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Distúrbios circulatórios HIPEREMIA Aumento do influxo de sangue no interior dos vasos ou território orgânico. Esse aumento de volume pode acontecer de forma ativa quando há o aumento da chegada de sangue dentro do território arteriolar, em uma inflamação por exemplo, e de forma passiva, temos uma diminuição do fluxo sanguíneo, normalmente por conta de uma oclusão venosa, temos uma drenagem reduzida de sangue - Dilatação arteriolar - Congestão – diminuição do efluxo tecidual HIPEREMIA ATIVA Dilatação arteriolar que vai acontecer por conta da necessidade de suprir a necessidade do tecido, em um evento inflamatório, por exemplo, essa vaso dilatação vai garantir o influxo sanguíneo no local do foco inflamatório, há a necessidade da migração sanguínea. Sempre quando estiver diretamente relacionado com a inflamação é ativo, se for uma consequência da inflamação pode ser passivo. tecidos róseo-avermelhados, quentes. (eritema) Vasodilatação: • Mecanismo central → através de estímulos vasodilatadores neurogênicos ou metabólicos • Mecanismo periférico localizado → regulado por substâncias vasoativas Fisiológica (aumento de demanda funcional) Patológica (inflamações agudas) HIPEREMIA PASSIVA Acontece quando há a diminuição da drenagem do sangue venoso, muitas vezes associada a eventos OBSTRUTIVOS (não necessariamente precisa de um trombo ou algo ali dentro) pode ser um evento obstrutivo intravascular assim como algo fazendo compressão externamente, alterações cardíacas com diminuição do retorno venoso. Coloração vermelho-azulada a arroxeada Causas: Redução do retorno venoso sistêmico ou pulmonar - Insuficiência cardíaca (insuficiência passiva pulmonar ou sistêmica) Mecanismo localizado – causas intrínsecas ao vaso (Trombose) Constrição extrínseca das veias Incomodo e inchaço nas pernas. Ao exame clínico foi observado escurecimento, especialmente na metade inferior da perna e do pé e dilatação das veias superficiais nos pés. Há também presença de uma ulceração no membro direito. Foi deslizado um ultrassom com doppler que evidenciou insuficiência valvular venosa em ambos os membros. Qual a causa da dilatação das veias superficiais nos pés? A insuficiência valvular venosa faz com que o sangue acabe retornando pelas veias, prejudicando o retorno venoso e congestionando o sangue nas veias. Por que há escurecimento da perna e do pé da paciente? Qual processo patológico está associado a este sinal? Pigmentação patológica – hemossiderina. A partir da degradação da hemoglobina a porção ferrosa acaba sendo depositada no tecido na forma de hemossiderina. Temos um aumento da pressão hidrostática causando extravasamento das hemácias. Há relação da lesão ulcerosa com a doença da paciente? Temos uma necrose tecidual por hipoxia, sendo necessário o reparo tecidual. No entanto, o edema que esse evento congestivo provoca prejudica a cicatrização do tecido, a microcirculação é prejudicada. Quais processos patológicos podem ser observados no caso apresentado? Hiperemia; Pigmentação patológica; Necrose. Se eu tenho uma congestão passiva crônica levando a diminuição do fluxo sanguíneo, por exemplo uma redução da contratilidade do VD com redução do retorno venoso, isso vai aumentar o fígado. Há uma diminuição do fluxo venoso O sangue chega pela veia porta e veia hepática e vai ser drenado para a veia centro lobular que vai cair na veia cava. Com um evento congestivo irá acumular sangue ao redor da veia centro lobular, causando uma lesão nessa zona. O fígado irá ficar com um aspecto de “noz moscada” Quando temos problemas no lado esquerdo do coração (ICC esquerda) teremos alterações pulmonares. Ai