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Detalhes construtivos em projetos 
de interiores
Apresentação
O projeto de ambientes, sejam eles residenciais, sejam eles comerciais ou institucionais, constitui-se 
de um conjunto de documentos gráficos que devem resultar em espaços construídos ergonômicos, 
sustentáveis, funcionais e esteticamente qualificados. Trabalha-se na escala do detalhe, em que as 
decisões de projeto são ajustadas aos elementos desconsiderados nas plantas gerais; esses 
pormenores, então, caracterizam os projetos de interiores.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai conhecer o detalhamento no design de interiores, suas 
modalidades normatizadas e sugestões complementares que contribuem para a elaboração da 
documentação gráfica adequada que materializa as propostas projetuais. Esse conteúdo enfatiza a 
perfeita execução dos elementos que configuram os ambientes, que estão diretamente 
relacionados com um projeto executivo bem documentado e, especialmente, com a melhor 
concepção e representação dos diversos detalhes construtivos.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer a importância do detalhamento nos projetos de arquitetura de interiores.•
Definir as técnicas de representação gráfica dos detalhamentos.•
Ilustrar os detalhes construtivos em projetos de interiores.•
Desafio
Os partidos arquitetônicos contemplam a edificação como um todo, em que o sistema estrutural, a 
configuração volumétrica, a identidade estética, os aspectos funcionais e a escolha de 
revestimentos e acabamentos apresentam relações implícitas. O design dos ambientes internos é 
resultante dessa conexão planejada pelo arquiteto. Nesses espaços, o conceito do projeto se 
manifesta na experiência do usuário.
A ideia de conexão, convivência e transparência se expressa no interior do edifício que sedia as 
agências da ONU em Copenhagen, na Dinamarca. No projeto, o escritório 3XN propôs uma 
escadaria monumental com identidade contemporânea, que conecta e domina visualmente todo 
interior da edificação. 
O escritório de arquitetura em que você trabalha foi contratado por um cliente. Ele deseja planejar 
um ambiente réplica do projeto apresentado. Como arquiteto de interiores, você precisa 
recomendar (e justificar sua escolha), entre as modalidades de detalhamento detalhes de objetos 
isolados e detalhes construtivos diversos, qual a mais indicada para apresentar todos os aspectos 
necessários para a perfeita execução da escada monumental.
Infográfico
Uma importante prerrogativa do designer de interiores é garantir que todos os elementos de seus 
projetos possam ser executados em conformidade com suas concepções. A perfeita execução dos 
projetos está diretamente relacionada com um bom detalhamento.
Veja, no Infográfico, uma síntese das prerrogativas estabelecidas pela ABNT, que determina os 
aspectos necessários para elaborar os detalhes construtivos. A literatura acrescenta outras 
modalidades para realização do detalhamento de projetos de interiores mais específicas: detalhes 
de objetos isolados, detalhes de aberturas e detalhes de áreas molhadas. O conjunto desses 
documentos técnicos de representação arquitetônica é pormenorizado no material.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/561d7b3a-7c73-452e-929a-4fe8a3f9042a/69a46285-6aaa-42a7-bef3-3fd16bf6402d.png
Conteúdo do livro
Os projetos de interiores são muito diversos, não podendo ser classificados de forma redutora e 
estática, que adota a normatização como a única orientação para garantir a adequada 
representação gráfica. Especialmente no que se refere à etapa de projeto executivo, há grande 
variação de desenhos técnicos utilizados para orientar a fiel execução das propostas contidas em 
cada projeto. É uma prerrogativa do profissional de design de interiores compreender a importância 
dos detalhamentos necessários para que não haja lacunas que prejudiquem ou dificultem a futura 
execução do seu projeto, principalmente nos menores e mais complexos detalhes.
Na obra Detalhes construtivos, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, leia o capítulo 
Detalhes construtivos em projetos de interiores, que fornece a base teórica para os designers, 
destacando a relevância do detalhamento em seus projetos e indicando a metodologia para a 
realização dos elementos gráficos necessários. Com o aporte desse material, você conhecerá o 
princípio que rege a concepção dos detalhes e as especificidades e recomendações para a 
elaboração do detalhamento de objetos isolados, áreas molhadas, aberturas e detalhes construtivos 
diversos.
Boa leitura.
DETALHES 
CONSTRUTIVOS
Dulce América de Souza
Detalhes construtivos 
em projetos de interiores
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Reconhecer a importância do detalhamento nos projetos de arqui-
tetura de interiores.
  Definir as técnicas de representação gráfica dos detalhamentos.
  Ilustrar os detalhes construtivos em projetos de interiores.
Introdução
O conjunto de desenhos técnicos necessários para o entendimento inte-
gral de um projeto de arquitetura é denominado projeto executivo. Um 
dos elementos de um projeto executivo é aquilo que designamos como 
detalhamentos: desenhos ampliados de determinados elementos que 
podem estar associados a tabelas, especificações e demais informações 
que permitam que qualquer profissional possa executar integralmente 
todos os componentes propostos, do revestimento de pisos à execução 
de uma escada complexa, por exemplo.
