Prévia do material em texto
1 PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO SUPERVISOR ESCOLAR 2 SUMÁRIO 1. NOSSA HISTÓRIA ............................................................................................................................. 3 2. INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 4 3. SUPERVISÃO ESCOLAR: HISTÓRICO E EVOLUÇÃO ........................................................................... 6 2.1 Supervisão Escolar Autocrática ............................................................................................. 10 2.2 Supervisão Escolar Democrática ........................................................................................... 10 4. CONCEPÇÕES SOBRE SUPERVISÃO ESCOLAR ................................................................................ 12 3.1 Atribuições Legais do Supervisor Escolar ............................................................................. 14 5. OBJETO DE TRABALHO DO SUPERVISOR ESCOLAR ....................................................................... 21 4.1. Etapas da Supervisão Escolar ................................................................................................ 22 4.2 A Supervisão e o Corpo Docente ........................................................................................... 23 REFERÊNCIAS ......................................................................................................................................... 26 3 1. NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 4 2. INTRODUÇÃO Ser formador é oferecer a teoria e as condições para aprimorar a prática. É reunir opiniões e concepções da equipe em torno de um projeto pedagógico. É fazer com que os professores consigam ver além dos hábitos e conceitos adquiridos com a experiência e a formação inicial, por meio da sistematização do que ocorre em sala de aula (HEIDRICH, 2009). Embora o contexto educacional tenha passado por várias transformações no decorrer dos anos, nos dias atuais a Escola ainda presencia certos paradigmas e/ou concepções tradicionais bem explícitas que acabam interferindo no processo pedagógico. Um desses dilemas diz a respeito à concepção de supervisão, e consequentemente ao relacionamento entre o supervisor e o professor. Pode-se dizer que o SUPERVISOR ESCOLAR é concebido como um “fiscal”, um “investigador”, ou até mesmo um “juiz”; que determina o que pode e/ou que deve ser feito. Diante de tal situação, o professor se sente desamparado, desprovido de auxílio, de trocas de experiências e/ou vivências. Assim, a presença do supervisor acaba se tornando um incômodo. Diante deste quadro, questionamos qual é o papel do supervisor escolar para garantir um trabalho eficiente e conjunto com os professores. Partindo desta premissa é que surgiu a necessidade de discutirmos e refletirmos sobre essas questões. Inicialmente, buscamos compreender e refletir sobre a evolução do conceito de supervisão de ensino, como também, identificamos quais funções compete a este profissional no processo de ensino. Buscamos conhecer alguns aspectos que podem interferir na relação supervisor e professor, apontando possíveis caminhos para a solução dos problemas oriundos desta relação. Em suma, como lembra Lavelberg (2009), a supervisão escolar tem dever de auxiliar a escola para promover socialização, (re) construindo as ações pedagógicas 5 e educacionais, propiciando a articulação de valores que resultem em atitudes éticas no âmbito do convívio escolar e social. E sem a mera intenção de mencionar o que é certo ou errado, o que deve ser feito ou não, pretende-se com este estudo, refletir sobre algumas ações e posições do ser supervisor e professor no lócus de ensino. 6 3. SUPERVISÃO ESCOLAR: HISTÓRICO E EVOLUÇÃO Repensar a ação supervisora nas instituições escolares requer uma breve análise na linha do tempo, percorrendo fatos e conceitos da história da supervisão educacional, para entendê-la em suas origens e em seus avanços. No contexto brasileiro, a supervisão é uma profissão relativamente recente. O pressuposto do que vem a ser supervisão originou-se na indústria, relacionada com a produção. Antes de ser contemplada na educação, a supervisão era empregada na indústria como uma forma de melhoria da qualidade e da quantidade. Pode-se dizer que foi a partir de 1900 que a supervisão se integra à educação, com a intenção de melhorar o desempenho da escola mediante a ação educativa, a fim de buscar atender as necessidades do educando. Posteriormente, ao ano de 1920, a supervisão dirigiu-se para a eficiência do professor, buscando orientá-lo para mudanças didáticas às quais permitissem um maior rendimento escolar. Por volta da década de 30, a supervisão sofreu influências de grandes estudiosos sociais e passou a priorizar mais a cooperação e a coordenação dos professores em suas ações pedagógicas. Em meados dos anos 70, com a Reforma Francisco Campos, foi decretada a Lei 19.890 de 18/4/1931, a qual veio diferenciar a orientação escolar da mera concepção de fiscalização. Com base nos dizeres de Nérici (1978), no intervalo do ano de 1940 a 1960 a supervisão teve preocupação em sensibilizar o professor para a pesquisa, na qual visava que o educador tinha que tomar consciência de suas dificuldades e, posteriormente, ir em busca de orientação necessária para que pudesse melhorar sua atuação e a superação das dificuldades. No ano de 1942, pelo Decreto-Lei 4.244 de 9/4/1942 foi promulgada a Lei Orgânica do Ensino Secundário, na qual concebia no artigo 75, parágrafo 1º que dizia 7 que “a inspeção far-se-á, não somente sob o ponto de vista administrativo, mas ainda com o caráter de orientação pedagógica, aplicando-se, dessa forma, às atividades da inspeção” (LIMA, 2008, p.70). Em 1953, por meio do Decreto-Lei 34.638 de 14/11/1953, foi elaborada a Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário (Cades), a qual tinha como principal objetivo “melhorar a qualidade do ensino por meio do treinamento de recursos humanos, oferecendo aos inspetores da época subsídios para a formação e a fundamentação de seu trabalho nas escolas, enfatizando, sempre, o caráter pedagógico” (LIMA, 2008, p.70-71). E ainda na década de 50, por meio de “uma política de alianças” entre Brasil e Estados Unidos, a inspeção surgiu no campo educacional brasileiro de maneira diferenciada, ou melhor, de maneira mais contemporânea. Assim, houve a garantia e a efetivação de uma política desenvolvimentista que trazia a ideia de uma educação voltada para a transformação social. Foi a partir deentão que a supervisão escolar foi classificada e nominada legalmente, através de um protótipo americano, em que prevaleciam os métodos e técnicas de ensino. Assim, a supervisão escolar teve início aqui nas terras brasileiras, por meio de cursos promovidos pelo Programa Americano-Brasileiro de Assistência ao Ensino Elementar (PABAEE), o qual foi o primeiro a formar supervisores escolares para atuarem no ensino elementar (primário) brasileiro. A finalidade era modernizar e melhorar a qualidade do ensino e a formação dos professores. De acordo com Medina, uma das idéias contidas nos objetivos do PABAEE era: Introduzir e demonstrar aos educadores brasileiros os métodos e técnicas utilizados na educação primária, promovendo a análise, aplicação e adaptação dos mesmos, a fim de atender às necessidades comunitárias em relação à educação, por meio do estímulo à iniciativa do professor, no sentido de contínuo crescimento e aperfeiçoamento. Criar, demonstrar e adaptar material didático e equipamento, com base na análise de recursos disponíveis no Brasil e em outros países, no campo da educação primária (MEDINA, 2002 apud PABAEE, 1964, p.4-5). O PABAEE foi um programa apontado como a grande novidade educacional brasileira, tendo repercussão desde o ano de 1957 à 1963, atribuído a um “caráter inovador na área pedagógica e preocupando-se, principalmente, com os meios que possibilitariam o reformismo educacional” (LIMA, 2008 apud MORAES, 1982, p. 24). 8 No ano de 1961, com a criação da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) - Lei 4.024 de 20/12/1961 nota-se que as transformações ocorridas no campo da supervisão foram retomadas para o “Ensino Primário”. Em seu artigo 52 (LDB, 1961 apud LIMA, 2008, p. 71) diz que “o ensino normal tem por fim a formação de professores, orientadores, supervisores e administradores escolares destinados ao ensino primário e o desenvolvimento dos conhecimentos técnicos relacionados à educação da infância”. A partir de então, ficou determinado que os governos, tantos estadual quanto municipal, tinham que assumir e administrar os encargos de organização e execução de todo o sistema educacional. Ao Governo Federal cabia o propósito de definir as metas a serem alcançadas em todo o país e uma ação supletiva às deficiências regionais, por meio de auxílio financeiro e de assistência técnica. Mediante a esse princípio de descentralização administrativa em nível de execução, também foi descentralizado pela LDB a inspeção, delegando aos Estados a incumbência de organizar esses serviços, referente ao ensino primário e médio. Tendo em vista que o PABAEE teve grande influência no sistema educacional brasileiro no início dos anos 60, o Brasil sofre grandes transformações, as quais acarretaram mudanças significativas no campo educacional. A partir da política do governo pós-64, a educação tornou-se o principal assunto de interesse econômico e de segurança nacional. Nos diversos sistemas educacionais das unidades federativas, a supervisão escolar passou a exercer a função de controlar a qualidade do ensino, e também, a de criar condições necessárias para que se promovessem a melhoria da qualidade do ensino. No entanto, exigia-se do supervisor uma formação em nível superior. Segundo Saviani: (...) como as demais habilitações educacionais criadas e oficialmente institucionalizadas na educação brasileira, a partir da regulamentação da lei 5540/68, a supervisão escolar passa a ter sua formação em cursos de graduação, sendo processada a partir da linha em que se davam os cursos promovidos pelo Pabaee e Pamp. Isto é, fundamentada nos