Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Bilirrubina e colesterol
Objetivos
• Compreender como se forma a
bilirrubina e suas funções. 
• Estudar quais são os tipos de colesterol. 
• Entender o metabolismo dos lipídios e
seu transporte. 
Bilirrubina
É o produto final da destruição da hemoglobina
e o colesterol em excesso.
• É o produto catabólico do heme. 
Faz parte da bile (além de sais biliares,
gorduras, água, ácidos e por pigmentos), que
tem a função de emulsificar gorduras
(lipídios), quebrando a complexidade das
moléculas em moléculas mais simples e mais
fáceis de serem absorvidas pelo organismo.
• Dá a coloração à urina. 
Formação da bilirrubina
1. Hemácias são fagocitadas por
macrófagos. 
2. O heme é clivado oxidativamente em
biliverdina (hidrossolúvel) pela heme
oxigenase. 
3. A biliverdina é reduzida enzimaticamente
a bilirrubina. 
Grupo Heme → heme oxigenase →
Biliverdina → biliverdina redutase →
bilirrubina.
• Como a bilirrubina não é hidrossolúvel,
ela precisa ser metabolizada antes da
excreção. 
1. É transportada no plasma ligada à
albumina. 
2. No fígado, as proteínas X e Y
transportam a bilirrubina para dentro dos
hepatócitos. 
3. Quando chega no fígado, é conjugada
pelo ácido glicurônico — sua formação
é catalisada pela uridina disfosfato
(UDP)-glicoronil transferase. 
• A bilirrubina conjugada é
hidrossolúvel e pode ser
secretada pelo hepatócito nos
canalículos biliares. 
A bilirrubina conjugada no intestino é
catabolizada para formar o urobiliogênio fecal
(incolor), que é oxidada e forma a estercobilina
(urobilina fecal — colorida).
A estercobilina pode ser reabsorvida do
intestino e ser reexcretada pelo fígado ou pelos
rins (urina).
• Secretada pelo fígado, na bile. 
Colesterol
É um precursor de hormônios esteroides,
vitamina D e ácidos biliares.
Está relacionado a:
• Fluidez da membrana. 
• Formação da bile (secreção produzida
pelo fígado, necessária para os
processos digestivos); 
LARA MELO – ITPAC Palmas
• Metabolização da vitamina D (hormônio
relacionado à saúde óssea e
cardiovascular, bem como à regulação
do metabolismo, do sistema
imunológico, entre outras funções). 
30% desse colesterol são absorvidos no
intestino, e após é transportado para o fígado
e para os tecidos periféricos como um
componente das lipoproteínas, os
quilomícrons.
• Na célula, todo o colesterol está
presente nas membranas. 
O fígado empacota o colesterol e os
triglicerídeos em lipoproteínas de muito baixa
intensidade (VLDL).
Sais biliares — ácidos biliares
São formados pelas células hepáticas a partir
do colesterol.
Possuem duas funções:
1. Ação detergente — função
emulsificante: diminui a tensão
superficial das partículas e permite que a
agitação no trato gastrointestinal as
quebre em partículas diminutas. 
2. Ajudam na absorção de: ácidos graxos,
monoglicérideos, colesterol e outros
lipídios. 
Tipos de colesterol
São as apoproteínas.
Metabolismo de
lipídios
Lipídios: fornecem energia para todo o corpo
e auxiliam na absorção das vitaminas A,D,E
e K que são lipossolúveis e precisam dos
lipídeos para serem assimiladas no organismo.
1. Os ácidos graxos de cadeia longa (> 6 C
átomos) são absorvidos do intestino para
as células epiteliais (enterócitos) que o
revestem.
• Os ácidos graxos de cadeia curta
são solúveis em água, portanto
não precisam de transporte
especial no sangue. Eles são
removidos através da circulação
capilar e entram na circulação
portal. 
2. Nas células, eles são ligados com
glicerol para formar triglicerídeos, que
são então embalados através do retículo
endoplasmático liso em quilomícrons
(triglicéridos + apoproteína B).
3. Os triglicéridos dos quilomícrons são
hidrolisados pela lipase lipoproteicam,
liberando ácidos graxos e glicerol, os
quais podem ser absorvidos pelas
células e a gordura é armazenada no
tecido adiposo — lipólise.
• A lipólise é regulada por
mecanismos hormonais
envolvendo a insulina, o glucagon,
a epinefrina e o cortisol. 
• Esses hormônios coordenam o
metabolismo dos carboidratos,
lipídios e proteínas em todo o
organismo. 
Lipólise: ativada quando o organismo precisa
de energia.
Lipogênese: quando há excesso de energia.
Ácidos graxos
São transportados no plasma em associação
com a albumina, e entregues as células para o
metabolismo.
Então, são transportados pela carnitina, uma
molécula pequena localizada na membrana
LARA MELO – ITPAC Palmas
mitocondrial externa, transporta os ácidos
graxos para dentro da mitocôndria — antiporte.
• Seu catabolismo ocorre por oxidação (β-
oxidação), dentro dos peroxissomos e
das mitocôndrias. 
Catabolismo e Anabolismo
Catabolismo: quando se quebra moléculas
maiores em menores e ocorre a liberação de
energia que é armazenada nas ligações
químicas.
• A quebra de proteínas a peptídeos,
peptídeos a aminoácidos, e triglicerídeos
a glicerol e ácidos graxos livres. 
Anabolismo: quando se faz moléculas maiores
a partir das menores e ocorre o consumo de
energia. As ligações químicas têm que ser
formadas.
• A síntese de proteínas a partir de
aminoácidos, o armazenamento de
glicose como glicogênio e a conversão
de piruvato em glicose. 
