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A ACV pode ajudar na identificação de oportunidades para melhorar os aspectos ambientais dos produtos em vários pontos de seu ciclo de vida; na tomada de decisões na indústria, organizações governamentais ou não-governamentais (por exemplo, planejamento estratégico, definição de prioridades, projeto ou reprojeto de produtos ou processos); na seleção de indicadores pertinentes de desempenho ambiental, incluindo técnicas de medição; e no marketing (por exemplo, uma declaração ambiental, um programa de rotulagem ecológica ou uma declaração ambiental de produto).

Comissão Brundtland, uma série de medidas deve ser tomada pelos países para promover o desenvolvimento sustentável. Entre elas: • limitação do crescimento populacional; • garantia de recursos básicos (água, alimentos, energia) a longo prazo; • preservação da biodiversidade e dos ecossistemas; • diminuição do consumo de energia e desenvolvimento de tecnologias com uso de fontes energéticas renováveis; • aumento da produção industrial nos países não-industrializados com base em tecnologias ecologicamente adaptadas; • Controle da urbanização desordenada e integração entre campo e cidades menores; • Atendimento das necessidades básicas (saúde, escola, moradia). Já em âmbito internacional, as metas propostas pelo Relatório da Comissão Brundtland estabelecem: • adoção da estratégia de desenvolvimento sustentável pelas organizações de desenvolvimento (órgãos e instituições internacionais de financiamento); • proteção dos ecossistemas supranacionais como a Antártica, oceanos, etc, pela comunidade internacional; • banimento das guerras; • implantação de um programa de desenvolvimento sustentável pela Organização das Nações Unidas (ONU). Algumas outras medidas para a implantação de um programa minimamente adequado de desenvolvimento sustentável são: • uso de novos materiais na construção; • reestruturação da distribuição de zonas residenciais e industriais; • aproveitamento e consumo de fontes alternativas de energia, como a solar, a eólica e a geotérmica; • reciclagem de materiais reaproveitáveis; • consumo racional de água e de alimentos; • redução do uso de produtos químicos prejudiciais à saúde na produção de alimentos.

Em resumo, o princípio poluidor-pagador é também conhecido como princípio da responsabilidade, exige que o poluidor suporte as despesas de prevenção, reparação e repressão dos danos ambientais por ele causados. Busca internalizar os custos sociais do processo de produção, ou seja, os custos resultantes da poluição devem ser internalizados nos custos de produção e assumidos pelos empreendedores de atividades potencialmente poluidoras. Outro mecanismo interessante que tem funcionado bem nos Estados Unidos no intuito de utilizar o processo poluidor-pagador para reduzir a poluição são os certificados de poluição negociáveis. Uma alternativa é a abordagem da taxa que consiste na criação de um mercado de certificados de poluição negociáveis. Esta ideia foi formulada por Dales, em 1968 onde ao invés de colocar uma taxa ao nível necessário para obter a redução das emissões, pode simplesmente determinar a quantidade de poluição aceitável e emitir certificados de poluição, permitindo aos poluidores comprá-los e vendê-los diretamente entre si. Desta forma as três principais categorias de políticas ambientais orientadas para o mercado são taxas por emissão de poluentes, licenças negociáveis e direitos de propriedade bem-definidos. Um programa de licenças negociáveis é um programa em que o governo emite licenças permitindo somente uma determinada quantidade de poluição. Estas licenças para poluir podem ser vendidas ou dadas a empresas gratuitamente. Uma taxa de poluição é um imposto incidente sobre a quantidade de poluição que uma empresa emite. Os direitos de propriedade são os direitos legais de propriedade em que os outros não estão autorizados a violar sem pagar compensação.

Os elementos da ecoeficiência são: (1) Reduzir o consumo de materiais com bens e serviços; (2) Reduzir o consumo de energia com bens e serviços; (3) Reduzir a dispersão de substâncias tóxicas; (4) Intensificar a reciclagem de materiais; (5) Maximizar o uso sustentável de recursos renováveis; (6) Prolongar a durabilidade dos produtos; (7) Agregar valor aos bens e serviços. (ALMEIDA 2007).

O Programa ABNT de Rotulagem Ambiental é uma certificação voluntária de produtos e serviços, desenvolvido de acordo com as normas ABNT NBR ISO 14020 e ABNT NBR ISO 14024, que consiste em atribuir um selo ou rótulo a um produto ou serviço para informar a respeito dos seus aspectos ambientais. Entende-se como rotulagem ambiental um mecanismo de comunicação com o mercado consumidor sobre os aspectos ambientais do produto ou serviço com características benéficas, cujo objetivo é diferenciá-lo da concorrência. Os mesmos são materializados por meio de símbolos, marcas, textos ou gráficos. Segundo Lemos e Barra (2008, p. 5) a série ISO sobre rotulagem ambiental apresenta três tipos diferentes de declarações ambientais: Tipo I, II e III, a saber: a) Rotulagem Tipo I: NBR ISO 14024 – Programa Selo Verde - Esta Norma relaciona os princípios e procedimentos para o desenvolvimento de programas de rotulagem ambiental, incluindo: seleção de categorias, critérios ambientais e características funcionais dos produtos, para avaliar e demonstrar sua conformidade. Relaciona também os procedimentos de certificação para a concessão do rótulo. Na figura 09 mostra modelo de Rótulo Ambiental tipo I. b) Rotulagem Tipo II: NBR ISO 14021 – Autodeclarações ambientais. Esta Norma especifica os requisitos para autodeclarações ambientais, incluindo textos, símbolos e gráficos, no que se refere aos produtos. Descreve ainda, termos selecionados usados comumente em declarações ambientais e fornece qualificações para seu uso. Apresenta uma metodologia de avaliação e verificação geral para auto declarações ambientais. Na figura 10 mostra modelo de Rótulo Ambiental tipo II. c) Rotulagem Tipo III: NBR ISO 14025 – Esta Norma informa sobre dados ambientais de produtos, qualificados de acordo com os conjuntos de parâmetros previamente selecionados e baseados na Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), são rótulos concedidos e licenciados por organizações externas independentes. Também são considerados os Indicadores de Categoria de Impacto ambiental, tais como: Aquecimento global Nevoeiro fotoquímico Eutrofização da água Acidificação da chuva Destruição da camada de ozônio. A rotulagem tipo III, em geral são mono-criteriosos e são semelhantes aos selos de produtos alimentícios que detalham seu teor de gordura, açúcar ou vitaminas. Ex.: "Algodão orgânico" Dentro do seu objetivo, conforme relatado por Barra et. Al. (2008, p. 8) o programa de rotulagem busca: despertar no consumidor e no setor privado a consciência e entendimento dos conceitos de proteção ambiental e produção industrial sustentável. Criar uma consciência e entendimento dos aspectos ambientais de um produto que recebe o rótulo, influenciando na escolha do consumidor ou no comportamento do fabricante sempre visando o menor impacto ambiental. Para Barra et. Al. (2008) a questão ambiental influencia nas decisões dos consumidores de modo a encorajar a fabricação e o consumo de produtos menos agressivos ao meio ambiente. A Promoção da Inovação Ambientalmente Sustentável na Indústria proporciona um incentivo mercadológico para as empresas introduzirem tecnologias inovadoras e sustentáveis do ponto de vista ambiental, bem como posições de liderança em relação aos aspectos ambientais (melhoria contínua). Conscientização Ambiental dos Consumidores é considerada idônea e confiável para dar visibilidade no mercado aos produtos ou serviços preferíveis do ponto de vista ambiental. Segundo Barra et. Al. (2006, p. 8) os princípios da Rotulagem Ambiental são: precisos, verificáveis, relevantes e não enganosos; não devem ser elaborados, adotados ou aplicados com objetivo de criar barreiras comerciais; baseado em metodologia científica que produza resultados precisos e reproduzíveis; apresente informações de procedimentos, metodologias e critérios devem estar disponíveis para as partes interessadas; considere todos os aspectos relevantes do ciclo de vida; e não iniba inovações que tenham objetivo de manter ou melhorar o desempenho ambiental; Complementando, Barra et. Al. (2008) relata os benefícios oferecidos pela rotulagem ambiental são: Ambientais sociais e econômicos. Onde: I. Ambientais: a) Redução de

