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WBA1032_v1.0 Imunologia clínica Interpretação de Exames em Imunologia Clínica Exames sorológicos para Diagnóstico de Arboviroses Bloco 1 Tatiane Marques Casos Confirmados de Dengue no Brasil Figura 1 – Incidência de Dengue no Brasil nos meses de janeiro e fevereiro de 2022 Fonte: adaptada de Brasil (2022a, p. 4). Incidência de Arboviroses Endêmicas no Brasil Figura 2 – Distribuição dos exames positivos para DENV, ZIKV e CHiKV no Brasil nos meses de janeiro e fevereiro de 2022 Fonte: adaptada de Brasil (2022a, p. 7). Sorologia para DENV • Taxa de reação cruzada com Zika Vírus. • Taxa de reação cruzada com Vírus Chikungunya. Te st es S o ro ló gi co s ELISA Hemaglutinação Fixação do Complemento Teste Rápido Testes Moleculares • RT-PCR. • Detecção da carga viral. • Sensibilidade e especificidade na fase aguda. • Reação cruzada. Recomendações para Diagnóstico Diferencial Quadro 1 – Recomendações do Ministério da Saúde para Diagnóstico Diferencial de Dengue, Zika e Chikungunya Fonte: adaptado de Brasil (2022a, p. 24). Doença Exame Início dos sintomas Perfil do paciente Dengue TR NS1-IgM (sangue) 0 ao 15º dia • Casos suspeitos. Dengue ELISA NS1 (sangue) 0 ao 3º dia • Casos graves. • Óbitos. • Suspeita de DAZV. Dengue ELISA IgM (sangue) 6º ao 60º dia • TR DENV negativo. • ELISA NS1-negativo. • Casos graves. • Óbitos. • Gestantes com suspeita DAZV. Chikungunya PCR (sangue) 0 ao 5º dia • Casos suspeitos. Chikungunya ELISA IgM (sangue) 6º ao 60º dia • Casos suspeitos. DAZV PCR (sangue) PCR (urina) 0 ao 5º dia 0 ao 8º dia • Gestantes com suspeita de DAZV. • Óbitos. • Doenças graves com suspeita DAZV. Febre Amarela PCR (sangue) ELISA IgM (sangue) 0 ao 7º dia 6º ao 60º dia • Casos suspeitos. • Óbitos suspeitos. Interpretação de Exames em Imunologia Clínica Diagnóstico de Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) Bloco 2 Tatiane Marques Classificação Filogenética do HIV • O HIV-1 é mais prevalente no Brasil. Fonte: adaptada de Brasil (2018, p. 27). Figura 3 – Genótipos do HIV Proteínas de Importância Diagnóstica do HIV • Estratégia para diagnóstico diferencial dos sorotipos. Genes do HIV Produtos do HIV Peso molecular das proteínas e glicoproteínas virais HIV-1 HIV-2 env Precursor Glicoproteína externa Glicoproteína transmembrana gp160 gp120 gp41 gp140 Gp105/125 gp36 pol Transcriptase reversa Transcriptase reversa Integrase Protease p66 p51 p31 p10 p68 P53 p31/34 p10 gag Precursor Capsídeo Matriz p55 P24 p17 p56 P26 P16 Quadro 2 – Principais Proteínas do HIV com importância diagnóstica Fonte: Fonte: adaptada de Brasil (2018, p. 26). Estratégias Diagnósticas • Marcadores de infecção pelo HIV na corrente sanguínea. • Permanência na corrente sanguínea. Figura 4 – Marcadores diagnósticos da infecção pelo HIV ao longo do tempo Fonte: adaptada de Brasil (2018, p. 36). Estratégias Diagnósticas Teste Rápido Western blot RT-PCR ELISA IFI Dosagem de Linfócitos T CD4+ e CD8+ Padrão de Reatividade dos Ensaios Laboratoriais Figura 5 – Exames para diagnóstico do HIV na fase aguda e na fase crônica Fonte: adaptada de Brasil (2018, p. 51). Interpretação de Exames em Imunologia Clínica Diagnóstico Diferencial da Tuberculose Bloco 3 Tatiane Marques Casos Confirmados de Tuberculose no Brasil • Dados epidemiológicos de 2021. Figura 6 – Coeficiente de Incidência de tuberculose no Brasil em 2021 Fonte: adaptada de Brasil (2022b, p. 10). Casos Confirmados de Tuberculose no Brasil • Aumento da incidência de cepas drogarresistentes. Figura 7 – Casos novos de tuberculose drogarresistente no Brasil entre 2015 e 2021 Fonte: adaptada de Brasil (2022b, p. 17). Estratégia Diagnóstica Microbiológico • Baciloscopia. • Cultura. • Escarro. Exames de imagem • Raio-X. • Tomografia. Molecular • PCR. Imunodiagnós- tico • PPD. Imunodiagnóstico • Teste tuberculínico (PPD). • Técnica intradermorreação de Mantoux. • Reação de hipersensibilidade tipo IV. • Interferência da vacina BCG (até dois anos após a imunização). • Avaliação de infecção latente. Figura 8 – Ensaio PPD Fonte: acervo Platos. Interpretação do Teste PPD Figura 9 – Interpretação do Teste PPD Fonte: acervo Platos. Teoria em Prática Bloco 4 Tatiane Marques Reflita sobre a seguinte situação • Um profissional de saúde concluiu recentemente sua pós- graduação em Análises Clínicas e candidatou-se a um processo seletivo para trabalhar como laboratorista em um laboratório de análises clínicas que irá abrir uma nova filial em breve. As etapas seletivas para o cargo referido foram compostas de: • Entrevista. • Análise do currículo. • Prova teórica. • Prova prática. Reflita sobre a seguinte situação • Os candidatos aprovados no processo seletivo, antes de sua admissão, precisaram fazer avaliação médica admissional e alguns de exame de saúde, como segue: • Hemograma. • Glicemia. • Colesterolemia. • Urina tipo I. • Sorologias: HIV, HBV, COVID-19. Reflita sobre a seguinte