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Tudo sobre Agapornis e como amansar

Guia sobre agapornis: reúne informações sobre características, espécies e ficha técnica, origem, habitat, dieta e alimentação, além de orientações sobre como amansá‑los.

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Tudo sobre 
Agapórnis e 
como amansar 
 
 
 
 
 
Apresentação 
Meu nome é Diego, e pretendo fazer esse livro, para informar 
coisas de Agapórnis para todos e para incentivar mais aqueles 
que estão começando. 
Faço também esse livro em homenagem a meus queridos 
Agapórnis Kiko e Kiwi. 
Tomara que vocês gostem desse livro!!! 
Obrigado 
Diego Scheidweiler Ferreira 
 
 
Agradeço especialmente: 
 
Aos meus amigos 
Ao clube Agapórnis 
http://geocities.yahoo.com.br/hugogislon2001/index.htm 
As comunidades no Orkut de Agapórnis 
 
 
CARACTERÍSTICAS 
 
Com seus encantos na aparência e temperamento, o agapornis é um verdadeiro pássaro de 
estimação. Ele é um dos pássaros mais populares no mundo pela facilidade de criar em cativeiro, 
temperamento manso que o faz subir no ombro e dormir no nosso colo e beleza com grande diversidade 
de cores, exibidas nas 43 mutações existentes. 
Muito mansos, ativos, cheios de energia e curiosos, são excelentes animais de estimação, 
especialmente quando alimentados na mão desde filhotes. Daí, aprendem a confiar e a se divertir 
conosco. Empoleiram-se e aninham no colo, assobiam para nos chamar, respondem ao nome e podem 
aprender uma série de truques. Adoram passar horas com brinquedinhos e fazem mil acrobacias. 
 
Os Agapornis se dividem em nove espécies diferentes: Roseicollis, Personata, Fischer, Nigrigenis; e os 
raros: Liliane, Taranta, Cana, Pullaria. Como os Agapornis não são aves brasileiras não é necessário 
nenhuma licença especial do Ibama . A maioria dos Agapornis é geralmente encontrada em grupos 
pequenos (preferencialmente da mesma espécie), permanecendo assim mesmo durante a época de 
acasalamento. São pássaros sociáveis e gostam de viver em pequenas colônias. Geralmente fazem 
grande barulho, exceto quando pressentem alguém ou algum animal perto dos seus ninhos. 
 O mais interessante no agapornis é que, depois de acasalado, dificilmente um casal se separa, 
permanecendo unido até a morte. Um Agapornis solitário nunca mais terá aquela graça que tinha e 
perde parte da sua vivacidade, podendo até morrer, se o companheiro é separado ou morre. Por isso é 
denominado "Pássaro do Amor". 
 
 ORIGEM 
O primeiro agapornis descrito em detalhes foi um Pullaria (red-faced), em 1600. Também foi esta 
espécie a primeira a ser importado para a Europa, no século XIX (na cor base, verde), mas as outras 
foram também importadas logo em seguida. Em função de serem fáceis de manter e serem 
extremamente bonitos e coloridos, logo os agapornis se tornaram os pets favoritos de muitas pessoas ao 
redor do mundo. Entre 1900 e 1927, mais quatro espécies foram descritas na Europa: Fischers, masked, 
black cheeked e Nyasa lovebird. 
 