pressupostos da pedagogia tecnicista – que se apóia na neutralidade científica e se inspira nos princípios da racionalidade, eficácia e produtividade do sistema. (LIMA, 2008 apud SAVIANI, 1988, p. 15). Contudo, a presença dos especialistas em supervisão no interior do sistema educacional, demonstra o reforço à divisão do trabalho na escola. Pode-se dizer que 9 desde o ano de 1960 até os dias atuais, a supervisão tem sido incorporada pela eficiência, cooperação e pesquisa, com vistas ao desenvolvimento profissional do educador. A supervisão escolar requer meios que transformem o professor em um profissional cada vez mais consciente, eficiente e (co) responsável no processo educativo. Desde então, a supervisão educacional passou por três fases distintas, apresentadas a seguir. Fase Fiscalizadora Conforme diz Nérici (1978), este período da supervisão é considerado a primeira fase em que há confusões com a inspeção escolar. A fase fiscalizadora é demarcada pela característica do supervisor direcionar o seu trabalho mais para a função técnica e administrativa. Tal ação era voltada para o cumprimento das leis de ensino, das condições do prédio, das situações legais dos docentes, do cumprimento das datas e prazos de atos escolares (provas, transferências, matrículas, férias, documentação dos educandos, dentre outros). Pode-se dizer que esta etapa da supervisão prioriza o seguimento de padrões rígidos e inflexíveis e esses segmentos eram os mesmos adotados por todo o país. Não havia respeito com as diferenças e individualidades de cada região, de cada instituição e de cada aluno. Fase Construtiva Esta modalidade da supervisão é conhecida por fase construtiva e/ou supervisão orientadora. A atuação do supervisor nesta fase sofre uma mudança significativa mediante a fase anterior. A supervisão orientadora é caracterizada por passar a ter reconhecimento de que é necessária uma melhoria na atuação dos professores. A partir de então, os especialistas em supervisão começaram a promover cursos de aperfeiçoamento e atualização dos professores. Portanto, através destes cursos, como menciona Nérici (1978), era possível identificar os “erros” praticados na atuação do professor em sala de aula e, posteriormente, realizar trabalhos acerca dos próprios “erros” para tentar saná-los, buscando novos conceitos e metodologias. Fase Criativa Para Nérici (1978), a fase criativa é quando a supervisão passa a ser diferenciada e separada da inspeção escolar. A partir desta fase, a supervisão escolar passa a ter como principal finalidade o aprimoramento de todo o processo ensino- - aprendizagem. Deve-se ressaltar que o papel do supervisor nessa fase é o de permitir que todos os envolvidos no âmbito educacional (professores, pais, alunos, 10 funcionários em geral), participem ativamente de todas as decisões, no sentido de um trabalho cooperativo e democrático. 2.1 Supervisão Escolar Autocrática A supervisão autocrática é aquela que prioriza a ação autoritária do supervisor, que determina todas as ordens, sugestões e direções para a melhoria do processo de ensino. Segundo Nérici (1978), esta forma de supervisão emite ordens e controla o seu comprimento, funcionando como sendo capaz de encontrar soluções para todas as dificuldades, qual “repositório da sabedoria didático- -pedagógica”. Esta forma de supervisão procura impor–se pela autoridade e pela intimidação, ao invés de captar a confiança e desenvolver a cooperação entre ele e o professor, não utilizando da possível cooperação entre as partes, sacrificando o seu espírito criador, dentre outras. 2.2 Supervisão Escolar Democrática É notório o fato de a supervisão escolar democrática ser aquela em que a atuação do supervisor é baseada na liberdade de expressão, respeito, compreensão e criatividade. O trabalho desenvolvido não é feito de forma impositiva, e sim, democrática, onde tomada de decisões envolve todos os responsáveis pelo processo educativo. Novamente Nérici (1978), nos fala que o supervisor democrático se caracteriza pela habilidade de respeitar a individualidade dos seus companheiros de trabalho, estimular a iniciativa e criatividade dos professores, e, aplicar possíveis normasde relações humanas, estimulando o espírito de grupo entre os protagonistas do processo ensino-aprendizagem. 11 Figura 1: Supervisão Escolar Fonte: https://www.google.com/. SAIBA MAIS: 12 4. CONCEPÇÕES SOBRE SUPERVISÃO ESCOLAR Ao se estabelecer um conceito supervisão, é importante esclarecer o sentido etimológico do termo. A palavra Supervisão é formada pelos vocábulos super (sobre) e visão (ação de ver). Indica a atitude de ver com mais clareza uma ação qualquer. Como significação estrita do termo, pode-se dizer que significa olhar de cima, dando uma “idéia de visão global”. Afirma Ferreira (1999): Supervisor é aquele que: “assegura a manutenção de estrutura ou regime de atividades na realização de uma programação/projeto. É uma influência consciente sobre determinado contexto, com a finalidade de ordenar, manter e desenvolver uma programação planejada e projetada coletivamente”. O supervisor