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3 >> DEFINIÇÃO: Grupo de doenças caracterizadas pelo aparecimento de erupção cutânea. >> CARACTERÍSTICAS DO EXANTEMA 1. ASPECTO • Lesões MACULOPAPULARES (+ comum) - Mácula = alteração de cor - Pápula = lesão elevada → TIPOS: - Morbiliforme: lesões maculopapulares com pele são de permeio que podem confluir. - Rubeoliforme: lesões semelhantes ao morbiliforme, porém mais clara e com pápulas menores. - Escarlatiforme: lesões papulares puntiformes com acometimento homogêneo. - Urticariforme: lesões maculopapulares maiores de limites imprecisos. • Lesões VESICULARES • Lesões MULTIFORMES - Alteração apenas da cor: purpúrico ou petequial - Lesão nodular: tipo moeda 2. PROGRESSÃO - Craniocaudal - Centrífuga 3. DESCAMAÇÃO - Furfurácea – “tipo farinha” - Laminar: “lascas” >> CRONOLOGIA → Momento do contagio: indivíduo suscetível, que nunca teve a doença, nunca foi vacinada e foi exposta ao agente infeccioso. → Período incubação: paciente já foi contaminado, mas não tem nenhuma manifestação clínica, o agente infeccioso está se replicando em órgãos internos. DICA: doenças virais → 1-3 semanas → Início dos sintomas: - PRÓDROMOS: aquilo q antecede o período principal da doença • FEBRE (qual o padrão da febre?) • Sinais típicos • Enantemas • O paciente JÁ TRANSMITE O AGENTE INFECCIOSO!!! - FASE PRINCIPAL: • EXANTEMA o Tipo → Maculopapular OU Vesicular o Progressão → se começa na cabeça, no tronco o Descamação - FASE FINAL: • Convalescência EXANTEMA COM FEBRE SARAMPO PARAMPO36 - Família Paramixovírus – trato respiratório TRANSMISSÃO: gotículas respiratórias, por aerossol (maiores distancias) OBS: tem que isolar, precaução de contato aéreo - PI: 8-12 dias / 1-3 sem A tosse é marcante, sendo um dos primeiros sintomas a surgir e um dos últimos a desaparecer. Quanto à febre, esta atinge o máximo quando surge o exantema. Lesão brancacenta halo de hiperemia, caracteristicamente na mucosa jugal. Exantema Morbiliforme >> DIAGNÓSTICO CLÍNICO Anticorpos IgM e IgG para sarampo em soro e/ou detecção viral em amostras de urina e swab naso/orofaríngeo. IgM – pode ficar elevado até 30 dias PRÓDROMOS EXANTEMA CONVALE SCÊNCIA TOSSE, Febre, Coriza, CONJUNTIVITE (fotofobia): ENANTEMA: *Manchas de Koplik: pequenas máculas brancas com halo de hiperemia ao redor na face interna das bochechas – aparece 12- 24 hs antes do exantema (PATOGNOMÔNICO) TIPO: MORBILIFORME (lesões máculo-papulares com tendência à confluência e permeio de pele sã) INÍCIO: pescoço, face e retroauricular (linha de implantação dos cabelos) – geralmente poupa palma das mãos e pés. PROGRESSÃO: crânio-caudal lenta DESCAMAÇÃO: furfurácea → aspecto acastanhado, fina descamação da pele, semelhante a farelo DOENÇAS EXANTEMÁTICAS NA INFÂNCIA 4 >> COMPLICAÇÕES - Trato respiratório: pneumonia, OMA, bronquiolite, traqueíte, crupe, sinusite, mastoidite, TBC - Gastrointestinal: diarreia e vômitos, apendicite - SNC: convulsões, encefalite, panencefalite esclerosante subaguda – PEES (vários anos após infecção, tem alta letalidade) - Outras complicações: sarampo hemorrágico/ sarampo negro, miocardite, infecção na gravidez QUESTÃO DE PROVA Complicação + frequente: Otite Média Aguda (OMA) Principal causa de óbito: PNEUMONIA >> TRATAMENTO - Sintomático / Suporte - Vitamina A (fundamental p integridade da mucosa) Objetivo da vitamina A: diminui