FICHA TÉCNICA 
Espécies: A. roseicollis; A. nigrigenis; A. taranta; A. personata; A. cana; A. swinderniana; A. lilianae; 
A. fischeri; A. pullaria. 
Gênero: Agapornis 
Ordem / Família: Psittaciformes / Psittacidae 
Nome comum: agapornis, love-birds (inglês), inseparáveis (Portugal), periquito-namorado. O termo 
Love-birds deriva do termo grego Agapornis: (agape = amor; ornis = ave ou pássaro) 
Tamanho: Varia um pouco de espécie para espécie. O menor é o A. cana com cerca de 13 cm e o 
maior é o A. taranta com cerca de 18 cm e 60 gramas de peso. De maneira geral, o Agapornis mede 
cerca de 16 cm de comprimento e seu peso varia em torno de 35 a 55 g. 
Longevidade: de 10 a 20 anos 
Habitat natural: Os Agapornis distribuem-se principalmente no continente africano, como A. cana, 
em Madagáscar; A. roseicollis, em Angola e Namíbia; A. personata, Tanzânia. Enquanto algumas 
espécies vivem nas estepes secas e nas Savanas, voando à procura de bebedouros somente de manhã e 
à noite, outras vivem em árvores que se encontram ao longo das margens de rios e lagos. Os Agapornis 
são criaturas de hábitos e uma vez tenham escolhido uma cavidade ou um ninho, eles permanecerão aí 
todo tempo que lhes for possível. 
Dieta: Em habitat natural, a dieta dos Agapornis é constituída por sementes de erva, milho alvo, 
milho painço, arroz e outros cereais, bem como sementes de Acácia, amoras e diversos frutos. Quase 
todas as espécies consideram os figos e as suas sementes uma iguaria. No caso do swindernianus, o figo 
é essencial à sua sobrevivência. Além destes alimentos, estas aves também apreciam os bulbos e brotos 
tenros, assim como ramos e pétalas de flores e mesmo insetos e suas larvas, especialmente quando têm 
filhotes a alimentar. 
 
ALIMENTAÇÃO 
 
Até na dieta os agapornis simplificam a vida dos donos e criadores. É composta principalmente por 
ração e sementes, que se encontram com facilidade nas lojas, e os complementos são comuns, como 
frutas e verduras. 
 
Sementes: Girassol, painço, alpiste, aveia e níger. Esta ração encontra-se já preparada (em petshops ou 
casas especializadas), enriquecida com outras sementes, em menor quantidade, como cártamo, 
cânhamo, colza, linhaça, etc., bem como com biscoito triturado. Normalmente é designada como 
'Mistura para Periquitos'. Siga esta regra: vigie os comedouros todos os dias. Por vezes parece que têm 
comida... e apenas têm as cascas. 
Minerais: Casca de ostra bem triturada, areia, cálcio, osso de choco, etc..Também é muito útil cascas de 
ovo de galinha bem secas e trituradas, depois de previamente fervidas. Além de fornecerem minerais 
essenciais para o crescimento, são um reforço necessário durante a procriação e para afiar o bico. 
Verduras: De preferência espinafre, agrião, couve, milho verde (leitoso, os Agapornis adoram!) ainda em 
espiga, cenoura, jiló, etc..Nota: As verduras devem ser muito bem lavadas, e escorridas, por causa dos 
inseticidas. Devem ser fornecidas frescas e mudadas diariamente. Evitar alface. 
Frutas: Sempre frescas e variadas. Mude-as todos os dias, evitando a oxidação. Retire sempre as 
sementes; algumas podem ser venenosas, como o caso das da maça, pêra, etc.. Evitar abacate. 
Água: Tanto a de beber como a do banho deve ser sempre fresca, limpa, e mudada diariamente. 
Complementos: farinhada (principalmente as de ovo, compostas pôr vitaminas e aminoácidos) e ração 
peletizada (essencial para quem quer garantir que sua ave está ingerindo todos as vitaminas 
necessárias). 
 
 
 
 
 
Algumas misturas de sementes prontas 
 
 
 
Tratos para seu agapornis: bastões, farinhada e ração peletizada 
 
 
 
