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Prof. Wagner Teixeira Moreira wagner@wcortesadvogados.com.br JURISPRUDÊNCIA EMPRESARIAL SOCIETÁRIO DISSOLUÇÃO SOCIETÁRIA 2 SIMPLES EMPRESÁRIA • CC • ART.51 • VARA CÍVEL • DE PESSOAS – CC • DE CAPITAL – LEI 6404 • ART. 1028/1033/1034 • ART. 206 E SS • VARA EMPRESARIAL PC Atenção para as cooperativas! TJMG - 100810700621870011 MG 1.0081.07.006218- 7/001(1) (TJMG) Data de Publicação: 07/03/2008 Ementa: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL SOCIEDADE COOPERATIVA DECLARAÇÃO DE INSOLVÊNCIA CIVIL IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO PREVISÃO DE DISSOLUÇÃO E LIQUIDAÇÃO ESPECÍFICA LEI No 5.764 /71 CARÊNCIA DE AÇÃO. Muito embora as sociedades cooperativas estejam definidas pela novel legislação civil como sociedades simples, isto é, não empresárias, não se pode olvidar que elas também se subordinam à Lei no 5.764 /71, diploma específico que lhes regula o procedimento de dissolução. PC … O cerne da controvérsia cinge-se em saber a qual tipo de dissolução e liquidação ficam sujeitas as sociedades cooperativas em estado de insolvência, uma vez que o Código Civil de 2002 diz, em seu artigo 982 parágrafo único, que as cooperativas são sempre sociedades simples, senão vejamos: 'Art. 982. Salvo as exceções expressas, considera-se empresária a sociedade que tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro (art. 967); e, simples, as demais. Parágrafo único. Independentemente de seu objeto, considera-se empresária a sociedade por ações; e, simples, a cooperativa.' E a insolvência civil é destinada justamente ao devedor não empresário que se encontra em estado de insolvabilidade. O processo inicialmente passa por uma fase declaratória, onde é reconhecida essa situação. PC Ato contínuo, os credores são convocados à realização, em concurso, da execução do crédito respectivo, observada a ordem preferencial. Essa é a ação de insolvência civil. Entretanto, muito embora as sociedades cooperativas estejam definidas pela novel legislação civil como sociedades simples, isto é, não empresárias (portanto sujeitas à insolvência civil), não se pode olvidar que elas também se subordinam à Lei no 5.764/71, diploma específico que lhes regula o procedimento de dissolução (decisão de extinguir a sociedade) e liquidação (apuração dos créditos e pagamento dos débitos da sociedade dissolvida). Assim é que, nos termos do art. 63 da lei do cooperativismo, considerando a possibilidade de se encontrar a cooperativa em estado de insolvência e considerando também possível omissão de seus respectivos órgãos administrativos PC (não tomando a providência de instalar assembléia geral extraordinária para deliberar a dissolução/liquidação da sociedade), autoriza a lei que qualquer sócio ajuíze ação própria destinada a esse fim, ocasião em que nomeará o Juiz um liquidante que passará a cumprir os trâmites dos arts. 66 e seguintes da Lei das Cooperativas. Vedada, portanto, a insolvência civil à sociedade cooperativa. No mesmo sentido já decidiu o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul: 'EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA. EXTINTO O FEITO POR INÉPCIA DA INICIAL. DECISÃO MANTIDA. PRELIMINAR DE NULIDADE POR CERCEAMENTO DE DEFESA AFASTADA. (Apelação Cível No 70019602416, Décima Sexta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Helena Ruppenthal Cunha, Julgado em 30/05/2007). PC Em complemento: ADMINISTRATIVO. SOCIEDADE COOPERATIVA. TIPO DE SOCIEDADE SIMPLES. TRANSFORMAÇÃO EM TIPO DIVERSO. POSSIBILIDADE. PRESCINDIBILIDADE DE DISSOLUÇÃO OU LIQUIDAÇÃO. 1. O art. 4º da Lei n. 5.764/71 estabelece que "as cooperativas são sociedades de pessoas, com forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, não sujeitas a falência, constituídas para prestar serviços aos associados (...)". 2. Consoante jurisprudência do STJ, as cooperativas, nos termos do art. 982, parágrafo único, do Código Civil, são sociedades simples que não exercem atividade empresarial (art. 1.093 do mesmo diploma legal). 3. O art. 63, IV, da Lei 5.765/71 prevê que, em caso de transformação da forma jurídica, ocorrerá, de pleno direito, a dissolução da sociedade cooperativa, dissolução esta compreendida como a resolução da função social PC para a qual foi criada a cooperativa em decorrência da transformação do tipo de sociedade. 