situação • Um candidato preocupou-se ao receber os resultados de seus exames, pois acreditou estar contaminado pelo vírus HBV. • Veja a seguir o painel de resultados desse exame e reflita sobre seu resultado: • HbsAg Negativo. • HbeAg Negativo. • Anti-Hbc-IgM Negativo. • Anti-Hbc-IgG Positivo. • Anti-Hbe Positivo. • Anti-HBs Positivo. Norte para a resolução • Família Hepadnaviridae. • DNA vírus. Hbs-Ag • Antígeno do envelope. • Vacina recente. • Infecção aguda ou crônica. Hbe-Ag • Antígeno do core. • Infecção aguda ou crônica. Hbc-Ag • Antígeno do core. • Infecção crônica. Figura 10 – Vírus Fonte: https://telelab.aids.gov.br/moodle/plugi nfile.php/22180/mod_resource/content/ 3/Hepatites-Manual-Aula-1.pdf. Acesso em: 10 jun. 2022. Norte para a resolução • Interpretação correta da sorologia. Interpretação HBsAg Hbe-Ag Anti-HBc IgM Anti-HBc IgG Anti-Hbe Anti-HBs Susceptível - - - - - - Incubação ou vacina recente + - - - - - Fase aguda + + + +/- +/- - Fase crônica + + +/- +/- + + - Imunidade ou resposta vacinal - - - - - + Infecção passada resolvida - - - + + + Quadro 3 – Interpretação da Avaliação de Reatividade Antigênica a Antígenos do Vírus da Hepatite B Fonte: adaptado de Brasil (2018, p. 48). Dicas do(a) Professor(a) Bloco 5 Tatiane Marques Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o login através do seu AVA). Algumas indicações também podem estar disponíveis em sites acadêmicos como o Scielo, repositórios de instituições públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou periódicos científicos, acessíveis pela internet. Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na construção da sua carreira profissional. Por isso, te convidamos a explorar todas as possibilidades da nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso! Leitura Fundamental Indicação de leitura 1 Este estudo traz uma análise, por meio de revisão bibliográfica, sobre a importância da triagem para infecção por Treponema pallidum em gestantes e o tratamento precoce para evitar ou minimizar os riscos de transmissão materno- fetal. Além disso, essa revisão apresenta dados epidemiológicos da sífilis congênita no Brasil, comprovando que essa doença ainda é um grave problema de saúde pública. Referência ARRUDA, L. R.; RAMOS, A. R. S. Importância do diagnóstico laboratorial para a sífilis congênita no pré-natal. J. Manag. Prim Health Care, [s.l.], v. 12, p. 1-18, 2020. Indicação de leitura 2 Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma enfermidade imunomediada que acomete inúmeros órgãos e, quando diagnosticada tardiamente, pode resultar em graves problemas de saúde. Essa doença caracteriza-se pela presença de autoanticorposantinucleares, resultando em lesões disseminadas devido à deposição de complexos imunes. Esta revisão de literatura aborda a importância do correto diagnóstico dessa patologia por meio da pesquisa de autoanticorpos. Referência PEDROSO, J. C.; RIOS, B. L.; CASTRO, C. F. B. Anticorpos Antinucleares no Diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico. Revista Multidisciplinar em Saúde, [s.l.], v. 1, n. 2, p. 36, 2020. Dica do(a) Professor(a) Dica de filme: Contágio. Embora tenha sido lançado em 2011, em 2022 muito se falou sobre esse filme, comparando-o à pandemia pelo vírus SARS- Cov-2. De ficção científica, ilustra uma realidade até então desconhecida pela sociedade moderna, que é o rápido progresso de um vírus letal transmissível pelo ar, que mata rapidamente. Muito próximo ao que se viveu durante a pandemia da COVID- 19, no filme você também verá que rapidamente cientistas iniciaram uma corrida contra o tempo em busca de um diagnóstico, uma vacina e tratamentos eficazes. Assista ao filme e veja como às vezes a vida imita a arte. Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Diagnóstico de Hepatites Virais. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças. Brasília: Ministério da Saúde, 2018. BRASIL. Ministério da Saúde. Monitoramento dos casos de arboviroses urbanas causados por vírus transmitidos pelo mosquito Aedes (dengue, chikungunya e zika), semanas epidemiológicas 1 a 7, 2022. Boletim Epidemiológico, Brasília, v. 53, n. 7, 2022a. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de- conteudo/publicacoes/boletins/boletins-epidemiologicos/edicoes/2022/boletim- epidemiologico-vol-53-no07.pdf/view. Acesso em: 10 jun. 2022. BRASIL. Tuberculose – 2022. Boletim Epidemiológico, Brasília, n. esp., mar. 2022b. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2022/boletim-epidemiologico- de-tuberculose-2022. Acesso em: 10 jun. 2022. SÃO PAULO. Prefeitura de São Paulo. Orientações para o Diagnóstico Laboratorial de Arboviroses: Dengue, Doença Aguda pelo Vírus Zika, Febre de Chikungunya e Febre Amarela. Nota Técnica 01/DVE/22, 2022. Disponível em: https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/d oencas_e_agravos/index.php?p=325272. Acesso em: 10 jun. 2022. Bons estudos!