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1 
Que é o domínio? 
 O domínio parece ser um problema sempre patente num período de transição, 
em que a velha onda da glória de Deus dá lugar a uma no onda, como estamos 
experimentando hoje. O poder do domínio afeta todo círculo cristão. O domínio abusivo 
amarra as pessoas a laços de escravidão desnecessários e impede que elas realizem os 
propósitos de Deus em suas vidas. 
 Existe o domínio natural que pode ser exercido sobre outrem e o autodomínio 
que deve ser exercido no interior de cada indivíduo. Mas há, ainda, um domínio 
satânico que poderá ser exercido por um indivíduo sobre o outro. 
 Neste livro discutiremos sobre o domínio abusivo, todavia também 
examinaremos o lado positivo do domínio que chamamos de “compromisso”. Este tipo 
de autoridade delegada sobre um indivíduo que se compromete a cumprir o plano de 
Deus na terra e que busca e encontra no Senhor – e não nas pessoas – a sua segurança e 
promoção pessoais. 
 Cada um de nós necessita exercitar autodomínio de modo a proteger-se do 
pecado. Este tipo de domínio e exercitado ao aplicarmos a Palavra de Deus as nossas 
vidas. A Palavra é o equilíbrio; e temos de usar disciplina no dia-a-dia. Todavia, aquele 
que exerci domínio abusivo pretende tornar-se o fator decisivo na vida de outros. Tais 
indivíduos colocam-se no lugar da Palavra de Deus como equilíbrio da vida das pessoas 
a quem querem controlar, reagindo negativamente, se não forem o ponto de domínio de 
todas as decisões tomadas. Devemos notar que o que está acontecendo no mundo 
espiritual está se refletindo no mundo físico. Existe atualmente, no mundo, um grande 
conflito pelo domínio da mente humana. Este conflito dá-se entre as forças da luz 
(Cristianismo) e as forças das trevas (poderes satânicos). 
 Apesar de o Cristianismo ter se deteriorado, as pessoas sofrem bastante como 
resultado do domínio ímpio que foi exercido pelos comunistas. Os governos totalitários 
dominam o povo através do medo, da ignorância, da pobreza, ao restringir o 
conhecimento acerca do mundo exterior e ao limitar a liberdade de expressão religiosa. 
 Tenho viajado por mais de 40 nações do mundo. Durante este tempo, algumas 
estiveram e ainda estão sob influência comunista. Por isso, estou escrevendo com 
conhecimento de causa, tanto quanto da condição da Igreja, como da sociedade em 
geral. 
 Quando em visita a um dos países comunista viajei deitado na traseira de 
caminhões, enquanto as balas voavam sobre minha cabeça. Nestas nações, algumas 
pessoas foram assassinadas por causa do desejo e liberdade política, econômica e 
religiosa. Vi filas para comprar pão e ouvi o clamor angustiante dos cristãos da das 
igrejas subterrâneas. 
 No entanto, as pessoas que vivem nas sociedades livres não estão isentas do 
domínio abusivo, esse domínio poderá surgir de pais, cônjuges, amigos, credores, 
líderes espirituais e até mesmo de crianças, todos muito bem intencionados. O propósito 
deste livro é ajudar cristãos a reconhecer o âmago da questão do domínio abusivo e a 
compreender as respectivas ações e reações negativas, para que passam libertar-se e 
ministrar eficazmente àqueles que ainda se encontram escravizados. 
 Também é importante reconhecer e entender o lado positivo do domínio, a fim 
de sermos capazes de discernir com clareza as diferenças entre o domínio abusivo e o 
domínio positivo, para nos submetermos às autoridades corretamente e crescermos até à 
plenitude de maturidade em Cristo. 
 
 
2 
Domínio abusivo 
 À vezes, é necessário que se isole, releve e compreenda o lado negativo 
da questão, para que se posso discernir o lado positivo. Ao aprendermos a atuar no 
mundo espiritual, aprendemos geralmente os métodos através de tentativas e erros. 
Quando cometemos um erro, nós o corrigimos, fazendo os ajustes necessários e 
prosseguimos. 
É importante que se defina o problema porque ajudará a determinar a solução. 
Isto também se aplica a área de domínio abusivo. 
O domínio não tem origem em pessoas estranhas a nós. O diabo não vai usar um 
mendigo da rua para controlar a vida de um cristão da Igreja de Jesus Cristo. Por favor, 
compreenda este princípio. 
Se um estranho entrasse em sua casa ou em sua igreja, anunciando que tinha 
permissão para ocupar as instalações, você o expulsaria. Mas, se alguém, que você 
conhece e, em quem confia, surgisse em cena com o mesmo propósito, você não o 
expulsaria tão rapidamente devido ao respeito que tem por essa pessoa. 
Algumas das pessoas que você respeita atualmente poderão decidir, no futuro, 
não continuar a seguir o Senhor. Se você próprio não estiver seguro no Senhor, esta 
situação poderá gerar um grande problema e sua vida, e seu destino e em sua Igreja. 
Você deve descobrir a ração do seu viver em Deus e deve ser capaz de discernir 
espiritualmente com precisão. 
 
Definição do domínio abusivo 
Comecemos nosso estudo respondendo a questão; que é domínio abusivo? 
O domínio abusivo pode ser definido como “uma tentativa de dominar outra 
pessoa, a fim de realizar os desejos e aumentar a segurança pessoal de quem 
domina”. 
O indivíduo que exerce o domínio abusivo não tem consideração alguma pelo 
que está sendo controlado e dominado. O dominador abusivo pode ser uma criança, um 
adulto, um cônjuge, um irmão ou irmã, um pai ou avô, um empregado, um estudante, 
um membro da igreja, um líder, ou o melhor amigo. O objetivo do dominador é a sua 
sobrevivência, custe o que custar. 
 
 
 
As características do dominador abusivo 
Um dominador é uma pessoa insegura. Embora esse indivíduo pareça lidar com 
facilidade e segurança com todas as coisas, em seu interior não deixa de ser um medroso 
e sente-se intimidado e incompleto. 
O medo de rejeição é a força motriz das ações de um dominador. Embora seja 
alguém de quem se possa depender, ele acaba por ser o dependente. Manipular os outros 
é importante para que ele se sinta necessário, pois isso é a sua segurança. 
Sempre que colocamos nossa confiança em algo ou em alguém que não seja 
Deus, e somente em Deus, abrimo-nos ao engano e ao desespero. É verdade que 
necessitamos dos outros para nos ajudarem, encorajarem, e motivarem, mas devemos 
depender apenas de Deus e não das pessoas. Não devemos basear nossas vidas nas 
opiniões daqueles que nos rodeiam. Devemos comparar as palavras das pessoas com as 
palavras de Deus e seguir a direção e orientação do Senhor. 
Um dominador abusivo é obcecado em observar o comportamento dos outros. 
Seu foco de interesses situa-se em alguém ou em alguma coisa e não em si próprio. Ele 
não pode definir a direção ou descrever o plano para sua própria vida, porque está muito 
preocupado com a vida da outra pessoa que ele está controlando. Todas as vezes que 
nossa segurança se encontra em algo ou alguém além de Deus, ela está sujeita ao 
fracasso. 
Um dominador abusivo reprime o poder criativo do Espírito através da pessoa 
que se encontra sob sua influência; uma vez que se encontra amarrado pelo medo, ele 
inibe os outros de serem aquilo que realmente são. Muitos dominadores abusivos têm o 
desejo genuíno de ver o mover do Espírito operando com eficácia e sucesso. Porém, na 
tentativa de promoverem esse mover, eles podem tornar-se religiosos e abafar as 
verdadeiras vocações e os dons daqueles que se encontram à sua volta e sob sua 
autoridade. Geralmente evitam expressão abertamente seus sentimentos ou se 
comunicarem honesta e diretamente. 
Devido ao medo de serem rejeitados, os dominadores abusivos possuem uma 
personalidade egoísta. Eles exigem com muita facilidade. Tais exigências são 
frequentemente expressadas com crueldade. 
Um dominador abusivo tem um baixo conceito de dignidade própria. Ele 
ignorou completamente o problema que reside dentro dele e voltou-se totalmente para o 
problema dos outros. Alimentado por seu sentimento de rejeição pessoal, ele baseia sua 
vida e o resultado dela naquilo que ele consegue alcançar com seu própriotrabalho. Ele 
considera os que estão à sua volta como se fossem o alvo de sua realização pessoal. Se 
eles falham, ele considera-se um fracassado. 
Por favor, entenda que rejeição não tem nada a ver com auto-estima. A rejeição 
é um forte espírito demoníaco no mundo. O fato de sermos aceitos ou rejeitados pelos 
outros não tem nada a ver com o valor ou a dignidade que possuímos como filhos de 
Deus. 
 
A natureza do domínio abusivo 
O domínio abusivo é uma ilusão. É uma sensação imaginaria de poder usado 
pelo diabo para enganar quem a utiliza. Ninguém poderá controlar a vida e as emoções 
dos outros. O próprio Deus concedeu o livre arbítrio a humanidade e Ele jamais violará 
o nosso dom de escolha ou decisão. A única pessoa a quem você pode controlar e 
transformar é você mesmo. Deus não é um Deus de ilusão ou fantasia. Ele é o Deus de 
realidade. 
O domínio abusivo é como um devorador que age imperceptivelmente e muitas 
vezes, é clandestino. Ele está acompanhado de ligações anormais e qualquer 
relacionamento em que ele toca acaba por desmoronar-se. 
Finalmente, o domínio abusivo é caracterizado pela manipulação – a ferramenta 
principal do dominador abusivo, que a utiliza para escravizar os outros a si mesmo. Nos 
dois capítulos seguintes discutiremos sobre as áreas primarias do domínio abusivo: 
manipulação emocional e espiritual. 
 
 
3 
Manipulação emocional 
 Seja qual for a forma que avaliemos o domínio abusivo, este sempre terá origem 
num processo reacionário. Um dominador abusivo ou reage de um modo exagerado ou 
não fará nada – agirá do modo que for necessário para manter sua vítima indecisa. Isto 
acontece porque o dominador abusivo realiza-se na esfera da alma. 
 O âmbito da alma produz uma falsa sensação de segurança, dando oportunidade 
de ação a espíritos demoníacos. Em vez de encontrar realização no lugar certo, no 
compromisso e confiança em Jesus Cristo, o dominador abusivo procura realizar a si 
próprio e aos outros através do uso do poder pessoal e do respeito artificial. 
 
Tipos de manipulação emocional 
 O método principal usado por um dominador abusivo é a manipulação 
emocional. Lágrimas e desespero, raiva, ameaças e silêncio são todos instrumentos 
básicos da manipulação emocional. O silêncio, que é uma forma de rejeição, é uma das 
armas emocionais mais poderosas. 
 Muitas pessoas são controladas pelas suas próprias emoções porque tomam 
decisões baseadas principalmente em seus sentimentos. Por isso tomam tantas decisões 
erradas! 
 De fato, o erro de muitos cristãos é basear as decisões em sentimentos, ao invés 
de basearem-nas na liderança do Espírito Santo. 
 Encontrar segurança em Jesus será o fator decisivo entre sentimentos e direção 
acurada do Espírito. 
 Esta é a razão principal porque muitos jovens acabam escolhendo errado seus 
cônjuges, o que os leva à infelicidade e frequentemente ao divórcio. Isto também é a 
razão porque pessoas que lidam com negócios tomam decisões erradas, perdendo tudo o 
que possuem. 
 Isto também é o que faz com que pastores assumam igrejas das quais eles não 
deveriam ser o pastor (não é somente pelo fato de ser uma igreja boa que significa que 
ele foi chamado para ser o pastor dela). 
Lágrimas e desespero 
 Um exemplo clássico de manipulação emocional começa quando sogros e pais 
de um casal desejam que eles, que são recém-casados, passem o natal com eles. 
 Isto começa de forma inocente quando a esposa diz a sua mãe: “Penso que 
vamos passar o natal com os pais de João”. A mãe começa a chorar e reclamar, “Você 
não nos ama mais, caso contrário você viria passar o natal conosco!”. 
 Esta reação negativa lança a filha num estado emocional. Ela hesita e finalmente 
concorda na mudança dos planos. 
 Mas, quando o rapaz liga para a casa de sua mãe e lhe dá a notícia, ela também 
fica aborrecida e inflexível. “Mas já havíamos planejado tudo!”, ela diz. “Certamente 
não podemos mudar tudo agora!” 
 Muitos são controlados por meio de tais demonstrações emocionais. Isto não 
acontece apenas com recém-casados, mas às pessoas em qualquer fase de suas vidas. 
 Frequentemente, quando a vontade do dominador é contrariada, ele começa a 
choramingar dizendo: “Você não gosta mais de mim” ou “você já não quer mais a 
minha companhia”. 
 Nem todo dominador abusivo governa com uma mão de ferro. Alguns vestem-se 
de gentileza e doçura. Estes dominadores são letais. Se eles não conseguirem produzir 
uma lágrima, eles, algumas vezes, vão chegar ao desespero. A intenção deles é fazer 
com que suas vitimas sintam uma sobrecarga enorme de responsabilidade por eles e por 
suas vidas. 
 Tais dominadores sabem como tocar as cordas da culpa, deixando que os outros 
o vejam como um coitado. Eles controlam através de suas supostas doenças, fraquezas, 
tornando-se vítimas. Ainda que algumas vezes, seus padecimentos e doenças sejam 
verdadeiros, na maioria dos casos são provocados ou, pelo menos, exagerados. Tais 
pessoas fazem com que suas vitimas sintam que, no caso de não serem consoladas e 
aduladas, todo o seu mundo virá por água abaixo. 
 Você sabe o que deveria fazer caso venha a se encontrar numa situação de 
exploração como esta? Seja gentil, porém firme. Faça com que essa pessoa saiba que 
você não se deixará ser manipulado emocionalmente. 
 Se alguém tentar fazer com que você se sinta obrigado a mudar seus planos 
preestabelecidos, apenas para satisfazer seus desejos próprios, diga: “O que sinto por 
você não tem nada a ver com esta circunstância. Desculpe-me, se você está triste, mas 
as coisas são assim mesmo”. 
 Se você tem sido usado e abusado por alguém que quer apenas explorar sua 
simpatia, diga a ele ou a ela: “Não gosto quando você age desta forma. Você não 
entendeu quais são as minhas responsabilidades”. 
 Algumas vezes você terá de ser firme e dizer: “Eu não tenho de concordar com 
você nesta área e me deixar manipular por sua atitude”. 
 Não caia na armadilha da manipulação, pensando que algo está errado com você. 
Examine-se a si mesmo pela Palavra de Deus. Se você tem paz consigo mesmo, então 
saiba que o descontrole emocional desta outra pessoa é apenas uma indicação do 
problema dela ou da circunstância presente e não um reflexo de você. 
Ira 
 Se uma cena de lágrimas e desespero não atinge os objetivos previstos, o 
dominador usará frequentemente da ira. A maioria das pessoas não sabe lidar com um 
indivíduo irritado. 
 Você sabe o que deve fazer com uma pessoa encolerizada? Fique calmo. Não 
reaja! Se reagir, poderá desencadear uma série de acontecimentos negativos. Não faça 
nada que possa provocar ou justificar qualquer comportamento inapropriado. 
 Olhe apenas para a pessoa irritada, declare a verdade calmamente e recuse-se a 
reagir negativamente! Ao recusar-se a reagir à ira, vai conseguir livrar-se do poder deste 
tipo de domínio abusivo. 
 Aprenda a não reagir de formas desnecessárias que não funcionam. Por vezes, é 
bom deixar a pessoa irritada sozinha com sua ira. 
 A pessoa encolerizada pode não saber o que fazer nessa situação. Pode agredir a 
parede e dar pontapés nas cadeiras. Se ele o fizer, quando você voltar para a sala, diga-
lhe: “Por que é que você fez um buraco na parede? Isto é uma atitude adulta?” 
 Entenda também que, quando você desarma um dominador abusivo, emoções 
extremas aflorarão. A ira vai saturar a atmosfera assim como os seus pensamentos. Se 
não tiver cuidado, palavras cheias de ira atingirão a sua mente como balas de 
metralhadora, tentando impedir que você se defenda convenientemente. 
 Mantenha seus objetivos claros e precisos. Quando você decide viver 
responsavelmente, os outros devem fazê-lo também. 
Ameaças 
 Palavras de fracasso, derrota, obrigações não naturais, culpa, crítica e 
intimidação é o que geralmente se segue. Estas ameaças são usadas com a intenção de 
controlar a vida das pessoas. São formuladas para paralisar através do medo e para 
produzir o resultadoque o dominador abusivo deseja. 
 A Bíblia tem muito a dizer acerca do poder das palavras. 
“...A morte e a vida estão no poder da língua: 
aquele que a ama comerá do seu fruto.” 
Provérbios 18:21 
 As escrituras referem-se às palavras como “espadas” (Salmo 59:7, Hebreus 4:12, 
Apocalipse 1:16; 19:15) e as que são proferidas negativamente em nossas vidas 
produzirão um efeito prejudicial, se as recebermos e vivermos de acordo com elas. 
 A versão da Bíblia Amplificada do Salmo 55:21 diz: 
“As palavras da sua boca eram mais suaves que 
creme ou manteiga, mas havia guerra no seu 
coração; as suas palavras eram mais macias que 
azeite, no entanto eram espadas nuas.” 
 Mais uma vez, a Bíblia Amplificada contém esta interpretação do Salmo 59:7: 
“Acautelai-vos; eles vomitam insultos com as suas 
bocas; há em seus lábios espadas (de sarcasmo, 
zombaria, engano e mentira); porque, dizem eles, 
quem ouve?” 
 Tal como uma espada ou flecha trespassam o coração no campo de batalha, 
também as palavras negativas são pronunciadas para trespassarem o coração de quem as 
ouve. Se as palavras orem proferidas de forma negativa e ofensiva, vão ferir 
profundamente, se não forem removidas. Ninguém poderá carregar palavras negativas 
no coração, ao mesmo tempo que cumpre o plano de Deus para sua vida, tal como não 
pode andar por aí, vivendo com uma espada ou uma flecha atravessada no coração! 
 Eis um exemplo de palavras ameaçadoras. Suponha que você anuncie com total 
certeza que Deus o chamou para deixar sua casa e seus familiares e ir servi-Lo num 
lugar longínquo. Um dominador abusivo diria logo: “Você nunca vai ter sucesso nesse 
lugar”, ou: “você provavelmente vai morrer lá”. Em alguns casos, ele ameaçará o seu 
relacionamento dizendo: “Se você for, não precisa voltar para falar comigo”, ou: “Se 
você for, não será mais bem-vindo a esta casa”. Até onde pode chegar a usar ameaças na 
área financeira: “Se for, não lhe mando nem mais um tostão”, ou: “Se você for, irá sem 
nenhum dinheiro e morrerá de fome.” 
 Tais palavras são ataques à sua pessoa! Palavras de fracasso dominam a vida de 
muitas pessoas, até mesmo sem o saberem. 
 Como pode você “arrancar” palavras negativas de seus coração? Contradizendo-
as com a Palavra de Deus. A primeira parte de Hebreus 4:12 (BA) diz-nos: 
“Porque a Palavra que o Senhor fala é viva e cheia 
de poder – ativa, prática, estimulante e eficaz; mais 
afiada que qualquer outra espada de dois gumes...” 
 Fale a Palavra de Deus para você mesmo. As Escrituras dizem que a Palavra de 
Deus é mais afiada que qualquer outra espada. A Palavra correta acalmará e curará as 
feridas causadas pelas palavras ofensivas. As palavras negativas só poderão afetar sua 
vida, se você permitir que elas o façam. 
Silêncio 
 Se as lágrimas, a ira e as ameaças não funcionarem, então o dominador abusivo 
tentará usar a arma do silêncio. Ele vai atacar as suas vítimas ignorando-as e mantendo-
as suspensas, fazendo-as imaginar o que ele estará pensando ou sentindo. 
 As pessoas fracas de espírito não suportam tal tratamento. É por isso que as 
pessoas fracas são tão suscetíveis ao domínio. 
 Se alguém está tentando controla-lo pelo uso do silêncio, o que é que você pode 
fazer? Nada! 
 Deixe o indivíduo estar em silêncio! Vá em frente com o seu trabalho e sua vida. 
Não deixe que o silêncio domine suas atividades e o deixem nervoso. 
 Não se deixe perturbar pelo que alguém faz ou deixa de fazer. Decida-se a viver 
com alegria e satisfação. 
 As vezes, um presbítero ou um diácono decide usar deste tipo de manipulação na 
igreja com o pastor. Se isto acontecer, o pastor deve confrontar a situação. Se o 
dominador não se arrepender nem mudar de atitude, o pastor deve afastá-lo de suas 
funções na igreja até que este mostre evidências de crescimento e maturidade 
espirituais. 
Evite depender de outra pessoa 
 Não se coloque na situação de dependência exagerada de outras pessoas. Não 
espere que os outros orem por você e recebam as respostas celestiais para sua vida. Não 
importa o quão espirituais estas pessoas sejam, ou quão eficazes tenham sido no 
passado. Os conselhos de outros crentes são bons, mas, se você pretende dirigir sua vida 
e seu futuro baseado nas palavras de outras pessoas, esteja preparado para ser 
controlado e viver uma vida miserável. 
 Você mesmo deve receber as instruções de Deus para sua vida. Depois, então, é 
que poderá analisá-las à luz do conselho de outras pessoas, as quais já foram aprovadas. 
Deus tem um plano para a sua vida. Ele pode desenvolver este plano através de outras 
pessoas, porém não vai dirigir você através de outra pessoa. 
 O medo pode leva-lo a depender de outras pessoas. A Bíblia diz que o Espírito 
Santo é o nosso guia. Ele orienta-nos em nosso interior. 
 Se você é uma pessoa dependente, não poderá jamais apreciar uma relação 
normal com as pessoas porque sua alegria, sua felicidade e seus pensamentos virão 
dessas pessoas e não de você mesmo. 
 
