Prévia do material em texto
MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 INSTALAÇÕES INSTALAÇÕES INSTALAÇÕES INSTALAÇÕES ELÉTRICASELÉTRICASELÉTRICASELÉTRICAS Richard M Castro MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 ÍNDICEÍNDICEÍNDICEÍNDICE 1. INTRODUÇÃO1. INTRODUÇÃO1. INTRODUÇÃO1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 5555 2. 2. 2. 2. NOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADENOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADENOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADENOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADE ................................................ 6666 2.1 Histórico da ELETRICIDADE .................................................................. 6666 2.2. Energia ................................................................................................. 8888 2.2.1 Energia elétrica ........................................................................... 8888 2.3 Circuitos em Corrente Alternada ........................................................... 10101010 2.3.1 Circuito Monofásico ..................................................................... 10101010 2.3.2 Circuito Trifásico .......................................................................... 10101010 2.3.3 Potência em Corrente Alternada (CA) 12121212 2.3.4 Fator de Potência 14141414 3. 3. 3. 3. INFORMAÇÕES SOBRE a ANEEL, PROCEL, INFORMAÇÕES SOBRE a ANEEL, PROCEL, INFORMAÇÕES SOBRE a ANEEL, PROCEL, INFORMAÇÕES SOBRE a ANEEL, PROCEL, ABNT e INMETROABNT e INMETROABNT e INMETROABNT e INMETRO .................... 16161616 3.1 Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL ...................................... 16161616 3.2 Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – PROCEL ....... 17171717 3.3 Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT ............................... 19191919 3.4 Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO ............................................................................................... 20202020 4. CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS / PREDIAIS4. CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS / PREDIAIS4. CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS / PREDIAIS4. CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS / PREDIAIS .................................... 22222222 4.1 Padrão de entrada CELESC até 15 kW ................................................... 25252525 4.2 Padrão de entrada CELESC até 75 kW ................................................... 26262626 4.3 Rede pública de baixa tensão ................................................................ 27272727 4.4 Símbolos e Convenções ......................................................................... 27272727 4.5 Diagramas elétricos ............................................................................... 25252525 4.5.1 Tipos de diagramas elétricos ........................................................ 35353535 4.6 Componentes elétricos e esquemas de ligações ................................... 36363636 4.6.1 Interruptores simples e tomadas .................................................. 36363636 4.6.2 Interruptor paralelo (“three way”) ................................................. 38383838 4.6.3 - Interruptor Intermediário (“Four Way”) ....................................... 39393939 4.6.4 Receptáculo ................................................................................. 40404040 4.6.5 Tipos de Tomadas e Plugues ........................................................ 41414141 4.6.6 Condulete (caixa de passagem) .................................................... 41414141 4.6.7 Lâmpada incandescente .............................................................. 42424242 4.6.8 Lâmpadas fluorescentes .............................................................. 43434343 4.6.9 Minuteria (controle temporizado de acendimento) ........................ 46464646 4.6.10 Relé fotoelétrico (fotocélula) ...................................................... 48484848 4.6.11 Campainha e cigarra elétrica ...................................................... 49494949 4.6.12 Controle de intensidade luminosa (Dimmer) ................................ 51515151 4.6.13 Interruptor automático de presença (IAP) ................................... 52525252 4.6.14 Quadro de distribuição de circuitos – QDC ................................. 52525252 4.6.14.1 Ligação do quadro de distribuição (QDC) ..................... 54545454 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 5555. . . . PRINCIPAIS PRINCIPAIS PRINCIPAIS PRINCIPAIS FERRAMENTAS FERRAMENTAS FERRAMENTAS FERRAMENTAS MANUAISMANUAISMANUAISMANUAIS ....................................................... 54545454 5.1 Alicate universal .................................................................................... 54545454 5.2 Alicate de bico chato ............................................................................. 55555555 5.3 Alicate de corte lateral .......................................................................... 55555555 5.4 Alicate de bico cônico ............................................................................ 55555555 5.5 Alicate desencapador de fios ................................................................. 55555555 5.6 Chave de fenda ...................................................................................... 55555555 5.7 Chave de fenda cruzada ........................................................................ 56565656 5.8 Faca ou Canivete ................................................................................... 57575757 5.9 Arco de serra ........................................................................................ 57575757 5.10 Ferro de solda ..................................................................................... 57575757 5.11 Multímetro ou Multiteste ....................................................................... 58585858 5.12 Alicate Volt-Amperímetro ..................................................................... 60606060 6 6 6 6. OPERAÇÕES COM CONDUTORES ELÉTRICOS. OPERAÇÕES COM CONDUTORES ELÉTRICOS. OPERAÇÕES COM CONDUTORES ELÉTRICOS. OPERAÇÕES COM CONDUTORES ELÉTRICOS ........................................... 61616161 6.1 Execução do olhal .................................................................................. 61616161 6.1.1 Fixação do condutor com olhal ..................................................... 62626262 6.1.2 Fixação de condutores emconectores ......................................... 62626262 6.2 Emendas de condutores ........................................................................ 62626262 6.2.1 Emenda de derivação ................................................................... 63636363 6.2.2 Emenda de prolongamento ........................................................... 63636363 6.2.3 Emenda em caixa de ligação ........................................................ 63636363 7. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS 7. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS 7. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS 7. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS ........................................................ 64646464 7.1 Divisão de circuitos elétricos ................................................................. 64646464 7.2 Características técnicas dos interruptores e TUG’s ............................... 65656565 7.2.1 Conformidade dos Interruptores e Tomadas ................................. 66666666 7.3 Dimensionamento da carga ................................................................... 67676767 7.3.1 Tomadas de uso geral (TUG’s) ...................................................... 67676767 7.3.2 Tomadas de uso específico (TUE’s) .............................................. 67676767 7.3.3 Iluminação ................................................................................... 67676767 7.4 Número mínimo de tomadas por cômodo ............................................... 68686868 7.5 Cálculo da corrente elétrica de um circuito ........................................... 68686868 7.6 Considerações básicas sobre os condutores dos circuitos .................... 70707070 7.6.1 Seção (mm2) de condutores .......................................................... 72727272 7.6.2 Seção Mínima e Identificação dos Condutores de Cobre ............... 72727272 7.6.3 Cálculo da Seção dos Condutores ................................................ 74747474 7.6.3.1 Limite de Condução de Corrente de Condutores ............... 74747474 7.6.3.2 Limite de Queda de Tensão ............................................... 78787878 7.6.4 Exemplos do Dimensionamento da Seção de Condutores ............. 85858585 8. 8. 8. 8. PROTEÇÃO E SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICASPROTEÇÃO E SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICASPROTEÇÃO E SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICASPROTEÇÃO E SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ........................ 89898989 8.1 Isolação, Classe e Graus de Proteção .................................................... 89898989 8.2 Considerações Básicas Sobre os Choques Elétricos ............................. 90909090 8.2.1 Contato Direto .............................................................................. 90909090 8.2.2 Contato Indireto ........................................................................... 90909090 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 8.2.3 Tensão de Contato ....................................................................... 90909090 8.3 Choque Elétrico ..................................................................................... 92929292 8.4 Proteção e Segurança – Prevenção na Execução ................................... 94949494 8.5 Elementos Básicos para Segurança e Proteção ..................................... 95959595 8.5.1 Aterramento Elétrico .................................................................... 95959595 8.5.2 Condutor de Proteção (PE) ........................................................... 97979797 8.5.3 Condutor Neutro .......................................................................... 98989898 8.6 Dispositivos de proteção e segurança ................................................... 98989898 8.6.1 Disjuntores Termomagnéticos ...................................................... 98989898 8.6.2 - Dispositivo Diferencial Residual – DR .......................................... 100100100100 8.6.2.1 Principio de funcionamento do dispositivo ...................... 101101101101 8.7 Proteção Contra Descargas Atmosféricas ............................................. 102102102102 8.7.1 Formação dos Raios ..................................................................... 102102102102 8.7.2 Ação dos raios em seres vivos ...................................................... 104104104104 8.7.3 Pára-raios (SPDA) ........................................................................ 104104104104 8.7.3.1 Instalação ......................................................................... 104104104104 8.7.3.2 Componentes principais dos SPDA’s ................................ 104104104104 8.7.4 Algumas dicas .............................................................................. 105105105105 8.7.5 Projeto e instalação de SPDA segundo a NBR-5419 ...................... 106106106106 8.7.5.1 Nível de Proteção ou Nível de Eficiência do SPDA ............. 106106106106 8.7.5.2 Zona de Proteção ............................................................. 107107107107 9. 9. 9. 9. ECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICAECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICAECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICAECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICA ............................................................ 108108108108 9.1 Economia de Energia Elétrica ................................................................ 108108108108 9.1.1 Por que Economizar ..................................................................... 108108108108 9.2 PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica ....... 108108108108 9.3 Consumo de Energia Elétrica em uma Residência .................................. 109109109109 9.4 Economia de Energia Elétrica em Eletrodomésticos .............................. 110110110110 9.4.1 Geladeira e o Freezer ................................................................... 110110110110 9.4.2 Aquecimento de Água .................................................................. 111111111111 9.4.2.1 Chuveiro elétrico .............................................................. 111111111111 9.4.2.2 Aquecedor Elétrico de Água ............................................. 111111111111 9.4.2.3 Torneira Elétrica ............................................................... 112112112112 9.4.3 Televisor ...................................................................................... 112112112112 9.4.4 Ferro Elétrico ............................................................................... 112112112112 9.4.5 Condicionador de Ar .................................................................... 1121121121129.4.6 Máquina de Lavar Roupa .............................................................. 113113113113 9.5 Horário de Ponta ou de “Pico” ................................................................ 113113113113 9.6 Iluminação Adequada ............................................................................ 113113113113 10.10.10.10. ANEXOSANEXOSANEXOSANEXOS .................................................................................................... 116116116116 11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................. 120120120120 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 1. INTRODUÇÃO1. INTRODUÇÃO1. INTRODUÇÃO1. INTRODUÇÃO O objetivo desta referência é abordar os procedimentos e normas técnicas sugestivas que poderão ser utilizadas em execuções de reformas e obras novas elétricas residenciais. Esta referencia é apenas uma pequena contribuição sobre este tema que é extremamente abrangente e de grande importância para os técnicos das áreas afins. Dessa forma foi procurado tratar de uma maneira prática, os procedimentos para a execução de instalações elétricas adequadas, seguras e mais eficientes quanto ao uso de energia elétrica. Abaixo segue os principais tópicos que serão abordados: • Geração, transmissão e distribuição de energia elétrica; • Características dos circuitos em corrente alternada (CA); • Conhecimento de materiais e dispositivos eletro-eletrônicos utilizados em instalações elétricas prediais e residenciais; • Principais ferramentas manuais utilizadas nas manutenções ou obras das instalações; • Familiarização com normas de projeto; • Representação da instalação através de simbologia adequada; • Correspondência da instalação física e diagrama unifilar; • Identificação de falhas de projeto e de execução e de suas conseqüências; • Dispositivos de proteções e segurança contra choques elétricos. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 2222. NOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADE. NOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADE. NOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADE. NOÇÕES GERAIS SOBRE A ELETRICIDADE São abordados neste capítulo diversos aspectos sobre a eletricidade, de uma forma simplificada, buscando oferecer uma visão geral sobre o assunto. Para maiores informações, deve-se procurar uma literatura técnica especializada. 2222.1 H.1 H.1 H.1 Histórico da istórico da istórico da istórico da ELETRICIDADEELETRICIDADEELETRICIDADEELETRICIDADE Ao longo do tempo, a eletricidade foi marcada pela evolução técnica e pelos desenvolvimentos científicos, estendendo-se a diversos campos da ciência e a inúmeras aplicações práticas. Será apresentada a seguir, uma abordagem simples sobre a evolução da eletricidade. A palavra Eletricidade provém do latim electricus, que significa literalmente “produzido pelo âmbar por fricção”. Este termo tem as suas origens na palavra grega para âmbar elektron. O filósofo grego, Tales de Mileto, ao esfregar um pedaço de âmbar numa pele de carneiro, observou que este atraía pedaços de palha. Em 1600 William Gilbert estudando esses fenômenos, verificou que outros corpos possuíam a mesma propriedade do âmbar. Designou-os com o nome latino “electrica”. A partir de 1729, Stephen Gray descobriu a condução da eletricidade, distinguindo entre condutores e isolantes elétricos, bem como, da indução eletrostática. Benjamin Franklin descobriu em 1750 que, os relâmpagos são o mesmo que descargas elétricas e inventou o pára-raios. Charles Augstin de Coulomb publicou em 1785, estudos sobre medição das forças de atração e repulsão entre dois corpos eletrizados (Lei de Coulomb). Em 1788 James Watt construiu a primeira máquina a vapor. Esse invento que impulsionou a 1ª Revolução Industrial. Por isso então em sua homenagem, foi dado o seu nome à unidade de potência elétrica: Watt (W).Watt (W).Watt (W).Watt (W). Foi fundado na Inglaterra em 1799, o Royal Institution of Great Britain que ajudou o campo de investigação da eletricidade e magnetismo. Também em 1799, Alessandro Volta provou que a eletricidade podia ser produzida utilizando metais diferentes separados por uma solução salina. Volta utilizou discos de cobre e zinco separados por feltro embebido em ácido sulfúrico para produzir este efeito. Alessandro Volta explicou a experiência de Luigi Aloísio Galvani em 1786, colocando entre dois metais a perna de uma rã morta, produzindo contrações nesta. Ao agregar estes discos uns por cima dos outros, Volta criou a pilha elétrica. A pilha foi a primeira forma controlada de eletricidade contínua e estável. Em sua homenagem, foi dado o seu nome à unidade de medida de potencial elétrico: Volt (V). Em 1819, Hans Christian Oersted detectou e investigou a relação entre a eletricidade e o magnetismo (eletromagnetismo). MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 André Marie Ampére desenvolveu em 1820, um estudo e estabeleceu as leis do eletromagnetismo. Em sua homenagem, foi dado o seu nome à unidade de medida de intensidade de corrente elétrica: Ampére (A)Ampére (A)Ampére (A)Ampére (A). Em 1827, Joseph Henry iniciou uma série de experiências eletromagnéticas e descobriu o conceito de indução elétrica, construindo o primeiro motor elétrico. Também em 1827, George Simon Ohm, trabalhando no campo da corrente elétrica desenvolveu a primeira teoria matemática da condução da corrente elétrica nos circuitos: Lei de Ohm. O trabalho só foi reconhecido em 1841. Em sua homenagem, foi dado o seu nome à unidade de resistência elétrica: Ohm (Ohm (Ohm (Ohm (Ω).).).). Em 1831, Michel Faraday descobriu o fenômeno da indução eletromagnética, explicando que é necessária uma alteração no campo magnético para criar corrente. Faraday descobriu que a variação na intensidade de uma corrente elétrica que percorre um circuito fechado, induz uma corrente numa bobina próxima. Observou também, uma corrente induzida ao introduzir-se um imã nessa bobina. Estes resultados tiveram uma rápida aplicação na geração de corrente elétrica. Em 1838, Samuel Finley Breese Morse conclui o seu invento do telégrafo. Em 1860, Antonio Pacinotti construiu a primeira máquina de corrente contínua com enrolamento fechado em anel. Nove anos depois, Zénobe Gramme apresentou a sua máquina dínamo - elétrico, aproveitando o enrolamento em anel. Em 1875 foi instalado, em uma estação de trem em Paris, um gerador para ascender às lâmpadas da estação, através da energia elétrica. Foram fabricadas máquinas a vapor para movimentar os geradores. A distribuição de eletricidade é feita inicialmente em condutores de ferro, posteriormente de cobre e a partir de 1850, os fios são isolados por uma goma vulcanizada. Em 1873 foi realizada pela primeira vez a reversibilidade das máquinas elétricas, através de duas máquinas Gramme que funcionavam, uma como geradora e a outra como motora. Ainda neste mesmo ano foi publicado o Tratado sobre Eletricidade e Magnetismo por James Clerk Maxwell. Este tratado, juntamente com as experiências levadas a efeito por Heinrich Rudolph Hertz em 1885 sobre as propriedades das ondas eletromagnéticas geradas por uma bobina de indução, demonstrou que as ondas de rádio e luz são ondas eletromagnéticas, diferindo apenas na sua freqüência. Em 1876, Alexandre Graham Bell patenteou o primeiro telefone com utilização prática. ThomasAlvas Edison fez uma demonstração pública de sua lâmpada incandescente, em 1879. Essa lâmpada possibilitou o fim da iluminação feita através de chama de azeite, gás, etc., que foi substituída pela iluminação de origem elétrica. No mesmo ano, Ernest Werner Von Siemens pôs em circulação, em uma exposição em Berlim, o primeiro comboio movido à energia elétrica. A primeira central hidroelétrica foi instalada em 1886 nas cataratas do Niágara. Na década subseqüente foram ensaiados, os primeiros transportes de energia elétrica em corrente contínua. Máquinas elétricas como o alternador, o transformador e o motor assíncrono foram desenvolvidos ao ser estabelecida a supremacia da corrente alternada sobre a corrente contínua. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Gugliemo Marchese Marconi aproveitando estas idéias dez anos mais tarde, utiliza ondas de rádio no seu telégrafo sem fio. Em 1901 foi transmitida a primeira mensagem de rádio através do Oceano Atlântico. O elétron, partícula de carga negativa presente no átomo, foi descoberto por Joseph Jone Thompson em 1897. Em 1907 Ernest Rutherford, Niels Bohr e James Chadwick estabeleceram a atual definição de estrutura do átomo, até então, considerada a menor porção de matéria não divisível. 2222.2.2.2.2. E. E. E. Energianergianergianergia Energia é a capacidade de produzir trabalho e ela pode se apresentar sob várias formas: • Energia Térmica; • Energia Mecânica; • Energia Elétrica; • Energia Química; • Energia Atômica, etc. Uma das mais importantes características da energia é a possibilidade de sua transformação de uma forma para outra. Por exemplo: a energia térmica pode ser convertida em energia mecânica (motores de combustão interna), energia química em energia elétrica (pilhas) etc. Entretanto, na maioria das formas em que a energia se apresenta, ela não pode ser transportada, ela tem que ser utilizada no mesmo local em que é produzida. 2222.2.1.2.1.2.1.2.1 EEEEnergia elétricanergia elétricanergia elétricanergia elétrica A energia elétrica é uma forma de energia que pode ser transportada com maior facilidade. Para chegar em uma casa, nas ruas, no comércio, ela percorre um longo caminho a partir das usinas geradoras de energia. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 A energia elétrica passa por 3 principais etapas: GERAÇÃOGERAÇÃOGERAÇÃOGERAÇÃO A energia elétrica é produzida a partir da energia mecânica de rotação de um eixo de uma turbina que movimenta um gerador. Esta rotação é causada por diferentes fontes primárias, como por exemplo, a força da água que cai (hidráulica), a força do vapor (térmica) que pode ter origem na queima do carvão, óleo combustível ou, ainda, na fissão do urânio (nuclear). A grande maioria das gerações de energia elétrica no nosso país é feito através das hidroelétricas por conseqüência de termos uma grande concentração hibrida. Figura 1 Figura 1 Figura 1 Figura 1 –––– Força hidráulica Força hidráulica Força hidráulica Força hidráulica TRANSMISSÃOTRANSMISSÃOTRANSMISSÃOTRANSMISSÃO As usinas hidroelétricas nem sempre se situam próximas aos centros consumidores de energia elétrica. Por isso, é preciso transportar a energia elétrica produzida nas usinas até os locais de consumo: cidades, indústrias, propriedades rurais, etc. Para viabilizar o transporte de energia elétrica, são construídas as Subestações elevadoras de tensão e as Linhas de Transmissão. Figura 2Figura 2Figura 2Figura 2 –––– Torres de transmissão Torres de transmissão Torres de transmissão Torres de transmissão DISTRIBUIÇÃODISTRIBUIÇÃODISTRIBUIÇÃODISTRIBUIÇÃO Nas cidades são construídas as subestações transformadoras. Sua função é baixar a tensão do nível de Transmissão (muito alto), para o nível de Distribuição. A Rede de Distribuição recebe a energia elétrica em um nível de tensão adequado à sua Distribuição por toda a cidade, porém, inadequada para sua utilização imediata para a maioria dos consumidores. Assim, os transformadores instalados nos postes das cidades fornecem a energia elétrica diretamente para as residências, para o comércio e outros locais de consumo, no nível de tensão (127/220 Volts, por exemplo) ou (220/380 Volts, por exemplo), adequado à utilização. Figura 3Figura 3Figura 3Figura 3 –––– Linha de distribuição Linha de distribuição Linha de distribuição Linha de distribuição MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 As etapas de Geração, Transmissão, Distribuição e da utilização da energia elétrica, podem ser assim representadas: 2.32.32.32.3 Circuitos em Corrente AlternadaCircuitos em Corrente AlternadaCircuitos em Corrente AlternadaCircuitos em Corrente Alternada A forma mais comum que a corrente elétrica se apresenta é em Corrente Alternada (CA). Serão apresentadas neste subitem as principais características dos circuitos elétricos monofásicos e trifásicos em Corrente Alternada (CA) de uma maneira bastante simplificada Caso sejam necessárias maiores informações, deve-se procurar uma literatura técnica especializada. 2.3.1 2.3.1 2.3.1 2.3.1 Circuito MonofásicoCircuito MonofásicoCircuito MonofásicoCircuito Monofásico Um gerador com uma só bobina (enrolamento), chamado de “Gerador Monofásico” ao funcionar, gera uma Tensão entre seus terminais. Figura 4 Figura 4 Figura 4 Figura 4 –––– Gerador monofásico Gerador monofásico Gerador monofásico Gerador monofásico Nos geradores monofásicos de corrente alternada, um dos terminais deste Gerador é chamado de Neutro (N) e o outro de Fase (F). Um circuito monofásico é aquele que tem uma Fase e um Neutro (F e N). A tensão elétrica (U) do circuito é igual à tensão entre Fase e Neutro (UFN). A forma de onda da Tensão Elétrica é uma senóide. Figura 5 Figura 5 Figura 5 Figura 5 –––– Forma de onda senoidal Forma de onda senoidal Forma de onda senoidal Forma de onda senoidal 2.3.2 2.3.2 2.3.2 2.3.2 Circuito TrifásicoCircuito TrifásicoCircuito TrifásicoCircuito Trifásico Um gerador com três bobinas (enrolamentos), ligadas conforme a figura abaixo, é um “Gerador Trifásico”. Nesta situação, o Gerador Trifásico está com as suas três bobinas ligadas em Estrela (YYYY). Este gerador tem um ponto comum nesta ligação, chamado de ponto neutro. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Figura 6 Figura 6 Figura 6 Figura 6 –––– Forma de onda senoidal trifásica Forma de onda senoidal trifásica Forma de onda senoidal trifásica Forma de ondasenoidal trifásica Neste circuito trifásico com a ligação em Estrela, às relações entre as tensões elétricas, a tensão entre Fase e o Neutro (UFN) e a tensão entre Fases (UFF), são: A Corrente Elétrica ( I ) é igual nas três Fases. Quando as bobinas do Gerador Trifásico são ligadas entre si, de modo a constituírem um circuito fechado, como na figura abaixo, o Gerador tem uma ligação em Triângulo (Delta) (∆). As relações entre as tensões e correntes são: MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Podem-se ter os circuitos trifásicos a três fios – 3 Fases (F1, F2 e F3) e a quatro fios – 3 Fases e 1 Neutro (F1, F2 e F3 e N). Essas Fases também podem ser representados pelas letras: R, S, T ou A, B, C. As formas de onda da tensão são senóides, defasadas entre si de 1200. Observação:Observação:Observação:Observação: usa-se também, denominar os geradores de corrente alternada de “Alternadores”. 