os justos, uma vez que os justos fazem a paz acima, em AVI, e 
fazem a paz abaixo, em ZON, e trazem a noiva a seu marido. E por esta 
razão, o CRIADOR deseja aqueles que O temem e que fazem SUA vontade. 
Através dos MAN que eles elevam a ZON, ZON, também, elevam MAN a AVI,
e um Zivug ocorre acima, em AVI, e abaixo, em ZON. E eles trazem a noiva, 
Nukva, ao seu marido, ZA, para acasalar. Por esta razão, o CRIADOR, ZA, 
somente a eles os deseja, pois sem eles não haveria paz, que é um Zivug, 
em acima em AVI nem abaixo em ZON.
51) Todas as acções no mundo dependem de alguns nomeados, pois vós 
não tendes uma lamina de grama abaixo que não tenha um nomeado 
acima, que a golpeie e lhe diga, “Cresce.” E todas as pessoas no mundo 
não sabem e não zelam pela sua raiz—a razão pela qual elas estão no 
mundo.
52) Felizes são aqueles que se envolvem na Torá e que sabem como 
observar o espírito da sabedoria. “ELE fez toda a coisa bela a seu tempo,” 
portanto em todas as acções que o CRIADOR fez no mundo, há um grau 
que é nomeado sobre essa acção nesse mundo, tanto para o melhor como 
para o pior.
53) Pois o mundo inteiro e todas as acções no mundo estão conectadas à 
santidade somente pelo desejo do coração, quando ele entra na vontade 
do homem. Está escrito, “Conhecei este dia, e repousai-o no vosso 
coração.” Felizes são os justos que atraem boas acções pela vontade de 
seus corações, para fazerem o bem a si mesmos e ao mundo inteiro. Eles 
sabem como aderir num tempo de paz, quando há um Zivug do superior, 
chamado “paz.”
55) Porque deve um jubilar com o mal? Se a acção que ele fez o prejudicou
devido ao grau que foi nomeado sobre ela da esquerda, ele deve estar feliz 
e grato por este mal que chegou a ele, pois ele mesmo o causou, uma vez 
que ele avançou sem conhecimento, como um pássaro aprisionado. E 
agora, dado que ele obteve conhecimento através da punição, ele sabera 
como fazer o bem na sua vida. Assim, ele deve ser feliz e grato pela 
punição.
56) Felizes são aqueles que se envolvem na Torá, que conhecem os 
caminhos e trilhos da lei do ALTO REI, para caminhar nele no caminho da 
verdade.
57) Um nunca deve abrir a sua boca para o mal, pois ele não sabe quem 
recebe a palavra. E quando uma pessoa não sabe, ela falha nisso. E 
quando os justos abrem suas bocas, tudo é paz.
177-178) Não há uma palavra na Torá que não possua sublimes e sagrados 
segredos, e caminhos para as pessoas se fortalecerem a si mesmas.
O CRIADOR fez-o para que o homem se fortalecesse a si mesmo na Torá e 
para caminhar no caminho da verdade e em direcção ao lado direito, e não 
para o lado esquerdo. E porque as pessoas necessitam de caminhar no 
lado direito, elas devem aumentar o amor de um com o outro. Isto assim é 
porque amor é considerado“direita,” e não havera ódio de um com o 
outro, que é considerado esquerda, de modo a não enfraquecer a direita—
o lugar ao qual Israel se apegam.
179) É por isso que há uma boa inclinação e uma má inclinação. E Israel 
precisam de fazer a boa inclinação prevalecer sobre a má inclinação 
através de boas acções. Se uma pessoa se encosta à esquerda, a 
inclinação do mal supera a boa inclinação. E naquele que é defeituoso, a 
má inclinação complementa seu pecado, dado que este vilão é 
complementado somente através dos pecados das pessoas.
180) Por esta razão, o homem deve ser cauteloso para que a inclinação do 
mal não seja complementada pelos seus pecados. E ele deve ser vigilante, 
para que a boa inclinação seja complementada com sua contínua inteireza,
e não a inclinação do mal. Assim, “Não digais, ‘Eu pagarei com o mal,’” 
dado que através do ódio intensificais a esquerda e complementais a 
inclinação do mal. Em vez disso, “Esperai pelo SENHOR e sereis salvos.”
195) Um sempre deve irar a boa inclinação sobre a má inclinação e se 
esforçar por isso. Se ela o abandonar, bom. Se não, deixai-o se envolver na
Torá, dado que nada quebra a inclinação senão a Torá.
209) Quando um ora ao CRIADOR, ele não deve olhar se sua salvação 
chegou ou não, pois quando ele olha, vários litigantes vêm para olhar para 
suas acções.
266) O CRIADOR fez a direita, e ELE fez a esquerda, para conduzir o 
mundo. Uma é chamada “bem,” “direita,” e a outra é chamada “mal,” 
“esquerda.” O homem inclui ambas se aproxima do CRIADOR com tudo, 
como está escrito, “Em ambas tuas inclinações—a boa inclinação e a 
inclinação do mal.”
Parashat VaYigásh
VaYigásh (Judá Se Aproximou)
(Génesis, 44:18-47:27)
Sumário da Porção
Na porção, VaYigásh (Judá Se Aproximou), José pede a seus irmãos para 
deixarem Benjamin, tendo descoberto a taça de prata que ele mesmo 
escondeu nos seus pertences. Judá explica a José que ele não pode deixar
Benjamin para trás pois é responsável por ele, e ele prometeu a seu pai o 
trazer de volta em segurança. Judá diz a José que ele já havia perdido um 
irmão, desconhecedor que José é aquele que gere o evento por trás das 
cenas.
José decide se expor a si mesmo a seus irmãos. Ele conta-lhes como ele 
ser vendido à escravidão se tornou o melhor, e que agora ele pode apoiar 
sua família pois ele é o encarregado de todo o Egipto. Depois da 
reconciliação, José envia os irmãos a Jacó com carroças e bens e pede a 
Jacó para vir para o Egipto.
Inicialmente, Jacó não consegue acreditar na historia. Mas assim que os 
irmãos o presenteiam com o presente de José, ele fica deleitado e quer ir 
para o Egipto para ver José antes que morra. No caminho para o Egipto, 
Jacó pára e oferece sacrifícios. O Criador aparece a Jacó e promete-lhe 
que seus descendentes serão uma grande nação no Egipto e que 
eventualmente todos eles regressarão à terra de Israel.
Jacó e seus filhos chegam ao Egipto, na terra de Gósen (Goshen), onde 
José os encontra. Ele irrompe em lágrimas quando vê seu pai passados 
todos esses anos. José conta-lhes que Faraó os quer encontrar.
Para preparar o encontro, José diz à família para dizer que são pastores e 
desejam viver num lugar separado dos Egípcios, na terra de Gosén. José 
apresenta seu pai e irmãos a Faraó, que concorda que eles viverão na terra
de Gósen.
A fome continua e José provê para todos. Os Egípcios e todos os outros 
que abdicam de seu dinheiro e eventualmente de si mesmos como 
escravos de Faraó.
No fim da porção, José estabelece um sistema de taxação pelo qual Faraó 
guarda todos os bens; ele fornece aos Egípcios sementes para suas 
colheitas, e eles lhe dão um quinto da colheita.
Comentário
A porção descreve tanto os processos internos do desenvolvimento do 
homem como o processo geral da correcção do mundo. O homem e o 
mundo são um; particular e geral são iguais.
Esta é uma porção especial, que é ainda pertinente. Ela lida com a força 
espiritual que entra numa pessoa e a corrige.
Para o propósito da conexão, uma pessoa precisa tanto da força física 
como da força espiritual, tal como os céus e a terra. As duas forças - do 
Criador e da criatura - se juntam, e a vontade humana cresce delas. Este é 
verdadeiramente o propósito de nosso desenvolvimento, de conectar a 
substância material com a forma humana, que é semelhante ao Criador.
Não é simples fazer estas duas forças se encontrarem. A Criação consiste 
somente destas duas forças - a força de dar, o Criador e a força de receber,
a criatura, que o Criador criou propositadamente como uma réplica de Si 
Mesmo.
As duas forças têm de se juntar, então a criatura se torna incluída no 
Criador, e o Criador se torna incluído na criatura, onde há entendimento, 
uma conexão entre eles. Nessa conexão, a criatura pode apresentar 
pedidos ao Criador, que os compreende e doa sobre a criatura através de 
sua conexão mútua, através da parte do Criador que está na criatura, para 
que a criatura, também, possa compreender o Criador.
Isso é semelhante aos relacionamentos entre as pessoas. Assumamos que
não temos conexão entre nós e simpatizamos com os sentimentos uns dos
outros, cada um de nós recebe uma parte do outro. A conexão entre nós é 
feita através das partes que temos em comum.
No mundo material, também, devemos regular instrumentos para os fazer 
trabalhar no mesmo comprimento de onda, para que se possam 
"compreender" uns aos outros. Por exemplo, para um computador 
"compreender" outro, precisa de haver um modem com certas limitações, 
certos registos, e assim por diante.