4 
Manipulação espiritual 
 Ao discutirmos sobre o domínio abusivo, devemos realçar que a área da 
manipulação espiritual é a mais perigosa de todas. Tanto para o dominador como para a 
vítima, porque lida com os princípios espirituais do céu. 
 Tal como a manipulação emocional, a manipulação espiritual é baseada no 
âmbito da alma, e não tem nada a ver com o âmbito espiritual. 
 Se um indivíduo não consegue controlar a outra pessoa através das emoções, ele 
vai utilizar um ‘poder mais alto’ – uma forma de manipulação espiritual – para manter 
sua vitima dependente dele. 
 Os manipuladores espirituais são pessoas que não desenvolveram o caráter 
divino numa determinada área. São guiados pelas suas ambições ou desejos 
incontroláveis, em vez de seguirem a orientação do Espírito de Deus. 
 Em 1 Timóteo 3:2-6 podemos ler estas palavras: 
“O bispo deve ser irrepreensível... 
Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, 
Não caia na condenação do diabo”. 
 Uma das razões por que o apóstolo Paulo escreveu esta passagem foi para avisar 
Timóteo sobre o erro de permitir que um jovem convertido e inexperiente assumisse 
responsabilidades de liderança espiritual. Paulo conhecia o perigo de promover 
rapidamente quem não era espiritualmente amadurecido. Estas pessoas tornam-se 
facilmente presas da tentação do orgulho e tendem a ficar ‘inchadas’, se passarem a 
ocupar uma posição elevada dentro da igreja. Em vez de servirem humildemente o 
corpo de Cristo, tornam-se religiosas e manipuladoras. 
 Há também aqueles sobre quem Deus derramou verdadeiramente uma unção 
especial ou um dom. Mais uma vez, se não forem amadurecidos espiritualmente, terão 
tendência de agir com ares de superioridade por se sentirem entre a ‘elite’. Usam 
olhares altivos para com os que consideram ‘menos espirituais’, e usam e abusam dos 
que se encontram sob sua autoridade, em vez de amar e cuidar deles. 
 Este tipo de pessoas não reconhece que um caráter bom e forte ajudará na 
ministração de seus dons e unção, a fim de atingir todo o seu potencial para que perdure 
por toda sua vida. Aqueles que não se concentram na edificação de um caráter forte 
poderão vir a perder o dom e unção que têm recebido. 
 Deus não tem ‘superstars’. Ele tem apenas servos. Se um servo fizer seu 
trabalho, Deus irá promove-lo. Mas, ainda que seu nome venha a ser muito importante, 
um verdadeiro servo continuará a ter o desejo de suprir as necessidades das pessoas que 
estão sob sua autoridade, e de ajuda-las, quando têm problemas. É para isto que servem 
os dons de um ministro. O verdadeiro servo deve ser cuidadoso para não usar a 
autoridade que lhe foi dada por Deus para mandar nos outros. 
 Deus é um Deus pessoal que fala ao coração de homens e mulheres 
individualmente. Os crentes que desempenham função de liderança devem ser 
particularmente cuidadosos em dizer exatamente o que o Senhor lhes manda dizer – 
nem mais, nem menos! Os líderes têm a responsabilidadede certificar-se de que, 
quando falam que alguma coisa é de Deus, isso realmente o é. Esta certeza virá pelo fato 
de eles passarem tempo em oração, meditando nas Escrituras e buscando o conselho 
divino para aquele momento. 
 
O domínio dos superespirituais 
 Nunca falha! Em todas as igrejas há membros que pensam que todos lhes devem 
obediência porque ele estão lá há mais tempo ou porque são os mais espirituais. Essas 
pessoas ou tentam dominar a liderança em todas as decisões tomadas ou tentarão dar 
conselhos em todas as circunstâncias pessoais aos membros da Igreja. 
 Não alicerce sua vida na opinião de outrem, especialmente se esse indivíduo não 
foi chamado por Deus para ocupar uma posição de liderança. Compare tudo o que você 
ouve com a Palavra de Deus. De acordo com Romanos 8:16, conhecemos a voz de Deus 
pelo nosso testemunho interior, não pelos sentimentos da alma ou pela opinião dos 
outros. 
 Essas pessoas “superespirituais” andam em busca daqueles sobre quem poderão 
exercer manipulação espiritual. Se tiver uma chamada de Deus, eles reconhecerão isto e 
tentarão promovê-lo para o seu “ministério especial”. Muitas vezes, esses 
“superespirituais” não são pessoas amadurecidas espiritualmente e vão dar-lhe “uma 
palavra do Senhor” que fará você agir fora do tempo perfeito de Deus. Se você for 
guiado mais pela ambição do que pelo Espírito de Deus, você vai cair nessa ilusão. 
Muitas chamadas genuínas já foram abortadas por causa do domínio abusivo dos 
superespirituais. 
 Como podem eles fazer abortar uma chamada? Há muitas maneiras de fazerem 
isso. 
 Uma delas é organizarem estudos bíblicos com um líder que não é o pastor 
porque “o pastor não ensina as coisas profundas do Espírito”. Isto não significa apenas 
um problema! (especialmente se você for o escolhido para liderar este estudo especial 
da Bíblia”). Este tipo de comportamento é o âmago de uma futura divisão na igreja. 
 Não se deixe apanhar por este tipo de engano espiritual. Se tiver chegado o 
momento de você ocupar uma posição de liderança, Deus o colocará no campo ou 
motivará o pastor para que o convide a liderar um departamento do corpo sob sua 
supervisão. Leve muito a sério seu treinamento e não permita que um dominador 
ambicioso, o qual deseja apenas colher os frutos do seu sucesso, o afaste do tempo 
correto de Deus. 
 Outra maneira usada por dominadores para abortar chamadas é por falsas 
profecias de Deus, ou falsas visões. Geralmente, essas profecias e essas visões ou são 
demasiadamente mórbidas ou demasiadamente favoráveis. São produzidas com o 
mesmo propósito: afastar o ouvinte do tempo determinado por Deus e, por fim, abortar 
a chamada que Deus tinha para a sua vida. 
 A verdade é que as pessoas que anunciam tais profecias e visões não têm 
qualquer visitação de Deus. Acautelem-se de dar crédito a tais autodenominados 
“profetas”. Quando se trata da sua chamada pessoal, por que iria Deus falar com outra 
pessoa acerca de algo que não tinha ainda compartilhado com você? As profecias e 
visões relacionadas com outras pessoas servem para confirmar o que essas pessoas já 
sentem em seus corações. Se uma pessoa conseguir dominar totalmente a sua vida 
através de profecias e visões, você nunca poderá vir a ser um líder na obra de Deus. 
 A palavra de Deus é muito forte em relação às falsas profecias e visões. O 
profeta Jeremias enfrentou este mesmo tipo de situação em seu temo e destruiu o 
engano dos dominadores religiosos (Jr 23). 
 Na realidade, ele disse-lhes: “Vocês profetizaram de vocês mesmos. Dizem que 
receberam uma visão do Senhor, mas, na realidade, ela proveio das suas cabeças. 
Dizem ao povo que vai haver paz, quando, na verdade, o que vai haver é guerra. Dizem 
que eles estão bem, quando, na verdade, são culpados de se adorarem a si mesmos. 
 Suas profecias são falsas; vocês falaram do que sentem no seu próprio coração e 
nunca do coração do céu. A vocês, diz o Senhor, estou contra vocês e serão julgados”. 
 Não caia na armadilha de receber “falsas profecias” ou “visões”. Para ser um 
líder, que segue a Deus, você deve conhecer a Deus por si mesmo e exercitar o Seu 
caráter em sua vida, e forma a poder saber qual é o plano dele para sua vida e segui-Lo 
de acordo com a Sua vontade. 
 O diabo quer destruir a sua chamada e frustrar o seu propósito na terra. O plano 
de ataque que ele utiliza será baseado em sua fraqueza. Ele tentará executar o plano da 
forma que você menos espera e, a não ser que você seja sensível ao Espírito Santo de 
Deus, ele sairá vencedor. 
 Uma forma derradeira que o dominador abusivo tenta usar para abortar a 
chamada divina é agir muito espiritualmente. Ele atuará como se fosse uma pessoa 
muito espiritual, mas, na realidade, seu domínio é pelo diabo 
Orações dominadoras 
Uma outra variação da manipulação espiritual são as orações dominadoras. Será 
que os cristãos podem fazer orações manipuladoras? Claro que podem! Mas se forem 
usadas de forma errada, elas serão uma forma de bruxaria. 
 Tal como estudamos no capítulo 2, a Bíblia diz que nossas palavras são 
como ‘espadas’ e que são poderosas. 
 Lembre-se: as palavras são armas espirituais. 
 Uma oração dominadora é composta de palavras com força espiritual 
por trás delas, faladas com o objetivo de influenciarem o rumo da vida de outros. Um 
cristão deve usar a oração manipuladora apenas quando utiliza a Palavra e o Espírito de 
Deus contra o inimigo. Jesus explicou este método de oração para amarrar ou liberar o 
plano de Deus contra a vontade do diabo. (Mt 16:19). 
 Uma pessoa dominadora ora seus próprios desejos humanos ou sua 
própria vontade para com a vida de outra pessoa. Ela tentará fazer com que outro 
indivíduo obedeça aos seus desejos egoístas, em vez de obedecer à vontade de Deus. 
 A pessoa que ora assim pode ou não perceber que está libertando forças 
satânicas no âmbito espiritual. Uma oração dominadora é prejudicial e errada, quando 
viola ou domina a vida e a vontade de outra pessoa. 
 Em outras palavras, um manipulador pode liberar influências demoníacas 
através da oração no âmbito espiritual a fim de controlar a vida de outra pessoa para seu 
próprio benefício. 
 Em Mateus, capítulo 12, Jesus curou um homem possesso por um 
espírito maligno cego e mudo. As pessoas murmuraram entre elas porque não queriam 
acreditar no que tinham testemunhado. Jesus respondeu-lhes ensinando acerca do poder 
das palavras no versículo 37 (Bíblia Amplificada) da mesma passagem bíblica, Ele diz: 
“Pelas tuas palavras serás justificado e absolvido, e 
pelas tuas palavras serás condenado e sentenciado”. 
 Com as nossas palavras podemos ser abençoados ou amaldiçoados. As orações 
dominadoras pertencem à categoria das maldições porque são palavras proferidas contra 
outra pessoa na tentativa de satisfazer desejos egoístas. 
 Um exemplo de uma oração dominadora é a que é feita por uma mãe que não 
aprova a namorada de certo rapaz. Ela quer que ele se case com a sua filha: então ora 
para que o namoro termine e ele escolha a filha dela para sua noiva. 
 Conheço um caso destes. A mãe orou e orou para que um certo casamento 
terminasse e o casal se divorciasse, para que assim o rapaz pudesse “abrir os olhos” e 
casar com sua filha. Por causa da oração egoísta e contínua daquela mãe, muitos 
problemas foram lançados naquele casamento através das palavras que ela proferiu. 
Finalmente, o casal se apercebeu daquela situação. Levantaram-se e quebraram o poder 
das palavras faladas contra eles no âmbito do espirito, e o casamento deles continuou a 
prosperar. 
 As orações da alma podem ocorrer em qualquer área da vida, onde o desejo 
humano queira suplantar a vontade de Deus. 
 Uma das passagens bíblicas mais incorretamente utilizadas nas orações da alma 
é o salmo 37:4, onde se pode ler: 
“Deleita-se, também, no Senhor e Ele te concederá 
o que deseja o teu coração”. 
 Não consigo me lembrar do número de vezes emque ouvi este versículo referido 
por cristãos que colocaram seus próprios desejos acima da vontade de Deus para as suas 
vidas e esperavam ver esses desejos realizados. 
 Ao examinarmos este versículo em seu verdadeiro contexto, veremos um 
aspecto interessante dele que é totalmente diferente do modo como é normalmente 
interpretado pela maioria dos crentes. 
 Na concordância de Strong, vemos que o significado da palavra hebraica 
traduzida por deleita-se nessa passagem é “ser afável ou flexível”.1 
 O salmista quer destacar nesta passagem que, quando uma pessoa se “deleita” no 
Senhor, ela permite que Deus restaure seu coração, tornando-o afável e flexível à Sua 
vontade e ao Seu propósito. 
 Se nos deleitarmos verdadeiramente no Senhor, nossos desejos serão 
transformados de modo a buscarmos os Seus desejos e não os nossos próprios. 
 Quando nos deleitamos verdadeira e completamente em Deus, os desejos da 
nossa alma devem mudar, e os nossos corações unem-se ao Seu coração. Logo que 
atingimos o lugar da afabilidade e da submissão, aprendemos a confiar n’Ele totalmente, 
n’Ele em todas as áreas de nossas vidas. 
 Portanto, no Salmo 37:4, o salmista refere-se a um perfeito “transplante de 
coração”, no qual trocamos nossa vontade pela vontade do Senhor, buscando a Sua 
vontade, confiando n’Ele para que nos guie no caminho, por onde Ele quer que 
andemos. Nossos desejos tornam-se os Seus desejos. Então, é-nos prometido o que 
deseja o nosso coração. 
 Os manipuladores espirituais distorcem as Escrituras de forma a fundamentar 
suas orações dominadoras. Seja qual for a situação, eles não têm o coração de Deus. 
Eles querem ser Deus e fazer funcionar seus próprios planos. Os dominadores 
espirituais pensam saber o que é melhor para todas as pessoas. Uma vez que não têm o 
coração de Deus, não podem conhecer a sua vontade. 
Não tenha medo deles 
 Ainda que as orações dominadoras da alma possam perturbar as nossas vidas, 
não precisamos temê-las ou ficar paranoicos por causa delas. Apenas precisamos de 
acautelar-nos. Elas não podem ser bem sucedidas em vidas que estão totalmente 
dedicadas a Deus. 
 As únicas orações eficazes, de acordo com a Palavra de Deus, são as orações 
fervorosas. É impossível que um dominador seja totalmente fervoroso em suas orações. 
 A palavra fervoroso não significa ‘desesperado’, nem ‘emotivo’ ou ‘constante’. 
 Em Tiago 5;16 podemos ler estas palavras: 
“A oração fervorosa de um justo, pode muito em 
seus efeitos”. 
 Há muitos anos, o Senhor levou-me a este versículo e colocou a palavra 
fervoroso diante de mim. Perguntei a mm mesmo o que significava ‘ser fervoroso’. 
 À medida que estudava este versículo, cheguei a Mateus 12:25 que me ajudou a 
compreender porque é que uma oração fervorosa prevalece com Deus. 
“E Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, 
disse-lhes: todo o reino dividido contra si mesmo é 
devastado; e toda a cidade ou casa, dividida contra 
si mesma, não subsistirá”. 
 Cada indivíduo é um “reino” formado por três partes: espírito, alma e corpo. Por 
isso você não é apenas uma mente ou um desejo. Você é um espírito que possui uma 
mente e vive num corpo. 
 Sua mente e o seu corpo são peças de um equipamento e são necessárias para 
que seu espírito possa levar a cabo o propósito de Deus na terra. 
 Se você não entendeu adequadamente o “equipamento” que lhe foi dado, não 
poderá orar eficazmente. 
 Na oração, Deus não fala a uma peça do seu “equipamento”, a mente! O Senhor 
fala ao seu coração – o seu homem espiritual, o verdadeiro eu. Os planos do céu vêm a 
você através de seu espírito. É dessa forma que Deus vai comunicar-se com você. A sua 
mente pode receber a mensagem alguns segundos depois e ser capaz de interpretar o que 
o espírito recebeu. É por isso que, às vezes, você não consegue explicar mediante 
palavras algo que o seu espírito conhece, mas que sua mente ainda não compreendeu. 
 Se as três partes do seu “reino” estão divididas, você não conseguirá orar 
eficazmente e falhará. Se seu espírito não estiver em liderança, então está dividido. 
 Na oração fervorosa, seu espírito, alma e corpo vão juntos para a arena da 
oração e adoração. 
 Seu espírito, alma e corpo são como um todo, unidos no propósito de Deus de 
ver o Seu plano consumado e a Sua vontade feita. Seu espírito é a sua fonte de oração, e 
a sua alma (desejos, emoções, imaginações, memórias) e o seu corpo (ações) trabalham 
juntos em submissão a ele. 
 Uma pessoa que faz orações dominadoras não está “trabalhando em harmonia”. 
Não importa quão espiritual ela possa parecer, se ora os seus desejos em vez de orar do 
espírito, não vai ser bem sucedida. Os manipuladores espirituais atuam fortemente no 
âmbito da alma e colhem resultados da mesma espécie. 
 Um dominador espiritual enfrenta três caminhos diferentes: pode seguir o 
caminho do corpo ou o caminho da cabeça, mas geralmente evita o caminho do espírito 
porque esse evolve um preço, que é a total submissão de sua vontade própria à vontade 
de Deus. 
 As orações dominadoras nascem de preocupações, de frustações e da carne. A 
Bíblia assim nos indica que, porque o desejo, e não o espírito, é o âmago da motivação 
das pessoas que usam este tipo de oração, tais orações representam uma “casa dividida” 
que irá fracassar. 
 Provérbios 26:2 diz: 
“Como o pássaro no seu vaguear, como a 
andorinha no seu vôo, a maldição sem causa não 
virá”. 
 Mais uma vez, podemos ver na concordância de Strong que as palavras 
hebraicas traduzidas como sem causa significam “sem preço”.2 
 Como crente firme, você não precisa preocupar-se com as orações dominadoras, 
se estiver seguindo a vontade de Deus e cumprindo o Seu propósito, andando de acordo 
com a Palavra e desenvolvendo um caráter piedoso. A Bíblia nos diz que, se nosso 
coração aceitar a vontade de Deus para nossa vida, estamos “pagando o preço”. 
Provérbios 26:2 diz que qualquer palavra falada contra nós por alguém que não “pagou 
o preço” (arcar com os custos) de conhecer a Deus, os seus caminhos e o seu caráter não 
poderá nos destruir. 
 Como crente, você poderá prevalecer contra qualquer oração da alma que o 
embarasse. Coloque em prática a Palavra de Deus em sua vida. Desenvolva grande 
sensibilidade ao Espírito Santo e à sua influência em todas as áreas. Assua seu caráter 
santificado e sua integridade corajosa. Estes princípios produzem segurança n’Ele e o 
capacitam a segui-Lo, à medida que Ele o guie. 
Domínio através dos dons espirituais 
 Infelizmente, há quem seja capaz de usar incorretamente os dons espirituais 
numa reunião pública para dominar outras pessoas. 
 Suponha que você esteja numa reunião evangélica. Todos estão alegres, 
bradando de jubilo e louvando ao senhor. De repente, alguém levanta a mão e grita, 
“Assim diz o Senhor!” Em seguida, pronuncia uma suposta profecia. 
 (Leia o capítulo 14 da Primeira Carta de Coríntios, para um estudo detalhado 
acerca do modo como os dons do Espírito devem operar numa reunião pública). 
 Em todas as reuniões evangélicas, há todo tipo de pessoas, e cada uma delas age 
de modo diferente segundo sua maturidade espiritual. Precisamos aprender a 
amadurecer no espírito e a ouvir com atenção a voz do Senhor. Não podemos aceitar 
uma manifestação espiritual apenas porque a maioria das pessoas parece estar 
entusiasmada com ela. Não devemos seguir as disposições de alma das pessoas, mas 
sim o mover do Espírito Santo. 
 Depois que a profecia é dada, todos na reunião gritam, “Sim!”, mas o seu 
espírito grita “Não!” Se você não for forte e firme no espírito, poderá ser influenciado 
por tais manifestações e profecias da carne. 
 Por que é que a maioria das pessoas aceita a profecia como vinda do Senhor? 
 Uma das razões é porque elas devem ter sido hipnotizadas pelos dons espirituais, 
em vez de terem sido influenciadas por um caráter piedoso. Há pessoas que ficam tão 
assustadas durante uma manifestação espiritualque nem param para discernir o que é 
verdadeiro e o que é falso. Não sabem que Jesus nos ensina que conheceríamos os 
servos de Deus pelos seus frutos e não pelos seus dons (Mt 7:20). 
 Nós não desprezamos de forma alguma os dons de Deus, pois eles são sem preço 
para o corpo de Cristo. Contudo, devemos amadurecer-nos no reino do Espírito. 
Devemos entender a natureza de Deus para que saibamos quando os dons estão em 
verdadeira operação. 
 Um dos atributos do Espírito Santo é que Ele sempre exaltará a Jesus – e não 
outro ser humano. 
 Já estive em reuniões onde havia um apelo para os olhos das pessoas da 
congregação continuamente enforcarem o “homem de Deus” e como “ele cura” ou “ele 
traz libertação”. É triste, mas algumas pessoas estão sempre prontas a seguir alguém ou 
alguma coisa que pareça “espiritual”. Só Deus pode curar e libertar: e, apesar de ser 
verdade que Ele usa a humanidade para revelar a si próprio, somente Ele deve receber 
toda glória, todo louvor e toda honra. 
 A carne tenta controlar o mover de Deus. Muitas das coisas que as pessoas de 
fato rotulam como “espirituais” são, no fundo, fruto da operação da alma. Saberemos se 
uma coisa é de Deus ou não, ai discernirmos se ela chama atenção para alguém. Se 
alguém tem uma “revelação” – ou mesmo uma profecia – que beneficia, exalta ou 
glorifica alguém, então não é de Deus. 
 A segurança da carne está sempre centralizada em outra pessoa – outro eu – e 
não em Deus. Busque sua segurança em Deus para que seja motivado pelo 
comprometimento e não pela dominação. 
 
