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1. O que são as instituições totais referentes ao atendimento de problemas de saúde mental? Dica de filme da semana: As instituições totais se caracterizam por serem estabelecimentos fechados que funcionam em regime de internação, onde um grupo relativamente numeroso de internados vive em tempo integral. A instituição funciona como local de residência, trabalho, lazer e espaço de alguma atividade específica, que pode ser terapêutica, correcional, educativa etc. Sabe-se que os hospitais psiquiátricos são apenas uma das possibilidades de Instituições,outros exemplos seriam: asilos para idosos, orfanatos, cadeias, campos de concentração, quartéis, escolas, mosteiros e conventos. As instituições têm controle total sobre a vida dos indivíduos que nelas residem, limitando sua liberdade e autonomia. No contexto da saúde mental, as instituições totais são aquelas que fornecem cuidados e tratamento para pessoas com problemas de saúde mental, mas que também podem restringir sua liberdade e autonomia. Essas instituições podem incluir hospitais psiquiátricos, clínicas de reabilitação, asilos e outras instalações similares. Logo, as instituições psiquiátricas, que são definidas como “locais estabelecidos para cuidar de pessoas consideradas incapazes de cuidar de si mesmas e que são também uma ameaça a comunidade” Referências American Health Organization (1998). Classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados à saúde: Décima revisão. São Paulo, SP: Edusp Benelli, Sílvio José. A Instituição total como agência de produção de subjetividade na sociedade disciplinar. Estudos de Psicologia (Campinas) [online]. 2004, v. 21, n. 3 [Acessado 30 Agosto 2023], pp. 237-252. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0103-166X2004000300008>. Epub 15 Set 2008. ISSN 1982-0275. https://doi.org/10.1590/S0103-166X2004000300008. Goffman, E. (1988). Estigma: Notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro: LTC. MUHL, C. UMA CONVERSA SOBRE A INSTITUIÇÃO PSIQUIÁTRICA COM GOFFMAN E FOUCAULT. Pluralidades em Saúde Mental, Curitiba, v. 8, n. 2, p. 143-155, jul./dez. https://doi.org/10.1590/S0103-166X2004000300008