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RESUMO: HISTÓRIA – IDADE ANTIGA 
Por: Vanessa de Morais > @vanessa.demorais 
 
 
1 
EGITO 
EGITO ANTIGO 
Um oásis em meio ao deserto 
 
A civilização egípcia, que teve início por volta de 4000 a.C., desenvolveu-se em uma estreita faixa 
de terra no nordeste da África. Embora cercada por desertos, essa região apresentava fatores naturais que 
propiciaram a fixação do homem: 
 Água – o Nilo fornecia a água necessária à sobrevivência e ao plantio; 
 Solos férteis – as cheias periódicas do rio Nilo depositavam uma rica camada de húmus em suas 
margens, fertilizando o solo. 
O Egito era, assim, um verdadeiro oásis em meio ao deserto. Por isso, o historiador grego Heródoto 
afirmou: o Egito é uma dádiva do rio Nilo. 
Entretanto, somente os fatores naturais não são suficientes para explicar o desenvolvimento da 
civilização egípcia. Deve-se considerar a atuação humana através do trabalho, da criatividade e do 
planejamento. 
Para proteger vilas e casas das inundações, os egípcios construíram diques e barragens. Construíram 
também canais de irrigação para levar a água do rio às regiões mais distantes. 
Assim, aliando esforço e criatividade, os egípcios aproveitaram os recursos naturais, fazendo surgir 
uma das mais antigas civilizações. 
EVOLUÇÃO POLÍTICA 
A longa história da terra dos faraós 
A história egípcia costuma ser dividida em: 
 Período pré-dinástico – desde a formação das primeiras comunidades até a fundação da 
primeira dinastia dos faraós; 
 Período dinástico – abrange três fases principais: Antigo Império, Médio Império e Novo 
Império. 
RESUMO: HISTÓRIA – IDADE ANTIGA 
Por: Vanessa de Morais > @vanessa.demorais 
 
 
2 
Vejamos cada um desses períodos. 
Período pré-dinástico (5000 – 3200 a.C.) 
Desde 5000 a.C., o Egito era habitado por povos que viviam em clãs, chamados nomos. 
Embora independentes uns dos outros, os nomos cooperavam entre si para solucionar problemas 
comuns, como a abertura de canais de irrigação, construção de diques etc. Essas relações evoluíram e 
levaram à formação de dois reinos: Reino do Baixo Egito, formado pelos nomos do norte; e Reino do Alto 
Egito, formado pelos nomos do Sul. 
Por volta de 3200 a. C., Menés unificou os dois reinos, fundando, assim, a primeira dinastia dos 
faraós. 
O período pré-dinástico é, portanto, a época anterior a essa primeira dinastia. 
Período dinástico (3200-1085 a.C.) 
Foi durante o período dinástico que se deu a construção das grandes pirâmides, o crescimento 
territorial e econômico do Egito e sua expansão militar. Vejamos as fases desse período. 
 Antigo Império (3200-2160 a.C.) – nessa fase, a capital do Egito foi, primeiro, a cidade de Tínis; 
depois, a de Mênfis. Os faraós conquistaram os poderes religioso, militar e administrativo, 
destacando-se Quéops, Quéfren e Miquerinos (IV dinastia), responsáveis pela construção das 
mais famosas pirâmides egípcias. Por volta de 2400 a.C., revoltas lideradas pelos 
administradores da província (nomos), que pretendiam enfraquecer a autoridade do faraó, 
abalaram o império. A sociedade egípcia viveu um período de distúrbios e guerra civil. 
 Médio Império (2160-1730 a.C) – representantes da nobreza de Tebas conseguiram acabar com 
as revoltas, e essa cidade tornou-se a capital do Egito. Dela surgiram os novos faraós que 
governaram o império nos séculos seguintes. Nessa fase, o Egito atingiu estabilidade política, 
crescimento econômico e florescimento artístico, impulsionando a ampliação das fronteiras. 
Conquistou a Núbia, região rica em ouro. Por volta de 1750 a.C., foi invadido pelos hicsos (povo 
nômade vindo da Ásia). Militarmente superiores aos egípcios, os hicsos dominaram a região 
norte do Egito e estabeleceram a capital em Ávaris, onde permaneceram por aproximadamente 
170 anos. 
 Novo Império (1500-1085 a.C.) – mais uma vez, a nobreza tebana conseguiu restaurar a unidade 
política do Egito, expulsar os hicsos. Essa fase caracterizou-se pela grande expansão militar 
egípcia. Os faraós organizaram exércitos permanentes e invadiram territórios da Ásia, 
dominando cidades como Jerusalém, Damasco, Assur e Babilônia. Tutmés III, Amenófis IV e 
Ramsés II foram os principais faraós desse período. Por volta de 1167 a.C., o Império Egípcio foi 
agitado por revoltas populares, entrando em um período de decadência. 
 