Algumas misturas especiais de sementes, com frutas e pellets 
 
 
Osso mineral: essencial! 
COMPORTAMENTO 
 
O Agapornis não é um pássaro falante, como Araras, Cacatuas e Papagaios, mas algumas pessoas 
afirmam que, com muito treinamento, pode aprender a balbuciar algumas palavras curtas e sons 
humanos. Algumas pessoas usam fitas cassetes, CDs e programas de computador para ensinar suas 
calopsitas a falar. É um dos pássaros perfeitos para quem quer uma relação mais íntima com uma ave. 
São pássaros muito divertidos, engraçados e que se apegam muito aos donos. Inclusive, uma pessoa 
que adquire apenas um agapornis deve ter em mente que, pelo seu comportamento (se apegam muito a 
uma outra ave e com ela vivem por toda vida), essas aves exigem um pouco da dedicação do dono, 
tanto quanto uma outra ave daria a ele. Isso porque, na falta de um parceiro “alado”, o agapornis ira se 
apegar ao dono, e pode até adoecer por falta de carinho e contato. 
A única recomendação sobre o convívio entre agapornis e humanos é em relação às crianças pequenas 
e pouco acostumadas a lidar com aves. Como os agapornis podem ser um pouco temperamentais e 
assustadiços, se uma criança manuseá-los erroneamente, apertando-o e machucando-o, ele pode se 
irritar e defender-se, bicando a criança. Mas isso só ocorrerá se ele realmente se sentir assustado e 
acuado. 
 
Quando os agapornis são adquiridos adultos, se mostram assustadiços no primeiro contato, e nunca 
ficarão realmente mansos (como ocorre quando se adquire um filhote). Mas com bastante paciência, 
afinco e amor, o agapornis pode ficar acostumado à presença do dono e, pelo menos, não se assustare 
não se debater tanto na gaiola quando se chega perto. 
 
Os agapornis são ótimos animais de estimação. São extremamente ativos, fazem muitas 
traquinagens, adoram escalar e se pendurar nos brinquedos, se aconchegar dentro de bolsos e 
camisetas. No entanto, para se manterem domesticados e socializados, os agapornis requerem a 
atenção diária dos donos, no mínimo durante os 6 primeiro meses. É quase impossível domesticar um 
agapornis que não tenha sido alimentado na mão desde filhote. 
 
 
Veja o que significa cada expressão corporal de seu agapornis: 
• Picando papel: as fêmeas principalmente têm esse comportamento, picando papel e colocando atrás das 
asas para fazer ninho. Apesar de picar, o macho nao carrega papel. 
• Eriçar penas e balançar o corpo: relaxar tensão, espreguiçando 
• Dormir sobre 1 pé e com a cabeça para trás: normal e saudável. 
• Balançando a cauda para os lados, abrindo as penas: contente ou mostrando interesse em algo. 
• Bico e asas abertas e penas eriçadas: estressado ou com calor. 
• Movimentos bruscos da cabeça, da direita para esquerda, com as bochechas encostando nos ombros: 
aborrecido. 
• Correndo o bico pela gaiola ou poleiro: limpando o bico. 
• Bocejando: com sono. 
• Corpo inclinado para frente, na horizontal, fitando algum ponto: pronto para voar. 
• Trinando, com asas abertas e levantadas, sacudindo as penas: se mostrando. 
• Esticando uma asa junto com a perna do mesmo lado: se espreguiçando ou cumprimentando. 
• Batendo as asas no poleiro: se exercitando, quando não podem sair da gaiola. 
 
O que fazer se seu agapornis está bicando 
Os filhotes de aves exploram o mundo com seu bico, muito sensível (por isso que você nunca deve bater ou 
puxar o bico de uma ave para ensinar uma lição). Desse modo, os filhotes não devem ser desencorajados a 
usar o bico. Apenas quando ele já está completamente socializado e se alimentando apenas de sementes é 
que as bicadas devem ser consideradas um problema. Geralmente, essas começam como beliscões leves, e 
nunca subitamente. Assim, o agapornis deve ser desencorajado logo no início. O ideal para desencorajá-lo é 
reprimi-lo verbalmente e movê-lo para longe de seu pescoço ou orelha (locais preferidos de bicadas). No 
entanto, isso vai pará-lo por alguns segundos apenas. O importante aqui é a consistência e a não-desistência 
do dono, por mais cansativo que seja ficar tirando seu pássaro de um lugar e colocando longe de você. 
Há alguns métodos que ajudam a parar com o hábito de bicar de sua ave. O mais eficiente é o método da 
distração, que consiste em atrair a atenção de seu pássaro para algo mais interessante do que sua pele (por 
exemplo, uma folha de papel, um brinco, um cadarço). Também pode funcionar segurar o bico superior 
gentilmente entre o polegar e o indicador, dando uma bronca (mas NUNCA bata, puxe, segure com força ou 
force para cima. Isso pode lesionar seriamente sua ave). 
Mas o que deve sempre ser lembrado é que as aves bicam para defesa, primariamente. Isso é instinto, e não 
há como contornar, ainda mais em pássaros com histórico curto de domesticação, como é o caso dos 
agapornis. Além do mais, os agapornis são pássaros pequenos e indefesos em um mundo grande e cruel, 
com criaturas grandes e cruéis querendo almoçá-los. A estratégia de sobrevivência dos agapornis é a 
agressividade: apesar de pequeno, pode atacar e matar outras espécies, mesmo maiores. Desse modo, 
mesmo amansado, seu agapornis irá reagir com agressividade se for perturbado, assustado ou irritado. 
 COMO SOCIALIZAR SEU FILHOTE AGAPORNIS 
 
