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MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br
CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01
 
 INSTALAÇÕES INSTALAÇÕES INSTALAÇÕES INSTALAÇÕES ELÉTRICASELÉTRICASELÉTRICASELÉTRICAS 
 
 
 
 
 
Richard M Castro 
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CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01
 
 
 
 
 
 
ÍNDICEÍNDICEÍNDICEÍNDICE 
 
 
1. INTRODUÇÃO1. INTRODUÇÃO1. INTRODUÇÃO1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 5555 
 
 2. 2. 2. 2. NOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADENOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADENOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADENOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADE ................................................ 6666 
 2.1 Histórico da ELETRICIDADE .................................................................. 6666 
 2.2. Energia ................................................................................................. 8888 
 2.2.1 Energia elétrica ........................................................................... 8888 
 2.3 Circuitos em Corrente Alternada ........................................................... 10101010 
 2.3.1 Circuito Monofásico ..................................................................... 10101010 
 2.3.2 Circuito Trifásico .......................................................................... 10101010 
 2.3.3 Potência em Corrente Alternada (CA) 12121212 
 2.3.4 Fator de Potência 14141414 
 
 3. 3. 3. 3. INFORMAÇÕES SOBRE a ANEEL, PROCEL, INFORMAÇÕES SOBRE a ANEEL, PROCEL, INFORMAÇÕES SOBRE a ANEEL, PROCEL, INFORMAÇÕES SOBRE a ANEEL, PROCEL, ABNT e INMETROABNT e INMETROABNT e INMETROABNT e INMETRO .................... 16161616 
 3.1 Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL ...................................... 16161616 
 3.2 Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – PROCEL ....... 17171717 
 3.3 Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT ............................... 19191919 
 3.4 Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – 
 INMETRO ............................................................................................... 
 
20202020 
 
 4. CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS / PREDIAIS4. CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS / PREDIAIS4. CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS / PREDIAIS4. CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS / PREDIAIS .................................... 22222222 
 4.1 Padrão de entrada CELESC até 15 kW ................................................... 25252525 
 4.2 Padrão de entrada CELESC até 75 kW ................................................... 26262626 
 4.3 Rede pública de baixa tensão ................................................................ 27272727 
 4.4 Símbolos e Convenções ......................................................................... 27272727 
 4.5 Diagramas elétricos ............................................................................... 25252525 
 4.5.1 Tipos de diagramas elétricos ........................................................ 35353535 
 4.6 Componentes elétricos e esquemas de ligações ................................... 36363636 
 4.6.1 Interruptores simples e tomadas .................................................. 36363636 
 4.6.2 Interruptor paralelo (“three way”) ................................................. 38383838 
 4.6.3 - Interruptor Intermediário (“Four Way”) ....................................... 39393939 
 4.6.4 Receptáculo ................................................................................. 40404040 
 4.6.5 Tipos de Tomadas e Plugues ........................................................ 41414141 
 4.6.6 Condulete (caixa de passagem) .................................................... 41414141 
 4.6.7 Lâmpada incandescente .............................................................. 42424242 
 4.6.8 Lâmpadas fluorescentes .............................................................. 43434343 
 4.6.9 Minuteria (controle temporizado de acendimento) ........................ 46464646 
 4.6.10 Relé fotoelétrico (fotocélula) ...................................................... 48484848 
 4.6.11 Campainha e cigarra elétrica ...................................................... 49494949 
 4.6.12 Controle de intensidade luminosa (Dimmer) ................................ 51515151 
 4.6.13 Interruptor automático de presença (IAP) ................................... 52525252 
 4.6.14 Quadro de distribuição de circuitos – QDC ................................. 52525252 
 4.6.14.1 Ligação do quadro de distribuição (QDC) ..................... 54545454 
 
 
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CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01
 
 
 
 
 
 
 5555. . . . PRINCIPAIS PRINCIPAIS PRINCIPAIS PRINCIPAIS FERRAMENTAS FERRAMENTAS FERRAMENTAS FERRAMENTAS MANUAISMANUAISMANUAISMANUAIS ....................................................... 54545454 
 5.1 Alicate universal .................................................................................... 54545454 
 5.2 Alicate de bico chato ............................................................................. 55555555 
 5.3 Alicate de corte lateral .......................................................................... 55555555 
 5.4 Alicate de bico cônico ............................................................................ 55555555 
 5.5 Alicate desencapador de fios ................................................................. 55555555 
 5.6 Chave de fenda ...................................................................................... 55555555 
 5.7 Chave de fenda cruzada ........................................................................ 56565656 
 5.8 Faca ou Canivete ................................................................................... 57575757 
 5.9 Arco de serra ........................................................................................ 57575757 
 5.10 Ferro de solda ..................................................................................... 57575757 
 5.11 Multímetro ou Multiteste ....................................................................... 58585858 
 5.12 Alicate Volt-Amperímetro ..................................................................... 60606060 
 
 6 6 6 6. OPERAÇÕES COM CONDUTORES ELÉTRICOS. OPERAÇÕES COM CONDUTORES ELÉTRICOS. OPERAÇÕES COM CONDUTORES ELÉTRICOS. OPERAÇÕES COM CONDUTORES ELÉTRICOS ........................................... 61616161 
 6.1 Execução do olhal .................................................................................. 61616161 
 6.1.1 Fixação do condutor com olhal ..................................................... 62626262 
 6.1.2 Fixação de condutores emconectores ......................................... 62626262 
 6.2 Emendas de condutores ........................................................................ 62626262 
 6.2.1 Emenda de derivação ................................................................... 63636363 
 6.2.2 Emenda de prolongamento ........................................................... 63636363 
 6.2.3 Emenda em caixa de ligação ........................................................ 63636363 
 
 7. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS 7. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS 7. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS 7. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS ........................................................ 64646464 
 7.1 Divisão de circuitos elétricos ................................................................. 64646464 
 7.2 Características técnicas dos interruptores e TUG’s ............................... 65656565 
 7.2.1 Conformidade dos Interruptores e Tomadas ................................. 66666666 
 7.3 Dimensionamento da carga ................................................................... 67676767 
 7.3.1 Tomadas de uso geral (TUG’s) ...................................................... 67676767 
 7.3.2 Tomadas de uso específico (TUE’s) .............................................. 67676767 
 7.3.3 Iluminação ................................................................................... 67676767 
 7.4 Número mínimo de tomadas por cômodo ............................................... 68686868 
 7.5 Cálculo da corrente elétrica de um circuito ........................................... 68686868 
 7.6 Considerações básicas sobre os condutores dos circuitos .................... 70707070 
 7.6.1 Seção (mm2) de condutores .......................................................... 72727272 
 7.6.2 Seção Mínima e Identificação dos Condutores de Cobre ............... 72727272 
 7.6.3 Cálculo da Seção dos Condutores ................................................ 74747474 
 7.6.3.1 Limite de Condução de Corrente de Condutores ............... 74747474 
 7.6.3.2 Limite de Queda de Tensão ............................................... 78787878 
 7.6.4 Exemplos do Dimensionamento da Seção de Condutores ............. 85858585 
 
 8. 8. 8. 8. PROTEÇÃO E SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICASPROTEÇÃO E SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICASPROTEÇÃO E SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICASPROTEÇÃO E SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ........................ 89898989 
 8.1 Isolação, Classe e Graus de Proteção .................................................... 89898989 
 8.2 Considerações Básicas Sobre os Choques Elétricos ............................. 90909090 
 8.2.1 Contato Direto .............................................................................. 90909090 
 8.2.2 Contato Indireto ........................................................................... 90909090 
 
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CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01
 
 8.2.3 Tensão de Contato ....................................................................... 90909090 
 8.3 Choque Elétrico ..................................................................................... 92929292 
 8.4 Proteção e Segurança – Prevenção na Execução ................................... 94949494 
 8.5 Elementos Básicos para Segurança e Proteção ..................................... 95959595 
 8.5.1 Aterramento Elétrico .................................................................... 95959595 
 8.5.2 Condutor de Proteção (PE) ........................................................... 97979797 
 8.5.3 Condutor Neutro .......................................................................... 98989898 
 8.6 Dispositivos de proteção e segurança ................................................... 98989898 
 8.6.1 Disjuntores Termomagnéticos ...................................................... 98989898 
 8.6.2 - Dispositivo Diferencial Residual – DR .......................................... 100100100100 
 8.6.2.1 Principio de funcionamento do dispositivo ...................... 101101101101 
 8.7 Proteção Contra Descargas Atmosféricas ............................................. 102102102102 
 8.7.1 Formação dos Raios ..................................................................... 102102102102 
 8.7.2 Ação dos raios em seres vivos ...................................................... 104104104104 
 8.7.3 Pára-raios (SPDA) ........................................................................ 104104104104 
 8.7.3.1 Instalação ......................................................................... 104104104104 
 8.7.3.2 Componentes principais dos SPDA’s ................................ 104104104104 
 8.7.4 Algumas dicas .............................................................................. 105105105105 
 8.7.5 Projeto e instalação de SPDA segundo a NBR-5419 ...................... 106106106106 
 8.7.5.1 Nível de Proteção ou Nível de Eficiência do SPDA ............. 106106106106 
 8.7.5.2 Zona de Proteção ............................................................. 107107107107 
 
 9. 9. 9. 9. ECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICAECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICAECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICAECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICA ............................................................ 108108108108 
 9.1 Economia de Energia Elétrica ................................................................ 108108108108 
 9.1.1 Por que Economizar ..................................................................... 108108108108 
 9.2 PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica ....... 108108108108 
 9.3 Consumo de Energia Elétrica em uma Residência .................................. 109109109109 
 9.4 Economia de Energia Elétrica em Eletrodomésticos .............................. 110110110110 
 9.4.1 Geladeira e o Freezer ................................................................... 110110110110 
 9.4.2 Aquecimento de Água .................................................................. 111111111111 
 9.4.2.1 Chuveiro elétrico .............................................................. 111111111111 
 9.4.2.2 Aquecedor Elétrico de Água ............................................. 111111111111 
 9.4.2.3 Torneira Elétrica ............................................................... 112112112112 
 9.4.3 Televisor ...................................................................................... 112112112112 
 9.4.4 Ferro Elétrico ............................................................................... 112112112112 
 9.4.5 Condicionador de Ar .................................................................... 1121121121129.4.6 Máquina de Lavar Roupa .............................................................. 113113113113 
 9.5 Horário de Ponta ou de “Pico” ................................................................ 113113113113 
 9.6 Iluminação Adequada ............................................................................ 113113113113 
 
 10.10.10.10. ANEXOSANEXOSANEXOSANEXOS .................................................................................................... 116116116116 
 
 11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................. 120120120120 
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CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO1. INTRODUÇÃO1. INTRODUÇÃO1. INTRODUÇÃO 
 
 
O objetivo desta referência é abordar os procedimentos e normas técnicas 
sugestivas que poderão ser utilizadas em execuções de reformas e obras novas 
elétricas residenciais. 
Esta referencia é apenas uma pequena contribuição sobre este tema que é 
extremamente abrangente e de grande importância para os técnicos das áreas 
afins. Dessa forma foi procurado tratar de uma maneira prática, os procedimentos 
para a execução de instalações elétricas adequadas, seguras e mais eficientes 
quanto ao uso de energia elétrica. 
Abaixo segue os principais tópicos que serão abordados: 
 
• Geração, transmissão e distribuição de energia elétrica; 
• Características dos circuitos em corrente alternada (CA); 
• Conhecimento de materiais e dispositivos eletro-eletrônicos utilizados em 
instalações elétricas prediais e residenciais; 
• Principais ferramentas manuais utilizadas nas manutenções ou obras das 
instalações; 
• Familiarização com normas de projeto; 
• Representação da instalação através de simbologia adequada; 
• Correspondência da instalação física e diagrama unifilar; 
• Identificação de falhas de projeto e de execução e de suas conseqüências; 
• Dispositivos de proteções e segurança contra choques elétricos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01
2222. NOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADE. NOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADE. NOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADE. NOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADE 
 
São abordados neste capítulo diversos aspectos sobre a eletricidade, de uma 
forma simplificada, buscando oferecer uma visão geral sobre o assunto. Para 
maiores informações, deve-se procurar uma literatura técnica especializada. 
 
 
2222.1 H.1 H.1 H.1 Histórico da istórico da istórico da istórico da ELETRICIDADEELETRICIDADEELETRICIDADEELETRICIDADE 
 
 Ao longo do tempo, a eletricidade foi marcada pela evolução técnica e pelos 
desenvolvimentos científicos, estendendo-se a diversos campos da ciência e a 
inúmeras aplicações práticas. Será apresentada a seguir, uma abordagem simples 
sobre a evolução da eletricidade. 
A palavra Eletricidade provém do latim electricus, que significa literalmente 
“produzido pelo âmbar por fricção”. Este termo tem as suas origens na palavra 
grega para âmbar elektron. 
 O filósofo grego, Tales de Mileto, ao esfregar um pedaço de âmbar numa pele 
de carneiro, observou que este atraía pedaços de palha. 
 Em 1600 William Gilbert estudando esses fenômenos, verificou que outros 
corpos possuíam a mesma propriedade do âmbar. Designou-os com o nome latino 
“electrica”. 
 A partir de 1729, Stephen Gray descobriu a condução da eletricidade, 
distinguindo entre condutores e isolantes elétricos, bem como, da indução 
eletrostática. 
 Benjamin Franklin descobriu em 1750 que, os relâmpagos são o mesmo que 
descargas elétricas e inventou o pára-raios. 
 Charles Augstin de Coulomb publicou em 1785, estudos sobre medição das 
forças de atração e repulsão entre dois corpos eletrizados (Lei de Coulomb). 
 Em 1788 James Watt construiu a primeira máquina a vapor. Esse invento que 
impulsionou a 1ª Revolução Industrial. Por isso então em sua homenagem, foi dado o 
seu nome à unidade de potência elétrica: Watt (W).Watt (W).Watt (W).Watt (W). 
 Foi fundado na Inglaterra em 1799, o Royal Institution of Great Britain que 
ajudou o campo de investigação da eletricidade e magnetismo. 
 Também em 1799, Alessandro Volta provou que a eletricidade podia ser 
produzida utilizando metais diferentes separados por uma solução salina. Volta 
utilizou discos de cobre e zinco separados por feltro embebido em ácido sulfúrico 
para produzir este efeito. Alessandro Volta explicou a experiência de Luigi Aloísio 
Galvani em 1786, colocando entre dois metais a perna de uma rã morta, produzindo 
contrações nesta. Ao agregar estes discos uns por cima dos outros, Volta criou a 
pilha elétrica. A pilha foi a primeira forma controlada de eletricidade contínua e 
estável. Em sua homenagem, foi dado o seu nome à unidade de medida de potencial 
elétrico: Volt (V). 
 Em 1819, Hans Christian Oersted detectou e investigou a relação entre a 
eletricidade e o magnetismo (eletromagnetismo). 
 
 
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CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01
 
André Marie Ampére desenvolveu em 1820, um estudo e estabeleceu as leis 
do eletromagnetismo. Em sua homenagem, foi dado o seu nome à unidade de medida 
de intensidade de corrente elétrica: Ampére (A)Ampére (A)Ampére (A)Ampére (A). 
Em 1827, Joseph Henry iniciou uma série de experiências eletromagnéticas e 
descobriu o conceito de indução elétrica, construindo o primeiro motor elétrico. 
Também em 1827, George Simon Ohm, trabalhando no campo da corrente 
elétrica desenvolveu a primeira teoria matemática da condução da corrente elétrica 
nos circuitos: Lei de Ohm. O trabalho só foi reconhecido em 1841. Em sua 
homenagem, foi dado o seu nome à unidade de resistência elétrica: Ohm (Ohm (Ohm (Ohm (Ω).).).). 
Em 1831, Michel Faraday descobriu o fenômeno da indução eletromagnética, 
explicando que é necessária uma alteração no campo magnético para criar 
corrente. Faraday descobriu que a variação na intensidade de uma corrente elétrica 
que percorre um circuito fechado, induz uma corrente numa bobina próxima. 
Observou também, uma corrente induzida ao introduzir-se um imã nessa bobina. 
Estes resultados tiveram uma rápida aplicação na geração de corrente elétrica. 
Em 1838, Samuel Finley Breese Morse conclui o seu invento do telégrafo. 
Em 1860, Antonio Pacinotti construiu a primeira máquina de corrente contínua 
com enrolamento fechado em anel. Nove anos depois, Zénobe Gramme apresentou a 
sua máquina dínamo - elétrico, aproveitando o enrolamento em anel. 
Em 1875 foi instalado, em uma estação de trem em Paris, um gerador para 
ascender às lâmpadas da estação, através da energia elétrica. Foram fabricadas 
máquinas a vapor para movimentar os geradores. A distribuição de eletricidade é 
feita inicialmente em condutores de ferro, posteriormente de cobre e a partir de 
1850, os fios são isolados por uma goma vulcanizada. 
Em 1873 foi realizada pela primeira vez a reversibilidade das máquinas 
elétricas, através de duas máquinas Gramme que funcionavam, uma como geradora 
e a outra como motora. Ainda neste mesmo ano foi publicado o Tratado sobre 
Eletricidade e Magnetismo por James Clerk Maxwell. Este tratado, juntamente com 
as experiências levadas a efeito por Heinrich Rudolph Hertz em 1885 sobre as 
propriedades das ondas eletromagnéticas geradas por uma bobina de indução, 
demonstrou que as ondas de rádio e luz são ondas eletromagnéticas, diferindo 
apenas na sua freqüência. Em 1876, Alexandre Graham Bell patenteou o primeiro 
telefone com utilização prática. 
ThomasAlvas Edison fez uma demonstração pública de sua lâmpada 
incandescente, em 1879. Essa lâmpada possibilitou o fim da iluminação feita através 
de chama de azeite, gás, etc., que foi substituída pela iluminação de origem elétrica. 
No mesmo ano, Ernest Werner Von Siemens pôs em circulação, em uma exposição 
em Berlim, o primeiro comboio movido à energia elétrica. 
A primeira central hidroelétrica foi instalada em 1886 nas cataratas do 
Niágara. 
Na década subseqüente foram ensaiados, os primeiros transportes de 
energia elétrica em corrente contínua. Máquinas elétricas como o alternador, o 
transformador e o motor assíncrono foram desenvolvidos ao ser estabelecida a 
supremacia da corrente alternada sobre a corrente contínua. 
 
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Gugliemo Marchese Marconi aproveitando estas idéias dez anos mais tarde, 
utiliza ondas de rádio no seu telégrafo sem fio. Em 1901 foi transmitida a primeira 
mensagem de rádio através do Oceano Atlântico. 
O elétron, partícula de carga negativa presente no átomo, foi descoberto por 
Joseph Jone Thompson em 1897. 
Em 1907 Ernest Rutherford, Niels Bohr e James Chadwick estabeleceram a 
atual definição de estrutura do átomo, até então, considerada a menor porção de 
matéria não divisível. 
 
2222.2.2.2.2. E. E. E. Energianergianergianergia 
 
Energia é a capacidade de produzir trabalho e ela pode se apresentar sob 
várias formas: 
 
• Energia Térmica; 
• Energia Mecânica; 
• Energia Elétrica; 
• Energia Química; 
• Energia Atômica, etc. 
 
Uma das mais importantes características da energia é a possibilidade de sua 
transformação de uma forma para outra. 
 
Por exemplo: a energia térmica pode ser convertida em energia mecânica 
(motores de combustão interna), energia química em energia elétrica (pilhas) etc. 
 
Entretanto, na maioria das formas em que a energia se apresenta, ela não 
pode ser transportada, ela tem que ser utilizada no mesmo local em que é produzida. 
 
2222.2.1.2.1.2.1.2.1 EEEEnergia elétricanergia elétricanergia elétricanergia elétrica 
 
A energia elétrica é uma forma de energia que pode ser transportada com 
maior facilidade. Para chegar em uma casa, nas ruas, no comércio, ela percorre um 
longo caminho a partir das usinas geradoras de energia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A energia elétrica passa por 3 principais etapas: 
 
GERAÇÃOGERAÇÃOGERAÇÃOGERAÇÃO 
 A energia elétrica é produzida a partir da 
energia mecânica de rotação de um eixo de uma 
turbina que movimenta um gerador. Esta rotação 
é causada por diferentes fontes primárias, como 
por exemplo, a força da água que cai (hidráulica), 
a força do vapor (térmica) que pode ter origem 
na queima do carvão, óleo combustível ou, ainda, 
na fissão do urânio (nuclear). 
A grande maioria das gerações de energia 
elétrica no nosso país é feito através das 
hidroelétricas por conseqüência de termos uma 
grande concentração hibrida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 1 Figura 1 Figura 1 Figura 1 –––– Força hidráulica Força hidráulica Força hidráulica Força hidráulica 
 
TRANSMISSÃOTRANSMISSÃOTRANSMISSÃOTRANSMISSÃO 
As usinas hidroelétricas nem sempre se 
situam próximas aos centros consumidores de 
energia elétrica. Por isso, é preciso transportar a 
energia elétrica produzida nas usinas até os 
locais de consumo: cidades, indústrias, 
propriedades rurais, etc. Para viabilizar o 
transporte de energia elétrica, são construídas 
as Subestações elevadoras de tensão e as 
Linhas de Transmissão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 2Figura 2Figura 2Figura 2 –––– Torres de transmissão Torres de transmissão Torres de transmissão Torres de transmissão 
 
DISTRIBUIÇÃODISTRIBUIÇÃODISTRIBUIÇÃODISTRIBUIÇÃO 
 Nas cidades são construídas as 
subestações transformadoras. Sua função é 
baixar a tensão do nível de Transmissão (muito 
alto), para o nível de Distribuição. 
A Rede de Distribuição recebe a energia 
elétrica em um nível de tensão adequado à sua 
Distribuição por toda a cidade, porém, 
inadequada para sua utilização imediata para a 
maioria dos consumidores. Assim, os 
transformadores instalados nos postes das 
cidades fornecem a energia elétrica diretamente 
para as residências, para o comércio e outros 
locais de consumo, no nível de tensão (127/220 
Volts, por exemplo) ou (220/380 Volts, por 
exemplo), adequado à utilização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 3Figura 3Figura 3Figura 3 –––– Linha de distribuição Linha de distribuição Linha de distribuição Linha de distribuição 
 
 
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CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01
 
 
 
 
 
 
As etapas de Geração, Transmissão, Distribuição e da utilização da energia 
elétrica, podem ser assim representadas: 
 
 
 
 
 
 
2.32.32.32.3 Circuitos em Corrente AlternadaCircuitos em Corrente AlternadaCircuitos em Corrente AlternadaCircuitos em Corrente Alternada 
 
A forma mais comum que a corrente elétrica se apresenta é em Corrente 
Alternada (CA). 
Serão apresentadas neste subitem as principais características dos circuitos 
elétricos monofásicos e trifásicos em Corrente Alternada (CA) de uma maneira 
bastante simplificada Caso sejam necessárias maiores informações, deve-se 
procurar uma literatura técnica especializada. 
 
2.3.1 2.3.1 2.3.1 2.3.1 Circuito MonofásicoCircuito MonofásicoCircuito MonofásicoCircuito Monofásico 
 
Um gerador com uma só bobina (enrolamento), chamado de “Gerador 
Monofásico” ao funcionar, gera uma Tensão entre seus terminais. 
 
 
 
 
 
 Figura 4 Figura 4 Figura 4 Figura 4 –––– Gerador monofásico Gerador monofásico Gerador monofásico Gerador monofásico 
 
Nos geradores monofásicos de corrente alternada, um dos terminais deste 
Gerador é chamado de Neutro (N) e o outro de Fase (F). 
Um circuito monofásico é aquele que tem uma Fase e um Neutro (F e N). A 
tensão elétrica (U) do circuito é igual à tensão entre Fase e Neutro (UFN). A forma de 
onda da Tensão Elétrica é uma senóide. 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 5 Figura 5 Figura 5 Figura 5 –––– Forma de onda senoidal Forma de onda senoidal Forma de onda senoidal Forma de onda senoidal 
 
2.3.2 2.3.2 2.3.2 2.3.2 Circuito TrifásicoCircuito TrifásicoCircuito TrifásicoCircuito Trifásico 
 
Um gerador com três bobinas (enrolamentos), ligadas conforme a figura 
abaixo, é um “Gerador Trifásico”. Nesta situação, o Gerador Trifásico está com as 
suas três bobinas ligadas em Estrela (YYYY). Este gerador tem um ponto comum nesta 
ligação, chamado de ponto neutro. 
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 Figura 6 Figura 6 Figura 6 Figura 6 –––– Forma de onda senoidal trifásica Forma de onda senoidal trifásica Forma de onda senoidal trifásica Forma de ondasenoidal trifásica 
 
Neste circuito trifásico com a ligação em Estrela, às relações entre as tensões 
elétricas, a tensão entre Fase e o Neutro (UFN) e a tensão entre Fases (UFF), são: 
 
 
 
 
 
A Corrente Elétrica ( I ) é igual nas três Fases. 
 
Quando as bobinas do Gerador Trifásico são ligadas entre si, de modo a 
constituírem um circuito fechado, como na figura abaixo, o Gerador tem uma ligação 
em Triângulo (Delta) (∆). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As relações entre as tensões e correntes são: 
 
 
 
 
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Podem-se ter os circuitos trifásicos a três fios – 3 Fases (F1, F2 e F3) e a quatro 
fios – 3 Fases e 1 Neutro (F1, F2 e F3 e N). Essas Fases também podem ser 
representados pelas letras: R, S, T ou A, B, C. 
As formas de onda da tensão são senóides, defasadas entre si de 1200. 
 
Observação:Observação:Observação:Observação: usa-se também, denominar os geradores de corrente alternada de 
“Alternadores”. 
 
2.3.32.3.32.3.32.3.3 Potência em Corrente Alternada (CA)Potência em Corrente Alternada (CA)Potência em Corrente Alternada (CA)Potência em Corrente Alternada (CA) 
 
Em um condutor elétrico energizado em Corrente Alternada (CA), passa uma 
determinada quantidade de energia, sendo um percentual Ativo e outro Reativo. 
Quanto maior for o percentual de Potência Ativa (kW) que passar, será melhor e mais 
econômico. 
A Potência Reativa (kVAr) é necessária para produzir o fluxo magnetizante 
para o funcionamento dos aparelhos (motores, transformadores, etc.), pode ser 
obtida junto a esses equipamentos, com a instalação de Capacitores. 
 
A seguir, serão apresentados alguns conceitos, de forma bastante 
simplificada. 
Como foi visto anteriormente, em Corrente Alternada (CA), a Corrente Elétrica 
(I) e a Tensão Elétrica (U), são geradas e transmitidas em uma forma de onda de uma 
senóide. 
As ondas de Corrente e de Tensão podem estar defasadas uma da outra em 
um circuito elétrico: quando a Corrente está em uma determinada posição, a Tensão 
pode estar em outra posição, e vice-versa. 
 
Assim tem-se: 
 
Quando a Tensão está em fase com a Corrente, a carga é denominada de 
ResistivaResistivaResistivaResistiva. O circuito elétrico é ResistivoResistivoResistivoResistivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 7 Figura 7 Figura 7 Figura 7 –––– Circuito resi Circuito resi Circuito resi Circuito resisssstivotivotivotivo 
 
Quando a Corrente está atrasada em seu deslocamento da Tensão, a carga é 
denominada de IndutivaIndutivaIndutivaIndutiva. Esse atraso (defasamento) é de até 90°. O circuito elétrico 
é IndutivoIndutivoIndutivoIndutivo. 
 
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 Figura 8 Figura 8 Figura 8 Figura 8 –––– Circuito indutivo Circuito indutivo Circuito indutivo Circuito indutivo 
 
Quando a Corrente está adiantada em seu deslocamento da Tensão, a carga é 
denominada de CapacitivaCapacitivaCapacitivaCapacitiva. Esse adiantamento (defasamento) é de até 90°. O 
circuito elétrico é CapacitivoCapacitivoCapacitivoCapacitivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura Figura Figura Figura 9999 –––– Circuito Circuito Circuito Circuito capacitivocapacitivocapacitivocapacitivo 
 
 Em um circuito elétrico de Corrente Alternada (CA), a oposição à passagem 
da corrente elétrica recebe os seguintes nomes: 
 
• Resistência (R) Resistência (R) Resistência (R) Resistência (R) quando se tratar de um circuito formado por resistência 
elétrica; 
• Reatância IndutivaReatância IndutivaReatância IndutivaReatância Indutiva (XL) (XL) (XL) (XL) quando se tratar de bobinas (enrolamentos); 
• Reatância Capacitiva (XC) Reatância Capacitiva (XC) Reatância Capacitiva (XC) Reatância Capacitiva (XC) quando se tratar de capacitor. 
 
Uma carga ligada a um circuito de Corrente Alternada (CA) é quase sempre 
constituída de Resistência e Reatância, ou seja, tem-se normalmente uma 
Impedância (Z). 
A expressão da Potência P = U x I em geral, não é válida para todos os 
circuitos de corrente alternada, devendo ser acrescida à expressão um outro fator, 
conforme será mostrado a seguir. 
A potência (P) pode ser dada por: 
 
 P = R x I P = R x I P = R x I P = R x I2222 em W (Watts)W (Watts)W (Watts)W (Watts) 
 
Se for substituído na expressão acima, a Resistência (R) pela Reatância total 
(X), tem-se: 
 PPPP = = = = X X X X x x x x I I I I2222 = = = = VA (Volt Ampé VA (Volt Ampé VA (Volt Ampé VA (Volt Ampére)re)re)re) 
 
Substituindo pela Impedância: 
 
 P = Z x I P = Z x I P = Z x I P = Z x I2222 = VA (Volt Ampére) = VA (Volt Ampére) = VA (Volt Ampére) = VA (Volt Ampére) 
 
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A expressão da Potência Reativa do circuito elétrico depende das Reatâncias 
existentes. 
Este produto é chamado de Potência Aparente, sendo a “soma vetorial” das 
duas Potências - Ativa e a Reativa. 
Observação: não será explicado neste Manual, como é feita a soma vetorial. 
Caso sejam necessárias maiores informações, deve-se procurar uma literatura 
técnica especializada. 
Assim tem-se: 
 
 W W W W = = = = RRRR x x x x IIII2222 –––– VAr VAr VAr VAr ==== X X X X x x x x IIII2222 –––– VAVAVAVA = = = = Z Z Z Z xxxx I I I I2222 
Onde: 
• W = Potência Ativa (ou kW, que corresponde a 1.000 W) 
• VAr = Potência Reativa (ou kVAr, que corresponde a 1.000 VAr) 
• VA = Potência Aparente (ou kVA, que corresponde a 1.000 VA) 
 
Essas três Potências formam um triângulo, denominado “Triângulo das 
Potências”. 
 