Isso é semelhante com a conexão entre o Criador e a criatura. O propósito 
inteiro da Criação é para a criatura ascender em Dvekut (adesão) ao grau 
do Criador. Eles alcançam Dvekut de acordo com sua equivalência de 
forma, equivalência de suas qualidades. No fim, o humano deve ter as 
qualidades do Criador.
"A inclinação no coração do homem é ma desde sua juventude” (Génesis 
8:21). Nós somos Faraó; essa é nossa natureza, nosso "eu." A primeira 
qualidade do Criador que aparece em nós é chamada Abraão. É por isso 
que ele é chamado "o pai da nação," ou seja a qualidade de doação em 
nós.
Subsequentemente, a partir da linha de Abraão, a linha direita, a linha de 
Chésed, emerge da qualidade de Gevurá, Isaac. Finalmente, a qualidade de 
Tiféret - que é Jacó - sai.
Jacó é o princípio da formação da conexão certa entre Abraão e Isaac; é 
isto que faz dele o patriarca mais especial, o sénior. Ele consegue 
combinar as duas forças, doação e recepção, e as organizar dentro dele na
linha média.
Contudo, isso não é suficiente. Precisamos de aprender nós mesmos 
como implementar estas três linhas, que chegam até nós do alto, do 
Criador. A porção descreve como a força superior gradualmente nos 
permeia, tal como a água coa para o solo para chegar ao lugar onde está 
seco, ao Egipto.
O cerne do problema reside nas qualidades de Jacó, que também são seus
filhos. Com a exclusão de José, eles não compreendem o que devem fazer.
José compreende que há necessidade de unir todos os filhos. Ele diz-lhes 
"Todos vós vos dobrareis para mim pois eu sou a Yesod, a fundação que 
une todos vós." Mas eles não compreendem.
Embora contenhamos todas as qualidades e comecemos a conectá-las 
juntas, não compreendemos como o fazer. É por isso que vender e 
comprar nos ensina como trabalhar com essas qualidades dentro de nós.
A sabedoria da Cabala não lida com eventos históricos, ela lida com a 
correcção do homem por dentro. Nosso inteiro processo de trabalho trata-
se da correcção. Inicialmente, absorvemos a qualidade de doação, amor, e 
afinidade aos outros. Correspondentemente, nos aproximamos do Criador, 
mudamos e nos corrigimos a nós mesmos.
A porção conta-nos como as coisas se revelam, começando com a venda 
de José no Egipto. José é a força de doação, enquanto o Egipto é nosso 
vaso de recepção, o desejo de receber. O desejo de receber só pode 
trabalhar como simples agricultores, mas José é uma qualidade que já 
sabe como trocar ferramentas com os outros,como comprar e vender. Ele 
dá colheitas e recebe do exterior em troca, das pessoas, tais instrumentos.
Através da negociação, dar e receber, é possível conectar, para ganhar 
riqueza e ascender em graus. A qualidade de José permite-o porque ela 
sabe como conectar partes egoístas que não conseguem inversamente se 
conectar. É isto que acontece no Egipto dentro de nós; é também o que 
acontece no Egipto físico.
Podemos vê-lo pela história. Os judeus que viveram entre as nações 
trabalharam e operaram na educação e cultura, mas especialmente no 
comércio, que é uma conexão de todas as nações. Assim que se 
desenvolveram no comércio, começaram a desenvolver a industria, tal 
como aconteceu no Egipto, que subitamente começou a prosperar. 
Juntamente com a prosperidade veio um problema - quanto mais se 
cultiva, mas é provável declinar, cair, revelar o novo mal.
É daqui que os anos de fartura e os anos de fome vêm. Somente a força de 
doação dentro de nós os consegue gerir. Quanto mais avançamos na 
nossa correcção, mais atravessamos o processo de uma maneira boa e 
adequada. Deste modo, todas as anteriores qualidades de doação, a casa 
de Jacó, se mudam para o Egipto, para a vontade de receber. Esta é 
enriquecida por elas ao ponto que quando Jacó vem com sua família para 
o Egipto, Faraó compreende quanto ele ganha com isso.
Quando começamos a trabalhar com os vasos de doação - eu ajudo-te e tu 
ajudas-me - nossos egos se desenvolvem. Aquele que sabe como se 
conectar com os outros e cambiar com eles, semelhante ao que acontece 
dentro de nós, sabe trabalhar com as forças de recepção e doação juntas.
Inicialmente, este trabalho é chamado Lo Lishmá ("não em Seu nome"), 
uma vez que uma pessoa ainda lucra e pensa que tudo corre bem, e deste 
modo trabalha com ambas as forças. Quando as forças superiores são 
incluídas em nós, começamos a descobrir o desenvolvimento do processo,
que conduz à sensação do exílio e ao êxodo do Egipto.
Isto acontece apesar do facto de que, por enquanto, as duas forças - a 
força de doação e a força de recepção - trabalham em nós a favor do ego, e
Faraó ganha riquezas. Por outras palavras, a parte de Malchut, a quinta 
parte de Keter, Chochmá, Biná, Zeir Anpin e Malchut, está verdadeiramente 
a ser preenchida.
Nosso ego recebe vinte por cento do lucro geral, e assim cresce. É o 
mesmo para todos os Egípcios, nossas qualidades egoístas - eles vivem e 
crescem. A casa de Jacó cresce, também, se multiplicando ao se 
acrescentar a si mesma mais do ego dos Egípcios, a vontade de receber.
Nós acrescentamos ao ego, crescendo e avançando, como preparação 
para o processo da correcção. Aquele que estuda a sabedoria da Cabala 
enquanto esta neste mundo desfruta deste mundo bem como do mundo 
espiritual, ganhando de ambos. Enquanto neste mundo, o estudante chega
a compreender e a sentir o que lhe está a acontecer a ele ou ela, e 
aparentemente sobe acima dos outros. Tal pessoa também ganha da 
sabedoria da Cabala, assim sentindo que ela lucrou de ambos os mundos. 
Contudo, isso muda passado algum tempo.
Por agora, contudo, tanto a casa de Faraó e a casa de Jacó ganham 
riquezas. O lucro vai para as qualidades do Criador e para as qualidades da
criatura; a vontade de receber e o desejo de doar misturam-se e trabalham 
juntos. Há uma grande conexão entre eles até que se cruzem com um 
ponto de crise que não os deixe continuar.
É aqui que o mundo inteiro actualmente se encontra. Até agora, temos 
usado a força de doação para desenvolver tecnologias, técnicas, 
instrumentos e assim por diante. Estamos numa rede global de indústria e 
comércio em praticamente todo o reino. E todavia, alcançámos o 
reconhecimento do mal - o entendimento de que devemos estar 
conectados melhor para avançar mais. Mas nossos egos nos previnem de 
conectar.
Foi isto o que os filhos de Israel descobriram no Egipto - o ponto foi para 
os empurrar além, para um nível mais alto, para a terra de Israel. Nosso 
mundo, também, terá de emergir desta crise para o nível da terra geral de 
Israel, para todos.
Perguntas e Respostas
O mundo está agora a avançar para os anos de fome, todavia a maioria das
pessoas recusam reconhecê-lo. Onde está a qualidade de José de hoje, a 
qualidade que diz que ele deve colectar durante os bons anos para que 
tenhamos alguma coisa que nos faça avançar pelos anos de fome?
No tempo de abundância, tudo era óptimo. José estava em Malchut, no 
Egipto. Mas quando a fome começa, também começa a segunda metade do
exílio no Egipto e estamos a sentir o exílio. É então que José completa seu 
papel; ele não está mais aqui.
As nove Sefirot - Keter, Chochmá, Biná, Chésed, Tiféret, Netzách, Hod e 
Yesod - são a descida da abundância de cima para baixo. José é a nona; 
ele colecta as anteriores oito Sefirot e trás-as a Malchut. É por isso que ele 
é chamado "José" (da palavra Hebraica Osef [colectar]). Malchut é nosso 
inteiro ego, a vontade de receber, a qualidade da criatura, nós. José inclui 
todas as anteriores qualidades, as qualidades do Criador: abundância e luz
para todos.
O que significa que "um novo rei se levantou sobre o Egipto, que não 
conhecia José" (Êxodo 1:8)?
Este é o princípio do processo na direcção de Moisés. Há várias fases no 
processo: primeiro, os filhos de Israel descobrem que estão no Egipto. Há 
uma diferença entre o trabalho pessoal de um e o processo geral no 
mundo; eles são muito diferentes.
O que está hoje a acontecer no mundo?
A presente situação no mundo é que estamos no ponto de ruptura. 
Devemos compreender que doravante Faraó assume controlo, então 
vamos experimentar estados de fome e estados de fartura. José vem e diz 
para Faraó que ele não tem escolha senão estabelecer uma nova ordem no 
Egipto, onde tudo esteja sob seu completo controlo.
Todavia, ele deve dar-lhes sementes e receber vinte por cento em impostos
deles e o dividi-lo de modo que Israel é pobre.
Por outras palavras, nossos desejos egoístas precisam de se sentir 
pobres, que nada têm senão pertencer ao ego, para sua mera 
sobrevivência e o que os mantém é a conexão com José. José dá-lhes 
sementes, sustento, vida e recebe deles o imposto. É assim que nós, 
também, nos devemos sentir - que somente nossa força de conexão pelo 
mundo nos une em um e nos permite avançar, viver, reanimar nossas 
almas e que inversamente, estamos condenados.