 Há três métodos de ter um agapornis socializado. 
• O primeiro, e mais fácil, é adquirir um exemplar com uns dois meses, já socializado. Porém, nesse 
caso, o maior cuidado a ser tomado é se certificar de que a ave foi acostumada com as pessoas de 
forma geral, e não com uma ou outra pessoa. Do contrário, pode não aceitar bem o futuro dono, 
inclusive sendo agressivo. 
• O segundo método é adquirir um exemplar com 40 dias de vida, com o processo de socialização já 
iniciado. Adquirindo-o nessa idade, a fase mais complexa da sua manipulação já terá sido feita. É 
que a ave já está aprendendo a comer sozinha (mas ainda precisa se alimentar de papinha), exige 
menos refeições diárias e já pode ficar em uma gaiola de metal comum. 
• A terceira opção, mais complexa e detalhada, é adquirir um agapornis com cinco dias de vida, o que 
exigirá sua dedicação intensa por pelo menos dois meses (veja abaixo o passo a passo de como 
fazer a socialização). Lembre-se que, no início, a ave não sabe voar, e uma pequena queda pode 
ser fatal. Quando ela souber, feche as janelas e as portas de onde for manipulá-la. Isso vale 
inclusive para os exemplares de asas cortadas, que, mesmo com pouco equilíbrio, às vezes são 
capazes de levantar curtos vôos e podem sair planando. 
 Dos 10 aos 15 dias de vida:o Agapornis está com cerca de 6cm de tamanho. Coloque-o em uma 
caixa, tipo de sapato, forrada com papel toalha. Faça uma cestinha de papel, em um canto da caixa, 
para servir de ninho. Em dias que você sentir frio, a ave também estará sentindo. Nesse caso, instale 
uma lâmpada térmica (que gera apenas calor, e não luz) a uma distância de cerca de 20cm da ave. 
Alimente o filhote a cada 4 horas, segurando-o em uma de suas mãos. Use ração para psitacídeos 
filhotes (a que nós usamos e recomendamos fortemente é a CC-Albium), diluída em água até virar papa. 
Ela deve está morna (fria, a ave não come, e quente, a queima). Ofereça-a e uma colher aproximando-a 
do bico. O próprio filhote segurará a ponta da colher e a chacoalhará até a comida entrar. Quando o 
papo ficar grande ou a ave começar a recusar o alimento, interrompa a refeição. Após alimentar a ave, 
limpe os resíduos de comida do bico. Só manipule o filhote para alimentá-lo. Aproveite para conversar 
com ele. Não faça movimentos bruscos ou barulhos que possam assustá-lo. Do contrário, pode ficar 
estressado. Se você quer acostumar a ave com outra pessoa, deixe-a participar da manipulação. 
 
Dos 16 aos 39 dias:o que muda em relação à fase anterior é o intervalo entre as refeições. O próprio 
filhote começará a recusar a comida. É sinal de que precisa comer menos vezes ao dia. O ideal é 
alimentá-lo três vezes ao dia. 
 