problemas e impactos ambientais; Os princípios do direito ambiental são frutos de uma construção jurídica originada no direito internacional ambiental, a partir das conferências ambientais internacionais. Por exemplo, a Conferência de Estocolmo (1972), a Cúpula da Terra ou Conferência do Rio (1992) e a Convenção Quadro das Nações Unidas Sobre as Mudanças do Clima (1992). Os princípios do direito ambiental foram elaborados para dar legitimidade jurídica aos Estados a criarem políticas públicas voltadas à proteção ambiental. Por isso, os princípios do direito ambiental possuem a função de ordenar a construção normativa ambiental internacional, regional e nacional. Na visão de Furtado (2000, p. 97-102) Os princípios do direito ambiental são: a) Princípio da precaução1: a ausência da certeza científica formal, a existência de um risco de um dano sério ou irreversível requer a implementação de medidas que possam prever este dano. Evitar doenças irreversíveis para os trabalhadores e danos irreparáveis para o planeta. Significa ter cuidado e estar ciente e estabelecer uma relação respeitosa e funcional do homem com a natureza. b) Princípio da prevenção: Uma dada atividade apresenta riscos de dano ao meio ambiente, tal atividade não poderá ser desenvolvida; justamente porque, caso ocorra qualquer dano ambiental, sua reparação é praticamente impossível. Fundamenta-se em substituir o controle de poluição pela prevenção da geração de resíduos na fonte, evitando a geração de emissões perigosas para o ambiente e o homem, ao invés de remediar os efeitos de tais emissões. c) Princípio do controle democrático: pressupõem o acesso a informações sobre questões que dizem respeito à segurança e uso de processos e produtos, para todas as partes interessadas, inclusive as emissões e registros de poluentes, planos de redução de uso de produtos tóxicos e dados sobre componentes perigosos de produtos. Informar a todos, do trabalhador até o consumidor, incluindo também a comunidade dos arredores, sobre a implicação da existência de determinados processos na região. d) Princípio da integração: Avaliar o ciclo de vida do produto, dentro de uma visão holística do sistema. Os materiais devem ser avaliados quanto ao tempo de vida que apresentam na natureza e seus impactos. Princípio da integração ambiental reconhece o caráter transversal do ambiente e a necessidade de todas as políticas públicas, planos, programas ou atividades que possam causar impacto adverso no meio natural. e) Princípio do Poluidor-Pagador - diferente dos princípios do direito ambiental citados anteriormente, este possui como característica identificar as externalidades causadas pela atividade econômica. Tal externalidade é inserida nos custos da atividade econômica a fim de mitigar os custos dos danos ambientais ao contribuinte. f) Princípio do Desenvolvimento Sustentável - provavelmente seja o mais controverso dos princípios do direito ambiental devido ao seu alto grau de abstração, não obrigatoriedade, ou até mesmo se discute se é realmente um princípio ou um conceito. Com relação a constitucionalidade do direito ambiental no âmbito do que dispõe a Constituição Federal de 1988, afirma-se que além da constitucionalização do meio ambiente como direito fundamental, o legislador constituinte utilizou-se de diversas técnicas para a defesa do meio ambiente, quais sejam: direitos e deveres fundamentais, princípios, função ecológica da propriedade, objetivos públicos vinculantes, programas públicos abertos, instrumentos, biomas e áreas especialmente protegidas. Além do artigo 225 a Constituição de 1988 também determina a utilização de determinados instrumentos na consecução dos fins a serem atingidos, como: 1) a definição estatal de áreas a serem protegidas (art.225, §1o, III), 2) o Estudo Prévio de Impacto Ambiental, conhecido como EIA, para instalação de obra ou atividade causadora de significativa degradação (art.225, §1º, IV); 3) o licenciamento ambiental (art.225, §1º, V), como controle prévio de obras ou atividades capazes de causar degradação ambiental, legalmente exigido no art.10, da Lei Federal no 6.938/81 – Política Nacional do Meio Ambiente; 4) a responsabilização (art.225, §2º e 3º) por danos causados ao meio ambiente (civil), bem como penal (crime) e administrativa, que constitui princípio, a seguir tratado; 5) indisponibilidade de terras devolutas e áreas indispensáveis à preservação ambiental (art.225, §5º); damente antes da destinação final e que o infrator está sujeito à penas passivas, inclusive, de prisão. Lei 11.445/2007 – estabelece a Política Nacional de Saneamento Básico – Versa sobre todos os setores do saneamento (drenagem urbana, abastecimento de água, esgotamento sanitário e resíduos sólidos). Lei 9.985/2000 – institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – Entre seus objetivos estão à conservação de variedades de espécies biológicas e dos recursos genéticos; a preservação e restauração da diversidade de ecossistemas naturais e a promoção do desenvolvimento sustentável a partir dos recursos naturais. LEI Nº 9.605/ 1998 - dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e de outras providências. A Lei 9605/98 é a primeira lei que criminalizou, de forma efetiva, as responsible-445108498 . Acesso: 06 ago. 2020 Responsabilidade Ambiental é um conjunto de atitudes, individuais ou empresarias, voltado para o desenvolvimento sustentável do planeta. Ou seja, estas atitudes devem levar em conta o crescimento econômico ajustado à proteção do meio ambiente na atualidade e para as gerações futuras, garantindo a sustentabilidade. Exemplos de atitudes que envolvem a responsabilidade ambiental individual: ● Realizar a reciclagem de lixo (resíduos sólidos). ● Não jogar óleo de cozinha no sistema de esgoto. ● Usar de forma racional, economizando sempre que possível, a água. ● Buscar consumir produtos com certificação ambiental e de empresas que respeitem o meio ambiente em seus processos produtivos. ● Usar transporte individual (carros e motos) só quando necessário, dando prioridades para o transporte coletivo ou bicicleta. ● Comprar e usar eletrodomésticos com baixo consumo de energia. ● Economizar energia elétrica nas tarefas domésticas cotidianas. ● Evitar o uso de sacolas plásticas nos supermercados. 1.9 Declaração de Estocolmo

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Questões resolvidas

A ACV pode ajudar na identificação de oportunidades para melhorar os aspectos ambientais dos produtos em vários pontos de seu ciclo de vida; na tomada de decisões na indústria, organizações governamentais ou não-governamentais (por exemplo, planejamento estratégico, definição de prioridades, projeto ou reprojeto de produtos ou processos); na seleção de indicadores pertinentes de desempenho ambiental, incluindo técnicas de medição; e no marketing (por exemplo, uma declaração ambiental, um programa de rotulagem ecológica ou uma declaração ambiental de produto).

Comissão Brundtland, uma série de medidas deve ser tomada pelos países para promover o desenvolvimento sustentável. Entre elas: • limitação do crescimento populacional; • garantia de recursos básicos (água, alimentos, energia) a longo prazo; • preservação da biodiversidade e dos ecossistemas; • diminuição do consumo de energia e desenvolvimento de tecnologias com uso de fontes energéticas renováveis; • aumento da produção industrial nos países não-industrializados com base em tecnologias ecologicamente adaptadas; • Controle da urbanização desordenada e integração entre campo e cidades menores; • Atendimento das necessidades básicas (saúde, escola, moradia). Já em âmbito internacional, as metas propostas pelo Relatório da Comissão Brundtland estabelecem: • adoção da estratégia de desenvolvimento sustentável pelas organizações de desenvolvimento (órgãos e instituições internacionais de financiamento); • proteção dos ecossistemas supranacionais como a Antártica, oceanos, etc, pela comunidade internacional; • banimento das guerras; • implantação de um programa de desenvolvimento sustentável pela Organização das Nações Unidas (ONU). Algumas outras medidas para a implantação de um programa minimamente adequado de desenvolvimento sustentável são: • uso de novos materiais na construção; • reestruturação da distribuição de zonas residenciais e industriais; • aproveitamento e consumo de fontes alternativas de energia, como a solar, a eólica e a geotérmica; • reciclagem de materiais reaproveitáveis; • consumo racional de água e de alimentos; • redução do uso de produtos químicos prejudiciais à saúde na produção de alimentos.

