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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP
CURSO DE PSICOLOGIA
FICHAMENTO DO LIVRO
Raízes da psicologia – Izabel Ribeiro Freire 
FICHAMENTO DO LIVRO 
Raízes da psicologia – Izabel Ribeiro Freire.
 Fichamento do livro Raízes da psicologia
 Izabel Ribeiro Freire 7º Edição. Petrópolis,
 2002. Apresentado no curso de psicologia 
 Da Universidade Paulista.
 
 
BAURU SP
2020
 
SINTESE
O livro “Raízes da psicologia” apresenta a história da psicologia de um ângulo inovador. A autora fornece o conhecimento do surgimento das raízes da psicologia apontando como seus elementos isolados e autônomos se interpenetram podendo chegar em um conjunto unitário, acompanhando todo seu desenvolvimento e alteração de forma cronológica, desde a idade média até os dias atuais, exibindo também suas relações com a história do homem e a história da humanidade. Ela apresenta isso em três fases: A fase pré-científica; a fase cientifica e a visão da psicologia atual. Com objetivo de evidenciar toda a evolução da psicologia, para que possamos alcançar suas raízes e construir um conhecimento e compreensão por esta ciência de forma sucinta.
PSICOLOGIA FILOSOFICA
Começa na Grécia com a história do pensamento filosófico, já que a psicologia faz parte desse estudo, tem início no período denominado como cosmológico e também pré-socrático, pois os filósofos da época buscavam entender o cosmos, a origem das coisas, suas leis e constituições sem base mitológica, mas sim a partir do pressuposto de que o universo era composto por elementos simples. Iniciaram então a busca por um elemento primordial. 
Tales de mileto (640-548 a.C.) 
 Foi o primeiro filosofo do período cosmológico a expor uma ideia. Para ele a substancia primordial é a agua, uma substancia fundamental e que permanece estável mesmo com mudanças, porém não encontrou uma unidade fundamental do universo.
Heráclito de Éfeso (540-475 a.C.) 
A partir da sua ideia de que o mundo estava em constante mudança, encontrou no fogo esse elemento básico para o universo já que é ligado às transformações. Ele também teve importância na psicologia lembrando os psicólogos de que eles não trabalham com uma unidade estável, mas sim com processos mutáveis que variam constantemente. Também não encontrou uma unidade fundamental do universo.
Pitágoras de Samos (570-496 a.C.) 
Acreditava no número como essência permanente das coisas, ideia de que os conceitos matemáticos são imemoráveis e estáticos. Acreditava também em uma ordem permanente que regia o mundo e essa ordem deveria fazer parte das relações humanas e na educação. Foi importante na psicologia, através de seus métodos quantitativos, ajudando-a tornar-se uma ciência.
Anaxágoras de Clamem-nas (499-428 a.C.) 
Não buscou explicar o universo através de uma única substancia mas acreditava na existência de um tipo de semente que seria responsável pelo princípio de tudo. Dizia que “tudo está em tudo” (Pág. 12). Apontando que todas as coisas vieram de uma única “semente”. Acreditava na força divina para a criação do universo.
Demócrito de Abdera (460-370 a.C.) 
Foi o principal e verdadeiro elementista deste período, pois acreditava que o universo era composto de átomos, um material indivisível que dava forma, tamanho, posição das coisas e se moviam constantemente e de várias formas. Ele admite que existe o átomo da alma e o átomo do corpo. Portanto ambos estavam destinados a decomposição e fim.
PERIODO ANTOPOCENTRICO DA ANTIGUIDADE
Período em que o homem recebe um papel de centro do universo.
SOFISTAS
Os sofistas eram professores ambulantes que ensinavam jovens a arte da retórica, diferente das instituições tradicionais de ensino da época, porem cobravam para realizar esses trabalhos. Faziam com que os jovens fossem críticos, já que o Estado grego exigia um político bom na fala para conseguir convencer as massas. Eles não estavam em busca da verdade absoluta, para eles não dava para provar se algo é certo ou errado, verdadeiro ou falso, portanto buscavam uma boa construção de argumentos.
FILOSOFOS CLÁSSICOS 
Sócrates (436-336 a.C.) 
É muitas vezes confundido com os sofistas e conhecido como pai da filosofia. 