2.3.32.3.32.3.32.3.3 Potência em Corrente Alternada (CA)Potência em Corrente Alternada (CA)Potência em Corrente Alternada (CA)Potência em Corrente Alternada (CA) Em um condutor elétrico energizado em Corrente Alternada (CA), passa uma determinada quantidade de energia, sendo um percentual Ativo e outro Reativo. Quanto maior for o percentual de Potência Ativa (kW) que passar, será melhor e mais econômico. A Potência Reativa (kVAr) é necessária para produzir o fluxo magnetizante para o funcionamento dos aparelhos (motores, transformadores, etc.), pode ser obtida junto a esses equipamentos, com a instalação de Capacitores. A seguir, serão apresentados alguns conceitos, de forma bastante simplificada. Como foi visto anteriormente, em Corrente Alternada (CA), a Corrente Elétrica (I) e a Tensão Elétrica (U), são geradas e transmitidas em uma forma de onda de uma senóide. As ondas de Corrente e de Tensão podem estar defasadas uma da outra em um circuito elétrico: quando a Corrente está em uma determinada posição, a Tensão pode estar em outra posição, e vice-versa. Assim tem-se: Quando a Tensão está em fase com a Corrente, a carga é denominada de ResistivaResistivaResistivaResistiva. O circuito elétrico é ResistivoResistivoResistivoResistivo. Figura 7 Figura 7 Figura 7 Figura 7 –––– Circuito resi Circuito resi Circuito resi Circuito resisssstivotivotivotivo Quando a Corrente está atrasada em seu deslocamento da Tensão, a carga é denominada de IndutivaIndutivaIndutivaIndutiva. Esse atraso (defasamento) é de até 90°. O circuito elétrico é IndutivoIndutivoIndutivoIndutivo. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Figura 8 Figura 8 Figura 8 Figura 8 –––– Circuito indutivo Circuito indutivo Circuito indutivo Circuito indutivo Quando a Corrente está adiantada em seu deslocamento da Tensão, a carga é denominada de CapacitivaCapacitivaCapacitivaCapacitiva. Esse adiantamento (defasamento) é de até 90°. O circuito elétrico é CapacitivoCapacitivoCapacitivoCapacitivo. Figura Figura Figura Figura 9999 –––– Circuito Circuito Circuito Circuito capacitivocapacitivocapacitivocapacitivo Em um circuito elétrico de Corrente Alternada (CA), a oposição à passagem da corrente elétrica recebe os seguintes nomes: • Resistência (R) Resistência (R) Resistência (R) Resistência (R) quando se tratar de um circuito formado por resistência elétrica; • Reatância IndutivaReatância IndutivaReatância IndutivaReatância Indutiva (XL) (XL) (XL) (XL) quando se tratar de bobinas (enrolamentos); • Reatância Capacitiva (XC) Reatância Capacitiva (XC) Reatância Capacitiva (XC) Reatância Capacitiva (XC) quando se tratar de capacitor. Uma carga ligada a um circuito de Corrente Alternada (CA) é quase sempre constituída de Resistência e Reatância, ou seja, tem-se normalmente uma Impedância (Z). A expressão da Potência P = U x I em geral, não é válida para todos os circuitos de corrente alternada, devendo ser acrescida à expressão um outro fator, conforme será mostrado a seguir. A potência (P) pode ser dada por: P = R x I P = R x I P = R x I P = R x I2222 em W (Watts)W (Watts)W (Watts)W (Watts) Se for substituído na expressão acima, a Resistência (R) pela Reatância total (X), tem-se: PPPP = = = = X X X X x x x x I I I I2222 = = = = VA (Volt Ampé VA (Volt Ampé VA (Volt Ampé VA (Volt Ampére)re)re)re) Substituindo pela Impedância: P = Z x I P = Z x I P = Z x I P = Z x I2222 = VA (Volt Ampére) = VA (Volt Ampére) = VA (Volt Ampére) = VA (Volt Ampére) MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 A expressão da Potência Reativa do circuito elétrico depende das Reatâncias existentes. Este produto é chamado de Potência Aparente, sendo a “soma vetorial” das duas Potências - Ativa e a Reativa. Observação: não será explicado neste Manual, como é feita a soma vetorial. Caso sejam necessárias maiores informações, deve-se procurar uma literatura técnica especializada. Assim tem-se: W W W W = = = = RRRR x x x x IIII2222 –––– VAr VAr VAr VAr ==== X X X X x x x x IIII2222 –––– VAVAVAVA = = = = Z Z Z Z xxxx I I I I2222 Onde: • W = Potência Ativa (ou kW, que corresponde a 1.000 W) • VAr = Potência Reativa (ou kVAr, que corresponde a 1.000 VAr) • VA = Potência Aparente (ou kVA, que corresponde a 1.000 VA) Essas três Potências formam um triângulo, denominado “Triângulo das Potências”. O ângulo Ø é o ângulo do Fator de Potência (cosØ = FP). A partir da expressão (kVA)2 = (kW)2 + (kVAr)2 retirada do “Triângulo das Potências”, tem-se as seguintes expressões matemáticas: Observações:Observações:Observações:Observações: 1.1.1.1. Se a Potência Ativa (Watts) for trifásica, tem-se que: 2.2.2.2. Os valores de: coseno (cos), seno (sen) e tangente (tg), podem ser obtidos através de uma calculadora científica ou de uma tabela de funções trigonométricas. 2.3.42.3.42.3.42.3.4 Fator de PotênciaFator de PotênciaFator de PotênciaFator de Potência A Potência Ativa (kW) (kW) (kW) (kW) é a que efetivamente produz trabalho. A Potência Reativa (kVAr) (kVAr) (kVAr) (kVAr) ou magnetizante, é utilizada para produzir o fluxo magnético necessário ao funcionamento dos motores,transformadores, etc. Para que se tenha uma idéia de como são essas duas formas de energia, será dado um exemplo de uma forma bastante simplificada, fazendo uma analogia com um copo cheio de cerveja. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Caso sejam necessárias maiores informações, deve-se procurar uma literatura técnica especializada. Para que se tenha uma idéia de como são essas duas formas de energia, será dado um exemplo de uma forma bastante simplificada, fazendo uma analogia com um copo cheio de cerveja. Num copo cheio de cerveja, tem-se uma parte ocupada pelo líquido e outra ocupada pela espuma. Para aumentar a quantidade de líquido nesse copo, tem-se que diminuir a espuma. Assim, de maneira semelhante ao copo com cerveja, a Potência Elétrica solicitada, por exemplo, por um motor elétrico, é composta de Potência Ativa (kW) que “corresponde” ao líquido e Potência Reativa (kVAr) que “corresponde” à espuma. A soma vetorial (em ângulo de 90º), das Potências Ativa e Reativa é denominada de Potência Aparente (kVA) que “corresponde” ao volume do copo (o líquido mais a espuma). Assim como o volume do copo é limitado, também a capacidade em kVA de um circuito elétrico (fiação, transformadores, etc) é limitada. Para aumentar a Potência Ativa em um circuito, é preciso reduzir a Potência Reativa. O Fator de Potência (FP) é definido como o quociente entre a Potência Ativa (kW) e a Potência Aparente (kVA). O Fator de Potência (FP) também é igual ao coseno do ângulo Ø do “Triângulo das Potências”. O exemplo a seguir mostra a importância do Fator de Potência (FP). • Qual a potência do transformador, necessária para se ligar um motor de 10 CV com FP = 0,50 e qual a corrente do circuito para a tensão igual a 220 V? Calcular também para o FP = 1,00. Transformando a potência do motor de CV para kW tem-se (verificar ANEXO 1): 10 CV = 10 x 735,5 = 7,3 kW7,3 kW7,3 kW7,3 kW MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Pelo exemplo, verifica-se que quanto menor o Fator de Potência, mais problemas ele trará ao circuito: transformadores de maior capacidade (PkVA = PkW/cosØ), fiação mais grossa, consequentemente um maior custo, etc. Por isso é importante que o Fator de Potência de uma instalação elétrica tenha um valor mais próximo possível de 1 (um). Todas as Concessionárias de Energia Elétrica cobram um ajuste financeiro (R$) sobre o FP, quando o mesmo é inferior a 0,92 (capacitivo ou indutivo), de acordo com a Legislação em vigor. Para a correção do Fator de Potência podem ser utilizados os Capacitores, que são normalmente instalados junto às cargas (kW) elétricas. As causas mais comuns do baixo Fator de Potência são: • Motores que, devido a operações incorretas, trabalham a vazio (sem ou com pouca carga) desnecessariamente durante grande parte do seu tempo de funcionamento; • Motores super dimensionados para as respectivas máquinas; • Grandes transformadores de força sendo usados para alimentar, durante longos períodos, somente pequenas cargas; • Nível de tensão elevado acima do valor nominal; • Transformadores desnecessariamente ligados a vazio (sem carga) por períodos longos; • Lâmpadas de descarga fluorescentes, vapor de mercúrio, etc, sem a correção necessária individual ou do circuito de iluminação, do Fator de Potência. Nota: Nota: Nota: Nota: Em um circuito elétrico composto apenas por resistências, o Fator de Potência igual a 1 (um). Neste caso, a Potência Ativa (kW) é igual a Potência Aparente (kVA). Se o FP = 1 tem-se: 3333.... INFORMAÇÕES SOBRE INFORMAÇÕES SOBRE INFORMAÇÕES SOBRE INFORMAÇÕES SOBRE a ANEEL, PROCEL, ABNT e a ANEEL, PROCEL, ABNT e a ANEEL, PROCEL, ABNT e a ANEEL, PROCEL, ABNT e INMETRO.INMETRO.INMETRO.INMETRO. 3333.1.1.1.1 Agência Nacional de Energia EAgência Nacional de Energia EAgência Nacional de Energia EAgência Nacional de Energia Elétrica létrica létrica létrica –––– ANEEL ANEEL ANEEL ANEEL A Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, autarquia em regime especial, vinculada ao Ministério de Minas e Energia - MME, foi criada pela Lei 9.427, de 26/12/1996. Principais atribuições: • Regular e fiscalizar a geração, a transmissão, a distribuição e a comercialização da energia elétrica, defendendo o interesse do consumidor; • Mediar os conflitos de interesses entre os agentes do setor elétrico e entre estes e os consumidores; MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 • Conceder, permitir e autorizar instalações e serviços de energia; garantir tarifas justas; zelar pela qualidade do serviço; • Exigir investimentos; estimular a competição entre os operadores e assegurar a universalização dos serviços. A missão da ANEEL é proporcionar condições favoráveis para que o mercado de energia elétrica se desenvolva com equilíbrio entre os agentes e em benefício da sociedade. 3333.2.2.2.2 PrPrPrPrograma Nacional de Conservação dograma Nacional de Conservação dograma Nacional de Conservação dograma Nacional de Conservação de Energia Elétricae Energia Elétricae Energia Elétricae Energia Elétrica ---- PROCEL PROCEL PROCEL PROCEL O objetivo do PROCEL - Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica é promover a racionalização da produção e do consumo de energia elétrica, eliminando os desperdícios e reduzindo os custos e os investimentos setoriais. Criado em dezembro de 1985 pelos Ministérios de Minas e Energia e da Indústria e Comércio, o PROCEL é gerido por uma Secretaria Executiva subordinada à Eletrobrás. Em 18 de julho de 1991, o PROCEL foi transformado em Programa de Governo, tendo suas abrangência e responsabilidades ampliadas. O PROCEL tem diversos programas/projetos para o combate ao desperdício de energia, tais como: para os setores, residencial, comercial, serviços, industrial, órgãos governamentais, iluminação pública, PROCEL nas Escolas, meio ambiente, etc. Na área residencial, de uma forma geral, as atividades do Programa Residencial se baseiam em: • Qualificar produtos eficientes, • Divulgá-los no mercado consumidor, • Mobilizar os canais de distribuição para execução de parcerias em projetos de conservação de energia, • Conceber projetos que possam ser reproduzidos e executados em larga escala pelo Brasil, • Informar o consumidor sobre os produtos que proporcionam uma maior economia de energia ao longo de sua vida útil. Em relação à eficiência de aparelhos elétricos e térmicos para o uso residencial, o PROCEL, estabelece os seguintes selos: • Selo PROCEL de Economia de Energia Selo PROCEL de Economia de Energia Selo PROCEL de Economia de Energia Selo PROCEL de Economia de Energia O Selo PROCEL de Economia de Energia é um instrumento promocional do PROCEL, concedido anualmenteconcedido anualmenteconcedido anualmenteconcedido anualmente, desde 1993, aos equipamentos elétricos que apresentam os melhores índices de eficiência energética dentro das suas categorias. Sua finalidade é estimular a fabricação nacional de produtos eletroeletrônicos mais eficientes no subitem economia de energia e orientar o consumidor, no ato da compra, de forma que ele possa adquirir os equipamentos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Os equipamentos que atualmente recebem o Selo são: • Refrigerador de uma porta; • Refrigerador Combinado; • Refrigerador Frost-Free; • Congelador vertical; • Congelador horizontal; • Ar-condicionado de janela; • Motorelétrico de indução trifásico de potência até 250 CV; • Coletor solar plano; • Reservatórios Térmicos; • Lâmpadas e reatores. • Selo PROCEL INMETRO de DesempenhoSelo PROCEL INMETRO de DesempenhoSelo PROCEL INMETRO de DesempenhoSelo PROCEL INMETRO de Desempenho O Selo PROCEL INMETRO de Desempenho foi criado com o objetivo de promover o combate ao desperdício de energia elétrica e de ser uma referência na compra pelo consumidor. Ele é concedido desde novembro de 1998, com validade anual, e destina-se a produtos ou equipamentos na área de iluminação, nacionais ou estrangeiros, que contribuam para o combate ao desperdício de energia elétrica e que apresentem características de eficiência e qualidade conforme o padrão PROCEL. O Selo PROCEL INMETRO é fruto de uma bem sucedida parceria entre PROCEL e INMETRO, iniciada com o Selo PROCEL de Economia de Energia e com o Programa Brasileiro de Etiquetagem. Essa parceria tem sido fundamental para o desenvolvimento de normas técnicas, à implementação dos programas e à fiscalização dos produtos. Diferente do Selo PROCEL de Economia de Energia, que indica os melhores produtos de uma determinada categoria em relação à eficiência energética, o Selo PROCEL INMETRO indica os produtos que atendem aos padrões de eficiência e qualidade estabelecidos pelo PROCEL não existindo, nesse caso, uma análise comparativa entre os produtos, quanto aos níveis de eficiência. Os produtos da área de iluminação que atualmente recebem o Selo PROCEL INMETRO são: • Lâmpadas Fluorescentes compactas integradas e não integradas; • Lâmpadas circulares integradas e não integradas; • Reatores adaptadores para lâmpadas fluorescentes compactas ou circulares. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Observação:Observação:Observação:Observação: no site do PROCEL, encontram-se de forma atualizada, as tabelas com os equipamentos e suas informações técnicas, com o Selo PROCEL de Economia de Energia e com o Selo PROCEL INMETRO de Desempenho. 3333.3 Associação B.3 Associação B.3 Associação B.3 Associação Brasileirasileirasileirasileira de Normas Tra de Normas Tra de Normas Tra de Normas Técnicas écnicas écnicas écnicas –––– ABNT ABNT ABNT ABNT Fundada em 1940, a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT é o órgão responsável pela normalização técnica no país, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro. É uma entidade privada, sem fins lucrativos, reconhecida como Fórum Nacional de Normalização – ÚNICO – através da Resolução n.º 07 do CONMETRO, de 24.08.1992. É membro fundador da ISO (International Organization for Standardization), da COPANT (Comissão Panamericana de Normas Técnicas) e da AMN (Associação Mercosul de Normalização). A Normalização é uma atividade que estabelece, em relação a problemas existentes ou potenciais, prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção do grau ótimo de ordem em um dado contexto. Os objetivos da Normalização são: Na prática, a Normalização está presente na fabricação dos produtos, na transferência de tecnologia, na melhoria da qualidade de vida através de normas relativas à saúde, à segurança e à preservação do meio ambiente. Os benefícios da Normalização podem ser: QualitativosQualitativosQualitativosQualitativos, permitindo: • Utilizar adequadamente os recursos (equipamentos, materiais e mão-de- obra), • Uniformizar a produção, • Facilitar o treinamento da mão-de-obra, melhorando seu nível técnico, • Registrar o conhecimento tecnológico, • Facilitar a contratação ou venda de tecnologia. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Quantitativos, Quantitativos, Quantitativos, Quantitativos, permitindo: • Reduzir o consumo de materiais, • Reduzir o desperdício, • Padronizar componentes, • Padronizar equipamentos, • Reduzir a variedade de produtos, • Fornecer procedimentos para cálculos e projetos, • Aumentar a produtividade, • Melhorar a qualidade, • Controlar processos. É ainda um excelente argumento de vendas para o mercado internacional como, também, para regular a importação de produtos que não estejam em conformidade com as normas do país importador. 3333.4 .4 .4 .4 Instituto Nacional de MetrologInstituto Nacional de MetrologInstituto Nacional de MetrologInstituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial ia, Normalização e Qualidade Industrial ia, Normalização e Qualidade Industrial ia, Normalização e Qualidade Industrial –––– INMETRO.INMETRO.INMETRO.INMETRO. O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que atua como Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro), colegiado interministerial, que é o órgão normativo do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro). Objetivando integrar uma estrutura sistêmica articulada, o Sinmetro, o Conmetro e o INMETRO foram criados pela Lei 5.966, de 11 de dezembro de 1973, cabendo a este último substituir o então Instituto Nacional de Pesos e Medidas (INPM) e ampliar significativamente o seu raio de atuação a serviço da sociedade brasileira. No âmbito de sua ampla missão institucional, o INMETRO objetiva fortalecer as empresas nacionais, aumentando sua produtividade por meio da adoção de mecanismos destinados à melhoria da qualidade de produtos e serviços. Sua missão é trabalhar decisivamente para o desenvolvimento sócio-econômico e para a melhoria da qualidade de vida da sociedade brasileira, contribuindo para a inserção competitiva, para o avanço científico e tecnológico do país e para a proteção do cidadão, especialmente nos aspectos ligados à saúde, segurança e meio-ambiente. Dentre as competências e atribuições do INMETRO destacam-se: • Gerenciar os sistemas brasileiros de credenciamento de Laboratórios de Calibração e de Ensaios e de organismos de certificação e de inspeção; • Fomentar a utilização de técnicas de gestão da qualidade na indústria nacional; • Coordenar a Rede Brasileira de Laboratórios de Calibração (RBC), a Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaios (RBLE) e a Rede Nacional de Metrologia Legal (RNML); MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 • Fiscalizar e verificar os instrumentos de medir empregado na indústria, no comércio e em outras atividades relacionadas à proteção do cidadão e do meio ambiente; • Coordenar a participação brasileira em organismos internacionais relacionados com os seus objetivos; • Secretariar o Conmetro e seus comitês técnicos; • Desenvolver atividades de pesquisa básica e aplicada em áreas críticas da metrologia; • Realizar os trabalhos inerentes à metrologia legal; • Difundir informações tecnológicas, notadamente sobre metrologia, normas, regulamentos técnicos e qualidade; • Supervisionar a emissão de regulamentos técnicos no âmbito governamental; • Promover e supervisionar o sistema de normalização técnica consensual; • Prover o país de padrões metrológicos primários, estruturar e gerenciar o sistema de referências metrológicas brasileiras e assegurar rastreabilidade aos padrões metrológicos das redes brasileiras de laboratórios credenciados; • Delegar competência supervisionada a outras instituições para atuarem como referência metrológica nacional em áreas críticas para as quais não detém a competência técnica ou laboratorial; • Conquistar o reconhecimento internacional do sistema de metrologia e do sistema brasileirode credenciamento de laboratórios, de organismos de certificação e de organismos de inspeção. NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: É importante também, consultar outros sites na Internet para manter- se informado e atualizado. Como exemplo, tem-se muitos bons sites de fabricantes de equipamentos elétricos. Nesse caso, além das informações técnicas sobre os produtos fabricados, costuma-se encontrar também, literaturas técnicas sobre diversos assuntos ligados à eletricidade. EXERCÍCIOSEXERCÍCIOSEXERCÍCIOSEXERCÍCIOS 1 1 1 1 –––– Qual é a potência do transformador necessária para se ligar um motor de 7,5 CV com FP = 0,65? Calcular a corrente que circula pelo circuito para tensão igual a 220 Volts. 2 2 2 2 –––– Calcular o fator de potência de um transformador de 15 kVA a plena carga (100%), alimentando uma carga de 7,5 kW. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 4444. CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS / PREDIAIS. CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS / PREDIAIS. CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS / PREDIAIS. CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS / PREDIAIS Antes de iniciar propriamente este, serão abordadas algumas informações gerais, que poderão ser importantes para a melhor compreensão do texto. As instalações elétricas de baixa tensão são regulamentadas pela Norma Brasileira vigente, a NBR 5410/97 “Instalações Elétricas de Baixa Tensão” da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Essa Norma, também conhecida como NB3, fixa os procedimentos que devem ter as instalações elétricas: PROJETO, EXECUÇÃO, MANUTENÇÃO e VERIFICAÇÃO FINAL, a fim de garantir o seu funcionamento adequado, a segurança das pessoas e de animais domésticos e aplica-se às instalações elétricas (novas e reformas das existentes) alimentadas sob uma tensão nominal igual ou inferior a 1.000 Volts em Corrente Alternada (CA). As Concessionárias de energia por sua vez, fornecem a energia elétrica para os consumidores de acordo com a carga (kW) instalada e em conformidade com a legislação em vigor – Resolução no 456 “Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica” de 29/11/00, da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, que estabelece os seguintes limites para atendimento: a)a)a)a) Tensão SecuTensão SecuTensão SecuTensão Secundária de Distribuição ndária de Distribuição ndária de Distribuição ndária de Distribuição –––– Grupo C Grupo C Grupo C Grupo C (Baixa Tensão) (Baixa Tensão) (Baixa Tensão) (Baixa Tensão) Quando a carga instalada na unidade consumidora for igual ou inferior a 75 kW. Os consumidores do Grupo C são atendidos na tensão inferior a 2.300 Volts. b)b)b)b) Tensão primária de distribuição inferior a 69 kV: Tensão primária de distribuição inferior a 69 kV: Tensão primária de distribuição inferior a 69 kV: Tensão primária de distribuição inferior a 69 kV: Quando a carga instalada na unidade consumidora for superior a 75 kW e a demanda contratada ou estimada pelo interessado, para o fornecimento, for igual ou inferior a 2.500 kW. Na maioria da distribuição os consumidores são atendidos geralmente na tensão de 13.800 Volts (Trifásico); c)c)c)c) Tensão primária de distribuição igual ou superior a 69 kV: Tensão primária de distribuição igual ou superior a 69 kV: Tensão primária de distribuição igual ou superior a 69 kV: Tensão primária de distribuição igual ou superior a 69 kV: Quando a demanda contratada ou estimada pelo interessado, para o fornecimento, for superior a 2.500 kW. Da legislação em vigor, a Resolução da ANEEL n° 456, de 29/11/00, foram retiradas as seguintes definições: a)a)a)a) Carga instalada: Carga instalada: Carga instalada: Carga instalada: soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora, em condições de entrar em funcionamento, expressa em quilowatts (kW). b)b)b)b) Consumidor: Consumidor: Consumidor: Consumidor: pessoa física ou jurídica, ou comunhão de fato ou de direito, legalmente representada, que solicitar a concessionária o fornecimento de energia elétrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e pelas demais obrigações fixadas em normas e regulamentos da ANEEL, assim vinculando-se aos contratos de fornecimento, de uso e de conexão ou de adesão, conforme cada caso. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 c)c)c)c) Contrato de adesão: Contrato de adesão: Contrato de adesão: Contrato de adesão: instrumento contratual firmado entre a Concessionária de Energia Elétrica e o Consumidor cuja unidade consumidora seja atendida em Baixa Tensão (Grupo B), com cláusulas vinculadas às normas e regulamentos aprovados pela ANEEL, não podendo o conteúdo das mesmas serem modificados pela concessionária ou consumidor, a ser aceito ou rejeitado de forma integral. d)d)d)d) Unidade consumidora: Unidade consumidora: Unidade consumidora: Unidade consumidora: conjunto de instalações e equipamentos elétricos caracterizado pelo recebimento de energia elétrica em um só ponto de entrega, com medição individualizada e correspondente a um único consumidor. O Artigo 3º Resolução da ANEEL no456, de 29/11/00, estabelece que efetivado o pedido de fornecimento de energia elétrica à concessionária, esta cientificará ao interessado quanto à obrigatoriedade obrigatoriedade obrigatoriedade obrigatoriedade de: a) Observância, nas instalações elétricas da unidade consumidora, das normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes, pela Associação Brasileira de Associação Brasileira de Associação Brasileira de Associação Brasileira de NormasNormasNormasNormas Técnicas Técnicas Técnicas Técnicas ---- ABNT ABNT ABNT ABNT ou outra organização credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - CONMETRO, e das normas e padrões da concessionária, postos à disposição do interessado; b) Instalação, pelo interessado, quando exigido pela concessionária, em locais apropriados de livre e fácil acesso, de caixas, quadros, painéis ou cubículos destinados à instalação de medidores, transformadores de medição e outros aparelhos da concessionária, necessários à medição de consumos de energia elétrica e demandas de potência, quando houver, e à proteção destas instalações; c) Declaração descritiva da carga instalada na unidade consumidora; d) Celebração de contrato de fornecimento com consumidor responsável por unidade consumidora do Grupo “A”; e) Aceitação dos termos do contrato de adesão pelo consumidor responsável por unidade consumidora do Grupo “B”; f) Fornecimento de informações referentes à natureza da atividade desenvolvida na unidade consumidora, a finalidade da utilização da energia elétrica, e a necessidade de comunicar eventuais alterações supervenientes. “As normas vigentes das concessionárias de energia para o fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária – Rede de Distribuição Aérea – Edificações Individuais”, ao “Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária – Rede de Distribuição Aérea – Edificações Coletivas” e ao “Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária – Rede de Distribuição Subterrânea” estabelecem que as unidades consumidoras ligadas em baixa tensão (Grupo B) podem ser atendidas das seguintes maneiras: A dois fios: • Uma Fase e um Neutro • Tensão de 127 ou 220 V; MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 A três fios: • Duas Fases e um Neutro • Tensões de 220 e 380 V, A quatro fios: • Três Fases e um Neutro • Tensões de 220 e 380 V. NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: O que determina se a unidade consumidora será atendida por 2, 3 ou 4 fios, será em função da carga (kW) instalada. As Normas referenciadas anteriormente,estabelecem os procedimentos que deverão ser seguidos. A Norma vigente da CELESC “Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária – Rede de Distribuição Aérea – Edificações Individuais” estabelece os seguintes tipos de ligações para as unidades consumidoras residenciais, de acordo com a tabela 01 abaixo: Tabela 01 Tabela 01 Tabela 01 Tabela 01 Observação: Observação: Observação: Observação: Deve - se consultar as Normas vigentes da CELESC quanto à restrição de alguns tipos de cargas a serem instaladas/ligadas e a caracterização dos diversos tipos de ligação. A Fatura de Energia Elétrica é definida pela Resolução da ANEEL no 456, de 29/11/00, como a nota fiscal que apresenta a quantia total que deve ser paga (R$) pela prestação do serviço público de energia elétrica, referente a um período especificado, discriminando as parcelas correspondentes. Uma vez determinado o tipo de fornecimento (ligação) pode-se determinar o padrão de entrada. Padrão de entradaPadrão de entradaPadrão de entradaPadrão de entrada nada mais é do que um poste com isolador de roldana, bengala, caixa de alumínio ou em polietileno com medidor de energia e haste terra, eletrodutos rígidos para ligação aéreaaéreaaéreaaérea ou caixa de alumínio ou em polietileno com medidor de energia e haste terra, caixas de inspeção, haste terra, para ligação subterrâneasubterrâneasubterrâneasubterrânea atendendo as especificações de normas técnicas da concessionária para cada tipo de fornecimento. Uma vez pronto o padrão de entrada, compete a concessionária fazer a inspeção. Estando tudo certo a concessionária instala o medidor e liga o ramal de serviço. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 4444.1 .1 .1 .1 PPPPadrão de entrada adrão de entrada adrão de entrada adrão de entrada CELESCCELESCCELESCCELESC até 15 k até 15 k até 15 k até 15 kWWWW MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 4444.2 .2 .2 .2 PPPPadrão de entrada adrão de entrada adrão de entrada adrão de entrada CELESCCELESCCELESCCELESC até 75 k até 75 k até 75 k até 75 kWWWW MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 4444.3 .3 .3 .3 Rede pública de baixa tRede pública de baixa tRede pública de baixa tRede pública de baixa tensãoensãoensãoensão Observação: Observação: Observação: Observação: Após a instalação do padrão de entrada os circuitos passarão a um quadro de distribuição e deverão ser divididos em circuitos terminais (parciais) que são os de iluminação, tomadas de uso geral (TUG’s) e tomadas de uso específico (TUE’s) como demonstra a figura acima conforme NBR 5410/97. 4444.4.4.4.4 Símbolos eSímbolos eSímbolos eSímbolos e Convenções Convenções Convenções Convenções Os símbolos gráficos usados nos diagramas unifilar são definidos pela norma NBR5444, para serem usados em planta baixa (arquitetônica) do imóvel. Neste tipo de planta é indicada a localização exata dos circuitos de luz, de força, de telefone e seus respectivos aparelhos. As tabelas a seguir mostram a simbologia do sistema unifilar para instalações elétricas prediais, segundo NBR5444. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 4444.5.5.5.5 Diagramas eDiagramas eDiagramas eDiagramas elétricos létricos létricos létricos É a representação de uma instalação elétrica ou parte dela, por meio de símbolos gráficos. 4444.5.1 Tipos de diagramas elétricos.5.1 Tipos de diagramas elétricos.5.1 Tipos de diagramas elétricos.5.1 Tipos de diagramas elétricos MultifiMultifiMultifiMultifilar lar lar lar ---- Apresenta o sistema elétrico como um todo mostrando seus detalhes e representa todos os condutores. Não traz informações quanto à posição dos componentes do circuito, portanto utilizado somente para circuitos elementares, não é empregado em circuitos complexos de difícil interpretação. O diagrama multifilar é traçado por meio de retas horizontais ou verticais juntamente com as simbologias apropriadas para cada dispositivo. Unifilar Unifilar Unifilar Unifilar ---- Apresenta partes principais de um sistema elétrico e identifica número de condutores, porém representa seus trajetos por um único traço. Geralmente representa a posição física dos componentes da instalação, porém não representa com clareza o funcionamento e seqüência funcional dos circuitos. FuncionalFuncionalFuncionalFuncional - Apresenta todo o circuito elétrico e permite interpretar com rapidez e clareza o funcionamento ou seqüência funcional dos circuitos. Não se preocupa com a posição física dos componentes da instalação e o caminho das correntes é representado por meio de retas sem cruzamento ou inclinação na vertical ou horizontal. Observação:Observação:Observação:Observação: Por via de regra, qualquer diagrama elétrico deve ser sempre representado com seus componentes do comando na posição desligado. Exemplo de aplicação dos diagramas elétricos. Exemplo:Exemplo:Exemplo:Exemplo: Instalação de uma lâmpada incandescente comandada por interruptor simples de uma tecla, e também uma tomada de uso geral (TUG) do tipo baixa. Observe que são dois circuitosterminais diferentes: Figura 10Figura 10Figura 10Figura 10 –––– Repre Repre Repre Representação dos diagramas elétricossentação dos diagramas elétricossentação dos diagramas elétricossentação dos diagramas elétricos MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 4444....6666 Componentes Componentes Componentes Componentes elétricos elétricos elétricos elétricos e ee ee ee esquemas de squemas de squemas de squemas de ligaçõesligaçõesligaçõesligações 4444.6.1 Interruptores e .6.1 Interruptores e .6.1 Interruptores e .6.1 Interruptores e tomadastomadastomadastomadas A seguir estão apresentados os esquemas de ligações elétricas de alguns tipos de interruptores e tomadas de uso geral: Figura 11 Figura 11 Figura 11 Figura 11 –––– Ligações Ligações Ligações Ligações do interruptor simples de uma teclado interruptor simples de uma teclado interruptor simples de uma teclado interruptor simples de uma tecla Observação:Observação:Observação:Observação: O condutor Neutro deve ser sempre sempre sempre sempre ligado em um ponto (ou pólo) do Receptáculo (ou porta-lâmpada) da luminária e o Condutor Fase em um ponto Interruptor. O Condutor Retorno sai do outro ponto do Interruptor, indo até ao outro ponto Receptáculo, completando assim, o circuito elétrico. Figura 12 Figura 12 Figura 12 Figura 12 –––– Tomada e interruptor na mesma caixa Tomada e interruptor na mesma caixa Tomada e interruptor na mesma caixa Tomada e interruptor na mesma caixa Observação:Observação:Observação:Observação: Apesar da Tomada e do Interruptor estarem na mesma caixa, os circuitos elétricos devem ser distintos. Nas Tomadas, além da seção mínima dos condutores serem de 2,5 mm2 e das cores de Isolação ser diferentes, deve-se ligar o Condutor Fase, o Condutor Neutro e o Condutor de Proteção (PE). A seguir, serão feitos comentários sobre as Tomadas de Uso Geral que ainda não estão em de acordo com a NBR 14136. Geralmente as Tomadas de Uso Geral, existentes, têm orifícios “redondos” junto com orifícios “chatos”. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Os orifícios “chatos” de encaixe na Tomada de 3 pólos (2P + T), são diferentes entre si. O plugue do aparelho elétrico, só é encaixado em uma determinada posição, o que dá mais segurança. Veja a figura 13 abaixo. Figura 13 Figura 13 Figura 13 Figura 13 –––– Ligação de uma tomada 2p + T Ligação de uma tomada 2p + T Ligação de uma tomada 2p + T Ligação de uma tomada 2p + T É importante salientar que na Tomada de 3 (três) pólos, os fios do circuito de tomadas da instalação elétrica, devem ser ligados desta forma: • Condutor Fase Condutor Fase Condutor Fase Condutor Fase –––– Deve ser ligado ao lado direito da Tomada. Esse pólo é do tipo “chato” e menos largo do que o do Neutro. • Condutor Neutro Condutor Neutro Condutor Neutro Condutor Neutro –––– Deve ser ligado do lado esquerdo da Tomada, onde geralmente poderá estar escrito a letra “W”. Esse pólo do tipo “chato” é mais largo do que o da Fase. Por uma Norma americana, o condutor Neutro deverá ser identificado pela cor branca (“White”, daí a identificação pela letra “W”). Os aparelhos elétricos de procedência americana, um dos fios de ligação do aparelho, o de lista branca, está no mesmo lado desse pino “chato” mais largo. • Condutor de Proteção (PE) Condutor de Proteção (PE) Condutor de Proteção (PE) Condutor de Proteção (PE) –––– Deve ser ligado na parte inferior da Tomada, onde geralmente está escrito a letra “G” (do inglês “Ground”, que significa aterramento). Também está mostrado o símbolo do aterramento. Observação:Observação:Observação:Observação: Essas tomadas não não não não permitem que um pino do condutor Fase, entre no local onde é destinado para o condutor de Proteção (PE), por exemplo. Se uma tomada de 3 pólos for diferente da descrita anteriormente, devem ser identificados os pólos dos condutores Fase, Neutro e o de Proteção, de acordo com um catálogo de tomadas do fabricante, com o objetivo de realizar a correta ligação nos respectivos condutores. NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: Existem tomadas com 2 pólos, com orifícios “redondos” junto com orifícios “chatos”, sendo que estes últimos, existe um pólo “chato” mais largo do que o outro. O condutor Neutro deverá ser ligado nesse pólo “chato” mais largo. Será apresentado a seguir, o esquema elétrico da seguinte situação: considerando o MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 cômodo de um quarto, que tem o interruptor ao lado da porta com uma tomada abaixo dele (a 30 cm do piso) e uma tomada em outra parede. A representação esquemática do Projeto Elétrico deverá ser: 4444....6.26.26.26.2 Interruptor paralelo (“three way”) Interruptor paralelo (“three way”) Interruptor paralelo (“three way”) Interruptor paralelo (“three way”) É muito importante a necessidade de controlar uma ou várias lâmpadas situadas no mesmo ponto, de mais de um local diferente. Exemplo: em uma escada, é bom que tenha um interruptor em cada uma das extremidades, ligados à mesma lâmpada. Isso possibilita uma pessoa acender a lâmpada ao chegar e apagá-la quando atingir a outra extremidade da escada. Nas salas, quartos, corredores, cozinhas, na iluminação externa, etc., também é importante controlar uma ou mais lâmpadas de lugares diferentes. Nestes casos utiliza-se um conjunto de interruptores Paralelo, conhecido também, como “Three Way”. Esses Interruptores além de maior conforto para o MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 usuário, aumentam os aspectos quanto à segurança, devido ao comando da iluminação, em mais de um ponto. Figura 14 Figura 14 Figura 14 Figura 14 –––– Aplicação do interruptorAplicação do interruptorAplicação do interruptorAplicação do interruptor Three Three Three Three----waywaywayway Através desse Interruptor pode-se comandar uma lâmpada (ou conjunto de lâmpadas) de 2 (dois) locais diferentes. O esquema CORRETO CORRETO CORRETO CORRETO de ligação do conjunto deverá ser: Figura 15 Figura 15 Figura 15 Figura 15 –––– Representação do threeRepresentação do threeRepresentação do threeRepresentação do three----way com simbologiaway com simbologiaway com simbologiaway com simbologia 1. O Condutor Neutro é ligado em um ponto no Receptáculo da luminária; 2. O Condutor Fase deverá ser ligado em um dos Interruptores Paralelos, no pino central. Dos outros dois pinos deste Interruptor, deverão sair 2 condutores de Retorno, até o outro Interruptor Paralelo; 3. Do pino central deste segundo Interruptor Paralelo, sairá outro condutor de retorno, que deverá ser ligado no outro pólodo receptáculo da luminária, completando assim, o circuito elétrico. 4444.6.3.6.3.6.3.6.3 ---- Interruptor Intermediário (“Four Way”) Interruptor Intermediário (“Four Way”) Interruptor Intermediário (“Four Way”) Interruptor Intermediário (“Four Way”) É usado quando se deseja comandar uma lâmpada ou um conjunto de lâmpadas de mais de dois locais diferentes. O interruptor Intermediário (“Four Way”) é colocado/instalado entre dois interruptores Paralelo (“Three Way”). MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Podem ser instalados tantos interruptores Intermediários (“Four Way”) quantos forem necessários os pontos de comando, no mesmo circuito. O esquema a seguir, mostra uma ligação de uma lâmpada comandada de 3 locais diferentes, com a utilização de 1 interruptor Intermediário (“Four Way”) e 2 interruptores Paralelo (“Three Way”). Figura 16 Figura 16 Figura 16 Figura 16 –––– Representação do FourRepresentação do FourRepresentação do FourRepresentação do Four----way com simbologiaway com simbologiaway com simbologiaway com simbologia 1. O Condutor Neutro é ligado em um ponto no Receptáculo da luminária; 2. O Condutor Fase deverá ser ligado em um dos Interruptores Paralelos, no pino central. Dos outros dois pinos deste Interruptor, deverão sair 2 condutores de Retorno, indo até aos dois pinos do mesmo lado do Interruptor Intermediário; 3. Dos outros dois pinos do Interruptor Intermediário, sairão 2 condutores de Retorno, que deverão ser ligados no segundo Interruptor Paralelo; 4. Do pino central deste segundo Interruptor Paralelo, sairá outro condutor de Retorno, que deverá ser ligado no outro pólo do Receptáculo da luminária, completando assim, o circuito elétrico. 4444....6666....4444 Receptáculo Receptáculo Receptáculo Receptáculo É uma base de porcelana, com rosca metálica onde são atarraxadas as lâmpadas. Possui bornes de conexão onde são ligados os condutores, tendo como função estabelecer um ponto de conexão entre a lâmpada e os condutores. O receptáculo mais utilizado em instalações prediais e residenciais é o do tipo (E-27). Figura 17 Figura 17 Figura 17 Figura 17 –––– Receptáculo de porcelana com base E Receptáculo de porcelana com base E Receptáculo de porcelana com base E Receptáculo de porcelana com base E ----27272727 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 4444....6666....5555 Tipos de Tipos de Tipos de Tipos de Tomadas e PluguesTomadas e PluguesTomadas e PluguesTomadas e Plugues São dispositivos que permitem ligações elétricas provisórias ou de aparelhos portáteis industriais e eletrodomésticos. A tomada é a parte fixa (fêmea) e o plugue a móvel (macho). As duas partes são fabricadas para encaixar entre si com área e pressão para propiciar um contato elétrico satisfatório, evitando aquecimentos. Os plugues se diferenciam pela forma e quantidade de hastes. Estas devem corresponder à forma e quantidade dos contatos da tomada. Os pinos (ou hastes) para ligação a terra se diferenciam dos outros pelo seu maior comprimento podendo ter formatos redondos ou chatos. Tanto os plugues quanto as tomadas podem receber certo números de pinos: • (2) Monofásico sem terra; • (3) Monofásico com terra; • (3) Trifásico sem terra; • (4) Trifásico com terra (vide figura). As tomadas são fabricadas em porcelana ou plástico possuindo quantos orifícios forem necessários para conexão com os correspondentes plugues. Para instalações de tomadas no piso as mesmas devem ser especiais e com tampa metálica. Existem ainda comercialmente rodapés energizados, geralmente aplicados quando se deseja uma linha contínua de tomadas. Correntes nominais em norma de fabricação:Correntes nominais em norma de fabricação:Correntes nominais em norma de fabricação:Correntes nominais em norma de fabricação: • 6 A; 40 A; • 10 A; 50 A; • 16 A; 63 A; • 20 A; 125 A. • 32 A; 4444.6.6.6.6.6.6.6.6 Condulete (caixa de passagem) Condulete (caixa de passagem) Condulete (caixa de passagem) Condulete (caixa de passagem) É uma peça empregada em rede de eletrodutos exposta podendo ser simples, dupla, tripla ou quádrupla. Fabricada em liga de alumínio fundido de alta resistência ou de plástico com identificação da bitola do eletroduto. Possui tampa intercambiável que permite inúmeras combinações de tomadas, interruptores, botões de comando e lâmpadas de sinalizações. Servem como caixa de passagem dos condutores e para conter dispositivos elétricos. Os conduletes são selecionados, de modo que atendam as dimensões e derivações dos eletrodutos e também pela posição das tampas, os quais devem ser colocados de modo que permitam o acesso do eletricista ao executar os trabalhos de fiação e emendas de condutores. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Figura 18Figura 18Figura 18Figura 18 –––– Condulete de alumínio Condulete de alumínio Condulete de alumínio Condulete de alumínio 4444....6.76.76.76.7 Lâmpada incandescente Lâmpada incandescente Lâmpada incandescente Lâmpada incandescente A lâmpada incandescente é um dispositivo elétrico que transforma energia elétrica em energia luminosa em energia térmica, sendo portanto uma fonte de luz artificial. Thomas Alva Edison em 1880 construiu a primeira lâmpada incandescente utilizando uma haste de carvão muito fina que aquecendo até próximo ao ponto de fusão passava a emitir luz. Como o filamento de carvão tinha pouca durabilidade, Edison começou a fazer experiências com ligas metálicas, pois a durabilidade das lâmpadas de carvão não passava de algumas horas de uso. A lâmpada de filamento de bambu carbonizado foi a que teve melhor rendimento e durabilidade, sendo em seguida substituída pela de celulose, e finalmente a conhecida até hoje com filamento de tungstênio cuja temperatura de trabalho chega a três mil graus Celsius. A luz dessa lâmpada é resultante do aquecimento de um fio, pela passagem da corrente elétrica até a incandescência, daí o seu nome incandescente. Os componentes mais importantes de uma lâmpada incandescente são os seguintes: • Bulbo:Bulbo:Bulbo:Bulbo: é construído em vidro opaco ou transparente e apresente diversos formatos. No interior há gás inerte ou vácuo para evitar que o filamento entre em combustão e se evapore, já que o oxigênio alimenta a combustão. • Base:Base:Base:Base: É latão ou outras ligas e possui rosca, do tipo EDSON de diversos diâmetros. Conforme o diâmetro recebe um nome e um símbolo de acordo com a tabela abaixo. Nome da Base Símbolo Diâmetro (mm) Miniatura E-I0 10 Candelabro E-12 12 Pequena E-14 14 lntermediária E-17 17 Normal E-27 27 Mogul E-40 40 • Filamento:Filamento:Filamento:Filamento: É construído de tungstênio, que tem um ponto de fusão de aproximadamente 3400°C, enrolado em forma de helicoidal e suportado por uma haste de vidro que se encontram também os MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 condutores internos. A escolha de uma lâmpada incandescenteé feita baseando-se principalmente na potência e tensão nominais. Quanto maior a potência, maior será o fluxo luminoso. A principal desvantagem dessa categoria de lâmpadas é a baixa eficiência, pois cerca de 90% da energia consumida para acender uma lâmpada incandescente é transformada em calor e menos de 10% em luz. É uma boa forte de luz, com um excelente índice de reprodução decores, mas infelizmente, no que diz respeito à economia, é extremamente deficiente. No aquecimento do filamento para o acendimento da lâmpada, o mesmo começa a perder partículas, que se desprendendo se depositam no bulbo da lâmpada causando escurecimento. A cada ciclo de liga, aquece e desliga a resistência que é o filamento vai ficando mais fina. Até ao afinal da vida útil desse tipo de lâmpada se perde até 20% de sua luminosidade e, em determinado momento por volta de mil horas, rompe-se o filamento “queimando” a lâmpada. É por esse motivo que uma lâmpada incandescente nova ilumina mais do que usada. O fluxo luminoso é a quantidade total de luz emitida por uma fonte de luz e é medido em Lumens (lm). Para exemplificar, uma lâmpada incandescente de 60W tem tipicamente um fluxo luminoso de 715 lumens. Abaixo segue uma figura demonstrando as principais partes da lâmpada: Figura Figura Figura Figura 19191919 –––– Lâmpada incandescente comum Lâmpada incandescente comum Lâmpada incandescente comum Lâmpada incandescente comum As lâmpadas incandescentes comuns quando fabricadas para funcionarem na tensão de 124 Volts, terão uma vida média em torno de 1.000 horas. Se esta lâmpada funcionar em 127 Volts, a vida média cai para em torno de 750 horas. As lâmpadas incandescentes comuns quando fabricadas para funcionarem na tensão de 220 Volts, terão uma vida média em torno de 1.000 horas. 4444.6.8.6.8.6.8.6.8 Lâmpadas fluorescentesLâmpadas fluorescentesLâmpadas fluorescentesLâmpadas fluorescentes São lâmpadas que utilizam descarga elétrica através de um gás. Consistem em um bulbo cilíndrico de vidro revestido de material fluorescente (cristais de fósforo), contendo vapor de mercúrio a baixa pressão em seu interior e portando em suas extremidades, eletrodos de tungstênio. A Temperatura de Cor pode ter diversas tonalidades, dependendo do fabricante. Dessa forma, conforme a finalidade deverá ser usada a lâmpada com a Temperatura de Cor adequada. As lâmpadas fluorescentes emitem menos calor e iluminam mais, se comparadas com as lâmpadas incandescentes comuns. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Os tipos mais usados na residência as Lâmpadas Fluorescentes Tubulares e as Lâmpadas Fluorescentes Compactas. NOTA:NOTA:NOTA:NOTA: Deve-se evitar o liga/desliga desnecessário dessas lâmpadas, pois elas queimam mais rapidamente. Figura 2Figura 2Figura 2Figura 20000 –––– Tipos de lâmpadas fluorescentes Tipos de lâmpadas fluorescentes Tipos de lâmpadas fluorescentes Tipos de lâmpadas fluorescentes Essas lâmpadas fluorescentes necessitam para funcionar de um equipamento auxiliar, denominado de Reator. Ele é necessário para produzir a sobretensão necessária ao início da descarga e para limitar a corrente. Existem reatores dos seguintes tipos: Convencional, o de Partida Rápida e o Eletrônico. O Reator do tipo Convencional é magnético e necessita de um dispositivo auxiliar denominado de “Starter”. É usado para ligar e desligar os eletrodos da lâmpada. O Reator do tipo Partida Rápida é também magnético. A lâmpada fluorescente é acesa mais rapidamente, do que quando é utilizado o Reator tipo Convencional. O Reator do tipo Eletrônico é muito eficiente. O acendimento da lâmpada fluorescente é quase de imediato. O funcionamento dessas lâmpadas pode ser feito através de “dimmers” especiais e com reatores eletrônicos que podem ser utilizados com esses “dimmers” especiais. O funcionamento de uma Lâmpada Fluorescente, com um Reator do tipo Convencional, com o diagrama a seguir, é da seguinte forma: Figura 21 Figura 21 Figura 21 Figura 21 –––– Ligação do reator de partida convencional Ligação do reator de partida convencional Ligação do reator de partida convencional Ligação do reator de partida convencional Ao ser fechado o interruptor S, o “Starter” fecha e abre rapidamente. Quando ele está fechado os filamentos são aquecidos ionizando o vapor de mercúrio (gás) existente dentro do tubo e ao abrir é dada a partida na lâmpada, ou seja, passa a circular corrente entre os filamentos e a Lâmpada emite a luz. Depois que a lâmpada MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 está acesa, “pode-se retirar” o “Starter” do circuito, uma vez que não circula corrente pelo mesmo. O Reator tem a função de provocar uma sobretensão durante a partida e depois evitar que a corrente atinja valores elevados. A função do capacitor ligado em paralelo com o “Starter” é evitar o faiscamento entre seus terminais durante a partida. Devido as grandes vantagens da iluminação fluorescente, como maior rendimento luminoso, menor perda em forma de calor, luz mais branca, etc., as Lâmpadas Fluorescentes Tubulares são muito utilizadas, principalmente nas áreas Copa, Cozinha, Área de Serviço, etc., de uma residência. Nestes locais é melhor utilizar Lâmpadas Fluorescentes Tubulares, pois elas duram e iluminam mais do que as incandescentes. Uma Lâmpada Fluorescente tem uma vida média de até 7.500 horas, ou seja, dura cerca de 7,5 vezes mais que a Incandescente. Inicialmente tem-se um gasto maior, mas, em compensação, não é necessário trocá-la tantas vezes, além disso, economiza energia elétrica e, portanto, reduz o valor da Fatura de Energia Elétrica. Existe um tipo de Lâmpada Fluorescente Especial, que são mais eficientes do que as Lâmpadas Fluorescentes tradicionais. Elas têm o tubo mais fino e de menor comprimento e duram cerca de 16.000 horas. Ela utiliza para o seu funcionamento, um tipo de Reator eletrônico especial. As Lâmpadas Fluorescentes Compactas são mais utilizadas nos restantes dos cômodos da residência, tais como: Sala, Quartos, Corredores, etc. Estas Lâmpadas são de pequenas dimensões e de baixa potência, variando de 5 a 26 Watts, encontrando-se nos mais diversos tipos e modelos. A vida média pode variar de 3.000 a 8.000 horas, dependendo o modelo ou do fabricante. As mais práticas são aquelas com Reator acoplado com a Lâmpada, pois normalmente, a depender do tipo de luminária, substituem diretamente uma lâmpada incandescente. O Reator pode ser eletrônico ou magnético. Apesar das Lâmpadas Fluorescentes Compactas serem mais caras que as Incandescentes, elas são bem mais econômicas e sua utilização se justifica quando são utilizadas por mais de 3 horas por dia. A tabela 02 a seguir mostra as principais características das Lâmpadas Incandescentes e Fluorescentes. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Tabela 02 Tabela 02 Tabela 02 Tabela 02 ObservaçãoObservaçãoObservaçãoObservação: a Tabela acima apresenta valores médios,podendo variar dependendo do Fabricante. 4444.6.9 .6.9 .6.9 .6.9 Minuteria (controle teMinuteria (controle teMinuteria (controle teMinuteria (controle temporizado de acendimento)mporizado de acendimento)mporizado de acendimento)mporizado de acendimento) O interruptor de minuteria é um dispositivo de comando de iluminação que necessita da ação humana para ligar o circuito, desligando automaticamente depois de vencido o tempo previamente regulado. Em alguns ambientes de acesso comum onde à circulação das pessoas é muito freqüente, porém de o movimento reduzido (de noite, por exemplo) a possibilidade de lâmpadas permanecerem acessas desnecessariamente é grande. Esse fato é corriqueiro devido às pessoas normalmente delegarem a outrem a incumbência do desligamento das lâmpadas. Recomenda-se então, que nesses locais sejam utilizados dispositivos que mantenham as lâmpadas acessas somente no momento em que uma pessoa estiver MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 circulando, desligando automaticamente logo em seguida. Denomina-se esse dispositivo de minuteria. É comumente aplicado na iluminação de escadarias de prédios e corredores de apartamentos ou ambientes quaisquer que necessitam ser iluminados durante curtos períodos de tempo, como em Hall social e ante-salas. Os tipos de minuterias mais encontrados atualmente no comércio são as eletrônicas, devido suas dimensões reduzidas substituindo com vantagens as precursoras eletromecânicas e eletropneumátricas. Podem ser de sobrepor com fixação diretamente na parede através de suporte apropriado ou fixadas no quadro de disjuntores. Ou ainda de embutir, que podem ser instaladas com facilidade em caixas de passagem. Seu funcionamento é simples onde ao pressionar o botão de campainha (pulsador), é fornecida a tensão necessária para o funcionamento do circuito da minuteria. A temporização pode variar de 15 segundos a 5 minutos. Dependendo do modelo da minuteria depois de decorrido certo tempo de lâmpada acesa, ocorrerá um pré-aviso de extinção (avisando que a lâmpada vai apagar em instantes) com 50% da luminosidade. A minuteria possui os seguintes componentes conforme figura abaixo: Figura 22 Figura 22 Figura 22 Figura 22 –––– Minuteria eletrônica (PIAL) Minuteria eletrônica (PIAL) Minuteria eletrônica (PIAL) Minuteria eletrônica (PIAL) 1. Interruptor de modo:Interruptor de modo:Interruptor de modo:Interruptor de modo: Possui duas posições, uma para manter as lâmpadas permanentemente acesas e outra que coloca em função a minuteria. 2. Lâmpada néon:Lâmpada néon:Lâmpada néon:Lâmpada néon: Auxilia na regulagem da temporização. 3. Jumper:Jumper:Jumper:Jumper: Elimina o pré-aviso descrito acima. Isso evita a possibilidade de funcionamento irregular de lâmpadas fluorescentes. 4. Regulagem de temporizaçãoRegulagem de temporizaçãoRegulagem de temporizaçãoRegulagem de temporização: Deve-se girar o botão com uma chave de fenda para esquerda para diminuir ou direita para aumentar sem forçar seus limites. Para simular o acionamento dos pulsadores em outros locais (hall, corredor ou escada) coloque o interruptor na posição "permanente", e em seguida na posição "minuteria". O tempo que a lâmpada néon permanecer apagada corresponde ao tempo que as lâmpadas controladas pela minuteria permanecem acesas. 5. Fusível:Fusível:Fusível:Fusível: Para substituir o fusível, puxar a lingüeta do compartimento e colocar o novo fusível. 6. Esquema de ligação:Esquema de ligação:Esquema de ligação:Esquema de ligação: Orienta o técnico para sua correta instalação. