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Patologia Geral Lesão celular: Qualquer alteração que resulta na habilidade de manter o estado homeostático normal ou adaptado. A lesão celular provoca diversas respostas vasculares, inflamatórias e imunomediadas, além de distúrbios do crescimento. Estas reações não somente se estendem além da célula danificada ao órgão ou organismo, mas também podem ocorrer simultaneamente ou em sucessão rápida. Homeostase → tendência que um sistema tem de agir para manter a própria estabilidade, mesmo sob condições adversas e expostas a alterações. Etiologia: Estudo da causa Tipos de agente (fatores predisponentes): Intensidade, tempo de ação, constituição do organismo órgão ou tecido ocasionando a lesão. Pode ser intrínseco ou extrínseco. * O fato de algumas espécies animais serem suscetíveis a ação de determinado agente infeccioso, enquanto outras não s infectam com eles, não se considera fator predisponente a capacidade de infectar ou não determinada espécie animal é uma característica adaptativa do agente infeccioso, não do animal que seria infectado. Intrínseco: Quando próprios do indivíduo, como por exemplo mutações genéticas. Extrínsecos: Quando estranhos ao organismo ou pertencentes ao meio externo, como por exemplo; Traumatismo (temperatura), agentes infecciosos (parasitos, toxinas). Ambos os mecanismos causam alterações nutricionais e disfunção imunológica. A Lesão celular inicia a nível molecular, apesar das causas específicas sejam diversas e numerosas, os mecanismos básicos e gerais da lesão podem ser categorizados; 1. Depleção de adenosina trifosfato (ATP). (redução) 2. Permeabilização das membranas celulares. (Lesão de membrana) 3. Desequilíbrio das vias bioquímicas, principalmente aquelas da síntese proteica. (Distúrbios do metabolismo celular) 4. Dano ao DNA As células apresentam um repertório limitado de respostas à lesão, dependendo do tipo celular e da natureza da lesão e podem ser classificadas como: (1) adaptação: 2 São respostas ao estresse que permitem às células modularem sua estrutura e função escapando, assim, da lesão. Tais adaptações podem ter várias formas distintas; (1.1) Hipertrofia: Aumento do tamanho das células que em um aumento do tamanho do órgão, não há células novas, há um crescimento de células, contendo quantidade aumentada de proteínas estruturais e de organelas (isso ocorre quando as células possuem capacidade limitada de se dividir) pode ser fisiológica e patológica e é causada pelo aumento da demanda funcional ou por fatores de crescimento ou estimulação hormonal específica. Exemplos de hipertrofias fisiológicas: → Aumento na demanda funcional, vista na hipertrofia muscular estriada esquelética, no exercício físico. → Aumento da mama e do útero, induzido por hormônio, durante a gestação. Exemplos de hipertrofias patológicas: → Aumento cardíaco que ocorre com hipertensão ou doença de valva aórtica. → Hipertrofia do rim na hidronefrose. (1.2) Hiperplasia: Aumento do número de células devido à proliferação de células diferenciadas e substituição por cels tronco do tecido, é uma resposta adaptativa em células capazes de replicação. Ocorre simultaneamente com a hipertrofia e sempre em resposta ao mesmo estímulo, pode ser fisiológica ou patológica, e em ambas as situações a proliferação celular é estimulada por fatores de crescimento que são produzidos por vários tipos celulares A hiperplasia fisiológica pode ser de 2 tipos: 1- Hormonal: exemplificada pela proliferação do epitélio glandular da mama feminina na puberdade e durante a gravidez. 2- Compensatória: na qual cresce tecido residual após a remoção ou perda da porção de um órgão. Por exemplo, quando o fígado é parcialmente removido, a atividade mitótica das células restantes inicia-se 12 horas depois, restaurando o fígado ao seu peso normal. Já a Hiperplasia patológica é causada, na maioria das vezes, por estimulação excessiva hormonal ou por fatores do crescimento. Como, por exemplo, na hiperplasia endometrial pela ação do estrogênio. Exemplos de hipertrofias fisiológicas: Aumento na demanda funcional, vista na hipertrofia muscular estriada esquelética, no exercício físico. Aumento da mama e do útero, induzido por hormônio, durante a gravidez. Exemplos de hipertrofias patológicas: 3 Aumento cardíaco que ocorre com hipertensão ou doença de valva aórtica. Hipertrofia do rim na hidronefrose. Já a Hiperplasia patológica é causada, na maioria das vezes, por estimulação excessiva hormonal ou por fatores do crescimento. Como, por exemplo, na hiperplasia endometrial pela ação do estrogênio. (1.3) Atrofia: Caracterizada por diminuição do tamanho da célula pela perda de substância celular, quando um número suficiente de células está envolvido, todo o tecido ou órgão diminui em tamanho, tornando-se atrófico, embora as células atróficas