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GESTÃO FINANCEIRA 
E ORÇAMENTÁRIA
Autoria: Ricardo Luis Barcelos
Indaial - 2020
UNIASSELVI-PÓS
1ª Edição
CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI
Rodovia BR 470, Km 71, no 1.040, Bairro Benedito
Cx. P. 191 - 89.130-000 – INDAIAL/SC
Fone Fax: (47) 3281-9000/3281-9090
Reitor: Prof. Hermínio Kloch
Diretor UNIASSELVI-PÓS: Prof. Carlos Fabiano Fistarol
Equipe Multidisciplinar da Pós-Graduação EAD: 
Carlos Fabiano Fistarol
Ilana Gunilda Gerber Cavichioli
Cristiane Lisandra Danna
Norberto Siegel
Camila Roczanski
Julia dos Santos
Ariana Monique Dalri
Bárbara Pricila Franz
Marcelo Bucci
Revisão de Conteúdo: Bárbara Pricila Franz
Revisão Gramatical: Equipe Produção de Materiais
Diagramação e Capa: 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Copyright © UNIASSELVI 2020
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri
 UNIASSELVI – Indaial.
B242g
 Barcelos, Ricardo Luis
 Gestão financeira e orçamentária. / Ricardo Luis Barcelos. –
Indaial: UNIASSELVI, 2020.
 130 p.; il.
 ISBN 978-65-5646-108-3
1.Administração pública. – Brasil. 2. Contabilidade pública. – Brasil. 
Centro Universitário Leonardo Da Vinci.
CDD 350
Impresso por:
Sumário
APRESENTAÇÃO ............................................................................5
CAPÍTULO 1
Princípios de contabilidade pública, o Plano
de Contas Público e os Mecanismos de
Lançamento Contábil Públicos ................................................... 7
CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 3
Introdução ao Orçamento Público e os Sistemas
de Informação na Adm. Pública federal: SIAFI e SIOP ........... 47
Planejamento e Execução Orçamentária e Financeira .......... 95
APRESENTAÇÃO
Caro acadêmico,
A Constituição Federal, em seu texto, no artigo 70 parágrafo único determina 
que: “deve prestar contas da correta e regular aplicação dos recursos públicos qual-
quer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, ge-
rencie ou administre dinheiro, bens e valores públicos ou pelos quais o Poder Públi-
co responda, ou que, em nome deste, assuma obrigações de natureza pecuniária”. 
Nada mais claro, que a partir dessa orientação constitucional, a Contabilida-
de Pública se empodere no sentido de controlar todos os eventos que envolvam, 
na administração pública ou adjacências, as atividades de gestão e controle do 
erário público, arcando com as responsabilidades dela advinda. 
A Contabilidade Pública, assim como aquela originária do mercado, logra como 
principal instrumento o Controle Interno. Nada mais lógico, pois, registros de atos e 
fatos, documentalmente embasados, organizados e em estrita consonância à lei, 
proporcionarão informações conjeturadas em Demonstrações Contábeis cabíveis a 
prevalecer sobre quaisquer outras, tornando-se meritoriamente arrazoadas.
Mas, independentemente das esferas de poder, no âmbito da coisa pública, 
a conduta orçamentaria é regida pela égide constitucional e subordinada à fisca-
lização dos Tribunais de Contas. Este, investido pela legalidade, ante a escrutínio 
contábil previsto em lei, reveste-se de poder para emitir parecer recomendando 
a aprovação ou a rejeição de contas gestadas nestas esferas. Aos gestores de 
despesas, governantes ou não, implicados em possíveis contas rejeitadas, fica 
imposto o impedimento a pleitos eleitorais, multas e glosas conforme a lei.
Mais importante, há de se destacar que, se falando em gestão orçamentária 
e da sua notória responsabilidade no trato de recursos públicos, fica consignado 
a essa atividade a missão de contribuir com o papel do Estado em prol do aten-
dimento das necessidades e dos anseios da sociedade. A gestão do orçamento 
público, na forma de ferramenta executora e de controle das finanças públicas, 
cumpre a tarefa de instrumento de implementação de políticas públicas. 
Essas poucas considerações ilustram a importância da Gestão Financeira e 
Orçamentária Pública, tanto quanto à observância legal do processo de gestão 
fiscal, como da estima necessária à atividade de controle interno do orçamento 
público. Nesse sentido, esta disciplina contribui com aspectos a respeito da conta-
bilidade pública, principalmente sobre os princípios de contabilidade, os planos de 
contas e mecanismos de lançamentos, noções de planejamento e execução do 
orçamento público e sobre os sistemas de informação financeiros públicos.
Assim, convidamos você a acompanhar essa jornada, no intuito de compre-
ender e apreender todos conceitos, aspectos, diretrizes e rotinas que perfazem 
essa atividade, a Gestão Financeira e Orçamentaria Pública, uma atividade go-
vernamental tão importante.
Este material foi organizado didaticamente, de modo a oferecer a você, em 
um único compêndio, elementos essenciais para o desenvolvimento dos seus es-
tudos.
Constituem o material:
• apresentação;
• plano de estudo (com ementa, objetivos e conteúdo programático da 
disciplina);
• objetivos, introdução, síntese e resumo de cada unidade;
• leituras sugeridas do professor conteudista;
• atividades de autoaprendizagem e gabaritos;
• texto de encerramento; e
• referências.
Lembrar ao acadêmico que o livro não constitui a totalidade do material didá-
tico da disciplina. Serão sugeridas leituras complementares, fontes bibliográficas 
e recursos audiovisuais que deverão ser levadas em consideração para o aperfei-
çoamento desta formação.
Atenciosamente, Professor Ms. Ricardo L. Barcelos.
CAPÍTULO 1
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE 
PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO 
E OS MECANISMOS DE LANÇAMENTO 
CONTÁBIL PÚBLICOS
A partir da perspectiva do saber-fazer, são apresentados os seguintes 
objetivos de aprendizagem:
 esclarecer o que são os princípios de contabilidade pública e que eles repre-
sentam a doutrina contábil predominante nos universos científi cos e profi ssio-
nais no país. 
 explanar sobre o modelo de Plano de Contas aplicado ao setor público, des-
crevendo e detalhando sua padronização e seus atributos conceituais para sua 
aplicação.
 ilustrar o funcionamento dos Mecanismos de Lançamento contábil na esfera 
pública.
Quanto ao saber são destacados os seguintes itens:
 enumerar e descrever os Princípios de Contabilidade Pública e sua importância 
na atividade de gestão das contas públicas.
 identifi car e analisar a estrutura atualizada e defi nida para o Plano de Contas 
Públicas, para na sua gestão, atender aos procedimentos contábeis patrimo-
niais alinhados a padrões de contabilidade do setor público.
 entender os mecanismos de lançamentos contábeis públicos para correta apli-
cação na atividade da gestão contábil pública. 
Quanto a fazer se destaca:
 aplicar as práticas e procedimentos contábeis pertinentes à gestão de Plano de 
Contas do Setor Público (PCASP), observando os Princípios de Contabilidade, 
os dispositivos legais vigentes, os padrões de contabilidade do setor público e 
as regras e procedimentos de estatísticas e fi nanças públicas reconhecidas.
8
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
9
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
1 CONTEXTUALIZAÇÃO
Antes de tratarmos especifi camente dos Princípios de Contabilidade (PC) 
aplicados ao setor público, é muito importante revisarmos seu histórico. 
Os PC tiveram sua consagração na resolução do Conselho Federal de Con-
tabilidade (CFC) n° 750/1993, em que discorria sobre os “Princípios Fundamen-
tais de Contabilidade”, que são de observância obrigatória no exercício da pro-
fi ssão contábil, constituindo condição de legitimidade das Normas Brasileiras de 
Contabilidade.
Em 2010, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), outorgou a resolução 
1.282/2010 que modifi cou de forma substancial o conteúdo original passando, in-
clusive, a nomenclatura de Princípios Fundamentais da Contabilidade para Princí-
pios de Contabilidade como são chamados atualmente.Os PC são descritos literalmente da seguinte forma pela resolução 
1.282/2010:
Art. 3º São Princípios de Contabilidade: 
I) o da ENTIDADE;
II) o da CONTINUIDADE;
III) o da OPORTUNIDADE;
IV) o do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL;
V) o da COMPETÊNCIA; e
VII) o da PRUDÊNCIA (CFC, 2011).
Já as Resolução CFC n° 1.111/2007 e Resolução CFC N.º 1.367/11 alteram 
o Apêndice II da Resolução CFC n°750/1993, que discorre sobre a adequada in-
terpretação a ser alcançada para os Princípios de Contabilidade sob a perspectiva 
do setor público. É notado esforço na modernização e adequação dos PC, origi-
nariamente derivada do setor privado, à aplicação pública.
Essa diretriz tinha como objetivo a harmonização da contabilidade pública, 
até então afastada, às Normas Internacionais de Contabilidade Aplicadas ao Se-
tor Público (IPSAS – International Public Sector Accounting Standards) (DARÓS; 
PEREIRA, 2009). 
A seguir detalharemos os PC, comentando conjuntamente as resoluções 
destinadas às adequações ao âmbito da Contabilidade e Gestão Financeira e Or-
çamentária Pública.
10
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
2 PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE 
NA ESFERA PÚBLICA
Como visto anteriormente, há um esforço da melhor adequação dos PC à 
aplicação das atividades contábeis no âmbito público. A seguir serão resgatados 
os PC originais, destinados às atividades privadas, com as devidas perspectivas 
postas pelas resoluções do CFC, que observam de que forma o princípio se adere 
à situação pública correlata. 
2.1 O PRINCÍPIO DA ENTIDADE
A Resolução do CFC no 750/93 no seu artigo quarto se refere ao Princípio da 
ENTIDADE da seguinte forma: 
[...] reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e 
afi rma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação 
de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios 
existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, 
um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituições de 
qualquer natureza ou fi nalidade, com ou sem fi ns lucrativos. 
Por consequência, nesta acepção, o Patrimônio não se 
confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no 
caso de sociedade ou instituição.
E em parágrafo único complementa: “O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDA-
DE, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimô-
nios autônomos não resulta em nova ENTIDADE, mas uma unidade de natureza 
econômico-contábil” (CFC, 1993).
Então, na Resolução 1.111/07 é feita a observação da respectiva PC ao setor 
público:
Na perspectiva do setor público o Princípio da Entidade se 
afi rma, para o ente público, pela autonomia e responsabilização 
do patrimônio a ele pertencente. A autonomia patrimonial tem 
origem na destinação social do patrimônio e a responsabilização 
pela obrigatoriedade da prestação de contas pelos agentes 
públicos (CFC, 2007).
Nota-se que as entidades governamentais brasileiras reconhecem o Patri-
mônio como objeto da Contabilidade e asseguram a autonomia patrimonial e a 
segregação do patrimônio particular e o da sociedade (empresa), determinando 
que o patrimônio do ente não se confunda com o de seus sócios ou proprietários 
ou com o do governo (MOURA, 2003).
11
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
Continuando a exposição dos princípios, passamos ao princípio da Continui-
dade.
2.2 O PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE
A Resolução do CFC no 750/93 no seu artigo quinto se refere ao Princípio da 
Continuidade da seguinte forma: “O Princípio da CONTINUIDADE pressupõe que a 
Entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensuração e a apresenta-
ção dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância” (CFC, 1993). 
Quanto ao direcionamento público, a Resolução CFC no 1.111/07 ressalva o 
seguinte: “Na perspectiva do Setor Público, a continuidade está vinculada ao es-
trito cumprimento da destinação social do seu patrimônio, ou seja, a continuidade 
da entidade se dá enquanto perdurar sua fi nalidade” (CFC, 2007). 
Especifi camente, Moura (2003) explica que esse princípio se refere à con-
tinuidade das atividades normais de organizações e de entidades governamen-
tais, antecipando procedimentos diferenciados para aquelas que, eventualmente, 
apresentam possibilidade de descontinuidade. Ou seja, serão adotados procedi-
mentos distintos a entes, governamentais ou não, que porventura venham a en-
cerrar suas atividades. Seguimos, analisando agora o princípio da Oportunidade.
2.3 O PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE
Quanto ao Princípio da Oportunidade, houve duas mudanças seguidas, na 
Resolução CFC no 1.111/07 e, a seguir, na Resolução do CFC no 1367/11. Nes-
ta última, o artigo sexto se refere ao Princípio da Oportunidade da seguinte for-
ma: “O Princípio da OPORTUNIDADE refere-se ao processo de mensuração e 
apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras 
e tempestivas” (CFC, 2011).
E em parágrafo único complementa:
A falta de integridade e tempestividade na produção e na 
divulgação da informação contábil pode ocasionar a perda de 
sua relevância, por isso é necessário ponderar a relação entre 
a oportunidade e a confi abilidade da informação (CFC, 2011).
Já, as perspectivas postas pela Resolução CFC no 1.111/07 foram substituí-
das pelas da Resolução do CFC no 1367/11 que afi rmam:
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 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Na Perspectiva do Setor Público, o Princípio da Oportunidade 
é base indispensável à integridade e à fi dedignidade dos 
processos de reconhecimento, mensuração e evidenciação da 
informação contábil, dos atos e dos fatos que afetam ou possam 
afetar o patrimônio da entidade pública, observadas as Normas 
Brasileiras de Contabilidade aplicadas ao Setor Público.
E ainda:
A integridade e a fi dedignidade dizem respeito à necessidade 
de as variações serem reconhecidas na sua totalidade, 
independentemente do cumprimento das formalidades legais 
para sua ocorrência, visando ao completo atendimento da 
essência sobre a forma. 
Esse princípio explica a busca pela prontidão e pela integridade dos registros 
contábeis, permitindo assim, apreciar todas as variações sofridas pelo patrimônio 
de uma entidade (MOURA, 2003). Disso se entende que da regularidade e pronti-
dão das atividades escriturárias se provem a fi dedignidade das informações toma-
das. O princípio do Registro pelo Valor Original é apresentado a seguir.
2.4 O PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO 
VALOR ORIGINAL
O princípio do Registro pelo Valor Original também passou por duas mudan-
ças. A primeira na Resolução CFC no 1.280/10 e, a seguir, na Resolução do CFC 
no 1367/11. Nessa última, o artigo sétimo descreve o seguinte:
O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os 
componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados 
pelos valores originais das transações, expresso em moeda 
nacional.
Parágrafo 1.o As seguintes bases de mensuração devem ser 
utilizadas em graus distintos e combinadas, ao longo do tempo, 
de diferentes formas:
I. Custo histórico. Os ativos são registrados pelos valores pagos 
ou a serem pagos em caixa ou equivalentes e cais ou pelo valor 
justo dos recursos que são entregues para adquiri-los na data 
da aquisição. Os passivos são registrados pelos valores dos 
recursos que foram recebidos em troca da obrigação ou, em 
algumas circunstâncias, pelos valores em caixa ou equivalentes 
de caixa, os quais serão necessários para liquidar os passivos 
no curso normal das operações; e
II. Variações do custo histórico. Uma vez integrado ao patrimônio, 
os componentes patrimoniais, ativos e passivos, podem sofrer 
variações decorrentes dos seguintes fatores:
13
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
a) Custo corrente. Os ativos são reconhecidos pelos valores em 
caixa ou equivalentes de caixa,os quais teriam de ser pagos 
se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na 
data ou no período das demonstrações contábeis. Os passivos 
são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de 
caixa, não descontados, que seriam necessários para liquidar a 
obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis; 
b) Valor realizável. Os ativos são mantidos pelos valores em 
caixa ou equivalentes de caixa, os quais poderiam ser obtidos 
pela venda em uma forma ordenada. Os passivos são mantidos 
pelos valores em caixa e equivalentes de caixa, não descontados, 
que se espera seriam pagos para liquidar as correspondentes 
obrigações no curso normal das operações da Entidade; 
c) Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente, 
descontado do fl uxo futuro de entrada líquida de caixa que se 
espera seja gerado pelo item no curso normal das operações 
da Entidade. Os passivos são mantidos pelo valor presente, 
descontado do fl uxo futuro de saída líquida de caixa que se 
espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal 
das operações da Entidade; 
d) Valor Justo. É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado, ou 
um passivo liquidado, entre partes conhecedoras, dispostas a 
isso, em uma transação sem favorecimentos; e 
e) Atualização monetária. Os efeitos da alteração do poder 
aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos 
registros contábeis mediante o ajustamento da expressão formal 
dos valores dos componentes patrimoniais. 
Parágrafo 2.º São resultantes da adoção da atualização 
monetária:
I. A moeda, embora aceita universalmente como medida de 
valor, não representa unidade constante em termos do poder 
aquisitivo; 
II. Para que a avaliação do patrimônio possa manter os valores 
das transações originais, é necessário atualizar sua expressão 
formal em moeda nacional, a fi m de que permaneçam substan-
tivamente corretos os valores dos componentes patrimoniais e, 
por consequência, o do Patrimônio Líquido; e 
III. A atualização monetária não representa nova avaliação, mas 
tão somente o ajustamento dos valores originais para determi-
nada data, mediante a aplicação de indexadores ou outros ele-
mentos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda 
nacional em um dado período (CFC, 2011). 
Já no caso das perspectivas, a substituição se deu diretamente da Resolu-
ção CFC no 1.111/07, pelas registradas na Resolução do CFC no 1367/11 (CFC, 
2011):
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 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Na perspectiva do Setor Público, os registros dos atos 
contábeis serão considerados o valor original dos componentes 
patrimoniais. Valor Original, que ao longo do tempo não se 
confunde com o custo histórico, corresponde ao valor resultante 
de consensos de mensuração com agentes internos ou externos, 
com base em valores de entrada – a exemplo de custo histórico, 
custo histórico corrigido e custo corrente; ou valores de saída 
– a exemplo de valor de liquidação, valor de realização, valor 
presente do fl uxo de benefício do ativo e valor justo. 
Em resumo, o princípio do Registro pelo Valor Original, conforme Moura 
(2003), sugere a constância do valor. Os componentes do patrimônio obrigam-se 
a ser registrados pelos valores genuínos das transações, apartados com o mundo 
exterior e expressos a valor presente na moeda do país. Veja a seguir o quinto 
princípio, o da Competência.
2.5 PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA
O princípio da Competência passou por uma mudança. Da primeira Resolu-
ção CFC no 1.111/07 para a Resolução do CFC no 1367/11. Nessa última, o artigo 
nono descreve o seguinte:
O Princípio da Competência determina que os efeitos das 
transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos 
a que se referem, independentemente do reconhecimento ou 
pagamento.
Parágrafo Único. O Princípio da Competência pressupõe a 
simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas 
correlatas (CFC, 2011). 
No caso das perspectivas, a substituição também se deu diretamente da Re-
solução CFC no 1.111/07, pelas registradas na Resolução do CFC no 1367/11: “Na 
perspectiva do Setor Público, o Princípio da Competência aplica-se integralmente 
ao Setor Público” (CFC, 2011). 
A utilização do princípio da Competência, em sua totalidade pelo governo 
brasileiro, é considerada como a melhor opção para evidenciar o patrimônio pú-
blico, ainda que, segundo Moura (2003), necessite melhor entendimento. A seguir 
apresenta-se o sexto e último princípio, o da Prudência. 
15
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
2.6 O PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA
O princípio da Prudência também passou por duas alterações, como aqui 
visto em alguns casos. Aqui a primeira alteração se dá pela Resolução CFC no
1.280/10 e a última alteração foi feita pela Resolução CFC no 1.367/11. Esta traz o 
artigo décimo na seguinte forma:
O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor 
para os componentes do ATIVO e do maior valor para os do 
PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente 
válidas para a quantifi cação das mutações patrimoniais que 
alterem o patrimônio líquido.
Parágrafo único. O Princípio da Prudência pressupõe o emprego 
de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos 
necessários às estimativas em certas condições de incerteza, 
no sentido de que ativos e receitas não sejam superestimados 
e que passivos e despesas não sejam subestimados, atribuindo 
maior confi abilidade ao processo de mensuração e apresentação 
dos componentes patrimoniais” (CFC, 2011). 
No caso das perspectivas, a substituição também se deu diretamente da Re-
solução CFC no 1.280/10, pelas registradas na Resolução do CFC no 1367/11:
Na perspectiva do Setor Público as estimativas de valores 
que afetam o patrimônio devem refl etir a aplicação de 
procedimentos de mensuração que prefi ram montantes 
menores para ativos, entre alternativas igualmente válidas, e 
valores maiores para passivos.
A prudência deve ser observada quando, existindo um ativo ou 
um passivo já escriturado por determinados valores, segundo 
os Princípios do Valor Original, surgirem possibilidades de 
novas mensurações.
A aplicação do Princípio da Prudência não deve levar a excessos 
ou situações classifi cáveis como manipulação do resultado, 
ocultação de passivos, superou subavaliação de ativos. Pelo 
contrário, em consonância com os Princípios Constitucionais da 
Administração Pública, deve constituir garantia de inexistência 
de valores fi ctícios, de interesse de grupos ou pessoas, 
especialmente gestores, ordenadores e controladores. 
Moura (2003) resume o princípio explicando quanto à obrigatoriedade de se 
optar pelo menor valor para os componentes do ativo e do maior para os do passi-
vo, toda vez que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantifi ca-
ção das mudanças de valores patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. 
16
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Gostou do tema? Quer saber mais? Que tal ampliar seus conhe-
cimentos e aprofundar-se no assunto? 
Acesse a página do Conselho Federal de Contabilidade e saiba 
mais sobre a atuação do CFC na Contabilidade Pública disponível 
em: <https://bit.ly/30OSL4F>. Acesso em: 23 maio 2020.
Atividades de Estudo: 
1 Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Linhares – ES Pro-
va: IBADE – 2020 – Prefeitura de Linhares – ES – Analista de 
Controle Interno – Economia.
Um dos princípios fundamentais de contabilidade aplicado à contabi-
lidade de custos é o seguinte:
a) ( ) Materialidade.
b) ( ) Princípio de caixa.
c) ( ) Conservadorismo.
d) ( ) Princípio misto.
e) ( ) Valor de venda de um bem imóvel.
2 Ano: 2017 Banca: COVEST-COPSET Órgão: UFPE Prova: CO-
VEST-COPSET – 2017 – UFPE – Auditor 
 O princípio contábil da competência é evidenciado no reconheci-
mento da despesa:
a) ( ) Dívida passiva – pagamento.b) ( ) Extraorçamentária.
c) ( ) Efetiva.
d) ( ) Aquisição de bens para o imobilizado.
e) ( ) Orçamentária.
3 Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: Prefeitura de Niterói – RJ Prova: 
FGV – 2018 – Prefeitura de Niterói – RJ – Analista de Políticas 
Públicas e Gestão Governamental
17
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
 Leia o fragmento a seguir.
 Tem gênese contábil: entre ativos e passivos, o administrador 
deve, em eventual escolha para seus valores, optar pelos meno-
res para os ativos e maiores para os passivos.
 Esta defi nição se refere ao princípio da(o)
a) ( ) Razoabilidade fi scal.
b) ( ) Efi ciência na Administração Pública.
c) ( ) Responsabilidade fi scal.
d) ( ) Equilíbrio orçamentário.
e) ( ) Prudência na Contabilidade Pública.
4 Ano: 2018 Banca: COMVEST UFAM Órgão: UFAM Prova: COM-
VEST UFAM – 2018 – UFAM – Auditor
 O Princípio contábil que possui relação com a tempestividade nos 
registros contábeis é o:
a) ( ) Princípio da Entidade.
b) ( ) Princípio da Continuidade.
c) ( ) Princípio da Competência.
d) ( ) Princípio da Oportunidade.
e) ( ) Princípio do Registro pelo Valor Original. 
5 Ano: 2018 Banca: UFRR Órgão: UFRR Prova: UFRR – 2018 – 
UFRR – Técnico em Contabilidade
 Analise as afi rmativas a seguir sobre os princípios de contabilida-
de aplicados ao setor público:
I. O Princípio da Oportunidade no âmbito da entidade pública está 
vinculado ao estrito cumprimento da destinação social do seu pa-
trimônio, ou seja, a continuidade da entidade se dá enquanto per-
durar sua fi nalidade.
II. O princípio da Atualização Monetária determina que os registros 
dos atos e fatos contábeis será considerado o valor original dos 
componentes patrimoniais.
III. O Princípio da Competência aplica-se integralmente ao Setor Pú-
blico.
IV. O Princípio da Entidade se afi rma, para o ente público, pela auto-
nomia e responsabilização do patrimônio a ele pertencente.
18
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
 A partir dessa análise, conclui-se que estão CORRETAS as afi r-
mativas:
a) ( ) II, III, IV.
b) ( ) I, III.
c) ( ) III, IV.
d) ( ) I, II, IV. 
e) ( ) II, III. 
3 PLANO DE CONTAS
No âmbito da administração pública e, principalmente, para o administrador pú-
blico, existe a necessidade ética e legal da boa gestão orçamentária, fi nanceira e pa-
trimonial (empenhos, consumo de materiais, contratos fi rmados etc.). Nesse sentido 
um plano de contas serve como uma ferramenta que facilita a localização e a iden-
tifi cação de contas que, inerente às atividades contábeis e fi nanceiras, possam ser 
utilizadas para a correta alocação dos registros. Assim, o Plano de Contas representa 
um instrumento de grande importância, pois guia o processo de escrituração.
É a estrutura básica da escrituração contábil, formada por um 
conjunto de contas, previamente estabelecido, que permite obter 
as informações necessárias à elaboração de relatórios gerenciais 
e demonstrações contábeis, de acordo com as características ge-
rais da entidade, possibilitando a padronização de procedimentos 
contábeis (ÁVILA; BACHTOLD; VIEIRA, 2011, p. 39).
O Plano de Contas consiste em um rol de contas avaliadas como indispen-
sáveis pelos órgãos regulatórios governamentais, que tem por objetivo registrar e 
demonstrar a relevância dos elementos patrimoniais. O próprio Manual de conta-
bilidade aplicada ao setor público enfatiza sua importância:
O Plano de contas aplicado as Setor Público (PCASP) repre-
senta uma das maiores conquistas da contabilidade aplicada ao 
setor público. Além de ser uma ferramenta para a consolidação 
das contas nacionais e instrumento para a adoção das normas 
internacionais de contabilidade, [...] (BRASIL, 2018, p. 19). 
Como afi rmado anteriormente, à área pública e, majoritariamente, a fede-
ral, o plano de contas tem importância fundamental em razão da utilização de 
um sistema de informática para efetuação do controle das contas do governo. 
Esse sistema de informações, denominado Sistema Integrado de Administração 
Financeira do Governo Federal (SIAFI), tem como uma de suas características, 
19
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
justamente, a utilização da contabilidade com base em informações fi nanceiras, 
orçamentárias e patrimoniais. 
Haddad e Lima Mota (2010, p. 96) corroboram com essa ideia, já que afi r-
mam que “na Contabilidade Aplicada à Administração Pública, o Plano de Contas 
consiste em uma estruturação ordenada e sistematizada dos seguintes atos e fa-
tos: etapas das receitas e despesas; ingressos e dispêndios fi nanceiros; fatos que 
afetam o patrimônio; registros dos fatos permutativos e modifi cativos; e registros 
dos atos administrativos”.
Segundo o MCASP (BRASIL, 2018), a contabilidade aplicada ao setor pú-
blico (CASP) é estruturada, com foco no registro dos atos e fatos relativos ao 
controle da execução orçamentária e fi nanceira. Mas, a publicação da Internatio-
nal Public Sector Accounting Standards (IPSAS), pelo International Public Sector 
Accounting Standards Board (IPSASB) e das Normas Brasileiras de Contabilidade 
Técnicas Aplicadas ao Setor Público (NBC TSP) pelo Conselho Federal de Conta-
bilidade (CFC), impulsionou uma série de mudanças na contabilidade aplicada ao 
sistema público (BRASIL, 2018). 
Ainda, através da evolução tecnológica e da integração sistêmica de dados, 
houve a exigência de consolidação nacional das contas públicas, traduzida na Lei 
de Responsabilidade Fiscal (LRF). 
Assim, fi cou obrigatório evidenciar com qualidade os fenômenos patrimoniais 
e o tratamento contábil padronizado dos atos e fatos administrativos através da 
adoção de um plano de contas com abrangência nacional, unifi cando metodolo-
gia, estrutura, regras, conceitos e funcionalidades que permitem a obtenção de 
dados que atendam os usuários da informação contábil.
O MCASP (BRASIL, 2018), explica que o método utilizado para a estrutura-
ção do PCASP foi o desmembramento das contas contábeis em grandes grupos 
de acordo com as características dos atos e fatos nelas registrados. O MCASP 
(BRASIL, 2018) explica ainda que essa metodologia permite a escrituração dos 
dados contábeis de forma organizada e promove a análise das informações de 
acordo com sua natureza. O PCASP está estruturado de acordo com as seguintes 
naturezas das informações contábeis:
I. Natureza de Informação Orçamentária: registra, processa e evidencia os 
atos e os fatos relacionados ao planejamento e à execução orçamentária 
(BRASIL, 2018).
II. Natureza de Informação Patrimonial: registra, processa e evidencia os fatos 
fi nanceiros e não fi nanceiros relacionados com a composição do patrimônio 
público e suas variações qualitativas e quantitativas (BRASIL, 2018).
20
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
III. Natureza de Informação de Controle: registra, processa e evidencia os 
atos de gestão cujos efeitos possam produzir modifi cações no patrimônio 
da entidade do setor público e aqueles com funções específi cas de con-
trole (BRASIL, 2018).
O quadro a seguir demonstra como o PCASP divide em oito classes as con-
tas contábeis e classifi cações de acordo com a natureza das informações que 
evidenciam. 
QUADRO 1 – CLASSES DAS CONTAS CONTÁBEIS
PCASP
NATUREZA DA 
INFORMAÇÃO CLASSE
PATRIMONIAL
1. ATIVO 2. PASSIVO
3. VARIAÇÕES PATRIMONIAIS 
DIMINUTIVAS
3. VARIAÇÕES PATRIMONIAIS 
AUMENTATIVAS
ORÇAMENTÁRIA 5. CONTROLES DA APROVAÇÃO DO 
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO
6. CONTROLES DA EXECUÇÃO DO 
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO
CONTROLE 7. CONTROLES DEVEDORES 8. CONTROLES CREDORES
FONTE: Adaptado de Brasil (2018)
Ainda segundo o MACASP (BRASIL, 2018), a estrutura do código da conta con-
tábil, as contas do PCASP são identifi cadas por códigos com 7 níveis de divisão,compostos por 9 dígitos, seguindo a seguinte ordem apresentada na fi gura a seguir. 