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 * Instalação de três lâmpadas incandescentes comandadas por dois pontos diferentes de comando (interruptores pulsadores) tendo como dispositivo de controle de tempo a minuteria: Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema unifilarEsquema unifilarEsquema unifilarEsquema unifilar 4444.6.10 .6.10 .6.10 .6.10 Relé fotoelétrico (fotocélula)Relé fotoelétrico (fotocélula)Relé fotoelétrico (fotocélula)Relé fotoelétrico (fotocélula) A utilização generalizada dos interruptores fotoelétricos no controle individual de luminárias trouxe consigo uma grande demanda desse tipo de aparelho junto às empresas de energia elétrica, mostrando a necessidade de fabricação de tais aparelhos. Basicamente, um relé fotoelétrico (vide figura da esquerda) serve para o controle automático de lâmpadas que acendem ao cair da tarde e voltam a apagar com o amanhecer, sendo largamente aplicado na iluminação pública. Figura 24 Figura 24 Figura 24 Figura 24 –––– Princípio de Funcionamento Princípio de Funcionamento Princípio de Funcionamento Princípio de Funcionamento O funcionamento (acompanhando a figura da direita) ocorre quando a corrente alternada flui do terminal de linha (A) através da bobina do relé (k1), do resistor de amortecimento (R1) e do LDR (resistor dependente de luz) até o terminal comum (B). A linha pontilhada delimita o circuito do relé fotoelétrico. O fluxo da corrente através do relé é controlado pelo LDR que varia inversamente à intensidade de luz recebida. Ao cair o nível de luz até um certo patamar desejado em lux, o fluxo da corrente diminui ao ponto em que a armadura do relé é solta e os contatos de k1 se fecham. Observe que por motivo segurança os contatos de carga são normalmente fechados. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Ao aumentar o nível de luz, o fluxo da corrente aumenta até que a armadura do relé se energiza e abre os contatos de carga. O pára-raio (GAP) fica entre o terminal da linha e o terminal comum com a finalidade de absorver elevações repentinas de energia, protegendo assim tanto o aparelho como a carga. Usualmente é empregado um capacitor (c) em paralelo com a bobina do relé k1 evitando o chaveamento excessivo num período intermediário entre o claro e o escuro. Como já dito, o LDR é um componente eletrônico que varia sua resistência de acordo com o nível de luz incidente. Assim, durante o dia quando a luz é intensa sua resistência baixa, da ordem de 2,5 kΩ e do contrário à noite, seu valor sobe na casa de MΩ. Na medida em que a intensidade luminosa que está incidindo na fotocélula diminui a corrente também diminui devido ao acréscimo do valor da resistência no LDR, até atingir um ponto em que o contato se fecha (Lâmpada acesa). Quando a intensidade luminosa cresce, a corrente aumenta até atingir um ponto em o contato se abre (Lâmpada apagada). * Instalação de uma lâmpada de descarga comandada tendo como dispositivo de controle automático de acendimento o relé fotoelétrico: Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema unifilarEsquema unifilarEsquemaunifilarEsquema unifilar 4444.6.11 .6.11 .6.11 .6.11 Campainha e cigarra elétricaCampainha e cigarra elétricaCampainha e cigarra elétricaCampainha e cigarra elétrica As campainhas e cigarras são aparelhos que representam uma forma mais simples de sinalização sonora e se destina a dar maior comodidade aos usuários, evitando que visitas e vendedores tenham que bater palmas para solicitar a presença do proprietário da residência ou apartamento a fim de atendê-los. Essa forma de sinalização pode ser também usada para chamada geral (escolas, indústrias) e sistema de alarmes. Figura 25 Figura 25 Figura 25 Figura 25 ---- Cigarra elétrica Cigarra elétrica Cigarra elétrica Cigarra elétrica Figura 26 Figura 26 Figura 26 Figura 26 ---- Campainha elétricaCampainha elétricaCampainha elétricaCampainha elétrica MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 O funcionamento da campainha eletromagnética (acompanhe a figura abaixo) se inicia quando é pressionado o botão pulsador sendo o eletroímã alimentado com tensão necessária para atrair a lâmina de ferro e fazer o martelo golpear o tímpano. Então, o circuito é aberto pelo interruptor de contato fazendo o eletroímã soltar a lâmina que é afastada pela ação da mola. O eletroímã voltando a posição de repouso fecha o interruptor de contato, e, atrai novamente a lâmina de ferro de modo que o martelo golpeie o tímpano assim sucessivamente enquanto o botão pulsador estiver pressionado. Observe que devido ao seu funcionamento a cigarra elétrica produz um sinal sonoro intermitente devido a freqüência que o martelo bate no tímpano. Figura 27 Figura 27 Figura 27 Figura 27 –––– Princí Princí Princí Princípio de funciopio de funciopio de funciopio de funcionamento da campainhanamento da campainhanamento da campainhanamento da campainha A campainha por sua vez um sinal sonoro mais agradável possuindo geralmente dois tons (“dim-dom”) e funciona semelhante à cigarra elétrica, porém, sem a presença do interruptor de contato eliminando então a vibração do martelo e usualmente tem tubos para melhorar a amplificar a acústica. • Instalação de cigarra elétrica comandada por interruptor pulsador: Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema multifilar Esquema unifilarEsquema unifilarEsquema unifilarEsquema unifilar Atualmente são empregadas também campainhas eletrônicas que possuem a vantagem de apresentarem dimensões reduzidas e algumas comodidades como as de modelos sem-fio. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 4444.6.12.6.12.6.12.6.12 Controle de intensidade luminosa ( Controle de intensidade luminosa ( Controle de intensidade luminosa ( Controle de intensidade luminosa (DimmerDimmerDimmerDimmer)))) Os dimmers (figura abaixo na esquerda) são interruptores que através de um circuito especial geralmente eletrônico variam a intensidade luminosa da lâmpada instalada em seu circuito podendo proporcionar economia de energia elétrica. Os interruptores tipo dimmer mais comuns são no modelo de interruptor simples sendo sua instalação feita do mesmo modo que a do interruptor correspondente. Também são encontrados dimmers de interruptor paralelo. A vantagem no emprego desses aparelhos é a possibilidade de controlar o brilho de lâmpadas obtendo desde a luz plena (potência total) variando para meia luz e por fim chegando a extinção completa do brilho (lâmpada apagada). Economizando então, parcela de energia quando não está sendo consumida pela lâmpada. Os dimmers foram desenvolvidos para substituir os reostatos (resistor variável de potência) que desempenhavam a mesma tarefa dos dimmers, porém não economizavam energia dissipando esta em calor (figura abaixo na direita). Figura 28 Figura 28 Figura 28 Figura 28 ---- Circuito eletrônico típico empregado em dimmer Circuito eletrônico típico empregado em dimmer Circuito eletrônico típico empregado em dimmer Circuito eletrônico típico empregado em dimmer 4444.6.13 .6.13 .6.13 .6.13 Interruptor automátInterruptor automátInterruptor automátInterruptor automático de presença (IAP)ico de presença (IAP)ico de presença (IAP)ico de presença (IAP) O interruptor automático de presença é um circuito eletrônico que capta através de um sensor infravermelho, a radiação de calor de pessoas, animais, automóveis entre outros que estejam nos limites perceptíveis do dispositivo. Também é chamado de sensor de presença (ver figura abaixo na esquerda). Possibilita o comando automático da iluminação de ambientes onde não é necessário manter as lâmpadas permanentemente acesas, ou seja, a iluminação é necessária somente na presença de pessoas proporcionando assim considerável economia de energia. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 As aplicações típicas do interruptor automático de presença são em garagens de residências, iluminações externa em geral, bem como hall social, ante-salas, escadas e banheiros públicos. Nos edifícios residenciais ou comerciais para controle na iluminação de salas, escadas, recepções, estacionamentos, jardins ou até corredores de cada andar e ainda no controle de portas automáticas. Em indústrias para iluminação de pátios, jardins, armazéns e vestiários. Em sistemas de segurança são amplamente utilizados para o acionamento de alarmes sonoros e/ou luminosos, para ligar câmaras de circuito fechado de TV (CFTV) ou outros dispositivos. O interruptor automático de presença deve ser preferencialmente instalado em local protegido, onde os raios sol não incidam diretamente. Dependendo do modelo e de cada fabricante, pode possuir o índice de proteção 3 possibilitando ficar exposto à chuva (observe ilustrações a direita). Deve ser fixado a uma altura aproximadamente de 2,5m do solo, de maneira que a movimentação de pessoas, animais e veículos estejam na transversal, atingindo o maior número de raios possível. Seu visor articulável deve ser posicionado de modo que o seu campo de atuação seja cortado na altura do “alvo”. A fixação pode ser feita sobre uma caixa embutida 4x2 ou diretamente na parede, através de buchas plásticas. Figura 29 Figura 29 Figura 29 Figura 29 –––– Posição de montagem do IAP Posição de montagem do IAP Posição de montagem do IAP Posição de montagem do IAP 4444.6.14.6.14.6.14.6.14 Quadro de distribuição de circuitos Quadro de distribuição de circuitos Quadro de distribuição de circuitos Quadro de distribuição de circuitos –––– QDC QDC QDC QDC O Quadro de Distribuição de Circuitos – QDC deverá ser feito de material metálico e ser instalado em local de fácil acesso, preferencialmente no centro de cargas da instalação elétrica e possuir uma identificação do lado externo de seus componentes – Dispositivos de Proteção e de Segurança e dos Circuitos Elétricos com as respectivas cargas. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.brCURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 A Norma NBR 5410/97 estabelece que deva ser prevista em cada QDC, uma capacidade de reserva (espaço), que permita ampliações futuras da instalação elétrica interna, compatível com a quantidade e tipo de circuitos efetivamente previstos inicialmente, conforme a seguir: • QDC com até 6 circuitos, prever espaço de reserva para o mínimo 2 circuitos; • QDC de 7 a 12 circuitos, prever espaço de reserva para o mínimo 3 circuitos; • QDC de 13 a 30 circuitos, prever espaço de reserva para o mínimo de 4 circuitos; • QDC acima de 30 circuitos, prever espaço de reserva para o mínimo de 15% dos circuitos. No Quadro de Distribuição de Circuitos – QDC, deverão ser instalados os dispositivos de proteção para os respectivos circuitos (um para cada circuito). O QDC deverá conter/possibilitar a instalação de: • Barramentos para os condutores das Fases; • Terminal para ligação do condutor Neutro; • Terminal para ligação do condutor de Proteção (PE); • Disjuntores Termomagnéticos; • Dispositivos Diferenciais - Residuais – DR’s; • Dispositivos contra sobretensões, etc. O Quadro de Distribuição de Circuitos – QDC deve ser bem fechado, com o objetivo de evitar que as pessoas acidentem ao encostar acidentalmente ou manusear os dispositivos de segurança. Também deve possibilitar o enclausuramento das partes energizadas (conexões dos cabos com os dispositivos de proteção e de segurança, barramentos, etc.). IMPORTANTE: O Quadro de Distribuição de Circuitos IMPORTANTE: O Quadro de Distribuição de Circuitos IMPORTANTE: O Quadro de Distribuição de Circuitos IMPORTANTE: O Quadro de Distribuição de Circuitos ---- QDC é o centro de QDC é o centro de QDC é o centro de QDC é o centro de distribuição de enedistribuição de enedistribuição de enedistribuição de energia de toda a instalação elétrica de uma residência.rgia de toda a instalação elétrica de uma residência.rgia de toda a instalação elétrica de uma residência.rgia de toda a instalação elétrica de uma residência. Figura 30Figura 30Figura 30Figura 30 –––– Quadro de distribuição Quadro de distribuição Quadro de distribuição Quadro de distribuição MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 4.6.14.1 Ligação do quadro de distribuição (QDC)4.6.14.1 Ligação do quadro de distribuição (QDC)4.6.14.1 Ligação do quadro de distribuição (QDC)4.6.14.1 Ligação do quadro de distribuição (QDC) A figura abaixo demonstra a instalação de um QDC em um sistema monofásico utilizando o dispositivo Diferencial Residual (DR) que será abordado nos capítulos seguintes. O quadro também obedece a NBR 5410/97 fazendo a correta divisão dos circuitos terminais. Figura 31 Figura 31 Figura 31 Figura 31 –––– Ligação interna do QDC Ligação interna do QDC Ligação interna do QDC Ligação interna do QDC 5555. . . . PRINCIPAIS PRINCIPAIS PRINCIPAIS PRINCIPAIS FERRAMENFERRAMENFERRAMENFERRAMENTAS TAS TAS TAS MANUAISMANUAISMANUAISMANUAIS São vários os tipos de ferramentas manuais encontradas hoje no mercado, todas variam seu aspecto construtivo em função do serviço a que se destinam. As principais para serviços de instalações elétricas são: 5555.1 Alicate universal:.1 Alicate universal:.1 Alicate universal:.1 Alicate universal: tem a forma conforme a figura abaixo sendo usado para segurar peças em geral, cortar condutores e arames por meio do corta-fios de que é provido. As peças são presas entre os bicos ranhurados do alicate e os condutores são cortados por meio de duas facas afiadas que constituem o corta-fio. O alicate é acionado mediante ao aperto manual de suas pernas que são isoladas por meio de cobertura de material isolante podendo ser ebonite, baquelite ou borracha de plástico. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 5555.2 Alicate de bico chato: .2 Alicate de bico chato: .2 Alicate de bico chato: .2 Alicate de bico chato: é ilustrado pela figura logo a seguir e tem seu uso caracterizado por segurar, torcer e curvar condutores rígidos. Geralmente também possui capa de material isolante nas pernas. 5555.3 .3 .3 .3 AAAAlicate de corte lateral: licate de corte lateral: licate de corte lateral: licate de corte lateral: tem o aspecto semelhante conforme figura abaixo e possui na extremidade duas partes cortantes sendo introduzidas nos condutores ou arames a serem cortados. O corte dos condutores é efetuado se fechando as pernas do alicate por meio de aperto manual. 5555.4 .4 .4 .4 AAAAlicate de bico cônico: licate de bico cônico: licate de bico cônico: licate de bico cônico: é o tipo de ferramenta que serve para curvar condutores e arames, mas com função específica de permitir executar argolas (olhais) nas extremidades dos condutores de pequeno diâmetro. A conicidade de seus bicos facilita a confecção de olhais com diâmetros de tamanhos variados. É ilustrado conforme a figura abaixo. 5555.5 .5 .5 .5 AAAAlicate desencapador de fios: licate desencapador de fios: licate desencapador de fios: licate desencapador de fios: O Alicate desencapador de fios como o nome já define utilizado para substituir os canivetes na retirada do isolante do condutor elétrico possibilitando a regulagem para cada bitola desejada. 5555.6 .6 .6 .6 Chave de fChave de fChave de fChave de fenda: enda: enda: enda: A chave de fenda deve atender sempre a duas finalidades, - proporcionar firmeza e segurança no serviço, e, ainda aparafusar e segurar por si só, um parafuso que não pode ser colocado com o dedo. Existem vários modelos de chaves de fenda, desde a mais fina para montagens de pequenos aparelhos, até as chaves maiores dotadas de catracas, e MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 em serviços de montagem em larga escala são utilizadas chaves pneumáticas e elétricas. As de uso mais comum, conforme figura a seguir, compõe-se das seguintes partes: • Haste, com lâmina e espiga; • Cabo, onde a espiga é presa. NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: Em função dos acidentes ocorridos na área elétrica e seguindo a recomendação das normas regulamentadoras a segunda chave de fenda possui haste isolada para evitar os choques elétricos. 5555.7 .7 .7 .7 Chave de fenda cChave de fenda cChave de fenda cChave de fenda cruzada: ruzada: ruzada: ruzada: Utilizado em situações para atarraxar parafusos Philips. Na haste a parte mais importante é a lâmina, que deve ter o formato e espessuras correspondentes a fenda do parafuso a ser frouxo ou apertado. Portanto, não pode ter a simples forma de cunha, e sim ter o aspecto da figura a seguir, pois apertando um parafuso com uma chave de lâmina irregular há sempre a tendência de a cunha sair da fenda, prejudicando suas arestas, ou também poderá resvalar, provocando acidentes. Considera-se satisfatória a lâmina quando sua forma corresponde a da fenda. As linhas da ponta devem ser paralelas e a espessura correspondente a largura da fenda, vide ilustração em seguida. A lâmina pode ser esmirilhada, dando-se a forma ligeiramente bicôncava. O cabo deve ser feito de material isolante e é aconselhável que tenha forma poligonal, a fim de proporcionar facilidade no manejo da ferramenta, ou seja, de boa pega.MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 5555.8 .8 .8 .8 Faca oFaca oFaca oFaca ou Canivete: u Canivete: u Canivete: u Canivete: em serviços com eletricidade tem seu uso empregado somente para desencapar os condutores isolados. 5555.9 .9 .9 .9 AAAArco de serra: rco de serra: rco de serra: rco de serra: É uma ferramenta manual de um arco de aço carbono, onde deve ser montada uma lâmina de aço ou aço carbono, dentada e temperada. CaracterístiCaracterístiCaracterístiCaracterísticascascascas O arco de serra caracteriza-se por ser regulável ou ajustável de acordo com o comprimento da lâmina. A lâmina de serra é caracterizada pelo comprimento e pelo número de dentes por polegada. Comprimento: 8” - 10” - 12”. Número de dentes por polegada: 18 - 24 e 32. NOTA:NOTA:NOTA:NOTA: Observar a posição do corte dos dentes que deve sempre ser colocado para o lado da frente da serra. O tipo de material, recomendando-se maior número de dentes para materiais duros. 5555.10 .10 .10 .10 FFFFerro de solda: erro de solda: erro de solda: erro de solda: É destinado à execução de soldas de estanho, usuais em instalações elétricas. É uma ferramenta que armazena o calor produzido por uma chama ou resistência elétrica e o transfere para as peças a serem soldadas e a própria solda, de modo a fundi-la. A solda fundida adere às peças a unir, solidificando-se ao esfriar. Os ferros de soldar são de três tipos principais: comuns, a gás e elétricos. Ferros maiores são usados para a solda de peças grandes que exigem maior quantidade de calor. Os ferros de solda elétricos são encontrados no mercado com diversas formas e potências. Normalmente são de 20, 30, 40, 60, 70, 100, 200, 450 ou mais watts de potência. Figura 31 Figura 31 Figura 31 Figura 31 –––– Ferro de solda estanho com ponta angular Ferro de solda estanho com ponta angular Ferro de solda estanho com ponta angular Ferro de solda estanho com ponta angular MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 5555.11.11.11.11 Multímetro ou Multiteste Multímetro ou Multiteste Multímetro ou Multiteste Multímetro ou Multiteste Assim como o nome já traduz o multímetro é um aparelho analógico ou digital que proporciona medições de várias grandezas elétricas. É um dos instrumentos de medição mais utilizado na indústria, em função da sua versatilidade, praticidade e portabilidade. As grandezas que geralmente se consegue medir com os multímetros são: corrente elétrica (medida em ampéres – A), tensão elétrica (medida em volts – V) e resistência elétrica (medida em ohms – Ω), porém além destas grandezas, ele pode ter escalas para outras medidas específicas como: temperatura, freqüência, semicondutores (escala indicada pelo símbolo de um diodo), capacitância, ganho de transistores, continuidade (através de um apito), etc. Figura 32 Figura 32 Figura 32 Figura 32 –––– Multímetro analógico e digital Multímetro analógico e digital Multímetro analógico e digital Multímetro analógico e digital Apesar dos instrumentos digitais (mostrador em forma de dígitos) terem praticamente tomado conta do mercado, ainda existem muitos instrumentos analógicos (de ponteiro) nos laboratórios e indústrias que continuam a ser usados. Um instrumento analógico é aquele no qual o deslocamento angular de um ponteiro representa a magnitude da grandeza a ser medida; ou seja, ao invés de pintar uma escala de ângulos, uma calibração é usada de tal modo que o deslocamento angular é transformado no valor da grandeza a ser medida. Um multímetro digital oferece a facilidade de mostrar diretamente em seu visor, que chamamos de display de cristal líquido, ou simplesmente display, o valor numérico da grandeza medida, sem termos que ficarmos fazendo multiplicações (como ocorre nos instrumentos analógicos). Em multímetros digitais o valor da escala já indica o máximo valor a ser medido por ela, independente da grandeza. Temos abaixo uma indicação de valores encontrados na prática para estas escalas: • Escalas de tensão contínua: 200mV, 2V, 20V, 1000V ou 200m, 2, 20, 1000. • Escalas de tensão alternada: 200V, 750V ou 200, 750. • Escalas de resistência: 200, 2000, 20K, 200K, 2M ou 200, 2K, 20K, 200K, 20000K. • Escalas de corrente contínua: 200u, 2000u, 20m, 200m, 2A, 20A ou 200u, 2m, 20m, 200m. • Escalas de corrente alternada: 2A, 10A. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 A seleção entre as escalas pode ser feita através de uma chave rotativa, chaves de pressão, chaves tipo H-H ou o multímetro pode mesmo não ter chave alguma, neste caso falamos que o multímetro digital é um equipamento de auto- range, ou seja, ele seleciona a grandeza e a escala que esta sendo medida automaticamente. Em alguns casos podemos encontrar multímetros que tem apenas uma escala para tensão, uma para corrente e uma para resistência, este tipo de multímetro também é auto-range, nele não é preciso se procurar uma escala específica para se medir um determinado valor de tensão. Uma coisa muito importante ao se usar um multímetro digital é saber selecionar a escala correta para a medição a ser feita. Sendo assim podemos exemplificar algumas grandezas com seus respectivos nomes nas escalas: • Tensão contínua = VCC, DCV, VDC (ou um V com duas linhas sobre ele, uma tracejada e a outra continua). • Tensão alternada = VCA, ACV, VAC (ou um V com um ~ sobre ele). • Corrente contínua = DCA, ADC (ou um A com duas linhas sobre ele, uma tracejada e uma continua). • Corrente alternada = ACA (ou um A com um ~ sobre ele). • Resistência = Ohms, Ω A IEC (International Electrotechnical Commission) estabelece normas internacionais genéricas para a segurança de equipamentos elétricos para medição, controle e utilização em laboratório. Em 1988, a IEC substitui uma norma antiga, IEC- 348, por uma norma mais rigorosa, IEC-1010-1. A norma IEC-1010-1 é utilizada como base para as seguintes normas nacionais: • Estados Unidos US ANSI/ISA-S82.01-94 • Canadá CAN C22.2 nº 1010.1-92 • Europa EN61010-1:1993 A norma IEC-1010-1 especifica categorias de sobretensão com base na distância da fonte de alimentação e no amortecimento natural da energia transiente que ocorre num sistema de distribuição elétrica. As categorias máximas estão mais perto da fonte de alimentação e requerem maior proteção: • A categoria IVcategoria IVcategoria IVcategoria IV, denominada nível de alimentação principal, refere-se à fonte do sistema; • A categoria IIIcategoria IIIcategoria IIIcategoria III, denominada nível de distribuição, refere-se aos circuitos de alimentação dos consumidores. Os circuitos da Categoria III estão normalmente separados da fonte por pelo menos um transformador; • A categoria IIcategoria IIcategoria IIcategoria II refere-se ao nível local, a dispositivos, equipamentos portáteis; • A categoria Icategoria Icategoria Icategoria I refere-se ao nível de sinal, às telecomunicações, equipamento eletrônico, etc. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.brCURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Figura 33Figura 33Figura 33Figura 33 –––– Prox Prox Prox Proximidades de utilização dos multímetros. (Fluke)imidades de utilização dos multímetros. (Fluke)imidades de utilização dos multímetros. (Fluke)imidades de utilização dos multímetros. (Fluke) 5555.12.12.12.12 Alicate Volt Alicate Volt Alicate Volt Alicate Volt----AmperímetroAmperímetroAmperímetroAmperímetro O medidor de Corrente e de Tensão, tipo “alicate”, é um aparelho largamente utilizado. É conhecido como Alicate Volt-Amperímetro. Esse instrumento possui escalas para medir a Corrente e a Tensão. Com isso, deverá ser ajustado através de uma chave seletora (corrente ou tensão), antes de efetuar a medição. Se a pessoa não tem uma idéia do valor da corrente ou da tensão a ser medida, ela deverá ajustar o aparelho para a maior escala de corrente ou tensão e se for o caso, ir diminuindo a escala para que seja efetuada a medição corretamente. Deve-se consultar o Manual de instruções do aparelho. Medição de corrente elétrica: Medição de corrente elétrica: Medição de corrente elétrica: Medição de corrente elétrica: O aparelho possui garras que “abraçam” o condutor onde passa a corrente elétrica a ser medida. Essas garras funcionam como núcleo de um transformador de corrente em que o primário é o condutor, no qual está sendo realizada a medição e o secundário é uma bobina enrolada que está ligada ao medidor propriamente dito, conforme indica a figura a seguir. Figura 34 Figura 34 Figura 34 Figura 34 –––– Forma de medição com alicate amperímetro Forma de medição com alicate amperímetro Forma de medição com alicate amperímetro Forma de medição com alicate amperímetro ObservaçãoObservaçãoObservaçãoObservação: O amperímetro deverá abraçar apenas o(s) fio(s) da mesma Fase (F1, F2 ou F3). Medição de tensão elétrica:Medição de tensão elétrica:Medição de tensão elétrica:Medição de tensão elétrica: Para medir tensão, esse instrumento possui dois terminais nos quais são conectados os fios, que serão colocados em contato com o local a ser medido. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 6666. OPERAÇÕES COM CONDUTORES ELÉTRICOS. OPERAÇÕES COM CONDUTORES ELÉTRICOS. OPERAÇÕES COM CONDUTORES ELÉTRICOS. OPERAÇÕES COM CONDUTORES ELÉTRICOS É aconselhável desencapar condutores conforme as ilustrações a seguir, utilizando o canivete de inclinado para não danificar o condutor. Figura 35 Figura 35 Figura 35 Figura 35 –––– Retirada da isolação do condutor Retirada da isolação do condutor Retirada da isolação do condutor Retirada da isolação do condutor Ao término do desencape o condutor deve se assemelhar ao aspecto de um lápis apontado conforme a figura abaixo: Figura 36 Figura 36 Figura 36 Figura 36 –––– Ponta do condutor sem isolaçãoPonta do condutor sem isolaçãoPonta do condutor sem isolaçãoPonta do condutor sem isolação Para fixar e conectar condutores (principalmente os rígidos) aos bornes dos principais dispositivos elétricos, tais como interruptores, tomadas e plugues entre outros se executa uma argola chamada olhal com o auxílio do alicate de bico cônico. 6666.1 E.1 E.1 E.1 Execução do olhalxecução do olhalxecução do olhalxecução do olhal • Desencape e limpe o extremo do condutor, num comprimento de aproximadamente 5 vezes o diâmetro do parafuso que o fixará; • Coloque a ponta do condutor entre os mordentes do alicate de bico cônico, no ponto onde estes têm aproximadamente o diâmetro do parafuso a ser conectado; • Inicie a curva, dando um giro no alicate até que a ponta do condutor complete uma volta. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 • Torça o olhal com a parte mais fina da ponta do alicate, em sentido contrário, até que o eixo do condutor coincida com o centro do olhal. 6666.1.1 Fixação do condutor com olhal.1.1 Fixação do condutor com olhal.1.1 Fixação do condutor com olhal.1.1 Fixação do condutor com olhal • Retire o parafuso do borne no qual o condutor vai ser conectado e atarraxado; • Introduza o parafuso no olhal e aperte o parafuso ao borne de maneira que firme; • O olhal deve ser colocado como indica as figuras, de modo que não se abra durante o apertar do parafuso. 6666.1.2 Fixação de condutores em conectores:.1.2 Fixação de condutores em conectores:.1.2 Fixação de condutores em conectores:.1.2 Fixação de condutores em conectores: • Desencape e limpe o extremo do condutor num comprimento de aproximadamente 10 mm; • Afrouxe os parafusos da base; • Introduza as pontas desencapadas nos orifícios da base; • Aperte os parafusos de maneira que os condutores fiquem firmemente presos. 