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2 
 
Tipos de Turismo Em Moçambique 
1
Elísio Eusébio Cabral 
Resumo 
A actividade turística em Moçambique é muito diversificada, variando segundo a estação do ano e as 
motivações dos indivíduos que praticam estas actividades. Contudo, apresentamos as diferentes 
tipologias e formas de turismos praticados no nosso rico e vasto Moçambique. No entanto, os tipos de 
turismo praticadas em Moçambique são mais virados para o litoral, estamos a falar de turismo de sol e 
praia. 
Palavras-chaves: Turismo, tipos de Turismo, turismo em Moçambique. 
Introdução 
O turismo é uma actividade que é considerada como alavanca da economia mundial e no caso 
particular de Moçambique e ela se torna motivo primordial da conservação, protecção e 
preservação do ambiente natural (terrestre e marinho) e das culturas e do património histórico 
do nosso país, contudo, o trabalho proposto, é resultado das pesquisas feitas, que tem como 
tema os tipos de turismo em Moçambique, com este tema pretende-se focalizar em aspecto 
como: os tipos e as formas de turismo praticado no nosso país respectivamente, buscando 
descrever conteúdos inerentes aos objectivos que são conhecer os Tipos de Turismo em 
Moçambique; Identificar os principais tipos, formas do turismo em Moçambique; Caracterizar 
os principais tipos de turismo praticados em Moçambique e Explicar os principais de tipo e ou 
forma de Turismo. O trabalho compreende a seguinte estrutura: introdução parte inicial do 
estudo que indica os objectivos e a metodologia usada na elaboração do trabalho; 
desenvolvimento que constitui o corpo do trabalho, a conclusão que constitui fase do término 
do mesmo que envolve a percepção e sugestões, e a referência bibliográfica respectivamente. 
A Metodologia usada na elaboração deste trabalho, culminou na discussão das ideias de 
diversos pensadores, obras, artigos, revista e outras referências bibliográficas citadas, que 
abordam sobre os tipos e formas de turismo em Moçambique. 
1. Turismo em Moçambique 
 
1
Licenciado em Ensino de Geografia com habilidades em turismo pela Universidade pedagógica, 
Delegação de Montepuez 
3 
 
Moçambique possui um potencial turístico baseado nos ricos e ainda por explorar recursos 
naturais, uma cultura diversificada com um povo hospitaleiro. A combinação do turismo de 
praia tropical ao longo da imensa costa, com a vida cosmopolita das nossas cidades, a 
incomparável e rica diversidade de flora e fauna assim como o magnífico mosaico cultural, 
oferecem uma plataforma sustentável para um destino turístico incontestável. 
Na óptica de MICULTUR, (2015: 13), afirma que: 
A lei do turismo apresenta uma lista de facilidades e serviços bem como padrões a 
serem observados pelo sector do Turismo. A lei do turismo é complementada por uma 
série de regulamentos do turismo, que orientam a actividade do sector de alojamento, 
restauração e bebidas bem como o negócio de entretenimento. A nível de instalações 
de alojamento, a província de Inhambane tem o maior número de empreendimentos 
turísticos registados, seguido da Cidade de Maputo, províncias de Nampula, Cabo 
Delgado e Zambézia. 
2. Tipos de Turismo Em Moçambique 
A actividade turística em Moçambique é muito diversificada, variando segundo a estacão do 
ano e as motivações dos indivíduos que praticam estas actividades. Contudo, apresentamos as 
diferentes tipologias e formas de turismos praticados no nosso rico e vasto Moçambique. 
2.1. O Turismo de Lazer e Recreação 
O turismo de lazer e recreação em Moçambique é predominantemente baseado nos recursos 
naturais, com um forte enfoque no turismo de sol e praia ao longo dos 2,700 km de linha de 
costa, com destaque para as praias da Ponta do Ouro, Tofo e Wimbe, Ilhas Arquipélago do 
Bazaruto que oferecem excelentes oportunidades de turismo marinho que já suportam 
empreendimentos turísticos de luxo. 
Reservas significativas de água doce que incluem a barragem de Cahora Bassa, a barragem de 
Chicamba, a barragem de Massingir e o Lago Niassa e vários lagos costeiros ao longo da 
costa sul. Cerca de 12% da área da superfície do país está reserva a áreas de conservação, 
tendo já sido proclamadas sete Parques Nacionais, sete Reservas Nacionais e oito Áreas 
Marinhas Protegidas, (MICULTUR 2015: 11). 
2.2. Turismo de negócios 
Turismo de negócios: é a actividade não identificada pela compreensão de todos os elementos 
que identificam um deslocamento voluntário temporário, como, hospedagem, e de, por um 
indivíduo com o propósito de desenvolver empreendimentos com fins lucrativos, através de 
4 
 