Neste capítulo, você vai ver a importância dos detalhamentos nos 
projetos de arquitetura de interiores, bem como os diversos componentes 
de um detalhamento. O desenho técnico arquitetônico é normatizado 
pela norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), com 
apoio das recomendações do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e 
das publicações acadêmicas, que determinam todos os componentes 
de cada desenho, dentre eles, os detalhamentos. Além disso, você vai ver 
que a realização desses detalhes específicos depende do conhecimento 
técnico e da experiência do projetista, cujo objetivo é a perfeita execução 
de suas propostas. 
1 A importância do detalhamento 
em projetos de arquitetura
Os elementos gráfi cos de um projeto — como as plantas, os cortes e as vistas 
— são representados pelo desenho técnico arquitetônico, com suas convenções, 
cotas e especifi cações. O desenho deve também estabelecer a comunicação 
entre todos os elementos gráfi cos do conjunto de documentos que caracteriza 
um projeto arquitetônico (CHING, 2017; MONTENEGRO, 1978). Esse conjunto 
de documentos é caracterizado por um sistema gráfi co que contém os desenhos 
de croquis, vistas, seções e perspectivas — que podem ser humanizadas com 
cores, texturas, sombras, etc. — e também os desenhos técnicos, como a 
representação dos detalhes, o detalhamento.
Todos esses elementos gráficos podem ser elaborados à mão ou com o 
auxílio do computador. “Linguagem própria do arquiteto (supõe-se que o seja), 
esses desenhos se apresentam como ferramenta básica para comunicar suas 
intenções ao cliente contratante ou a outros profissionais do meio da construção 
civil” (TAMASHIRO, 2003, p. 26). Vivemos um momento em que a utilização 
dos softwares gráficos vem substituindo a prática do desenho à mão. Autores, 
professores das escolas de arquitetura e diversos arquitetos alertam para a 
importância do domínio e da compreensão do desenho analógico, entendendo 
que tanto o grafite quanto o computador são ferramentas de desenho, que se 
consolida como linguagem natural da arquitetura, independentemente do 
meio pelo qual é realizado. 
Diversas normas da ABNT tratam do desenho técnico, e o Roteiro para 
desenvolvimento do projeto de arquitetura da edificação, publicado pelo 
IAB (IAB, 2020), diz respeito diretamente ao desenho técnico arquitetônico.Além das normas e recomendações da entidade de classe, devemos mencionar 
também os manuais de desenho técnico, com destaque para a valiosa contri-
buição do arquiteto Francis Ching — professor de arquitetura da Universidade 
de Washington, Seattle, EUA —, cuja produção é referência mundial para a 
representação arquitetônica, em especial, com seu livro Representação gráfica 
em arquitetura (2011).
A literatura determina os desenhos componentes do projeto de arquitetura, 
observando que a quantidade de informações apresentada em cada desenho 
varia em função do objetivo do daquilo que se pretende mostrar em cada fase 
Detalhes construtivos em projetos de interiores2
do projeto, em grau crescente de detalhamento e precisão. Os documentos 
gráficos normatizados são planta de situação, planta de locação (ou implanta-
ção), planta de edificação, corte, fachada, elevações, detalhes ou ampliações. 
A norma da ABNT define os detalhes e as ampliações como a representação 
de elementos isolados com um número de informações que permitam sua 
correta execução. Usualmente, está em escala maior que os demais desenhos 
e constituída de plantas, cortes e elevações (ABNT, 1994).
O detalhamento de projetos evidencia os elementos que necessitam de um 
certo grau de aproximação para que se compreenda sua constituição e futura 
execução. Em um projeto de espaços internos, podemos detalhar o mobiliário 
fixo, as rampas e escadas e as portas e janelas, por exemplo. Os detalhes 
construtivos gerais devem conter:
a) simbologias de representação gráfica conforme as prescritas nesta Norma;
b) eixos do projeto;
c) sistema estrutural;
d) indicação de cotas em osso e acabadas, e cotas totais das partes detalhadas;
e) indicação de cotas pormenorizadas na fixação de todas as peças e aces-
sórios existentes;
f) indicação de cotas de nível em osso e acabado;
g) indicação dos materiais de acabamento utilizados;
h) marcação de cortes, elevações;
i) escalas;
j) notas gerais, desenhos de referência e carimbo (ABNT, 1994, p. 9).
Usualmente, os projetos com maiores dimensões são representados em 
escalas menores — 1:100, 1:200, 1:500, etc. —, e os detalhes permitem a 
ampliação de apenas partes do projeto ou de um determinado elemento ou 
sistema. Para os detalhes, Ching (2017, p. 80) orienta a utilização de escalas 
maiores, como 1:50, 1:25, 1:10, 1:5. “Escalas maiores são empregadas para 
detalhes que ilustrem condições especiais, como paredes compostas, quinas 
e escadas. Por esse motivo, um conhecimento geral de como as edificações 
são construídas é extremamente valioso para a criação de cortes em escala 
grande”. A Figura 1, a seguir, traz a visualização de uma ampliação ao lado do 
elemento construtivo detalhado: uma escada interna composta por estrutura 
metálica, degraus em madeira e guarda-corpo em vidro.
3Detalhes construtivos em projetos de interiores
Figura 1. Elemento construtivo detalhado.
Fonte: Ojeda e McCown (2004, p. 48).
Os detalhamentos são importantes componentes dos projetos executivos. 