FIGURA 1 – ESTRUTURA DO CÓDIGO DA CONTA CONTÁBIL
FONTE: Adaptado de Brasil (2018)
21
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
Já o quadro a seguir demonstra o PCASP e sua estrutura básica, segundo o 
MCASP (BRASIL, 2018):
QUADRO 2 – ESTRUTURA BÁSICA DO PLANO DE CONTAS APLICADO AO SETOR PÚBLICO
PCASP
1 – Ativo 2 – Passivo e Patrimônio Líquido
1.1 - Ativo Circulante 2.1 - Passivo Circulante
1.2 - Ativo Não Circulante 2.2 - Passivo Não Circulante
2.3 - Patrimônio Líquido
3 – Variação Patrimonial Diminutiva 4 – Variação Patrimonial Aumentativa
3.1 - Pessoal e Encargos 4.1 - Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria
3.2 - Benefícios Previdenciários e Assistenciais 4.2 - Contribuições
3.3 - Uso De Bens, Serviços e Consumo de 
Capital Fixo
4.3 - Exploração e venda de bens, serviços e 
direitos
3.4 - Variações Patrimoniais Diminutivas Finan-
ceiras
4.4 - Variações Patrimoniais Aumentativas 
Financeiras
3.5 - Transferências e Delegações Concedidas 4.5 - Transferências e Delegações Recebidas
3.6 - Desvalorização e Perda De Ativos e Incor-
poração de Passivos
4.6 - Valorização e Ganhos Com Ativos e Desin-
corporação de Passivos
3.7 - Tributárias 4.9 - Outras Variações Patrimoniais Aumentativas
3.8 - Custo das Mercadorias Vendidas, dos 
Produtos Vendidos e dos Serviços Prestados
3.9 - Outras Variações Patrimoniais Diminutivas
5 – Controles da Aprovação do Planejamen-
to e Orçamento
6 – Controles da Execução do Planejamento 
e Orçamento
5.1 - Planejamento Aprovado 6.1 - Execução do Planejamento
5.2 - Orçamento Aprovado 6.2 - Execução do Orçamento
5.3 - Inscrição de Restos a Pagar 6.3 - Execução de Restos a Pagar
7 – Controles Devedores 8 – Controles Credores
7.1 - Atos Potenciais 8.1 - Execução dos Atos Potenciais
7.2 - Administração Financeira 8.2 - Execução da Administração Financeira
7.3 - Dívida Ativa 8.3 - Execução da Dívida Ativa
7.4 - Riscos Fiscais 8.4 - Execução dos Riscos Fiscais
7.5 - Consórcios Públicos 8.5 - Execução dos Consórcios Públicos
7.8 - Custos 8.8 - Apuração de Custos
7.9 - Outros Controles
FONTE: Adaptado de Brasil (2018)
O MCASP (BRASIL, 2018) indica que os entes da Federação somente po-
derão detalhar a conta contábil nos níveis posteriores ao nível apresentado na 
relação de contas do PCASP. Por exemplo, caso uma conta esteja detalhada no 
22
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
PCASP até o 6º nível (item), o ente poderá detalhar apenas a partir do 7º nível 
(subitem), sendo vedada a alteração dos 6 primeiros níveis. 
No entanto o manual também chama atenção para o fato de a única exce-
ção a essa regra corresponderá à abertura do 5º nível (subtítulo) das contas de 
Natureza de Informação Patrimonial, que obrigatoriamente será classifi cado em 
Intra OFSS, Inter OFSS (União, estados ou municípios) ou Consolidação (BRA-
SIL, 2018). Assim, quando o ente perceber ser necessário e a conta não estiver 
detalhada neste nível no PCASP, será obrigatório seguir essa classifi cação, em tal 
nível. Caso o 5º nível seja detalhado, pelo PCASP Federação, em Intra OFSS e 
Inter OFSS, as operações entre entidades relacionadas a tal classifi cação devem 
obedecer, obrigatoriamente, ao detalhamento a que pertencem (BRASIL, 2018). 
Ainda como orientação do MCASP, em determinados casos, se a conta não 
esteja detalhada até o quarto nível e seja necessário utilizar o 5º nível (subtítulo), 
poderá ser utilizado o dígito 0 (zero) para chegar-se ao nível de consolidação, por 
exemplo: “3.4.4.0.1.00.00 Descontos Financeiros Concedidos – Consolidação” 
(BRASIL, 2018, p. 384). 
Os planos de contas dos entes da Federação deverão ter pelo menos 7 
níveis. Eventuais níveis não detalhados deverão ser codifi cados com o dígito 0 
(zero). Caso algum ente entenda necessário, poderão, também, desdobrar as 
contas contábeis além do 7º nível (subitem). Outros níveis poderão ser utilizados, 
por exemplo, para o registro de informações complementares na conta contábil. 
Seguem exemplos conforme o MCASP:
I. As naturezas de receitas e despesas orçamentárias não 
têm relação com a codifi cação das Variações Patrimoniais 
Diminutivas – VPD ou Variações Patrimoniais Aumentativas 
– VPA, tampouco com as contas de controle de execução do 
orçamento (classes 5 e 6). Esse tipo de informação deve ser 
controlado pelo sistema ou no detalhamento posterior ao 7º 
nível do PCASP.
II. O controle de disponibilidades por destinação de recursos 
é realizado por meio das contas dos subgrupos 7.2.1 e 8.2.1. 
As fontes de recursos não são espelhadas no código das 
contas contábeis desses subgrupos e sim em informações 
complementares.
III. A execução das deduções de receitas é realizada por meio 
da conta 6.2.1.3.0.00.00 – Deduções da Receita Orçamentária. 
A informação complementar dessa conta é a natureza de receita 
orçamentária. Ressalta-se que a natureza de receita deve 
ser utilizada em sua codifi cação original, sem a introdução do 
dígito 9 na categoria econômica. Dessa forma, as categorias 
econômicas continuam sendo 1, 2, 7 e 8 (BRASIL, 2018, p. 385). 
23
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
Gostou do tema? Quer saber mais? Que tal ampliar seus conhe-
cimentos e aprofundar-se no assunto? 
Acesse a seguinte página: <https://bit.ly/30S60lj>. Acesso em: 
22 maio 2020. E leia o seguinte texto:
BARROS COSTA, Abimael de Jesus; NOGUEIRA, Lucas Eduardo 
Coutinho. Sistema de custos no setor público: discussão sobre o uso 
das informações geradas para a tomada de decisão no governo federal. 
Revista de administração e contabilidade, v. 9, n. 2, p. 20–46, 2017.
Encerrando nosso item, passamos a algumas questões para testar a sua 
compreensão sobre o PCASP.
Atividades de Estudo:
1 Ano: 2020 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefei-
tura de Barão de Cocais – MG Prova: FUNDEP (Gestão de Con-
cursos) – 2020 – Prefeitura de Barão de Cocais – MG – Tesoureiro
 Com o objetivo de uniformizar as práticas contábeis, a Secretaria 
do Tesouro Nacional (STN), em conjunto com o Grupo Técnico de 
Procedimentos Contábeis (GTCON), elaborou o Plano de Contas 
Aplicado ao Setor Público (PCASP).
 Nesse sentido, assinale a alternativa correta referente ao PCASP.
a) ( ) Cabe à Secretaria da Receita Federal criar, alterar, excluir, 
codifi car, especifi car, desdobrar e detalhar as contas contábeis do 
PCASP.
b) ( ) As contas contábeis do PCASP são identifi cadas por códigos 
com sete níveis de desdobramento, compostos por nove dígitos.
c) ( ) As naturezas das informações contábeis, com as quais o 
PCASP está estruturado, são: Orçamentária, Financeira e Patri-
monial.
24
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
d) ( ) Os entes da Federação somente poderão detalhar a conta 
contábil nos níveis inferiores ao nível apresentado na relação de 
contas do PCASP.
2 Ano: 2020 Banca: CESPE Órgão: TJ-PA Prova: CESPE – 2020 – 
TJ-PA – Analista Judiciário – Ciências Contábeis
 Relativamente às classes de contas, o Plano de Contas Aplicado 
ao Setor Público (PCASP) é dividido em:
a) ( ) Duas classes, sendo as contas contábeis classifi cadas dentro 
de uma mesma natureza de informação contábil.
b) ( ) Três classes, sendo as contas contábeis classifi cadas segun-
do a natureza das informações que evidenciam: orçamentária, 
patrimonial e fi scal.
c) ( ) Quatro classes, sendo as contas contábeis classifi cadas se-
gundo a natureza das informações que evidenciam: contas patri-
moniais, contas de resultado, contas de controle orçamentário e 
contas de controle de atos potenciais.
d) ( ) Seis classes, sendo as contas contábeis classifi cadas segun-
do a natureza das informações que evidenciam: orçamentária, fi -
nanceira, patrimonial e decompensação.
e) ( ) Oito classes, sendo as contas contábeis classifi cadas segundo 
a natureza das informações que evidenciam: patrimonial, orça-
mentaria e de controle.
3 Ano: 2019 Banca: IF-BA Órgão: IF Baiano Prova: IF-BA – 2019 – 
IF Baiano – Contador
 Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP) é a estrutura 
básica da escrituração contábil, formada por uma relação padro-
nizada de contas contábeis. 
 A respeito do tema, assinale a alternativa correta.
a) ( ) A natureza da informação Orçamentária registra, processa e evi-
dencia os fatos fi nanceiros e não fi nanceiros relacionados com a 
composição do patrimônio público e suas variações qualitativas e 
quantitativas.
b) ( ) A natureza da informação Patrimonial do PCASP é dividida em 
classes: 1. Ativo; 2. Passivo; 3. Compensação de Devedores e 4. 
Compensação de Credores.
c) ( ) A natureza da informação Orçamentária do PCASP é dividida 
em classes: 1. Ativo; 2. Passivo; 3. Compensação de Devedores 
e 4. Compensação de Credores.
25
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
d) ( ) As naturezas de Receitas e Despesas Orçamentárias têm re-
lação com a codifi cação das Variações Patrimoniais Diminutivas 
– VPD ou Variações Patrimoniais Aumentativas – VPA.
e) ( ) A natureza de informação de Controle registra, processa e 
evidencia os atos de gestão cujos efeitos possam produzir modi-
fi cações no patrimônio da entidade do setor público, bem como 
aqueles com funções específi cas de controle.
4 Ano: 2016 Banca: Gestão Concurso Órgão: Câmara de Itabirito – 
MG Prova: Gestão Concurso – 2016 – Câmara de Itabirito – MG 
– Contador
O Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP) tem como ob-
jetivo geral o fornecimento de informações aos diversos usuários 
da informação contábil, por meio da padronização da forma de 
registro contábil para a extração de informações para esses usu-
ários. Tomando como base o Manual de contabilidade aplicada 
ao setor público, publicado pela Secretaria do Tesouro Nacional 
– STN, assinale a alternativa INCORRETA.
a) ( ) Cabe à STN criar, alterar, excluir, codifi car, especifi car, desdo-
brar e detalhar as contas contábeis.
b) ( ) A utilização do PCASP é facultativa para as empresas estatais 
dependentes e independentes.
c) ( ) O PCASP deve ser adotado por todos os entes da Federação 
desde o exercício de 2014.
d) ( ) O PCASP é atualizado anualmente e publicado exclusivamen-
te na internet para uso obrigatório no exercício seguinte.
5 Ano: 2018 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Pre-
feitura de Itatiaiuçu – MG Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) 
– 2018 – Prefeitura de Itatiaiuçu – MG – Técnico em Contabilidade
 Sobre o Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP), é 
correto afi rmar que
a) ( ) É dividido em oito classes, sendo as contas contábeis clas-
sifi cadas segundo a natureza das informações que evidenciam. 
Nesse sentido, as contas contábeis possuem duas naturezas, 
que são a patrimonial e a orçamentária.
b) ( ) A competência para a edição de normas gerais para consolida-
ção das contas públicas foi atribuída pela Lei de Responsabilida-
de Fiscal ao Conselho Federal de Contabilidade.
26
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
c) ( ) A utilização do PCASP é obrigatória para todos os órgãos e enti-
dades da administração direta e da administração indireta dos entes 
da Federação, mas não inclui as empresas estatais dependentes.
d) ( ) A metodologia utilizada para a estruturação do PCASP foi a 
segregação das contas contábeis em grandes grupos de acordo 
com as características dos atos e fatos nelas registrados.
4 DOS LANÇAMENTOS CONTÁBEIS E 
CONSOLIDAÇÃO
Os procedimentos de lançamentos contábeis têm por objetivo a execução 
dos registros da movimentação fi nanceira operada pelos entes envolvidos no or-
çamento público. Em comparação com os lançamentos contábeis a nível de con-
tabilidade privada, existem certas diferenças que devem ser levadas em conside-
ração e que são abordadas nos itens a seguir.
4.1 LANÇAMENTOS CONTÁBEIS NO 
PCASP
Quanto aos lançamentos contábeis, a fi m de possibilitar a consolidação das 
contas públicas nos diversos níveis de governo, foi criado no PCASP um meca-
nismo para a segregação dos valores das transações que serão incluídas ou ex-
cluídas na consolidação. Esse mecanismo consiste na utilização do 5º nível (Sub-
título) das classes 1, 2, 3 e 4 do PCASP (contas de natureza patrimonial) para 
identifi car os saldos recíprocos, conforme o quadro a seguir (BRASIL, 2018). 
QUADRO 3 – CLASSES DE CONSOLIDAÇÃO DO 5º NÍVEL
5º Nível (Subtítulo) – Consolidação
x.x.x.x.1.xx.xx CONSOLIDAÇÃO
Compreende os saldos que não serão excluídos nos demons-
trativos consolidados do orçamento fi scal e da seguridade 
social (OFSS).
x.x.x.x.2.xx.xx INTRA OFSS
Compreende os saldos que serão excluídos nos demonstra-
tivos consolidados do Orçamento Fiscal e da Seguridade So-
cial (OFSS) do mesmo ente.
27
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
x.x.x.x.3.xx.xx INTER OFSS –
Compreende os saldos que serão excluídos nos demons-
trativos consolidados do Orçamento Fiscal e da Seguridade 
Social (OFSS) de entes públicos distintos, resultantes das 
transações entre o ente e a União.
x.x.x.x.4.xx.xx
INTER OFSS – 
ESTADO
Compreende os saldos que serão excluídos nos demons-
trativos consolidados do Orçamento Fiscal e da Seguridade 
Social (OFSS) de entes públicos distintos, resultantes das 
transações entre o ente e a União.
x.x.x.x.5.xx.xx
INTER OFSS – 
MUNICÍPIO
Compreende os saldos que serão excluídos nos demons-
trativos consolidados do Orçamento Fiscal e da Seguridade 
Social (OFSS) de entes públicos distintos, resultantes das 
transações entre o ente e um município.
FONTE: Adaptado de Brasil (2018)
A seguir, estão transcritos os exemplos dos lançamentos para o 5º nível de 
acordo com o MCASP (BRASIL, 2018).
As contas identifi cadas no nível de consolidação com o Dígito 1 (Consolida-
ção) identifi carão as operações decorrentes de:
I. Transações entre uma entidade que pertence ao OFSS 
de um ente público e uma entidade privada, por exemplo: 
pessoas físicas; empresas, associações e fundações privadas; 
organizações sociais; organismos internacionais;
II. Transações entre uma entidade que pertence ao OFSS de 
um ente público e uma entidade pública que não pertence 
ao OFSS de qualquer ente público, por exemplo: empresas 
estatais independentes;
III. Alterações patrimoniais dentro de uma mesma entidade, 
por exemplo: depreciação; d. Registro e a baixa de ativos, no 
caso de transferência de ativos entre entidades públicas, por 
exemplo: doação de bens de um ente a outro, transferência 
dos créditos para inscrição em dívida ativa entre a unidade de 
origem e a unidade responsável por sua inscrição. Observação: 
o registro das variações patrimoniais referentes à transferência 
dos ativos serão Intra OFSS ou Inter OFSS, conforme o caso.
IV. Transações entre uma entidade que pertence ao OFSS de 
um ente público e uma entidade que não pertença a nenhum 
OFSS, porém, seja obrigada a utilizar o PCASP. Exemplo: 
conselhos profi ssionais.
Registros de uma entidade que utilize o PCASP por exigência 
normativa ou voluntariamente, porém, não faça parte do OFSS 
de nenhum dos entes. Exemplo: conselhos profi ssionais e 
empresas estatais independentes (BRASIL, 2018, p. 386).
28
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Ainda o MCASP (BRASIL, 2018) indica que as contas com o Dígito 2 (Intra 
OFSS) no nível de consolidação identifi carão as operações decorrentes de tran-
sações entre entidades que pertencem ao OFSS do mesmo ente público. As con-
tas com os dígitos 3, 4 e 5 (Inter OFSS) no nível de consolidação identifi carão as 
operações decorrentes detransações entre entidades que pertencem a OFSS de 
entes públicos distintos, tais como:
I. Repartição dos créditos tributários do ente público federal 
para o ente estadual ou municipal; 
II. Alterações patrimoniais decorrentes da transferência de 
bens móveis ou imóveis entre entes públicos distintos que 
utilizam o PCASP (BRASIL, 2018, p. 386). 
O uso dos dígitos 3, 4 ou 5 dependerá de com quem a transação está sendo 
realizada. Assim, numa transação entre um estado e um município, o estado uti-
lizará o Dígito 5 (Inter OFSS – Município) e o município utilizará o Dígito 4 (Inter 
OFSS – Estado). Já numa transação entre um município e a União, o município 
utilizará o Dígito 3 (Inter OFSS – União) e a União utilizará o Dígito 5 (Inter OFSS 
– Município). 
Portanto, quem vai realizar o lançamento deve considerar a qual esfera per-
tence a pessoa do outro lado da transação e não sua própria esfera de governo. O 
PCASP restringiu o detalhamento do 5º nível nos diversos níveis de consolidação 
às contas consideradas relevantes para fi ns do processo de consolidação. Quando 
o detalhamento estiver previsto no PCASP, o seu uso é obrigatório (BRASIL, 2018). 
O MCASP, no entanto, explica que os entes poderão detalhar as contas que 
não tiverem todos os níveis de consolidação previstos no PCASP. Por exemplo, 
se o PCASP prever somente o Dígito 1 (Consolidação), o ente poderá criar o Nível 
2 (intra-OFSS). 
Como realizado anteriormente, analisaremos os exemplos transcritos do 
MCASP (BRASIL, 2018). No caso a seguir, veremos que os lançamentos eviden-
ciam apenas os fenômenos patrimoniais:
a. Operações que utilizam o Dígito 1 (Consolidação) no 5º nível:
 I. Prestação de serviços ao ente por empresa privada. Trata-se de uma 
operação com entidade que não pertence a nenhum OFSS. O passivo e 
a variação patrimonial diminutiva (VPD) serão incluídos na consolidação 
do ente e na consolidação nacional.
29
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
Lançamento na União:
Reconhecimento da obrigação decorrente da prestação de serviços
Natureza da informação: patrimonial 
D 3.3.2.3.1.xx.xx VPD – Serviços Terceiros – PJ – Consolidação
C 2.1.3.1.1.xx.xx Fornecedores e Contas a Pagar Nacionais a Curto Prazo 
– Consolidação
 II. Doação de bem imóvel a um Estado pela União. Trata-se de operação 
entre entidades pertencentes a OFSS distintos. O bem deve ser baixado 
pela União e incorporado pelo estado. As contas de bens sempre apre-
sentarão o Dígito 1 (Consolidação) no 5º nível. Caso contrário, na con-
solidação nacional, o bem não estaria registrado em nenhum dos entes. 
Ele também fará parte da consolidação do ente que tiver recebido o bem. 
As variações patrimoniais aumentativas (VPA) e diminutivas (VPD) serão 
incluídas na consolidação de cada ente (operação Inter OFSS) e excluí-
das na consolidação nacional.
Lançamento na União:
Natureza da informação: patrimonial 
D 3.5.2.3.4.xx.xx Transferências Voluntárias – Inter OFSS – Estado
C 1.2.3.2.1.xx.xx Bens Imóveis – Consolidação
Lançamento no estado:
Natureza da informação: patrimonial
D 1.2.3.2.1.xx.xx Bens Imóveis – Consolidação 
C 4.5.2.3.3.xx.xx Transferências Voluntárias – Inter OFSS – União
 III. Depreciação de bens imóveis. Trata-se de um evento interno da enti-
dade. A retifi cação da conta do ativo e a VPD serão incluídas na consoli-
dação do ente e na consolidação nacional.
Lançamento:
Natureza da informação: patrimonial 
D 3.3.3.1.1.xx.xx Depreciação – Consolidação 
C 1.2.3.8.1.xx.xx (-) Depreciação, Exaustão e Amortização Acumuladas – 
Consolidação
b. Operações que utilizam o Dígito 2 (Intra OFSS) no 5º nível:
30
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
 I. Contribuição patronal da Prefeitura ao Regime Próprio de Previdências 
Social (RPPS). Trata-se de uma operação entre entidades pertencentes 
ao mesmo OFSS. O passivo e a VPD serão excluídos na consolidação 
do ente e na consolidação nacional.
Lançamento no Governo Municipal: 
Natureza da informação: patrimonial Manual
D 3.1.2.1.2.xx.xx Encargos Patronais – RPPS – Intra OFSS
C 2.1.1.4.2.xx.xx Encargos Sociais a Pagar – Intra OFSS
Lançamento no RPPS:
Reconhecimento do direito a receber decorrente a contribuição patronal ao 
RPPS Natureza da informação: patrimonial 
D 1.1.3.6.2.xx.xx Créditos Previdenciários a Receber a Curto Prazo – Intra 
OFSS
C 4.2.1.1.2.xx.xx Contribuições Sociais – RPPS – Intra OFSS
 II. Transferência de bem imóvel pela Secretaria de Fazenda à Assembleia 
Legislativa do mesmo estado. Trata-se de uma operação entre entidades 
pertencentes ao mesmo OFSS. O bem deve ser baixado pela Secretaria 
de Fazenda e incorporado pela Assembleia Legislativa. As contas de bens 
sempre apresentarão o Dígito 1 (Consolidação) no 5º nível, pois não im-
pactam a consolidação. As VPA e VPD serão excluídas no âmbito da con-
solidação do ente e não terão impacto na consolidação nacional.
Lançamento na Secretaria de Fazenda:
Natureza da informação: patrimonial 
D 3.5.1.2.2.xx.xx Transferências Concedidas Independentes de Execução 
Orçamentária – Intra OFSS
C 1.2.3.2.1.xx.xx Bens Imóveis – Consolidação
Lançamento na Assembleia Legislativa:
Natureza da informação: patrimonial 
D 1.2.3.2.1.xx.xx Bens Imóveis – Consolidação 
C 4.5.1.2.2.xx.xx Transferências Recebidas Independentes de Execução 
Orçamentária – Intra OFSS
31
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
b. Operações que utilizam os Dígitos 3, 4 ou 5 (Inter OFSS) no 5º nível: 
As contas Inter OFSS serão identifi cadas conforme o ente execute uma 
operação com a União (3), com um estado ou Distrito Federal (4) ou com 
um município (5).
 I. Contribuição patronal da Prefeitura para o Regime Geral de Previdên-
cia Social (RGPS). Trata-se de uma operação entre entidades perten-
centes a OFSS distintos. O ativo, o passivo, a VPA e a VPD deverão ser 
incluídos na consolidação do ente e excluídos na consolidação nacional.
Lançamento na Prefeitura:
Natureza da informação: patrimonial 
D 3.1.2.2.3.xx.xx Encargos Patronais – RGPS – Inter OFSS – União
C 2.1.1.4.3.xx.xx Encargos Sociais a Pagar – Inter OFSS – União
Lançamento no RGPS: 
Reconhecimento do direito
Natureza da informação: patrimonial 
D 1.1.3.6.5.xx.xx Créditos Previdenciários a Receber a Curto Prazo– Inter 
OFSS – Município
C 4.2.1.2.5.xx.xx Contribuições Sociais – RGPS – Inter OFSS – Município
 II. Transferência de valores do Fundo de Participação dos Estados (FPE) 
pela União ao estado. Trata-se de uma operação entre entidades perten-
centes a OFSS distintos. O ativo, o passivo, a VPA e a VPD deverão ser 
incluídos na consolidação do ente e excluídos na consolidação nacional.
Lançamento na União:
Natureza da informação: patrimonial 
D 3.5.2.1.4.xx.xx Distribuição Constitucional ou Legal de Receitas – Inter 
OFSS – Estado
C 2.1.5.0.4.xx.xx Obrigações de Repartição a Outros Entes – Inter OFSS – 
Estado
Lançamento no estado:
Natureza da informação: patrimonial 
D 1.1.2.3.3.xx.xx Créditos de Transferências a Receber – Inter OFSS – União 
C 4.5.2.1.3.xx.xx Transferências Constitucionais e Legais de Receitas – 
Inter OFSS – União 
32
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
O processo de consolidação do ente deverá incluir as contas cujo 5º nível 
apresenta os Dígitos 1 (Consolidação), 3, 4 e 5 (Inter OFSS), e excluir as que 
apresentam o Dígito 2 (Intra OFSS). O processo de consolidação nacional deverá 
incluir as contas cujo 5º nível apresenta o Dígito 1 (Consolidação) e excluir as que 
apresentam os Dígitos 2 (Intra OFSS), 3, 4 e 5 (Inter OFSS).
Atividades de Estudo: 
1 Ano: 2020 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de Caria-
cica – ES Prova: INSTITUTO AOCP – 2020 – Prefeitura de Caria-
cica – ES – Contador
 Conforme o Manual de Contabilidade Aplicada ao SetorPúblico, 
para possibilitar a consolidação nacional das contas públicas nos 
diversos níveis de governo, foi criado, no Plano de Contas Aplica-
do ao Setor Público (PCASP), um mecanismo para a segregação 
dos valores das transações que serão incluídas ou excluídas na 
consolidação. Esse mecanismo consiste na utilização do
a) ( ) 2º nível (Subtítulo) das classes 1, 2, 3 e 4 do PCASP para identi-
fi car os saldos recíprocos nas contas de natureza patrimonial.
b) ( ) 3º nível (Subtítulo) das classes 1, 2, 3 e 4 do PCASP para identi-
fi car os saldos recíprocos nas contas de natureza patrimonial.
c) ( ) 4º nível (Subtítulo) das classes 1, 2, 3 e 4 do PCASP para iden-
tifi car os saldos recíprocos nas contas de natureza patrimonial.
d) ( ) 5º nível (Subtítulo) das classes 1, 2, 3 e 4 do PCASP para identi-
fi car os saldos recíprocos nas contas de natureza patrimonial.
2 Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: Câmara de Cabo de 
Santo Agostinho – PE Prova: INSTITUTO AOCP – 2019 – Câma-
ra de Cabo de Santo Agostinho – PE – Contador
 Segundo o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, 
caso a conta não esteja detalhada até o quarto nível e seja ne-
cessário utilizar o 5º nível (subtítulo), o ente público poderá utili-
zar o dígito
a) ( ) 5 (cinco), para se chegar ao nível de consolidação.
b) ( ) 3 (três), para se chegar ao nível de consolidação.
c) ( ) 4 (quatro), para se chegar ao nível de consolidação.
33
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
d) ( ) 0 (zero), para se chegar ao nível de consolidação.
3 Ano: 2019 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Matinhos – PR 
Prova: NC-UFPR – 2019 – Prefeitura de Matinhos – PR – Contador
 O Plano de Contas Aplicado ao Setor Público é segregado em 
oito classes de contas, sendo as classes 1 a 4 representativas do 
subsistema patrimonial, as classes 5 e 6 do subsistema orçamen-
tário e as classes 7 e 8 do subsistema de controle. Considerando 
o exposto, assinale a alternativa com a contabilização correta da 
inscrição de restos a pagar processados relativos a fornecedor de 
material de consumo.
a) ( ) D – 3.1.1.1.x.xx.xx Variação patrimonial diminutiva – Material 
de consumo; C – 2.1.3.1.x.xx.xx – Fornecedores a pagar.
b) ( ) D – 5.3.2.7.0.xx.xx Restos a pagar processados; C – 
6.3.2.7.0.xx.xx Restos a pagar processados.
c) ( ) D – 3.1.1.1.x.xx.xx Variação patrimonial diminutiva – Mate-
rial de consumo; C – 2.1.3.1.x.xx.xx – Fornecedores a pagar; D 
– 5.3.2.7.0.xx.xx Restos a pagar processados; C – 6.3.2.7.0.xx.xx 
Restos a pagar processados.
d) ( ) D – 3.1.1.1.x.xx.xx Variação patrimonial diminutiva – Mate-
rial de consumo; C – 2.1.3.1.x.xx.xx – Fornecedores a pagar; D 
– 8.2.2.1.x.xx.xx Disponibilidade por destinação de recursos; C – 
7.2.2.1.x.xx.xx Disponibilidade de recursos.
e) ( ) D – 3.1.1.1.x.xx.xx Variação patrimonial diminutiva – Mate-
rial de consumo; C – 2.1.3.1.x.xx.xx – Fornecedores a pagar; D 
– 5.3.2.7.0.xx.xx Restos a pagar processados; C – 6.3.2.7.0.xx.xx 
Restos a pagar processados; D – 8.2.2.1.x.xx.xx Disponibilidade 
por destinação de recursos; C – 7.2.2.1.x.xx.xx Disponibilidade 
de recursos.
4 Ano: 2020 Banca: FADESP Órgão: UEPA Prova: FADESP – 2020 – 
UEPA – Técnico de Nível Superior – Ciências Contábeis
 Considera-se o suprimento de fundos como um adiantamento 
de valores a um servidor para futura prestação de contas. Este 
adiantamento é considerado como uma despesa orçamentária, 
ou seja, para conceder o recurso ao suprido, torna-se necessário 
percorrer os estágios da despesa orçamentária. De acordo com 
o Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP), o registro 
contábil do momento da liquidação e o reconhecimento do direito 
na natureza da informação patrimonial pode ser representado por
34
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
a) ( ) D 6.2.2.1.1.xx.xx Crédito Disponível C 6.2.2.1.3.01.xx Crédito 
Empenhado a Liquidar
b) ( ) D 2.1.8.9.x.xx.xx Outras Obrigações de Curto Prazo – Supri-
mento de Fundos (F) C 1.1.1.1.1.xx.xx Caixa e Equivalentes de 
Caixa em Moeda Nacional (F)
c) ( ) D 1.1.3.1.x.xx.xx Adiantamentos Concedidos a Pessoal e a 
Terceiros (P) C 2.1.8.9.x.xx.xx Outras Obrigações de Curto Prazo 
– Suprimento de Fundos(F)
d) ( ) D 1.1.1.1.1.xx.xx Caixa e Equivalentes em Moeda Nacional (F) 
C 1.1.3.1.x.xx.xx Adiantamentos Concedidos a Pessoal e a Ter-
ceiros (P)
5 Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Porto Alegre 
– RS Prova: FUNDATEC – 2019 – Prefeitura de Porto Alegre – 
RS – Auditor de Controle Interno
 Analise o seguinte lançamento contábil, levando em conta o que 
estabelecem as normas brasileiras de contabilidade aplicadas ao 
setor público
 D 3.3.3.X.X.XX.XX Depreciação, Amortização e Exaustão
 C 1.2.3.8.X.XX.XX (-) Depreciação, Exaustão e Amortização Acu-
muladas
 Em relação a esse lançamento, está correto afi rmar que:
a) ( ) Corresponde ao encerramento da conta de Variação Patri-
monial Diminutiva (VPD) para apuração do resultado do exercício 
fi nanceiro.
b) ( ) Corresponde ao estorno de lançamento de depreciação, amor-
tização ou exaustão.
c) ( ) Esse lançamento nunca pode ocorrer, pois as contas da classe 
3 nunca são contrapartidas das contas da classe 1.
d) ( ) Lançamento da redução de valor do ativo em decorrência de 
depreciação, amortização ou exaustão.
e) ( ) Lançamento de contas cuja natureza da informação é a de 
controle.
