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FUNDAMENTOS DA 
MAMOGRAFIA 
RASTREAMENTO 
Deve ser realizado de forma bianual (a 
cada 2 anos), em mulheres de 50 a 
69 anos sem sinais e sintomas de 
câncer de mama (população de 
menor risco) 
O Ministério da Saúde e as principais 
diretrizes e programas de 
rastreamento do mundo não 
recomendam o rastreamento de 
mulheres abaixo desta idade, pois os 
possíveis danos superam os possíveis 
benefícios. 
Nessa faixa etária, o autoexame das 
mamas é recomendado como técnica 
para rastreamento do câncer de 
mama. A mamografia permite 
identificar melhor as lesões mamárias 
em mulheres após a menopausa. 
Antes desse período, as mamas são 
mais densas e a sensibilidade da 
mamografia é reduzida, gerando 
maior número de resultados falso-
negativos (resultado negativo para 
câncer em pacientes com câncer) e 
também de falsos-positivos (resultado 
positivo para câncer em pacientes 
sem câncer). 
 
 
 
 
 
 
 
AUTOEXAME DAS MAMAS 
 
FATORES DE RISCO PARA 
NEOPLASIA MAMÁRIA 
A mutação, quando em BRCA1 e em 
BRCA2, há mais de 90% de chance 
ao desenvolvimento neoplásico 
A primeira menstruação antes dos 12 
anos de idade é considerada fator de 
risco pelo maior período estrogênico 
ao qual a mulher foi submetido 
 
 
 
PROPEDÊUTICA DA MAMA 
Highlight
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Highlight
Highlight
CONDUTA NA POPULAÇÃO DE 
RISCO 
ABAIXO DE 30 ANOS E NÓDULO 
POUCO SUSPEITO 
Repetir o exame clínico, 
preferencialmente na segunda fase do 
ciclo menstrual. Realiza-se 
ultrassonografia em caso de 
persistência do nódulo. 
ABAIXO DE 30 ANOS E NÓDULO 
CLINICAMENTE SUSPEITO 
Realiza-se método de imagem e 
biópsia. 
30 A 40 ANOS 
Realiza-se ultrassonografia. 
ACIMA DE 40 ANOS 
Faz-se ultrassonografia e mamografia 
de forma combinada. 
INCIDÊNCIAS MAMOGRÁFICAS 
São realizadas como rotina duas 
incidências mamográficas ortogonais 
em cada mama: Mediolateral-oblíqua 
(MLO) e Craniocaudal (CC). 
 
Os motivos para a realização de duas 
incidências são: 
I: Aumento da sensibilidade pela 
diminuição das áreas não expostas ou 
áreas cegas. 
II: Localização dos achados nos eixos 
longitudinal (superior-inferior) e 
horizontal (lateralmedial). 
III: Diminuição dos resultados falsos 
positivos. A identificação do mesmo 
achado em duas incidências ortogonais 
sugere investigação complementar 
com novas incidências, ultrassonografia 
ou ressonância mamária. 
LOCALIZAÇÃO DOS ACHADOS 
MAMOGRÁFICOS 
Em azul, vê-se o colo da mama; e, 
em verde, o bojo dela. Na direita, vê-
se de cima para baixo, e, assim, 
somente o bojo é perceptível 
Como a região axilar não é, em parte, 
visualizável pela mamografia, este 
exame não elimina o exame clínico, 
que deve ser realizado 
 
 
OBS: Caso houvesse, por exemplo, 
um nódulo em quadrante superior 
direito lateral, este apareceria na 
região numerada em 1 e em 3 
 
Highlight
ANATOMIA RADIOLÓGICA DA 
MAMOGRAFIA 
MEDIO-LATERAL OBLÍQUA 
O Parênquima Fibroglandular é a 
porção mais densa, e o nódulo 
circunscrito apresentado possui 
características benignas. 
 
CRANIO-CAUDAL 
 
ALTERAÇÕES POSSÍVEIS NAS 
MAMOGRAFIAS 
ASSIMETRIAS 
São depósitos de tecido com 
densidade fibroglandular, que não 
obedecem à definição de nódulo 
radiodenso. 
É a densidade fibroglandular visível 
em apenas uma incidência 
mamográfica 
A distribuição do tecido fibroglandular 
deve ser similar entre as mamas. Caso 
uma delas possua maior densidade 
fibrogladular do que a outra, sabe-se 
que esta está em um processo 
diferente de envelhecimento 
ASSIMETRIA FOCAL 
Densidade fibroglandular menor que 
um quadrante e visível em duas 
incidências mamográficas 
Mamografia 1 
Vê-se uma densidade fibroglandular 
aumentada na mama direita. Como 
esta se localiza em apenas um 
quadrante, neste caso, o superior; 
tem-se uma assimetria focal 
 