Sabemos que, com a prática, cada arquiteto desenvolve seus próprios métodos 
de abordagem do desenho técnico como meio de solução construtiva e repre-
sentação destinada à execução. Frequentemente, as visitas à obra e os diálogos 
com os executores podem substituir algumas pranchas de detalhamento. 
Entretanto, o desenho é uma ferramenta de análise para o próprio designer 
ou arquiteto; mais do que um mero instrumento de comunicação entre o 
projetista e os construtores, as projeções ortográficas proporcionam ao seu 
criador um melhor entendimento do objeto a ser executado (VALLADARES; 
MATOSO, 2002).
Para transmitir as informações de maneira eficaz, os projetistas devem 
utilizar as escalas adequadas a todos os desenhos de um projeto; no deta-
lhamento, esse é um fator preponderante, pois afeta a comunicação e a com-
preensão de um determinado conceito. Os arquitetos e designers utilizam 
escalas diferentes das utilizadas pelos engenheiros, por exemplo. Detalhes de 
aspectos construtivos podem ser representados na escala de 1:5 ou 1:10 para 
explicitar aspectos interiores, como os pontos de encontro entre as paredes 
Detalhes construtivos em projetos de interiores4
e os pisos. A faixa de escala entre 1:20 e 1:50 é empregada prioritariamente 
para layouts, com o objetivo de transmitir uma visão mais ampla. As escalas 
sugeridas por Farrelly (2014) para detalhamentos e demais peças gráficas (ou 
maquetes físicas) são apresentadas pelo Quadro 1.
 Fonte: Adaptado de Farrelly (2014). 
Escala Uso
1:1 Escala real Detalhe de mobiliário e materiais
1:2 Detalhe de mobiliário e materiais
1:5 Detalhe de interiores e de edificações
1:10 Detalhe de interiores e de edificações
1:20 Detalhe de interiores e de edificações
1:50 Detalhe de interiores e plantas baixas de edificações pequenas
1:100 Plantas completas de edificações maiores
1:200 Plantas completas de edificações maiores e plantas de localização
1:500 Plantas de localização e do entorno imediato
1:1.000 Plantas de situação e contexto
1:1.250 Plantas de situação em mapas parciais
1:2.500 Plantas de situação em mapas grandes
 Quadro 1. Escalas adequadas para detalhamentos e demais desenhos ou maquetes 
Um exemplo da variação adequada de escalas para explicitar um projeto 
de interiores, particularmente dos detalhamentos necessários para a execução 
da obra, é a reformulação do Royal Festival Hall (Figura 2), em Londres, do 
escritório Allies & Morrison, com consultoria acústica do escritório Kirkegaard 
Associates. Projetado em 1951 e reformado em 2006, a acústica da casa de 
espetáculos que abriga 3.000 espectadores sempre sofreu com o excesso de 
superfícies absorventes. Para solucionar o problema, grande parte do interior 
foi alterada: as paredes que envolvem o palco foram reanguladas e quase todas 
5Detalhes construtivos em projetos de interiores
as superfícies foram alteradas ou seus acabamentos foram substituídos com 
objetivo de reduzir a absorção acústica e aumentar o tempo de reverberação 
do som no interior do espaço (BIZLEY, 2010).
Figura 2. Interior e assentos do Royal Festival Hall.
Fonte: Bizley (2010, p. 16).
A planta e o corte do Royal Festival Hall (Figura 3) são apresentados 
em escalas menores, destacando no desenho o elemento de ampliação (em 
vermelho). Dentre as alterações realizadas, Bizley (2010) aponta: 
  o carpete existente foi substituído por lambris de teca; 
  as paredes laterais (conhecidas como paredes de Copenhague) foram 
revestidas com ripado de olmo com juntas, com o objetivo de difundir 
o som — anteriormente, esse ripado possuía lacunas entre as peças e 
era sobreposto a paredes ocas, condição na qual o som era distorcido; 
  toda madeira existente nos revestimentos foi retirada, substituída e 
lâminas finas de nogueira foram aplicadas entre os ripados para selar 
as lacunas.
Detalhes construtivos em projetos de interiores6
Figura 3. Planta e corte do Royal Festival Hall.
Fonte: Bizley (2010, p. 18).
Os detalhes dos assentos e balaustrada (Figura 4) são apresentados em 
escala 1:20 e 1:5 respectivamente. O espaço entre os assentos foi aumentado 
em 8 cm, envolvendo a substituição das unidades de degraus de concreto 
pré-moldado que formam o piso inclinado; as novas unidades se apoiam nas 
vigas de concreto existentes. Os corrimãos de mogno foram redesenhados e 
adaptados às peças existentes, recebendo um aditivo de níquel para dar um 
acabamento prateado correspondente aos suportes originais (BIZLEY, 2010).
Figura 4. Detalhes dos assentos e balaustradas.
Fonte: Bizley (2010, p. 18).
7Detalhes construtivos em projetos de interiores
Os assentos também foram movidos, criando novos corredores adjacentes 
às paredes de Copenhague, como ilustra a Figura 5, desenho que mostra 
uma perspectiva para melhor apresentar a ideia. Bizley (2010) afirma que o 
detalhamento realizado permitiu a perfeita execução da delicada reforma, 
que melhorou consideravelmente a clareza a e vibração do som no ambiente.Figura 5. Detalhe em perspectiva.