Primeiro, devemos estudar estas coisas. Devemos atravessar este 
processo inteiro e avançar na direcção da revelação que nos devemos 
corrigir a nós mesmos, incluindo o Faraó em nós. Devemos subir acima 
dele e escapar ao Egipto. O processo inteiro nos direcciona para a fuga.
A correcção do Egipto envolve dois estados: se queremos corrigir certa 
qualidade em nós, devemos primeiro deixar de trabalhar com ela 
completamente. Posteriormente, avançamos para ela e trabalhamos com 
ela de uma nova maneira, talvez menos que antes. Por exemplo, se 
estamos proibidos de comer sal por razões de saúde, primeiro devemos 
evitar o sal por completo, então retomar comendo pequenas quantidades 
dele.
Devemos escapar ao Egipto para que possamos verdadeira e finalmente 
nos unir. Não nos podemos unir enquanto no Egipto. Dentro do Egipto, 
somente os filhos de Israel se podem unir, e somente de uma certa 
maneira. Quando estamos nos nossos egos e tentamos nos construir a 
nós mesmos adequadamente, para estar de acordo com a Natureza, 
subitamente descobrimos que estamos a construir Pitom e Ramsés. 
Tudo o que construímos é engolido no ego, na vontade de receber, então 
nunca ganhamos coisa alguma. Hoje estamos a ver como tudo o que 
construímos pelo mundo está sob ameaça de tsunamis que não deixarão 
rasto de nosso trabalho e não temos garantia para o futuro de nossos 
filhos e netos.
José deu um tratamento especial a sua família. Ele planeou o que eles 
deveriam dizer e como. Isto demonstra que ele se preocupava com eles 
pessoalmente. No mundo espiritual, há tal coisa como ser "o favorecido"?
O Egipto não pode existir e o mundo não pode existir semos filhos de 
Israel. Similarmente, pessoalmente não podemos existir sem contacto com
a abundância superior e estamos verdadeiramente prestes a senti-lo. 
Somente ao juntarmos todos juntos, incluindo os Egípcios, ou seja o 
mundo inteiro, seremos capazes de avançar.
José diz que os filhos de Israel devem viver somente fora do Egipto, na 
terra de Gósen. Isso assim é porque para avançar, precisamos de separar 
nossos vasos de recepção dos vasos de doação. Inversamente, podemos 
descobrir que estamos a trabalhar somente para o ego e nunca seremos 
capazes de sair dele.
Para gerir adequadamente o Egipto, as qualidades de doação devem estar 
fora do Egipto. É por isso que os filhos de Israel, que estão na terra de 
Gósen, fora do Egipto, trabalham em empregos que parecem indignos aos 
olhos dos Egípcios, tais como pastores, dado que com eles, eles nutrem 
aparentemente as qualidades de doação nas qualidades de recepção. Os 
Egípcios trabalham de tal maneira que todas as qualidades de doação são 
boas para preencher as qualidades de recepção neles, o ego. Para os 
Judeus, o trabalho é diferente; seus egos inteiros, as qualidades de 
recepção, trabalham para desenvolver as qualidades de doação.
Parece que José favoreceu sua família, como se ele lhes desse preferência.
Isto está correcto, mas até Faraó compreendeu que isso era para seu 
próprio bem, até ao momento em que eles se separaram. Enquanto ambos 
estavam na vontade de receber, isso era vantajoso. Esse é um período 
chamado Lo Lishmá. Tens uma parte e eu tenho uma parte. Podes ter mais 
e eu posso ter menos, ou ao contrário, mas nos damos bem. Não podemos
passar um sem o outro.
É assim que avançamos até que alcançamos uma crise, uma barreira que 
devemos cruzar com esforço. Essa transição acontecerá no pé do Monte 
Sinai, onde o humano nasce.
De O Zohar: Néfesh, Ruách, Neshamá 
“Então ... o aproximou" este é o aproximar do mundo num mundo, o 
aproximar do mundo inferior, Nukva, Néfesh, Judá, do mundo superior, 
Yesod de ZA, Ruách, José, para que todas as coisas sejam uma. Porque 
Judá era um rei e José era um rei, eles se aproximaram um do outro e se 
uniram um no outro. 
Zohar para Todos, VaYigásh (Judá Se Aproximou), item 22
Há muitos discernimentos pelo processo de José, começando com ele ser 
vendido, sua chegada ao Egipto, o enviar de seus irmãos e sua recepção, 
aquilo do Criador e aquilo da criatura.
O problema com conectar as qualidades de doação com as qualidades de 
recepção numa pessoa não é assim tão simples. Vemos-o nos nossos 
amigos, especialmente entre principiantes. Vemos quão difícil é para eles 
aceitarem estas qualidades espirituais, que nunca sentiram anteriormente. 
Eles começam a sentir que há doação, amor e conexão aqui, um novo 
modo de ver o mundo através de novos "óculos," e não é assim tão fácil.
Termos
Colheita
Uma "colheita" é uma planta que cresce a partir do inerte. Ela é a 
habilidade de se elevar da vontade de receber, nosso desejo egoísta, que é 
o inerte. Se há uma semente no inerte e você lhe dá água, minerais e o 
cultivo adequado, uma planta crescerá a partir dele - o próximo grau na 
sua evolução
Todas as coisas emergem do inerte. A vontade de receber é a substância 
geral, e as formas que saem dele - vegetativo, animal e falante - são as 
formas do desejo de doar juntas com a vontade de receber. A vontade de 
receber dá toda a substância. Se, por exemplo a forma é vegetativa, sua 
próxima forma será um animal, seguido pela forma falante.
Bênção
A "bênção" é a força superior que vem de Biná. Bet é Berachá (bênção". 
Sem esta força superior não há crescimento. É semelhante à água, que 
representa a força de Biná no nosso mundo.
Promessa
Esta é a promessa que foi dada a José que ele seria capaz de sair do 
Egipto. O grande problema é como trabalhar com nossos egos e estar 
certo que ele não nos "engole" por aí abaixo. Foi por isso que foi dito a 
José, "Ide para o Egipto um certo tempo, então regressai para a terra de 
Israel com grande substância.”
Chorar
"Chorar" é um estado de Katnut (pequenêz/infância), onde um alterna de 
estado para estado. Entretanto, um deve ser "pequeno," como um embrião 
ou como um bebé recém-nascido que chora. Estes são os sinais de Katnut.
Nessa fase uma pessoa ainda não tem Mochin (Luz da Sabedoria); um 
ainda não compreende onde ele existe. Tal pessoa está em 
arrependimento, em apuros, num lugar estreito onde não há Chasadim 
suficientes, daí o choro.
Escravo
Um "escravo" é nosso desejo. Em geral falamos sempre somente do 
desejo. O todo da Criação é senão uma vontade de receber dividida em 613
desejos. Um escravo é um daqueles desejos, que está sob completo 
controlo de baixo. Ele está abaixo ora do lado de Faraó ou do lado do 
Criador. Isto é, ora é um servo do Criador ou um servo de Faraó, ele não 
pode estar no meio.
De O Zohar: Levai Carruagens ... para Teus Pequenos 
Israel estiveram sob a regra desta novilha durante 210 anos quando eles 
estavam no Egipto. ...Foi somente em prol de examinar essa carruagem, 
que é VAK da esquerda, que Israel estavam debaixo da Klipá do Egipto 
durante vários anos e várias vezes, enquanto mais desta medida, chamada 
"carruagem," é proibida retirar do Egipto. 
Zohar para Todos, VaYigásh (Judá se aproximou), item 112
Nosso Exílio foi para durar 400 anos, como quatro Behinot 
(discernimentos), mas passámos somente 210 anos de exílio. Esta é a raiz 
de todos os exílios.
Faça-se A Luz - Beresheet, VaYigásh
VaYigásh [Então Judá Se Aproximou]
10-11) Quando o CRIADOR criou o mundo, ELE fez o mundo inferior como 
o mundo superior. ELE fez tudo num oposto ao outro, onde cada detalhe 
no mundo inferior tem sua raiz correspondente no mundo superior, e esta 
é SUA glória acima e abaixo.
E ELE criou o homem sobre todas as coisas, para conter e complementar 
todos os detalhes da criação.
11) Uma vez que o homem é o propósito do mundo inteiro e sua perfeição.
16-17) E estes três graus—Néfesh, Ruách, Neshamá—estão incluídos 
naqueles que foram recompensados com a obra de seu MESTRE. Isto 
assim é porque primeiro, um tem Néfesh. Esta é uma sagrada correcção na
qual as pessoas serem corrigidas. Uma vez que quando o homem vem 
para ser purificado nesse grau, ele é corrigido para ser coroado com 
Ruách. Este é um grau sagrado que está no Néfesh, para esse homem que 
foi recompensado com se coroar a si mesmo com ele.
Quando ele ascende em Néfesh e Ruách e vem para ser corrigido na obra 
do seu MESTRE adequadamente, então Neshamá está sobre ele, um grau 
superior e sagrado que governa todas as coisas, para que ele fosse 
coroado num grau de sublime santidade. E então ele será inteiro em todas 
as coisas, inteiro de todos os lados, recompensado com o mundo vindouro
e o amado do CRIADOR, como está escrito, “Para dotar aqueles que me 
amam com substância.” “Aqueles que me amam” são aqueles com uma 
sagrada Neshamá neles.