4. O art. 1.113 do Código Civil de 2002 autoriza o ato de transformação societária independentemente "de dissolução ou liquidação da sociedade", resguardando, apenas, a observância dos "preceitos reguladores da constituição e inscrição do tipo em que vai converter- se", de modo que a transformação do tipo societário simples (classificação das cooperativas) não impõe a necessidade de liquidá-la, porque a pessoa jurídica é uma só, tanto antes como depois da operação... (REsp 1528304/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 20/08/2015, DJe 01/09/2015) PC DISSOLUÇÃO TOTAL X PARCIAL PROCEDIMENTO DISSOLUTÓRIO TOTAL: 1. Ato de Dissolução (Judicial ou Extra) 2. Liquidação 3. Partilha PROCEDIMENTO DISSOLUTÓRIO PARCIAL: 1. Ato de Dissolução (Judicial ou Extra) 2. Apuração de haveres PC DISSOLUÇÃO JUDICIAL X EXTRAJUDICIAL ATO DE DISSOLUÇÃO JUDICIAL (ART.1034/1035 CC) X EXTRAJUDICIAL (ART.1033 CC) – EM ASSEMBLEIA OU DISTRATO LEI 6.404 – ART.206 SS DISSOLUÇÃO SOCIETÁRIA EXTRAJUDICIAL – ART.1033 e ART. 1035 CC 1 1 TOTAL PARCIAL * VENCIMENTO DO PRAZO * UNANIMIDADE * FALTA DE PLURALIDADE EXTINÇÃO DA AUTORIZAÇÃO * EXTINÇÃO POR MAIORIA JUDICIAL – (POR PEDIDO DE QUALQUER DOS SÓCIOS) ART.1034 E 1035 1 2 TOTAL PARCIAL *ANULADA A CONSTITUIÇÃO * FIM DO OBJETO * POR VONTADE DOS SÓCIOS COM LITÍGIO * OUTROS CASOS PREVISTO NO CONTRATO * POR VONTADE DOS SÓCIOS COM LITÍGIO * OUTROS CASOS PREVISTO NO CONTRATO PC DISSOLUÇÃO TOTAL PROCEDIMENTO DISSOLUTÓRIO TOTAL: FASES: 1º. ATO DISSOLUTÓRIO REGISTRO DO ATO NA JUNTA COMERCIAL 2º. LIQUIDAÇÃO Efeitos Art. 207. A companhia dissolvida conserva a personalidade jurídica, até a extinção, com o fim de proceder à liquidação E Art. 1003 Parágrafo único CC . Em todos os atos, documentos ou publicações, o liquidante empregará a firma ou denominação social sempre seguida da cláusula "em liquidação” = Art. 212. PC PROCEDIMENTO DEFINIDO O ATO DISSOLUTÓRIO – SERÁ O MOMENTO DA LIQUIDAÇÃO NOMEADO UM LIQUIDANTE (ART.208 E 209 DA LEI 6.404 E 1036SS CC) ART.1038 CC LIUIDANTE QUE ESTIVER PREVISTO NO CONTRATO; AUSENTE PREVISÃO, POR DELIBERAÇÃO – PODENDO SER PESSOA ESTRANHA. * PODE SER DESTITUÍDO POR DELIBERAÇÃO OU JUDICIALMENTE PC LIQUIDANTE PODERES TÍPICOS DE UM ADMINISTRADOR COM O OBJETIVO DE ENCERRAR 1. REALIZAR O ATIVO 2. SATISFAZER O PASSIVO 1º. PAGO OS CREDORES 2º. PARTILHA DO ACERVO LIQUIDO 3º. PRESTAÇÃO DE CONTAS 4º. APROVADAS ENCERRA A LIQUIDAÇÃO COM EXTINÇÃO DA SOCIEDADE APÓS REGISTRO DA ATA (ART.1108 E 209) PC A dissolução da sociedade implica na perda de sua personalidade jurídica? Responda fundamentadamente. RESPOSTA: STJ. RESP 317255/MA, 3a Turma. Rel. Min. Ari Pargendler. J. 27/11/2001. PROCESSO CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. COISA JULGADA. Nada importa a revelação, em execução de sentença, de que a respectiva autora, pessoa jurídica, já fora dissolvida à data da propositura da ação de conhecimento; a coisa julgada se sobrepõe a esse fato, porque abrange as alegações e defesas deduzidas e, também, aquelas que poderiam ter sido deduzidas (CPC, art. 474). COMERCIAL. DISSOLUÇÃO E LIQUIDAÇÃO DA SOCIEDADE. PC A dissolução da sociedade não implica a extinção de sua personalidade jurídica, circunstância que se dá apenas por ocasião do término do procedimento de liquidação dos respectivos bens; se, todavia, o distrato social eliminou a fase de liquidação, partilhando desde logo os bens sociais, e foi arquivado na Junta Comercial, a sociedade já não tem personalidade jurídica nem personalidadejudiciária. Recurso especial conhecido e provido Segundo os ensinamentos de Fabio Ulhoa Coelho, a sociedade empresária dissolvida não perde de imediato, a personalidade jurídica por completo. Ao contrário, converva-a, mas apenas para liquidar as pendências obrigacionais existentes (art. 207, LSA e art. 51, Código Civil) PC Em outros termos, ela sofre uma considerável restrição na sua personalidade, na medida em que somente pode praticar os atos necessários ao atendimento das finalidades da liquidação. Qualquer negócio jurídico realizado em nome da sociedade empresária dissolvida que não vise dar seguimento à solução de pendências obrigacionais não pode ser