Fonte: Bizley (2010, p. 19).
De modo geral, o princípio que rege a concepção de detalhes é o mesmo 
que rege a concepção de objetos arquitetônicos. Ou seja, disseca-se o objeto em 
elevações, seções, perspectivas e ampliações. Embora não haja uma normatização 
relativa à metodologia de elaboração, Valladares e Matoso (2002) estabelecem 
a seguinte divisão: detalhes de objetos isolados, detalhes de áreas molhadas, 
detalhes de aberturas (portas e janelas) e detalhes construtivos diversos. 
A seguir, você confere com mais detalhes os quatro grupos de detalhes 
construtivos.
Detalhes construtivos em projetos de interiores8
2 Técnicas de representação gráfica dos 
detalhamentos de objetos isolados 
e de áreas molhadas
Os objetos isolados são aqueles que podem ser parcial ou totalmente dis-
sociados do seu contexto construtivo para serem detalhados, a exemplo dos 
móveis. Conforme Valladares e Matoso (2002), esse detalhamento é composto 
por desenhos da peça inteira cotados e especifi cados em escalas que variam 
de 1:5 a 1:25, dependendo da dimensão e complexidade do objeto.
Esses desenhos são compostos de vista superior; seções horizontais e seções 
verticais na quantidade necessária para a melhor visualização dos componentes 
e sistemas; elevações — nas peças curvas, é comum a elaboração de elevações 
retificadas nas quais se “corrige” o objeto a fim de mostrá-lo em verdadeira 
grandeza; e perspectivas isométricas. 
As perspectivas isométricas normalmente são realizadas com metade 
da escala dos demais desenhos, e o projetista escolhe o melhor quadrante 
para o entendimento da peça. O surgimento dos programas de renderi-
zação permitiu a elaboração de perspectivas tratadas com materiais, luz 
e cor; assim, é frequente seu uso em pranchas técnicas. No entanto, é 
importante observar que o desenho feito em linhas se torna mais legível 
quando impresso. Para complementar a perspectiva isométrica, pode-se 
associar uma perspectiva explodida, na qual os elementos de fechamento 
são destacados, ligando-os por linhas tracejadas à sua posição final, como 
no caso das portas de um móvel. 
Um exemplo de detalhamento de objeto isolado, um banco, é apresentado 
na Figura 6. Na primeira prancha, o objeto é apresentado em perspectiva 
isométrica, que confere uma visão geral do móvel. Os demais desenhos 
da prancha são uma vista superior, uma seção vertical transversal — que 
mostra os arremates de borda do assento o banco — e uma elevação lateral. 
Todos os desenhos contêm cotas e especificações dos materiais/sistemas 
construtivos.
9Detalhes construtivos em projetos de interiores
Figura 6. Detalhamento de objeto isolado (banco) — prancha 1.
Fonte: Valladares e Matoso (2002, p. 14).
Nas demais pranchas, os desenhos ampliados esclarecem detalhadamente 
os sistemas de encaixe e travamento do objeto, devidamente cotados. As seções 
desenvolvidas em maior escala auxiliam na compreensão da geometria de 
encaixe das peças dos pés do banco, que são reforçados (Figura 7).
Figura 7. Seções de objeto isolado (banco).
Fonte: Valladares e Matoso (2002, p. 16-18).
Detalhes construtivos em projetos de interiores10
A perfeita execução do objeto proposto está vinculada ao adequado deta-
lhamento desse móvel ou objeto. Quando vamos conferir o móvel executado a 
partir de nosso projeto, é comum identificar incompatibilidades entre a ideia e 
o produto final, e o que costuma causar esse problema, normalmente, é a falta 
de entendimento do detalhamento do objeto isolado. As recomendações para 
evitar a execução inadequada ou discordante de um projeto são: 
  desenvolver pranchas exclusivas para o detalhamento do mobiliário; 
assim, não haverá conflito de informações com as demais especificações 
de revestimentos de pisos e paredes, por exemplo; 
  conhecer os catálogos dos materiais especificados — MDF, puxadores, 
perfis metálicos, trilhos, corrediças, dobradiças, etc.; 
  ter acesso à marcenaria que executará o projeto; assim, algumas dúvidas 
simples podem ser redimidas com agilidade; 
  ao entregar o detalhamento para a marcenaria, checar se restou al-
guma dúvida e ressaltar os pontos importantes do projeto; se houver 
impossibilidade de execução por algum motivo, refazer o detalhamento 
seguindo as novas orientações.
O detalhamento das áreas molhadas é uma atribuição recorrente dos 
arquitetos e designers de interiores, pois elas possuem complexidades que 
demandam ampliações e especificações em separado do projeto executivo. 
A escala do projeto executivo — suponhamos, 1:100 — não dá conta de 
apresentar as especificidades dos banheiros, cozinhas e áreas de serviço 
(consideradas as áreas molhadas). As particularidades sobre pontos hi-
dráulicos, paginação de pisos e forros e iluminação provavelmente não são 
contempladas em uma escala menor e só aparecerão na escala de detalha-
mento, normalmente, 1:25. 