6666.2 E.2 E.2 E.2 Emendas de condutoresmendas de condutoresmendas de condutoresmendas de condutores As emendas de condutores sempre que possível devem ser evitadas, pois por melhor que seja executada acaba sendo um ponto de resistência no circuito, provocando assim aquecimento e quedas de tensão. Para cada aplicação é recomendável se confeccionar um tipo de emenda, descritas a seguir: MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 6666.2.1 Emenda de derivação:.2.1 Emenda de derivação:.2.1 Emenda de derivação:.2.1 Emenda de derivação: Esta operação consiste em unir o extremo de um condutor (ramal) numa região intermediária de outro condutor (rede), para se adquirir uma alimentação elétrica sendo empregada em vários tipos de instalação. A confecção desse tipo de emenda inicia com o correto desencape do condutor, percebendo as medidas recomendadas conforme figura anterior, sendo 10d10d10d10d a parte de isolação retirada no condutor (rede) e de 50d 50d 50d 50d a parcela a ser retirada no outro condutor (ramal). Logo após, se cruza os dois condutores a 90º segurando- os com um alicate universal em seguida enrolando o condutor dando voltas formando as espiras. Por fim é recomendado um aperto e arremate final para travar a emenda. É importante que as espiras não fiquem sobre a capa isolante do condutor. 6666.2.2 Emenda de prolongamento:.2.2 Emenda de prolongamento:.2.2 Emenda de prolongamento:.2.2 Emenda de prolongamento: Consiste na união de condutores para prolongar linhas de um circuito. A exemplo da emenda anterior também deve ser obedecida a quantidade correta retirada de isolação. Os dois condutores devem ser desencapados em suas extremidades numa distância aproximada de 50d50d50d50d, sendo cruzados conforme figura abaixo. Feito isso basta enrolar os condutores entre si, ficando a emenda com o aspecto final dessa maneira: 6666.2.3 Emenda .2.3 Emenda .2.3 Emenda .2.3 Emenda em caixa de ligação:em caixa de ligação:em caixa de ligação:em caixa de ligação: É executada para propiciar o prolongamento e a união de condutores em caixas de ligação ou de passagem. É comumente chamada de emenda rabo de rato. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSOBÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Como se pode acompanhar nas figuras a seguir essa emenda é a simples torção dos dois condutores a serem unidos com o auxílio do alicate universal. Tabela de medidas:Tabela de medidas:Tabela de medidas:Tabela de medidas: Seção nominal Seção nominal Seção nominal Seção nominal (mm(mm(mm(mm2222)))) DiâmeDiâmeDiâmeDiâmetro nominal do condutor tro nominal do condutor tro nominal do condutor tro nominal do condutor rígido (rígido (rígido (rígido (Ø)))) (mm)(mm)(mm)(mm) DiâmetroDiâmetroDiâmetroDiâmetro nominal do condutor nominal do condutor nominal do condutor nominal do condutor flexível (flexível (flexível (flexível (Ø) ) ) ) (mm)(mm)(mm)(mm) 0,50,50,50,5 0,780,780,780,78 0,870,870,870,87 0,750,750,750,75 0,950,950,950,95 1,051,051,051,05 1,01,01,01,0 1,111,111,111,11 1,251,251,251,25 1,51,51,51,5 1,1,1,1,36363636 1,501,501,501,50 2,52,52,52,5 1,741,741,741,74 1,951,951,951,95 4,04,04,04,0 2,202,202,202,20 2,502,502,502,50 6,06,06,06,0 2,702,702,702,70 3,053,053,053,05 10,010,010,010,0 3,503,503,503,50 4,004,004,004,00 16,016,016,016,0 4,414,414,414,41 5,705,705,705,70 Tabela 03Tabela 03Tabela 03Tabela 03 7. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS7. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS7. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS7. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS 7777.1.1.1.1 Divisão de circuitos elétricosDivisão de circuitos elétricosDivisão de circuitos elétricosDivisão de circuitos elétricos A Norma vigente, a NBR 5410/97 – “Instalações Elétricas de Baixa Tensão”, detdetdetdetermina que sejam separados ermina que sejam separados ermina que sejam separados ermina que sejam separados os circuitos elétricos de Tomadas de Uso Geral e o de Iluminação. Deverá ser previsto um circuito elétrico, também separado, para cada equipamento elétrico de corrente nominal superior a 10 A (2200 VA em 220 V), como os chuveiros elétricos, fornos elétricos, fornos de microondas etc. É importante que uma instalação elétrica seja dividida em circuitos elétricos É importante que uma instalação elétrica seja dividida em circuitos elétricos É importante que uma instalação elétrica seja dividida em circuitos elétricos É importante que uma instalação elétrica seja dividida em circuitos elétricos parciais para facilitar: a inspeção, a manutenção, a proteção será mais bem parciais para facilitar: a inspeção, a manutenção, a proteção será mais bem parciais para facilitar: a inspeção, a manutenção, a proteção será mais bem parciais para facilitar: a inspeção, a manutenção, a proteção será mais bem dimensionada, reduz as quedas de tensão e aumdimensionada, reduz as quedas de tensão e aumdimensionada, reduz as quedas de tensão e aumdimensionada, reduz as quedas de tensão e aumenta a segurança.enta a segurança.enta a segurança.enta a segurança. Se na residência tiver um só circuito para toda a instalação elétrica, o Disjuntor deverá ser de grande capacidade de interrupção de corrente, sendo que, um pequeno curto-circuito poderá não ser percebido por ele. Entretanto, se na residência tiver diversos circuitos e com vários disjuntores de capacidades de interrupção de correntes menores e dimensionados adequadamente, aquele pequeno curto-circuito poderá ser percebido pelo Disjuntor do circuito em questão, que o desligará. Com isso somente o circuito onde estiver ocorrendo um curto-circuito ficará desligado (desenergizado). Cada circuito elétrico deve ser concebido de forma que possa ser seccionado sem risco de realimentação inadvertida, através de outro circuito. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 IMPORTANTE: IMPORTANTE: IMPORTANTE: IMPORTANTE: A Norma NBR 5410/97 determina que o condutor Neutro deverá ser único para cada circuito elétrico, isto é, cada circuito elétrico deverá ter o seu próprio condutor Neutro. Este condutor só poderá ser seccionado, quando for recomendado por esta Norma (NBR 5410/97). 7.27.27.27.2 Características técnicas dos interruptores e tomadas de uso gCaracterísticas técnicas dos interruptores e tomadas de uso gCaracterísticas técnicas dos interruptores e tomadas de uso gCaracterísticas técnicas dos interruptores e tomadas de uso geraleraleraleral Existem diversos tipos de Interruptores e Tomadas de Uso Geral, sendo que cada um, é adequado para uma determinada utilização. Sempre devem ser consultados os catálogos de fabricantes com o objetivo de identificar, quais os dispositivos mais apropriados para cada situação. Os Interruptores podem ser simples, duplos, triplos, intermediários, paralelos, bipolares, “dimmers”, pulsadores, etc., sendo que cada um é próprio para ser usado em uma determinada função específica. Uns tipos proporcionam mais conforto e segurança, economia de energia do que os outros. Os “dimmers” são interruptores que, através de um circuito (geralmente eletrônico), variam a intensidade luminosa da lâmpada instalada em seu circuito, podendo proporcionar economia de energia elétrica. Existem interruptores tipo “dimmer” nos modelos de interruptor simples e interruptor paralelo. A instalação do “dimmer” é feita do mesmo modo que a do interruptor correspondente. Ver manual do fabricante. NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: Para as lâmpadas incandescentes e fluorescentes tubulares, existe um tipo de “dimmer” específico. As Tomadas de Uso Geral, recomendadas são as de 2P + T, para conter os Condutores Fase, Neutro e o de Proteção (PE ou fio terra). Essas Tomadas de 3 pólos apresentam disposições e tipos de pólos diferentes para cada encaixe de plugues. Também existem as Tomadas de 2 pólos. Os Interruptores e Tomadas de Uso Geral para serem utilizados em instalações elétricas residenciais, são feitos para suportar com segurança, uma determinada corrente e tensão, máximas. As correntes elétricas máximas para as Tomadas, geralmente são de 10, 15 ou 20 A. A tensão elétrica, normalmente é de 250 V. O significado dos dados técnicos dos dispositivos projetados para suportar uma corrente elétrica máxima de 10 A e uma tensão elétrica de 250 V, é o seguinte: • Em termos de corrente elétrica: não ligar uma carga em 127 V, maior do que 2200 VA (10 A x 220 V). • Em termos de tensão elétrica: não ligar esses dispositivos em um o circuito elétrico, quando a tensão elétrica for maior do que 250 Volts. Outros dispositivos para o uso em instalações elétricas residenciais, geralmente são projetados para capacidades diferentes, como por exemplo: os “dimmers” carga de 40 VA a 300 VA em 127 V. Em 220V de 60 VA a 500 VA. Os pulsadores corrente de 2 A em 250 V. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 OBSERVAÇÃO: OBSERVAÇÃO: OBSERVAÇÃO: OBSERVAÇÃO: Existem diversos dispositivos com valores de carga diferentes (menores ou maiores) dos mencionados anteriormente. Por isso, sempre deve ser consultado os catálogos dos fabricantes de dispositivos, para se certificar para qual a corrente e tensão, máximas, foi projetado o dispositivo para funcionar. 7.27.27.27.2.1 Conformidade dos Interruptores e Tomadas.1 Conformidade dos Interruptores e Tomadas.1 Conformidade dos Interruptores e Tomadas.1 Conformidade dos Interruptores e Tomadas É importante que todo produto esteja em conformidade com as normas vigentes da ABNT. Para exemplificar, serão relacionados alguns testes que um interruptor tem que se submeter para comprovar que está dentro de norma da ABNT e receber a marca de conformidade do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO. Para os Interruptores a Norma NBR 6527 e para as Tomadas de Uso Geral a NBR 6147.• Os organizadores que irão conhecer a fábrica analisam as máquinas, laboratórios e a equipe técnica. Após aprovarem tudo, iniciam as provas nos produtos. • Isolamento e rigidez dielétrica: o interruptor tem que resistir a 2.000 V, sem deixar passar corrente de fuga, com resistência superior a mínima aceitável, que é de 5 Mohms. • Elevação de temperatura: ligam um condutor apertando um pouco o parafuso do borne do interruptor, durante 1 hora, passando 35% da corrente nominal e o interruptor não pode aquecer mais de 45 ºC. • Sobrecorrente e durabilidade: primeiro o interruptor tem que resistir a 200 mudanças de posição, ou seja, 100 “liga-desliga” com tensão 10% e corrente 25% superior a nominal, além de um fator de potência extremamente desfavorável (0,3). Segundo, o interruptor passa por mais de 40 mil mudanças de posição, com corrente e tensão nominal, ou seja, 250 V e 10 A. • Resistência mecânica: recebe o impacto de um martelo com 150 gramas a uma altura de 10 cm, e o produto não pode apresentar rachadura por onde pudesse ter acesso as partes energizadas do produto. • Resistência ao calor: o produto é colocado em uma estufa a 100 ºC, sem umidade, durante uma hora e não pode apresentar deformações. • Prova de resistência ao calor anormal ou fogo: um fio incandescente a 850 ºC que provoca fogo é colocado sobre o produto e embaixo deste produto é colocado um papel de seda a uma altura de 20 cm. Retira-se o fio em menos de 30 segundos e o papel de seda não deve inflamar com o gotejamento. Como pode ser observado, o interruptor terá que resistir a 40 mil mudanças de posição (manobras), com tensão e corrente nominal, bornes enclausurados, evitando contatos acidentais e a resistência a impactos. Tomadas de Uso Geral - 10 mil mudanças de posição (inserção e retirada do plugue), bornes enclausurados, evitando contatos acidentais, resistência a impactos. Plugues monoblocos - 10 mil mudanças de posição (inserção e retirada da tomada), prensa-cabo que não permite que o cabo solte quando puxado. NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: Todo componente de uma instalação elétrica, tem que obedecer a uma ou mais Normas da ABNT. É importante identificá-las e conhecê-las. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 7.7.7.7.3 3 3 3 Dimensionamento da cDimensionamento da cDimensionamento da cDimensionamento da cargaargaargaarga Para determinar a carga de uma instalação elétrica residencial, devem-se somar todas todas todas todas as cargas elétricas previstas para: as tomadas de uso geral, a potência das lâmpadas e dos demais equipamentos elétricos. A Norma vigente da ABNT, a NBR 5410/97 “Instalações Elétricas de Baixa Tensão” determina que a previsão de cargas em VA (Volt-Ampére) equipamentos deverá ser de acordo com as seguintes prescrições a seguir. 7.7.7.7.3333....1 Tomadas de uso geral (TUG’s)1 Tomadas de uso geral (TUG’s)1 Tomadas de uso geral (TUG’s)1 Tomadas de uso geral (TUG’s) • Em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias: para as 3 (três) primeiras tomadas, a carga mínima por tomada a ser considerada, deverá ser de 600 VA. A partir da quarta tomada (se existir), deverá ser considerada a carga mínima de 100 VA para cada tomada. IMPORTANTE:IMPORTANTE:IMPORTANTE:IMPORTANTE: A determinação da carga deverá ser feita, considerando cada um desses cômodos separadamente; Em subsolos, garagens, sótão, varandas: deverá ser prevista no mínimo uma tomada de 1.000 VA; Nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100 VA por tomada. 7.37.37.37.3.2 Tomadas de uso específico (TUE’s).2 Tomadas de uso específico (TUE’s).2 Tomadas de uso específico (TUE’s).2 Tomadas de uso específico (TUE’s) • Considerar a carga do equipamento elétrico a ser ligado, fornecida pelo Fabricante; • Ou então, calcular a carga a partir da tensão nominal, da corrente nominal e do fator de potência do equipamento elétrico. 7.3.37.3.37.3.37.3.3 Iluminação Iluminação Iluminação Iluminação A iluminação adequada deve ser calculada de acordo com a Norma vigente NBR 5413/92 “Iluminação de Interiores”, da ABNT. Entretanto a Norma NBR 5410/97 estabelece como alternativa que para determinar as cargas de iluminação em unidades consumidoras residenciais, poderão ser adotados os seguintes critérios: • Em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6m2 deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA; • Em cômodos ou dependências com área superior a 6m2 deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA para os primeiros 6m2, acrescidas de 60 VA para cada aumento de 4m2. Exemplo: Exemplo: Exemplo: Exemplo: Qual a carga de iluminação incandescente a ser instalada numa sala de 3,5m de largura e 4m de comprimento? • A área da sala: 3,5 m x 4 m = 14 m2 • Carga para a Iluminação: • Para os primeiros 6 m2: 100 VA. Para os outros 8 m2: 60 VA + 60 VA; • A Carga total será: 100 VA + 60 VA + 60 VA = 220 VA220 VA220 VA220 VA MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 A tabela a seguir fornece os dados para calcular, de uma maneira prática, a carga de iluminação incandescente para cômodos, com área variando de 6 a 30 m2. 7.47.47.47.4 NNNNúúúúmero mínimo de tomadas por cômodomero mínimo de tomadas por cômodomero mínimo de tomadas por cômodomero mínimo de tomadas por cômodo Cada cômodo de uma residência deverá ter tantas tomadas, quantos forem os aparelhos elétricos a serem instalados/ligados dentro do mesmo. Uma sala de estar, por exemplo, deve ter tomadas de uso geral para individuais: o televisor, os aparelhos de som, vídeo, abajures, aspirador de pó, etc. A Norma vigente, a NBR 5410/97 determina as seguintes quantidades mínimas de Tomadas de Uso Geral em uma residência: • Uma tomada por cômodo para área igual ou menor do que 6 m2; • Uma tomada para cada 5 m, ou fração de perímetro, para áreas maiores que 6 m2; • Uma tomada para cada 3,5 m ou fração de perímetro para copas, cozinhas, copas cozinhas, áreas de serviço, lavanderias, sendo que acima de cada bancada de 30 cm ou maior, deve ser prevista pelo menos uma tomada; • Uma tomada em subsolos, sótãos, garagens e varandas; • Uma tomada junto ao lavatório, em banheiros. NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: O perímetro de um cômodo é calculado somando o comprimento de cada lado deste cômodo. Exemplo: A sala referenciada no subitem 7.3.3, de 3,5 m de largura e 4 m de comprimento, tem o seguinte perímetro: 2 x 3,5 m + 2 x 4 m = 15 m15 m15 m15 m 7.57.57.57.5 Cálculo da Corrente Elétrica de um CircuitoCálculo da Corrente Elétrica de um CircuitoCálculo da Corrente Elétrica de um CircuitoCálculo da Corrente Elétrica de um Circuito Como foi visto, a corrente elétrica é calculada pela fórmula: IIII = = = = V A V A V A V A UUUU Para determinar a corrente de um circuito elétrico, devem-se somar todas as cargas (Potência) ligadas nesse circuito e dividi-la pela tensão. Exemplo - Considerar os circuitos elétricos a seguir. MinasMega Cursos OnLine| http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Figura 37 Figura 37 Figura 37 Figura 37 –––– Representação de uma instalação elétrica (Funcional) Representação de uma instalação elétrica (Funcional) Representação de uma instalação elétrica (Funcional) Representação de uma instalação elétrica (Funcional) Para U = 127 Volts, têm-se: • Iluminação: 100 + 60 + 100 + 60 + 60 = 380 VA Corrente I1 = 380 VA / 127 V = 3,0 A • Tomadas: 4 x 100 = 400 VA Corrente I2 = 400 VA / 127 V = 3,2 A Potência total = 380 VA + 400 VA = 780 VA Corrente Total = I1 + I2 = 3,0 + 3,2 = 6,2 A Exercícios:Exercícios:Exercícios:Exercícios: 1 – Dimensionar a carga mínima de iluminação e de tomadas de uso geral de uma sala de 4,5 m de largura por 6,0 m de comprimento. Calcular a potência e corrente total dessas cargas. 2 – Dar dimensões para os cômodos do exemplo anterior e recalcular as cargas para a Iluminação, Tomadas e determinar as potências e as correntes. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 7.67.67.67.6 C C C Considerações básicas sobre os condutores dos circuitosonsiderações básicas sobre os condutores dos circuitosonsiderações básicas sobre os condutores dos circuitosonsiderações básicas sobre os condutores dos circuitos Os metais são condutores de corrente elétrica. Entretanto determinados metais conduzem melhor a corrente elétrica do que outros, ou seja, alguns oferecem menor resistência à passagem da corrente elétrica. A resistência elétrica de um condutor pode ser expressa pela fórmula: Onde: UnidadeUnidadeUnidadeUnidade Observação:Observação:Observação:Observação: O inverso da resistência elétrica tem o nome de Condutividade. Os metais mais usados para condução de energia elétrica são: Prata Prata Prata Prata ---- utilizada em pastilhas de contato de contatores, relés, etc.; Resistividade média é 0,016 Ωmm2/m a 20ºC; Cobre Cobre Cobre Cobre ---- utilizado na fabricação de fios em geral e equipamentos elétricos (chaves, interruptores, tomadas, etc.). Resistividade média do cobre duro é 0,0179 Ωmm2/m a 20ºC; Alumínio Alumínio Alumínio Alumínio ---- utilizado na fabricação de condutores para linhas e redes por ser mais leve e de custo mais baixo. Os condutores de alumínio podem ser de: CA – alumínio sem alma de aço CAA - alumínio enrolado sobre um fio ou cabo de aço (“alma de aço”) Resistividade média é 0,028 Ωmm2/m a 20º C. Observação: Observação: Observação: Observação: comparando os valores de resistividade do cobre e alumínio, pode ser verificado que o cobre apresenta menor resistividade, conseqüentemente para uma mesma seção (mm2), os condutores de cobre, conduz mais corrente elétrica. Os condutores de metal podem ter os seguintes tipos de formação: • Fio Fio Fio Fio –––– formado por um único fio sólido; • Cabo Cabo Cabo Cabo –––– formado por encordoamento de diversos fios sólidos. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Esses condutores podem ser isolados ou não: • Isolação Isolação Isolação Isolação –––– é um termo qualitativo referindo-se ao tipo do produto da capa para isolar eletricamente o condutor de metal; • Isolamento Isolamento Isolamento Isolamento –––– é quantitativo, referindo-se à classe de tensão para a qual o condutor foi projetado; • Quando o condutor não tem isolação (capa) é chamado de condutor “Nu”. A camada de isolação de um condutor pode ser de compostos termoplásticos como o PVC (Cloreto de Polivinila) ou por termofixos (vulcanização) como o EPR (Borracha Etileno-propileno) e o XLPE (Polietileno Reticulado) etc. Os condutores isolados são constituídos em dois tipos: “à prova de tempo” e para instalações embutidas. Os primeiros só podem ser usados em instalações aéreas, uma vez que a sua isolação não tem a resistência mecânica necessária para a sua instalação em eletrodutos. Os outros podem ser usados em qualquer situação. A escala de fabricação dos condutores adotada no Brasil é a “série métrica” onde os condutores são representados pela sua seção transversal (área) em mmmmmmmm2222 (leia-se: milímetros quadrados). Normalmente são fabricados condutores para transportar a energia elétrica nas seções de 0,5 mm2 a 500 mm2. Os fios são geralmente encontrados até a seção de 16 mm2. A Norma vigente, a NBR 5410/97 prevê em instalações de baixa tensão, o uso de condutores isolados (unipolares e multipolares) e cabos “nus” utilizados principalmente em Aterramentos. Um Condutor Isolado é constituído por um fio ou cabos recoberto por uma isolação. Um Cabo Unipolar é constituído de um condutor isolado recoberto por uma camada para a proteção mecânica, denominada cobertura. Condutores isolados (fios)Condutores isolados (fios)Condutores isolados (fios)Condutores isolados (fios) (1) Condutor sólido de fio de cobre nu, têmpera mole. (2) Camada interna (composto termoplástico de PVC) cor branca até a seção nominal de 6 mm2. (3) Camada externa (composto termoplástico de PVC) em cores. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Condutores isolados (cabos)Condutores isolados (cabos)Condutores isolados (cabos)Condutores isolados (cabos) (1) Condutor formado de fios de cobre nu, têmpera mole (encordoamento). (2) Camada interna (composto termoplástico de PVC) cor branca até a seção nominal de 6 mm2. (3) Camada externa (composto termoplástico de PVC) em cores. Um Cabo Multipolar é constituído por dois ou mais condutores isolados, envolvidos por uma camada para a proteção mecânica, denominada também, de cobertura. (1) Condutor formado de fios de cobre nu, têmpera mole (encordoamento). (2) Isolação (composto termoplástico de PVC) em cores. (3) Capa interna de PVC. (4) Cobertura (composto termoplástico de PVC) cor preta (cabos multipolares). Um Cabo “Nu” é constituído apenas pelo condutor propriamente dito, sem isolação, cobertura ou revestimento. 7.6.17.6.17.6.17.6.1 S S S Seção (mmeção (mmeção (mmeção (mm2222) de condutores) de condutores) de condutores) de condutores A Norma vigente, a NBR 5410/97 só admite nas instalações elétricas residenciais, o uso de condutores de cobreo uso de condutores de cobreo uso de condutores de cobreo uso de condutores de cobre, salvo para os casos de condutores de aterramento e proteção, que têm especificações próprias. Em caso de dúvidas, deve-se consultar esta Norma. 7.6.7.6.7.6.7.6.2 2 2 2 Seção MSeção MSeção MSeção Mínima e Identificação dos Condutores de Cobreínima e Identificação dos Condutores de Cobreínima e Identificação dos Condutores de Cobreínima e Identificação dos Condutores de Cobre As seções mínimas mínimas mínimas mínimas dos condutores de cobre para a Fase, o Neutro e para o condutor de Proteção (PE), definas pela Norma NBR 5410/97, deverão ser: MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 a) Condutor Fasea) Condutor Fasea) Condutor Fasea) Condutor Fase • Circuito de Iluminação: 1,5 mm1,5 mm1,5 mm1,5 mm2222 • Circuito de Força - Tomadas de Uso Geral ou Específico: 2,5 mm2,5 mm2,5 mm2,5 mm2222 Observações:Observações:Observações:Observações:• Nos cordões flexíveis para ligação de aparelhos eletrodomésticos, abajures, lustres e aparelhos semelhantes, poderão ser usados, o condutor de 0,75 mm2; • A seção correta do condutor de cobre deverá ser calculada conforme o dimensionamento da carga. b) Condutor Neutro b) Condutor Neutro b) Condutor Neutro b) Condutor Neutro – este condutor deve possuir a mesma seção (mm2) que o condutor Fase, nos seguintes casos: • Em circuitos monofásicos a 2 e 3 condutores e bifásicos a 3 condutores, qualquer que seja a seção (mm2); • Em circuitos trifásicos, quando a seção dos condutores Fase for inferior a 25 mm2; • Em circuitos trifásicos, quando for prevista a presença de harmônicas, qualquer que seja a seção (mm2). Observação:Observação:Observação:Observação: A Norma vigente, a NBR 5410/97, estabelece também, outro modo para o dimensionamento do condutor Neutro, que não se aplica nesse Manual. Em caso de dúvidas, deve-se consultar a Norma NBR 5410/97. c) Condutor de Proteção (PE) c) Condutor de Proteção (PE) c) Condutor de Proteção (PE) c) Condutor de Proteção (PE) – este condutor deverá ser dimensionado de acordo com a tabela 04 abaixo. (PE (PE (PE (PE –––– Protection Eletric) Protection Eletric) Protection Eletric) Protection Eletric) Tabela 04Tabela 04Tabela 04Tabela 04 A identificação dos condutores Fase, Neutro e Proteção, são feitos através de cores padronizadas da Isolação, com o objetivo de facilitar a execução e/ou manutenção/reforma na instalação elétrica, bem como, aumenta a segurança da pessoa que está lidando com a instalação elétrica. A Norma NBR 5410/97 determina que os condutores isolados devam ser identificados pela cor da Isolação, conforme a sua função: • Condutor Neutro: Condutor Neutro: Condutor Neutro: Condutor Neutro: a isolação deve ser sempre na cor azul claro; • Condutor de Proteção (PE): Condutor de Proteção (PE): Condutor de Proteção (PE): Condutor de Proteção (PE): a isolação deve ser na cor dupla verde amarela. Na falta da dupla coloração, admite-se o uso da cor verde; • Condutor Fase: Condutor Fase: Condutor Fase: Condutor Fase: a isolação deverá ser de cores diferentes dos condutores, Neutro e o de Proteção (PE). Por exemplo: usar isolação de cores vermelho preto ou marrom. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Nota:Nota:Nota:Nota: Em nenhuma hipótese, podem ser trocadas essas cores. Exemplo os cabos com isolação verde-amarela não podem ser utilizados como condutor Fase. 7.67.67.67.6.3.3.3.3 Cálculo da Seção dos CondutoresCálculo da Seção dos CondutoresCálculo da Seção dos CondutoresCálculo da Seção dos Condutores Para a determinação da seção (mm2) mínima dos condutores, dois critérios básicos deverão ser adotados: a.a.a.a. Limite de Condução de Corrente Limite de Condução de Corrente Limite de Condução de Corrente Limite de Condução de Corrente b.b.b.b. Limite de Queda de Tensão.Limite de Queda de Tensão.Limite de Queda de Tensão.Limite de Queda de Tensão. IMPORTANTE: IMPORTANTE: IMPORTANTE: IMPORTANTE: Os dois critérios deverão ser feitos separadamente. O condutor a ser adotado, deverá ser o de maior Seção (mm2). É importante observar que a seção mínima admissível dos condutores para instalações elétricas residenciais, é aquela definida no subitem 7.6.2. Portanto após a elaboração dos dois critérios, caso se chegue a um condutor de menor (mais fino) seção (mm2) do que aquele recomendado deverádeverádeverádeverá ser adotado o condutor ser adotado o condutor ser adotado o condutor ser adotado o condutor indicado indicado indicado indicado (seção mínima)(seção mínima)(seção mínima)(seção mínima).... 