Em resumo, o princípio poluidor-pagador é também conhecido como princípio da responsabilidade, exige que o poluidor suporte as despesas de prevenção, reparação e repressão dos danos ambientais por ele causados. Busca internalizar os custos sociais do processo de produção, ou seja, os custos resultantes da poluição devem ser internalizados nos custos de produção e assumidos pelos empreendedores de atividades potencialmente poluidoras. Outro mecanismo interessante que tem funcionado bem nos Estados Unidos no intuito de utilizar o processo poluidor-pagador para reduzir a poluição são os certificados de poluição negociáveis. Uma alternativa é a abordagem da taxa que consiste na criação de um mercado de certificados de poluição negociáveis. Esta ideia foi formulada por Dales, em 1968 onde ao invés de colocar uma taxa ao nível necessário para obter a redução das emissões, pode simplesmente determinar a quantidade de poluição aceitável e emitir certificados de poluição, permitindo aos poluidores comprá-los e vendê-los diretamente entre si. Desta forma as três principais categorias de políticas ambientais orientadas para o mercado são taxas por emissão de poluentes, licenças negociáveis e direitos de propriedade bem-definidos. Um programa de licenças negociáveis é um programa em que o governo emite licenças permitindo somente uma determinada quantidade de poluição. Estas licenças para poluir podem ser vendidas ou dadas a empresas gratuitamente. Uma taxa de poluição é um imposto incidente sobre a quantidade de poluição que uma empresa emite. Os direitos de propriedade são os direitos legais de propriedade em que os outros não estão autorizados a violar sem pagar compensação.

Os elementos da ecoeficiência são: (1) Reduzir o consumo de materiais com bens e serviços; (2) Reduzir o consumo de energia com bens e serviços; (3) Reduzir a dispersão de substâncias tóxicas; (4) Intensificar a reciclagem de materiais; (5) Maximizar o uso sustentável de recursos renováveis; (6) Prolongar a durabilidade dos produtos; (7) Agregar valor aos bens e serviços. (ALMEIDA 2007).

O Programa ABNT de Rotulagem Ambiental é uma certificação voluntária de produtos e serviços, desenvolvido de acordo com as normas ABNT NBR ISO 14020 e ABNT NBR ISO 14024, que consiste em atribuir um selo ou rótulo a um produto ou serviço para informar a respeito dos seus aspectos ambientais. Entende-se como rotulagem ambiental um mecanismo de comunicação com o mercado consumidor sobre os aspectos ambientais do produto ou serviço com características benéficas, cujo objetivo é diferenciá-lo da concorrência. Os mesmos são materializados por meio de símbolos, marcas, textos ou gráficos. Segundo Lemos e Barra (2008, p. 5) a série ISO sobre rotulagem ambiental apresenta três tipos diferentes de declarações ambientais: Tipo I, II e III, a saber: a) Rotulagem Tipo I: NBR ISO 14024 – Programa Selo Verde - Esta Norma relaciona os princípios e procedimentos para o desenvolvimento de programas de rotulagem ambiental, incluindo: seleção de categorias, critérios ambientais e características funcionais dos produtos, para avaliar e demonstrar sua conformidade. Relaciona também os procedimentos de certificação para a concessão do rótulo. Na figura 09 mostra modelo de Rótulo Ambiental tipo I. b) Rotulagem Tipo II: NBR ISO 14021 – Autodeclarações ambientais. Esta Norma especifica os requisitos para autodeclarações ambientais, incluindo textos, símbolos e gráficos, no que se refere aos produtos. Descreve ainda, termos selecionados usados comumente em declarações ambientais e fornece qualificações para seu uso. Apresenta uma metodologia de avaliação e verificação geral para auto declarações ambientais. Na figura 10 mostra modelo de Rótulo Ambiental tipo II. c) Rotulagem Tipo III: NBR ISO 14025 – Esta Norma informa sobre dados ambientais de produtos, qualificados de acordo com os conjuntos de parâmetros previamente selecionados e baseados na Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), são rótulos concedidos e licenciados por organizações externas independentes. Também são considerados os Indicadores de Categoria de Impacto ambiental, tais como: Aquecimento global Nevoeiro fotoquímico Eutrofização da água Acidificação da chuva Destruição da camada de ozônio. A rotulagem tipo III, em geral são mono-criteriosos e são semelhantes aos selos de produtos alimentícios que detalham seu teor de gordura, açúcar ou vitaminas. Ex.: "Algodão orgânico" Dentro do seu objetivo, conforme relatado por Barra et. Al. (2008, p. 8) o programa de rotulagem busca: despertar no consumidor e no setor privado a consciência e entendimento dos conceitos de proteção ambiental e produção industrial sustentável. Criar uma consciência e entendimento dos aspectos ambientais de um produto que recebe o rótulo, influenciando na escolha do consumidor ou no comportamento do fabricante sempre visando o menor impacto ambiental. Para Barra et. Al. (2008) a questão ambiental influencia nas decisões dos consumidores de modo a encorajar a fabricação e o consumo de produtos menos agressivos ao meio ambiente. A Promoção da Inovação Ambientalmente Sustentável na Indústria proporciona um incentivo mercadológico para as empresas introduzirem tecnologias inovadoras e sustentáveis do ponto de vista ambiental, bem como posições de liderança em relação aos aspectos ambientais (melhoria contínua). Conscientização Ambiental dos Consumidores é considerada idônea e confiável para dar visibilidade no mercado aos produtos ou serviços preferíveis do ponto de vista ambiental. Segundo Barra et. Al. (2006, p. 8) os princípios da Rotulagem Ambiental são: precisos, verificáveis, relevantes e não enganosos; não devem ser elaborados, adotados ou aplicados com objetivo de criar barreiras comerciais; baseado em metodologia científica que produza resultados precisos e reproduzíveis; apresente informações de procedimentos, metodologias e critérios devem estar disponíveis para as partes interessadas; considere todos os aspectos relevantes do ciclo de vida; e não iniba inovações que tenham objetivo de manter ou melhorar o desempenho ambiental; Complementando, Barra et. Al. (2008) relata os benefícios oferecidos pela rotulagem ambiental são: Ambientais sociais e econômicos. Onde: I. Ambientais: a) Redução de