27) Aqui, fé é Nukva pois quando o desejo é revelado e a unificação é 
coroada em ZON como um, os dois mundos, ZON, se conectam juntos e 
são assemblados juntos. ZA é para abrir o tesouro e doar, e a Nukva reúne 
e coleta a abundância dentro dela.
41) “Pela sabedoria estabeleceu o SENHOR a terra.” Quando o CRIADOR 
criou o mundo, ELE viu que ele não podia existir porque o mundo foi 
criado sob a dominação da linha esquerda, Chochmá sem Chasadim, e 
Chochmá não brilha sem Chasadim. Assim, ele não podia existir até que 
ELE criasse a Torá, a linha média. ZA é chamado “Torá”; ele inclui as duas 
linhas—direita e esquerda—uma na outra, então Chochmá foi incluída em 
Chasadim e então Chochmá illuminou.
Dele, da linha média, chegam todas as condutas superiores e inferiores, 
nas quais os superiores e inferiores persistem. É por isso que está escrito 
que HaVaYaH, ou seja ZA, linha média, estabelece a terra pela sabedoria, 
ou seja que ELE estabeleceu a terra com sabedoria porque ELE vestiu a 
Chochmá em Chasadim e a iluminação de Chochmá podia existir no 
mundo. Toda a existência no mundo existe em Chochmá e tudo derivadela,
como está escrito, “Em sabedoria VOS os fizeste a todos.”
61) Felizes são os justos, cuja proximidade de uns aos outros trás paz ao 
mundo porque eles sabem como unir a unificação e fazer proximidade, 
para aumentar a paz no mundo. Enquanto José e Judá não eram próximos 
um do outro, não houve paz. Quando José e Juda se aproximaram, paz 
aumentou no mundo e alegria foi acrescentada acima e abaixo enquanto 
José e Judá foram aproximados.
62-63) O CRIADOR criou o mundo e fez o homem seu governante, para ser 
rei sobre todas as coisas.
E deste homem, várias espécies partem no mundo—algumas são justas, 
algumas ímpias, algumas são tolas e algumas são sábias. Todas as quatro 
espécies existem no mundo, ricos e pobres, para que sejam purificados e 
façam o bem uns aos outros. Os justos farão o bem aos ímpios e os 
reformarão; os sábios farão bem aos tolos e lhes ensinarão sabedoria; e os
ricos farão o bem aos pobres e preencherão suas necessidades. Isto assim
é porque com isso, o homem é recompensado com a vida interminável e se
conecta à árvore da vida.
Parashat VaYechi
VaYechi (Jacó Viveu)
(Génesis, 47:28-50:26)
Sumário da Porção
Na porção, VaYechi (Jacó Viveu), Jacó e seus filhos se juntam a José no 
Egipto. Quando o tempo da morte de Jacó se aproxima, ele chama José e 
faz-o jurar o enterrar na terra de Israel e não no Egipto. José pede-lhe que 
abençoe seus dois filhos, Efraim e Manassés (Menashe), antes que morra. 
Jacó abençoa-os e diz que eles serão como seus filhos, Rubén e Simeão. 
Subsequentemente, Jacó abençoa o resto de seus filhos e ordena-os que o
enterrem na Gruta de Machpelá na terra de Israel.
Depois da morte de Jacó, José recebe permissão especial de Faraó para ir 
e enterrar seu pai na terra de Israel. Jacó vai para Canaã com seus irmãos 
e todos os anciãos do Egipto, chega à Gruta de Machpelá, enterra Jacó lá e
então regressa ao Egipto.
No caminho, seus irmãos temem que ele tome vingança contra eles por o 
venderem à escravidão, mas José acalma seus medos. Ele promete-lhes 
que sempre permanecerá seu irmão e não seu inimigo.
As bênçãos de Jacó tornam-se realidade e Manassés e Efraim têm muitos 
filhos. Perto do fim da porção, José está prestes a morrer. Ele evoca seus 
irmãos e conta-lhes que o Criador os trará e a seus filhos para fora do 
Egipto, e ordena que eles levem seus ossos e os enterrem na terra de 
Israel.
Comentário
A Torá ensina-nos como desenvolvermos nossas almas, nós temos 
somente o ponto no coração. Ele aparece quando começamos a questionar
sobre a razão e o sentido da vida. Através desta pergunta, começamos a 
ver que a vida não serve somente para aqui viver neste mundo durante 
setenta anos. Em vez disso, esta vida foi dada como uma oportunidade 
para nós desenvolvermos a alma.
A alma desenvolve-se a partir da inclinação do mal, oposta à qual se 
encontra a "luz que reforma." Por outras palavras, se corrigirmos a 
inclinação do mal usando a luz que reforma, desenvolveremos então a 
alma. É assim que a inclinação do mal se torna a boa inclinação.
Esta correcção não se relaciona meramente a ter boas relações humanas. 
Em vez disso, através da luz também começamos a experimentar o mundo 
espiritual, Divindade, como está escrito, "Vereis o teu mundo na tua vida."*
A porção lida com as três forças principais: Abraão, Isaac e Jacó, que são 
Chésed, Gevurá e Tiféret. Estas forças existem na alma de cada um de nós,
ou na alma geral chamada "Adam." Abraão e Isaac são duas linhas opostas
- direita e esquerda, Chésed e Gevurá - enquanto a qualidade Jacó em nós, 
o patriarca sénior, inclui Abraão e Isaac dentro dela e é a linha média, 
chamada Tiféret. Usando a qualidade de Jacó, ou seja as duas forças que 
existem nela, somos direccionados pela primeira vez para a maneira 
adequada de corrigir a alma.
Os "filhos de Jacó" são as qualidades que emergem da qualidade de Jacó, 
a qualidade média que usa as forças todas da natureza para desenvolver a 
alma dentro de nós, a parte Divina, superior dentro de nós. A estrutura de 
Sefirot termina com a qualidade de José - a fundação que colecta todas as 
qualidades precedentes: Chésed, Gevurá, Tiféret, Netzách e Hod.
O justo José é chamado Yesod (fundação) porque ele é "justo, a fundação 
do mundo" (Provérbios, 10:25). O mundo é a estrutura que opera na 
relação de Malchut e o todo de Israel, para todos nossos desejos.
Nossos desejos são o Egipto, o ego dentro de nós. Se posicionarmos 
adequadamente esta estrutura superior, que contém Chésed, Gevurá, 
Tiféret, Netzách, Hod e Yesod, podemos agir adequadamente para o Egipto 
em nós, para com Faraó, a inclinação do mal, nosso ego.
A porção descreve o princípio do trabalho recíproco com nossa parte 
Divina, que inclui os patriarcas acima e inclui José. O trabalho recíproco 
inclui todas as qualidades de Israel, que descem até ao ego e operam nele. 
Deste modo, a Torá ensina-nos como trabalharmos com nós mesmos, 
como encontrar dentro de nós todas as qualidades sublimes das nove 
Sefirot superiores, que terminam em Yesod - José - doando sobre Malchut, 
a décima Sefirá - Faraó.
Jacó é a parte superior nas qualidades do Criador - Abraão, Isaac e Jacó - 
que são o triângulo superior: Chésed, Gevurá, Tiféret. As qualidades de 
Netzách, Hod e Yesod, todavia, são o triângulo inferior. Estas são as 
qualidades da casa de Jacó e os filhos de Jacó, incluindo José. Quando 
estas qualidades operam adequadamente dentro do Egipto, ao Egipto é 
concedida abundância e todos estão felizes e a se desenvolver.
O falecimento de Jacó marca a conclusão da tarefa da parte superior da 
estrutura da alma, que foi levada a cabo através de José no Egipto, através
de José ela atende aos Egípcios, o Egipto é enriquecido e todos, incluindo 
Faraó, estão contentes.
Enquanto isto toma lugar, forças de doação entram no Egipto e 
gradualmente se desenvolvem na vontade de receber egoísta e a força de 
doação compreende que ela pode ganhar disso, por exemplo, ao negociar 
com os outros ou ao ter consideração pelos outros. Isso é semelhante ao 
comercio internacional de hoje, que é conduzido pelo incentivo de que 
podemos beneficiar uns dos outros. Este é um desenvolvimento das 
qualidades de doação, que ainda trabalham com as qualidades de 
recepção.
Deste modo, a qualidade de Jacó desce até Malchut, Egipto, a vontade de 
receber geral. Esta qualidade é como um cavalo de Tróia que entra no 
nosso ego. A vontade de receber fornece ao ego tudo para seu deleite. O 
ego desfruta da qualidade de doar trabalhando nele para seu benefício e a 
sensação de que tudo funciona suavemente. Mas isto continua até 
chegarmos a hoje e estarmos num estado onde sentimos que alguma coisa
terminou.
Uma coisa semelhante aconteceu no Egipto: Jacó faleceu e os anciãos do 
Egipto, com a bênção de Faraó, conduziram-o para a terra de Canaã, a 
Gruta de Machpelá, onde ele foi enterrado pelos seus filhos. O nome, Gruta
de Machpelá, significa Chachpalá (duplicar), uma vez que há dois mundos 
nessa gruta - Biná e Malchut - juntos unidos.
