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3 
 
>> DEFINIÇÃO: 
Grupo de doenças caracterizadas pelo aparecimento 
de erupção cutânea. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
>> CARACTERÍSTICAS DO EXANTEMA 
1. ASPECTO 
• Lesões MACULOPAPULARES (+ comum) 
- Mácula = alteração de cor 
- Pápula = lesão elevada 
 
→ TIPOS: 
- Morbiliforme: lesões maculopapulares com pele são 
de permeio que podem confluir. 
- Rubeoliforme: lesões semelhantes ao morbiliforme, 
porém mais clara e com pápulas menores. 
- Escarlatiforme: lesões papulares puntiformes com 
acometimento homogêneo. 
- Urticariforme: lesões maculopapulares maiores de 
limites imprecisos. 
 
• Lesões VESICULARES 
 
• Lesões MULTIFORMES 
- Alteração apenas da cor: purpúrico ou petequial 
- Lesão nodular: tipo moeda 
 
2. PROGRESSÃO 
- Craniocaudal 
- Centrífuga 
 
3. DESCAMAÇÃO 
- Furfurácea – “tipo farinha” 
- Laminar: “lascas” 
 
>> CRONOLOGIA 
→ Momento do contagio: indivíduo suscetível, que 
nunca teve a doença, nunca foi vacinada e foi exposta 
ao agente infeccioso. 
 
→ Período incubação: paciente já foi contaminado, mas 
não tem nenhuma manifestação clínica, o agente 
infeccioso está se replicando em órgãos internos. 
DICA: doenças virais → 1-3 semanas 
 
→ Início dos sintomas: 
- PRÓDROMOS: aquilo q antecede o período principal 
da doença 
• FEBRE (qual o padrão da febre?) 
• Sinais típicos 
• Enantemas 
• O paciente JÁ TRANSMITE O AGENTE 
INFECCIOSO!!! 
 
- FASE PRINCIPAL: 
• EXANTEMA 
o Tipo → Maculopapular OU Vesicular 
o Progressão → se começa na cabeça, no tronco 
o Descamação 
 
- FASE FINAL: 
• Convalescência 
 
EXANTEMA COM FEBRE 
 
 SARAMPO 
 PARAMPO36 
- Família Paramixovírus – trato respiratório 
TRANSMISSÃO: gotículas respiratórias, por aerossol 
(maiores distancias) 
OBS: tem que isolar, precaução de contato aéreo 
 
- PI: 8-12 dias / 1-3 sem 
A tosse é marcante, sendo um dos primeiros sintomas 
a surgir e um dos últimos a desaparecer. 
Quanto à febre, esta atinge o máximo quando surge o 
exantema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lesão brancacenta halo de hiperemia, 
caracteristicamente na mucosa jugal. 
 
 
 
 
 
 
 
 Exantema Morbiliforme
 
>> DIAGNÓSTICO 
CLÍNICO 
Anticorpos IgM e IgG para sarampo em soro e/ou 
detecção viral em amostras de urina e swab 
naso/orofaríngeo. 
IgM – pode ficar elevado até 30 dias 
 
 
 
PRÓDROMOS EXANTEMA CONVALE
SCÊNCIA 
TOSSE, Febre, Coriza, 
CONJUNTIVITE 
(fotofobia): 
ENANTEMA: *Manchas 
de Koplik: pequenas 
máculas brancas com 
halo de hiperemia ao 
redor na face interna das 
bochechas – aparece 12-
24 hs antes do exantema 
(PATOGNOMÔNICO) 
TIPO: MORBILIFORME (lesões 
máculo-papulares com tendência à 
confluência e permeio de pele sã) 
INÍCIO: pescoço, face e 
retroauricular (linha de implantação 
dos cabelos) – geralmente poupa 
palma das mãos e pés. 
PROGRESSÃO: crânio-caudal 
lenta 
DESCAMAÇÃO: furfurácea → 
aspecto acastanhado, fina 
descamação da pele, semelhante a 
farelo 
 
DOENÇAS EXANTEMÁTICAS NA INFÂNCIA 
4 
 
>> COMPLICAÇÕES 
- Trato respiratório: pneumonia, OMA, 
bronquiolite, traqueíte, crupe, sinusite, mastoidite, 
TBC 
- Gastrointestinal: diarreia e vômitos, apendicite 
- SNC: convulsões, encefalite, panencefalite 
esclerosante subaguda – PEES (vários anos após 
infecção, tem alta letalidade) 
- Outras complicações: sarampo hemorrágico/ 
sarampo negro, miocardite, infecção na gravidez 
 
