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ATIVIDADE 1 Aluna: Harlanzza de Almeida Malta Pinto Assunto: Normas bifrontes e heterotópicas Em uma análise sintética, as diferenças entre normas bifrontes e heterotópicas residem no fato de estarem interligadas ou não com a essência do diploma em que estão alocadas. Ao dar destaque à etimologia das palavras, depreende-se que as normas heterotópicas são aquelas em que o dispositivo em voga difere da índole do código. Já nas normas em que não se é possível fazer a precisa distinção da natureza e da essência, podendo ser encontradas na redação fundamentos tanto jurídicos quanto materiais, damos a definição de normas bifrontes. A exemplo, podemos elencar o dispositivo que trata da instituição do regime de sucumbência com relação aos honorários advocatícios no âmbito do processo do trabalho, in verbis Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa. Nesse passo, nota-se que a norma citada se encontra em uma amplitude bifronte, conforme percorrem diversos julgados, senão vejamos pelo recente NORMA DE NATUREZA HÍBRIDA/BIFRONTE. DIREITO INTERTEMPORAL. A aplicação do art. 791-A da CLT, regra inserida nesta pela Lei n° 13.467/2017, cuja vigência iniciou em 11-11-2017, e que instituiu o regime de trabalho, não pode ser aplicada às ações ajuizadas antes da sua entrada em vigor, posto tratar-se de norma de natureza híbrida/bifronte. (TRT12 – ROT – 0000167-62.2016.5.12.0045, Rel. NARBAL ANTONIO DE MENDOCA FILETI, 4ª Câmara, Data de Assinatura: 13/03/2020). Basta ver pela jurisprudência supra que a discussão é de suma importância, principalmente por conduzir a interpretação da correta aplicação da norma no tempo, podendo, a depender de seu conteúdo e natureza, executá-la ou deixar de fazê-lo.