 
 
(1) James Strong, The Exhaustive Concordance of the Bible (Nashville, Abingdon, 1890). “Hebrew and 
Chaldee Dictionary”, pág. 89, # 6026. 
(2) James Strong, The Exhaustive Concordance of the Bible (Nashville, Abingdon, 1890). “Hebrew and 
Chaldee Dictionary”, pág. 41, # 2600. 
 
 
5 
Dominação na Bíblia 
 Vamos agora examinar o problema da dominação na perspectiva bíblica. 
Vejamos como Jesus conseguiu evitar as pessoas que queriam dominá-lo: 
“Tendo o diabo acabado com toda a tentação, 
ausentou-se dele até momento oportuno. 
Então, pelo poder do Espírito, voltou Jesus para a 
Galiléia, e a sua fama correu por todas as regiões 
circunvizinhas. 
Ele ensinava nas suas sinagogas, e por todos era 
louvado. 
Chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou, num 
dia de sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, 
e levantou-se para ler. 
Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Ao abrir o 
livro, achou o lugar onde estava escrito: 
O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me 
ungiu para evangelizar os pobres. 
Enviou-me para apregoar a liberdade aos cativos, 
dar vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos, 
e anunciar o ano aceitável do Senhor. 
Fechando o livro, devolveu-o ao assistente, e 
assentou-se. 
Os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. 
Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta 
Escritura em vossos ouvidos”. 
Lucas 4:13-21 
 Essa é uma história muito interessante. Jesus conhecia seu destino. Ele sabia 
qual era a sua chamada na terra. Mas, Ele não revelou o que sabia antes do tempo; Ele 
guardou esse conhecimento para si próprio e o desenvolveu. 
 Jesus passou pelo deserto e venceu. (Lucas 4:1-12). Muitas pessoas passam por 
este tipo de experiência e ficam no deserto. Não conseguem ir muito longe quando são 
confrontadas com provas e tentações. A primeira vez que o diabo lhes diz que não 
conseguem vencer, concordam. “É verdade,” dizem, e estacam na derrota e no 
desespero. 
 Deus está à procura de guerreiros e não de cristãos sem firmeza, irresolutos. O 
mundo já viu o bastante desse tipo de gente. 
 Depois que saiu vencedor da sua experiência no deserto, Jesus voltou para sua 
cidade natal, Nazaré, onde cresceu, e entrou na sinagoga. 
 Era, naquele lugar, que seus pais “iam à igreja”. Foi ali que o ministro o treinou 
quando menino. Jesus aprendera muitas coisas com o líder daquela sinagoga. 
 Naquele dia, quando o pastor entregou-lhe os rolos de pergaminho, Jesus abriu-
os e leu Isaías 61:1-2. Mas Jesus não leu a profecia como um homem normal teria lido – 
como algo que o povo esperava que aconteceria no futuro. Jesus leu a mensagem 
profética como se aplicasse a Ele próprio – porque, de fato, isto era verdade. 
 
Dominação na Igreja 
 Depois que Jesus anunciou com ousadia: “Hoje se cumpriu esta Escritura em 
vossos ouvidos” (Lucas 4:2), a primeira reação do povo foi: “Não é este o filho de 
José?” (v.12). 
 O povo de Nazaré de modo algum entendera o significado da declaração de 
Jesus quando Ele afirmou que era o Messias! Tudo que conseguiam dizer era: “Não, 
não pode ser, você é filho de José, o carpinteiro aqui da região”. 
 Ao prosseguir falando, chamando a si próprio de profeta, o povo encheu-se de 
ira. (vs. 23-27) 
“Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se 
encheram de ira. 
E levantando-se, expulsaram-no da cidade e o 
levaram até o cume do monte em que a cidade 
deles estava edificada, para de lá o precipitarem. 
Ele, porém, passando pelo meio deles, retirou-se”. 
Lucas 4:28-30 
 Quano tomamos posse do que é espiritualmente nosso, as pessoas mornas 
automaticamente opõem-se a nós! Uma pessoa morna é uma pessoa de duas caras. Ela 
“fica em cima do muro”, dividida entre dar ouvidos às suas emoções ou ao seu espírito. 
 Jesus fechou o livro e entregou-o de novo ao ministro. Ele fez o que era correto. 
Lera as Escrituras no Espírito, de modo muito convincente, mas não tentou tomar o 
controle da reunião. Depois, sentou-se. 
 
Se olhar matasse... 
 O povo de Nazaré estava tão espantado que seus olhos fitaram-se em Jesus, 
como podemos ver no versículo 20. Após ter-lhes falado com ousadia e poder sobre o 
fato de não terem fé n’Ele como o Messias prometido (vs. 23-27), seus olhares ficaram 
agressivos: olhares de loucura, de raiva – olhares que perguntavam: “Quem você pensa 
que é?” (v. 28) 
 Alguém já olhou para você deste modo? Se você é um verdadeiro servo de Deus, 
já deve ter sofrido uma perseguição semelhante. Perceba que Jesus não respondeu à ira 
deles – e, por causa disso, quiseram destruí-Lo! 
 Este era Jesus, o jovem que tinha crescido na “igreja” deles. Esta era Nazaré, 
uma daquelas cidadezinhas, onde todo mundo conhece todo mundo e onde, 
supostamente, todos se amam! Mas não naquele dia. 
 O povo de Nazaré queria matar Jesus porque Ele não se retratou, não se 
justificou, nem sequer hesitou. Ele manteve-se firme. 
 Não conseguiram dominá-lo! Ele não se submeteu ao poder deles! 
 Quando chegamos a um lugar onde as pessoas não conseguem dominar-nos 
através da intimidação ou de outros meios, é certo que vão tentar destruir-nos. Vão 
tentar expulsar-nos. Vão tentar excluir-nos. 
 O povo de Nazaré levantou-se para expulsar Jesus da cidade e lança-lo morro 
abaixo (v. 29). Essa foi uma exclusão bem dramática: queriam mata-Lo! 
 Andavam à procura do Ungido de Deus e pensavam que iriam reconhece-Lo 
através do seu modo carnal de pensar. Mas não souberam reconhecer o Messias quando 
Ele veio e habitou em seu meio como um deles! Mesmo depois de todos os 
ensinamentos que Ele deu e de todos os milagres que efetuou em seu meio, continuaram 
a não crer que Jesus era o Messias! Por quê? Porque a religião os cegara. 
 O que é uma religião? É uma tentativa de conhecer e agradar a Deus através do 
esforço humano. Cristianismo não é uma religião; é um relacionamento com Deus – é 
caminhar lado a lado com Deus, falar e comunicar-se com Jesus, o filho de Deus. Este 
relacionamento pessoal não é possível através de uma religião, onde as pessoas 
procuram conhecer e agradar a Deus através de métodos humanos e opiniões pessoais. 
 E por esse motivo que existem os “espíritos religiosos” – demônios enviados 
para cegar as pessoas, impedindo que conheçam pessoalmente a Deus na sua totalidade. 
Os espíritos religiosos são espíritos dominadores. Provocam operações e manifestações 
carnais, levando aspessoas a pensarem que estão a serviço de Deus. Os espíritos 
religiosos dominadores impedem o verdadeiro mover do Espírito de Deus. Operam 
através das pessoas que andam na carne e não sabem o que é viver no Espírito. Tais 
pessoas ignoram o que é um relacionamento espiritual com Jesus Cristo. No entanto, 
conhecem todos os fatos “religiosos”, e costumam distorcê-los, a fim de controlar o 
mover do Espírito Santo. 
 Perceba, nesta passagem, que Jesus não morreu. Ele simplesmente caminhou no 
meio daquela multidão enraivecida e continuou no seu caminho. Ele tinha um destino a 
cumprir, os homens não podiam dominá-lo, nem afastá-lo de sua missão. 
 Até mesmo aqueles a quem Jesus mais amava não puderam dominá-lo ou 
impedi-lo de que cumprisse o propósito para o qual Deus o havia chamado. 
 Este é um exemplo de um espírito dominador, o qual operou através da “igreja 
local” de Jesus, na tentativa de impedir que Ele anunciasse ser o Messias que veio ao 
mundo para cumprir as escrituras proféticas. 
 
A Igreja primitiva combate a dominação 
 Voltemos ao capítulo 4 de Atos, onde veremos um exemplo da tentativa de 
dominação na igreja primitiva. Veremos como os líderes religiosos de Israel tentaram 
dominar os apóstolos Pedro e João, após a cura do coxo, através deles, no poder do 
nome de Jesus, na Porta Formosa: 
“Estando eles [Pedro e João] falando ao povo, 
sobrevieram os sacerdotes, o capitão do templo e 
os saduceus. 
Perturbaram-se muito de que ensinassem o povo, e 
anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os 
mortos. 
Lançaram mão deles, e os encerraram na prisão 
até o dia seguinte, porque já era tarde... 
No dia seguinte reuniram-se em Jerusalém os seus 
maiorais, os anciãos, os escribas. 
Anás, o sumo sacerdote, Caifás, João, Alexandre e 
todos os que eram da linhagem do sumo sacerdote. 
Pondo a Pedro e João no meio, perguntaram: Com 
que poder, ou em nome de quem fizestes isto? 
Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: 
autoridades do povo, e vós, anciãos de Israel. 
Visto que hoje somos interrogados acerca do 
benefício feito a um homem enfermo, e do modo 
como foi curado, 
Seja conhecido de vós todos [não apenas alguns de 
vós; de todos vós] e de todo o povo de Israel, que 
em nome de Jesus Cristo, o nazareno, aquele a 
quem vós crucificastes, mas a quem Deus 
ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que 
está são, diante de vós. 
Atos 4:1-3, 5-10 
 Esta foi uma declaração muito ousada! Aqui, todos os espíritos religiosos da 
cidade vieram atacar Pedro e João porque curaram um homem que estava doente! Isto 
nos mostra que os espíritos religiosos não estão do lado de Deus, porque ninguém 
deveria ficar aborrecido quando uma pessoa é curada. Em vez disso, deveria haver 
muita alegria! 
 Você percebeu que, de acordo com esta passagem bíblica, as “pessoas que são 
religiosas” não têm nenhum senso comum? Julgam estar cheias de entusiasmo por 
Deus, mas na verdade, são muito frias espiritualmente. Quando alguém lhes diz tal coisa 
ou quando Deus utiliza alguém fora do seu círculo de domínio, ficam muito zangadas! 
 