35
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
4.2 MECANISMOS DE LANÇAMENTO
Como já explicitado, um dos objetivos da contabilidade pública é auferir prá-
ticas que estejam alinhadas ao cumprimento de métodos e técnicas amplamente 
aceitas e conhecidas, inclusive à normas internacionais. No caso dos registros 
contábeis não é diferente, ou seja, a adoção das práticas de lançamento contá-
beis deve cumprir com o maior rigor possível o registro dos atos contábeis, visto 
não só os objetivos de busca pelo melhor desempenho, como o cumprimento le-
gal e a transparência para a sociedade. 
Nesse sentido, duas noções são fundamentais para a compreensão da escri-
turação: o método das partidas dobradas e os lançamentos a débito e a crédito. 
O método das partidas dobradas (double-entry bookkeeping), fundamenta-se no 
princípio de que a todo débito corresponde um crédito de igual valor e vice-versa. 
O cerne do método é que, o registro de qualquer operação implica que para cada 
débito, em uma ou mais contas deve corresponder um crédito equivalente em 
uma ou mais contas, de forma que a soma dos valores debitados seja sempre 
igual à soma dos valores creditados, ou seja, não há débito(s) sem crédito(s) cor-
respondente(s) (COSTA; QUINTANILHA, 2018).
Origina-se desse princípio quatro fórmulas designadas como simples, com-
plexas e composta. A primeira implica uma equivalência simples, um débito e um 
crédito de igual valor; a complexa se subdivide em duas hipóteses, sendo a pri-
meira, uma conta a ser debitada em contrapartida a duas ou mais contas a serem 
creditadas, e a segunda, uma conta a ser creditada em contrapartida a duas ou 
mais contas a serem debitadas. Por fi m, a fórmula composta, duas ou mais contas 
são debitadas em contrapartida ao crédito de duas ou mais contas. Assim, os fa-
tos contábeis poderão ser registrados por lançamento a “débito” ou lançamento a 
“crédito” (COSTA; QUINTANILHA, 2018).
É importante ressaltar que não é a melhor prática contábil reunir os eventos 
em um único par de lançamento, mesmo que tenham ocorrido concomitantemen-
te (subscrição e integralização simultâneas). Em outras palavras, mesmo que os 
débitos orçamentários sejam realizados na totalidade, recomenda-se que sejam 
feitos lançamentos discriminando tanto a subscrição (primeiro lançamento) como 
a integralização (segundo lançamento). Para isso, como já vistono Item 3 Plano 
de Contas, quanto do registro dos atos contábeis de “débito” e “crédito”, o sistema 
contábil público utiliza os seguintes subsistemas para os lançamentos:
I. Subsistema de Informações Orçamentárias – registra e evi-
dencia, por meio de Demonstrações Contábeis próprias, os 
atos e os fatos relacionados ao orçamento e a sua execução, 
que subsidia a administração com informações sobre: orça-
mento; programação e execução orçamentária; alterações or-
çamentárias e resultado orçamentário.
36
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
II. Subsistema de Informações Financeiras – registra e eviden-
cia, por meio de Demonstrações Contábeis próprias, os fatos 
relacionados aos ingressos e aos desembolsos fi nanceiros, 
bem como a situação das disponibilidades no início e no fi nal 
do período, que subsidia a administração com informações so-
bre: fl uxo de caixa; resultado primário e receita corrente líquida.
III. Subsistema de Informações Patrimoniais – registra, avalia 
e evidencia, por meio de Demonstrações Contábeis próprias, 
a situação estática dos elementos patrimoniais e a apuração 
do resultado do exercício, que subsidia a administração com 
informações sobre: alterações nos elementos patrimoniais; re-
sultado econômico e resultado nominal.
IV. Subsistema de Custos – Coleta, processa e apura, por 
meio de sistema próprio, os custos da gestão de políticas pú-
blicas, gerando relatórios que subsidiam a administração com 
informações sobre: custos dos programas, dos projetos e das 
atividades desenvolvidas; otimização dos recursos públicos e 
custos das unidades contábeis.
V. Subsistema de Compensação – registra e evidencia por 
meio de contas específi cas, os atos de gestão cujos efeitos 
possam produzir modifi cações no patrimônio da entidade, que 
subsidia a administração com informações sobre: alterações 
potenciais nos elementos patrimoniais e acordos, garantias e 
responsabilidades (ÁVILA; BACHTOLD; VIEIRA, 2011, p. 109). 
Inicialmente, para se realizar os lançamentos dos fatos em cada um dos sis-
temas, é necessário identifi car com precisão e na seguinte ordem as seguintes 
características dos fatos:
1. Se o fato constitui – Receita (R) ou Despesa (D).
2. Se o fato constitui uma receita ou despesa – Orçamentária (O) ou extra-
-orçamentária (E).
3. Se o fato constitui – Receita/Despesa corrente (C) ou Receita/Despesa 
de capital (K).
4. A fase ou estágio da receita ou da despesa:
• receita: previsão (P); lançamento (L); arrecadação (A), recolhimento 
(Re);
• despesa: Fixação (F); programação (Pr); licitação (Lic); empenho (E); 
liquidação (Li); suprimento (S); pagamento (Pg).
5. Em qual sistema ou sistemas de contas deve ser realizado o registro da 
transação:
• Sistema Orçamentário (SO);
• Sistema Financeiro (SF);
• Sistema Patrimonial (SP);
• Sistema de Compensação (SC).
37
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
Podemos tomar como exemplo a seguinte classifi cação demonstrada no 
quadro a seguir.
QUADRO 4 – EXEMPLO DE CLASSIFICAÇÃO DE ATOS CONTÁBEIS
N.o Descrição do fato ocorrido no exercício atual 1 2 3 4 5
1 Previsão da receita orçamentária – IPTU R O C P SO
2 Previsão da receita orçamentária – alienação de veículo R O K P SO
3 Fixação da despesa de pessoal – administração D O C F SO
4 Fixação da despesa de aquisição de veículos para a administração D O C F SO
5 Arrecadação da receita orçamentária – IPTU R O C A SO/
SF/SP
6 Arrecadação da receita orçamentária – Alienação de veículos, 
sendo: 
R O K A SO/
SF/SP
6A Um veículo contabilizado por R$100,00 e vendido por R$80,00 SP
6B Um veículo contabilizado por R$150,00 e vendido por R$250,00 SP
7 Empenho da despesa de pessoal – administração D O C E SO/
SF/SP
8 Empenho da despesa de aquisição de veículos para a administração D O K E SO/
SF/SP
9 Liquidação da despesa de pessoal – administração D O C Li SO/SF
10 Liquidação da despesa de aquisição de veículos para a administração D O K Li SO/
SF/SP
11 Pagamento da despesa de pessoal – administração D O C Pg SF
12 Pagamento da despesa de aquisição de veículos para a administração D O K Pg SF
13 Pagamento de restos a pagar do exercício anterior D E SF
14 Recebimento de depósito em caução R E SF
15 Devolução de depósito recebido em caução D E SF
16 Recebimento por doação de um terreno SP
FONTE: Adaptado de Ávila, Bachtold e Vieira (2011)
Assim, os lançamentos estarão fechados dentro das classes 1 a 4 ou das 
classes 5 e 6 ou das classes 7 e 8:
I. Lançamentos de natureza patrimonial: apenas debitam e creditam con-
tas das classes 1, 2, 3 e 4. 
II. Lançamentos de natureza orçamentária: apenas debitam e creditam con-
tas das classes 5 e 6. 
III. Lançamentos de natureza de controle: apenas debitam e creditam con-
tas das classes 7 e 8.
O MCASP (BRASIL, 2018) traz o seguinte exemplo: 
38
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Não é permitido um lançamento na conta Clientes (classe 1) 
em contrapartida à conta Receita Realizada (classe 6). Nessa 
hipótese, apesar de ser utilizado o método das partidas dobradas 
e de os valores lançados a débito e a crédito apresentados no 
balancete contábil não apresentarem diferença, observa-se 
uma inconsistência. Dessa forma, os totais lançados a débito e 
a crédito em contas de mesma natureza de informação devem 
apresentar valores iguais. Também é necessário restringir os 
lançamentos possíveis de modo que fatos iguais ou semelhantes 
sejam registrados por meio dos mesmos lançamentos e contas 
contábeis (BRASIL, 2018, p. 393). 
Exemplo A
A fi xação da despesa apenas poderá ser registrada por meio do seguinte 
lançamento:
Fixação de despesa Natureza da informação: orçamentária 
D 5.2.2.1.1.xx.xx Dotação Inicial
C 6.2.2.1.1.xx.xx Crédito Disponível
O MCASP (BRASIL, 2018) sugere o uso de uma série de tabelas, ver tabelas a 
seguir, para conferência dos saldos de algumas contas. Elas apresentam contas de 
natureza devedora (lado esquerdo) e suas respectivas contas de natureza credora 
(lado direito), as quais devem sempre apresentar os mesmos saldos contábeis.
QUADRO 5 – CONTAS DE NATUREZA ORÇAMENTÁRIA PARA CONFERÊNCIA DE SALDOS
Contas de Natureza Orçamentária para Conferência de Saldos
Conta de Natureza Devedora Conta de Natureza Credora
5.0.0.0.0.00.00 Controles da Aprovação do 
Planejamento e Orçamento
6.0.0.0.0.00.00 Controles da Execução do
Planejamento e Orçamento
5.1.0.0.0.00.00 Planejamento Aprovado 6.1.0.0.0.00.00 Execução do Planejamento
5.1.1.0.0.00.00 PPA - Aprovado 6.1.1.0.0.00.00 Execução do PPA
5.1.2.0.0.00.00 PLOA 6.1.2.0.0.00.00 Execução do PLOA
5.2.0.0.0.00.00 Orçamento Aprovado 6.2.0.0.0.00.00 Execução do Orçamento
5.2.1.0.0.00.00 Previsão da Receita 6.2.1.0.0.00.00 Execução da Receita
5.2.2.0.0.00.00 Fixação da Despesa 6.2.2.0.0.00.00 Execução da Despesa
5.3.1.7.0.00.00 Restos a Pagar Não Processados
- Inscrição no Exercício
6.3.1.7.0.00.00 Restos a Pagar Não Processados
- Inscrição no Exercício
5.3.2.7.0.00.00 Restos a Pagar Processados -
Inscrição no Exercício
6.3.2.7.0.00.00 Restos a Pagar Processados -
Inscrição no Exercício
FONTE: Adaptado de Brasil (2018)
39
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
QUADRO 6 – CONTAS DE NATUREZA DE CONTROLE PARA CONFERÊNCIA DE SALDOS
Contas de Natureza de Controle para Conferência de Saldos
Conta de Natureza Devedora Conta de Natureza Credora
7.0.0.0.0.00.00 Controles Devedores 8.0.0.0.0.00.00 Controles Credores
7.1.0.0.0.00.00 Atos Potenciais 8.1.0.0.0.00.00 Execução dos Atos Potenciais
7.1.1.0.0.00.00 Atos Potenciais Ativos 
8.1.1.0.0.00.00 Execução dos Atos Potenciais
Ativos
7.1.1.1.0.00.00 Garantias e Contragarantias
Recebidas
8.1.1.1.0.00.00 Execução de Garantias e
Contragarantias Recebidas
7.1.1.2.0.00.00 Direitos Conveniados e Outros
InstrumentosCongêneres
8.1.1.2.0.00.00 Execução de Direitos Conveniados
e Outros Instrumentos Congêneres
7.1.1.3.0.00.00 Direitos Contratuais 8.1.1.3.0.00.00 Execução de Direitos Contratuais
7.1.1.9.0.00.00 Outros Atos Potenciais Ativos 
8.1.1.9.0.00.00 Execução de Outros Atos Potenciais
Ativos
7.1.2.0.0.00.00 Atos Potenciais Passivos 
8.1.2.0.0.00.00 Execução dos Atos Potenciais
Passivos
7.1.2.1.0.00.00 Garantias e Contragarantias
Concedidas
8.1.2.1.0.00.00 Execução de Garantias e
Contragarantias Concedidas
7.1.2.2.0.00.00 Obrigações Conveniadas e 
Outros
Instrumentos Congêneres
8.1.2.2.0.00.00 Execução de Obrigações
Conveniadas e Outros
Instrumentos Congêneres
7.1.2.3.0.00.00 Obrigações Contratuais 
8.1.2.3.0.00.00 Execução de Obrigações
Contratuais
7.1.2.9.0.00.00 Outros Atos Potenciais Passivos 
8.1.2.9.0.00.00 Execução de Outros Atos 
Potenciais
Passivos
7.2.0.0.0.00.00 Administração Financeira 
8.2.0.0.0.00.00 Execução da Administração
Financeira
7.2.1.0.0.00.00 Disponibilidades por Destina-
ção 
8.2.1.0.0.00.00 Execução das Disponibilidades por
Destinação
7.2.2.0.0.00.00 Programação Financeira 
8.2.2.0.0.00.00 Execução da Programação
Financeira
7.2.3.0.0.00.00 Inscrição do Limite Orçamentário 8.2.3.0.0.00.00 Execução do Limite Orçamentário
7.2.4.0.0.00.00 Controles da Arrecadação 8.2.4.0.0.00.00 Controles da Arrecadação
7.3.0.0.0.00.00 Dívida Ativa 8.3.0.0.0.00.00 Execução da Dívida Ativa
7.3.1.0.0.00.00 Controle do Encaminhamento de
Créditos para Inscrição em Dívida
Ativa
8.3.1.0.0.00.00 Execução do Encaminhamento de
Créditos para Inscrição em Dívida
Ativa
7.3.2.0.0.00.00 Controle da Inscrição de 
Créditos
em Dívida Ativa
8.3.2.0.0.00.00 Execução da Inscrição de 
Créditos
em Dívida Ativa
7.4.0.0.0.00.00 Riscos Fiscais 8.4.0.0.0.00.00 Execução dos Riscos Fiscais
7.4.1.0.0.00.00 Controle de Passivos Contingentes 8.4.1.0.0.00.00 Execução de Passivos Contingentes
40
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
7.4.2.0.0.00.00 Controle dos Demais Riscos 
Fiscais 
8.4.2.0.0.00.00 Execução dos Demais Riscos 
Fiscais
7.8.0.0.0.00.00 Custos 8.8.0.0.0.00.00 Apuração de Custos
7.9.0.0.0.00.00 Outros Controles 8.9.0.0.0.00.00 Outros Controles
FONTE: Adaptado de Brasil (2018)
O MCASP (BRASIL, 2018) explica que as classes 5, 6, 7 e 8 foram idealiza-
das para serem utilizadas da seguinte forma:
I. Quando o lançamento representar o início de uma sequência de fatos, 
a partida dobrada envolverá as duas classes simultaneamente, ou seja, 
uma conta da classe 5 com uma conta da classe 6 ou uma conta da clas-
se 7 com uma conta da classe 8. Esses são chamados de lançamentos 
horizontais;
II. Depois do lançamento inicial, todos os lançamentos posteriores serão re-
alizados nas classes pares, ou seja 6 e 8. Esses são chamados de lan-
çamentos verticais.
Exemplo B
Como já explicado anteriormente, a primeira fase da receita orçamentária 
será a previsão. Para realizar esse lançamento, será utilizada uma conta da clas-
se 5 a débito e uma conta da classe 6 a crédito. Quando a receita for realizada, o 
débito e o crédito envolverão duas contas da classe 6 para registrar o lançamento 
contábil (BRASIL, 2018). Mas, existem controles que não seguem o metodo apre-
sentado acima, como os controles de créditos adicionais por tipo de origem dos 
recursos. Nesse caso e em alguns outros, toda a execução será feita nas classes 
5 ou 7, ou seja, utilizando-se somente de lançamentos verticais desde o início.
I. Em regra, os lançamentos de encerramento das contas ao fi nal do exercí-
cio ou ao fi nal de todas as fases previstas para um determinado fato tam-
bém são na horizontal, debitando-se as contas credoras e creditando-se 
as contas devedoras. Assim, os saldos fi cam zerados (BRASIL, 2018).
Exemplos 
I. Ao fi nal do exercício, as contas de execução orçamentária (classes 5 e 
6) serão encerradas pelo cancelamento das dotações ou pela inscrição 
em restos a pagar.
II. As contas de controle de disponibilidades de recursos (classes 7 e 8), 
quando comprometidas, seguirão a execução dos restos a pagar até o 
41
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
momento do pagamento, independentemente do exercício em que isso 
ocorrer.
III. As contas de obrigações contratuais (classe 8) que foram executadas, 
deverão ser encerradas ao fi nal do contrato, independentemente do 
exercício em que isso ocorrer.
Desse modo, os controles de atos potenciais ativos e passivos são realiza-
dos nas classes 7 e 8. Os atos potenciais ativos são os atos e fatos que possam 
vir a aumentar o ativo ou diminuir o passivo da entidade governamental e são 
registrados nas contas 7.1.1.0.0.00.00 e 8.1.1.0.0.00.00 (BRASIL, 2018). Já os 
atos potenciais passivos são os atos e fatos que podem vir a aumentar o passi-
vo ou diminuir o ativo da entidade governamental e são registrados nas contas 
7.1.2.0.0.00.00 e 8.1.2.0.0.00.00. Assim, os controles de atos potenciais ativos e 
passivos não são contrapartida um do outro e, pela metodologia do PCASP, em 
regra, não terão o mesmo saldo. Na classe 8, deve-se observar o que foi executa-
do e o que ainda está por se executar (BRASIL, 2018).
Finalmente, os mecanismos de lançamentos aqui descritos fazem parte de 
toda uma metodologia já consolidada em práticas estabelecidas. Como já comen-
tado, a busca por padronização dos sistemas contábeis públicos atenta para cri-
térios que permitam uma prática sistemática e auditáveis do ponto de vista da 
transparência e da efetividade. 
Veremos a seguir, no Capítulo 2 – Introdução ao Orçamento Público e os Sis-
temas de Informação na Adm. Pública federal: SIAFI e SIOP, que o domínio sobre 
o Plano de Contas e sobre a sistemática dos Lançamentos Contábeis e Consoli-
dação, vistos neste último item, tem importante participação na efetiva aplicação 
dos princípios contábeis ao sistema público fi nanceiro.
Gostou do tema? Quer saber mais? Que tal ampliar seus conhe-
cimentos e se aprofundar no assunto? 
Acesse a página da Secretaria do Tesouro Nacional disponível 
em <https://bit.ly/3dxVzGV> e tenha acesso ao MCASP.
Faça a leitura de:
BRASIL. MANUAL DE CONTABILIDADE APLICADA AO SE-
TOR PÚBLICO. 8. ed. v. 8a. Brasília: Ministério da Fazenda Secreta-
ria do Tesouro Nacional Manual, 2018.
42
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Atividades de Estudo: 
1 Ano: 2016 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura 
de Uberaba – MG Prova: FUNDEP (Gestão de Concursos) – 2016 – 
Prefeitura de Uberaba – MG – Auditor Fiscal da Receita Municipal
 De acordo com o Artigo 86 da Lei Nº 4.320/1964, a escrituração 
sintética das operações fi nanceiras e patrimoniais deve ser efetu-
ada pelo método:
a) ( ) PEPS (Primeiro que entra e o primeiro que sai).
b) ( ) UEPS (Último que entra e o primeiro que sai).
c) ( ) Fluxo de Caixa Descontado.
d) ( ) Partidas Dobradas.
2 Ano: 2018 Banca: IADES Órgão: SES-DF Prova: IADES – 2018 – 
SES-DF – Contador
 De acordo com o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Pú-
blico – Distrito Federal (Manual Simplifi cado SIGGO 2014), assi-
nale a alternativa correta.
 A baixa de adiantamentos de viagens (diárias), em virtude da 
prestação de contas, é feita por meio do seguinte lançamento 
contábil:
a) ( ) D 3.3.2.1.1.xx.xx VPD – Diárias; C 1.1.3.1.1.01.03 Viagens – 
Adiantamento.
b) ( ) O recebimento de valores de terceiros (depósitos e cauções) é 
efetuado por meio de nota de empenho (NE) ou ordem bancária (OB).
c) ( ) A devolução de obrigações com depósitos e cauções é realiza-
da por meio de guia de recebimento (GR).
d) ( ) O lançamento da apropriação de despesas com diárias do 
pessoal civil e militar é efetivado a débito na conta Diárias a Pa-
gar e a crédito na conta Banco.
e) ( ) O registro do pagamento de obrigações com diárias a pagar da 
administração direta é feito por meio do seguinte lançamento con-
tábil: D 1.1.3.1.1.01.03Viagens – Adiantamento; C x.x.x.x.x.xx.xx 
Banco.
3 Ano: 2018 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Pre-
feitura de Bom Jesus do Amparo – MG Prova: FUNDEP (Gestão 
43
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
de Concursos) – 2018 – Prefeitura de Bom Jesus do Amparo – 
MG – Contador
 Uma das receitas dos estados é aquela advinda de arrecadação 
do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
 Assinale a alternativa que apresenta o lançamento contábil do 
reconhecimento do crédito tributário relativo ao IPVA no sistema 
patrimonial.
a) ( ) Débito: Créditos tributários a receber / Crédito: Impostos sobre 
patrimônio e renda / IPVA.
b) ( ) Débito: Caixa e equivalentes de caixa em moeda nacional / 
Crédito: Créditos tributários a receber.
c) ( ) Débito: Receita a realizar / Crédito: Receita realizada.
d) ( ) Débito: Controle da disponibilidade de recursos / Crédito: Exe-
cução da disponibilidade de recursos – Disponibilidade por Desti-
nação de Recursos.
4 Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: Prefeitura de Jataí – GO Pro-
va: Quadrix – 2019 – Prefeitura de Jataí – GO – Auditor de Con-
troladoria
 Considerando-se a apropriação mensal de 1/12 do 13.º salário 
devido anualmente, o lançamento adequado, no mês de março, 
consistirá em
a) ( ) Débito em conta do grupo 1 e crédito em conta do grupo 2.
b) ( ) Débito em conta do grupo 3 e crédito em conta do grupo 2.
c) ( ) Débito em conta do grupo 5 e crédito em conta do grupo 6.
d) ( ) Débito em conta do grupo 3 e crédito em conta do grupo 6.
e) ( ) Débito e crédito em contas diferentes do grupo 6.
5 Ano: 2019 Banca: CS-UFG Órgão: UFG Prova: CS-UFG – 2019 – 
UFG – Técnico em Contabilidade
 A legislação que regulamenta o Imposto sobre a Propriedade Predial 
e Territorial Urbana (IPTU) estabelece, de modo geral, que o fato ge-
rador deste tributo ocorrerá no dia 1º de janeiro de cada ano.
 Considerando o lançamento no momento do fato gerador (dia 1º 
de janeiro), a natureza da informação patrimonial e D (débito) e C 
(crédito), os registros contábeis sob a ótica do Plano de Contas 
Aplicado ao Setor Público são os seguintes:
44
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
a) ( ) D 1.1.2.2.x.xx.xx Créditos Tributários a Receber / C 4.1.1.2.x.xx.
xx Impostos sobre o Patrimônio e a Renda.
b) ( ) D 3.9.1.9.1.xx.xx VPD – Outras Arrecadações / C 1.1.1.1.1.xx.
xx Caixa e Equivalentes de Caixa em Moeda Nacional.
c) ( ) D 6.2.1.1.x.xx.xx Receita a Realizar / C 6.2.1.2.x.xx.xx Receita 
Realizada.
d) ( ) 7.2.1.1.x.xx.xx Controle da Disponibilidade de Recursos / C 
8.2.1.1.1.xx.xx Disponibilidade por Destinação de Recursos.
6 Ano: 2019 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT – 2019 – IF-
-MT – Contador
 Sabendo que foram encontradas 1.000 unidades danifi cadas do 
Produto X, cujo custo unitário é de R$ 40,00, é necessário realizar 
o ajuste de perdas de estoques para adequar ao valor realizável 
líquido. Considerando os procedimentos contábeis elucidados no 
Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (8ª edição), 
marque a alternativa que contém a contabilização correta do ajuste 
de perdas de estoques para adequar ao valor realizável líquido:
a) ( ) Natureza da informação: patrimonial - D 3.6.1.8.x.xx.xx VPD 
com Ajuste de Perdas de Estoques R$ 30.000,00 / C 1.1.5.9.x.xx.
xx (-) Ajuste de Perdas de Estoques R$ 40.000,000.
b) ( ) Natureza da informação: patrimonial - D 3.6.1.8.x.xx.xx VPD 
com Ajuste de Perdas de Estoques R$ 40.000,00 /C 1.1.5.9.x.xx.
xx (-) Ajuste de Perdas de Estoques R$ 30.000,00.
c) ( ) Natureza da informação: patrimonial - C 3.6.1.8.x.xx.xx VPD 
com Ajuste de Perdas de Estoques R$ 40.000,00 / D 1.1.5.9.x.xx.
xx (-) Ajuste de Perdas de Estoques R$ 40.000,00. 
d) ( ) Natureza da informação: patrimonial - C 3.6.1.8.x.xx.xx VPD 
com Ajuste de Perdas de Estoques R$ 30.000,00 / D 1.1.5.9.x.xx.
xx (-) Ajuste de Perdas de Estoques R$ 30.000,00.
e) ( ) Natureza da informação: patrimonial - D 3.6.1.8.x.xx.xx VPD 
com Ajuste de Perdas de Estoques R$ 40.000,00 / C 1.1.5.9.x.xx.
xx (-) Ajuste de Perdas de Estoques R$ 40.000,00. 
5 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Prezado acadêmico encerramos esse capítulo e notamos que há um objetivo 
na administração pública de atender às necessidades da adoção das melhores 
práticas da ciência contábil à administração orçamentária e fi nanceira no âmbito 
público/governamental.
45
PRINCÍPIOS DE CONTABILIDADE PÚBLICA, O PLANO DE CONTAS PÚBLICO E OS 
MECANISMOS DE LANÇAMENTO CONTÁBIL PÚBLICOS Capítulo 1 
Nesse sentido observamos que os princípios de contabilidade, originaria-
mente de aplicação a entidades privadas, passam por adaptações com o intuito 
de que pudessem ser aplicados ao setor público. 
Como vimos, os PC tiveram sua consagração na resolução do Conselho Fe-
deral de Contabilidade (CFC) n° 750/1993 e que passaram por substanciais mu-
danças no conteúdo original passando, inclusive, a nomenclatura de “Princípios 
Fundamentais da Contabilidade” para “Princípios de Contabilidade”.
Se notou ao longo do texto, o esforço na modernização e adequação dos PC, 
direcionados à um alinhamento às Normas Internacionais de Contabilidade Aplica-
das ao Setor Público (IPSAS – International Public Sector Accounting Standards). 
Essa movimentação, no sentido de modernização do sistema de gestão contá-
bil público também levou à adoção de políticas de gestão fi nanceira e orçamentária 
através de indicadores. Como vimos, esses indicadores têm a fi nalidade de alinhar 
prioridades do governo com a demandas da sociedade provendo seus usuários de 
demonstrações e análises econômicas, fi nanceira, fi scais e de produtividade. 
Assim como a organização das contas é demandada e a disponibilidade das 
informações também é requisitada, vimos que o Plano de Contas é a ferramenta 
que permite essas ações. Nesse sentido, o plano de contas público é a ferramen-
ta que facilita a localização e a identifi cação de contas que, inerente às atividades 
contábeis e fi nanceiras, permitem a correta alocação dos registros e, por conse-
quência, sua disponibilidade como informação.
No entanto, mesmo com a composição do plano de contas públicas, com seu 
detalhamento em oito classes e sete níveis, é necessário o correto lançamento 
dos registros e atos contábeis. Nesse sentido, vimos que a aplicação do meca-
nismo de duplo lançamento (débito/crédito) é o princípio basilar para o correto 
registro contábil.
A correta aplicação desse mecanismo de lançamento junta ao plano de con-
tas público é que permitirá a gestão pública orçamentária e fi nanceira a correta 
aplicação dos recursos disponíveis.
Veremos nos capítulos a seguir, que o conteúdo exposto nesse capítulo é 
complementar a outras ações utilizadas na gestão pública, como o uso de siste-
mas informáticos e legais, como o Sistema de Administração Financeira (SIAFI), o 
Sistema de Planejamento Orçamentário (SIOP) e o Orçamento Público, composto 
pelo Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orça-
mentária Anual (LOA). 
Sigamos em frente no aprimoramento dos conhecimentos contábeis 
públicos!
46
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
REFERÊNCIAS
ÁVILA, Carlos Alberto De; BACHTOLD, Ciro; VIEIRA, Sérgio de Jesus. Noções 
de contabilidade pública. v. 1. Curitiba: Ministério da Educação, 2011. 
BRASIL. Manual de contabilidade aplicada ao setor público. 8. ed. v. 8a. 
Brasília: Ministério da fazenda secretaria do tesouro nacional manual, 2018. 
CFC. Resolução CFC No 1.367/11. Ata Conselho Federal de Contabilidade n.
958. Brasil: Conselho Federal de Contabilidade, 2011. Disponível em: <lib.unnes.
ac.id/6871/1/8479.pdf%0Ahttp://www.albayan.ae>. Acesso em: 23 maio 2020. 
CFC. Resolução CFC No 750/93. Brasil: Conselho Federal de Contabilidade, 
1993. Disponível em: <http://www.portaldecontabilidade.com.br/nbc/res750.htm>.Acesso em: 23 maio 2020.
CFC. Resolução CFC No 1.111/07. Ata Conselho Federal de Contabilidade no. 
906. Brasil: Conselho Federal de Contabilidade, 2007. Disponível em: <http://
www.normaslegais.com.br/legislacao/resolucaocfc1111_2007.htm>. Acesso em: 
23 maio 2020.
COSTA, Leonardo de Andrade; QUINTANILHA, Igor Gantos do A. Introdução à 
Contabilidade. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2018. 
DARÓS, Leandro Luís; PEREIRA, Adriano de Souza. Análise das normas 
brasileiras de contabilidade aplicadas ao setor público–NBCASP: mudanças 
e desafi os para a contabilidade pública. Congresso USP de Iniciação, 2009. 
Disponível em: <http://www.congressousp.fi pecafi .org/artigos92009/467.
pdf%5Cnhttp://www.congressousp.fi pecafi .org/web/artigos92009/467.pdf>. 
Acesso em: 23 maio 2020. 
HADDAD, Rosaura Conceição; LIMA MOTA, Francisco Glauber. Contabilidade 
Pública. Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração/UFSC, 
CAPES, 2010. 
MOURA, Renilda de Almeida. Princípios contábeis aplicados à contabilidade 
governamental: uma abordagem comparativa Brasil−Estados Unidos. 2003. 