 
 
 
 
 
 O ângulo Ø é o ângulo do Fator de Potência (cosØ = FP). 
A partir da expressão (kVA)2 = (kW)2 + (kVAr)2 retirada do “Triângulo das 
Potências”, tem-se as seguintes expressões matemáticas: 
 
 
 
 
 
 
 
Observações:Observações:Observações:Observações: 
1.1.1.1. Se a Potência Ativa (Watts) for trifásica, tem-se que: 
 
 
2.2.2.2. Os valores de: coseno (cos), seno (sen) e tangente (tg), podem ser obtidos 
através de uma calculadora científica ou de uma tabela de funções 
trigonométricas. 
 
2.3.42.3.42.3.42.3.4 Fator de PotênciaFator de PotênciaFator de PotênciaFator de Potência 
 
A Potência Ativa (kW) (kW) (kW) (kW) é a que efetivamente produz trabalho. 
A Potência Reativa (kVAr) (kVAr) (kVAr) (kVAr) ou magnetizante, é utilizada para produzir o fluxo 
magnético necessário ao funcionamento dos motores,transformadores, etc. 
Para que se tenha uma idéia de como são essas duas formas de energia, será 
dado um exemplo de uma forma bastante simplificada, fazendo uma analogia com 
um copo cheio de cerveja. 
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 Caso sejam necessárias maiores informações, deve-se procurar 
uma literatura técnica especializada. 
 
 Para que se tenha uma idéia de como são essas duas formas de 
energia, será dado um exemplo de uma forma bastante simplificada, 
fazendo uma analogia com um copo cheio de cerveja. 
 
Num copo cheio de cerveja, tem-se uma parte ocupada pelo líquido e outra 
ocupada pela espuma. Para aumentar a quantidade de líquido nesse copo, tem-se 
que diminuir a espuma. 
Assim, de maneira semelhante ao copo com cerveja, a Potência Elétrica 
solicitada, por exemplo, por um motor elétrico, é composta de Potência Ativa (kW) 
que “corresponde” ao líquido e Potência Reativa (kVAr) que “corresponde” à 
espuma. 
A soma vetorial (em ângulo de 90º), das Potências Ativa e Reativa é 
denominada de Potência Aparente (kVA) que “corresponde” ao volume do copo (o 
líquido mais a espuma). 
Assim como o volume do copo é limitado, também a capacidade em kVA de 
um circuito elétrico (fiação, transformadores, etc) é limitada. Para aumentar a 
Potência Ativa em um circuito, é preciso reduzir a Potência Reativa. 
O Fator de Potência (FP) é definido como o quociente entre a Potência Ativa 
(kW) e a Potência Aparente (kVA). O Fator de Potência (FP) também é igual ao 
coseno do ângulo Ø do “Triângulo das Potências”. 
 
 
 
O exemplo a seguir mostra a importância do Fator de Potência (FP). 
 
• Qual a potência do transformador, necessária para se ligar um motor de 10 
CV com FP = 0,50 e qual a corrente do circuito para a tensão igual a 220 V? 
Calcular também para o FP = 1,00. 
 
Transformando a potência do motor de CV para kW tem-se (verificar ANEXO 1): 
 
 10 CV = 10 x 735,5 = 7,3 kW7,3 kW7,3 kW7,3 kW 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Pelo exemplo, verifica-se que quanto menor o Fator de Potência, mais 
problemas ele trará ao circuito: transformadores de maior capacidade (PkVA = 
PkW/cosØ), fiação mais grossa, consequentemente um maior custo, etc. 
Por isso é importante que o Fator de Potência de uma instalação elétrica 
tenha um valor mais próximo possível de 1 (um). 
Todas as Concessionárias de Energia Elétrica cobram um ajuste financeiro 
(R$) sobre o FP, quando o mesmo é inferior a 0,92 (capacitivo ou indutivo), de acordo 
com a Legislação em vigor. Para a correção do Fator de Potência podem ser 
utilizados os Capacitores, que são normalmente instalados junto às cargas (kW) 
elétricas. 
 
As causas mais comuns do baixo Fator de Potência são: 
 
• Motores que, devido a operações incorretas, trabalham a vazio (sem ou com 
pouca carga) desnecessariamente durante grande parte do seu tempo de 
funcionamento; 
• Motores super dimensionados para as respectivas máquinas; 
• Grandes transformadores de força sendo usados para alimentar, durante 
longos períodos, somente pequenas cargas; 
• Nível de tensão elevado acima do valor nominal; 
• Transformadores desnecessariamente ligados a vazio (sem carga) por 
períodos longos; 
• Lâmpadas de descarga fluorescentes, vapor de mercúrio, etc, sem a 
correção necessária individual ou do circuito de iluminação, do Fator de 
Potência. 
 
Nota: Nota: Nota: Nota: Em um circuito elétrico composto apenas por resistências, o Fator de 
Potência igual a 1 (um). 
Neste caso, a Potência Ativa (kW) é igual a Potência Aparente (kVA). 
Se o FP = 1 tem-se: 
 
 
 
 
3333.... INFORMAÇÕES SOBRE INFORMAÇÕES SOBRE INFORMAÇÕES SOBRE INFORMAÇÕES SOBRE a ANEEL, PROCEL, ABNT e a ANEEL, PROCEL, ABNT e a ANEEL, PROCEL, ABNT e a ANEEL, PROCEL, ABNT e INMETRO.INMETRO.INMETRO.INMETRO. 
 
3333.1.1.1.1 Agência Nacional de Energia EAgência Nacional de Energia EAgência Nacional de Energia EAgência Nacional de Energia Elétrica létrica létrica létrica –––– ANEEL ANEEL ANEEL ANEEL 
 
A Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, autarquia em regime 
especial, vinculada ao Ministério de Minas e Energia - MME, foi criada pela Lei 9.427, 
de 26/12/1996. 
 
Principais atribuições: 
• Regular e fiscalizar a geração, a transmissão, a distribuição e a 
comercialização da energia elétrica, defendendo o interesse do consumidor; 
• Mediar os conflitos de interesses entre os agentes do setor elétrico e entre 
estes e os consumidores; 
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• Conceder, permitir e autorizar instalações e serviços de energia; garantir 
tarifas justas; zelar pela qualidade do serviço; 
• Exigir investimentos; estimular a competição entre os operadores e assegurar 
a universalização dos serviços. 
 
A missão da ANEEL é proporcionar condições favoráveis para que o mercado 
de energia elétrica se desenvolva com equilíbrio entre os agentes e em benefício da 
sociedade. 
 
3333.2.2.2.2 PrPrPrPrograma Nacional de Conservação dograma Nacional de Conservação dograma Nacional de Conservação dograma Nacional de Conservação de Energia Elétricae Energia Elétricae Energia Elétricae Energia Elétrica ---- PROCEL PROCEL PROCEL PROCEL 
 
O objetivo do PROCEL - Programa Nacional de Conservação de Energia 
Elétrica é promover a racionalização da produção e do consumo de energia elétrica, 
eliminando os desperdícios e reduzindo os custos e os investimentos setoriais. 
Criado em dezembro de 1985 pelos Ministérios de Minas e Energia e da 
Indústria e Comércio, o PROCEL é gerido por uma Secretaria Executiva subordinada 
à Eletrobrás. Em 18 de julho de 1991, o PROCEL foi transformado em Programa de 
Governo, tendo suas abrangência e responsabilidades ampliadas. 
O PROCEL tem diversos programas/projetos para o combate ao desperdício 
de energia, tais como: para os setores, residencial, comercial, serviços, industrial, 
órgãos governamentais, iluminação pública, PROCEL nas Escolas, meio ambiente, 
etc. 
Na área residencial, de uma forma geral, as atividades do Programa 
Residencial se baseiam em: 
 
• Qualificar produtos eficientes, 
• Divulgá-los no mercado consumidor, 
• Mobilizar os canais de distribuição para execução de parcerias em projetos 
de conservação de energia, 
• Conceber projetos que possam ser reproduzidos e executados em larga 
escala pelo Brasil, 
• Informar o consumidor sobre os produtos que proporcionam uma maior 
economia de energia ao longo de sua vida útil. 
 
Em relação à eficiência de aparelhos elétricos e térmicos para o uso 
residencial, o PROCEL, estabelece os seguintes selos: 
 
• Selo PROCEL de Economia de Energia Selo PROCEL de Economia de Energia Selo PROCEL de Economia de Energia Selo PROCEL de Economia de Energia 
 
O Selo PROCEL de Economia de Energia é um instrumento promocional do 
PROCEL, concedido anualmenteconcedido anualmenteconcedido anualmenteconcedido anualmente, desde 1993, aos equipamentos elétricos que 
apresentam os melhores índices de eficiência energética dentro das suas 
categorias. Sua finalidade é estimular a fabricação nacional de produtos 
eletroeletrônicos mais eficientes no subitem economia de energia e orientar o 
consumidor, no ato da compra, de forma que ele possa adquirir os equipamentos 
que apresentam os melhores níveis de eficiência energética. 
 
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Os equipamentos que atualmente recebem o Selo são: 
 
• Refrigerador de uma porta; 
• Refrigerador Combinado; 
• Refrigerador Frost-Free; 
• Congelador vertical; 
• Congelador horizontal; 
• Ar-condicionado de janela; 
• Motorelétrico de indução trifásico de potência até 250 CV; 
• Coletor solar plano; 
• Reservatórios Térmicos; 
• Lâmpadas e reatores. 
 
• Selo PROCEL INMETRO de DesempenhoSelo PROCEL INMETRO de DesempenhoSelo PROCEL INMETRO de DesempenhoSelo PROCEL INMETRO de Desempenho 
 
O Selo PROCEL INMETRO de Desempenho foi criado com o objetivo de 
promover o combate ao desperdício de energia elétrica e de ser uma referência na 
compra pelo consumidor. Ele é concedido desde novembro de 1998, com validade 
anual, e destina-se a produtos ou equipamentos na área de iluminação, nacionais ou 
estrangeiros, que contribuam para o combate ao desperdício de energia elétrica e 
que apresentem características de eficiência e qualidade conforme o padrão 
PROCEL. 
 
 
 
 
 
 
 
 O Selo PROCEL INMETRO é fruto de uma bem sucedida parceria entre 
PROCEL e INMETRO, iniciada com o Selo PROCEL de Economia de Energia e com o 
Programa Brasileiro de Etiquetagem. Essa parceria tem sido fundamental para o 
desenvolvimento de normas técnicas, à implementação dos programas e à 
fiscalização dos produtos. 
Diferente do Selo PROCEL de Economia de Energia, que indica os melhores 
produtos de uma determinada categoria em relação à eficiência energética, o Selo 
PROCEL INMETRO indica os produtos que atendem aos padrões de eficiência e 
qualidade estabelecidos pelo PROCEL não existindo, nesse caso, uma análise 
comparativa entre os produtos, quanto aos níveis de eficiência. 
 
Os produtos da área de iluminação que atualmente recebem o Selo PROCEL 
INMETRO são: 
 
• Lâmpadas Fluorescentes compactas integradas e não integradas; 
• Lâmpadas circulares integradas e não integradas; 
• Reatores adaptadores para lâmpadas fluorescentes compactas ou 
 circulares. 
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Observação:Observação:Observação:Observação: no site do PROCEL, encontram-se de forma atualizada, as 
tabelas com os equipamentos e suas informações técnicas, com o Selo PROCEL de 
Economia de Energia e com o Selo PROCEL INMETRO de Desempenho. 
 
3333.3 Associação B.3 Associação B.3 Associação B.3 Associação Brasileirasileirasileirasileira de Normas Tra de Normas Tra de Normas Tra de Normas Técnicas écnicas écnicas écnicas –––– ABNT ABNT ABNT ABNT 
 
Fundada em 1940, a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT é o 
órgão responsável pela normalização técnica no país, fornecendo a base necessária 
ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. 
É uma entidade privada, sem fins lucrativos, reconhecida como Fórum 
Nacional de Normalização – ÚNICO – através da Resolução n.º 07 do CONMETRO, de 
24.08.1992. 
É membro fundador da ISO (International Organization for Standardization), 
da COPANT (Comissão Panamericana de Normas Técnicas) e da AMN (Associação 
Mercosul de Normalização). 
A Normalização é uma atividade que estabelece, em relação a problemas 
existentes ou potenciais, prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva 
com vistas à obtenção do grau ótimo de ordem em um dado contexto. 
Os objetivos da Normalização são: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na prática, a Normalização está presente na fabricação dos produtos, na 
transferência de tecnologia, na melhoria da qualidade de vida através de normas 
relativas à saúde, à segurança e à preservação do meio ambiente. 
 
Os benefícios da Normalização podem ser: 
 
QualitativosQualitativosQualitativosQualitativos, permitindo: 
• Utilizar adequadamente os recursos (equipamentos, materiais e mão-de-
obra), 
• Uniformizar a produção, 
• Facilitar o treinamento da mão-de-obra, melhorando seu nível técnico, 
• Registrar o conhecimento tecnológico, 
• Facilitar a contratação ou venda de tecnologia. 
 
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Quantitativos, Quantitativos, Quantitativos, Quantitativos, permitindo: 
• Reduzir o consumo de materiais, 
• Reduzir o desperdício, 
• Padronizar componentes, 
• Padronizar equipamentos, 
• Reduzir a variedade de produtos, 
• Fornecer procedimentos para cálculos e projetos, 
• Aumentar a produtividade, 
• Melhorar a qualidade, 
• Controlar processos. 
 
É ainda um excelente argumento de vendas para o mercado internacional 
como, também, para regular a importação de produtos que não estejam em 
conformidade com as normas do país importador. 
 
3333.4 .4 .4 .4 Instituto Nacional de MetrologInstituto Nacional de MetrologInstituto Nacional de MetrologInstituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial ia, Normalização e Qualidade Industrial ia, Normalização e Qualidade Industrial ia, Normalização e Qualidade Industrial –––– 
INMETRO.INMETRO.INMETRO.INMETRO. 
 
O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – 
INMETRO é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, 
Indústria e Comércio Exterior, que atua como Secretaria Executiva do Conselho 
Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), colegiado 
interministerial, que é o órgão normativo do Sistema Nacional de Metrologia, 
Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro). 
Objetivando integrar uma estrutura sistêmica articulada, o Sinmetro, o 
Conmetro e o INMETRO foram criados pela Lei 5.966, de 11 de dezembro de 1973, 
cabendo a este último substituir o então Instituto Nacional de Pesos e Medidas 
(INPM) e ampliar significativamente o seu raio de atuação a serviço da sociedade 
brasileira. 
No âmbito de sua ampla missão institucional, o INMETRO objetiva fortalecer 
as empresas nacionais, aumentando sua produtividade por meio da adoção de 
mecanismos destinados à melhoria da qualidade de produtos e serviços. Sua missão 
é trabalhar decisivamente para o desenvolvimento sócio-econômico e para a 
melhoria da qualidade de vida da sociedade brasileira, contribuindo para a inserção 
competitiva, para o avanço científico e tecnológico do país e para a proteção do 
cidadão, especialmente nos aspectos ligados à saúde, segurança e meio-ambiente. 
 
Dentre as competências e atribuições do INMETRO destacam-se: 
 
• Gerenciar os sistemas brasileiros de credenciamento de Laboratórios de 
Calibração e de Ensaios e de organismos de certificação e de inspeção; 
• Fomentar a utilização de técnicas de gestão da qualidade na indústria 
nacional; 
• Coordenar a Rede Brasileira de Laboratórios de Calibração (RBC), a Rede 
Brasileira de Laboratórios de Ensaios (RBLE) e a Rede Nacional de Metrologia 
Legal (RNML); 
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• Fiscalizar e verificar os instrumentos de medir empregado na indústria, no 
comércio e em outras atividades relacionadas à proteção do cidadão e do 
meio ambiente; 
• Coordenar a participação brasileira em organismos internacionais 
relacionados com os seus objetivos; 
• Secretariar o Conmetro e seus comitês técnicos; 
• Desenvolver atividades de pesquisa básica e aplicada em áreas críticas da 
metrologia; 
 
• Realizar os trabalhos inerentes à metrologia legal; 
• Difundir informações tecnológicas, notadamente sobre metrologia, normas, 
regulamentos técnicos e qualidade; 
• Supervisionar a emissão de regulamentos técnicos no âmbito governamental; 
• Promover e supervisionar o sistema de normalização técnica consensual; 
• Prover o país de padrões metrológicos primários, estruturar e gerenciar o 
sistema de referências metrológicas brasileiras e assegurar rastreabilidade 
aos padrões metrológicos das redes brasileiras de laboratórios 
credenciados; 
• Delegar competência supervisionada a outras instituições para atuarem 
como referência metrológica nacional em áreas críticas para as quais não 
detém a competência técnica ou laboratorial; 
• Conquistar o reconhecimento internacional do sistema de metrologia e do 
sistema brasileirode credenciamento de laboratórios, de organismos de 
certificação e de organismos de inspeção. 
 
NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: É importante também, consultar outros sites na Internet para manter-
se informado e atualizado. Como exemplo, tem-se muitos bons sites de fabricantes 
de equipamentos elétricos. Nesse caso, além das informações técnicas sobre os 
produtos fabricados, costuma-se encontrar também, literaturas técnicas sobre 
diversos assuntos ligados à eletricidade. 
 
EXERCÍCIOSEXERCÍCIOSEXERCÍCIOSEXERCÍCIOS 
 
1 1 1 1 –––– Qual é a potência do transformador necessária para se ligar um motor de 7,5 CV 
com FP = 0,65? Calcular a corrente que circula pelo circuito para tensão igual a 220 
Volts. 
 
 
 
 
 
2 2 2 2 –––– Calcular o fator de potência de um transformador de 15 kVA a plena carga 
(100%), alimentando uma carga de 7,5 kW. 
 
 
 
 
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4444. CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS / PREDIAIS. CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS / PREDIAIS. CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS / PREDIAIS. CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS / PREDIAIS 
 
Antes de iniciar propriamente este, serão abordadas algumas informações 
gerais, que poderão ser importantes para a melhor compreensão do texto. 
As instalações elétricas de baixa tensão são regulamentadas pela Norma 
Brasileira vigente, a NBR 5410/97 “Instalações Elétricas de Baixa Tensão” da ABNT – 
Associação Brasileira de Normas Técnicas. 
Essa Norma, também conhecida como NB3, fixa os procedimentos que devem 
ter as instalações elétricas: PROJETO, EXECUÇÃO, MANUTENÇÃO e VERIFICAÇÃO 
FINAL, a fim de garantir o seu funcionamento adequado, a segurança das pessoas e 
de animais domésticos e aplica-se às instalações elétricas (novas e reformas das 
existentes) alimentadas sob uma tensão nominal igual ou inferior a 1.000 Volts em 
Corrente Alternada (CA). 
As Concessionárias de energia por sua vez, fornecem a energia elétrica para 
os consumidores de acordo com a carga (kW) instalada e em conformidade com a 
legislação em vigor – Resolução no 456 “Condições Gerais de Fornecimento de 
Energia Elétrica” de 29/11/00, da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, que 
estabelece os seguintes limites para atendimento: 
 
a)a)a)a) Tensão SecuTensão SecuTensão SecuTensão Secundária de Distribuição ndária de Distribuição ndária de Distribuição ndária de Distribuição –––– Grupo C Grupo C Grupo C Grupo C (Baixa Tensão) (Baixa Tensão) (Baixa Tensão) (Baixa Tensão) 
Quando a carga instalada na unidade consumidora for igual ou inferior a 75 
kW. Os consumidores do Grupo C são atendidos na tensão inferior a 2.300 
Volts. 
 
b)b)b)b) Tensão primária de distribuição inferior a 69 kV: Tensão primária de distribuição inferior a 69 kV: Tensão primária de distribuição inferior a 69 kV: Tensão primária de distribuição inferior a 69 kV: Quando a carga instalada na 
unidade consumidora for superior a 75 kW e a demanda contratada ou 
estimada pelo interessado, para o fornecimento, for igual ou inferior a 2.500 
kW. Na maioria da distribuição os consumidores são atendidos geralmente na 
tensão de 13.800 Volts (Trifásico); 
 
c)c)c)c) Tensão primária de distribuição igual ou superior a 69 kV: Tensão primária de distribuição igual ou superior a 69 kV: Tensão primária de distribuição igual ou superior a 69 kV: Tensão primária de distribuição igual ou superior a 69 kV: Quando a demanda 
contratada ou estimada pelo interessado, para o fornecimento, for superior a 
2.500 kW. 
 
Da legislação em vigor, a Resolução da ANEEL n° 456, de 29/11/00, foram 
retiradas as seguintes definições: 
 
a)a)a)a) Carga instalada: Carga instalada: Carga instalada: Carga instalada: soma das potências nominais dos equipamentos elétricos 
instalados na unidade consumidora, em condições de entrar em 
funcionamento, expressa em quilowatts (kW). 
 
b)b)b)b) Consumidor: Consumidor: Consumidor: Consumidor: pessoa física ou jurídica, ou comunhão de fato ou de direito, 
legalmente representada, que solicitar a concessionária o fornecimento de 
energia elétrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e 
pelas demais obrigações fixadas em normas e regulamentos da ANEEL, assim 
vinculando-se aos contratos de fornecimento, de uso e de conexão ou de 
adesão, conforme cada caso. 
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c)c)c)c) Contrato de adesão: Contrato de adesão: Contrato de adesão: Contrato de adesão: instrumento contratual firmado entre a Concessionária 
de Energia Elétrica e o Consumidor cuja unidade consumidora seja atendida 
em Baixa Tensão (Grupo B), com cláusulas vinculadas às normas e 
regulamentos aprovados pela ANEEL, não podendo o conteúdo das mesmas 
serem modificados pela concessionária ou consumidor, a ser aceito ou 
rejeitado de forma integral. 
 
d)d)d)d) Unidade consumidora: Unidade consumidora: Unidade consumidora: Unidade consumidora: conjunto de instalações e equipamentos elétricos 
caracterizado pelo recebimento de energia elétrica em um só ponto de 
entrega, com medição individualizada e correspondente a um único 
consumidor. 
 
 O Artigo 3º Resolução da ANEEL no456, de 29/11/00, estabelece que efetivado 
o pedido de fornecimento de energia elétrica à concessionária, esta cientificará ao 
interessado quanto à obrigatoriedade obrigatoriedade obrigatoriedade obrigatoriedade de: 
 
a) Observância, nas instalações elétricas da unidade consumidora, das 
normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes, pela Associação Brasileira de Associação Brasileira de Associação Brasileira de Associação Brasileira de 
NormasNormasNormasNormas Técnicas Técnicas Técnicas Técnicas ---- ABNT ABNT ABNT ABNT ou outra organização credenciada pelo Conselho Nacional 
de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - CONMETRO, e das normas e 
padrões da concessionária, postos à disposição do interessado; 
b) Instalação, pelo interessado, quando exigido pela concessionária, em 
locais apropriados de livre e fácil acesso, de caixas, quadros, painéis ou cubículos 
destinados à instalação de medidores, transformadores de medição e outros 
aparelhos da concessionária, necessários à medição de consumos de energia 
elétrica e demandas de potência, quando houver, e à proteção destas instalações; 
c) Declaração descritiva da carga instalada na unidade consumidora; 
d) Celebração de contrato de fornecimento com consumidor responsável por 
unidade consumidora do Grupo “A”; 
e) Aceitação dos termos do contrato de adesão pelo consumidor responsável 
por unidade consumidora do Grupo “B”; 
f) Fornecimento de informações referentes à natureza da atividade 
desenvolvida na unidade consumidora, a finalidade da utilização da energia elétrica, 
e a necessidade de comunicar eventuais alterações supervenientes. 
 
 “As normas vigentes das concessionárias de energia para o fornecimento de 
Energia Elétrica em Tensão Secundária – Rede de Distribuição Aérea – Edificações 
Individuais”, ao “Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária – Rede de 
Distribuição Aérea – Edificações Coletivas” e ao “Fornecimento de Energia Elétrica 
em Tensão Secundária – Rede de Distribuição Subterrânea” estabelecem que as 
unidades consumidoras ligadas em baixa tensão (Grupo B) podem ser atendidas das 
seguintes maneiras: 
 
A dois fios: 
• Uma Fase e um Neutro 
• Tensão de 127 ou 220 V; 
 
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A três fios: 
• Duas Fases e um Neutro 
• Tensões de 220 e 380 V, 
 
A quatro fios: 
• Três Fases e um Neutro 
• Tensões de 220 e 380 V. 
 
 NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: O que determina se a unidade consumidora será atendida por 2, 3 ou 4 
fios, será em função da carga (kW) instalada. As Normas referenciadas 
anteriormente,estabelecem os procedimentos que deverão ser seguidos. 
A Norma vigente da CELESC “Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão 
Secundária – Rede de Distribuição Aérea – Edificações Individuais” estabelece os 
seguintes tipos de ligações para as unidades consumidoras residenciais, de acordo 
com a tabela 01 abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 Tabela 01 Tabela 01 Tabela 01 Tabela 01 
 
Observação: Observação: Observação: Observação: Deve - se consultar as Normas vigentes da CELESC quanto à 
restrição de alguns tipos de cargas a serem instaladas/ligadas e a caracterização 
dos diversos tipos de ligação. 
 A Fatura de Energia Elétrica é definida pela Resolução da ANEEL no 456, de 
29/11/00, como a nota fiscal que apresenta a quantia total que deve ser paga (R$) 
pela prestação do serviço público de energia elétrica, referente a um período 
especificado, discriminando as parcelas correspondentes. 
Uma vez determinado o tipo de fornecimento (ligação) pode-se determinar o 
padrão de entrada. Padrão de entradaPadrão de entradaPadrão de entradaPadrão de entrada nada mais é do que um poste com isolador de 
roldana, bengala, caixa de alumínio ou em polietileno com medidor de energia e 
haste terra, eletrodutos rígidos para ligação aéreaaéreaaéreaaérea ou caixa de alumínio ou em 
polietileno com medidor de energia e haste terra, caixas de inspeção, haste terra, 
para ligação subterrâneasubterrâneasubterrâneasubterrânea atendendo as especificações de normas técnicas da 
concessionária para cada tipo de fornecimento. 
Uma vez pronto o padrão de entrada, compete a concessionária fazer a 
inspeção. Estando tudo certo a concessionária instala o medidor e liga o ramal de 
serviço. 
 
 
 
 
 
 
 
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4444.1 .1 .1 .1 PPPPadrão de entrada adrão de entrada adrão de entrada adrão de entrada CELESCCELESCCELESCCELESC até 15 k até 15 k até 15 k até 15 kWWWW 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4444.2 .2 .2 .2 PPPPadrão de entrada adrão de entrada adrão de entrada adrão de entrada CELESCCELESCCELESCCELESC até 75 k até 75 k até 75 k até 75 kWWWW 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4444.3 .3 .3 .3 Rede pública de baixa tRede pública de baixa tRede pública de baixa tRede pública de baixa tensãoensãoensãoensão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Observação: Observação: Observação: Observação: Após a instalação do padrão de entrada os circuitos passarão a 
um quadro de distribuição e deverão ser divididos em circuitos terminais (parciais) 
que são os de iluminação, tomadas de uso geral (TUG’s) e tomadas de uso 
específico (TUE’s) como demonstra a figura acima conforme NBR 5410/97. 
 
 
4444.4.4.4.4 Símbolos eSímbolos eSímbolos eSímbolos e Convenções Convenções Convenções Convenções 
 
Os símbolos gráficos usados nos diagramas unifilar são definidos pela norma 
NBR5444, para serem usados em planta baixa (arquitetônica) do imóvel. Neste tipo 
de planta é indicada a localização exata dos circuitos de luz, de força, de telefone e 
seus respectivos aparelhos. 
As tabelas a seguir mostram a simbologia do sistema unifilar para instalações 
elétricas prediais, segundo NBR5444. 
 
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4444.5.5.5.5 Diagramas eDiagramas eDiagramas eDiagramas elétricos létricos létricos létricos 
 
É a representação de uma instalação elétrica ou parte dela, por meio de 
símbolos gráficos. 
 
4444.5.1 Tipos de diagramas elétricos.5.1 Tipos de diagramas elétricos.5.1 Tipos de diagramas elétricos.5.1 Tipos de diagramas elétricos 
 
MultifiMultifiMultifiMultifilar lar lar lar ---- Apresenta o sistema elétrico como um todo mostrando seus 
detalhes e representa todos os condutores. Não traz informações quanto à posição 
dos componentes do circuito, portanto utilizado somente para circuitos 
elementares, não é empregado em circuitos complexos de difícil interpretação. O 
diagrama multifilar é traçado por meio de retas horizontais ou verticais juntamente 
com as simbologias apropriadas para cada dispositivo. 
Unifilar Unifilar Unifilar Unifilar ---- Apresenta partes principais de um sistema elétrico e identifica 
número de condutores, porém representa seus trajetos por um único traço. 
Geralmente representa a posição física dos componentes da instalação, porém não 
representa com clareza o funcionamento e seqüência funcional dos circuitos. 
FuncionalFuncionalFuncionalFuncional - Apresenta todo o circuito elétrico e permite interpretar com 
rapidez e clareza o funcionamento ou seqüência funcional dos circuitos. Não se 
preocupa com a posição física dos componentes da instalação e o caminho das 
correntes é representado por meio de retas sem cruzamento ou inclinação na 
vertical ou horizontal. 
 
Observação:Observação:Observação:Observação: Por via de regra, qualquer diagrama elétrico deve ser sempre 
representado com seus componentes do comando na posição desligado. 
 