reuniões de negócios, a fim de fechar acordos, comprar ou acertar outras questões pontuais 
relacionadas a actividade de mercado. 
De acordo com a LEI DE TURISMO de 2004, que regula o sector do turismo, as agências de 
viagem e turismo devem empregar profissionais de viagens licenciados, ou seja, guias 
turísticos e "técnicos de turismo". Os serviços de guias turísticos são considerados actividades 
não cobertas pela legislação das agências de viagens e incluem profissional de caça, guia de 
excursões, guia intérprete da comunidade, guia local e regional. De um total de 120 empresas 
de viagem que foram licenciadas, 76% estão localizadas na Cidade de Maputo. É interessante 
notar que Inhambane com a maior concentração de acomodação tem apenas duas empresas 
agências de viagens. 
Todo o negócio na área do turismo requer licença para operar sendo que o processo de 
solicitação de licença é similar para os diferentes tipos e categorias de unidade de alojamento. 
Um processo de pedido de licença bem-sucedido termina quando o requerente recebe a 
licença de operação (alvará) seguido da classificação para terminar com a inspecção. 
2.3. Turismo Religioso 
Turismo Religioso Diferente de todos os outros, tem como motivação fundamental a fé. 
Estando, portanto ligado profundamente ao calendário religioso da localidade receptora do 
fluxo turístico, (GUAMBE: 2006). 
Esta tipologia de turismo está fundamentalmente ligada à história da actividade, sendo a 
seguimento que mais contribuiu em número em períodos que a actividade tornava-se inviável 
por conta da insegurança, esta forma também olha as peregrinações dos crentes aos santuários 
regionais como por exemplo o santuário Mãe de redentor no distrito de Meconta, que quase 
acolhe todos os crentes da Arquidiocese de Nampula e Santuário Sagrado Coração de Jesus 
em Rapal, e Santuário São José em Montepuez que também acolhe crentes desta diocese. No 
mês de Julho decorreu no Chimoio o encontro nacional da juventude onde envolveu todos os 
jovens de todas as arquidioceses e dioceses. Na reserva de Chimanimani visita as árvores 
sagradas. 
 
 
 