De acordo com Valladares e Matoso (2002), o detalhamento de áreas 
molhadas é composto por planta geral compatibilizada do ambiente, planta 
(ou paginação) de piso, planta de teto, elevações, seções verticais e detalhes 
ampliados (normalmente, as bancadas). A planta geral do ambiente, em escala 
1:25, deve apresentar indicações de alvenarias internas, divisórias, louças, 
metais, equipamentos elétricos, como chuveiros e aquecedores, devidamente 
cotados em seus eixos e especificados. As vistas devem ser identificadas e 
numeradas nessa planta. No caso de detalhamento de áreas molhadas, a espe-
11Detalhes construtivos em projetos de interiores
cificação de louças, metais e demais acessórios pode ser apresentada em um 
quadro de materiais em separado. Um exemplo de planta geral (contendo uma 
vista e dois detalhes ampliados) de um banheiro desenvolvido pelo arquiteto 
Marcelo Sbarra é ilustrado na Figura 8.
Figura 8. Planta geral compatibilizada de um banheiro.
Fonte: Sbarra (2020, documento on-line).
Em áreas molhadas, onde usualmente aplicamos pisos cerâmicos, a elabo-
ração da planta de piso é fundamental, pois determina a paginação escolhida 
pelo arquiteto, informa o posicionamento dos ralos de escoamento de água, 
apresenta os desníveis necessários nos boxes e o sentido da inclinação dos 
pisos. O tipo de piso adotado pode ser especificado à parte, no quadro des-
tinado à identificação dos materiais. A planta de forro também compõe o 
conjunto de elementos gráficos do detalhamento de áreas molhadas e tem 
o objetivo de informar o tipo de revestimento e paginação escolhida para o 
teto do ambiente (rebaixos de gesso, por exemplo), incluindo a cotagem e a 
Detalhes construtivos em projetos de interiores12
especificação das luminárias de teto. A Figura 9 traz um exemplo de planta 
de forro de um banheiro público, identificando o tipo e o posicionamento 
de luminárias e detalhando a fixação do forro de gesso (VALLADARES; 
MATOSO, 2002).
Figura 9. Planta de forro de um banheiro.
Fonte: Sbarra (2020, documento on-line).
As elevações e/ou seções verticais são importantes componentes do deta-
lhamento de áreas molhadas e se destinam principalmente a expor a paginação 
de paredes, alturas de acabamentos e bancadas e posicionamento dos acessórios, 
metais e demais acessórios. Por último, os detalhes ampliados complementam 
o conjunto de elementos gráficos que constituem material necessário para esse 
tipo de detalhamento. Usualmente, detalhamos as pias, bancadas em geral e os 
espelhos. Em relação às bancadas (o detalhamento mais frequente), a escala 
indicada é 1:10 ou menor, constando (se houver) a porção da pedra (ou outro 
material) embutida na alvenaria e pontos de eventuais chumbadores metálicos, 
conforme apresenta a Figura 10.
13Detalhes construtivos em projetos de interiores
Figura 10. Elevações e detalhes ampliados de um banheiro.
Fonte: Sbarra (2020, documento on-line).
É comum em áreas molhadas a contratação de mobiliário planejado de 
empresas especializadas na fabricação dos armários, mas, se não for o caso, 
o arquiteto deve desenvolveresse detalhamento seguindo as recomendações 
para detalhe de objetos isolados. O quadro de especificação de louças, metais 
e acessórios é fundamental nesse nível de projeto, recomendando-se o maior 
número de especificações técnicas do fabricante possíveis e necessárias para 
a execução em conformidade com o projeto.
3 Técnicas de representação gráfica dos 
detalhamentos de aberturas e detalhes 
construtivos diversos
A difusão de esquadrias (portas e janelas) prontas industrializadas evita 
o detalhamento dessas peças, que é considerado exaustivo para os proje-
tistas. Nesse caso, apenas precisamos especifi car a esquadria industrial a 
Detalhes construtivos em projetos de interiores14
ser utilizada no quadro de aberturas, indicando seu acabamento, altura de 
peitoril e verga. Isso se aplica às esquadrias de alumínio e PVC e aos vidros 
temperados, utilizados em larga escala nos projetos de interiores. Deve-se 
ter cuidado especial no detalhamento de aberturas com a estanqueidade 
dos ambientes, a boa vedação. Nesse aspecto, quando utilizamos as portas 
pivotantes (Figura 11), devemos prevenir o chamado “coice” em sentido 
contrário, que difi culta a vedação exterior. 
Figura 11. Detalhamento de porta pivotante.
Fonte: Adaptada de Dutra (2019); Valladares e Matoso (2002).
As esquadrias de metal e madeira executadas de modo artesanal demandam 
o detalhamento do arquiteto, e os elementos gráficos a serem apresentados são: 
  elevações (1:10 – 1:25) representando as folhas e montantes com cotas 
gerais dos seus componentes, indicação dos elementos móveis e fixos 
e o sistema de abertura; 
  seções verticais e horizontais das esquadrias (1:10 – 1:25), nas quais 
devem constar o sistema de vedação, peitoris, puxadores, peças de 
comando, especificação de ferragens e arremates de fixação à alvenaria;
  ampliações necessárias (1:1 – 1:5). 