Mamografia 2 
Vê-se uma densidade fibroglandular 
aumentada na mama direito, no 
quadrante superior lateral. Associado a 
tal, poderia haver, também, a 
percepção de um nódulo 
 
Mamografia 3 
Há uma área de densidade 
fibroglandular aumentada; À direita, 
vê-se que um marcador metálico foi 
posto abaixo da pele, em vista de se 
orientar a punção em local de nódulo 
Este é posicionado em local de 
nódulo, já que neste há mais chance 
Highlight
do resultado servir como um 
norteador ao tratamento da paciente. 
A região de densidade fibroglandular, 
por outro lado, tem menor chance de 
estar, possivelmente, em local de 
proliferação tecidual cancerígena 
 
OBS: A incidência médio lateral 
oblíqua é boa para estimar a altura, 
mas não a localização específica 
ASSIMETRIA GLOBAL 
Densidade fibroglandular maior que 
um quadrante (acomete mais de um 
deles) e visível em duas incidências 
mamográficas 
Mamografia 1 
Há um padrão mais difuso do que as 
apresentadas acima. Neste caso, a 
mama esquerda é a menos densa, 
em comparação à direita. Na mama 
direita, destaca-se a densidade do 
quadrante superior lateral 
 
Mamografia 2 
À esquerda, tem-se uma incidência 
médio-lateral oblíqua, com assimetria 
gritante que predomina na mama 
esquerda. À direita, tem-se que a 
densidade fibroglandular invade o 
quadrante superior, o inferior, o lateral 
e o medial 
 
ASSIMETRIA EM DESENVOLVIMENTO 
Densidade fibroglandular nova, maior 
ou melhor visível em relação à 
mamografia anterior 
Se o tecido está crescendo 
lentamente, há maior probabilidade de 
ser benigno; e, se cresce 
rapidamente, há maior probabilidade 
de ser maligno. O fisiológico é a mama 
se tornar menos densa ao longo dos 
anos 
 
OBS: Assimetrias são melhor avaliadas 
através da comparação com 
mamografias anteriores, e entre 
incidências mamográficas 
complementares, ou estudo 
ultrassonográfico 
 
 
Highlight
Highlight
Highlight
NÓDULO NA MAMOGRAFIA 
Um nódulo é uma lesão tridimensional, 
que deve ser visto nas duas 
incidências mamográficas de rotina 
(MLO e CC). Uma imagem compatível 
com um nódulo, se vista em apenas 
uma incidência, deve ser descrita 
como assimetria 
As principais características utilizadas 
na descrição e na classificação dos 
nódulos são: Forma, Margem e 
Densidade 
OBS: Nódulos não precisam ser 
rastreados, uma vez que já são 
presentes 
OBS: Em cânceres que acometem a 
região medial, a disseminação linfática 
para a outra mama é possível. Assim, 
sugere-se, geralmente, mastectomia 
bilateral 
FORMA 
I: Redondo 
II: Oval 
III: Oval Macrolobulada 
IV: Irregular 
MARGEM 
Refere-se ao limite da lesão 
MARGEM CIRCUNSCRITA 
Margem bem marcada, regular e 
nítida, que evidencia transição abrupta 
do nódulo com o tecido circundante. 
A margem deve ser descrita pelo seu 
componente mais suspeito. 
MARGEM OBSCURECIDA 
Margem escondida por parênquima 
fibroglandular sobreposto ou 
adjacente. 
MARGEM MICROLOBULADA 
Margem caracterizada por ondulações 
curtas. Considerada como achado 
suspeito 
MARGEM INDISTINTA 
Margem que não apresenta 
delimitação precisa do limite do nódulo 
com o tecido circundante em 
qualquer porção do nódulo. 
Considerada como achado suspeito. 
MARGEM ESPICULADA 
Margem caracterizada por linhas 
irradiadas do nódulo. Considerada 
como achado suspeito 
DENSIDADE 
É a atenuação do RX pelo nódulo 
Os nódulos radiodensos são mais 
densos no centro que na periferia. Os 
nódulos mais densos (densidade igual 
ao parênquima) tendem a ser os mais 
suspeitos 
Contendo-gordura é a densidade dos 
cistos oleosos, lipomas, galactoceles e 
hamartomas. Os nódulos contendo 
gordura são, quase sempre, benignos 
MAMOGRAFIAS 
MAMOGRAFIA 1 
O nódulo apresentado é de 
característica benigna 
Perante ao tecido periglandular, ele é 
considerado hiperdenso; já diante do 
tecido fibroglandular, ele é isodenso 
 
MAMOGRAFIA2 
O nódulo apresentado possui margens 
obscurecidas pelo próprio tecido 
mamário. Anteriormente, a região em 
que, agora, ele se localiza, era tecido 
fibroglandular que, diferentemente do 
resto, formou-se em nódulo 
 