QUESTÃO DE PROVA 
Complicação + frequente: Otite Média Aguda (OMA) 
Principal causa de óbito: PNEUMONIA 
 
>> TRATAMENTO 
- Sintomático / Suporte 
- Vitamina A (fundamental p integridade da mucosa) 
Objetivo da vitamina A: diminui a mortalidade e 
redução da duração da doença. 
MS – VITAMINA A 
2 doses (no dia do diagnóstico e no dia seguinte) 
- < 6 meses: 10 gotas (50.000 UI), VO, 1x/dia, por 2 
dias; 
- 6 – 11 meses: 20 gotas (100.000 UI), VO, 1x/dia, 
por 2 dias; 
- > 12 meses: 40 gotas (2000.000 UI), VO, 1x/dia, 
por 2 dias. 
OBS1: quando internar = isolamento aéreo → 
precaução até 4 dias após aparecimento do exantema. 
O risco de contagio é ALTO. 
O paciente deve ficar em quarto privativo no hospital e 
o seu transporte deve ser evitado, mas, se necessário, 
usar mascara cirúrgica comum ao transportá-lo ou 
quando estiver em deslocamento em locais públicos. 
Utilizar máscara N95, pressão negativa e filtro de ar. 
- NOTIFICAÇÃO IMEDIATA! 
 
PROFILAXIA 
* Profilaxia pré-contato: VACINA → aos 12 e 15 
meses de vida 
* Profilaxia PÓS-contato → PARAMPO36 
→ Vacina: até o 3º dia após a exposição ao vírus 
 A vacina é capaz de fazer produzir anticorpos em 
menos tempo que o PI do vírus 
É uma vacina de vírus vivo 
*para fins de bloqueio a primeira dose pode ser feita 
a partir dos 6 meses → mas essa dose não deve ser 
considerada para a rotina; é a dose 0 (zero) 
 
→ IG padrão IM: até o 6º dia após a exposição → 
Imunodeprimidos, Grávidas não vacinada, < 6 
meses 
OBS1: A vacina é de vírus vivo, portanto, é 
contraindicado para Imunodeprimido, Grávidas e < 
6m → IG 
OBS2: Entre 6-12m: fazer vacina até 3d pós contato. 
Mas não vai contar para o calendário de vacinação. 
Precisará tomar as 2 doses da vacina. 
 
 RUBÉOLA / RUBOLA 
- Familia Togavírus / Rubivírus 
TRANSMISSÃO: 5 a 7 dias antes e 5 a 7 dias depois 
PRÓDROMOS EXANTEMA 
Linfadenopatia 
retroauricular, occipital e 
cervical. 
Sinal de Forschheimer 
(máculas ou petéquias 
localizadas na transição 
entre o palato duro e o 
mole). 
TIPO: Rubeoliforme (as 
lesões másculo-papulares 
são isoladas). Tonalidade 
rósea. 
Progressão: Craniocaudal 
rápida 
Descamação: AUSENTE 
 
 
 
 
 
 
 
Sinal de Forschheimer Exantema Rubeoliforme 
 
>> DIAGNÓSTICO 
CLÍNICO – epidemiológico 
Sorologia IgM e IgG 
 
>> COMPLICAÇÕES: 
 ARTROPATIA (auto-limitado / + comum em 
mulheres / pequenas articulações) 
 SÍNDROME DA RUBÉOLA CONGÊNITA (é o 
principal motivo de preocupação do MS com a 
vacinação da rubéola. Tanto em gestantes como 
contactantes) 
 Trombocitopenia 
 Encefalite Pós-Infecciosa 
 Panencefalite progressiva 
 
>> PREVENÇÃO 
Pré-exposição: VACINA → tríplice e tetraviral 
(aos 12 e 15 meses) 
Pós-exposição: pode utilizar as vacinas tríplice 
ou tetraviral → deve ser feito dentre de 72 hs 
após a exposição! 
 
>> TRATAMENTO 
- NÃO há tratamento especifico 
- Usado apenas analgésicos e antipiréticos para 
controle da artralgia e febre 
NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIO E IMEDIATA! 
 
EXANTEMA APÓS A FEBRE 
 
 ERITEMA INFECCIOSO 
Parvovírus B19 → DNA-hélice-única; tropismo por 
células de linhagem eritroide (eritrovírus) 
*o vírus é eliminado nas secreções 
* quando tem exantema não infecta 
TRANSMISSÃO: Contato direto com gotículas → 
secreção nasofaríngea do infectado. 
 
