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Beatriz Machado de Almeida - Internato 
 
INTRODUÇÃO 
CLASSIFICAÇÃO 
• Mecanismo: 
❖ Mecânica: agente físico (ex. corpo estranho). 
❖ Funcional: comprometimento da função 
motora. Não tem agente físico envolvido. 
• Altura: 
❖ Alta: até o jejuno. 
❖ Baixa: íleo e cólon. 
• Grau: 
❖ Total: completa. Sem passagem. 
❖ Suboclusão: parcialmente obstruído. Diarreia 
paradoxal e eliminação de flatos. 
• Gravidade: 
❖ Simples: sem estrangulamento. 
❖ Complicada: isquemia - estrangulamento. 
CLÍNICA 
• Parada de eliminação de gases e fezes. 
• Dor abdominal em cólica (contração). 
• Distensão abdominal: acontece antes do ponto 
de obstrução (a montante). 
• Vômitos: alta: precoce / Baixa: tardio 
(aspecto fecaloide). 
• Diarreia paradoxal: suboclusão. 
• Peristalse aumentada: timbre metálico. 
TOQUE RETAL: 
• Obrigatório. 
• Fecaloma: sinal de Gersuny: crepitação na 
descompressão. 
• Gazes, fezes, massa. 
 
❖ Ampola retal vazia: pensar em obstrução 
total. Não fecha o diagnóstico, mas é suspeita. 
❖ Ampola retal cheia: obstrução funcional. 
 
DIAGNÓSTICO 
• Clínica: parada, dor e distensão. 
• Laboratório: 
❖ Alcalose metabólica hipoclorêmica: vômitos. 
❖ Hipocalemia: SRAA. 
❖ Acidose metabólica: se isquemia / 
estrangulamento. Metabolismo anaeróbio. 
Aumento do lactato. 
• Radiografia: rotina de abdome agudo. 
❖ 3 incidências: tórax AP (avaliar 
pneumoperitôneo) + abdome em pé (avaliar 
nível hidroaéreo) e deitado (distribuição 
homogêneo do gás). 
❖ Não mostra a causa. 
❖ Define o sítio de obstrução. 
 Delgado: distensão central (até 5cm) / pregas 
coniventes (empilhamento de moedas). 
 Cólon: distensão periférica (grosseira) / 
haustrações colônicas. 
• TC: se RX inconclusivo. 
 
TRATAMENTO 
• Suporte: dieta zero, hidratação venosa, 
sonda nasogástrica (principalmente se 
vômitos), corrigir distúrbios hidroeletrolíticos 
e ácido-base. Para todos os pacientes! 
• Se obstrução mecânica: Parcial (suboclusão) 
e não complicada → conservador (24-48h) / 
Total ou complicada → cirurgia. 
• Se obstrução funcional: conservador. 
Obstrução Intestinal 
Beatriz Machado de Almeida - Internato 
 
OBSTRUÇÃO INTESTINAL MECÂNICA 
DELGADO 
• Sítio mais comum de obstrução intestinal. 
BRIDA OU ADERÊNCIA: 
• Principal. 
• Traves de fibrose entre 
uma alça intestinal e outra 
ou entre a alça intestinal e 
a parede abdominal. 
• Principal fator de risco: cirurgia abdominal 
prévia. Obstrução (principalmente ao nível do 
intestino delgado) + cirurgia = brida. 
 
• Tratamento: 
❖ Nõo complicado: suporte (48 horas; tendência 
– regressão espontânea) + gastrografin 
(contraste hidrossolúvel hiperosmolar). 
❖ Refratário ou complicado: lise das 
aderências. Abordagem: cirurgia aberta ou 
videolaparoscópica (preferencial se paciente 
estável; menos invasiva). 
Obs: uma vez operado, o paciente tem fator de 
risco para brida ou aderência a vida inteira, 
independente do tempo da cirurgia. 
ÍLEO BILIAR: 
• Obstrução intestinal por um cálculo biliar. 
• Fisiopatologia: Colecistite aguda + fístula 
colecistoentérica + obstrução delgado. ¨Não 
é pra quem quer, é pra quem pode¨. 
• Local mais comum: íleo distal. 
 
• Diagnóstico: 
❖ RX ou TC. 
 Tríade de Rigler: Pneumobilia: presença de 
gás na via biliar / Cálculo ectópico / Distensão 
do delgado. 
 
