Prévia do material em texto
Detalhes construtivos em projetos de interiores Apresentação O projeto de ambientes, sejam eles residenciais, sejam eles comerciais ou institucionais, constitui-se de um conjunto de documentos gráficos que devem resultar em espaços construídos ergonômicos, sustentáveis, funcionais e esteticamente qualificados. Trabalha-se na escala do detalhe, em que as decisões de projeto são ajustadas aos elementos desconsiderados nas plantas gerais; esses pormenores, então, caracterizam os projetos de interiores. Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai conhecer o detalhamento no design de interiores, suas modalidades normatizadas e sugestões complementares que contribuem para a elaboração da documentação gráfica adequada que materializa as propostas projetuais. Esse conteúdo enfatiza a perfeita execução dos elementos que configuram os ambientes, que estão diretamente relacionados com um projeto executivo bem documentado e, especialmente, com a melhor concepção e representação dos diversos detalhes construtivos. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Reconhecer a importância do detalhamento nos projetos de arquitetura de interiores.• Definir as técnicas de representação gráfica dos detalhamentos.• Ilustrar os detalhes construtivos em projetos de interiores.• Desafio Os partidos arquitetônicos contemplam a edificação como um todo, em que o sistema estrutural, a configuração volumétrica, a identidade estética, os aspectos funcionais e a escolha de revestimentos e acabamentos apresentam relações implícitas. O design dos ambientes internos é resultante dessa conexão planejada pelo arquiteto. Nesses espaços, o conceito do projeto se manifesta na experiência do usuário. A ideia de conexão, convivência e transparência se expressa no interior do edifício que sedia as agências da ONU em Copenhagen, na Dinamarca. No projeto, o escritório 3XN propôs uma escadaria monumental com identidade contemporânea, que conecta e domina visualmente todo interior da edificação. O escritório de arquitetura em que você trabalha foi contratado por um cliente. Ele deseja planejar um ambiente réplica do projeto apresentado. Como arquiteto de interiores, você precisa recomendar (e justificar sua escolha), entre as modalidades de detalhamento detalhes de objetos isolados e detalhes construtivos diversos, qual a mais indicada para apresentar todos os aspectos necessários para a perfeita execução da escada monumental. Infográfico Uma importante prerrogativa do designer de interiores é garantir que todos os elementos de seus projetos possam ser executados em conformidade com suas concepções. A perfeita execução dos projetos está diretamente relacionada com um bom detalhamento. Veja, no Infográfico, uma síntese das prerrogativas estabelecidas pela ABNT, que determina os aspectos necessários para elaborar os detalhes construtivos. A literatura acrescenta outras modalidades para realização do detalhamento de projetos de interiores mais específicas: detalhes de objetos isolados, detalhes de aberturas e detalhes de áreas molhadas. O conjunto desses documentos técnicos de representação arquitetônica é pormenorizado no material. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/561d7b3a-7c73-452e-929a-4fe8a3f9042a/69a46285-6aaa-42a7-bef3-3fd16bf6402d.png Conteúdo do livro Os projetos de interiores são muito diversos, não podendo ser classificados de forma redutora e estática, que adota a normatização como a única orientação para garantir a adequada representação gráfica. Especialmente no que se refere à etapa de projeto executivo, há grande variação de desenhos técnicos utilizados para orientar a fiel execução das propostas contidas em cada projeto. É uma prerrogativa do profissional de design de interiores compreender a importância dos detalhamentos necessários para que não haja lacunas que prejudiquem ou dificultem a futura execução do seu projeto, principalmente nos menores e mais complexos detalhes. Na obra Detalhes construtivos, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, leia o capítulo Detalhes construtivos em projetos de interiores, que fornece a base teórica para os designers, destacando a relevância do detalhamento em seus projetos e indicando a metodologia para a realização dos elementos gráficos necessários. Com o aporte desse material, você conhecerá o princípio que rege a concepção dos detalhes e as especificidades e recomendações para a elaboração do detalhamento de objetos isolados, áreas molhadas, aberturas e detalhes construtivos diversos. Boa leitura. DETALHES CONSTRUTIVOS Dulce América de Souza Detalhes construtivos em projetos de interiores Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Reconhecer a importância do detalhamento nos projetos de arqui- tetura de interiores. Definir as técnicas de representação gráfica dos detalhamentos. Ilustrar os detalhes construtivos em projetos de interiores. Introdução O conjunto de desenhos técnicos necessários para o entendimento inte- gral de um projeto de arquitetura