problemas e impactos ambientais; Os princípios do direito ambiental são frutos de uma construção jurídica originada no direito internacional ambiental, a partir das conferências ambientais internacionais. Por exemplo, a Conferência de Estocolmo (1972), a Cúpula da Terra ou Conferência do Rio (1992) e a Convenção Quadro das Nações Unidas Sobre as Mudanças do Clima (1992). Os princípios do direito ambiental foram elaborados para dar legitimidade jurídica aos Estados a criarem políticas públicas voltadas à proteção ambiental. Por isso, os princípios do direito ambiental possuem a função de ordenar a construção normativa ambiental internacional, regional e nacional. Na visão de Furtado (2000, p. 97-102) Os princípios do direito ambiental são: a) Princípio da precaução1: a ausência da certeza científica formal, a existência de um risco de um dano sério ou irreversível requer a implementação de medidas que possam prever este dano. Evitar doenças irreversíveis para os trabalhadores e danos irreparáveis para o planeta. Significa ter cuidado e estar ciente e estabelecer uma relação respeitosa e funcional do homem com a natureza. b) Princípio da prevenção: Uma dada atividade apresenta riscos de dano ao meio ambiente, tal atividade não poderá ser desenvolvida; justamente porque, caso ocorra qualquer dano ambiental, sua reparação é praticamente impossível. Fundamenta-se em substituir o controle de poluição pela prevenção da geração de resíduos na fonte, evitando a geração de emissões perigosas para o ambiente e o homem, ao invés de remediar os efeitos de tais emissões. c) Princípio do controle democrático: pressupõem o acesso a informações sobre questões que dizem respeito à segurança e uso de processos e produtos, para todas as partes interessadas, inclusive as emissões e registros de poluentes, planos de redução de uso de produtos tóxicos e dados sobre componentes perigosos de produtos. Informar a todos, do trabalhador até o consumidor, incluindo também a comunidade dos arredores, sobre a implicação da existência de determinados processos na região. d) Princípio da integração: Avaliar o ciclo de vida do produto, dentro de uma visão holística do sistema. Os materiais devem ser avaliados quanto ao tempo de vida que apresentam na natureza e seus impactos. Princípio da integração ambiental reconhece o caráter transversal do ambiente e a necessidade de todas as políticas públicas, planos, programas ou atividades que possam causar impacto adverso no meio natural. e) Princípio do Poluidor-Pagador - diferente dos princípios do direito ambiental citados anteriormente, este possui como característica identificar as externalidades causadas pela atividade econômica. Tal externalidade é inserida nos custos da atividade econômica a fim de mitigar os custos dos danos ambientais ao contribuinte. f) Princípio do Desenvolvimento Sustentável - provavelmente seja o mais controverso dos princípios do direito ambiental devido ao seu alto grau de abstração, não obrigatoriedade, ou até mesmo se discute se é realmente um princípio ou um conceito. Com relação a constitucionalidade do direito ambiental no âmbito do que dispõe a Constituição Federal de 1988, afirma-se que além da constitucionalização do meio ambiente como direito fundamental, o legislador constituinte utilizou-se de diversas técnicas para a defesa do meio ambiente, quais sejam: direitos e deveres fundamentais, princípios, função ecológica da propriedade, objetivos públicos vinculantes, programas públicos abertos, instrumentos, biomas e áreas especialmente protegidas. Além do artigo 225 a Constituição de 1988 também determina a utilização de determinados instrumentos na consecução dos fins a serem atingidos, como: 1) a definição estatal de áreas a serem protegidas (art.225, §1o, III), 2) o Estudo Prévio de Impacto Ambiental, conhecido como EIA, para instalação de obra ou atividade causadora de significativa degradação (art.225, §1º, IV); 3) o licenciamento ambiental (art.225, §1º, V), como controle prévio de obras ou atividades capazes de causar degradação ambiental, legalmente exigido no art.10, da Lei Federal no 6.938/81 – Política Nacional do Meio Ambiente; 4) a responsabilização (art.225, §2º e 3º) por danos causados ao meio ambiente (civil), bem como penal (crime) e administrativa, que constitui princípio, a seguir tratado; 5) indisponibilidade de terras devolutas e áreas indispensáveis à preservação ambiental (art.225, §5º); damente antes da destinação final e que o infrator está sujeito à penas passivas, inclusive, de prisão. Lei 11.445/2007 – estabelece a Política Nacional de Saneamento Básico – Versa sobre todos os setores do saneamento (drenagem urbana, abastecimento de água, esgotamento sanitário e resíduos sólidos). Lei 9.985/2000 – institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – Entre seus objetivos estão à conservação de variedades de espécies biológicas e dos recursos genéticos; a preservação e restauração da diversidade de ecossistemas naturais e a promoção do desenvolvimento sustentável a partir dos recursos naturais. LEI Nº 9.605/ 1998 - dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e de outras providências. A Lei 9605/98 é a primeira lei que criminalizou, de forma efetiva, as responsible-445108498 . Acesso: 06 ago. 2020 Responsabilidade Ambiental é um conjunto de atitudes, individuais ou empresarias, voltado para o desenvolvimento sustentável do planeta. Ou seja, estas atitudes devem levar em conta o crescimento econômico ajustado à proteção do meio ambiente na atualidade e para as gerações futuras, garantindo a sustentabilidade. Exemplos de atitudes que envolvem a responsabilidade ambiental individual: ● Realizar a reciclagem de lixo (resíduos sólidos). ● Não jogar óleo de cozinha no sistema de esgoto. ● Usar de forma racional, economizando sempre que possível, a água. ● Buscar consumir produtos com certificação ambiental e de empresas que respeitem o meio ambiente em seus processos produtivos. ● Usar transporte individual (carros e motos) só quando necessário, dando prioridades para o transporte coletivo ou bicicleta. ● Comprar e usar eletrodomésticos com baixo consumo de energia. ● Economizar energia elétrica nas tarefas domésticas cotidianas. ● Evitar o uso de sacolas plásticas nos supermercados. 1.9 Declaração de Estocolmo

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APRESENTAÇÃO 
Professora Me. Sônia Maria Crivelli Mataruco 
Lattes: CV: http://lattes.cnpq.br/0836891204233076 
 
 
Mestre na área de Educação pela Unespar Campus de Paranavaí 
Graduação em Licenciatura em Matemática na Universidade Filadélfia de Londrina - 
Unifil; (2015) 
Graduação em Tecnologia em Gestão Ambiental pela Faculdade de Tecnologia e 
Ciências do Norte do Paraná - Fatecie (2009). 
Graduada em bacharelado Administração pela Faculdade Estadual de Educação 
Ciências e Letras de Paranavaí (1992); 
Graduação em Licenciatura em Pedagogia pela Fatecie – Faculdade de Tecnologia 
e Ciências do Norte do Paraná – (2020) 
 Pós- graduada em Marketing e Gestão de pessoas pela Faculdade Estadual de 
Educação Ciências e Letras de Paranavaí; 
Pós- graduada em Psicopedagogia institucional pela Faculdade de Tecnologia e 
Ciências do Norte do Paraná - Fatecie; (2015) 
Pós- graduada em auditoria e certificação ambiental pela Faculdade de Tecnologia 
e Ciências do Norte do Paraná - Fatecie; (2018) 
Pós- graduada em Saneamento Ambiental pela UENP – Universidade Estadual 
Norte do Paraná.(2019). 
Ampla experiência como gestora ambiental da Companhia de Saneamento do 
Paraná - Sanepar e professora universitária atuando nos seguintes temas: 
gerenciamento ambiental, recursos hídricos e hidrologia, sustentabilidade ambiental, 
responsabilidade socioambiental, poluição e resíduos, gestão de águas, saneamento 
ambiental, agronegócio, gestão ambiental, Educação ambiental, gestão de negócios 
ambientais, fundamentos de marketing e administração de materiais e patrimônio, 
Tópicos especiais de Administração; Agroecologia e Gestão Ambiental e 
metodologia de pesquisa. 
https://wwws.cnpq.br/cvlattesweb/PKG_MENU.menu?f_cod=371E13576CC0675C409A5DB23CF361CE
 
APRESENTAÇÃO DA APOSTILA 
 
Caro aluno (a) seja muito bem-vindo (a) a leitura do livro que utilizaremos 
na disciplina Gestão Ambiental. 
Este livro foi carinhosamente planejado para que você possa ter 
conhecimento geral dos principais assuntos relacionados à gestão ambiental; a 
pressão da legislação; a norma ISO 14001 que se configura como uma ferramenta 
importante para implementação e avaliação de um Sistema de Gestão Ambiental; 
conceito do PDCA e Melhoria Contínua. Este conteúdo servirá de base para 
compreensão dos temas abordados, com o objetivo de levá-lo a ter consciência dos 
problemas ambientais e perceber que antes de qualquer ação, é preciso pensar na 
sustentabilidade para o futuro das gerações atuais e futuras. 
Para facilitar os estudos dividimos este material em quatro capítulos de 
acordo com os temas e suas relações entre si. A disciplina “Gestão Ambiental” 
apresenta assuntos ligados ao meio ambiente, e a necessidade de implantação de 
ferramentas gerenciais que conduzam a utilização dos recursos de forma 
sustentável. 
 Desta forma no primeiro capítulo falaremos como ocorrem as inter-relações 
no ecossistema, a questão ambiental, conceitos fundamentais relativos ao meio 
ambiente as Influências dos padrões de consumo e de produção sobre o meio; as 
consequências das agressões ambientais sobre a saúde pública; saneamento e 
desenvolvimento sustentável. 
No segundo capítulo, abordaremos a importância dos recursos ambientais e 
naturais, conceituando-os e classificando-os. Será tratado sobre a teoria dos 
recursos naturais exauríveis e renováveis. Demonstraremos a importância do 
levantamento dos aspectos e impactos ambientais, os procedimentos para uma 
avaliação e aplicação de metodologias de impactos ambientais. Os princípios do 
poluidor-pagador; a importância da análise de custo-benefício. Citaremos os 
métodos utilizados para valoração econômica ambiental e como se dá o controle da 
qualidade ambiental das águas; ar e solo e finalizaremos com os tópicos 
relacionados à certificados negociáveis de poluição e instrumentos de gestão e 
educação ambiental. 
No terceiro capítulo, abordaremos a tão falada sustentabilidade e sua relação 
com o desenvolvimento. Enfatizaremos a diferença entre desenvolvimento e 
crescimento, conceituando-os e mostrando o papel da sociedade, do governo e das 
empresas, na busca por um mundo mais sustentável em todas as suas dimensões: 
ambiental, social e econômico. Conceituaremos ecoeficiência e mostraremos a 
importância do estabelecimento de indicadores que sejam capazes de mensurar o 
grau de sustentabilidade do processo produtivo. E dentro do quesito política 
ambiental, sua importância e os instrumentos que a compõe. As relações de 
comércio internacional, responsabilidade social corporativa, determinantes do 
investimento ambiental. Para encerrar trará a rotulagem ambiental, mostrando seus 
objetivos e princípios mercados verdes; selo verde e finalizaremos com a legislação 
ambiental demonstrando os princípios gerais do direito ambiental e a 
constitucionalidade do direito ambiental. 
No quarto capítulo será o momento de abordarmos a gestão ambiental, 
trazendo conceitos e aspectos gerais, bem como as razões que levam as empresas 
a adotá-la como prática ambiental. Será abordado às normas ambientais NBR ISO 
14000. O sistema de gestão ambiental (SGA); a importância de suas práticas em 
relação à gestão ambiental e os benefícios e as dificuldades ISO 14001. Será 
explanada a implantação do SGA, e as etapas necessárias para implantá-lo. 
Conceituaremos licenciamento e os tipos de licenças ambientais e quais os 
procedimentos para obtenção de licença. 
Assim a partir dos estudos destas aulas que possamos ter subsídios para ser 
gestores capazes de cuidar do meio ambiente, utilizando mecanismos que permitam 
proteção ambiental assegurando a qualidade de vida das pessoas e principalmente 
a conservação dos recursos hídricos do solo e da biodiversidade, garantindo o 
desenvolvimento sustentável e a melhoria das condições de vida da sociedade, 
entendendo que é da natureza que retiramos nossos alimentos e garantimos nossa 
sobrevivência. Mostrando que é possível desenvolver de forma sustentável. 
 