1–119 f. Brasília: Universidade de Brasília, 2003.
CAPÍTULO 2
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO 
E OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA 
ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP
A partir da perspectiva do saber-fazer, são apresentados os seguintes 
objetivos de aprendizagem:
 Introduzir ao aluno: conceitos relacionados ao orçamento público, principais 
instrumentos legais, como esses instrumentos interagem com a Lei de Respon-
sabilidade Fiscal e as principais etapas do ciclo orçamentário.
 Ilustrar e descrever a utilidade e funcionamento dos sistemas de informação da 
administração pública federal.
Quanto ao saber são destacados os seguintes itens:
 O aluno deverá entender como se estrutura e é elaborado o orçamento público 
e como se desenvolve todo o processo que se encontra conjunto ao ciclo orça-
mentário.
 O aluno deverá identifi car ferramentas e sistemas adequados à gestão contábil 
do orçamento público e suas funções. 
Quanto a fazer se destaca:
 Aplicar as práticas de reconhecimento, avaliação e uso dos dados que inte-
gram a estrutura do orçamento público, através dos sistemas SIAFI e SIOP, 
podendo utiliza-los de forma efetiva no cumprimento das tarefas demandadas.
48
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
49
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
1 CONTEXTUALIZAÇÃO
Caro acadêmico, 
Neste capítulo, analisaremos e entenderemos o signifi cado do orçamento 
público, a importância desse instrumento de planejamento governamental e sua 
conexão com a contabilidade pública. Para isso, abordaremos a legislação básica 
e atual que rege a matéria, utilizando o Manual de Contabilidade Aplicada ao Se-
tor Público (MCASP) e através deste, exemplos para facilitar a sua compreensão 
sobre a contabilidade orçamentária, fi nanceira e patrimonial pública. Isso se faz 
necessário, pois a estrutura orçamentária pública e sua operacionalização diferem 
em muitos aspectos da contabilidade geral. 
Nesse sentido o próprio MCASP registra que a Constituição brasileira exige 
a elaboração do orçamento anual, a aprovação pelo poder Legislativo e a sua 
publicação à sociedade. Sendo necessária a confecção de demonstrativos que 
apresentem e comparem a execução do orçamento com o orçamento previsto, 
sendo esse o mecanismo usado para demonstrar a conformidade com os requisi-
tos legais relativos às fi nanças públicas (BRASIL, 2018).
No entanto a execução e gerenciamento desse orçamento só é possível, vis-
to a complexidade de se gerir tamanha quantidade de dados e informações, pela 
utilização de moderno sistema digital de administração fi nanceira. No caso do Bra-
sil, esse sistema se chama Sistema Integrado de Administração Financeira (SIA-
FI). A própria Secretaria do Tesouro Nacional (STN) descreve em sua página as 
difi culdades enfrentadas antes da implantação do SIAFI em 1987. O site também 
relata o benefício que o sistema apresenta em se poder gerir as movimentações, 
todas as saídas de dinheiro ocorridas, com o registro de sua aplicação e do servi-
dor público que a efetuou. Enfi m, permite executar, acompanhar e controlar com 
efi ciência e efi cácia a correta utilização dos recursos da União (BRASIL, 2020d).
Dessa forma é indispensável que abordemos e conheçamos a estrutura do 
SIAFI, seu funcionamento e, de que forma sua atuação se operacionalizam suas 
ações. Outra ferramenta importante na gestão orçamentária pública do Brasil é o 
Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP). Originariamente o sis-
tema utilizado no planejamento e gestão do orçamento era o Sistema Integrado 
de Dados Orçamentários (SIDOR). Segundo Silveira Jr. e Tristão (1994), o SIDOR 
compreendia um conjunto de procedimentos informatizados que tinha por fi nalida-
de coletar, tratar e recuperar informações orçamentárias. Esse Sistema, implan-
tado em 1988, nasceu da necessidade da eliminação do preenchimento e trâmite 
de uma série de formulários, além da agilização do processo de elaboração da 
proposta orçamentária da União (SILVEIRA JR.; TRISTÃO, 1994). 
50
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Gradativamente, em função da necessidade de modernizar a plataforma 
(software) e a usabilidade da ferramenta, o governo desenvolveu, desde 2010, o 
SIOP. “O SIOP é o primeiro sistema estruturante do Governo totalmente desenvol-
vido utilizando software livre [...] garantindo confi abilidade nos dados, simplicidade 
na utilização, integração e transparência, visões diferenciadas da informação para 
níveis estratégicos e tático/operacional” (BRASIL, 2020b). Em 2015, a Secreta-
ria do Planejamento (BRASIL, 2015) já anunciava a substituição do SIDOR pelo 
SIOP, atualmente já concluída, no âmbito do planejamento e gestão orçamentária. 
Dessa forma, dominar o uso do SIOP também passa a ser perspectiva de conhe-
cimento ao longo desse capítulo.
Vamos ao conteúdo.
2 INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO 
PÚBLICO
O orçamento é o instrumento da Administração Pública utilizado pelos Go-
vernos para organizar seus recursos fi nanceiros. Sendo os Princípios Orçamentá-
rios critérios orientadores que conferem racionalidade, efi ciência e transparência 
no processo de elaboração, execução e controle do orçamento público (BRASIL, 
2018; HADDAD; LIMA MOTA, 2010). 
 Visto que o Governo, todos os anos, deve elaborar um documento que de-
monstre uma projeção de arrecadação e de como essa arrecadação será aplica-
da, devemos relacionar esse documento à ideia de planejamento. Isso porque, os 
poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todos os entes federativos – União, 
estados, Distrito Federal e municípios – devem ter suas atividades fi nanceiras 
pautadas em instrumentos que legitimem suas ações, no caso, o Orçamento Pú-
blico (ÁVILA, BACHTOLD; VIEIRA, 2011). Isso se faz necessário, pois é deman-
dada a vinculação da aplicação desses recursos a metas e programas destinados 
à atender a sociedade (HADDAD; LIMA MOTA, 2010). 
No âmbito privado, o orçamento permite que uma organização faça previ-
sões da quantidade de custos necessários para produzir bens ou serviços, de-
terminar despesas operacionais e administrativas, o volume de vendas que de-
verá ser realizado para cobrir todos os custos e despesas e ainda gerar lucro. Os 
investimentos também deverão ser planejados para melhoria das atividades da 
empresa (PEREIRA, 2019). 
O orçamento público também é um documento que planeja o recebimento e 
gastos de recursos fi nanceiros. No entanto, como já mencionado, diferencia-se 
51
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
daquela relação empresarial em função de estar amparado legalmente, pois se 
trata de recursos fi nanceiros públicos. Portanto, segundo Haddad e Lima Mota 
(2010, p. 17):
[...]o orçamento público é um ato administrativo revestido de 
força legal que estabelece um conjunto de ações a serem 
realizadas, durante um período de tempo determinado, 
estimando o montante das fontes de recursos a serem 
arrecadados pelos órgãos e pelas entidades públicas e fi xando 
o montante dos recursos a serem aplicados por eles na 
consecução dos seus programas de trabalho, a fi m de manter 
ou de ampliar os serviços públicos, bem como de realizar obras 
que atendam às necessidades da população.
Essa base legal está fundamentada, segundo o Manual Técnico do Orça-
mento – MTO (BRASIL, 2020c) na seguinte legislação:
• Lei nº 4.320 de 17 de março de 1964. 
• Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966.
• Decreto nº 93.872 de 24 de dezembro de 1986.
• Lei Complementar nº 101 de 04 de maio de 2000. 
Está prevista, nesse conjunto de regulamentações, a utilização de ferramentas 
que possibilitam a consecução dos atos orçamentários como veremos a seguir.
2.1 INSTRUMENTOS DE 
PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO
Os instrumentos que apoiam o planejamento orçamentário federal são:
• O Plano Plurianual (PPA). 
• A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). 
• A Lei Orçamentária Anual (LOA).
A relação dessas ferramentas é representada na fi gura seguir. 
52
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
FIGURA 1 - RELAÇÃO DAS FERRAMENTAS ORÇAMENTÁRIAS
FONTE: Adaptado de Haddad e Lima Mota (2010)
O Plano Plurianual (PPA) é o principal instrumento de planejamento das 
ações do gestor público. É o primeiro instrumento orçamentário a ser implementa-
do e deverá incluir todas as metas que serão desenvolvidas ao longo do mandato 
do governante. É nesse plano que um governo recém-eleito deverá detalhar as 
ações que integrarão a proposta orçamentária, devendo ser desenvolvida pelo 
Poder Executivo e encaminhada até o dia 31 de agosto do primeiro ano do man-
dato para ser aprovada pelo Poder Legislativo.
Já a LDO é anual e deverá compreender as metas e as prioridades do poder 
executivo, prevendo as despesas de capital; a orientação à LOA; dispor, se ne-
cessário, possíveis alterações na legislação tributária e estabelecer a política de 
aplicação fi nanceira das agências ofi ciais de fomento.
A LOA, também de vigência anual, complementa esse sistema orçamentário, 
pois prevê o plano de aplicabilidade fi nanceira da administração pública. Ela é 
o instrumento responsável pela efetivação e execução das diretrizes planejadas 
para os quatro anos de governo (PPA) e para cada ano separadamente (LDO). 
Nesse instrumento deverão estar fi xados os valores a serem efetivados e concre-
tizados em cada atividade governamental.
2.1.1 Plano Plurianual – PPA
Como já descrito, o PPA é um instrumento previsto no art. 165 da Constitui-
ção Federal, destinado a organizar e viabilizar a ação orçamentária e fi nanceira 
governamental. Por meio dele, é declarado o conjunto das políticas públicas de 
um governo para um período de 4 (quatro) anos e as formas para viabilizar as 
metas previstas. Segundo o MCASP (BRASIL, 2018), diante do estabelecido no 
art. 3º da Portaria MOG nº 42/1999, a União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios devem estabelecer, em atos próprios, suas estruturas de programas, 
códigos e identifi cações, respeitados os conceitos e determinações nela contidos. 
Assim, todos os entes públicos devem ter suas atividades organizadas por pro-
gramas e ações, facultativo a cada ente, estabelecer seus próprios programas e 
ações de acordo com a referida Portaria.
53
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
Resumidamente, o PPA deverá estabelecer, de forma regionalizada, as di-
retrizes, objetivos e metas da administração pública para as despesas de capital. 
Visando aperfeiçoamentos que objetivem organizar os programas públicos da me-
lhor forma de performar quanto ao equilíbrio entre custo, qualidade e prazo. Deve 
também garantir compatibilidade entre orientação estratégica e recursos disponí-
veis, alocando recursos do orçamento ajustados aos planos, melhorando a perfor-
mance gerencial da Administração Pública. 
Segundo o MTO (BRASIL, 2020c), é importante destacar que na confecção 
do PPA, na busca de melhoria dos resultados à sociedade na implementação das 
ações públicas, o Governo Federal tem indicado um grupo de instrumentos de 
análise que apoia os órgãos no desenvolvimento da proposição ou reformulação 
de políticas públicas, programas e projetos. É sugerido como base a leitura do 
Guia Prático de Análise Ex Ante (IPEA, 2018), que traz os elementos essenciais 
para esse exercício ser executado de forma satisfatória. 
[...] diagnóstico do problema que justifi ca a intervenção 
pública e os elementos essenciais descritivos, tais 
como objetivo, público-alvo e benefi ciários, identifi cação 
de atores envolvidos, a escolha das ações a serem 
executadas para o alcance dos resultados pretendidos, 
bem como o levantamento dos recursos necessários
(BRASIL, 2020c, p. 29).
Ainda, segundo o MTO (BRASIL, 2020c), para a validação e análise da con-
sistência dos objetivos, metas e ações, é proposto adotar o Modelo Lógico, me-
todologia detalhada na Nota Técnica (NT) do IPEA de setembro de 2010 – Como 
elaborar Modelo Lógico: roteiro para formular programas e organizar avaliação. 
Essa metodologia pode garantir a mudança objetivada em dada situação proble-
mática. Nesse caso, as ações do programa objetivam intervir nas causas selecio-
nadas como críticas, selecionadas através do uso da árvore de problemas. Na 
seleção das causas críticas se obriga acatar três requisitos: “I. ter alto impacto na 
mudança do problema; II. ser um centro prático de ação, ou seja, o ator pode agir 
de modo prático, efetivo e direto sobre a causa; e III. ser politicamente oportuno 
agir sobre a causa identifi cada” (BRASIL, 2020c, p. 29).
Na estratégia de atuação sobre as causas críticas defi nidas, as ações or-
çamentárias são planejadas com o objetivo de que sua consecução permitam o 
alcance de resultados que possibilitem a remissão do problema, estando direta-
mente relacionadas ao programa.
Ao se planejar o orçamento, quando do preenchimento do módulo do PPA no 
SIOP, os seguintes elementos do programa e seus atributos deverão ser contempla-
dos: o problema e as causas que contribuem para a sua ocorrência; as evidências 
54
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
do problema; justifi cativa para a intervenção; público-alvo; objetivo; indicador; meta, 
agentes envolvidos e outros. Ou seja, ao se resgatar o modelo lógico como organi-
zador dos elementos constitutivos dos programas, a metodologia do PPA visa con-
tribuir com um adequado desenho dos programas. Isso, posteriormente, auxilia na 
avaliação das políticas públicas na medida em que identifi ca claramente os objetivos 
e resultados esperados do programa e os indicadores de resultado (BRASIL, 2020c).
É certo ressaltar que o PPA compreende apenas o estabelecimento de dire-
trizes e metas, sem levar em consideração os montantes a serem arrecadados e 
gastos, com receitas e despesas respectivamente. No entanto há de ser levado 
em consideração que esse instrumento de planejamento deverá ser elaborado com 
o máximo zelo, pois é importante lembrar que o que for fi xado como diretriz será 
cobrado em determinado momento pelos ditames da lei de responsabilidade fi scal.
Outro instrumento de planejamento orçamentário que não aufere valores, 
mas faz parte do conjunto de atividades necessárias ao planejamento e à gestão 
do orçamento é a composição da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO. Vere-
mos a seguir suas particularidades. 
2.1.2 Lei de Diretrizes Orçamentárias – 
LDO
A primeira diferença a ser ressaltada entre o PPA e a LDO é a questão do 
prazo de execução. Enquanto o PPA tem vigência de quatro anos, a LDO deverá 
ter sempre no seu horizonte o prazo igual a um exercício fi nanceiro. A LDO tam-
bém se configura em um instrumento de planejamento de metas e diretrizes, sem 
considerar os valores. A LDO poderia ser tratada como o desdobramento do PPA 
dos quatro anos de prazo para sua execução, ou seja, para cada plano plurianual 
serão elaboradas quatro leis de diretrizes orçamentárias distintas. 
Assim, é de se concluir que as LDOs deverão ser elaboradas sempre par-
tindo do PPA originário do novo mandato, e que, ao fi nal o mandato, ou seja, ao 
fi nal dos quatro anos, as LDOs propostas deverão ter contemplado a totalidade de 
metas e diretrizes estipuladas no PPA originário.
Mais especifi camente, a LDO, de acordo com o parágrafo 2º do artigo 165 da 
CF/88, deverá:
• Compreender as metas e as prioridades da Administração Pública Fede-
ral, incluindo as despesas de capital para o exercício fi nanceiro subse-
quente.
55
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
• Orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual.
• Dispor sobre as alterações na legislação tributária. 
• Estabelecer a política de aplicação das agências fi nanceiras ofi ciais de 
fomento.
Uma questão importante é ressaltar que a política fi scal, em que são estabe-
lecidos os objetivos e as metas plurianuais de política fi scal a serem alcançados 
durante a vigência do plano, são delegados à LDO segundo o artigo 165, §2o da 
Constituição. O artigo determina que a lei compreenderá as metas e prioridades 
da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exer-
cício fi nanceiro subsequente, e orientará a elaboração da lei orçamentária anual 
dispondo sobre as alterações na legislação tributária, estabelecendo também a 
política de aplicação das agências fi nanceiras ofi ciais de fomento (BRASIL, 1988).
2.1.3 Lei Orçamentária Anual – LOA
Nesse sentido, outra questão importante à LOA, é oferecer elementos de 
controle interno e externo que permitam relacionar a execução fi nanceira aos re-
sultados propostos dando transparência à aplicação dos recursos e aos resulta-
dos obtidos. 
Segundo a Secretaria de Planejamento (BRASIL, 2020b), a Lei Orçamen-
tária Anual (LOA) é uma lei elaborada pelo Poder Executivo que prevê receitas 
e despesas que serão realizadas no próximo exercício. Na Constituição Federal 
é determinado que o Orçamento anual deve ser votado e aprovado até o fi nal de 
cada ano, sendo competência da Presidência da República enviar ao Congresso 
Nacional a proposta orçamentária. 
Como já explicado, a LOA deverá estimar receitas e fi xar as despesas do ano 
subsequente, sendo que, se durante o exercício houver necessidade de realiza-
ção de despesas acima do limite previsto, o Poder Executivo deverá emitir medida 
provisória solicitando créditos especiais ou suplementares, que deverão ser apro-
vados pelo Congresso Nacional. Em casos especiais como guerra, calamidade, 
comoções internas, poderão ser emitidos créditos extraordinários sem autoriza-
ção prévia do Legislativo, mas que deverão obter anuência posterior. Ainda quan-
do de créditos suplementares, eles podem ser solicitados através da própria LOA.
Por outro lado, a necessidade de contenção dos gastos obriga ao Poder Exe-
cutivo a editar Decretos com limites orçamentários e fi nanceiros para o gasto, 
abaixo dos limites autorizados pelo Congresso. São os intitulados Decretos de 
Contingenciamento, que limitam as despesas abaixo dos limites aprovados na lei 
orçamentária.
56
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
O Orçamento anual visa concretizar os objetivos e metas propostas no Plano 
Plurianual (PPA), segundo as diretrizes estabelecidas pela Lei de Diretrizes Orça-
mentárias (LDO).
A Lei Orçamentária Anual em seu artigo 165, inciso 5, compreenderá:
• O orçamento fi scal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos 
e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações ins-
tituídas e mantidas pelo Poder Público, e estatais chamadas de depen-
dentes (defi citárias).
• O orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou 
indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto.
• O orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e ór-
gãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os 
fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.
Demais artigos do número 165 a 169 da Constituição defi nem outros deta-
lhes na criação dessas leis e igualmente se refl etem nas regras do SIOP.
Especifi camente, o texto da LOA 2020-2023 traz em seu texto a intensão de 
tomar como pilares a simplifi cação metodológica, o realismo fi scal, integração 
entre planejamento e avaliação, e a visão estratégica com foco em resultados 
(BRASIL, 2020c). E ainda esclarece que o conjunto dos resultados de determi-
nadas ações viabilizará a execução do objetivo e o cumprimento da meta geral 
estabelecida para o programa, de forma mensurada por indicadores de resultado.
2.1.4 Princípios Orçamentários
O orçamento, por ser um instrumento de planejamento e controle do Gover-
no, necessita, no momento de sua elaboração, observar regras, chamados de 
“Princípios Orçamentários”. Esse rol de princípios está descrito na Constituição 
Federal, na Lei nº 4.320/64 e na Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000. 
Conforme afi rmado, os Princípios Orçamentários visam estabelecer diretrizes 
norteadoras básicas, a fi m de aferir racionalidade, efi ciência e transparência para 
os processos de elaboração, execução e controle do orçamento público. Válidos 
para os três poderes e todos os entes federativos, são estabelecidos e discipli-
nados por normas constitucionais, infraconstitucionais e pela doutrina (BRASIL, 
2018). Os princípios orçamentários, segundo o MCASP (BRASIL, 2018) são os 
seguintes (transcrição na íntegra):
57
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
• UNIDADE OU TOTALIDADE: previsto, de forma expressa, pelo caput do 
art. 2º da Lei nº 4.320/1964, determina existência de orçamento único 
para cada um dos entes federados – União, estados, Distrito Federal e 
municípios – com a fi nalidade de se evitarem múltiplos orçamentos pa-
ralelos dentro da mesma pessoa política. Dessa forma, todas as receitas 
previstas e despesas fi xadas, em cada exercício fi nanceiro, devem inte-
grar um único documento legal dentro de cada esfera federativa: a Lei 
Orçamentária Anual (LOA).
• UNIVERSALIDADE: estabelecido, de forma expressa, pelo caput do art. 
2º da Lei nº 4.320/1964, recepcionado e normatizado pelo § 5º do art. 
165 da Constituição Federal, determina que a LOA de cada ente fede-
rado deverá conter todas as receitas e despesas de todos os poderes, 
órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder 
Público.
• ANUALIDADE OU PERIODICIDADE: estipulado, de forma literal, pelo 
caput do art. 2º da Lei nº 4.320/1964, delimita o exercício fi nanceiro orça-
mentário: período de tempo ao qual a previsão das receitas e a fi xação 
das despesas registradas na LOA irão se referir. Segundo o art. 34 da Lei 
nº 4.320/1964, o exercício fi nanceiro coincidirá com o ano civil, ou seja, 
de 1º de janeiro a 31 de dezembro de cada ano.
• EXCLUSIVIDADE: previsto no § 8º do art. 165 da Constituição Federal, 
estabelece que a LOA não conterá dispositivo estranho à previsão da re-
ceita e à fi xação da despesa. Ressalvam-se dessa proibição a autoriza-
ção para abertura de crédito suplementar e a contratação de operações 
de crédito, nos termos da lei.
• ORÇAMENTO BRUTO: previsto pelo art. 6º da Lei nº 4.320/1964, obriga 
registrarem-se receitas e despesas na LOA pelo valor total e bruto, veda-
das quaisquer deduções.
• LEGALIDADE: apresenta o mesmo fundamento do princípio da legali-
dade aplicado à administração pública, segundo o qual cabe ao Poder 
Público fazer ou deixar de fazer somente aquilo que a lei expressamente 
autorizar, ou seja,subordina-se aos ditames da lei. A Constituição Fede-
ral de 1988, no art. 37, estabelece os princípios explícitos da administra-
ção pública, dentre os quais o da legalidade e, no seu art. 165, estabele-
ce a necessidade de formalização legal das leis orçamentárias:
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: 
I. o plano plurianual; 
II. as diretrizes orçamentárias; 
III. os orçamentos anuais.
• PUBLICIDADE: princípio básico da atividade da Administração Pública 
no regime democrático, está previsto no caput do art. 37 da Magna Carta 
de 1988. Justifi ca-se especialmente pelo fato de o orçamento ser fi xado 
58
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
em lei, sendo esta a que autoriza aos Poderes a execução de suas des-
pesas. 
• TRANSPARÊNCIA: aplica-se também ao orçamento público, pelas dis-
posições contidas nos arts. 48, 48-A e 49 da LRF, que determinam ao 
governo, por exemplo, divulgar o orçamento público de forma ampla à 
sociedade; publicar relatórios sobre a execução orçamentária e a gestão 
fi scal; disponibilizar, para qualquer pessoa, informações sobre a arreca-
dação da receita e a execução da despesa.
• NÃO-VINCULAÇÃO (NÃO-AFETAÇÃO) DA RECEITA DE IMPOSTOS: o 
inciso IV do art. 167 da CF/1988 veda vinculação da receita de impostos 
a órgão, fundo ou despesa, salvo exceções estabelecidas pela própria 
Constituição Federal, in verbis: Art. 167. São vedados: [...]
IV – a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou 
despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação 
dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação 
de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para 
manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização 
de atividades da administração tributária, como determinado, 
respectivamente, pelos arts. 198, §2º, 212 e 37, XXII, e a 
prestação de garantias às operações de crédito por antecipação 
de receita, previstas no art. 165, §8o, bem como o disposto no 
§4o deste artigo; (Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 42, de 19.12.2003); [...]
§4º É permitida a vinculação de receitas próprias geradas 
pelos impostos a que se referem os arts. 155 e 156, e dos 
recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e b, e II, 
para a prestação de garantia ou contra garantia à União e para 
pagamento de débitos para com esta. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 3, de 1993).
São exemplos de ressalvas estabelecidas pela própria Constituição as re-
lacionadas à repartição do produto da arrecadação dos impostos aos Fundos de 
Participação dos Estados (FPE) e Fundos de Participação dos Municípios (FPM), 
Fundos de Desenvolvimento das Regiões Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Cen-
tro-Oeste (FCO), assim como à destinação de recursos para as áreas de saúde e 
educação, além do oferecimento de garantias às operações de crédito por ante-
cipação de receitas. Ressalta-se que há diversas receitas que são excetuadas à 
regra constitucional e que não foram citadas neste capítulo.
Gostou do tema? Quer saber mais? Que tal ampliar seus conhe-
cimentos e aprofundar-se no assunto? 
59
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
Acesse a página <https://idonline.emnuvens.com.br/id/article/
view/1555/2244> e leia o texto de: 
ALMEIDA, Hellen Martins de; COSTA, Antonia Vadelucia. Or-
çamento Público como Mecanismo de Planejamento para a Gestão. 
Id on Line Revista Multidisciplinar e Psicologia, v. 13, n. 43, p. 
559–577, 2019.
Atividades de Estudo:
1 Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Campinas – SP Pro-
va: VUNESP – 2019 – Prefeitura de Campinas – SP – Economista
 A Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO)
a) ( ) Conterá normas relativas ao controle de custos e à avaliação 
dos resultados dos programas fi nanciados com recursos dos or-
çamentos.
b) ( ) Será acompanhada de demonstrativo regionalizado do efeito, 
sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, 
remissões, subsídios e benefícios de natureza fi nanceira, tributá-
ria e creditícia.
c) ( ) Tem como um de seus objetivos estabelecer programas com 
o objetivo específi co de reduzir desigualdades inter-regionais, se-
gundo critério populacional.
d) ( ) Disporá sobre as despesas de capital de todos os exercícios 
subsequentes até o término do mandato do Chefe do Poder Exe-
cutivo.
e) ( ) Executará a elaboração do Orçamento da Seguridade Social 
para o ano seguinte, a ser inserida na Lei Orçamentária Anual.
2 Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Campinas – SP 
Prova: VUNESP – 2019 – Prefeitura de Campinas – SP – Contador
 Assinale a alternativa correta.
a) ( ) A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) orientará a elabora-
ção da Lei Orçamentária Nacional para estados, distrito federal e 
municípios.
60
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
b) ( ) A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) disporá sobre altera-
ções na legislação trabalhista e estabelecerá a política de execu-
ção das agências fi nanceiras ofi ciais de fomento.
c) ( ) A Lei Orçamentária Anual (LOA) compreenderá, de forma re-
gionalizada, as diretrizes, os objetivos e as metas da administra-
ção pública nacional para as despesas de capital e as decorren-
tes delas e para os programas de duração continuada.
d) ( ) A Lei Orçamentária Anual (LOA) compreenderá, também, o or-
çamento de investimentos das empresas em que a União, direta 
ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito 
a voto.
e) ( ) O Plano Plurianual (PPP) compreenderá as metas e priorida-
des da administração pública federal, incluindo as despesas de 
capital para o exercício fi nanceiro subsequente.
3 Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de São Roque – 
SP Prova: VUNESP – 2020 – Prefeitura de São Roque – SP – Ad-
vogado
 Com relação às leis que veiculam o planejamento orçamentário, é 
correto afi rmar que
a) ( ) Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais pre-
vistos na Constituição serão elaborados em consonância com o 
plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional.
b) ( ) A lei de diretrizes orçamentárias e a lei orçamentária anual são 
de iniciativa do Poder Legislativo, ao passo que o plano plurianual 
é de iniciativa do Poder Legislativo.
c) ( ) O projeto de lei de diretrizes orçamentárias será acompanhado 
de demonstrativo global do efeito sobre as receitas e despesas 
decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefí-
cios de natureza fi nanceira, tributária e creditícia.
d) ( ) A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à 
previsão da receita e à fi xação da despesa, incluindo-se na proi-
bição a autorização para contratação de operações de crédito, 
ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.
e) ( ) O plano plurianual compreenderá as metas e prioridades da 
administração pública, incluindo as despesas de capital para o 
exercício fi nanceiro subsequente e disporá sobre as alterações 
na legislação tributária.
61
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
4 Ano: 2020 Banca: CESPE Órgão: TJ-PA Prova: CESPE – 2020 – 
TJ-PA – Analista Judiciário – Área Administrativa
 Assinale a opção que indica o princípio orçamentário que permite 
ao Poder Legislativo ter conhecimento do valor global das despe-
sas projetadas pelo governo.
a) ( ) Princípio do orçamento bruto.
b) ( ) Princípio da universalidade.
c) ( ) Princípio da unidade.
d) ( ) Princípio da não afetação das receitas.
e) ( ) Princípio do equilíbrio.
5 Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Linhares – ES Pro-
va: IBADE – 2020 – Prefeitura de Linhares – ES – Analista de 
Controle Interno – Economia
 O orçamento público é uma ferramenta utilizada para prever re-
ceitas e despesas públicas, seu conceito é:
a) ( ) Um instrumento de planejamento e execuçãodas fi nanças 
públicas.
b) ( ) Um instrumento de planejamento e execução das fi nanças 
públicas e privadas.
c) ( ) Um instrumento que interfere sobre a função alocativa.
d) ( ) Uma ferramenta utilizada para prevenir Parceria Público Pri-
vada.
e) ( ) Uma ferramenta utilizada para coordenar os possíveis lucros 
das empresas estatais.
3 SISTEMA INTEGRADO DE 
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA – SIAFI
O SIAFI é o sistema que permite a execução e gerenciamento do orçamento 
público no Brasil. Como será visto a seguir, devido à complexidade de se gerir 
uma quantidade de dados e informações tão elevados, o gerenciamento deles só 
pode ser executado mediante a utilização desse sistema digital de administração 
fi nanceira. Será abordado também o histórico do SIAFI e as principais atribuições 
dele, desdobrando questões relativas à execução orçamentária. 
62
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
3.1 HISTÓRICO
Como comentado na contextualização deste capítulo, até meados dos anos 
80, no Brasil, a atividade contábil pública enfrentava uma série de difi culdades 
que complicavam a gestão dos recursos públicos. Essas difi culdades passaram 
a tomar um caráter preocupante, pois, a partir de 1987, passaria a vigorar o orça-
mento unifi cado.
As difi culdades tinham diversas naturezas, passando por métodos antiquados 
e inefi cientes pelo emprego de registros manuais, ausência na gestão de informa-
ções gerenciais contábeis para níveis distintos da administração pública, muitas ve-
zes causados pela defasagem temporal dos registros ou pela inconsistência das 
fontes informacionais. Passando também pela desqualifi cação técnica do funcioná-
rio público, pela inexistência de mecanismos de controle e pelo excesso de contas 
bancárias, decorrente de um sistema informatizado que unifi casse as contas.