Dos 40 dias aos 3 meses:o filhote tem praticamente o tamanho de um adulto. Já pode ser colocado 
em uma gaiola. Alimente-o 3 vezes ao dia, mas comece a dar sementes na boca dele, como a de 
girassol, por exemplo. No começo, ele apenas brincará com elas. Também deixe um pote de sementes 
na gaiola. Dê brinquedos a ele como bolinhas, para estimulá-lo. Se a idéia é que o Agapornis às vezes 
fique solto, deve-se cortar as penas de uma das asas dele. Vá acostumando-o a ficar solto em 
ambientes fechados e seguros. Se perceber que ele está assustado, ofereça comida e coloque-o na 
gaiola. Conforme ele for demonstrando segurança, aumente a duração da soltura. 
 
Dos 3 meses em diante:o filhote certamente já comerá sozinho e, sob esse aspecto, se tornará 
independente de você. Pelo menos, uma vez ao dia, o manuseio e a soltura (em ambiente seguro) 
devem ser feitos. 
 
COMO ADQUIRIR 
 
Quando você for adquirir um agapornis, há certos aspectos que sempre devem ser notados: 
• Preferir as aves mais ativas, com corpo roliço e olhos brilhantes; 
• Verificar a cloaca, analisando se esta se mostra suja, com sinais de diarréia; 
• Verificar os olhos e as pálpebras, de modo a ver algum sinal de secreção, inchaço ou vermelhidão; 
• Outros sinais indicativos de doença são apatia e sonolência. Preferir aves mais ativas; 
• Verificar também a limpeza do local onde se encontram as aves; 
• Verificar se aquele que está vendendo realmente gosta dos bichinhos, analisando o modo como maneja os 
filhotes. 
Além desses aspectos, siga também essas dicas:em primeiro, selecione o pássaro o mais jovem possível, para que 
ele se ligue muito mais a você. Em seguida, escolha a cor que mais lhe agrada. É aconselhávelmanipular o pássaro 
que você escolher, verificando se ele se deixa acariciar sem bicar. um agapornis domesticado é sempre um pouco 
nervoso com rostos não-familiares, mas ao contrário dos bravos não bica e se acostuma rapidamente quando 
levado para casa. 
 
 
FILHOTES 
 
Para se ter agapornis mansos, é imprescindível que os filhotes sejam tratados desde cedo na mão, com uso de 
papas especializadas para filhotes (ver texto abaixo: Como socializar seu filhote). 
 
Se você quiser alimentar os filhotes na mão, aqui estão algumas dicas: 
• A papinha deve ser preparada conforme instruções que daremos durante a aquisição do filhote. O filhote 
pode ser alimentado com uma seringa normal, mas é preferível alimentá-lo com uma colher de chá (com 
as bordas laterais entortadas, formando uma cunha). 
• Não fique surpreso com os sons que os filhote emitem durante a alimentação. 
• Os filhotes devem ser alimentados três vezes ao dia (de manhã, à tarde e à noite). Caso o filhote não 
coma uma das refeições, não se preocupe. Mas se o filhote não comer por um tempo, e ele não estiver 
comendo sementes, isso é um sinal de que algo não vai bem, e o melhor é procurar ajuda especializada. 
• Desde o início, você já pode oferecer as sementes para o filhote. Isso não quer dizer que ele vá logo 
comer, mas de início irá brincar, e futuramente comer. 
• O tempo de “desmame” varia muito de animal para animal, mas isso geralmente ocorre entre a 8ª e a 12ª 
semanas. 
• A papinha que nós usamos, e que garante taxas de mortalidade quase nulas, é a CC-Albium. 
 