Exemplo de aplicação dos diagramas elétricos. 
Exemplo:Exemplo:Exemplo:Exemplo: Instalação de uma lâmpada incandescente comandada por interruptor 
simples de uma tecla, e também uma tomada de uso geral (TUG) do tipo baixa. 
Observe que são dois circuitosterminais diferentes: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 10Figura 10Figura 10Figura 10 –––– Repre Repre Repre Representação dos diagramas elétricossentação dos diagramas elétricossentação dos diagramas elétricossentação dos diagramas elétricos 
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4444....6666 Componentes Componentes Componentes Componentes elétricos elétricos elétricos elétricos e ee ee ee esquemas de squemas de squemas de squemas de ligaçõesligaçõesligaçõesligações 
 
4444.6.1 Interruptores e .6.1 Interruptores e .6.1 Interruptores e .6.1 Interruptores e tomadastomadastomadastomadas 
 
A seguir estão apresentados os esquemas de ligações elétricas de alguns 
tipos de interruptores e tomadas de uso geral: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 11 Figura 11 Figura 11 Figura 11 –––– Ligações Ligações Ligações Ligações do interruptor simples de uma teclado interruptor simples de uma teclado interruptor simples de uma teclado interruptor simples de uma tecla 
 
Observação:Observação:Observação:Observação: O condutor Neutro deve ser sempre sempre sempre sempre ligado em um ponto (ou 
pólo) do Receptáculo (ou porta-lâmpada) da luminária e o Condutor Fase em um 
ponto Interruptor. O Condutor Retorno sai do outro ponto do Interruptor, indo até ao 
outro ponto Receptáculo, completando assim, o circuito elétrico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 12 Figura 12 Figura 12 Figura 12 –––– Tomada e interruptor na mesma caixa Tomada e interruptor na mesma caixa Tomada e interruptor na mesma caixa Tomada e interruptor na mesma caixa 
 
Observação:Observação:Observação:Observação: Apesar da Tomada e do Interruptor estarem na mesma caixa, os 
circuitos elétricos devem ser distintos. Nas Tomadas, além da seção mínima dos 
condutores serem de 2,5 mm2 e das cores de Isolação ser diferentes, deve-se ligar o 
Condutor Fase, o Condutor Neutro e o Condutor de Proteção (PE). A seguir, serão 
feitos comentários sobre as Tomadas de Uso Geral que ainda não estão em de 
acordo com a NBR 14136. Geralmente as Tomadas de Uso Geral, existentes, têm 
orifícios “redondos” junto com orifícios “chatos”. 
 
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 Os orifícios “chatos” de encaixe na Tomada de 3 pólos (2P + T), são diferentes 
entre si. O plugue do aparelho elétrico, só é encaixado em uma determinada 
posição, o que dá mais segurança. 
 
Veja a figura 13 abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 13 Figura 13 Figura 13 Figura 13 –––– Ligação de uma tomada 2p + T Ligação de uma tomada 2p + T Ligação de uma tomada 2p + T Ligação de uma tomada 2p + T 
 
É importante salientar que na Tomada de 3 (três) pólos, os fios do circuito de 
tomadas da instalação elétrica, devem ser ligados desta forma: 
 
• Condutor Fase Condutor Fase Condutor Fase Condutor Fase –––– Deve ser ligado ao lado direito da Tomada. Esse pólo é do 
tipo “chato” e menos largo do que o do Neutro. 
 
• Condutor Neutro Condutor Neutro Condutor Neutro Condutor Neutro –––– Deve ser ligado do lado esquerdo da Tomada, onde 
geralmente poderá estar escrito a letra “W”. Esse pólo do tipo “chato” é mais 
largo do que o da Fase. 
 
Por uma Norma americana, o condutor Neutro deverá ser identificado pela 
cor branca (“White”, daí a identificação pela letra “W”). Os aparelhos elétricos de 
procedência americana, um dos fios de ligação do aparelho, o de lista branca, está 
no mesmo lado desse pino “chato” mais largo. 
 
• Condutor de Proteção (PE) Condutor de Proteção (PE) Condutor de Proteção (PE) Condutor de Proteção (PE) –––– Deve ser ligado na parte inferior da Tomada, 
onde geralmente está escrito a letra “G” (do inglês “Ground”, que significa 
aterramento). Também está mostrado o símbolo do aterramento. 
 
Observação:Observação:Observação:Observação: Essas tomadas não não não não permitem que um pino do condutor Fase, 
entre no local onde é destinado para o condutor de Proteção (PE), por exemplo. Se 
uma tomada de 3 pólos for diferente da descrita anteriormente, devem ser 
identificados os pólos dos condutores Fase, Neutro e o de Proteção, de acordo com 
um catálogo de tomadas do fabricante, com o objetivo de realizar a correta ligação 
nos respectivos condutores. 
 
NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: Existem tomadas com 2 pólos, com orifícios “redondos” junto com 
orifícios “chatos”, sendo que estes últimos, existe um pólo “chato” mais largo do que 
o outro. O condutor Neutro deverá ser ligado nesse pólo “chato” mais largo. Será 
apresentado a seguir, o esquema elétrico da seguinte situação: considerando o 
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cômodo de um quarto, que tem o interruptor ao lado da porta com uma tomada 
abaixo dele (a 30 cm do piso) e uma tomada em outra parede. 
 
 
A representação esquemática do Projeto Elétrico deverá ser: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4444....6.26.26.26.2 Interruptor paralelo (“three way”) Interruptor paralelo (“three way”) Interruptor paralelo (“three way”) Interruptor paralelo (“three way”) 
 
É muito importante a necessidade de controlar uma ou várias lâmpadas 
situadas no mesmo ponto, de mais de um local diferente. 
Exemplo: em uma escada, é bom que tenha um interruptor em cada uma das 
extremidades, ligados à mesma lâmpada. Isso possibilita uma pessoa acender a 
lâmpada ao chegar e apagá-la quando atingir a outra extremidade da escada. 
Nas salas, quartos, corredores, cozinhas, na iluminação externa, etc., 
também é importante controlar uma ou mais lâmpadas de lugares diferentes. 
Nestes casos utiliza-se um conjunto de interruptores Paralelo, conhecido 
também, como “Three Way”. Esses Interruptores além de maior conforto para o 
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usuário, aumentam os aspectos quanto à segurança, devido ao comando da 
iluminação, em mais de um ponto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 14 Figura 14 Figura 14 Figura 14 –––– Aplicação do interruptorAplicação do interruptorAplicação do interruptorAplicação do interruptor Three Three Three Three----waywaywayway 
 
Através desse Interruptor pode-se comandar uma lâmpada (ou conjunto de 
lâmpadas) de 2 (dois) locais diferentes. 
O esquema CORRETO CORRETO CORRETO CORRETO de ligação do conjunto deverá ser: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 15 Figura 15 Figura 15 Figura 15 –––– Representação do threeRepresentação do threeRepresentação do threeRepresentação do three----way com simbologiaway com simbologiaway com simbologiaway com simbologia 
 
1. O Condutor Neutro é ligado em um ponto no Receptáculo da luminária; 
2. O Condutor Fase deverá ser ligado em um dos Interruptores Paralelos, no 
pino central. Dos outros dois pinos deste Interruptor, deverão sair 2 
condutores de Retorno, até o outro Interruptor Paralelo; 
3. Do pino central deste segundo Interruptor Paralelo, sairá outro condutor de 
retorno, que deverá ser ligado no outro pólodo receptáculo da luminária, 
completando assim, o circuito elétrico. 
 
4444.6.3.6.3.6.3.6.3 ---- Interruptor Intermediário (“Four Way”) Interruptor Intermediário (“Four Way”) Interruptor Intermediário (“Four Way”) Interruptor Intermediário (“Four Way”) 
 
É usado quando se deseja comandar uma lâmpada ou um conjunto de 
lâmpadas de mais de dois locais diferentes. 
O interruptor Intermediário (“Four Way”) é colocado/instalado entre dois 
interruptores Paralelo (“Three Way”). 
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Podem ser instalados tantos interruptores Intermediários (“Four Way”) 
quantos forem necessários os pontos de comando, no mesmo circuito. 
O esquema a seguir, mostra uma ligação de uma lâmpada comandada de 3 
locais diferentes, com a utilização de 1 interruptor Intermediário (“Four Way”) e 2 
interruptores Paralelo (“Three Way”). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 16 Figura 16 Figura 16 Figura 16 –––– Representação do FourRepresentação do FourRepresentação do FourRepresentação do Four----way com simbologiaway com simbologiaway com simbologiaway com simbologia 
 
1. O Condutor Neutro é ligado em um ponto no Receptáculo da luminária; 
2. O Condutor Fase deverá ser ligado em um dos Interruptores Paralelos, no 
pino central. Dos outros dois pinos deste Interruptor, deverão sair 2 
condutores de Retorno, indo até aos dois pinos do mesmo lado do Interruptor 
Intermediário; 
3. Dos outros dois pinos do Interruptor Intermediário, sairão 2 condutores de 
Retorno, que deverão ser ligados no segundo Interruptor Paralelo; 
4. Do pino central deste segundo Interruptor Paralelo, sairá outro condutor de 
Retorno, que deverá ser ligado no outro pólo do Receptáculo da luminária, 
completando assim, o circuito elétrico. 
4444....6666....4444 Receptáculo Receptáculo Receptáculo Receptáculo 
É uma base de porcelana, com rosca metálica onde são atarraxadas as 
lâmpadas. Possui bornes de conexão onde são ligados os condutores, tendo como 
função estabelecer um ponto de conexão entre a lâmpada e os condutores. O 
receptáculo mais utilizado em instalações prediais e residenciais é o do tipo (E-27). 
 
 
 
 
 
 Figura 17 Figura 17 Figura 17 Figura 17 –––– Receptáculo de porcelana com base E Receptáculo de porcelana com base E Receptáculo de porcelana com base E Receptáculo de porcelana com base E ----27272727 
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4444....6666....5555 Tipos de Tipos de Tipos de Tipos de Tomadas e PluguesTomadas e PluguesTomadas e PluguesTomadas e Plugues 
 
São dispositivos que permitem ligações elétricas provisórias ou de aparelhos 
portáteis industriais e eletrodomésticos. A tomada é a parte fixa (fêmea) e o plugue a 
móvel (macho). As duas partes são fabricadas para encaixar entre si com área e 
pressão para propiciar um contato elétrico satisfatório, evitando aquecimentos. 
Os plugues se diferenciam pela forma e quantidade de hastes. Estas devem 
corresponder à forma e quantidade dos contatos da tomada. Os pinos (ou hastes) 
para ligação a terra se diferenciam dos outros pelo seu maior comprimento podendo 
ter formatos redondos ou chatos. 
 
Tanto os plugues quanto as tomadas podem receber certo números de pinos: 
• (2) Monofásico sem terra; 
• (3) Monofásico com terra; 
• (3) Trifásico sem terra; 
• (4) Trifásico com terra (vide figura). 
 
 
As tomadas são fabricadas em porcelana ou plástico possuindo quantos 
orifícios forem necessários para conexão com os correspondentes plugues. Para 
instalações de tomadas no piso as mesmas devem ser especiais e com tampa 
metálica. Existem ainda comercialmente rodapés energizados, geralmente 
aplicados quando se deseja uma linha contínua de tomadas. 
 
Correntes nominais em norma de fabricação:Correntes nominais em norma de fabricação:Correntes nominais em norma de fabricação:Correntes nominais em norma de fabricação: 
 
• 6 A; 40 A; 
• 10 A; 50 A; 
• 16 A; 63 A; 
• 20 A; 125 A. 
• 32 A; 
 
 
4444.6.6.6.6.6.6.6.6 Condulete (caixa de passagem) Condulete (caixa de passagem) Condulete (caixa de passagem) Condulete (caixa de passagem) 
 
É uma peça empregada em rede de eletrodutos exposta podendo ser simples, 
dupla, tripla ou quádrupla. Fabricada em liga de alumínio fundido de alta resistência 
ou de plástico com identificação da bitola do eletroduto. Possui tampa 
intercambiável que permite inúmeras combinações de tomadas, interruptores, 
botões de comando e lâmpadas de sinalizações. 
Servem como caixa de passagem dos condutores e para conter dispositivos 
elétricos. Os conduletes são selecionados, de modo que atendam as dimensões e 
derivações dos eletrodutos e também pela posição das tampas, os quais devem ser 
colocados de modo que permitam o acesso do eletricista ao executar os trabalhos 
de fiação e emendas de condutores. 
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 Figura 18Figura 18Figura 18Figura 18 –––– Condulete de alumínio Condulete de alumínio Condulete de alumínio Condulete de alumínio 
4444....6.76.76.76.7 Lâmpada incandescente Lâmpada incandescente Lâmpada incandescente Lâmpada incandescente 
A lâmpada incandescente é um dispositivo elétrico que transforma energia 
elétrica em energia luminosa em energia térmica, sendo portanto uma fonte de luz 
artificial. 
Thomas Alva Edison em 1880 construiu a primeira lâmpada incandescente 
utilizando uma haste de carvão muito fina que aquecendo até próximo ao ponto de 
fusão passava a emitir luz. 
Como o filamento de carvão tinha pouca durabilidade, Edison começou a fazer 
experiências com ligas metálicas, pois a durabilidade das lâmpadas de carvão não 
passava de algumas horas de uso. 
A lâmpada de filamento de bambu carbonizado foi a que teve melhor 
rendimento e durabilidade, sendo em seguida substituída pela de celulose, e 
finalmente a conhecida até hoje com filamento de tungstênio cuja temperatura de 
trabalho chega a três mil graus Celsius. 
A luz dessa lâmpada é resultante do aquecimento de um fio, pela passagem 
da corrente elétrica até a incandescência, daí o seu nome incandescente. Os 
componentes mais importantes de uma lâmpada incandescente são os seguintes: 
 
• Bulbo:Bulbo:Bulbo:Bulbo: é construído em vidro opaco ou transparente e apresente 
diversos formatos. No interior há gás inerte ou vácuo para evitar que o 
filamento entre em combustão e se evapore, já que o oxigênio alimenta 
a combustão. 
• Base:Base:Base:Base: É latão ou outras ligas e possui rosca, do tipo EDSON de diversos 
diâmetros. Conforme o diâmetro recebe um nome e um símbolo de 
acordo com a tabela abaixo. 
 
Nome da Base Símbolo Diâmetro (mm) 
Miniatura E-I0 10 
Candelabro E-12 12 
Pequena E-14 14 
lntermediária E-17 17 
Normal E-27 27 
Mogul E-40 40 
 
• Filamento:Filamento:Filamento:Filamento: É construído de tungstênio, que tem um ponto de fusão de 
aproximadamente 3400°C, enrolado em forma de helicoidal e 
suportado por uma haste de vidro que se encontram também os 
 
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condutores internos. A escolha de uma lâmpada incandescenteé feita 
baseando-se principalmente na potência e tensão nominais. Quanto 
maior a potência, maior será o fluxo luminoso. 
 
A principal desvantagem dessa categoria de lâmpadas é a baixa eficiência, 
pois cerca de 90% da energia consumida para acender uma lâmpada incandescente 
é transformada em calor e menos de 10% em luz. É uma boa forte de luz, com um 
excelente índice de reprodução decores, mas infelizmente, no que diz respeito à 
economia, é extremamente deficiente. 
No aquecimento do filamento para o acendimento da lâmpada, o mesmo 
começa a perder partículas, que se desprendendo se depositam no bulbo da 
lâmpada causando escurecimento. A cada ciclo de liga, aquece e desliga a 
resistência que é o filamento vai ficando mais fina. Até ao afinal da vida útil desse 
tipo de lâmpada se perde até 20% de sua luminosidade e, em determinado momento 
por volta de mil horas, rompe-se o filamento “queimando” a lâmpada. É por esse 
motivo que uma lâmpada incandescente nova ilumina mais do que usada. 
O fluxo luminoso é a quantidade total de luz emitida por uma fonte de luz e é 
medido em Lumens (lm). Para exemplificar, uma lâmpada incandescente de 60W tem 
tipicamente um fluxo luminoso de 715 lumens. Abaixo segue uma figura 
demonstrando as principais partes da lâmpada: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura Figura Figura Figura 19191919 –––– Lâmpada incandescente comum Lâmpada incandescente comum Lâmpada incandescente comum Lâmpada incandescente comum 
 
As lâmpadas incandescentes comuns quando fabricadas para funcionarem na 
tensão de 124 Volts, terão uma vida média em torno de 1.000 horas. Se esta lâmpada 
funcionar em 127 Volts, a vida média cai para em torno de 750 horas. As lâmpadas 
incandescentes comuns quando fabricadas para funcionarem na tensão de 220 
Volts, terão uma vida média em torno de 1.000 horas. 
 
4444.6.8.6.8.6.8.6.8 Lâmpadas fluorescentesLâmpadas fluorescentesLâmpadas fluorescentesLâmpadas fluorescentes 
 
São lâmpadas que utilizam descarga elétrica através de um gás. Consistem 
em um bulbo cilíndrico de vidro revestido de material fluorescente (cristais de 
fósforo), contendo vapor de mercúrio a baixa pressão em seu interior e portando em 
suas extremidades, eletrodos de tungstênio. 
A Temperatura de Cor pode ter diversas tonalidades, dependendo do 
fabricante. Dessa forma, conforme a finalidade deverá ser usada a lâmpada com a 
Temperatura de Cor adequada. 
As lâmpadas fluorescentes emitem menos calor e iluminam mais, se 
comparadas com as lâmpadas incandescentes comuns. 
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Os tipos mais usados na residência as Lâmpadas Fluorescentes Tubulares e 
as Lâmpadas Fluorescentes Compactas. 
NOTA:NOTA:NOTA:NOTA: Deve-se evitar o liga/desliga desnecessário dessas lâmpadas, pois elas 
queimam mais rapidamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 2Figura 2Figura 2Figura 20000 –––– Tipos de lâmpadas fluorescentes Tipos de lâmpadas fluorescentes Tipos de lâmpadas fluorescentes Tipos de lâmpadas fluorescentes 
 
Essas lâmpadas fluorescentes necessitam para funcionar de um equipamento 
auxiliar, denominado de Reator. Ele é necessário para produzir a sobretensão 
necessária ao início da descarga e para limitar a corrente. 
Existem reatores dos seguintes tipos: Convencional, o de Partida Rápida e o 
Eletrônico. O Reator do tipo Convencional é magnético e necessita de um dispositivo 
auxiliar denominado de “Starter”. É usado para ligar e desligar os eletrodos da 
lâmpada. 
O Reator do tipo Partida Rápida é também magnético. A lâmpada fluorescente 
é acesa mais rapidamente, do que quando é utilizado o Reator tipo Convencional. 
O Reator do tipo Eletrônico é muito eficiente. O acendimento da lâmpada 
fluorescente é quase de imediato. 
O funcionamento dessas lâmpadas pode ser feito através de “dimmers” 
especiais e com reatores eletrônicos que podem ser utilizados com esses “dimmers” 
especiais. 
O funcionamento de uma Lâmpada Fluorescente, com um Reator do tipo 
Convencional, com o diagrama a seguir, é da seguinte forma: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 21 Figura 21 Figura 21 Figura 21 –––– Ligação do reator de partida convencional Ligação do reator de partida convencional Ligação do reator de partida convencional Ligação do reator de partida convencional 
 
Ao ser fechado o interruptor S, o “Starter” fecha e abre rapidamente. Quando 
ele está fechado os filamentos são aquecidos ionizando o vapor de mercúrio (gás) 
existente dentro do tubo e ao abrir é dada a partida na lâmpada, ou seja, passa a 
circular corrente entre os filamentos e a Lâmpada emite a luz. Depois que a lâmpada 
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está acesa, “pode-se retirar” o “Starter” do circuito, uma vez que não circula 
corrente pelo mesmo. 
O Reator tem a função de provocar uma sobretensão durante a partida e 
depois evitar que a corrente atinja valores elevados. 
A função do capacitor ligado em paralelo com o “Starter” é evitar o 
faiscamento entre seus terminais durante a partida. 
Devido as grandes vantagens da iluminação fluorescente, como maior 
rendimento luminoso, menor perda em forma de calor, luz mais branca, etc., as 
Lâmpadas Fluorescentes Tubulares são muito utilizadas, principalmente nas áreas 
Copa, Cozinha, Área de Serviço, etc., de uma residência. Nestes locais é melhor 
utilizar Lâmpadas Fluorescentes Tubulares, pois elas duram e iluminam mais do que 
as incandescentes. 
Uma Lâmpada Fluorescente tem uma vida média de até 7.500 horas, ou seja, 
dura cerca de 7,5 vezes mais que a Incandescente. Inicialmente tem-se um gasto 
maior, mas, em compensação, não é necessário trocá-la tantas vezes, além disso, 
economiza energia elétrica e, portanto, reduz o valor da Fatura de Energia Elétrica. 
Existe um tipo de Lâmpada Fluorescente Especial, que são mais eficientes do 
que as Lâmpadas Fluorescentes tradicionais. Elas têm o tubo mais fino e de menor 
comprimento e duram cerca de 16.000 horas. Ela utiliza para o seu funcionamento, 
um tipo de Reator eletrônico especial. 
As Lâmpadas Fluorescentes Compactas são mais utilizadas nos restantes dos 
cômodos da residência, tais como: Sala, Quartos, Corredores, etc. 
Estas Lâmpadas são de pequenas dimensões e de baixa potência, variando de 
5 a 26 Watts, encontrando-se nos mais diversos tipos e modelos. A vida média pode 
variar de 3.000 a 8.000 horas, dependendo o modelo ou do fabricante. 
As mais práticas são aquelas com Reator acoplado com a Lâmpada, pois 
normalmente, a depender do tipo de luminária, substituem diretamente uma 
lâmpada incandescente. O Reator pode ser eletrônico ou magnético. 
Apesar das Lâmpadas Fluorescentes Compactas serem mais caras que as 
Incandescentes, elas são bem mais econômicas e sua utilização se justifica quando 
são utilizadas por mais de 3 horas por dia. 
A tabela 02 a seguir mostra as principais características das Lâmpadas 
Incandescentes e Fluorescentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Tabela 02 Tabela 02 Tabela 02 Tabela 02 
 
ObservaçãoObservaçãoObservaçãoObservação: a Tabela acima apresenta valores médios,podendo variar 
dependendo do Fabricante. 
 
4444.6.9 .6.9 .6.9 .6.9 Minuteria (controle teMinuteria (controle teMinuteria (controle teMinuteria (controle temporizado de acendimento)mporizado de acendimento)mporizado de acendimento)mporizado de acendimento) 
 
O interruptor de minuteria é um dispositivo de comando de iluminação que 
necessita da ação humana para ligar o circuito, desligando automaticamente depois 
de vencido o tempo previamente regulado. 
Em alguns ambientes de acesso comum onde à circulação das pessoas é 
muito freqüente, porém de o movimento reduzido (de noite, por exemplo) a 
possibilidade de lâmpadas permanecerem acessas desnecessariamente é grande. 
Esse fato é corriqueiro devido às pessoas normalmente delegarem a outrem a 
incumbência do desligamento das lâmpadas. 
Recomenda-se então, que nesses locais sejam utilizados dispositivos que 
mantenham as lâmpadas acessas somente no momento em que uma pessoa estiver 
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circulando, desligando automaticamente logo em seguida. Denomina-se esse 
dispositivo de minuteria. 
É comumente aplicado na iluminação de escadarias de prédios e corredores 
de apartamentos ou ambientes quaisquer que necessitam ser iluminados durante 
curtos períodos de tempo, como em Hall social e ante-salas. 
Os tipos de minuterias mais encontrados atualmente no comércio são as 
eletrônicas, devido suas dimensões reduzidas substituindo com vantagens as 
precursoras eletromecânicas e eletropneumátricas. 
Podem ser de sobrepor com fixação diretamente na parede através de 
suporte apropriado ou fixadas no quadro de disjuntores. Ou ainda de embutir, 
que podem ser instaladas com facilidade em caixas de passagem. 
Seu funcionamento é simples onde ao pressionar o botão de campainha 
(pulsador), é fornecida a tensão necessária para o funcionamento do circuito da 
minuteria. A temporização pode variar de 15 segundos a 5 minutos. 
Dependendo do modelo da minuteria depois de decorrido certo tempo de 
lâmpada acesa, ocorrerá um pré-aviso de extinção (avisando que a lâmpada vai 
apagar em instantes) com 50% da luminosidade. 
 
A minuteria possui os seguintes componentes conforme figura abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 22 Figura 22 Figura 22 Figura 22 –––– Minuteria eletrônica (PIAL) Minuteria eletrônica (PIAL) Minuteria eletrônica (PIAL) Minuteria eletrônica (PIAL) 
 
1. Interruptor de modo:Interruptor de modo:Interruptor de modo:Interruptor de modo: Possui duas posições, uma para manter as lâmpadas 
permanentemente acesas e outra que coloca em função a minuteria. 
2. Lâmpada néon:Lâmpada néon:Lâmpada néon:Lâmpada néon: Auxilia na regulagem da temporização. 
 
3. Jumper:Jumper:Jumper:Jumper: Elimina o pré-aviso descrito acima. Isso evita a possibilidade de 
funcionamento irregular de lâmpadas fluorescentes. 
4. Regulagem de temporizaçãoRegulagem de temporizaçãoRegulagem de temporizaçãoRegulagem de temporização: Deve-se girar o botão com uma chave de fenda 
para esquerda para diminuir ou direita para aumentar sem forçar seus limites. 
Para simular o acionamento dos pulsadores em outros locais (hall, corredor 
ou escada) coloque o interruptor na posição "permanente", e em seguida na 
posição "minuteria". O tempo que a lâmpada néon permanecer apagada 
corresponde ao tempo que as lâmpadas controladas pela minuteria 
permanecem acesas. 
5. Fusível:Fusível:Fusível:Fusível: Para substituir o fusível, puxar a lingüeta do compartimento e colocar 
o novo fusível. 
6. Esquema de ligação:Esquema de ligação:Esquema de ligação:Esquema de ligação: Orienta o técnico para sua correta instalação. 
 
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* Instalação de três lâmpadas incandescentes comandadas por dois pontos 
diferentes de comando (interruptores pulsadores) tendo como dispositivo de 
controle de tempo a minuteria: 
 
 Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema multifilar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Esquema unifilarEsquema unifilarEsquema unifilarEsquema unifilar 
 
 
 
 
 
 
4444.6.10 .6.10 .6.10 .6.10 Relé fotoelétrico (fotocélula)Relé fotoelétrico (fotocélula)Relé fotoelétrico (fotocélula)Relé fotoelétrico (fotocélula) 
 
A utilização generalizada dos interruptores fotoelétricos no controle 
individual de luminárias trouxe consigo uma grande demanda desse tipo de aparelho 
junto às empresas de energia elétrica, mostrando a necessidade de fabricação de 
tais aparelhos. 
 
Basicamente, um relé fotoelétrico (vide figura da esquerda) serve para o 
controle automático de lâmpadas que acendem ao cair da tarde e voltam a apagar 
com o amanhecer, sendo largamente aplicado na iluminação pública. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 24 Figura 24 Figura 24 Figura 24 –––– Princípio de Funcionamento Princípio de Funcionamento Princípio de Funcionamento Princípio de Funcionamento 
 
O funcionamento (acompanhando a figura da direita) ocorre quando a 
corrente alternada flui do terminal de linha (A) através da bobina do relé (k1), do 
resistor de amortecimento (R1) e do LDR (resistor dependente de luz) até o terminal 
comum (B). A linha pontilhada delimita o circuito do relé fotoelétrico. 
O fluxo da corrente através do relé é controlado pelo LDR que varia 
inversamente à intensidade de luz recebida. Ao cair o nível de luz até um certo 
patamar desejado em lux, o fluxo da corrente diminui ao ponto em que a armadura 
do relé é solta e os contatos de k1 se fecham. Observe que por motivo segurança os 
contatos de carga são normalmente fechados. 
 
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Ao aumentar o nível de luz, o fluxo da corrente aumenta até que a armadura 
do relé se energiza e abre os contatos de carga. O pára-raio (GAP) fica entre o 
terminal da linha e o terminal comum com a finalidade de absorver elevações 
repentinas de energia, protegendo assim tanto o aparelho como a carga. 
Usualmente é empregado um capacitor (c) em paralelo com a bobina do relé k1 
evitando o chaveamento excessivo num período intermediário entre o claro e o 
escuro. 
Como já dito, o LDR é um componente eletrônico que varia sua resistência de 
acordo com o nível de luz incidente. Assim, durante o dia quando a luz é intensa sua 
resistência baixa, da ordem de 2,5 kΩ e do contrário à noite, seu valor sobe na casa 
de MΩ. 
Na medida em que a intensidade luminosa que está incidindo na fotocélula 
diminui a corrente também diminui devido ao acréscimo do valor da resistência no 
LDR, até atingir um ponto em que o contato se fecha (Lâmpada acesa). Quando a 
intensidade luminosa cresce, a corrente aumenta até atingir um ponto em o contato 
se abre (Lâmpada apagada). 
 
* Instalação de uma lâmpada de descarga comandada tendo como dispositivo de 
controle automático de acendimento o relé fotoelétrico: 
 
 Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema unifilarEsquema unifilarEsquemaunifilarEsquema unifilar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4444.6.11 .6.11 .6.11 .6.11 Campainha e cigarra elétricaCampainha e cigarra elétricaCampainha e cigarra elétricaCampainha e cigarra elétrica 
As campainhas e cigarras são aparelhos que representam uma forma mais 
simples de sinalização sonora e se destina a dar maior comodidade aos usuários, 
evitando que visitas e vendedores tenham que bater palmas para solicitar a 
presença do proprietário da residência ou apartamento a fim de atendê-los. Essa 
forma de sinalização pode ser também usada para chamada geral (escolas, 
indústrias) e sistema de alarmes. 
 