Acreditava que o conhecimento do eu era essencial para encontrar a virtude “conhece-se te a ti mesmo”. Dado ao fato de que nossos sentidos nos iludem e os conhecimentos que nos acerca serem falhos. 
Para a sabedoria surge através da admissão da ignorância, pois só assim é possível fazer questionamentos que aprimoram nosso conhecimento sobre determinadas coisas. Ele cria então um método chamado “Maiêutica” o parto das ideias. 
Sócrates era um crítico, criticou até o sistema democrático da época que o fez conhecido e uma influência na filosofia, mas que causou sua morte.
Platão (427-347 a.C.)
Foi aluno de Sócrates e também acreditava que o que os sentidos nos proporcionam é imperfeito e na busca da verdade absoluta. 
 Sua ideia consistia na existência em um mundo das ideias onde tudo seria perfeito e um mundo material imperfeito e mutável. O que deu origem a dualidade do homem, composto de sua mente/alma que é imaterial e o corpo que é material e imperfeito, considerado também um obstáculo para conhecimento presente na alma, e só é possível alcança-lo através da experiência. Após estabelecer a questão de mente corpo, Platão considerou que ao ligada ao corpo a alma se dividiria em três partes chamadas faculdades da alma. Sendo assim, haveria necessidade de fazer uma seleção social baseada na aptidão da pessoa sem interferência da questão econômica do indivíduo. Portanto a inteligência intelectual era considerada de estrema importância e as manuais perderam seus valores, o que causou diversos problemas para a sociedade ocidental.
Aristóteles (384-322 a.C.) 
Discípulo de Platão e seu opositor. Não compactuava com a ideia da existência de um mundo das ideias e dizia que ao nascer a criança não viria com nenhum conhecimento a ser desvendado e sim adquiria através da experiência e pelas sensações assim proporcionadas. 
Aristóteles retomou e ultrapassou a ideia de mente corpo, afirmou corpo e mente serem indivisíveis como forma e matéria. 
Aristóteles foi também, até onde se sabe, o primeiro homem a escrever sobre questões psicológicas, portanto contribuiu para a psicologia com seus estudos sobre a mente e sua abrangência, tendo sucesso na principalmente nos estudos sobre a mente e tudo que a abrange.
OUTROS FILÓSOFOS
No fim dos séculos da Idade antiga foi desenvolvida duas correntes, estoicismo e epicurismo. Ambas buscavam a felicidade e o bem-estar, porem de maneiras diferentes.
O estoicismo defendia a busca pela felicidade desprezando todos os tipos de sentimento externo e exaltando a razão.
O epicurismo prega a busca pela felicidade através do prazer e fugindo da dor.
Esse período foi essencial para a psicologia pois foi quando surgiram diversas ideias e teorias sobre corpo e mente e outras questões envolvendo a vivência do ser humano.
PERIODO TEOCENTRICO
No final da idade antiga houve a Ascenção do cristianismo, fim do antropocentrismo e inicio do teocentrismo, deus como centro e base de tudo. Distinguem-se dois momentos importantes: 
Patrística (séc. IV-V) 
Foi a filosofia dos primeiros padres da igreja e tinha como objetivo principal era lutar contra as heresias e o paganismo.
Escolástica (a partir do séc. IX)
 Tem objetivo de ensinar as pessoas que já são cristãs.
PERIODO PRÉ CIENTIFICO
No início da idade moderna (séc. XV) há o renascer do antropocentrismo e o declínio do teocentrismo, entretendo o cristianismo não deixa de existir. Foi um período marcado pelo Renascimento, onde as artes, as ciênciaspassaram a desabrochar e evoluir, através do fim do dogmatismo e questionamentos sobre o regime que existia. A psicologia na época seguia uma linha mais filosófica. Nesse momento com o crescimento das ciências, física, química, biologia, por exemplo, começou também o estudo da fisionomia e anatomia e o órgão que mais chamou atenção dos cientistas foram o cérebro. Passaram a estudar o sistema-nervoso. 
Estudaram também o cérebro e suas funções, questões de personalidade e até de respostas à estímulos com a psicofísica. A grande parte desses estudos ocorreu em laboratório, através dos métodos científicos estabelecidos na época, iniciando então a psicologia científica e comportamental.
