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Terapia Cognitivo Comportamental e Psiquiatria - Compreensão e diagnóstico do TOC
De acordo com Araújo e Neto (2014), o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM -5, 2014) apresenta um capítulo exclusivamente voltado ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e outros transtornos relacionados. Dessa forma, o TOC e transtornos relacionados possuem um capítulo próprio. Os critérios diagnósticos para o TOC não sofreram modificações significativas, mas, novos especificadores foram incluídos.
            O principal transtorno desse grupo é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), que é considerado um transtorno mental grave, com alta prevalência na população, com início na adolescência e vida adulta, sendo incomum após os 35 anos. Os sintomas costumam acompanhar a pessoa ao longo da vida, e, se não tratado, tende a ser crônico. Não há cura, mas sim, remissão, sendo possível também que a pessoa apresente flutuações em sua intensidade, ora aumentando, ora diminuindo, raramente desaparecendo de forma espontânea (CORDIOLI, 2014).
            Com relação à prevalência do TOC, anteriormente considerado raro, o TOC hoje é bastante comum, presente entre 1.6% a 2,3% das pessoas no período de um ano. No Brasil, estima-se que existam entre 3 a 4 milhões de pessoas com diagnóstico de TOC. É preciso considerar que várias pessoas com TOC grave gastam muito tempo de suas vidas na execução de rituais e em dúvidas e medos obsessivos. Além disso, o TOC é um fator importante e de risco para separações, divórcio, maior risco para demissão e insucesso na carreira. Compromete também a o funcionamento familiar e interpessoal.
            De acordo com o DSM – 5, os critérios diagnósticos para TOC são, de forma resumida:
a. Presença de obsessões, compulsões ou ambas?
As obsessões são definidas por:
1 – Pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes, que são experimentados como intrusivos e indesejados e que podem causar ansiedade ou sofrimento.
2 – A pessoa tenta ignorar ou suprimir pensamentos, impulsos ou imagens ou neutralizar com outro pensamento ou ação.
As compulsões são definidas por:
1 – Comportamentos repetitivos ou atos mentais que a pessoa se sente compelida a realizar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras rígidas.
2 – Os comportamentos ou os atos mentais visam prevenir ou reduzir a ansiedade e o sofrimento ou evitar algum evento ou situação temida, sem ter uma conexão realista com o que visam neutralizar.
1. As obsessões e/ou compulsões tomam tempo ou causam sofrimento clinicamente significativo.
1. Os sintomas obsessivo-compulsivos não se devem aos efeitos fisiológicos de uma substância.
1. A perturbação não é mais bem explicada por sintomas de outro transtorno mental.
 O DSM – 5 também acrescentou novos especificadores, tais como insight bom ou razoável quando a pessoa reconhece que as crenças do TOC são definitivamente ou provavelmente não verdadeiras, insight pobre quando a pessoa acredita que as crenças do TOC são provavelmente verdadeiras e insight ausente e delirante quando a pessoa está completamente convencido de que as crenças do TOC são verdadeiras.
O Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), anteriormente conhecido como dismorfofobia, se caracteriza por preocupação com um ou mais defeitos ou falhas percebidas na aparência física, ou seja, a pessoa acredita que é feia, sem atrativos, anormal ou deformada. Com o DSM-5, o TOC e o TDC apresentam proximidades, pois o TCD apresenta comportamentos repetitivos, como checagem corporal no espelho, verificações, evitação a situações que podem provocar os sintomas. O TDC é também conhecido como “feiúra imaginária” e tem prevalência entre 0,7% e 2,2% na população e entre 4% a 5,5% em estudantes universitários. A literatura também aponta que essa prevalência pode ser maior em populações de clínicas dermatológicas ou de cirurgia plástica. O início da TCD costuma ser na adolescência, mas as preocupações subclínicas podem ter início por volta dos 11 anos e, inclusive, pessoas que apresentam TCD antes dos 18 anos apresentam maior risco para suicídio. O transtorno tem curso crônico, embora possa existir melhora com tratamento. Há também relato de TCD em idosos, com poucas informações sobre.
 