RESUMO: HISTÓRIA – IDADE ANTIGA 
Por: Vanessa de Morais > @vanessa.demorais 
 
 
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Decadência do Egito 
Depois do século XII a.C., o Egito foi sucessivamente invadido por diferentes povos. Em 670 a.C., os 
assírios conquistaram o Egito, dominando-o por oito anos. 
Após se libertar dos assírios, o Egito iniciou uma fase de recuperação econômica e brilho cultural, 
conhecida como renascença saíta por ter sido impulsionada pelos soberanos da cidade de Sais. 
Contudo, a prosperidade durou pouco. Em 525 a.C., os persas depois, dos macedônios, comandados 
por Alexandre Magno, derrotaram os persas. Finalmente, em 30 a.C., o Egito foi dominado pelos romanos. 
SOCIEDADE 
A pirâmide formada por dominantes e dominados 
A sociedade egípcia era formada por diferentes camadas sociais, organizadas em castas 
hereditárias, podendo ser representada na forma de pirâmide – a mais célebre construção arquitetônica 
do Egito. 
No topo dessa pirâmide encontrava-se o faraó, que concentrava os poderes administrativo, militar 
e religioso. Considerado um verdadeiro deus na terra, sua autoridade era absoluta. 
Abaixo do faraó e de sua família, a sociedade dividia-se em dois grandes grupos: o dos dominantes 
e o dos dominados. 
Grupo dos dominantes 
A esse grupo pertencia a elite dirigente, que era formada por: 
 nobres – administradores das províncias ou comandantes dos principais postos do exército. Seus 
cargos eram hereditários; 
 sacerdotes – senhores da cultura egípcia; presidiam as cerimônias religiosas e administravam o 
patrimônio dos templos, desfrutando de riqueza proveniente das oferendas feitas pelo povo; 
 escribas – funcionários da administração. Sabiam ler, escrever e contar. Realizavam trabalhos 
como cobrança de impostos, fiscalização da vida econômica, organização das leis etc. 
Grupo dos dominados 
A esse grupo pertencia a maioria da população egípcia, sendo formada por: 
 artesãos – trabalhadores das cidades, como barbeiros, ferreiros, carpinteiros, barqueiros, 
tecelões, ourives, ceramistas etc. Muitos trabalhavam na construção dos templos e das 
pirâmides. Viviam na pobreza; 
 felás – camponeses e pessoas que trabalhavam na construção de obras públicas, no transporte 
etc. Constituíam a maioria do povo egípcio e viviam na miséria; 
 escravos – estrangeiros capturados em guerra. Trabalhavam em serviços pesados; por exemplo, 
nas pedreiras. Viviam em condições precárias, mas tinham alguns direitos civis, como casar com 
pessoas livres, possuir bens, testemunhar nos tribunais etc. 
 
RESUMO: HISTÓRIA – IDADE ANTIGA 
Por: Vanessa de Morais > @vanessa.demorais 
 
 
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ECONOMIA 
O controle pelo Estrado 
Na economia egípcia predominou o modo de produção asiático. O Estado, representado pelo faraó, 
controlava as atividades econômicas. Era dono da terra e comandava o trabalho agrícola. Administrava as 
pedreiras, as minas e a construção de canais, diques, templos, pirâmides, estradas, além de controlar o 
comércio exterior. 
Assim, não havia no Egito pessoas atuando fora do controle do Estado. A maior parte delas vivia 
num regime de servidão coletiva, obrigada a sustentar o faraó e a elite dominante, pagando tributos em 
forma de bens ou de trabalho. 
Atividades econômicas 
Entre as principais atividades econômicas desenvolvidas no Egito, citam-se: 
 agricultura – o cultivo de trigo, cevada, linho papiro; 
 criação de animais – a criação de bois, asnos, carneiros, cabras, porcos e aves. A partir da 
invasão dos hicsos, começaram a criar cavalos; 
 comércio exterior – importação e exportação de diversos produtos sob o controle do Estado, 
queenviava expedições para Creta, Fenícia, Palestina. Exportavam-se trigo, linho, cerâmicas; 
importavam-se marfim, perfumes, peles de animais. 
 