FONTE OU RAIZ CIÊNTIFICA
Há três movimentos que ajudaram a psicologia se tornar uma ciência. São estes: O empirismo crítico; o As socialismo; o Materialismo.
EMPIRISMO CRÍTICO
Assim como os filósofos gregos, os filósofos desse movimento buscavam entender como o homem adquire conhecimento, como o mundo funciona e qual a função do homem nessa questão. Houve nativismo, pois acreditavam que o conhecimento era adquirido e o homem não nascia com ele.
Wertheimer, o empirismo possui dois lados: o pressuposto filosófico onde o conhecimento é adquirido e um preceito metodológico, adquirindo o conhecimento através da observação, experimentação e medida.
ESCOLA FRANCESA
René Descartes (1596-1650) 
Através dele se inicia a fase da psicologia como pré-científica, mediante a sua ideia de que tudo deve ser questionado, rompendo então com o dogmatismo. 
Descartes duvidou até de si mesmo, chegando a conclusão de que se há um pensamento, há um ser que pensa, ou seja, “penso, logo existo. ” 
Ele também retomou a questão mente x corpo de Platão. Para ele a mente é imaterial e influencia o corpo através das sensações, sentimentos, instinto e imaginação de forma mecânica, já que o corpo é material e tem função de movimento, extinção de espaço. Eles se conectam através da glândula pineal localizada no cérebro. 
Descartes se encaixa nos nativistas e empiristas, pois acredita que apenas as ideias matemáticas e religiosas são inatas ao homem e as outras devem ser buscadas.
ESCOLA BRITÂNICA
Thomas Hobbes (1588-1679) 
Acreditava que o conhecimento é o resultado da sensação e se fundamenta na experiência sensível. Tinha uma visão materialista do homem, em que ele se resume ao corpo e sua razão é um condicionamento material. Para ele o homem não é livre. Acreditava no determinismo.
 Possuía uma visão pessimista do homem, em que sua natureza é antissocial e só é possível um bom convívio social através de um estado que garanta o mesmo direito a todos, pois em sua natureza o homem só busca o prazer e foge da dor, o que causaria violência constante, daí a frase “o homem é o lobo do homem.”.
John Locke (1632-1704)
Queria saber como se adquire conhecimento, mesma preocupação do período antropocêntrico.
Acredita que nascemos como uma tela em branco e o conhecimento é adquirido através da experiência ou reflexão.
Locke acredita que as sensações, imagens e ideias formam o conteúdo da mente obtidas através de impressões sensórias, que recebe influência de estímulos externos, formando a base do conhecimento. 
Defendia que cada parte do cérebro possui uma função, sendo considerado então o propulsor do estruturalismo. 
George Berkeley (1685-1753)
Valorizava os sentidos e a percepção, por onde o conhecimento é adquirido. 
Diferenciava as qualidades em primarias (solidez, volume) e secundarias (cor, aroma, gosto), como frutos da experiência e percepção. 
David Hume (1711-1776)
Foi marcado pelo seu ceticismo. Duvidou de toda realidade externa, assim como Descartes. Para ele só poderia conhecer o que pudesse ser observado e experimentado.
Foi um empirista associonista. Não acreditava que Deus era o centro de tudo.
ESCOLA ALEMÃ
 Cottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716)
Construiu um dos grandes sistemas racionalistas do século XVII. Sustenta a ideia de que o mundo é constituído de um grande número de átomos autossuficientes e independentes, esses átomos são chamados de mônadas e são forças imateriais. Para ele a realidade é a de um universo pulverizado. Nega a existência da matéria.
Para ele o homem é constituído por várias mônadas, a alma sendo a principal. 
Defendeu a existência de níveis de percepção, sendo a apercepção a mais importante. Considerava a memória e atenção são processos essenciais para ocorrer a percepção.
Emanuel Kant (1724-1804) 
Empirista, porem acreditava em formas inatas de desvendar o mundo. 
Acredita-se que não há como encontrarmos uma verdade absoluta pois a natureza nunca poderá ser conhecida como ela realmente é visto que ela só é percebida através de nossa experiência, portanto só conhecemos fenômenos. Kant reconhece nosso conhecimento apenas através da experiência porque sem ela não há fundamento. Portanto o eu com razão absoluta, uma psicologia racional não existe para ele.