escolar faz parte do corpo de professores e tem a especificidade do seu trabalho caracterizado pela coordenação – organização em comum – das atividades didáticas e curriculares e a promoção e o estímulo de oportunidades coletivas de estudo. Conforme Alarcão (1996), no contexto brasileiro, a supervisão apresenta-se como uma prática relativamente recente. Remonta aos anos 70 e surgiu no cenário sócio-político-econômico, historicamente, como a função de controle. Esta opinião pode ser vista nas palavras de Rangel et alli (2001:12) relatam que: A supervisão passa de escolar, como é frequentemente designada, a pedagógica e caracteriza-se por um trabalho de assistência ao professor, em forma de planejamento, acompanhamento, coordenação, controle, avaliação e atualização do desenvolvimento de processo ensino-aprendizagem. A sua função continua a ser política, mas é uma função sociopolítica crítica (...). Nesta perspectiva, na atualidade pode-se inferir que o papel do supervisor está atrelado à gestão da escola como um todo. Uma vez que ele busca junto com o professor minimizar as eventuais dificuldades do contexto escolar em relação ao ensino-aprendizagem. Ao falar em supervisão, é preciso situá-la quanto ao nível e ao âmbito de ação. A supervisão da qual se fala neste contexto é a que se realiza na escola, integrada à equipe docente, com âmbito de ação didática e curricular. É preciso, entretanto, 13 reconhecer outros níveis centrais e intermediários da função supervisora, à qual incumbem ações de naturezas pedagógicas, administrativas e de inspeção. Todavia, são históricos, também os conceitos sobre a função do Supervisor, se configuraram a partir de práticas e paradigmas implícitos em discursos que legitimaram a ideologia, em quase todos os casos, dominante. Como o período da ditadura não é um fato histórico tão distante, muitos ainda não se desvencilharam totalmente de seus efeitos, o que é compreensível quando encontramos entendimentos acerca da Supervisão que remontam ao espírito ditatorial com manifestos numa linguagem e práticas em consonância com termos como fiscalização e inspeção. A estruturação do Serviço de Supervisão se deu sobre esta ótica, o que hoje levam muitos a confundir aspectos técnicos com administrativos, até porque o contexto que gerou a Supervisão Escolar é decorrente de uma política perpetuadora da estratificação social. “É neste contexto, que emerge a Supervisão Escolar como um meio de controlar o que foi planejado ao nível central” (Silva, 1987:72). De acordo com Silva Júnior e Rangel (1997), em seu início a Supervisão Escolar foi praticada no Brasil em condições que produziam o ofuscamento e não a elaboração da vontade do supervisor. E esse era, exatamente, o objetivo pretendido com a supervisão que se introduzia. Para uma sociedade controlada, uma educação controlada; um supervisor controlador e também controlado. Lima (in Rangel 2001), acredita que, com a implantação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (MEC, 1997), a supervisão educacional foi considerada uma grande aliada do professor na implementação, associada à avaliação crítica, desses parâmetros. Contudo, para que se possa alcançar esse objetivo, é necessário que a supervisão seja vista de uma perspectiva baseada na participação, na cooperação, na integração e na flexibilidade. Nesse sentido, reconhece-se a necessidade de que o supervisor e o professor sejam parceiros, com posições e interlocuções definidas e garantidas na escola. A questão conceitual é extremamente importante, uma vez que ela determina uma prática, num determinado contexto, em determinada época. Esta ação pode ser restrita ou abrangente, burocrática ou pedagógica, política ou subserviente, alienada ou comprometida. Permite optar por uma ação fundamentada, que, aliás, deve ser a característica de um Supervisor Escolar. 14 A natureza conceitual subsidiará a ação, consciente ou inconscientemente. E ação consciente é privilégio dos comprometidos, dos que realmente têm maturidade para optar, para planejar e executar. Assim, a seguir busca-se evidenciar, na prática, o papel da supervisão educacional junto aos professores de uma escola Estadual do Município de São Bernardo do Campo - São Paulo. 3.1 Atribuições Legais do Supervisor Escolar PLC 132/2005 Art. 4º São atribuições do Supervisor Educacional: I – Coordenar o processo de construção coletiva e execução da Proposta Pedagógica, dos Planos de Estudo e dos Regimentos Escolares; II – Investigar, diagnosticar, planejar, implementar e avaliar o currículo em integração com outros profissionais da Educação e integrantes da Comunidade III - Supervisionar o cumprimento dos dias letivos e horas/aula estabelecidos legalmente; V - Velar o cumprimento do plano de trabalho dos docentes nos estabelecimentos de ensino; V – Assegurar processo de avaliação da aprendizagem escolar e a recuperação dos alunos com menor rendimento, em colaboração com todos os segmentos da Comunidade Escolar, objetivando a definição de prioridades e a melhoria da qualidade de ensino; VI – Promover atividades de estudo e pesquisa na área educacional, estimulando o espírito de investigação e a criatividade dos profissionais da educação; VII – Emitir parecer concernente à Supervisão Educacional; VIII – Acompanhar estágios no campo de Supervisão Educacional; IX – Planejar e coordenar atividades de atualização no campo educacional; X – Propiciar condições para a formação permanente dos educadores em serviço; XI – Promover ações que objetivem a articulação dos educadores com as famílias e a comunidade, criando processos de integração com a escola; XII –Assessorar os sistemas educacionais e instituições públicas e privadas nos aspectos concernentes à ação pedagógica. Lei n°. 