A papinha que usamos (esq) e um modelo da colher para alimentar os filhotes (dir) 
INSTALAÇÕES 
 
Localização: Em local bem arejado, com sol da manhã, mas sem correntes de ar (cuidado com as 
constipações!), não abafado ou quente (ajuda alastrar doenças respiratórias e mata filhotes dentro do 
ovo), isento de cheiros, poeiras, barulhos e animais. 
Higiene: Mantenha o local sempre limpo. Deste modo, dificilmente surgirão doenças nos Agapornis 
(exceto se infectados por outra ave oriunda de procedência duvidosa). 
Viveiros: Para criação em colônias, com no máximo 4 casais. Medida aceitável 2x2x2 metros 
(comprimento, largura, altura). Colocar aves da mesma cor e de 1 só espécie, para evitar brigas. 
Gaiolas: 80x50x60cm é uma medida aceitável para um casal. As gaiolas permitem uma melhor 
identificação de pais e filhos, bem como um melhor apuramento da espécie (controle genético). 
Ninhos: horizontal, com 30x20x15cm como medida suficiente, com sala e quarto, sendo que no quarto 
o fundo deve ser côncavo. Quando em viveiro, devem ser colocados em número superior ao dos casais, 
para que possam escolher livremente. Após a escolha poderão ser retirados os excedentes para evitar 
abandonos. 
Acessórios: É necessário que cada gaiola tenha 2 poleiros (com 2 diâmetros diferentes, um pouco 
menor que um cabo de vassoura e outro de 12,5 mm), 1 bebedouro (vasilha de cerâmica se possível), 
um comedouro, uma vasilha menor para a farinhada e um ninho. O comedouro e o bebedouro devem 
ser fixos para que eles não derrubem, porém removíveis para a limpeza, além de uma tigela com água 
para que se banhem. Faça a desinfecção do bebedouro, comedouro, banheira e fundo da gaiola, no 
mínimo duas vezes por semana 
Brinquedos: Os Agapornis são alegres e expertos. Coloque alguns “brinquedinhos” na gaiola para que 
façam exercícios e se distraiam. Alguns poleiros espaçados também são úteis. 
 
 
FOTOS DE KIDPLAYS 
 
 
 
 
FOTOS DE GAIOLAS 
 
 
FOTOS DE BRINQUEDOS 
 
 
 
 
FOTOS DE COBERTORES 
 
 
FOTOS DE NINHOS 
 
REPRODUÇÃO 
 
Tão logo formado o casal, este começará a montagem do ninho; nesta época forneça material (palha 
de milho, vassoura, etc. ) para que as aves montem seus ninhos. Se, no entanto, as aves não se 
entenderem em 3 ou 4 semanas, ocorreu alguma incompatibilidade e o casal deve ser desfeito. 
Acontecendo tudo corretamente, logo se iniciará a postura. 
O cortejo do macho é simples, seguido da cópula. A fêmea bota seus ovos geralmente de madrugada, 
bem no amanhecer. O Agapornis pode realizar três posturas por ano (deve-se retirar o ninho em 
intervalos de quatro meses para descanso). A média de ovos varia entre 2 a 6 (esses são postos dia 
sim, dia não), sendo que a eclosão ocorre cerca de 23 dias após a postura do primeiro ovo. Quem 
constrói o ninho é a fêmea. O macho pode brincar com os materiais para a construção do ninho, como 
palha de milho, capim, folhas secas de coqueiros e gravetos, mas não os leva para o ninho. A fêmea 
garante a alimentação dos filhotes até que comam sozinhos; os machos ajudam no trato, passando 
comida para as fêmeas ou até alimentando os filhotes. Na fase reprodutiva é aconselhável que a 
alimentação seja reforçada, acrescentando-se um pouco mais de aveia à dieta, aumentando-se a 
variedade de frutas, legumes e verduras, e acrescentando-se suplemento vitamínico na água ou ração. 
Os filhotes devem ser separados dos pais o mais tarde possível, isso ocorre quando a fêmea inicia 
uma nova postura e acaba por expulsá-los do ninho. 
 