Johann Friedrich Herbart.
Buscava explicar de formas simples ideias complexas. O ponto mais alto do seu sistema, destacou-se a inibição de ideias, onde algumas são consideradas fortes e outras fracas, sendo limitadas através do inconsciente onde nunca desaparecem podendo ascender em nível consciente, denominado como processo de apercepção; teoria que foi aceita pela psicanalise.
Considerada a psicologia quantitativa e não experimental.
O ASSOCIONISMO BRITANICO.
O associalismo, chamado também de conexionismo por Thomdike, consistem em uma conexão, associação e relação entre as ideias com base nas sensações proporcionadas pelo sentido. Foi importante para psicologia, pois investigava questões de pensamento e sensações.
David Hartley (1705-1757) 
Complementou a ideia de Aristóteles, afirmou que sensações diferentes que acontecem simultaneamente serão lembradas juntas, ex: Quando sentimos um cheiro e associamos à uma pessoa especifica.
Brown complementa que quanto mais recente foram formadas essas associações, mais fortes são, portanto serão mais efetivas. Já Hamilton, afirma que quando sentimos uma sensação, automaticamente nosso inconsciente é ativado e relaciona com as outras sensações, como o ambiente, pessoas etc.
James Mill (1773-1836) 
Representa a associação em seu apogeu, afirma que a mente é composta de sensações, uma soma de diversas ideias concebidas através da associação e o conjunto de todas sensações.
John Stuart Mill (1806-1873) 
Prefere chamar o associalismo de “química mental”. Afirma que através dos compostos químicos e ideias compostas geram ideias novas complementando ideias diferentes.
Herbert Spencer (1820-1903) 
Sua ideia de associalismo precede a ideia de evolução de Darwin de que sobrevivem os mais aptos. Spencer afirma que quanto mais frequente for a associação na vida do indivíduo ela se fixa e é passada para os outros.
Charles R. Darwin (1809-1882)
Deu seguimento a teoria da evolução e do ajustamento: complemente a teoria das espécies, onde os mais aptos e fortes sobrevivem. A psicologia passa então observar o homem como um todo, considerando-o também fruto da evolução.
Deu início aos fundamentos do funcionalismo, ultrapassando os estudos da consciência, buscou conhecer o processo de adaptação, hereditariedade, sucessos e fracassos do homem. 
Alexander Bain (1818-1903) 
Sistematizou o associalismo por meio de seus dois livros. “Publicou Os Sentidos e o Intelecto e as Emoções e a Vontade, que foram os primeiros livros de psicologia publicados em inglês. Nestes livros fala sobre o sistema nervoso, as leis da associação: contiguidade e semelhança, e ainda fala sobre a vontade. No outro livro que publicou, denominado "Mente e Corpo", adota a posição do paralelismo psicofísico em relação à questão mente x corpo. 
MATERIALISMO CIENTIFICO
O materialismo é uma tendência que remonta desde os filósofos gregos do período cosmológico. Com intuito de reduzir os fenômenos mentais a fenômenos naturais e não sobrenaturais.
 O materialismo acreditava que só coisas observáveis e palpáveis podem ser pautadas como objeto de estudo cientifico.
Conhecimento atravésda experiência. 
ESCOLA FRANCESA
Julien O. de La Mettrie1 (1709-1751) 
Vai além da ideia de descartes de que existe o dualismo entre espirito x matéria, e materializa a alma. 
Afirma que todas as ações do homem podem ser consideradas mecânicas.
Fundamentou a teoria do Behaviorismo.
Ettiénne Bonnot de Condillac (1715-1780)
 Segue a mesma linha de pensamento de Julien, as ações do homem podem ser descritas como material e mecânica. Faz parte do sensacionalismo, afirmando através das sensações se pode explicar as funções da mente humana.
Pierre Jean Georges Cabanis (1757-1808)
 Acredita que o homem se reduz ao seu corpo, segue com a visão do monismo materialista e afirma uma semelhança entre a consciência e a digestão pela forma como os órgãos funcionam.