7132, de 13 de janeiro de 1978, verbis: 15 SÍNTESE DOS DEVERES: Assessorar os sujeitos hierárquicos em assuntos da área da supervisão escolar; Participar do planejamento global da escola; Coordenar o planejamento do ensino e o planejamento do currículo; Orientar a utilização de mecanismos e instrumentos tecnológicos em função do estágio de desenvolvimento do aluno, dos graus de ensino e das exigências do Sistema Estadual de Ensino do qual atua; Avaliar o grau de produtividade atingido à nível de Escola e à nível de atividades pedagógicas; Assessorar aos outros serviços técnicos da escola, visando manter coesões na forma de se permitir os objetos propostos pelo sistema Escolar; Manter-se constantemente atualizado com vistas a garantir padrões mais elevados de eficiência e de eficácia no desenvolvimento do processo, de melhoria curricular em função das atividades que desempenha. EXEMPLOS DE ATRIBUIÇÕES: Traçar as diretrizes e metas prioritárias e serem ativadas no Processo de Ensino, considerando a realidade educacional de sistema, face aosrecursos disponíveis e de acordo com as metas que direcionam a ação educacional; Participar do planejamento global da escola, identificando e aplicando os princípios de supervisão na Unidade Escolar, tendo em vista garantir o direcionamento do Sistema Escolar; Coordenar o planejamento de ensino, buscando formas de assegurar a participação atuante e coesiva da ação docente na consecução dos objetivos propostos pela Escola; Realizar e coordenar pesquisas, visando dar um cunho cientifico à ação educativa promovida pela Instituição; Planejar as atividades do serviço de Coordenação Pedagógica, em função das necessidades a suprir e das possibilidades a explorar, tanto dos docentes e alunos, como da comunidade; Propor sistemáticas do fazer pedagógico condizente com as condições do ambiente e em consonância com as diretrizes curriculare Coordenar e dinamizar mecanismos que visam instrumentalização aos professores quanto ao seu fazer docente”. 16 A partir da promulgação da atual LDB, o Supervisor Escolar recebeu o grande compromisso de coordenar a elaboração e acompanhar a execução da proposta pedagógica, com a participação da comunidade escolar. É imprescindível que as atribuições do supervisor sejam planejadas em parceria com o Orientador Educacional, principalmente no aspecto de articulação com a comunidade escolar. Figura 2: LDB/PPP Fonte: https://www.google.com/ 17 3.2 Papéis e Funções do Supervisor Educacional Em relação a todos os profissionais das instituições de ensino o supervisor é quem estabelece o posicionamento de fazer, agir, movimentar e envolver-se interagindo na comunidade dos relacionamentos na escola, em sala de aula nas quais os alunos estão inseridos. Para Medina (1997), o trabalho do supervisor, centrado na ação do professor não pode ser confundido como assessoria ou consultoria, por ser um trabalho que requer envolvimento e comprometimento. Segundo a autora o supervisor escolar tem como objeto de trabalho a produção do professor – o aprender do aluno – e preocupa-se de modo especial com a qualidade dessa produção. Portanto, o objeto de trabalho do supervisor é a aprendizagem do aluno através do professor, onde ambos trabalham como numa equipe um dependendo do outro. Considera-se o papel fundamental do supervisor: ser o grande harmonizador do ambiente da escola. Para Alves (1994), o supervisor deve ser o profissional encarregado do controle de qualquer ação, o supervisor escolar deve ser o encarregado de promover a interação entre teoria e prática, entre pensamento e ação. Segundo a autora o supervisor escolar é um profissional que faz o elo entre os diferentes setores da escola que cuidam diretamente com o ensino e a aprendizagem, e com as relações com os pais dos alunos. O supervisor escolar tem como objeto de trabalho não só os professores e alunos, mas sim os pais de alunos também. Quanto a Rangel (2001), o supervisor escolar faz parte do corpo de professores e tem sua especificidade do seu trabalho, caracterizado pela coordenação das 18 atividades didáticas e curriculares e a promoção e o estímulo de oportunidades coletivas de estudo. Segundo Pires (1990) o supervisor escolar tem diferentes qualidades. Suas principais qualidades dentro é efetivamente deve ser capaz de promover a interação entre os grupos que atuam na escola, zelar pela qualidade do ensino, colaborar diretamente com os professores, com