Pessoas dominadoras e pessoas religiosas 
 Não podemos separar as pessoa dominadoras das pessoas religiosas. Os espíritos 
dominadores e os espíritos religiosos são iguais. São gêmeos idênticos! É difícil existir 
um sem o outro. Encontram-se muitos dominadores entre os que são muitos religiosos. 
 Mas, perceba que Pedro não teve medo de responder com ousadia aos religiosos. 
Uma maneira de enfrentarmos os espíritos religiosos e dominadores é nunca temê-los, 
tendo sempre uma resposta espiritual pronta para dar-lhes. Perceba também que, quando 
os dominadores começaram a atacar os servos de Deus, a resposta que receberam estava 
escrita na Bíblia. 
 Por que é que os líderes espirituais de Jerusalém estavam atacando os apóstolos? 
Para impedir que curassem as pessoas no nome de Jesus. Os líderes tinham medo de que 
as curas afetassem o domínio que exerciam sobre o povo. 
 Pedro, cheio do Espírito Santo, explicou a todos aqueles líderes religiosos que 
curar as pessoas é uma boa ação (v. 9), e não uma ação maligna ou mal intencionada. 
 Quando enfrentamos os dominadores, é necessário que usemos a verdade. Não 
devemos sugeri-la apenas, mas declará-la. Foi isso que Pedro fez. Ele disse aos líderes 
que a cura veio... “em nome de Jesus, o Nazareno, aquele a quem vós 
crucificastes...” (v. 10). Esta foi outra declaração bastante ousada! 
 Pedro dirigia-se ao mesmo líder que permitiu que um assassino fosse liberto para 
que Jesus fosse crucificado. A ousada declaração de Pedro não deixou aqueles líderes 
religiosos e dominadores muito contentes. Ficaram maravilhados com os apóstolos, mas 
também falaram sobre eles de forma aviltante: 
“Então eles, vendo a ousadia de Pedro e João, e 
informados de que eram homens sem letras e 
indoutos, se maravilharam, e tinham conhecimento 
de que eles haviam estado com Jesus. 
 Mas vendo com eles o homem que fora curado, nada tinham que dizer em 
contrário”. 
“Todavia, mandando-os [esta é uma característica 
dos dominadores; não pedem, mandam. Há sempre 
uma tendência oculta de ordem em suas declarações, 
levando a outra pessoa a sentir-se obrigada a obedecer 
seus desejos] sair fora do Sinédrio, conferenciaram 
entre si: 
Que havemos de fazer a estes homens? A todos os 
que habitam em Jerusalém é manifesto que por 
eles foi feito um sinal notório, e não o podemos 
negar. 
Mas, para que isto não se divulgue mais entre o 
povo, ameaçemo-los para que não falem mais nesse 
nome a homem algum. 
Chamando-os, disseram-lhes que absolutamente 
não falassem, nem ensinassem no nome de Jesus.” 
Atos 4:13-18 
 
Ameaças na Bíblia 
 Já vimos que as ameaças podem ser manifestas no dia-a-dia. Mas vejamos agora 
as ameaças bíblicas que os homens de Deus tiveram de enfrentar nas Escrituras. 
 Perceba a frase do versículo 17: “...ameaçemo-los...” O que uma ameaça faz a 
uma pessoa? Ela o faz ir contra o que esta pessoa crê; força-a a submeter-se a quem está 
intimidando. Isto é dominação! 
 Os líderes religiosos daquele tempo ameaçaram os apóstolos, ordenando-lhes 
que “...absolutamente não falassem, nem ensinassem no nome de Jesus” (v. 18). 
Aquilo era dominação, e os apóstolos decidiram reagir. 
 Como foi que Pedro e João reagiram àquelas ameaças? 
“Responderam, porém, Pedro e João: Julgai vós se 
é justo, diante de Deus, obedecer antes a vós do 
que a Deus? 
Pois não podemos deixar de falar do que temos 
visto e ouvido. 
Mas eles ainda os ameaçaram mais e, não achando 
motivo para os castigar, deixaram-nos ir por causa 
do povo. Porque todos glorificavam a Deus pelo 
que acontecera”. 
Atos 4:10-21 
 Gosto destes apóstolos! Defenderam o seu território, enfrentando todos os 
espíritos religiosos da cidade. Os líderes religiosos estavam zangados porque um 
milagre acontecera – e pincipalmente porque não fora feito através deles! Achavam que, 
por serem governantes religiosos, os milagres deveriam acontecer através deles. No 
entanto, Deus não poderia usá-los, pois estavam cheios de orgulho, pensando que sabia 
de tudo. 
 Deus não está à procura de pessoas que operam segundo suas próprias mentes – 
segundo seus próprios pensamentos. Deus procura aqueles que operam através do seu 
coração – através do seu espírito. Deus procura seres humanos que sejam obedientes ao 
Seu Espírito. 
 É por isso que os doutores altivos ficam perturbados quando deus usa alguém 
com pouca ou quase nenhuma formação acadêmica para ser um operador de milagres. 
 As pessoas orgulhosas costuma criticar as que, aparentemente, nada possuem. 
Mas como é que Deus pode usar alguém que somente confia na sua formação 
acadêmica? O único meio da formação acadêmica funcionar a favor de alguém é 
submetendo-a à vontade de Deus e confiando somente em Deus. 
 No verso sete desta passagem, os líderes religiosos perguntaram aos apóstolos: 
“...Com que poder,ou em nome de quem fizestes isto?” Estavam dizendo: “Quem 
vocês pensam que são para fazerem tais coisas sem a nossa permissão?” Com que 
autoridade fizeram isto? 
 
A derrota da dominação na Bíblia 
 O oitão verso prossegue: “Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse...” 
 O único meio de vencermos a dominação é enchendo-nos do Espírito Santo e 
poder! Tal como Pedro, precisamos do Espírito de Fortaleza para derrotarmos os 
espíritos dominadores. 
 Apesar da importância de falarmos palavras de fé e não de dúvida, o Espírito de 
Fortaleza (Is 11:2) não vem sobre uma pessoa como resultado de confissões positivas ou 
por seguir fórmulas recomendadas. Ele não vai permanecer sobre um indivíduo apenas 
porque este associa-se com as “pessoas certas”. 
 O Espírito de Fortaleza coloca uma paixão dentro do crente que o motiva a odiar 
o mal, dando-lhe poder para prosseguir com o plano de Deus na terra. O Espírito de 
Fortaleza é uma força nuclear que reside dentro do cristão, projetando-o contra todo 
adversário maligno que tenta intimidá-lo. 
 O Espírito de Fortaleza enfrenta a resistência. Ele dá ao indivíduo a capacidade 
de distinguir entre o bem e o mal em qualquer situação, indo adiante, a partir daí. Ele 
nunca defende! Simplesmente capacita a pessoa em que habita com poder para declarar 
os fatos! 
 O Espírito de Fortaleza dá à mente humana capacidade sobrenatural de 
permanecer em paz e descansar no meio da batalha. Ele dá a certeza da vitória que está 
por vir, fazendo com que a alegria do Senhor manifeste-se ao redor daqueles que o 
possui. 
 O Espírito de Fortaleza também capacita o corpo físico e as emoções com 
resistência e proteção. Ele dá capacidade sobrenatural de ir além das limitações naturais. 
 O Espírito de Fortaleza nunca vem sobre alguém com o propósito de valorização 
pessoal. Ele vem para que o propósito de Deus seja cumprido na terra através da Igreja! 
 Pedro tinha o Espírito de Fortaleza dentro de si, à medida que falava com os 
líderes religiosos de seu tempo. No versículo dez, vemos a continuação de seu discurso: 
“Pelo nome de Jesus Cristo, o Nazareno – a quem vós crucificastes – é por este nome 
que realizamos este milagre e continuaremos realizando outros!” 
 Os líderes religiosos responderam, ordenando que os apóstolos parassem de 
ensinar e pregar nesse nome, ameaçando-os severamente, se não lhes obedecessem. 
 Mas o que foi que Pedro e João fizeram? Voltaram ao seu grupo e contaram a 
todos o que lhes tinha acontecido (v.23). 
 Será que a Igreja, no livro de Atos, recuou por causa do relatório que recebeu 
dos apóstolos? Não! O Espírito de Fortaleza veio sobre eles! (v. 31). 
 Em vez de se esconderem em suas casas, pedindo que Deus matasse seus 
inimigos, prostraram-se e pediram que o Senhor lhes concedesse mais ousadia para que 
pudessem... 
“...falar a tua Palavra. 
Enquanto estendes a tua mão para curar, e para 
que se façam sinais e prodígios pelo nome do teu 
santo Filho Jesus”. 
Atos 4:29-30 
 O Senhor agradou-se tanto com a resposta e o pedido deles que o lugar onde 
estavam reunidos moveu-se e todos foram cheios com ousadia do Espírito Santo! (v. 
31). 
 Ficaram unidos num só coração e num só propósito, de nada tendo falta (v. 32-
33). 
 E, para espanto dos líderes religiosos dominadores daqueles dias, Deus deu 
grande poder àqueles que acreditaram (v. 33). Isso quer dizer que houve mais curas, 
mais libertações e mais salvação na cidade de Jerusalém depois que Pedro e João foram 
ameaçados do que antes! 
 Que este seja nosso testemunho hoje. Peça a Deus para que o encha com o 
Espírito de Fortaleza, de forma que possa derrotar os espíritos abusivos e dominadores; 
então, cumpra o plano e o propósito de Deus na terra! 
 
6 
Controle positivo e aceitável 
 Do mesmo modo que estudamos os aspectos negativos da dominação, também 
estudaremos sua natureza positiva. Há um domínio bom e aceitável que Deus ordenou 
para nosso bem-estar. Se provém de Deus, e nos submetemos a ele, a dominação 
positiva nos preparará e nos moldará para a maturidade. 
 O controle aceitável caracteriza-se pela moderação; por regras boas e sensatas; e 
por restrições que trazem entusiasmo sem abusar dos direitos pessoais. 
 Por exemplo, o governo dos Estados Unidos elaborou muitas leis que ajudam a 
proteger o bem-estar e promover a felicidade do povo americano. Entre algumas dessas 
leis, temos: 1) leis antidrogas; 2) controle de imigração e 3) leis federais que abrangem 
questões vitais, tais como, proteção da saúde pública, inspeção alimentar, conservação 
dos recursos naturais, provisão para educação, etc. 
 Se não deixarmos que sejamos controlados pela moderação, pelas leis e pelas 
restrições adequadas, teremos problemas por causa dos excessos. O controle positivo e 
aceitável serve de equilíbrio divino em nossas vidas. 
 Temos responsabilidade perante Deus de seguir os líderes espiritualmente 
maduros. Devemos nos submeter a esses líderes, acatando os conselhos sábios de 
acordo com a Palavra de Deus. O melhor de todos os mestres, o Espírito Santo, pode 
revelar-nos os atributos que devemos procurar naqueles que exercem domínio positivo 
segundo a vontade de Deus. 
O Espírito Santo 
 O Espírito Santo ainda está presente na terra hoje. Seu exemplo em nossas vidas 
deveria ser o padrão pelo qual modelamos nosso relacionamento com os outros. 
 O Espírito Santo é o Controlador da vida do crente. 
 O Espírito Santo não é um ditador. Ele não nos obriga, não nos pressiona, nem 
reprime nossa criatividade. Ele é o Equilíbrio Perfeito. Somos criados por Deus; e o 
Espírito Santo dá-nos liberdade para expressarmos deus através de nossas 
personalidades individuais. 
 O Espírito Santo convence-nos do pecado para que possamos ser purificados, 
continuando assim com o plano de deus sem impedimentos. Ele não nos condena, nem 
perturba, derruba ou atormenta, não importando a gravidade de nossos erros. Deus não 
vem para nos esmagar, mas para sarar. Seu propósito não é de colocar-nos em 
escravidão, mas de libertar-nos. 
 O Senhor não toma as decisões em nosso lugar, nem ruidosamente exige 
obediência de nossa parte. Ele nos corrige, mas a decisão de obedecer é sempre nossa. 
No livro de João, capítulo 16, versículo 13, Jesus nos diz: 
“Mas, quando vier o Espírito da verdade, ele vos 
guiará em toda a verdade...”. 
 O Espírito Santo está aqui para guiar-nos na verdade do Evangelho. Trata-se de 
uma liderança responsável e verdadeira. Ele serve como Condutor da revelação de Deus 
em nossas vidas. Perceba que ele nos “guiará”, mas é nossa responsabilidade seguir sua 
direção. 
 Uma outra característica da verdadeira liderança divina encontra-se na segunda 
parte do mesmo versículo: 
“Não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que 
tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir”. 
 O Espírito Santo nunca chama a atenção para si próprio. Nunca procura 
promover a Si mesmo. Ele nunca entra em competição para poder ser visto ou ouvido. 
Ele nos diz apnas o que ouve do Pai e, se dermos ouvidos e confiarmos n’Ele, Ele nos 
revelará as coisas que estão por vir. 
 A primeira parte de Romanos 8:26 nos diz mais sobre o Espírito e sobre o 
controle positivo e bom que Ele exerce em nossas vidas. 
“Da mesma maneira também o Espírito ajuda as 
nossas fraquezas...” 
 O Espírito Santo nos “ajuda”. Ele não fará o trabalho por nós, nem aplicará todo 
o esforço necessário para concluir uma tarefa que tenhamos em mãos. Ele nos ajuda a 
cumprir o plano e propósito de Deus na terra. Certo dia, um pastor amigo meu explicou-
me tudo isso da seguinte maneira: “O Espírito Santo nos ajudará a fazer um trabalho, 
do mesmo modo que eu ajudaria você a pegar uma cadeira. Você pega de um lado da 
cadeira e eu levanto o outro. É assim que o Espírito Santo ajuda o crente.” 
 O controle positivo exercido através de uma pessoa ajuda e orienta, mas não 
para proveito próprio. O controle positivo dá ao indivíduoliberdade para exprimir sua 
própria personalidade e criatividade dentro dos limites da Palavra de Deus. 
 A dominação positiva nunca pressiona, condena ou limita. Ela sempre 
providenciará o encorajamento necessário para que tenhamos uma vida plena em Deus. 
A dominação positiva atua como uma válvula de segurança. É o equilíbrio em nossa 
caminhada diária. 
Controle positivo da liderança 
 É imperativo que compreendamos um princípio muito importante: Deus sempre 
nomeou líderes e os líderes espirituais devem exercer uma autoridade verdadeira e 
piedosa. 
 Comecemos nosso estudo deste princípio vital no livro de Efésios, capítulo 4, 
versículos 11 a 14. Gosto do modo como a Bíblia Amplificada traduz essa passagem: 
“E ele mesmo deu uns [Ele próprio indicou 
homens] para apóstolos (mensageiros especiais), e 
outros para profetas (pregadores e comentadores 
inspirados), e outros para evangelistas (pregadores 
do Evangelho, missionários itinerantes), e outros 
para pastores (pastores do seu rebanho) e mestres. 
Sua intenção era de aperfeiçoar e equipar 
adequadamente os santos (seu povo consagrado), 
(para que possa fazer) a obra do ministério para 
edificação do corpo e Cristo (a Igreja), 
Até que todos cheguemos à unidade da fé e à 
compreensão do pleno e exato conhecimento do 
Filho de Deus, para que (possamos chegar) à 
varonilidade realmente madura – a inteireza da 
personalidade, a qual não é menos do que a altura 
padrão da própria perfeição de Cristo – à medida 
da estatura da plenitude de cristo e a inteireza 
encontrada n’Ele. 
Para que não sejamos mais meninos, levados ao 
redor (como navios) entre sopros eventuais de 
ensino, e oscilando em todo vento de doutrina, 
(como presas) de homens astutos, sem escrúpulos, 
(jogadores envolvidos) em toda forma de fraude na 
invenção de erros enganosos”. 
 Perceba que o Senhor tinha a intenção de dar os dons de liderança a homens e 
mulheres para ajudar no crescimento do Corpo de Cristo em maturidade e intimamente 
conhece-lo. Estes dons de liderança são comumente chamados de “os cinco dons 
ministeriais”. 
 Estes líderes recebem os nos para ajudar, equipar e aperfeiçoar os crentes. Na 
concordância de Strong, a palavra grega traduzida como aperfeiçoar, neste versículo, 
deriva-se do radical que significa: “encaixar... consertar... preparar... restaurar.”1 
 Encaixar, consertar, reparar, restaurar: estas pequenas palavras significam 
muito trabalho e disciplina. É trabalho dos cinco dons ministeriais verificar se você e eu 
estamos verdadeiramente dotados com fé, amor e esperança e plenamente equipados 
com o entendimento do Filho de Deus, com as obras do Espírito Santo e com o 
conhecimento dos outros aspectos da Palavra de Deus. São responsáveis diante de Deus 
pela sua liderança sobre nós. Nós, por nossa vez, somos responsáveis pelo grau de nossa 
submissão à liderança deles. 
 Entenda, por favor, que você e eu somos responsáveis perante a liderança, o 
ofício e os dons da pessoa – e não perante a pessoa em si. Devemos seguir as pessoas à 
medida que seguem a Palavra de Deus. Quando as pessoas que ocupam posições de 
liderança estão precisamente demonstrando as Escrituras, somos responsáveis em como 
nos submetemos ao dom que está dentro delas. 
 Na Versão Amplificada de Hebreus 13:17, lemos: 
“Obedecei a vossos líderes espirituais e sujeitai-vos 
a eles – continuamente reconhecendo sua 
autoridade sobre vós; pois velam constantemente 
por suas almas e guardam seu bem-estar 
espiritual, visto que homens prestarão contas [da 
sua confiança]. [Faça sua parte de] deixa-los fazer 
isto com alegria, e não com gemido e lamentação, 
pois isso [também] não vos seria útil”. 
 Para que um líder nos “encaixe”, “conserte”, “prepare” e “restaure” deve haver 
algum grau de controle positivo e aceitável em nossas vidas. A recusa em nos 
submetermos a tal proteção e sabedoria significa uma rebelião total da parte do crente. 
 Pelo fato de o Corpo de Cristo ter sido vago com relação a este assunto, sempre 
que surge uma liderança forte, o povo grita assustado: “Dominação! Dominação!” 
 Como crentes que somos, precisamos crescer e amadurecer. Nesta década, 
precisamos de uma liderança forte. O mundo não mais insinua ou sugere o pecado. O 
mundo descaradamente mostra seus extremos. Nós, como povo de Deus, precisamos 
apoiar a forte liderança que Deus está levantando em nosso meio. Precisamos seguir 
essas pessoas como nossos exemplos no cumprimento do plano e propósito do céu. 
 Há duas atitudes que a Igreja deve “fazer tremer”, 1) Coração dividido por parte 
dos líderes, e 2) menosprezo e rebelião contra líderes fortes por parte do povo. 
 Se a liderança não for forte nos dias de hoje, o Corpo de Cristo não conseguirá 
crescer até o pleno amadurecimento. 
 Liderança é ação positiva. Não é somente falatório; é de fato fazer alguma coisa. 
É ir para a frente com o Senhor, levando o povo consigo. 
 Quando eu estava estudando este assunto, disseram-me que, quando o exército 
israelense da atualidade vai à batalha, seus oficiais são enviados primeiro; depois vêm 
as tropas. Dizem que esta é uma das razões pelas quais os israelenses são tão bem 
sucedidos na vida militar. Seus oficiais estão lá na frente de batalha, mostrando às 
tropas que caminho seguir e fazer. As outras nações enviam suas tropas primeiro, 
enquanto que seus líderes estão sentados, bem longe, assistindo à batalha de binóculos. 
 É o que alguns líderes da igreja estão fazendo hoje: estão tentando liderar 
ficando atrás. Parte desta situação é culpa do povo, pois não compreendem o controle 
bom, piedoso e aceitável. Sempre que os que estão em posição de liderança tentam 
“encaixar”, “consertar”, “preparar” ou “restaurar” as vidas, o povo desenvolve uma 
atitude rebelde e rotula a liderança de “dominadora”. 
 Lembre-se de que os líderes também são pessoas. São seres humanos com 
emoções e sentimentos verdadeiros como qualquer outra pessoa. Quando são 
continuamente rotulados e traídos, eles tem uma tendência de se retrair em busca de 
proteção contra possíveis feridas e calúnias. Se você é abençoado por ter uma forte 
liderança, então siga esse líder à medida que ele ou ela segue a Cristo. 
 A liderança piedosa tomará as rédeas da situação. Quando Deus fala aos líderes, 
dizendo ao seu corpo ou nação local para entrar numa área de fé, estes são ousados e 
práticos. Os crentes que são sensíveis no Espírito de Deus igualmente seguirão e 
apoiarão esta causa de todo coração. 
 O controle positivo e aceitável confrontará as questões que são contrárias ao 
propósito de Deus! 
 Muitas vezes quando o Espírito de Deus levar as pessoas a “sair fora”, haverá 
também uma preparação extra do seu caráter, integridade e fé. É trabalho do líder 
instruir e disciplinar segundo a Palavra de Deus. Se você e eu quisermos chegar à plena 
maturidade espiritual, precisamos receber, nos submeter e crescer. Devemos ter o desejo 
de enfrentar a realidade de nossa posição espiritual e, então, caminhar em direção à 
maturidade. 
 Os líderes não devem ter medo de confrontar qualquer comportamento 
desordeiro que possa acontecer em seus cultos. 
 Creio firmemente na oração e na intercessão; mas, às vezes, alguns intercessores 
começam a pensar que são as pessoas mais espirituais da igreja. Alguns até tentam usar 
suas posições para dominar o pastor ou outros líderes. 
 Todo crente é chamado ao ministério de intercessão. A razão ela qual alguns 
parecem sr mais ungidos do que outros na área da oração é porque a usam mais! Não há 
nenhuma passagem bíblica referindo-se a um “ofício de intercessor”. Um intercessor é 
um servo de Deus sensível às suas instruções de orar Sua vontade na terra. Um 
intercessor prepara o caminho para que o Espírito Santo destrua os planos do inimigo. 
As orações de intercessão tornam o plano de Deus uma realidade presente. 
 Os intercessores devem ser instruídos na esfera do Espíritoe na Palavra de Deus, 
se querem ouvi-Lo claramente. Isto não é dominação! Isto é o controle positivo dos 
cinco dons ministeriais. 
 Os pastores não devem ter o receio de confrontar os intercessores que estão no 
erro. Não devem hesitar em instruí-los a orar com decência e ordem; de outro modo, 
devem parar de interceder na adoração pública, até que se comportem como deviam. 
 Gosto de líderes que não têm medo de confrontar e corrigir o erro! Esse tipo de 
ousadia divina mostra-me que valorizam a presença do Espírito Santo em seu meio. Tal 
confrontação positiva revela que o líder está comprometido com a maturidade do Corpo 
de Cristo, levando o mundo a ter uma fome pelo que os crentes têm. 
 Na liderança forte há segurança para o povo de Deus. Há esperança para o 
mundo através dos líderes e crentes fortes de Deus! 
 Os espíritos religiosos e rebeldes não gostam de liderança forte! Querem 
dominar e controlar uma igreja e seu povo. 
 Se você foi confrontado por um líder espiritual, o qual sugeriu que deve haver 
uma mudança na sua vida pessoal – alegre-se e agradeça a Deus por esta pessoa! 
 Sim, a luz consumidora do Espírito fere nossa carne às vezes, mas é para nosso 
próprio bem. Nosso crescimento e maturidade espirituais dependem disso. Como Corpo 
de Cristo, estamos em treinamento – assim é esperado que sejamos preparados e 
mudados! Um número incontável de outras pessoas está aguardando os benefícios da 
experiência do treinamento, através da qual você e eu chegaremos à maturidade com 
sucesso. 
 O controle forte e positivo de um líder é uma indicação do seu 
comprometimento com Deus. Não tente escapar da proteção que Deus ordenou através 
daqueles que Ele estabeleceu em posições de liderança em Sua Igreja. 
 Somos um exército e, para podermos guerrear com eficácia e triunfo, devemos 
estar unidos no propósito e no fervor. Não devemos sair das fileiras a fim de mimarmos 
nossos próprios desejos da alma. 
 Não se afaste dos líderes piedosos que têm dado suas vidas para o seu benefício 
e amadurecimento. Agradeça a direção piedosa em sua vida. O que você aprender com 
ela será o seu tesouro mais precioso no campo de batalha. 
 