Por todas essas razões e pela pressão exercida por uma melhor gestão con-
tábil, uma série de ações tiveram início. A primeira ação foi a criação da Secre-
taria Nacional do Tesouro (STN) em 1986. A STN deveria apoiar o Ministério da 
Fazenda na execução, pela primeira vez, do orçamento unifi cado a ser realizado 
em 1987. Dentre as ações capitaneadas pela STN, estava a de desenvolver um 
sistema informatizado que permitisse a integração dos sistemas já existentes de 
programação fi nanceira, execução orçamentária e controle interno do Poder Exe-
cutivo. Mas que também possibilitasse a geração de informações gerenciais, con-
fi áveis e precisas para todos os níveis da Administração Pública. 
Assim, em regime de urgência, a STN em parceria com o Serviço Federal de 
Processamento de Dados (SERPRO) desenvolveu o Sistema Integrado de Admi-
nistração Financeira do Governo Federal – SIAFI em menos de um ano, lançado 
em janeiro de 1987. Com o SIAFI, os problemas de administração dos recursos 
públicos foram dirimidos e atualmente o Governo Federal possui uma Conta Úni-
ca para gerir, uma origem fi dedigna de informações e uma rastreabilidade antes 
improvável.
Atualmente, o SIAFI é a principal ferramenta para registro, acompanhamento 
e controle da execução orçamentária, fi nanceira e patrimonial da União. Nesse 
sentido, quando da sua criação, o SIAFI objetivava (BRASIL, 2020d, s.p.):
a. Prover mecanismos adequados ao controle diário da execu-
ção orçamentária, fi nanceira e patrimonial aos órgãos da Ad-
ministração Pública.
b. Fornecer meios para agilizar a programação fi nanceira, oti-
mizando a utilização dos recursos do Tesouro Nacional, atra-
vés da unifi cação dos recursos de caixa do Governo Federal.
63
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
c. Permitir que a contabilidade pública seja fonte segura e tem-
pestiva de informações gerenciais destinadas a todos os níveis 
da Administração Pública Federal.
d. Padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão 
dos recursos públicos, sem implicar rigidez ou restrição a essa 
atividade, uma vez que ele permanece sob total controle do 
ordenador de despesa de cada unidade gestora.
e. Permitir o registro contábil dos balancetes dos estados e 
municípios e de suas supervisionadas.
f. Permitir o controle da dívida interna e externa, bem como o 
das transferências negociadas.
g. Integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Go-
verno Federal.
h. Permitir o acompanhamento e a avaliação do uso dos recur-
sos públicos.
i. Proporcionar a transparência dos gastos do Governo Federal.
Apesar do site da STN avalizar o SIAFI, como um sistema que vem alcança-
do satisfatoriamente suas metas, uma pesquisa realizada por Souza et al (2019) 
indica que o projeto SIAFI-WEB, que tem como objetivo migrar sistema original do 
SIAFI para uma plataforma tecnológica mais moderna, vem enfrentando alguns 
problemas. Nos resultados apresentados pelos autores, há insatisfação dos usuá-
rios quanto à disponibilidade e adequação da informação. Ainda são necessárias 
melhorias no tempo para execução das tarefas e de conexão com a web, precisão 
dos cálculos, plenitude das informações e treinamento; assim como a implemen-
tação de uma comunicação contínua com os usuários.
3.2 PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES
Como já explicado, segundo STN (2020), o SIAFI é um sistema informatizado 
que processa e controla as informações contábeis e orçamentárias dos entes da 
União, estados e municípios, seja no poder executivo, legislativo ou judiciário. Isso 
ocorre por meio de terminais instalados em todo o território nacional, nos órgãos 
da Administração Pública Direta federal, nas autarquias, fundações, empresas pú-
blicas federais e das sociedades de economia mista que estiverem contempladas 
no Orçamento Fiscal e/ou no Orçamento da Seguridade Social da União.
Ainda o STN (2020) indica que o sistema permite que entidades públicas 
(Federais, Estaduais e Municipais) o utilizem simplesmente para receberem, pela 
Conta Única do Governo Federal, suas receitas (taxas de água, energia etc.) de 
Órgãos que utilizam o sistema. Entidades de caráter misto e privado também po-
dem utilizar o SIAFI, mas necessitam de autorização prévia da STN, dependendo 
de celebração de convênio ou assinatura de termo de cooperação técnica. O SIA-
FI tem como predisposição a oferta de facilidades a toda Administração Pública, 
mas com intuito claro de registrar as informações pertinentes às três tarefas bási-
64
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
cas da gestão pública federal dos recursos arrecadados legalmente da sociedade, 
Execução Orçamentária e Financeira, Programação Financeira e Balanço Geral 
da União (BRASIL, 2020a).
3.2.1 Execução Orçamentária e 
Financeira
Uma observação deve ser feita com relação às tarefas básicas da gestão pú-
blica de recursos, a execução orçamentária e execução fi nanceira ocorrem simul-
taneamente. Isso se explica, pois havendo orçamento e não existindo o fi nancei-
ro, não poderá ocorrer a despesa. Em contra partida, havendo recurso fi nanceiro, 
mas não havendo previsão orçamentária, o recurso não poderá ser gasto. Ou 
seja, a execução orçamentária é a utilização dos créditos consignados no Orça-
mento ou Lei Orçamentária Anual – LOA, como visto no item 2.1.3. Já a execução 
fi nanceira é a utilização de recursos fi nanceiros na realização dos projetos e/ou 
atividades designadas no Orçamento (STN, 2020).
Como já visto, o processo orçamentário tem sua obrigatoriedade orientada 
pela Constituição Federal, através do art. 165, que determina a necessidade do 
planejamento das ações de governo por meio do PPA, da LDO e da LOA. Editada 
e aprovada a LOA, lançadas as informações orçamentárias, no SIAFI por intermé-
dio da Nota de Dotação (ND), cria-se o crédito orçamentário e, a partir daí, tem-se 
o início da execução orçamentária propriamente dita. Enfi m, executar o orçamen-
to é “executar as despesas públicas previstas”, seguindo os estágios da execução 
previstos na Lei nº 4320/64: empenho, liquidaçãoe pagamento (BRASIL, 2020d).
Primeiro Estágio: Empenho
O empenho pode ser designado como sendo o ato procedido por autoridade 
competente que cria para o Estado a obrigação de pagamento, pendente ou não, 
de implemento de “condição”. Contudo, mesmo estando a despesa empenhada, 
o Estado não se vê obrigado a efetuar o pagamento, uma vez que o cumprimento 
de “condição” poderá estar concluído ou não. É lógico que assim seja, pois a Lei 
nº 4320/64 determina que o pagamento de qualquer despesa pública passe pelo 
crivo da liquidação. É nesse segundo estágio da execução, a Liquidação, que a 
despesa será cobrada à prestação dos serviços ou a entrega dos bens, ou ainda, 
a realização da obra, evitando, dessa forma, o pagamento sem o implemento de 
“condição” (STN, 2020).
65
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
Segundo Estágio: Liquidação
O segundo estágio da despesa pública é a liquidação, que consiste na verifi -
cação do direito adquirido pelo credor, a execução da “condição”, tendo por base 
os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito. É a comprovação 
de que o credor cumpriu todas as obrigações constantes do empenho a “condi-
ção” para efetivação da liquidação. O objetivo é identifi car e averiguar a origem e 
o objeto do que se deve pagar, o valor exato a pagar e a quem se deve pagar para 
encerrar a obrigação. Esse estágio é efetuado no SIAFI através do documento 
Nota de Lançamento (NL). A NL envolve as ações de verifi cação e conferência 
de entrega do material ou da prestação do serviço até o reconhecimento da des-
pesa. No ato da entrega do material ou da prestação do serviço, o credor deverá 
apresentar a nota fi scal, fatura ou conta, acompanhada da primeira via da nota de 
empenho, devendo o funcionário competente confi rmar o recebimento do material 
ou do serviço no verso da nota fi scal, fatura ou conta (STN, 2020).
Terceiro Estágio: Pagamento
A última etapa da despesa é o pagamento, que consiste na entrega do nume-
rário ao credor, encerrando o débito ou obrigação. Esse procedimento é efetuado 
pela tesouraria, por meio de registro no SIAFI do documento Ordem Bancária (OB), 
que deve ter como favorecido o credor do empenho. O pagamento é efetuado por 
meio de crédito em conta bancária logo que a OB especifi ca os dados bancários do 
credor a ser creditado pelo Banco do Brasil S.A. Havendo valor pago a maior ou in-
devidamente, sua reposição ao tesouro deverá ocorrer dentro do próprio exercício, 
em crédito à conta bancária da UG que efetuou o pagamento (STN, 2020).
A conclusão do terceiro estágio compõe a execução fi nanceira, representada 
pelo fl uxo de recursos fi nanceiros efetivada no gasto do recurso público, ante a 
realização dos programas de trabalho defi nidos. Sendo “RECURSO” dinheiro ou 
disponibilidade bancária e “CRÉDITO” a dotação ou autorização do gasto. Como 
descrito, mas há de se reforçar, o dispêndio de recursos fi nanceiros oriundos do 
Orçamento Geral da União se faz exclusivamente por meio da OB e da Conta 
Única do Governo Federal. Portanto, a OB é o único documento de transferência 
de recursos fi nanceiros.
Quanto à disponibilidade de “RECURSO”, ele se materializa quando o con-
tribuinte efetua o pagamento de seus tributos por meio de DARF, arrecadando os 
recursos ao BACEN. Através da DARF Eletrônica e da GRPS Eletrônica, os usu-
ários podem efetuar o recolhimento dos tributos diretamente à Conta Única sem 
trânsito pela rede bancária. Uma vez os recursos presentes em caixa, inicia a fase 
de saída desses recursos para os pagamentos.
66
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
É a partir do recolhimento dos tributos que se materializam os recursos que 
permitem os pagamentos das despesas orçamentárias. Mas, essa materialização 
pode somente ser prevista, já que sua realização depende do ritmo no recolhi-
mento dos tributos. Nesse sentido é feita a programação fi nanceira, um dos atri-
butos do SIAFI, no sentido de harmonizar a entrada dos recursos na conta da 
União com as saídas previstas.
Veremos essa atribuição mais detalhadamente a seguir. 
3.2.2 Programação Financeira
Uma programação fi nanceira requer habilidade e conhecimento técnico de 
fi nanças e comportamento da arrecadação. Especialmente no contexto público, 
a programação fi nanceira está submetida à vontade do Governo, uma vez que o 
orçamento é uma lei autorizativa, somente autoriza a execução dos programas 
de trabalho, não sendo obrigado o governo a exercê-lo. É condição primária para 
sua realização que deverá estar vinculada à real disponibilidade de recursos feitos 
pela arrecadação. Mediante ao ingresso nos cofres do Governo, dos recursos, 
são automaticamente liberados conforme a programação fi nanceira.
Há de se destacar que cada órgão tem um prazo determinado para a elabora-
ção de seu próprio cronograma de desembolso à Secretaria do Tesouro Nacional, 
ao qual compete a consolidação e aprovação de toda a programação fi nanceira 
de desembolso do exercício. Isso se justifi ca no sentido de ajustar as necessida-
des da execução do orçamento ao fl uxo de caixa do Tesouro (que engloba des-
pesas e receitas), a fi m de obter um fl uxo de caixa mais efi ciente em relação à 
política fi scal e monetária do governo.
Segundo a STN (BRASIL, 2020d), a Programação Financeira, realizada por 
meio do SIAFI, compreende um rol de atividades que tem como meta harmonizar 
o ritmo de execução do orçamento. Essas atividades pretendem regular o fl uxo 
provável de recursos fi nanceiros disponíveis, permitindo a execução dos progra-
mas anuais de trabalho, com base nas diretrizes e regras orçamentárias constitu-
ídas na legislação vigente. 
Quando da sanção presidencial à LOA, já previamente aprovada pelo Con-
gresso Nacional, mediante decreto, o Poder Executivo determina, em até trinta 
dias, a programação fi nanceira e o cronograma de desembolso, contrapostas às 
metas de resultados fi scais descritas na LDO. 
Participam da Programação Financeira a Secretaria do Tesouro Nacional, 
Subsecretárias de Planejamento, Orçamento e Administração (OSPF) e as Uni-
dades Gestoras Executoras (UGE). Sendo que a STN é o órgão central, as sub-
67
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
secretarias, órgão setoriais e UGE’s a última instância, constituindo-se assim três 
níveis distintos. 
No caso, é de responsabilidade do Tesouro Nacional determinar as diretrizes 
para a elaboração e formulação da programação fi nanceira mensal e anual, bem com 
o estabelecimento dos procedimentos requeridos a sua execução. No segundo nível, 
compete às OSPF a consolidação das propostas de programação das UGE e, subse-
quentemente, a descentralização dos recursos fi nanceiros auferidos do Tesouro Na-
cional. Em última instância, é de responsabilidade da UGE a realização da despesa 
pública nas suas três etapas, ou seja, o empenho, a liquidação e o pagamento.
3.2.3 Balanço Geral da União
O termo Balanço Geral da União (BGU) é a denominação mais conhecida 
para as Demonstrações Contábeis Consolidadas da União (DCON). As DCON 
são elaboradas de acordo com os dispositivos da Lei nº 4.320/1964; do Decre-
to-Lei nº 200/1967; do Decreto nº 93.872/1986; da Lei nº 10.180/2001 e da Lei 
Complementar nº 101/2000. As demonstrações também respeitam o MCASP e o 
Manual SIAFI da STN (BRASIL, 2019).
O BGU tem por objetivo apresentar à sociedade a situação e os resultados 
orçamentário, fi nanceiro e patrimonial da União. Nele são listados o Balanço Pa-
trimonial, pela Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP), pelo Balanço Or-
çamentário, pelo Balanço Financeiro, pela Demonstração dos Fluxos de Caixa e 
pela Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL). Essas demons-
trações contábeis são acompanhadas por notas explicativas (BRASIL, 2019).
No encerramento do exercício, aofi nal de cada ano, o BGU faz parte da 
Prestação de Contas do Presidente da República (PCPR), consolidando informa-
ções orçamentárias, fi nanceiras e patrimoniais dos Poderes Federais, também 
englobando as entidades da administração direta e indireta de todos os Poderes 
que sejam integrantes do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social.
Atividades de Estudo:
1 Ano: 2020 Banca: FADESP Órgão: UEPA Prova: FADESP – 2020 
– UEPA – Técnico de Nível Superior – Ciências Contábeis
 Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o SIAFI trou-
xe uma série de benefícios para a administração pública federal. 
68
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Nesse sentido, em relação à implantação do SIAFI, NÃO é corre-
to afi rmar que, com a implantação do SIAFI,
a) ( ) todos os órgãos da administração direta (Executivo, Legisla-
tivo e Judiciário) e indireta tornaram-se mais ágeis no processa-
mento da informação.
b) ( ) na contabilidade, o gestor público ganhou rapidez na informa-
ção, qualidade e precisão em seu trabalho.
c) ( ) possibilitou-se uma visão clara de quantos e quais são os ges-
tores que executam o orçamento.
d) ( ) promoveu-se a agilização da programação fi nanceira, otimi-
zando-se a utilização dos recursos do Tesouro Nacional, por meio 
da unifi cação dos recursos de caixa do Governo Federal na Con-
ta Única no Banco Central.
2 Ano: 2018 Banca: IBFC Órgão: Câmara Municipal de Araraquara 
– SP Prova: IBFC – 2018 – Câmara Municipal de Araraquara – 
SP – Analista de Controle Interno
 O Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI) é o princi-
pal instrumento utilizado para registro, acompanhamento e controle 
da execução orçamentária, fi nanceira e patrimonial do Governo Fe-
deral. Analise as afi rmativas a seguir a respeito desse sistema.
I. pode ser utilizado pelas Entidades Públicas Federais;
II. pode ser utilizado pelas Entidades Públicas Estaduais e Municipais;
III. pode ser utilizado por entidades privadas autorizadas pela Secre-
taria do Tesouro Nacional – STN;
IV. Registra as informações pertinentes a Demonstração do Resulta-
do da União;
V. Registra as informações pertinentes ao Balanço Geral da União.
Assinale a alternativa corretas:
a) ( ) Estão corretas apenas as afi rmativas I, II e III. 
b) ( ) Estão corretas apenas as afi rmativas III e V.
c) ( ) Estão corretas apenas as afi rmativas I e IV.
d) ( ) Estão corretas apenas as afi rmativas I, II, III e V.
e) ( ) Estão corretas apenas as afi rmativas II, III, IV e V.
3 Ano: 2019 Banca: IF-PE Órgão: IF-PE Prova: IF-PE – 2019 – IF-
-PE – Técnico em Contabilidade
69
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
 Quanto ao Sistema Integrado de Administração Financeira do 
Governo Federal (SIAFI), é correto afi rmar que um dos seus prin-
cipais objetivos é
a) ( ) Proporcionar a transparência dos gastos dos poderes executi-
vos municipais, estaduais e federal.
b) ( ) permitir o controle da dívida interna e externa, exceto o das 
transferências negociadas.
c) ( ) Integrar e compatibilizar as informações no âmbito dos gover-
nos municipais, estaduais e federal.
d) ( ) Permitir o acompanhamento e a avaliação do uso dos recursos 
públicos e privados.
e) ( ) Permitir o registro contábil dos balancetes dos estados e muni-
cípios e de suas supervisionadas.
4 Ano: 2019 Banca: CESPE Órgão: MPC-PA Prova: CESPE – 
2019 – MPC-PA – Analista Ministerial – Ciências Contábeis 
 No Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo 
Federal (SIAFI), constam os registros contábeis e as atividades 
relacionadas com o processamento da execução orçamentária da 
União. No âmbito do SIAFI, no momento em que um órgão fede-
ral paga a um fornecedor, deve-se registrar, no valor correspon-
dente ao da operação,
a) ( ) Uma nota de dotação.
b) ( ) Uma nota de movimentação de crédito.
c) ( ) Um pré-empenho.
d) ( ) Uma nota de lançamento.
e) ( ) Uma nota de empenho.
5 Ano: 2019 Banca: IDECAN Órgão: IF-PB Prova: IDECAN – 2019 
– IF-PB – Técnico em Contabilidade
 Sobre o Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI), 
assinale a alternativa correta.
a) ( ) O SIAFI é um sistema informatizado que processa e contro-
la, por meio de terminais instalados em todo o território nacional, 
apenas assuntos relacionados à execução orçamentária.
b) ( ) O SIAFI é utilizado apenas pelas entidades públicas estaduais 
como ferramenta para acompanhar, pela Conta Única do gover-
no, suas despesas de custeio.
70
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
c) ( ) Para utilizar o SIAFI, o usuário precisa ser funcionário público 
federal devidamente cadastrado e habilitado no sistema e possuir 
uma senha comum para os servidores federais.
d) ( ) Entidades de caráter privado também podem utilizar o SIAFI, 
desde que autorizadas pela STN. Essa utilização depende da cele-
bração de convênio ou assinatura de termo de cooperação técnica 
entre os interessados e a STN, que é o órgão gestor do SIAFI.
e) ( ) O Órgão Central de Programação Financeira é a Coordena-
ção-Geral de Programação Financeira – COFIN, da Secretaria de 
Planejamento e Orçamento; os Órgãos Setoriais de Programação 
Financeira – OSPF são as Subsecretarias do Tesouro Nacional – 
STN e unidades equivalentes das Secretarias da Presidência da 
República e dos Poderes Legislativo e Judiciário, enquanto que 
os Órgãos Setoriais são as Unidades Gestoras.
4 SISTEMA INTEGRADO DE 
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO – 
SIOP
Segundo Brasil (2020b), o desenvolvimento do SIOP teve início em 2009 em 
uma iniciativa da Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamen-
to (SOF) em substituição ao antigo sistema usado para o Orçamento Federal, o 
SIDOR. Como já comentado na contextualização deste capítulo, a primeira vez 
que o SIOP é citado pelas leis orçamentárias foi em 2010, sendo após essa data 
regularmente citado nas LOA’s e LDOs como o sistema institucional de suporte ao 
orçamento federal.
A fi gura a seguir demonstra o grupo de sistemas estruturantes e de apoio da 
Administração Pública Federal envolvidos nos processos de Planejamento, Orça-
mento e Execução.
71
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
FIGURA 2 – FAMÍLIA DE SISTEMAS DA GESTÃO ORÇAMENTÁRIA
FONTE: Brasil (2020b, s.p. )
Verifi ca-se na fi gura que o SIOP assumiu as funções dos sistemas SIDOR 
e SIGPLAN. Como já relatado, o SIDOR, em função da sua plataforma tecno-
lógica já defasada estava chegando ao fi nal de sua vida útil, assim era natural 
sua substituição pelo SIOP que usa tecnologias mais novas e que permitem o 
desenvolvimento e manutenção dele. Atualmente, todos os módulos do SIDOR 
e suas funcionalidades já foram integrados ao SIOP. Efetivamente em relação à 
“aposentadoria” do SIDOR, que se deu em 2011, quando o PPA 2011-2015 já foi 
feito pelo SIOP.
Atualmente, através de acesso on-line, os usuários integrantes do sistema 
orçamentário, que exercem atividades nas áreas de planejamento, orçamento, 
compras, fi nanças, convênios e controle e até mesmo cidadãos interessados nos 
temas de orçamento público e políticas públicas registram suas operações e efe-
tuam consultas no SIOP.
Também vimos na Figura 1 que o SIOP é um sistema composto por módulos, 
desenvolvido e implantado pela Secretaria de Orçamento Federal – SOF/MP, em 
parceria com a Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos – SPL/
MP e o Departamento das Empresas Estatais – DEST/MP. Especifi camente, se-
gundo o site da Secretaria do Planejamento (BRASIL, 2020b), pode-se enumerar 
as funções do sistema da seguinte forma:
• Elaboração e revisão do Projeto de Lei do Plano Plurianual – PLPPA.
72
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
• Elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias –PLDO.
• Elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA.
• Alterações Orçamentárias/Créditos.
• Orçamento Impositivo.
• Receitas.
• Acompanhamento das Estatais.
• Acompanhamento Orçamentário.
• Monitoramento do PPA. 
As diversas funcionalidades aqui listadas estão organizadas e disponíveis 
nos módulos do SIOP, tratado como SIOP-operacional. O SIOP-operacional é a 
parte do SIOP utilizada no cotidiano na realização das operações comuns den-
tro das atividades envolvidas no ciclo orçamentário e de planejamento. Existem 
outros módulos além dos descritos, chamados de SIOP-Gerencial ou Consultas 
SIOP que permitem consultas e análises.
4.1 FERRAMENTAS DE CONSULTA DO 
SIOP
O SIOP é uma ferramenta que além de serviço de apoio ao planejamento 
orçamentário permite uma série de consultas, tanto a servidores públicos, como 
servidores de autarquias, assim como de cidadãos em geral.
4.1.1 SIOP-Legis
Segundo a Secretaria do Planejamento (BRASIL, 2020b), o SIOP-Legis é uma 
ferramenta que possibilita a consulta da legislação que reúne documentos ofi ciais 
publicados, como leis, decretos, portarias, instrumentos normativos, regulamentos, 
decisões, declarações, comunicações e outros cujo assunto seja relacionado, direta 
ou indiretamente, ao orçamento público ou sobre ele cause impacto. Qualquer cida-
dão pode acessar o conteúdo, sem necessidade de cadastro prévio.
O SIOP-Legis está disponível no link a seguir : <https://www.siop.planeja-
mento.gov.br/sioplegis/sof> ou no próprio portal do SIOP.
73
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
FIGURA 3 – SIOP-LEGIS
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
O SIOP-Legis é uma plataforma de uso bastante simplifi cada. Para a consul-
ta, ela pode ser feita através da janela de busca ou através dos links indicadores 
das legislações vigentes que estão localizados logo abaixo da janela de busca.
Outra ferramenta de busca do SIOP é o SIOP-BI que possibilita a pesquisa dos 
dados orçamentários dos exercícios vigentes e já transcorridos. Veremos a seguir.
4.1.2 SIOP-BI
Permite acesso amplo e facilitado às informações do SIOP, SIAFI e outras 
bases de dados sobre planos e orçamentos públicos por meio de uma única fer-
ramenta de consulta de Business Intelligence – BI. O módulo disponibiliza infor-
mações do Orçamento da União, suas alterações, execução do ano corrente e 
restos a pagar, e também dados históricos desde 1994. Para acessar os dados, é 
necessário acesso identifi cado com usuário e senha.
Características:
• Ferramenta de BI (Business Intelligence).
• Baseado no Pentaho (Software livre).
• Usa a mesma base de dados de usuários do SIOP.
• Coleta os dados da base de dados do SIOP e os combina com dados do 
SIAFI e outras fontes.
74
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
• Liberdade de criação de relatórios gerenciais.
Para conhecer melhor o SIOP-BI, acesse sua documentação no endereço a 
seguir: <https://www1.siop.planejamento.gov.br/siopdoc/doku.php/bi:manual_bi>. 
O SIOP-BI está disponível no portal do SIOP e o link para acessá-lo é realizado 
pela opção “Acesso BI Relatórios” conforme demonstrado na Figura 2.
FIGURA 4 – ACESSO SIOP-BI
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
Após clicar no botão “Clique aqui para iniciar sessão” da opção “Acesso BI 
Relatórios”, deverão ser digitados os dados de usuário e senha utilizados no SIOP.
FIGURA 5 – JANELA DE LOGIN
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
75
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
A seguir para o login, é exibida a tela inicial do SIOP-BI, ponto de partida à 
navegação.
FIGURA 6 – TELA INICIAL SIOP-BI
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
O SIOP-BI disponibiliza as informações aos usuários por meio do Extrator 
de Dados, a forma mais utilizada, ou Relatórios Pré-formatados. Através do Ex-
trator de Dados, o usuário tem a possibilidade de criar suas próprias consultas, 
escolhendo quais informações serão pesquisadas e como serão agrupadas/or-
denadas. O resultado dessas consultas é exportado para arquivos em formato de 
planilhas Excel.
FIGURA 7 – SIOP GERENCIAL
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
76
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Na versão Pré-Formatados, a ferramenta permite ao usuário a geração de 
relatórios com formatação pré-defi nida, como, por exemplo um Quadro de Deta-
lhamento de Despesa. Essa opção do SIOP-BI é possível através de alternativas 
já disponíveis nas telas iniciais como mostra a fi gura a seguir. 
FIGURA 8 – CONSULTAS PRÉ-FORMATADAS
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
Na fi gura a seguir, é possível verifi car a sequência de como gerar um relató-
rio pré-formatado no SIOP-BI. E necessário selecionar os parâmetros pelos quais 
se organizar os dados, na seção “Report Parameters” e pressionar o botão “View 
Report” para gerar o relatório. Para facilitar a visualização, clicar em “Report Para-
meters”, minimizando os campos de seleção de parâmetros.
FIGURA 9 – RELATÓRIOS PRÉ-FORMATADOS
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
Havendo a necessidade de se retornar à visualização padrão com os parâ-
metros de seleção, basta clicar novamente sobre o texto “Report Parameters”.
77
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
FIGURA 10 – TELA DE REVISÃO DE PARÂMETROS
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
Essas são opções básicas de acesso aos dados do SIOP. Mas existem al-
ternativas de consultas mais específi cas e que potencializam a análise de dados 
registrados no sistema. O Extrator do SIOP-BI permite que haja uma infi nidade 
de combinações que possibilitam aos usuários a geração de informações deta-
lhadas, possibilitando uma exploração efi ciente dos dados lá dispostos. A seguir 
veremos como é possível realizar essas consultas.
4.1.3 Extrator BI do SIOP
Segundo a Secretaria do Planejamento (BRASIL, 2020a), esta funcionalida-
de do SIOP está disponível para os seus usuários desde o início de novembro de 
2016. Trata-se de uma interface de consulta semelhante a que existia no SIOP-
-Gerencial BI, em um módulo externo, mas que nessa versão, já está integrada 
ao menu principal do SIOP, ou seja, não é necessário um processo de login se-
parado, sendo totalmente compatível com as funcionalidades antigas, mas com 
muitas melhorias de desempenho e novas funcionalidades para proporcionar uma 
utilidade ainda melhor.
Nessa versão, o Extrator do SIOP-BI foi disponibilizado na opção do menu 
principal do SIOP. Para acessá-lo, basta fazer o login no SIOP com seu usuário e 
senha e acessar a opção de menu. 
78
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
FIGURA 11 – MENU DE ACESSO AO EXTRATOR – BI
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
Como já enfatizado, o Extrator de Dados é uma ferramenta que permite mais 
liberdade ao usuário, permitindo selecionar quaisquer combinações de dados 
para a montagem de um relatório totalmente customizado. É necessário escla-
recer que, em um BI, as informações são organizadas em grandes conjuntos de 
dados chamados de Cubos.
Assim, ao se acessar o Extrator de dados do SIOP-BI, será apresentada uma 
tela inicial com as consultas pré-gravadas, já executadas previamente, que o usu-
ário pode utilizar. Essas consultas foram previamente criadas e salvas anterior-
mente ou consultas que outras pessoas criaram e compartilharam com seu perfi l. 
Essa possibilidade permite que os dados gerados previamente não se percam e 
que possam estar disponíveis para grupos de pessoas que eventualmente este-
jam trabalhando em uma análise comum.
Como é demonstrado na fi gura a seguir, nessa tela, é possível fi ltrar as con-
sultas disponíveis por título, cubo ou proprietário. Para execução dessas sele-
ções, se utilizam as caixas de texto e seleção sobre as colunas da lista de re-
sultados. Os fi ltros permitiram a seleção, peloCubo, Título ou Proprietário das 
consultas já realizadas. 
79
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
FIGURA 12 – TELA INICIAL DO EXTRATOR DE DADOS SIOP-BI
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
Para acessar, executar ou modifi car uma consulta já existente, basta clicar 
sobre o título da consulta selecionada para realizar as operações desejadas.
Apresentada a tela inicial, que por vezes pode levar o usuário a não entender 
que a tela é uma lista de consultas salvas, é necessário apresentar como o usuário 
pode criar uma nova consulta. Para isso, o usuário deve clicar em Adicionar Con-
sulta, como demonstrado na fi gura a seguir, para selecionar as opções e os cubos. 
80
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
FIGURA 13 – TELA DE “NOVA CONSULTA” NO SIOP-BI
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
Seguindo a orientação para novas consultas, é apresentada a seguir a tela 
na qual você, o usuário, pode defi nir a estrutura de sua consulta escolhendo o 
cubo de informações desejado, os campos e métricas que serão supridas pela 
consulta e os fi ltros a serem aplicados. É importante ressaltar que essas novas 
funcionalidades do extrator estão disponíveis somente nesta última versão. Essas 
funcionalidades serão detalhadas a seguir. 
Para se defi nir os parâmetro de uma nova consulta, é necessário defi nir a 
estrutura da consulta, que consiste em informar qual cubo (fonte de dados) será 
consultado, quais campos devem ser retornados pelas consultas, quais fi ltros de-
vem ser aplicados e outras defi nições disponíveis na tela de estruturação da con-
sulta (BRASIL, 2020b). Na fi gura a seguir, são apresentados os itens da tela de 
consulta e detalhadamente explicados no texto a seguir conforme o site da Secre-
taria de Planejamento.