>> PRÓDROMOS: 
❖ Inespecíficos ou inexistentes 
 
>> EXANTEMA: 
❖ Trifásico 
1. Face esbofeteada – hiperemia / eritema em 
região malar → “Sinal de Filatov” 
 
 
 
 
 
 
 
2. Exantema reticulado – lesões + exuberantes nas 
superfícies extensoras dos membros 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
- Progressão Craniocaudal 
- Descamação ausente; discreta 
 
3. Recidiva – sol, calor, atividade física (1 a 3 
semanas) – exantema flutuante 
 
>> DIAGNÓSTICO 
É feito quando não tem mais doença 
Não transmite e não precisa de isolamento 
 
>> PREVENÇÃO 
Pode continuar atividades normais pois já não 
elimina + o vírus, exceto crianças internadas 
com crise aplásica 
 
>> COMPLICAÇÕES 
• CRISE APLÁSICA: pacientes com doenças hemolíticas 
(ex: crianças com anemia falciforme) 
Na crise aplásica = reticulocitopenia 
O tratamento = hemotransfusão 
• HIDROPSIA FETAL: acúmulo de líquido de mais de 2 
compartimentos fetais (pele, pleura, pericárdio...) – a 
miocardite + anemia irão levar à IC → anasarca fetal 
Tratamento = transfusão intra-útero 
• ARTROPATIA = evento imuno-mediado 
• SD PAPULAR PURPÚRICA: “em luvas e meias” → 
febre, prurido, edema doloroso e eritemanas 
extremidades distais, seguido por petéquias nas 
extremidades e lesões orais. 
 
>> TRATAMENTO 
Não há terapia especifica, não há indicação de tto, 
quadro é auto-limitado e a infecção leva a imunidade 
duradoura. 
 
EXANTEMA SÚBITO (roséola) 
Infecção persistente nas glândulas salivares. 
Herpes Vírus Humano do tipo 6 (HHV-6 e HHV-7) 
VÍRUS: O HHV-6 é um membro da família dos herpes 
vírus, os quais podem estabelecer uma infecção latente 
ou persistente. O HHV-6 pode estabelecer uma 
infecção latente nas glândulas salivares. 
 
>TRANSMISSÃO: Comum a partir dos 6 meses, 
transmitido através de saliva de portadores crônicos. 
Depois de curado o vírus permanece no seu organismo 
por toda vida, de forma latente, esse vírus pode se 
reativar. 
 
PRÓDROMOS EXANTEMA 
Febre alta (39-40º C): 
até 5 dias de febre sem 
nenhum sinal clinico 
Some em crise: logo 
após surge o 
exantema 
Estado geral 
preservado 
 
Tipo: Maculopapular 
Início: Tronco, 
Centrífuga (vai p as 
extremidades) 
Tende a desaparecer 
rapidamente, 
Descamação ausente 
 
HISTÓRIA NATURAL: um RN sem foco infeccioso 
com febre muito alta e que, pelo fato de os médicos 
não acharem nenhum foco, é prescrito um ATB. 
Entre o 3º-4º dia a febre desaparece e surge o 
exantema. E não se sabe se o exantema é devido a 
doença ou ao ATB. 
OBS.: Até os 6m de vida do RN ele é “protegido” pelos 
anticorpos maternos (imunidade passiva) e, após esse 
período, ele fica suscetível a infecção. 
 
>> Qual a complicação + comum desta doença: 
CRISE FEBRIL → Convulsão 
OBS: diagnóstico diferencial não infeccioso = 
farmacodermia (prurido, eosinofilia) / até 95% de 
crianças até 3 anos se contaminam. 
 
>> TRATAMENTO 
Apenas o uso de antipiréticos 
- Casos + graves (encefalite ou PALE) → Ganciclovir, 
cidofovir e foscarnet 
 
EXANTEMAS COM VESÍCULAS 
 
VARICELA 54 – CATAPORA 
Vírus varicela zoster (VVZ) – Herpes vírus tipo 3 
Permanece no organismo na forma latente, vários anos 
depois pode ter reativação do vírus e desenvolver 
HERPES ZOSTER. 
Catapora vem do tupi = fogo que queima, arde” 
 
>> TRANSMISSÃO: por aerossol 
Período Incubação: 1-3 semanas 
 
PRÓDROMOS EXANTEMA 
- Inespecíficos 
- Febre antes da 
erupção 
cutânea e 
costuma 
desaparecer 3 - 
4 dias após o 
início do rash 
 