5 
 
2.4. Turismo Cultural 
Turismo Cultural – é aquele que enfatiza os estilos de vida do passado através de valorização 
do património construído ou da realização de certas actividades como: feiras, congressos e 
festivais. 
Para MICULTUR, (2015: 12), afirma que: 
Moçambique tem uma longa história, que resultou na interpenetração de culturas das 
influências Africanas, Europeia e Asiático e criou uma cultura que pode proporcionar 
uma experiência singular. A Ilha de Moçambique, que foi a primeira capital de 
Moçambique e que foi declarada Património Cultural Mundial, pela UNESCO, em 
1991, é sem dúvida, um destino turístico por excelência, graças ao seu rico e diverso 
património cultural material e imaterial. 
Duas expressões do património imaterial Moçambicano a Timbila e o Nhau – Gule Wankulu, 
merecem destaque em virtude de terem sido declaradas Obras-primas do Património Cultural 
e Imaterial da Humanidade. O Mapiko, o Tufo e Xigubo, a Marrabenta e outras expressões 
como o artesanato a gastronomia e outras constituem recursos turísticos culturais 
emblemáticos. Festivais e eventos culturais, tais como as exposições de arte e artesanato e 
feiras gastronómicassão organizados regularmente. A sua capitalização para o 
desenvolvimento do turismo cultural seja a grande experiência cultural assente na animação 
cultural de promoção da identidade moçambicana, (Ibidem). 
Os locais com maior potencial para o turismo cultural são Maputo, pela sua concentração de 
locais culturais, museus, festivais e outros eventos culturais; e a Ilha de Moçambique, que é 
um Património Cultural da Humanidade. Outros locais são amplamente separados e 
susceptíveis de atrair menor número de turistas com interesses em alguns locais específicos. A 
convergência das culturas Africanas, Árabes e Portuguesa através das trocas comerciais e do 
tráfico de escravos criaram uma cultura miscigenada em Moçambique. 
Na reserva do chimanimani conhecer os costumes e as tradições da comunidade local. 
 Gastronomia: relacionada com a culinária típica da região, como por exemplo 
Camarão, Mariscos, Mathapa, na região sul do país, Camarão, Galinha a Zambeziana, 
Mukapata, no centro, e Camarão, Karakata, na região norte de Moçambique. 
No nosso país temos, por exemplo, na província de tete a, a famosa dança nyau, uma dança 
em que o dançarino ostenta uma enorme mascara de madeira. Esta dança é uma representação 
cultural ligada aos ritos de iniciação. 
 
6 
 
2.5. Turismo Histórico e de Património 
Turismo Histórico e de Património, foi inventado no final do século XVIII. Tanto os 
atractivos turísticos como os bens patrimoniais são construídos socialmente, pois, os espaços e 
os objectos existem numa dimensão e para uma finalidade dada e, são recriados 
simbolicamente para outras destinações e usos. As relações entre Turismo e Património se 
definem historicamente em função do valor económico dos monumentos. 
No nosso país há a destacar, por exemplo, as pinturas rupestres de chinhamapere, na província 
de Manica, que servem de testemunho a nível da origem da comunidade que habitaram o 
território no passado. O túmulo de Mary Moffat em chupanga, na província de tete, é 
considerado lugar sagrado pela comunidade local. 
Na perspectiva de CORREIA & DIMA (2010: 154), É a actividade turística associada á visita 
ou á descoberta de aspectos culturais e do património histórico-cultural: 
 Património cultural: é actividade turística ligada a monumentos históricos como: 
fortalezas, fortes, centros históricos e cidades que, no seu conjunto, configuram todo um 
período histórico. No nosso país temos como exemplo a cidade de Inhambane e a de ilha de 
Moçambique, que são cidades com valor histórico e arquitectónico 
 Património arqueológico: apresenta sinais de antigos habitantes, vasos de 
cerâmicas, túmulos, desenhos, em chimanimani visita as pinturas rupestres. 
 Património religioso: associado a área de interesse religioso, de culto e 
peregrinação ou simplesmente visita a estes locais. 
 Museu: ligados a lugares e objectos que contam a história de uma comunidade, 
como os museus com acervos específicos: museu de mueda, museu de revolução, algumas 
galerias de arte. Os locais onde ocorreram alguns episódios ou onde foi travada alguma 
batalha de grande significado nacional devem ser preservados como museu especial. 
 Património antropológico: constituído pelas celebrações populares, trajes, feira, 
deferentes hábitos e costumes. 
2.6. Turismo de Sol e praia ou Balneário 
Turismo Balneário é uma das mais antigas segmentações do mercado iniciada no período 
clássico com as desenvolvidas em localidades que possibilitem o banho, actualmente com a 
finalidade de terapia pela água em piscinas naturais ou artificiais de uso comunitário, abertas 
7 
 