ESCOLA BRITANICA 
Também foi representativo, com Harvey antes de Descartes já considerava o funcionamento do coração e sangue como mecânico e Hartley busca explicar que através do sistema nervoso é possível reduzir os processos mentais a processos naturais.
ESCOLA ALEMA
Helm holtz (1821-1894) 
Estudava os órgãos dos sentidos, avaliando questões fisiológicas.
Johannes Muller (Lei das Energias Especificas dos Nervos Sensoriais) e Ernest Weber, com a teoria do limiar diferencial da sensação. 
TENDENCIAS ISOLADAS DA EPOCA. 
Apesar da popularidade do sistema wunditiano, havia outros psicólogos que atuaram mantendo pontos de vistas diferentes do que foi efetivado na psicologia cientifica. Ex: Psicologia do ato, a fenomenológica e a romântica. Seus representantes foram respectivamente: Franz Brentano, Edmund Husserl e Rousseau.
PSICOLOGIA DO ATO
Franz Brentano 
Define a psicologia do ato. Uma filosofia empírica e estudou os processos psíquicos. 
Para ele o processo psicológico consiste em sentir e imaginar, e não o objeto observado ou tocado. 
PSICOLOGIA FENOMENOLOGICA
Edmund Husserl 
Consistia no modo em como se pensar o mundo. Tem como método a disciplina psicológica e uma filosofia universal. 
Carl Stumpf 
Ele estudava os processos primários imparcialmente, na forma como é observado. 
ESCOLA ROMANTICA
Jean Jacques Rousseau 
Deu impulso para orientação do estudo da psicologia.
Buscava a natureza do homem e não o vês somente pelo lado racional e intelectual. 
Teve influência na educação, para o naturalismo. Não se enquadra em nenhuma tendência. 
DESABROCHAR DA PSICOLOGIA CIENTIFICA 
Há uma disputa entre os dois representantes do início da psicologia cientifica, são eles Fechner e Wundt.
Gustav Theodor Fechner (1801-1887) 
Fazia estudos sobre as questões mente x corpo, físico x psíquico. Afirmava a coexistência de mente x corpo e a relação entre elas é matemática e quantitativa. Nasceu então a psicofísica.
Wilhelm Wundt (1832-1920)
 Seu livro “Elementos de Psicologia Fisiológica” foi uma contribuição metodológica, pois o livro reúne as raízes, tendências cientificas e filosóficas apresentadas da psicologia até então. Ele também apresenta métodos de estudo, estruturando e normalizando a psicologia, torna-se então uma ciência autônoma. Fundou um laboratório para pesquisas psicológicas, buscava estudar os processos mentais através de experimentos, observando respostas fisiológicas. 
Ele utilizou o método de observação, experimentação e quantificação, não menosprezando a introspecção. Analisando os sistemas mentais por métodos experimentais quantitativos. 
A ESTRUTURAÇÃO DA PSICOLOGIA NO SÉCULO XX: Escolas psicológicas.
Após a psicologia de Wundt e Fechner surgiram ramificações como o Estruturalismo, o Funcionalismo, o Behaviorismo, a Gestalt e a Psicanálise. Essas escolas se concretizaram através da estruturação da psicologia como ciência autônoma, o que possibilitou estudos específicos em determinados aspectos. Em meados do século XX essas ramificações foram crescendo cada vez mais, porem a psicanalise e o Behaviorismo perduraram por mais tempo.
ESTRUTURALISMO
Edward Bradford Titchener (1867-1927).
 Foi o principal representante do estruturalismo. Seu mestre foi Wundt. Na psicologia do estruturalismo, assim como na de Wundt, ela é a ciência do consciente, da mente, porém para ele os processos mentais são compostos de estruturas. Portanto, ele busca os elementos que faz com que a mente se torne estruturada e reaja aos fenômenos. 
Assim como Wundt, titchener acredita que os elementos que compõem a mente são: as sensações, as imagens, as afeições e os sentimentos. E para conseguir seus resultados, Titchener utiliza o método da introspecção.
O estruturalismo buscava encontrar os elementos que compunham a mente. Através de experiências, observando a fisiologia para encontrar a descrição qualitativa dos elementos mentais. O estruturalismo não teve muitos adeptos e acabou com a morte de Titchener em 1927, porém ajudou a psicologia tornar-se ciência.