 
 
 
 Figura 25 Figura 25 Figura 25 Figura 25 ---- Cigarra elétrica Cigarra elétrica Cigarra elétrica Cigarra elétrica 
 Figura 26 Figura 26 Figura 26 Figura 26 ---- Campainha elétricaCampainha elétricaCampainha elétricaCampainha elétrica 
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O funcionamento da campainha eletromagnética (acompanhe a figura abaixo) 
se inicia quando é pressionado o botão pulsador sendo o eletroímã alimentado com 
tensão necessária para atrair a lâmina de ferro e fazer o martelo golpear o tímpano. 
Então, o circuito é aberto pelo interruptor de contato fazendo o eletroímã soltar a 
lâmina que é afastada pela ação da mola. O eletroímã voltando a posição de repouso 
fecha o interruptor de contato, e, atrai novamente a lâmina de ferro de modo que o 
martelo golpeie o tímpano assim sucessivamente enquanto o botão pulsador estiver 
pressionado. Observe que devido ao seu funcionamento a cigarra elétrica produz 
um sinal sonoro intermitente devido a freqüência que o martelo bate no tímpano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 27 Figura 27 Figura 27 Figura 27 –––– Princí Princí Princí Princípio de funciopio de funciopio de funciopio de funcionamento da campainhanamento da campainhanamento da campainhanamento da campainha 
 
A campainha por sua vez um sinal sonoro mais agradável possuindo 
geralmente dois tons (“dim-dom”) e funciona semelhante à cigarra elétrica, porém, 
sem a presença do interruptor de contato eliminando então a vibração do martelo e 
usualmente tem tubos para melhorar a amplificar a acústica. 
 
• Instalação de cigarra elétrica comandada por interruptor pulsador: 
 Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema unifilarEsquema unifilarEsquema unifilarEsquema unifilar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atualmente são empregadas também campainhas eletrônicas que possuem a 
vantagem de apresentarem dimensões reduzidas e algumas comodidades como as 
de modelos sem-fio. 
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4444.6.12.6.12.6.12.6.12 Controle de intensidade luminosa ( Controle de intensidade luminosa ( Controle de intensidade luminosa ( Controle de intensidade luminosa (DimmerDimmerDimmerDimmer)))) 
 
Os dimmers (figura abaixo na esquerda) são interruptores que através de um 
circuito especial geralmente eletrônico variam a intensidade luminosa da lâmpada 
instalada em seu circuito podendo proporcionar economia de energia elétrica. Os 
interruptores tipo dimmer mais comuns são no modelo de interruptor simples sendo 
sua instalação feita do mesmo modo que a do interruptor correspondente. Também 
são encontrados dimmers de interruptor paralelo. 
A vantagem no emprego desses aparelhos é a possibilidade de controlar o 
brilho de lâmpadas obtendo desde a luz plena (potência total) variando para meia luz 
e por fim chegando a extinção completa do brilho (lâmpada apagada). 
Economizando então, parcela de energia quando não está sendo consumida pela 
lâmpada. 
Os dimmers foram desenvolvidos para substituir os reostatos (resistor 
variável de potência) que desempenhavam a mesma tarefa dos dimmers, porém não 
economizavam energia dissipando esta em calor (figura abaixo na direita). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 28 Figura 28 Figura 28 Figura 28 ---- Circuito eletrônico típico empregado em dimmer Circuito eletrônico típico empregado em dimmer Circuito eletrônico típico empregado em dimmer Circuito eletrônico típico empregado em dimmer 
 
4444.6.13 .6.13 .6.13 .6.13 Interruptor automátInterruptor automátInterruptor automátInterruptor automático de presença (IAP)ico de presença (IAP)ico de presença (IAP)ico de presença (IAP) 
 
O interruptor automático de presença é um circuito eletrônico que capta 
através de um sensor infravermelho, a radiação de calor de pessoas, animais, 
automóveis entre outros que estejam nos limites perceptíveis do dispositivo. 
Também é chamado de sensor de presença (ver figura abaixo na esquerda). 
Possibilita o comando automático da iluminação de ambientes onde não é 
necessário manter as lâmpadas permanentemente acesas, ou seja, a iluminação é 
necessária somente na presença de pessoas proporcionando assim considerável 
economia de energia. 
 
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As aplicações típicas do interruptor automático de presença são em garagens 
de residências, iluminações externa em geral, bem como hall social, ante-salas, 
escadas e banheiros públicos. Nos edifícios residenciais ou comerciais para 
controle na iluminação de salas, escadas, recepções, estacionamentos, jardins ou 
até corredores de cada andar e ainda no controle de portas automáticas. Em 
indústrias para iluminação de pátios, jardins, armazéns e vestiários. 
 
Em sistemas de segurança são amplamente utilizados para o acionamento de 
alarmes sonoros e/ou luminosos, para ligar câmaras de circuito fechado de TV 
(CFTV) ou outros dispositivos. 
 
O interruptor automático de presença deve ser preferencialmente instalado 
em local protegido, onde os raios sol não incidam diretamente. Dependendo do 
modelo e de cada fabricante, pode possuir o índice de proteção 3 possibilitando 
ficar exposto à chuva (observe ilustrações a direita). 
 
Deve ser fixado a uma altura aproximadamente de 2,5m do solo, de maneira 
que a movimentação de pessoas, animais e veículos estejam na transversal, 
atingindo o maior número de raios possível. Seu visor articulável deve ser 
posicionado de modo que o seu campo de atuação seja cortado na altura do “alvo”. 
A fixação pode ser feita sobre uma caixa embutida 4x2 ou diretamente na parede, 
através de buchas plásticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 29 Figura 29 Figura 29 Figura 29 –––– Posição de montagem do IAP Posição de montagem do IAP Posição de montagem do IAP Posição de montagem do IAP 
 
4444.6.14.6.14.6.14.6.14 Quadro de distribuição de circuitos Quadro de distribuição de circuitos Quadro de distribuição de circuitos Quadro de distribuição de circuitos –––– QDC QDC QDC QDC 
 
O Quadro de Distribuição de Circuitos – QDC deverá ser feito de material 
metálico e ser instalado em local de fácil acesso, preferencialmente no centro de 
cargas da instalação elétrica e possuir uma identificação do lado externo de seus 
componentes – Dispositivos de Proteção e de Segurança e dos Circuitos Elétricos 
com as respectivas cargas. 
 
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A Norma NBR 5410/97 estabelece que deva ser prevista em cada QDC, uma 
capacidade de reserva (espaço), que permita ampliações futuras da instalação 
elétrica interna, compatível com a quantidade e tipo de circuitos efetivamente 
previstos inicialmente, conforme a seguir: 
 
• QDC com até 6 circuitos, prever espaço de reserva para o mínimo 2 
circuitos; 
• QDC de 7 a 12 circuitos, prever espaço de reserva para o mínimo 3 
circuitos; 
• QDC de 13 a 30 circuitos, prever espaço de reserva para o mínimo de 4 
circuitos; 
• QDC acima de 30 circuitos, prever espaço de reserva para o mínimo de 
15% dos circuitos. 
 
No Quadro de Distribuição de Circuitos – QDC, deverão ser instalados os 
dispositivos de proteção para os respectivos circuitos (um para cada circuito). 
 
O QDC deverá conter/possibilitar a instalação de: 
 
• Barramentos para os condutores das Fases; 
• Terminal para ligação do condutor Neutro; 
• Terminal para ligação do condutor de Proteção (PE); 
• Disjuntores Termomagnéticos; 
• Dispositivos Diferenciais - Residuais – DR’s; 
• Dispositivos contra sobretensões, etc. 
 
O Quadro de Distribuição de Circuitos – QDC deve ser bem fechado, com o 
objetivo de evitar que as pessoas acidentem ao encostar acidentalmente ou 
manusear os dispositivos de segurança. Também deve possibilitar o 
enclausuramento das partes energizadas (conexões dos cabos com os dispositivos 
de proteção e de segurança, barramentos, etc.). 
 
IMPORTANTE: O Quadro de Distribuição de Circuitos IMPORTANTE: O Quadro de Distribuição de Circuitos IMPORTANTE: O Quadro de Distribuição de Circuitos IMPORTANTE: O Quadro de Distribuição de Circuitos ---- QDC é o centro de QDC é o centro de QDC é o centro de QDC é o centro de 
distribuição de enedistribuição de enedistribuição de enedistribuição de energia de toda a instalação elétrica de uma residência.rgia de toda a instalação elétrica de uma residência.rgia de toda a instalação elétrica de uma residência.rgia de toda a instalação elétrica de uma residência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 30Figura 30Figura 30Figura 30 –––– Quadro de distribuição Quadro de distribuição Quadro de distribuição Quadro de distribuição 
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4.6.14.1 Ligação do quadro de distribuição (QDC)4.6.14.1 Ligação do quadro de distribuição (QDC)4.6.14.1 Ligação do quadro de distribuição (QDC)4.6.14.1 Ligação do quadro de distribuição (QDC) 
 
A figura abaixo demonstra a instalação de um QDC em um sistema 
monofásico utilizando o dispositivo Diferencial Residual (DR) que será abordado nos 
capítulos seguintes. O quadro também obedece a NBR 5410/97 fazendo a correta 
divisão dos circuitos terminais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 31 Figura 31 Figura 31 Figura 31 –––– Ligação interna do QDC Ligação interna do QDC Ligação interna do QDC Ligação interna do QDC 
 
5555. . . . PRINCIPAIS PRINCIPAIS PRINCIPAIS PRINCIPAIS FERRAMENFERRAMENFERRAMENFERRAMENTAS TAS TAS TAS MANUAISMANUAISMANUAISMANUAIS 
 
São vários os tipos de ferramentas manuais encontradas hoje no mercado, 
todas variam seu aspecto construtivo em função do serviço a que se destinam. As 
principais para serviços de instalações elétricas são: 
 
5555.1 Alicate universal:.1 Alicate universal:.1 Alicate universal:.1 Alicate universal: tem a forma conforme a figura abaixo sendo usado para 
segurar peças em geral, cortar condutores e arames por meio do corta-fios de que é 
provido. 
 
As peças são presas entre os bicos ranhurados do alicate e os condutores 
são cortados por meio de duas facas afiadas que constituem o corta-fio. 
 
O alicate é acionado mediante ao aperto manual de suas pernas que são 
isoladas por meio de cobertura de material isolante podendo ser ebonite, baquelite 
ou borracha de plástico. 
 
 
 
 
 
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5555.2 Alicate de bico chato: .2 Alicate de bico chato: .2 Alicate de bico chato: .2 Alicate de bico chato: é ilustrado pela figura logo a seguir e tem seu uso 
caracterizado por segurar, torcer e curvar condutores rígidos. Geralmente também 
possui capa de material isolante nas pernas. 
 
 
 
 
 
 
5555.3 .3 .3 .3 AAAAlicate de corte lateral: licate de corte lateral: licate de corte lateral: licate de corte lateral: tem o aspecto semelhante conforme figura abaixo e 
possui na extremidade duas partes cortantes sendo introduzidas nos condutores ou 
arames a serem cortados. O corte dos condutores é efetuado se fechando as pernas 
do alicate por meio de aperto manual. 
 
 
 
 
 
 
5555.4 .4 .4 .4 AAAAlicate de bico cônico: licate de bico cônico: licate de bico cônico: licate de bico cônico: é o tipo de ferramenta que serve para curvar condutores 
e arames, mas com função específica de permitir executar argolas (olhais) nas 
extremidades dos condutores de pequeno diâmetro. 
 
A conicidade de seus bicos facilita a confecção de olhais com diâmetros de 
tamanhos variados. É ilustrado conforme a figura abaixo. 
 
 
 
 
 
 
5555.5 .5 .5 .5 AAAAlicate desencapador de fios: licate desencapador de fios: licate desencapador de fios: licate desencapador de fios: O Alicate desencapador de fios como o nome já 
define utilizado para substituir os canivetes na retirada do isolante do condutor 
elétrico possibilitando a regulagem para cada bitola desejada. 
 
 
 
 
 
 
 
5555.6 .6 .6 .6 Chave de fChave de fChave de fChave de fenda: enda: enda: enda: A chave de fenda deve atender sempre a duas finalidades, -
proporcionar firmeza e segurança no serviço, e, ainda aparafusar e segurar por si 
só, um parafuso que não pode ser colocado com o dedo. 
Existem vários modelos de chaves de fenda, desde a mais fina para 
montagens de pequenos aparelhos, até as chaves maiores dotadas de catracas, e 
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em serviços de montagem em larga escala são utilizadas chaves pneumáticas e 
elétricas. 
As de uso mais comum, conforme figura a seguir, compõe-se das seguintes 
partes: 
• Haste, com lâmina e espiga; 
• Cabo, onde a espiga é presa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: Em função dos acidentes ocorridos na área elétrica e seguindo a 
recomendação das normas regulamentadoras a segunda chave de fenda possui 
haste isolada para evitar os choques elétricos. 
 
5555.7 .7 .7 .7 Chave de fenda cChave de fenda cChave de fenda cChave de fenda cruzada: ruzada: ruzada: ruzada: Utilizado em situações para atarraxar parafusos 
Philips. 
 
 
 
 
 
Na haste a parte mais importante é a lâmina, que deve ter o formato e 
espessuras correspondentes a fenda do parafuso a ser frouxo ou apertado. 
Portanto, não pode ter a simples forma de cunha, e sim ter o aspecto da figura a 
seguir, pois apertando um parafuso com uma chave de lâmina irregular há sempre a 
tendência de a cunha sair da fenda, prejudicando suas arestas, ou também poderá 
resvalar, provocando acidentes. 
 
 
 
 
 
 
Considera-se satisfatória a lâmina quando sua forma corresponde a da fenda. 
As linhas da ponta devem ser paralelas e a espessura correspondente a largura da 
fenda, vide ilustração em seguida. A lâmina pode ser esmirilhada, dando-se a forma 
ligeiramente bicôncava. 
O cabo deve ser feito de material isolante e é aconselhável que tenha forma 
poligonal, a fim de proporcionar facilidade no manejo da ferramenta, ou seja, de boa 
pega.MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br
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5555.8 .8 .8 .8 Faca oFaca oFaca oFaca ou Canivete: u Canivete: u Canivete: u Canivete: em serviços com eletricidade tem seu uso empregado 
somente para desencapar os condutores isolados. 
 
 
 
 
 
5555.9 .9 .9 .9 AAAArco de serra: rco de serra: rco de serra: rco de serra: É uma ferramenta manual de um arco de aço carbono, onde deve 
ser montada uma lâmina de aço ou aço carbono, dentada e temperada. 
 
 
 
 
 
 
 
CaracterístiCaracterístiCaracterístiCaracterísticascascascas 
O arco de serra caracteriza-se por ser regulável ou ajustável de acordo com o 
comprimento da lâmina. A lâmina de serra é caracterizada pelo comprimento e pelo 
número de dentes por polegada. 
Comprimento: 8” - 10” - 12”. 
Número de dentes por polegada: 18 - 24 e 32. 
 
NOTA:NOTA:NOTA:NOTA: Observar a posição do corte dos dentes que deve sempre ser colocado para 
o lado da frente da serra. O tipo de material, recomendando-se maior número de 
dentes para materiais duros. 
 
5555.10 .10 .10 .10 FFFFerro de solda: erro de solda: erro de solda: erro de solda: É destinado à execução de soldas de estanho, usuais em 
instalações elétricas. É uma ferramenta que armazena o calor produzido por uma 
chama ou resistência elétrica e o transfere para as peças a serem soldadas e a 
própria solda, de modo a fundi-la. A solda fundida adere às peças a unir, 
solidificando-se ao esfriar. 
Os ferros de soldar são de três tipos principais: comuns, a gás e elétricos. 
Ferros maiores são usados para a solda de peças grandes que exigem maior 
quantidade de calor. 
 
Os ferros de solda elétricos são encontrados no mercado com diversas 
formas e potências. Normalmente são de 20, 30, 40, 60, 70, 100, 200, 450 ou mais 
watts de potência. 
 
 
 
 
 
 
 Figura 31 Figura 31 Figura 31 Figura 31 –––– Ferro de solda estanho com ponta angular Ferro de solda estanho com ponta angular Ferro de solda estanho com ponta angular Ferro de solda estanho com ponta angular 
 
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5555.11.11.11.11 Multímetro ou Multiteste Multímetro ou Multiteste Multímetro ou Multiteste Multímetro ou Multiteste 
 
Assim como o nome já traduz o multímetro é um aparelho analógico ou digital 
que proporciona medições de várias grandezas elétricas. É um dos instrumentos de 
medição mais utilizado na indústria, em função da sua versatilidade, praticidade e 
portabilidade. 
As grandezas que geralmente se consegue medir com os multímetros são: 
corrente elétrica (medida em ampéres – A), tensão elétrica (medida em volts – V) e 
resistência elétrica (medida em ohms – Ω), porém além destas grandezas, ele pode 
ter escalas para outras medidas específicas como: temperatura, freqüência, 
semicondutores (escala indicada pelo símbolo de um diodo), capacitância, ganho de 
transistores, continuidade (através de um apito), etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 32 Figura 32 Figura 32 Figura 32 –––– Multímetro analógico e digital Multímetro analógico e digital Multímetro analógico e digital Multímetro analógico e digital 
 
Apesar dos instrumentos digitais (mostrador em forma de dígitos) terem 
praticamente tomado conta do mercado, ainda existem muitos instrumentos 
analógicos (de ponteiro) nos laboratórios e indústrias que continuam a ser usados. 
Um instrumento analógico é aquele no qual o deslocamento angular de um ponteiro 
representa a magnitude da grandeza a ser medida; ou seja, ao invés de pintar uma 
escala de ângulos, uma calibração é usada de tal modo que o deslocamento angular 
é transformado no valor da grandeza a ser medida. 
Um multímetro digital oferece a facilidade de mostrar diretamente em seu 
visor, que chamamos de display de cristal líquido, ou simplesmente display, o valor 
numérico da grandeza medida, sem termos que ficarmos fazendo multiplicações 
(como ocorre nos instrumentos analógicos). 
Em multímetros digitais o valor da escala já indica o máximo valor a ser 
medido por ela, independente da grandeza. Temos abaixo uma indicação de valores 
encontrados na prática para estas escalas: 
 
• Escalas de tensão contínua: 200mV, 2V, 20V, 1000V ou 200m, 2, 20, 1000. 
• Escalas de tensão alternada: 200V, 750V ou 200, 750. 
• Escalas de resistência: 200, 2000, 20K, 200K, 2M ou 200, 2K, 20K, 200K, 
20000K. 
• Escalas de corrente contínua: 200u, 2000u, 20m, 200m, 2A, 20A ou 200u, 2m, 
20m, 200m. 
• Escalas de corrente alternada: 2A, 10A. 
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A seleção entre as escalas pode ser feita através de uma chave rotativa, 
chaves de pressão, chaves tipo H-H ou o multímetro pode mesmo não ter chave 
alguma, neste caso falamos que o multímetro digital é um equipamento de auto-
range, ou seja, ele seleciona a grandeza e a escala que esta sendo medida 
automaticamente. Em alguns casos podemos encontrar multímetros que tem apenas 
uma escala para tensão, uma para corrente e uma para resistência, este tipo de 
multímetro também é auto-range, nele não é preciso se procurar uma escala 
específica para se medir um determinado valor de tensão. 
Uma coisa muito importante ao se usar um multímetro digital é saber 
selecionar a escala correta para a medição a ser feita. Sendo assim podemos 
exemplificar algumas grandezas com seus respectivos nomes nas escalas: 
 
• Tensão contínua = VCC, DCV, VDC (ou um V com duas linhas sobre ele, uma 
tracejada e a outra continua). 
• Tensão alternada = VCA, ACV, VAC (ou um V com um ~ sobre ele). 
• Corrente contínua = DCA, ADC (ou um A com duas linhas sobre ele, uma 
tracejada e uma continua). 
• Corrente alternada = ACA (ou um A com um ~ sobre ele). 
• Resistência = Ohms, Ω 
A IEC (International Electrotechnical Commission) estabelece normas 
internacionais genéricas para a segurança de equipamentos elétricos para medição, 
controle e utilização em laboratório. Em 1988, a IEC substitui uma norma antiga, IEC-
348, por uma norma mais rigorosa, IEC-1010-1. A norma IEC-1010-1 é utilizada como 
base para as seguintes normas nacionais: 
 
• Estados Unidos US ANSI/ISA-S82.01-94 
• Canadá CAN C22.2 nº 1010.1-92 
• Europa EN61010-1:1993 
 
A norma IEC-1010-1 especifica categorias de sobretensão com base na 
distância da fonte de alimentação e no amortecimento natural da energia transiente 
que ocorre num sistema de distribuição elétrica. As categorias máximas estão mais 
perto da fonte de alimentação e requerem maior proteção: 
 
• A categoria IVcategoria IVcategoria IVcategoria IV, denominada nível de alimentação principal, refere-se à fonte 
do sistema; 
 
• A categoria IIIcategoria IIIcategoria IIIcategoria III, denominada nível de distribuição, refere-se aos circuitos de 
alimentação dos consumidores. Os circuitos da Categoria III estão 
normalmente separados da fonte por pelo menos um transformador; 
 
• A categoria IIcategoria IIcategoria IIcategoria II refere-se ao nível local, a dispositivos, equipamentos portáteis; 
 
• A categoria Icategoria Icategoria Icategoria I refere-se ao nível de sinal, às telecomunicações, equipamento 
eletrônico, etc. 
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 Figura 33Figura 33Figura 33Figura 33 –––– Prox Prox Prox Proximidades de utilização dos multímetros. (Fluke)imidades de utilização dos multímetros. (Fluke)imidades de utilização dos multímetros. (Fluke)imidades de utilização dos multímetros. (Fluke) 
 
5555.12.12.12.12 Alicate Volt Alicate Volt Alicate Volt Alicate Volt----AmperímetroAmperímetroAmperímetroAmperímetro 
 
O medidor de Corrente e de Tensão, tipo “alicate”, é um aparelho largamente 
utilizado. É conhecido como Alicate Volt-Amperímetro. 
Esse instrumento possui escalas para medir a Corrente e a Tensão. Com isso, 
deverá ser ajustado através de uma chave seletora (corrente ou tensão), antes de 
efetuar a medição. 
Se a pessoa não tem uma idéia do valor da corrente ou da tensão a ser 
medida, ela deverá ajustar o aparelho para a maior escala de corrente ou tensão e 
se for o caso, ir diminuindo a escala para que seja efetuada a medição corretamente. 
Deve-se consultar o Manual de instruções do aparelho. 
 
Medição de corrente elétrica: Medição de corrente elétrica: Medição de corrente elétrica: Medição de corrente elétrica: O aparelho possui garras que “abraçam” o condutor 
onde passa a corrente elétrica a ser medida. Essas garras funcionam como núcleo 
de um transformador de corrente em que o primário é o condutor, no qual está 
sendo realizada a medição e o secundário é uma bobina enrolada que está ligada ao 
medidor propriamente dito, conforme indica a figura a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 34 Figura 34 Figura 34 Figura 34 –––– Forma de medição com alicate amperímetro Forma de medição com alicate amperímetro Forma de medição com alicate amperímetro Forma de medição com alicate amperímetro 
 
ObservaçãoObservaçãoObservaçãoObservação: O amperímetro deverá abraçar apenas o(s) fio(s) da mesma Fase (F1, 
F2 ou F3). 
Medição de tensão elétrica:Medição de tensão elétrica:Medição de tensão elétrica:Medição de tensão elétrica: Para medir tensão, esse instrumento possui dois 
terminais nos quais são conectados os fios, que serão colocados em contato com o 
local a ser medido. 
 
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6666. OPERAÇÕES COM CONDUTORES ELÉTRICOS. OPERAÇÕES COM CONDUTORES ELÉTRICOS. OPERAÇÕES COM CONDUTORES ELÉTRICOS. OPERAÇÕES COM CONDUTORES ELÉTRICOS 
 
É aconselhável desencapar condutores conforme as ilustrações a seguir, 
utilizando o canivete de inclinado para não danificar o condutor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 35 Figura 35 Figura 35 Figura 35 –––– Retirada da isolação do condutor Retirada da isolação do condutor Retirada da isolação do condutor Retirada da isolação do condutor 
 
Ao término do desencape o condutor deve se assemelhar ao aspecto de um 
lápis apontado conforme a figura abaixo: 
 
 
 
 Figura 36 Figura 36 Figura 36 Figura 36 –––– Ponta do condutor sem isolaçãoPonta do condutor sem isolaçãoPonta do condutor sem isolaçãoPonta do condutor sem isolação 
Para fixar e conectar condutores (principalmente os rígidos) aos bornes dos 
principais dispositivos elétricos, tais como interruptores, tomadas e plugues entre 
outros se executa uma argola chamada olhal com o auxílio do alicate de bico cônico. 
6666.1 E.1 E.1 E.1 Execução do olhalxecução do olhalxecução do olhalxecução do olhal 
• Desencape e limpe o extremo do condutor, num comprimento de 
aproximadamente 5 vezes o diâmetro do parafuso que o fixará; 
• Coloque a ponta do condutor entre os mordentes do alicate de bico cônico, 
no ponto onde estes têm aproximadamente o diâmetro do parafuso a ser 
conectado; 
 
 
 
• Inicie a curva, dando um giro no alicate até que a ponta do condutor 
complete uma volta. 
 
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• Torça o olhal com a parte mais fina da ponta do alicate, em sentido contrário, 
até que o eixo do condutor coincida com o centro do olhal. 
 
 
 
6666.1.1 Fixação do condutor com olhal.1.1 Fixação do condutor com olhal.1.1 Fixação do condutor com olhal.1.1 Fixação do condutor com olhal 
 
• Retire o parafuso do borne no qual o condutor vai ser conectado e 
atarraxado; 
• Introduza o parafuso no olhal e aperte o parafuso ao borne de maneira que 
firme; 
• O olhal deve ser colocado como indica as figuras, de modo que não se abra 
durante o apertar do parafuso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6666.1.2 Fixação de condutores em conectores:.1.2 Fixação de condutores em conectores:.1.2 Fixação de condutores em conectores:.1.2 Fixação de condutores em conectores: 
 
• Desencape e limpe o extremo do condutor num comprimento de 
aproximadamente 10 mm; 
• Afrouxe os parafusos da base; 
• Introduza as pontas desencapadas nos orifícios da base; 
• Aperte os parafusos de maneira que os condutores fiquem firmemente 
presos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
6666.2 E.2 E.2 E.2 Emendas de condutoresmendas de condutoresmendas de condutoresmendas de condutores 
 
As emendas de condutores sempre que possível devem ser evitadas, pois por 
melhor que seja executada acaba sendo um ponto de resistência no circuito, 
provocando assim aquecimento e quedas de tensão. 
Para cada aplicação é recomendável se confeccionar um tipo de emenda, 
descritas a seguir: 
 
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6666.2.1 Emenda de derivação:.2.1 Emenda de derivação:.2.1 Emenda de derivação:.2.1 Emenda de derivação: 
 
Esta operação consiste em unir o extremo de um condutor (ramal) numa região 
intermediária de outro condutor (rede), para se adquirir uma alimentação elétrica 
sendo empregada em vários tipos de instalação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
A confecção desse tipo de emenda inicia com o correto desencape do 
condutor, percebendo as medidas recomendadas conforme figura anterior, sendo 
10d10d10d10d a parte de isolação retirada no condutor (rede) e de 50d 50d 50d 50d a parcela a ser retirada 
no outro condutor (ramal). Logo após, se cruza os dois condutores a 90º segurando-
os com um alicate universal em seguida enrolando o condutor dando voltas 
formando as espiras. Por fim é recomendado um aperto e arremate final para travar 
a emenda. É importante que as espiras não fiquem sobre a capa isolante do 
condutor. 
 
6666.2.2 Emenda de prolongamento:.2.2 Emenda de prolongamento:.2.2 Emenda de prolongamento:.2.2 Emenda de prolongamento: 
 
Consiste na união de condutores para prolongar linhas de um circuito. A 
exemplo da emenda anterior também deve ser obedecida a quantidade correta 
retirada de isolação. Os dois condutores devem ser desencapados em suas 
extremidades numa distância aproximada de 50d50d50d50d, sendo cruzados conforme figura 
abaixo. Feito isso basta enrolar os condutores entre si, ficando a emenda com o 
aspecto final dessa maneira: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6666.2.3 Emenda .2.3 Emenda .2.3 Emenda .2.3 Emenda em caixa de ligação:em caixa de ligação:em caixa de ligação:em caixa de ligação: 
 
É executada para propiciar o prolongamento e a união de condutores em 
caixas de ligação ou de passagem. É comumente chamada de emenda rabo de rato. 
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Como se pode acompanhar nas figuras a seguir essa emenda é a simples 
torção dos dois condutores a serem unidos com o auxílio do alicate universal. 
 
 
 
 
 
Tabela de medidas:Tabela de medidas:Tabela de medidas:Tabela de medidas: 
 
Seção nominal Seção nominal Seção nominal Seção nominal 
(mm(mm(mm(mm2222)))) 
DiâmeDiâmeDiâmeDiâmetro nominal do condutor tro nominal do condutor tro nominal do condutor tro nominal do condutor 
rígido (rígido (rígido (rígido (Ø)))) (mm)(mm)(mm)(mm) 
DiâmetroDiâmetroDiâmetroDiâmetro nominal do condutor nominal do condutor nominal do condutor nominal do condutor 
flexível (flexível (flexível (flexível (Ø) ) ) ) (mm)(mm)(mm)(mm) 
0,50,50,50,5 0,780,780,780,78 0,870,870,870,87 
0,750,750,750,75 0,950,950,950,95 1,051,051,051,05 
1,01,01,01,0 1,111,111,111,11 1,251,251,251,25 
1,51,51,51,5 1,1,1,1,36363636 1,501,501,501,50 
2,52,52,52,5 1,741,741,741,74 1,951,951,951,95 
4,04,04,04,0 2,202,202,202,20 2,502,502,502,50 
6,06,06,06,0 2,702,702,702,70 3,053,053,053,05 
10,010,010,010,0 3,503,503,503,50 4,004,004,004,00 
16,016,016,016,0 4,414,414,414,41 5,705,705,705,70 
 
 Tabela 03Tabela 03Tabela 03Tabela 03 
 
7. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS7. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS7. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS7. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS 
 
7777.1.1.1.1 Divisão de circuitos elétricosDivisão de circuitos elétricosDivisão de circuitos elétricosDivisão de circuitos elétricos 
 
A Norma vigente, a NBR 5410/97 – “Instalações Elétricas de Baixa Tensão”, 
detdetdetdetermina que sejam separados ermina que sejam separados ermina que sejam separados ermina que sejam separados os circuitos elétricos de Tomadas de Uso Geral e o 
de Iluminação. 
Deverá ser previsto um circuito elétrico, também separado, para cada 
equipamento elétrico de corrente nominal superior a 10 A (2200 VA em 220 V), como 
os chuveiros elétricos, fornos elétricos, fornos de microondas etc. 
 