ao público ou em fechados e também praias próprias para banhos de mar ou práticas 
esportivas. 
Na óptica de MICULTUR, (2015: 12), sustenta que: 
Além de áreas de conservação e coutadas de caça, o País possui uma gama de 
recursos turísticos potenciais e subdesenvolvidos, tais como: Praias ao longo dos seus 
2.700 km de costa particularmente entre Ponta de Ouro e Vilanculo no sul, em Cabo 
Delgado, Sofala, Nampula e Zambézia. As praias da Ponta de Ouro, Tofo e Wimbe 
são especialmente conhecidas de renome Ilhas, Locais de mergulho e reservas de 
águas doces como Lago Niassa, albufeiras de barragens. 
Desenvolvimento do turismo em torno de lagos de água doce e barragens: com excepção de 
dois grandes lodges no lago Niassa, facilidades desenvolvidas ao longo das barragens e lagos 
são de pequena dimensão e os mesmos moratoriamente viradas ao mercado doméstico e criam 
postos de trabalho na região. Enquanto a expansão do turismo na Cahora Bassa possa ser 
limitado por motivos de segurança, o Lago Niassa oferece uma única experiência cultural e 
natural com um substancial empreendimento apropriado para o desenvolvimento do turismo 
de pequena escala, turismo sustentável. 
Esta actividade turística está associada a exploração das praias, tanto no mar como nos rios, de 
lagos e de albufeiras. Movimenta muitas pessoas e consiste na procura de sol. São as áreas do 
litoral que apresentam maior importância a nível do país, (CORREIA e DIMA: 2010: 152). 
2.7. Turismo Internacional 
Os principais países emissores do Turismo Internacional para Moçambique em 2004 foram: 
Portugal, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, França, Itália, Índia, Paquistão e 
China. Estes dez países representaram em conjunto 80% do total de turistas internacionais. 
(MITUR, 2006: 4). 
2.8. Turismo de Massa 
De acordo com Rose apud GUAMBE (2006: 15), salienta que, “O turismo de massa refere-se 
ao grande número de pessoas que se desloca em grupos a um destino turístico. Esta 
relacionado ao padrão de gastos dos turistas, uma vez que apresenta-se mais económico e 
mais colectivo”. 
A Organização Mundial do Turismo (OMT) constata que o turismo de massa ainda está na 
sua "infância", pois, diferentemente do turismo “elitista”, conserva ainda uma importante 
demanda latente ou (não-público), dependendo, portanto da conjuntura económica e 
8 
 
particularmente do aumento do poder aquisitivo da população gerando uma “Classe média”. 
Os países em desenvolvimentos têm mostrado o quão grande é o potencial deste seguimento 
de mercado do turismo, pois com o surgimento da classe média nestes países surge também o 
turismo como actividade. Para esses novos consumidores possuidores deste novo status que o 
tempo livre tornasse viável fazer turismo, principalmente o de massa. 
2.9. Turismo Individual 
Na óptica de Rose apud GUAMBE (2006: 16), “Turismo Individual refere-se ao 
deslocamento realizado de forma isolada e, geralmente organizado pelo próprio turista. É 
praticado por aqueles que consomem mais e de forma mais selectiva”. 
2.10. Turismo de águas Termais 
Este tipo de turismo pratica-se na província de Zambézia concretamente no distrito de 
Murrumbala, onde os turistas visitam as águas termais existentes naquele local. 
2.11. Turismo de Incentivo 
O Turismo de Incentivo em Moçambique é uma ferramenta empresarial utilizada por 
instituições particulares ou organizações públicas, com o objectivo de motivar ou premiar 
funcionários ou equipes quando metas de produção ou qualidade são atingidas por eles. No 
tipo Turístico o turismo de incentivo é utilizado por empresas do sector, conjuntamente ou de 
forma isolada. 
Entretanto, Constitui-se no convite para que algumas específicas agências de viagem enviem 
seus melhores agentes. Com a finalidade que este tenha um conhecimento real do destino ou 
do produto específico. Como consequência, temos um agente de viagem com a capacidade de 
vender um produto que realmente conhece, (GUAMBE: 2006). 
 