CULTURA 
A profunda influência da religião 
A cultura egípcia era profundamente influenciada pela religião; sobretudo a arte e a arquitetura. 
Contudo, os egípcios, buscando soluções para problemas práticos, também nos deixaram um vasto legado 
científico. 
Religião 
Os egípcios eram politeístas e adoravam seus deuses em cerimônias patrocinadas pelo Estado 
(culto oficial) ou realizadas espontaneamente pelo povo (culto popular). 
No culto oficial, destacava-se o deus Amon-Rá, fusão de Rá (deus do Sol e criador do mundo) e 
Amon (deus protetor de Tebas). 
No culto popular, devotavam-se sobretudo a Osíris (deus da vegetação, das forças da natureza e 
dos mortos), ÍSIS (deusa esposa e irmã de Osíris) e Hórus (deus do céu, filho de Ísis e Osíris). 
Acreditando na ressurreição da alma, os egípcios preservavam o corpo dos mortos por meio da 
mumificação. Nos sarcófagos, junto das múmias, guardavam alimentos, roupas, joias e um exemplar do 
Livro dos mortos, coleção de textos religiosos para serem recitados no tribunal de Osíris. 
Escrita hieroglífica e papiro 
Assim como os sumérios, os egípcios desenvolveram um tipo de escrita. Mas a dos egípcios era 
formada de sinais chamados hieróglifos (“sinais sagrados”). Coube ao sábio francês Jean-François 
Champolion a façanha de decifrar os hieróglifos da famosa Pedra de Roseta, em 1822. 
O registro escrito egípcio era feito em pedra, madeira ou papiro. 
Arquitetura 
RESUMO: HISTÓRIA – IDADE ANTIGA 
Por: Vanessa de Morais > @vanessa.demorais 
 
 
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Os egípcios construíram obras monumentais, destacando-se as pirâmides. AS famosas pirâmides de 
Quéfren, Quéops e Miquerinos encontram-se na região de Gizé. 
Para confundir possíveis saqueadores, o interior das pirâmides eram um verdadeiro labirinto, e o 
sarcófago do faraó ficava em uma câmara secreta. 
Arte 
A escultura e a pintura egípcias eram diretamente influenciadas pela religião. A maior parte das 
estatuetas e das pinturas servia para decorar túmulos e templos. 
Tanto na pintura quanto na escultura, as figuras humanas eram representadas numa posição rígida 
e respeitosa, geralmente com a cabeça e as pernas de perfil e o tronco de frente (postura hierática). Esse 
tipo de representação constitui uma característica geral de arte egípcia, embora haja exceções. 
Ciência 
Os egípcios desenvolveram o saber científico visando resolver problemas práticos e concretos. 
 Química – a manipulação de substâncias químicas surgiu no Egito e deu origem à fabricação de 
diversos remédios e composições. A própria palavra química vem do egípcio kemi, que significa 
“terra negra”. 
 Matemática – as transações comerciais e a administração dos bens públicos exigiam a 
padronização de pesos e medidas, isto é, um sistema de notação numérica e de contagem. 
Desenvolveu-se, assim a Matemática incluindo a Álgebra e a Geometria. 
 Astronomia – para a navegação e as atividades agrícolas, os egípcios orientavam-se pelas 
estrelas. Fizeram, então, mapas do céu, enumerados e agrupando as estrelas em constelações. 
 Medicina – a prática da mumificação contribuiu para o estudo do corpo humano. Alguns 
médicos acabaram se especializando em diferentes partes do corpo, como olhos, cabeça, 
dentes, ventre. 
 
 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: 
COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e Geral. Volume único. Ed. Saraiva. 2ª edição.1998.