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ESG: PILARES PARA O CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL As ideias que sustentam os investimentos ESG são antigas. Os principais pensadores e economistas alertaram sobre os perigos dos danos ambientais ou os males sociais causados por certos produtos ou práticas de negócios por muitos séculos. A fundação da rede interdisciplinar do Clube de Roma, em 1968, e seu relatório inaugural (The Limits to Growth, 1972) foi um passo fundamental para mudar o paradigma de como nossas atividades econômicas interagem com o mundo natural. Na década de 1990, a ideia de que empresas, organizações e investidores deveriam levar em conta os custos ambientais e sociais tornou-se mais amplamente reconhecida, com o surgimento do primeiro índice de ações “socialmente responsável”, o índice Domini 400 Social, e o “triple bottom” (também conhecida como TBL e 3BL) ou “pessoas, planeta e lucros”. Foi um marco contábil, sob o qual as organizações passaram a levar em consideração seu desempenho social e ambiental, além de seus resultados financeiros. A formalização do ESG começou em 2004, e dois anos depois, a ONU lançou seus Princípios para o Investimento Responsável, uma estrutura para incorporar questões ESG ao investimento. Isso começou com 63 signatários, supervisionando US$ 6,5 trilhões em ativos, e cresceu para mais de 3 mil signatários, com mais de 100 trilhões de dólares em ativos até 2020. O apoio multinacional aos objetivos ESG deu um grande passo em 2015, quando os 193 países da Assembléia Geral da ONU adotaram os 17 objetivos globais interligados (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável/ODS) da ONU, com a meta de colocar o mundo em um caminho em direção a um futuro mais sustentável e igualitário. Hoje quem atua no meio corporativo não precisa mais escolher entre construir um mundo mais sustentável ou ter bons resultados financeiros. Boas práticas de ESG, ou seja, de governança, responsabilidade social e com o meio ambiente, agora são fatores que contribuem para o balanço das empresas. Atualmente o termo ESG tem sido aplicado para materializar práticas que visam minimizar os impactos das empresas no meio ambiente, auxiliar na construção de um mundo mais justo e igualitário para a sociedade e, conjuntamente, aplicar os melhores processos de administração. Um estudo realizado pela consultoria BCG demostrou que as empresas que adotam as melhores práticas ambientais, sociais e de governança alcançam diversos impactos positivos, como maior lucratividade, melhora em seu valor de mercado ao longo do tempo, resiliência, capacidade ética, acesso e inclusão, dentre outras vantagens. O movimento de CEOs de grandes corporações, como a Black Rock, a Apple, Amazon, a Dell e a Unilever, incentivou milhares de empresas e demonstra que a sustentabilidade nos negócios virou protagonista quando o assunto é a vantagem competitiva. Conforme um estudo feito pela consultoria BCG (PUCRS, 2022), empresas que adotam práticas ambientais, sociais e de governança alcançam melhores impactos positivos, como maior lucratividade e aumento de seu valor de mercado a longo prazo. Além disso, empresas que se dedicam a temas socioambientais estão entre as principais escolhas dos consumidores. É o que mostra a pesquisa feita pela consultoria Nielsen em 60 países, onde 66% das pessoas disseram estarem dispostas a pagar mais por produtos e serviços de companhias comprometidas com essas questões. Assim, esse conceito é usado para descrever o quanto um negócio busca maneiras de minimizar seus impactos no meio ambiente, e o quanto a empresa se preocupa com as pessoas em seu entorno e adota bons processos administrativos. As pessoas estão cada vez mais preocupadas com questões relacionadas à responsabilidade social, ambiental e governamental, e também com a postura das empresas frente a essas questões. Sendo assim, empresas que desejam permanecer competitivas no mercado precisam ampliar suas perspectivas sobre esses temas e passar a considerar seus impactos financeiros, sociais e ambientais. A ESG e a sustentabilidade têm muito em comum, mas há diferenças e enfoques distintos. São similares e têm objetivos em comum, como melhorar as práticas das empresas para agregar valor à marca ou produto