 
(1) James Strong, The Exhaustive Concordance of the Bible (Nashville: Abingdon, 1890), “Greek 
Dictionary of the New Testament”, p. 40, #2677. 
7 
Controle bíblico positivo 
Vejamos uma história bíblica que fala de liderança forte e um espírito de 
rebelião que tentou prevalecer contra ela. 
 
A liderança de Moisés 
 No livro de números, capitulo 16, encontramos uma situação muito interessante. 
No acampamento dos israelitas, levantou-se um homem chamado Coré, um descendente 
de Levi, o qual andava entre as tribos reclamando contra a liderança de Moisés. Ele 
achava que Moisés usurpava demasiado poder e autoridade como líder do povo de 
Deus. Em outras palavras, Coré pensava que Moisés era um “dominador”. 
 Quando Coré já havia assegurado o apoio de outros descendentes, ele e seus 
seguidores chegaram até Moisés, o líder escolhido por Deus. Ao estudar o verso 2 desta 
passagem, achei muito interessante o tipo d pessoas que Coré recrutou para apoiar sua 
causa: 
“e se insurgiram contra Moisés, juntamente com 
duzentos e cinquenta homens dos filhos de Israel, 
príncipes da congregação, respeitados nas 
solenidades, homens de posição”. 
 Coré não tinha o apoio de Deus; assim, teve de recrutar homens mais famosos 
dentro da tribo de Israel, numa tentativa de se valorizar. 
 Quando estes dissidentes – incluindo muitos dos outros levitas que serviam no 
templo – se reuniram até Moisés e Arão. 
 Coré , então, apresentou sua acusação contra aqueles homens de Deus. 
“...Toda congregação é santa, todos eles são santos, 
e o Senhor está no meio deles. Por que, pois, vos 
elevais sobre a congregação do Senhor? 
Quando Moisés ouviu isto, caiu sobre o seu rosto”. 
 Números 16:3-4 
 Essas palavras parecem familiares? “Todos na igreja são tão santo quanto você. 
Por que você se eleva tanto diante do povo? Podemos ouvir de Deus tanto quanto 
você!” 
 Estes israelitas não conheceram o controle positivo e divino que o próprio Deus 
estabelecera sobre eles nas pessoas de Moisés e Arão. Em vez disso, foram motivados 
pelo ciúme e desejo de poder; cegos à verdade devido à religião e rebeldia. 
 Liderança divina envolve um lato preço, o qual deve ser pago, se quisermos 
andar na sua plenitude. Se não fosse pela graça de Deus, não teríamos como pagá-lo. O 
preço principal que um líder deve pagar tem a ver com a vida diária que ele ou ela deve 
ter diante das pessoas. A fim de andar na plenitude da autoridade divina – exercer um 
domínio aceitável – é necessário que o líder viva de uma maneira correta. 
 Os líderes divinos devem seguir o caminho da justiça e da santidade. Devem 
desejar a Deus ardentemente e odiar o mal de todo coração. 
 O diabo quer dominar a vontade humana. Se ele puder dominar a vontade de 
uma pessoa, ele consegue dominar a pessoa. O meio termo enfraquece a capacidade que 
um indivíduo tem firmemente de resistir a Satanás. 
 Quando você e eu estamos firmes e recusamos pactuar com o mal e erro, haverá 
sempre alguém que tentará encontrar algo errado em nós, com o intuito de destruir 
nosso caráter, minar nossa firmeza e sobrepujar nossa força. Mas os lideres divinos 
devem pagar o preço da fidelidade, não importa o que venha contra eles. É um preço 
que agrada aos céus. Por causa dos fiéis, Deus faz tremer as fundações da terra. 
 Os líderes divinos devem caminhar com precisão e discernimento no Espírito. 
Não mudando de posição só porque estão sob ataques do inimigo; continuam 
obedecendo a Deus no meio dos conflitos e da adversidade. 
 Moisés, ao ouvir as acusações feitas por Coré e seus seguidores contra ele e 
Arão, caiu sobre seu rosto perante o Senhor. Então, levantou-se para falar com Coré e os 
filhos de Levi que estavam com ele: 
“Porventura pouco é para vós que o Deus de Israel 
vos tenha separado da congregação de Israel, para 
vos fazer chegar a si, afim de fazerdes o serviço do 
tabernáculo do Senhor e estar diante da 
congregação para servi-la? 
Ele te fez chegar a si, e todos os teus irmãos, os 
filhos de Levi, contigo, e também procurais o 
sacerdócio?” 
 Números 16:9-10 
O que Moisés estava perguntando-lhes é simplesmente isto: “Não tem valor pra 
vocês o fato de o Senhor tê-los escolhido para Sua casa a fim de ministrarem para Ele 
diante do povo? Vocês vêem seu lugar no corpo como algo tão secundário? E não tendo 
(obviamente) visto isto, vocês acham que pagaram o preço para ocuparem o 
sacerdócio?” 
Quando Coré e os levitas recusaram-se a ouvir as palavras sensatas de Moisés, o 
homem de Deus declarou: “Amanhã o Senhor mostrará quem é o líder escolhido” (v.5) 
Quando Moisés buscou o Senhor, Ele o instruiu a fazer com que o povo 
escolhesse o lado que queriam ficar: com Moisés ou com Coré. Depois que o povo foi 
para o lado que escolhera, Moisés levantou-se perante eles e declarou: 
“Nisto conhecereis que o Senhor me enviou a fazer 
todos esses feitos, que não procedem de meu 
coração”. 
 Números 16:25 
 Ele prosseguiu falando e alertou o povo que, se o Senhor estivesse do seu lado, a 
terra se abriria e engoliria o rebelde Coré, juntamente com seu grupo, porque 
provocaram ao Senhor, seu Deus. A Bíblia narra que assim que Moisés acabou de falar, 
a terra abriu-se e engoliu Coré, seu povo e todos os seus bens; assim, desapareceram da 
congregação. Então, Deus enviou fogo para consumir os 250 murmuradores que haviam 
aliado a Coré (v. 30-35). 
 
A Liderança de Paulo 
 O ministério do apóstolo Paulo é outro exemplo do controle positivo e aceitável 
na área de liderança. 
 Na primeira Carta aos Coríntios, capitulo 4, começando no versículo 14, Paulo 
faz uma declaração muito ousada: 
“Ainda que tivésseis dez mil aios em Cristo, não 
teríeis, contudo, muitos pais, pois eu pelo 
evangelho vos gerei em Jesus Cristo. 
Admoesto-vos,portanto, a que sejais meus 
imitadores”. 
1 Coríntios 4:15-16 
 Perceba a segurança que Paulo desfrutava em sua posição de líder! Ele disse à 
igreja de Corinto, a qual ele mesmo estabeleceu: “Mesmo que vocês tenham ouvido 
muitos mestres e pregadores, sou eu quem vos levou ao nascimento espiritual. Sendo 
assim, sigam meu exemplo e estilo de vida.” 
 Quantos de nós poderiam dizer que Paulo estava praticando manipulação? 
Nenhum de nós! Todavia, atrevo-me a dizer que, se algum líder hoje fizesse uma 
declaração tão ousada assim, muitos o rotulariam antes do nascer do sol! 
 Vejamos, novamente, o que Paulo disse em sua Carta à igreja, em Filipos. 
“Irmãos, sede meus imitadores, e observais os que 
andam segundo o exemplo que tendes em nós”. 
 Filipenses 3:17 
 
 Paulo não somente disse aos crentes de Filipos que seguissem seu estilo de vida, 
ele também lhe disse que deviam observar aqueles que o seguiam, pois eram bons 
exemplos de cristianismo. Isto é uma liderança segura! 
 Como um líder escolhido e ungido por Deus, Paulo levou sua responsabilidade 
muito a sério. Ele esmeradamente cuidava do rebanho de crentes que estavam sob sua 
autoridade, escrevendo-lhes muitas vezes: “Ainda que não esteja convosco na carne, 
saibam que estou convosco no espírito.” 2 Coríntios 11:2 revela a intensidade cm que 
Paulo relacionava-se com seu rebanho: 
“Estou zeloso de vós com o zelo de Deus. Tenho-
vos preparado para vos apresentar como uma 
virgem pura a um marido, a saber, a Cristo”. 
 Como líder Paulo tinha um zelo, um “ciúme”, daqueles que levara a Jesus. Ele 
estava constantemente em alerta contra tudo e contra todos que pudessem vir para 
roubar o povo de Deus, afastando-o seu Primeiro Amor – Jesus Cristo. Ele lutou contra 
o pecado que poderia manchar a Igreja. Ele não hesitou diante dos confrontos, por causa 
do amor que tinha por Jesus. Ele queria que todos os que criam chegassem à maturidade 
que a ressurreição lhes supriu. Ele correu o risco de ser odiado, perseguido e morto para 
que muitas outras vidas pudessem ser salvas. Isto não é dominação – isto é liderança 
positiva, piedosa e aceitável! 
 Paulo nunca desejou ou abusou a exaltação por parte dos homens. Ele foi um 
verdadeiro servo de Deus. No livro de Gálatas, capitulo 1, creio que ele revelou seu 
coração ao revelar sua salvação e experiência no treinamento. Ele fez grandes obras 
para o Senhor mas, ao terminar seu relato, ele diz: 
“E glorificaram a Deus a meu respeito”. 
Gálatas 1:24 
 A chave do controle bíblico positivo é o fato de que – não importando 
quantas decisões tomamos, quantas conversões produzimos, quantas pessoas são 
curadas ou libertas pelas nossas mensagens e quantos inimigos conquistamos – nossa 
preocupação principal é de que Jesus seja primeiramente ressaltado e glorificado em 
todas as situações. 
 
