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Luiza Eduarda – 7°P 
PALESTRA HAM VII 07/08/2023 
Aula 1 – Identificação de desconforto e insuficiência respiratória 
Continuidade do PALS visto em HAM VI (suporte avançado de vida em pediatria, 
2020) 
Emergência respiratória 
Engloba aquele paciente que desde a sua identificação no ambulatório ou consultório, 
você percebe que não era ambulatorial, apresentava um estado mais grave, já encaminha 
para emergência e explica ao paciente que o que ele tem não é do ambulatório. 
!! Entender a gravidade dos problemas, desde um desconforto respiratório para aquela 
criança que está em uma iminência de uma parada, que se não agir agora, dentre 
1h30min ela para. Antes de tratar, sempre identificar primeiro o problema!! 
Os problemas respiratórios começam sempre de um desconforto respiratório, que pode 
ser mínimo, digamos que uma criança está com esse desconforto mínimo e alterou 
somente a frequência respiratória, apresenta tosse a 3 dias, sentiu febre, a mãe a trouxe 
para fazer uma avaliação, você observou que momento ela estava afebril, mas com uma 
frequência respiratória discretamente aumentada para a faixa etária (taquipneia). 
Necessariamente não é um caso grave, poderia ser classificado como desconforto leve. 
 
O desconforto começa de um quadro leve, pode ser uma alteração na frequência 
respiratória, ou no esforço respiratório. 
Sinal de desconforto (criança que está com uma FR aumentada, batimento de asa nasal, 
tiragem). Pode ser: leve moderado ou intenso. 
Insuficiência respiratória: Oxigenação e/ou ventilação inadequada. (aquela criança 
que já está precisando de auxílio para ventilar, se evoluiu para insuficiência, ela já tem 
um problema que foi oriundo dessas alterações que não foram tratadas, seja da 
frequência ou do esforço não tratado, que evoluiu ao ponto de modificar a oxigenação 
ou a ventilação). Digamos que essa criança estava com a saturação super baixa, fazendo 
oxigênio a 100% e mesmo assim continua saturando 88% (está com insuficiência 
respiratória). 
Temos que tentar ao máximo bloquear essa progressão (desconforto respiratório 
insuficiência respiratória PCR), a criança com insuficiência respiratória está 
sempre com uma iminência de uma parada cardiorrespiratória. 
A Etiologia principal das PCR: hipóxia. 
 
O desconforto respiratório pode ser classificado quanto: 
 Gravidade 
 Tipo 
Luiza Eduarda – 7°P 
 
Gravidade (intensidade) 
o Leve 
o Moderado/ Intenso (muitas vezes não é possível diferenciar) 
o Insuficiência respiratória 
 
Sinais de Desconforto respiratório leve 
➢ Taquipneia leve 
➢ Leve aumento do esforço respiratório (batimento de asa nasal BAN, 1 ou 2 
retrações) 
➢ Sons anormais das vias aéreas (estridor, sibilo, gemido, etc.) nunca é natural 
➢ Pele moteada 
Não tem saturação alterada 
 
 
 
 
 
 
Se a diferença da FR for de 5, o quadro é leve! 
 
Desconforto respiratório moderado/intenso 
➢ Taquipneia acentuada 
➢ Aumento do esforço respiratório (batimento de asa nasal, mais de uma retração, 
subafragmática, intercostal, faz meneios de cabeça, tentando abrir a via aérea, 
faz uso de outras musculaturas acessórias) 
➢ Diminuição do esforço respiratório (criança grave, mas quase não faz esforço 
para respirar) 
➢ Movimento débil do ar distal (auscultar os sons pulmonares e a criança está em 
hipoventilação, não é possível auscultar sons no pulmão distal, o ar não está 
entrando) 
➢ Taquicardia 
➢ Baixa SaO2 (hipoxemia), apesar do alto fluxo de 02 suplementar com máscara 
de venturi 
➢ Cianose 
 
 
Relembrando... FR normal para crianças: 
0-2 meses: 60 movimentos respiratórios por minuto (mrm); 
2-11 meses: 50 mrm; 
1-4 anos: 40 mrm; 
>7 anos: 30 mrm. 
 