a mortalidade e redução da duração da doença. MS – VITAMINA A 2 doses (no dia do diagnóstico e no dia seguinte) - < 6 meses: 10 gotas (50.000 UI), VO, 1x/dia, por 2 dias; - 6 – 11 meses: 20 gotas (100.000 UI), VO, 1x/dia, por 2 dias; - > 12 meses: 40 gotas (2000.000 UI), VO, 1x/dia, por 2 dias. OBS1: quando internar = isolamento aéreo → precaução até 4 dias após aparecimento do exantema. O risco de contagio é ALTO. O paciente deve ficar em quarto privativo no hospital e o seu transporte deve ser evitado, mas, se necessário, usar mascara cirúrgica comum ao transportá-lo ou quando estiver em deslocamento em locais públicos. Utilizar máscara N95, pressão negativa e filtro de ar. - NOTIFICAÇÃO IMEDIATA! PROFILAXIA * Profilaxia pré-contato: VACINA → aos 12 e 15 meses de vida * Profilaxia PÓS-contato → PARAMPO36 → Vacina: até o 3º dia após a exposição ao vírus A vacina é capaz de fazer produzir anticorpos em menos tempo que o PI do vírus É uma vacina de vírus vivo *para fins de bloqueio a primeira dose pode ser feita a partir dos 6 meses → mas essa dose não deve ser considerada para a rotina; é a dose 0 (zero) → IG padrão IM: até o 6º dia após a exposição → Imunodeprimidos, Grávidas não vacinada, < 6 meses OBS1: A vacina é de vírus vivo, portanto, é contraindicado para Imunodeprimido, Grávidas e < 6m → IG OBS2: Entre 6-12m: fazer vacina até 3d pós contato. Mas não vai contar para o calendário de vacinação. Precisará tomar as 2 doses da vacina. RUBÉOLA / RUBOLA - Familia Togavírus / Rubivírus TRANSMISSÃO: 5 a 7 dias antes e 5 a 7 dias depois PRÓDROMOS EXANTEMA Linfadenopatia retroauricular, occipital e cervical. Sinal de Forschheimer (máculas ou petéquias localizadas na transição entre o palato duro e o mole). TIPO: Rubeoliforme (as lesões másculo-papulares são isoladas). Tonalidade rósea. Progressão: Craniocaudal rápida Descamação: AUSENTE Sinal de Forschheimer Exantema Rubeoliforme >> DIAGNÓSTICO CLÍNICO – epidemiológico Sorologia IgM e IgG >> COMPLICAÇÕES: ARTROPATIA (auto-limitado / + comum em mulheres / pequenas articulações) SÍNDROME DA RUBÉOLA CONGÊNITA (é o principal motivo de preocupação do MS com a vacinação da rubéola. Tanto em gestantes como contactantes) Trombocitopenia Encefalite Pós-Infecciosa Panencefalite progressiva >> PREVENÇÃO Pré-exposição: VACINA → tríplice e tetraviral (aos 12 e 15 meses) Pós-exposição: pode utilizar as vacinas tríplice ou tetraviral → deve ser feito dentre de 72 hs após a exposição! >> TRATAMENTO - NÃO há tratamento especifico - Usado apenas analgésicos e antipiréticos para controle da artralgia e febre NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIO E IMEDIATA! EXANTEMA APÓS A FEBRE ERITEMA INFECCIOSO Parvovírus B19 → DNA-hélice-única; tropismo por células de linhagem eritroide (eritrovírus) *o vírus é eliminado nas secreções * quando tem exantema não infecta TRANSMISSÃO: Contato direto com gotículas → secreção nasofaríngea do infectado. >> PRÓDROMOS: ❖ Inespecíficos ou inexistentes >> EXANTEMA: ❖ Trifásico 1. Face esbofeteada – hiperemia / eritema em região malar → “Sinal de Filatov” 2. Exantema reticulado – lesões + exuberantes nas superfícies extensoras dos membros 5 - Progressão Craniocaudal - Descamação ausente; discreta 3. Recidiva – sol, calor, atividade física (1 a 3 semanas) – exantema flutuante >> DIAGNÓSTICO É feito quando não tem mais doença Não