2.12. Turismo de aventura 
Turismo de Aventura é o Segmento do mercado turístico que promove a prática de 
actividades de aventura e exporte recreacional, em ambientes naturais e espaços 
urbanos ao ar livre, que envolvam riscos controlados exigindo o uso de técnicas e 
equipamentos específicos, adopção de procedimentos para garantira segurança 
pessoal e de terceiros e o respeito ao património ambiental e sociocultural 
(MINISTÉRIO DO TURISMO: 2005: 9). 
9 
 
O Turismo de Aventura é um segmento de mercado do sector turístico que compreende o 
movimento de turistas cujo atractivo principal é a prática de actividades de aventura de 
carácter recreativo. Podendo ocorrer em qualquer espaço: natural, construído, rural, urbano, 
estabelecido como área protegida ou não. Actividades relacionadas: montanhismo, 
alpinismo, mergulho autónomo, mergulho de apneia, exploração de Cavernas entre outras 
actividades. 
Inclui a actividades desportivas realizadas em montanhas (escaladas), caminhadas. Os 
participantes enfrentam desafios físicos e emocionais. É uma modalidade abraçada pela 
população jovem. 
Na perspectiva de MICULTUR (2015: 12), afirma que: 
Sítios de Mergulho: Moçambique possui uma fauna marinha de alta qualidade e 
oferece oportunidade para algumas das melhores experiências internacionais para 
mergulho em Inhambane (Tofo em particular), Ponta do Ouro, Nacala, Bazaruto e 
Arquipélago das Quirimbas. O mergulho em Moçambique oferece possibilidades de 
apreciar espécies marinhas únicas como o dugongo, tubarão baleia, raias e tartarugas 
marinhas. 
O Mergulho é essencialmente praticado, em Inhambane e Ilha de Bazaruto, pesca em 
profundidade, navegação em Bazaruto, canoagem, windsurfing ou snorkeling na Ilha de 
Inhaca. Pesca submarino Surfing Turismo contemplativo e montanhismo (Alpinismo) Caça, 
Viagens de safari em 4 x 4. Backpackers no lago Niassa, desde Malawi viagens de safari 4x4 
safari até ao Niassa. 
Na reserva de Chimanimani pratica-se alpinismo nas rochas existentes na área e escalar o 
monte binga. 
2.13. O Turismo Doméstico 
Para MITUR (2006: 4), O turismo doméstico compreende as viagens de visitas a familiares 
por ocasião da Páscoa, Natal e fins de semana longo, de funcionários públicos em serviço, de 
homens de negócios, etc. Nota-se um fluxo cada vez mais crescente de movimentação de 
cidadãos nacionais para pontos turísticos, como Inhambane, Ponta De Ouro, Pemba , Bilene. 
2.14. Turismo Regional 
Para MITUR (2006: 4), “Actualmente, o Turismo Regional é o mercado mais importante para 
Moçambique. Compõe-se por turistas africanos provenientes dos países vizinhos. O Mercado 
Regional representou 86 % dos turistas estrangeiros que entraram em Moçambique em 2004”. 
10 
 
Os principais países emissores do Turismo Regional para Moçambique são: África do Sul, 
Zimbabwe, Malawi e Suazilândia e, que representaram 64% do total de turistas africanos que 
entraram no país em 2004. Estima-se que uma parte considerável dos 106678 turistas 
regionais que entraram, em 2004, no país por motivos de férias e lazer procuraram estâncias 
turísticas nas praias e a maioria dos visitantes africanos que entram em Moçambique 
pertencem ao grupo etário de 25-44 anos e tem um período de estadia dentro do País muito 
reduzido (de um a três dias em média), (Ibidem: 5). 
2.15. Turismo rural 
É uma actividade associada a deslocação das pessoas para o meio rural, hospedando-se em 
casas antigas ou palácios, com valores histórico – arquitectónico, e muitas vezes com 
participação em trabalhos agrários, (CORREIA & DIMA: 2010: 154). 
O Turismo rural é uma modalidade do turismo que tem por objectivo apresentar como 
atracção as plantações e culturas em áreas onde as mesmas, porventura, sirvam de referência 
internacional no chamado agronegócio. 
3. Formas de Turismo em Moçambique 
3.1. Ecoturismo 
Ecoturismo ou Turismo em Áreas de Contacto com a Natureza é uma forma de Turismo 
voltada para a apreciação de em seu estado natural, com sua vida selvagem e sua população 
nativa intactos. Embora o trânsito de pessoas e veículos seja agressivo ao estado natural 
desses ecossistemas, os defensores de sua prática argumentam que, complementarmente, o 
ecoturismo contribui para a preservação dos mesmos e para o desenvolvimento sustentado das 
populações locais, melhorando a das mesmas. 
Para MITUR (2006), Moçambique oferece uma flora e fauna marinha de alta qualidade que 
oferecem algumas das melhores experiências de prática desta modalidade do sul do pais com 
destaque os seguintes lugares: a área de conservação transfronteira dos Libombos que inclui a 
Reserva Especial de Maputo. Reserva de pomene, área de conservação transfronteira do 
Limpopo que inclui o Parque nacional do Limpopo. Banhine e Zinave. Existe também o 
parque nacional de Bazaruto abundante em raras espécies marinhas. 
Na região Central de Moçambique podemos destacar os seguintes lugares mais procurados e 
especiais a saber: O Parque Nacional de Gorongosa em Sofala é abundante em espécies de 
11 
 