Luiza Eduarda – 7°P 
Insuficiência respiratória (precisa de auxílio para respirar) 
➢ FR muito alta ou inadequada (reduzida) ou possível apneia (IR) 
➢ Esforço respiratório significativo, inadequado ou ausente (parada respiratória) 
➢ Fluxo de ar distal ausente 
➢ Taquicardia extrema; bradicardia muitas vezes indica deterioração 
potencialmente fatal 
➢ Hipoxemia (apesar de alto fluxo de 02 suplementar) 
➢ Redução do nível de consciência (irritabilidade e depois rebaixa) 
➢ Cianose 
 
Tipo (onde se localiza o problema) 
Ex:. Criança engasgou com uma uva, teve uma obstrução de via aérea superior, pode ter 
feito uma obstrução parcial ou total. Se for total Grave, está com insuficiência 
respiratória. 
Existem 4 tipos: 
 Obstrução de via aérea superior 
 Obstrução de via aérea inferior 
 Doença do tecido pulmonar 
 Distúrbio do controle da ventilação 
 
1. Obstrução da via aérea superior 
É a obstrução das vias aéreas extratorácicas (nariz, faringe ou laringe). 
Principais sinais clínicos (fase inspiratória): 
• Estridor; 
• Rouquidão; (inflama as cordas vocais) 
• Alteração na voz ou choro; 
• Sialorreia (salivando muito) 
• Roncos 
• Elevação torácica deficiente 
• Taquipneia 
 
2. Obstrução da via aérea inferior 
É a obstrução das vias aéreas intratorácicas (traqueia inferior, brônquios e bronquíolos). 
(Crise asmática, corpo estranho) 
Principais sinais clínicos (fase expiratória): 
• Sibilos; (brônquios ou bronquíolos, o ar tentando passar onde a luz está reduzida) 
• Fase expiratória prolongada 
Luiza Eduarda – 7°P 
• Esforço respiratório aumentado (BAN, tiragem) 
• Taquipneia 
• Tosse 
 
3. Doença do tecido pulmonar 
São as doenças que acometem o parênquima (ou tecido) pulmonar. 
O Pulmão fica encharcado, hígido, não faz uma troca gasosa de forma adequada. 
Principais sinais clínicos (nas duas fases do ciclo respiratório, expiração e inspiração): 
• Crepitos na ausculta; 
• Retrações; 
• Uso da musculatura acessória; 
• Taquipneia; 
• Hipoxemia 
 
4. Distúrbio do controle da ventilação 
Depois da avaliação da criança, você percebe que não é VAS, nem VAI, não é alteração 
no parênquima pulmonar, criança cursa ainda com hipoventilação, saturação baixa, sem 
sibilos, ausculta limpa Suspeita-se de distúrbio do controle da ventilação. 
Cursa com esforço respiratório inadequado. 
Causas: intoxicação, trauma raquimedular alto. 
Principais sinais clínicos: 
• Frequência e padrão respiratório variável e irregular (Intervalos de taqui com 
intervalos de bradi, aumento do esforço respiratório, BAN, faz tiragem) 
• Esforço respiratório variável 
• Respiração superficial com esforço inadequado 
• Apneia central 
(geralmente chega apresentando somente os 2 últimos). 
 
 
 
 
 
 
 
Hipoxemia na pediatria: 
Saturação < 94% em ar 
ambiente. 
Hipercarbia: não consegue 
fazer troca gasosa 
adequada, nem liberar CO2, 
aumenta a PaCO2 
 
Luiza Eduarda – 7°P 
APLICAÇÃO PRÁTICA 
A avaliação geral de uma menina de 2 anos revela que ela está alerta, com dificuldade 
respiratória leve durante a inspiração e palidez cutânea discreta. Na avaliação primária, 
ela emite um estridor leve quando agitada; em outras condições, sua respiração é 
silenciosa. Sua oximetria de pulso é 96% no ar ambiente e ela apresenta retrações 
intercostais inspiratórias leves. A ausculta pulmonar revela leve estridor laríngeo, com 
murmúrio vesicular distal bilateralmente audível. 
Qual o(s) provável(is) problema(s) respiratório dessa criança, segundo a gravidade e o 
tipo? 
Gravidade: Leve 
Tipo: Obstrução de via aérea superior

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