 
Professora Me. Sônia Maria Crivelli Mataruco 
Bom estudo e que a partir dessa leitura você possa ser uma agente em defesa do 
meio ambiente. 
 
 
UNIDADE I 
TÍTULO DA UNIDADE 
INTERAÇÃO HOMEM MEIO AMBIENTE E ECOLOGIA 
 
Professora Me. Sônia Maria Crivelli Mataruco 
 
Plano de Estudo: 
● Os ecossistemas e a questão ambiental; 
● Influência do padrão de consumo e de produção sobre o meio; 
● Consequências das agressões ambientais sobre a saúde pública; 
● Saneamento e desenvolvimento sustentável 
● Ecologia humana - Conceitos fundamentais relativos ao meio ambiente 
● Ecossistemas de áreas preservadas, rurais, urbanas, costeiras e seus 
problemas ambientais. 
 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
● Entender os ecossistemas e a questão ambiental; 
● Conhecer as Influências do padrão de consumo e de produção sobre o meio; 
● Saber a consequências das agressões ambientais sobre a saúde pública; 
● Conhecer sobre saneamento e desenvolvimento sustentável 
● Saber sobre ecologia humana - Conceitos fundamentais relativos ao meio 
ambiente; 
● Conhecer os ecossistemas de áreas preservadas, rurais, urbanas, costeiras e 
seus problemas ambientais. 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Esta é a nossa primeira aula e trataremos de temas de grande relevância para a 
manutenção do equilíbrio ambiental. Assim abordaremos os ecossistemas ou 
sistemas ecológicos, a importância das relações entre o homem e meio ambiente, 
que quando em sintonia proporciona saúde a todos os seres vivos. 
A natureza nos traz sabedoria, e através dos seus exemplos ensina ao homem 
como deve proceder para estabelecer uma relação harmoniosa e saudável com o 
meio onde vive. 
É de entendimento de todos que o homem necessita da natureza, para extrair os 
recursos naturais para o desenvolvimento das suas atividades, entretanto na 
maioria das vezes utiliza-se de técnicas de manejo inadequadas, não preservando 
ou não promovendo meios paraque haja reposição destes recursos de forma que 
possa suprir à atual e a futura geração. 
Diante dessa preocupação com o meio ambiente e com os impactos da ação do 
homem na natureza, os estudos elaborados têm apontado que as consequências 
das extinções prematuras de espécies, causadas pelo homem, incidem diretamente 
sobre seus habitats e também sobre a qualidade de vida das populações. 
Assim o conhecimento das inter-relações entre os organismos existentes é fator 
primordial para a boa relação homem-natureza. 
Quando a sociedade analisa os problemas ambientais existentes, e busca conhecer 
a forma como os organismos se relacionam entre si, dá um grande passo que 
conduz ao desenvolvimento sustentável, pois os organismos da Terra não vivem 
isolados, interagem uns com os outros e com o meio ambiente. 
 
 
1. OS ECOSSISTEMAS E A QUESTÃO AMBIENTAL 
 Figura 01: integração ecossistema aquático e terrestre 
 
 
Fonte: Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/kuang-si-waterfall-
beauty-nature-792172873. Acesso 31 jul. 2020 
 
