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ANATOMIA ANOTAÇÕES DE ESTUDO VETERINÁRIA DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS I Aluno: Wagner Francalino Parte 8: Sistema Digestório O sistema digestório é responsável pela quebra dos alimentos em partes menores, de forma que possa ser utilizado para gerar energia, para o crescimento e para a renovação celular. Os órgãos que pertencem a esse aparelho são capazes de receber alimentos, degradá-los química e mecanicamente até seus componentes moleculares e então absorvê-los. Por fim, o aparelho elimina resíduos excretados e que não foram absorvidos. As células do sistema digestório são importantes para esse processo e podem possuir funções hormonais. Tecido nervoso e vasos sanguíneos e linfáticos desempenham um papel importante na digestão. SISTEMA DIGESTÓRIO Boca e Faringe; Esôfago e Estômago; Intestino Delgado; Intestino Grosso; Canal Anal. O sistema digestório compõe-se do canal alimentar, que se prolonga desde a boca até o ânus e também inclui glândulas anexas, glândulas salivares, o fígado e o pâncreas, cujas secreções digestivas penetram o canal alimentar. O canal alimentar pode ser dividido em cinco segmentos: cavidade oral esôfago fígado estômago duodeno pâncreas ceco canal anal íleo reto jejuno As principais funções da cavidade oral são a obtenção e a mastigação dos alimentos. A saliva é secretada no material ingerido para a digestão química. A boca inclui os lábios, a cavidade oral e suas paredes, além das estruturas acessórias situadas em seu interior (língua e dentes) e as que liberam sua secreção para a cavidade oral (glândulas salivares). BOCA E FARINGE A cavidade oral se divide em vestíbulo e cavidade própria da boca. A cavidade própria da boca é o espaço delimitado pelas arcadas dentárias. Ela é cercada dorsalmente pelo palato duro, ventralmente pela língua e pela mucosa refletida, e lateral e rostralmente pelos dentes, arcos dentais e gengiva. O vestíbulo pode ser subdividido ainda mais em vestíbulo labial, o espaço entre os dentes e os lábios, e o vestíbulo bucal entre os dentes e as bochechas. A língua é composta principalmente por músculo esquelético e ocupa a maior parte da cavidade própria da boca, prolongando-se até a parte oral da faringe. A língua é responsável pela captação de água e alimento, pela manipulação do alimento dentro da boca e pela deglutição. Ela possui receptores para paladar, temperatura e dor. No cão é usada para intensificar a perda de calor pela respiração, facilitada pela intensa vascularização e por numerosas anastomoses arteriovenulares juntamente com ventilação (laringe, traqueia e brônquios do tronco principal) do espaço morto. A língua apresenta um ápice, um corpo e uma raiz. O corpo da língua está unido ao assoalho oral por uma prega mucosa, o frênulo lingual. A face dorsal da língua canina é marcada longitudinalmente por um sulco mediano do qual se projeta um septo até a língua. No bovino, a parte caudal do dorso da língua é elevada para formar uma grande proeminência definida como toro lingual. LÍNGUA anotações de estudo - aluno Wagner francalino - medicina veterinária fossa lingual toro lingual esôfago epiglote papilas furgiformes LÍNGUA, FARINGE E ESÔFAGO EQUINO - VISTA DORSAL raiz da língua corpo da língua ápice da língua papila folhada papila circuvalada LÍNGUA, FARINGE E ESÔFAGO BOVINO - VISTA DORSAL GLÂNDULAS SALIVARES A mucosa da língua é forte e firmemente fixada à musculatura subjacente nos aspectos dorsal e lateral, mas se torna mais solta e menos queratinizada ventralmente. Grande parte de sua superfície é coberta por uma diversidade de papilas, as quais consistem em modificações locais da mucosa da língua. Sua distribuição, seu tamanho, sua quantidade e sua forma são características de cada espécie. Com base em suas funções, elas se dividem em papilas mecânicas, as quais são cornificadas e auxiliam na lambida ao mesmo tempo em que protegem as estruturas mais profundas de lesões, e papilas gustativas, as quais são cobertas por botões gustativos. As papilas são agrupadas em: Papilas mecânicas: Papilas filiformes; Papilas cônicas; Papilas marginais; e Papilas gustativas: Papilas fungiformes; Papilas circunvaladas; e Papilas folhadas. Há uma quantidade maior de papilas mecânicas que de papilas gustativas. As papilas filiformes são as menores e mais numerosas de todas. As papilas cônicas são maiores, mas ocorrem com menos frequência. Elas estão espalhadas em uma região ampla pela face dorsal da