Passado um pouco, quando os filhos de Jacó regressarem ao Egipto, a 
narrativa repetiu-se a si mesma com José. Mas ao contrário de Jacó, Jose 
permaneceu no Egipto e somente passado algum tempo foram seus ossos 
trazidos de lá.
Assim, o osso, a fundação instada no Egipto - as qualidades de doação 
que trabalham com a vontade de receber egoísta - eventualmente nos trás 
a um estado de desespero, aos sete anos de fome. Depois de todos estes 
problemas, percebemos que devemos abandonar o ego. É assim que o 
processo de sair do ego começa.
Duas forças emergem da qualidade de José: Efraim e Manassés. Elas 
recebem a bênção de Jacó, emergem do triângulo superior para o inferior, 
e operam no Egipto. Antes de sua morte, José diz às pessoas ao seu redor 
que a seu tempo todas elas sairão do Egipto e que a razão pela qual elas 
haviam entrado nele fora para retirar dele tudo o que podia ser corrigido, 
excepto o coração de pedra.
Tudo pode ser trazido do Egipto excepto a Yesod do últimomal, que não 
podemos corrigir até ao fim da correcção. É por isso que está escrito que 
eles sairão com grande substância (Génesis, 15:14).
José faleceu para que possamos alcançar o reconhecimento do mal. 
Quando nos desenvolvemos egoisticamente, ficamos separados de 
qualquer coisa boa que as qualidades de doação e as qualidades de 
recepção possam produzir. Chegamos a um estado de desespero, secura e
finalmente a um estado de "E os filhos de Israel suspiraram por razão da 
obra" (Êxodo, 2:23). É então que nosso êxodo começa.
Perguntas e Respostas
A porção contém um elemento repetitivo - a bênção antes da morte. José 
pede a Jacó que abençoe seus filhos, então José abençoa seus próprios 
filhos. A conclusão de um grau significa morte. Qual é o sentido da bênção 
dos filhos e netos?
Um grau que terminou torna-se o próximo grau, que segue no seu lugar. O 
novo grau é muito mais denso, com maior desejo e maiores 
concretizações. Os patriarcas foram grandes - eles sobressaiam na sua 
pureza. Nós somos os últimos, contudo, e agora estamos a fazer o maior 
trabalho.
Cada grau abençoa o grau seguinte, dando todos seus Reshimot 
(recordações), todos seus poderes e apoia-o por dentro, de baixo. Isto é 
chamado "o enterro dos ossos" do grau. Dentro da alma estão Moach 
(medula), Atzamot (ossos), Gidim (tendões), Bassar (carne), e Or (pele), que
são cinco discernimentos. Nós enterramos os Atzamot do grau, e é assim 
que o próximo grau é construído e continua. 
A bênção é na realidade a luz de Chasadim que o grau inferior transmite 
para o superior. Por outras palavras, é Ohr Chozér (Luz Reflectida), Masach
(tela), e Ohr Chozér. Todas as qualidades de doação que são obtidas no 
grau anterior avançam connosco para o próximo. De facto, não há nada 
mais para levar de um estado para outro estado, mas somente a força de 
doação que foi obtida, a força do amor, de abdicação.
Mas isto não ajuda com a nova Aviut (densidade, vontade de receber), uma 
vez que os filhos têm uma Aviut muito maior. Então como é que a bênção 
do pai, que é de um nível inferior de Aviut, ajuda com novo desejo?
Isto depende dos filhos. Há muito mais no pai que há nos filhos, mas o pai 
não consegue actualizar sua Aviut. Deste modo, ele dá aquilo que ele tem 
aos seus filhos, e se eles sabem como trabalhar com ela eles usarão aquilo
que eles receberam em prol de avançar.
Os filhos não têm mais que a Aviut que eles receberam dos seus pais. 
Contudo, precisamente devido a sua Aviut maior - sua maior vontade de 
receber, seus egos - eles podem atualizar uma força potencial de doação a 
partir dessa bênção de acordo com quem eles são.
Como sabe um que ele está prestes a morrer, tal como com Jacó e José?
Quando um grau termina. Na corporalidade, o estado espiritual afecta o 
corpóreo. Mas na espiritualidade, há um processo num grau chamado 
TANTA (Taamim, Nekudot, Tagin, Otiot). A expansão da luz e sua partida 
são graduais. Primeiro há o Bitush (golpear) da interna e externa no Partzuf
da alma, dentro da alma.
Nesse estado, um sente que ele deixou de trabalhar devido à sua 
incapacidade de se continuar a corrigir a si mesmo. Para avançar com a 
correcção, ele deve começar de novo, começar um novo período, reentrar 
na vontade de receber egoísta, mas mais profundamente e com mais força.
Todos nós consistimos de quatro Behinot (discernimentos) de Ohr Yashar 
(Luz Directa), ou do nome HaVaYaH (Yod-Hey-Vav-Hey). Todas as coisas na 
realidade se dividem em cinco discernimentos: raiz, então as quatro 
Behinot de HaVaYaH. É por isso que temos de continuar a recomeçar de 
novo, e porque há vida e morte - um processo da expansão e partida da 
luz, uma vez que não podemos fazer a correcção toda de uma vez, em "um 
dia," mas exige muitas acções (dias) para alcançar a correcção geral.
Somos nós que realizamos a correcção ou é a luz que faz a mudança em 
nós?
A luz faz a correcção em nós, mas isso acontece de acordo com nosso 
pedido e exigência. Isto é chamado "trabalho" da nossa parte. Não temos a
força, mas temos o poder de decidir e reconhecer e querer que aconteça.
De O Zohar: Vede, Vosso Pai Está Doente 
Está escrito, "A José foi dito, 'Vede, teu pai,'" pertencendo ao mundo 
vindouro, ZA em Mochin de Biná superior, que é chamado "o mundo 
vindouro," querendo fazer o bem a Seus filhos para que eles saíssem de 
seu exílio. E se, na Tua veracidade, não quiseres, ou seja "HaVaYaH é um" 
("O SENHOR é um") te corrigirá e a Divindade regressará para seu lugar. 
Isto assim é porque se os filhos não são dignos de sua própria redenção, 
ZA os corrigirá para os elevar para o mundo vindouro, que é Biná, e com 
isso, a unificação de Um HaVaYaH será estabelecida. 
Zohar para Todos, VaYechi (Jacó Viveu), item 37
Tudo o que precisamos de fazer da Gruta de Machpelá - a conexão entre 
Biná e Malchut - é duplicar. Devemos elevar todas as coisas que estão 
dentro da Malchut, santificá-lo em Biná, ou seja a bênção, então combinar 
os elementos de tal maneira que Biná e Malchut sejam como um. Este é o 
sentido de conectar os céus e a terra. Através destes actos que realizamos 
entre Biná e Malchut, nos corrigimos a nós mesmos. Finalmente, quando 
todas essas acções são feitas, todo o mal em nós será corrigido em bem. 
Esta porção contém muitas entradas e saídas do Egipto para Israel. José 
entrou no Egipto; os irmãos partiram dele e então regressaram; José foi 
enterrar Jacó em Israel, então regressou ao Egipto. É assim que as 
qualidades do superior se conectam ao inferior?
É claro. Em todo e cada momento, estamos a realizar minúsculas 
correcções entre nove Sefirot, as qualidades do Criador e a décima Sefirá, 
Malchut, a qualidade da criatura, o homem, o ego. Até a pessoa mais vulgar
ainda atravessa correcções através dos estados passageiros. É por isso 
que há "tempo" no nosso mundo. Contudo, estas correcções ocorrem sem
nossa consciência.
Devido ao desespero e frustração pelo que está a acontecer no mundo, 
começando desta geração para a frente, gradualmente perceberemos que 
devemos fazer mudanças. Neste mundo, estas mudanças se manifestarão 
em como nos relacionamos uns para os outros. Devemos implementar o 
amor aos outros, nos corrigirmos e às relações entre nós, e servirmos 
como exemplo para o mundo, ser uma luz para as nações.**
Se tratarmos bem os outros, assim activaremos a força de Biná, a força de 
José, ou até a força de Jacó e os patriarcas para com a Malchut, ou seja 
para com o resto do mundo.
Mas a vontade de receber não muda, então ela sempre permanecerá nosso 
"motor"?
A vontade de receber não muda, somente como a usamos muda. Ela 
sempre permanece nosso motor. Usando a vontade de receber, podemos 
fazer tanto bem como mal, dependendo de como a usamos.
Mas a vontade de receber é sempre motivada pelo pensamento de que uma
recompensa espera no final, enquanto que no desejo de doar é o oposto.
A doação é a recompensa. Anteriormente, pensávamos que podíamos 
alcançar qualquer coisa, que conquistaríamos o espaço e faríamos 
grandes concretizações em todo o reino. Hoje vemos que temos "tudo," 
mas que tudo é vazio. Do ponto de inverter o uso do desejo, encontramos 
um caminho para progredir favoravelmente. Simplesmente alteramos a 
forma como usamos nossos egos da inclinação do mal para a inclinação 
do bem usando a luz que reforma.