 Macho ou Fêmea: como distinguir? 
Sexar os Agapornis, para um iniciante, não é fácil , nem para criadores mais experientes pois, com 
exceção de duas espécies (Cana e Taranta), não há diferenças entre o macho e a fêmea. No entanto, 
algumas dicas correntes estão abaixo: 
• Uma das formas de sexagem muito comum é observar os ossos pélvicos (da bacia): o macho os 
apresenta bem fechados e pontudos e as fêmeas mais abertos (4-7mm) e arredondados. É uma 
prática comum mas não muito segura (tem uma eficácia que não ultrapassa 30%) 
• O rabo também pode indicar o sexo. Nas fêmeas, as penas do rabo são do mesmo tamanho, como 
se tivessem sido cortadas. Nos machos, as penas são arredondadas. 
• As fêmeas costumam carregar mais material para o ninho. Apesar dos machos também fazerem 
isso, eles não costumam costumam carregar material sob as asas, como fazem as fêmeas. 
• Geralmente, os machos são mais quietos e menores e as fêmeas mais bravas, barulhentas e 
maiores (com exceções, obviamente). 
• Fêmeas tendem a sentar mais esparramadas no poleiro, com as pernas mais afastadas. 
• A cabeça do macho é mais plana, enquanto a das fêmeas é mais arredondada e arqueada. 
 
O que torna ainda mais difícil a sexagem é que machos convivem bem entre si, assim como fêmeas. 
Esse comportamento pode enganar! 
Colocando dois pássaros na gaiola, você pode ter por base o seguinte: se há a feitura do ninho mas a 
suposta fêmea não botar, pode se tratar de um macho. Mas o mais provável neste caso é que o ninho 
não seja confeccionado. Mas atenção: podemos ter aqui dois casos. Primeiro, uma fêmea estéril; 
segundo, um macho experiente que confeccione bem o ninho. Se você notar que há postura de muitos 
ovos num certo período de tempo, então provavelmente se trate de duas fêmeas. Estas põem um ovo 
por dia. 
O método mais seguro, no entanto, é fazer exame de sangue, para comprovação de genótipo. 
 
No entanto, tais práticas só importam quando o interesse é formar casais para reprodução, 
não importando quando são para criá-los como mansos. 
Doenças... – prevenir é o melhor remédio! 
 
Apesar de haver alguns perigos que concorrem para o aparecimento de doenças nos Agapornis, não é difícil 
termos alguns cuidados para as evitar. Assim... pequenos/grandes conselhos para se levar em conta: 
• Na aquisição: Ao adquirir qualquer ave, em particular se ela vier de proveniência desconhecida, tenha 
especial cuidado, pois que ela pode ser portadora (e transmissora) de alguma doença. Tenha sempre 
presente que uma simples ave infectada pode causar a morte de uma colônia. É recomendável manter 
aves novas em quarentena, até certificar-se que estão bem. 
• Poleiros, grades laterais e fundo das gaiolas: Inspecione e limpe pelo menos uma vez por semana. 
o Poleiros: Não devem ser lisos mas sim rugosos para que a ave os segure com segurança.o Grades laterais: Não devem provocar feridas nas patas através de pontas cortantes. 
o Fundo das gaiolas: Restos de comida e fezes acumuladas proporcionam abrigo para fungos e 
bactérias, tão nocivos à saúde dos nossos Agapornis. A higiene é o melhor remédio. 
• Comedouros e bebedouros: Deve-se limpar diariamente. Não só para proporcionar às aves comida limpa e 
água fresca todos os dias, como também para evitar a fermentação dos restos de comida com a água 
suja, o que certamente provocará o aparecimento e a proliferação de fungos e bactérias. 
o Comedouros para comida fresca: Especial atenção. São o alvo preferido dos mosquitos. Lave 
bem e troque todos os dias. 
o Comedouros para sementes: Verifique o excesso de cascas. Sopre todos os dias para que nunca 
falte o alimento. 
ADESTRAMENTO DE AGAPÓRNIS 
 
 
 
Neste curso você aprendera a se relacionar com seu agapórnis de forma simples e 
prática vamos lá então!!! 
 
 
 
Passo 1 
 
Para você adestrar seu agapórnis o primeiro passo é o corte de asas para impedir que 
seu agapórnis voe ou fuja podendo se machucar. 
 
Veja como cortá-las. 
 