imputado à pessoa jurídica. Esta não é mais um sujeito apto a titularizar direitos ou contrair obrigações, salvo os indispensáveis ao regular processamento da liquidação. Imputam-se, desse modo, as consequências do ato exclusivamente à pessoa física que o praticou em nome da sociedade dissolvida. PC IMPORTANTE SÓCIO QUE DISCORDE DA PRESTAÇÃO: 30 DIAS PARA AÇÃO – ART.1109 CREDOR NÃO SATISFEITO: EXIGIR INDIVIDUALMENTE DOS SÓCIOS ATÉ O LIMITE QUE RECEBERAM E PERDAS E DANOS AO LIQUIDANTE PC QUESTÃO Os sócios da sociedade Plínio Nogueira & Companhia Ltda. decidiram dissolvê-la de comum acordo pela perda do interesse na exploração do objeto social. Durante a fase de liquidação, todos os sócios e o liquidante recebem citação para responder aos termos do pedido formulado por um credor quirografário da sociedade, em ação de cobrança intentada contra esta e os sócios solidariamente. Na petição inicial o credor invoca o art. 990 do Código Civil, por considerar a sociedade em comum a partir de sua dissolução e início da liquidação. PC Por conseguinte, os sócios passariam a responder de forma ilimitada e solidariamente com a sociedade, que, mesmo despersonificada, conservaria sua capacidade processual. Diante do caso concreto apresentado, decida se o credor quirografário deve ter sua pretensão de ver reconhecida a responsabilidade ilimitada e solidária dos sócios acolhida. PC O credor não tem razão em propor a ação em face dos sócios com fundamento no art. 990 do Código Civil, que se aplica apenas à sociedade em comum, não personificada. Os sócios permanecem durante a liquidação com a responsabilidade limitada prevista no art. 1.052 do Código Civil. DISSOLUÇÃO A UM SÓCIO ESPÉCIE DE DISSOLUÇÃO PARCIAL 2 3 EXTRA JUDICIAL (Pleno Direito) JUDICIAL * MORTE (ART.1028) *MORA NA INTEGRALIZAÇÃO E NÃO PAGA (ART.1004/1058) * JUSTA CAUSA – JÁ PREVISTA (ART.1035) * DECLARADO FALIDO (ART.1030) * LIQUIDAÇAO DE QUOTA EM EXECUÇÃO (ART.1026) * FALTA GRAVE NO CUMPRIMENTO DAS OBRIGAÇÕES (ART.1030) * INCAPACIDADE SUPERVENIENTE (ART.1030) * DIREITO DE RETIRADA COM LITÍGIO NOS DIREITOS REsp 1.839.078-SP, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 09/03/2021. Ramo do Direito DIREITO EMPRESARIAL Tema Sociedade limitada. Aplicação supletiva das normas relativas às sociedades anônimas. Retirada voluntária imotivada de sócio.Art. 1.029 do CC. Possibilidade. Liberdade de não permanecer associado. Garantia constitucional. Omissão relativa à retirada imotivada na Lei n. 6.404/76 incompatível com a natureza das sociedades limitadas. PC https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28RESP.clas.+e+%40num%3D%221839078%22%29+ou+%28RESP+adj+%221839078%22%29.suce. QUORUM NECESSÁRIO À EXCLUSÃO Quarta Turma DIREITO EMPRESARIAL. FORMAÇÃO DE QUÓRUM DELIBERATIVO NECESSÁRIO À EXCLUSÃO DE SÓCIO MINORITÁRIO DE SOCIEDADE LIMITADA. Para a fixação do quórum deliberativo assemblear necessário à aprovação da exclusão de sócio minoritário de sociedade limitada, não se pode computar a participação deste no capital social, devendo a apuração da deliberação se lastrear em 100% do capital restante, ou seja, tão somente no capital social daqueles legitimados a votar. Segundo o art. 1.085 do CC, o sócio minoritário pode ser excluído da sociedade limitada. PC Da análise do referido dispositivo, verifica-se a imposição de requisitos formais e materiais para expulsão extrajudicial de sócio minoritário: a) deliberação da maioria dos sócios, representativa de mais da metade do capital social; b) colocação da sociedade em risco pela prática de atos de inegável gravidade; c) previsão expressa no contrato social; e d) cientificação do acusado. Frise-se que a previsão de quórum qualificado – maioria absoluta – ocorre em razão da natureza contratual das limitadas, em que os sócios se vinculam, em regra, pelo seu caráter pessoal (affectio societatis) PC Ademais, o direito de sócio participar nas deliberações sociais, em regra, é proporcional à sua quota no capital social. Por outro lado, o § 2° do art. 1.074 do CC veda expressamente, com fundamento no princípio da moralidade e do conflito de interesses, que sócio participe de votação de matéria que lhe diga respeito diretamente. Nessa ordem de ideias, percebe-se que a exclusão de sócio se