língua dos felinos e na base da língua do bovino, deixando sua superfície áspera, característica dessas espécies. As papilas marginais estão presentes em carnívoros recém-nascidos e em leitões e auxiliam na sucção do leite. O epitélio das papilas gustativas contém botões gustativos, os quais são sensíveis ao sabor. A nomenclatura indica sua forma: papilas fungiformes, circunvaladas e folhadas. Há poucas glândulas salivares situadas próximas a essas papilas. Essas glândulas removem partículas de alimento das papilas, deixando-as disponíveis para o ingresso de novo material alimentar. anotações de estudo - aluno Wagner francalino - medicina veterinária As glândulas salivares são órgãos pareados que secretam saliva através de seus ductos na cavidade oral. A saliva mantém a mucosa da boca úmida e se mistura ao alimento durante a mastigação para lubrificar a passagem do bolo alimentar durante a deglutição e iniciar a digestão química do alimento. As glândulas salivares dividem-se em: Glândulas salivares menores. Glândulas salivares maiores. As glândulas salivares menores estão presentes na mucosa dos lábios, das bochechas, da língua e do palato e no assoalho oral sublingual e produzem uma secreção mucosa. A maior parte da saliva é produzida pelas glândulas salivares maiores. Elas se situam a uma determinada distância da cavidade oral e secretam através de ductos. Essas glândulas produzem um fluido mais aquoso (seroso), algumas delas produzem uma secreção mucosserosa, contendo a enzima amilase, a qual inicia a digestão de carboidratos. Além de suas funções de limpeza, lubrificação e digestão, a saliva serve como via de excreção de determinadas substâncias, algumas das quais podem se acumular como um depósito (tártaro) nos dentes, especialmente em cães e gatos. As glândulas salivares maiores são: Glândula salivar parótida, glândula salivar mandibular e glândulas salivares sublinguais. GLÂNDULAS SALIVARES DO CÃO glândula salivar parótida glândula salivar mandibular glândula sublingual A glândula salivar parótida é um órgão pareado, que se situa na união entre cabeça e pescoço, ventral à cartilagem auricular na fossa retromandibular. Ela é particularmente desenvolvida em herbívoros. A glândula salivar parótida é uma glândula tubuloacinosa, seromucosa e mista. A glândula salivar mandibular se situa próxima ao ângulo da mandíbula e está parcialmente coberta pela glândula salivar parótida. Ela é ligeiramente maior que a glândula parótida na maioria dos cães e gatos, mas consideravelmente maior em ruminantes. Ela produz uma secreção serosa e mucosa mista, mas também pode alternar entre as duas. A extensa glândula sublingual polistomática se situa mais rostralmente e se abre por meio de diversos ductos menores. Essas aberturas se localizam em uma prega longitudinal nos recessos sublinguais anotações de estudo - aluno Wagner francalino - medicina veterinária laterais e, no bovino, acima das papilas cônicas situadas na prega. As duas glândulas sublinguais produzem uma secreção mucosserosa na qual a parte mucosa domina. DENTES O aparelho mastigatório inclui: Dentes e gengivas, articulação temporomandibular e músculos mastigatórios. Cada espécie apresenta sua dentição característica quanto à forma e quantidade de dentes. Os dentes se desenvolvem de forma diferente em cada região da boca conforme seu uso e são divididos em incisivos, caninos, pré-molares e molares. No bovino, os dentes incisivos e caninos superiores são substituídos pelo pulvino dentário, e os dentes caninos inferiores são assimilados pelosdentes incisivos. Os dentes molares aumentam de tamanho da frente para trás. Esses dentes são hipsodontes. O desgaste das coroas é compensado por seu crescimento contínuo. Quando o crescimento se interrompe, as raízes são formadas e a altura da coroa clínica exposta é mantida pela extrusão gradual da parte incrustada até que o dente esteja totalmente consumido em animais mais velhos. incisivos inferiores premolares superiores premolares inferiores molares inferiores molares superiores FARINGE A faringe é a cavidade comum através da qual passam o ar e o material ingerido. Ela conecta a cavidade oral ao esôfago, e a cavidade nasal à laringe. A faringe faz limite com a base do crânio e com as duas vértebras cervicais craniais dorsalmente, com a laringe ventralmente e com a mandíbula, os músculos pterigóideos e a parte suspensória do aparelho hióideo lateralmente. Nasofaringe; Orofaringe; e Laringofaringe. Ela pode ser dividida em três segmentos: A parte nasal da faringe (nasofaringe) se prolonga dorsalmente ao palato mole desde as coanas até o óstio intrafaríngeo. Ela é revestida pela mucosa respiratória e não participa do processo dedeglutição, mas forma uma via passiva para o fluxo de ar. anotações de estudo - aluno Wagner francalino - medicina veterinária Já a parte da orofaringe envolve a deglutição e o esófago. ESÔFAGO O esôfago é o canal entre a faringe e o estômago. Ele se inicia dorsalmente à cartilagem cricóidea da laringe e termina na cárdia do estômago. Em sua origem, passa para a esquerda da traqueia, de forma que, na entrada da cavidade torácica, ele se posiciona na face lateral esquerda da traqueia. Como atravessa a maior parte do pescoço, todo o tórax e termina ao entrar no abdome, o esôfago se divide em partes: cervical, torácica e abdominal. ESTÔMAGO O estômago se interpõe entre o esôfago e o intestino delgado. Considerando sua forma, eles podem ser divididos em estômago unicavitário, com apenas um compartimento, e pluricavitário, com diversos compartimentos. Gatos e cães apresentam estômago unicavitário. O equino e o suíno possuem estômago unicavitário. Os ruminantes apresentam um estômago pluricavitário, o qual compreende quatro compartimentos: rúmen, retículo, omaso e abomaso. ESTÔMAGO UNICAVITÁRIO O estômago unicavitário é uma dilatação em forma de saco do canal alimentar. As principais divisões do estômago são: parte da cárdia, fundo gástrico, corpo gástrico e parte pilórica. Possuindo também uma curvatura maior e uma menor. A entrada do estômago é denominada cárdia e a saída se chama piloro, ambas controladas por esfincteres. A cárdia, onde o esôfago se une ao estômago, situa-se à direita do plano mediano do abdome; o piloro, que prossegue em direção ao duodeno, situa-se mais à esquerda. A forma e a posição exatas do estômago dependem do grau de preenchimento. O corpo é a parte média maior do estômago, a qual se prolonga desde o fundo gástrico à esquerda até o piloro na direita. A parte pilórica pode ser dividida em antro pilórico e canal pilórico em direção ao duodeno. O fundo gástrico é uma invaginação cega que emerge acima do corpo e da cárdia. Ele tem a forma de um saco cego no equino e forma o divertículo ventricular ou gástrico no suíno. A curvatura maior é a margem convexa ventral do estômago que se prolonga desde a cárdia até o piloro, o qual propicia fixação para o omento maior. A curvatura menor é a margem dorsal côncava do estômago e também segue o trajeto da cárdia até o piloro. esôfago cárdia curvatura menorpiloro duodeno canal pilórico porção pilórica ou antro pilórico curvatura maior corpo fundo gástrico anotações de estudo - aluno Wagner francalino - medicina veterinária ESTÔMAGO PLURICAVITÁRIO O estômago dos ruminantes domésticos é composto por quatro câmaras: Rúmen; Retículo; Omaso; e Abmaso. O rúmen, o retículo e o omaso costumam ser referidos coletivamente como proventrículos (estômagos falsos), são responsáveis pela destruição enzimática dos carboidratos complexos, especialmente a celulose, a qual constitui uma grande parte da dieta regular de ruminantes, e a produção de ácidos graxos de cadeia curta com auxílio de micróbios. A última câmara, o abomaso, é comparável ao estômago unicavitário dos outros mamíferos domésticos (estômago verdadeiro). Os ventrículos apresentam taxas de crescimento desiguais durante o desenvolvimento embrionário e fetal. No momento do nascimento, o abomaso é a maior parte do estômago, o que é adequado, já que é a única parte com função imediata para a recepção e a digestão (coagulação) de leite, desviando os proventrículos. Após cerca de três semanas, quando o bezerro começa a ingerir alimentos sólidos, o rúmen e o retículo começam a apresentar um crescimento rápido; por volta da 8ª semana, eles já ultrapassaram o abomaso e por volta da 12ª semana, eles apresentam o dobro do tamanho. O estômago volumoso domina a topografia abdominal dos ruminantes ao ocupar quase a totalidade da metade esquerda do abdome e uma parte significativa da metade direita. O rúmen situa-se na metade esquerda do abdome, o retículo na parte cranial e o omaso, na metade direita. Dependendo do tamanho do animal, a capacidade total do estômago bovino adulto é de 60 a 100 litros, 80% dos quais se referem ao rúmen. RÚMEM O rúmen se parece com um saco grande e comprimido lateralmente que preenche quase a totalidade da metade esquerda do abdome e cruza a linha média para a metade direita com sua parte caudoventral. Ele se