os alunos e suas famílias, e acima de tudo, se transforma-los em instrumentos capazes de facilitar mudanças. O papel do supervisor passa, então, a ser redefinido com base em seu objeto de trabalho, e o resultado da relação que ocorre entre o professor que ensina e o aluno que aprende passa a construir o núcleo do trabalho do supervisor na escola. (MEDINA 1997, p 22). Podemos perceber que o papel do supervisor escolar é fazer uma ligação entre professor, pais e alunos. O supervisor escolar deve ser claro e preciso em seus conceitos para atingir o objetivo de seu trabalho. Para que o supervisor escolar consiga atingir seus objetivos ele deve traçar o perfil da escola dentro do projeto político pedagógico sempre orientando, ajudando os professores, alunos e pais. Estes sim devem fazem com que o trabalho escolar seja um modelo de busca e aprendizado em seu dia a dia. O supervisor escolar nunca deve esquecer que sempre deve haver uma comunicação dialógica entre ele e os demais membros da comunidade escolar, pois o diálogo é fundamental. Aprofundando-se bem claramente no Projeto Político Pedagógico de uma Escola (PPP), percebe-se que as funções do supervisor dentro do contexto escolar devem estar voltadas para o planejamento, a organização, e a programação de atividades curriculares capazes de delinear mudanças. A valorização do processo e dos meios eficazes para objetivar as metas da escola e principalmente em termos de aprendizagem e mudanças dos alunos em termos de valores, morais e éticos (MINAS GERAIS, 2000). Dentro do mesmo dimensionamento, segundo a secretaria estadual de educação de Minas Gerais (SEE/MG), a presença do supervisor escolar na dinâmica que gerencia todas as ações da escola, o processo didático e do conhecimento que se ensina, aprende e (re) constrói, é importantíssimo; uma vez que pode incentivar e promover o ensino e a aprendizagem. A ação supervisora, desenvolvida nas escolas, deve ser essencialmente a de acompanhar a atualização pedagógica e normativa, com especial atenção, em ambos 19 os casos, aos fundamentos determinados na LDB 9.394/96; propiciar oportunidades de estudo e interlocução aos professores, em atividades coletivas, que reúnam professores que desenvolvem um mesmo conteúdo nas diversas séries e níveis escolares; propiciar oportunidades de estudo e decisões coletivas sobre o material didático. (RANGEL, 2001, p. 40). Para Rangel (2001) no que se refere à descrição de métodos e técnicas de ensino, a ação supervisora pode incentivar o estudo de princípios metodológicos, enfatizando, nas sessões de estudo, elementos pontuais para a escolha do método, atitudes de estudo (ler, debater, avaliar, reelaborar conceitos e práticas). Como afirma Lima (2006), dificilmente a supervisão escolar será totalmente aceita por todos os profissionais da escola, principalmente no que se refere às mudanças, pois muitos profissionais são resistentes às mudanças, no entanto existem possibilidades para eliminar e/ou diluir estas barreiras. Percebe-se que a supervisão pedagógica tem o sentido de promover e preparar para a mudança, algumas medidas que serão sempre necessárias. Como afirma Pires (1990), o supervisor pedagógico pode amenizar e/ou canalizar os possíveis conflitos para que o processo de mudanças ocorra naturalmente. Para o autor, precisa-se de um tempo necessário ao processamento dessas mudanças e as dificuldades para seu alcance tendem a ser tanto maiores quanto mais complexas forem às modificações pretendidas. As mudanças ligadas aos conhecimentos são as mais fáceis; supõem a apreensão de novas informações ou o enriquecimento de informações anteriores acumuladas. Os objetivos da escola sejam administrativos, didáticos pedagógicos e até os relacionamentos interpessoais na escola e mesmo entre as famílias dos alunos, serão facilitados à medida que o supervisor pedagógico desempenhe suas tarefas objetivamente; quando ele facilita aos professores a aquisição de informações relativas a conteúdos e metodologias, quando ele permanece como centro irradiador de todas as ações desenvolvidas na escola (RANGEL, 2001). Frente os resultados encontrados na escola o supervisor apresenta-se como um líder, pois ele coloca resultados, dinamiza encontro e orienta conceitos e práticas na escola. O supervisor reúne conhecimento para buscar soluções para as questões escolares fazendo do espaço escolarintercâmbio de experiências buscando sempre uma alternativa para um novo caminhar. 