é denominado projeto executivo. Um dos elementos de um projeto executivo é aquilo que designamos como detalhamentos: desenhos ampliados de determinados elementos que podem estar associados a tabelas, especificações e demais informações que permitam que qualquer profissional possa executar integralmente todos os componentes propostos, do revestimento de pisos à execução de uma escada complexa, por exemplo. Neste capítulo, você vai ver a importância dos detalhamentos nos projetos de arquitetura de interiores, bem como os diversos componentes de um detalhamento. O desenho técnico arquitetônico é normatizado pela norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), com apoio das recomendações do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e das publicações acadêmicas, que determinam todos os componentes de cada desenho, dentre eles, os detalhamentos. Além disso, você vai ver que a realização desses detalhes específicos depende do conhecimento técnico e da experiência do projetista, cujo objetivo é a perfeita execução de suas propostas. 1 A importância do detalhamento em projetos de arquitetura Os elementos gráfi cos de um projeto — como as plantas, os cortes e as vistas — são representados pelo desenho técnico arquitetônico, com suas convenções, cotas e especifi cações. O desenho deve também estabelecer a comunicação entre todos os elementos gráfi cos do conjunto de documentos que caracteriza um projeto arquitetônico (CHING, 2017; MONTENEGRO, 1978). Esse conjunto de documentos é caracterizado por um sistema gráfi co que contém os desenhos de croquis, vistas, seções e perspectivas — que podem ser humanizadas com cores, texturas, sombras, etc. — e também os desenhos técnicos, como a representação dos detalhes, o detalhamento. Todos esses elementos gráficos podem ser elaborados à mão ou com o auxílio do computador. “Linguagem própria do arquiteto (supõe-se que o seja), esses desenhos se apresentam como ferramenta básica para comunicar suas intenções ao cliente contratante ou a outros profissionais do meio da construção civil” (TAMASHIRO, 2003, p. 26). Vivemos um momento em que a utilização dos softwares gráficos vem substituindo a prática do desenho à mão. Autores, professores das escolas de arquitetura e diversos arquitetos alertam para a importância do domínio e da compreensão do desenho analógico, entendendo que tanto o grafite quanto o computador são ferramentas de desenho, que se consolida como linguagem natural da arquitetura, independentemente do meio pelo qual é realizado. Diversas normas da ABNT tratam do desenho técnico, e o Roteiro para desenvolvimento do projeto de arquitetura da edificação, publicado pelo IAB (IAB, 2020), diz respeito diretamente ao desenho técnico arquitetônico.Além das normas e recomendações da entidade de classe, devemos mencionar também os manuais de desenho técnico, com destaque para a valiosa contri- buição do arquiteto Francis Ching — professor de arquitetura da Universidade de Washington, Seattle, EUA —, cuja produção é referência mundial para a representação arquitetônica, em especial, com seu livro Representação gráfica em arquitetura (2011). A literatura determina os desenhos componentes do projeto de arquitetura, observando que a quantidade de informações apresentada em cada desenho varia em função do objetivo do daquilo que se pretende mostrar em cada fase Detalhes construtivos em projetos de interiores2 do projeto, em grau crescente de detalhamento e precisão. Os documentos gráficos normatizados são planta de situação, planta de locação (ou implanta- ção), planta de edificação, corte, fachada, elevações, detalhes ou ampliações. A norma da ABNT define os detalhes e as ampliações como a representação de elementos isolados com um número de informações que permitam sua correta execução. Usualmente, está em escala maior que os demais desenhos e constituída de plantas, cortes e elevações (ABNT, 1994). O detalhamento de projetos evidencia os elementos que necessitam de um certo grau de aproximação para que se compreenda sua constituição e futura execução. Em um projeto de espaços internos, podemos detalhar o mobiliário fixo, as rampas e escadas e as portas e janelas, por exemplo. Os detalhes construtivos gerais devem conter: a) simbologias de representação gráfica conforme as prescritas nesta Norma; b) eixos do projeto; c) sistema estrutural; d) indicação de cotas em osso e acabadas, e cotas totais das partes detalhadas; e) indicação de cotas pormenorizadas na fixação de todas as peças e aces- sórios existentes; f) indicação de cotas de nível em osso e acabado; g) indicação dos materiais de acabamento utilizados; h) marcação de cortes, elevações; i) escalas; j) notas gerais, desenhos de referência e carimbo (ABNT, 1994, p. 9). Usualmente, os projetos com maiores dimensões são representados em escalas menores — 1:100, 1:200, 1:500, etc. —, e os detalhes permitem a ampliação de apenas partes do projeto ou de um determinado elemento ou sistema. Para os detalhes, Ching (2017, p. 80) orienta a utilização de escalas maiores, como 1:50, 1:25, 1:10, 1:5. “Escalas maiores são empregadas para detalhes que ilustrem condições especiais, como paredes compostas, quinas e escadas. Por esse motivo, um conhecimento geral de como as edificações são construídas é extremamente valioso para a criação de cortes em escala grande”. A Figura 1, a seguir, traz a visualização de uma ampliação ao lado do elemento construtivo detalhado: uma escada interna composta por estrutura metálica, degraus em madeira e guarda-corpo em vidro. 