81
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
FIGURA 14 – TELA PARA DEFINIÇÃO DE PARÂMETROS PARA CONSULTA SIOP-BI
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
1) Cubo: aqui você seleciona qual é o conjunto de informações (fonte de 
dados) que deve ser utilizado para sua consulta. Exemplos: “Execução 
Orçamentária”, “Receita”, “Alterações Orçamentárias”.
2) Título: este campo deverá ser preenchido quando, após defi nir a estru-
tura de uma consulta, você desejar salvá-la para reutilização posterior ou 
se desejar compartilhá-la com outros usuários.
3) Desprezar resultados com métricas zeradas: esta é uma funcionalida-
de nova e exclusiva do novo extrator de dados. Quando esse campo esti-
ver marcado, as linhas de resultado que apresentarem todas as métricas 
(valores) zeradas não serão retornadas na consulta.
4) Agrupar métricas por exercício: esta funcionalidade também é nova e 
exclusiva da nova versão do Extrator e terá efeito apenas nas consultas 
em que a opção de pivoteamento de “Ano Exercício” esteja ativa. Quan-
do essa opção estiver marcada, as métricas selecionadas e pivotadas 
(opção “Pivotar” do fi ltro “Ano Exercício” deve estar ativada) serão mos-
tradas na planilha de resultados como colunas agrupadas por exercício e 
não por tipo, que era o comportamento padrão do extrator antigo. Exem-
plo: se sua consulta selecionar as métricas “PLOA” e “LOA”, nos fi ltros 
forem selecionados apenas os exercícios 2015 e 2016 e essa opção esti-
ver marcada, a ordenação das colunas na planilha de resultados será as-
sim: “PLOA 2015”; “LOA 2015”; “PLOA 2016”; “LOA 2016”. Caso a opção 
não esteja marcada, a ordenação das colunas na planilha de resultados 
será assim: “PLOA 2015”; “PLOA 2016”; “LOA 2015”; “LOA 2016”.
82
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
5) Campos disponíveis: apresenta os campos de atributo e métricas dis-
poníveis no cubo selecionado. Os campos de atributo podem ser adicio-
nados tanto à caixa de “Campos Selecionados”, para serem apresenta-
dos na consulta, quanto à caixa de “Filtros Selecionados”, para servirem 
como fi ltros da consulta. As métricas podem ser adicionadas apenas à 
caixa de “Campos selecionados”. Para adicionar um campo disponível a 
uma das caixas, basta marcá-lo e clicar no ícone “+” da caixa para a qual 
se deseja movê-lo.
6) Campos selecionados: contém os campos e métricas que serão retor-
nados pela consulta realizada. Caso queira remover um dos campos da 
caixa, basta marcá-lo e clicar no ícone “-” sobre a lista de campos.
7) Filtros selecionados: mostra os campos disponíveis que foram selecio-
nados para servirem de fi ltro à consulta. Para abrir a janela de seleção 
de valores para os fi ltros, clique no ícone contendo uma “lupa” ao lado do 
campo (clique aqui para mais detalhes sobre esta janela). Os campos de 
“Ano” ou “Exercício” possuem, em alguns casos, a possibilidade de se-
rem pivotados, ou seja, de serem mostrados em colunas separadas para 
cada métrica selecionada.
8) Botão Salvar: permite que você salve uma estrutura de consulta defi ni-
da para que possa ser reutilizada posteriormente ou compartilhada com 
outros usuários. Quando você acessa uma consulta criada por outra pes-
soa, este botão fi ca desabilitado, mas você tem a possibilidade de salvar 
uma cópia dela, como veremos no próximo item.
9) Botão Salvar Como: este botão permite que você salve uma cópia da 
consulta que está editando ou visualizando no momento. Isso permite 
que você crie sua própria cópia de uma consulta criada por outra pessoa 
e compartilhada com você ou mesmo de uma consulta que você tenha 
criado, mas deseja preservar uma cópia original.
10) Botão Compartilhar: permite que você compartilhe uma consulta que 
você tenha criado com outro usuário, conforme detalhado a seguir (cli-
que aqui para mais detalhes).
11) Botão Visualizar Filtros: clicando neste botão, você poderá ver, em 
uma única janela, todos os fi ltros selecionados e os valores escolhidos 
para eles.
12) Botão Gerar Consulta: após estruturar a consulta que deseja realizar, 
clique neste botão para que ela seja executada e seus resultados apre-
sentados na tela.
É importante ressaltar que todas as consultas possíveis de serem executa-
das na versão antiga do Extrator do SIOP-Bi foram migradas para a nova versão, 
não havendo prejuízo na consulta dos dados.
Especifi camente no caso de nova consulta, ao incluir um campo disponí-
vel como fi ltro, é necessário associar a esse campo os valores que deseja fi ltrar. 
83
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
Como exemplo, ao fi ltrar apenas os registros referentes ao exercício 2016 de um 
determinado cubo, é impreterível selecionar o campo disponível “Ano Exercício” 
como fi ltro, e em seguida, selecionar o exercício de 2016 associado a ele. A se-
guir, para associar um valor a esse fi ltro, é necessário clicar no ícone de “Lupa” ao 
lado do campo para abrir a janela de seleção de valores para o fi ltro.
FIGURA 15 – TELA PARA SELEÇÃO DE FILTROS
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
Em seguida, será aberta a janela apresentada na fi gura a seguir. 
FIGURA 16 – EXEMPLO DE TELA DE FILTRO
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
84
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
A Figura 16 demonstra os valores disponíveis para o fi ltro, que são apresen-
tados na lista “Valores do Filtro”. Há de se destacar que são apresentados apenas 
os primeiros 1.000 registros disponíveis nessa caixa. Se necessário um refi na-
mento na busca, está disponível a caixa de texto “Busca:” na qual se pode digitar 
o valor do que se deseja fi ltrar. Na lista demonstrada na Figura 16, se você digitar 
“201” na caixa de busca, serão mostrados todos os exercícios que começam com 
“201”. Se necessário, é possível usar caracteres curinga, que substituem possí-
veis alternativas.
O caractere “?” substitui um caractere em uma posição. Na busca de um 
nome, por exemplo, “mar?a”, a busca poderá indicar que oresultado da pesquisa 
deva corresponder a qualquer palavra que comece com “mar”, seguida de qual-
quer caractere e, em seguida, “a”. Desta forma, os resultados para essa expres-
são podem ser “maria”, “marta”, “marca” etc.
Havendo a necessidade de troca de parte de uma expressão inteira, use 
o curinga “*”. Utilizando o mesmo exemplo anterior: “mar*a”, pode resultar em 
“maria”, “marca”, “marreta”, “marcada” etc., pois, neste caso, não importa qual a 
quantidade de caracteres que o “*” substitui.
Ainda é possível combinar expressões que contenham os dois caracteres 
coringa. Exemplo: “mar?a*silva” pode resultar em “marta da silva”, “maria jose da 
silva”, “marla silva”.
No caso de se necessitar fi ltrar itens que comecem com algo, pode-se usar 
“^”. Por exemplo: “^92” traria todas os valores que começam por 92 e mais algo.
Outro artefato que permite otimizar a busca é a utilização do caractere “|” 
que tem o signifi cado de “ou”. Esse artefato permite que uma pesquisa resulte em 
duas expressões diferentes. Exemplifi cando, se usada a expressão “ministerio|se-
cretaria”, se indica que se deseja pesquisar qualquer valor que possua a palavra 
“ministerio” ou a palavra “secretaria”. Isto pode resultar numa lista que contenha 
os valores “Ministerio do Planejamento”, “Ministerio da Saude” etc. Da mesma 
forma, você pode usar os caracteres coringa combinados e em quantas partes da 
expressão quiser.
Terminada a seleção e fi ltragem, e selecionar os valores, basta clicar em 
“Confi rmar” para gravar os valores que deseja associar a um fi ltro. Ou, se ne-
cessitar limpar todos os valores selecionados, mesmo que eles não estejam sen-
do mostrados em função de um refi namento, basta clicar em “Limpar seleções”. 
Sendo necessário, ainda é possível se utilizar de um fi ltro “excludente”, ou seja, 
selecionar os registros que não correspondam aos valores desejados. Para isso, 
selecionam-se os valores e opta-se pelo “Modo de Exclusão”. Como no exemplo 
85
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
de fi ltro, o “Ano Exercício” pode ser selecionado o valor “2010” e se marcar o 
“Modo de Exclusão”, isso indicará que se desejam todos os registros da base, 
exceto os do ano de 2010. 
Havendo a necessidade de visualizar todos os fi ltros e valores aplicados a 
uma consulta, basta clicar, na tela de estruturação da consulta, no botão “Visuali-
zar Filtros”.
FIGURA 17 – TELA COM RESUMO DOS FILTROS SELECIONADOS
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
Após criar e salvar uma consulta, você pode compartilhá-la com outro usu-
ário que acesse o sistema. Para isso, basta clicar no botão “Compartilhar”, que 
abrirá a janela que você pode ver na fi gura a seguir.
FIGURA 18 – TELA DE COMPARTILHAMENTO DA CONSULTA
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
86
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Nessa tela é possível adicionar ou retirar usuários das suas consultas com-
partilhadas. Para pesquisar um usuário, é possível usar o mesmo sistema de ca-
racteres curinga da tela de pesquisa de valores de fi ltros. Porém, na realização da 
pesquisa, após se digitar a expressão, é necessário pressionar “ENTER” ou clicar 
no ícone de “Lupa” no canto superior direito do caixa de pesquisa.
Serão apresentados resultados, devendo se marcar o usuário que se deseja 
compartilhar a consulta e adicioná-lo à caixa de “Usuários selecionados para com-
partilhar a consulta”, através do ícone “+” sobre esta caixa. Havendo a necessida-
de de se retirar um dos usuários, basta marcá-lo e clicar no ícone “-”. Concluída 
a adição ou remoção de usuários da caixa de selecionados, o botão “Confi rmar” 
será habilitado. Ao clicar no botão “Confi rmar”, os compartilhamentos serão sal-
vos. A partir desse instante, os usuários selecionados terão acesso à consulta 
sem poder alterá-la.
O passo fi nal no novo extrator é, após estruturar uma consulta, executá-la 
para visualizar seus resultados. Para que isso aconteça, basta clicar no botão 
“Gerar Consulta”, na tela de estruturação da consulta.
Após o processamento, o resultado aparecerá, como no exemplo apresenta-
do na fi gura a seguir. 
FIGURA 19 – TELA DO RESULTADO DA CONSULTA
FONTE: Brasil (2020b, s.p.)
87
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
No relatório, são apresentados os campos e métricas selecionados, a quan-
tidade de registros pesquisados e a quantidade de páginas. Se necessário, pode-
-se alterar a quantidade de registros mostrados por página selecionando a quanti-
dade que achar mais adequada em “Itens por página”.
Ainda, é possível exportar o resultado da consulta para uma planilha Excel, 
clique no botão “Exportar” e selecione o formato desejado. Se a consulta possuir 
menos do que 65530 linhas, é permitido escolher entre o formato XLSX ou XLS. 
Caso a quantidade de registros pesquisados for superior a esse número, então 
somente será possível exportar para o formato XLSX, em função da limitação do 
número de linhas do formato XLS.
4.1.4 Detalhes dos Cubos e das 
Informações Disponibilizadas no Extrator 
do BI do SIOP
O extrator de informações do SIOP-BI permite uma série de consultas nas 
bases (Cubos) que podem ser acessados como demonstrados no item anterior. 
No quadro a seguir estão listados e descritos os Cubos e as informações que po-
dem ser consultadas.
QUADRO 1 – CUBOS DISPONIBILIZADOS
Cubo Informação que contém Detalhes
Execução Orça-
mentária
Contém dados de execução orçamen-
tária importados diariamente do SIA-
FI e dados orçamentários importados 
do SIOP, como valores de Projeto de 
Lei, Dotação Inicial, Dotação Atual, Valor 
Inicial de Emenda e Valor Atual Emenda
Os dados obtidos do SIAFI são fecha-
dos diariamente, logo a posição consul-
tada é do dia anterior (D-1). Normalmen-
te não há cargas nos fi nais de semana, 
assim a posição no SIOP de sexta será 
a da quinta anterior e a posição de se-
gunda será a da sexta anterior.
Execução Orça-
mentária – RAP
Contém dados de restos a pagar im-
portados diariamente do SIAFI
Os dados obtidos do SIAFI são fecha-
dos diariamente, logo a posição consul-
tada é do dia anterior (D-1). Normalmen-
te não há cargas nos fi nais de semana, 
assim a posição no SIOP de sexta será 
a da quinta anterior e a posição de se-
gunda será a da sexta anterior.
88
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Execução 
Orçamentária 
- Execução e 
RAP
Combina dados apresentados no cubo 
de Execução Orçamentária com dados 
do Cubo de Execução Orçamentária – 
RAP, possibilitando assim que o usuá-
rio construa consultas contendo métri-
cas de Execução e de Restos a Pagar
Os dados obtidos do SIAFI são fecha-
dos diariamente, logo a posição consul-
tada é do dia anterior (D-1). Normalmen-
te não há cargas nos fi nais de semana, 
assim a posição no SIOP de sexta será 
a da quinta anterior e a posição de se-
gunda será a da sexta anterior.
Elaboração 
PLOA – Finan-
ceiro
Apresenta dados quantitativos da ela-
boração da proposta de lei orçamen-
tária para o próximo exercício no nível 
fi nanceiro.
Para usuários dos setoriais, possui res-
trições para que só sejam visualizados 
OSs, UOs e momentos aos quais o 
usuário possua permissão.
Inclui também dados das propostas fi -
nanceiras do ano anterior e dados de 
execução de 3 exercícios anteriores e 
do exercício atual).
Está disponível a marcação de Despe-
sas de TI.
As informações de execução somente 
são disponibilizadas durante a elabora-
ção da proposta por conta do pesado 
processamento necessário.
Cubo Informação que contém Detalhes
Elaboração 
PLOA – Físico-
-Financeiro
Apresenta dados quantitativos da ela-
boração da proposta de lei orçamen-
tária para o próximo exercício no nível 
físico (até PO). Note que neste cubo 
não se consegue detalhar por Fonte, 
Natureza, IDUSO, IDOC, RP etc.
Para usuários dos setoriais, possui res-
triçõespara que só sejam visualizados 
OSs, UOs e momentos aos quais o 
usuário possua permissão.
As informações de execução somente 
são disponibilizadas durante a elabora-
ção da proposta por conta do pesado 
processamento necessário.
Inclui também dados das propostas fi -
nanceiras do ano anterior) e dados de 
execução de 3 exercícios anteriores e 
do exercício atual.
Receita
Apresenta dados consolidados de re-
ceita referentes aos últimos cenários 
divulgados no SIOP para PLOA e LOA. 
Apresenta informações do exercício de 
2014 em diante e os dados de PLOA 
de um exercício só são liberados quan-
do o PLOA é divulgado ao público.
89
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
Alterações 
Orçamentárias
Apresenta todos os créditos (momento 
atual apenas) criados no SIOP.
Possui restrições para que só sejam 
visualizados dados referentes a órgãos 
e/ou UOs aos quais o usuário possui 
permissão, inclusive em relação a mo-
mentos do quantitativo da alteração 
orçamentária.
Este cubo só traz informações do mo-
mento atual de cada pedido). Retorna 
apenas créditos já efetivados OU não 
efetivados dos momentos 9100 e 9200.
Acompanha-
mento Orça-
mentário
Apresenta todos os dados físicos re-
alizados por programação informados 
pelos setoriais no módulo de Acompa-
nhamento Orçamentário.
Possui restrições para que só sejam 
visualizados dados referentes a órgãos 
e/ou UOs aos quais o usuário possui 
permissão. Inclui também informações 
das justifi cativas (campos de texto). 
Note que os dados físicos do exercício 
corrente só são carregados quando a 
captação se encerra.
Despesas 
Discricionárias 
– Execução por 
NE
Contém dados de execução orçamen-
tária das despesas discricionárias de-
talhadas no nível de nota de empenho.
Emendas – 
Orçamento 
Impositivo
Contém dados de emendas parlamen-
tares do orçamento impositivo com do-
tações, dados de benefi ciário e dados 
de objeto extraídos da base do SIOP 
e dados de execução orçamentária re-
ferentes ao orçamento impositivo (RP 
ATUAL = 6) importados diariamente do 
SIAFI
Note que, apesar de outros cubos 
como o de Execução apresentarem 
informação de emendas, só este cubo 
as tem com detalhes por benefi ciários.
Fonte: Adaptado de Brasil (2020b)
O site da Secretaria do Planejamento (BRASIL, 2020b) que orienta as con-
sultas ao SIOP-BI apresenta as seguintes dicas:
• Procure realizar pesquisas usando o maior número possível de fi ltros, 
pois isso a torna mais rápida.
• Em alguns cubos, na caixa “Campos disponíveis”, pode aparecer o ícone 
“chave” ao lado de um campo. Isso indica que os resultados serão restri-
tos à associação de usuário com as unidades orçamentárias ou momen-
tos que ele pode visualizar. Se o usuário só estiver associado, por exem-
90
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
plo, ao órgão “47000”, então os resultados apresentados serão restritos 
às UOs associadas a esse órgão.
• Havia uma versão antiga do extrator baseada em uma plataforma, que 
como já comentado, está sendo desativada. Mas seu manual segue dis-
ponível para consulta no seguinte endereço: <https://www1.siop.planeja-
mento.gov.br/siopdoc/doku.php/bi:manual_bi>.
• Para evitar que alguns cubos com carga por hora se “choquem”, algu-
mas das cargas horárias começam em intervalos de 30 minutos após 
cada hora cheia. Para saber os detalhes das cargas, acesse o Manual 
de Status das Cargas no seguinte endereço: <https://www1.siop.planeja-
mento.gov.br/siopdoc/doku.php/bi:status_cargas>.
Gostou do tema? Quer saber mais? Que tal ampliar seus conhe-
cimentos e aprofundar-se no assunto? 
Acesse a seguinte página <https://www.reacfat.com.br/index.
php/reac/article/view/189/211> e leia o texto de: 
BARROS COSTA, Abimael de Jesus; NOGUEIRA, Lucas Eduar-
do Coutinho. Sistema de Custos no Setor Público: Discussão Sobre 
o Uso das Informações Geradas para a Tomada de Decisão no Go-
verno Federal. Revista de Administração e Contabilidade, v. 9, n. 
2, p. 20–46, 2017.
Atividades de Estudo: 
1 Ano: 2019 Banca: FCC Órgão: DPE-AM Prova: FCC – 2019 – 
DPE-AM – Assistente Técnico de Defensoria – Assistente Técnico 
Administrativo
 Acerca do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal, 
que compreende as atividades de elaboração, acompanhamento 
e avaliação de planos, programas e orçamentos, e de realização 
de estudos e pesquisas socioeconômicas, é correto afi rmar:
91
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
a) ( ) Organiza as atividades de desenvolvimento organizacional dos 
órgãos e das entidades da Administração pública federal direta, 
autárquica e fundacional.
b) ( ) É composto exclusivamente pelas secretarias municipais e 
estaduais.
c) ( ) Tem entre suas fi nalidades a formulação do planejamento es-
tratégico nacional e a formulação de planos nacionais, setoriais e 
regionais de desenvolvimento econômico e social.
d) ( ) Formula exclusivamente o plano plurianual, mas não as diretri-
zes orçamentárias nem os orçamentos anuais.
e) ( ) Organiza o registro de atos e fatos relacionados à Adminis-
tração orçamentária, fi nanceira e patrimonial da União, utilizando 
regras contábeis.
2 Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TCE-PR Prova: CESPE – 2016 
– TCE-PR – Analista de Controle – Administração
 A respeito do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento 
(SIOP), assinale a opção correta.
a) ( ) Apesar de algumas entidades estatais receberem recursos pú-
blicos destinados à aplicação em investimentos, essas empresas 
não possuem acesso ao SIOP para acompanhamento da execu-
ção orçamentária.
b) ( ) O SIOP–Legis disponibiliza relatórios que permitem aos ser-
vidores o acompanhamento da execução orçamentária do ano 
corrente.
c) ( ) O sistema em questão é utilizado pelos servidores da ad-
ministração pública das áreas de orçamento, fi nanças, compras 
públicas e controle, com previsão de acesso aos cidadãos, desde 
que solicitado formalmente e com fundamento na lei de acesso à 
informação.
d) ( ) O referido sistema pode ser utilizado para facilitar o processo 
de elaboração tanto da lei de diretrizes orçamentárias como da lei 
orçamentária anual.
e) ( ) Uma das limitações do SIOP–Gerencial, que fornece robusta 
base de dados para subsidiar decisões gerenciais, é disponibili-
zar somente a relação de valores referentes aos anos corrente e 
anterior.
3 Ano: 2015 Banca: IDECAN Órgão: INMETRO Prova: IDECAN – 
2015 – INMETRO – Analista Executivo em Metrologia e Qualida-
de – Administração Geral e Pública
92
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
 O Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal tem por fi -
nalidade, EXCETO:
a) ( ) Formular o planejamento estratégico municipal.
b) ( ) Gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal.
c) ( ) Formular o Plano Plurianual, as Diretrizes Orçamentárias e os 
Orçamentos Anuais.
d) ( ) Formular planos nacionais, setoriais e regionais de desenvolvi-
mento econômico e social.
e) ( ) Promover a articulação com os Estados, o Distrito Federal e 
os Municípios, visando a compatibilização de normas e tarefas 
afi ns aos diversos sistemas, nos planos federal, estadual, distrital 
e municipal.
5 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Caro acadêmico, neste capítulo abordamos a legislação básica e atual que 
rege o orçamento público e vimos a importância desse instrumento de planeja-
mento governamental e sua conexão com a contabilidade pública.
Analisamos também, utilizando o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor 
Público (MCASP), exemplos da contabilidade orçamentária, fi nanceira e patrimo-
nial pública, identifi cando as diferenças entre a estrutura orçamentária pública e 
sua operacionalização da contabilidade geral. 
Nesse sentido constatamos que a Constituição brasileira exige a elaboração 
do orçamento anual, a aprovação pelo poder Legislativoe a sua publicação para 
a sociedade. E que a disponibilidade de demonstrativos que apresentem e com-
parem a execução do orçamento com o orçamento previsto é necessária para 
validar a conformidade do orçamento e sua execução com os requisitos legais 
relativos às fi nanças públicas.
Vimos também que a execução e gerenciamento desse orçamento, no caso 
do Brasil, é feito através de um sistema chamado de Sistema Integrado de Admi-
nistração Financeira (SIAFI). Sendo ele responsável pela gestão das movimenta-
ções de saídas de dinheiro ocorridas, com o registro de sua aplicação e do ser-
vidor público que a efetuou, permitindo assim a execução, acompanhamento e 
controle efetivo na correta utilização dos recursos da União.
93
INTRODUÇÃO AO ORÇAMENTO PÚBLICO E OS SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO NA ADM. PÚBLICA FEDERAL: SIAFI E SIOP Capítulo 2 
Ao longo do texto, detalhamos as principais atribuições do SIAFI que são a 
de gerenciamento da execução orçamentária, o de programação orçamentária e o 
do balanço geral da União. 
Também abordamos outro sistema importante na gestão orçamentária pú-
blica do Brasil, o SIOP, responsável por apoiar o planejamento orçamentário do 
Brasil. Vimos que esse sistema substituiu o Sistema Integrado de Dados Orça-
mentários (SIDOR).
Quanto ao SIOP, descrevemos sua estrutura e suas funcionalidades, e foi 
detalhada a forma como podem ser manipulados os módulos, principalmente, o 
módulo de consulta. Enfatizamos o passo a passo para realizar a extração de 
dados no SIOP e como detalhar as informações das consultas. E ao fi nal, detalha-
mos quais as informações estão disponíveis nas bases de dados (CUBOS) para 
as consultas.
No próximo capítulo veremos o planejamento e execução orçamentária, 
abordando os conceitos aplicados, as técnicas e regras na aplicação dos recursos 
fi nanceiros estatais à correta execução do orçamento público federal.
Vamos em frente!
REFERÊNCIAS
ÁVILA, Carlos Alberto De; BÄCHTOLD, Ciro; VIEIRA, Sérgio de Jesus. Noções 
de contabilidade pública. Curitiba: Ministério da Educação, 2011. v. 1. 
BRASIL. Balanço geral da união. 2020a. Disponível em: <https://bit.
ly/30VC4EV>. Acesso em: 15 abr. 2020. 
BRASIL. Manuais do SIOP. 2020b. Disponível em: <https://bit.ly/2XVnoDP>. 
Acesso em: 9 abr. 2020. 
BRASIL. Manual técnico de orçamento – MTO 2020. 8. ed. Brasília: Ministério 
da Economia, 2020c. 
BRASIL. Objetivos SIAFI. 2020d. Disponível em: <http://www.tesouro.fazenda.
gov.br/objetivos>. Acesso em: 12 abr. 2020. 
BRASIL. Balanço geral da união. 2019. Disponível em: <https://bit.ly/3gRDZjl>. 
Acesso em: 15 maio 2020.
94
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
BRASIL. Manual de contabilidade aplicada ao setor público. 8. ed. Brasília: 
Ministério da fazenda secretaria do tesouro nacional manual, 2018. v. 8. 
BRASIL. Novo sistema agiliza planejamento e orçamento. 2015. Disponível em: 
<http://www.planejamento.gov.br/assuntos/planeja/orcamento-federal/noticias/novo-
sistema-agiliza-planejamento-e-orcamento>. Acesso em: 9 abr. 2020. 
BRASIL. Constituição Federativa do Brasil. (Senado Federal, Org.). Brasília: 
República Federativa do Brasil, 1988. 
HADDAD, Rosaura Conceição; GLAUBER, Francisco; MOTA, Lima. 
Contabilidade pública. [S.l: s.n.], 2010. 
IPEA. Avaliação de políticas públicas guia prático de análise ex ante. Brasí-
lia: Casa civil da presidência da república. v. 1. 2018. Disponível em: <https://bit.
ly/2PKXqy3>. Acesso em: 9 abr. 2020. 
PEREIRA, João Alves. Orçamento empresarial em micro e pequenas empre-
sas: um estudo sobre a percepção dos gestores de Santana do Ipanema – AL. 
2019. Universidade Federal de Alagoas campus, 2019. Disponível em: <https://
bit.ly/2XTShbJ>. Acesso em: 9 abr. 2020. 
SILVEIRA JR., Aldery; TRISTÃO, Gilberto. O sistema integrado de dados or-
çamentários do governo federal. Cadernos de Administração, v. 1, p. 37–53, 
1994.
SOUZA, Danillo Teixeira De et al. SIAFIWEB: uma avaliação a partir da pesquisa 
de satisfação de usuários fi nais. Revista de Sistemas e Computação, v. 9, n. 2, 
p. 286–295, 2019.
STN. Execução orçamentária. 2020. Disponível em: <http://www.tesouro.fazen-
da.gov.br/web/stn/execucao-orcamentaria>. Acesso em: 1 abr. 2020.
CAPÍTULO 3
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO 
ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA
São apresentados os seguintes objetivos de aprendizagem:
 Introduzir ao aluno os conceitos aplicados, as técnicas e regras na aplicação dos 
recursos fi nanceiros estatais à correta execução do orçamento público federal.
 Apontar como é realizada a integração do planejamento à execução orçamen-
tário-fi nanceira.
 Identifi car os conceitos a respeito da aplicação dos recursos fi nanceiros esta-
tais.
 Esclarecer a legislação da utilização dos créditos consignados no orçamento.
 Explanar sobre a correta execução do orçamento público federal.
 Reconhecer os objetivos e identifi car os componentes do Plano Plurianual – 
PPA.
96
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
97
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
E FINANCEIRA Capítulo 3 
1 CONTEXTUALIZAÇÃO
Prezado acadêmico, chegamos ao último capítulo da nossa disciplina, vimos 
nos Capítulos 1 e 2 os Princípios de Contabilidade Pública, Plano de Contas e Me-
canismos de Lançamento, aprendemos questões referentes ao Orçamento Público. 
Neste capítulo, abordaremos questões relacionadas ao planejamento e à 
execução orçamentária e fi nanceira.
A administração pública é todo o aparelhamento do Estado, gerenciado para 
a realização de serviços. Assim, compreende-se que o grande objetivo da admi-
nistração pública é atender às necessidades da coletividade, cuidando, solucio-
nando problemas e garantindo condições de vida para as pessoas.
Assim, sabemos que o governo precisa cuidar de uma cidade, um estado, 
um país, e satisfazer as necessidades coletivas. Para isso, o governo cobra tri-
butos para ter dinheiro e, com isso, resolver problemas (na saúde, educação e 
segurança). 
Para resolver esses problemas de maneira ordenada, o governo precisa de-
fi nir prioridades, por isso, antes de defi nir o orçamento, o governo faz a Lei de 
Diretrizes Orçamentárias – LDO, que defi ne o que é mais importante e como o 
governo deve montar e aplicar o orçamento. Mas a LDO e o orçamento seguem 
uma Lei maior, O Plano Plurianual – PPA.
Convém destacar que planejar refere-se a estabelecer ações, a partir de po-
líticas públicas pré-defi nidas, dimensionando recursos para alcançar objetivos e 
metas em determinado tempo.
Como vimos, o modelo orçamentário brasileiro para o planejamento, defi nido 
na Constituição Federal de 1988 do Brasil, compõe-se de três instrumentos: 1) O 
Plano Plurianual – PPA, 2) A Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e, 3) Lei Or-
çamentária Anual – LOA.
Outro ponto importantíssimo é que a execução orçamentária e fi nanceira são 
ações totalmente atreladas uma a outra, isso porque elas ocorrem concomitante-
mente. Pensando de maneira prática, quando existe o orçamente e não existe o 
fi nanceiro, não poderá ocorrer a despesa.
Por outro lado, caso exista o recurso fi nanceiro, sem disponibilidade orça-
mentária, não se poderá efetuar o gasto. Desta forma, a execução orçamentária é 
a utilização dos créditos consignados no Orçamento. 
98
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Dessa forma, neste capítulo estudaremos a aplicação correta da gestão pú-
blica, pautada em uma execução orçamentária e fi nanceira efi ciente, que resulta 
da integração entre o que foi planejado e o que será realmente realizado.
2 PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO
Caro aluno, vamos iniciar esse capítulo explanando sobre o planejamento 
orçamentário. A Constituição impõe que os instrumentos de planejamento sejam 
determinados por lei e sejam analisados e aprovados pelo Poder Legislativo.
De acordo com a Constituição Federal (1988), o exercício da função do pla-
nejamento é um dever do Estado e possui um caráterdeterminante para o setor 
público e indicativo para o setor privado. 
Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade 
econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções 
de fi scalização, incentivo e planejamento, sendo este 
determinante para o setor público e indicativo para o setor 
privado (BRASIL,1988, Art. 174).
As funções econômicas do Estado foram defi nidas por Musgrave e Musgrave 
(1980), como funções fi scais e funções próprias do orçamento. Os autores classi-
fi caram funções econômicas do Estado em:
• Alocativa: quando se refere aos ajustamentos na alocação dos recursos.
• Distributiva: quando corresponde aos ajustamentos na distribuição de 
renda ou ainda em;
• Estabilizadora: quando se refere à função de manter a ordem econômica.