O Transtorno da Acumulação ocorre quando há excesso e acúmulo de grandes quantidades de pertences, na maioria das vezes, sem nenhuma utilidade ou chance de uso, com enorme dificuldade em se desfazer (CORDIOLLI e BRAGA, 2014). Os objetos acumulados geralmente estão desordenados, atravancando os espaços, prejudicando o funcionamento da família e não raro, criando risco para a saúde. Há diferença entre acumulador x colecionador, apesar do transtorno, anteriormente, ser chamado de colecionismo. O colecionador adquire os itens por hobby, lazer ou até mesmo para comercialização, dando uma função para o objeto. Já o acumulador compulsivo designa o acúmulo patológico, com prejuízo para si e para o entorno.
No Transtorno da Acumulação, é comum que a pessoa guarde os mais variados tipos de objetos: jornais, notas fiscais, objetos quebrados, basicamente, objetos sem perspectiva de uso. Não é incomum que os objetos fiquem empilhados pelo caminho, às vistas das pessoas. Eventualmente, os objetos acumulados podem atrapalhar na execução de tarefas de vida diária, além de aumentar os riscos para quedas, incêndios e doenças. Não é incomum que pessoas que sofram com esse transtorno tenham uma rede familiar e social precária, pois a tendência é que a pessoa se isole e sinta-se constrangida em convidar pessoas para sua casa. Os sintomas do Transtorno da Acumulação podem ter início por volta dos 11 anos e se estender por toda a vida.
Outro transtorno do espectro obsessivo-compulsivo é a Tricotilomania, um transtorno caracterizado pelo comportamento recorrente de puxar e arrancar os cabelos e pêlos, podendo provocar importantes lesões na área afetada. Como consequência, pode ocorrer perda do cabelo, lesão folicular, mudança estrutural nos cabelos que crescem após a retirada. Além disso, há também repercussão psicológica, pois a pessoa passa a evitar situações sociais temendo a exposição, passam a usar penteados extravagantes, evitam a prática de esportes e salões de beleza (GUIMARÃES, 2011).
            A prevalência é de 1% a 2% na população em geral, sendo mais frequente em mulheres, em proporção de 10 casos para um. Tem início, geralmente, na puberdade e o local escolhido pode variar ao longo da vida. O curso do transtorno é crônico, com períodos de remissão por semanas, meses ou anos.
            Por fim, o transtorno de escoriação também faz parte do espectro obsessivo-compulsivo, é caracterizado por um comportamento repetitivo de picar, escoriar, coçar, arranhar ou furar determinadas regiões da própria pele, resultando em danos do tecido (RICHARTZ, GON E ZAZULA, 2017). O comportamento de escoriar a pele produz alterações cutâneas, deformações e cicatrizes, que podem provocar prejuízos para o corpo, discriminação e dificuldades na interação social, além da relação com sentimentos de inadequação social, insegurança, sensação de vazio e solidão.  A prevalência é de 3% da população geral, acometendo principalmente mulheres.
 
Atividades Extras
Livros:
Como lidar com o Transtorno Dismórfico Corporal: Guia Prático Para Pacientes e Familiares – Autora: Maria José Azevedo de Brito. Editora Hogrefe, 2020.
Fazendo as pazes com o corpo. Autora: Daiana Garbin. Editora Sextante, 2017.
Documentários:
Acumuladores compulsivos:  https://br.aeplay.tv/episodio/beverly-megan
Um monstro em minha vida: https://www.dailymotion.com/video/x3aryi3
 
 
Referência Bibliográfica
COGINOTTI, I. N. B.; & Reis, A. H. Transtorno de escoriação (Skin Picking): revisão de literatura. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, 12(2), 64-72.2016.
CORDIOLLI, A.V; BORTONCELLO, C.F; BRAGA, D.T. Técnicas cognitivas no tratamento de pacientes com TOC. IN: Manual de Terapia Cognitivo Comportamental para o Transtorno Obsessivo Compulsivo. Editora Artmed. 2014.
CORDILLI, A.V; BRAGA, D.T. Terapia cognitivocomportamental do transtorno obsessivo-compulsivo. In: Psicoterapias cognitivo-comportamentais: um diálogo com a psiquiatria. Editora Artmed.2011.
GUIMARÃES, S.S. Tricotilomania. In: Psicoterapias cognitivo-comportamentais: um diálogo com a psiquiatria. Editora Artmed.2011.
RICHARTZ, M.; GON, M. C. C.; & Zazula, R. INTERVENÇÕES COMPORTAMENTAIS PARA O TRANSTORNO DE ESCORIAÇÃO: REVISÃO DE ARTIGOS PUBLICADOS EM PERIÓDICOS DE SAÚDE. Revista Brasileira de Análise do Comportamento, 13(2).2018.

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