 
Preservar o meio ambiente é fundamental para manter a saúde do planeta e de 
todos os seres vivos que moram nele. Os seres humanos só conseguem sobreviver 
graças à natureza. Afinal, usamos os animais e plantas para nos alimentar, água 
para beber e tomar banho, e muitos outros recursos que nem sequer percebemos. 
(BEGON, 2007) 
O termo ecossistema foi proposto pela primeira vez pelo ecólogo inglês Sir Arthur 
G. Tansley em 1935 e podemos conceituá-lo como sendo a unidade funcional 
básica, composta pelos componentes bióticos e abióticos. (ODUM e BARRET, 2007, 
p. 18). 
Um ecossistema ou sistema ecológico possui dimensões variadas, sendo 
classificado em terrestre ou aquático. O primeiro tipo diz respeito a todos os biomas 
da terra, enquanto o ecossistema aquático é formado pelos oceanos, mares, rios 
lagos, lagoas, geleiras e recursos hídricos subterrâneos. De modo geral, os 
ecossistemas aquáticos podem ser divididos entre marinho e de água doce. 
(BEGON, 2007) 
Os ecossistemas aquáticos são essenciais para preservação da biodiversidade 
marinha e para a sobrevivência humana. Isso porque além das milhões de espécies 
de animais, vegetais e microrganismos que dependem dos ecossistemas marinhos 
para sobreviver é justamente deste ecossistema que retiramos um recurso 
indispensável para a vida humana a “água”. (BEGON, 2007) 
 O ecossistema terrestre pode ser constituído por uma floresta inteira, num espaço 
grande que se chama de “macro-ecossistema”, ou por uma planta a exemplo das 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/kuang-si-waterfall-beauty-nature-792172873
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/kuang-si-waterfall-beauty-nature-792172873
bromélias, ou seja, espaço pequeno chamado “micro-ecossistema”. Isso porque da 
mesma forma que um grande ecossistema possui todos os fenômenos e fatores 
que delimitam e definem o ambiente dos seres vivos, no pequeno ecossistema 
acontece o mesmo. (BEGON, 2007) 
Portanto, qualquer ambiente onde há a interação entre o meio físico (natureza solar, 
luminosidade, temperatura, pressão, água, umidade do ar, salinidade) e os seres 
vivos se constituem num ecossistema, seja ele terrestre ou aquático grande ou 
pequeno. 
Já a ecologia é a ciência que estuda as relações entre os seres vivos e os meios 
onde vivem. A palavra deriva do grego oikos, que significa lugar onde se vive, ou 
seja, meio ambiente. 
Desta forma, para melhor compreensão do mundo vivo, são usados os níveis de 
organização. A ecologia moderna usa como base de estudo os ecossistemas, mas 
estuda também os organismos. 
Segundo MAYR (1998) os Níveis de organização da vida em um ecossistema são: 
A continuidade é a interação de todos os ecossistemas da Terra formando a 
biosfera, que é na verdade um grande ecossistema; 
O sistema aberto é aquele que se mantém pelo fluxo contínuo de energia; 
 A homeostase é o estado de equilíbrio dinâmico de todo ecossistema, pela sua 
autorregularão; 
Espécie: organismos com características genéticas semelhantes. Com isso, o 
cruzamento de indivíduos da mesma espécie geram descendentes férteis. 
Exemplos: caranguejos, ursos, pau-brasil, etc; 
População: termo que designa o conjunto de organismos da mesma espécie. 
Inicialmente usado para grupos humanos, depois ampliados para qualquer 
organismo. Exemplo: grupo de peixes-palhaço; 
Comunidade: conjunto das populações que vivem numa mesma região. Também 
chamado de "Comunidade Biológica", "Biocenose" ou "Biótopo". Exemplo: aves, 
insetos e plantas de uma região; 
Biocenose: são as diversas espécies que vivem em determinado local e interagem 
entre si; 
Biótopo: corresponde a uma parte do habitat. É uma área com condições 
ambientais específicas que permitem a vida de determinadas espécies. Exemplo: 
trecho de uma floresta ou de uma lagoa; 
Ecossistema: conjunto de comunidades que interagem entre si e com o ambiente. 
Formado pela interação de biocenoses e biótopos. Exemplos: pode ser uma lagoa, 
uma floresta ou até um aquário; 
Bioma: reunião de ecossistemas com características próprias de diversidade 
biológica e condições ambientais. Exemplos: a Mata Atlântica, o Cerrado e a 
Amazônia são alguns dos biomas brasileiros; 
Biosfera: conjunto de todos os ecossistemas das diferentes regiões do planeta. É 
a reunião de toda a biodiversidade existente na Terra. 
Para Begon, (2007) na sucessão ecológica, há o processo de adaptação das 
espécies com o meio físico. O processo de sucessão pode levar anos para a 
comunidade se estabelecer e atingir o grau máximo de desenvolvimento chamado 
CLÍMAX, ou seja, este é o ponto máximo da sucessão, o estágio final 
Nesse contexto existem interações entre as comunidades bióticas que compõem 
um ecossistema são chamadas de “Interações Biológicas” ou “Relações 
Ecológicas” e determinam relações dos seres vivos entre si e o meio em que 
habitam para sobreviverem e se reproduzirem. (MAYR, 1998) 
Esta comunidade, formada por todos os indivíduos que fazem parte de um 
determinado ecossistema, possui diversas formas de interações entre os seres que 
a constituem, geralmente relacionadas à obtenção de alimento, abrigo, proteção, 
reprodução, etc. 
Para MAYR (1998) as relações ecológicas podem ser classificadas segundo o nível 
de interdependência: 
● Intraespecíficas ou Homotípicas: para seres da mesma espécie. 
● Interespecíficas ou Heterotípicas: para seres de espécies diferentes. 
E segundo os benefícios ou prejuízos que apresentam: 
● Relações Harmônicas: quando a resultada da associação entre as espécies 
é positiva, na qual um ou ambos são beneficiados sem o prejuízo de nenhum deles. 
● Relações Desarmônicas: quando o resultado desta relação for negativo, ou 
seja, se houver prejuízos para uma ou ambas as espécies envolvidas. 
https://www.todamateria.com.br/ecossistema/
https://www.todamateria.com.br/biosfera/
Ao deixar de observar essas relações podemos extinguir espécies ou deixá-las em 
vias de extinção, interfere-se na cadeia alimentar, afetando as predadoras daquelas, 
que passarão a ter dificuldades para arranjar alimentos, bem com as suas presas 
naturais, que terão desenvolvimento desenfreado. Isso constitui um ciclo vicioso de 
desequilíbrio ambiental que chegará às espécies da flora, que também sofrerão com 
o desequilíbrio, tanto de predadores naturais quanto de espécies polinizadoras. 
(MAYR, 1998) 
Preservar os animais, portanto, não é só uma questão ecológica e cultural. A 
interferência da destruição e extinção prematura de espécies da fauna incide 
diretamente na vegetação e, por consequência, em todo o bioma, afetando também 
os rios e cursos d’água e a qualidade do ar, além das populações que estão 
economicamente ligadas à pesca, à caça ou ao extrativismo. Antunes (2002) 
Conhecer e compreender as inter-relações existentes entre os inúmeros seres vivos 
existentes na terra é fundamental para asobrevivência e desenvolvimento da 
espécie humana. 
As relações ecológicas se particularizam pela forma de interação que os seres vivos 
mantêm entre si sendo categorizadas de acordo com os benefícios e/ou prejuízos 
que trazem aos organismos. A espécie humana construiu desde sua origem, uma 
relação ímpar com a natureza para suprir suas necessidades. Essa convivência 
necessita ser harmoniosa e organizada. 
Antunes (2002) diz que a história tem demonstrado que o homem consegue, 
durante um período, viver isolado, mas não durante toda a sua existência, pois o 
homem é, por sua natureza, animal social e político, vivendo em multidão, ainda 
mais que todos os outros animais, o que se evidencia pela natural necessidade. 
Portanto, é na sociedade que o homem encontra condições favoráveis para o seu 
desenvolvimento. 
Os organismos estabelecem relações mútuas entre si e com o ambiente físico, 
baseado nas interações que ocorrem no mundo natural. 
 
O entendimento dos diferentes fenômenos que englobam essas relações e interações entre seres 
vivos (incluindo o homem) e os componentes abióticos é amplamente discutido à luz de teorias 
ecológicas. O ambiente é alterado, físico e quimicamente, pela maneira como os indivíduos realizam 
suas atividades. Também as interações entre organismos, têm influência na vida de outros seres, 
da mesma espécie e de espécies diferentes. (BEGON, 2007, p. 223). 
 
Na natureza os seres vivos mantêm entre si vários tipos de interações ecológicas 
que podem ser consideradas como sendo harmônicas ou positivas e desarmônicas 
ou negativas. 
As interações harmônicas ou positivas são aquelas onde não há prejuízo para as 
espécies participantes e vantagem para, pelo menos, uma delas. 
As interações desarmônicas ou negativas são aquelas onde pelo menos uma das 
espécies participantes é prejudicada, podendo existir benefício para uma delas. 
Com a exploração de determinado conjunto de recursos, cada espécie define o seu 
nicho ecológico, também entendido como o papel desempenhado por esta espécie 
no ecossistema. 
Se não existissem competidores, predadores e parasitas em seu ambiente, uma 
espécie seria capaz de viver sob maior amplitude de condições ambientais (seu 
nicho fundamental) do que faria na presença de outras espécies que a afetam 
negativamente (seu nicho realizado). Por outro lado, a presença de espécies 
benéficas pode aumentar a gama de condições em que uma espécie consegue 
sobreviver. 
Dentro de cada um dos tipos de interações mencionados acima, ainda podemos 
classificá-las em interações intraespecíficas e interespecíficas, conforme ocorre 
entre indivíduos da mesma espécie ou entre espécies diferentes respectivamente, 
conforme tabela abaixo que mostra os principais tipos de interações ecológicas 
possíveis de ocorrer entre organismos de duas espécies. 
Essas relações ecológicas são muito importantes, pois garantem a sobrevivência 
dos diferentes seres vivos e ajudam no combate da densidade populacional, de 
modo que favorecem o equilíbrio ecológico. 
Para Leripio (2001), ecossistema é o conjunto formado pelo meio ambiente, pelos 
seres que aí vivem e pela dependência recíproca. É a unidade fundamental da 
ecologia. São exemplos de ecossistemas: uma floresta, uma lagoa, uma campina, 
um aquário, etc. 
Quando não se consegue repor os recursos, ou quando sua reposição é menor que 
o consumo considera-se que este recurso é limitado. A abundância ou escassez 
influencia a distribuição das espécies e no desenvolvimento de uma sociedade. Por 
exemplo, uma pequena quantidade de água doce em um determinado ambiente 
poderá limitar o interesse de investimentos na área. 
 
Tabela 01: Resumo - principais tipos de interações ecológicas 
Relações Interações Harmônicas Interações Desarmônicas 
Intra Específica 
Colônia (+) 
Sociedade (+) 
Competição. 
Principais tipos de interações ecológicas 
entre os seres vivos (-) 
Inter Específica 
Mutualismo (+ +) 
Cooperação (+ +) 
Comensalismo (+0) 
Inquilismo (+0) 
Epifitismo (+ 0) 
Competição (- -) 
Parasitismo (+ -) 
Predatismo (+ -) 
Amensalismo (+ -) 
Fonte: principais tipos de interações ecológicas possíveis de ocorrer entre organismos de 
duas espécies. Disponível em: http://biomania.com.br/artigo/interacoes-ecologicas. Acesso 
em 31 jul. 2020. 
 