É importante que uma instalação elétrica seja dividida em circuitos elétricos É importante que uma instalação elétrica seja dividida em circuitos elétricos É importante que uma instalação elétrica seja dividida em circuitos elétricos É importante que uma instalação elétrica seja dividida em circuitos elétricos 
parciais para facilitar: a inspeção, a manutenção, a proteção será mais bem parciais para facilitar: a inspeção, a manutenção, a proteção será mais bem parciais para facilitar: a inspeção, a manutenção, a proteção será mais bem parciais para facilitar: a inspeção, a manutenção, a proteção será mais bem 
dimensionada, reduz as quedas de tensão e aumdimensionada, reduz as quedas de tensão e aumdimensionada, reduz as quedas de tensão e aumdimensionada, reduz as quedas de tensão e aumenta a segurança.enta a segurança.enta a segurança.enta a segurança. 
 
Se na residência tiver um só circuito para toda a instalação elétrica, o 
Disjuntor deverá ser de grande capacidade de interrupção de corrente, sendo que, 
um pequeno curto-circuito poderá não ser percebido por ele. 
Entretanto, se na residência tiver diversos circuitos e com vários disjuntores 
de capacidades de interrupção de correntes menores e dimensionados 
adequadamente, aquele pequeno curto-circuito poderá ser percebido pelo Disjuntor 
do circuito em questão, que o desligará. Com isso somente o circuito onde estiver 
ocorrendo um curto-circuito ficará desligado (desenergizado). 
Cada circuito elétrico deve ser concebido de forma que possa ser seccionado 
sem risco de realimentação inadvertida, através de outro circuito. 
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IMPORTANTE: IMPORTANTE: IMPORTANTE: IMPORTANTE: A Norma NBR 5410/97 determina que o condutor Neutro deverá ser 
único para cada circuito elétrico, isto é, cada circuito elétrico deverá ter o seu 
próprio condutor Neutro. Este condutor só poderá ser seccionado, quando for 
recomendado por esta Norma (NBR 5410/97). 
 
7.27.27.27.2 Características técnicas dos interruptores e tomadas de uso gCaracterísticas técnicas dos interruptores e tomadas de uso gCaracterísticas técnicas dos interruptores e tomadas de uso gCaracterísticas técnicas dos interruptores e tomadas de uso geraleraleraleral 
 
Existem diversos tipos de Interruptores e Tomadas de Uso Geral, sendo que 
cada um, é adequado para uma determinada utilização. Sempre devem ser 
consultados os catálogos de fabricantes com o objetivo de identificar, quais os 
dispositivos mais apropriados para cada situação. 
Os Interruptores podem ser simples, duplos, triplos, intermediários, 
paralelos, bipolares, “dimmers”, pulsadores, etc., sendo que cada um é próprio para 
ser usado em uma determinada função específica. Uns tipos proporcionam mais 
conforto e segurança, economia de energia do que os outros. 
Os “dimmers” são interruptores que, através de um circuito (geralmente 
eletrônico), variam a intensidade luminosa da lâmpada instalada em seu circuito, 
podendo proporcionar economia de energia elétrica. 
Existem interruptores tipo “dimmer” nos modelos de interruptor simples e 
interruptor paralelo. 
A instalação do “dimmer” é feita do mesmo modo que a do interruptor 
correspondente. Ver manual do fabricante. 
NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: Para as lâmpadas incandescentes e fluorescentes tubulares, existe um 
tipo de “dimmer” específico. 
As Tomadas de Uso Geral, recomendadas são as de 2P + T, para conter os 
Condutores Fase, Neutro e o de Proteção (PE ou fio terra). Essas Tomadas de 3 
pólos apresentam disposições e tipos de pólos diferentes para cada encaixe de 
plugues. 
Também existem as Tomadas de 2 pólos. 
Os Interruptores e Tomadas de Uso Geral para serem utilizados em 
instalações elétricas residenciais, são feitos para suportar com segurança, uma 
determinada corrente e tensão, máximas. 
As correntes elétricas máximas para as Tomadas, geralmente são de 10, 15 
ou 20 A. A tensão elétrica, normalmente é de 250 V. 
O significado dos dados técnicos dos dispositivos projetados para suportar 
uma corrente elétrica máxima de 10 A e uma tensão elétrica de 250 V, é o seguinte: 
 
• Em termos de corrente elétrica: não ligar uma carga em 127 V, maior do que 
2200 VA (10 A x 220 V). 
• Em termos de tensão elétrica: não ligar esses dispositivos em um o circuito 
elétrico, quando a tensão elétrica for maior do que 250 Volts. 
 
Outros dispositivos para o uso em instalações elétricas residenciais, 
geralmente são projetados para capacidades diferentes, como por exemplo: os 
“dimmers” carga de 40 VA a 300 VA em 127 V. Em 220V de 60 VA a 500 VA. Os 
pulsadores corrente de 2 A em 250 V. 
 
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OBSERVAÇÃO: OBSERVAÇÃO: OBSERVAÇÃO: OBSERVAÇÃO: Existem diversos dispositivos com valores de carga diferentes 
(menores ou maiores) dos mencionados anteriormente. Por isso, sempre deve ser 
consultado os catálogos dos fabricantes de dispositivos, para se certificar para qual 
a corrente e tensão, máximas, foi projetado o dispositivo para funcionar. 
 
7.27.27.27.2.1 Conformidade dos Interruptores e Tomadas.1 Conformidade dos Interruptores e Tomadas.1 Conformidade dos Interruptores e Tomadas.1 Conformidade dos Interruptores e Tomadas 
 
É importante que todo produto esteja em conformidade com as normas 
vigentes da ABNT. 
Para exemplificar, serão relacionados alguns testes que um interruptor tem 
que se submeter para comprovar que está dentro de norma da ABNT e receber a 
marca de conformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e 
Qualidade Industrial - INMETRO. Para os Interruptores a Norma NBR 6527 e para as 
Tomadas de Uso Geral a NBR 6147.• Os organizadores que irão conhecer a fábrica analisam as máquinas, 
laboratórios e a equipe técnica. Após aprovarem tudo, iniciam as provas nos 
produtos. 
• Isolamento e rigidez dielétrica: o interruptor tem que resistir a 2.000 V, sem 
deixar passar corrente de fuga, com resistência superior a mínima aceitável, 
que é de 5 Mohms. 
• Elevação de temperatura: ligam um condutor apertando um pouco o parafuso 
do borne do interruptor, durante 1 hora, passando 35% da corrente nominal e 
o interruptor não pode aquecer mais de 45 ºC. 
• Sobrecorrente e durabilidade: primeiro o interruptor tem que resistir a 200 
mudanças de posição, ou seja, 100 “liga-desliga” com tensão 10% e corrente 
25% superior a nominal, além de um fator de potência extremamente 
desfavorável (0,3). Segundo, o interruptor passa por mais de 40 mil mudanças 
de posição, com corrente e tensão nominal, ou seja, 250 V e 10 A. 
• Resistência mecânica: recebe o impacto de um martelo com 150 gramas a 
uma altura de 10 cm, e o produto não pode apresentar rachadura por onde 
pudesse ter acesso as partes energizadas do produto. 
• Resistência ao calor: o produto é colocado em uma estufa a 100 ºC, sem 
umidade, durante uma hora e não pode apresentar deformações. 
• Prova de resistência ao calor anormal ou fogo: um fio incandescente a 850 ºC 
que provoca fogo é colocado sobre o produto e embaixo deste produto é 
colocado um papel de seda a uma altura de 20 cm. Retira-se o fio em menos 
de 30 segundos e o papel de seda não deve inflamar com o gotejamento. 
 
Como pode ser observado, o interruptor terá que resistir a 40 mil mudanças 
de posição (manobras), com tensão e corrente nominal, bornes enclausurados, 
evitando contatos acidentais e a resistência a impactos. 
Tomadas de Uso Geral - 10 mil mudanças de posição (inserção e retirada do 
plugue), bornes enclausurados, evitando contatos acidentais, resistência a 
impactos. Plugues monoblocos - 10 mil mudanças de posição (inserção e retirada da 
tomada), prensa-cabo que não permite que o cabo solte quando puxado. 
 
NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: Todo componente de uma instalação elétrica, tem que obedecer a uma 
ou mais Normas da ABNT. É importante identificá-las e conhecê-las. 
 
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7.7.7.7.3 3 3 3 Dimensionamento da cDimensionamento da cDimensionamento da cDimensionamento da cargaargaargaarga 
 
Para determinar a carga de uma instalação elétrica residencial, devem-se 
somar todas todas todas todas as cargas elétricas previstas para: as tomadas de uso geral, a potência 
das lâmpadas e dos demais equipamentos elétricos. 
A Norma vigente da ABNT, a NBR 5410/97 “Instalações Elétricas de Baixa 
Tensão” determina que a previsão de cargas em VA (Volt-Ampére) equipamentos 
deverá ser de acordo com as seguintes prescrições a seguir. 
 
7.7.7.7.3333....1 Tomadas de uso geral (TUG’s)1 Tomadas de uso geral (TUG’s)1 Tomadas de uso geral (TUG’s)1 Tomadas de uso geral (TUG’s) 
 
• Em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, 
lavanderias: para as 3 (três) primeiras tomadas, a carga mínima por tomada a 
ser considerada, deverá ser de 600 VA. A partir da quarta tomada (se existir), 
deverá ser considerada a carga mínima de 100 VA para cada tomada. 
 
IMPORTANTE:IMPORTANTE:IMPORTANTE:IMPORTANTE: A determinação da carga deverá ser feita, considerando cada um 
desses cômodos separadamente; Em subsolos, garagens, sótão, varandas: deverá 
ser prevista no mínimo uma tomada de 1.000 VA; Nos demais cômodos ou 
dependências, no mínimo 100 VA por tomada. 
 
7.37.37.37.3.2 Tomadas de uso específico (TUE’s).2 Tomadas de uso específico (TUE’s).2 Tomadas de uso específico (TUE’s).2 Tomadas de uso específico (TUE’s) 
 
• Considerar a carga do equipamento elétrico a ser ligado, fornecida pelo 
Fabricante; 
• Ou então, calcular a carga a partir da tensão nominal, da corrente nominal e 
do fator de potência do equipamento elétrico. 
 
7.3.37.3.37.3.37.3.3 Iluminação Iluminação Iluminação Iluminação 
 
A iluminação adequada deve ser calculada de acordo com a Norma vigente 
NBR 5413/92 “Iluminação de Interiores”, da ABNT. Entretanto a Norma NBR 5410/97 
estabelece como alternativa que para determinar as cargas de iluminação em 
unidades consumidoras residenciais, poderão ser adotados os seguintes critérios: 
• Em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6m2 deve ser 
prevista uma carga mínima de 100 VA; 
• Em cômodos ou dependências com área superior a 6m2 deve ser prevista uma 
carga mínima de 100 VA para os primeiros 6m2, acrescidas de 60 VA para 
cada aumento de 4m2. 
 
Exemplo: Exemplo: Exemplo: Exemplo: Qual a carga de iluminação incandescente a ser instalada numa sala 
de 3,5m de largura e 4m de comprimento? 
• A área da sala: 3,5 m x 4 m = 14 m2 
• Carga para a Iluminação: 
• Para os primeiros 6 m2: 100 VA. Para os outros 8 m2: 60 VA + 60 VA; 
• A Carga total será: 100 VA + 60 VA + 60 VA = 220 VA220 VA220 VA220 VA 
 
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A tabela a seguir fornece os dados para calcular, de uma maneira prática, a 
carga de iluminação incandescente para cômodos, com área variando de 6 a 30 m2. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7.47.47.47.4 NNNNúúúúmero mínimo de tomadas por cômodomero mínimo de tomadas por cômodomero mínimo de tomadas por cômodomero mínimo de tomadas por cômodo 
 
Cada cômodo de uma residência deverá ter tantas tomadas, quantos forem os 
aparelhos elétricos a serem instalados/ligados dentro do mesmo. Uma sala de estar, 
por exemplo, deve ter tomadas de uso geral para individuais: o televisor, os 
aparelhos de som, vídeo, abajures, aspirador de pó, etc. 
A Norma vigente, a NBR 5410/97 determina as seguintes quantidades mínimas 
de Tomadas de Uso Geral em uma residência: 
• Uma tomada por cômodo para área igual ou menor do que 6 m2; 
• Uma tomada para cada 5 m, ou fração de perímetro, para áreas maiores que 6 
m2; 
• Uma tomada para cada 3,5 m ou fração de perímetro para copas, cozinhas, 
copas cozinhas, áreas de serviço, lavanderias, sendo que acima de cada 
bancada de 30 cm ou maior, deve ser prevista pelo menos uma tomada; 
• Uma tomada em subsolos, sótãos, garagens e varandas; 
• Uma tomada junto ao lavatório, em banheiros. 
 
 
 NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: O perímetro de um cômodo é calculado somando o comprimento de 
cada lado deste cômodo. Exemplo: A sala referenciada no subitem 7.3.3, de 3,5 m de 
largura e 4 m de comprimento, tem o seguinte perímetro: 
 
 2 x 3,5 m + 2 x 4 m = 15 m15 m15 m15 m 
 
7.57.57.57.5 Cálculo da Corrente Elétrica de um CircuitoCálculo da Corrente Elétrica de um CircuitoCálculo da Corrente Elétrica de um CircuitoCálculo da Corrente Elétrica de um Circuito 
 
Como foi visto, a corrente elétrica é calculada pela fórmula: 
 
 IIII = = = = V A V A V A V A 
 UUUU 
Para determinar a corrente de um circuito elétrico, devem-se somar todas as 
cargas (Potência) ligadas nesse circuito e dividi-la pela tensão. 
 
Exemplo - Considerar os circuitos elétricos a seguir. 
 
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 Figura 37 Figura 37 Figura 37 Figura 37 –––– Representação de uma instalação elétrica (Funcional) Representação de uma instalação elétrica (Funcional) Representação de uma instalação elétrica (Funcional) Representação de uma instalação elétrica (Funcional) 
 
Para U = 127 Volts, têm-se: 
 
• Iluminação: 100 + 60 + 100 + 60 + 60 = 380 VA 
 Corrente I1 = 380 VA / 127 V = 3,0 A 
 
• Tomadas: 4 x 100 = 400 VA 
 Corrente I2 = 400 VA / 127 V = 3,2 A 
 Potência total = 380 VA + 400 VA = 780 VA 
 Corrente Total = I1 + I2 = 3,0 + 3,2 = 6,2 A 
 
 
Exercícios:Exercícios:Exercícios:Exercícios: 
 
 
1 – Dimensionar a carga mínima de iluminação e de tomadas de uso geral de uma 
sala de 4,5 m de largura por 6,0 m de comprimento. Calcular a potência e corrente 
total dessas cargas. 
 
 
 
 
 
2 – Dar dimensões para os cômodos do exemplo anterior e recalcular as cargas para 
a Iluminação, Tomadas e determinar as potências e as correntes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7.67.67.67.6 C C C Considerações básicas sobre os condutores dos circuitosonsiderações básicas sobre os condutores dos circuitosonsiderações básicas sobre os condutores dos circuitosonsiderações básicas sobre os condutores dos circuitos 
 
Os metais são condutores de corrente elétrica. Entretanto determinados 
metais conduzem melhor a corrente elétrica do que outros, ou seja, alguns oferecem 
menor resistência à passagem da corrente elétrica. 
A resistência elétrica de um condutor pode ser expressa pela fórmula: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Onde: 
 UnidadeUnidadeUnidadeUnidade 
 
 
 
 
 
Observação:Observação:Observação:Observação: O inverso da resistência elétrica tem o nome de Condutividade. Os 
metais mais usados para condução de energia elétrica são: 
 
Prata Prata Prata Prata ---- utilizada em pastilhas de contato de contatores, relés, etc.; Resistividade 
média é 0,016 Ωmm2/m a 20ºC; 
Cobre Cobre Cobre Cobre ---- utilizado na fabricação de fios em geral e equipamentos elétricos (chaves, 
interruptores, tomadas, etc.). 
Resistividade média do cobre duro é 0,0179 Ωmm2/m a 20ºC; 
Alumínio Alumínio Alumínio Alumínio ---- utilizado na fabricação de condutores para linhas e redes por ser mais 
leve e de custo mais baixo. Os condutores de alumínio podem ser de: 
 
CA – alumínio sem alma de aço 
CAA - alumínio enrolado sobre um fio ou cabo de aço (“alma de aço”) Resistividade 
média é 0,028 Ωmm2/m a 20º C. 
 
Observação: Observação: Observação: Observação: comparando os valores de resistividade do cobre e alumínio, pode ser 
verificado que o cobre apresenta menor resistividade, conseqüentemente para uma 
mesma seção (mm2), os condutores de cobre, conduz mais corrente elétrica. 
 
Os condutores de metal podem ter os seguintes tipos de formação: 
 
• Fio Fio Fio Fio –––– formado por um único fio sólido; 
• Cabo Cabo Cabo Cabo –––– formado por encordoamento de diversos fios sólidos. 
 
 
 
 
 
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Esses condutores podem ser isolados ou não: 
• Isolação Isolação Isolação Isolação –––– é um termo qualitativo referindo-se ao tipo do produto da 
capa para isolar eletricamente o condutor de metal; 
• Isolamento Isolamento Isolamento Isolamento –––– é quantitativo, referindo-se à classe de tensão para a qual 
o condutor foi projetado; 
• Quando o condutor não tem isolação (capa) é chamado de condutor 
“Nu”. 
 
 
 
 
 
A camada de isolação de um condutor pode ser de compostos termoplásticos 
como o PVC (Cloreto de Polivinila) ou por termofixos (vulcanização) como o EPR 
(Borracha Etileno-propileno) e o XLPE (Polietileno Reticulado) etc. 
Os condutores isolados são constituídos em dois tipos: “à prova de tempo” e 
para instalações embutidas. 
Os primeiros só podem ser usados em instalações aéreas, uma vez que a sua 
isolação não tem a resistência mecânica necessária para a sua instalação em 
eletrodutos. 
Os outros podem ser usados em qualquer situação. 
A escala de fabricação dos condutores adotada no Brasil é a “série métrica” 
onde os condutores são representados pela sua seção transversal (área) em mmmmmmmm2222 
(leia-se: milímetros quadrados). Normalmente são fabricados condutores para 
transportar a energia elétrica nas seções de 0,5 mm2 a 500 mm2. Os fios são 
geralmente encontrados até a seção de 16 mm2. 
 
A Norma vigente, a NBR 5410/97 prevê em instalações de baixa tensão, o uso 
de condutores isolados (unipolares e multipolares) e cabos “nus” utilizados 
principalmente em Aterramentos. 
Um Condutor Isolado é constituído por um fio ou cabos recoberto por uma 
isolação. 
Um Cabo Unipolar é constituído de um condutor isolado recoberto por uma 
camada para a proteção mecânica, denominada cobertura. 
 
 
Condutores isolados (fios)Condutores isolados (fios)Condutores isolados (fios)Condutores isolados (fios) 
 
 
 
 
(1) Condutor sólido de fio de cobre nu, têmpera mole. 
(2) Camada interna (composto termoplástico de PVC) cor branca até a seção 
 nominal de 6 mm2. 
(3) Camada externa (composto termoplástico de PVC) em cores. 
 
 
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Condutores isolados (cabos)Condutores isolados (cabos)Condutores isolados (cabos)Condutores isolados (cabos) 
 
 
 
 
(1) Condutor formado de fios de cobre nu, têmpera mole (encordoamento). 
(2) Camada interna (composto termoplástico de PVC) cor branca até a seção 
nominal de 6 mm2. 
(3) Camada externa (composto termoplástico de PVC) em cores. 
 
Um Cabo Multipolar é constituído por dois ou mais condutores isolados, 
envolvidos por uma camada para a proteção mecânica, denominada também, de 
cobertura. 
 
 
 
 
(1) Condutor formado de fios de cobre nu, têmpera mole (encordoamento). 
(2) Isolação (composto termoplástico de PVC) em cores. 
(3) Capa interna de PVC. 
(4) Cobertura (composto termoplástico de PVC) cor preta (cabos multipolares). 
 
Um Cabo “Nu” é constituído apenas pelo condutor propriamente dito, sem 
isolação, cobertura ou revestimento. 
 
 
 
 
7.6.17.6.17.6.17.6.1 S S S Seção (mmeção (mmeção (mmeção (mm2222) de condutores) de condutores) de condutores) de condutores 
 
A Norma vigente, a NBR 5410/97 só admite nas instalações elétricas 
residenciais, o uso de condutores de cobreo uso de condutores de cobreo uso de condutores de cobreo uso de condutores de cobre, salvo para os casos de condutores de 
aterramento e proteção, que têm especificações próprias. Em caso de dúvidas, 
deve-se consultar esta Norma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
7.6.7.6.7.6.7.6.2 2 2 2 Seção MSeção MSeção MSeção Mínima e Identificação dos Condutores de Cobreínima e Identificação dos Condutores de Cobreínima e Identificação dos Condutores de Cobreínima e Identificação dos Condutores de Cobre 
 
As seções mínimas mínimas mínimas mínimas dos condutores de cobre para a Fase, o Neutro e para o 
condutor de Proteção (PE), definas pela Norma NBR 5410/97, deverão ser: 
 
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a) Condutor Fasea) Condutor Fasea) Condutor Fasea) Condutor Fase 
• Circuito de Iluminação: 1,5 mm1,5 mm1,5 mm1,5 mm2222 
• Circuito de Força - Tomadas de Uso Geral ou Específico: 2,5 mm2,5 mm2,5 mm2,5 mm2222 
 
Observações:Observações:Observações:Observações:• Nos cordões flexíveis para ligação de aparelhos eletrodomésticos, abajures, 
lustres e aparelhos semelhantes, poderão ser usados, o condutor de 0,75 
mm2; 
• A seção correta do condutor de cobre deverá ser calculada conforme o 
dimensionamento da carga. 
 
b) Condutor Neutro b) Condutor Neutro b) Condutor Neutro b) Condutor Neutro – este condutor deve possuir a mesma seção (mm2) que o 
condutor Fase, nos seguintes casos: 
• Em circuitos monofásicos a 2 e 3 condutores e bifásicos a 3 condutores, 
qualquer que seja a seção (mm2); 
• Em circuitos trifásicos, quando a seção dos condutores Fase for inferior a 25 
mm2; 
• Em circuitos trifásicos, quando for prevista a presença de harmônicas, 
qualquer que seja a seção (mm2). 
 
Observação:Observação:Observação:Observação: A Norma vigente, a NBR 5410/97, estabelece também, outro modo para 
o dimensionamento do condutor Neutro, que não se aplica nesse Manual. Em caso 
de dúvidas, deve-se consultar a Norma NBR 5410/97. 
 
c) Condutor de Proteção (PE) c) Condutor de Proteção (PE) c) Condutor de Proteção (PE) c) Condutor de Proteção (PE) – este condutor deverá ser dimensionado de acordo 
com a tabela 04 abaixo. (PE (PE (PE (PE –––– Protection Eletric) Protection Eletric) Protection Eletric) Protection Eletric) 
 
 
 
 
 
 
 Tabela 04Tabela 04Tabela 04Tabela 04 
 
A identificação dos condutores Fase, Neutro e Proteção, são feitos através de 
cores padronizadas da Isolação, com o objetivo de facilitar a execução e/ou 
manutenção/reforma na instalação elétrica, bem como, aumenta a segurança da 
pessoa que está lidando com a instalação elétrica. 
A Norma NBR 5410/97 determina que os condutores isolados devam ser 
identificados pela cor da Isolação, conforme a sua função: 
 
• Condutor Neutro: Condutor Neutro: Condutor Neutro: Condutor Neutro: a isolação deve ser sempre na cor azul claro; 
• Condutor de Proteção (PE): Condutor de Proteção (PE): Condutor de Proteção (PE): Condutor de Proteção (PE): a isolação deve ser na cor dupla verde amarela. 
Na falta da dupla coloração, admite-se o uso da cor verde; 
• Condutor Fase: Condutor Fase: Condutor Fase: Condutor Fase: a isolação deverá ser de cores diferentes dos condutores, 
Neutro e o de Proteção (PE). Por exemplo: usar isolação de cores vermelho 
preto ou marrom. 
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Nota:Nota:Nota:Nota: Em nenhuma hipótese, podem ser trocadas essas cores. Exemplo os cabos 
com isolação verde-amarela não podem ser utilizados como condutor Fase. 
 
7.67.67.67.6.3.3.3.3 Cálculo da Seção dos CondutoresCálculo da Seção dos CondutoresCálculo da Seção dos CondutoresCálculo da Seção dos Condutores 
 
Para a determinação da seção (mm2) mínima dos condutores, dois critérios 
básicos deverão ser adotados: 
 
a.a.a.a. Limite de Condução de Corrente Limite de Condução de Corrente Limite de Condução de Corrente Limite de Condução de Corrente 
b.b.b.b. Limite de Queda de Tensão.Limite de Queda de Tensão.Limite de Queda de Tensão.Limite de Queda de Tensão. 
 
IMPORTANTE: IMPORTANTE: IMPORTANTE: IMPORTANTE: Os dois critérios deverão ser feitos separadamente. O condutor a ser 
adotado, deverá ser o de maior Seção (mm2). 
 
É importante observar que a seção mínima admissível dos condutores para 
instalações elétricas residenciais, é aquela definida no subitem 7.6.2. Portanto após 
a elaboração dos dois critérios, caso se chegue a um condutor de menor (mais fino) 
seção (mm2) do que aquele recomendado deverádeverádeverádeverá ser adotado o condutor ser adotado o condutor ser adotado o condutor ser adotado o condutor indicado indicado indicado indicado 
(seção mínima)(seção mínima)(seção mínima)(seção mínima).... 
 
7.6.3.17.6.3.17.6.3.17.6.3.1 Limite de Condução de Corrente de CondutoresLimite de Condução de Corrente de CondutoresLimite de Condução de Corrente de CondutoresLimite de Condução de Corrente de Condutores 
 
Ao circular uma corrente elétrica em um condutor, ele aquece e o calor 
gerado é transferido para o ambiente em redor, dissipando-se. 
Se o condutor está instalado ao ar livre a dissipação é maior. 
Caso o condutor esteja instalado em um eletroduto embutido na parede, a 
dissipação do calor é menor. 
Quando existem vários condutores no mesmo eletroduto embutido, as 
quantidades de calor, geradas em cada um deles se somam aumentando ainda mais 
a temperatura dentro desse eletroduto. 
Os condutores são fabricados para operar dentro de certos limites de 
temperatura, a partir dos quais começa a haver uma alteração nas características 
de Isolação/Isolamento, que deixam de cumprir as suas finalidades. 
A tabela 05 (da Norma NBR 5410/97) a seguir, mostra as temperaturas 
características de condutores utilizados em instalações elétricas residenciais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Tabela 05Tabela 05Tabela 05Tabela 05 
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A Norma da ABNT, NBR 5410/97 define que os condutores com isolamento 
termoplástico, para instalações residenciais, sejam especificados para uma 
temperatura de trabalho de 70ºC (PVC/70ºC) e as tabelas de capacidade de 
condução de corrente, são calculadas tomando como base este valor e a 
temperatura ambiente de 30ºC. 
A tabela 06 (da Norma NBR 5410/97) a seguir, especifica a capacidade de 
condução de corrente elétrica para condutores de cobre, instalados em eletrodutos 
embutidos alvenaria (na parede). 
 
CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE, EM AMPERES, PARACAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE, EM AMPERES, PARACAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE, EM AMPERES, PARACAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE, EM AMPERES, PARA 
CONDUTORES DE COBRE ISOLCONDUTORES DE COBRE ISOLCONDUTORES DE COBRE ISOLCONDUTORES DE COBRE ISOLADOS, ISOLAÇÃO DE PVC, TEMPERAADOS, ISOLAÇÃO DE PVC, TEMPERAADOS, ISOLAÇÃO DE PVC, TEMPERAADOS, ISOLAÇÃO DE PVC, TEMPERATURATURATURATURA 
AMBIENTE DE 30ºC E TEMPERATURA DE 70ºC NO CONDUTORAMBIENTE DE 30ºC E TEMPERATURA DE 70ºC NO CONDUTORAMBIENTE DE 30ºC E TEMPERATURA DE 70ºC NO CONDUTORAMBIENTE DE 30ºC E TEMPERATURA DE 70ºC NO CONDUTOR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Tabela 06Tabela 06Tabela 06Tabela 06 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Tabela 07Tabela 07Tabela 07Tabela 07 
 
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Quando a temperatura ambiente for superior a 30ºC e/ou o número de 
condutores instalados no mesmo eletroduto for superior a 3 (três), a Norma vigente, 
a NBR 5410/97 determina que os valores da tabela anterior “Capacidade de 
Condução de Corrente” coluna “2 Condutores Carregados” deverão levar em 
consideração os seguintes fatores de correção: de TEMPERATURAS (Tabela 08) 
e/ou AGRUPAMENTO DE CONDUTORES (Tabela 09), para determinar a nova 
Capacidade de Condução de Corrente do condutor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Tabela 08Tabela 08Tabela 08Tabela 08 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Tabela 09Tabela 09Tabela 09Tabela 09 
 
De acordo com a Norma vigente, a NBR 5410/97 número de condutores 
carregados a ser considerado é o de condutores efetivamente percorridos por 
corrente. 
Assim tem-se: 
 
• Circuito trifásico sem neutro = 3 condutores carregados; 
• Circuito trifásico com neutro = 4 condutores carregados; 
• Circuito monofásico a 2 condutores =2 condutores carregados; 
• Circuito monofásico a 3 condutores = 3 condutores carregados; 
• Circuito bifásico a 2 condutores = 2 condutores carregados; 
• Circuito bifásico a 3 condutores = 3 condutores carregados. 
 