prolonga a partir do diafragma cranialmente até a abertura pélvica cranial caudalmente. O rúmen é dividido em várias partes por inflexões das paredes, os pilares do rúmen, os quais se projetam para o lúmen. As partes do rúmen são: Saco ventral com o recesso do rúmem; Saco dorsal; Saco cranial ou átrio do rúmem; Saco cego caudodorsal; Saco cego caudoventral. Essas subdivisões são visíveis na face externa como sulcos que correspondem à posição de todas essas pregas. Os pilares principais do rúmen circundam todo o órgão, dividindo-o em sacos maiores dorsal e ventral, os quais são marcados externamente por sulcos longitudinais esquerdo e direito. Ele é importante para a reabsorção dos ácidos graxos voláteis produzidos por fermentação microbial, e para a reabsorção de água, das vitaminas K e B. anotações de estudo - aluno Wagner francalino - medicina veterinária RETÍCULO O retículo está intimamente relacionado ao rúmen no que se refere à estrutura e função, e muitos autores preferem descrever um compartimento combinado ruminorreticular. O retículo esférico é muito menor que o rúmen e se situa imediatamente cranial a este último em contato com a face caudal do diafragma. A sequência regular das contrações ruminorreticulares mescla e redistribui o conteúdo do estômago e desempenha uma função importante na regurgitação do alimento para remastigação. OMASO O omaso se situa dentro da parte intratorácica do abdome à direita do compartimento ruminorreticular. Ele tem o formato de uma esfera achatada bilateralmente no bovino e forma de feijão no caprino e no ovino. O omaso se comunica com o retículo pelo óstio reticulomasal e com o abomaso pelo amplo óstio omasoabomasal oval. As contrações do omaso são bifásicas. A primeira fase pressiona o alimento do canal omasal para os recessos omasais, onde ocorre a reabsorção de água. A segunda fase descarrega os conteúdos desidratados dos recessos omasais para o abomaso. ABOMASO O abomaso corresponde ao estômago unicavitário dos outros mamíferos domésticos e, de forma análoga, pode ser dividido em fundo gástrico, corpo gástrico e piloro. Ele apresenta uma curvatura maior voltada para a direção ventral e uma curvatura menor voltada para a direção dorsal. rúmen: Nessa região do estômago, o alimento de origem vegetal é amolecido e ocorre a digestão da celulose, um carboidrato presente nos vegetais. A celulose só é digerida graças a bactérias que produzem enzimas que quebram esse carboidrato. retículo: Nessa parte do estômago, são formadas pequenas porçõesde alimento que retornarão para a boca para a realização da mastigação. omaso: Nessa porção do estômago, ocorre a absorção de água e minerais encontrados no alimento. abomaso: Nessa região do estômago, ocorre a ação das enzimas digestivas, que quebram os nutrientes em partículas menores para que sejam absorvidos. Também é chamado de estômago verdadeiro. esôfago rúmém retículo omaso abomaso intestino anotações de estudo - aluno Wagner francalino - medicina veterinária O processo de digestão começa pela boca, assim como ocorre na maioria dos animais. O alimento é deglutido, segue em direção ao rúmen e, depois, para o retículo. Do retículo o alimento é enviado novamente para a boca, onde é realizada a ruminação. Após ser ruminado, o alimento é engolido novamente e é levado para o omaso e abomaso. Do estômago, os restos são enviados para o intestino e são posteriormente eliminados. INTESTINO O intestino é a parte caudal do canal alimentar. Ele se inicia no piloro e prossegue até o ânus. Divide-se em intestino delgado do piloro até o ceco e intestino grosso do ceco até o ânus. Duodeno; Jejuno; e Íleo. O intestino delgado compreende três partes: Ceco cego; colo; e Reto. O intestino grosso compõe-se de: As principais funções do intestino delgado são digestão e absorção. A digestão é definida como a degradação enzimática do material ingerido em partículas prontas para absorção. Abrem-se ductos pancreáticos e biliares no intestino delgado: a secreção do pâncreas é a maior fonte de enzimas, e a bile é responsável pela emulsificação da gordura, essencial para a digestão. O intestino delgado está conectado à parede abdominal dorsal pelo mesentério dorsal em toda a sua extensão. A maior parte do mesentério é relativamente longa e permite um grau elevado de mobilidade do intestino delgado. TRATO INTESTINAL DO CÃO reto estômago duodeno jejuno íleo ceco colo mesentério anotações de estudo - aluno Wagner francalino - medicina veterinária DUODENO O duodeno é a parte