Tipo: vesicular pleomórfico 
mácula – pápula – vesícula - pústula 
– crosta 
- Polimorfismo regional – “lesões em 
estágios diferentes” 
- extremamente pruriginoso 
- Polimorfismo 
- pode acometer qualquer superfície 
mucosa (oral, conjuntival...) 
- Progressão: Centrífuga, porém 
distribuição centrípeta 
Descamação = ausente 
(*) 48 hs antes da erupção cutânea → px é 
INFECTANTE 
(**) quando TODAS as lesões estão como crostas = 
não é infectante = paciente pode voltar às atividades 
habituais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
>> COMPLICAÇÕES 
INFECÇÃO BACTERIANA (5%) → perda da integridade 
da pele + prurido = infecção → cicatrizes 
VARICELA PROGRESSIVA (imunocomprometidos) 
Lesões prolongadas com conteúdo sanguinolento. 
Acometimento de órgãos internos como fígado, pulmão e 
SNC, GRAVE >> doença visceral, coagulopatia >> 
VARICELA CONGÊNITA (<20 sem) → lesões 
cicatriciais, hipoplasia dos membros 
ATAXIA CEREBELAR AGUDA / CEREBELITE → 
alteração na marcha + alteração da fala +nistagmo 
 
>> TRATAMENTO 
- Sintomáticos: analgésicos 
- Antitérmicos: NÃO usar AAS (Síndrome de REYE) 
- Antihistamínicos – prurido 
- Permanganato de potássio – banho 
 
➔ Aciclovir oral – encurta a fase da viremia 
Indicado em: 
o > 12 anos: a partir dessa idade pode ser + grave 
o 2º caso no domicilio (contaminado dentro de casa, 
exposto a uma maior carga viral) 
6 
 
o Doença cutânea grave ou pulmonar 
o Uso de CTC (em dose não imunossupressora) 
o Usuário crônico de AAS → síndrome de reye 
(degeneração hepática + encefalopatia) 
Em caso de resistência ao ACICLOVIR → indicar 
FOSCARNET ou Cidofovir 
 
➔ AcicloviR IV 
o RN 
o Imunodeprimidos 
o Varicela progressiva 
 
INTERNAÇÃO: PRECAUÇÃO AÉREA!!! 
Quadros GRAVES → devem ser NOTIFICADOS 
 
>> PROFILAXIA 
QUESTÃO DE PROVA 
>> Pré contato: imunização 
- MS: 2 doses 15m e 4-6a. 
- SBP: 2 doses 12m e 15m 
 
>> Pós contato: 
- Vacina – Varicela 54 – até o 5º dia de exposição 
(preferencialmente até o 3º dia) 
Para fins de bloqueio a vacina pode ser feito em > 9 
meses 
Vacina de vírus vivo atenuado 
- IGHAVZ – imunoglobulina especifica (anti varicela 
zoster) – até o 4º dia de exposição 
- Imunodeprimidos e grávidas não vacinadas 
- RN pré termo < 28 sem – sempre receber Ig 
 ≥ 28 sem – só recebe se a mãe 
NUNCA teve varicela 
- RN de mãe com varicela (5d antes – 2d após parto) 
- Controle de surto hospitalar em < 9 meses 
*BLOQUEIO – evitar surto em hospital 
 
MÃO-PÉ-BOCA 
Coxsackie A16, enterovirus 71 
 
>> CLÍNICA 
▪ Vesículas mãos e pés 
▪ Pápulas região glútea 
▪ Vesícula em cavidade oral 
 
>> DIAGNÓSTICO 
- Cultura do vírus 
- PCR 
 
>> TRATAMENTO 
Suporte 
 
EXANTEMAS + ALTERAÇÕES ORAIS 
 
ESCARLATINA 
Streptococo do grupo A (SGA) – Streptococcus 
pyogenes - ÚNICA BACTERIANA 
Exotoxina pirogênica 
Doença auto-limitada, + comum em > 5 anos 
Pode ter + de 1 vez, pq tem + de 1 toxina (A, B, C) 
 
>TRANSMISSÃO: gotículas / transmite enquanto 
durar a febre 
INCUBAÇÃO = máximo 5 dias 
 
 
 
 
 
PRÓDROMOS EXANTEMA CONVALESC
ENCIA 
Doença 
estreptocócica: 
faringite 
Enantema peculiar → 
língua em morango 
(papilas linguais 
hiperemiadas e 
hipertrofiadas) 
1º língua morango 
branco/ 2º língua em 
morango vermelho 
TIPO: micropapulares 
eritematosas → pele em LIXA 
(áspera) 
Sinais clássicos: 
- Pastia piora previa (PPP) 
acentuação do exantema nas 
áreas de dobras 
(principalmente fossa 
antecubital) 
- Filatov (palidez perioral) 
Centrifuga 
Descamação lamelar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
>> TRATAMENTO 
- PENICILINA BENZATINA IM, DU 
- 600.000 UI (<27 kg) ou 1.200.000 (> 27 kg) em DU 
por IM 
- AMOXICILINA, VO, 50 mg/kg/dia, 2-3 x ao dia x 10 
dias 
Alternativa p px alérgico a penicilina → Cefalexina, 
clindamicina, eritromicina ou azitromicina x 5 dias 
 