 
8 
Você é um dominador? 
Estudamos os atributos do controle negativo e abusivo e do controle positivo e 
aceitável. Visto que agora temos este entendimento, é importante que nos livremos de 
quaisquer tendências que possamos ter nas áreas negativas. Aprender essas coisas sobre 
o domínio fará com que alguns de nós pensemos imediatamente nas pessoas que 
conhecemos que são dominadoras. 
 Mas, e se você suspeitar de que você pode ter uma personalidade dominadora? 
Como você pode reconhecer se tem uma tendência a dominação abusiva? 
1- Você tem uma tendência para ser um dominador abusivo, se sente que a 
única maneira de ser importante ou aceito é dando ordens e fazendo exigências. 
 Não permita que a ambição e o desejo de poder o “conduzam”. A ambição e o 
desejo de poder não produzem autoridade divina. No livro de Mateus, capitulo 8, Jesus 
maravilhou-se diante da humildade do centurião romano. Começando no versículo 8, 
podemos ver essa troca de palavras entre Jesus e o líder militar: 
“Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou 
digno de receber-te sob meu teto, mas dize 
comente uma palavra e o meu criado ficará são. 
Pois eu também sou um homem sob autoridade, 
tenho soldados às minhas ordens. Digo a este: vai, 
e ele vai; e a outro: vem, e ele vem. Digo ao meu 
criado: faze isto, e ele o faz”. 
Mateus 8:8-9 
Jesus respondeu que não tinha encontrado tanta fé em todo Israel (v.10). Aquele 
homem aprendera o princípio da liderança e autoridade divinas. Em sua humildade em 
relação aos que estavam em autoridade sobre ele, tornou-se ele própria uma autoridade. 
Ele era um líder em quem se podia confiar, alguém cujas ordens podiam ser seguidas e 
cumpridas. 
Quando no submetemos a Deus, Ele nos exaltará no momento devido. Quando 
chegar este momento, nosso senso de valor dependerá de nossa confiança n’Ele, e não 
de nossa capacidade de dar ordens ou fazer exigências. 
2- Você tem uma tendência para ser um dominador abusivo, se sentir 
possessivo com relação a uma ou mais pessoas; se você sentir que os outros têm de 
“consultá-lo” porque você sabe mais do que eles ou sabe o que é melhor pra eles; se 
você nunca aceita o julgamento deles quando ao que acham que deviam fazer; ou se 
você sempre os rebaixa porque você está convencido de que não sabem nada. 
 As pessoas possessivas sempre procuram fazer com que os outros sintam que 
não sabem nada, que são totalmente ignorantes e imaturos. Os dominadores possessivos 
fazem os outros sentirem que somente sobreviverão se os consultarem quanto ao que 
devem fazer. 
 Quando alguém dá uma opinião, os dominadores o interrompem dizendo, “Oh, 
isso não é verdade! Você está errado; eu é que estou certo.” 
 Um sinal bem claro de que você é uma pessoa dominadora é quando você nunca 
permite que as pessoas discutam, aceitem ou mesmo expressem opiniões ou idéias 
divergentes das suas. O que outros dizem entra por um ouvido e sai pelo outro, e você 
continua fazendo tudo à sua maneira. 
3- Você tem tendência a ser uma pessoa dominadora se começar a sentir 
um intenso ciúme de outra pessoa, especialmente se este ciúme dominar suas opiniões e 
ações. 
 Por exemplo: se a pessoa que você tem dominado começar a falar com outro, 
você automaticamente se sente enciumado, possessivo e ameaçado, e provavelmente 
tentará impedir o relacionamento. Você vai entrar na conversa para monitorar a 
situação. 
4- Você tem tendência de ser dominador abusivo, se se sentir ameaçada 
pelos novos relacionamentos de outras pessoas. 
 Você é um dominador, se sentir que sua amizade e relacionamento com alguém 
estão ameaçados, se ele ou ela falar, orar, sair para jantar ou tiver outra atividade com 
outra pessoa que não seja você mesmo – nem que seja algo que durem cinco minutos. 
 Lembre-se: comprometimento não é dominação! 
 Esta discussão limita-se às pessoas nos relacionamentos de amizade, e não no 
relacionamento marital. O melhor amigo de uma pessoa casada deve ser o seu cônjuge. 
Um casal fez uma aliança entre si aos olhos de Deus e dos homens. Uma certa 
quantidade de exclusividade está implícita no casamento. Discutiremos esta questão 
num capitulo posterior. 
5- Você tem tendência de ser uma pessoa dominadora, se sentir que deve 
proteger a outra pessoa de qualquer experiência. 
 Vejamos este assunto mais detalhadamente. Se você sente que deve proteger 
uma pessoa, até mesmo protegê-las das experiências da vida, então você é culpado de 
levar as responsabilidades dessa pessoa. Todo individuo deve prestar contas de seu 
próprio comportamento. Ao invés disso, o dominador tenta proteger a outra pessoa das 
suas responsabilidades pessoais, muitas vezes perseguindo-a e zangando-se com ela por 
não ser mais responsável. O dominador sente-se, então, usado, enganado e abusado. 
 Este tipo de superproteção pode acontecer em qualquer relacionamento, 
principalmente entre pais e filhos. Quando um indivíduo atinge a maturidade, protegê-lo 
das experiências da vida é uma forma destrutiva de ajuda. A Bíblia diz que a sabedoria e 
a compreensão divinas vêm da Palavra de Deus e das experiências davida (Pv. 3: 13). 
 As experiências, quer boas quer más, aprimoram nosso caráter levam-nos a 
andar na sabedoria de Deus. Variedade de experiências, unida à Palavra de Deus, 
amadurece-nos a dá-nos entendimento. 
 Se você é culpado de “escudar” outra pessoa de uma experiência que ela 
escolheu, saiba que nenhum caráter se formará nesse indivíduo. Haverá um ciclo vicioso 
de proteção que jamais acabará. Todos acabarão se sentindo frustrados e enganados. 
 Um dominador é alguém que tenta “conserta” os sentimentos das pessoas, 
pensar por elas ou resolver seus problemas. 
 Não estou me referindo a uma atitude genuína de amor e respeito. Estou falando 
de uma tendência anormal de tomarmos as responsabilidades que deveriam ser de outra 
pessoa. Este comportamento é, na verdade, um insulto. O dominador esta afirmando que 
o outro individuo é incapaz de tomar suas próprias decisões. 
 Em casos como este, geralmente a outra pessoa nem sequer pediu ajuda ao 
dominador. É por isso que o dominador sempre fica enfurecido quando outra pessoa 
segue seu próprio caminho, aparentando ingratidão. 
 Muitos dominadores acreditam firmemente que estão ajudando os outros quando 
os protegem das experiências. Até podem pensar que é cruel e desumano deixar que os 
outros enfrentem seus próprios dilemas. 
 Muitos dominadores chegam a deturpar as Escrituras sobre amar e dar quando se 
referem à dominação. Mas a Palavra de Deus deve libertar-nos e não nos manter na 
escravidão. 
 Jesus considerava as pessoas como responsáveis por cumprirem suas próprias 
responsabilidades. Perceba, ao longo dos Evangelhos, como o próprio Jesus reagia 
diante daqueles que vinham a Ele em busca de cura, libertação e outros milagres. Ele 
sempre ia ao encontro das necessidades das pessoas ao fazer-lhes uma pergunta – pois 
Ele sabia que a resposta que dariam revelaria a verdadeira natureza de seus corações. 
 Cada um de nós deve passar pelas nossas próprias experiências na vida. Mas não 
estamos desamparados! Jesus Cristo deu-nos um dom – o poder de ressurreição do 
Espírito Santo que vive dentro de nós nos guiará à verdade e à vitória! 
 Precisamos também entender que uma pessoa dominadora pensa e fala sobre o 
outro individuo o tempo todo. Se algo impede a outra pessoa de esta com o dominador, 
este atará esta causa e procurará livrar-se dela o mais rápido possível. Ele fará o que for 
necessário para ter a certeza de que a pessoa que está dominando a maior parte do 
tempo com ele. 
 Isto é dominação! 
 O dominador controlará as férias da outra pessoa, seus passeios, casamento, 
emprego, compras, ida à igreja e até mesmo suas finanças. Um dominador controlará 
todas as áreas da vida da outra pessoa se isso lhe for permitido. 
 Se a outra pessoa não tiver cuidado, ficará tão enredada com o dominador que, 
em alguns casos extremos, levará anos para livrar-se de tal relacionamento. 
6- Você tem tendência para ser um dominador, se reagir e forma anormal 
às declarações feitas sobre a pessoa que está dominando. 
 Por exemplo: se alguém faz uma observação positiva sobre a outra pessoa que 
você domina, você imediatamente critica a pessoa que domina para ter certeza d que 
não se desenvolveria nenhum tipo de relacionamento entre elas. Por outro lado, se 
alguém faz alguma observação negativa sobre você mesmo, o dominador, você 
imediatamente se defende com algo muito positivo para preservar sua imagem. 
7- Você tem uma tendência para ser um dominador, se sua atitude for de 
proteção demasiada – até mesmo a ponto de limitar o Espírito de Deus. 
 Por exemplo: às vezes presbíteros e diáconos podem ser tão protetores da igreja 
que não permitem que o pastor flua na unção do Senhor; não ajudam a fazer o que Deus 
lhes ordenou. 
 Individualmente, um dominador pode proteger tanto uma pessoa que não 
permite que ele ou ela tenha suas próprias experiências com Deus. O dominador tem 
medo de que a pessoa que está sendo dominada cometa erros; por isso, o medo é sua 
motivação principal em todas as suas decisões. 
 Visto que o medo é o motivo da proteção exagerada, ele impede o crescimento 
positivo, seja este individuo ou coletivo. 
8- Você tem tendência para ser um dominador, se fizer planos para a outra 
pessoa sem a permissão dela. 
Um dominador, de fato, faz planos para a outra pessoa sem pedir permissão para 
a tal! Se o indivíduo que está sendo dominado não quiser seguir o plano, o dominador o 
fará sentir tão culpado que acabará seguindo o plano assim mesmo. Ele sabe que, se não 
concordar, sua vida virará um inferno! 
 Algum parente seu já se ofereceu para ajudar em algum projeto seu sem sua 
permissão? Você sabia que, se não concordasse. Haveria uma guerra na família durante 
semanas. Isto é dominação. Muitas famílias são tão dominadoras que nunca desfrutam 
de uma vida normal. 
 Deus não planejou que os seres humanos vivessem uma vida miserável sob o 
domínio de outra pessoa, seguindo os planos que outra pessoa faz para suas vidas. Cada 
pessoa foi criada para viver a sua própria vida com Deus. Se alguém pensa que tem o 
direito de dominar a vida de outra pessoa para lhe assegurar sucesso, isto é uma 
mentira! 
9- Você tem tendência para ser um dominador, se pensar que outra pessoa 
que você domina lhe deve algo, e você exige que seja pago. 
Aqui temos um exemplo desse tipo de dominação. Mãe e pai têm um filho, Rick, 
que tem sido um bom menino. Nunca foi rebelde. Ele sente o chamado para o 
ministério; mas, porque vai para a Escola Bíblica ou Seminário, em vez de fazer 
Faculdade de Engenharia, seus pais têm um ataque! Querem que ele tenha “segurança” 
na vida. 
 Atormentam, choram, interferem e geralmente fazem de tudo que podem para 
mudar o pensamento de Rick: fazê-lo deixar o Seminário, voltar para sua cidade e 
matricular-se na universidade da região. (É claro, também querem que ele viva em casa 
para poderem continuar a “supervisão”). Alimentam a crença de que ele lhes “deve” 
esta consideração, pois são seus pais e dedicaram suas vidas na sua criação. 
Este é um exemplo perfeito da dominação contra o chamado. 
Tais pessoas deixam de ver que a vocação de Deus a um indivíduo é o chamado 
mais alto da vida! Há um modo de biblicamente “honrarmos” nossos pais e ainda 
prosseguirmos em Deus. Ele é único que devemos responder. Rick deve seguir o 
conselho de Eliseu, respeitosamente dá um beijo de despedida em seus pais e seguir a 
Deus (1 Reis 19: 20). O Senhor cuidará do resto. 
Se eu e você dermos o nosso melhor pra sermos obedientes ao chamado de Deus 
em nossas vidas, todo o restante se encaixará no seu devido tempo. Devemos aprender a 
confiar em Deus. 
10- Você tem tendência para ser um dominador, se tentar controlar as 
pessoas com elogios. 
 Na verdade, se você é um dominador, há chances de você ir a um desses dois 
extremos. Você pode deixar os outros tão pra baixo com suas palavras que acham que, 
se não fizerem o que você diz, lhe darão o direito de escrever “infiel” em suas testas. Ou 
você pode usar palavras tão melosas, elogiando as pessoas, que vão realizar todos os 
seus desejos. 
 É assim que alguns ministérios crescem. O pregador não somente domina o povo 
através do elogio, mas também obtém dinheiro do povo, usando o mesmo meio! Ele os 
“envaidece” ao dizer o quanto ele e Deus os ama. 
 No entanto, pessoas desse tipo não ajudam a moça que acabou de abortar. Não 
expulsarão o demônio de homossexualismo de ninguém. Não ministram aos que estão 
com AIDS. Não querem pessoas de nacionalidade ou raça misturada em suas 
congregações. Recusam-se a receber certos tipos de pessoas em suas igrejas porque isto 
não traz uma “boa imagem”. 
 Os ministros têm de tomar cuidado para não elogiarem uns aos outros, não 
usando elogios para atraírem pregadores e sustentarem seus desejos e necessidades. Não 
devemos nos esquecer de que é Deus quem exalta, e é Deus quem humilha. 
 Na versão Amplificada da Bíblia, Daniel 11: 32 fala o seguintesobre o 
anticristo: 
“Aos violadores da aliança, ele com lisonjas 
perverterá e seduzirá...”. 
Temos uma aliança com Deus no que diz respeito ao plano e destino de nossas 
vidas. Aqueles que não conhecem a Deus como sua única fonte e segurança cairão 
vítimas da lisonja. Mas as boas novas são de que este versículo não para ai! 
“...Mas o povo que conhece ao seu Deus, se tornará 
forte, ficará firme e fará proezas...”. 
 Seja como crente ou como líder, sua segurança pessoal deve depender de Deus e 
somente de Deus. Estar firme no Senhor intensificará seus outros relacionamentos. Um 
ministério nunca crescerá, a menos que Deus seja sua segurança, seu fundamento e sua 
fonte. 
 Precisamos prostrar-nos diante de Deus e clamar por Ele. Não devemos ter medo 
de ir perante o Senhor e entregar a Ele nossos problemas e preocupações. Em troca, Ele 
nos encherá com Sua força. Dar “tudo de nós” a Deus significa exatamente isto, lançar 
sobre Ele tudo que somos e temos, e depois deixar tudo lá com Ele, confiando que Ele 
tomará conta de tudo em nosso lugar. 
“Fiel é o que vos chama, o qual também o fará”. 
 1 Tessalonicenses 5:24 
 É por isso que nos entregamos a Deus. Nosso “ego” não pode ser nossa fonte ou 
consolo. É por isso que dizemos: “não é um pouco do ego e um pouco de Deus; é nada 
do nosso ego e tudo de Deus”. 
 
9 
Pais dominadores 
Nos próximos três capítulos, vamos tratar os “pontos sensíveis” da dominação. 
Examinaremos os aspectos positivos e negativos do controle nessas áreas vitais. 
 Como já vimos, os espíritos dominadores tendem a manifestar-se mais através 
das pessoas que nos cercam – até mesmo através dos membros de nossa família – do 
que através de desconhecidos. 
 Devemos tomar cuidado para que o controle normal numa situação familiar – 
como, por exemplo, o controle natural que a Bíblia ensina que deve ser exercido pelos 
pais sobre seus filhos – não se torne anormal ou mesmo abusivo. 
 Os adultos numa família podem, consciente ou inconscientemente, limitar a 
capacidade que um jovem tem de ser bem-sucedido. Isto acontece por causa das atitudes 
negativas e ameaçadoras, ou dos “costumes” não bíblicos da família. 
 Em 1 Timóteo 1: 4, Paulo declarou que deveríamos evitar as “genealogias 
intermináveis”. Se devemos evitar algo, então não deve se coisa boa. 
 Segundo a concordância de Strong, a palavra grega para genealogia, neste 
versículo, deriva parcialmente do radical usado para referir-se a “algo dito... 
raciocínio... ou motivo.” ¹ 
 As “genealogias intermináveis” podem ser amarras ou limitações herdadas pelos 
membros da família ou criadas através da filosofia e tradições familiares. Muitas vezes, 
uma resposta reação provém de um motivo disfarçado de espíritos de pobreza, medo ou 
amargura. Estes espíritos motivadores provocarão um domínio abusivo na família, 
perdurando, às vezes, por muitas gerações. Para podermos ser bem-sucedidos na 
plenitude que Deus tem para cada um de nós, devemos quebrar esses espíritos 
dominadores, cancelando seus efeitos sobre nós. 
 Alguns exemplos de respostas motivadas por tais espíritos dominadores são: 
1 – “Ninguém nesta família vai conseguir comprar um carro novo, só usado.” 
2 – “Ninguém da nossa família jamais conseguirá abandonar nossa igreja ou 
denominação, porque o nosso avô ajudou a fundá-la.” 
3 – “Ninguém da nossa família se casará sem aprovação dos outros membros da 
família; ninguém tem permissão se seguir seu próprio coração neste assunto.” 
Todas as famílias têm seus “pontos fracos”, não importa quão espirituais possam 
parecer. Nas nossas próprias famílias, precisamos descobrir esses pontos e submetê-los 
à força de Deus, em nome de Jesus. 
As “genealogias intermináveis” frequentemente transformam-se em fatores 
dominadores no modo como as pessoas vivem e educam seus filhos. No entanto, os 
casais cristãos não devem criar seus filhos desse modo. Os crentes precisam libertar-se 
dessas amarras e limitações, trinando seus filhos na vitória e na semelhança de Cristo! 
A educação de seus filhos é de sua responsabilidade, e é sua obrigação para com 
eles. Significa viver diante deles, ensinando-os e conduzindo suas vidas com palavras e 
exemplos. Educar não é exercer um domínio superprotetor, sufocante e ameaçador. 
 