20 Figura 3: Papel do Supervisor e sua importância Fonte: https://www.google.com. 21 5. OBJETO DE TRABALHO DO SUPERVISOR ESCOLAR Pode-se afirmar que há diversas e distintas concepções e paradigmas a respeito do ato da supervisão escolar, os quais instigam um estudo aprofundado. Mediante as “verdades absolutas” pertinentes à prática da supervisão, acentua-se a necessidade de compreender, mais amplamente o especialista em supervisão escolar. A supervisão escolar é entendida como um processo dinâmico, contínuo e sistemático. O supervisor é um dos principais líderes do processo educativo, ou seja, é um dos grandes responsáveis pela melhoria do processo ensino-aprendizagem. Pode-se afirmar que o supervisor é concebido como um profissional que tem a função de “orientar e de dar assistência” aos educadores mediante todos os aspectos, sejam educacionais, pedagógicos, como também sociais. O papel primordial do supervisor escolar é o de ser o mediador e colaborador das atividades educativas desenvolvidas pelo professor. O supervisor é aquele que orienta, aprende e ensina, tornando-se um parceiro no processo educativo. Como destaca Nérici, “A supervisão escolar visa à melhoria do processo ensino- aprendizagem, para o que tem de levar em conta toda a estrutura teórica, material e humana da escola” (1978, p. 26). Observa-se muitas vezes, que este profissional exerce apenas a função de cuidar da escola, seja no aspecto organizacional, administrativo ou gerencial, mas, além destas citadas anteriormente, a ação do supervisor não se limita à tarefa de ser um “gerente”, mas também requer uma liderança pedagógica. Assim, é imprescindível que o supervisor saiba articular o administrativo com o pedagógico. Para que esta função seja efetiva, o especialista da área da supervisão deve ter pleno conhecimento da didática, para poder dar apoio aos professores. Segundo Vieira [2000], o supervisor pedagógico deve acompanhar a prática dos docentes de maneira que os ajudem a se tornarem os supervisores da sua própria prática, ambos em constante interação, diálogo e troca de experiências, para que possam assim, contribuir para um processo de ensino e aprendizagem significativo e contextualizado. Tendo em vista que a supervisão requer o domínio da liderança para que possa conscientizar os envolvidos no âmbito educacional a desenvolverem uma educação de qualidade, esta função requer o pleno exercício de uma liderança educacional 22 ativa, ética e em constante comunicação com todos os envolvidos. Vale lembrar mais uma vez, que o ato de liderar não é mandar e somente chefiar, mas exercer as funções de liderança com as “habilidades” necessárias na busca de harmonizar o trabalho de forma cooperativa e harmoniosa. A ação do supervisor deve propiciar que os objetivos da educação sejam alcançados e para isso, o supervisor deve criar as condições para esta efetivação, buscando sempre se aprimorar no embasamento teórico e prático, de forma diferenciada e inovadora. 4.1. Etapas da Supervisão Escolar De acordo com Nérici (1978), a atuação do supervisor escolar se desenvolve por meio de três etapas: planejamento, acompanhamento e controle. O planejamento é o ato de elaborar um “roteiro” de tudo que será realizado no período letivo, seja semestral ou anual. É necessário dizer que planejar significa analisar uma dada realidade, refletir sobre as condições existentes, e prever as formas alternativas de ação para superar as dificuldades buscando alcançar os objetivos propostos. Este planejamento deve ser composto por um conteúdo objetivo e flexível, para que possa ser ajustado com as necessidades que surgirem no cotidiano escolar. Alguns aspectos relevantes deste planejamento, como lembram Nérici (1978), são: Determinar ou reformular o currículo; Organizar o calendário escolar, prever diversos tipos de reuniões; Prever cooperação na elaboração dos planos de ensino e das normas de verificação e avaliação da aprendizagem; Refletir sobre a vida disciplinar da escola, levantamento da realidade dos alunos e do meio; Selecionar métodos e técnicas de supervisão contextualizadas, dentre outras. Já a etapa de acompanhamento o supervisor deve analisar diariamente se todos os planejamentos estão sendo executados com eficiência. Esta etapa propicia que o especialista observe a atuação e o desempenho dos educadores, para posteriormente, orientá-los e coordená-los. A atividade profissional executada pelo acompanhamento deve ser realizada durante todo o período letivo. Tal ação permite que o supervisor faça replanejamentos, quando for preciso. Já a etapa de controle, é aquela fase da atividade da supervisão, em que se efetua uma 23 análise acerca dos resultados obtidos. O intuito desta fase é prevenir desvios, retificações e alterações buscando atender às necessidades da escola, do professor, do aluno e da comunidade. Esta etapa tem como característica avaliar o rendimento escolar, observar a mudança de comportamento dos educandos, tratar e analisar os dados obtidos e recomendar meios para sanar as deficiências levantadas em todo o processo. 