Principal dx diferencial: DÇ DE KAWASAKI 
 
 MONONUCLEOSE 
Virus Epstein barr (EBV) em 90% dos casos 
10% → mononucleose-like (vírus hepatite, CMV...) 
TRANSMISSÃO: Contato íntimo com o paciente → 
“Doença do beijo” 
PI: 40 dias – TUDO é mais arrastado 
o Faringite 
o Linfadenopatia GENERALIZADA 
o Esplenomegalia 
o Fadiga ou astenia 
o EXANTEMA – após amoxicilina 
o Sinal de Hoagland: edema palpebral (aparece em 
30% dos casos) 
 
 
 
 
 
 
 
>> LABORATÓRIO 
- Hemograma com atipia linfocitária / leucocitose com 
predomínio de linfócitos 
- Trombocitopenia – sugestivo de infecção viral 
- Presença de Anticorpos heterofilos em > 4 anos – 
inespecíficos, feito com animais. 
- Sorologia + para IgM anticapsídeo viral → confirma dx 
 
>> ANTICORPOS ESPECÍFICOS 
- Anti-VCA (proteínas não estruturais). Elevado do 
início ao fim da doença. 
- Anti-EA (proteínas estruturais). Elevado no início da 
doença. 
- Anti-EBNA (proteínas nucleares). Elevado ao fim da 
doença e 4-6 semanas após a infecção. 
 
 
7 
 
>> COMPLICAÇÕES 
Ruptura esplênica → < 0,5% dos casos 
Obst de VA superior → < 5% 
Síntomas neurológicos: cefaleia, convulsões, ataxia 
cerebelar, sd de guillain-barré, sd de reye, sd de alice 
no país das maravilhas 
Anemia hemolítica c Coombs direto + 
Trombocitopenia 
Outros: miocardite, pneumonia intersticial, pancreatite, 
parótide e orquite. 
 
>> TRATAMENTO 
Não há tratamento especifico 
REPOUSO → excluir atividades físicas por 1 mês 
ACICLOVIR em altas doses reduz a replicação viral 
Em caso de complicações → CORTICOTERAPIA: 
PREDNISONA: 1 mg/kg/dia x 7 dias 
 Máximo: 60 mg/dia 
OBS: não usar AAS 
 
 DOENÇA DE KAWASAKI 
A causa da doença ainda não é bem estabelecida, mas 
diversos fatores parecem apontar parauma causa de 
provável origem infecciosa. Parece haver ainda alguma 
predisposição genética, o que explicaria a maior 
incidência da doença em crianças de origem asiática, 
independentemente do local de moradia. 
- FATOR GENÉTICO (origem asiática) 
- PROVÁVEL ORIGEM INFECCIOSA (agente 
indefinido) 
 
>> FISIOPATOLOGIA 
Vasculite de artérias de pequeno e médio calibre → 
tendência a acometimento das coronárias 
Não acomete: < 6 meses / Adultos 
Mais comum em < 5 anos 
 
>> DIAGNÓSTICO 
CLÍNICO: 
Febre alta de pelo ou menos 5 dias 
+ (4): 
- Conjuntivite não purulenta, não exsudativa 
- Alterações nos lábios e cavidade oral 
- Adenomegalia > 1,5 cm (manifestação menos 
encontrada) 
- Exantema – pode ser do tipo escarlatiniforme (vai ser 
pior na região inguinal) 
- Alterações nas extremidades – descamação nas 
pontas dos dedos 
 
 
 
 
 
 
 
>> DÇ ATÍPICA temos: 
- Febre há pelo menos 5 dias + 
 * 2 ou 3 dos demais critérios clínicos + 
 * PCR ≥ 3 mg/dl e/ou VHS ≥ 40 mm/hr 
- E mais a presença de alguma das duas condições 
laboratoriais abaixo: 
 
- ≥ 3 dos seguintes 
1. Albumina ≤ 3 g/dl 
2. Anemia 
3. Elevação das transaminases 
4. Plaquetas ≥ 450.000/mm3 depois do 7º dia 
5. Leucócitos ≥ 15.000/ mm3 
6. Leucocituria ≥ 10 leucócitos/campo 
 