A hora de os pais deixarem ir 
O escritor do livro de Eclesiastes diz que há um tempo para tudo debaixo do sol 
(Ec 3: 1). Isto quer dizer que quando os filhos crescem e escolhem um cônjuge para o 
resto da vida, está na hora d os pais deixarem seus filhos ir e respeitarem o casamento 
deles! 
Quando os pais se recusam a fazer isto, surgem maiores problemas. Quando os 
pais visitam os recém-casados, para lhes dizerem o que devem ou não devem fazer, isto 
provoca problemas. Quando nascem os netos, e os avós começam a dizer aos pais como 
criar seus filhos, isto provoca mais problemas. 
Quando um casal pede conselhos para seus pais ou sogros, estes devem dá-los; 
mas, a menos que sejam pedidos, os pais devem ficar em silencio e orar! Infelizmente, 
alguns pais não conseguem esperar para serem consultados; simplesmente se 
intrometem e dizem aos seus filhos como levar suas vidas. 
A interferência dos pais causa atrito nos casamentos. É assim que alguns 
problemas conjugais começam. 
A tragédia é que alguns casamentos nunca sobreviver a esta interferência, 
porque um dos cônjuges é incapaz de quebrar o domínio dos pais sobre a sua vida. 
É triste dizer que a causa de alguns divórcios é a interferências dos pais! 
Não estou dizendo que todos os sogros são criadores de problemas em potencial, 
mas os sogros que procuram dominar seus filhos realmente causam problemas. O 
problema mais predominante que os sogros trazem é quando os pais dominadores não 
liberam seus filho ou filha. Tais pessoas não têm nenhuma confiança na própria criação 
que deram aos seus filhos. 
É verdade que tais pais estão verdadeiramente interessados na educação e 
criação se seus filhos; o problema é que seu senso de segurança e valorização está 
investido em seu filho ou filha, e não em seu relacionamento com o Deus vivo. 
Quando o filho ou filha sai de casa, isto faz com que os pais percebam a sua 
fonte de segurança, que é o filho ou filha – e não sabem o que fazer. Não mais estão 
perto para monitorar e controlar suas ações. Esta insegurança leva-os à loucura! 
Pais, se seus filhos são casados, libere-os para Deus. Sejam realistas. Quando 
vocês se casaram, tiveram de aprender a viver juntos como família. Ambos fizeram 
escolhas certas e erradas. Passaram por caminhos pedregosos e caminhos tranquilos. 
Gastaram dinheiro sabiamente e, às vezes, tolamente. Quando parecia que o casamento 
tinha perdido o romance, permaneceram juntos pelo compromisso até que a fagulha do 
romance acendeu de novo. Tiveram de descobrir juntos como construir uma unidade 
forte chamada “Família”. 
Dê a seus filhos a liberdade de descobrir a vida com seus cônjuges por si 
mesmos. Se vierem até vocês em busca de conselho, dê-lhes o conselho. Mas, depois, 
deixe seus filhos tomarem suas próprias decisões com seus companheiros. Deixe-os ser 
responsáveis pelas suas vidas como adultos. Se vocês educaram seus filhos na Palavra 
de Deus, então vocês não são seu Fundamento – Deus é que é – e vocês deveriam 
descansar neste fato. 
Olhem para sua vida neste momento como um novo momento para vocês dois. 
Nunca é tarde para desenvolver a segurança em Deus e começar uma nova aventura na 
vida. Vai levar algum tempo, pois muito da sua vida de casado girou em torno de seus 
filhos; mas vocês vão conseguir. 
Deixe que o Espírito Santo mostre como vocês devem orar pelo casamento de 
seus filhos e como dar-lhes apoio. Os dias vindouros podem ser os melhores de suas 
vidas, se hoje tomarem a decisão certa de “amar, deixar ir e viver.” 
 
 
 
(1) James Strong, The Exhaustive Concordance of the Bible (Nashville: Abingdon, 1890), “Greek 
Dictionary of the New Testament”,p. 20, #1076. 
 
10 
Cônjuges dominadores 
 Um marido autoritário destrói a vida de sua esposa e filhos. Uma esposa 
autoritária destrói a vida de seu marido e filhos. 
 É por isso que muitos filhos saem de casa assim que atingem os 16 anos – ou até 
mais cedo! Se os pais não dão espaço para que os filhos experimentem a alegria fora da 
sua autoridade – se os jovens não podem viver sem que seus pais fiquem fungando em 
seus cangotes o tempo todo – os problemas virão na família. 
 Não, não quero dizer que os filhos devem ter liberdade de fazer tudo que 
quiserem! Esta mensagem deve ser entendida no Espírito para que tenhamos um 
equilibro na vida. As pessoas que não são equilibradas em suas vidas ou caem nos erros 
da carnalidade ou nos erros da “super-espiritualidade”. 
 
“Submeta-se, submeta-se, submeta-se” 
 Alguns maridos que não têm nenhum equilíbrio espiritual em suas vidas 
transformam suas esposas em “nulidades” cansadas e deprimidas. Não é muito 
empolgante morar com um “capacho”. A maioria destas mulheres não era assim quando 
seus maridos as conheceram pela primeira vez. Mas, por fim, porque seus companheiros 
estavam sempre gritando: “submeta-se, submeta-se, submeta-se”, elas assim o fizeram. 
As constantes exigências e a dominação que suportaram durante tanto tempo, 
finalmente, as levaram a submeter-se a ponto de quase não mais existirem. 
 Este, definitivamente, não é o plano de Deus para o casamento. Há todo tipo de 
insegurança que levaria um marido a dominar sua esposa desta maneira. 
 Algumas dessas esposas magoadas e feridas decidiram que precisavam proteger-
se; por isso se envolveram com o movimento feminista. Algumas entraram por causa de 
maridos insensíveis e ignorantes que estavam sempre gritando em seus ouvidos: 
“submeta-se, submeta-se, submeta-se!”. 
 Por outro lado, algumas mulheres são tão egoístas quanto estes homens. Certa 
vez encontrei a esposa de um pastor que não fazia nada a não ser consumir refrigerantes 
e assistir a novelas. Não preparava o café da manhã para seus filhos, não os arrumava 
para ir à escola e nem se esforçava para manter a casa limpa. Ela não acreditava que 
estas eram as tarefas que lhe competiam. 
 Se o marido ou a esposa estivessem fluindo no Espírito, não haveria perguntas 
como: “de quem é essa tarefa?” e “de quem é aquela tarefa?”. Quando há amor no 
casamento, há consideração mútua. Os cônjuges não são egoístas; ajudam um ao outro. 
 A dominação leva à perda da dignidade humana. Num casamento assim, o 
companheiro dominador não se torna um “ajudador”; ele ou ela se torna um 
“escravizador”. É necessário acabar com isso. 
 Há uma atitude de submissão verdadeira e bíblica por parte de uma esposa para 
com seu marido. Este tipo de submissão é de Deus, mas não e nada parecido com as 
ordens egoístas de um companheiro autoritário. 
 Conheço mulheres que não conseguem fazer nada a menos que seus maridos 
aprovem. Vivem constantemente com medo de que seus maridos se zanguem. Tais 
mulheres têm medo até de respirar sem permissão. Vivem num pequeno círculo que é 
inteiramente limitado pelas coisas que seus maridos permitem que façam. Tudo que 
conseguem dizer é: “Como quiser, querido.” 
 Isto não é ser submisso, isto é ser um robô! 
 Este tipo de relacionamento dependente é sufocante e anormal. Baseia-se na 
insegurança e corre o perigo de ser destruído. Muita dependência afasta as pessoas 
Ninguém pode proteger sua posição e segurança, sendo completamente dependente. 
Nós, seres humanos, fomos criados para expressar a vida e cumprir o propósito de nosso 
Criador na terra. Tudo que impeça este tipo de “fluir de vida” se autodestruirá por fim. 
 Lembre-se: Deus é nossa Fonte e nosso Consolo em qualquer área de nossa vida. 
Todo relacionamento próspero provém dessa revelação dentro de nós. 
 
Retrato de uma vítima de dominação 
 Há vários anos, quando estava ministrando numa igreja, onde fora convidado 
para falar, conheci uma mulher que, infelizmente, era um perfeito exemplo de uma 
vítima da dominação. 
 Antes do culto, naquela noite, eu estava sentado a entrada, perto da mesa de 
livros, pois gosto de falar com as pessoas. 
 Quando me sentei, vi aquela mulher entrar. Ela ia empurrando à sua frente, como 
um bando de gansos, três crianças rechonchudas com menos de cinco anos. Eram 
crianças pequenas, com toda a energia e naturalidade próprias da idade. Faziam tudo ao 
mesmo tempo: gritavam, choravam, riam – “todo o figurino”. É necessário um pai e 
uma mãe para poder controlar tantos dínamos em miniatura, e aqui vem esta mulher 
tentando fazer tudo sozinha. 
 Então vi a porta fechar-se atrás de um homem com uma cara de bravo. O que vi 
chocou meu espírito. Pensei comigo mesmo: “Algo está errado com este homem; talvez 
esteja oprimido.” 
 A mulher estava realmente muito ocupada; assim, fui até lá e ajudei-a a tirar as 
blusas das crianças. Ela não sabia que eu era o pregador visitante. 
“Gostaria de saber onde está meu marido”, disse ela com um olhar cansado. 
“Oh, lá está ele.” 
 Adivinhe quem era o marido. O homem tinha entrado e soado o alarme do meu 
espírito: “Há algo errado... algo errado... algo errado...!” 
 O homem estava sentado. Nem se levantou para ajudar a família a sentar-se. 
Apenas encolheu os joelhos para que pudessem chegar até seus lugares, no entanto, um 
dos meninos “escapou” e saiu correndo pelo corredor. Peguei-o e coloquei-o no colo do 
seu pai e disse: “Aqui está seu filho.” 
 Nesse momento, percebi que nem a esposa nem s folhos estavam muito bem 
vestidos, enquanto que o homem estava usando um bom terno. 
 
Os dominadores gostam de ser servidos 
 Os dominadores tentam agir como Deus, porque os espíritos dominadores fazem 
com que as pessoas sirvam seus próprios desejos egoístas. 
 Os dominadores não têm consideração por ninguém. Esta é a coisa mais difícil 
de fazê-los entender, pois, aos seus olhos, são tão maravilhosos e tão corretos. Acham 
que amam a todos, porque todos os servem. É claro que esta ideia é totalmente falsa. 
 Naquela noite preguei um sermão sobre dominação, e para ser perfeitamente 
honesto, dirigi-me totalmente àquele homem. 
 Depois do período de adoração, a mulher veio à frente e entrou na fila de oração. 
Ao impor as mãos sobre ela e começar a orar, senti uma “reação” no seu marido, mesmo 
ele estando lá atrás na congregação, e retirei minhas mãos dela. 
 “Temos um bem grande hoje!” pensei. “Este é um espírito dominador dos 
maiores”. 
 Assim, impus as mãos sobre a mulher novamente, e desta vez determinado a não 
arredar o pé, pois eu sabia que ela queria ficar livre. 
 “Preciso de sua ajuda,” ela sussurrou. “Você é o primeiro pregador que me 
mostrou no que estou metida. Pensei que meu marido e eu estivéssemos vivendo do 
modo que devíamos, mas então vi que os casamentos das outras pessoas não eram como 
o nosso.” 
 Esta mulher não estava falando de coisas materiais. Ela estava referindo-se à 
interação normal entre marido e mulher: amar um ao outro, segurar as mãos, cuidar 
juntos dos filhos – desfrutar da vida um com o outro. É ara isso que as pessoas se 
casam! 
 Enquanto estava orando por ela, ela entrou no Espírito e começou a se libertar. 
Sua face começou a brilhar. Mas, então, algo atingiu sua alma como um choque! Era o 
espírito dominador do seu marido reagindo. 
 “Não fique triste”, eu lhe disse. “Simplesmente flua no Espírito. Deus diz que 
quer ver você livre”. 
 Demorou quase meia hora antes que ela conseguisse manter sua liberdade no 
Espírito. Pela unção de Deus mediante a oração, ela foi capaz de ver seu valor como 
pessoa. Com a Palavra de Deus e o aconselhamento bíblico da sua igreja, o casamento 
deste casal foi, por fim, recuperado. 
 
Os líderes devem lidar com os dominadores 
 Os líderes daquela igreja deveriam ter lidado com este problema muitos anos 
antes. Somos irmãos e irmãs em Cristo e, quando há entre nós uma situação tão ruim 
como aquela,a qual se prolonga durante muito tempo, os presbíteros e diáconos da 
igreja devem ajudar o pastor a confrontar o problema e a restaurar a liberdade e a paz 
daqueles que estão envolvidos. Isto faz parte do seu trabalho. 
 Se você for forçado a lidar com uma situação semelhante, não faça publicidade – 
ajude! O cônjuge dominador pode reagir violentamente a principio (todo espirito 
maligno “explode” quando é confrontado diretamente), mas lide com o problema com 
amor e firmeza – no poder do Espirito Santo. 
 
11 
Domínio através do dinheiro 
 Do mesmo modo que o domínio na maioria das vezes opera através das pessoas 
mais próximas da vítima, assim também ele opera através da coisa mais próxima do que 
está sendo dominado. O ditado é verdadeiro: “Se Deus tem o seu coração, ele tem o seu 
dinheiro.” Devemos ter certeza de que nós é que usamos o dinheiro, e não o dinheiro é 
que está nos usando ou dando as ordens. 
 Há outro ditado: “Quem paga o músico escolhe a melodia.” Também aqui há 
uma grande verdade. 
 Algumas pessoas tentarão controla-lo através do dinheiro ao longo de suas vidas. 
 Tudo começa quando somos crianças. Os pais exercem um certo domínio sobre 
nosso comportamento através da mesada. Talvez esperem que executemos certas em 
casa, no quintal, ou na fazenda (no caso de vivermos no campo) em troca da mesada. 
 Posteriormente, nossos chefes exercem muito domínio sobre nosso 
comportamento e desempenho no trabalho através do nosso salário. Estes tipos de 
domínio através do dinheiro são normais, desde que não sejam excessivos. 
 Os pais – especialmente os abastados – também usam o dinheiro como meio de 
controle dos seus filhos em idade adulta. Os cônjuges usam o dinheiro como uma 
alavanca de controle, especialmente nestes dias em que ambos os companheiros num 
casamento geralmente trabalham. 
 Uma outra influência dominadora que talvez nunca tenha ocorrido com você é a 
dívida. Estar em divida significa que você está, até certo ponto, sob o domínio de outras 
pessoas. A dívida pode restringir a alegria e o nível de realização das pessoas – e a 
pressão da dívida pode destruir casamentos! 
 Devemos ser cautelosos na área da dívida, para que não venha a consumir-nos. 
A dívida é um impedimento “sutil”. Ela pode infiltrar-se em nossa vida e arruiná-la, se 
não formos espertos. Satanás pode usar este meio para amarras a Igreja, impedindo-nos 
de contribuir para a obra do Senhor ao redor do mundo. Devemos vigiar contra este mal, 
porque temos e financiar a propagação do Evangelho na terra. 
 Nesta hora de economia oscilante, devemos operar totalmente segundo as leis 
divinas de dar e receber (Lucas 6:38; Malaquias 3:10). Sejamos sábios em nossas 
finanças e negócios, para que nossa família possa gozar a vida na maravilhosa terra de 
Deus, sem o peso de dívidas esmagadoras. 
 
O domínio do dinheiro na Igreja 
 Os exemplos anteriores acerca do domínio financeiro são comuns e 
frequentemente discutidos. Todavia, examinaremos o controle através do dinheiro de 
uma maneira bem diferente – como ele afeta a igreja local. 
 Infelizmente, em muitas igrejas frequentemente encontramos os membros 
proeminentes que realmente são “fãs” do domínio através do dinheiro. De algum modo 
acham que, se derem altas somas de dízimos e ofertas, então têm o direito de dar ordens. 
Se todos não fazem o que querem, eles contra-atacam. 
 Se o pastor prega dois minutos além do normal, ameaçam logo reduzir ou 
mesmo reter suas ofertas. Se o pastor não for forte, e sua segurança estiver no dinheiro, 
ele pode facilmente se deixar dominar por este tipo de pressão financeira, e concordará 
em fazer tudo que lhe ordenarem – sem primeiro orar nem discutir a situação com o 
Senhor – simplesmente para manter a entrada daqueles altos donativos! Tal pastor é 
dependente da carne, e não de Deus. 
 O dinheiro não é o cabeça da Igreja – Jesus Cristo é o Cabeça da Igreja! 
 Estas pessoas proeminentes precisam aprender que o dinheiro não é dado à 
igreja para comprar poder e prestígio; o dinheiro é dado a Deus como uma expressão de 
amor! 
 Contribuir a Deus devia ser um estilo de vida para o crente. 
 Contribuir é um meio de mostrar a deus que entendemos que Ele é dono de todas 
as coisas e que Ele deu as coisas boas para nós e nossa família. Adoramos a Deus com 
nosso dinheiro por causa do que ele representa – submissão total de nossas vidas a Ele. 
Quando damos nosso dinheiro, este ato mostra a Deus, ao céu e ao diabo exatamente 
qual é nossa Fonte. Contribuir é um meio de cumprir uma parte da aliança entre nós e o 
Senhor, demonstrando que é Ele, e não nós mesmos, quem nos dá poder para adquirir 
riqueza (Dt 8:18). 
 Agora, você pode estar pensando: “Deus não me deu nenhum dinheiro; eu é que 
trabalhei duro para ganhá-lo. “Deus lhe deu o sopro da vida para que pudesse se 
levantar e ir trabalhar. Ele deu força para se mover e um cérebro para pensar com 
criatividade. Se não fosse por Ele, você nem mesmo conseguiria ir trabalhar! 
 Há todo um mundo de revelação concernente ao dar dinheiro a Deus. Comece a 
pedir para que o Espírito Santo ensine o estilo de vida de contribuir a Deus. Encontre 
passagens sobre contribuir e dizimar na Palavra de Deus, tanto no Antigo como no 
Novo Testamentos. Estude-as e nelas medite até que isto se torne uma revelação e um 
estilo de vida para você. 
 Deus não está numa caixa, nem você também é um capataz no que se refere a 
contribuir. 
 Certo casal entrou numa dívida tão terrível que era incapaz de dar o dízimo e 
continuar tendo uma vida normal. Não podiam deixar de pagar uma única conta que 
fosse sem colocar em perigo todo o seu futuro. Assim, o que o Espírito Santo guiou-os 
para fazer? Comecem a dar o dízimo do dízimo. 
 Este casal queria tanto ter uma restauração na área do contribuir que eles 
começaram a dizimar uma pequena porcentagem o que contribuíam habitualmente. 
Semearam para a restauração de suas finanças! Como resultado, hoje eles dão para a 
igreja muito mais do que o dízimo normal. 
 O dinheiro e a dívida não devem nos dominar. Há sempre uma maneira de 
recuperar-nos através do Espírito Santo. 
 Quando comecei a pregar esta mensagem, as pessoas que agiam como 
dominadores através do dinheiro começaram a contra-atacar imediatamente! Não deixe 
que tais pessoas o perturbem ou o atrapalhem. Não deixe que o dinheiro o controle. Seja 
livre no seu contribuir, para que possa ser livre em sua mente. Quando você vir como 
Deus abençoa suas finanças, sua fé crescerá. 
 