• Tratamento: 
❖ Medidas gerais. 
❖ Retirada do cálculo +/- colecistectomia. 
Pouco presente na prática, mas muito na prova. 
Obs: Síndrome Bouveret: mesma fisiopatologia do 
íleo biliar, porém a fístula acontece num local 
mais alto, para o estômago, no Piloro. 
OUTRAS: 
• Neoplasias: ex. Carcinomatose peritoneal. 
• Hérnias: ex. Hérnia encarcerada. 
CÓLON 
• Câncer: mais comum. Será discutido em outro 
momento. 
VOLVO: 
• Torção sobre o próprio eixo. 
• Ceco, gástrico, sigmoide (principal). 
• Famoso ¨nós nas tripas¨. 
• Obstrução em alça 
fechada: em 2 pontos 
simultâneos. Principal causa: obstrução 
colônica + válvula ileocecal competente. Evolui 
de forma mais rápida pra sofrimento isquêmico 
e risco de perfuração. 
 
• Diagnóstico: 
❖ RX: neste caso, além de mostrar 
a localização, mostra a causa. Sinal do 
grão de café, ¨U invertido¨. 
❖ Enema baritado: Afilamento do 
contaste na região de torção sobre o 
próprio eixo. Sinal do bico de pássaro. 
Beatriz Machado de Almeida - Internato 
 
• Tratamento: 
❖ Não complicado: descompressão endoscópica 
(tendência é a recorrência). + Sigmoidectomia 
eletiva (mesma internação). 
❖ Complicado: cirurgia de urgência. 
INFÂNCIA 
INTUSSUSCEPÇÃO: + COMUM. 
• Invaginação de uma alça intestinal na outra. 
• É muito mais comum na infância (3 meses-6 
anos), mas pode acontecer no adulto. 
❖ Criança: idiopático. 
❖ Adulto: pólipo, divertículo, tumor. 
 
• Clínica: 
❖ Dor abdominal (paroxística e intermitente). 
❖ Massa em salsicha. 
❖ Fezes em geleia de framboesa (muco e 
sangue). 
 
• Diagnóstico: clínico + imagem. 
❖ RX. 
❖ USG: mais realizado. Confirma diagnóstico. 
 Sinal do alvo: invaginação das alças com 
camadas concêntricas. (1º) 
 Sinal do pseudorim: corte longitudinal. (2º) 
❖ Enema: diagnóstico e terapêutico. Sinal de 
meia-lua -crescente (3º) 
 
• Tratamento: 
❖ Redução com enema: bário (pode cair na 
cavidade caso tenha perfuração), hidrossolúvel 
(gstrografin) e ar (usado). 
❖ Se refratário ou adulto: cirurgia. 
OUTRAS: 
• Bezoar: obstrução por um alimento que não é 
digerido (ex. cabelo). 
• Áscaris. 
• Hérnia: maior risco de encarceramento 
(sempre operar a inguinal indireta). 
OBSTRUÇÃO INTESTINAL FUNCIONAL 
• Comprometimento da função motora. 
ÍLEO PARALÍTICO 
CAUSAS: 
• Pós-operatório (fisiológico): cirurgia de 
delgado (intestino demora cerca de 24h pra 
voltar a funcionar) / Estômago (até 48h) / 
Cólon (até 72h). 
• Drogas (opioides). 
• DHE (distúrbios hidroeletrolíticos). 
• Processos inflamatórios. 
Importante: apensar do nome, todo o intestino é 
comprometido. 
CLÍNICA: 
• Parada da eliminação de fezes e flatos. 
• Dor abdominal. 
• Distensão abdominal. 
• Peristalse diminuída ou ausente. 
TRATAMENTO: 
• Excluir causas mecânicas + suporte. 
• Esperar o tempo necessário para que o 
intestino volte a funcionar. 
PSEUDO OBSTRUÇÃO COLÔNICA AGUDA 
(SÍNDROME OGILVIE) 
• Só o cólon é comprometido. 
• Pacientes graves (CTI, sepse ...). 
CLÍNICA: 
• Dor abdominal e distensão colônica. 
• Peristalse presente. 
Beatriz Machado de Almeida - Internato 
 
TRATAMENTO: 
• Excluir causas mecânicas + suporte. 
• Sem resposta (48-72h) ou ceco >12cm (alto 
risco de perfuração): Neostigmina (atentar 
para possibilidade de bradicardia; PROVA). 
• Ainda sem resposta: descompressão 
colonoscópica. 
• Sem resposta ou resposta parcial: 
cecostomia percutânea ou cirúrgica. 
Resumo baseado no material do Medcurso

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