- < 3 dos exames laboratoriais acima descritos, 
porém com ECO compatível 
 
>> COMPLICAÇÃO + TEMIDA 
- Aneurisma coronariano → realizar ECODOPPLER 
cardiograma e repetir em algumas semanas → 
QUESTÃO DE PROVA 
 
>> TRATAMENTO 
Altas doses de IVIG e de aspirina em doses anti-
inflamatórias 
 
> FASE AGUDA 
- Imunoglobulina (IVIG): 2 g/kg, IV em 10-12 hs 
- AAS: 80-100 mg/kg/dia, 6/6 hs, VO, até que o paciente 
esteja afebril por 48 hs 
 
> FASE CONVALESCENCIA 
- AAS: 3-5 mg/kg/dia até 6 ou 8 semanas 
 
RESUMO 
 PRODROMOS EXANTEMA COMPLICAÇÕES 
SARAMPO 
(Paramixovírus) 
Tosse 
Fotofobia Koplik 
Linha do cabelo 
Descamação 
furfurácea 
Otite média 
aguda Pneumonia 
RUBÉOLA 
(Togavírus) 
Linfadenopatia - Artropatia 
Rubéola congênita 
ERITEMA 
INFECCIOSO 
(Parvovírus 
B19) 
- Face 
esbofeteada 
Exantema 
rendilhado 
Recidiva 
Crise aplásica 
Artropatia 
EXANTEMA 
SÚBITO 
(Herpes vírus 
humano tipo 6) 
Febre alta – 
some em crise 
Início no tronco Crise febril 
ESCARLATINA 
(S. pyogenes) 
Exotoxina 
pirogênica 
Faringite Língua 
em morango 
Micropapular 
Filatov 
(peribucal) 
Pastia (pregas) 
Supurativas Febre 
reumática GNPE 
VARICELA 
(Vírus varicela-
zoster) 
- Vesículas 
Pleomorfismo 
Infecção 2ária 
Varicela 
progressiva SNC: 
ataxia 
cerebelar 
 
Dica: Pessoa "pedra 90" já ouviu falar? Então decore 
36 do sarampo com 54 da varicela = 90. (Vacina/IG) 
- 5+4 = 9 então você decora que crianças <9m recebem 
IG 
Isolamento aéreo para: Varicela, Sarampo e BK. 
Alóctone = Importado de outra localidade onde ocorreu 
a doença. Descamação = Sarampo e Escarlatina. 
Algumas questões vão colocar linfadenopatia para 
tentar confundir com rubéola. Mas temos que ver o 
quadro como um TODO. Ex: Exantema Súbito pode ter 
linfadenopatia, mas ocorre um quadro clássico de 
FEBRÃO → Febre desaparece → Exantema aparece! 
USP SP 2019 – Menino, 4 anos de idade, apresenta quadro de 
febre de até 38,2º C associado a cefaleia frontal de leve 
intensidade, mialgia e prostração, iniciado há 4 dias. Os 
sintomas apresentaram melhora progressiva, contudo, há 2 
dias, evoluiu com hiperemia em região de face, que, desde 
ontem, e se espalhou para o restante do corpo, conforme 
figura abaixo. Além do exantema apresentado, não possui 
outras alterações ao exame clínico. Assinale a alternativa que 
contém o agente etiológico mais provável para o quadro 
apresentado. 
 
 
 
 
 
RESPOSTA: Parvovírus B19 
8
 
REVALIDA INEP 2020: Uma criança com 8 anos de idade é 
atendida na emergência com exantema. Segundo sua mãe, o 
quadro clínico iniciou-se há 2 dias com febre alta, calafrios, 
vômitos, cefaleia, prostração e odinofagia. Há 1 dia, surgiu 
exantema em pescoço, axilas e virilhas, generalizando-se a 
seguir. Ela nega antecedentes patológicos relevantes. Em exame 
físico, a criança apresenta estado geral regular, corada, 
hidratada; com amígdalas hiperemiadas, hipertrofiadas e 
recobertas por exsudato purulento. Ao redor da boca, observa-
se palidez e, nas demais áreas da pele, exantema papular, 
eritematoso e áspero. Há linhas hiperpigmentadas em áreas de 
flexão da pele. Para esse caso, o exame laboratorial que 
confirma o diagnóstico é: 
RESPOSTA: Cultura de orofaringe. 
 