7.6.3.17.6.3.17.6.3.17.6.3.1 Limite de Condução de Corrente de CondutoresLimite de Condução de Corrente de CondutoresLimite de Condução de Corrente de CondutoresLimite de Condução de Corrente de Condutores Ao circular uma corrente elétrica em um condutor, ele aquece e o calor gerado é transferido para o ambiente em redor, dissipando-se. Se o condutor está instalado ao ar livre a dissipação é maior. Caso o condutor esteja instalado em um eletroduto embutido na parede, a dissipação do calor é menor. Quando existem vários condutores no mesmo eletroduto embutido, as quantidades de calor, geradas em cada um deles se somam aumentando ainda mais a temperatura dentro desse eletroduto. Os condutores são fabricados para operar dentro de certos limites de temperatura, a partir dos quais começa a haver uma alteração nas características de Isolação/Isolamento, que deixam de cumprir as suas finalidades. A tabela 05 (da Norma NBR 5410/97) a seguir, mostra as temperaturas características de condutores utilizados em instalações elétricas residenciais. Tabela 05Tabela 05Tabela 05Tabela 05 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 A Norma da ABNT, NBR 5410/97 define que os condutores com isolamento termoplástico, para instalações residenciais, sejam especificados para uma temperatura de trabalho de 70ºC (PVC/70ºC) e as tabelas de capacidade de condução de corrente, são calculadas tomando como base este valor e a temperatura ambiente de 30ºC. A tabela 06 (da Norma NBR 5410/97) a seguir, especifica a capacidade de condução de corrente elétrica para condutores de cobre, instalados em eletrodutos embutidos alvenaria (na parede). CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE, EM AMPERES, PARACAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE, EM AMPERES, PARACAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE, EM AMPERES, PARACAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE, EM AMPERES, PARA CONDUTORES DE COBRE ISOLCONDUTORES DE COBRE ISOLCONDUTORES DE COBRE ISOLCONDUTORES DE COBRE ISOLADOS, ISOLAÇÃO DE PVC, TEMPERAADOS, ISOLAÇÃO DE PVC, TEMPERAADOS, ISOLAÇÃO DE PVC, TEMPERAADOS, ISOLAÇÃO DE PVC, TEMPERATURATURATURATURA AMBIENTE DE 30ºC E TEMPERATURA DE 70ºC NO CONDUTORAMBIENTE DE 30ºC E TEMPERATURA DE 70ºC NO CONDUTORAMBIENTE DE 30ºC E TEMPERATURA DE 70ºC NO CONDUTORAMBIENTE DE 30ºC E TEMPERATURA DE 70ºC NO CONDUTOR Tabela 06Tabela 06Tabela 06Tabela 06 Tabela 07Tabela 07Tabela 07Tabela 07 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Quando a temperatura ambiente for superior a 30ºC e/ou o número de condutores instalados no mesmo eletroduto for superior a 3 (três), a Norma vigente, a NBR 5410/97 determina que os valores da tabela anterior “Capacidade de Condução de Corrente” coluna “2 Condutores Carregados” deverão levar em consideração os seguintes fatores de correção: de TEMPERATURAS (Tabela 08) e/ou AGRUPAMENTO DE CONDUTORES (Tabela 09), para determinar a nova Capacidade de Condução de Corrente do condutor. Tabela 08Tabela 08Tabela 08Tabela 08 Tabela 09Tabela 09Tabela 09Tabela 09 De acordo com a Norma vigente, a NBR 5410/97 número de condutores carregados a ser considerado é o de condutores efetivamente percorridos por corrente. Assim tem-se: • Circuito trifásico sem neutro = 3 condutores carregados; • Circuito trifásico com neutro = 4 condutores carregados; • Circuito monofásico a 2 condutores =2 condutores carregados; • Circuito monofásico a 3 condutores = 3 condutores carregados; • Circuito bifásico a 2 condutores = 2 condutores carregados; • Circuito bifásico a 3 condutores = 3 condutores carregados. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 NOTAS: NOTAS: NOTAS: NOTAS: De acordo com a Norma NBR 5410/97, tem-se: 1) 1) 1) 1) Quando num circuito trifásico com Neutro as correntes são consideradas equilibradas, o condutor Neutro não deve ser computado, considerando-se, portanto, 3 condutores carregados. 2) 2) 2) 2) O condutor utilizado unicamente como o condutor de Proteção (PE) não é considerado como carregado. 3) 3) 3) 3) Serão aplicados simultaneamente os dois fatores (temperatura e número de condutores) quando as duas condições se verificarem ao mesmo tempo. 4) 4) 4) 4) Os fatores de correção de TEMPERATURA (Tabela 08) e de NÚMERO DE CONDUTORES AGRUPADOS (Tabela 09), foram calculados admitindo-se todos os condutores vivos permanentemente carregados, com 100% (cem por cento) de sua com 100% (cem por cento) de sua com 100% (cem por cento) de sua com 100% (cem por cento) de sua cargacargacargacarga. A seguir será apresentado um exemplo da utilização dessas tabelas. Determinar o condutor capaz de transportar uma corrente de 38 A, sendo que todos os condutores do circuito estão permanentemente carregados, com 100% de sua carga, nos três casos indicados: a) Dois condutores carregados instalados em eletroduto embutido em alvenaria e temperatura ambiente de 30ºC; b) Seis condutores carregados instalados em eletroduto embutido em alvenaria e temperatura ambiente de 30ºC; c) Seis condutores carregados instalados em eletroduto embutido em alvenaria e temperatura de 45ºC. Solução:Solução:Solução:Solução: a) a) a) a) 38 A - 2 condutores no eletroduto embutido em alvenaria - 30ºC. Trata-se da aplicação direta da tabela 06 “Capacidade de Condução de Corrente”. Consultando a primeira coluna “2 Condutores Carregados”, verifica-se que o condutor correto é o de 6 mm2. b) b) b) b) 38 A - 6 condutores no eletroduto embutido em alvenaria - 30ºC. Neste caso deve ser aplicado o Fator de Correção correspondente ao número de condutores no mesmo eletroduto. Pela tabela 08, o Fator de Correção para 6 condutores carregados é 0,57. Dividindo a corrente elétrica pelo Fator de Correção, tem-se: I = 38 / 0,57 = 66,7 A66,7 A66,7 A66,7 A Consultando a tabela 06 “Capacidade de Condução de Corrente” coluna “2 Condutores Carregados”, verifica-se que o condutor correto é o de 16 mm16 mm16 mm16 mm2222. Ao invés de dividir a corrente pelo ffffator de ator de ator de ator de correcorrecorrecorreçãoçãoçãoção, poderia ser feito também, a multiplicação do Fator de correção pelos valores tabelados, até se obter um número compatível com a corrente a ser transportada. Entretanto este método poderá ser mais trabalhoso. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 c) c) c) c) 38 A - 6 condutores no eletroduto embutido em alvenaria - 45ºC. Neste caso devem ser aplicados os dois Fatores: • 6 condutores - Fator de Correção é de 0,57 (Tabela 09); • 45ºC - Fator de Correção é de 0,79 (Tabela 08). I = 38 / (0,57 x 0,79) = 84,4 A84,4 A84,4 A84,4 A Consultando a tabela 06 “Capacidade de Condução de Corrente, na coluna “2 Condutores Carregados”, verifica-se que o condutor apropriado é o de 25 mm25 mm25 mm25 mm2222. 7.6.7.6.7.6.7.6.3.2 3.2 3.2 3.2 Limite de Queda de TensãoLimite de Queda de TensãoLimite de Queda de TensãoLimite de Queda de Tensão Como foi visto anteriormente no subitem 7.6, todo condutor tem uma certa resistência elétrica. Quando circula uma corrente elétrica por uma resistência, há uma dissipação de potência em forma de calor e, conseqüentemente, uma queda de tensão no condutor. Na figura a seguir, a carga C é alimentada por um circuito formado com condutores: um trecho com um condutor de maior seção (mais grossos) sendo que será desconsiderada a resistência elétrica deste condutor e com um trecho (A-B) de condutor de menor seção (mais fino), de resistência elétrica R. Pela Lei de OhmLei de OhmLei de OhmLei de Ohm, a queda de tensão no trecho A-B é dada por: UAB = ∆U = RI A potência dissipada (perda de potência) no trecho A-B, é: WAB = ∆UI = (RI) x I WAB = ∆W = RI2 Devido a queda de tensão (∆U), a tensão aplicada à carga será igual a U - ∆U. Como a potência é determinada pelo produto da corrente pela tensão aplicada, teremos na carga: W = (U - ∆U) x I Observe que a potência na carga é menor, devido a queda de tensão ∆U no trecho A-B. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Exemplo: Exemplo: Exemplo: Exemplo: No Circuito da figura anterior, serão consideradas as seguintes situações: a) O condutor de todo o circuito é composto somente do condutor de maior seção (mais grosso). Será desconsiderado o valor de sua resistência elétrica é igual à zero; b) O circuito é composto de: uma parte com um condutor de maior seção (mais grosso) onde será desconsiderado também, o valor de sua resistência elétrica (R = zero) e outra parte (trecho A-B) com um condutor de menor seção (mais fino), com uma resistência elétrica de R = 1 Ω. A tensão aplicada é U = 127 V e a corrente I = 10 A. Calcular as Potências na carga, a queda de tensão e a perda de potência. Solução:Solução:Solução:Solução: a) Como o condutor de maior seção (mais grosso) praticamente não tem resistência elétrica, R = 0 W, não há queda de tensão (∆U), portanto não há perda de potência (∆W). a1) Queda de Tensão ∆U = RIU = RIU = RIU = RI ∆U = 0Ω x 10 A ∆U = 0 V (não há queda de tensão)(não há queda de tensão)(não há queda de tensão)(não há queda de tensão) a2) Perda de Potência ∆W = RI 2W = RI 2W = RI 2W = RI 2 ∆W = 0Ω x (10)2 A ∆W = 0 W (não há perda de potência)(não há perda de potência)(não há perda de potência)(não há perda de potência) a3) Potência na Carga W = UIW = UIW = UIW = UI W = 127 V x 10 A W = 1.270 W (potência na carga)W = 1.270 W (potência na carga)W = 1.270 W (potência na carga)W = 1.270 W (potência na carga) b) O condutor de menor seção (mais fino, trecho A-B) tem uma resistência elétrica de R = 1 Ω. Portanto há uma queda de tensão (∆U) e perda de potência (∆W) no condutor. No circuito com o condutor de maior seção, conforme visto no subitem a, o valor da resistência elétrica foi desconsiderado (R = zero), portanto não há queda de tensão e perda de potência neste trecho. No trecho de menor seção: b1) Queda de Tensão ∆U = RIU = RIU = RIU = RI ∆U = 1Ω x 10 A ∆U = 10 V (queda de tensão no(queda de tensão no(queda de tensão no(queda de tensão no trecho) trecho) trecho) trecho) MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 b2) Perda de Potência ∆W = RIW = RIW = RIW = RI2222 ∆W = 1Ω x (10)2 A ∆W = 100 W (perda de potência do trecho)(perda de potência do trecho)(perda de potência do trecho)(perda de potência do trecho) b3) Potência na Carga W = (U W = (U W = (U W = (U ---- ∆U) x IU) x IU) x IU) x I W = (127 - 10) V x 10 A W = 117 x 10 W = 1.170 W (potência na carga)W = 1.170 W (potência na carga)W = 1.170 W (potência na carga)W = 1.170 W (potência na carga) NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: A resistência elétrica dos condutores depende de uma sériede fatores, tais como, qualidade do material, espessura do fio, temperatura de trabalho, freqüência da rede, etc. Na tabela 10 a seguir encontram-se os valores médios das “Características dos Condutores Isolados em PVC/70 o C”, com valores de resistência de diversos condutores. Observe que, quando aumenta a seção do condutor, a resistência elétrica vai diminuindo e capacidade de condução de corrente vai aumentando. Tabela 10 Tabela 10 Tabela 10 Tabela 10 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 • Queda de Tensão PercentuQueda de Tensão PercentuQueda de Tensão PercentuQueda de Tensão Percentual (%)al (%)al (%)al (%) A Queda de Tensão pode ser expressa em valores percentuais (%), sendo o seu valor é calculado da seguinte maneira: Do exemplo do subitem 7.6.3.2, tem-se: • U de entrada = 127 V • ∆U na carga = 10 V • U na carga = 127 - 10 = 117 V117 V117 V117 V A queda de tensão percentual era, portanto: ∆U (%) = (127 - 117) x 100% = 7,9%7,9%7,9%7,9% A Norma vigente, a NBR 5410/97 determina que a queda de tensão entre a origem de uma instalação e qualquer ponto de utilização não deve ser maior do que 4%, para as instalações alimentadas diretamente por um ramal de baixa tensão a partir de uma Rede de Distribuição de uma Concessionária de Energia Elétrica (a CELESC, por exemplo). Neste Manual, será considerado que esses 4% 4% 4% 4% de queda de tensão admissíveis serão assim distribuídos: • Até o medidor de energia: 1%1%1%1% • Do medidor até o Quadro de Distribuição de Circuitos - QDC: 1%1%1%1% • A partir do QDC: 2%2%2%2% O cálculo da queda de tensão através de fórmulas com os dados do circuito elétrico pode ser relativamente trabalhoso. Com o objetivo de facilitar os cálculos de queda de tensão, foram elaboradas tabelas, que são utilizadas pelos seguintes procedimentos: 1 1 1 1 ---- Momento Elétrico (ME) Momento Elétrico (ME) Momento Elétrico (ME) Momento Elétrico (ME) 2 2 2 2 ---- Queda de Tensão em V/A.km Queda de Tensão em V/A.km Queda de Tensão em V/A.km Queda de Tensão em V/A.km Momento Elétrico (ME)Momento Elétrico (ME)Momento Elétrico (ME)Momento Elétrico (ME) O Momento Elétrico (ME) é igual ao produto da corrente (A) que passa pelo condutor pela distância total em metros (m) desse circuito: ME ME ME ME ==== A A A A .... mmmm MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Estão apresentadas a seguir, Tabelas práticas do produto Ampére x Metro (A.m) para quedas de tensão com diferentes valores percentuais (1%, 2% e 4%) e de tensões aplicadas, para condutores de cobre com isolamento em PVC/70ºC. A tabela 11 apresenta o Momento Elétrico (A.m) utilizando os condutores em Eletroduto de Material Não Magnético e a Tabela 12 apresenta o Momento Elétrico (A.m) utilizando os condutores em Eletroduto de Material Magnético. Tabela 11Tabela 11Tabela 11Tabela 11 Tabela 12Tabela 12Tabela 12Tabela 12 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 • Queda de Tensão em V/A.kmQueda de Tensão em V/A.kmQueda de Tensão em V/A.kmQueda de Tensão em V/A.km A Queda de Tensão em V/A.km, é dado pela expressão abaixo: ∆U = U = U = U = ∆UUUUV/A.km V/A.km V/A.km V/A.km x I x Lx I x Lx I x Lx I x L Onde: ∆U = Queda de tensão em Volts ∆UV/A.km = Queda de tensão em V/A.km (Ver tabelas de fabricantes de condutores de cobre) I = Corrente elétrica do circuito, em ampéres (A) L = Comprimento do circuito em km As Tabela 13 e 14 a seguir, apresentam os valores de queda de tensão em V/A.km, para condutores de cobre com isolamento em PVC/70ºC. Tabela 13Tabela 13Tabela 13Tabela 13 Tabela 14Tabela 14Tabela 14Tabela 14 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Exemplos dos Cálculos de Queda de TensãoExemplos dos Cálculos de Queda de TensãoExemplos dos Cálculos de Queda de TensãoExemplos dos Cálculos de Queda de Tensão A seguir está apresentado um exemplo para a utilização das Tabelas para o cálculo da queda de tensão percentual, utilizando os dois métodos – Momento Elétrico (ME) e o de Queda de Tensão V/A.km: a) Determinar a bitola dos condutores em eletrodutos a serem ligados a uma carga trifásica situada a 50 metros de distância e cuja corrente é de 25 A, a tensão do circuito é 220V e a queda de tensão não pode ultrapassar a 4%; b) Determinar a queda de tensão percentual com a utilização do cabo calculado no subitem a. Serão calculados os valores de queda de tensão desse problema pelo método do Momento Elétrico (ME) Momento Elétrico (ME) Momento Elétrico (ME) Momento Elétrico (ME) e de Queda de Tensão em V/A.km.Queda de Tensão em V/A.km.Queda de Tensão em V/A.km.Queda de Tensão em V/A.km. Momento ElétricoMomento ElétricoMomento ElétricoMomento Elétrico (ME): (ME): (ME): (ME): a) O Momento Elétrico (ME) neste caso é: 25 A x 50 m = 1.250 A.m Consultando a Tabelas anteriores de “Eletroduto de Material não Magnético” na coluna referente a circuitos trifásicos, 220 V e 4% de queda de tensão, tem-se: • Fio de 4 mm2 - Momento elétrico = 1.127 A.m • Fio de 6 mm2 - Momento elétrico = 1.648 A.m O valor calculado de 1.250 A.m está situado entre estes dois valores. Neste caso deve-se escolher o condutor de maior seção, ou seja, o fio de 6 mm6 mm6 mm6 mm2222. Pela da “Capacidade de Condução de Corrente” coluna condutores carregados, o fio de 6 mm2, conduz 36 A36 A36 A36 A. b) Como o momento elétrico calculado (1.250 A.m), é menor que o do condutor utilizado (1.648 A.m), a queda de tensão será menor. Para determinar o valor percentual da queda de tensão, basta fazer um cálculo com a “regra de três”: MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Queda de Tensão em V/A.kmQueda de Tensão em V/A.kmQueda de Tensão em V/A.kmQueda de Tensão em V/A.km Pela tabela da “Capacidade de Condução de Corrente” – Eletroduto Embutido – coluna 3 Condutores Carregados, o fio 6 mm2 conduz 36 ampéres, portanto adequado em termos de capacidade de condução de corrente para este circuito. Pela tabela do “Eletroduto de Material Não Magnético”, tem-se que o fio de 6 mm2, para o circuito trifásico tem 6,14 V/A.km. Transformando 50 metros em quilômetros Então, a queda de tensão percentual será: Como a queda máxima de tensão desejada é de 4%, o fio 6mm2 é adequado. Observação:Observação:Observação:Observação: Como foi visto acima neste exemplo, os 2 métodos utilizados levaram a valores percentuais diferentes de queda de tensão. Isto é devido aos arredondamentos e aproximações dos valores calculados das Tabelas. NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: Pelo método de Queda de Tensão em V/A.km, é necessário transformar os comprimentos dos circuitos, dados em metros, para quilômetros, o que poderá ocorrer erros com mais facilidade nesta transformação. Devido aos comprimentos dos circuitos elétricos residenciais serem normalmente de pequenas dimensões, esta referencia adotará para calcular a queda de tensão, o método do Momento Momento Momento Momento Elétrico (ME)Elétrico (ME)Elétrico (ME)Elétrico (ME). 7.6.47.6.47.6.47.6.4 ---- Exemplos do Dimensionamento da Seção de Condutores Exemplos do Dimensionamento da Seção de Condutores Exemplos do Dimensionamento da Seção de Condutores Exemplos do Dimensionamento da Seção de Condutores Como foi visto no subitem 7.6.3, “deverá sempre ser adotado o resultado que levar ao condutor de maior seção (mm2)”. Assim, para o dimensionamento dos condutores de um circuito, deve ser determinada a corrente (A) que circulará pelo mesmo e o seu Momento Elétrico (ME) (A.m). Consultando as tabelas de “Capacidade de Condução Corrente” e a de “Momentos Elétricos” e o subitem 7.6.1, escolhe-se a seção (mm2) do condutor que deverá ser utilizado. Os exemplos a seguir, explicam de maneira mais clara o cálculo das seções (mm2) dos condutores. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Exemplo 1:Exemplo 1:Exemplo 1:Exemplo 1: Uma residência, com a carga estabelecida a seguir, deverá ser alimentada através de uma rede de baixa tensão, ligação a 2 fios, 127 V. Determinar a seção (mm2) e a quantidade (metros) dos condutores para o ramal que vai do Quadro do Medidor do Padrão até o QDC através de um eletroduto embutido na parede em linha reta. A distância é de 6 m e a ∆U máxima admissível é de 1%. Consultando a de Momentos Elétricos (127 V - 1% - Eletroduto de Material não Magnético), verifica-se que o fio indicado é o de 10 mm2. O Momento Elétrico é de 332 A.m. Consultando a de “Capacidade de Condução de Corrente verifica-se que a corrente máxima admissível para o fio de 10 mm2 com eletroduto instalado na parede (2 condutores carregados) é de 57 A. Resposta: 12 m de condutor de cobre de 10 mmResposta: 12 m de condutor de cobre de 10 mmResposta: 12 m de condutor de cobre de 10 mmResposta: 12 m de condutor de cobre de 10 mm2222.... Exemplo 2Exemplo 2Exemplo 2Exemplo 2:::: Considerando um chuveiro elétrico de 4.400 Watts – 127 Volts em uma residência com 4 pessoas, funcionando em média, 8 minutos para cada banho, durante 30 dias por mês. A distância do Quadro de Distribuição de Circuitos – QDC, é de 20 metros. Considerar a queda máxima de tensão admissível de 2%. Dimensionar os cabos e a perda do consumo energia elétrica (kWh) nos cabos desse circuito elétrico do chuveiro, durante um ano. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Solução:Solução:Solução:Solução: Referente as potência, energia e corrente, tem-se as seguintes fórmulas: a) a) a) a) Cálculo da corrente elétrica: b) b) b) b) Tempo médio mensal em horas, dos banhos das 4 pessoas: c) c) c) c) Energia (kWh) total consumida em banhos por mês: 4.400 Watts x 16 horas de banho/mês = 70.400 Watt hora = 70,40 kWh70,40 kWh70,40 kWh70,40 kWh d) d) d) d) Dimensionamento dos condutores: O Momento Elétrico Me = 20 metros x 34,6 A = 692 A.m Pela tabela do Momento Elétrico (A.m) coluna 127 V Monofásico com queda de tensão de 2%, o condutor recomendado é do de 16 mm2, com o A.m de 996. Pela tabela da “Capacidade de Condução de Corrente”, a corrente máxima admissível para o fio de 16,0 mm2 instalado em eletroduto é de 76 A. A corrente elétrica calculada anteriormente para esse chuveiro de 4.400 W em 127 V, é de 34,6 A. Consultando novamente a tabela da “Capacidade de Condução de Corrente”, a corrente máxima admissível para o fio de 6,0 mm2 instalado em eletroduto é de 41 A. Pela tabela do Momento Elétrico (A.m) coluna 127 V Monofásico, com queda de tensão de 2% do condutor de 6 mm2, o A.m é de 436. Nota-se que, para a capacidade de condução de corrente elétrica, pode-se usar o fio de 6,0 mm2. No entanto se for usado esse cabo de 6,0 mm2, tem-se uma queda de tensão maior do que os 2% estipulados. Essa queda de tensão será: Como essa queda de tensão tem um valor maior do que os 2% estipulados, o condutor correto a ser usado, é o de 16,0 mm16,0 mm16,0 mm16,0 mm2222 de cobre. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 e) Perda de energia elétrica nos condutores, durante 12 meses: Substituindo P, na primeira fórmula, tem-se: E = R x I2 x t Consultando a tabela (anexo 3) de resistência elétrica média dos cabos são: 6 mm2 = 2,96 Ω/ km 16 mm2 = 1,22 Ω/ km Observação:Observação:Observação:Observação: Como essa tabela apresenta valores médios de resistência elétrica de condutores, em uma situação real deve-se pegar os dados corretos dos condutores que serão utilizados, em um catálogo do fabricante. Se for usado o condutor de seção de 6 mm2, a perda de kWh nesses condutores será: MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 ExercícioExercícioExercícioExercício 1111 –––– Dimensionar os condutores que deverão atender uma instalação com uma carga trifásica de 20 kW, 220 V. A carga deverá ser ligada a um alimentador situado a 38 m de distância devendo a fiação ser instalada em eletroduto. A queda máxima de tensão, não deve ser maior do que 2%. Calcular a perda do consumo de energia elétrica (kWh) durante 12 meses nos condutores dimensionados. 8.8.8.8. PROTEÇÃO PROTEÇÃO PROTEÇÃO PROTEÇÃO E SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICASE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICASE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICASE SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS Uma instalação elétrica interna está sujeita a defeitos e acidentes de diversas Uma instalação elétrica interna está sujeita a defeitos e acidentes de diversas Uma instalação elétrica interna está sujeita a defeitos e acidentes de diversas Uma instalação elétrica interna está sujeita a defeitos e acidentes de diversas naturezas, sendo, portanto necessária a existência de um sistema de proteção e naturezas, sendo, portanto necessária a existência de um sistema de proteção e naturezas, sendo, portanto necessária a existência de um sistema de proteção e naturezas, sendo, portanto necessária a existência de um sistema de proteção e segurança adequados, a fim de evitar maiores danos.segurança adequados, a fim de evitar maiores danos.segurança adequados, a fim de evitar maiores danos.segurança adequados, a fim de evitar maiores danos. A instalação elétrica deverá ser executada de acordo com Normas e materiais adequados e de qualidade. É inadmissível deixar de utilizar dispositivosde proteção, materiais de qualidade e os procedimentos estabelecidos em Normas, com o objetivo de diminuir os custos (R$) de uma instalação elétrica. Isto poderá ficar muito mais caro no futuro. Quanto mais investir, maior será a proteção e segurança de uma instalação elétrica interna. A Norma vigente, a NBR 5410/97 – “Instalações Elétricas de Baixa Tensão” da ABNT, estabelece os critérios para garantir a segurança de pessoas, de animais domésticos, de bens e da própria instalação elétrica, contra os perigos e danos que possam ser causados pelas instalações elétricas, tais como: • Proteção contra choques elétricos;Proteção contra choques elétricos;Proteção contra choques elétricos;Proteção contra choques elétricos; • Proteção contra sobrecorrentes;Proteção contra sobrecorrentes;Proteção contra sobrecorrentes;Proteção contra sobrecorrentes; • Proteção contra sobretensões e subtensões;Proteção contra sobretensões e subtensões;Proteção contra sobretensões e subtensões;Proteção contra sobretensões e subtensões; • Proteção contra falta de fase.Proteção contra falta de fase.Proteção contra falta de fase.Proteção contra falta de fase. Em caso de dúvidas, deve-se consultar a Norma vigente da ABNT, NBR 5410/97 – “Instalações Elétricas de Baixa Tensão”. Antes de executar uma Proteção de um equipamento elétrico, deverá ser lido com atenção o manual desse equipamento. Caso esse equipamento necessite de uma Proteção complementar além das exigidas na Norma vigente NBR 5410/97, deve ser feita essa Proteção, conforme estipulado no manual do equipamento. 8888.1 Isolação, Classe e Graus de Proteção.1 Isolação, Classe e Graus de Proteção.1 Isolação, Classe e Graus de Proteção.1 Isolação, Classe e Graus de Proteção A Isolação de um equipamento elétrico é formada por materiais que isolam eletricamente o equipamento. É importante ressaltar que a isolação dos equipamentos/componentes elétricos é de suma importância na proteção contra os choques elétricos, tanto pelo contato indireto, como pelo contato direto com esses equipamentos. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 8888.2 Considerações Básicas Sobre os Choques Elétricos.2 Considerações Básicas Sobre os Choques Elétricos.2 Considerações Básicas Sobre os Choques Elétricos.2 Considerações Básicas Sobre os Choques Elétricos As pessoas e os animais domésticos devem ser protegidos contra os perigos que possam resultar de um contato direto e/ou indireto com as instalações elétricas e de seus componentes e equipamentos. E lembre-se: Os equipamentos/componentes elétricos utilizados em uma instalação elétrica, não devem dar choques elétricos. Se isso acontece é porque o equipamento/componente está com defeito. Deve-se consertá-los imediatamente. A seguir será feito umas considerações básicas, de uma maneira simples, sobre os choques elétricos. Caso sejam necessárias de maiores informações, devem-se procurar as literaturas técnicas especializadas sobre o assunto. 8888.2.1 Contato Direto.2.1 Contato Direto.2.1 Contato Direto.2.1 Contato Direto O contato direto é caracterizado por um contato acidental ou por um contato intencional (por imprudência) de uma pessoa em uma parte da instalação elétrica energizada que esteja com o isolamento elétrico danificado. O isolamento danificado pode ocorrer devido a: falhas no isolamento, ruptura ou remoção indevida dos isolamentos elétricos. O contato direto é muito freqüente e de conseqüência imprevisível. Exemplo: Exemplo: Exemplo: Exemplo: uma pessoa em contato com um fio energizado e desencapado. 8888.2.2 Contato Indireto.2.2 Contato Indireto.2.2 Contato Indireto.2.2 Contato Indireto É o contato de uma pessoa com uma parte metálica de uma instalação ou de um componente, normalmente sem tensão elétrica, mas que pode ficar energizada devido a falha no isolamento ou por uma falha interna (curto-circuito). É perigoso, em particular, porque a pessoa não suspeita da energização acidental na instalação/componente e não está em condições de evitar um acidente. Exemplo: Exemplo: Exemplo: Exemplo: Encostar-se à carcaça de uma máquina de lavar, que está com defeitos no isolamento. 8888.2.3 Tensão de Contato.2.3 Tensão de Contato.2.3 Tensão de Contato.2.3 Tensão de Contato Denomina-se Tensão de Contato, a tensão que pode aparecer entre dois pontos simultaneamente acessíveis. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 A Tensão de Contato limite (ULimite) é o valor máximo da tensão de contato que pode ser mantida indefinidamente sem riscos à segurança de pessoas ou animais domésticos. Como exemplo de Tensão de Contato, pode-se citar o caso de uma pessoa que ao mesmo tempo, toca em uma torneira e num eletrodoméstico, no qual haja um fio desencapado em contato com a estrutura do produto. A tensão de contato é aquela que aparece entre os pontos tocados. A Norma NBR 5410/97 estabelece os seguintes valores como limites máximos suportáveis para as tensões de contato, conforme tabela abaixo. • SiSiSiSituação 1: tuação 1: tuação 1: tuação 1: ambientes normais (sem umidade); • Situação 2: Situação 2: Situação 2: Situação 2: áreas externas, canteiros de obras, outros locais em que as pessoas estejam em contato com umidade. É importante que um dispositivo de proteção contra choques seccione automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento protegido contra contatos indiretos, sempre que uma falha entre a parte viva e a massa no circuito ou equipamento considerado der origem a uma tensão de contato superior ao valor apropriado de VLimite definido na anterior. Os tempos de duração do contato (em segundos) estão limitados aos valores estabelecidos na tabela seguinte, após o qual a corrente deve ser interrompida. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 • Situação 1Situação 1Situação 1Situação 1: : : : ambientes normais (sem umidade); • Situação Situação Situação Situação 2: 2: 2: 2: áreas externas, canteiros de obras, outros locais em que as pessoas estejam em contato com umidade. 