Por outras palavras, tudo o que precisamos é mudar nossos valores?
Correcto, só precisamos de mudar nossos valores. Então, quando nos 
conectarmos a todos como um, com um coração, amando nossos 
próximos como a nós mesmos, descobriremos a vida espiritual.
Parece que há tal processo no mundo hoje. Há calma, então um golpe, 
então alguns tentam reverter como aconteceu enquanto outros estão a 
tactear no escuro, questionando-se com o futuro. É esta a conexão com o 
que está a acontecer hoje?
Sim, porque não conseguimos conter todas as mudanças de uma vez. Isso 
acontece para que possamos compreender nos acostumarmos de como 
era, e então avançarmos. Nosso presente pensamento e modo de vida emcomparação com o que éramos há milhares de anos atrás é radicalmente 
diferente. Não conseguimos perceber como as pessoas viviam então. Não 
é como viajar para uma parte diferente do mundo; elas eram pessoas 
completamente diferentes. É por isso que o processo de desenvolvimento 
leva milhares de anos. Embora hoje nos desenvolvamos muito mais 
rápido, é ainda impossível agir rapidamente.
É o mesmo na mecânica; se queremos transmitir grandes quantidades de 
dados, precisamos de frequências altas, muitos impulsos. É por isso que é
claro que a crise não terminará de uma só vez, mas se prolongará, nos 
desgastará e regressará. Mas com cada regresso, vamos compreendê-la 
mais profundamente.
Frequentemente, os golpes não vêm como um único golpe que seja 
experimentado durante muito tempo. Se assim fosse, nos habituaríamos a 
isso. A vontade de receber fica habituada a todas as coisas, até à pressão 
constante. Ela começa a proteger-se a si mesma e deixa de sentir os 
golpes. Somente porque há intermissões podemos nós contemplar e 
compreender a razão, e da próxima vez nos relacionamos à realidade de 
uma maneira completamente diferente. Cada vez, nosso reconhecimento 
de nosso mal se aprofunda, e quando o compreendemos melhor, o 
conectamos à causa, bem como à possível consequência, ou ao desejável, 
e isto dá-nos livre arbítrio.
Termos
Morte
“Morte” é um estado de partida da luz da alma. Isto não se refere à alma. 
Isto não se refere ao corpo proteico, dado que a Torá não lida com a vida 
do corpo físico, mas com a alma, com o preenchimento da alma. Nosso 
desejo é preenchido com a luz superior, chamada "vida." a partida da luz é 
chamada "morte." Pessoas no nosso mundo estão separadas da vida. É 
por isso que está escrito que os ímpios nas suas vidas são chamados 
"mortos."***
Contudo, aqueles que obtêm a alma usando a sabedoria da Cabala, que 
atraem a luz que reforma, são aqueles que alcançam Arvut (garantia 
mútua), o amor aos outros. Eles têm um Kli (vaso), um receptáculo no qual 
descobrir a luz superior, Divindade, que é vida.
Bênção
Uma "bênção" é a força que recebemos através da qual começamos a 
sentir o mundo superior. O mundo superior é todo bênção, todo Bet (a 
primeira letra da palavra Berachá [bênção]), todo Biná. É por isso que a 
Torá começa com a letra Bet, com Berachá.
Cama
Uma "cama" é um estado onde um deixa de trabalhar com seus Rosh, Toch
e Sof (cabeça, interior e fim, respectivamente), ou seja numa posição 
erecta, onde um não tem luzes que se desenvolvam de cima para baixo. 
Onde Rosh, Toch e Sof estão no mesmo nível e as luzes NRNHY partem, o 
que sobra é somente "Um bolso de vida."
A Gruta de Machpelá
A conexão entre Biná e Malchut é chamada Machpelá. A vontade de 
receber e o desejo de doar encontram-se juntos no grau de Malchut e lá 
está a entrada para o mundo superior e por outro lado ela é a porta para a 
eternidade.
Temor (da vingança)
O medo é que se José usa adequadamente as qualidades para corrigir o 
Egipto, ele pode subestimá-los e ser incapaz de utilizar seu potencial 
inteiro. Cada um dos filhos de Jacó é uma forma de doaçãomas não está 
conectado ao Egipto, Malchut.
Somente José, que completa as nove Sefirot, os pode conectar a todos a 
Malchut. Sem ele eles têm medo pois eles dependem dele, sem ele, é como
se não se realizassem a si mesmos. Eles temem que não haja uma conexão
adequada sem Jacó, que partiu porque ele era o guardião da linha média.
Eles também temem que José tenha poder suficiente para levar todos os 
filhos entre ele e Jacó. O superior é Jacó e o inferior é José e as 
qualidades todas entram no ego do homem, Egipto. É assim que eles 
operam.
De O Zohar: O Egipto Chora 
Enquanto Jacó estava no Egipto, a terra fora abençoada por causa dele, o 
rio Nilo fluiria e regaria a terra, e a forme parou devido a Jacó. Assim, os 
Egípcios choraram e ele é chamado segundo eles. 
Zohar para Todos, VaYechi (Jacó Viveu), item 816
Jacó e José trouxeram bênção ao Egipto. Quando eles faleceram - quando 
esse grau terminou - o reconhecimento do mal chegou, os sete anos de 
fome. Embora houvesse abundância, ela não preenchia e tudo o que 
sobrou foi uma coisa: um novo desejo mais alto, que mandava o êxodo do 
Egipto.
* Talmude Babilónio, Masechet Berachot, 17a
** "EU o SENHOR vos chamei em rectidão, e eu segurei firmemente vossa 
mão, e vos guardei, e fiz para vós uma aliança para o povo, uma luz para as
nações” (Isaías, 42:6).
*** Talmude de Jerusalém, Masechet Berachot, página 15b.
Faça-se A Luz - Beresheet, VaYéchi
VaYéchi [Jacó Viveu]
22) “De longe o SENHOR me apareceu; ‘EU te amei com um amor 
interminável.’” “De longe” significa em exílio. Isto foi por causa do grande 
amor que aparece somente durante o exílio. Exiilio é a correcção; quando 
os filhos de Israel são liberados do exílio, o amor do criador CRIADOR por 
nós será revelado.
58) Rabbi Shimon disse, “Assim que me levantei e desci para iluminar no 
lugar dos rios.” Por outras palavras, ele elevou MAN e trouxe para baixo 
MAD para a Malchut da fonte dos rios, Biná. Está escrito, “Todos os rios 
fluem para o mar, todavia o mar não está cheio.” Todos os ministros no 
mundo foram criados da luz de Biná, e todos os rios no mundo derivam da 
SUA luz, ou seja que “Todos os rios fluem para o mar, todavia o mar não 
está cheio.”
“O mar não está cheio” é Malchut neste exílio, uma vez que as trevas e 
tristeza foram feitas pelo amor de Ima, Biná. Se as trevas não tivessem 
sido feitas, o rio que brilha para a filha, Malchut, não teria sido feito. 
Também, o mar não estará cheio e completo até que o outro lado chegue, 
aquele que não estava no exílio, o lado direito, que nenhuma Klipá 
governa, e então o mar, Malchut, se encherá.
116-117) Divindade está presente somente num lugar inteiro, e não num 
lugar deficiente ou num lugar defeituoso ou num lugar de tristeza, mas 
num lugar adequado—um lugar de alegria.
“Serve o SENHOR com alegria; vinde diante DELE com cantar.” Não há 
serviço ao CRIADOR senão por alegria.
120) Desde o dia em que Rabbi Shimon saiu da gruta, nada foi escondido 
dos amigos. Eles olharam para os altos segredos e foram revelados neles 
como se lhes fossem dados no tempo do Monte Sinai. Depois de Rabbi 
Shimon ter morrido, as fontes do abismo e as janelas dos céus foram 
fechadas. As fontes de sabedoria foram impedidas. Os amigos 
contemplavam as matérias, mas eles não se firmaram nelas, para conhecer
seu significado.
156) Não temos realização em GAR, até nos GAR das dez Sefirot do mundo
de Assiyá, mas somente em ZAT. Em ZAT, uns poucos escolhidos 
conseguem alcançar até em ZAT de GAR do mundo de Atzilut. O pai de 
Rabbi Yitzhak conta-nos que Rabbi Shimon segurava os ZAT de todos os 
Partzufim de Atzilut, até os ZAT de GAR de Atzilut.
157) Quanto mais é dado a um para viver neste mundo? Não há permissão 
para informar isto, e um não é informado disto. Mas Rabbi Shimon estava 
em grande alegria no dia de seu falecimento, e houve grande alegria em 
todos os mundos por causa dos muitos segredos que ele havia revelado 
então.
210) Quão importantes são as obras do REI SAGRADO. Nas acções que 
são feitas abaixo, eles atam-as às altas coisas no alto, na sua raiz, uma vez
que qualquer coisa abaixo neste mundo tem sua raiz acima nos mundos 
superiores. E quando elas são trazidas abaixo e trabalhadas, o acto acima 
desperta correspondendo a elas, nas raízes nos mundos superiores.
212) “Todo e cada um que é chamado pelo MEU nome ... por MINHA glória,”
para que EU seja respeitado. “Quem EU criei,” para ME unificar. “EU o 
formei” para fazer boas acções para MIM, e “EU o fiz” para evocar a força 
superior através disso.