Essa relação de escassez e/ou abundância nos leva a refletir sobre como se dá o 
equilíbrio ecológico que consiste na relação entre os organismos vivos entre si com 
o ecossistema, assegurando a sobrevivência das espécies, bem como a 
preservação dos recursos naturais. 
A sociedade que apresentar um ecossistema perturbado e não buscar um equilíbrio 
ecológico receberá cedo ou tarde resposta pelos seus atos, pois e importante 
ressaltar que a espécie humana não é só a que mais contribui para esse 
desequilíbrio, mas também, é a mais atingida pelas alterações ambientais. 
Vale lembrar que o ecossistema com sua capacidade de resiliência tende a reverter 
naturalmente um quadro de desequilíbrio, no entanto, nem sempre isso é possível, 
ou o tempo necessário para que o equilíbrio ecológico seja estabelecido novamente 
é muito grande, o que pode causar outras alterações ainda mais graves, pois para 
se garantir equilíbrio ambiental, basta proteger o ecossistema. 
Os ecossistemas são sistemas equilibrados e cada espécie viva tem o seu papel no 
funcionamento do ecossistema que pertence. 
Para Leripio (2001) a existência da cobertura vegetal e diversidade genética da flora 
local, depende diretamente da ação de alguns integrantes da Fauna Silvestre, tendo 
os insetos voadores e pássaros como maiores protagonistas dessas ações, pois 
com suas estratégias de obtenção de alimento em busca do néctar das flores, 
procede a polinização, carregando involuntariamente os grãos de pólen em seus 
corpos e permitindo que esses grãos fecundem flores de outras árvores da mesma 
espécie em áreas diferentes. 
O autor citado complemente que as aves e mamíferos frugívoros são considerados 
os “plantadores da mata”, pois se alimentam dos frutos nativos e procede a 
dispersão das sementes pelas fezes em todas as áreas de sua existência. O 
controle populacional é outra importante função dos animais silvestres na natureza, 
pois eles integram uma cadeia alimentar bem organizada, onde os consumidores 
primários dependem da flora em equilíbrio para sobreviverem pois são animais 
herbívoros e servem de alimento para os consumidores secundários (algumas 
espécies de serpentes, corujas e mamíferos carnívoros de médio porte) que por sua 
vez são predados pelos consumidores terciários ou os chamados “animais topo de 
cadeia” representados pelas aves de rapina, répteis e mamíferos carnívoros de 
grande porte. (LERIPIO, 2001) 
 
 
1.2 Influências do Padrão de Consumo e de Produção Sobre o Meio 
 
Figura 03: Poluição do ar das chaminés da usina. 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/air-pollution-power-plant-chimneys-
659747284. Acesso:31 jul. 2020. 
 
A relação entre consumismo e degradação ambiental, embora pareça naturalmente 
interdependente, carece de identificação e explicitação mais acentuada dos seus 
elementos de causa e efeito e os padrões de consumo atuais representam um 
problema por causa de dois traços aparentemente contraditórios – superconsumo 
(over-consumption) e subconsumo (underconsumption), onde o consumo mundial 
tem crescido dramaticamente. Em contradição ao mesmo tempo, milhões de 
pessoas não estão consumindo o suficiente para saciar suas necessidades básicas. 
As duas tendências geram enorme estresse ao meio ambiente global. (CAMARGO, 
1992, p.11) 
Ainda o autor afirma que “quanto maior o poder aquisitivo da remuneração devida 
aos agentes econômicos, maior a possibilidade de consumir”. (CAMARGO, 1992, 
p. 11/12) 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/air-pollution-power-plant-chimneys-659747284
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/air-pollution-power-plant-chimneys-659747284Essa situação nos leva a reflexão sobre qual é o impacto dos padrões atuais de 
consumo e produção sobre o meio ambiente. A resposta é simples: eles estão 
esgotando os recursos não-renováveis, gerando poluição e resíduos que excedem 
a capacidade de suporte do planeta de absorver e convertê-los, e contribuindo para 
a deterioração de recursos renováveis tais como água, solo e florestas. Energia, 
água e matérias primas são requeridas para fazer os produtos que os consumidores 
demandam. Solo e ecossistemas são perturbados para extrair recursos e converter 
terra para uso produtivo. A produção, uso e eliminação de produtos contribuem com 
poluição e lixo para o meio ambiente. (CAMARGO, 1992, p.12) 
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, em 1998, no contexto global de consumo e 
produção sustentável, cita que o WWF desenvolveu um index de “Pressões do 
Consumo” tentando mensurar o fardo posto nos ecossistemas naturais pela 
atividade humana. 
O index listou seis categorias de dados de 152 países para calcular a pressão do consumo por 
pessoa e por país. O index é uma ferramenta interessante para comparar os efeitos do consumo 
entre diferentes países. Os efeitos ambientais dos padrões atuais de produção e consumo não são 
nem localizados nem distribuídos eqüitativamente. Por exemplo, enquanto o desmatamento está 
concentrado em países em desenvolvimento, muito disso ocorreu para suprir a demanda de países 
desenvolvidos por madeira e papel. De maneira semelhante, é previsível que a mudança climática, 
que é em grande parte resultado do uso intensivo de combustível fóssil nas sociedades industriais, 
irá afetar adversamente países tais como Bangladesh e as nações das ilhas do Pacífico que nunca 
tiveram participação significante na (ou benefícios da) industrialização. (Ministério Meio Ambiente, 
1998, p. 3) 
 
Complementando, a Agenda 21 deixou bem claro que mudar os padrões de 
consumo e produção está no coração do desenvolvimento sustentável. 
Mudanças fundamentais e dramáticas são necessárias para fazer com que 
consumo e produção sejam sustentáveis. Será difícil (senão impossível) fazer essas 
mudanças abordando padrões de consumo e produção separadamente. Sua 
interconectividade, particularmente quanto a produtos e serviços, exige uma 
estratégia de sistema. 
 
 1.3 As Consequências das Agressões Ambientais Sobre a Saúde Pública 
 
Figura 02: Pessoas vestindo máscaras protetoras andando na rua contra tubos de fábrica 
que emitem fumaça no fundo. Poeira fina, poluição do ar, poluição industrial, emissão de 
gases poluentes. 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/sad-people-wearing-protective-face-
masks-1105743278. Acesso: 31 jul. 2020. 
 
As preocupações com os problemas ambientais e sua vinculação com a saúde 
humana foram ampliadas no Brasil, inclusive, a partir da década de 1970. 
A Constituição Federal, de 1988, expressa essa preocupação em diversos de seus 
artigos: 
Em seu art. 196 define saúde como: direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas 
sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso 
universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação; O art. 225 
diz: todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e 
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de 
defendê-lo, preservá-lo para as presentes e futuras gerações; E no art. 200, incisos II e VIII, fixam, 
como atribuição do Sistema Único de Saúde – SUS -, entre outras, a execução de ações de vigilância 
sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador e colaborar na proteção do meio 
ambiente, nele compreendido o do trabalho.( BRASIL, 1988. p.118, 120; 131.) 
 