O que se refere à função Alocativa, Musgrave e Musgrave (1980) explicam 
que consiste na provisão de bens públicos ou processo pelo qual o uso de re-
cursos totais da economia é dividido entre bens públicos e privados e pelo qual 
a composição dos bens públicos é escolhida. Os bens públicos não podem ser 
oferecidos de forma compatível com as necessidades da sociedade através do 
sistema de mercado.
O fato de os benefícios gerados pelos bens públicos estarem disponíveis a 
todos os consumidores faz com que não haja pagamento voluntário aos fornece-
dores desses bens. Assim, o governo se encarrega de determinar o tipo e a quan-
tidade de bens públicos a serem ofertados e a calcular o nível de contribuição de 
cada consumidor. 
99
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
E FINANCEIRA Capítulo 3 
Além dos bens públicos puros, o Estado pode prover bens semipúblicos, 
como educação e saúde. Esses bens, apesar de rivais, excludentes e poderem 
ser fornecidos pelo mercado, possuem externalidades positivas que justifi cam sua 
provisão ou subsídio pelo setor público (MUSGRAVE; MUSGRAVE, 1980).
Já a função Distributiva refere-se à organização da distribuição da renda, 
resultante dos fatores de produção — capital, trabalho e terra — e da venda dos 
serviços desses fatores no mercado. Ela pode ser feita por meio do mecanismo 
das transferências, dos impostos progressivos e dos subsídios para assegurar 
conformidade com o que a sociedade considera uma situação justa de distribui-
ção (MUSGRAVE; MUSGRAVE, 1980).
A função Estabilizadora relaciona-se com o uso da política orçamentária 
com o objetivo de manter o pleno emprego. Essa política pode se manifestar dire-
tamente, através da variação dos gastos públicos em consumo e investimento, ou 
indiretamente, pela redução das alíquotas de impostos, que eleva a renda dispo-
nível do setor privado (MUSGRAVE; MUSGRAVE, 1980).
Outra questão interessante a se ressaltar é que a atividade fi nanceira do Es-
tado se destina à obtenção e ao emprego dos materiais e de serviços para a 
realização das necessidades da coletividade, de interesse geral, atendidas por 
meio do serviço público, podendo transferi-la a outras pessoas jurídicas de direito 
público (T EIXEIRA, 2016). 
A atividade fi nanceira do Estado possui quatro áreas importantes: a receita 
pública, a despesa pública, o orçamento público e o crédito público. 
• A receita pública é a recepção de dinheiro nos cofres públicos que in-
tegra de forma permanente ao patrimônio público, ou seja, tornando-se 
defi nitivo. 
• Despesa pública é a aplicação de determinada quantia em dinheiro por 
parte da autoridade pública para atingir um objetivo estabelecido em lei. 
Assim, as despesas públicas podem ser entendidas como o conjunto de 
gastos do Estado para o funcionamento dos serviços públicos autoriza-
dos.
• O orçamento público consiste no ato de planejar a arrecadação e os 
gastos públicos para um período preestabelecido. 
• O crédito público é a ação de obter recursos públicos junto a terceiros. 
Considerado uma receita temporária, é um empréstimo que posterior-
mente será devolvido.
Como visto anteriormente, o modelo orçamentário brasileiro é defi nido na 
 Constituição Federal de 1988 do Brasil. 
100
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais (BRASIL, 1988, Art. 165). 
O Plano Plurianual – PPA estabelece as diretrizes, objetivos e metas de mé-
dio prazo da administração pública. Assim, podemos entender que o PPA orga-
niza e viabiliza a ação pública para cumprir os fundamentos e os objetivos da 
República Federativa do Brasil. 
É também pelo PPA que é declarado o conjunto das políticas públicas para 
um período de 4 (quatro) anos e as formas para viabilizar as metas previstas, com 
base nos compromissos fi rmados na eleição.
 
 Ou seja, a cada quatro anos, o governa elabora um plano, que é discutido 
e aprovado, como Lei pelo Congresso Nacional, defi nindo as grandes prioridades 
para o período (com metas para cada área de atuação, saúde, saneamento, edu-
cação, entre outras).
 É importante ressaltar que o PPA não apresenta somente grandes obras 
públicas, o plano inclui também os gastos necessários para garantir a oferta per-
manente de determinados serviços públicos. Por exemplo, se pensarmos na agri-
cultura, o PPA prevê tanto as obras para construção de armazém para estoque, 
como também ações de fi nanciamento e garantia de compra da produção para 
distribuição de cestas básicas para população carente. 
Outro ponto que merece nosso destaque é que nem todos os investimentos 
públicos estão no PPA do Governo Federal. As ações que fi cam a cargo dos Esta-
dos e Municípios. Cada um deles possui suas próprias leis orçamentarias, inclusi-
ve seus próprios PPAs, isso porque, cada esfera de governo (federal, estadual ou 
municipal) possui suas próprias responsabilidades. 
Já a L ei de Diretrizes Orçamentárias – LDO é anual e corresponde às políti-
cas públicas e respectivas prioridades para o exercício seguinte. A Le i Orçamen-
tária Anual – LOA fi xa a programação das despesas e estima a receita para o 
exercício fi nanceiro.
Assim, a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO, ao identifi car no PPA as 
ações que receberão prioridade no exercício seguinte, torna-se o elo entre o PPA, 
que funciona como um plano de médio-prazo do governo e a Lei Orçamentária 
Anual é o instrumento que viabiliza a execução do plano de trabalho do exercício 
a que se refere.
101
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
E FINANCEIRA Capítulo 3 
Dessa forma, podemos compreender que o modelo orçamentário brasileiro, 
defi nido na Constituição Federal de 1988 do Brasil no seu artigo 165 é subdivido 
da seguinte forma:
• Plano Plurianual (PPA) – Ato de Planejar.
• Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) – Orientar. 
• Lei Orçamentária Anual (LOA) – Executar. 
Gostou do tema? Quer saber mais? Que tal ampliar seus conhe-
cimentos e aprofundar-se no assunto? 
Acesse a página do Ministério da Economia Planejamento, De-
senvolvimento e Gestão e saiba mais sobre o Planejamento, disponí-
vel em: <http://www.planejamento.gov.br/assuntos/planeja/plano-plu-
rianual>. Acesso em: 6 jun. 2020.
Vamos analisar a seguir detalhadamente o artigo 165, § 1º até o § 4º da 
Constituição Federal (BRASIL, 1988), observando o que ele estabelece. 
§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma 
regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração 
pública federal para as despesas de capital e outras delas 
decorrentes e para as relativas aos programas de duração 
continuada.
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas 
e prioridades da administração pública federal, incluindo as 
despesas de capital para o exercício fi nanceiro subsequente, 
orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre 
as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política 
de aplicação das agências fi nanceiras ofi ciais de fomento.
§ 3º O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o 
encerramento de cadabimestre, relatório resumido da 
execução orçamentária.
§ 4º Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais 
previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância 
com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional.
Dessa forma, podemos compreender que o PPA precisa abranger: diretri-
zes, objetivos e metas, despesas de capital e “outras delas decorrentes” e 
programas de duração continuada. 
102
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Borges (2016) explica que para o alcance dos objetivos do PPA foram desen-
volvidos os seguintes princípios básicos que o organizam:
• Identifi cação clara dos objetivos e prioridades do Governo.
• Integração do planejamento com o orçamento, por meio dos programas.
• Transparência das ações de governo.
• Promoção da gestão empreendedora.
• Estimular a transparência.
• Gestão orientada a resultados.
• Organização das ações do governo em programas.
Os Programas Temáticos retratam as agendas de governo. Organizadas por 
sua abrangência, representam os desafi os e orientam a gestão do Plano no que 
diz respeito ao monitoramento e à avaliação da dimensão tática. 
Cada programa do PPA possui objetivos, metas, iniciativas, que, no seu con-
junto, expressam o que será feito no determinado prazo. Os Programas são com-
postos pelos seguintes elementos de planejamento: 
1) Indicadores.
2) Objetivos.
3) Metas.
4) Iniciativas. 
5) Ações Orçamentárias.
Nesse sentido, podemos compreender que, a partir do programa, os entes 
governamentais se organizam para atender às demandas da sociedade. O pro-
grama é criado para solucionar uma demanda que foi diagnóstica na sociedade e 
precisa da ação governamental. 
A partir disso, é preciso encontrar as causas que ocasionaram essa deman-
da e criar ações para resolvê-las. Depois de aplicá-las, é preciso monitorar os 
resultados de cada uma das ações, buscando identifi car a efi cácia e a efetividade 
do programa e da ação (BORGES, 2016). 
Observe, na fi gura a seguir um esquema com os principais conceitos do PPA. 
103
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
E FINANCEIRA Capítulo 3 
FIGURA 1 – PRINCIPAIS CONCEITOS DO PLANO PLURIANUAL – PPA
FONTE: <http://painelppa.planejamento.gov.br/>. Acesso em: 5 jun. 2020.
Os Indicadores são o conjunto de métricas que garantem acompanhar a evo-
lução do programa temático. Cada indicador permite identifi car, mensurar e comu-
nicar, de maneira simplifi cada, a evolução de determinado aspecto da proposta 
pelos programas. 
Já os Objetivos informam as escolhas de políticas públicas para a transfor-
mação de determinada realidade, orientando como o governo vai atuar e o que 
será feito frente aos desafi os, demandas e oportunidades para o desenvolvimento 
do País. Enquanto as metas mostram o quanto dos objetivos foi alcançado.
Vamos aprofundar seus conhecimentos? 
Leia a Unidade 1 do livro Fundamentos de Contabilidade Pública. 
Referência: BORGES, Thiago Bernardo. Fundamentos de con-
tabilidade pública. Porto Alegre: Sagah, 2016.
104
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Prezado acadêmico, como vimos, os Programas são criados para solucionar 
uma demanda e eles possuem um clico para repetição que se estabelece como 
uma rotina de gestão. Essa rotina ajuda a sociedade e os gestores a acompanhar 
a efi cácia e efi ciência da ação governamental. 
Esse ciclo tem etapas bem defi nidas e é explicado por Borges (2016), veja na 
fi gura a seguir o esquema que apresenta o programa e seu clico para repetição.
FIGURA 2 – CICLO DE GESTÃO DO PROGRAMA
FONTE: Adaptado de Borges (2016)
A Constituição Federal de 1988, art. 165, § 7º, estabelece que os orçamentos 
previstos no § 5º, I e II, orçamento fi scal e o de investimento das estatais, devem 
ser compatibilizados com o plano plurianual. 
105
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
E FINANCEIRA Capítulo 3 
§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fi scal referente aos Poderes da União, seus 
fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, 
inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a 
União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital 
social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as 
entidades e órgãos a ela vinculados, da administração dire-
ta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e 
mantidos pelo poder público.
§ 6º O projeto de lei orçamentária será acompanhado de de-
monstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despe-
sas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e 
benefícios de natureza fi nanceira, tributária e creditícia.
§ 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo, com-
patibilizados com o plano plurianual, terão entre suas funções 
a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério 
populacional.
§ 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho 
à previsão da receita e à fi xação da despesa, não se incluindo 
na proibição a autorização para abertura de créditos suplemen-
tares e contratação de operações de crédito, ainda que por 
antecipação de receita, nos termos da lei. 
Outro ponto de destaque, ao analisarmos a Constituição Federal de 1988, é 
que fi ca estabelecido, no ar t. 167, § 1º, que nenhum investimento cuja execu-
ção ultrapasse um exercício fi nanceiro poderá ser iniciado sem prévia inclu-
são no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime 
de responsabilidade.
Vamos analisar um pouco a Lei d e Responsabilidade Fiscal – LRF, ofi cial-
mente Lei Complementar nº 101 de maio de 2020. É uma lei complementar que 
visa impor o controle dos gastos da União, estados, Distrito Federal e municípios
e destaca a importância da integração entre o planejamento e a execução orça-
mentário-fi nanceira. 
Art. 5o O projeto de lei orçamentária anual, elaborado de forma 
compatível com o plano plurianual, com a lei de diretrizes 
orçamentárias e com as normas desta Lei Complementar:
I - co nterá, em anexo, demonstrativo da compatibilidade 
da programação dos orçamentos com os objetivos e metas 
constantes do documento de que trata o § 1o do art. 4o;
II - s erá acompanhado do documento a que se refere o § 
6o do art. 165 da Constituição, bem como das medidas 
de compensação a renúncias de receita e ao aumento de 
despesas obrigatórias de caráter continuado;
106
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
III - conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e 
montante, defi nido com base na receita corrente líquida, serão 
estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias (BRASIL, 1988).
A LRF estabelece, no art. 5º, que o projeto de lei orçamentária anual deve ser 
compatível com o plano plurianual, com a lei de diretrizes orçamentárias e com a 
própria LRF.
A integração do planejamento com o orçamento e a execução é tão relevante 
que a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO estabelece regras transitórias e prio-
ritárias para caso a lei orçamentária anual não seja sancionada até o término do 
respectivo exercício. 
Vamos entender um pouco mais sobre a LDO. Como vimos, o governo traba-
lha com um planejamento de médio prazo, no que se refere ao orçamento público 
(PPA), contudo, antes do governo fazer o orçamento de cada ano, ele prepara e 
encaminha para ser discutida no Congresso a LDO, é essa lei que diz como deverá 
ser feito o orçamento anual e quais são os gastos mais importantes para o período. 
Por isso, podemos afi rmar, que é a LDO que faz a ligação entre o plano estra-
tégico, estabelecido no PPA com o plano operacional de curto prazo representado 
pelo orçamento anual. De acordo com o art. 165, § 2º da Constituição Federal, a 
LDO “compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, 
orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobreas alterações na 
legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências fi nancei-
ras ofi ciais de fomento”.
O processo orçamentário tem sua obrigatoriedade estabelecida na Constitui-
ção Federal, e é a LDO que estabelece o regramento, ou seja, é o elo entre o mé-
dio prazo e o presente, assim como fortalece o entendimento do que é prioritário 
para o governo (BORGES, 2016). 
Assim, podemos compreender que a LDO deve conter:
• Metas e Prioridades da Administração Púbica.
• Despesas de capital para o exercício subsequente.
• Orientações para elaboração da Lei Orçamentária Anual – LOA.
• Alterações na Legislação tributária.
• Política de aplicação das agências fi nanceiras de fomento.
Este processo de estabelecimento de receitas precisa ser feito com o má-
ximo de cuidado, pois, se for feito com receitas superestimadas, inviabilizará a 
execução efetiva dos programas e, por consequência, restringirá os resultados.
107
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
E FINANCEIRA Capítulo 3 
Por meio da expectativa das receitas estabelecidas, serão fi xadas as despe-
sas no mesmo montante. Assim, poderão ser indicados os limites de gastos para 
cada poder. A Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF dispõem em seu artigo 4º 
que a Lei de Diretrizes Orçamentárias- LDO disporá sobre o equilíbrio entre recei-
tas e despesas e critérios e forma de limitação de empenho. Além disso, apresen-
ta que deverá integrar a LDO ao anexo fi scal.
§ 1o Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias 
Anexo de Metas Fiscais, em que serão estabelecidas metas 
anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, 
despesas, resultados nominal e primário e montante da dívida 
pública, para o exercício a que se referirem e para os dois se-
guintes.
§ 2o O Anexo conterá, ainda:
I - avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano an-
terior;
II - demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e 
metodologia de cálculo, que justifi quem os resultados pretendi-
dos, comparando-as com as fi xadas nos três exercícios ante-
riores, e evidenciando a consistência delas com as premissas 
e os objetivos da política econômica nacional;
III - evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três 
exercícios, destacando a origem e a aplicação dos recursos 
obtidos com a alienação de ativos;
IV - avaliação da situação fi nanceira e atuarial:
a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos servi-
dores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhador;
b) dos demais fundos públicos e programas estatais de natu-
reza atuarial;
V - demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia 
de receita e da margem de expansão das despesas obrigató-
rias de caráter continuado.
§ 3o A lei de diretrizes orçamentárias conterá Anexo de Riscos 
Fiscais, onde serão avaliados os passivos contingentes e ou-
tros riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as 
providências a serem tomadas, caso se concretizem.
§ 4o A mensagem que encaminhar o projeto da União apresen-
tará, em anexo específi co, os objetivos das políticas monetária, 
creditícia e cambial, bem como os parâmetros e as projeções 
para seus principais agregados e variáveis, e ainda as metas 
de infl ação, para o exercício subsequente (BRASIL, 1988).
Assim, compreendemos que a LDO apresenta dois anexos: o de metas fi s-
cais e o de riscos fi scais. Esses anexos são direcionados ao gerenciamento fi nan-
ceiro, Borges (2016) explica que os anexos da LDO são instrumentos que ajudam 
108
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
a gestão pública na regulação dos seus gastos e oferecem habilidade ao governo 
de resposta frente a cenários adversos. 
O anexo de metas fi scais deverá apresentar uma avaliação do cumprimen-
to das metas relativas ao ano anterior, mostra as metas anuais e a comparação 
entre as fi xadas nos três exercícios anteriores. Além disso, o anexo fi scal conterá 
a evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios e as metas 
anuais relativas a receitas, despesas, resultado nominal e primário e a divida pú-
blica para o ano a que se refere o exercício e também para os dois seguintes.
Agora vamos entender o anexo de riscos fi scais, mas antes é importante des-
tacar o conceito de riscos fi scais. Borges (2016, p. 10) explica que “riscos fi scais 
são a possibilidade da ocorrência de eventos ou fatos econômicos que venham 
impactar ou onerar de forma substancial e negativa as contas públicas”. A capaci-
dade de prever crises oportuniza a gestão pública uma possiblidade de evitar os 
maiores impactos indesejáveis (DE AZEVEDO et al, 2019). 
Agora que já sabemos o conceito de risco fi scal, fi ca mais fácil compreender 
que serão avaliados os possíveis riscos, capazes de afetar as contas públicas e 
as providências a serem adotadas pela administração pública. 
Assim os riscos fi cais são classifi cados como riscos orçamentários e ris-
cos da dívida. Os ricos orçamentários são decorrentes da possibilidade de a ad-
ministração pública possuir alguma receita prevista, mas essa não se concretizar. 
Ou ainda, quando ocorre a necessidade, por parte do governo, de efetuar uma 
despesa que não estava prevista, ou seja, não estava fi xada na LOA. Exemplos 
de riscos orçamentários:
• Arrecadação de tributos no valor inferior ao previsto na LOA. 
• Restituição de tributos no valor superior ao previsto nas deduções. 
• Epidemias, enchentes etc.
Os riscos da dívida são situações que infl uenciam na administração pública, 
contudo são externas. Como por exemplo: 
• Variação da taxa de juros.
• Variação do câmbio em títulos vincendos. 
• Passivos contingentes que representam dívidas cuja existência depende 
de fatores imprevisíveis (resultado de julgamentos judiciais, por exemplo).
109
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
E FINANCEIRA Capítulo 3 
Ficou com alguma dúvida? 
O canal “Orçamento Fácil” foi criado pelo Senado Federal para 
explicar, de maneira prática e animada, temas importantíssimos rela-
cionados ao Orçamento.
Não perca os ensinamentos do vídeo: Orçamento Fácil – O 
que é a LDO, Lei de Diretrizes Orçamentárias – Processo Orça-
mentário , disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Q-
66ZSkBLKr0>. Acesso em: 5 jun. 2020. 
Outro importante instrumento que rege a realização dos gastos do governo é 
a Lei Orçamentaria Anual – LOA, ela representa a efetivação do planejamento e é 
ela que estudaremos na próxima seção.
Atividades de Estudo:
1 CEBRASPE – 2020 – TJ-PA – Analista Judiciário – Considerada 
uma inovação no sistema orçamentário brasileiro, a LDO orienta 
a elaboração da LOA e prevê a defi nição de:
a) ( ) metas e prioridades, mudanças na legislação de tributos, po-
líticas de fomento das agências fi nanceiras ofi ciais e formas de 
utilização da reserva de contingência. 
b) ( ) metas e prioridades, riscos fi scais, programação de desembol-
sos e formas de pagamento de precatórios. 
c) ( ) condições para transferências de recursos a entidades priva-
das e limites para aplicação de recursos em despesas discricio-
nárias.
e) ( ) formas de limitação de empenho, normas para regimes de pre-
vidência e destinação de recursos para o orçamento fi scal e a 
seguridade social.
2 Na hierarquia entre os instrumentos, qual das alternativas repre-
senta a relação correta entre o instrumento e as políticas públicas 
e programas de governo?
110
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
a) ( ) LDO – executar.
b) ( ) PPA – planejar.
c) ( ) LOA – orientar.
d) ( ) PPA – executar.
e) ( ) PPA – orientar.
3 UPENET/2019 – Sobre Orçamento Público e Plano Plurianual 
(PPA), analise as afi rmativas abaixo e coloque V nas Verdadeiras 
e F nas Falsas. 
a) ( ) Orçamento público como sendo o ato formal (legal) pelo qual 
o Poder Judiciário aprova e autoriza que sejam realizadas despe-
sas pelos demais Poderes (Executivo, Judiciário e o próprio Judi-
ciário), assimcomo pelo Ministério Público, por um determinado 
período, destinadas ao funcionamento dos serviços públicos em 
geral e outros fi ns previstos em políticas econômicas. 
b) ( ) O plano plurianual (PPA) é denominado de planejamento es-
tratégico de médio prazo da administração pública brasileira, sen-
do elaborado para viger por quatro anos. 
c) ( ) A vigência do PPA se inicia no segundo ano do mandato do 
Chefe do Poder Executivo e vai até o último dia do primeiro exer-
cício fi nanceiro do mandato seguinte. O objetivo dessa regra é 
garantir que, quando um governante assumir o poder, tenha o 
primeiro ano do seu mandato para propor seu programa de tra-
balho, adaptando sua plataforma eleitoral à forma de uma lei que 
norteará o planejamento e as ações da Administração Pública du-
rante o seu mandato.
d) ( ) O orçamento público é um instrumento de planejamento, mas 
também é uma lei. Nela encontram-se contemplados os recursos 
a serem usados pelo governo, provenientes dos impostos, taxas 
e contribuições. 
 Esses tributos são revertidos em obras e serviços que benefi ciam 
a sociedade brasileira. Assinale a alternativa que contém a sequ-
ência CORRETA.
a) ( ) V – V – F – V. 
b) ( ) F – V – V – F. 
c) ( ) F – V – F – V. 
d) ( ) V – F – V – F. 
e) ( ) F – V – V – V. 
111
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
E FINANCEIRA Capítulo 3 
3 EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA
Nessa seção estudaremos a execução orçamentária. Como já vimos ante-
riormente, a execução orçamentária e fi nanceira são ações totalmente atreladas 
uma a outra. Isso porque, quando existe o orçamente e não existe o fi nanceiro, 
não poderá ocorrer a despesa. Por outro lado, caso exista o recurso fi nanceiro, 
sem disponibilidade orçamentária, não se poderá efetuar o gasto.
A execução fi nanceira representa a utilização de recursos fi nanceiros, visan-
do atender à realização das atividades atribuídas pelo Orçamento. Já execução 
orçamentária consiste na utilização dos créditos consignados no Orçamento ou 
Lei Orçamentária Anual – LOA. A Constituição Federal de 1988, art. 165, § 5º, 
estabelece a matéria da LOA da seguinte maneira: 
§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fi scal referente aos Poderes da União, seus 
fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, 
inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público;
II - o orçamento de investimento das empresas em que a 
União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital 
social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as 
entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta 
ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e 
mantidos pelo poder público. 
Portanto, a LOA é o instrumento que conduz a realização dos gastos do go-
verno. Borges (2016) explica que a LOA é uma lei única, mas com preende as 
seguintes classifi cações de orçamento:
• Orçamento fi scal.
• Orçamento de investimento das empresas governamentais.
• Orçamento da seguridade social.
Após a aprovação da LOA, tem-se um detalhamento operacional, servindo 
como um instrumento que pormenoriza os subprojetos constantes na LOA, dis-
criminando, para cada categoria, a fonte de recursos, a categoria econômica, o 
grupo de despesa e a modalidade de aplicação. 
Ou seja, a LOA é o ponto de partida para a execução orçamentária. Na 
LOA os gastos no governo estão divididos por assuntos, conhecidos como áreas 
do governo, como saúde, educação, transporte e segurança. É importante desta-
car que cada uma dessas áreas tem suas ações e seus programas orçamentários 
e cada uma das ações possuem no orçamento sua programação de gastos. 
112
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
O Orçamento Fiscal engloba o Legislativo, Executivo, o Judiciário, seus fun-
dos, órgãos, autarquias, inclusive as fundações instituídas e mantidas pelo Poder 
Público. Além disso, o Orçamento Fiscal abrange as empresas públicas, socieda-
des de economia mista e demais controladas que recebam quaisquer recursos do 
Tesouro Nacional, exceto as que percebam unicamente sob a forma de participa-
ção acionária, pagamento de serviços prestados, ou fornecimento de bens, paga-
mento de empréstimo e fi nanciamento concedidos e transferências para aplicação 
em programa de fi nanciamento. 
Enquanto o Orçamento da Seguridade Social indica as especifi cações das 
receitas vinculadas aos gastos da seguridade social, especialmente, as contribui-
ções sociais nominadas no artigo 195 da Constituição Federal (BRASIL, 1988).
Art. 195. A seguridade social será fi nanciada por toda a socie-
dade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante 
recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribui-
ções sociais:
I - dos empregadores, incidente sobre a folha de salários, o 
faturamento e o lucro;
II - dos trabalhadores;
III - sobre a receita de concursos de prognósticos.
§ 1º As receitas dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí-
pios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos 
orçamentos, não integrando o orçamento da União.
§ 2º A proposta de orçamento da seguridade social será ela-
borada de forma integrada pelos órgãos responsáveis pela 
saúde, previdência social e assistência social, tendo em vista 
as metas e prioridades estabelecidas na lei de diretrizes orça-
mentárias, assegurada a cada área a gestão de seus recursos.
§ 3º A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade 
social, como estabelecido em lei, não poderá contratar com o 
poder público nem dele receber benefícios ou incentivos fi scais 
ou creditícios.
§ 4º A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a 
manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o 
disposto no art. 154, I.
§ 5º Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá 
ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte 
de custeio total.
§ 6º As contribuições sociais de que trata este artigo só po-
derão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da 
publicação da lei que as houver instituído ou modifi cado, não 
se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, b.
§ 7º São isentas de contribuição para a seguridade social as 
entidades benefi centes de assistência social que atendam às 
exigências estabelecidas em lei.
§ 8º O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais, o 
garimpeiro e o pescador artesanal, bem como os respectivos 
cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de econo-
mia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para 
a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota so-
bre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos 
benefícios nos termos da lei. 
113
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
E FINANCEIRA Capítulo 3 
Já o que se refere ao Orçamento de Investimento das empresas governa-
mentais, operando nas condições e segundo as exigências do mercado, não teria 
obrigatoriedade de ter as despesas e receitas operacionais destas empresas inte-
grando o orçamento público. 
As despesas de custeio das empresas estatais vinculadas ao Executivo terão 
seus orçamentos organizados e acompanhados coma participação do Ministério 
de Planejamento Orçamento e Gestão, mas não serão apreciadas pelo Legislati-
vo. 
“A inclusão de seus investimentos é justifi cada na medida em que tais apli-
cações contam com o apoio do orçamento fi scal e até mesmo da seguridade, que 
fornecem os recursos, ou com o apoio do Tesouro, que concede aval para as ope-
rações de aplicação de recursos públicos” (KURIK, 2014, p. 71).
Defi nição:
Execução orçamentária é utilização dos CRÉDITOS consigna-
dos no orçamento.
Execução fi nanceira é utilização dos RECURSOS fi nanceiros.
Dessa forma, podemos compreender que o crédito é usado para designar o 
aspecto orçamentário, representando a dotação ou autorização de gasto ou sua 
descentralização. Enquanto a expressãorecurso é usada no aspecto fi nanceiro, 
indicando dinheiro ou saldo de disponibilidade fi nanceira. 
De acordo com T eixeira (2016), a execução da despesa pública se refere 
à aplicação de certa quantia em dinheiro, dentro de uma autorização legislativa, 
para o bom funcionamento dos serviços públicos. 
No que se refere à forma, a LOA é formada pelo seu texto e seus anexos. No 
texto consta as receitas e despesas do orçamento fi scal e de investimentos; e a auto-
rização para abertura de crédito suplementares e realização de operações de crédito.
Os anexos mostram o detalhamento da distribuição dos recursos orçamen-
tários de forma clara e fácil compreensão. Conforme o dispositivo constitucional, 
114
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
arts. 167, 167 e 169, as despesas públicas devem estar planejadas na Lei Orça-
mentária, ou seja, as despesas públicas necessitam de aprovação do Poder Le-
gislativo. De acordo com a L ei nº 4320/64, artigo 12 (BRASIL, 1964), as despesas 
públicas são classifi cadas em correntes e de capital. 
Art. 12. A despesa será classifi cada nas seguintes categorias 
econômicas: 
DESPESAS CORRENTES
Despesas de Custeio
Transferências Correntes
DESPESAS DE CAPITAL
Investimentos
Inversões Financeiras
Transferências de Capital
§ 1º Classifi cam-se como Despesas de Custeio as dotações 
para manutenção de serviços anteriormente criados, inclusive 
as destinadas a atender a obras de conservação e adaptação 
de bens imóveis.
 § 2º Classifi cam-se como Transferências Correntes as dotações 
para despesas as quais não corresponda contraprestação 
direta em bens ou serviços, inclusive para contribuições e 
subvenções destinadas a atender à manutenção de outras 
entidades de direito público ou privado.
 § 3º Consideram-se subvenções, para os efeitos desta lei, as 
transferências destinadas a cobrir despesas de custeio das 
entidades benefi ciadas, distinguindo-se como:
I - subvenções sociais, as que se destinem a instituições 
públicas ou privadas de caráter assistencial ou cultural, sem 
fi nalidade lucrativa;
I I - subvenções econômicas, as que se destinem a empresas 
públicas ou privadas de caráter industrial, comercial, agrícola 
ou pastoril.
 § 4º Classifi cam-se como investimentos as dotações para o 
planejamento e a execução de obras, inclusive as destinadas 
à aquisição de imóveis considerados necessários à realização 
destas últimas, bem como para os programas especiais de 
trabalho, aquisição de instalações, equipamentos e material 
permanente e constituição ou aumento do capital de empresas 
que não sejam de caráter comercial ou fi nanceiro.
 § 5º Classifi cam-se como Inversões Financeiras as dotações 
destinadas a:
I - aquisição de imóveis, ou de bens de capital já em utilização;
I I - aquisição de títulos representativos do capital de empresas 
ou entidades de qualquer espécie, já constituídas, quando a 
operação não importe aumento do capital;
I II - constituição ou aumento do capital de entidades ou 
empresas que visem a objetivos comerciais ou fi nanceiros, 
inclusive operações bancárias ou de seguros.