237) As pessoas não olham, não sabem, e não observam que quando o 
CRIADOR criou o homem e o acarinhou com os Mochin superiores, ELE 
pediu que ele aderisse a ELE para que ele fosse único e tivesse um 
coração, e aderisse a um único lugar de Dvekut [adesão], que não muda—
em ZA. Diz-se sobre isso, “EU o SENHOR não mudo,” e nunca se inverte, e 
tudo se ataa ele num nó de unificação.
295) “Os surdos escutaram e os cegos olharam, de modo a ver.” “Os cegos
escutaram” são aquelas pessoas que não escutam as palavras da Torá e 
não abrem suas orelhas para escutar os mandamentos de seu MESTRE. 
“Os cegos” são aqueles que não olham para saber porque estão a viver 
cada dia, um arauto sai e chama, e não há nenhum que repare nele.
408) Quando as bênçãos se prolongam do alto, desta profundeza, Biná, 
todos os céus as recebem, ou seja ZA, e dele, elas se prolongam abaixo 
até que alcançem os justos, Tzadik e Tzedek, aliança interminável, a Nukva,
e dela, todos os exércitos e todos os acampamentos, que são os inferiores 
em BYA, são abençoados.
414) Qualquer um que venha para servir o CRIADOR deve servir o 
CRIADOR na manhã e na noite.
426) Quando um homem sai para a estrada, ele deve definir sua oração 
diante de seu MESTRE, para prolongar a luz da Divindade sobre si mesmo, 
e então partir. Sucede-se que o Zivug da Divindade é redimi-lo no caminho 
e salvá-lo como quer que seja necessário.
495) Mulheres são abençoadas somente por machos, quando elas são 
abençoadas primeiro. E quando elas são abençoadas desta benção dos 
machos. Elas não necessitam de uma bênção especial sua. Então porque 
diz o versículo, “Abençoará a casa de Israel,” se a mulher não necessita de
uma bênção especial? Certamente, o CRIADOR dá uma bênção adicional a 
um macho que é casado com uma mulher para que sua esposa seja 
abençoada por ele.
Similarmente, em todos os lugares, o CRIADOR dá bênção adicional a um 
macho que casou com uma mulher para que ela seja abençoada por esta 
soma. E uma vez que um homem casa com uma mulher, ELE lhe dá duas 
quotas, uma para si mesmo e uma para sua esposa. E ele recebe tudo, sua 
própria quota e a da sua esposa. É por isso que uma bênção especial está 
escrita para as mulheres, “Abençoará a casa de Israel,” pois esta é sua 
quota. Contudo, os machos recebem sua quota, também, e dão-a a elas 
mais tarde.
497-498) Todas essas almas que houveram desde o dia em que o mundo foi
criado se encontram diante do CRIADOR antes de elas descerem para o 
mundo da precisa mesma maneira que mais tarde serão vistas no mundo. 
Na mesma aparência como o corpo de um homem que se encontra neste 
mundo, assim ele se encontra no alto.
Quando a alma está pronta para descer ao mundo, ela se encontra diante 
do CRIADOR na exacta mesma forma que ela se encontra neste mundo, e o
CRIADOR conjura-a para manter os Mitsvot [mandamentos] da Torá e não 
romper as leis da Torá.
507) O som da roda rolante rola de baixo para cima. Escondidas Merkavot 
[estruturas/carruagens] vão e rolam. O som de melodias sobe e cai, e 
vagueia deambula pelo mundo; o som do Shofar [chifre de carneiro] se 
estica pela profundeza dos graus e orbita à volta da roda.
513-515) “ELE considerou a oração dos desamparados e não desprezou 
sua oração.” Deveria dizer, “ouviu” ou “escutou,” mas o que é 
“considerou”?
Certamente, todas as orações no mundo, orações de muitos, são orações. 
Mas uma oração solitária não entra diante do REI SAGRADO, senão com 
grande força. Isto assim é porque antes que a oração entre para ser 
coroada no seu lugar, o CRIADOR observa-a, e observa os pecados e 
méritos dessa pessoa, que ELE não faz com uma oração de muitos, onde 
várias das orações não são dos justos, e todas elas entram diante do 
CRIADOR e ELE não repara nas suas iniquidades.
“ELE considerou a oração dos desamparados.” ELE vira a oração e 
examina-a de todos os lados, e considera com que desejo a oração foi 
feita, quem é a pessoa que orou essa oração, e quais são suas acções. 
Assim, um deve orar sua oração no colectivo, uma vez que ELE não 
despreza sua oração, embora eles não estejam todos com a intenção e a 
vontade do coração, como está escrito, “ELE considerou a oração do 
desamparado.” Logo, ELE observa somente a oração de um indivíduo, mas
com uma oração de muitos, ELE não despreza sua oração, embora eles 
sejam indignos.
678) É obrigação do homem unir o NOME sagrado, Nukva, com ZA, na 
boca, coração e alma, e conectar-se inteiramente em ZON, elevar MAN para
eles como uma chama atada a uma brasa. E nessa unificação que isso faz, 
isso causa o REI a ser apaziguado com a rainha e alertar o REI de seu amor
por ELE. Pela ascensão da alma por MAN até ZA, ela se torna uma linha 
média entre eles, faz paz e os une um com o outro.
688) Felizes são as pessoas no mundo que se envolvem na Torá, porque 
qualquer um que se envolva na Torá é amado acima e amado abaixo, e 
cada dia ele herda a herança do mundo vindouro, como está escrito, “Para 
dotar aqueles que me amam com substância.” A substância do mundo 
vindouro, Biná, cujas águas—sua abundância—nunca param, dado que 
aquele que se envolve na Torá recebe uma boa alta recompensa, com a 
qual outra pessoa não é recompensada, ou seja a substância, Biná. Por 
esta razão, este nome, Issachár, que se envolveu na Torá, implica que Yesh
Sachár [há recompensa], e a recompensa daqueles que se envolvem na 
Torá é substância, Biná.
713-714) “Um sempre deve louvar seu MESTRE e então orar sua oração.” 
Aquele cujo coração é puro e deseja orar sua oração, ou está em apuros e 
não consegue louvar seu MESTRE, o que é ele?
Embora ele não consiga direccionar seu coração e vontade, porque deve 
ele diminuir o louvor de seu MESTRE? Em vez disso, ele louvará seu 
MESTRE embora ele não consiga apontar, e então ele orará sua oração. 
Como está escrito, “Uma oração por David. Escutai uma justa causa, Ó 
SENHOR, escutai meu cantar, escutai minha oração.” Aquele que consegue
louvar seu MESTRE e não o assim faz, está escrito sobre ele, “Até se orais 
profusamente, EU não escuto.”
715) Isto assim é porque os inferiores no mundo de Assiyá não conseguem
elevar MAN directamente a ZON de Atzilut, mas somente ao garu adjacente 
acima. Por sua vez, esse grau sobe mais alto, a aquele adjacente a ele de 
acima, e assim as MAN sobem de grau em grau até que as MAN alcançam 
ZON de Atzilut. É por isso que se diz que sob o despertar de baixo através 
da oferenda que os inferiores oferecem no mundo de Assiyá, acima 
desperta, também, ou seja que os graus no mundo de Yetzirá despertam 
para elevar as MAN que eles receberam de Assiyá ao mundo de Beriá. E 
sob o despertar dos graus de Beriá acima para aquele acima dele, o mundo
de Atzilut, seu próprio superior adjacente desperta até que as MAN 
alcancem a Nukva e eleve as MAN até ZA, e ela dele. Acender a vela 
significa unir a Nukva, que é chamada “uma vela,” em ZA, para receber luz 
dele. Isto é considerado que ela é acesa com isso.
716) Como é isto feito? O fumo da oferenda começa a subir—essas formas 
sagradas nomeadas sobre o mundo de Assiyá. Elas são estabelecidas para
surgir para elevar MAN, e elas despertam para graus acima delas no 
mundo de Yetzirá, em alto anseio, como está escrito, “Os jovens leões 
rosnam pela presa.” Aqueles no mundo de Yetzirá despertam para graus 
acima deles no mundo de Beriá até que o despertar alcança o lugar onde 
eles devem acender a vela, ou seja até ao rei, ZA, se desejar unir com a 
rainha, a Nukva.
717) O que são MAN? No anseio abaixo, águas inferiores sobem, ou seja 
MAN, para receber águas superiores, MAD, do grau acima delas. Isto assim
é porque águas inferiores, MAN, nascem somente por um despertar do 
desejo do inferior. Nessa altura, o anseio do inferior e do superior se 
tornam anexos, e as águas inferiores nascem face às águas superiores 
descendentes, o Zivug termina e os mundos são abençoados, todas as 
velas se acendem, e os superiores e os inferiores estão em bênçãos.
717) Cada grau inferior é considerado uma fêmea em respeito ao grau 
acima dele. Logo, Assiyá é considerado uma fêmea em respeito ao grau do 
mundo de Yetzirá, e Yetzirá é considerado uma fêmea em respeito ao 
mundo de Beriá. Similarmente, o grau superior é considerado um macho 
em respeito a aquele abaixo dele, tal como Yetzirá ser considerado um 
macho em respeito ao mundo de Assiyá e Beriá é considerado um machoem respeito ao mundo de Yetzirá. Isto assim é porque a regra é que o dador
é um macho e o receptor é uma fêmea.