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NOTAS: NOTAS: NOTAS: NOTAS: De acordo com a Norma NBR 5410/97, tem-se: 
 
1) 1) 1) 1) Quando num circuito trifásico com Neutro as correntes são consideradas 
equilibradas, o condutor Neutro não deve ser computado, considerando-se, 
portanto, 3 condutores carregados. 
2) 2) 2) 2) O condutor utilizado unicamente como o condutor de Proteção (PE) não é 
considerado como carregado. 
3) 3) 3) 3) Serão aplicados simultaneamente os dois fatores (temperatura e número 
de condutores) quando as duas condições se verificarem ao mesmo tempo. 
4) 4) 4) 4) Os fatores de correção de TEMPERATURA (Tabela 08) e de NÚMERO DE 
CONDUTORES AGRUPADOS (Tabela 09), foram calculados admitindo-se todos os 
condutores vivos permanentemente carregados, com 100% (cem por cento) de sua com 100% (cem por cento) de sua com 100% (cem por cento) de sua com 100% (cem por cento) de sua 
cargacargacargacarga. 
A seguir será apresentado um exemplo da utilização dessas tabelas. 
Determinar o condutor capaz de transportar uma corrente de 38 A, sendo que todos 
os condutores do circuito estão permanentemente carregados, com 100% de sua 
carga, nos três casos indicados: 
 
a) Dois condutores carregados instalados em eletroduto embutido em 
alvenaria e temperatura ambiente de 30ºC; 
b) Seis condutores carregados instalados em eletroduto embutido em 
alvenaria e temperatura ambiente de 30ºC; 
c) Seis condutores carregados instalados em eletroduto embutido em 
alvenaria e temperatura de 45ºC. 
 
Solução:Solução:Solução:Solução: 
 
a) a) a) a) 38 A - 2 condutores no eletroduto embutido em alvenaria - 30ºC. Trata-se da 
aplicação direta da tabela 06 “Capacidade de Condução de Corrente”. Consultando 
a primeira coluna “2 Condutores Carregados”, verifica-se que o condutor correto é o 
de 6 mm2. 
 
b) b) b) b) 38 A - 6 condutores no eletroduto embutido em alvenaria - 30ºC. Neste caso 
deve ser aplicado o Fator de Correção correspondente ao número de condutores no 
mesmo eletroduto. Pela tabela 08, o Fator de Correção para 6 condutores 
carregados é 0,57. Dividindo a corrente elétrica pelo Fator de Correção, tem-se: 
 
 I = 38 / 0,57 = 66,7 A66,7 A66,7 A66,7 A 
 
Consultando a tabela 06 “Capacidade de Condução de Corrente” coluna “2 
Condutores Carregados”, verifica-se que o condutor correto é o de 16 mm16 mm16 mm16 mm2222. 
Ao invés de dividir a corrente pelo ffffator de ator de ator de ator de correcorrecorrecorreçãoçãoçãoção, poderia ser feito 
também, a multiplicação do Fator de correção pelos valores tabelados, até se obter 
um número compatível com a corrente a ser transportada. Entretanto este método 
poderá ser mais trabalhoso. 
 
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c) c) c) c) 38 A - 6 condutores no eletroduto embutido em alvenaria - 45ºC. Neste caso 
devem ser aplicados os dois Fatores: 
 
• 6 condutores - Fator de Correção é de 0,57 (Tabela 09); 
• 45ºC - Fator de Correção é de 0,79 (Tabela 08). 
 
 I = 38 / (0,57 x 0,79) = 84,4 A84,4 A84,4 A84,4 A 
 
Consultando a tabela 06 “Capacidade de Condução de Corrente, na coluna “2 
Condutores Carregados”, verifica-se que o condutor apropriado é o de 25 mm25 mm25 mm25 mm2222. 
 
7.6.7.6.7.6.7.6.3.2 3.2 3.2 3.2 Limite de Queda de TensãoLimite de Queda de TensãoLimite de Queda de TensãoLimite de Queda de Tensão 
 
Como foi visto anteriormente no subitem 7.6, todo condutor tem uma certa 
resistência elétrica. Quando circula uma corrente elétrica por uma resistência, há 
uma dissipação de potência em forma de calor e, conseqüentemente, uma queda de 
tensão no condutor. 
Na figura a seguir, a carga C é alimentada por um circuito formado com 
condutores: um trecho com um condutor de maior seção (mais grossos) sendo que 
será desconsiderada a resistência elétrica deste condutor e com um trecho (A-B) de 
condutor de menor seção (mais fino), de resistência elétrica R. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pela Lei de OhmLei de OhmLei de OhmLei de Ohm, a queda de tensão no trecho A-B é dada por: 
 
 UAB = ∆U = RI 
 
A potência dissipada (perda de potência) no trecho A-B, é: 
 
 WAB = ∆UI = (RI) x I 
 WAB = ∆W = RI2 
 
Devido a queda de tensão (∆U), a tensão aplicada à carga será igual a U - ∆U. 
Como a potência é determinada pelo produto da corrente pela tensão aplicada, 
teremos na carga: 
 W = (U - ∆U) x I 
 
Observe que a potência na carga é menor, devido a queda de tensão ∆U no 
trecho A-B. 
 
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Exemplo: Exemplo: Exemplo: Exemplo: No Circuito da figura anterior, serão consideradas as seguintes 
situações: 
 
a) O condutor de todo o circuito é composto somente do condutor de maior 
seção (mais grosso). Será desconsiderado o valor de sua resistência elétrica é igual 
à zero; 
b) O circuito é composto de: uma parte com um condutor de maior seção 
(mais grosso) onde será desconsiderado também, o valor de sua resistência elétrica 
(R = zero) e outra parte (trecho A-B) com um condutor de menor seção (mais fino), 
com uma resistência elétrica de R = 1 Ω. 
 
A tensão aplicada é U = 127 V e a corrente I = 10 A. Calcular as Potências na 
carga, a queda de tensão e a perda de potência. 
 
Solução:Solução:Solução:Solução: 
 
a) Como o condutor de maior seção (mais grosso) praticamente não tem 
resistência elétrica, R = 0 W, não há queda de tensão (∆U), portanto não há perda de 
potência (∆W). 
 
a1) Queda de Tensão 
∆U = RIU = RIU = RIU = RI 
∆U = 0Ω x 10 A 
∆U = 0 V (não há queda de tensão)(não há queda de tensão)(não há queda de tensão)(não há queda de tensão) 
 
a2) Perda de Potência 
∆W = RI 2W = RI 2W = RI 2W = RI 2 
∆W = 0Ω x (10)2 A 
∆W = 0 W (não há perda de potência)(não há perda de potência)(não há perda de potência)(não há perda de potência) 
 
a3) Potência na Carga 
W = UIW = UIW = UIW = UI 
W = 127 V x 10 A 
W = 1.270 W (potência na carga)W = 1.270 W (potência na carga)W = 1.270 W (potência na carga)W = 1.270 W (potência na carga) 
 
b) O condutor de menor seção (mais fino, trecho A-B) tem uma resistência 
elétrica de R = 1 Ω. Portanto há uma queda de tensão (∆U) e perda de potência (∆W) 
no condutor. 
No circuito com o condutor de maior seção, conforme visto no subitem a, o 
valor da resistência elétrica foi desconsiderado (R = zero), portanto não há queda de 
tensão e perda de potência neste trecho. 
No trecho de menor seção: 
b1) Queda de Tensão 
∆U = RIU = RIU = RIU = RI 
∆U = 1Ω x 10 A 
∆U = 10 V (queda de tensão no(queda de tensão no(queda de tensão no(queda de tensão no trecho) trecho) trecho) trecho) 
 
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b2) Perda de Potência 
∆W = RIW = RIW = RIW = RI2222 
∆W = 1Ω x (10)2 A 
∆W = 100 W (perda de potência do trecho)(perda de potência do trecho)(perda de potência do trecho)(perda de potência do trecho) 
 
b3) Potência na Carga 
W = (U W = (U W = (U W = (U ---- ∆U) x IU) x IU) x IU) x I 
W = (127 - 10) V x 10 A 
W = 117 x 10 
W = 1.170 W (potência na carga)W = 1.170 W (potência na carga)W = 1.170 W (potência na carga)W = 1.170 W (potência na carga) 
 
NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: A resistência elétrica dos condutores depende de uma sériede fatores, tais 
como, qualidade do material, espessura do fio, temperatura de trabalho, freqüência 
da rede, etc. 
 
Na tabela 10 a seguir encontram-se os valores médios das “Características 
dos Condutores Isolados em PVC/70 o C”, com valores de resistência de diversos 
condutores. Observe que, quando aumenta a seção do condutor, a resistência 
elétrica vai diminuindo e capacidade de condução de corrente vai aumentando. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Tabela 10 Tabela 10 Tabela 10 Tabela 10 
 
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• Queda de Tensão PercentuQueda de Tensão PercentuQueda de Tensão PercentuQueda de Tensão Percentual (%)al (%)al (%)al (%) 
 
A Queda de Tensão pode ser expressa em valores percentuais (%), sendo o 
seu valor é calculado da seguinte maneira: 
 
 
 
 
Do exemplo do subitem 7.6.3.2, tem-se: 
 
• U de entrada = 127 V 
• ∆U na carga = 10 V 
• U na carga = 127 - 10 = 117 V117 V117 V117 V 
 
A queda de tensão percentual era, portanto: 
 
 ∆U (%) = (127 - 117) x 100% = 7,9%7,9%7,9%7,9% 
 
A Norma vigente, a NBR 5410/97 determina que a queda de tensão entre a 
origem de uma instalação e qualquer ponto de utilização não deve ser maior do que 
4%, para as instalações alimentadas diretamente por um ramal de baixa tensão a 
partir de uma Rede de Distribuição de uma Concessionária de Energia Elétrica (a 
CELESC, por exemplo). 
 
Neste Manual, será considerado que esses 4% 4% 4% 4% de queda de tensão 
admissíveis serão assim distribuídos: 
 
• Até o medidor de energia: 1%1%1%1% 
• Do medidor até o Quadro de Distribuição de Circuitos - QDC: 1%1%1%1% 
• A partir do QDC: 2%2%2%2% 
 
O cálculo da queda de tensão através de fórmulas com os dados do circuito 
elétrico pode ser relativamente trabalhoso. 
Com o objetivo de facilitar os cálculos de queda de tensão, foram elaboradas 
tabelas, que são utilizadas pelos seguintes procedimentos: 
 
1 1 1 1 ---- Momento Elétrico (ME) Momento Elétrico (ME) Momento Elétrico (ME) Momento Elétrico (ME) 
2 2 2 2 ---- Queda de Tensão em V/A.km Queda de Tensão em V/A.km Queda de Tensão em V/A.km Queda de Tensão em V/A.km 
 
Momento Elétrico (ME)Momento Elétrico (ME)Momento Elétrico (ME)Momento Elétrico (ME) 
 
O Momento Elétrico (ME) é igual ao produto da corrente (A) que passa pelo 
condutor pela distância total em metros (m) desse circuito: 
 
 ME ME ME ME ==== A A A A .... mmmm 
 
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Estão apresentadas a seguir, Tabelas práticas do produto Ampére x Metro 
(A.m) para quedas de tensão com diferentes valores percentuais (1%, 2% e 4%) e de 
tensões aplicadas, para condutores de cobre com isolamento em PVC/70ºC. 
A tabela 11 apresenta o Momento Elétrico (A.m) utilizando os condutores em 
Eletroduto de Material Não Magnético e a Tabela 12 apresenta o Momento Elétrico 
(A.m) utilizando os condutores em Eletroduto de Material Magnético. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Tabela 11Tabela 11Tabela 11Tabela 11 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Tabela 12Tabela 12Tabela 12Tabela 12 
 
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• Queda de Tensão em V/A.kmQueda de Tensão em V/A.kmQueda de Tensão em V/A.kmQueda de Tensão em V/A.km 
 
A Queda de Tensão em V/A.km, é dado pela expressão abaixo: 
 
 ∆U = U = U = U = ∆UUUUV/A.km V/A.km V/A.km V/A.km x I x Lx I x Lx I x Lx I x L 
 
Onde: 
∆U = Queda de tensão em Volts 
∆UV/A.km = Queda de tensão em V/A.km (Ver tabelas de fabricantes de condutores 
de cobre) 
I = Corrente elétrica do circuito, em ampéres (A) 
L = Comprimento do circuito em km 
 
As Tabela 13 e 14 a seguir, apresentam os valores de queda de tensão em 
V/A.km, para condutores de cobre com isolamento em PVC/70ºC. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Tabela 13Tabela 13Tabela 13Tabela 13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Tabela 14Tabela 14Tabela 14Tabela 14 
 
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Exemplos dos Cálculos de Queda de TensãoExemplos dos Cálculos de Queda de TensãoExemplos dos Cálculos de Queda de TensãoExemplos dos Cálculos de Queda de Tensão 
 
A seguir está apresentado um exemplo para a utilização das Tabelas para o 
cálculo da queda de tensão percentual, utilizando os dois métodos – Momento 
Elétrico (ME) e o de Queda de Tensão V/A.km: 
 
a) Determinar a bitola dos condutores em eletrodutos a serem ligados a uma 
carga trifásica situada a 50 metros de distância e cuja corrente é de 25 A, a tensão 
do circuito é 220V e a queda de tensão não pode ultrapassar a 4%; 
 
b) Determinar a queda de tensão percentual com a utilização do cabo 
calculado no subitem a. 
 
Serão calculados os valores de queda de tensão desse problema pelo método 
do Momento Elétrico (ME) Momento Elétrico (ME) Momento Elétrico (ME) Momento Elétrico (ME) e de Queda de Tensão em V/A.km.Queda de Tensão em V/A.km.Queda de Tensão em V/A.km.Queda de Tensão em V/A.km. 
 
Momento ElétricoMomento ElétricoMomento ElétricoMomento Elétrico (ME): (ME): (ME): (ME): 
 
a) O Momento Elétrico (ME) neste caso é: 
 
 25 A x 50 m = 1.250 A.m 
 
Consultando a Tabelas anteriores de “Eletroduto de Material não Magnético” 
na coluna referente a circuitos trifásicos, 220 V e 4% de queda de tensão, tem-se: 
 
• Fio de 4 mm2 - Momento elétrico = 1.127 A.m 
• Fio de 6 mm2 - Momento elétrico = 1.648 A.m 
 
O valor calculado de 1.250 A.m está situado entre estes dois valores. Neste 
caso deve-se escolher o condutor de maior seção, ou seja, o fio de 6 mm6 mm6 mm6 mm2222. 
 
Pela da “Capacidade de Condução de Corrente” coluna condutores 
carregados, o fio de 6 mm2, conduz 36 A36 A36 A36 A. 
 
b) Como o momento elétrico calculado (1.250 A.m), é menor que o do 
condutor utilizado (1.648 A.m), a queda de tensão será menor. 
Para determinar o valor percentual da queda de tensão, basta fazer um 
cálculo com a “regra de três”: 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Queda de Tensão em V/A.kmQueda de Tensão em V/A.kmQueda de Tensão em V/A.kmQueda de Tensão em V/A.km 
 
Pela tabela da “Capacidade de Condução de Corrente” – Eletroduto Embutido 
– coluna 3 Condutores Carregados, o fio 6 mm2 conduz 36 ampéres, portanto 
adequado em termos de capacidade de condução de corrente para este circuito. 
 
Pela tabela do “Eletroduto de Material Não Magnético”, tem-se que o fio de 6 
mm2, para o circuito trifásico tem 6,14 V/A.km. 
 
Transformando 50 metros em quilômetros 
 
 
 
 
 
 
 
Então, a queda de tensão percentual será: 
 
 
 
 
Como a queda máxima de tensão desejada é de 4%, o fio 6mm2 é adequado. 
 
Observação:Observação:Observação:Observação: Como foi visto acima neste exemplo, os 2 métodos utilizados levaram a 
valores percentuais diferentes de queda de tensão. Isto é devido aos 
arredondamentos e aproximações dos valores calculados das Tabelas. 
 
NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: Pelo método de Queda de Tensão em V/A.km, é necessário transformar os 
comprimentos dos circuitos, dados em metros, para quilômetros, o que poderá 
ocorrer erros com mais facilidade nesta transformação. Devido aos comprimentos 
dos circuitos elétricos residenciais serem normalmente de pequenas dimensões, 
esta referencia adotará para calcular a queda de tensão, o método do Momento Momento Momento Momento 
Elétrico (ME)Elétrico (ME)Elétrico (ME)Elétrico (ME). 
 
7.6.47.6.47.6.47.6.4 ---- Exemplos do Dimensionamento da Seção de Condutores Exemplos do Dimensionamento da Seção de Condutores Exemplos do Dimensionamento da Seção de Condutores Exemplos do Dimensionamento da Seção de Condutores 
 
Como foi visto no subitem 7.6.3, “deverá sempre ser adotado o resultado que 
levar ao condutor de maior seção (mm2)”. Assim, para o dimensionamento dos 
condutores de um circuito, deve ser determinada a corrente (A) que circulará pelo 
mesmo e o seu Momento Elétrico (ME) (A.m). Consultando as tabelas de 
“Capacidade de Condução Corrente” e a de “Momentos Elétricos” e o subitem 7.6.1, 
escolhe-se a seção (mm2) do condutor que deverá ser utilizado. 
 
Os exemplos a seguir, explicam de maneira mais clara o cálculo das seções 
(mm2) dos condutores. 
 
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Exemplo 1:Exemplo 1:Exemplo 1:Exemplo 1: 
 
Uma residência, com a carga estabelecida a seguir, deverá ser alimentada 
através de uma rede de baixa tensão, ligação a 2 fios, 127 V. Determinar a seção 
(mm2) e a quantidade (metros) dos condutores para o ramal que vai do Quadro do 
Medidor do Padrão até o QDC através de um eletroduto embutido na parede em linha 
reta. 
A distância é de 6 m e a ∆U máxima admissível é de 1%. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Consultando a de Momentos Elétricos (127 V - 1% - Eletroduto de Material não 
Magnético), verifica-se que o fio indicado é o de 10 mm2. O Momento Elétrico é de 
332 A.m. 
Consultando a de “Capacidade de Condução de Corrente verifica-se que a 
corrente máxima admissível para o fio de 10 mm2 com eletroduto instalado na parede 
(2 condutores carregados) é de 57 A. 
 
 Resposta: 12 m de condutor de cobre de 10 mmResposta: 12 m de condutor de cobre de 10 mmResposta: 12 m de condutor de cobre de 10 mmResposta: 12 m de condutor de cobre de 10 mm2222.... 
 
Exemplo 2Exemplo 2Exemplo 2Exemplo 2:::: 
 
Considerando um chuveiro elétrico de 4.400 Watts – 127 Volts em uma 
residência com 4 pessoas, funcionando em média, 8 minutos para cada banho, 
durante 30 dias por mês. A distância do Quadro de Distribuição de Circuitos – QDC, 
é de 20 metros. Considerar a queda máxima de tensão admissível de 2%. 
 
Dimensionar os cabos e a perda do consumo energia elétrica (kWh) nos cabos 
desse circuito elétrico do chuveiro, durante um ano. 
 
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Solução:Solução:Solução:Solução: 
 
Referente as potência, energia e corrente, tem-se as seguintes fórmulas: 
 
 
 
a) a) a) a) Cálculo da corrente elétrica: 
 
 
 
b) b) b) b) Tempo médio mensal em horas, dos banhos das 4 pessoas: 
 
 
 
c) c) c) c) Energia (kWh) total consumida em banhos por mês: 
 
 4.400 Watts x 16 horas de banho/mês = 70.400 Watt hora = 70,40 kWh70,40 kWh70,40 kWh70,40 kWh 
 
d) d) d) d) Dimensionamento dos condutores: 
 
O Momento Elétrico Me = 20 metros x 34,6 A = 692 A.m Pela tabela do 
Momento Elétrico (A.m) coluna 127 V Monofásico com queda de tensão de 2%, o 
condutor recomendado é do de 16 mm2, com o A.m de 996. 
Pela tabela da “Capacidade de Condução de Corrente”, a corrente máxima 
admissível para o fio de 16,0 mm2 instalado em eletroduto é de 76 A. 
A corrente elétrica calculada anteriormente para esse chuveiro de 4.400 W 
em 127 V, é de 34,6 A. 
Consultando novamente a tabela da “Capacidade de Condução de Corrente”, 
a corrente máxima admissível para o fio de 6,0 mm2 instalado em eletroduto é de 41 
A. 
Pela tabela do Momento Elétrico (A.m) coluna 127 V Monofásico, com queda 
de tensão de 2% do condutor de 6 mm2, o A.m é de 436. 
 
Nota-se que, para a capacidade de condução de corrente elétrica, pode-se usar o fio 
de 6,0 mm2. No entanto se for usado esse cabo de 6,0 mm2, tem-se uma queda de 
tensão maior do que os 2% estipulados. Essa queda de tensão será: 
 
 
 
 
 
 
 
Como essa queda de tensão tem um valor maior do que os 2% estipulados, o 
condutor correto a ser usado, é o de 16,0 mm16,0 mm16,0 mm16,0 mm2222 de cobre. 
 
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e) Perda de energia elétrica nos condutores, durante 12 meses: 
 
 
Substituindo P, na primeira fórmula, tem-se: 
 
 E = R x I2 x t 
 
Consultando a tabela (anexo 3) de resistência elétrica média dos cabos são: 
 
 6 mm2 = 2,96 Ω/ km 
 16 mm2 = 1,22 Ω/ km 
 
Observação:Observação:Observação:Observação: Como essa tabela apresenta valores médios de resistência 
elétrica de condutores, em uma situação real deve-se pegar os dados corretos dos 
condutores que serão utilizados, em um catálogo do fabricante. 
Se for usado o condutor de seção de 6 mm2, a perda de kWh nesses 
condutores será: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ExercícioExercícioExercícioExercício 
 
1111 –––– Dimensionar os condutores que deverão atender uma instalação com uma 
carga trifásica de 20 kW, 220 V. A carga deverá ser ligada a um alimentador situado 
a 38 m de distância devendo a fiação ser instalada em eletroduto. A queda máxima 
de tensão, não deve ser maior do que 2%. Calcular a perda do consumo de energia 
elétrica (kWh) durante 12 meses nos condutores dimensionados. 
 
 
8.8.8.8. PROTEÇÃO PROTEÇÃO PROTEÇÃO PROTEÇÃO E SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICASE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICASE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICASE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 
 
Uma instalação elétrica interna está sujeita a defeitos e acidentes de diversas Uma instalação elétrica interna está sujeita a defeitos e acidentes de diversas Uma instalação elétrica interna está sujeita a defeitos e acidentes de diversas Uma instalação elétrica interna está sujeita a defeitos e acidentes de diversas 
naturezas, sendo, portanto necessária a existência de um sistema de proteção e naturezas, sendo, portanto necessária a existência de um sistema de proteção e naturezas, sendo, portanto necessária a existência de um sistema de proteção e naturezas, sendo, portanto necessária a existência de um sistema de proteção e 
segurança adequados, a fim de evitar maiores danos.segurança adequados, a fim de evitar maiores danos.segurança adequados, a fim de evitar maiores danos.segurança adequados, a fim de evitar maiores danos. 
 
A instalação elétrica deverá ser executada de acordo com Normas e materiais 
adequados e de qualidade. 
É inadmissível deixar de utilizar dispositivosde proteção, materiais de 
qualidade e os procedimentos estabelecidos em Normas, com o objetivo de diminuir 
os custos (R$) de uma instalação elétrica. Isto poderá ficar muito mais caro no 
futuro. Quanto mais investir, maior será a proteção e segurança de uma instalação 
elétrica interna. 
A Norma vigente, a NBR 5410/97 – “Instalações Elétricas de Baixa Tensão” da 
ABNT, estabelece os critérios para garantir a segurança de pessoas, de animais 
domésticos, de bens e da própria instalação elétrica, contra os perigos e danos que 
possam ser causados pelas instalações elétricas, tais como: 
 
• Proteção contra choques elétricos;Proteção contra choques elétricos;Proteção contra choques elétricos;Proteção contra choques elétricos; 
• Proteção contra sobrecorrentes;Proteção contra sobrecorrentes;Proteção contra sobrecorrentes;Proteção contra sobrecorrentes; 
• Proteção contra sobretensões e subtensões;Proteção contra sobretensões e subtensões;Proteção contra sobretensões e subtensões;Proteção contra sobretensões e subtensões; 
• Proteção contra falta de fase.Proteção contra falta de fase.Proteção contra falta de fase.Proteção contra falta de fase. 
 
Em caso de dúvidas, deve-se consultar a Norma vigente da ABNT, NBR 
5410/97 – “Instalações Elétricas de Baixa Tensão”. 
Antes de executar uma Proteção de um equipamento elétrico, deverá ser lido 
com atenção o manual desse equipamento. Caso esse equipamento necessite de 
uma Proteção complementar além das exigidas na Norma vigente NBR 5410/97, 
deve ser feita essa Proteção, conforme estipulado no manual do equipamento. 
 
8888.1 Isolação, Classe e Graus de Proteção.1 Isolação, Classe e Graus de Proteção.1 Isolação, Classe e Graus de Proteção.1 Isolação, Classe e Graus de Proteção 
 
A Isolação de um equipamento elétrico é formada por materiais que isolam 
eletricamente o equipamento. 
É importante ressaltar que a isolação dos equipamentos/componentes 
elétricos é de suma importância na proteção contra os choques elétricos, tanto pelo 
contato indireto, como pelo contato direto com esses equipamentos. 
 
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8888.2 Considerações Básicas Sobre os Choques Elétricos.2 Considerações Básicas Sobre os Choques Elétricos.2 Considerações Básicas Sobre os Choques Elétricos.2 Considerações Básicas Sobre os Choques Elétricos 
 
As pessoas e os animais domésticos devem ser protegidos contra os perigos 
que possam resultar de um contato direto e/ou indireto com as instalações elétricas 
e de seus componentes e equipamentos. 
E lembre-se: Os equipamentos/componentes elétricos utilizados em uma 
instalação elétrica, não devem dar choques elétricos. Se isso acontece é porque o 
equipamento/componente está com defeito. Deve-se consertá-los imediatamente. 
A seguir será feito umas considerações básicas, de uma maneira simples, 
sobre os choques elétricos. Caso sejam necessárias de maiores informações, 
devem-se procurar as literaturas técnicas especializadas sobre o assunto. 
 
8888.2.1 Contato Direto.2.1 Contato Direto.2.1 Contato Direto.2.1 Contato Direto 
 
O contato direto é caracterizado por um contato 
acidental ou por um contato intencional (por 
imprudência) de uma pessoa em uma parte da instalação 
elétrica energizada que esteja com o isolamento elétrico 
danificado. O isolamento danificado pode ocorrer devido 
a: falhas no isolamento, ruptura ou remoção indevida dos 
isolamentos elétricos. O contato direto é muito freqüente 
e de conseqüência imprevisível. 
 
Exemplo: Exemplo: Exemplo: Exemplo: uma pessoa em contato com um fio 
energizado e desencapado. 
 
 
 
8888.2.2 Contato Indireto.2.2 Contato Indireto.2.2 Contato Indireto.2.2 Contato Indireto 
 
É o contato de uma pessoa com uma parte 
metálica de uma instalação ou de um componente, 
normalmente sem tensão elétrica, mas que pode ficar 
energizada devido a falha no isolamento ou por uma falha 
interna (curto-circuito). 
É perigoso, em particular, porque a pessoa não 
suspeita da energização acidental na 
instalação/componente e não está em condições de evitar 
um acidente. 
 
Exemplo: Exemplo: Exemplo: Exemplo: Encostar-se à carcaça de uma máquina 
de lavar, que está com defeitos no isolamento. 
 
 
8888.2.3 Tensão de Contato.2.3 Tensão de Contato.2.3 Tensão de Contato.2.3 Tensão de Contato 
 
Denomina-se Tensão de Contato, a tensão que pode aparecer entre dois 
pontos simultaneamente acessíveis. 
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A Tensão de Contato limite (ULimite) é o valor máximo da tensão de contato 
que pode ser mantida indefinidamente sem riscos à segurança de pessoas ou 
animais domésticos. 
Como exemplo de Tensão de Contato, pode-se citar o caso de uma pessoa 
que ao mesmo tempo, toca em uma torneira e num eletrodoméstico, no qual haja um 
fio desencapado em contato com a estrutura do produto. A tensão de contato é 
aquela que aparece entre os pontos tocados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Norma NBR 5410/97 estabelece os seguintes valores como limites máximos 
suportáveis para as tensões de contato, conforme tabela abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
• SiSiSiSituação 1: tuação 1: tuação 1: tuação 1: ambientes normais (sem umidade); 
• Situação 2: Situação 2: Situação 2: Situação 2: áreas externas, canteiros de obras, outros locais em que as 
pessoas estejam em contato com umidade. 
 
É importante que um dispositivo de proteção contra choques seccione 
automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento protegido contra 
contatos indiretos, sempre que uma falha entre a parte viva e a massa no circuito ou 
equipamento considerado der origem a uma tensão de contato superior ao valor 
apropriado de VLimite definido na anterior. 
 
Os tempos de duração do contato (em segundos) estão limitados aos valores 
estabelecidos na tabela seguinte, após o qual a corrente deve ser interrompida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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• Situação 1Situação 1Situação 1Situação 1: : : : ambientes normais (sem umidade); 
• Situação Situação Situação Situação 2: 2: 2: 2: áreas externas, canteiros de obras, outros locais em que as 
pessoas estejam em contato com umidade. 
 
8888.3 Choque Elétrico.3 Choque Elétrico.3 Choque Elétrico.3 Choque Elétrico 
 
Choque elétrico é a perturbação, de natureza e efeitos diversos, que se 
manifesta no organismo humano (ou de animais) quando este é percorrido por uma 
corrente elétrica (Contato Direto e/ou Contato Indireto). 
Os efeitos da perturbação produzida pelo choque elétrico variam e dependem 
de certas circunstâncias, tais como: 
 
• O percurso da corrente no corpo humano; 
• A intensidade, o tempo de duração, a espécie e a freqüência da corrente 
elétrica; 
• As condições orgânicas do indivíduo. 
 