transmite e não precisa de isolamento >> PREVENÇÃO Pode continuar atividades normais pois já não elimina + o vírus, exceto crianças internadas com crise aplásica >> COMPLICAÇÕES • CRISE APLÁSICA: pacientes com doenças hemolíticas (ex: crianças com anemia falciforme) Na crise aplásica = reticulocitopenia O tratamento = hemotransfusão • HIDROPSIA FETAL: acúmulo de líquido de mais de 2 compartimentos fetais (pele, pleura, pericárdio...) – a miocardite + anemia irão levar à IC → anasarca fetal Tratamento = transfusão intra-útero • ARTROPATIA = evento imuno-mediado • SD PAPULAR PURPÚRICA: “em luvas e meias” → febre, prurido, edema doloroso e eritemanas extremidades distais, seguido por petéquias nas extremidades e lesões orais. >> TRATAMENTO Não há terapia especifica, não há indicação de tto, quadro é auto-limitado e a infecção leva a imunidade duradoura. EXANTEMA SÚBITO (roséola) Infecção persistente nas glândulas salivares. Herpes Vírus Humano do tipo 6 (HHV-6 e HHV-7) VÍRUS: O HHV-6 é um membro da família dos herpes vírus, os quais podem estabelecer uma infecção latente ou persistente. O HHV-6 pode estabelecer uma infecção latente nas glândulas salivares. >TRANSMISSÃO: Comum a partir dos 6 meses, transmitido através de saliva de portadores crônicos. Depois de curado o vírus permanece no seu organismo por toda vida, de forma latente, esse vírus pode se reativar. PRÓDROMOS EXANTEMA Febre alta (39-40º C): até 5 dias de febre sem nenhum sinal clinico Some em crise: logo após surge o exantema Estado geral preservado Tipo: Maculopapular Início: Tronco, Centrífuga (vai p as extremidades) Tende a desaparecer rapidamente, Descamação ausente HISTÓRIA NATURAL: um RN sem foco infeccioso com febre muito alta e que, pelo fato de os médicos não acharem nenhum foco, é prescrito um ATB. Entre o 3º-4º dia a febre desaparece e surge o exantema. E não se sabe se o exantema é devido a doença ou ao ATB. OBS.: Até os 6m de vida do RN ele é “protegido” pelos anticorpos maternos (imunidade passiva) e, após esse período, ele fica suscetível a infecção. >> Qual a complicação + comum desta doença: CRISE FEBRIL → Convulsão OBS: diagnóstico diferencial não infeccioso = farmacodermia (prurido, eosinofilia) / até 95% de crianças até 3 anos se contaminam. >> TRATAMENTO Apenas o uso de antipiréticos - Casos + graves (encefalite ou PALE) → Ganciclovir, cidofovir e foscarnet EXANTEMAS COM VESÍCULAS VARICELA 54 – CATAPORA Vírus varicela zoster (VVZ) – Herpes vírus tipo 3 Permanece no organismo na forma latente, vários anos depois pode ter reativação do vírus e desenvolver HERPES ZOSTER. Catapora vem do tupi = fogo que queima, arde” >> TRANSMISSÃO: por aerossol Período Incubação: 1-3 semanas PRÓDROMOS EXANTEMA - Inespecíficos - Febre antes da erupção cutânea e costuma desaparecer 3 - 4 dias após o início do rash Tipo: vesicular pleomórfico mácula – pápula – vesícula - pústula – crosta - Polimorfismo regional – “lesões em estágios diferentes” - extremamente pruriginoso - Polimorfismo - pode acometer qualquer superfície mucosa (oral, conjuntival...) - Progressão: Centrífuga, porém distribuição centrípeta Descamação = ausente (*) 48 hs antes da erupção cutânea → px é INFECTANTE (**) quando TODAS as lesões estão como crostas = não é infectante = paciente pode voltar às atividades habituais >> COMPLICAÇÕES INFECÇÃO BACTERIANA (5%) → perda da integridade