Prévia do material em texto
Normas básicas de biossegurança Oque é biossegurança? A biossegurança caracteriza-se como um conjunto de medidas e normas utilizadas como forma de prevenção de riscos biológicos e acidentes de trabalho, agindo na eliminação e contenção dos riscos de exposição. Essas medidas costumam ser aplicadas em diversos lugares, mas especialmente naqueles que lidam diretamente com agentes biológicos, como hospitais, clínicas, consultórios e laboratórios. Os principais riscos envolvidos são por meio de microrganismos como fungos, bactérias, vírus, protozoários, parasitas etc. que podem invadir o corpo humano por via digestiva, respiratório ou cutânea, causando diversas patologias, como tétano, tuberculose, gripe, hepatite, entre outras. Por isso, é essencial que esses lugares tenham medidas de biossegurança para preservar a saúde das pessoas envolvidas no ambiente. Isso pode ser realizado com o uso correto de equipamentos de proteção individual, descarte correto de lixo hospitalar, desinfecção e esterilização de ambientes. O objetivo é sempre evitar a contaminação tanto de pessoas quanto do local. É por isso que atualmente existe a Lei de Biossegurança 11.105, de 24 de Março de 2015, que objetiva preservar a vida das pessoas, assim como promover maior segurança em qualquer atividade que envolva agentes biológicos. 2. Higiene pessoal Biossegurança é, também, cuidar da higiene pessoal no ambiente de trabalho. Essa é uma característica que faz parte dos princípios básicos do cotidiano do profissional de saúde para evitar contaminação e disseminação de agentes infecciosos, dado o fato de que esses lugares de trabalho concentram diversos microrganismos que são nocivos à saúde dos pacientes e dos próprios trabalhadores. É por isso que faz-se necessário utilizar vestes ou uniformes adequados, sempre mantendo cuidado à higiene pessoal. Algumas medidas podem ser tomadas, como: - Cabelos: em casos de cabelos longos, estes devem ser mantidos presos durante os trabalhos; - Unhas: devem estar limpas e curtas, não ultrapassando a ponta dos dedos; - Calçados: deve-se utilizar sapatos fechados em todas as dependências do trabalho; - Adornos de mão: não se permite o uso de alianças, anéis, pulseiras e relógios durante a realização de procedimentos; - Joias e adereços: não se permite o uso de colares que podem tocar as superfícies de trabalho ou os pacientes. 3. Lavagem das mãos A lavagem das mãos é uma das medidas mais importantes na prevenção e controle de possíveis infecções nos serviços de saúde. É fundamental lavar as mãos com água e sabão, pois geralmente isso é o suficiente para uma descontaminação. Deste modo, é importante lavá-las principalmente ao iniciar o turno de trabalho, sempre após a ida ao banheiro, antes e após o uso de luvas, antes de comer e beber, antes e após contato com pacientes, após manipulação de material químico e biológico e ao final das atividades de trabalho. Fazendo desta forma, será possível remover sujeiras, suor, pelos, oleosidade etc. Abaixo, visualize o passo a passo para lavar as mãos corretamente. Fonte: https://nutritotal.com.br/publico-geral/material/como-lavar-as-maos-corretamente/ 4. Uso de antisséptico Os antissépticos são fortes aliados na descontaminação das mãos e da pele em geral, pois ajudam nos casos de precaução de contato, nos casos de surtos, pré-operatórios e antes da realização de procedimentos invasivos. Algumas recomendações de antissépticos são: - Solução degermante (clorexidina 2% ou pvpi 10%): recomenda-se na higienização das mãos do profissional antes da realização de procedimentos invasivos e após contato com paciente infectado por patógenos. Não é utilizado para curativos e nem para mucosas; - Solução alcoólica (clorexidina 0,5% ou pvpi 10%): recomenda-se durante o preparo pré-operatório da pele do paciente após degermação, durante a realização de procedimentos invasivos percutâneos e antes da coleta de material biológico. Não deve ser utilizado em mucosas e nem em curativos de ferida cirúrgica; - Solução de clorexidina tópica ou aquosa 2%: recomenda-se para o preparo de mucosas para realização de procedimentos cirúrgicos e em procedimentos odontológicos. Não deve ser utilizado para degermação ou antissepsia das mãos do profissional de saúde e nem como curativo de ferida cirúrgica ou de lesões de pele. 5. Normas gerais de segurança em laboratório Os trabalhos realizados em laboratório exigem dos profissionais de saúde diversos cuidados preventivos devido ao manuseio constante de material biológico contaminado, bem como produtos químicos. Para isso, há algumas normas que devem ser seguidas para garantir a segurança individual e coletiva: - Sempre manter higiene pessoal e lavar as mãos; - Na área analítica: não fumar, beber ou alimentar-se no local, não armazenar alimentos e pertences de uso pessoal no laboratório, não usar ventiladores, não utilizar celulares durante as atividades laboratoriais; - Sempre manter práticas de limpeza e descontaminação nas superfícies das bancadas utilizando álcool a 70% ou hipoclorito de sódio a 0,1-1%; - Evitar ao máximo a formação de aerossóis; - Sempre utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas, jalecos ou aventais, protetores para cabeça e face (toucas, óculos de proteção, protetor facial e máscaras de proteção), botas ou calçados de segurança, pro-pés, dispositivos de pipetagem, entre outros; - Utilizar equipamentos de proteção coletiva, como cabines de segurança biológica, capela de segurança química, chuveiro de emergência, lava olhos, entre outros. Atividade Extra Para aprofundar os conhecimentos sobre as normas básicas de biossegurança, assista aos vídeos abaixo. - Técnica correta de higiene das mãos: https://www.youtube.com/watch?v=AeR3zdQ-27Q - Quais são as finalidades e conceitos da biossegurança hospitalar: https://www.youtube.com/watch?v=txZKa-qR6yQ Referência Bibliográfica HIRATA, M. H.; HIRATA, R. D. C.; MACINI FILHO, J. Manual de biossegurança. 2ª ed. São Paulo: Manole, 2011. MARCONDES, M. M. S.; MONTANARI, D. C. P. Esterilização e medidas de biossegurança: em Centros de Materiais e Esterilização e outros estabelecimentos. São Paulo: SENAC, 2020.