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Cráton Um cráton é uma massa continental que atingiu tal estado de rigidez em um passado geológico distante que, desde então, não sofreu fragmentação ou deformação, como foi afetado por movimentos orogênicos. Por esse motivo, os crátons são as partes mais antigas dos continentes ou fragmentos da Pangéia, cujas rochas têm idades superiores a 1400 m. Elas tendem a ser planas, ou apresentam baixos-relevos com formas arredondadas e, muitas vezes, rochas arcaicas. Para os cratons submarinos são chamados de nesocratons. O termo cráton é usado para distinguir a porção interna estável da crosta continental com respeito àquelas regiões orogênicas, que são cinturões lineares de acumulação ou erosão de sedimentos sujeitos a subsidência (bacias) ou a revolta (cordilheiras). Os extensos crátons centrais dos continentes podem consistir em escudos e plataformas, bem como na base cristalina. Um escudo é a parte de um cráton no qual as rochas pré-cambrianas surgem extensivamente na superfície. Em contraste, a plataforma de base é coberta por sedimentos horizontais e sub- horizontais. Os crátons são divididos geograficamente em províncias ou zonas geológicas. Essas são entidades espaciais com atributos geológicos comuns. Uma província pode incluir um único elemento estrutural dominante, como uma bacia hidrográfica, ou vários elementos contíguos relacionados. As zonas adjacentes podem ser semelhantes em estrutura, mas podem ser separadas devido a diferentes histórias geológicas. A teoria já provada de forma absoluta das placas tectônicas considera cada craton como uma espécie de "jangada" de rocha leve (originada inicialmente da cristalização nos tempos primordiais do planeta magma ) flutuando no manto semifundido e plástico do planeta, em torno do qual, como espuma em uma panela de sopa em convecção térmica, se acumulariam sedimentos (de intemperismo, erosão e transporte de rochas ígneas) e fragmentos litosféricos. A intrusão de magma nestes continentes, devido à subducção e fusão da crosta oceânica rica em água, estaria na origem dos andesitos e granitos, bem como das rochas metamórficas, constituintes fundamentais da litosfera continental, isto é, dos continentes. Os crátons seriam, em suma, os protocontinentes a partir dos quais se formaram os primeiros continentes, por acréscimo em suas margens subdutivas e intrusão magmática. Por esse motivo, os crátons são frequentemente encontrados nos centros/núcleos dos continentes de hoje, e normalmente são cercados pelos cinturões orogênicos mais modernos. Crátons e orógenos constituem os continentes, ou seja, a crosta continental.