O controle impede o fluir do Espírito 
 Um princípio no qual Deus me treinou bem no início do meu ministério é o de 
não depender das contribuições do povo para pagar as despesas do ministério. 
 Um problema frequente na igreja contemporânea é o fato de que alguns 
pregadores são dependentes das ofertas do povo. Deixam dominar-se tanto pelo dinheiro 
que chegam a perder o verdadeiro fluir do Espírito! 
 Esta é uma das razões pelas quais algumas congregações não estão progredindo 
em Deus. Uns poucos indivíduos com espíritos dominadores estão conduzindo as coisas 
na igreja, e o pastor não quer perde-los, pois são muito influentes na cidade. No entanto, 
a dominação deles, se não acabar, porá um fim no mover de Deus naquela igreja! 
 Os pastores têm a necessidade de serem apreciados. Toda pessoa e todo ministro 
tem este desejo, mas principalmente os pastores porque são “plantados” no meio das 
pessoas que servem. Ao contrário dos evangelistas, eles não podem chegar a uma 
cidade, fulminar com um sermão e, no dia seguinte, sair da cidade! Se um pastor não 
estiver seguro em deus, ele começará a pregar mensagens que o Senhor não lhe deu, 
simplesmente porque não quer ofender os membros influentes e mais abastados da sua 
congregação. Deus não instrui os ministro a pregarem sermões que “agradem o povo”. 
 Como ministros, devemos pregar a semente nova Palavra do Senhor; e não é 
sempre que as pessoasquerem ouvir! Ter uma igreja grande é uma coisa, mas sentir-se 
obrigado a ter uma acaba produzindo uma igreja grande e estagnada, sem o poder e a 
glória de Deus. 
 Um ministro deve compreender que Deus é sua Fonte, e não uma pessoa 
proeminente com dinheiro. Se você é um ministro que está sendo dominado por alguém 
com dinheiro em sua igreja, é isso que você deveria fazer: devolva o dinheiro e diga a 
estas pessoas que estão tentando dominá-lo: “Aqui está seu dinheiro. Deus é minha 
fonte. Se seu motivo, ao contribuir, não é o de usar o dinheiro para servir o Senhor e à 
sua Igreja, então vá a outro lugar onde você pode fazer o que quer!” 
 E é exatamente isso que vão fazer – não virão à igreja por um tempo. Talvez até 
falem com você mas, se o fizerem, falarão algo como: “Quem você pensa que é, vindo 
assim em nossa cidade? Eu estava aqui muito antes de terem votado em você, pastor!” 
 Aqui há algo importante que não deve ser esquecido: Não se vota para ter 
pastores; Deus os estabelece na Igreja. 
 Além do mais, o pastor – e não o rebanho - é o líder da congregação. Os 
presbíteros e os diáconos estão ali para dar conselho físico e espiritual, mas o pastor não 
tem obrigação de seguir o conselho deles, se o Espírito de Deus o levar a outra direção. 
 
Usando o dinheiro para dominar o pregador 
 Certa vez tive uma experiência interessante com um destes tipos dominadores. 
Ele me ofereceu dinheiro, se eu retirasse o que havia dito a respeito de tirar os membros 
altivos do conselho da igreja! Eu dissera: “Se um diácono ou presbítero não pode fluir 
no Espírito de Deus, então deveria ser removido do conselho.” 
 Depois que este homem ofereceu-me o suborno, respondi: “Não tirarei o que 
disse, porque o que falei foi certo. Mas, se quiser, pode me dar o dinheiro.” 
 Ele não o fez. Descobri depois que ele era o problema na igreja! 
 Este homem queria que eu retirasse aquela afirmação e as palavras ungidas que 
levaram as pessoas à convicção do seu pecado. Ele queria ver se conseguia me dominar. 
 Às vezes algumas pessoas vêm falar comigo após o culto, querendo que eu retire 
algo que dissera. Se eu estiver errado quanto a alguma coisa, me desculparei. Se eu 
disse algo que não é correto, retirarei a afirmação. Todavia, não me retratarei da unção, 
e não me desculparei por estar certo. 
 Se nos desculparmos por algo que dissemos sob a unção e poder. Isto faz com 
que oscilemos em nossa posição e força. A verdade é a verdade. Quando estamos firmes 
na verdade, estamos certos com Deus e com o povo. 
12 
Como libertar-se da dominação 
 Há liberdade para os que estão presos pela dominação. Quer você tenha sido o 
dominador ou a pessoa dominada, você pode ser liberto! 
 Não importa o grau de dominação a que você está sujeito, você precisa ser 
liberto, visto que não podemos ter uma vida normal e feliz quando estamos sendo 
dominados por alguém. 
 Como quebramos o poder da dominação? Devemos quebrar o hábito anormal de 
depositar as esperanças em outra pessoa. Devemos quebrar o poder do medo sobre nós, 
em nome de Jesus. 
Passos para a liberdade 
 Se você está sendo dominado por alguém, aqui estão alguns passos que deve 
tomar para libertar-se desta situação. 
1. Reconheça que está sendo dominado 
Examinemos algumas das maneiras através das quais você pode saber que está 
sendo dominado por alguém. 
Quando está perto desta pessoa você não consegue ser você mesmo. Você sente-
se intimidado e desconfortável perto desta pessoa, desejando que seu relacionamento 
fosse tão feliz como o dos outros. 
Você sente-se inseguro e sem jeito quando tenta fazer coisas diferentes sozinho. 
Suas esperanças caem por terra e sua mente entra em parafuso, se a outra pessoa 
simplesmente faz um comentário negativo, como: “Não acho que você consegue fazer 
isto.” 
 Você sente-se obrigado a sempre passar o tempo com esta pessoa, mesmo 
quando ela não leva em consideração seus horários ou seu estilo de vida. 
 Assim que você volta de um passeio com amigos ou parentes, porque não foi 
convidada, esta outra pessoa sente-se ameaçada e começa a atacá-lo. Ela pode até 
mesmo tentar “espiritualizar” o ataque, dizendo: “Estive no Espírito e sei o que 
aconteceu enquanto você esteve ausente.” Ele ou ela lhe dará uma lista de coisas a seu 
respeito que não são verdadeiras e, se você não tomar cuidado, pode acabar 
concordando com ela. 
 Quando há um confronto de opiniões, as suas contra as da outra pessoa, você 
sente-se obrigado a concordar com ela. Você perde sua dignidade humana a ponto de 
desleixar-se com sua aparência, perdendo também o desejo de ser bem sucedido na 
vida. Você parece e sente-se apático e exausto. 
2. Reconheça como a pessoa lhe domina 
É através do medo, culpa, obrigação, raiva, lágrimas, frustração, confusão ou 
outras coisas que examinamos anteriormente? Não importa o que seja, descubra e 
quebre seu poder sobre você, em nome de Jesus. Procure versículos bíblicos que o 
fortaleçam contra estas influências negativas. Fale-os em voz alta, repetidas vezes, até 
que se tornem parte de você mesmo. Quando vem o ataque do dominador, você está 
capacitado a contra atacar com a Palavra de Deus. 
3. Determine e aplique a correção que você precisa fazer em seus padrões de 
pensamentos e ações a fim de impedir que você seja dominado em sua vida. 
 Por exemplo: se você é dominado através do silêncio, aprenda a não responder. 
Não se sinta culpado quando o dominador não falar com você durante dias a fio. Vá em 
frente e desfrute da vida. Deixe que a outra pessoa sinta-se miserável, se é isto que ela 
queira fazer. Mais cedo ou mais tarde, o dominador entenderá que o silêncio não é mais 
um método eficaz. 
 Muitas vezes, um marido recusará a falar com sua esposa (ou vice-versa) devido 
a algo que ela disse que ele não concordou. Ele usa sua arma infantil para puni-la, em 
vez de discutir o problema como um adulto e resolver a questão para que possam viver 
em paz e harmonia. Pessoalmente, não entendo como duas pessoas podem viver juntas, 
na mesma casa, com este tipo de conflito entre si. 
 A falta de harmonia impede o mover do Espírito de Deus. 
 Até mesmo um pequeno “aborrecimento” entre os membros de minha equipe 
ministerial é resolvido imediatamente, pois sabemos que o Espírito de Deus não fluirá 
através de um cano entupido! 
 Quando estamos entristecido e magoados, o Espírito Santo não pode falar ou 
curar através de nós. Para podermos ouvir com clareza na esfera do Espírito, devemos 
estar livres das feridas e dos laços que podem vir em nossa vida. 
 Uma maneira pela qual o dominador tenta controlar sua vida é através de 
palavras de incompetência ou fracasso, tais como: “Você não pode fazer isto. Você vai 
fracassar porque não tem instrução.” 
 Lembre o dominador que muitas pessoas pensavam que Albert Einstein era um 
retardado quando criança, e que Abraham Lincoln só passou por derrotas e retrocessos 
durante muitos anos, antes de se tornar um político bem-sucedido. Na verdade, muitas 
das pessoas de sucesso na vida nunca fizeram um curso superior. Assim, não deixe que 
um passado de fracassos ou falta de estudos impeçam-no de tornar-se aquilo que Deus 
pretende para você. 
 Um dominador pode até mesmo ameaça-lo, dizendo: “Se você não fizer o que 
quero, vou deixa-lo.” 
 Não seja intimidado por tais palavras negativas. Lembre-se de que o Criador 
habita em você, e que você é importante para Deus. 
 Ataque estes espíritos malignos, lembrando-os de quem você é em Cristo Jesus. 
 Novamente, encontre passagens nas Escrituras que apoiam sua batalha. Mateus 
4:10 é uma muito boa. O diabo foi ter com Jesus, ordenando-lhe que se ajoelhasse e o 
adorasse. Jesus respondeu-lhe: "Vai-te Satanás! Pois está escrito: Ao Senhor teu 
Deus adorarás, e só a ele servirás.” Faça como Jesus fez e cite a Palavra de Deus para 
você mesmo e para o seu inimigo. 
 A dominação é igual a idolatria 
 Quando uma pessoa dominadasomente encontra segurança num relacionamento 
com seu dominador, isto toma a forma de idolatria. Visto que ambas as pessoas 
envolvidas vêem a segurança uma na outra, uma se torna o deus da outra. Isto é 
idolatria! 
 Mateus 4:10, que acabamos de mencionar, é somente mais uma passagem que 
cortará este tipo de controle. 
 Se você é vítima da dominação de outro indivíduo, é necessário que você lide 
com esta situação, pois tanto você como o dominador são uns infelizes. Porque não 
consertar as coisas com Deus? Para fazer isto, você precisará aprender a orar e a quebrar 
o poder do espírito dominador – e todos os espíritos que o acompanham, tais como 
medo, culpa, obrigação, confusão e frustração. 
 Quando você quebra o poder da dominação sobre sua vida, isto não significa que 
você não experimentará um certo grau de solidão. Estes espíritos dominadores sairão 
violentamente de sua vida, e você ficará ali sozinho. 
 A primeira coisa que o atingirá é um sentimento de culpa, seguido do medo de 
não ser capaz de continuar sozinho. Você começará a perguntar a si mesmo: “O que vou 
fazer agora?” 
 Não entre em pânico, e não desista. Pare e diga: “Diabo, sai, em nome de Jesus! 
Quebro o teu poder em minha vida. Sai de mim. Seu mentiroso!” Continue usando sua 
autoridade para repreender a culpa e o medo, em nome de Jesus (1 Timóteo 2:7). 
 Reconheça que a dominação não é somente um problema psicológico natural; 
ela também é um problema espiritual. Como mencionamos anteriormente, a natureza 
humana é naturalmente dominadora. Mas, quando o controle se torna anormal, ele é 
demoníaco, e você deve combatê-lo – todos os dias. 
 Não importa se você sente que já está liberto da culpa e do medo; ainda assim 
você precisa ficar atento. Ao se levantar, pela manhã, certifique-se de, primeiramente, 
ordenar que os espíritos dominadores deixem-no em paz. Quebre o poder deles sobre 
você. Ordene que se afastem, em nome de Jesus. Cite-lhes as passagens das Escrituras e 
faça-os obedecer a você. 
 Na próxima vez que encontrar-se com o dominador, talvez ele ou ela não fale 
com você, pois você não entrou em contato ou não pediu a ajuda dele ou dela. Mas, não 
se atreva a sentir-se culpado ou tente fazer as pazes. Você acabou de ganhar sua 
liberdade, desfrute dela! 
4. Enfrente seu dominador 
Primeiramente vem a separação inicial da pessoa dominadora. Depois, você se 
fortalece no Espírito, sabedor de que seu coração está certo. Então você pode dar 
o passo final em sua libertação total do domínio: enfrente seu dominador! 
 
A batalha do confronto 
 O confronto nem sempre tem de ser uma batalha. Mas, quando enfrentamos um 
dominador, é necessário que sejamos fortes, pois com os dominadores não é fácil de 
ligar. São pessoas cegas pela sua própria insegurança. 
Você deve dizer ao dominador: “Você dominou-me deste modo (cite o que). Eu 
amo você, mas estas coisas não mais funcionarão na minha vida. Você deve mudar, 
senão não poderemos ter um relacionamento.” 
Quando você faz isto, várias coisas podem acontecer. Tão logo você acuse a outra 
pessoa de dominá-lo, ela provavelmente protestará: “Não estou querendo dominá-lo. Eu 
amo você. Tudo que tenho feito é para o seu próprio bem. Você quer dizer que não 
gostou do que fiz?” 
Ou, o dominador vai “virar a mesa” e tentar esconder os erros e defeitos dele ou 
dela, fazendo parecer que tudo o que aconteceu foi sua culpa. 
Se você não for forte, você vai escorregar de sua posição no Espírito, e vai cair na 
esfera da alma, que é a esfera emocional. O dominador continuará: “Você sabe que amo 
você; vamos resolver isto.” Você começará a chorar e dirá, “Oh, sim, eu sei.” Então 
cairá de novo na rede da dominação! 
O dominador manifestará todos os tipos de emoção: raiva, ciúme, orgulho, medo e 
muitos outros. Nenhum ser humano normal pode mudar o seu estado emocional tão 
rapidamente; isto é mais uma evidência da operação dos espíritos dominadores dentro 
daquele indivíduo. Se você for realmente forte no Senhor, você pode observar e chamar 
pelo nome de cada um dos espíritos que se manifesta. 
Saiba disto: você está numa guerra, e não passando as férias. Se você é fraco, é 
melhor chamar uma equipe de fortes guerreiros de oração para apoiá-lo na intercessão, 
enquanto você entra nesta batalha. 
Depois do confronto, não fique sentado meditando sobre o que aconteceu. Não 
pense nisto de modo algum! Tire isso de sua cabeça. Em vez de ficar revivendo isto 
vezes sem conta, levante-se e ande pelo quarto em oração. 
 
O preço 
Há sempre quem não queira pagar o preço de continuar com o Senhor. Preferem 
acomodar-se à sua rotina, não tendo de se preocupar com mudança. 
Se você realmente deseja continuar com Deus, então deve pagar esse preço: talvez 
você tenha de tomar a difícil decisão de libertar-se de amigos ou sócios que não querem 
seguir em frente e vão tentar impedi-lo de continuar. 
Você continuará amando-os, orando por eles, comunicando-se com eles, e até 
mesmo visitando-os; todavia, com amos e firmeza, você não permitirá que o impeçam 
ou tentem dissuadi-lo de fazer o que é necessário para cumprir o propósito de seu 
chamado divino. 
 Não se submeta à insegurança de outra pessoa e nem se deixe escravizar por ela. 
Não permita que o medo aborte seu destino, sua missão para Deus na terra. Seja ousado 
e forte: ande na compaixão de Deus e conquiste as nações no Seu nome! 
 
13 
 
Oração de libertação 
Pai, nós te agradecemos por esta mensagem sobre dominação. 
Obrigado pelo entendimento que tu estás nos dando, juntamente 
com a sabedoria para discernirmos com clareza a diferença 
entre os obstáculos e as bênçãos de Deus em nossa vida. 
Damos-te glória por isso. 
 
Obrigado, Pai, porque Tu queres ver as pessoas libertas 
da dominação. Envio-lhes a Palavra de Deus agora mesmo 
e quebro o poder dos espíritos dominadores sobre eles. Satanás, 
deixa o meu povo ir, em nome de Jesus! 
 
Quebro o poder do medo. Desfaço as palavras negativas que 
foram lançadas contra estas pessoas e ordeno clareza e direção 
sobre elas para que possam cumprir o plano de Deus. 
 
Agradeço-te, Senhor, que estás dando revelação às pessoas 
no tocante às suas circunstâncias, para que saibam o que fazer 
para serem libertas. 
Pai, eu Te agradeço porque nenhuma pessoa 
pensa que estamos contra ela. 
 
Obrigado, Pai, pela forte liderança que Tu estás fazendo nascer 
no Corpo de Cristo. Pedimos que nos dês ousadia para sermos 
testemunhas do Evangelho com grande poder e manifestação. 
O propósito de Deus será cumprido na terra! 
 
Que a Palavra separe o autêntico do falso, libertando a vida 
das pessoas para que seus lares fiquem cheios da presença, 
do poder e da alegria do Senhor, 
Em nome de Jesus, agradecemos a Ti por todas estas coisas 
que já consideramos como nossas. 
Amém!

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