3Detalhes construtivos em projetos de interiores Figura 1. Elemento construtivo detalhado. Fonte: Ojeda e McCown (2004, p. 48). Os detalhamentos são importantes componentes dos projetos executivos. Sabemos que, com a prática, cada arquiteto desenvolve seus próprios métodos de abordagem do desenho técnico como meio de solução construtiva e repre- sentação destinada à execução. Frequentemente, as visitas à obra e os diálogos com os executores podem substituir algumas pranchas de detalhamento. Entretanto, o desenho é uma ferramenta de análise para o próprio designer ou arquiteto; mais do que um mero instrumento de comunicação entre o projetista e os construtores, as projeções ortográficas proporcionam ao seu criador um melhor entendimento do objeto a ser executado (VALLADARES; MATOSO, 2002). Para transmitir as informações de maneira eficaz, os projetistas devem utilizar as escalas adequadas a todos os desenhos de um projeto; no deta- lhamento, esse é um fator preponderante, pois afeta a comunicação e a com- preensão de um determinado conceito. Os arquitetos e designers utilizam escalas diferentes das utilizadas pelos engenheiros, por exemplo. Detalhes de aspectos construtivos podem ser representados na escala de 1:5 ou 1:10 para explicitar aspectos interiores, como os pontos de encontro entre as paredes Detalhes construtivos em projetos de interiores4 e os pisos. A faixa de escala entre 1:20 e 1:50 é empregada prioritariamente para layouts, com o objetivo de transmitir uma visão mais ampla. As escalas sugeridas por Farrelly (2014) para detalhamentos e demais peças gráficas (ou maquetes físicas) são apresentadas pelo Quadro 1. Fonte: Adaptado de Farrelly (2014). Escala Uso 1:1 Escala real Detalhe de mobiliário e materiais 1:2 Detalhe de mobiliário e materiais 1:5 Detalhe de interiores e de edificações 1:10 Detalhe de interiores e de edificações 1:20 Detalhe de interiores e de edificações 1:50 Detalhe de interiores e plantas baixas de edificações pequenas 1:100 Plantas completas de edificações maiores 1:200 Plantas completas de edificações maiores e plantas de localização 1:500 Plantas de localização e do entorno imediato 1:1.000 Plantas de situação e contexto 1:1.250 Plantas de situação em mapas parciais 1:2.500 Plantas de situação em mapas grandes Quadro 1. Escalas adequadas para detalhamentos e demais desenhos ou maquetes Um exemplo da variação adequada de escalas para explicitar um projeto de interiores, particularmente dos detalhamentos necessários para a execução da obra, é a reformulação do Royal Festival Hall (Figura 2), em Londres, do escritório Allies & Morrison, com consultoria acústica do escritório Kirkegaard Associates. Projetado em 1951 e reformado em 2006, a acústica da casa de espetáculos que abriga 3.000 espectadores sempre sofreu com o excesso de superfícies absorventes. Para solucionar o problema, grande parte do interior foi alterada: as paredes que envolvem o palco foram reanguladas e quase todas 5Detalhes construtivos em projetos de interiores as superfícies foram alteradas ou seus acabamentos foram substituídos com objetivo de reduzir a absorção acústica e aumentar o tempo de reverberação do som no interior do espaço (BIZLEY, 2010). Figura 2. Interior e assentos do Royal Festival Hall. Fonte: Bizley (2010, p. 16). A planta e o corte do Royal Festival Hall (Figura 3) são apresentados em escalas menores, destacando no desenho o elemento de ampliação (em vermelho). Dentre as alterações realizadas, Bizley (2010) aponta: o carpete existente foi substituído por lambris de teca; as paredes laterais (conhecidas como paredes de Copenhague) foram revestidas com ripado de olmo com juntas, com o objetivo de difundir o som — anteriormente, esse ripado possuía lacunas entre as peças e era sobreposto a paredes ocas, condição na qual o som era distorcido; toda madeira existente nos revestimentos foi retirada, substituída e lâminas finas de nogueira foram aplicadas entre os ripados para selar as lacunas. Detalhes construtivos em projetos de interiores6 Figura 3. Planta e corte do Royal Festival Hall. Fonte: Bizley (2010, p. 18). Os detalhes dos assentos e balaustrada (Figura 4) são apresentados em escala 1:20 e 1:5 respectivamente. O espaço entre os assentos foi aumentado em 8 cm, envolvendo a substituição das unidades de degraus de concreto pré-moldado que formam o piso inclinado; as novas unidades se apoiam nas vigas de concreto existentes. Os corrimãos de mogno foram redesenhados e adaptados às peças existentes, recebendo um aditivo de níquel para dar um acabamento prateado correspondente aos suportes originais (BIZLEY, 2010). Figura 4. Detalhes dos assentos e balaustradas. Fonte: Bizley (2010, p. 18). 