O quadro geral de aberturas deve informar as dimensões do vão, altura do 
peitoril, linha de produtos utilizada, fechamento (normalmente vidro), vene-
15Detalhes construtivos em projetos de interiores
zianas, peitoril, pingadeiras, puxadores e peças de comando (VALLADARES; 
MATOSO, 2002). Ching (2011) observa que a grande maioria das aberturas 
(especialmente as janelas) utilizadas são pré-fabricadas, mas o projetista deve 
conhecer seus componentes (Figura 12).
Figura 12. Componentes de janela de madeira e janela de metal.
Fonte: Ching (2011, p. 186-187).
Detalhes construtivos em projetos de interiores16
Há elementos cuja representação original nas plantas, cortes e elevações 
não é suficiente para demonstrar todos os aspectos e informações neces-
sárias à sua correta execução. Esses detalhes construtivos diversos variam 
de projeto para projeto, de modo que se deve eleger partes que devem ser 
ampliadas e informadas com mais detalhe em função de terem complexidade 
ou importância para o conjunto. Alguns detalhes recorrentes são lareiras, 
escadas, rampas, guarda-corpos, sistemas construtivos de elementos fixos 
em geral. Os princípios de detalhamento de cada elemento seguem as mes-
mas orientações para os objetos isolados e, por vezes, é necessária apenas 
uma seção complementando na mesma prancha algum desenho do projeto 
executivo. Os detalhes se constituem de plantas, cortes, elevações e pers-
pectivas realizadas em escala compatível à complexidade construtiva do 
elemento, sendo complementados, quando necessário, por textos, tabelas, 
especificações, etc. (FARRELLY, 2014).
A Figura 13 apresenta dois detalhamentos de escada de uma escada es-
truturada por uma viga metálica. Os pontos de fixação são informados na 
ampliação da seção da viga metálica. O detalhamento da escada de concreto 
é um pouco mais complexo, pois não se trata da utilização de um elemento 
industrializado, como o perfil de viga “I” da escada metálica. Esse exemplo 
confirma que o nível de detalhes apresenta demandas diferentes para projetos 
e elementos particulares.
Figura 13. Detalhamento de escada com viga metálica.
Fonte: Haifuch (2013, documento on-line); Pormenores Construtivos (2020, documento on-line). 
17Detalhes construtivos em projetos de interiores
O detalhamento também pode contemplar dois elementos simultaneamente, 
como ilustrado na Figura 14, que representa um lance de escada sobre um 
espelho d’água. Neste caso, as informações sobre revestimentos e sistema de 
drenagem estão no lado direito do desenho, que apresenta as cotas principais 
para a adequada execução dos elementos arquitetônicos.
Figura 14. Detalhamento de dois elementos simultaneamente.
Fonte: Casa Haras (2014, documento on-line).
O detalhe apresentado pela Figura 15 representa o sistema de guarda-
-corpo sugerido pelos arquitetos para um edifício de escritórios de biotec-
nologia em Londres. Buscando um contraponto às superfícies polidas do 
átrio central do prédio de seis pavimentos, especificaram e detalharam a 
proteção e o corrimão com ripas madeira cicuta combinada com a madeira 
tecano guarda-corpo. O piso de cimento recebeu aplicação de ácido para se 
assemelhar ao couro e conferir a sensação de calor ao ambiente (OJEDA; 
MCCOWN, 2004).
Detalhes construtivos em projetos de interiores18
Figura 15. Detalhamento de dois elementos simultaneamente.
Fonte: Casa Haras (2014, documento on-line).
Como orientações gerais para a graficação e apresentação dos detalhes, Valla-
dares e Matoso (2002) recomendam que todos os desenhos de detalhamento 
apresentem o título geral, o título do detalhe acompanhado de sua tipologia (seção 
vertical, seção horizontal, elevação, etc.) e a escala. Os autores observam também 
que, em detalhamento, atribui-se as denominações ‘seção horizontal’, ‘seção 
vertical’ e ‘elevação’ em vez de ‘corte’ e ‘fachada’, como nos demais desenhos 
arquitetônicos. As linhas de chamada de especificações e informações devem 
iniciar-se junto ao objeto apontado por meio de uma seta ou um ponto. Para am-
pliações, é usual circular a área que será ampliada. Embora não sejam regras fixas, 
essas orientações podem conferir maior legibilidade e entendimento ao desenho.
19Detalhes construtivos em projetos de interiores
No projeto executivo de design de interiores, os detalhamentos ocupam um 
papel preponderante tanto para as intervenções que serão realizadas quanto para 
a prevenção de possíveis inconsistências na execução dos projetos. As técnicas 
e sugestões apresentadas não resumem todas as possibilidades de representação 
do detalhamento, que é uma expressão de uma ideia que necessita ser exequível. 
Assim, o projetista deve procurar a melhor forma de representar suas propostas 
por meio do desenho, a linguagem universal dos arquitetos e designers.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 6492. Representação de 
projetos de arquitetura. Rio de Janeiro: ABNT, 1994. Disponível em: http://www.ufjf.
br/projeto3/files/2011/03/NBR-6492-Representa%C3%A7%C3%A3o-de-projetos-de-
arquitetura.pdf. Acesso em: 14 jan. 2020.