da pele + prurido = infecção → cicatrizes VARICELA PROGRESSIVA (imunocomprometidos) Lesões prolongadas com conteúdo sanguinolento. Acometimento de órgãos internos como fígado, pulmão e SNC, GRAVE >> doença visceral, coagulopatia >> VARICELA CONGÊNITA (<20 sem) → lesões cicatriciais, hipoplasia dos membros ATAXIA CEREBELAR AGUDA / CEREBELITE → alteração na marcha + alteração da fala +nistagmo >> TRATAMENTO - Sintomáticos: analgésicos - Antitérmicos: NÃO usar AAS (Síndrome de REYE) - Antihistamínicos – prurido - Permanganato de potássio – banho ➔ Aciclovir oral – encurta a fase da viremia Indicado em: o > 12 anos: a partir dessa idade pode ser + grave o 2º caso no domicilio (contaminado dentro de casa, exposto a uma maior carga viral) 6 o Doença cutânea grave ou pulmonar o Uso de CTC (em dose não imunossupressora) o Usuário crônico de AAS → síndrome de reye (degeneração hepática + encefalopatia) Em caso de resistência ao ACICLOVIR → indicar FOSCARNET ou Cidofovir ➔ AcicloviR IV o RN o Imunodeprimidos o Varicela progressiva INTERNAÇÃO: PRECAUÇÃO AÉREA!!! Quadros GRAVES → devem ser NOTIFICADOS >> PROFILAXIA QUESTÃO DE PROVA >> Pré contato: imunização - MS: 2 doses 15m e 4-6a. - SBP: 2 doses 12m e 15m >> Pós contato: - Vacina – Varicela 54 – até o 5º dia de exposição (preferencialmente até o 3º dia) Para fins de bloqueio a vacina pode ser feito em > 9 meses Vacina de vírus vivo atenuado - IGHAVZ – imunoglobulina especifica (anti varicela zoster) – até o 4º dia de exposição - Imunodeprimidos e grávidas não vacinadas - RN pré termo < 28 sem – sempre receber Ig ≥ 28 sem – só recebe se a mãe NUNCA teve varicela - RN de mãe com varicela (5d antes – 2d após parto) - Controle de surto hospitalar em < 9 meses *BLOQUEIO – evitar surto em hospital MÃO-PÉ-BOCA Coxsackie A16, enterovirus 71 >> CLÍNICA ▪ Vesículas mãos e pés ▪ Pápulas região glútea ▪ Vesícula em cavidade oral >> DIAGNÓSTICO - Cultura do vírus - PCR >> TRATAMENTO Suporte EXANTEMAS + ALTERAÇÕES ORAIS ESCARLATINA Streptococo do grupo A (SGA) – Streptococcus pyogenes - ÚNICA BACTERIANA Exotoxina pirogênica Doença auto-limitada, + comum em > 5 anos Pode ter + de 1 vez, pq tem + de 1 toxina (A, B, C) >TRANSMISSÃO: gotículas / transmite enquanto durar a febre INCUBAÇÃO = máximo 5 dias PRÓDROMOS EXANTEMA CONVALESC ENCIA Doença estreptocócica: faringite Enantema peculiar → língua em morango (papilas linguais hiperemiadas e hipertrofiadas) 1º língua morango branco/ 2º língua em morango vermelho TIPO: micropapulares eritematosas → pele em LIXA (áspera) Sinais clássicos: - Pastia piora previa (PPP) acentuação do exantema nas áreas de dobras (principalmente fossa antecubital) - Filatov (palidez perioral) Centrifuga Descamação lamelar >> TRATAMENTO - PENICILINA BENZATINA IM, DU - 600.000 UI (<27 kg) ou 1.200.000 (> 27 kg) em DU por IM - AMOXICILINA, VO, 50 mg/kg/dia, 2-3 x ao dia x 10 dias Alternativa p px alérgico a penicilina → Cefalexina, clindamicina, eritromicina ou azitromicina x 5 dias Principal dx diferencial: DÇ DE KAWASAKI MONONUCLEOSE Virus Epstein barr (EBV) em 90% dos casos 10% → mononucleose-like (vírus hepatite, CMV...) TRANSMISSÃO: Contato íntimo com o paciente → “Doença do beijo” PI: 40 dias – TUDO é mais arrastado o Faringite o Linfadenopatia GENERALIZADA o Esplenomegalia o Fadiga ou astenia o EXANTEMA – após amoxicilina o Sinal de Hoagland: edema palpebral (aparece em 30% dos casos) >> LABORATÓRIO - Hemograma com atipia linfocitária / leucocitose com predomínio de linfócitos - Trombocitopenia – sugestivo de infecção viral - Presença de Anticorpos heterofilos em > 4 anos – inespecíficos, feito com animais. - Sorologia + para IgM anticapsídeo viral → confirma dx >> ANTICORPOS ESPECÍFICOS - Anti-VCA (proteínas não estruturais). Elevado do início ao fim da doença. - Anti-EA (proteínas estruturais). Elevado no início da doença. - Anti-EBNA (proteínas nucleares). Elevado ao fim da doença e 4-6 semanas após a infecção. 7 >> COMPLICAÇÕES Ruptura esplênica → < 0,5% dos casos Obst de VA superior → < 5% Síntomas neurológicos: cefaleia, convulsões, ataxia cerebelar, sd de guillain-barré, sd de reye, sd de alice no país das maravilhas Anemia hemolítica c Coombs direto + Trombocitopenia Outros: miocardite, pneumonia intersticial, pancreatite, parótide e orquite. >> TRATAMENTO Não há tratamento especifico REPOUSO → excluir atividades físicas por 1 mês ACICLOVIR em altas doses reduz a replicação viral Em caso de complicações → CORTICOTERAPIA: PREDNISONA: 1 mg/kg/dia x 7 dias Máximo: 60 mg/dia OBS: não usar AAS DOENÇA DE KAWASAKI A causa da doença ainda não é bem estabelecida, mas diversos fatores parecem apontar parauma causa de provável origem infecciosa. Parece haver ainda alguma predisposição genética, o que explicaria a maior incidência da doença em crianças de origem asiática, independentemente do local de moradia. - FATOR GENÉTICO (origem asiática) - PROVÁVEL ORIGEM INFECCIOSA (agente indefinido) >> FISIOPATOLOGIA Vasculite de artérias de pequeno e médio calibre → tendência a acometimento das coronárias Não acomete: < 6 meses / Adultos Mais comum em < 5 anos >> DIAGNÓSTICO CLÍNICO: Febre alta de pelo ou menos 5 dias + (4): - Conjuntivite não purulenta, não exsudativa - Alterações nos lábios e cavidade oral - Adenomegalia > 1,5 cm (manifestação menos encontrada) - Exantema – pode ser do tipo escarlatiniforme (vai ser pior na região inguinal) - Alterações nas extremidades – descamação nas pontas dos dedos >> DÇ ATÍPICA temos: - Febre há pelo menos 5 dias + * 2 ou 3 dos demais critérios clínicos + * PCR ≥ 3 mg/dl e/ou VHS ≥ 40 mm/hr - E mais a presença de alguma das duas condições laboratoriais abaixo: - ≥ 3 dos seguintes 1. Albumina ≤ 3 g/dl 2. Anemia 3. Elevação das transaminases 4. Plaquetas ≥ 450.000/mm3 depois do 7º dia 5. Leucócitos ≥ 15.000/ mm3 6. Leucocituria ≥ 10 leucócitos/campo - < 3 dos exames laboratoriais acima descritos, porém com ECO compatível >> COMPLICAÇÃO + TEMIDA - Aneurisma coronariano → realizar ECODOPPLER cardiograma e repetir em algumas semanas → QUESTÃO DE PROVA >> TRATAMENTO Altas doses de IVIG e de aspirina em doses anti- inflamatórias > FASE AGUDA - Imunoglobulina (IVIG): 2 g/kg, IV em 10-12 hs - AAS: 80-100 mg/kg/dia, 6/6 hs, VO, até que o paciente esteja afebril por 48 hs > FASE CONVALESCENCIA - AAS: 3-5 mg/kg/dia até 6 ou 8 semanas RESUMO PRODROMOS EXANTEMA COMPLICAÇÕES SARAMPO (Paramixovírus) Tosse Fotofobia Koplik Linha do cabelo Descamação furfurácea Otite média aguda Pneumonia RUBÉOLA (Togavírus) Linfadenopatia - Artropatia Rubéola congênita ERITEMA INFECCIOSO (Parvovírus B19) - Face esbofeteada Exantema rendilhado Recidiva Crise aplásica Artropatia EXANTEMA SÚBITO (Herpes vírus humano tipo 6) Febre alta – some em crise Início no