7Detalhes construtivos em projetos de interiores Os assentos também foram movidos, criando novos corredores adjacentes às paredes de Copenhague, como ilustra a Figura 5, desenho que mostra uma perspectiva para melhor apresentar a ideia. Bizley (2010) afirma que o detalhamento realizado permitiu a perfeita execução da delicada reforma, que melhorou consideravelmente a clareza a e vibração do som no ambiente.Figura 5. Detalhe em perspectiva. Fonte: Bizley (2010, p. 19). De modo geral, o princípio que rege a concepção de detalhes é o mesmo que rege a concepção de objetos arquitetônicos. Ou seja, disseca-se o objeto em elevações, seções, perspectivas e ampliações. Embora não haja uma normatização relativa à metodologia de elaboração, Valladares e Matoso (2002) estabelecem a seguinte divisão: detalhes de objetos isolados, detalhes de áreas molhadas, detalhes de aberturas (portas e janelas) e detalhes construtivos diversos. A seguir, você confere com mais detalhes os quatro grupos de detalhes construtivos. Detalhes construtivos em projetos de interiores8 2 Técnicas de representação gráfica dos detalhamentos de objetos isolados e de áreas molhadas Os objetos isolados são aqueles que podem ser parcial ou totalmente dis- sociados do seu contexto construtivo para serem detalhados, a exemplo dos móveis. Conforme Valladares e Matoso (2002), esse detalhamento é composto por desenhos da peça inteira cotados e especifi cados em escalas que variam de 1:5 a 1:25, dependendo da dimensão e complexidade do objeto. Esses desenhos são compostos de vista superior; seções horizontais e seções verticais na quantidade necessária para a melhor visualização dos componentes e sistemas; elevações — nas peças curvas, é comum a elaboração de elevações retificadas nas quais se “corrige” o objeto a fim de mostrá-lo em verdadeira grandeza; e perspectivas isométricas. As perspectivas isométricas normalmente são realizadas com metade da escala dos demais desenhos, e o projetista escolhe o melhor quadrante para o entendimento da peça. O surgimento dos programas de renderi- zação permitiu a elaboração de perspectivas tratadas com materiais, luz e cor; assim, é frequente seu uso em pranchas técnicas. No entanto, é importante observar que o desenho feito em linhas se torna mais legível quando impresso. Para complementar a perspectiva isométrica, pode-se associar uma perspectiva explodida, na qual os elementos de fechamento são destacados, ligando-os por linhas tracejadas à sua posição final, como no caso das portas de um móvel. Um exemplo de detalhamento de objeto isolado, um banco, é apresentado na Figura 6. Na primeira prancha, o objeto é apresentado em perspectiva isométrica, que confere uma visão geral do móvel. Os demais desenhos da prancha são uma vista superior, uma seção vertical transversal — que mostra os arremates de borda do assento o banco — e uma elevação lateral. Todos os desenhos contêm cotas e especificações dos materiais/sistemas construtivos. 9Detalhes construtivos em projetos de interiores Figura 6. Detalhamento de objeto isolado (banco) — prancha 1. Fonte: Valladares e Matoso (2002, p. 14). Nas demais pranchas, os desenhos ampliados esclarecem detalhadamente os sistemas de encaixe e travamento do objeto, devidamente cotados. As seções desenvolvidas em maior escala auxiliam na compreensão da geometria de encaixe das peças dos pés do banco, que são reforçados (Figura 7). Figura 7. Seções de objeto isolado (banco). Fonte: Valladares e Matoso (2002, p. 16-18). Detalhes construtivos em projetos de interiores10 A perfeita execução do objeto proposto está vinculada ao adequado deta- lhamento desse móvel ou objeto. Quando vamos conferir o móvel executado a partir de nosso projeto, é comum identificar incompatibilidades entre a ideia e o produto final, e o que costuma causar esse problema, normalmente, é a falta de entendimento do detalhamento do objeto isolado. As recomendações para evitar a execução inadequada ou discordante de um projeto são: desenvolver pranchas exclusivas para o detalhamento do mobiliário; assim, não haverá conflito de informações com as demais especificações de revestimentos de pisos e paredes, por exemplo; conhecer os catálogos dos materiais especificados — MDF, puxadores, perfis metálicos, trilhos, corrediças, dobradiças, etc.; ter acesso à marcenaria que executará o projeto; assim, algumas dúvidas simples podem ser redimidas com agilidade; ao entregar o detalhamento para a marcenaria, checar se restou al- guma dúvida e ressaltar os pontos importantes do projeto; se houver impossibilidade de execução por algum motivo, refazer o detalhamento seguindo as novas orientações. O detalhamento das áreas molhadas é uma atribuição recorrente dos arquitetos e designers de interiores, pois elas possuem complexidades que demandam ampliações e especificações em separado do projeto executivo. A escala