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RESPOSTA IMUNE ADAPTATIVA 
Ativação da célula T 
• Ao entrar em contato com o antígeno, a APC aumenta a expressão de MHCs em sua superfície e passam a 
secretar moléculas co-estimulatórias para que a ativação dos linfócitos T seja possível. A mobilização dessas 
células tem 3 fases: ativação, sobrevivência e diferenciação. 
 
- A ativação está relacionada a apresentação do antígeno pela DC por meio da 
interação do MHCII com o TCR, que é mediada por moléculas de adesão 
(integrinas) e co-estimulatórias. 
- Depois, a APC interage por meio da molécula B7, de sua superfície, com a CD28 
da célula T e essa última passa a secretar IL-2. 
- A IL-2 é a responsável por gerar uma resposta autócrina no linfócito, dando 
origem a células efetoras e de memória, desencadeando o segundo sinal 
caracterizado pela sobrevivência e distribuição clonal. Esses sinais fazem com que 
a célula T passe a expressar o CD40L, que interage com a CD40 na superfície da 
DC. Essa interação também induz a produção de citocinas pela APC, o que é 
responsável pelo 3° sinal: a diferenciação. 
 
Obs.: A ativação só irá acontecer com o MHC + COESTÍMULO, caso contrário a 
célula T ficará anérgico. 
 
 
 
 
 
 
 
- É a variação do terceiro sinal que fará com que possa haver a ativação de diferentes tipos e funções de célula T. Essa 
variação na ativação da resposta imune dos linfócitos TCD4 está relacionada ao tipo de citocina liberado pela APC. 
CITOCINA LIBERADA APC DIFERENCIAÇÃO EM CÉLULA QUE ATIVA CITOCINA SECRETADA 
TGF-beta T reguladora TGF-beta e IL-10 
TGF-beta (IL-17) 
IL-17 + IL-22 
TH 17 Neutrófilos 
Produção de 
peptídeos 
antimicrobianos 
IL-6, IL-22 e IL-17 
IL-5 
IL-4 
IL-4 + IL-13 
TH2 Eosinófilos 
Célula B e Igs 
Produção de muco 
e peristaltismo 
aumentado; 
ativação alternativa 
do macrófago 
IL-4, IL-5, IL-13 
IL-6 T folicular IL-21 e ICOS 
IL-12 + IFN-gama TH1 Macrófagos 
(aumento da 
expressão de B7 e 
MHC) 
IL-2 e IFN-gama 
 Na ausência de infecção, a célula dentritica secreta TGF-beta e diminui a 
liberação de IL-6, o que leva a diferenciação em uma célula T reguladora que irá 
inibir a ativação de outros tipos de célula T desnecessariamente. 
- Em alguns tipos de infecção, os patógenos induzem a expressão de altos níveis 
de IL-6 e TGF-beta, o que leva a diferenciação da célula T em TH 17, secretando 
principalmente IL-6 e IFN-gama e promovendo o recrutamento e infiltração de 
neutrófilos no local lesado. 
Obs.: É importante destacar que as citocinas características de cada tipo de 
célula TCD4 inibem a diferenciação de outro subtipo celular ao mesmo tempo. 
Essa situação é o que ocorre na terapia de dessensibilização, comum em casos 
de hipersensibilidade do tipo I. Essa terapia consiste na exposição frequente do 
alérgeno ao organismo para tentar atingir o perfil de resposta TH1 e, assim, 
inibir a resposta TH2. Com a crescente secreção de IFN-gama por TH1, há o 
bloqueio da síntese de IgE para o alérgeno em questão. 
 
• Ativação TCD8 
- A maioria das respostas TCD8 exige células TCD4. 
 As células T auxiliares participam dessa resposta pois a CD, ao ativar os TCD4, 
passam a expressar outras moléculas co-estimulatórias (se tornam “células 
dentríticas licenciada”) são capazes de promover uma atividade 
coestimulatória mais intensa, o que é exigido por células TCD8. 
 Ao contrário das TCD4, o coestímulo das TCD8 não visa a diferenciação em 
linfócitos com funções distintas. Ainda no segundo sinal, quando há a 
proliferação induzida por IL-2, todas elas se diferenciam em células citotóxicas. 
A resposta citotóxica é, então, altamente controlada e ocorre com uma 
liberação polarizada dos grânulos tóxicos dos linfócitos T – que é feita através 
de uma interação antígeno-específica, onde as moléculas estão direcionadas 
apenas para a célula alvo. A interação antígeno-específica é feita por moléculas 
de adesão para que, após o 1 sinal de ativação, passe a acontecer a liberação 
dos grânulos. 
 Esses grânulos citotóxicos compreendem um complexo formado por 
perforinas, granzinas e uma serglicina. As perforinas são as primeiras a agir na 
célula lesada/infectada, formando poros na membrana e permitindo que o 
complexo adentre. Uma vez na célula, a granzina ativa a pro-caspase 3 em 
caspase 3 e a BID, ambas são pró-apoptóticas. A BID, por sua vez, libera o 
citocromo C da mitocôndria, ao passo que a caspase 3 cliva ICAD liberando a 
DNAse (CAD). 
Por fim, o citocromo C ativa a apoptose e a CAD fragmenta o DNA. 
 
(esquema da resposta TCD8 na próxima página ☺) 
 
 
 
ESTUDO DIRIGIDO 
 
Após estudar a ativação dos linfócitos T, tente responder a essas perguntas com as suas próprias palavras. 
 
1. Quais são as fases de ativação dos linfócitos T e as principais moléculas e receptores envolvidos em cada 
uma delas? 
2. Qual o papel das citocinas produzidas pelas APCs com relação a ativação dessas células? 
3. O que são e para que servem as perforinas granzinas e a serglicina? 
4. Cite e explique as diferenças existentes nas etapas de ativação de células TCD4 e TCD8. 
5. Descreva como se dá a ativação de linfócitos em um organismo que não apresenta infecção. 
6. Qual reposta é desencadeada quando o organismo apresenta células cronicamente infectadas? Descreva o 
mecanismo e cite quais as possíveis consequências desse tipo de resposta quando ela for exacerbada. 
7. Por que, ao serem infectados pelo mesmo antígeno, na mesma proporção e da mesma maneira, os 
indivíduos desenvolvem respostas diferentes? 
8. Quais são os diferentes fenótipos de células TCD4? Evidencie suas respectivas funções, as citocinas que 
produzem e quais patógenos são os principais alvos de cada fenótipo.

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