encaixa justamente em uma das matérias para as quais haveria impedimento na votação por aquele que está sendo excluído. Portanto... devendo a apuração se lastrear em 100% do capital restante, isto é, daqueles legitimados a votar, sob pena de tornar-se inútil a deliberação. REsp 1.459.190-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 15/12/2015, DJe 1º/2/2016 (Informativo n. 575)PC Sócio Majoritário pode ser excluído? Resp 1.563.421 Por unanimidade, o colegiado decidiu que foi comprovada a quebra da intenção dos sócios de constituir uma sociedade (afecttio societatis) e a prática de concorrência desleal pelo sócio administrador. Por isso, para os ministros, deve haver a dissolução parcial da sociedade com exclusão do sócio que agia em detrimento da sociedade empresária. Após a morte do pai, dois jovens ajuizaram ação em 2010 pedindo a exclusão do tio da sociedade de uma imobiliária em Belo Horizonte, alegando que não havia mais a intenção de constituir a sociedade e que era o caso de concorrência desleal. PC Na empresa, os dois sobrinhos ficaram com 48,26% da sociedade. O sócio majoritário, tio dos jovens, abriu uma nova imobiliária em 1994 e provas apontadas no processo mostraram alguns fatos que resultariam em concorrência desleal como a indicação de funcionários para que clientes fossem até a outra imobiliária. O advogado do então sócio majoritário, alegou em sustentação oral que as duas imobiliárias tinham razões diferentes, já que uma seria para locação de imóveis e outra para compra e venda. Por isso, segundo o advogado, os sócios concordavam com a existência das duas empresas. PC Do outro lado, que fez a defesa dos sobrinhos e também sócios da empresa, explicou que a decisão de primeira instância, que entendeu pela exclusão do sócio majoritário, seguiu o que foi apontado pela perícia. Ou seja, havia concorrência desleal e retirada de valores da sociedade, e enquanto uma empresa progredia, a outra regredia. “A prova está escancarada no processo. As empresas são iguais e exercem a mesma atividade em relação à compra e venda de imóvel, além de que o recorrente [sócio majoritário] desviava o cliente para a outra imobiliária”, afirmou em sua sustentação oral. PC Ao analisar o caso o relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, afirmou ser possível a exclusão do sócio majoritário em situação que cometeu falta grave contra a sociedade. O ministro ressaltou que, no caso, houve a prática de concorrência desleal, o que justifica a exclusão do sócio, como prevê o artigo 1.030 do Código Civil. “Pode o sócio ser excluído judicialmente, mediante iniciativa da maioria dos demais sócios, por falta grave no cumprimento de suas obrigações, ou, ainda, por incapacidade superveniente”, determina o artigo. Todos os ministrosconcordaram com o relator e apontaram para a falta grave pela prática de concorrência desleal. PC A ministra Nancy Andrighi afirmou que votava com pesar, já que a situação é “dolorosa” porque resulta na divisão de família após a morte de um membro. A magistrada ressaltou ainda o papel do advogado de reatar os laços da família. “Não haverá vencedor ou perdedor. Quem perde são a família e os sobrinhos que tiveram a perda do pai e do tio. Aqui, o que valeria a pena era o processo de mediação para fazer catarse e se encontrar nos meandros onde se perderam”, afirmou. No final do julgamento, os advogados informaram que, no caso, não havia “possibilidade mínima de diálogo”. Eles afirmaram que, após a decisão do STJ, será adotado o procedimento para resolução amigável para conciliar ambas as partes. PC No mesmo sentido: REsp 1.653.421-MG, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, por unanimidade, julgado em 10/10/2017, DJe 13/11/2017 Sociedade limitada. Ação de dissolução parcial. Sócio majoritário. Prática de falta grave. Exclusão. Iniciativa dos sócios minoritários. Dispensa da maioria de capital social. Possibilidade. O quorum deliberativo para exclusão judicial do sócio majoritário por falta grave no cumprimento de suas obrigações deve levar em conta a maioria do capital social de sociedade limitada, excluindo-se do cálculo o sócio que se pretende jubilar. PC PRAZO PARA DESCONSTITUIR A ASSEMBLEIA DE EXCLUSÃO Art. 286. (LEI 6404) A ação para anular as deliberações tomadas em assembléia-geral ou especial, irregularmente convocada ou instalada, violadoras da lei ou do estatuto, ou eivadas de erro, dolo, fraude ou simulação, prescreve em 2 (dois) anos, contados da deliberação. X Art. 48. (CC) Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva, as decisões se tomarão pela maioria de votos dos presentes, salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diverso. Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular as decisões a que se refere este artigo, quando violarem a lei ou estatuto, ou forem eivadas de erro, dolo, simulação ou fraude. PC PRAZO PARA DESCONSTITUIR A ASSEMBLEIA DE EXCLUSÃO QUARTA TURMA Quarta Turma DIREITO EMPRESARIAL. PRAZO DECADENCIAL PARA DESCONSTITUIR DELIBERAÇÃO SOCIETÁRIA EXCLUDENTE DE SÓCIO MINORITÁRIO. É de três anos o prazo decadencial para que o sócio minoritário de sociedade limitada de administração coletiva exerça o direito à anulação da deliberação societária que o tenha excluído da sociedade, ainda que o contrato social preveja a regência supletiva pelas normas da sociedade anônima. PC O parágrafo único do art. 48 do CC estabelece que “Decai em três anos o direito de anular as decisões a que se refere este artigo, quando violarem a lei ou estatuto, ou forem eivadas de erro, dolo, simulação ou fraude”. A par disso, a doutrina aponta que..., no caso, o art. 48, parágrafo único do Código Civil, que, inserido nas disposições gerais sobre as pessoas jurídicas, aplica-se também às limitadas”. Dessa forma, na hipótese em foco, não se faz necessária a regência supletiva das regras da Lei n. 6.404/1976. REsp 1.459.190-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 15/12/2015, DJe 1º/2/2016 (Informativo n. 575) PC DISSOLUÇÃO PARCIAL NÃO PRECISA DE LIQUIDANTE – BASTA UM PERITO Informativo nº 0580 Período: 2 a 13 de abril de 2016. TERCEIRA TURMA DIREITO EMPRESARIAL E PROCESSUAL CIVIL. IMPOSSIBILIDADE DE NOMEAÇÃO DE LIQUIDANTE EM DISSOLUÇÃO PARCIAL DE SOCIEDADE EMPRESÁRIA. É indevida a nomeação de liquidante em ação de dissolução parcial de sociedade empresária, bastando, para a apuração dos haveres do sócio falecido, a nomeação de perito técnico habilitado. PC https://ww2.stj.jus.br/jurisprudencia/externo/informativo/?acao=pesquisarumaedicao&livre=@cod=0580 ... ao contrário da dissolução total, preserva-se a sociedade, operando-se apenas a exclusão do sócio, com a respectiva apuração de haveres... na dissolução parcial, em que se pretende apurar exclusivamente os haveres de sócio falecido ou retirante, com a preservação da atividade, é adequada simplesmente a nomeação de perito técnico habilitado a realizar perícia contábil, a fim de determinar o valor da quota- parte devida aos herdeiros ou ao ex-sócio... Precedentes citados: REsp 242.603-SC, Quarta Turma, DJe 18/12/2008; e REsp 406.775-SP, Quarta Turma, DJ 1º/7/2005. REsp 1.557.989-MG, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 17/3/2016, DJe 31/3/2016. PC BENS INTEGRANTES AO PATRIMÔNIO NA DISSOLUÇÃO SOCIETÁRIA Informativo nº 0564 (2015). Quarta Turma DIREITO CIVIL. ELEMENTOS TÍPICOS DE SOCIEDADE EMPRESÁRIA E DISSOLUÇÃO DE SOCIEDADE DE ADVOGADOS. Na avaliação e na partilha de bens em processo de dissolução de sociedade de advogados, não podem ser levados em consideração elementos típicos de sociedade empresária, tais quais bens incorpóreos, como a clientela e a sua expressão econômica e a "estrutura do escritório". PC https://ww2.stj.jus.br/jurisprudencia/externo/informativo/?acao=pesquisarumaedicao&livre=@cod=0564 Acontece que, no que diz respeito especificamente às sociedades de advogados, a possibilidade de revestirem caráter empresarial é expressamente vedada pelo ordenamento jurídico vigente. O Estatuto da Ordem dos Advogados (arts. 15 a 17 da Lei 8.906/1994) enuncia que a sociedade formada por advogados é "sociedade civil de prestação de serviço de advocacia", com regulação específica ditada pela própria lei. A organização prevista para esse tipo específico de sociedade simples é a forma em nome coletivo, respondendo os sócios - advogados - pelas obrigações sociais solidária e ilimitadamente. PC Na linha do que preceitua o art. 16 da Lei 8.906/1994, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, por meio do