8888.3 Choque Elétrico.3 Choque Elétrico.3 Choque Elétrico.3 Choque Elétrico Choque elétrico é a perturbação, de natureza e efeitos diversos, que se manifesta no organismo humano (ou de animais) quando este é percorrido por uma corrente elétrica (Contato Direto e/ou Contato Indireto). Os efeitos da perturbação produzida pelo choque elétrico variam e dependem de certas circunstâncias, tais como: • O percurso da corrente no corpo humano; • A intensidade, o tempo de duração, a espécie e a freqüência da corrente elétrica; • As condições orgânicas do indivíduo. O efeito do choque elétrico nas pessoas e animais pode causar conseqüências graves e irreversíveis, como parada cardíaca e respiratória. As perturbações causadas por um choque elétrico, são principalmente: • Inibição dos centros nervosos (efeito tetanizaçãotetanizaçãotetanizaçãotetanização), inclusive os que comandam a respiração, com possível asfixia; • Alterações no ritmo de batimento do coração, podendo produzir tremulação (fibrilaçãofibrilaçãofibrilaçãofibrilação) do músculo cardíaco, com conseqüente parada cardíaca; • Queimaduras de vários graus; • Alterações do sangue provocadas por efeitos térmicos e eletrolíticos da corrente etc. Essas perturbações podem se manifestar todas de uma vez ou somente algumas delas. As sensações produzidas nas vítimas de choque elétrico variam desde uma ligeira contração superficial, até uma contração violentados músculos. Quando esta contração atinge o músculo cardíaco, pode paralisá-lo. Pode acontecer também à crispação muscularcrispação muscularcrispação muscularcrispação muscular, fazendo com que a vítima se agarre ao condutor sem conseguir soltar-se (tetanização). Nas instalações elétricas residenciais (127/220 V – 60 Hz) os efeitos da corrente elétrica no ser humano, são principalmente: • Até 9 mA (leia-se: nove miliampéres) - Não produz alterações de conseqüências mais graves; • De 9 a 20 mA - contrações musculares violentas, crispação muscular e asfixia, se a zona toráxica for atingida; • De 20 a 100 mA - contrações violentas, asfixia, perturbações circulatórias e às vezes, fibrilação ventricular; • Acima de 100 mA - asfixia imediata, fibrilação ventricular, queimaduras; • Vários ampéres - asfixia imediata, queimaduras graves, etc. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 No segundo e terceiro casos, o processo de salvamento seria a respiração artificial. No quarto (mais de 100 mA), o salvamento seria muito difícil e no último caso praticamente impossível. O efeito do choque elétrico depende também da Resistência Elétrica do corpo humano. A Resistência do corpo humano varia conforme as condições apresentadas na tabela abaixo retirada da Norma NBR 5410/97. É importante salientar que, além do valor da corrente elétrica e da resistência elétrica do corpo humano, os efeitos do choque elétrico nas pessoas e animais domésticos, também dependem do tempo de duração da corrente elétrica. O gráfico a seguir, nos mostra as diversas zonas em função do Tempo x Corrente: MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Zona 1 - Nenhum efeito perceptível Zona 2 - Efeitos fisiológicos geralmente não-danosos Zona 3 - Efeitos fisiológicos notáveis (parada cardíaca, parada respiratória, contrações musculares) geralmente reversíveis Zona 4 - Elevada probabilidade de efeitos fisiológicos graves e irreversíveis (Fibrilação cardíaca, parada respiratória) 8888.4 Proteção e Segurança .4 Proteção e Segurança .4 Proteção e Segurança .4 Proteção e Segurança –––– Prevenção na Execução Prevenção na Execução Prevenção na Execução Prevenção na Execução As pessoas que executam serviços elétricos devem: • Ser instruídas e esclarecidas sobre as precauções relativas ao seu trabalho; • Ser instruídas sobre a teoria e prática dos procedimentos dos primeiros socorros a serem prestados em casos de acidentes; As instalações elétricas deverão ser executadas de forma a evitar danos às pessoas e animais domésticos, devendo para tanto, ser observadas algumas precauções, tais como: 1. Seguir as recomendações da Norma da ABNT, a NBR 5410/97 e Normas da concessionária de energia elétrica; 2. Instalar os equipamentos e componentes elétricos da forma que recomendada para cada tipo de equipamento/componente; 3. Usar as ferramentas (alicates, chaves de fendas, etc.) de isolamento compatível com a tensão da instalação. Para cada tipo de serviço, deve-se usar a ferramenta apropriada e não as improvisadas; 4. As ferramentas elétricas portáteis deverão ser dotadas de isolação dupla ou reforçada a fim de prevenir acidentes (choques elétricos) por falha na isolação básica; 5. Antes que seja executado qualquer serviço, deve-se pensar e analisar sobre a tarefa que será executada: se a pessoa já sabe exatamente o que irá fazer e se está preparada para executar a tarefa, os riscos que essa tarefa poderá trazer para si e/ou para outras pessoas. Confirmar se todos os materiais (equipamentos e ferramentas) necessários estão no local da tarefa. Em caso de dúvidas, sem pressa, deve-se estudar novamente a tarefa que será executada. Se a dúvida ainda persistir, deve-se procurar a ajuda de um colega de profissão. Deve-se procurar também, literatura técnica sobre o assunto, Normas vigentes da ABNT e da concessionária de energia, etc.; 6. Nunca deve se distrair durante o trabalho e também nunca distrair outras pessoas que estejam trabalhando; 7. O eletricista deve usar os Equipamentos de Proteção Individual, tais como: capacete, luvas apropriadas de borracha, luvas de couro, botina de couro com solado de borracha, óculos de segurança, etc. Durante a execução dos trabalhos, evitar o uso de materiais metálicos no corpo, como o relógio, por exemplo; MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 8. Usar os aparelhos de medição e testes necessários no trabalho; 9. Devem ser desligados os circuitos elétricos energizados, através dos dispositivos de proteção, antes de executar ou dar manutenção nas instalações elétricas. 8888.5 Elementos Básicos para.5 Elementos Básicos para.5 Elementos Básicos para.5 Elementos Básicos para Segurança e Proteção Segurança e Proteção Segurança e Proteção Segurança e Proteção Para um funcionamento eficiente dos dispositivos de proteção e de segurança, os elementos básicos da instalação elétrica devem ser adequadamente dimensionados: • Aterramento;Aterramento;Aterramento;Aterramento; • Condutor de Proteção (PE);Condutor de Proteção (PE);Condutor de Proteção (PE);Condutor de Proteção (PE); • Condutor Neutro;Condutor Neutro;Condutor Neutro;Condutor Neutro; 8888.5.1 Aterrame.5.1 Aterrame.5.1 Aterrame.5.1 Aterramento Elétriconto Elétriconto Elétriconto Elétrico Denomina-se “Aterramento Elétrico”, a ligação intencional de um componente através de um meio condutor com a Terra. Por exemplo: ligar a carcaça de um chuveiro elétrico, através de um condutor, com a Terra. Todo equipamento elétrico deve, porTodo equipamento elétrico deve, porTodo equipamento elétrico deve, porTodo equipamento elétrico deve, por razões de segurança, ter o seu corpo razões de segurança, ter o seu corpo razões de segurança, ter o seu corpo razões de segurança, ter o seu corpo (parte metálica) aterrado. (parte metálica) aterrado. (parte metálica) aterrado. (parte metálica) aterrado. Também os componentes metálicos das instalações elétricas, tais como, os Quadros de Distribuição de Circuitos – QDC, os eletrodutos metálicos, caixas de derivação, etc., devem ser corretamente aterradas. Quando há um defeito na parte elétrica de um equipamento que está corretamente aterrado, a corrente elétrica escoa para o solo (Terra). Alguns tipos de solos são melhores condutores de corrente elétrica, pois têm uma menor Resistividade Elétrica. A Resistividade é em função do tipo de solo, umidade e temperatura. Os Aterramentos Elétricos podem ser: a) Aterramento por razões funcionais: o Aterramento é necessário para que o equipamento elétrico funcione corretamente; b) Aterramento do equipamento por razões de proteção e segurança: neste caso, o Aterramento protege as pessoas e/ou animais domésticos contra os choques elétricos. O caso bastante comum de choque elétrico é um fio desencapado encostando-se à estrutura metálica de um aparelho energizado. Estando o aparelho aterrado, a corrente elétrica poderá ser desviada para a Terra, evitando o choque elétrico. Através do Aterramento, a corrente elétrica tem um caminho mais fácil para escoar para a Terra. As figuras a seguir, ilustram ligações elétricas de um chuveiro elétrico. Na situação da figura 38, o chuveiro não está aterrado, estando, portanto, as pessoas sujeitas a tomar choques elétricos. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01Na situação da figura 39, como o chuveiro está aterrado através do Condutor de Proteção (PE), as pessoas não estão sujeitas a tomarem choques elétricos. Independentemente da tensão elétrica (V) para a ligação correta do equipamento elétrico, se é 127 V ou 220 Volts, o equipamento deverá ser aterrado de forma adequada, conforme os procedimentos estabelecidos neste subitem. Figura 38 Figura 38 Figura 38 Figura 38 –––– Chuveiro sem aterramentoChuveiro sem aterramentoChuveiro sem aterramentoChuveiro sem aterramento Figura 3Figura 3Figura 3Figura 39999 –––– Chuveiro com aterramentoChuveiro com aterramentoChuveiro com aterramentoChuveiro com aterramento É importante salientar que, além do Aterramento adequado, o circuito elétrico deve ter dispositivos de proteção e de segurança. Um sistema aterrado possui o Neutro e/ou outro condutor intencionalmente ligado à terra, diretamente ou através de uma impedância elétrica (resistência ou reatância). O “Padrão de EntradaPadrão de EntradaPadrão de EntradaPadrão de Entrada” para o fornecimento de energia elétrica da CELESC, deve ser aterrado através de eletrodo de aterramento (haste de “terra”). Essas Normas especificam os tipos, características, como instalar, a quantidade de eletrodos, a serem utilizados para cada tipo de ligação, os tipos dos condutores para ligar o eletrodo ao “Padrão de Entrada” para o fornecimento de energia elétrica, etc. Todo Aterramento elétrico tem um valor de Resistência (ohms). O valor da resistência do Aterramento é muito importante. Quanto menor o valor, é melhor, pois aumenta a segurança – a corrente elétrica de falta escoa para a terra com mais facilidade. Para isso devem ser seguidos a norma vigente NBR 5410/97. O Aterramento de equipamentos elétricos de uma instalação elétrica consiste na ligação à Terra, através dos condutores de Proteção (PE), de todas as massas metálicas (chuveiros elétricos, carcaças de motores, caixas metálicas, equipamentos, QDC, etc.) e das tomadas de uso geral. Alguns aparelhos elétricos têm um plugue de tomada com três pinos, sendo um apropriado para a conexão do aterramento desse aparelho. Erroneamente as pessoas costumam colocar um adaptador que elimina o pino de aterramento. Isto não deve ser feito porque o aterramento, como foi dito anteriormente, evita que as pessoas venham a se acidentar quando utilizar o aparelho. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 8888.5.2 Condutor de Proteção (PE).5.2 Condutor de Proteção (PE).5.2 Condutor de Proteção (PE).5.2 Condutor de Proteção (PE) A isolação do condutor de Proteção (PE) deverá ser na cor verde-amarela ou verde. O condutor de Proteção (PE) para o caso das instalações elétricas residenciais, será considerado neste Manual, como um condutor que será aterrado junto ao “Padrão de Entrada” para o fornecimento de energia elétrica, de acordo com os procedimentos estabelecidos nas Normas da CELESC referente ao Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária – Rede de Distribuição Aérea – Edificações Individuais, ao Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária – Rede de Distribuição Aérea – Edificações Coletivas e ao Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária – Rede de Distribuição Subterrânea. O Condutor de Proteção (PE) deverá ser ligado junto do “Padrão de Entrada” com conectores apropriados, de acordo com as Normas da concessionária de energia da seguinte forma: • O “Condutor de Aterramento” (do “Padrão de Entrada”) deverá interligar a primeira haste de aterramento ao “Parafuso de Aterramento” situado na caixa de medição e/ou proteção. • A partir do “Parafuso de Aterramento”, deverá ser ligado um condutor, que é o Condutor de Proteção (PE). • Este Condutor de Proteção (PE) deverá ser levado (e ligado) até ao barramento apropriado no Quadro de Distribuição de Circuitos – QDC da residência. Figura 40 Figura 40 Figura 40 Figura 40 –––– Entrada do medidor Entrada do medidor Entrada do medidor Entrada do medidor A partir do QDC, o Condutor de Proteção (PE), deverá ser derivado para os circuitos elétricos: de tomadas e de equipamentos de uso específico (chuveiros elétricos, fornos elétricos, etc.), ou outro circuito elétrico que seja necessário o aterramento de equipamentos. A Norma NBR 5410/97 permite que um condutor de Proteção (PE) pode ser comum a vários circuitos, desde que esses circuitos estejam contidos em um mesmo eletroduto. A seção mínima deste deve ser a mesma utilizada pelo condutor fase. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 A necessidade da existência do Condutor de Proteção (PE) tem a finalidade de fornecer um melhor caminho para a corrente de falta, evitando que a mesma circule pelo corpo da pessoa que vier tocar no aparelho elétrico. Alguns equipamentos elétricos têm o Condutor de Proteção (fio “terra”), como a geladeira, por exemplo. O Condutor de Proteção (PE) deverá ser ligado no ponto de aterramento da Tomada de Uso Geral. 8888.5.3 Condutor Neutro.5.3 Condutor Neutro.5.3 Condutor Neutro.5.3 Condutor Neutro O condutor Neutro é o elemento do circuito que estabelece o equilíbrio de todo o sistema da instalação elétrica. Para cada circuito elétrico teremos que ter um condutor Neutro partindo do QDC. De acordo com a Norma NBR 5410/97, em nenhuma circunstância, o condutor Neutro, poderá ser comum a vários circuitos. Só poderá ser seccionado o Condutor Neutro, quando for recomendado pela Norma NBR 5410/97. Neste caso, o condutor Neutro não deve ser seccionado antes dos condutores Fase, nem restabelecido após os condutores Fase. O condutor Neutro deverá ser sempre aterrado junto ao “Padrão de Entrada” para o fornecimento de energia elétrica. Observação: Observação: Observação: Observação: O Condutor Neutro não não não não deverá ser interligado ao longo da instalação elétrica interna, ao Condutor de Proteção (PE) e nem usado como tal. 8.68.68.68.6 DDDDispositivos de proteção e segurançaispositivos de proteção e segurançaispositivos de proteção e segurançaispositivos de proteção e segurança Os dispositivos de proteção e de segurança que devem ser utilizados em instalações elétricas residenciais, com o objetivo de proteger e dar segurança para a instalação elétrica, tais como a fiação, equipamentos, etc., as pessoas e animais domésticos são: Disjuntor, Seccionador (chave faca) com Fusíveis, Dispositivo Diferencial Disjuntor, Seccionador (chave faca) com Fusíveis, Dispositivo Diferencial Disjuntor, Seccionador (chave faca) com Fusíveis, Dispositivo Diferencial Disjuntor, Seccionador (chave faca) com Fusíveis, Dispositivo Diferencial Residual (DR’s), Protetor contra SobretensõeResidual (DR’s), Protetor contra SobretensõeResidual (DR’s), Protetor contra SobretensõeResidual (DR’s), Protetor contra Sobretensões, Protetor contra Subtensões, s, Protetor contra Subtensões, s, Protetor contra Subtensões, s, Protetor contra Subtensões, Protetor contra falta de fase etc.Protetor contra falta de fase etc.Protetor contra falta de fase etc.Protetor contra falta de fase etc. Os condutores de uma instalação elétrica devem ser protegidos por um ou mais dispositivos de seccionamento automático contra sobrecargas e curtos circuitos. Além de proteger,esses dispositivos devem ser coordenados. Neste subitem serão abordados apenas dois dispositivos de proteção, os disjuntores termomagnéticos e os DR’s. NOTA: NOTA: NOTA: NOTA: Os dispositivos de proteção devem estar dispostos e identificados de forma que seja fácil reconhecer os respectivos circuitos protegidos. 8.6.18.6.18.6.18.6.1 Disjuntores Termomagnéticos Disjuntores Termomagnéticos Disjuntores Termomagnéticos Disjuntores Termomagnéticos São dispositivos “termomagnéticos” que fazem a proteção de uma instalação contra curtos-circuitos e contra sobrecargas. O Disjuntor não deve ser utilizado como dispositivo de liga-desliga de um circuito elétrico e sim, de Proteção. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 O disjuntor tem a vantagem sobre os fusíveis, em se tratando da ocorrência de um curto-circuito. No caso de um disjuntor, acontece apenas o desarme e para religá-lo, basta acionar a alavanca (depois de verificar/sanar porque aconteceu o curto-circuito). Nesse caso, a durabilidade do disjuntor é muito maior. Assim, a utilização dos disjuntores é muito mais eficiente. No “Padrão de Entrada” para o fornecimento de energia elétrica, a CELESC só permite a utilização de disjuntores. Figura 4Figura 4Figura 4Figura 41 1 1 1 –––– Disjuntores tripolar, bipolar e unipolar Disjuntores tripolar, bipolar e unipolar Disjuntores tripolar, bipolar e unipolar Disjuntores tripolar, bipolar e unipolar O disjuntor deve possuir dois elementos de acionamento ou disparo com características distintas para cada tipo de falha: a) DisparadorDisparadorDisparadorDisparador térmico contra sobrecargas térmico contra sobrecargas térmico contra sobrecargas térmico contra sobrecargas - consiste em uma lâmina bimetálica (dois metais de coeficientes de dilatação diferentes), que ao ser percorrida por uma corrente acima de sua calibragem, aquece e entorta, acionando o acelerador de disparo que desliga o disjuntor. b) Disparador magnético contra curtosDisparador magnético contra curtosDisparador magnético contra curtosDisparador magnético contra curtos----circuitos circuitos circuitos circuitos - é formado por uma bobina (tubular ou espiralada) intercalada ao circuito, que ao ser percorrida por uma corrente de curto-circuito, cria um campo magnético que atrai a armadura, desligando instantaneamente o disjuntor. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 A combinação desses dois disparadores protege o circuito elétrico contra correntes de alta intensidade e de curta duração, que são as correntes de curto- circuito (disparador magnético) e contra as correntes de sobrecarga (disparador térmico). A proteção de uma instalação deverá ser coordenada de tal forma que atuem em primeiro lugar as proteções mais próximas às cargas e as demais seguindo a seqüência. Caso contrário, um problema em um ponto da instalação poderá ocasionar uma interrupção do fornecimento geral de energia. Assim, não poderemos ter no Quadro de Distribuição de um Circuito de uma residência, disjuntores de 50 A, se o disjuntor geral instalado no “Padrão de Entrada” for de 40 A. A Tabela 15 fornece as correntes nominais de disjuntores, em função da temperatura ambiente. Tabela 15 Tabela 15 Tabela 15 Tabela 15 8.6.28.6.28.6.28.6.2 ---- Dispositivo Diferencial Residual Dispositivo Diferencial Residual Dispositivo Diferencial Residual Dispositivo Diferencial Residual ---- DR DR DR DR A Norma NBR 5410/97 da ABNT determina que devam ser utilizados os Dispositivos Diferenciais Residuais – DR de alta sensibilidade (corrente diferencial residual igual ou inferior a 30 mA), com o objetivo de proteger as pessoas e animais domésticos contra os choques elétricos, nos seguintes circuitos elétricos de uma residência: • Circuitos que sirvam a pontos situados em locais contendo banheira ou chuveiro; • Circuitos que alimentam tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação; • Circuitos de tomadas situadas em cozinhas, copas-cozinha, lavanderias, áreas de serviço, garagens e em geral, em todo local interno/externo molhado em uso normal ou sujeito a lavagens. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Os Dispositivos Diferenciais Residuais - DR são equipamentos que têm o objetivo de garantir a qualidade da instalação, pois esses dispositivos não admitem correntes de fugas elevadas, protegendo as pessoas e animais domésticos contra os choques elétricos e por outro lado, e conseqüentemente, economiza energia nas instalações elétricas. A proteção dos circuitos por DR pode ser realizada individualmente ou por grupos de circuitos. As condições gerais de instalação devem obedecer às prescrições descritas a seguir: a. Os dispositivos DR’s devem garantir o seccionamento de todos os condutores vivos do circuito protegido; b. O circuito magnético dos dispositivos DR’s deve envolver todos os condutores vivos do circuito, inclusive o Neutro. Por outro lado, o Condutor de Proteção (PE) correspondente deve passar exteriormente ao circuito magnético. Os condutores de Proteção (PE) não podem ser seccionados; c. Os dispositivos DR’s devem ser selecionados e os circuitos elétricos divididos de forma tal que, as correntes de fuga para a terra, susceptíveis de circular durante o funcionamento normal das cargas alimentadas, não possam provocar a atuação desnecessária do dispositivo. As sensibilidades do DR’s são de 30 mA, 300 mA e 500 mA. Os de 30 mA são chamados de alta sensibilidade e protegem as pessoas e animais contra choques elétricos. Os DR’s de sensibilidades de 300 mA e 500 mA, protegem as instalações contra fugas de correntes excessivas e incêndios de origem elétrica.Os DR’s podem ser de acordo com suas funções: Figura 4Figura 4Figura 4Figura 42 2 2 2 –––– Quantidade de pólos dos DR’s Quantidade de pólos dos DR’s Quantidade de pólos dos DR’s Quantidade de pólos dos DR’s (GE) (GE) (GE) (GE) 8.6.2.18.6.2.18.6.2.18.6.2.1 Principio de funcionamento do dispos Principio de funcionamento do dispos Principio de funcionamento do dispos Principio de funcionamento do dispositivoitivoitivoitivo MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Para verificar se o dispositivo está instalado e em perfeito funcionamento, acione o botão “teste”. • Se o DR desligar, significa que ele e a instalação estão em perfeita condição de uso. • Se o DR não desligar, significa que algo esta errado: ele pode estar com defeito, instalado incorretamente, etc. Neste caso deve-se procurar identificar o defeito. Os DR’s podem ser instalados conforme configurações abaixo:Figura 43 Figura 43 Figura 43 Figura 43 –––– Ligações com 1,2 e 3 fases Ligações com 1,2 e 3 fases Ligações com 1,2 e 3 fases Ligações com 1,2 e 3 fases Observação: Observação: Observação: Observação: Os DR’s ocupam normalmente no QDC um espaço de três disjuntores, ou de um disjuntor tripolar (DR’s com sensibilidade 30 mA). Existem disjuntores diferenciais residuais que ocupam um espaço de 5 disjuntores. 8.7 8.7 8.7 8.7 Proteção Contra Descargas AtmosféricasProteção Contra Descargas AtmosféricasProteção Contra Descargas AtmosféricasProteção Contra Descargas Atmosféricas 8.7.1 8.7.1 8.7.1 8.7.1 FormFormFormFormação dação dação dação dos Raiosos Raiosos Raiosos Raios Raio é fenômeno atmosférico de conseqüência desastrosas, resultante do acúmulo de cargas elétricas em uma nuvem e a conseqüência descarga no solo terrestre ou sobre qualquer estrutura que ofereça condições favoráveis a descarga, conclui-se através de inúmeras teorias que a parte inferior da nuvem está carregada por cargas predominantemente negativas e a parte superior positiva. Aliás, as observações e medições das descargas que caem sobre linhas de transmissão provam ser que são resultantes de cargas negativas. Entre a nuvem carregada MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 negativamente em sua parte inferior e a terra positivamente carregada na superfície, formam-se gradientes de tensão, que variam de 100000 a 1000000 kV, entre 300 a 500 metros de altura. Para que a descarga tenha início, não é necessário que o gradiente de tensão seja superior a rigidez dielétrica do de toda a camada de ar entre a nuvem e o solo e sim parte dela: talvez uns 10000 volts por cm sejam suficientes. O fenômeno tem início com a formação de uma descarga piloto da nuvem para a terra, com aspecto de uma árvore invertida. Esta descarga não é continua e sim em etapas de 50 metros com intervalos de aproximadamente 100 microssegundos entre elas e de velocidade da ordem de 1500 km/s. É de pouca luminosidade. Uma vez atingido o solo, forma-se a descarga principal ou de retorna, da terra para a nuvem, de grande luminosidade, com velocidade da ordem de 30000 km/s. Esta descarga segue o caminho da descarga piloto e está associada a correntes elevadas variando de 9000 a 218000 ampéres. As duas descargas anteriores seguem-se uma terceira, de curta duração e pequena corrente: 100 a 1000 ampéres. Estas três descargas constituem uma descarga completa há raios de várias descargas completas conhecidos como múltiplos. Figura 44Figura 44Figura 44Figura 44 –––– Princípio da formação dos raios Princípio da formação dos raios Princípio da formação dos raios Princípio da formação dos raios O objetivo principal da proteção contra raios é o estabelecimento de meios para a descarga se dirigir na menor percurso possível para a terra, sem passar junto às partes não condutoras (concreto, madeira, alvenaria etc.). É preferível não ter um pára – raio do que ter um pára – raio mal instalado. A ação do pára – raio é dupla: A utilização do poder das pontas, isto é, a propriedade que tem as pontas metálicas de escoarem, através do ar ambiente, as cargas elétricas com as quais estão em comunicação se manifesta freqüentemente por centelhas luminosas. O pára – raio descarga para o solo e neutraliza pouco à pouco, por “influência”, a eletricidade da nuvem encontrada acima dele. Possivelmente, não se concretizará a formação do raio; isto constitui o efeito preventivo do pára – raio. A carga da nuvem pode retornar toda a sua intensidade, se a tempestade é muito violenta e súbita: aí o pára – raio não poderá exercer toda a sua tarefa de neutralização; haverá o raio. É falso crer que a descarga irá necessariamente cair sobre o pára – raios situados sobre a nuvem ou em suas proximidades. Ele não atrai o raio, mas se esta cair a pouca distância dele, provavelmente preferirá o seu caminho, já que está colocado no ponto mais alto de um edifício; assim, os danos serão reduzidos ao mínimo, às vezes neutralizados ao todo. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 8.8.8.8.7777.2 Ação dos raios em seres vivos.2 Ação dos raios em seres vivos.2 Ação dos raios em seres vivos.2 Ação dos raios em seres vivos Uma descarga penetrando o solo pode gerar um gradiente de potencial perigoso para as pessoas e animais, como por exemplo gerar uma diferença de potencial chamada tensão de passotensão de passotensão de passotensão de passo. . . . Figura 45 Figura 45 Figura 45 Figura 45 –––– Diferença de potencial entre os passos Diferença de potencial entre os passos Diferença de potencial entre os passos Diferença de potencial entre os passos 8.7.3 8.7.3 8.7.3 8.7.3 PáraPáraPáraPára----raios (SPDA)raios (SPDA)raios (SPDA)raios (SPDA) Para ter uma proteção adequada contra as descargas elétricas de origem atmosférica, deve seguir os procedimentos da Norma vigente, a NBR 5419/2001 “Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas” da ABNT. Essa Norma estabelece as condições exigíveis ao projeto, instalação e manutenção de Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) em estruturas comuns, utilizadas para fins residenciais, comerciais, industriais, agrícolas, administrativas. 8.7.8.7.8.7.8.7.3.13.13.13.1 InstalaçãoInstalaçãoInstalaçãoInstalação A instalação deve seguir as normas existentes. As instalações deverão ser feitas por empresas que trabalhem com laudos técnico com ART - Anotação de Responsabilidade Técnica e registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia CREA (Conselho Regional de Engenharia CREA (Conselho Regional de Engenharia CREA (Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia)Arquitetura e Agronomia)Arquitetura e Agronomia)Arquitetura e Agronomia). Dessa forma, qualquer responsabilidade deixa de ser do cliente e passa a ser da prestadora desse serviço. 