4.2 A Supervisão e o Corpo Docente Partindo do princípio de que não é recente a visão do supervisor pedagógico que assume o papel de fiscalizar, de “bisbilhotar” o trabalho do corpo docente, para posteriormente delegar o que deve ser feito ou não, nos dias atuais esta imagem mudou. Segundo Melo (2005), atualmente espera-se que este profissional tenha a capacidade e habilidade de coordenar todas as ações educativas oriundas na mesma instituição de ensino. O profissional coordenador pedagógico, em alguns lugares supervisor, constantemente se depara com diversos e distintos desafios no cotidiano escolar. Pode-se dizer que o papel do supervisor vai além da sua função, este realiza serviços de ouvidoria dos alunos, professores e pais, serviços administrativos e/ou executivos, dentre outros. Diante das diversas ações emergentes da vida escolar, a relação entre o supervisor e o professor acaba sendo debilitada, fazendo com que o tempo para ambos repensar e analisar as práticas pedagógicas acabe sendo insuficiente para alcançar a qualidade de aprendizagem desejada. A insuficiência de um período ideal para o diálogo, acarreta possíveis problemas nas relações pedagógicas entre os envolvidos. Sobre isso, Melo diz que “(...) faz parte do convívio com os professores o sentimento de desconfiança, competição, disputa de influência e até de poder” (2005, p. 28). As limitações de aproximação entre o supervisor e o corpo docente acarretam certas tensões, frustrações, desconfianças, as quais prejudicam a comunicação entre os mesmos. Desta forma, a presença do supervisor acaba se tornando um incômodo e o professor passa a não ter confiança e liberdade para dividir com ele suas preocupações, anseios, dificuldades e/ou progressos. Portanto, para que se possam 24 inibir possíveis situações tidas como “problemas” relacionais entre professores e supervisores, é inevitável que se criem condições necessárias às boas relações profissionais e também, interpessoais. Para que as ações necessárias à qualidade significativa no âmbito de trabalho, é imprescindível que tanto o supervisor, quanto o corpo docente trabalhem em equipe. Mais uma vez, Nérici nos fala que “As relações humanas fundamentalmente, devem perseguir a valorização da criatura humana e o respeito a ela” (1978, p. 64). Em tempos modernos, o papel do supervisor escolar é o de propiciar que as relações sociais entre ele e o docente, sejam fundamentais para a evolução e melhoria do processo ensino-aprendizagem dos alunos. Em suma, a supervisão escolar é umaprofissão que requer constantemente o contato com as pessoas. Nesse sentido, é fundamental as boas relações entre todos os envolvidos no processo. O trabalho em equipe é essencial para alcançar os objetivos e metas previstas, embora muitos ainda não valorizem o trabalho coletivo. Dessa forma, é necessário que o supervisor proponha estratégias, objetivos definidos, uma comunicação eficaz, feedbacks constantes e liderança compartilhada, para um relacionamento de respeito e democrático no ambiente escolar, criando assim, boas condições de trabalho e um bom clima relacional. É válido ressaltar que “embora a tarefa de conseguir essas condições para o trabalho não seja evidentemente, só da coordenação, é também dela, devendo, portanto, se comprometer com sua concretização, articulando-se com os demais seguimentos” (VASCONCELLOS, 2002 apud MELO, 2005, p.90). No entanto, o supervisor pedagógico deve ter plena consciência de que os professores precisam de apoio e orientação amigável e compreensiva, buscando conhecer e apoiar nas necessidades do dia-a-dia na escola. Tal fato implica observar a prática e interferir criticamente, possibilitando ao professor tornar-se co-responsável dos seus atos. É indispensável que o supervisor auxilie os educadores no desenvolvimento das suas próprias potencialidades, pois o alicerce para se construir boas relações humanas, é acreditar nos “valores” das pessoas, como também, no seu próprio valor. Uma virtude a ser desenvolvida e praticada sempre no trabalho de supervisão, é a autoconfiança, fundamental para o equilíbrio pessoal e que transmite tranquilidade e segurança a todos da equipe. Enfim, o supervisor deve incentivar e oportunizar, que todos os envolvidos no processo educativo expressem autoconfiança 25 e segurança no que fazem, levando ao reconhecimento do seu valor pessoal e profissional. 26 REFERÊNCIAS NÉRICI, I. G. Introdução à Supervisão Escolar. 4 ed. São Paulo: Atlas, 1978. POLATO, A.; NADAL, P. Como atua o trio gestor. Rev. Nova Escola, [S.l.], 3. ed. 2009. Disponível em: . Acesso em: 2020. RANGEL, M. Nove olhares sobre a Supervisão. 14 ed. Campinas, SP: Papirus, 2008. RANGEL, M; LIMA, E.C.; FERREIRA, N.S.C. Supervisão pedagógica: princípios e práticas. 8 ed. Campinas: Papirus, 2008. VIEIRA, Flávia. Para uma visão transformadora da supervisão pedagógica. Disponível em: http://wwwscielo.com.br. Acesso em: 2020. ALMEIDA, F. J. Conheça a trindade pedagógica: diretor, coordenador pedagógico e supervisor de ensino. Rev. Nova Escola, São Paulo, edição 229, 2010. AUGUSTO, S. Desafios do coordenador. HEIDRICH, G. Os caminhos para a formação de professores. Rev. Nova Escola, [S.l.], 2. ed., 2009. Disponível em: . Acesso em: 2020. LAVELBERG, C. Currículo oculto. Rev. Nova Escola, [S.l.], 2009. Disponível em: . Acesso em:2020. LAVELBERG, C. Como deve atuar o orientador educacional. Rev. Nova Escola, [S.l.], 3. ed. 2009. MEDINA, A. S. Supervisão Escolar: da ação exercida à ação repensada. Porto Alegre: Age, 2002, 163 p. MELO, F. Desenvolvendo competências para a gestão escolar: os implícitos nas relações diretor/ supervisor/ professor. Revista: Evidência – pesquisa e saberes em educação, Araxá, 2005. p. 95-108.