115
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
E FINANCEIRA Capítulo 3 
 § 6º São Transferências de Capital as dotações para investimentos 
ou inversões fi nanceiras que outras pessoas de direito público ou 
privado devam realizar, independentemente de contraprestação 
direta em bens ou serviços, constituindo essas transferências 
auxílios ou contribuições, segundo derivem diretamente da Lei 
de Orçamento ou de lei especialmente anterior, bem como as 
dotações para amortização da dívida pública. 
Dessa forma, classifi cam-se como despesas correntes todas as despesas 
que não contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de 
capital. Elas podem ser compreendidas como aquelas necessárias para fazer a 
administração do Estado funcionar e compreendem o pagamento do funcionalis-
mo, a contratação de serviços, a aquisição de matérias de consumo, o pagamento 
de juros, entre outros. 
As despesas de capital podem ser entendidas como aquelas geradas para o 
incremento do patrimônio ou amortização de dívida: construção de escolas, rodo-
vias, entre outros. Ou seja, diz respeito às despesas que contribuem, diretamente, 
para a formação ou aquisição de um bem de capital.
Dessa forma, podemos compreender que despesa pública é a aplicação do 
dinheiro arrecadado por meio de impostos ou outras fontes para custear os servi-
ços públicos prestados à sociedade ou para a realização de investimentos. Obser-
ve a subdivisão das despesas orçamentárias apresentadas no artigo 12º da Lei nº 
4.320/64 no esquema da fi gura a seguir. 
FIGURA 3 – DIVISÃO DAS DESPESAS
FONTE: Adaptado de Brasil (1964).
116
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Executar o Orçamento é realizar as despesas públicas nele previstas, se-
guindo os três estágios da execução das despesas: o empenho, a liquidação e o 
pagamento. Na Seção 5 desse capítulo, veremos detalhadamente cada um des-
ses três estágios da execução da despesa pública.
Atividades de Estudo:
1 Com relação ao Plano Plurianual da Lei de Diretrizes Orçamentá-
rias e da LOA, analise as afi rmativas a seguir. 
I. As despesas somente serão realizadas quando da existência de 
crédito orçamentário e de cota fi nanceira, não sendo permitido o 
empenho global de despesas contratuais e outras sujeitas a par-
celamento. 
II. As receitas correntes provêm de recursos fi nanceiros oriundos de 
constituição de dívidas, de conversão, em espécie, de bens e di-
reitos e de inversões fi nanceiras. 
III. A abertura de créditos suplementares e especiais está condiciona-
da à existência de recursos disponíveis para a ocorrência da des-
pesa e deve ser precedida da devida exposição de justifi cativa. 
 Marque a opção que indica a(s) afi rmativa(s) CORRETA(S).
a) ( ) I.
b) ( ) II.
c) ( ) III.
d) ( ) I,II e III.
e) ( ) I e III. 
2 A Lei Orçamentária Anual (LOA) é uma lei única, mas compreende 
três classifi cações orçamentarias. Quais são essas classifi cações?
a) ( ) Orçamento fi scal, Orçamento de investimento das empresas 
governamentais e Orçamento da seguridade social.
b) ( ) Orçamento social, Orçamento da seguridade social e Orça-
mento de investimento.
c) ( ) Orçamento fi scal, Orçamento da seguridade social e Orçamen-
to de investimento estatal.
d) ( ) Orçamento social, Orçamento fi scal e Orçamento de investi-
mento de empresa.
117
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
E FINANCEIRA Capítulo 3 
3 De acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é IN-
CORRETO afi rmar que: 
a) ( ) Compreende as metas e prioridades da Administração pública. 
b) ( ) Orienta a elaboração do Plano Plurianual (PPA) e da Lei Orça-
mentária Anual (LOA). 
c) ( ) Dispõe sobre alterações na legislação tributária.
d) ( ) Compreende as despesas de capital para o exercício fi nancei-
ro subsequente. 
e) ( ) Estabelece as políticas para as agências fi nanceiras ofi ciais 
de fomento.
4 CRÉDITOS ORÇAMENTÁRIOS
Passaremos a estudar agora os créditos orçamentários que são classifi ca-
ções que pormenorizam as ações e operações autorizadas pela Lei Orçamentá-
ria. É fundamental destacar a diferença de crédito orçamentário e dotações.
As dotações são as consideradas o limite de recursos fi nanceiros que possui 
o crédito orçamentário. É como se o crédito orçamentário fosse uma conta e a 
dotação o limite de dinheiro que pode estar na conta. O crédito orçamentário é 
portador de uma dotação e essa é o limite de recurso fi nanceiro autorizado.
O governo divide suas receitas e despesas em classifi cações, cada uma 
mostra aspectos importantes das receitas e das despesas, como por exemplo, 
quem é responsável pelo gasto, qual o objetivo da despesa e, no caso das recei-
tas, qual a sua origem. 
Uma das classifi cações utilizadas pelo governo divide as receitas e despesas 
entre primáriase fi nanceiras. Essa classifi cação é importante para avaliar a “saú-
de fi nanceira” e o endividamento do governo. 
Desse modo, podemos compreender que o governo tem duas maneiras para 
conseguir recursos e custear as despesas pública. A primeira maneira, primária, 
é pela cobrança de tributos (como IR e taxa de emissão de passaportes) ou ain-
da por concessões (em portos, aeroportos e estradas). Além disso, classifi ca-se 
como primária a venda de ativos (como as privatizações de empresas estatais). 
Essas receitas são consideradas primárias, pois o governo não precisou contrair 
dívidas para possuí-las (TEIXEIRA, 2016).
118
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
A segunda forma que o governo tem para obter recursos é denominada fi -
nanceira. Nela o governo contrai dívidas para realizar gastos. Os Créditos Or-
çamentários são autorizações constantes na Lei Orçamentária para a realização 
de despesas. A LOA fi xa a dotação orçamentária para os órgãos e as entidades 
poder começar a realizar as suas atividades e atender às necessidades da popu-
lação e atingir as metas do governo.
Assim sendo, entendemos que o crédito orçamentário é constituído pelo con-
junto de categorias classifi catórias para executar os programas de trabalho do 
Governo. A LOA dispõem no seu artigo 40, que são Créditos Adicionais as au-
torizações de despesas não computadas ou insufi cientemente dotadas na Lei de 
Orçamento. 
Art. 40. São créditos adicionais, as autorizações de despesa 
não computadas ou insufi cientemente dotadas na Lei de 
Orçamento.
Art . 41. Os créditos adicionais classifi cam-se em:
 I - suplementares, os destinados a reforço de dotação 
orçamentária;
II - especiais, os destinados a despesas para as quais não haja 
dotação orçamentária específi ca;
III - extraordinários, os destina às despesas urgentes e 
imprevistas, em caso de guerra, comoção intestina ou 
calamidade pública (BRASIL, 1988). 
 
Você percebeu que existem diferentes motivos que justifi cam a abertura de 
um crédito adicional? Vamos analisar detalhadamente as opções para justifi car a 
abertura de créditos adicionais a seguir. 
1) O crédito orçamentário inicial tenha sido insufi cientemente dotado. 
2) A despesa que precisa ser realizada não está computada na LOA. 
3) Aconteceu um fato imprevisível, uma urgência. 
Os créditos suplementares incorporam-se ao orçamento, adicionando-se à 
dotação orçamentária que deve reforçar, enquanto os créditos especiais e extra-
ordinários conservam sua especifi cidade, demonstrando-se as despesas realiza-
das à conta destes, separadamente. Observe o esquema da fi gura a seguir que 
resume as classifi cações dos créditos orçamentários. 
119
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
E FINANCEIRA Capítulo 3 
FIGURA 4 – CRÉDITO ORÇAMENTÁRIO
FONTE: Adaptado de Brasil (1964) 
Nesse sentido, entende-se que o reforço de um crédito especial ou de um 
crédito extraordinário deve dar-se, respectivamente, pela abertura de créditos es-
peciais e extraordinários. Ou seja, não se pode reforçar um crédito especial ou 
extraordinário que se mostrou insufi ciente por meio de créditos suplementares.
Os créditos adicionais têm vigência no exercício fi nanceiro em que foi aberto, 
com exceção dos especiais e extraordinários que, quando abertos no último qua-
drimestre do exercício, poderão ser reabertos no exercício seguinte. Para aber-
tura de créditos adicionais suplementares e especiais, é necessário apresentar a 
fonte de recursos. 
A obra de Antônio Sergio Araújo e Thiago Silva Souza aborda o 
ciclo orçamentário brasileiro de 2019. É uma leitura que vai enrique-
cer muito o seu aprendizado.
Disponível em: <https://bit.ly/2XURhUI>. Acesso em: 5 jun. 2020. 
De acordo com a Lei nº 4.320/64, as fontes de recursos para abertura dos crédi-
tos adicionais são as seguintes: o superávit fi nanceiro apurado em balanço patrimo-
nial do exercício anterior; os provenientes do excesso de arrecadação; os resultantes 
de anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais, au-
torizados em lei; o produto de operações de crédito autorizadas, de forma que juridi-
camente possibilite ao poder executivo realizá-las; as reservas de contingência.
120
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Art. 42. Os créditos suplementares e especiais serão 
autorizados por lei e abertos por decreto executivo.
Ar t. 43. A abertura dos créditos suplementares e especiais 
depende da existência de recursos disponíveis para ocorrer a 
despesa e será precedida de exposição justifi cativa. 
§ 1º Consideram-se recursos para o fi m deste artigo, desde 
que não comprometidos: 
I - o superávit fi nanceiro apurado em balanço patrimonial do 
exercício anterior; 
II - os provenientes de excesso de arrecadação; 
II I - os resultantes de anulação parcial ou total de dotações 
orçamentárias ou de créditos adicionais, autorizados em Lei; 
IV - o produto de operações de crédito autorizadas, em forma 
que juridicamente possibilite ao poder executivo realizá-las. 
§ 2º Entende-se por superávit fi nanceiro a diferença positiva 
entre o ativo fi nanceiro e o passivo fi nanceiro, conjugando-
se, ainda, os saldos dos créditos adicionais transferidos e as 
operações de crédito a eles vinculadas. 
§ 3º Entende-se por excesso de arrecadação, para os fi ns 
deste artigo, o saldo positivo das diferenças acumuladas mês a 
mês entre a arrecadação prevista e a realizada, considerando-
se, ainda, a tendência do exercício. 
§ 4° Para o fi m de apurar os recursos utilizáveis, provenientes 
de excesso de arrecadação, deduzir-se-á a importância dos 
créditos extraordinários abertos no exercício (BRASIL, 1964, 
Arts. 42 e 43). 
O ato que abrir o crédito adicional, que pode ser um decreto, uma medida 
provisória ou uma lei, de acordo com sua classifi cação, deve indicar a importân-
cia, a espécie e a classifi cação da despesa até onde for possível. 
Além disso, para a abertura de créditos suplementares e especiais, é preciso 
ter recursos disponíveis, indicando a sua fonte e é preciso oferecer uma justifi cativa.
Art. 44. Os créditos extraordinários serão abertos por decreto 
do Poder Executivo, que deles dará imediato conhecimento ao 
Poder Legislativo.
Ar t. 45. Os créditos adicionais terão vigência adstrita ao 
exercício fi nanceiro em que forem abertos, salvo expressa 
disposição legal em contrário, quanto aos especiais e 
extraordinários.
Ar t. 46. O ato que abrir crédito adicional indicará a importância, 
a espécie do mesmo e a classifi cação da despesa, até onde for 
possível (BRASIL, 1964, Arts. 44, 45 e 46)
Os créditos adicionais não provocam, obrigatoriamente, um acréscimo 
do valor global do orçamento aprovado, contudo, podem gerar esse aumento. 
Isso ocorre quando as fontes são excesso de arrecadação, superávit fi nanceiro 
do balanço patrimonial do exercício anterior e operações de créditos autorizadas 
para esse fi m. 
121
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
E FINANCEIRA Capítulo 3 
Atividades de Estudo:
1 (FCC – TRT/20ª – Analista Judiciário: Administrativo – 2016) De 
acordo com as disposições constitucionais e legais que regulam a 
matéria, a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO:
a) ( ) deve ser aprovada conjuntamente com a Lei Orçamentária 
Anual, complementando-a, no que diz respeito à execução, no 
decorrer do exercício fi nanceiro em curso.
b) ( ) compõe o Plano Plurianual, contendo os principais programas 
e ações que extrapolam o exercício fi nanceiro subsequente. 
c) ( ) constitui a peça subsequente à Lei Orçamentária Anual, disci-
plinando a abertura de créditos suplementares e, quando neces-
sário, o contingenciamento de despesas. 
d) ( ) precede e orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual, 
estabelecendo, entre outros temas, metas e prioridades para o 
exercício fi nanceirosubsequente. 
e) ( ) substitui a Lei Orçamentária Anual no último ano de mandato 
do Chefe do Executivo, não podendo contemplar restos a pagar 
não processados.
2 Durante a execução do orçamento público, podem surgir situa-
ções em que é necessária a realização de despesas não fi xadas 
na Lei Orçamentária ou cuja dotação é insufi ciente para a reali-
zação da despesa. É um exemplo de mecanismos utilizados para 
alterar o orçamento:
a) ( ) suprimentos de fundos.
b) ( ) despesas de exercícios anteriores.
c) ( ) créditos iniciais suplementares.
d) ( ) superávit fi nanceiro do exercício corrente. 
e) ( ) créditos adicionais suplementares.
3 O saldo da dotação orçamentária, em 31 de março de 2019, para 
aquisição de material de consumo, de determinado ente da fede-
ração era de R$ 2.500,00. Pretende o governante fazer uma aqui-
sição deste material, no valor de R$ 40.000,00. Para tanto deve 
abrir um crédito adicional classifi cado como:
a) ( ) suprimento de recursos. 
b) ( ) extraordinário. 
c) ( ) suplementar. 
122
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
d) ( ) extraorçamentário. 
e) ( ) especial
5 ESTÁGIOS DA EXECUÇÃO DA 
DESPESA
Prezado acadêmico, estamos chegando ao fi nal do nosso capítulo de 
planejamento e execução orçame ntária e fi nanceira. Como vimos, executar o or-
çamento é realizar as despesas públicas nele previstas, seguindo os três estágios 
da execução das despesas a seguir: 
1) Empenho.
2) Liquidação. 
3) Pagamento.
A despesa pública cumpre algumas etapas e o Empenho é fase da exe-
cução da despesa. Ela acontece com a emissão de emprenho e compreendo o 
ato ou efeito de empenhar, ou seja, é o ato proveniente da autoridade competente 
que criar a obrigação de pagamento. 
Contudo, é importante ressalvar que mesmo tendo sido empenhado de ma-
neira legal, o Estado pode não se ver obrigado a efetuar o pagamento, visto que o 
implemento de condição poderá estar concluído ou não. 
Como assim? Vamos entender a Lei nº 4320/64. É uma lei que apresenta 
Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos 
e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. 
Nessa lei, no artigo 62, notamos que a liquidação é a verifi cação do bem ou 
do serviço recebido pelo governo. Ela estabelece que o pagamento de qualquer 
despesa pública, seja ela de que importância for, passe pela liquidação. Isso por-
que é na liquidação que será cobrada a prestação dos serviços ou a entrega dos 
bens, ou ainda, a realização da obra contratada pelo Governo. Veja no trecho a 
seguir o que consta na Lei nº 4320/64 (BRASIL, 1964, Arts. 61 e 62). 
Art. 61. Para cada empenho será extraído um documento 
denominado “nota de empenho” que indicará o nome do 
credor, a representação e a importância da despesa bem 
como a dedução desta do saldo da dotação própria. 
123
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
E FINANCEIRA Capítulo 3 
Art. 62. O pagamento da despesa só será efetuado 
quando ordenado após sua regular liquidação . 
Assim, podemos concluir que a Liquidação é verifi cação do direito ad-
quirido pelo credor, tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do 
respectivo crédito. Ou seja, é a comprovação de que o credor cumpriu todas as 
obrigações constantes do empenho. Observe o que estabelece a Lei nº 4320/64 
(BRASIL, 1964, Arts. 63, 64, 65 e 66):
Art. 63. A liquidação da despesa consiste na verifi cação 
do direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e 
documentos comprobatórios do respectivo crédito. 
§ 1° Essa verifi cação tem por fi m apurar:
 I - a origem e o objeto do que se deve pagar;
 II - a importância exata a pagar;
 III - a quem se deve pagar a importância, para extinguir a 
obrigação.
§ 2º A liquidação da despesa por fornecimentos feitos ou 
serviços prestados terá por base:
 I - o contrato, ajuste ou acordo respectivo;
 II - a nota de empenho;
 III - os comprovantes da entrega de material ou da prestação 
efetiva do serviço.
Art. 64. A ordem de pagamento é o despacho exarado por 
autoridade competente, determinando que a despesa seja 
paga.
Parágrafo único. A ordem de pagamento só poderá ser exarada 
em documentos processados pelos serviços de contabilidade.
Art. 65. O pagamento da despesa será efetuado por tesouraria 
ou pagadoria regularmente instituídos por estabelecimentos 
bancários credenciados e, em casos excepcionais, por meio 
de adiantamento. 
Art. 66. As dotações atribuídas às diversas unidades 
orçamentárias poderão quando expressamente determinado 
na Lei de Orçamento ser movimentadas por órgãos centrais de 
administração geral. 
Parágrafo único. É permitida a redistribuição de parcelas das 
dotações de pessoal, de uma para outra unidade orçamentária, 
quando considerada indispensável à movimentação de 
pessoal dentro das tabelas ou quadros comuns às unidades 
interessadas, a que se realize em obediência à legislação 
específi ca. 
Por fi m, o último estágio da despesa é o Pagamento, que corresponde à en-
trega do numerário ao credor do Estado, fi nalizando assim, o débito ou obrigação. 
De maneira prática, para ser executada, qualquer despesa pública precisa estar 
autorizada e planejada, se ela não estiver, não poderá ser realizada. 
124
 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Vamos a um exemplo, imagine que o Governo tenha resolvido fazer uma 
obra, no próximo ano e tenha 100 mil reais previstos (para a obra), isso é conside-
rado valor autorizado ou planejado? Uma vez incluída a despesa no orçamento, é 
necessário reservar o valor para cada etapa da obra (materiais, mão de obra), no 
orçamento público, essa etapa é a primeira fase da despesa pública, que acon-
tece com a emissão do Empenho no sistema de administração do Governo (isso 
para a União, Estados e Municípios). É com o empenho que o Governo assume o 
compromisso de contratar e realizar o gasto. 
Assim, no nosso exemplo hipotético da obra, essa fase aconteceria no mo-
mento em que o Governo emitisse o empenho para contratar a empresa que ga-
nhou a licitação para a obra. Feito o empenho para obra contrata, a próxima fase 
será receber a obra feita ou os materiais adquiridos, sempre conferindo se está de 
acordo com o que foi contratado. O nome dessa fase é a Liquidação, ou seja, a 
liquidação é a fase em que o Governo recebe a obra e atesta que está tudo de acor-
do com o que foi contratado. Essa é a fase em que a despeça de fato foi executada. 
A próxima e última fase é o Pagamento, ou seja, é quando as empresas e os 
fornecedores recebem efetivamente pelo o que foi realizado. 
Ficou com alguma dúvida? 
O vídeo do canal do Senado Orçamento Fácil explica as fases 
da despesa pública de maneira clara e lúdica, não perca!
Orçamento Fácil – Fases da despesa pública. Disponível em: 
<https://bit.ly/2XVfaeB>. Acesso em: 5 jun. 2020.
Mas e o que são restos a pagar? Consideram-se Restos a Pagar as despe-
sas empenhadas, mas não pagas dentro do exercício fi nanceiro. O empenho, a 
liquidação e o pagamento, ou seja, as fases do pagamento devem ser completa-
das dentro do mesmo exercício. O regime de competência exige que as despesas 
sejam contabilizadas conforme o exercício a que pertençam. 
Mas pode acontecer de nem todas as fases estarem concluídas e, quando 
isso acontece, tem-se duas possibilidades para o fi m dessa despesa. A primeira 
possibilidade é a despesa ser cancela no fi nal do exercício e a outra possibilidade 
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PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
E FINANCEIRA Capítulo 3 
é a despesa ser inscrita na classifi cação chamada de restos a pagar. 
Ficou claro? Isso signifi ca que se uma despesa foi empenhada em um exer-
cício e somente foi paga no exercício seguinte, ela deve ser contabilizada como 
pertencente ao exercício do empenho e o seu pagamento deve ser considerado 
extraorçamentário. Observe o que estabelece a Lei nº 4.320/1964 (BRASIL, 1964, 
Arts. 34, 36, 37, 38, 39)no trecho a seguir. 
Art. 34. O exercício fi nanceiro coincidirá com o ano civil.
A rt. 35. Pertencem ao exercício fi nanceiro:
I - as receitas nele arrecadadas;
I I - as despesas nele legalmente empenhadas.
 Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenha-
das, mas não pagas até o dia 31 de dezembro distinguindo-se 
as processadas das não processadas.
P arágrafo único. Os empenhos que sorvem a conta de crédi-
tos com vigência plurianual, que não tenham sido liquidados, 
só serão computados como Restos a Pagar no último ano de 
vigência do crédito.
 Art. 37. As despesas de exercícios encerrados, para as quais 
o orçamento respectivo consignava crédito próprio, com saldo 
sufi ciente para atendê-las, que não se tenham processado na 
época própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição 
interrompida e os compromissos reconhecidos após o encerra-
mento do exercício correspondente poderão ser pagos à conta 
de dotação específi ca consignada no orçamento, discriminada 
por elementos, obedecida, sempre que possível, a ordem cro-
nológica. 
 Art. 38. Reverte à dotação a importância de despesa anulada 
no exercício; quando a anulação ocorrer após o encerramento 
deste considerar-se-á receita do ano em que se efetivar.
 Art. 39. Os créditos da Fazenda Pública, de natureza tributária 
ou não tributária, serão escriturados como receita do exercício 
em que forem arrecadados, nas respectivas rubricas orçamen-
tárias. 
 § 1º - Os créditos de que trata este artigo, exigíveis pelo trans-
curso do prazo para pagamento, serão inscritos, na forma da 
legislação própria, como Dívida Ativa, em registro próprio, após 
apurada a sua liquidez e certeza, e a respectiva receita será 
escriturada a esse título. 
 § 2º - Dívida Ativa Tributária é o crédito da Fazenda Pública 
dessa natureza, proveniente de obrigação legal relativa a tri-
butos e respectivos adicionais e multas, e Dívida Ativa não Tri-
butária são os demais créditos da Fazenda Pública, tais como 
os provenientes de empréstimos compulsórios, contribuições 
estabelecidas em lei, multa de qualquer origem ou natureza, 
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 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
exceto as tributárias, foros, laudêmios, alugueis ou taxas de 
ocupação, custas processuais, preços de serviços prestados 
por estabelecimentos públicos, indenizações, reposições, res-
tituições, alcances dos responsáveis defi nitivamente julgados, 
bem assim os créditos decorrentes de obrigações em moeda 
estrangeira, de subrogação de hipoteca, fi ança, aval ou outra 
garantia, de contratos em geral ou de outras obrigações legais. 
 § 3º - O valor do crédito da Fazenda Nacional em moeda es-
trangeira será convertido ao correspondente valor na moeda 
nacional à taxa cambial ofi cial, para compra, na data da notifi -
cação ou intimação do devedor, pela autoridade administrativa, 
ou, à sua falta, na data da inscrição da Dívida Ativa, incidindo, 
a partir da conversão, a atualização monetária e os juros de 
mora, de acordo com preceitos legais pertinentes aos débitos 
tributários
 § 4º - A receita da Dívida Ativa abrange os créditos menciona-
dos nos parágrafos anteriores, bem como os valores corres-
pondentes à respectiva atualização monetária, à multa e juros 
de mora e ao encargo de que tratam o art. 1º do Decreto-lei nº 
1.025, de 21 de outubro de 1969, e o art. 3º do Decreto-lei nº 
1.645, de 11 de dezembro de 1978. 
 § 5º - A Dívida Ativa da União será apurada e inscrita na Procu-
radoria da Fazenda Nacional. 
Com vimos, para a despesa que não foi concluída em um exercício ser con-
cluída, ela precisa ser inscrita em restos a pagar. A despesa pode ser incluída em 
duas classifi cações de restos a pagar, restos a pagar processados ou restos a 
pagar não processados.
Para compreender bem a diferença entre essas duas classifi cações, vamos 
imaginar uma obra pública, vamos supor que a obra foi autorizada no orçamento 
e teve seus recursos empenhados, mas nenhuma providência foi efetivamente 
tomada, o projeto para a realização da obra não foi encomendado, o material não 
foi comprado e a mão de obra não foi contratada. Ou seja, o gasto planejado para 
o orçamento não foi efetivado. Nesse caso hipotético, o governo tem como opção 
cancelar a despesa prevista.
É importante ressaltar que no caso do governo desejar não cancelar esse 
gasto, ele pode ser inscrito como restos a pagar não processados e essa mesma 
classifi cação serve para quando a despesa empenhada estiver em andamento, 
mas ainda não tenha ocorrido a liquidação. Assim fi ca claro que as despesas pro-
cessadas se referem às despesas em que o credor já tenha cumprido com as 
suas obrigações, ou seja, que já tenha entregue o material ou executado o serviço 
ou etapa de uma obra, dentro do exercício, tendo, portanto, direito líquido e certo 
e em condições de receber pagamento imediato.
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E FINANCEIRA Capítulo 3 
E despesas não processadas correspondem às despesas que dependem 
ainda da prestação do serviço ou fornecimento do material, isto é, o direito do cre-
dor não foi apurado. Ou seja, são despesas ainda não líquidas.
Quer saber mais? Amplie agora seus conhecimentos!
Acesso o vídeo sobre orçamento fácil – restos a pagar, disponí-
vel em: <https://www.youtube.com/watch?v=o5j63z790Gs>. Acesso 
em: 5 jun. 2020. 
Atividades de Estudo:
1 No estágio da liquidação da despesa governamental:
a) ( ) O valor é abatido do saldo existente na específi ca dotação.
b) ( ) O fornecedor recebe cópia da Nota de Empenho, ou seja, uma 
garantia de que tem contrato com a Administração.
c) ( ) Efetiva-se o pagamento pelos materiais entregues ou serviços 
prestados.
d) ( ) A Administração recebe formalmente o objeto contratado, habi-
litando-se o fornecedor ao pagamento.
e) ( ) O fornecedor dá total quitação à entidade pública pelos mate-
riais ou serviços prestados.
2 Os valores registrados na etapa em liquidação referem-se a des-
pesa:
a) ( ) Paga para qual já ocorreu o fato gerador.
b) ( ) Empenhada para qual não ocorreu o fato gerador.
c) ( ) Liquidada cujo fato gerador já ocorreu.
d) ( ) Liquidada cujo fato gerador não ocorreu.
e) ( ) Empenhada para qual já ocorreu o fato gerador.
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 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
3 O ordenador de despesa homologou o procedimento licitatório 
autorizando a compra de computadores e o fornecedor efetuou a 
sua entrega, porém por não atender às especifi cações do edital, 
a comissão responsável recusou o seu recebimento. Com rela-
ção às fases da despesa pública, é correto afi rmar que:
a) ( ) ocorreu a fase de lançamento da despesa, mas não as de em-
penhamento e pagamento.
b) ( ) ocorreu a fase de liquidação da despesa, mas não as de em-
penhamento e pagamento.
c) ( ) ocorreram as fases de lançamento, liquidação e de empenha-
mento, mas não a de pagamento.
d) ( ) ocorreu a fase de empenhamento, mas não as de liquidação 
e pagamento.
e) ( ) ocorreram as fases de empenhamento e de liquidação, mas 
não as de lançamento e pagamento.
6 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Prezado acadêmico, chegamos ao fi nal desse capítulo, vimos que o grande 
objetivo da administração pública é atender às necessidades da coletividade, so-
lucionando problemas e garantindo condições de vida para as pessoas.
A administração pública precisa de indicadores para sua gestão fi nanceira e 
orçamentária. Tais indicadores têm a fi nalidade de alinhar prioridades do governo 
com as demandas da sociedade. A contabilidade deve prover seus usuários com 
demonstrações e análises econômicas, fi nanceira, fi scais e de produtividade. 
Nesse sentido, as práticas contábeis são essenciais para a melhoria e o su-
cesso na gestão governamental. Dessa forma, todas as movimentações fi nancei-
ras e orçamentárias da gestão pública devem ser planejadas e reportadas. Como 
vimos,a função de planejamento é mais que uma boa opção no que se refere ao 
poder público, é um dever do Estado.
Assim, a atividade fi nanceira, no que se refere ao poder público, possui qua-
tro áreas importantes: a receita pública, a despesa pública, o orçamento público e 
o crédito público. A receita pública é a recepção de dinheiro nos cofres públicos e 
a despesa pública é a aplicação de determinada quantia em dinheiro para atingir 
um objetivo estabelecido em lei. O orçamento é o ato de planejar e o crédito públi-
co é a ação de obter recursos públicos junto a terceiros. 
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E FINANCEIRA Capítulo 3 
Vimos também que o modelo orçamentário brasileiro é subdivido pelo Plano 
Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e pela Lei Orçamentária 
Anual (LOA). Além disso a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é de extrema im-
portância quando se trata de orçamento público. A Lei de Responsabilidade Fiscal 
tem como objetivo regulamentar a Constituição Federal, especifi camente no que 
se refere a parte de Tributação e do Orçamento. 
É importante destacar que a LRF, no seu artigo 1º, estabelece que seu ob-
jetivo é defi nir “normas de fi nanças públicas voltadas para a responsabilidade na 
gestão fi scal”. Com base nisso, é fundamental destacar os objetivos da LRF: ação 
planejada e transparente; prevenção de riscos e correção de desvios que afetem 
o equilíbrio das contas públicas; garantia do cumprimento de contas, por meio do 
cumprimento de metas, entre as receitas e despesas.
O governo trabalha com um planejamento de médio prazo, no que se refere 
ao orçamento público (PPA), contudo, antes do governo fazer o orçamento de 
cada ano, ele prepara e encaminha para ser discutida no Congresso a Lei de 
Diretrizes Orçamentarias – LDO. Essa lei é que diz como deverá ser feito o orça-
mento anual e quais são os gastos mais importantes para o período.
Dessa forma, o planejamento é feito com base no PPA, na LDO e na LOA, 
enquanto a transparência do orçamento é garantida pela LRF com mecanismos, 
tais como: participação popular na elaboração e discussão dos planos, disponibili-
dade das contas durante o exercício e emissão de relatórios para consulta.
Aprendemos que governo divide suas receitas e despesas em classifi cações 
e que uma das classifi cações utilizadas pelo governo divide as receitas e despe-
sas entre primárias e fi nanceiras.
Por fi m, compreendemos que as despesas públicas para serem executadas 
precisam estar autorizadas e planejadas, se elas não estiverem, não poderão ser 
realizadas. Além disso, as despesas cumprem algumas etapas (empenho, liquida-
ção e pagamento).
Continue aprimorando seus conhecimentos, sucesso e bons estudos!
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 GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
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