MAMOGRAFIA 3 
À esquerda, tem-se um nódulo de 
conformação oval, hiperdenso em 
relação ao tecido mamário, e com 
pontos de microcalcificação, marcados 
em preto (prognóstico ruim). Como as 
suas margens são passíveis de serem 
confundidas, ele não é considerado 
circunscrito 
Em verde, vê-se um cisto de gordura 
à esquerda superior 
À direita, tem-se um nódulo irregular, 
hiperdenso, com margem indistinta, e 
com associação às calcificações 
amorfas 
 
MAMOGRAFIA 4 
Na mamografia apresentada, observa-
se um agrupamento de calcificações 
pleomórficas, marcadas em preto, 
(cada uma com uma forma diferente), 
o que provê uma maior chance de 
neoplasia 
Tem-se um nódulo oval, hiperdenso, 
com margens espiculadas, que avança 
pelos canalículos mamários. É um 
nódulo infiltrativo e de Bi-Rads 5 
 
MAMOGRAFIA 5 
Vê-se um nódulo oval, circunscrito, 
contendo gordura, compatível com 
lipoma 
 
 
BIRADS MAMÁRIO 
O termo BI-RADS (Breast Imaging 
Reporting and Data System), é uma 
sistematização internacional para a 
avaliação mamária que pode ser 
aplicada nos laudos de mamografia, 
ultrassonografia mamária e 
ressonância nuclear magnética das 
mamas e assegura maior 
confiabilidade ao exame 
 
OBS: Quando Bi-Rads = 0; faz-se 
outro método de imagem, como RNM 
ou USG. Não se faz PAAF 
BI-RADS 1 
Sem achados significativos como: 
nódulos, calcificações ou assimetrias 
 
BI-RADS 2 
Achados benignos: calcificações 
vasculares (ateromatose), calcificações 
“pipoca” (fibroadenoma calcificado), 
calcificações grosseiras, cisto oleoso 
ou prótese mamária; nesse último 
caso, o ultrassom ou a ressonância 
são os exames mais indicados. 
 
BI-RADS 3 
Assimetrias: achados provavelmente 
benignos. Porém, as neoplasias iniciais 
podem se manifestar como 
assimetrias focais 
 
BI-RADS 4 
Achados suspeitos: Microcalcificações 
agrupadas (amorfas/pleomórficas) 
 
BI-RADS 5 
Achados altamente suspeitos: nódulo 
denso espiculado (desmoplasia, 
crescimento de tecido conjuntivo ou 
fibroso associado à neoplasia). 
 
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
ULTRASSOM MAMÁRIO 
FORMA 
De acordo com a ordem apresentada, 
tem-se: 
I: Oval 
II: Lobulado 
III: Redondo 
IV: Irregular 
MARGEM 
De acordo com a ordem apresentada, 
tem-se: 
I: Circunscrita 
II: Microlobulada 
Na Tireoide, o aspecto macrolobulado 
é ruim 
III: Indistinta 
IV: Angulada 
V: Espiculada 
ORIENTAÇÃO 
I: Paralelo à superfície 
Há menor chance de malignidade 
II: Vertical à superfície 
 
OBS: Presença de sombra acústica, 
vista em USG é característica de alta 
celularidade 
CRITÉRIOS 
ULTRASSONOGRÁFICOS DE 
BENIGNIDADE E DE 
MALIGNIDADE 
 
NÓDULOS MAMÁRIOS 
ULTRASSONOGRÁFICOS 
USG 1 
Imagem nodular, ovalada, orientação 
horizontal, margem circunscrita, limites 
precisos, hipoecóica, sem efeito 
acústico posterior, medindo 1,10 x 0,50 
cm. Nódulo sólido. BI-RADS 3. 
 
USG 2 
Imagem nodular, ovalada, orientação 
horizontal, margem circunscrita, limites 
precisos, complexa/composição 
heterogênea (área hiperecóica no 
interior de imagem anecóica), sem 
efeito acústico posterior, medindo 
0,69 x 0,49 cm. 
Provavelmente, há tecido tumoral 
associado. Assim, deve-se realizar 
biópsia da porção mais sólida 
(hiperecóica) 
Cisto complexo. BI-RADS 4. 
 
 
USG 3 
Imagem nodular, irregular, orientação 
vertical, margem não circunscrita, halo 
ecogênico anterior, complexa, sem 
efeito acústico posterior, medindo 1,77 
x 1,55 cm. Nódulo sólido. BI-RADS 4C 
(Quase 5), cuja biópsia é necessária 
 
USG 4 
Imagem nodular, lobulada, orientação 
horizontal, margem circunscrita, limites 
precisos, hipoecóica, sem efeito 
acústico posterior, medindo 2,20 x 
0,96 cm. Nódulo sólido. BI-RADS 4 A 
(Quase 3)

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