REVALIDA INEP 2020: Uma lactente com 10 meses de idade é 
levada à Unidade Básica de Saúde pela mãe, a qual demonstra 
preocupação pelo contato da filha com um tio que, no dia 
anterior, chegou de viagem do exterior com sintomas 
respiratórios e manchas no corpo. Ele procurou atendimento no 
pronto-socorro e foi diagnosticado como caso suspeito de 
sarampo. A conduta médica indicada para a lactente é 
administrar a vacina: 
RESPOSTA: tríplice viral em até 72 horas após o contato com o 
caso suspeito, sendo essa a dose zero, seguida da vacinação 
habitual aos 12 meses. 
 
REVALIDA INEP 2020: Uma adolescente com 13 anos de idade é 
atendida no pronto-socorro por apresentar “perda de força nas 
pernas”. Segundo a mãe, a adolescente está doente há mais de 
um mês; na primeira semana da doença, teve febre alta que 
durou 5 dias, dor de garganta, dores no corpo e cansaço 
extremo. Ela informa, ainda, que a filha foi diagnosticada com 
amigdalite, recebeu amoxicilina por 7 dias e que, durante esse 
tratamento, apresentou manchas vermelhas levemente 
pruriginosas pelo corpo. A mãe relata também que, após 
desaparecimento da febre, a adolescente persistiu com 
desânimo por cerca de 3 semanas e, quando parecia estar se 
recuperando, começou a queixar-se de dor e formigamento nos 
pés e pernas, com dificuldade progressiva para caminhar e que, 
hoje, não havia conseguido levantar-se da cama. Ao exame 
físico, a paciente apresenta paraparesia simétrica e diminuição 
de força muscular em membros superiores, reflexos 
osteotendinosos diminuídos em membros superiores e abolidos 
nos membros inferiores. Em relação a esse quadro clínico, quais 
são as principais hipóteses diagnósticas? 
RESPOSTA: Mononucleose infecciosa; Síndrome de Guillain-Barré. 
 
REVALIDA INEP 2020: Um pré-escolar com 4 anos de idade foi 
diagnosticado com COVID-19 há 30 dias, sem complicações na 
época. Há 5 dias, tem tido febre diária, 38 a 40 °C, persistente. No 
segundo dia de febre, apresentou língua em framboesa, 
linfadenite cervical unilateral (3 cm), tendo recebido, na ocasião, 
dose única de penicilina benzatina. Hoje, quinto dia, é atendido 
no pronto-socorro com persistência da febre. Ao exame físico, 
encontra-se clinicamente hidratado, com hiperemia conjuntival 
bilateral não purulenta, exantema escarlatiniforme, edema em 
mãos e pés. Em face desse quadro clínico, o exame 
complementar e o tratamento indicados são, respectivamente, 
RESPOSTA: Ecocardiograma; aplicação de gamaglobulina via 
venosa. 
 
 
 
 
 
USP SP 2020 – Menino, 2 anos de idade, há 6 dias apresenta 
quadro de febre alta e irritabilidade com piora nos últimos dias, 
acompanhada das seguintes alterações: Não há queixas 
respiratórias ou gastrointestinais. Considerando a principal 
hipótese diagnóstica, qual é o tratamento? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESPOSTA: 
Gamaglobulina 
 
REVALIDA UEPA 2020 – Lactente de 6 meses de idade com história 
de febre alta de início súbito, que se manteve por 3 dias com 
surgimento de um exantema após a queda da febre, constituído 
de lesões maculopapulares rosadas que se iniciaram no tronco e 
se disseminam para a cabeça e as extremidades, com 
desaparecimento em torno de 8hs do início. Ao exame físico, a 
criança apresentava-se com irritabilidade e linfonodomegalia 
cervical. Nesta situação, o provável agente etiológicoda 
doença é: 
RESPOSTA: Herpes-vírus humano 6 e 7 
 
REVALIDA UEPA 2020 - Criança de 3 anos é trazida à consulta 
pediátrica devido quadro de febre, tosse seca, secreção 
seromucosa nasal, hiperemia e secreção conjuntival intensa com 
4 dias de evolução. Mãe refere que os sintomas pioraram há 1 
dia, com o surgimento de manchas avermelhadas percebidas 
inicialmente atrás das orelhas. Ao exame físico nota-se presença 
de exantema maculopapular em face e tronco. O calendário 
vacinal do menor encontra-se desatualizado. O agente 
etiológico mais provável no caso em questão corresponde ao: 
RESPOSTA: Paramixovírus 
 
AMRIGS 2020 - Criança de 18 meses de idade subitamente 
apresenta febre alta e contínua. Não se observa toxemia apesar 
da magnitude da febre. Após 3 dias, a febre cessou 
bruscamente, surgindo lesões maculopapulares rosadas que se 
iniciaram no tronco e se disseminaram para a cabeça e as 
extremidades. Após 2 dias, a erupção desapareceu sem deixar 
descamação ou hiperpigmentação. O quadro acima descrito é 
compatível com qual doença? 
RESPOSTA: Exantema súbito 
 