art. 2°, X, do Provimento 112/2006, resolveu que: "não são admitidas a registro, nem podem funcionar, Sociedades de Advogados que revistam a forma de sociedade empresária ou cooperativa, ou qualquer outra modalidade de cunho mercantil". Assim, pode-se concluir que, ainda que um escritório de advocacia apresente estrutura complexa, organização de grande porte, conte com a colaboração de auxiliares e com considerável volume de trabalho, prestado, inclusive, de forma impessoal, a sociedade existente não deixará de ser simples, por expressa determinação legal. REsp 1.227.240-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 26/5/2015, DJe 18/6/2015. PC Informativo nº 0485 Período: 10 a 21 de outubro de 2011. Quarta Turma DISSOLUÇÃO. SOCIEDADE. INCLUSÃO. FUNDO DE COMÉRCIO. A Turma reiterou o entendimento de que o fundo de comércio - também chamado de estabelecimento empresarial (art. 1.142 do CC/2002) - integra o patrimônio da sociedade e, por isso, deve ser considerado na apuração de haveres do sócio minoritário excluído de sociedade limitada. O fundo de comércio é o conjunto de bens materiais (imóveis, bens, equipamentos, utensílios etc) e imateriais (marcas registradas, invenções patenteadas etc),PC https://ww2.stj.jus.br/jurisprudencia/externo/informativo/?acao=pesquisarumaedicao&livre=@cod=0485 utilizados por empresário individual ou sociedade empresária no exercício de sua atividade empresarial. O fato de a sociedade ter apresentado resultados negativos nos anos anteriores à exclusão do sócio não significa que ela não tenha fundo de comércio. Precedentes citados: REsp 52.094-SP, DJ 21/8/2000; REsp 271.930-SP, DJ 25/3/2002; REsp 564.711-RS, DJ 20/3/2006, e REsp 130.617-AM, DJ 14/11/2005. REsp 907.014-MS, Rel. Min. Antônio Carlos Ferreira, julgado em 11/10/2011. PC MOMENTO DA APURAÇÃO DE HAVERES NO DIREITO DE RETIRADA Informativo nº 0595 (Publicação: 15 de fevereiro de 2017) TERCEIRA TURMA Processo REsp 1.602.240-MG, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, por unanimidade, julgado em6/12/2016, DJe 15/12/2016. Tema Dissolução parcial e extrajudicial da sociedade limitada constituída por tempo indeterminado. Direito de recesso. Momento da apuração dos haveres. Destaque Na hipótese em que o sócio de sociedade limitada constituída por tempo indeterminado exerce o direito de retirada por meio de inequívoca e incontroversa notificação aos demais sócios, a data-base para apuração de haveres é o termo final do prazo de sessenta dias, estabelecido pelo art. 1.029 do CC/02. PC https://ww2.stj.jus.br/jurisprudencia/externo/informativo/?acao=pesquisarumaedicao&livre=@cod=0595 SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO Informativo nº 0554 (2015). Terceira Turma DIREITO CIVIL. DISSOLUÇÃO DE SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO. Aplica-se subsidiariamente às sociedades em conta de participação o art. 1.034 do CC, o qual define de forma taxativa as hipóteses pelas quais se admite a dissolução judicial das sociedades. Apesar de despersonificadas e de os seus sócios possuírem graus de responsabilidade distintos, as sociedades em conta de participação decorrem PC https://ww2.stj.jus.br/jurisprudencia/externo/informativo/?acao=pesquisarumaedicao&livre=@cod=0554 da união de esforços, com compartilhamento de responsabilidades, comunhão de finalidade econômica e existência de um patrimônio especial garantidor das obrigações assumidas no exercício da empresa. Não há diferença ontológica entre as sociedades em conta de participação e os demais tipos societários personificados, distinguindo-se quanto aos efeitos jurídicos unicamente em razão da dispensa de formalidades legais para sua constituição. Sendo assim, admitindo-se a natureza societária dessa espécie empresarial, deve- se reconhecer a aplicação subsidiária do art. 1.034 do CC - o qual define de forma taxativa as hipóteses pelas quais se admite a dissolução judicial das sociedades PC às sociedades em conta de participação, nos termos do art. 996 do CC, enquanto ato inicial que rompe o vínculo jurídico entre os sócios. Ora, as sociedades não personificadas, diversamente das universalidades despersonalizadas, decorrem de um vínculo jurídico negocial e, no mais das vezes, plurissubjetivo. São contratos