proximal do intestino delgado, prolongando-se desde a parte pilórica do estômago até o jejuno. Tanto o ducto pancreático quanto o biliar se abrem no duodeno, assume papel importante na digestão de gorduras e absorção de nutrientes. JEJUNO O jejuno é a parte mais extensa do intestino delgado entre o duodeno e o íleo. Ele também apresenta a maior mobilidade e liberdade de todo o canal alimentar devido ao longo mesojejuno, o qual suspende o jejuno e o íleo do teto abdominal. Ele tem função basicamente de absorção de nutrientes. ÍLEO O íleo é a porção terminal bastante curta do intestino delgado. COLO Colo Ascendente: É o mais longo Colo Transverso: É o mais curto Colo Descendente: Tem formato de "S" antes de se conectar ao reto. Conforme a nomenclatura adotada para anatomia humana, o colo do intestino se divide em três segmentos: ÂNUS O canal anal é curto e constitui a parte terminal do canal alimentar, o qual se abre para o exterior pelo ânus. O ânus é controlado por esfincteres anais externo e interno. O esfincter interno compõe-se de músculo liso e é uma modificação da camada circular da cobertura muscular do reto; o esfincter externo é um músculo estriado que emerge das vértebras caudais. GLÂNDULAS ASSOCIADAS AO CANAL ALIMENTAR FÍGADO O fígado é a maior glândula do corpo e tem função tanto exócrina quanto endócrina. Seu produto exócrino, a bile, é armazenado e concentrado na vesícula biliar antes de ser eliminado no duodeno. Contudo, uma vesícula biliar não é essencial e está ausente em diversas espécies, inclusive no equino. A bile é responsável por emulsificar os componentes gordurosos antes da absorção. Suas substâncias endócrinas são liberadas na corrente sanguínea e contribuem para o metabolismo de gorduras, carboidratos e proteínas. Ele funciona como um depósito de glicogênio e, em animais jovens, funciona como um órgão hematopoético. O fígado apresenta uma face acentuadamente convexa em direção ao diafragma e uma face côncava voltada para os outros órgãos. Essas duas faces se encontram ventrolateralmente em uma margem aguda e dorsalmente em uma margem romba. A face visceral é marcada pelo hilo ou porta do fígado, por meio da qual a veia porta, o ducto biliar e os vasos hepáticos penetram ou deixam o órgão, e que está intimamente relacionada à vesícula biliar. Na maioria das espécies, o fígado é dividido basicamente em quatro lobos principais por fissuras que se projetam para dentro do órgão desde a margem ventral. Os padrões de divisão em lobos apresentam grande variação entre as espécies. Em espécies cuja coluna vertebral é flexível, como o cão e o gato, há mais subdivisões que em espécies com uma coluna mais rígida. anotações de estudo - aluno Wagner francalino - medicina veterinária lobo hepático lateral esquerdo processo caudado do lobo caudado processo papilar do lobo caudado processo caudado lobo hepático medial direito lobo hepático lateral esquerdo lobo hepático lateral esquerdo lobo hepático direito processo caudado lobo hepático medial esquerdo FÍGADO DO CÃO lobo hepático medial esquerdo lobo hepáticoquadrado lobo hepático medial direito lobo hepático lateral direito FÍGADO DO SUÍNO lobo hepático lateral direito lobo hepático quadrado FÍGADO DO EQUINO lobo hepático medial esquerdo lobo hepático quadrado FÍGADO DO BOVINO lobo hepático quadrado lobo hepático direito processo caudado do lobo caudado processo papilar do lobo caudado lobo hepático esquerdo anotações de estudo - aluno Wagner francalino - medicina veterinária PÂNCREAS Assim como o fígado, o pâncreas tem funcionamento exócrino e endócrino. Seu produto exócrino, o suco pancreático, é transportado até o duodeno por um ou mais ductos, dependendo da espécie. Ele contém três enzimas: uma para a redução de proteínas, uma para carboidratos e uma para gorduras. A parte endócrina do pâncreas produz insulina, glucagon e somatostatina. Corpo do pâncreas; Lobo direito do pâncreas; Lobo esquerdo do pâncreas. O pâncreas se situa na parte dorsal da cavidade abdominal e está intimamente relacionado com a parte proximal do duodeno. Ele pode ser dividido em três partes: Em carnívoros, o pâncreas é delgado com o formato clássico de “V” composto por dois lobos que emergem do corpo. O lobo esquerdo é mais curto, porém mais espesso que o lobo direito e corre dentro da origem do omento maior na parede abdominal dorsal. O lobo direito é mais extenso e segue o duodeno descendente dentro do mesoduodeno. anotações de estudo - aluno Wagner francalino - medicina veterinária