do projeto executivo — suponhamos, 1:100 — não dá conta de apresentar as especificidades dos banheiros, cozinhas e áreas de serviço (consideradas as áreas molhadas). As particularidades sobre pontos hi- dráulicos, paginação de pisos e forros e iluminação provavelmente não são contempladas em uma escala menor e só aparecerão na escala de detalha- mento, normalmente, 1:25. De acordo com Valladares e Matoso (2002), o detalhamento de áreas molhadas é composto por planta geral compatibilizada do ambiente, planta (ou paginação) de piso, planta de teto, elevações, seções verticais e detalhes ampliados (normalmente, as bancadas). A planta geral do ambiente, em escala 1:25, deve apresentar indicações de alvenarias internas, divisórias, louças, metais, equipamentos elétricos, como chuveiros e aquecedores, devidamente cotados em seus eixos e especificados. As vistas devem ser identificadas e numeradas nessa planta. No caso de detalhamento de áreas molhadas, a espe- 11Detalhes construtivos em projetos de interiores cificação de louças, metais e demais acessórios pode ser apresentada em um quadro de materiais em separado. Um exemplo de planta geral (contendo uma vista e dois detalhes ampliados) de um banheiro desenvolvido pelo arquiteto Marcelo Sbarra é ilustrado na Figura 8. Figura 8. Planta geral compatibilizada de um banheiro. Fonte: Sbarra (2020, documento on-line). Em áreas molhadas, onde usualmente aplicamos pisos cerâmicos, a elabo- ração da planta de piso é fundamental, pois determina a paginação escolhida pelo arquiteto, informa o posicionamento dos ralos de escoamento de água, apresenta os desníveis necessários nos boxes e o sentido da inclinação dos pisos. O tipo de piso adotado pode ser especificado à parte, no quadro des- tinado à identificação dos materiais. A planta de forro também compõe o conjunto de elementos gráficos do detalhamento de áreas molhadas e tem o objetivo de informar o tipo de revestimento e paginação escolhida para o teto do ambiente (rebaixos de gesso, por exemplo), incluindo a cotagem e a Detalhes construtivos em projetos de interiores12 especificação das luminárias de teto. A Figura 9 traz um exemplo de planta de forro de um banheiro público, identificando o tipo e o posicionamento de luminárias e detalhando a fixação do forro de gesso (VALLADARES; MATOSO, 2002). Figura 9. Planta de forro de um banheiro. Fonte: Sbarra (2020, documento on-line). As elevações e/ou seções verticais são importantes componentes do deta- lhamento de áreas molhadas e se destinam principalmente a expor a paginação de paredes, alturas de acabamentos e bancadas e posicionamento dos acessórios, metais e demais acessórios. Por último, os detalhes ampliados complementam o conjunto de elementos gráficos que constituem material necessário para esse tipo de detalhamento. Usualmente, detalhamos as pias, bancadas em geral e os espelhos. Em relação às bancadas (o detalhamento mais frequente), a escala indicada é 1:10 ou menor, constando (se houver) a porção da pedra (ou outro material) embutida na alvenaria e pontos de eventuais chumbadores metálicos, conforme apresenta a Figura 10. 13Detalhes construtivos em projetos de interiores Figura 10. Elevações e detalhes ampliados de um banheiro. Fonte: Sbarra (2020, documento on-line). É comum em áreas molhadas a contratação de mobiliário planejado de empresas especializadas na fabricação dos armários, mas, se não for o caso, o arquiteto deve desenvolveresse detalhamento seguindo as recomendações para detalhe de objetos isolados. O quadro de especificação de louças, metais e acessórios é fundamental nesse nível de projeto, recomendando-se o maior número de especificações técnicas do fabricante possíveis e necessárias para a execução em conformidade com o projeto. 3 Técnicas de representação gráfica dos detalhamentos de aberturas e detalhes construtivos diversos A difusão de esquadrias (portas e janelas) prontas industrializadas evita o detalhamento dessas peças, que é considerado exaustivo para os proje- tistas. Nesse caso, apenas precisamos especifi car a esquadria industrial a Detalhes construtivos em projetos de interiores14 ser utilizada no quadro de aberturas, indicando seu acabamento, altura de peitoril e verga. Isso se aplica às esquadrias de alumínio e PVC e aos vidros temperados, utilizados em larga escala nos projetos de interiores. Deve-se ter cuidado especial no detalhamento de aberturas com a estanqueidade dos ambientes, a boa vedação. Nesse aspecto, quando utilizamos as portas pivotantes (Figura 11), devemos prevenir o chamado “coice” em sentido contrário, que difi culta a vedação exterior. Figura 11. Detalhamento de porta pivotante. Fonte: Adaptada de Dutra (2019); Valladares e Matoso (2002). As esquadrias de metal e madeira executadas de modo artesanal demandam o detalhamento do arquiteto, e os elementos gráficos a serem apresentados são: elevações (1:10 – 1:25) representando as folhas e montantes com cotas gerais dos seus componentes, indicação dos elementos móveis e fixos e o sistema de