O efeito do choque elétrico nas pessoas e animais pode causar 
conseqüências graves e irreversíveis, como parada cardíaca e respiratória. 
As perturbações causadas por um choque elétrico, são principalmente: 
 
• Inibição dos centros nervosos (efeito tetanizaçãotetanizaçãotetanizaçãotetanização), inclusive os que 
comandam a respiração, com possível asfixia; 
• Alterações no ritmo de batimento do coração, podendo produzir tremulação 
(fibrilaçãofibrilaçãofibrilaçãofibrilação) do músculo cardíaco, com conseqüente parada cardíaca; 
• Queimaduras de vários graus; 
• Alterações do sangue provocadas por efeitos térmicos e eletrolíticos da 
corrente etc. 
 
Essas perturbações podem se manifestar todas de uma vez ou somente 
algumas delas. As sensações produzidas nas vítimas de choque elétrico variam 
desde uma ligeira contração superficial, até uma contração violentados músculos. 
Quando esta contração atinge o músculo cardíaco, pode paralisá-lo. Pode acontecer 
também à crispação muscularcrispação muscularcrispação muscularcrispação muscular, fazendo com que a vítima se agarre ao condutor sem 
conseguir soltar-se (tetanização). 
Nas instalações elétricas residenciais (127/220 V – 60 Hz) os efeitos da 
corrente elétrica no ser humano, são principalmente: 
 
• Até 9 mA (leia-se: nove miliampéres) - Não produz alterações de 
conseqüências mais graves; 
• De 9 a 20 mA - contrações musculares violentas, crispação muscular e asfixia, 
se a zona toráxica for atingida; 
• De 20 a 100 mA - contrações violentas, asfixia, perturbações circulatórias e 
às vezes, fibrilação ventricular; 
• Acima de 100 mA - asfixia imediata, fibrilação ventricular, queimaduras; 
• Vários ampéres - asfixia imediata, queimaduras graves, etc. 
 
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No segundo e terceiro casos, o processo de salvamento seria a respiração 
artificial. No quarto (mais de 100 mA), o salvamento seria muito difícil e no último 
caso praticamente impossível. 
O efeito do choque elétrico depende também da Resistência Elétrica do corpo 
humano. A Resistência do corpo humano varia conforme as condições apresentadas 
na tabela abaixo retirada da Norma NBR 5410/97. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É importante salientar que, além do valor da corrente elétrica e da resistência 
elétrica do corpo humano, os efeitos do choque elétrico nas pessoas e animais 
domésticos, também dependem do tempo de duração da corrente elétrica. 
 
O gráfico a seguir, nos mostra as diversas zonas em função do Tempo x 
Corrente: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Zona 1 - Nenhum efeito perceptível 
Zona 2 - Efeitos fisiológicos geralmente não-danosos 
Zona 3 - Efeitos fisiológicos notáveis (parada cardíaca, parada respiratória, 
 contrações musculares) geralmente reversíveis 
Zona 4 - Elevada probabilidade de efeitos fisiológicos graves e irreversíveis 
 (Fibrilação cardíaca, parada respiratória) 
 
 8888.4 Proteção e Segurança .4 Proteção e Segurança .4 Proteção e Segurança .4 Proteção e Segurança –––– Prevenção na Execução Prevenção na Execução Prevenção na Execução Prevenção na Execução 
 
As pessoas que executam serviços elétricos devem: 
• Ser instruídas e esclarecidas sobre as precauções relativas ao seu trabalho; 
• Ser instruídas sobre a teoria e prática dos procedimentos dos primeiros 
socorros a serem prestados em casos de acidentes; 
 
As instalações elétricas deverão ser executadas de forma a evitar danos às 
pessoas e animais domésticos, devendo para tanto, ser observadas algumas 
precauções, tais como: 
 
1. Seguir as recomendações da Norma da ABNT, a NBR 5410/97 e Normas da 
concessionária de energia elétrica; 
2. Instalar os equipamentos e componentes elétricos da forma que 
recomendada para cada tipo de equipamento/componente; 
3. Usar as ferramentas (alicates, chaves de fendas, etc.) de isolamento 
compatível com a tensão da instalação. 
Para cada tipo de serviço, deve-se usar a ferramenta apropriada e não as 
improvisadas; 
4. As ferramentas elétricas portáteis deverão ser dotadas de isolação dupla ou 
reforçada a fim de prevenir acidentes (choques elétricos) por falha na 
isolação básica; 
 
5. Antes que seja executado qualquer serviço, deve-se pensar e analisar sobre a 
tarefa que será executada: se a pessoa já sabe exatamente o que irá fazer e 
se está preparada para executar a tarefa, os riscos que essa tarefa poderá 
trazer para si e/ou para outras pessoas. Confirmar se todos os materiais 
(equipamentos e ferramentas) necessários estão no local da tarefa. Em caso 
de dúvidas, sem pressa, deve-se estudar novamente a tarefa que será 
executada. Se a dúvida ainda persistir, deve-se procurar a ajuda de um 
colega de profissão. Deve-se procurar também, literatura técnica sobre o 
assunto, Normas vigentes da ABNT e da concessionária de energia, etc.; 
6. Nunca deve se distrair durante o trabalho e também nunca distrair outras 
pessoas que estejam trabalhando; 
7. O eletricista deve usar os Equipamentos de Proteção Individual, tais como: 
capacete, luvas apropriadas de borracha, luvas de couro, botina de couro 
com solado de borracha, óculos de segurança, etc. Durante a execução dos 
trabalhos, evitar o uso de materiais metálicos no corpo, como o relógio, por 
exemplo; 
 
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8. Usar os aparelhos de medição e testes necessários no trabalho; 
9. Devem ser desligados os circuitos elétricos energizados, através dos 
dispositivos de proteção, antes de executar ou dar manutenção nas 
instalações elétricas. 
 
8888.5 Elementos Básicos para.5 Elementos Básicos para.5 Elementos Básicos para.5 Elementos Básicos para Segurança e Proteção Segurança e Proteção Segurança e Proteção Segurança e Proteção 
 
Para um funcionamento eficiente dos dispositivos de proteção e de 
segurança, os elementos básicos da instalação elétrica devem ser adequadamente 
dimensionados: 
 
• Aterramento;Aterramento;Aterramento;Aterramento; 
• Condutor de Proteção (PE);Condutor de Proteção (PE);Condutor de Proteção (PE);Condutor de Proteção (PE); 
• Condutor Neutro;Condutor Neutro;Condutor Neutro;Condutor Neutro; 
 
8888.5.1 Aterrame.5.1 Aterrame.5.1 Aterrame.5.1 Aterramento Elétriconto Elétriconto Elétriconto Elétrico 
 
Denomina-se “Aterramento Elétrico”, a ligação intencional de um componente 
através de um meio condutor com a Terra. 
Por exemplo: ligar a carcaça de um chuveiro elétrico, através de um condutor, 
com a Terra. 
Todo equipamento elétrico deve, porTodo equipamento elétrico deve, porTodo equipamento elétrico deve, porTodo equipamento elétrico deve, por razões de segurança, ter o seu corpo razões de segurança, ter o seu corpo razões de segurança, ter o seu corpo razões de segurança, ter o seu corpo 
(parte metálica) aterrado. (parte metálica) aterrado. (parte metálica) aterrado. (parte metálica) aterrado. Também os componentes metálicos das instalações 
elétricas, tais como, os Quadros de Distribuição de Circuitos – QDC, os eletrodutos 
metálicos, caixas de derivação, etc., devem ser corretamente aterradas. 
Quando há um defeito na parte elétrica de um equipamento que está 
corretamente aterrado, a corrente elétrica escoa para o solo (Terra). Alguns tipos de 
solos são melhores condutores de corrente elétrica, pois têm uma menor 
Resistividade Elétrica. A Resistividade é em função do tipo de solo, umidade e 
temperatura. 
 
Os Aterramentos Elétricos podem ser: 
 
a) Aterramento por razões funcionais: o Aterramento é necessário para que o 
equipamento elétrico funcione corretamente; 
b) Aterramento do equipamento por razões de proteção e segurança: neste 
caso, o Aterramento protege as pessoas e/ou animais domésticos contra os 
choques elétricos. 
 
O caso bastante comum de choque elétrico é um fio desencapado 
encostando-se à estrutura metálica de um aparelho energizado. Estando o aparelho 
aterrado, a corrente elétrica poderá ser desviada para a Terra, evitando o choque 
elétrico. Através do Aterramento, a corrente elétrica tem um caminho mais fácil para 
escoar para a Terra. 
As figuras a seguir, ilustram ligações elétricas de um chuveiro elétrico. 
Na situação da figura 38, o chuveiro não está aterrado, estando, portanto, as 
pessoas sujeitas a tomar choques elétricos. 
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CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01Na situação da figura 39, como o chuveiro está aterrado através do Condutor 
de Proteção (PE), as pessoas não estão sujeitas a tomarem choques elétricos. 
Independentemente da tensão elétrica (V) para a ligação correta do 
equipamento elétrico, se é 127 V ou 220 Volts, o equipamento deverá ser aterrado 
de forma adequada, conforme os procedimentos estabelecidos neste subitem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 38 Figura 38 Figura 38 Figura 38 –––– Chuveiro sem aterramentoChuveiro sem aterramentoChuveiro sem aterramentoChuveiro sem aterramento Figura 3Figura 3Figura 3Figura 39999 –––– Chuveiro com aterramentoChuveiro com aterramentoChuveiro com aterramentoChuveiro com aterramento 
 
É importante salientar que, além do Aterramento adequado, o circuito elétrico 
deve ter dispositivos de proteção e de segurança. 
Um sistema aterrado possui o Neutro e/ou outro condutor intencionalmente 
ligado à terra, diretamente ou através de uma impedância elétrica (resistência ou 
reatância). 
 
O “Padrão de EntradaPadrão de EntradaPadrão de EntradaPadrão de Entrada” para o fornecimento de energia elétrica da CELESC, 
deve ser aterrado através de eletrodo de aterramento (haste de “terra”). 
Essas Normas especificam os tipos, características, como instalar, a 
quantidade de eletrodos, a serem utilizados para cada tipo de ligação, os tipos dos 
condutores para ligar o eletrodo ao “Padrão de Entrada” para o fornecimento de 
energia elétrica, etc. 
 
Todo Aterramento elétrico tem um valor de Resistência (ohms). O valor da 
resistência do Aterramento é muito importante. Quanto menor o valor, é melhor, pois 
aumenta a segurança – a corrente elétrica de falta escoa para a terra com mais 
facilidade. Para isso devem ser seguidos a norma vigente NBR 5410/97. 
O Aterramento de equipamentos elétricos de uma instalação elétrica consiste 
na ligação à Terra, através dos condutores de Proteção (PE), de todas as massas 
metálicas (chuveiros elétricos, carcaças de motores, caixas metálicas, 
equipamentos, QDC, etc.) e das tomadas de uso geral. 
Alguns aparelhos elétricos têm um plugue de tomada com três pinos, sendo 
um apropriado para a conexão do aterramento desse aparelho. Erroneamente as 
pessoas costumam colocar um adaptador que elimina o pino de aterramento. Isto 
não deve ser feito porque o aterramento, como foi dito anteriormente, evita que as 
pessoas venham a se acidentar quando utilizar o aparelho. 
 
 
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8888.5.2 Condutor de Proteção (PE).5.2 Condutor de Proteção (PE).5.2 Condutor de Proteção (PE).5.2 Condutor de Proteção (PE) 
 
A isolação do condutor de Proteção (PE) deverá ser na cor verde-amarela ou 
verde. O condutor de Proteção (PE) para o caso das instalações elétricas 
residenciais, será considerado neste Manual, como um condutor que será aterrado 
junto ao “Padrão de Entrada” para o fornecimento de energia elétrica, de acordo 
com os procedimentos estabelecidos nas Normas da CELESC referente ao 
Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária – Rede de Distribuição 
Aérea – Edificações Individuais, ao Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão 
Secundária – Rede de Distribuição Aérea – Edificações Coletivas e ao Fornecimento 
de Energia Elétrica em Tensão Secundária – Rede de Distribuição Subterrânea. 
O Condutor de Proteção (PE) deverá ser ligado junto do “Padrão de Entrada” 
com conectores apropriados, de acordo com as Normas da concessionária de 
energia da seguinte forma: 
 
• O “Condutor de Aterramento” (do “Padrão de Entrada”) deverá interligar a 
primeira haste de aterramento ao “Parafuso de Aterramento” situado na caixa 
de medição e/ou proteção. 
• A partir do “Parafuso de Aterramento”, deverá ser ligado um condutor, que é 
o Condutor de Proteção (PE). 
• Este Condutor de Proteção (PE) deverá ser levado (e ligado) até ao 
barramento apropriado no Quadro de Distribuição de Circuitos – QDC da 
residência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 40 Figura 40 Figura 40 Figura 40 –––– Entrada do medidor Entrada do medidor Entrada do medidor Entrada do medidor 
 
A partir do QDC, o Condutor de Proteção (PE), deverá ser derivado para os 
circuitos elétricos: de tomadas e de equipamentos de uso específico (chuveiros 
elétricos, fornos elétricos, etc.), ou outro circuito elétrico que seja necessário o 
aterramento de equipamentos. 
A Norma NBR 5410/97 permite que um condutor de Proteção (PE) pode ser 
comum a vários circuitos, desde que esses circuitos estejam contidos em um mesmo 
eletroduto. A seção mínima deste deve ser a mesma utilizada pelo condutor fase. 
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A necessidade da existência do Condutor de Proteção (PE) tem a finalidade de 
fornecer um melhor caminho para a corrente de falta, evitando que a mesma circule 
pelo corpo da pessoa que vier tocar no aparelho elétrico. 
Alguns equipamentos elétricos têm o Condutor de Proteção (fio “terra”), como 
a geladeira, por exemplo. O Condutor de Proteção (PE) deverá ser ligado no ponto 
de aterramento da Tomada de Uso Geral. 
 
8888.5.3 Condutor Neutro.5.3 Condutor Neutro.5.3 Condutor Neutro.5.3 Condutor Neutro 
 
O condutor Neutro é o elemento do circuito que estabelece o equilíbrio de 
todo o sistema da instalação elétrica. Para cada circuito elétrico teremos que ter um 
condutor Neutro partindo do QDC. De acordo com a Norma NBR 5410/97, em 
nenhuma circunstância, o condutor Neutro, poderá ser comum a vários circuitos. 
Só poderá ser seccionado o Condutor Neutro, quando for recomendado pela 
Norma NBR 5410/97. Neste caso, o condutor Neutro não deve ser seccionado antes 
dos condutores Fase, nem restabelecido após os condutores Fase. 
O condutor Neutro deverá ser sempre aterrado junto ao “Padrão de Entrada” 
para o fornecimento de energia elétrica. 
Observação: Observação: Observação: Observação: O Condutor Neutro não não não não deverá ser interligado ao longo da instalação 
elétrica interna, ao Condutor de Proteção (PE) e nem usado como tal. 
 
8.68.68.68.6 DDDDispositivos de proteção e segurançaispositivos de proteção e segurançaispositivos de proteção e segurançaispositivos de proteção e segurança 
 
Os dispositivos de proteção e de segurança que devem ser utilizados em 
instalações elétricas residenciais, com o objetivo de proteger e dar segurança para 
a instalação elétrica, tais como a fiação, equipamentos, etc., as pessoas e animais 
domésticos são: 
 
Disjuntor, Seccionador (chave faca) com Fusíveis, Dispositivo Diferencial Disjuntor, Seccionador (chave faca) com Fusíveis, Dispositivo Diferencial Disjuntor, Seccionador (chave faca) com Fusíveis, Dispositivo Diferencial Disjuntor, Seccionador (chave faca) com Fusíveis, Dispositivo Diferencial 
Residual (DR’s), Protetor contra SobretensõeResidual (DR’s), Protetor contra SobretensõeResidual (DR’s), Protetor contra SobretensõeResidual (DR’s), Protetor contra Sobretensões, Protetor contra Subtensões, s, Protetor contra Subtensões, s, Protetor contra Subtensões, s, Protetor contra Subtensões, 
Protetor contra falta de fase etc.Protetor contra falta de fase etc.Protetor contra falta de fase etc.Protetor contra falta de fase etc. 
 
Os condutores de uma instalação elétrica devem ser protegidos por um ou 
mais dispositivos de seccionamento automático contra sobrecargas e curtos 
circuitos. Além de proteger,esses dispositivos devem ser coordenados. Neste 
subitem serão abordados apenas dois dispositivos de proteção, os disjuntores 
termomagnéticos e os DR’s. 
 
NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: Os dispositivos de proteção devem estar dispostos e identificados de forma 
que seja fácil reconhecer os respectivos circuitos protegidos. 
 
8.6.18.6.18.6.18.6.1 Disjuntores Termomagnéticos Disjuntores Termomagnéticos Disjuntores Termomagnéticos Disjuntores Termomagnéticos 
 
São dispositivos “termomagnéticos” que fazem a proteção de uma instalação 
contra curtos-circuitos e contra sobrecargas. 
O Disjuntor não deve ser utilizado como dispositivo de liga-desliga de um 
circuito elétrico e sim, de Proteção. 
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O disjuntor tem a vantagem sobre os fusíveis, em se tratando da ocorrência 
de um curto-circuito. No caso de um disjuntor, acontece apenas o desarme e para 
religá-lo, basta acionar a alavanca (depois de verificar/sanar porque aconteceu o 
curto-circuito). Nesse caso, a durabilidade do disjuntor é muito maior. 
Assim, a utilização dos disjuntores é muito mais eficiente. No “Padrão de 
Entrada” para o fornecimento de energia elétrica, a CELESC só permite a utilização 
de disjuntores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 4Figura 4Figura 4Figura 41 1 1 1 –––– Disjuntores tripolar, bipolar e unipolar Disjuntores tripolar, bipolar e unipolar Disjuntores tripolar, bipolar e unipolar Disjuntores tripolar, bipolar e unipolar 
 
O disjuntor deve possuir dois elementos de acionamento ou disparo com 
características distintas para cada tipo de falha: 
 
a) DisparadorDisparadorDisparadorDisparador térmico contra sobrecargas térmico contra sobrecargas térmico contra sobrecargas térmico contra sobrecargas - consiste em uma lâmina bimetálica 
(dois metais de coeficientes de dilatação diferentes), que ao ser percorrida 
por uma corrente acima de sua calibragem, aquece e entorta, acionando o 
acelerador de disparo que desliga o disjuntor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
b) Disparador magnético contra curtosDisparador magnético contra curtosDisparador magnético contra curtosDisparador magnético contra curtos----circuitos circuitos circuitos circuitos - é formado por uma bobina 
(tubular ou espiralada) intercalada ao circuito, que ao ser percorrida por uma 
corrente de curto-circuito, cria um campo magnético que atrai a armadura, 
desligando instantaneamente o disjuntor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A combinação desses dois disparadores protege o circuito elétrico contra 
correntes de alta intensidade e de curta duração, que são as correntes de curto-
circuito (disparador magnético) e contra as correntes de sobrecarga (disparador 
térmico). 
A proteção de uma instalação deverá ser coordenada de tal forma que atuem 
em primeiro lugar as proteções mais próximas às cargas e as demais seguindo a 
seqüência. Caso contrário, um problema em um ponto da instalação poderá 
ocasionar uma interrupção do fornecimento geral de energia. Assim, não poderemos 
ter no Quadro de Distribuição de um Circuito de uma residência, disjuntores de 50 A, 
se o disjuntor geral instalado no “Padrão de Entrada” for de 40 A. 
A Tabela 15 fornece as correntes nominais de disjuntores, em função da 
temperatura ambiente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Tabela 15 Tabela 15 Tabela 15 Tabela 15 
 
8.6.28.6.28.6.28.6.2 ---- Dispositivo Diferencial Residual Dispositivo Diferencial Residual Dispositivo Diferencial Residual Dispositivo Diferencial Residual ---- DR DR DR DR 
 
A Norma NBR 5410/97 da ABNT determina que devam ser utilizados os 
Dispositivos Diferenciais Residuais – DR de alta sensibilidade (corrente diferencial 
residual igual ou inferior a 30 mA), com o objetivo de proteger as pessoas e animais 
domésticos contra os choques elétricos, nos seguintes circuitos elétricos de uma 
residência: 
 
• Circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheira ou 
chuveiro; 
• Circuitos que alimentam tomadas de corrente situadas em áreas externas à 
edificação; 
• Circuitos de tomadas situadas em cozinhas, copas-cozinha, lavanderias, 
áreas de serviço, garagens e em geral, em todo local interno/externo molhado 
em uso normal ou sujeito a lavagens. 
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Os Dispositivos Diferenciais Residuais - DR são equipamentos que têm o 
objetivo de garantir a qualidade da instalação, pois esses dispositivos não admitem 
correntes de fugas elevadas, protegendo as pessoas e animais domésticos contra 
os choques elétricos e por outro lado, e conseqüentemente, economiza energia nas 
instalações elétricas. 
A proteção dos circuitos por DR pode ser realizada individualmente ou por 
grupos de circuitos. As condições gerais de instalação devem obedecer às 
prescrições descritas a seguir: 
a. Os dispositivos DR’s devem garantir o seccionamento de todos os condutores 
vivos do circuito protegido; 
b. O circuito magnético dos dispositivos DR’s deve envolver todos os 
condutores vivos do circuito, inclusive o Neutro. Por outro lado, o Condutor 
de Proteção (PE) correspondente deve passar exteriormente ao circuito 
magnético. Os condutores de Proteção (PE) não podem ser seccionados; 
c. Os dispositivos DR’s devem ser selecionados e os circuitos elétricos divididos 
de forma tal que, as correntes de fuga para a terra, susceptíveis de circular 
durante o funcionamento normal das cargas alimentadas, não possam 
provocar a atuação desnecessária do dispositivo. 
 
As sensibilidades do DR’s são de 30 mA, 300 mA e 500 mA. 
Os de 30 mA são chamados de alta sensibilidade e protegem as pessoas e 
animais contra choques elétricos. 
Os DR’s de sensibilidades de 300 mA e 500 mA, protegem as instalações 
contra fugas de correntes excessivas e incêndios de origem elétrica.Os DR’s podem 
ser de acordo com suas funções: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 4Figura 4Figura 4Figura 42 2 2 2 –––– Quantidade de pólos dos DR’s Quantidade de pólos dos DR’s Quantidade de pólos dos DR’s Quantidade de pólos dos DR’s (GE) (GE) (GE) (GE) 
 
8.6.2.18.6.2.18.6.2.18.6.2.1 Principio de funcionamento do dispos Principio de funcionamento do dispos Principio de funcionamento do dispos Principio de funcionamento do dispositivoitivoitivoitivo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Para verificar se o dispositivo está instalado e em perfeito funcionamento, 
acione o botão “teste”. 
• Se o DR desligar, significa que ele e a instalação estão em perfeita condição 
de uso. 
• Se o DR não desligar, significa que algo esta errado: ele pode estar com 
defeito, instalado incorretamente, etc. Neste caso deve-se procurar 
identificar o defeito. 
 
Os DR’s podem ser instalados conforme configurações abaixo:Figura 43 Figura 43 Figura 43 Figura 43 –––– Ligações com 1,2 e 3 fases Ligações com 1,2 e 3 fases Ligações com 1,2 e 3 fases Ligações com 1,2 e 3 fases 
 
Observação: Observação: Observação: Observação: Os DR’s ocupam normalmente no QDC um espaço de três 
disjuntores, ou de um disjuntor tripolar (DR’s com sensibilidade 30 mA). Existem 
disjuntores diferenciais residuais que ocupam um espaço de 5 disjuntores. 
 
8.7 8.7 8.7 8.7 Proteção Contra Descargas AtmosféricasProteção Contra Descargas AtmosféricasProteção Contra Descargas AtmosféricasProteção Contra Descargas Atmosféricas 
 
 
8.7.1 8.7.1 8.7.1 8.7.1 FormFormFormFormação dação dação dação dos Raiosos Raiosos Raiosos Raios 
 
Raio é fenômeno atmosférico de conseqüência desastrosas, resultante do 
acúmulo de cargas elétricas em uma nuvem e a conseqüência descarga no solo 
terrestre ou sobre qualquer estrutura que ofereça condições favoráveis a descarga, 
conclui-se através de inúmeras teorias que a parte inferior da nuvem está carregada 
por cargas predominantemente negativas e a parte superior positiva. Aliás, as 
observações e medições das descargas que caem sobre linhas de transmissão 
provam ser que são resultantes de cargas negativas. Entre a nuvem carregada 
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negativamente em sua parte inferior e a terra positivamente carregada na 
superfície, formam-se gradientes de tensão, que variam de 100000 a 1000000 kV, 
entre 300 a 500 metros de altura. Para que a descarga tenha início, não é necessário 
que o gradiente de tensão seja superior a rigidez dielétrica do de toda a camada de 
ar entre a nuvem e o solo e sim parte dela: talvez uns 10000 volts por cm sejam 
suficientes. 
O fenômeno tem início com a formação de uma descarga piloto da nuvem para 
a terra, com aspecto de uma árvore invertida. Esta descarga não é continua e sim 
em etapas de 50 metros com intervalos de aproximadamente 100 microssegundos 
entre elas e de velocidade da ordem de 1500 km/s. É de pouca luminosidade. 
Uma vez atingido o solo, forma-se a descarga principal ou de retorna, da terra 
para a nuvem, de grande luminosidade, com velocidade da ordem de 30000 km/s. 
Esta descarga segue o caminho da descarga piloto e está associada a correntes 
elevadas variando de 9000 a 218000 ampéres. As duas descargas anteriores 
seguem-se uma terceira, de curta duração e pequena corrente: 100 a 1000 ampéres. 
Estas três descargas constituem uma descarga completa há raios de várias 
descargas completas conhecidos como múltiplos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 44Figura 44Figura 44Figura 44 –––– Princípio da formação dos raios Princípio da formação dos raios Princípio da formação dos raios Princípio da formação dos raios 
 
O objetivo principal da proteção contra raios é o estabelecimento de meios 
para a descarga se dirigir na menor percurso possível para a terra, sem passar junto 
às partes não condutoras (concreto, madeira, alvenaria etc.). É preferível não ter um 
pára – raio do que ter um pára – raio mal instalado. A ação do pára – raio é dupla: 
A utilização do poder das pontas, isto é, a propriedade que tem as pontas 
metálicas de escoarem, através do ar ambiente, as cargas elétricas com as quais 
estão em comunicação se manifesta freqüentemente por centelhas luminosas. O 
pára – raio descarga para o solo e neutraliza pouco à pouco, por “influência”, a 
eletricidade da nuvem encontrada acima dele. Possivelmente, não se concretizará a 
formação do raio; isto constitui o efeito preventivo do pára – raio. 
A carga da nuvem pode retornar toda a sua intensidade, se a tempestade é 
muito violenta e súbita: aí o pára – raio não poderá exercer toda a sua tarefa de 
neutralização; haverá o raio. É falso crer que a descarga irá necessariamente cair 
sobre o pára – raios situados sobre a nuvem ou em suas proximidades. Ele não atrai 
o raio, mas se esta cair a pouca distância dele, provavelmente preferirá o seu 
caminho, já que está colocado no ponto mais alto de um edifício; assim, os danos 
serão reduzidos ao mínimo, às vezes neutralizados ao todo. 
 
 
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8.8.8.8.7777.2 Ação dos raios em seres vivos.2 Ação dos raios em seres vivos.2 Ação dos raios em seres vivos.2 Ação dos raios em seres vivos 
 
Uma descarga penetrando o solo pode gerar um gradiente de potencial 
perigoso para as pessoas e animais, como por exemplo gerar uma diferença de 
potencial chamada tensão de passotensão de passotensão de passotensão de passo. . . . 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 45 Figura 45 Figura 45 Figura 45 –––– Diferença de potencial entre os passos Diferença de potencial entre os passos Diferença de potencial entre os passos Diferença de potencial entre os passos 
 
8.7.3 8.7.3 8.7.3 8.7.3 PáraPáraPáraPára----raios (SPDA)raios (SPDA)raios (SPDA)raios (SPDA) 
 
Para ter uma proteção adequada contra as descargas elétricas de origem 
atmosférica, deve seguir os procedimentos da Norma vigente, a NBR 5419/2001 
“Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas” da ABNT. Essa Norma 
estabelece as condições exigíveis ao projeto, instalação e manutenção de Sistemas 
de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) em estruturas comuns, 
utilizadas para fins residenciais, comerciais, industriais, agrícolas, administrativas. 
 
8.7.8.7.8.7.8.7.3.13.13.13.1 InstalaçãoInstalaçãoInstalaçãoInstalação 
 
A instalação deve seguir as normas existentes. As instalações deverão ser 
feitas por empresas que trabalhem com laudos técnico com ART - Anotação de 
Responsabilidade Técnica e registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia CREA (Conselho Regional de Engenharia CREA (Conselho Regional de Engenharia CREA (Conselho Regional de Engenharia 
Arquitetura e Agronomia)Arquitetura e Agronomia)Arquitetura e Agronomia)Arquitetura e Agronomia). Dessa forma, qualquer responsabilidade deixa de ser do 
cliente e passa a ser da prestadora desse serviço. 
 
8.8.8.8.7.3.2 7.3.2 7.3.2 7.3.2 ComponenComponenComponenComponentttteseseses principais dos SPDA’s principais dos SPDA’s principais dos SPDA’s principais dos SPDA’s 
 
• Sistema de cSistema de cSistema de cSistema de captaptaptaptaçãoaçãoaçãoação;;;; 
• Sistema de descida;Sistema de descida;Sistema de descida;Sistema de descida; 
• Aterramento;Aterramento;Aterramento;Aterramento; 
 
Sistema de captaçãoSistema de captaçãoSistema de captaçãoSistema de captação 
 
É o conjunto de elementos que irá receber a descarga do raio. O sistema de 
captação pode ser de dois tipos. O tipo mais conhecido é o sistema Franklin 
composto de um captor de quatro pontas montado sobre um mastro cuja altura deve altura deve altura deve altura deve 
ser calculada conforme as dimensões da edificaçãoser calculada conforme as dimensões da edificaçãoser calculada conforme as dimensões da edificaçãoser calculada conforme as dimensões da edificação. De acordo com o comprimento, 
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largura, altura e forma da edificação, mais de um captor Franklin poderá ser usado. 
O sistema Gaiola de Faraday é composto de módulos retangulares formando uma 
malha e utilizando cabos de cobre nu passando por suportes isoladores 
apropriados. As dimensões e a abrangênciadevem ser calculadas de acordo com as As dimensões e a abrangência devem ser calculadas de acordo com as As dimensões e a abrangência devem ser calculadas de acordo com as As dimensões e a abrangência devem ser calculadas de acordo com as 
dimensões da edificaçãodimensões da edificaçãodimensões da edificaçãodimensões da edificação. 
É possível ainda fazer uma associação dos dois sistemas de acordo com as 
características da instalação. 
 