Na β-oxidação, são liberados dois carbonos de
cada vez da extremidade carboxil terminal do
ácido graxo.
Os principais produtos finais são a acetil-
coenzima A (acetil-CoA) e as formas reduzidas
dos nucleotídios, FADH2 e NADH.
• A última etapa do ciclo da β-oxidação é
catalisada pela tiolase, que aprisiona a
energia obtida da clivagem carbono-
carbono como acil-CoA, permitindo que
o ciclo continue sem a necessidade de
reativação do ácido graxo. 
O ciclo é repetido sete vezes, produzindo 8
moles de acetil-CoA, 7 moles de FADH², 7
moles de NADH + H+.
• Os nucleotídeos reduzidos são utilizados
diretamente para a síntese de ATP pela
fosforilação oxidativa. 
AG insaturados: menos energia.
AG saturados: mais energia.
Acetil-CoA
No músculo, é metabolizada pelo ciclo do
ácido tricarboxílico (TCA) e da fosforilação
oxidativa para produzir ATP.
No fígado, acetil-CoA é convertida em corpos
cetônicos (cetogênese) — são derivados
lipídicos hidrossolúveis que, como a glicose,
são exportados do fígado para outros tecidos
para serem utilizados.
Cetogênese — corpos cetônicos
Página 429.
É uma via para regeneração da CoA a partir do
excesso de acetil-CoA.
• O fígado utiliza os ácidos graxos como
fonte de energia para a gliconeogênese
durante o jejum e a inanição. 
O baixo nível de oxaloacetato resultante na
mitocôndria hepática limita a atividade do ciclo
TCA, que leva a incapacidade de metabolizar a
acetil-CoA.
Embora o fígado possa obter energia suficiente
para suportar a gliconeogênese apenas pelas
enzimas da β-oxidação, que geram ambos
FADH2 e NADH, o acúmulo de acetil-CoA, com
concomitante depleção de CoA, limita a β-
oxidação.
O CoA livre é requerido para iniciar e continuar
o ciclo da β-oxidação, que é a primeira fonte
de ATP no fígado durante a gliconeogênese.
Gliconeogênese: é o processo de produção de
glicose na ausência de carboidratos sob
condições de jejum → glicose. Glicólise: uma
molécula de glicose é quebrada em duas
moléculas de ácido pirúvico. Possui um saldo
de 2 ATPs.
Para reciclar a acetil-CoA, o fígado utiliza uma
via única conhecida como cetogênese, na qual
a CoA livre é regenerada e o grupo acetato
aparece no sangue sob a forma de três
derivados lipídicos hidrossolúveis:
acetoacetato, β-hidroxiburiato e acetona.
LARA MELO – ITPAC Palmas
A via de formação destes “corpos cetônicos”
envolve a síntese e a decomposição da
hidroximetilglutaril (HMG)-CoA na mitocôndria.
• Como o fígado é deficiente em enzimas
para o metabolismo dos corpos
cetônicos, eles são exportados para o
sangue. 
Os corpos cetônicossão distribuídos para os
tecidos extra-hepáticos, onde serão convertidos
em derivados da CoA para o metabolismo.
• A cetogênese é ativada em conjunto com
a gliconeogênese durante o jejum,
quando a lipase hormônio-sensível é
ativada pelo glucagon no tecido adiposo.
Transporte de lipídios
Os lipídios são transportados através de
lipoproteínas.
A membrana das lipoproteínas é composta por
uma camada de fosfolipídios — não uma
bicamada, pois dentro dele há apenas
colesterol e triglicerídeos, e nenhum meio
aquoso.
• Contém apoproteínas em sua membrana
— proteínas que ligam os lipídios, e
quando lipídios são ligados, eles se
tornam lipoproteínas. 
Como as proteínas são mais densas que os
lipídios, quanto maior a lipoproteína, menor a
sua densidade.
As proteínas se ligam aos receptores
apropriados nas células endoteliais capilares
para entregar o conteúdo das lipoproteínas aos
tecidos e órgãos que irão utilizar os
triglicerídeos. 
As lipoproteínas são classificadas em:
Quilomícrons: são as maiores lipoproteínas
(75-1200nm). Eles entregam triglicérideos às
células do músculo esquelético e adipócitos. 
• Os quilomícrons vazios (30-80nm) são
absorvidos pelo fígado e seu material é
reciclado. 
• São a via exógena.
VLDL — lipoproteínas de muita baixa
densidade: (30-70nm). São sintetizados no
fígado e transportam triglicerídeos e colesterol
sintetizado no fígado, para as células. 
IDL — lipoproteínas de densidade
intermediária: (20-35nm). Surgem quando os
VLDL perdem seus triglicéridos para a célula.
Elas contêm mais colesterol, então possuem
uma maior densidade. 
LDL — lipoproteínas de baixa densidade: (18-
28nm). Carregam a maior parte do colesterol
que está na circulação. São menores e mais
densas. 
• Contribuem para a formação de placas
— aterosclerose. 
HDL — lipoproteínas de alta densidade: (5-
12nm). Transporta o colesterol dos tecidos
periféricos para o fígado. 
• Possuem propriedades antioxidantes e
anti-inflamatórias e protegem contra a
deposição de colesterol nos tecidos
danificados. 
LARA MELO – ITPAC Palmas
LARA MELO – ITPAC Palmas
	Bilirrubina e colesterol
	Objetivos
	Bilirrubina
	Formação da bilirrubina
	Colesterol
	Sais biliares — ácidos biliares
	Tipos de colesterol
	Metabolismo de lipídios
	Ácidos graxos
	Cetogênese — corpos cetônicos
	Transporte de lipídios

Mais conteúdos dessa disciplina