BIZLEY, G. Architecture in detail II. Oxford: Elsevier, 2010.
CASA HARAS. 2014. Disponível em: https://247arquitetura.com.br/projeto/casa-
-haras/#gallery-22. Acesso em: 14 jan. 2020.
CHING, F. D. K. Representação gráfica em arquitetura. 6. ed. Porto Alegre: Bookman, 2017. 
DUTRA, D. O que é porta pivotante? O Principal Modelo de Porta para a Entrada! 2019. 
Disponível em: https://portapivotante.com.br/o-que-e-porta-pivotante/. Acesso em: 
14 jan. 2020.
FARRELLY, L. Fundamentos de arquitetura. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2014.
HAIFUCH, M. Escada para uma casa 1. 2013. Disponível em: https://www.micasadesign.
com/2013/04/. Acesso em: 14 jan. 2020.
INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL (IAB). Roteiro para desenvolvimento do projeto de 
arquitetura da edificação. Salvador, 2020. Disponível em: http://www.iab.org.br/sites/
default/files/documentos/roteiro-arquitetonico.pdf. Acesso em: 14 jan. 2020.
MONTENEGRO, G. Desenho arquitetônico. São Paulo: Blücher, 1978.
OJEDA, O. R.; MCCOWN, J. Architecture in detail: colors. Massachusetts: RockportPu-
blishers, 2004.
PORMENORES CONSTRUTIVOS. 2020. Disponível em: http://pormenoresconstrutivos.
cype.pt/EHZ024.html. Acesso em: 14 jan. 2020.
SBARRA, M. Peso Gráfico: Representação De Projetos De Arquitetura (NBR-6492): III. 2017. 
Disponível em: https://marcelosbarra.com/2016/12/03/peso-grafico-representacao-
-projetos-arquitetura-nbr-6492-iii/. Acesso em: 14 jan. 2020.
Detalhes construtivos em projetos de interiores20
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cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de 
local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade 
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
SBARRA, M. Wc folha 2. Disponível em: https://marcelosbarra.com/wp-content/uplo-
ads/2017/10/wc-folha-2.jpg. Acesso em: 14 jan. 2020.
SBARRA, M. Wc folha 4 forro 1. 2017. Disponível em: https://marcelosbarra.com/wp-
content/uploads/2017/10/wc-folha-4-forro-1.jpg. Acesso em: 14 jan. 2020.
TAMASHIRO, H. A. Desenho técnico arquitetônico: constatação do atual ensino nas 
escolas brasileiras de arquitetura e urbanismo. Dissertação (Mestrado em Arquitetura 
e Urbanismo) – Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São 
Carlos, 2003. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18131/
tde-27012009-144722/publico/Dissertacao_heverson.pdf. Acesso em: 14 jan. 2020.
VALLADARES, P.; MATOSO, D. Projeto de interiores: Apostila de projeto executivo e deta-
lhamento. Escola de Arquitetura da UFMG, Departamento de Projetos, 2002.
Leituras recomendadas
FERREIRA, P. Desenho de arquitetura. 2. ed. Rio de Janeiro: Imperial Novo Milênio, 2008.
FIALHO, R. N. O desenho como metodologia de projeto: Escritório Técnico Rino Levi. 
Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) - Universidade de São Paulo, 
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, 2002.
GIBBS, J. Design de interiores: Guia útil para estudantes e profissionais. São Paulo: Gus-
tavo Gili, 2015.
GURGEL, M. Projetando espaços: guia de arquitetura de interiores para áreas comerciais. 
São Paulo: Senac, 2005.
MANCUSO, C. Arquitetura de interiores e decoração. Porto Alegre: Sulina, 2004.
21Detalhes construtivos em projetos de interiores
Dica do professor
Os detalhes construtivos são apresentados aos prestadores de serviços por meio de documentos 
gráficos que compilam desenhos e especificações. Normatizados pela ABNT NBR 6492/94 – 
Representação de Projetos de Arquitetura, os detalhes e as ampliações são componentes 
fundamentais para a interpretação das soluções projetuais por parte de quem vai executar a obra 
ou o objeto isolado.
Nesta Dica do Professor, veja um conjunto de soluções de graficação complementares, com o 
objetivo de qualificar tanto as suas apresentações quanto a sua própria compreensão, análise e 
possíveis alterações por meio dos detalhamentos propostos. Em projetos de interiores, os 
pequenos detalhes constituem aspectos interessantes e diferenciais em todos os ambientes.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
 
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/dcde869bab1fe71faf2b8f0f8b698c32
Exercícios
1) A padronização recomendada pela literatura define os desenhos componentes do projeto de 
arquitetura como: planta de situação, planta de locação (ou implantação), planta de 
edificação, corte, fachada, elevações, detalhes construtivos ou ampliações. Em relação aos 
detalhes construtivos, marque V para verdadeiro e F para falso em relação à determinação 
dos componentes necessários nos desenhos de detalhes construtivos:
( ) Marcação de cortes, elevações
( ) Perspectivas isométricas
( ) Indicação de cotas em osso e acabadas e cotas totais das partes detalhadas
( ) Quadro de materiais e acabamentos
A) V-V-F-F.
B) F-V-F-V.
C) V-F-V-F.
D) F-F-V-F.
E) F-V-V-V.