e conquistar resultados positivos tanto com clientes quanto com investidores. No entanto, são diferentes (SEBRAE, 2022). A comparação entre ESG e sustentabilidade pode parecer, apenas, uma questão de conceito. Mas, para implementar ou melhorar práticas de negócios e da sociedade, buscando um equilíbrio na esfera social, ambiental e econômica, é importante diferenciar as duas áreas. ESG está relacionado à mensuração da performance de uma organização nas questões ambientais, sociais e de transparência e eficiência. Pode-se dizer que ESG está dentro da sustentabilidade já que, para que uma empresa seja sustentável, é preciso implementar ou melhorar suas práticas de ESG. Sustentabilidade é a visão estratégica da empresa em um modelo de negócios voltado à geração de um maior impacto para a sociedade. Assim, ESG está sob o guarda-chuva da sustentabilidade, produzindo informações e evidências que revelam e comprovam a estratégia de uma empresa rumo a um modelo de negócio mais sustentável. O termo ESG tem forte relação com o mercado financeiro. Os aspectos ESG devem ser considerados em um investimento sustentável. As empresas precisam do ESG para garantirem a sustentabilidade dos negócios junto às organizações de crédito e financiamento, por exemplo. A um primeiro momento pode-se pensar que a aplicação de ESG somente se torna eficaz ou viável em grandes empresas, mas até mesmo pequenas empresas podem se beneficiar grandemente com a implementação de ações ligadas a ESG. As boas práticas estão ao alcance de qualquer negócio e nem sempre significam aumento de gastos. É mais uma questão de escolha consciente da gestão sobre o uso de seus recursos e sobre as condutas admitidas na empresa. Além disso, a necessidade de investimento se ajusta ao tamanho da organização. Companhias grandes, de capital aberto, dependem de uma estrutura maior para viabilizar e controlar questões ESG. Uma pequena empresa, por sua vez, vai ter um modelo adequado às suas necessidades e enfrentará uma burocracia menor no processo de decisão e de adoção de suas práticas. A inclusão de métricas e metas ESG no plano de remuneração dos executivos e a avaliação do desempenho em relação a essas métricas podem ajudar a garantir que a alta direção esteja engajada e motivada para liderar a mudança. As empresas podem trabalhar em conjunto com seus fornecedores para identificar e resolver questões em matéria de ESG. Isso pode envolver a realização de avaliações e auditorias de fornecedores para garantir que eles estejam em conformidade com os valores ESG. Além disso, é possível fornecer treinamento e recursos para os fornecedores para ajudá-los a implementar boas práticas de ESG em suas próprias operações. A implementação da agenda ESG é um desafio complexo, que requer ação coordenada de toda a organização. A liderança deve estar comprometida e envolvida em todo o processo, com o estabelecimento de métricas e indicadores claros para avaliar o desempenho em relação à agenda ESG. Além disso, as empresas precisam ter um sistema robusto de controle da cadeia de suprimentos para garantir que seus fornecedores estejam alinhados com seus valores. Para incorporar as boas práticas de ESG é fundamental adotar uma abordagem estratégica e integrada que envolva todas as partes interessadas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Disponível em: https://online.pucrs.br/blog/public/esg-o-conceito-que-est%C3%A1-em-alta- no-mercado. Acesso em 01/06/2023. Disponível em: http://www.inclublicita.com.br/esg-nas-contratacoes-publicas/ . Acesso em 01/06/2023. Disponível em: https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/entenda-a-diferenca-entre-esg-e- sustentabilidade,4af474cd892a2810VgnVCM100000d701210aRCRD#:~:text=ESG%20est% C3%A1%20relacionado%20%C3%A0%20mensura%C3%A7%C3%A3o,melhorar%20suas% 20pr%C3%A1ticas%20de%20ESG. Acesso em 01/06/2023. Disponível em: https://habitability.com.br/entenda-o-que-e-esg-e-por-que-ele-e-muito-mais- que-uma- sigla/?utm_source=google_pago&utm_medium=&utm_content=&gclid=CjwKCAjwhJukBh BPEiwAniIcNXHglbRJq3IOgLNxoCmm5Pr- hB5LvIJHR_IoYdkEcevj5xxgy_HOMxoCuV8QAvD_BwE . Acesso em 03/06/2023. Disponível em: https://uplexis.com.br/blog/artigos/esg-entenda-quais-sao-os-principais- desafios/ . 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