tenham sua função diminuídas, elas não estão mortas. As causas da atrofia podem ser por: perda de inervação, diminuição de suprimento sanguíneo, nutrição inadequada, perda da estimulação endócrina e envelhecimento. Embora alguns estímulos sejam fisiológicos e outros patológicos, as alterações celulares fundamentais são idênticas. Ocorre uma retração da célula para um tamanho menor no qual a sobrevivência seja ainda possível, então um novo equilíbrio é adquirido entre o tamanho da célula e a diminuição do suprimento sanguíneo, da nutrição ou da estimulação trófica. Os mecanismos da atrofia consistem em uma combinação de síntese proteica diminuída e degradação proteica aumentada nas células dessa forma: → A síntese de proteínas diminui por causa da redução da atividade metabólica → Ocorre a degradação das proteínas celular, principalmente pela via ubiquitina-proteossoma. → Em muitas situações a atrofia é acompanhada pelo aumento da autofagia, que resulta no aumento do número de vacúolos autofágicos. * Autofagia → processo no qual a célula privada de nutrientes digere seus próprios componentes no intuito de encontrar nutrição e sobreviver. (1.4) Metaplasia: é uma alteração reversível na qual um tipo celular adulto (epitelial ou mesenquimal) é substituído por outro tipo celular adulto. Nesse tipo de adaptação celular uma célula sensível a determinado estresse é substituída por outro tipo celular, mais capaz de suportar o ambiente hostil. A metaplasia pode resultar em redução das funções ou tendência aumentada para transformação maligna. Exemplo de metaplasia: -Mudança escamosa que ocorre no epitélio respiratório (epitélio ciliado para epitélio escamoso). 4 (2) degeneração Processo patológico caracterizado por modificações da morfologia das células com diminuição de suas funções. “As degenerações são lesões celulares reversíveis decorrentes de alterações bioquímicas que levam ao acúmulo intracelular de substâncias” O tempo em que a agressão dura no tecido é denominada persistência do agente. Cada degeneração ocorrida é dividida de acordo com a natureza da substância acumulada, ou seja, são alterações celulares, geralmente reversíveis quando o estímulo cessa, e que podem ou não evoluir para a morte celular; (2.1) Degeneração Hidrópica: acúmulo de água e eletrólitos (sódio, principalmente). (2.2) Degeneração Hialina: acúmulo de proteínas no interior das células. (2.3) Degeneração Gordurosa/Esteatose/Lipidose: acúmulo de lipídeos dentro das células. (2.4) Degeneração Glicogênica: acúmulo de carboidratos dentro das células. (2.5) Degeneração Mucoide: acúmulo de muco, ocorrendo de forma mais específica em locais onde existam células caliciformes. Os acúmulos citados ocorrem no citoplasma, nas organelas citoplasmáticas e no núcleo. → Acúmulos: (Extracelular) Amiloide: amiloidose, aumento exacerbado de proteína amiloide(mieloma), ocorrendo neoplasias, alterações inflamatóriascrônicas e se deposita de uma forma que não consegue ser absorvida. Amiloidose: deposição de amiloide nos tecidos, possivelmente representa um distúrbio imunológico, e à medida que se deposita comprime e causa atrofia nas células vizinhas. Consequências da degeneração para os tecidos: as organelas citoplasmáticas e núcleo ficam comprimidos e deslocados para a periferia, comprometendo a função celular. (3) morte. Não depende do tipo de agente agressor, mas da intensidade e duração da agressão. (Irreversibilidade > ponto de não retorno > difícil determinação) Nem sempre a morte celular é precedida de lesões degenerativas (um agente agressor muito agressivo provoca a morte muito rápida). Tipos de morte: Necrose, Apoptose, coagulação, liquefação, caseificação, gangrena (seca,umida,gasosa), necrose de gordura. (3.1) Necrose: Se a morte celular ocorre em um organismo vivo e é seguido de autólise, o processo recebe o nome de necrose. 5 Autólise: degradação enzimática dos componentes das células por enzimas da própria célula liberadas dos lisossomos (pode ser no individuo vivo ou morto) Mecanismos da necrose: ocorre uma agressão suficiente, interrompe funções vitais como produção de energia e sínteses celulares. (3.2) Apoptose: Morte por processo ativo no qual a célula sofre contração e condensação de suas estruturas, fragmenta- se e é fagocitadas por células vizinhas ou por macrófagos não ocorrendo o processo de autólise. morte celular programada (apoptose). Coagulação: Links: https://wp.ufpel.edu.br/patogeralnutricao/files/2013/05/Necrose-cop.pdf https://wp.ufpel.edu.br/patogeralnutricao/files/2020/03/Necrose-2020.pdf https://www.vetprofissional.com.br/artigos/necrose-celular-qual-a-diferenca-entre-a- necrose-coagulativa-e-a-necrose-liquefativa https://wp.ufpel.edu.br/patogeralnutricao/files/2013/05/Necrose-cop.pdf https://wp.ufpel.edu.br/patogeralnutricao/files/2020/03/Necrose-2020.pdf Patologia Geral