FUNCIONALISMO
Iniciou com a crítica de William James ao estruturalismo que considerava a mente um “amontoado de elementos simples”. Ela surge como uma reação e crítica ao estruturalismo de Titchener e Wundt. Os funcionalistas buscam o “por que? ” E “para que? ” De como a consciência se ajusta para que o processo de ação trabalhe no contexto do meio em que o homem está inserido, ou seja, se adapta. Diferente do estruturalismo, no funcionalismo há vários meios para conseguir o conhecimento psicológico, como: observação, introspecção etc.
Dewey lança um artigo chamado “Conceito de Arco Reflexo em Psicologia" que criticava a psicologia estruturalista, pois acreditava que o processo psicológico não é divido em partes e sim trabalha como um todo.
John Dewey (1869-1952) 
Sua psicologia buscava a função, os métodos dos processos da consciência e não o “conteúdo” da mente, ao contrário da psicologia estruturalista. Impulsionou a psicologia aplicada, como: psicologia da educação, da criança, do adolescente, do trabalho, do animal, das diferenças individuais, etc.,
James R. Angell (1869-1949)
 Complementou os estudos de Dewey. Para Angell o funcionalismo busca realmente a função e utilidade dos processos mentais. Acredita que a consciência está presente em todos os aspectos da vida proporcionando ações adequadas a situação presente.
Harvey Carr (1873-1954) 
Conclui a obra de Angell definindo de vez as atividades mentais, onde através da memória, sensação, percepção etc. ocorre a fixação e gera conhecimento, o que nos influencia agir de certa forma em determinados momentos. Seguindo o mesmo princípio de uma ação adaptativa. Ele coloca em destaque a observação do ambiente, as questões sociais e de cultura.
BEHAVIORISMO
Conhecido também como psicologia do comportamento. Denominada de Behaviorista por seu fundador Watson, que negava as ideias inatas ao homem, acreditava que a pessoa vem ao mundo sem habilitados ou instintos e isso é conquistado através de sua educação e meio em que está inserido. O behaviorismo também delimita a atividade humana a atividades de estímulos e respostas que se fixam através do nível de frequência, sendo assim um padrão de reações mecânicas.
Edward L. Thornidike (1874-1949)
Ajudou de forma considerável para educação, pois elaborou fundamentos de aprendizagem, formulando a lei do exercício. (Atos frequentes são fixados.)
Seguia uma linha parecida de Watson, propulsor do behaviorismo, tinha como base a psicologia animal e explicação das ações com base em um controle rigoroso e sistemático, portanto sua linha era baseada na aprendizagem, através dela podemos fixar certos comportamentos.
John B. Watson (1878-1958) 
Fundador do behaviorismo. Estudava a psicologia humana através da psicologia animal, acreditava que assim como os animais podíamos ser estudados através das reações causadas pela natureza.
Procurou entender o homem apenas como matéria, sem admitir o estudo da mente. Negou a existência do nativismo. 
Os reflexionistas russos
Ivan Pavlov (1849-1936)
Descobriu o processo condicionado (estimulo do comportamento) Pesquisa adotada pelos behavioristas a respeito dos processos de elaboração do comportamento, desde os estímulos as reações. Destaca-se então três sistemas: Os órgãos dos sentidos, os órgãosefetores e o sistema nervoso.
OS NEOBEHAVIORISTAS
O neobehaviorismo foi uma segunda fase do behaviorismo, tem como fundador Skinner. Através de experimentos de observação e estímulos sistemáticos do comportamento, chegou ao condicionamento operante a base da maior parte de sua psicologia.
Burrhus Frederic 
Foi influenciado por Pavlov (reflexo condicionado) e Thordike (lei do exercício e lei do efeito). Rejeitava toda subjetividade.
Contribuiu para a psicologia na educação, social e no trabalho. 
Robert M. Gagné
Menos ortodoxo que Skinner, teve sua abordagem denominada como neosknneriana.
Destaca as condições internas para a aquisição de habilidades intelectuais. Ficando entre o behaviorismo e o cognitivo.
Estabeleceu algumas fases de aprendizagem, tendo das mais simples a mais complexa. Portanto sugeriu o uso de instrumentos de aprendizagem. 