DescidaDescidaDescidaDescida 
 
Composta de um ou mais cabos de cobre nu interligando o sistema de 
captação ao aterramento. A descida é a responsável pela condução da descargacondução da descargacondução da descargacondução da descarga até 
o solo. A quantidade de descidas deve ser, no mínimo, de uma para cada 20 metros no mínimo, de uma para cada 20 metros no mínimo, de uma para cada 20 metros no mínimo, de uma para cada 20 metros 
de perímetro da edificaçãode perímetro da edificaçãode perímetro da edificaçãode perímetro da edificação. Por exemplo, num edifício retangular de 12x28 metros 
(largura ou "frente" por comprimento), deveremos ter 4 descidas pois seu perímetro 
(a soma de todos os comprimentos dos lados do prédio) é 80 metros. 
No caso de captação tipo Gaiola de Faraday, a quantidade de descidas requer 
estudos apropriados. 
Em qualquer caso, a descida deve ser de cabo de cobre nu de, no mínimo, 16 no mínimo, 16 no mínimo, 16 no mínimo, 16 
mmmmmmmm2222. 
Cada descida deve estar conectada a pelo menos uma haste de aterramento 
por meio de solda exotérmicasolda exotérmicasolda exotérmicasolda exotérmica. 
 
AterramentoAterramentoAterramentoAterramento 
 
É a parte responsável pela dissipação da dissipação da dissipação da dissipação da 
descarga no solodescarga no solodescarga no solodescarga no solo. Composto de, no mínimo, duas no mínimo, duas no mínimo, duas no mínimo, duas 
hastes de aterramentohastes de aterramentohastes de aterramentohastes de aterramento, feitas de cobre tipo 
Copperweld de 5/8" x 2,40m, ficará sob o solo e 
será interligado à descida por meio de 
conectores próprios. Cada descida deve ser 
conectada, no mínimo, a uma haste de no mínimo, a uma haste de no mínimo, a uma haste de no mínimo, a uma haste de 
aterramento distiaterramento distiaterramento distiaterramento distintantantanta (devem ser instaladas no no no no 
mínimo duas hastesmínimo duas hastesmínimo duas hastesmínimo duas hastes interligadas por cabos de 
cobre nu de, no mínimo, 50 mmno mínimo, 50 mmno mínimo, 50 mmno mínimo, 50 mm2222). 
O aterramento deve possuir uma caixa de 
inspeção para a realização da sua medição. A 
caixa de inspeção pode ser instalada no solo ou 
suspensa. Todo aterramento deve ser medido 
com métodos e instrumentos próprios 
(terrômetro). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 46 Figura 46 Figura 46 Figura 46 –––– Exemplificação de um SPDA Exemplificação de um SPDA Exemplificação de um SPDA Exemplificação de um SPDA 
 
8.8.8.8.7.4 7.4 7.4 7.4 Algumas dicasAlgumas dicasAlgumas dicasAlgumas dicas 
 
As dicas a seguir estão de acordo com a NBR-5419 que têm força de lei, ou 
seja, em caso de acidentes com raios, se o SPDA estiver fora das normas, a 
responsabilidade é do síndico. 
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• Toda estrutura metálica, inclusive antenas de TV, que estiverem sobre a 
edificação, devem ser obrigatoriamenteobrigatoriamenteobrigatoriamenteobrigatoriamente interligadas ao SPDA (sistema de 
pára-raios) com cabos de, no mínimo, 16 mmno mínimo, 16 mmno mínimo, 16 mmno mínimo, 16 mm2222. 
• Todo SPDA deve sofrer vistoria obrigatoriamenteobrigatoriamenteobrigatoriamenteobrigatoriamente pelo menos uma vez por 
ano, ou após o sistema ser atingido por uma descargaou após o sistema ser atingido por uma descargaou após o sistema ser atingido por uma descargaou após o sistema ser atingido por uma descarga. 
• A medição do aterramento deverá ocorrer na instalação do sistema e a cada na instalação do sistema e a cada na instalação do sistema e a cada na instalação do sistema e a cada 
vistoriavistoriavistoriavistoria. 
• O aterramento do SPDA deverá ser interligado ao aterramento da rede interligado ao aterramento da rede interligado ao aterramento da rede interligado ao aterramento da rede 
elétricaelétricaelétricaelétrica conforme determinação da NBR 5410NBR 5410NBR 5410NBR 5410. Esta interligação é obrigatória 
não significando, entretanto, que basta ligar os "terras" de qualquer maneira. 
Há normas e métodos apropriados para fazê-lo com segurança e 
confiabilidade. A razão desta ligação é a equipotencialidade. Essa palavra 
enorme significa que os aterramentos estarão no mesmo potencial. Em caso 
de descarga atmosférica, por exemplo, durante uma fração de segundo, 
haverá um aumento enorme do potencial da instalação do pára-raios (visto 
que a terra não é um "sorvedouro" infinito). Esse aumento de potencial 
(carga) pode provocar o aparecimento de centelhas para pontos de menor 
potencial. Se houver equipotencialidade, não existirão pontos de menor 
potencial e, portanto, o risco de centelhamento perigoso é minimizado. 
• A equalização de potencial é a forma mais eficaz de reduzir os riscos de 
explosão, incêndio e choques elétricos. A equalização das hastes de 
aterramento deve ser executada interligando as hastes com um cabo de 50 
mm² (mínimo) por meio de solda exotérmica, formando um anel ao redor do 
prédio. 
• A região de proteção de um captor tipo Franklin é a de um cone com a ponta 
no captor e a base na laje do prédio. O ângulo de abertura deste cone varO ângulo de abertura deste cone varO ângulo de abertura deste cone varO ângulo de abertura deste cone varia de ia de ia de ia de 
acordo com as dimensões da edificaçãoacordo com as dimensões da edificaçãoacordo com as dimensões da edificaçãoacordo com as dimensões da edificação. Tudo o que estiver abaixo do cone 
está sob a proteção deste captor. Antenas de televisão que cortarem o cone 
estarão desprotegidas e oferecem risco. Em prédios altos, com 9 andares ou 
mais, o ângulo de proteção diminui, ou seja, quanto mais alto o prédio, menor quanto mais alto o prédio, menor quanto mais alto o prédio, menor quanto mais alto o prédio, menor 
fica o cone de proteção. fica o cone de proteção. fica o cone de proteção. fica o cone de proteção. 
 
8.7.5 P8.7.5 P8.7.5 P8.7.5 Projeto e instalação de rojeto e instalação de rojeto e instalação de rojeto e instalação de SPDASPDASPDASPDA segundo a NBR segundo a NBR segundo a NBR segundo a NBR----5419541954195419 
 
A seguir, veremos as principais recomendações para o projeto e instalação 
de um pára-raios tipo Franklin, considerando que este é o mais utilizado na proteção 
de edifícios residenciais. 
8.7.5.1 8.7.5.1 8.7.5.1 8.7.5.1 Nível de Proteção ou Nível de Eficiência do SPDANível de Proteção ou Nível de Eficiência do SPDANível de Proteção ou Nível de Eficiência do SPDANível de Proteção ou Nível de Eficiência do SPDA 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nível de ProteçãoNível de ProteçãoNível de ProteçãoNível de Proteção Eficiência do SPDAEficiência do SPDAEficiência do SPDAEficiência do SPDA 
I 98 % 
II 95 % 
III 90 % 
IV 80 % 
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 Tabela 16Tabela 16Tabela 16Tabela 16 
8.7.5.2 8.7.5.2 8.7.5.2 8.7.5.2 Zona de ProteçãoZona de ProteçãoZona de ProteçãoZona de Proteção 
 
 Representa o volume protegido pelo pára-raios.Se o raio cair em qualquer 
ponto deste volume, o pára-raios será o caminho preferido por ele. A Zona de 
proteção do pára-raio tipo Franklin é um cone, como mostra a figura. O vértice do 
cone é a ponta do captor e o ângulo de inclinação α, é o ângulo de proteção definido 
pela tabela a seguir, em função da altura do captor ao solo e do grau de proteção da 
estrutura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ângulo de Proteção (Ângulo de Proteção (Ângulo de Proteção (Ângulo de Proteção (αααα) em graus, em função da altura da ponta do) em graus, em função da altura da ponta do) em graus, em função da altura da ponta do) em graus, em função da altura da ponta do captor captor captor captor 
em relação ao solo. em relação ao solo. em relação ao solo. em relação ao solo. (b)(b)(b)(b) 
Nível Nível Nível Nível 
de Proteçãode Proteçãode Proteçãode Proteção 
h ≤ 20 20 < h ≤ 30 30 < h ≤ 45 45 < h ≤ 60 
IV 55 45 35 25 
III 45 35 25 a 
II 35 25 a a 
I 25 a a A 
 
(a) Aplicam-se somente os métodos de esfera rolante, malha ou gaiola de 
Faraday. 
(b) Para altura maior que 60 m aplica-se somente o método da gaiola de 
Faraday. 
 
 
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Espaçamento Médio dos Condutores de DescidaEspaçamento Médio dos Condutores de DescidaEspaçamento Médio dos Condutores de DescidaEspaçamento Médio dos Condutores de Descida 
 
 
 
 
SeçõeSeçõeSeçõeSeções Mínimas dos Materiais do SPDAs Mínimas dos Materiais do SPDAs Mínimas dos Materiais do SPDAs Mínimas dos Materiais do SPDA 
 
Nível de Nível de Nível de Nível de 
ProteçãoProteçãoProteçãoProteção 
MaterialMaterialMaterialMaterial CaptorCaptorCaptorCaptor Condutor de Condutor de Condutor de Condutor de 
DescidaDescidaDescidaDescida 
Eletrodo de Eletrodo de Eletrodo de Eletrodo de 
AterramentoAterramentoAterramentoAterramento 
Cobre 35 16 50 
Alumínio 70 25 --- 
 
I a IV 
Aço 50 50 80 
 
 
9. 9. 9. 9. ECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICAECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICAECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICAECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICA 
 
Com a finalidade de conceituar o termo Economia de Energia serão 
apresentadas a seguir, algumas informações básicas para mostrar a sua 
importância para o Consumidor, para a CELESC e para o País. 
 
9.1 9.1 9.1 9.1 Economia de Energia ElétricaEconomia de Energia ElétricaEconomia de Energia ElétricaEconomia de Energia Elétrica 
 
Economizar energia elétrica é utilizá-la de forma a obter o máximo benefício 
com um menor consumo de energia, evitando os desperdícios ou o uso inadequado, 
sem, no entanto, diminuir a qualidade, o conforto e a segurança. 
 
9.1.1 9.1.1 9.1.1 9.1.1 Por que EconomizarPor que EconomizarPor que EconomizarPor que Economizar 
 
Os custos crescentes, a escassez de recursos, a baixa remuneração, a 
disponibilidade de recursos hídricos, a otimização dos investimentos e os grandes 
desperdícios, fazem que seja importante a economia de energia elétrica para o 
nosso País e acarreta uma menor Fatura de Energia Elétrica a ser paga pelo 
consumidor. 
A economia de energia elétrica é uma fonte virtual de geração de energia 
elétrica, pois a energia deixa de ser desperdiçada. 
O custo do kWh economizado é cerca de 6 vezes mais barato do que o kWh 
gerado e ainda não agride ao meio ambiente. 
 
9.2 9.2 9.2 9.2 PROCEL PROCEL PROCEL PROCEL –––– Programa Nacional de Cons Programa Nacional de Cons Programa Nacional de Cons Programa Nacional de Conservação de Energia Elétricaervação de Energia Elétricaervação de Energia Elétricaervação de Energia Elétrica 
 
Como foi citado anteriormente o PROCEL é o programa do governo federal 
vinculado ao Ministério de Minas e Energia que tem o objetivo de promover a 
racionalização da produção e do consumo de energia elétrica, eliminando os 
desperdícios e reduzindo os custos e os investimentos setoriais. 
Nível de ProteçãoNível de ProteçãoNível de ProteçãoNível de Proteção Espaçamento Médio (metros)Espaçamento Médio (metros)Espaçamento Médio (metros)Espaçamento Médio (metros) 
I 10 
II 15 
III 20 
IV 25 
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9999....3333 Consumo de Energia Elétrica em uma Residência Consumo de Energia Elétrica em uma Residência Consumo de Energia Elétrica em uma Residência Consumo de Energia Elétrica em uma Residência 
 
Em uma residência típica, a quantidade porcentual (%) média de energia 
elétrica (kWh) e onde que a energia está sendo consumida, pode ser representado 
no gráfico a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 É importante salientar que o gráfico apresenta valores médios porcentuais 
(%) de consumo de energia elétrica (kWh) de uma residência típica. 
Como os tamanhos e quantidades de aparelhos elétricos de uma residência, 
bem como os comportamentos de hábitos das pessoas, são diferentes, o perfil de 
consumo de energia elétrica (kWh) poderá ser também diferente do apresentado no 
gráfico. Por isso é importante que as pessoas da residência conheçam os seus 
aparelhos elétricos e os hábitos de consumo, para poderem identificar onde está 
consumindo mais energia elétrica. 
 
E Lembre-se: 
Para o bom desempenho de qualquer aparelho elétrico, deve-se ter as 
seguintes considerações: 
 
• Se o equipamento é realmente necessário; 
• A instalação elétrica interna comporta esse aparelho elétrico; 
• Deve ter o tamanho adequado para as necessidades previstas; 
• Deve ter garantia e boa assistência técnica oferecida pelos fabricantes; 
• Deve consumir menos energia para realizar o mesmo trabalho; 
• O Manual do aparelho foi lido e entendido; 
• O aparelho elétrico foi instalado corretamente; 
• As pessoas que utilizam o aparelho, foram instruídas de como usá-lo 
corretamente; 
• O aparelho elétrico é utilizado conforme recomenda o fabricante; 
• Se possível, adquira os equipamentos com Selo PROCEL de Economia de 
Energia ou Selo PROCEL/INMETRO, pois eles consomem menos energia 
elétrica. 
 
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9.49.49.49.4 Economia de Energia Elétrica em EletrodomésticosEconomia de Energia Elétrica em EletrodomésticosEconomia de Energia Elétrica em EletrodomésticosEconomia de Energia Elétrica em Eletrodomésticos 
 
Será apresentado a seguir, dicas para economizar energia elétrica nos 
principais eletrodomésticos em uma residência. 
 
9.49.49.49.4.1 .1 .1 .1 Geladeira e o FreezerGeladeira e o FreezerGeladeira e o FreezerGeladeira e o Freezer 
 
 A geladeira (ou refrigerador) é responsável por cerca 
de 30% do consumo de energia elétrica. Assim, as 
recomendações dadas, a seguir, para a sua aquisição e 
manuseio são muito importantes. 
 
Na aquisição de uma geladeira, deve ser observado se 
o modelo desejado tenha o Selo PROCEL de Economia de 
Energia. Estes aparelhos são testados pelo PROCEL com o 
objetivo de verificar a sua eficiência do consumo de energia 
elétrica (kWh). 
 
A temperatura do congelador e o volume interno devem ser adequados às 
necessidades do consumidor. 
Para a decisão da aquisição, deve-se comparar os aparelhos de mesma faixa 
de volume, optando-se pelo de menor consumo de energia elétrica (Selo PROCEL) e 
dentro das possibilidades financeiras do interessado. 
 
Dicas para uma correta utilização da geladeira ou freezer:Dicas para uma correta utilização da geladeira ou freezer:Dicas para uma correta utilização da geladeira ou freezer:Dicas para uma correta utilização da geladeira ou freezer: 
 
• Leia o Manual do fabricante; 
• Instale-os em local bem arejado, com boa ventilação e distante de qualquer 
fonte de calor, como raios solares ou fogões. Não os encoste nas paredes ou 
em móveis; 
• Não abra a porta da geladeira sem necessidade. Crie o hábito decolocar ou 
retirar os alimentos de uma só vez; 
• No inverno regule o dial em posição mais baixa. Consulte o manual do 
fabricante para saber a regulagem correta; 
• Evite colocar alimentos ainda quentes dentro deles para não exigir mais do 
motor; 
• Não forre as prateleiras com plásticos, vidros ou qualquer outro material. 
Coloque os alimentos de forma a facilitar ao máximo a circulação do ar; 
• Coloque os alimentos de acordo com a disposição recomendada pelo 
fabricante. Geralmente as carnes mais próximas do congelador e as verduras 
na parte de baixo; 
• Os líquidos (água, refrigerantes, etc) devem ser colocados em recipientes 
fechados; 
• Degele o refrigerador seguindo as recomendações do fabricante; 
• Nunca coloque panos ou plásticos na parte traseira do refrigerador; 
• A borracha de vedação deve funcionar adequadamente, a fim de evitar fuga 
de ar frio. 
 
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9.49.49.49.4.2 .2 .2 .2 Aquecimento de ÁguaAquecimento de ÁguaAquecimento de ÁguaAquecimento de Água 
 
Cerca de 20% do consumo de energia elétrica (kWh) de uma residência são 
gastos em aquecimento de água, principalmente para banho. 
As principais medidas de economia de energia elétrica dos aparelhos 
normalmente utilizados para este fim, são: 
 
9.49.49.49.4.2.1 .2.1 .2.1 .2.1 Chuveiro elétricoChuveiro elétricoChuveiro elétricoChuveiro elétrico 
 
Sua potência normalmente varia de 3500 a 8000 W, dependendo do modelo. 
Quanto maior a potência, maior será o consumo de energia elétrica (kWh). 
 
• Nos dias quentes, o chuveiro deve ser utilizado com a chave na posição 
“Verão”. O consumo de energia é cerca de 30% menor com a chave nesta 
posição; 
• Banhos demorados são mais dispendiosos. O tempo de uso da água quente 
deve ser limitado ao mínimo. Procure ensaboar com o chuveiro desligado; 
• Não deve ser reaproveitada uma resistência “queimada”, pois acarretará 
aumento de consumo. 
• Os orifícios de saída de água do chuveiro devem ser limpos periodicamente. 
 
9.49.49.49.4.2.2 Aquecedor Elétrico de Água.2.2 Aquecedor Elétrico de Água.2.2 Aquecedor Elétrico de Água.2.2 Aquecedor Elétrico de Água 
 
• Antes de adquirir um aquecedor central elétrico de água, certifique-se de que 
sua capacidade corresponde, realmente, às necessidades e ao tamanho de 
sua família. Consulte o fabricante; 
• Instalar o aquecedor central em local mais próximo dos pontos de onde será 
utilizada a água quente; 
• Deverá ser aplicado isolamento térmico no aquecedor e em todas as 
canalizações, para a água quente não se resfrie rapidamente; 
• Nunca ligar o aquecedor à rede elétrica sem ter certeza de que ele está cheio 
d’água. Para isso, deve verificar se sai água das torneiras de água quente; 
• Quando usar o aparelho, ajustar o termostato de acordo com a temperatura 
ambiente. Se água estiver muito quente, deverá ser misturada água fria para 
não se queimar e isso será desperdício de energia; 
• No verão, regular o termostato do aquecedor para uma temperatura menor, 
reduzindo, assim, seu tempo de funcionamento; 
• Cuidado com o vazamento de água quente. Isto pode representar mais de mil 
litros de água quente e dezenas de kWh por mês; 
• Ligar o aquecedor apenas o tempo necessário, de acordo com os hábitos da 
família. É recomendado instalar um “timer” para tornar automatizar a tarefa 
de liga/desliga do aquecedor; 
• Fechar as torneiras ao ensaboar-se; 
• Em caso de viagem, deve ser desligado o aquecedor central. 
 
 
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9999....4444.2.3 .2.3 .2.3 .2.3 Torneira ElétricaTorneira ElétricaTorneira ElétricaTorneira Elétrica 
 
É um conforto que consome bastante energia elétrica, sendo quase a mesma 
que um chuveiro elétrico comum. Portanto deve ser usada racionalmente. No verão, 
quando a água, em geral, já é quente, deve ser evitado o seu uso. 
 
9.4.39.4.39.4.39.4.3 Televisor Televisor Televisor Televisor 
 
• Não deixar o televisor ligado sem necessidade. 
• Desligar o aparelho quando ninguém estiver 
assistindo; 
• Deve-se evitar o hábito de dormir com o 
televisor ligado. 
• Procurar usar o recurso de programação 
“timer” da TV. 
 
 
9.4.4 9.4.4 9.4.4 9.4.4 Ferro ElétricoFerro ElétricoFerro ElétricoFerro Elétrico 
 
 
 
• Aquecimento do ferro elétrico várias vezes ao dia 
provoca um desperdício muito grande de energia 
elétrica. Por isso, deve-se acumular a maior 
quantidade possível de roupa, para ser passada toda 
de uma só vez; 
• Com os ferros automáticos, deve ser usada a 
temperatura indicada para cada tipo de tecido. Devem 
ser passadas primeiramente, as roupas que 
requeiram temperaturas mais baixas; 
• Sempre que houver necessidade de se interromper o 
serviço, o usuário não deve se esquecer de desligar o 
ferro, pois, além de poupar energia, ainda evitará o 
risco de provocar algum acidente grave. 
 
9.4.5 9.4.5 9.4.5 9.4.5 Condicionador de ArCondicionador de ArCondicionador de ArCondicionador de Ar 
 
 
 Esses aparelhos dependendo do modelo, podem 
refrigerar e /ou aquecer ambientes. Assim como as 
geladeiras e freezers, estes equipamentos quando mais 
eficientes, também têm Selo PROCEL de Economia de 
Energia. 
 
 
 
 
 
 
 
• O aparelho deve ser instalado em local com boa circulação de ar e abrigado 
da incidência de raios solares; 
• As portas e janelas dos cômodos devem ser mantidas bem fechadas, para 
evitar a entrada de ar do ambiente externo; 
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• Os filtros devem ser limpos periodicamente. Filtros sujos impedem a 
circulação livre de ar e forçam o aparelho a trabalhar mais; 
• O condicionador de ar deve ser desligado sempre que o ambiente ficar vazio 
por tempo prolongado; 
• No Verão, o ambiente não deve ser refrigerado excessivamente; ou seja, 
regulando o termostato adequadamente; 
• Locais refrigerados ou aquecidos com temperaturas muito diferentes da 
temperatura ambiente, gastam muita energia e podem ser prejudiciais à 
saúde. 
 
9.4.69.4.69.4.69.4.6 Máquina de Lavar Roupa Máquina de Lavar Roupa Máquina de Lavar Roupa Máquina de Lavar Roupa 
 
• Deve-se lavar, de uma só vez, a quantidade (peso) 
máxima de roupa indicada pelo fabricante, resultando em 
economia de energia e de água; 
• O filtro da máquina deve ser limpo com freqüência; 
• Deve ser observada a dosagem correta de sabão 
especificada pelo fabricante, para que não se tenha que 
repetir a operação “enxaguar”; 
• As instruções do manual do fabricante devem ser 
observadas, para se tirar o máximo proveito da máquina 
de lavar. 
 
 
9.4.6 9.4.6 9.4.6 9.4.6 Secadora de RoupaSecadora de RoupaSecadora de RoupaSecadora de Roupa 
 
 • O tempo de funcionamento da secadora deve ser 
regulado de acordo com a temperatura necessária à 
secagem dos diversos tipos de tecidos, conforme o 
manual do fabricante; 
• A secadora deve ser sempre usada em sua capacidade 
máxima; 
• O filtro de ar deve ser limpo periodicamente. 
 
 
9.5 9.5 9.5 9.5 Horário de Ponta ou de “Pico”Horário de Ponta ou de “Pico”Horário de Ponta ou de “Pico”Horário de Ponta ou de “Pico” 
 
No sistema elétrico, o período compreendido entre 17 e 22 horas, nos dias 
úteis é denominado Horário de Ponta ou de “Pico”. 
Ele é chamada assim porque é nesse período que aumenta o consumo de 
eletricidade. Além das luzes das residências, dos escritórios continuarem ligadas, 
as indústrias, os hospitais e o comércio continuarem funcionando, é o horário em 
que as luzes das casas e das ruas se acendem, e que as pessoas tomam banho e 
ligam a televisão, etc. 
Isso provoca um consumo de energia elétrica ao mesmotempo, gerando uma 
sobrecarga no sistema elétrico, podendo causar problemas no fornecimento de 
energia. 
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No Horário de Ponta, deve ser evitado o uso de determinados aparelhos, 
como chuveiro elétrico, ferro elétrico, máquina de lavar roupa, secadora, etc., que 
podem ser utilizados em outro período do dia, contribuindo para que se reduzam os 
investimentos no sistema elétrico, o que irá refletir na tarifa. Sempre que possível, 
use estes aparelhos fora do Horário de Ponta. 
 
9.69.69.69.6 Iluminação Adequada Iluminação Adequada Iluminação Adequada Iluminação Adequada 
 
A determinação da Iluminação adequada depende de diversos fatores, tais 
como: 
A altura da luminária em relação ao piso, do tamanho e do tipo do cômodo, 
tipo de lustre ou globo, cores das paredes, pisos e tetos, tipos de lâmpadas, etc. 
Para a escolha correta da iluminação, proceda da seguinte forma: 
Calcule a área do cômodo (comprimento multiplicado pela largura) e verifique 
na tabela 17 a seguir, a potência da lâmpada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Tabela 17Tabela 17Tabela 17Tabela 17 (contínua) (contínua) (contínua) (contínua) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Tabela 17Tabela 17Tabela 17Tabela 17 
 
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NOTANOTANOTANOTA: No subitem 7.3.3, foram utilizados critérios para o dimensionamento das 
cargas (VA) de circuitos elétricos de Iluminação e não não não não da potência da lâmpada. As 
Tabelas Práticas acima, devem ser utilizadas para iluminação geral. Caso essa 
Iluminação não for suficiente, utilize uma “Iluminação Localizada”, através de 
abajures, por exemplo. 
 
A “Iluminação Localizada” tem uma grande vantagem, pois só é ligada, 
quando for necessário, economizando assim a energia elétrica. 
Exemplo do uso da Tabela Prática: Exemplo do uso da Tabela Prática: Exemplo do uso da Tabela Prática: Exemplo do uso da Tabela Prática: Uma Cozinha com uma área de 12 m2 (3m 
de largura e 4m de comprimento), pode-se ter a seguinte iluminação. 
Pela Tabela Prática, a lâmpada incandescente indicada é de 150 Watts ou 
lâmpada fluorescente de 40 Watts. É recomendada a lâmpada fluorescente de 40 W, 
pois o seu consumo de energia elétrica (kWh) será muito menor e a iluminação será 
melhor, conforme verificado na tabela 02 de “Características dos Principais Tipos 
Lâmpadas”. 
Se as paredes forem escuras, deve ser usado o valor de potência da lâmpada 
imediatamente superior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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10.ANEXOS10.ANEXOS10.ANEXOS10.ANEXOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 ANEXO 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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11111111. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
 
Gussow, Milton. Eletricidade BásicaEletricidade BásicaEletricidade BásicaEletricidade Básica. São Paulo: Mc Graw-Hill, 1985 
 
Moretto, Vasco Pedro. Eletricidade e EletroEletricidade e EletroEletricidade e EletroEletricidade e Eletromagnetismomagnetismomagnetismomagnetismo, 3ª edição. São Paulo: Ática, 
1989 
 
Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG . Manual de Instalações Elétricas Manual de Instalações Elétricas Manual de Instalações Elétricas Manual de Instalações Elétricas 
Residenciais. Residenciais. Residenciais. Residenciais. Belo Horizonte-MG, , , , 2003. 219 Pág. 
 
Braga, Newton. Editora Saber – Curso de instrumentação eletrônica (multímetrosCurso de instrumentação eletrônica (multímetrosCurso de instrumentação eletrônica (multímetrosCurso de instrumentação eletrônica (multímetros). 
São Paulo. 2000. Volume II. 119 Pág. 
 
SENAI/CST – Elétrica / Medidas Elétricas.Elétrica / Medidas Elétricas.Elétrica / Medidas Elétricas.Elétrica / Medidas Elétricas. Espírito Santo. . . . 1996. 59 pág. 
 
Vocabulário Internacional de Termos Gerais e fundamentais em MetrologiaVocabulário Internacional de Termos Gerais e fundamentais em MetrologiaVocabulário Internacional de Termos Gerais e fundamentais em MetrologiaVocabulário Internacional de Termos Gerais e fundamentais em Metrologia (VIM) – 
Portaria n° 29 de 10 de março de 1995. INMETRO 
 
Cotrim, Ademaro A.M.B. Instalações elétricasInstalações elétricasInstalações elétricasInstalações elétricas. . . . 3a ed. São Paulo: Makron Books, 
1992, 887 pág. 
 
Cavalin, Geraldo e Cervelin, Severino. Instalações elétricas prediaisInstalações elétricas prediaisInstalações elétricas prediaisInstalações elétricas prediais. 11a.ed. São 
Paulo: Erica 1998, 388 pág. 
 
Lima, Domingos. Projetos de Instalações Elétricas PrediaisProjetos de Instalações Elétricas PrediaisProjetos de Instalações Elétricas PrediaisProjetos de Instalações Elétricas Prediais. 9.ed. São Paulo: Erica 
1998, 272 pág. 
 
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - Símbolos gráficos para Símbolos gráficos para Símbolos gráficos para Símbolos gráficos para 
instalações elétricas prediais. instalações elétricas prediais. instalações elétricas prediais. instalações elétricas prediais. (NBR5444). Rio de janeiro. 1989, 9 pág.

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