UNICAMP 2020 - Menina, 2a, é trazida pela mãe à Unidade de 
Emergência por febre há 7 dias, aparecimento de feridas na 
boca e secreção ocular não purulenta há 3 dias. Vacinação em 
dia. Exame físico: FR= 22 irpm, FC= 132 bpm, T=38,9°C, 
descorado+/4+, anictérico; pescoço: linfonodo palpável em 
cadeia cervical direita 3-4 cm; pele: exantema polimorfo 
principalmente em tronco; olhos: hiperemia ocular não purulenta 
bilateralmente; orofaringe: língua em framboesa e queilite; 
membros: eritema em palmas de mão e plantas de pé. A 
CONDUTA É: 
RESPOSTA: Aerossóis 
 
 
 
 
 
 
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UNICAMP 2020 - Lactente, 10 meses, com febre, tosse e coriza há 
4 dias e aparecimento de exantema maculopapular 
morbiliforme com início nas orelhas descendo para o tronco hoje. 
Vacinas: todas as indicadas até os 6 meses de idade. Exame 
físico: T= 39ºC; Orofaringe: lesões de 2 a 3 mm de diâmetro, 
discretamente elevadas, de cor branca com base eritematosa, 
localizadas na região interna da mucosa oral. AO INTERNAR, 
DEVERÁ SER ESTABELECIDA A SEGUINTE PRECAUÇÃO: 
RESPOSTA: Aerossóis 
 
UNICAMP 2020 - Criança, 4a, é trazida a Unidade de Emergência 
com queixa de tosse, coriza nasal e manchas vermelhas pelo 
corpo. As manchas começaram há 3 dias no rosto, na região das 
bochechas, confluentes, progredindo para o troco e membros. 
Pioram com o calor. Relata vacinação em dia. Exame físico: T= 
36,6°C, FC= 98 bpm, FR= 22 irpm, Pele: exantema maculopapular 
em tronco e membros superiores, mais intenso em áreas 
descobertas e face extensora dos braços. Rosto com eritema 
intenso nas bochechas, poupando região perioral, nariz e testa. 
O AGENTE ETIOLÓGICO É: 
RESPOSTA: Parvovírus B19 
 
REVALIDA INEP 2021: Um menino de 4 anos de idade, 
previamente hígido e com acompanhamento pediátrico regular, 
chega ao pronto atendimento com queixa de febre 
(temperatura axilar superior a 38,5 °C em todos os picos) há 6 dias 
acompanhada de conjuntivite bilateral não exsudativa. Nega 
uso prévio de medicações nesses últimos dias, exceto o 
antitérmico habitual para controle da febre. Nega viagens 
recentes ou contato com indivíduos sabidamente doentes. Ao 
exame clínico, observa-se hiperemia de orofaringe sem exsudato 
ou ulcerações; presença de ressecamento, fissuras e hiperemia 
em lábios e proeminência das papilas linguais; gânglio cervical 
anterior a direita com cerca de 1,5 cm de diâmetro não doloroso; 
edema endurecido em dorso de mãos e pés com eritema palmar 
e plantar difuso; e presença de exantema polimórfico mais 
intenso em tronco e períneo. Sem outras alterações. Assinale a 
alternativa que contenha o diagnóstico provável para o caso 
apresentado e uma complicação associada ao quadro: 
RESPOSTA: Doença de Kawasaki; aneurisma coronariano. 
 
REVALIDA INEP 2021: Um paciente do sexo masculino, de 3 anos 
de idade, é levado a serviço de emergência em decorrência de 
febre e exantema há 7 dias. Mãe relata que a febre é diária e 
chegou a 39 o C. O exantema surgiu há 2 dias. O paciente já 
passou por outros serviços de emergência sem conseguir fechar 
diagnóstico. Nega doenças prévias. Desenvolvimento normal 
para a idade. Ao exame, mostrase em regular estado geral, 
descorado 1+/4+, febril (38,5 o C), acianótico e hidratado. 
Presença de exantema maculopapular e edema e hiperemia nas 
mãos e pés, rash em tronco e períneo, bem como de hiperemia 
conjuntival bilateral. Cavidade oral revela fissuras em lábios. Há 
linfonodomegalia cervical, unilateral direita, com 2 cm de 
diâmetro. Aparelho cardiovascular, respiratório e abdome sem 
anormalidades. Considerando a história acima descrita, assinale 
a alternativa que contém o tratamento indicado. 
RESPOSTA: Imunoglobulina venosa.

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