fauna como leões, leopardos, elefantes, o búfalo, hipopótamo, crocodilo, vários pássaros. A 
reserva de Marromeu, recentemente redinamizada, possui vastas espécies de flora e fauna. A 
reserva de Gilé na província da Zambézia, que possui amplas espécies faunísticas e pássaros, a 
reserva de Chimanimani e a Área de conservação comunitária de Tchuma Tchato em Tete. 
O ambiente natural constitui hoje a principal base de desenvolvimento e sustentação do 
turismo em Moçambique. Este tipo de turismo desenvolve-se em áreas pouco conhecidas com 
objectivos específicos de estudo, admiração e lazer. Íntegra enumera modalidades: turismo de 
aventura, de cavernas, safaris, ambiental, ecoturismo e outros. 
A região norte pais também oferece vastas áreas a destacar as seguintes: Reserva do Niassa 
considerada uma das áreas de conservação na SADC. A reserva acomoda mais de 12.000 
elefantes bem como Kudus, impala, Inhalas, Javalis, e zebras. O parque nacional das 
Quirimbas em Cabo Delgado aloja espécies marinhas e terrestres, (Ibidem). 
Entre elas o ecoturismo é a modalidade que mais evolui em Moçambique. Este tipo de turismo 
promove o contacto com a natureza e outras áreas pouco humanizadas delimitadas e 
protegidas, como por exemplo, os parques e reservas. Esta catividade turística utiliza de forma 
sustentável o património natural e cultural e incentiva sua conservação. 
3.2. Turismo urbano 
Actividade turística associada á vida e exploração dos centros urbanos (zonas de comercio, 
teatros esta ligada “a oferta cultural, recreativa (entretenimento) e profissional (feiras, 
exposições, congressos) de terminada cidade, (CORREIA & DIMA: 2010: 154). 
Os locais a destacar desta modalidade turísticas são: Maputo que oferece uma vida nocturna 
vibrante, sul do país, Beira e outros centros, no centro, e Encontrados principalmente em 
centros provinciais como Pemba, Nacala e Nampula no caso da região norte. 
 
3.3. Turismo de Eventos 
O Turismo de eventos, é entendido como o deslocamento de pessoas com interesse em 
participar de eventos focados no enriquecimento técnico, científico ou profissional, cultural, 
incluindo ainda o consumo. Tendo como principais subcategorias o Turismo de congresso e o 
Turismo de convenção, (GUAMBE: 2006). 
O turista deste tipo caracteriza-se pela sua efectiva presença como ouvinte, “participante” ou 
palestrante em congressos, convenções, assembleias, simpósios, seminários, reuniões, ciclos, 
12 
 