tronco Crise febril ESCARLATINA (S. pyogenes) Exotoxina pirogênica Faringite Língua em morango Micropapular Filatov (peribucal) Pastia (pregas) Supurativas Febre reumática GNPE VARICELA (Vírus varicela- zoster) - Vesículas Pleomorfismo Infecção 2ária Varicela progressiva SNC: ataxia cerebelar Dica: Pessoa "pedra 90" já ouviu falar? Então decore 36 do sarampo com 54 da varicela = 90. (Vacina/IG) - 5+4 = 9 então você decora que crianças <9m recebem IG Isolamento aéreo para: Varicela, Sarampo e BK. Alóctone = Importado de outra localidade onde ocorreu a doença. Descamação = Sarampo e Escarlatina. Algumas questões vão colocar linfadenopatia para tentar confundir com rubéola. Mas temos que ver o quadro como um TODO. Ex: Exantema Súbito pode ter linfadenopatia, mas ocorre um quadro clássico de FEBRÃO → Febre desaparece → Exantema aparece! USP SP 2019 – Menino, 4 anos de idade, apresenta quadro de febre de até 38,2º C associado a cefaleia frontal de leve intensidade, mialgia e prostração, iniciado há 4 dias. Os sintomas apresentaram melhora progressiva, contudo, há 2 dias, evoluiu com hiperemia em região de face, que, desde ontem, e se espalhou para o restante do corpo, conforme figura abaixo. Além do exantema apresentado, não possui outras alterações ao exame clínico. Assinale a alternativa que contém o agente etiológico mais provável para o quadro apresentado. RESPOSTA: Parvovírus B19 8 REVALIDA INEP 2020: Uma criança com 8 anos de idade é atendida na emergência com exantema. Segundo sua mãe, o quadro clínico iniciou-se há 2 dias com febre alta, calafrios, vômitos, cefaleia, prostração e odinofagia. Há 1 dia, surgiu exantema em pescoço, axilas e virilhas, generalizando-se a seguir. Ela nega antecedentes patológicos relevantes. Em exame físico, a criança apresenta estado geral regular, corada, hidratada; com amígdalas hiperemiadas, hipertrofiadas e recobertas por exsudato purulento. Ao redor da boca, observa- se palidez e, nas demais áreas da pele, exantema papular, eritematoso e áspero. Há linhas hiperpigmentadas em áreas de flexão da pele. Para esse caso, o exame laboratorial que confirma o diagnóstico é: RESPOSTA: Cultura de orofaringe. REVALIDA INEP 2020: Uma lactente com 10 meses de idade é levada à Unidade Básica de Saúde pela mãe, a qual demonstra preocupação pelo contato da filha com um tio que, no dia anterior, chegou de viagem do exterior com sintomas respiratórios e manchas no corpo. Ele procurou atendimento no pronto-socorro e foi diagnosticado como caso suspeito de sarampo. A conduta médica indicada para a lactente é administrar a vacina: RESPOSTA: tríplice viral em até 72 horas após o contato com o caso suspeito, sendo essa a dose zero, seguida da vacinação habitual aos 12 meses. REVALIDA INEP 2020: Uma adolescente com 13 anos de idade é atendida no pronto-socorro por apresentar “perda de força nas pernas”. Segundo a mãe, a adolescente está doente há mais de um mês; na primeira semana da doença, teve febre alta que durou 5 dias, dor de garganta, dores no corpo e cansaço extremo. Ela informa, ainda, que a filha foi diagnosticada com amigdalite, recebeu amoxicilina por 7 dias e que, durante esse tratamento, apresentou manchas vermelhas levemente pruriginosas pelo corpo. A mãe relata também que, após desaparecimento da febre, a adolescente persistiu com desânimo por cerca de 3 semanas e, quando parecia