E uma vez que um grau não consegue receber coisa alguma de um grau 
que seja mais que um grau acima dele, e recebe somente do seu grau 
superior adjacente, sucede-se que cada grau superior que dá é um macho, 
e cada grau inferior que recebe dele é uma fêmea. E através do anseio, 
quando cada inferior anseia receber abundância daquele acima, ele eleva 
MAN até ele de uma maneira que cada inferior eleva MAN a aquele acima 
dele, adjacente a ele, até que alcance Ein Sof. Nessa altura, Ein Sof faz 
descer abundância, MAD, e cada grau superior dá a abundância que ele 
recebeu ao grau abaixo dele, uma vez que as MAD cascateiam de um grau 
para o próximo, até aos inferiores no mundo de Assiyá.
Parashat Shêmot
Shêmot (Êxodo)
(Êxodo, 1:1-6:1)
Sumário da Porção
A porção, Shêmot (Êxodo), começa com o falecimento de José e todos os 
seus contemporâneos: "E um novo rei se levantou sobre o Egipto, que não
conhecia José” (Êxodo, 1:8). Subsequentemente, Moisés nasceu no Egipto
e sua irmã o escondeu numa arca. Ela colocou a arca no Nilo e seguiu-a. A 
irmã de Faraó desceu para se banhar no rio, encontrou a arca, e levou o 
bebé. A irmã de Moisés ofereceu-se a ajudar a encontrar uma ama Hebraica
e levou a mãe de Moisés para cuidar do bebé.
Moisés cresceu e viveu no lar de Faraó durante quarenta anos. Um dia, ele 
viu um homem Egípcio a bater num Hebreu. Ele golpeou e matou o Egípcio
e enterrou-o na areia. Quando ele percebeu que um dos seus irmãos 
Hebreus o havia visto na acção, ele temeu ser relatado e fugiu para o 
deserto. No deserto, ele encontrou Jétro (Yitrô), sacerdote de Midiã. Moisés
casou-se com sua filha. Quando ele viu a sarça ardente, lhe foi dito que ele 
deveria regressar para Faraó e para o povo de Israel, e lhes dizer que era 
tempo de sair do Egipto.
A porção termina com os filhos de Israel se queixarem sobre sua situação 
infeliz. Moisés se voltou para o Criador, que disse para ele, "Agora, 
portanto, verás o que hei de fazer ao Faraó, pois é pela intervenção de 
minha mão poderosa que os fará partir, e por minha mão poderosa os 
expulsará do seu país!” (Êxodo, 6:1).
Comentário
Estas histórias lidam com a alma do homem. A Torá conta-nos como nos 
corrigirmos de modo a desenvolver a alma dentro de nós, como a abrirmos
para a luz superior, para a revelação do Criador e como sentir dentro dela o
mundo espiritual superior.
O processo começa com um desejo especial, chamado "Abraão," que 
desperta e se questiona sobre o sentido de nossas vidas, nos conduzindo 
a abrir nossas almas. Nosso desejo em desenvolvimento deve escapar à 
Babilónia, a soma de nosso grande ego.
Subsequentemente, esse desejo cria outro desejo, Isaac, que gera todavia 
outro desejo, Jacó. Estes três desejos formam a fundação da alma.
Jacó, que é um desejo especial, tem doze filhos. Ele é um desenvolvimento
do terceiro desejo, que alcança equivalência com a força superior - o 
Criador - que é doação pura. O êxodo da Babilónia simboliza nosso desejo 
de alcançar esse mesmo nível de doação. Jacó é o primeiro a actualizar 
esse desejo através de seus filhos, particularmente através de José, que 
reúne todas as qualidades de doação da correcção que Abraão, Isaac, Jacó
e o resto dos filhos fizeram.
José é o único que consegue descer ao seu ego com todas as correcções 
e começar a trabalhar com o ego, que é chamado "Egipto."
O todo da casa de Jacó desce ao Egipto. Lá, eles completam suas 
correcções e morrem. Passado um pouco, uma criança nasce na tribo de 
Levi. Ao contrário do resto das crianças Hebraicas que Faraó condenou à 
morte, esta sobrevive. Em termos espirituais, Faraó "engoliu" todos os 
desejos que foram corrigidos direccionados para doar.
Ele condena-os à morte pelo ego tomar posse de todos os desejos. Assim, 
até se uma pessoa quiser avançar para a espiritualidade, o ego, a vida e o 
meio ambiente o tornariam impossível.
No período que precede ao nascimento do desejo chamado "Moisés," um 
não conseguia avançar para a espiritualidade. Ele tinha de esperar até que 
o desejo Moisés aparecesse e crescesse, graças a sua mãe, que cuidava 
dele e a Bátia, a filha de Faraó, que o recebeu posteriormente.
Bátia é Bat Yáh (Filha do Criador); ela é uma parte da qualidade de Faraó 
dentro de nós, uma parte especial do nosso ego, a vontade de receber. 
Esta parte consegue conectar-se com o desejo de doar e crescer.
Moisés cresceu na casa de Faraó como neto, o filho da filha de Faraó, 
Bátia. Ele foi criado como um príncipe que foi educado em toda a 
sabedoria do Egipto até que tivesse quarenta anos.
Quarenta anos de idade é a idade de Biná (entendimento). Esta não é uma 
indicação do número de anos, mas uma fase na qual o desejo não só 
cresce e atrai do lado de Faraó, o ego, mas começa a se corrigir a si 
mesmo, também. O desejo que alcança a idade-estado de quarenta 
descobre sua oposição a Faraó e usa-o para lhe escapar.
Nosso êxodo do Egipto começa quando sentimos que não conseguimos 
tolerar mais a luta. Ele acontece quando há resistência, quando sentimos 
ambos Faraó e Moisés dentro de nos, e os Judeus em nós desejam a 
união, mas são incapazes de a alcançar porque eles são escravos de 
Faraó. É aqui que descobrimos os governantes de Faraó. Há uma luta 
interna entre os Judeus e os governantes de Faraó e percepcionamos-o 
como insuportável. É aqui que começamos a resistir e devemos tomar 
acção e nos corrigirmos.
A força de Moisés no interior mata os homens de Faraó - os Egípcios - 
dentro de nós, e deste modo deve fugir de Faraó. De facto, quando Moisés 
mata os Egípcios dentro dele, a luta entre ele e seu ego só se intensifica, e 
ele tem de afastar para muito longe de seu ego. Este é o sentido da "fuga 
do Egipto."
Contudo, um não consegue escapar de todo pois o resto dos desejos, os 
filhos de Israel, estão ainda escravizados no Egipto debaixo do ego, 
trabalhando em prol de receber. Só Moisés cresceu e escapou para Midiã, 
para Jétro, casou com a filha do sacerdote, Zipora, e permaneceu lá 
durante quarenta dias.
Enquanto no deserto, Moisés compreendeu que lá havia um ponto 
especial, a sarça ardente, que o podia levantar. Com Jétro, ele se conectou 
durante quarenta anos. Ele continuou a crescer lá e adquiriu toda a 
sabedoria de Jétro, que lhe deu um trampolim de volta ao Egipto, para o 
começo de sua confrontação com Faraó.
O Criador disse para Moisés, "Vamos até ao Faraó pois 'EU endureci seu 
coração.'" Por outras palavras, nós sentimos as duas forças novamente, 
que fornecem o entendimento e a habilidade de lidar com o que é 
necessário, com o ego. Então, compreendemos que "nada há senão ELE" 
(Deuteronómio, 4:35), que nada há senão a força singular que, por um lado,
brinca com o ego e endurece o coração do Faraó. Por outro lado, ela vai 
connosco e ajuda-nos a avançar acima dele. Assim, o Criador 
gradualmente nos trás em direcção de sairmos de nossos egos 
inteiramente quando saímos do Egipto.
Ao mesmo tempo, "os filhos de Israel suspiraram do trabalho" (Êxodo, 
2:23), construindo Pitom e Ramsés, belas cidades correspondendo ao 
primeiro e segundo Templos, todavia foram para Faraó. O ego continuou a 
crescer, tal como os filhos de Israel, e todas estas qualidades de doação 
dentro de nossas forças de recepção perseguiram o Egipto em nós, 
nossos egos.
Podemos ver a grande força que existe nestas qualidades somente quando
avançamos. Enquanto estamos escravizados pelo Faraó, elas são cidades 
de pobreza - um estado no qual um deseja sair do ego e avançar para a 
espiritualidade, mas não tem saída pela qual escapar. "Cidades de 
pobreza" indicam que uma pessoa está em perigo* porque se ela 
permanecer no seu ego, ela nunca alcançará o mundo espiritual.
Durante seu tempo com Jétro, Moisés adquiriu os poderes para lidar com 
Faraó. Ele fez uma aliança e chegou ao Egipto com seu filho, Gerson 
(Gershon). Aquando seu retorno ao Egipto, ele começou a lidar com Faraó. 
Ele reuniu-se

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