abertura; seções verticais e horizontais das esquadrias (1:10 – 1:25), nas quais devem constar o sistema de vedação, peitoris, puxadores, peças de comando, especificação de ferragens e arremates de fixação à alvenaria; ampliações necessárias (1:1 – 1:5). O quadro geral de aberturas deve informar as dimensões do vão, altura do peitoril, linha de produtos utilizada, fechamento (normalmente vidro), vene- 15Detalhes construtivos em projetos de interiores zianas, peitoril, pingadeiras, puxadores e peças de comando (VALLADARES; MATOSO, 2002). Ching (2011) observa que a grande maioria das aberturas (especialmente as janelas) utilizadas são pré-fabricadas, mas o projetista deve conhecer seus componentes (Figura 12). Figura 12. Componentes de janela de madeira e janela de metal. Fonte: Ching (2011, p. 186-187). Detalhes construtivos em projetos de interiores16 Há elementos cuja representação original nas plantas, cortes e elevações não é suficiente para demonstrar todos os aspectos e informações neces- sárias à sua correta execução. Esses detalhes construtivos diversos variam de projeto para projeto, de modo que se deve eleger partes que devem ser ampliadas e informadas com mais detalhe em função de terem complexidade ou importância para o conjunto. Alguns detalhes recorrentes são lareiras, escadas, rampas, guarda-corpos, sistemas construtivos de elementos fixos em geral. Os princípios de detalhamento de cada elemento seguem as mes- mas orientações para os objetos isolados e, por vezes, é necessária apenas uma seção complementando na mesma prancha algum desenho do projeto executivo. Os detalhes se constituem de plantas, cortes, elevações e pers- pectivas realizadas em escala compatível à complexidade construtiva do elemento, sendo complementados, quando necessário, por textos, tabelas, especificações, etc. (FARRELLY, 2014). A Figura 13 apresenta dois detalhamentos de escada de uma escada es- truturada por uma viga metálica. Os pontos de fixação são informados na ampliação da seção da viga metálica. O detalhamento da escada de concreto é um pouco mais complexo, pois não se trata da utilização de um elemento industrializado, como o perfil de viga “I” da escada metálica. Esse exemplo confirma que o nível de detalhes apresenta demandas diferentes para projetos e elementos particulares. Figura 13. Detalhamento de escada com viga metálica. Fonte: Haifuch (2013, documento on-line); Pormenores Construtivos (2020, documento on-line). 17Detalhes construtivos em projetos de interiores O detalhamento também pode contemplar dois elementos simultaneamente, como ilustrado na Figura 14, que representa um lance de escada sobre um espelho d’água. Neste caso, as informações sobre revestimentos e sistema de drenagem estão no lado direito do desenho, que apresenta as cotas principais para a adequada execução dos elementos arquitetônicos. Figura 14. Detalhamento de dois elementos simultaneamente. Fonte: Casa Haras (2014, documento on-line). O detalhe apresentado pela Figura 15 representa o sistema de guarda- -corpo sugerido pelos arquitetos para um edifício de escritórios de biotec- nologia em Londres. Buscando um contraponto às superfícies polidas do átrio central do prédio de seis pavimentos, especificaram e detalharam a proteção e o corrimão com ripas madeira cicuta combinada com a madeira tecano guarda-corpo. O piso de cimento recebeu aplicação de ácido para se assemelhar ao couro e conferir a sensação de calor ao ambiente (OJEDA; MCCOWN, 2004). Detalhes construtivos em projetos de interiores18 Figura 15. Detalhamento de dois elementos simultaneamente. Fonte: Casa Haras (2014, documento on-line). Como orientações gerais para a graficação e apresentação dos detalhes, Valla- dares e Matoso (2002) recomendam que todos os desenhos de detalhamento apresentem o título geral, o título do detalhe acompanhado de sua tipologia (seção vertical, seção horizontal, elevação, etc.) e a escala. Os autores observam também que, em detalhamento, atribui-se as denominações ‘seção horizontal’, ‘seção vertical’ e ‘elevação’ em vez de ‘corte’ e ‘fachada’, como nos demais desenhos arquitetônicos. As linhas de chamada de especificações e informações devem iniciar-se junto ao objeto apontado por meio de uma seta ou um ponto. Para am- pliações, é usual circular a área que será ampliada. Embora não sejam regras fixas, essas orientações podem conferir maior legibilidade e entendimento ao desenho. 19Detalhes construtivos em projetos de interiores No projeto executivo de design de interiores, os detalhamentos ocupam um papel preponderante tanto para as intervenções que serão realizadas quanto para a prevenção de possíveis inconsistências na execução dos projetos. As técnicas e sugestões apresentadas não resumem todas as possibilidades de representação do detalhamento, que é uma expressão de uma ideia que necessita ser exequível. Assim, o projetista deve procurar a melhor forma de representar suas propostas por meio do desenho, a linguagem universal dos arquitetos e designers. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 6492. Representação de projetos de arquitetura. Rio de Janeiro: ABNT, 1994. Disponível em: http://www.ufjf. br/projeto3/files/2011/03/NBR-6492-Representa%C3%A7%C3%A3o-de-projetos-de- arquitetura.pdf. Acesso em: 14 jan. 2020. BIZLEY, G. Architecture in detail II. Oxford: Elsevier, 2010. CASA HARAS. 2014. Disponível em: https://247arquitetura.com.br/projeto/casa- -haras/#gallery-22. Acesso em: 14 jan. 2020. CHING, F. D. K. Representação gráfica em arquitetura. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 2017. DUTRA, D. O que é porta pivotante? O Principal Modelo de Porta para a Entrada! 2019. Disponível em: https://portapivotante.com.br/o-que-e-porta-pivotante/. Acesso em: 14 jan. 2020. FARRELLY, L. Fundamentos de arquitetura. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2014. HAIFUCH, M. Escada para uma casa 1. 2013. Disponível em: https://www.micasadesign. com/2013/04/. Acesso em: 14 jan. 2020. INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL (IAB). Roteiro para desenvolvimento do projeto de arquitetura da edificação. Salvador, 2020. Disponível em: http://www.iab.org.br/sites/ default/files/documentos/roteiro-arquitetonico.pdf. Acesso em: 14 jan. 2020. MONTENEGRO, G. Desenho arquitetônico. São Paulo: Blücher, 1978. OJEDA, O. R.; MCCOWN, J. Architecture in detail: colors. Massachusetts: RockportPu- blishers, 2004. PORMENORES CONSTRUTIVOS. 2020. Disponível em: http://pormenoresconstrutivos. cype.pt/EHZ024.html. Acesso em: 14 jan. 2020. SBARRA, M. Peso Gráfico: Representação De Projetos De Arquitetura (NBR-6492): III. 2017. Disponível em: https://marcelosbarra.com/2016/12/03/peso-grafico-representacao- -projetos-arquitetura-nbr-6492-iii/. Acesso em: 14 jan. 2020. Detalhes construtivos em projetos de interiores20 Os links para sites da Web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun- cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links. SBARRA, M. Wc folha 2. Disponível em: https://marcelosbarra.com/wp-content/uplo- ads/2017/10/wc-folha-2.jpg. Acesso em: 14 jan. 2020. SBARRA, M. Wc folha 4 forro 1. 2017. Disponível em: https://marcelosbarra.com/wp- content/uploads/2017/10/wc-folha-4-forro-1.jpg. Acesso em: 14 jan. 2020. TAMASHIRO, H. A. Desenho técnico arquitetônico: constatação do atual ensino nas escolas brasileiras de arquitetura e urbanismo. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Carlos, 2003. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18131/ tde-27012009-144722/publico/Dissertacao_heverson.pdf. Acesso em: 14 jan. 2020. VALLADARES, P.; MATOSO, D. Projeto de interiores: Apostila de projeto executivo e deta- lhamento. Escola de Arquitetura da UFMG, Departamento de Projetos, 2002. Leituras recomendadas FERREIRA, P. Desenho de arquitetura. 2. ed. Rio de Janeiro: Imperial Novo Milênio, 2008. FIALHO, R. N. O desenho como metodologia de projeto: Escritório Técnico Rino Levi. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Universidade de São Paulo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, 2002. GIBBS, J. Design de interiores: Guia útil para estudantes e profissionais. São Paulo: Gus- tavo Gili, 2015. GURGEL, M. Projetando espaços: guia de arquitetura de interiores para áreas comerciais. São Paulo: Senac, 2005. MANCUSO, C. Arquitetura de interiores e decoração. Porto Alegre: Sulina, 2004. 21Detalhes construtivos em projetos de interiores Dica do professor Os detalhes construtivos são apresentados aos prestadores de serviços por meio de documentos gráficos que compilam desenhos e especificações. Normatizados pela ABNT NBR 6492/94 – Representação de Projetos de Arquitetura, os detalhes e as ampliações são componentes fundamentais para a interpretação das soluções projetuais por parte de quem vai executar a obra ou o objeto isolado. Nesta Dica do Professor, veja um conjunto de soluções de graficação complementares, com o objetivo de qualificar tanto as suas apresentações quanto a sua própria compreensão, análise e possíveis alterações por meio dos detalhamentos propostos. Em projetos de interiores, os pequenos detalhes constituem aspectos interessantes e diferenciais em todos os ambientes. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/dcde869bab1fe71faf2b8f0f8b698c32 Exercícios 1) A padronização recomendada pela literatura define os desenhos componentes do projeto de arquitetura como: planta de situação, planta de locação (ou implantação), planta de edificação, corte, fachada, elevações, detalhes construtivos ou ampliações. Em relação aos detalhes construtivos, marque V para verdadeiro e F para falso em relação à determinação dos componentes necessários nos desenhos de detalhes construtivos: ( ) Marcação de cortes, elevações ( ) Perspectivas isométricas ( ) Indicação de cotas em osso e acabadas e cotas totais das partes detalhadas ( ) Quadro de materiais e acabamentos A) V-V-F-F. B) F-V-F-V. C) V-F-V-F. D) F-F-V-F. E) F-V-V-V. 2) O desenho é a ferramenta mais eficaz para comunicar todos os aspectos de um projeto arquitetônico. Quando nos referimos aos detalhes construtivos, a eficiência de um bom e adequado desenho toma proporções incomparáveis com as demais formas de comunicação. Das opções listadas abaixo, eleja aquela que está em conformidade com as escalas adequadas para representar os detalhes e ampliações: A) Para explicitar aspectos construtivos interiores, a faixa de escala indicada é de 1:5 a 1:10. B) Para explicitar aspectos construtivos interiores, a faixa de escala indicada é de 1:20 a 1:25. C) Para explicitar aspectos construtivos interiores, a faixa de escala indicada é de 1:25 a 1:50. D) Para explicitar aspectos construtivos interiores, a faixa de escala indicada é de 1:1 a 1:2. E) Para explicitar aspectos construtivos interiores, a faixa de escala indicada é de 1:50 a 1:100. 