CORTE DAS ASAS 
 
Para impedir que o pássaro voe, é preciso cortar algumas penas de vôo. Essa medida permite que 
você lhe dê mais liberdade fora da gaiola, sem se preocupar o tempo todo com uma possível fuga. Outra 
vantagem é impedir que se choque contra uma parede ou janela, ou provoque algum acidente (como 
cair na água ou no fogo). O corte das penas não causa dor, embora não gostem muito, fica muito mais 
fácil cortar as asas se você tiver a ajuda de outra pessoa. 
Você deve apenas cortar as primeiras 6-7 penas de vôo. Nunca corte muito para cima as penas longas 
de vôo, pois você pode pegar as penas menores que as recobrem, e isso pode provocar sangramentos. 
Nas figuras abaixo, é possível ver as duas camadas de penas (curtas e longas). NUNCA corte essas 
penas curtas. O corte deve ser feito um pouco abaixo dessa camada, seguindo o ângulo de inclinação da 
asa, para que o corte não fique muito feio. É importante não “tosar” as asas das aves, pois quedas 
(principalmente quando são pássaros maiores) não serão amortecidas, e seu pássaro pode se machucar, 
se ele cair de uma altura alta (ele não terá capacidade de planar e minimizar a queda). 
O corte deve ser mantido regularmente, principalmente em filhotes, onde as penas possuem uma taxa 
maior de crescimento. 
Para cortar, pegue o agapornis pelas costas, segurando firmemente mas com cuidado, de modo que 
os pés fiquem para fora. Se ele tentar bicar, coloque o polegar em um lado e o dedo indicador do outro 
lado da cabeça, ou utilize uma luva de raspa de couro.Com cuidado estenda uma asa e com uma tesoura 
corte as penas primárias de vôo (observe abaixo a linha de corte), começando pela ponta da asa. 
Caso sangre durante o corte de asas, aperte a pena perto da pele com uma pinça e puxe-a. Com uma 
gaze, pressione o ferimento (o sangue pode gotejar), coloque um pouco de pó anti-hemorágico (pó de 
café, por exemplo, ou até mesmo farinha) ou band-aid e mantenha o pássaro quieto por alguns 
minutos, para que ele não bata as asas e reabra o ferimento. 
 
 
 
(onde Do not cut: não corte e 
trim at this line below coverts: corte nesta linha abaixo da cobertura superior) 
 
 
 
 
 do not cut : Não corte follow ongle: corte aqui 
 
 
 
 
Passo 2 
Agora que você já lhe cortou a asa o solte em um lugar fechado,deixe-o andar para se 
acostumar com o ambiente tente fazer ele subir no seu dedo , se ele não subir será 
necessário usar por enquanto o poleiro. 
Se você já tem amizade com seu agapórnis o trabalho vai ser muito mais fácil , tente 
passar o dedo na cabeça dele conversar com ele no tom baixo. 
Com um tempo já de treinamento, se você já se apegou a sua ave e ele a você tente 
pequenos truques essa é a parte mais legal do treinamento... 
 
Pequenos truques !!! 
. brinque de se esconder se ele for atrás e porque gosta dessa brincadeira. 
. dê brinquedos quebra cabeças , carrinhos de trem (pequenos) 
. ponha ele na cama de um lado ,fique de outro e chama VEM se ele correr ou voar já 
aprendeu muito... 
fique de vez em quando com seu agapórnis no colo ou no braço para ele se acostumar 
com você e daqui um tempo ele estará pedindo para sair da gaiola. 
 
Passo 3 
Tabela de Mutações 
 
Durante este adestramento seu agapórnis com certeza vai lhe bicar mas isto é normal. 
Isso já dá para adestrar um agapórnis pois é muito fácil seu ensinamento!!! 
 
BIBLIOGRAFIA 
Sites: 
 
http://www.agapornismansos.vila.bol.com.br 
http://geocities.yahoo.com.br/hugogislon2001/index.htm 
http://geocities.yahoo.com.br/passarosbr/ 
http://www.omniverso.com/universoaves.html 
 
Revistas: 
Cães & cia 
 
 
 
 
 
 
 
Diego Scheidweiler Ferreira