2) O desenho é a ferramenta mais eficaz para comunicar todos os aspectos de um projeto 
arquitetônico. Quando nos referimos aos detalhes construtivos, a eficiência de um bom e 
adequado desenho toma proporções incomparáveis com as demais formas de comunicação. 
Das opções listadas abaixo, eleja aquela que está em conformidade com as escalas 
adequadas para representar os detalhes e ampliações:
A) Para explicitar aspectos construtivos interiores, a faixa de escala indicada é de 1:5 a 1:10.
B) Para explicitar aspectos construtivos interiores, a faixa de escala indicada é de 1:20 a 1:25.
C) Para explicitar aspectos construtivos interiores, a faixa de escala indicada é de 1:25 a 1:50.
D) Para explicitar aspectos construtivos interiores, a faixa de escala indicada é de 1:1 a 1:2.
E) Para explicitar aspectos construtivos interiores, a faixa de escala indicada é de 1:50 a 1:100.
3) A concepção e a representação de detalhes construtivos são regidas pela mesma regra 
aplicada aos demais desenhos arquitetônicos. Não há uma metodologia normatizada para a 
elaboração dos detalhamentos, contudo, sugere-se a divisão em _____________________, 
_____________________________________, _______________________________ e 
_____________________________________ .
A) detalhes de mobiliário fixo/detalhes de áreas molhadas/detalhes de portas/detalhes de 
escadas.
B) detalhes de objetos isolados/detalhes de áreas molhadas/detalhes de aberturas/detalhes 
construtivos diversos.
C) detalhes de mobiliário/detalhes de banheiros/detalhes de janelas/detalhes construtivos 
diversos.
D) detalhes de pisos/detalhes de bancadas/detalhes de aberturas/detalhes de alvenarias.
E) detalhes de objetos isolados/detalhes de cozinhas/detalhes de lareiras/detalhes de paredes.
4) O detalhamento de objetos isolados é frequente nas apresentações de projetos de 
interiores; trata-se de um procedimento que objetiva a perfeita execução de uma criação 
autoral, artesanal ou complexa do designer para determinado ambiente. Das afirmativas 
abaixo, selecione os conjuntos de desenhos que correspondem aos itens que compõem os 
detalhes de objetos isolados:
I) Plantas, cortes, elevações e especificações
II) Elevações e perspectivas isométricas
III) Vista superior, seções horizontais e seções verticais
IV) Cortes, cotas, elevações e especificações
A) II e IV.
B) I, II e IV.
C) II, III e IV.
D) I, II e III.
E) II e III.
5) 
O detalhamento de áreas molhadas é uma prerrogativa dos projetos executivos de 
interiores, composto dos seguintes elementos: planta geral compatibilizada do ambiente, 
planta (ou paginação) de piso, planta de teto, elevações, seções verticais e detalhes 
ampliados. Em um detalhamento de áreas molhadas, a que se referem os detalhes 
ampliados?
A) Os detalhes ampliados correspondem à identificação dos pontos hidráulicos e elétricos.
B) Os detalhes ampliados correspondem à apresentação dos elementos divisórios, louças e 
metais.
C) Os detalhes ampliados correspondem a expor as particularidades das paredes e as alturas dos 
acabamentos e bancadas.
D) Os detalhes ampliados correspondem à ampliação dos sistemas de fixação de pias, bancadas 
em geral e espelhos.
E) Os detalhes ampliados correspondem à determinação do posicionamento e da inclinação do 
sistema de escoamento previsto.
Na prática
Projetos de interiores para espaços reduzidos são sempre desafiantes para arquitetos e designers. 
Há situações em que o desafio é ainda maior, quando o usuário é PcD (pessoa com deficiência), 
caso em que a atenção com a eficiência do projeto, os requisitos legais e a ergonomia é 
intensificada. Os pequenos detalhes bem elaborados podem oferecer mais espaço de circulação e 
melhorar a relação indivíduo/ambiente.
Este Na Prática apresenta um case de detalhamento de cozinha realizado para uma unidade 
habitacional de interesse social, cujo usuário é PcD. Este exemplo prático contribuirá para suas 
futuras pesquisas e intervençõesem pequenos ambientes, com ênfase nos detalhes de objetos 
isolados e áreas molhadas.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Arquitetura de interiores, como funciona um projeto executivo
Veja o vídeo a seguir, que esclarece a importância e os procedimentos práticos para a boa 
elaboração dos projetos executivos de interiores e ressalta o valor dos detalhes construtivos.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
O que entrego para o cliente?
Neste vídeo, o relato da profissional Larissa Reis contribui significativamente para a elaboração de 
todas as fases de um projeto de interiores, destacando a relevância da entrega de todos os detalhes 
construtivos para a execução adequada das propostas e da segurança do cliente.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Exemplo de detalhamento de áreas molhadas
Veja o projeto público para uma Unidade de Saúde da Família, do Governo do Estado do Paraná, 
que apresenta todos os componentes do detalhamento de áreas molhadas voltado às construções 
públicas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/GVb7xUggUFc
https://www.youtube.com/embed/vTt7SJwlwIc
http://www.paranagua.pr.gov.br/licitacoes/379/ARQ-DET3-UBS-3-Areas-molhadas-09-r00.pdf

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