os macrófagos alveolares irão fagocitar as hemácias, eles vão degradar a hemoglobina formando hemossiderina. EDEMA Acúmulo de liquido no interstício ou em cavidades pré-formadas do organismo É formado por conta de uma alteração das forças de Starling. O edema pode acontecer de 4 formas: Aumento da pressão hidrostática (eventos congestivos) Diminuição da pressão oncótica (hipo albuminemia) Aumento da pressão oncótica intersticial (aumento da permeabilidade do capilar – inflamação) Obstrução linfática TIPOS DE EDEMA Hemodinâmico: Caracterizado por um TRANSUDATO Líquido pobre em proteínas, hipocelular, com densidade Seroso, translúcido, incolor a amarelo- citrino Alterações de forças hemodinâmicas através do endotélio Inflamatório: Caracterizado por um EXSUDATO u Líquido rico em proteínas, com células inflamatórias, de densidade > 1.020 mg/L Turvo, amarelo-esbranquiçado, com grumos protéicos (fibrina) u Aumento da permeabilidade vascular Generalizado: Anasarca Localizado: MMII; SNC; Pulmão; etc... u Cavidades corporais: - Hidrotórax – edema na cavidade pleural - Hidropericárdio – edema na cavidade pericárdica - Hidroperitônio – edema da cavidade peritoneal (ascite CASO CLÍNICO Criança, 2 anos, chega ao hospital apresentando lesão eritematosa com inchaço e dor no membro superior direito. Os pais relatam que a criança brincava no jardim de sua casa quando foi picada por uma abelha. 1. Quais os processos fisiopatológicos, geral e específicos, encontramos neste caso? Hiperemia; Inflamação Aguda; 2. Qual a etiopatogênese do edema neste caso? Inflamação causando um aumento de permeabilidade capilar aumentando a pressão osmótica intersticial por conta do aumento da permeabilidade capilar, e gerando um edema. -Edema Localizado -Edema por aumento de permeabilidade vascular Quando temos o edema de membros temos o sinal de cacifo godet. Com a compressão digital ocorre uma depressão tecidual. EDEMA LOCALIZADO MMIII EDEMA LOCALIZADO – EDEMA CEREBRAL Vai ser grave, possui diversas causas. O problema é a falta de expansão do encéfalo que é delimitado pela calota craniana. Isso acaba gerando hipoxia tecidual por conta da compressão dos vasos. Padrão de necrose: LIQUEFATIVA CASO CLÍNICO Homem, 68 anos, tabagista e hipertenso, procura o pronto- atendimento com queixa de intensa dispneia e tosse com eliminação de fluido espumoso e róseo. O paciente refere ter sofrido um infarto agudo do miocárdio há 3 nesses. Ao exame clínico o paciente apresentou estase jugular; aumento de volume dos membros inferiores (sinal de cacifo presente) e as extremidades frias. O exame de US revelou hepatomegalia e presença de liquido livre em cavidade peritoneal. Percebe-se exame de cacifo positivo Qual a etiopatogênese do edema neste caso? A hipertensão acaba gerando um aumento da pressão arterial sistêmica, levando a um aumento da resistência vascular, dessa forma, o coração tem mais dificuldade em ejetar sangue (aumento da pós carga). Isso acaba gerando uma hipertrofia do VE. Com isso ele acabou infartando, levando a uma ICCE gerando edema pulmonar (causa da intensa dispneia e tosse com eliminação de fluido espumoso e róseo). A hepatomegalia evidencia uma congestão venosa (redução do retorno venoso) – ICCD. Com tudo isso é possível concluir uma ANASARCA (Edema generalizado). Exemplos: Desnutrição (hipoproteinemia). Insuficiência cardíaca congestiva: congestão e hipofluxo renal Glomerulopatias (síndrome nefrótica) Cirrose hepática: hipoalbuminemia Síndromes de má absorção O paciente com ICCD diminiu o debito cardíacopodendo estimular o sistema angiotensina aldosterona gerando edema generalizado pois este aumenta a reabsorção de líquido nos vasos.