sínodos, concílios, feiras, festivais, encontros culturais entre outras tipologias de evento. Esta 
modalidade de Turismo pode ser sub-categorizada observando a relação da tipologia de 
evento e o seu público-alvo, entidade organizadora ou finalidade. 
3.4. Turismo desportivo 
CORREIA & DIMA (2010: 154), “A actividade turística associada a prática de desporto 
activo como mergulha e albinismo, espectáculos desportivos (para assistir o Moçambola a 
primeira e a segunda liga), e actividade recreativa. O produto turístico é o desporto”. 
3.5. Agroturismo 
O Agro-turismo é uma modalidade de turismo praticada no meio rural, por agricultores 
familiares dispostos a compartilhar seu modo de vida com os habitantes do meio urbano. Os 
agricultores, mantendo suas actividadesagro-pecuárias, oferecem serviços de qualidade, 
valorizando e respeitando o meio ambiente e a cultural local, (MINISTÉRIO DO TURISMO: 
2005) 
O agroturismo ajuda a estabilizar a economia local, criando empregos nas actividades 
indirectamente ligadas à actividade agrícola e ao próprio turismo, como comércio de 
mercadorias, serviços auxiliares, construção civil, entre outras, além de abrir oportunidades de 
negócios directos, como hospedagem, lazer e recreação. 
Com relação aos benefícios ambientais, pode-se mencionar o estímulo à conservação 
ambiental e à multiplicação de espécies de plantas e animais, entre outros, pelo aumento da 
demanda turística. Economicamente, pode-se mencionar como exemplo de vantagens 
associadas ao agroturismo, a possibilidade de agregar valor aos produtos agrícolas do 
estabelecimento e a instalação de indústrias artesanais, por exemplo para a produção de 
alimentos regionais típicos. Além disso, desperta a atenção para o manejo, conservação e 
recuperação de áreas degradadas e da vegetação florestal e natural. 
Considerações finais 
Chegado a esta parte do trabalho, conclui-se que, Moçambique oferece ricas paisagens e vasto 
ambiente marinho invejável e que merece destaque, é de referir que as variadas formas e tipos 
de turismo anteriormente identificados e descritos são exemplo da existência de um mosaico 
turístico almejável a nível local, nacional, regional e internacionalmente com carácter 
competitivo. 
13 
 
No entanto, Nas últimas década Moçambique tem registado maior fluxo de turistas que 
pretende usufruir do ambiente moçambicano como forma de passarem as suas férias e 
aproveitam ter um momento de lazer e prazer, desfrutando das nossas limpas e vastas praia da 
costa moçambicana com destaque para Maputo, Beira, Pebane, Nacala-porto, Ilha de 
Moçambique, Chocas Mar e Wimbe e das massas de águas doce localizadas no interior do 
país no caso do lago Niassa e outras albufeiras como o caso de Cahora Bassa, barragem de 
Chicamba e a barragem de Massingir, 
Portanto, o país, também, é representado por uma longa história e património cultural 
invejável como o caso de vários Museus ligados a lugares históricos do país com destaque 
para Maputo e Ilha de Moçambique que retrata da cultura Moçambique, oferece também 
variadas danças como Mapiko, Tufo, Nhau, e Marrabenta. Também as pinturas rupestres, 
desenhos antigos espalhados pelo vasto Moçambique são atractivos que mais movimenta 
pessoas de forma voluntária. 
Referencias Bibliográficas 
CORREIA, Marta & DIMA, Orlando José, Geografia para todos, 1ª Ed, SA editora, 
Moçambique, 2010. 
GUAMBE, José Júlio Júnior. Contributo do turismo no desenvolvimento local em 
Moçambique: Caso da zona costeira de Inhambane. Maputo. UEM-FLCS/CEP, 2006. 
MICULTUR, Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Turismo em Moçambique - 
(2016-2025). Aprovado pela 48ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, 8 de 
Dezembro de 2015. 
MINISTÉRIO DO TURISMO, Regulamentação, normalização e certificação em turismo de 
aventura: Relatório Diagnóstico. Brasília: Ministério do Turismo, 2005. 
MITUR, Estratégia de Marketing Turístico – (2006-2013). Maputo, Novembro de 2006 
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE, Lei do Turismo, 1ª série, número 24. Maputo, imprensa 
nacional, 2004. 
Outra Fonte de pesquisa: 
http://www.tudoturismo.com.br/txt.asp?canal=2&tit=Tipos_de_Turismo 
 
 
http://www.tudoturismo.com.br/txt.asp?canal=2&tit=Tipos_de_Turismo

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