estar se recuperando, começou a queixar-se de dor e formigamento nos pés e pernas, com dificuldade progressiva para caminhar e que, hoje, não havia conseguido levantar-se da cama. Ao exame físico, a paciente apresenta paraparesia simétrica e diminuição de força muscular em membros superiores, reflexos osteotendinosos diminuídos em membros superiores e abolidos nos membros inferiores. Em relação a esse quadro clínico, quais são as principais hipóteses diagnósticas? RESPOSTA: Mononucleose infecciosa; Síndrome de Guillain-Barré. REVALIDA INEP 2020: Um pré-escolar com 4 anos de idade foi diagnosticado com COVID-19 há 30 dias, sem complicações na época. Há 5 dias, tem tido febre diária, 38 a 40 °C, persistente. No segundo dia de febre, apresentou língua em framboesa, linfadenite cervical unilateral (3 cm), tendo recebido, na ocasião, dose única de penicilina benzatina. Hoje, quinto dia, é atendido no pronto-socorro com persistência da febre. Ao exame físico, encontra-se clinicamente hidratado, com hiperemia conjuntival bilateral não purulenta, exantema escarlatiniforme, edema em mãos e pés. Em face desse quadro clínico, o exame complementar e o tratamento indicados são, respectivamente, RESPOSTA: Ecocardiograma; aplicação de gamaglobulina via venosa. USP SP 2020 – Menino, 2 anos de idade, há 6 dias apresenta quadro de febre alta e irritabilidade com piora nos últimos dias, acompanhada das seguintes alterações: Não há queixas respiratórias ou gastrointestinais. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual é o tratamento? RESPOSTA: Gamaglobulina REVALIDA UEPA 2020 – Lactente de 6 meses de idade com história de febre alta de início súbito, que se manteve por 3 dias com surgimento de um exantema após a queda da febre, constituído de lesões maculopapulares rosadas que se iniciaram no tronco e se disseminam para a cabeça e as extremidades, com desaparecimento em torno de 8hs do início. Ao exame físico, a criança apresentava-se com irritabilidade e linfonodomegalia cervical. Nesta situação, o provável agente etiológicoda doença é: RESPOSTA: Herpes-vírus humano 6 e 7 REVALIDA UEPA 2020 - Criança de 3 anos é trazida à consulta pediátrica devido quadro de febre, tosse seca, secreção seromucosa nasal, hiperemia e secreção conjuntival intensa com 4 dias de evolução. Mãe refere que os sintomas pioraram há 1 dia, com o surgimento de manchas avermelhadas percebidas inicialmente atrás das orelhas. Ao exame físico nota-se presença de exantema maculopapular em face e tronco. O calendário vacinal do menor encontra-se desatualizado. O agente etiológico mais provável no caso em questão corresponde ao: RESPOSTA: Paramixovírus AMRIGS 2020 - Criança de 18 meses de idade subitamente apresenta febre alta e contínua. Não se observa toxemia apesar da magnitude da febre. Após 3 dias, a febre cessou bruscamente, surgindo lesões maculopapulares rosadas que se iniciaram no tronco e se disseminaram para a cabeça e as extremidades. Após 2 dias, a erupção desapareceu sem deixar descamação ou hiperpigmentação. O quadro acima descrito é compatível com qual doença? RESPOSTA: Exantema súbito UNICAMP 2020 - Menina, 2a, é trazida pela mãe à Unidade de Emergência por febre há 7 dias, aparecimento de feridas na boca e secreção ocular não purulenta há 3 dias. Vacinação em dia. Exame físico: FR= 22 irpm, FC= 132 bpm, T=38,9°C, descorado+/4+, anictérico; pescoço: linfonodo palpável em cadeia cervical direita 3-4 cm; pele: exantema polimorfo principalmente em tronco; olhos: hiperemia ocular não purulenta bilateralmente; orofaringe: língua em framboesa e queilite; membros: eritema em palmas de mão e plantas de pé. A CONDUTA É: RESPOSTA: Aerossóis 9 UNICAMP 2020 - Lactente, 10 meses, com febre, tosse e coriza há 4 dias e aparecimento de exantema maculopapular morbiliforme com início nas orelhas descendo para o tronco hoje. Vacinas: todas as indicadas até os 6 meses de idade. Exame físico: T= 39ºC; Orofaringe: lesões de 2 a 3 mm de diâmetro, discretamente elevadas, de cor branca com base eritematosa, localizadas na região interna da mucosa oral. AO INTERNAR, DEVERÁ SER ESTABELECIDA A SEGUINTE PRECAUÇÃO: RESPOSTA: Aerossóis UNICAMP 2020 - Criança, 4a, é trazida a Unidade de Emergência com queixa de tosse, coriza nasal e manchas vermelhas pelo corpo. As manchas começaram há 3 dias no rosto, na região das bochechas, confluentes, progredindo para o troco e membros. Pioram com o calor. Relata vacinação em dia. Exame físico: T= 36,6°C, FC= 98 bpm, FR= 22 irpm, Pele: exantema maculopapular em tronco e membros superiores, mais intenso em áreas descobertas e face extensora dos braços. Rosto com eritema intenso nas bochechas, poupando região perioral, nariz e testa. O AGENTE ETIOLÓGICO É: RESPOSTA: Parvovírus B19 REVALIDA INEP 2021: Um menino de 4 anos de idade, previamente hígido e com acompanhamento pediátrico regular, chega ao pronto atendimento com queixa de febre (temperatura axilar superior a 38,5 °C em todos os picos) há 6 dias acompanhada de conjuntivite bilateral não exsudativa. Nega uso prévio de medicações nesses últimos dias, exceto o antitérmico habitual para controle da febre. Nega viagens recentes ou contato com indivíduos sabidamente doentes. Ao exame clínico, observa-se hiperemia de orofaringe sem exsudato ou ulcerações; presença de ressecamento, fissuras e hiperemia em lábios e proeminência das papilas linguais; gânglio cervical anterior a direita com cerca de 1,5 cm de diâmetro não doloroso; edema endurecido em dorso de mãos e pés com eritema palmar e plantar difuso; e presença de exantema polimórfico mais intenso em tronco e períneo. Sem outras alterações. Assinale a alternativa que contenha o diagnóstico provável para o caso apresentado e uma complicação associada ao quadro: RESPOSTA: Doença de Kawasaki; aneurisma coronariano. REVALIDA INEP 2021: Um paciente do sexo masculino, de 3 anos de idade, é levado a serviço de emergência em decorrência de febre e exantema há 7 dias. Mãe relata que a febre é diária e chegou a 39 o C. O exantema surgiu há 2 dias. O paciente já passou por outros serviços de emergência sem conseguir fechar diagnóstico. Nega doenças prévias. Desenvolvimento normal para a idade. Ao exame, mostrase em regular estado geral, descorado 1+/4+, febril (38,5 o C), acianótico e hidratado. Presença de exantema maculopapular e edema e hiperemia nas mãos e pés, rash em tronco e períneo, bem como de hiperemia conjuntival bilateral. Cavidade oral revela fissuras em lábios. Há linfonodomegalia cervical, unilateral direita, com 2 cm de diâmetro. Aparelho cardiovascular, respiratório e abdome sem anormalidades. Considerando a história acima descrita, assinale a alternativa que contém o tratamento indicado. RESPOSTA: Imunoglobulina venosa.