relacionais multilaterais de longa duração, os quais podem ser rompidos pela vontade das partes, em consenso ou não, porquanto não se pode exigir a eternização do vínculo contratual. E é essa a finalidade do instituto jurídico denominado dissolução. Por fim, ressalte-se que, somente após esse ato inicial, que dissolve as amarras contratuais entre os sócios PC inicia-se o procedimento de liquidação. E, nesta fase, sim, a ausência de personalidade jurídica terá clara relevância, impondo às sociedades em conta de participação um regime distinto dos demais tipos societários. Isso porque a especialização patrimonial das sociedades em conta de participação só tem efeitos entre os sócios, nos termos do § 1º do art. 994 do CC, de forma a existir, perante terceiros, verdadeira confusão patrimonial entre o sócio ostensivo e a sociedade. Assim, inexistindo possibilidade material de apuração de haveres, disciplinou o art. 996 do mesmo diploma legal que a liquidação dessas sociedades deveriam seguir o procedimento relativo às prestações de contas, PC solução que era adotada mesmo antes da vigência do novo Código Civil. Dessa forma, o procedimento especial de prestação de contas refere-se tão somente à forma de sua liquidação, momento posterior à dissolução do vínculo entre os sócios ostensivo e oculto. Contudo, essa disciplina da liquidação não afasta nem poderia atingir o ato inicial, antecedente lógico e necessário, qual seja, a extinção do vínculo contratual de natureza societária por meio da dissolução. REsp 1.230.981-RJ, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 16/12/2014, DJe 5/2/2015. PC CRITÉRIOS PARA A APURAÇÃO DE HAVERES DO SÓCIO RETIRANTE NA LTDA - REGRA GERAL Art. 1.031. CC Nos casos em que a sociedade se resolver em relação a um sócio, o valor da sua quota, considerada pelo montante efetivamente realizado, liquidar-se-á, salvo disposição contratual em contrário, com base na situação patrimonial da sociedade, à data da resolução, verificada em balanço especialmente levantado. PC Terceira Turma DIREITO EMPRESARIAL. CRITÉRIOS PARA A APURAÇÃO DE HAVERES DO SÓCIO RETIRANTE DE SOCIEDADE POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA. No caso de dissolução parcial de sociedade por quotas de responsabilidade limitada, prevalecerá, para a apuração dos haveres do sócio retirante, o critério previsto no contrato social se o sócio retirante concordar com o resultado obtido, mas, não concordando, aplicar-se-á o critério do balanço de determinação, PC ... REsp 1.335.619 -SP, Rel. originária e voto vencedor Min. Nancy Andrighi, Rel. para acórdão Min. João Otávio de Noronha, julgado em 3/3/2015, DJe 27/3/2015 (Informativo 558) PC Destaques com o novo CPC 2015 * DISSOLUÇÃO E LIQUIDAÇÃO SOCIETÁRIA Procedimento * Procedimento Comum Dissolução total (parágrafo terceiro do art. 1.046, CPC/15) * Quando se trata de Dissolução Parcial Judicial quanto a apuração de Haveres será procedimento especial (art.599 a 609) Delimitação * Em princípio (art.599) : • à resolução da sociedade em relação a um sócio C/C ou não; • à apuração de haveres. PC Apenas apuração de haveres: (casos em que a dissolução parcial se opera independente de provimento judicial). EX: 1. Morte (Art. 1.028, CC), 2. Retirada imotivada em sociedade com prazo indeterminado de duração (Art. 1.029, primeira parte), 3. Retirada por dissidência (Art. 1.077, CC), 4. Exclusão de remisso (Art. 1.004 e seu parágrafo único e Art. 1.058, ambos do CC), 5. Exclusão de sócio que tem as quotas expropriadas (Art. 1.026 e seu parágrafo único e parágrafo único do Art. 1.030, ambos do CC); 6. E de sócio faltoso em sociedade limitada que admite a expulsão extrajudicial (Art. 1.085, CC). PC • Nas hipóteses em que a resolução em relação a um sócio dependa de decisão judicial, a ação será de dissolução e apuração de haveres: Retirada motivada em sociedade que opera por prazo determinado (Art. 1.029, segunda parte); Exclusão de sócio faltoso ou de sócio que tenha se tornado incapaz (Art. 1.030). Tipo societários: • inciso I do art. 599 do CPC/15 - fala em: “...Resolução parcial de sociedade contratual”. parágrafo segundo admite que a "ação de dissolução parcial de sociedade tenha também por objeto a sociedade anônima de capital fechado...” PC