A GESTALT
Conhecida como psicologia da forma. Era estudada através da percepção das formas em geral. Wertheimer captou que quando um objeto é movimentado, se for numa velocidade alta percebemos apenas as formas e não o objeto como um todo. Conclui-se que a psicologia das formas é estruturada um conjunto de elementos formam um todo.
A Gestalt estudou também os fenômenos psicológicos, as reações motoras, as sensações, memorias etc. Estudando um fenômeno pelo aspecto de várias ciências diferentes afim de provar que há uma universalidade e unidade nas coisas. A característica de algo depende de suas partes. Com esses princípios, a Gestalt condena toda dicotomia e fragmentação na educação. Mente e corpo devem se unificar na compreensão da realidade. Há de educar o homem como um todo e não o dividindo em mente e corpo.
Max Wertheimer (1880-1943)
Concluiu que a percepção era um fenômeno total, sendo seu objeto de pesquisa.
Kurt Lewin (1890-1947). Foi importante para o movimento, Lewin deu origem a dinâmica em grupo, teoria de campo, onde ele estudava um indivíduo através de um grupo.
PSICANALISE
Na mesma época do surgimento do funcionalismo e da Gestalt, surge a psicanalise que também contrapõe a psicologia de Wundt e Fitchener. Sendo ela a mais diferente das outras escolas psicológicas, pois buscava estudar as perturbações mentais.
Sigmund Freud (1856-1939) 
Denominado como pai da Psicanálise. Freud inicia seus estudos com base na hipnose para questões relacionadas a histeria, logo depois muda para um método de conversação, percebendo que não é necessário a hipnose para que a pessoa se lembre de traumas passados, e para isso acontecer diz que deve haver uma transferência entre o paciente e seu médico. Freud acredita que a causa das perturbações mentais são questões de natureza sexual que são reprimidas em seu inconsciente. 
Freud considera a infância uma fase de extrema importância na construção de seu caráter e também estudou os sonhos.
O SISTEMA FREUDIANO
A autora aponta apenas aspectos fundamentais da teoria psicanalítica. Primeiro o inconsciente foi a grande descoberta freudiana. Ao se atentar a vida psíquica percebeu-se que muitas ações e sensações não podiam ser explicadas só com base no consciente da pessoa. Freud então apontou que há três degraus na vida psíquica de uma pessoa. O Consciente – quando há a consciência dos fatos; o inconsciente – quando não há a consciência dos fatos, dito por ele como experiências desagradáveis que ficam armazenadas e influenciam a pessoa, mas podem ser analisadas e relembradas; e o subconsciente que está entre o consciente e o inconsciente.
O sistema freudiano também aponta que na maneira de agir, pensar está presente impulsos motores, chamada de libido: um estimulo sexual egoísta e primitivo e está presente no id ou infra ego da pessoa que faz com que ela busque prazer nas coisas, mas existe também o superego que vem de fora, os costumes, leis impostos na educação para que haja um bom convívio social e busca reprimir os impulsos do id. Existe também o ego, a personalidade da pessoa que também está em conflito com o id e o superego constantemente.
Houve novas tendências psicanalistas, pois, a psicologia teve diversos adeptos, sendo reformulada algumas vezes. Houve alguns opositores também. 
NOVAS TENDENCIAS
Carl Gustav Jung (1875-1961) Jung diferia da ideia de libido de Freud e acreditava que invés disso o que motivava a ação era uma energia vital. Jung não dava destaque ao presente e futuro e a importância da terapia. Acreditava também no inconsciente individual que são experiências da vida particular da pessoa e o coletivo que faz parte de uma parte mais profunda do inconsciente onde estão armazenadas experiências acumuladas conforme o tempo, pela espécie humana, um tipo de instinto.
Alfred Adler (1870-1937)
Sua escola foi denominada psicologia do indivíduo. A personalidade é formada por elementos psicológicos. Para ele o sintoma neurótico advém do sentimento de inferioridade (frustração na família, etc.)
Karen Homey (1885-1952) e Erich Fromn (1900-1980)
Eram culturalistas, onde o meio ambiente e as repressões sociais são causadoras das neuroses. 
Melanie Klein e Jacques Lacan 
Atrelados a psicanalise, buscavam desenvolver e aumentar os fundamentos da psicanalise.

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