8.8.8.8.7.3.2 7.3.2 7.3.2 7.3.2 ComponenComponenComponenComponentttteseseses principais dos SPDA’s principais dos SPDA’s principais dos SPDA’s principais dos SPDA’s • Sistema de cSistema de cSistema de cSistema de captaptaptaptaçãoaçãoaçãoação;;;; • Sistema de descida;Sistema de descida;Sistema de descida;Sistema de descida; • Aterramento;Aterramento;Aterramento;Aterramento; Sistema de captaçãoSistema de captaçãoSistema de captaçãoSistema de captação É o conjunto de elementos que irá receber a descarga do raio. O sistema de captação pode ser de dois tipos. O tipo mais conhecido é o sistema Franklin composto de um captor de quatro pontas montado sobre um mastro cuja altura deve altura deve altura deve altura deve ser calculada conforme as dimensões da edificaçãoser calculada conforme as dimensões da edificaçãoser calculada conforme as dimensões da edificaçãoser calculada conforme as dimensões da edificação. De acordo com o comprimento, MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 largura, altura e forma da edificação, mais de um captor Franklin poderá ser usado. O sistema Gaiola de Faraday é composto de módulos retangulares formando uma malha e utilizando cabos de cobre nu passando por suportes isoladores apropriados. As dimensões e a abrangênciadevem ser calculadas de acordo com as As dimensões e a abrangência devem ser calculadas de acordo com as As dimensões e a abrangência devem ser calculadas de acordo com as As dimensões e a abrangência devem ser calculadas de acordo com as dimensões da edificaçãodimensões da edificaçãodimensões da edificaçãodimensões da edificação. É possível ainda fazer uma associação dos dois sistemas de acordo com as características da instalação. DescidaDescidaDescidaDescida Composta de um ou mais cabos de cobre nu interligando o sistema de captação ao aterramento. A descida é a responsável pela condução da descargacondução da descargacondução da descargacondução da descarga até o solo. A quantidade de descidas deve ser, no mínimo, de uma para cada 20 metros no mínimo, de uma para cada 20 metros no mínimo, de uma para cada 20 metros no mínimo, de uma para cada 20 metros de perímetro da edificaçãode perímetro da edificaçãode perímetro da edificaçãode perímetro da edificação. Por exemplo, num edifício retangular de 12x28 metros (largura ou "frente" por comprimento), deveremos ter 4 descidas pois seu perímetro (a soma de todos os comprimentos dos lados do prédio) é 80 metros. No caso de captação tipo Gaiola de Faraday, a quantidade de descidas requer estudos apropriados. Em qualquer caso, a descida deve ser de cabo de cobre nu de, no mínimo, 16 no mínimo, 16 no mínimo, 16 no mínimo, 16 mmmmmmmm2222. Cada descida deve estar conectada a pelo menos uma haste de aterramento por meio de solda exotérmicasolda exotérmicasolda exotérmicasolda exotérmica. AterramentoAterramentoAterramentoAterramento É a parte responsável pela dissipação da dissipação da dissipação da dissipação da descarga no solodescarga no solodescarga no solodescarga no solo. Composto de, no mínimo, duas no mínimo, duas no mínimo, duas no mínimo, duas hastes de aterramentohastes de aterramentohastes de aterramentohastes de aterramento, feitas de cobre tipo Copperweld de 5/8" x 2,40m, ficará sob o solo e será interligado à descida por meio de conectores próprios. Cada descida deve ser conectada, no mínimo, a uma haste de no mínimo, a uma haste de no mínimo, a uma haste de no mínimo, a uma haste de aterramento distiaterramento distiaterramento distiaterramento distintantantanta (devem ser instaladas no no no no mínimo duas hastesmínimo duas hastesmínimo duas hastesmínimo duas hastes interligadas por cabos de cobre nu de, no mínimo, 50 mmno mínimo, 50 mmno mínimo, 50 mmno mínimo, 50 mm2222). O aterramento deve possuir uma caixa de inspeção para a realização da sua medição. A caixa de inspeção pode ser instalada no solo ou suspensa. Todo aterramento deve ser medido com métodos e instrumentos próprios (terrômetro). Figura 46 Figura 46 Figura 46 Figura 46 –––– Exemplificação de um SPDA Exemplificação de um SPDA Exemplificação de um SPDA Exemplificação de um SPDA 8.8.8.8.7.4 7.4 7.4 7.4 Algumas dicasAlgumas dicasAlgumas dicasAlgumas dicas As dicas a seguir estão de acordo com a NBR-5419 que têm força de lei, ou seja, em caso de acidentes com raios, se o SPDA estiver fora das normas, a responsabilidade é do síndico. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 • Toda estrutura metálica, inclusive antenas de TV, que estiverem sobre a edificação, devem ser obrigatoriamenteobrigatoriamenteobrigatoriamenteobrigatoriamente interligadas ao SPDA (sistema de pára-raios) com cabos de, no mínimo, 16 mmno mínimo, 16 mmno mínimo, 16 mmno mínimo, 16 mm2222. • Todo SPDA deve sofrer vistoria obrigatoriamenteobrigatoriamenteobrigatoriamenteobrigatoriamente pelo menos uma vez por ano, ou após o sistema ser atingido por uma descargaou após o sistema ser atingido por uma descargaou após o sistema ser atingido por uma descargaou após o sistema ser atingido por uma descarga. • A medição do aterramento deverá ocorrer na instalação do sistema e a cada na instalação do sistema e a cada na instalação do sistema e a cada na instalação do sistema e a cada vistoriavistoriavistoriavistoria. • O aterramento do SPDA deverá ser interligado ao aterramento da rede interligado ao aterramento da rede interligado ao aterramento da rede interligado ao aterramento da rede elétricaelétricaelétricaelétrica conforme determinação da NBR 5410NBR 5410NBR 5410NBR 5410. Esta interligação é obrigatória não significando, entretanto, que basta ligar os "terras" de qualquer maneira. Há normas e métodos apropriados para fazê-lo com segurança e confiabilidade. A razão desta ligação é a equipotencialidade. Essa palavra enorme significa que os aterramentos estarão no mesmo potencial. Em caso de descarga atmosférica, por exemplo, durante uma fração de segundo, haverá um aumento enorme do potencial da instalação do pára-raios (visto que a terra não é um "sorvedouro" infinito). Esse aumento de potencial (carga) pode provocar o aparecimento de centelhas para pontos de menor potencial. Se houver equipotencialidade, não existirão pontos de menor potencial e, portanto, o risco de centelhamento perigoso é minimizado. • A equalização de potencial é a forma mais eficaz de reduzir os riscos de explosão, incêndio e choques elétricos. A equalização das hastes de aterramento deve ser executada interligando as hastes com um cabo de 50 mm² (mínimo) por meio de solda exotérmica, formando um anel ao redor do prédio. • A região de proteção de um captor tipo Franklin é a de um cone com a ponta no captor e a base na laje do prédio. O ângulo de abertura deste cone varO ângulo de abertura deste cone varO ângulo de abertura deste cone varO ângulo de abertura deste cone varia de ia de ia de ia de acordo com as dimensões da edificaçãoacordo com as dimensões da edificaçãoacordo com as dimensões da edificaçãoacordo com as dimensões da edificação. Tudo o que estiver abaixo do cone está sob a proteção deste captor. Antenas de televisão que cortarem o cone estarão desprotegidas e oferecem risco. Em prédios altos, com 9 andares ou mais, o ângulo de proteção diminui, ou seja, quanto mais alto o prédio, menor quanto mais alto o prédio, menor quanto mais alto o prédio, menor quanto mais alto o prédio, menor fica o cone de proteção. fica o cone de proteção. fica o cone de proteção. fica o cone de proteção. 8.7.5 P8.7.5 P8.7.5 P8.7.5 Projeto e instalação de rojeto e instalação de rojeto e instalação de rojeto e instalação de SPDASPDASPDASPDA segundo a NBR segundo a NBR segundo a NBR segundo a NBR----5419541954195419 A seguir, veremos as principais recomendações para o projeto e instalação de um pára-raios tipo Franklin, considerando que este é o mais utilizado na proteção de edifícios residenciais. 8.7.5.1 8.7.5.1 8.7.5.1 8.7.5.1 Nível de Proteção ou Nível de Eficiência do SPDANível de Proteção ou Nível de Eficiência do SPDANível de Proteção ou Nível de Eficiência do SPDANível de Proteção ou Nível de Eficiência do SPDA Nível de ProteçãoNível de ProteçãoNível de ProteçãoNível de Proteção Eficiência do SPDAEficiência do SPDAEficiência do SPDAEficiência do SPDA I 98 % II 95 % III 90 % IV 80 % MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Tabela 16Tabela 16Tabela 16Tabela 16 8.7.5.2 8.7.5.2 8.7.5.2 8.7.5.2 Zona de ProteçãoZona de ProteçãoZona de ProteçãoZona de Proteção Representa o volume protegido pelo pára-raios.Se o raio cair em qualquer ponto deste volume, o pára-raios será o caminho preferido por ele. A Zona de proteção do pára-raio tipo Franklin é um cone, como mostra a figura. O vértice do cone é a ponta do captor e o ângulo de inclinação α, é o ângulo de proteção definido pela tabela a seguir, em função da altura do captor ao solo e do grau de proteção da estrutura. Ângulo de Proteção (Ângulo de Proteção (Ângulo de Proteção (Ângulo de Proteção (αααα) em graus, em função da altura da ponta do) em graus, em função da altura da ponta do) em graus, em função da altura da ponta do) em graus, em função da altura da ponta do captor captor captor captor em relação ao solo. em relação ao solo. em relação ao solo. em relação ao solo. (b)(b)(b)(b) Nível Nível Nível Nível de Proteçãode Proteçãode Proteçãode Proteção h ≤ 20 20 < h ≤ 30 30 < h ≤ 45 45 < h ≤ 60 IV 55 45 35 25 III 45 35 25 a II 35 25 a a I 25 a a A (a) Aplicam-se somente os métodos de esfera rolante, malha ou gaiola de Faraday. (b) Para altura maior que 60 m aplica-se somente o método da gaiola de Faraday. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 Espaçamento Médio dos Condutores de DescidaEspaçamento Médio dos Condutores de DescidaEspaçamento Médio dos Condutores de DescidaEspaçamento Médio dos Condutores de Descida SeçõeSeçõeSeçõeSeções Mínimas dos Materiais do SPDAs Mínimas dos Materiais do SPDAs Mínimas dos Materiais do SPDAs Mínimas dos Materiais do SPDA Nível de Nível de Nível de Nível de ProteçãoProteçãoProteçãoProteção MaterialMaterialMaterialMaterial CaptorCaptorCaptorCaptor Condutor de Condutor de Condutor de Condutor de DescidaDescidaDescidaDescida Eletrodo de Eletrodo de Eletrodo de Eletrodo de AterramentoAterramentoAterramentoAterramento Cobre 35 16 50 Alumínio 70 25 --- I a IV Aço 50 50 80 9. 9. 9. 9. ECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICAECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICAECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICAECONOMIA DE ENERGIA ELÉTRICA Com a finalidade de conceituar o termo Economia de Energia serão apresentadas a seguir, algumas informações básicas para mostrar a sua importância para o Consumidor, para a CELESC e para o País. 9.1 9.1 9.1 9.1 Economia de Energia ElétricaEconomia de Energia ElétricaEconomia de Energia ElétricaEconomia de Energia Elétrica Economizar energia elétrica é utilizá-la de forma a obter o máximo benefício com um menor consumo de energia, evitando os desperdícios ou o uso inadequado, sem, no entanto, diminuir a qualidade, o conforto e a segurança. 9.1.1 9.1.1 9.1.1 9.1.1 Por que EconomizarPor que EconomizarPor que EconomizarPor que Economizar Os custos crescentes, a escassez de recursos, a baixa remuneração, a disponibilidade de recursos hídricos, a otimização dos investimentos e os grandes desperdícios, fazem que seja importante a economia de energia elétrica para o nosso País e acarreta uma menor Fatura de Energia Elétrica a ser paga pelo consumidor. A economia de energia elétrica é uma fonte virtual de geração de energia elétrica, pois a energia deixa de ser desperdiçada. O custo do kWh economizado é cerca de 6 vezes mais barato do que o kWh gerado e ainda não agride ao meio ambiente. 9.2 9.2 9.2 9.2 PROCEL PROCEL PROCEL PROCEL –––– Programa Nacional de Cons Programa Nacional de Cons Programa Nacional de Cons Programa Nacional de Conservação de Energia Elétricaervação de Energia Elétricaervação de Energia Elétricaervação de Energia Elétrica Como foi citado anteriormente o PROCEL é o programa do governo federal vinculado ao Ministério de Minas e Energia que tem o objetivo de promover a racionalização da produção e do consumo de energia elétrica, eliminando os desperdícios e reduzindo os custos e os investimentos setoriais. Nível de ProteçãoNível de ProteçãoNível de ProteçãoNível de Proteção Espaçamento Médio (metros)Espaçamento Médio (metros)Espaçamento Médio (metros)Espaçamento Médio (metros) I 10 II 15 III 20 IV 25 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 9999....3333 Consumo de Energia Elétrica em uma Residência Consumo de Energia Elétrica em uma Residência Consumo de Energia Elétrica em uma Residência Consumo de Energia Elétrica em uma Residência Em uma residência típica, a quantidade porcentual (%) média de energia elétrica (kWh) e onde que a energia está sendo consumida, pode ser representado no gráfico a seguir: É importante salientar que o gráfico apresenta valores médios porcentuais (%) de consumo de energia elétrica (kWh) de uma residência típica. Como os tamanhos e quantidades de aparelhos elétricos de uma residência, bem como os comportamentos de hábitos das pessoas, são diferentes, o perfil de consumo de energia elétrica (kWh) poderá ser também diferente do apresentado no gráfico. Por isso é importante que as pessoas da residência conheçam os seus aparelhos elétricos e os hábitos de consumo, para poderem identificar onde está consumindo mais energia elétrica. E Lembre-se: Para o bom desempenho de qualquer aparelho elétrico, deve-se ter as seguintes considerações: • Se o equipamento é realmente necessário; • A instalação elétrica interna comporta esse aparelho elétrico; • Deve ter o tamanho adequado para as necessidades previstas; • Deve ter garantia e boa assistência técnica oferecida pelos fabricantes; • Deve consumir menos energia para realizar o mesmo trabalho; • O Manual do aparelho foi lido e entendido; • O aparelho elétrico foi instalado corretamente; • As pessoas que utilizam o aparelho, foram instruídas de como usá-lo corretamente; • O aparelho elétrico é utilizado conforme recomenda o fabricante; • Se possível, adquira os equipamentos com Selo PROCEL de Economia de Energia ou Selo PROCEL/INMETRO, pois eles consomem menos energia elétrica. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 9.49.49.49.4 Economia de Energia Elétrica em EletrodomésticosEconomia de Energia Elétrica em EletrodomésticosEconomia de Energia Elétrica em EletrodomésticosEconomia de Energia Elétrica em Eletrodomésticos Será apresentado a seguir, dicas para economizar energia elétrica nos principais eletrodomésticos em uma residência. 9.49.49.49.4.1 .1 .1 .1 Geladeira e o FreezerGeladeira e o FreezerGeladeira e o FreezerGeladeira e o Freezer A geladeira (ou refrigerador) é responsável por cerca de 30% do consumo de energia elétrica. Assim, as recomendações dadas, a seguir, para a sua aquisição e manuseio são muito importantes. Na aquisição de uma geladeira, deve ser observado se o modelo desejado tenha o Selo PROCEL de Economia de Energia. Estes aparelhos são testados pelo PROCEL com o objetivo de verificar a sua eficiência do consumo de energia elétrica (kWh). A temperatura do congelador e o volume interno devem ser adequados às necessidades do consumidor. Para a decisão da aquisição, deve-se comparar os aparelhos de mesma faixa de volume, optando-se pelo de menor consumo de energia elétrica (Selo PROCEL) e dentro das possibilidades financeiras do interessado. Dicas para uma correta utilização da geladeira ou freezer:Dicas para uma correta utilização da geladeira ou freezer:Dicas para uma correta utilização da geladeira ou freezer:Dicas para uma correta utilização da geladeira ou freezer: • Leia o Manual do fabricante; • Instale-os em local bem arejado, com boa ventilação e distante de qualquer fonte de calor, como raios solares ou fogões. Não os encoste nas paredes ou em móveis; • Não abra a porta da geladeira sem necessidade. Crie o hábito decolocar ou retirar os alimentos de uma só vez; • No inverno regule o dial em posição mais baixa. Consulte o manual do fabricante para saber a regulagem correta; • Evite colocar alimentos ainda quentes dentro deles para não exigir mais do motor; • Não forre as prateleiras com plásticos, vidros ou qualquer outro material. Coloque os alimentos de forma a facilitar ao máximo a circulação do ar; • Coloque os alimentos de acordo com a disposição recomendada pelo fabricante. Geralmente as carnes mais próximas do congelador e as verduras na parte de baixo; • Os líquidos (água, refrigerantes, etc) devem ser colocados em recipientes fechados; • Degele o refrigerador seguindo as recomendações do fabricante; • Nunca coloque panos ou plásticos na parte traseira do refrigerador; • A borracha de vedação deve funcionar adequadamente, a fim de evitar fuga de ar frio. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 9.49.49.49.4.2 .2 .2 .2 Aquecimento de ÁguaAquecimento de ÁguaAquecimento de ÁguaAquecimento de Água Cerca de 20% do consumo de energia elétrica (kWh) de uma residência são gastos em aquecimento de água, principalmente para banho. As principais medidas de economia de energia elétrica dos aparelhos normalmente utilizados para este fim, são: 9.49.49.49.4.2.1 .2.1 .2.1 .2.1 Chuveiro elétricoChuveiro elétricoChuveiro elétricoChuveiro elétrico Sua potência normalmente varia de 3500 a 8000 W, dependendo do modelo. Quanto maior a potência, maior será o consumo de energia elétrica (kWh). • Nos dias quentes, o chuveiro deve ser utilizado com a chave na posição “Verão”. O consumo de energia é cerca de 30% menor com a chave nesta posição; • Banhos demorados são mais dispendiosos. O tempo de uso da água quente deve ser limitado ao mínimo. Procure ensaboar com o chuveiro desligado; • Não deve ser reaproveitada uma resistência “queimada”, pois acarretará aumento de consumo. • Os orifícios de saída de água do chuveiro devem ser limpos periodicamente. 9.49.49.49.4.2.2 Aquecedor Elétrico de Água.2.2 Aquecedor Elétrico de Água.2.2 Aquecedor Elétrico de Água.2.2 Aquecedor Elétrico de Água • Antes de adquirir um aquecedor central elétrico de água, certifique-se de que sua capacidade corresponde, realmente, às necessidades e ao tamanho de sua família. Consulte o fabricante; • Instalar o aquecedor central em local mais próximo dos pontos de onde será utilizada a água quente; • Deverá ser aplicado isolamento térmico no aquecedor e em todas as canalizações, para a água quente não se resfrie rapidamente; • Nunca ligar o aquecedor à rede elétrica sem ter certeza de que ele está cheio d’água. Para isso, deve verificar se sai água das torneiras de água quente; • Quando usar o aparelho, ajustar o termostato de acordo com a temperatura ambiente. Se água estiver muito quente, deverá ser misturada água fria para não se queimar e isso será desperdício de energia; • No verão, regular o termostato do aquecedor para uma temperatura menor, reduzindo, assim, seu tempo de funcionamento; • Cuidado com o vazamento de água quente. Isto pode representar mais de mil litros de água quente e dezenas de kWh por mês; • Ligar o aquecedor apenas o tempo necessário, de acordo com os hábitos da família. É recomendado instalar um “timer” para tornar automatizar a tarefa de liga/desliga do aquecedor; • Fechar as torneiras ao ensaboar-se; • Em caso de viagem, deve ser desligado o aquecedor central. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 9999....4444.2.3 .2.3 .2.3 .2.3 Torneira ElétricaTorneira ElétricaTorneira ElétricaTorneira Elétrica É um conforto que consome bastante energia elétrica, sendo quase a mesma que um chuveiro elétrico comum. Portanto deve ser usada racionalmente. No verão, quando a água, em geral, já é quente, deve ser evitado o seu uso. 9.4.39.4.39.4.39.4.3 Televisor Televisor Televisor Televisor • Não deixar o televisor ligado sem necessidade. • Desligar o aparelho quando ninguém estiver assistindo; • Deve-se evitar o hábito de dormir com o televisor ligado. • Procurar usar o recurso de programação “timer” da TV. 9.4.4 9.4.4 9.4.4 9.4.4 Ferro ElétricoFerro ElétricoFerro ElétricoFerro Elétrico • Aquecimento do ferro elétrico várias vezes ao dia provoca um desperdício muito grande de energia elétrica. Por isso, deve-se acumular a maior quantidade possível de roupa, para ser passada toda de uma só vez; • Com os ferros automáticos, deve ser usada a temperatura indicada para cada tipo de tecido. Devem ser passadas primeiramente, as roupas que requeiram temperaturas mais baixas; • Sempre que houver necessidade de se interromper o serviço, o usuário não deve se esquecer de desligar o ferro, pois, além de poupar energia, ainda evitará o risco de provocar algum acidente grave. 9.4.5 9.4.5 9.4.5 9.4.5 Condicionador de ArCondicionador de ArCondicionador de ArCondicionador de Ar Esses aparelhos dependendo do modelo, podem refrigerar e /ou aquecer ambientes. Assim como as geladeiras e freezers, estes equipamentos quando mais eficientes, também têm Selo PROCEL de Economia de Energia. • O aparelho deve ser instalado em local com boa circulação de ar e abrigado da incidência de raios solares; • As portas e janelas dos cômodos devem ser mantidas bem fechadas, para evitar a entrada de ar do ambiente externo; MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 • Os filtros devem ser limpos periodicamente. Filtros sujos impedem a circulação livre de ar e forçam o aparelho a trabalhar mais; • O condicionador de ar deve ser desligado sempre que o ambiente ficar vazio por tempo prolongado; • No Verão, o ambiente não deve ser refrigerado excessivamente; ou seja, regulando o termostato adequadamente; • Locais refrigerados ou aquecidos com temperaturas muito diferentes da temperatura ambiente, gastam muita energia e podem ser prejudiciais à saúde. 9.4.69.4.69.4.69.4.6 Máquina de Lavar Roupa Máquina de Lavar Roupa Máquina de Lavar Roupa Máquina de Lavar Roupa • Deve-se lavar, de uma só vez, a quantidade (peso) máxima de roupa indicada pelo fabricante, resultando em economia de energia e de água; • O filtro da máquina deve ser limpo com freqüência; • Deve ser observada a dosagem correta de sabão especificada pelo fabricante, para que não se tenha que repetir a operação “enxaguar”; • As instruções do manual do fabricante devem ser observadas, para se tirar o máximo proveito da máquina de lavar. 9.4.6 9.4.6 9.4.6 9.4.6 Secadora de RoupaSecadora de RoupaSecadora de RoupaSecadora de Roupa • O tempo de funcionamento da secadora deve ser regulado de acordo com a temperatura necessária à secagem dos diversos tipos de tecidos, conforme o manual do fabricante; • A secadora deve ser sempre usada em sua capacidade máxima; • O filtro de ar deve ser limpo periodicamente. 9.5 9.5 9.5 9.5 Horário de Ponta ou de “Pico”Horário de Ponta ou de “Pico”Horário de Ponta ou de “Pico”Horário de Ponta ou de “Pico” No sistema elétrico, o período compreendido entre 17 e 22 horas, nos dias úteis é denominado Horário de Ponta ou de “Pico”. Ele é chamada assim porque é nesse período que aumenta o consumo de eletricidade. Além das luzes das residências, dos escritórios continuarem ligadas, as indústrias, os hospitais e o comércio continuarem funcionando, é o horário em que as luzes das casas e das ruas se acendem, e que as pessoas tomam banho e ligam a televisão, etc. Isso provoca um consumo de energia elétrica ao mesmotempo, gerando uma sobrecarga no sistema elétrico, podendo causar problemas no fornecimento de energia. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 No Horário de Ponta, deve ser evitado o uso de determinados aparelhos, como chuveiro elétrico, ferro elétrico, máquina de lavar roupa, secadora, etc., que podem ser utilizados em outro período do dia, contribuindo para que se reduzam os investimentos no sistema elétrico, o que irá refletir na tarifa. Sempre que possível, use estes aparelhos fora do Horário de Ponta. 9.69.69.69.6 Iluminação Adequada Iluminação Adequada Iluminação Adequada Iluminação Adequada A determinação da Iluminação adequada depende de diversos fatores, tais como: A altura da luminária em relação ao piso, do tamanho e do tipo do cômodo, tipo de lustre ou globo, cores das paredes, pisos e tetos, tipos de lâmpadas, etc. Para a escolha correta da iluminação, proceda da seguinte forma: Calcule a área do cômodo (comprimento multiplicado pela largura) e verifique na tabela 17 a seguir, a potência da lâmpada. Tabela 17Tabela 17Tabela 17Tabela 17 (contínua) (contínua) (contínua) (contínua) Tabela 17Tabela 17Tabela 17Tabela 17 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 NOTANOTANOTANOTA: No subitem 7.3.3, foram utilizados critérios para o dimensionamento das cargas (VA) de circuitos elétricos de Iluminação e não não não não da potência da lâmpada. As Tabelas Práticas acima, devem ser utilizadas para iluminação geral. Caso essa Iluminação não for suficiente, utilize uma “Iluminação Localizada”, através de abajures, por exemplo. A “Iluminação Localizada” tem uma grande vantagem, pois só é ligada, quando for necessário, economizando assim a energia elétrica. Exemplo do uso da Tabela Prática: Exemplo do uso da Tabela Prática: Exemplo do uso da Tabela Prática: Exemplo do uso da Tabela Prática: Uma Cozinha com uma área de 12 m2 (3m de largura e 4m de comprimento), pode-se ter a seguinte iluminação. Pela Tabela Prática, a lâmpada incandescente indicada é de 150 Watts ou lâmpada fluorescente de 40 Watts. É recomendada a lâmpada fluorescente de 40 W, pois o seu consumo de energia elétrica (kWh) será muito menor e a iluminação será melhor, conforme verificado na tabela 02 de “Características dos Principais Tipos Lâmpadas”. Se as paredes forem escuras, deve ser usado o valor de potência da lâmpada imediatamente superior. MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 10.ANEXOS10.ANEXOS10.ANEXOS10.ANEXOS MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 ANEXO 3 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 MinasMega Cursos OnLine | http://www.minasmega.com.br CURSO BÁSICO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS | MÓDULO 01 11111111. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Gussow, Milton. Eletricidade BásicaEletricidade BásicaEletricidade BásicaEletricidade Básica. São Paulo: Mc Graw-Hill, 1985 Moretto, Vasco Pedro. Eletricidade e EletroEletricidade e EletroEletricidade e EletroEletricidade e Eletromagnetismomagnetismomagnetismomagnetismo, 3ª edição. São Paulo: Ática, 1989 Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG . Manual de Instalações Elétricas Manual de Instalações Elétricas Manual de Instalações Elétricas Manual de Instalações Elétricas Residenciais. Residenciais. Residenciais. Residenciais. Belo Horizonte-MG, , , , 2003. 219 Pág. Braga, Newton. Editora Saber – Curso de instrumentação eletrônica (multímetrosCurso de instrumentação eletrônica (multímetrosCurso de instrumentação eletrônica (multímetrosCurso de instrumentação eletrônica (multímetros). São Paulo. 2000. Volume II. 119 Pág. SENAI/CST – Elétrica / Medidas Elétricas.Elétrica / Medidas Elétricas.Elétrica / Medidas Elétricas.Elétrica / Medidas Elétricas. Espírito Santo. . . . 1996. 59 pág. Vocabulário Internacional de Termos Gerais e fundamentais em MetrologiaVocabulário Internacional de Termos Gerais e fundamentais em MetrologiaVocabulário Internacional de Termos Gerais e fundamentais em MetrologiaVocabulário Internacional de Termos Gerais e fundamentais em Metrologia (VIM) – Portaria n° 29 de 10 de março de 1995. INMETRO Cotrim, Ademaro A.M.B. Instalações elétricasInstalações elétricasInstalações elétricasInstalações elétricas. . . . 3a ed. São Paulo: Makron Books, 1992, 887 pág. Cavalin, Geraldo e Cervelin, Severino. Instalações elétricas prediaisInstalações elétricas prediaisInstalações elétricas prediaisInstalações elétricas prediais. 11a.ed. São Paulo: Erica 1998, 388 pág. Lima, Domingos. Projetos de Instalações Elétricas PrediaisProjetos de Instalações Elétricas PrediaisProjetos de Instalações Elétricas PrediaisProjetos de Instalações Elétricas Prediais. 9.ed. São Paulo: Erica 1998, 272 pág. ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - Símbolos gráficos para Símbolos gráficos para Símbolos gráficos para Símbolos gráficos para instalações elétricas prediais. instalações elétricas prediais. instalações elétricas prediais. instalações elétricas prediais. (NBR5444). Rio de janeiro. 1989, 9 pág.