Crítica: Observe-se que: seu parágrafo segundo admite que a "ação de dissolução parcial de sociedade tenha também por objeto a sociedade anônima de capital fechado quando demonstrado, por acionista ou acionistas que representem cinco por cento ou mais do capital social, que não pode preencher o seu fim". Confusão entre os institutos de dissolução parcial e dissolução total de sociedades. A toda evidência, a norma insculpida no parágrafo segundo do art. 599 do CPC/15 não merece guarida. O STJ, há muito admite a retirada espontânea de sócio de Sociedade Anônima de capital fechado quando verificada a existência de affectio societatis e sua consequente quebra. Nesse sentido, o procedimento especial de dissolução parcial de sociedade previsto no novo CPC/15 se mostra aplicável, por analogia. (quando deveria ter sido expresso) PC Informativo nº 0595 Publicação: 15 de fevereiro de 2017. TERCEIRA TURMA Processo REsp 1.321.263-PR, Rel. Min. Moura Ribeiro, por unanimidade, julgado em 6/12/2016, DJe 15/12/2016. Tema Dissolução parcial de sociedade anônima. Possibilidade. Inexistência de lucros e não distribuição de dividendos há vários anos. Princípio da preservação da empresa. Destaque É possível que sociedade anônima de capital fechado, ainda que não formada por grupos familiares,seja dissolvida parcialmente quando, a despeito de não atingir seu fim – consubstanciado no auferimento de lucros e na distribuição de dividendos aos acionistas –, restar configurada a viabilidade da continuação dos negócios da companhia. PC https://ww2.stj.jus.br/jurisprudencia/externo/informativo/?acao=pesquisarumaedicao&livre=@cod=0595 Legitimidade Ativa – art. 600 DESTAQUE – A grande mudança - parágrafo único do art. 600 do NCPC - Segundo o texto, o "cônjuge ou companheiro do sócio cujo casamento, união estável ou convivência terminou poderá requerer a apuração de seus haveres na sociedade, que serão pagos à conta da quota social titulada por este sócio”. • dispositivo possibilita a apuração de haveres sem que tenha havido dissolução parcial e legitima terceiro não sócio e não sucessor de sócio. • O texto afronta o art. 1.027 do CC, segundo o qual os "herdeiros do cônjuge de sócio, ou o cônjuge do que se separou judicialmente, não podem exigir desde logo a parte que lhes couber na quota social, mas concorrer à divisão periódica dos lucros, até que se liquide a sociedade”. PC Legitimidade Passiva – Art.601 – Sócios e sociedade. REsp 1.731.464-SP, Rel. Min. Moura Ribeiro, por unanimidade, julgado em 25/09/2018, DJe 01/10/2018 Ação de cobrança. Distribuição de lucro. Sociedade empresária limitada. Ilegitimidade passiva do sócio não configurada. Citação da sociedade. Desnecessidade. Na ação de cobrança, é desnecessária a citação da sociedade empresária se todos os que participam do quadro social integram a lide. Nos termos do art. 601, parágrafo único, do NCPC, na ação de dissolução parcial de sociedade limitada, é desnecessária a citação da sociedade empresária se todos os que participam do quadro social integram a lide. Assim, da mesma forma, não há motivo para reconhecer o litisconsórcio passivo na hipótese de simples cobrança de valores quando todos os sócios foram citados. PC Por conseguinte, não há que se falar em ilegitimidade passiva do sócio ou necessidade de litisconsórcio passivo necessário com a sociedade, tendo em conta que, se todos os sócios já integram a lide, consideram-se representados os interesses da sociedade empresária. Além do mais, na linha dos precedentes desta Corte, o princípio processual da instrumentalidade das formas, sintetizado pelo brocardo pas de nullité sans grief e positivado nos arts. 249 e 250, ambos do CPC/1973 (arts. 282 e 283, ambos do NCPC), impede a anulação de atos inquinados de invalidade quando deles não tenham decorrido prejuízos concretos. PC Cabe Reconvenção Reconvenção pretendendo indenização compensável com o valor dos haveres a apurar, nos termos do Art. 602. Sentença (art.603) Não havendo oposição dos réus, o juiz decretará (ou declarará, se a dissolução parcial for de pleno direito) resolvida a sociedade em relação ao sócio. (sem sucumbência em honorários) Havendo oposição: • Segue o procedimento comum até a sentença • Com condenação em honorários PC FIM PC