3) A concepção e a representação de detalhes construtivos são regidas pela mesma regra aplicada aos demais desenhos arquitetônicos. Não há uma metodologia normatizada para a elaboração dos detalhamentos, contudo, sugere-se a divisão em _____________________, _____________________________________, _______________________________ e _____________________________________ . A) detalhes de mobiliário fixo/detalhes de áreas molhadas/detalhes de portas/detalhes de escadas. B) detalhes de objetos isolados/detalhes de áreas molhadas/detalhes de aberturas/detalhes construtivos diversos. C) detalhes de mobiliário/detalhes de banheiros/detalhes de janelas/detalhes construtivos diversos. D) detalhes de pisos/detalhes de bancadas/detalhes de aberturas/detalhes de alvenarias. E) detalhes de objetos isolados/detalhes de cozinhas/detalhes de lareiras/detalhes de paredes. 4) O detalhamento de objetos isolados é frequente nas apresentações de projetos de interiores; trata-se de um procedimento que objetiva a perfeita execução de uma criação autoral, artesanal ou complexa do designer para determinado ambiente. Das afirmativas abaixo, selecione os conjuntos de desenhos que correspondem aos itens que compõem os detalhes de objetos isolados: I) Plantas, cortes, elevações e especificações II) Elevações e perspectivas isométricas III) Vista superior, seções horizontais e seções verticais IV) Cortes, cotas, elevações e especificações A) II e IV. B) I, II e IV. C) II, III e IV. D) I, II e III. E) II e III. 5) O detalhamento de áreas molhadas é uma prerrogativa dos projetos executivos de interiores, composto dos seguintes elementos: planta geral compatibilizada do ambiente, planta (ou paginação) de piso, planta de teto, elevações, seções verticais e detalhes ampliados. Em um detalhamento de áreas molhadas, a que se referem os detalhes ampliados? A) Os detalhes ampliados correspondem à identificação dos pontos hidráulicos e elétricos. B) Os detalhes ampliados correspondem à apresentação dos elementos divisórios, louças e metais. C) Os detalhes ampliados correspondem a expor as particularidades das paredes e as alturas dos acabamentos e bancadas. D) Os detalhes ampliados correspondem à ampliação dos sistemas de fixação de pias, bancadas em geral e espelhos. E) Os detalhes ampliados correspondem à determinação do posicionamento e da inclinação do sistema de escoamento previsto. Na prática Projetos de interiores para espaços reduzidos são sempre desafiantes para arquitetos e designers. Há situações em que o desafio é ainda maior, quando o usuário é PcD (pessoa com deficiência), caso em que a atenção com a eficiência do projeto, os requisitos legais e a ergonomia é intensificada. Os pequenos detalhes bem elaborados podem oferecer mais espaço de circulação e melhorar a relação indivíduo/ambiente. Este Na Prática apresenta um case de detalhamento de cozinha realizado para uma unidade habitacional de interesse social, cujo usuário é PcD. Este exemplo prático contribuirá para suas futuras pesquisas e intervençõesem pequenos ambientes, com ênfase nos detalhes de objetos isolados e áreas molhadas. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Arquitetura de interiores, como funciona um projeto executivo Veja o vídeo a seguir, que esclarece a importância e os procedimentos práticos para a boa elaboração dos projetos executivos de interiores e ressalta o valor dos detalhes construtivos. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. O que entrego para o cliente? Neste vídeo, o relato da profissional Larissa Reis contribui significativamente para a elaboração de todas as fases de um projeto de interiores, destacando a relevância da entrega de todos os detalhes construtivos para a execução adequada das propostas e da segurança do cliente. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Exemplo de detalhamento de áreas molhadas Veja o projeto público para uma Unidade de Saúde da Família, do Governo do Estado do Paraná, que apresenta todos os componentes do detalhamento de áreas molhadas voltado às construções públicas. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://www.youtube.com/embed/GVb7xUggUFc https://www.youtube.com/embed/vTt7SJwlwIc http://www.paranagua.pr.gov.br/licitacoes/379/ARQ-DET3-UBS-3-Areas-molhadas-09-r00.pdf