Para Lima (2010) saúde ambiental são todos aqueles aspectos da saúde humana, 
incluindo a qualidade de vida, que estão determinados por fatores físicos, químicos, 
biológicos, sociais e psicológicos no meio ambiente. Também se refere à teoria e 
prática de valorar, corrigir, controlar e evitar aqueles fatores do meio ambiente que, 
potencialmente, possam prejudicar a saúde de gerações atuais e futuras. 
Saúde pode ser definida como um estado de completo bem-estar físico, mental e 
social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidades. Sendo assim, não 
basta apenas estar sem nenhuma doença, é necessário estar bem consigo mesmo 
e com o corpo, sem sentir dores ou até mesmo tristeza. (Brasil-MS, 1999). 
Nessa intenção e na busca por melhoria de qualidade de vida, e na intenção de 
atender suas necessidades o homem sempre estabeleceu uma relação de 
dominação com a natureza, e com o passar dos tempos, cada geração viveu em 
realidades sociais e culturais diferentes. 
No entanto, a descrição dos relatos de um passado distante pode favorecer o 
enriquecimento dos argumentos nas discussões e reflexões sobre a relação 
sociedade natureza no tempo e no espaço buscando impedir a devastação de toda 
forma de vida no planeta. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/sad-people-wearing-protective-face-masks-1105743278
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/sad-people-wearing-protective-face-masks-1105743278
Assim ocorreram vários prejuízos ambientais e socioeconômicos muito 
significativos como: 
● Desequilíbrios climáticos com diminuição das chuvas devido à alteração das 
áreas de mata e do clima, causando grandes períodos de estiagem, e redução da 
umidade relativa do ar, pois com a remoção das folhagens há uma queda da 
regulação da temperatura ambiental, deixando-a mais alta e instável; 
● Perda de biodiversidade da fauna e flora nativas e com isso, o equilíbrio 
ecológico pode tornar-se ameaçado; 
● Degradação de mananciais ao remover a proteção das nascentes e 
prejudicar a impermeabilização do solo em torno da água; 
● O esgotamento dos solos com a intensificação de processos de erosão e 
desertificação. 
● crescimento das cidades sem planejamento urbano adequado também 
causa vários impactos ao meio ambiente e consequentemente à saúde das 
pessoas. Um dos principais é a retirada de áreas verdes para a construção de 
prédios, residências, fábricas e outros tipos de construção. 
Desta forma, com pouca área verde, há aumento da poluição atmosférica, deixando 
vulneráveis populações que residem, trabalham e/ou transitam em regiões 
metropolitanas, centros industriais, gerando desta forma o agravamento de doenças 
pré-existentes e/ou o aumento do número de casos de doenças respiratórias, 
oculares e cardiovasculares. etc. Sem contar as doenças transmissíveis, que estão 
diretamente relacionados com as condições de higiene e melhoria do ambiente 
físico (saneamento), a provisão de água e alimentos em boa qualidade e em 
quantidade, a provisão de cuidados médicos,. 
Desta forma, relacionado à saúde, é ainda mais complicado estimar o custo dessas 
mudanças ocorridas no planeta. 
Complementando, segundo os objetivos do desenvolvimento sustentável – ODS no 
quesito Saúde e bem estar deve: "Assegurar uma vida saudável e promover o bem-
estar para todos, em todas as idades": 
As metas da Agenda 2030 estão não apenas a redução da mortalidade neonatal, 
da obesidade e a erradicação de doenças como o HIV, a tuberculose e a malária, 
mas também a conscientização quanto ao uso de álcool e drogas e o 
esclarecimento cada vez maior em torno da saúde mental e da importância do bem-
estar psicológico e físico (FORNO, 2017). 
Segundo OMS (2017) no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 
(ODS), os países estão trabalhando para alcançar uma série de metas que podem 
orientar as intervenções de higiene do ambiente em que vivem as crianças e, 
consequentemente, acabar com as mortes evitáveis de lactentes e crianças 
menores de cinco anos até 2030. Além da meta específica da saúde – ‘Garantir um 
estilo de vida saudável e promover o bem-estar de todos emtodas as idades’ – a 
realização de outros objetivos – acesso à água potável, ao saneamento e à higiene; 
transição para o uso de energias não-poluentes, a fim de melhorar a salubridade do 
ar; e, por fim, reverter a mudança climática global – também trará efeitos positivos 
sobre a saúde infantil (FORNO, 2017). 
De acordo com dois novos relatórios da Organização Mundial de Saúde OMS 
(2012), mais de 25% das mortes de crianças menores de cinco anos são causadas 
pela poluição ambiental. Todos os anos, as condições ambientais insalubres, tais 
como a poluição do ar em ambientes fechados e ao ar livre, o fumo passivo, a água 
contaminada, a falta de saneamento e a higiene inadequada causam a morte a 1,7 
milhões de crianças menores de cinco anos (FORNO, 2017). 
A OMS (2012) propôs algumas medidas para que todas as crianças vivam em 
entornos saudáveis como: 
A redução da poluição atmosférica dentro e fora das casas, acesso à água potável, 
saneamento e desinfecção (especialmente nas maternidades), proteção das 
mulheres grávidas contra o fumo passivo e medidas de higiene ambiental podem 
prevenir muitas mortes e doenças infantis. Para que isso ocorra, no entanto, é 
necessário trabalho conjunto de vários setores do governo, os quais podem 
trabalhar juntos para implementar as seguintes medidas: 
● Ambiente doméstico: uso de combustíveis não poluentes na cozinha e nos 
sistemas de aquecimento. Eliminação de mofo e pragas, de materiais de construção 
que contenham contaminantes e tintas contendo chumbo. 
● Escolas: garantir saneamento e a higiene, criando ambientes sem ruído 
excessivo e poluição, além de promover a boa nutrição. 
● Centros de saúde: garantir o fornecimento de água potável, saneamento, 
higiene e alimentação e eletricidade sem cortes. 
● Urbanismo: criação de mais áreas verdes e espaços seguros para pedestres 
e ciclistas. 
● Transportes: reduzir as emissões e ampliar o transporte público. 
● Agricultura: reduzir o uso de pesticidas perigosos e eliminar o trabalho 
infantil. 
● Indústria: eliminação de resíduos perigosos e cortar o uso de substâncias 
químicas nocivas. 
● Setor da saúde: acompanhar os resultados de saúde e educar as pessoas 
sobre os efeitos da saúde ambiental e a importância da prevenção 
 
 
2.4 Saneamento e Desenvolvimento Sustentável 
 
Figura 04 : Saneamento – água para todos 
 
Fonte:https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/probolinggo-east-javaindonesia-
october-20-2019-1546940432. Acesso: 31 jul. 2020 
 
Na antiguidade, as pessoas, por falta de conhecimento, não consideravam a 
qualidade da água um fator restritivo, para o desenvolvimento, embora os aspectos 
estéticos como aparência, sabor e odor, influenciassem na escolha das fontes de 
água que usariam (CAVINATTO, 1992). 
De acordo com Cavinatto (1992), no Brasil, a preocupação com saneamento estava 
amplamente relacionada ao surgimento e ao crescimento de cidades, que na 
maioria das vezes eram instaladas próximas aos rios, com objetivo de obter água 
para suas atividades diárias e ter facilidade para descartar seus dejetos, não 
havendo nenhuma prevenção ou tratamento para evitar a contaminação das águas. 
O autor supramencionado reforça que ainda na década de 50, no Brasil, os feitos 
que os lançamentos de dejetos indevidos poderiam causar na qualidade da água 
eram desprezados, mas com o aumento da população agrupada em 
assentamentos, os problemas de contaminação das águas superficiais e 
subterrâneas acentuaram-se devido à grande quantidade de dejetos despejados 
diariamente nos rios. 
Segundo dados da OMS (2012), quase 400 mil pessoas no ano de 2011 foram 
internadas por diarreia no Brasil, e esse número representa uma grande parcela dos 
gastos em saúde pública no país. Sem contar o grande número de leitos 
hospitalares que são diariamente ocupados por pessoas com problemas 
relacionados à falta de saneamento básico, vagas que poderiam estar disponíveis 
para pessoas com enfermidades mais graves. A falta de sistemas de saneamento 
básico é sem dúvida, um problema de saúde pública, pois pode provocar doenças 
que são transmitidas por meio hídrico ou pelo contato direto com esgoto. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/probolinggo-east-javaindonesia-october-20-2019-1546940432
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/probolinggo-east-javaindonesia-october-20-2019-1546940432
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, relata que: 
O acesso à água e ao saneamento reforça algumas velhas lições do desenvolvimento humano. Em 
média, as taxas de cobertura em ambas as áreas crescem com o rendimento: uma maior riqueza 
tende a ser acompanhada por um melhor acesso à água e ao saneamento. […] As pessoas 
necessitam de água potável e de saneamento para manterem a sua Saúde e dignidade. […] O 
fornecimento de água potável, a eliminação de águas residuais e a oferta de saneamento são três 
dos alicerces mais básicos do progresso humano. […] Mais ainda do que a água, o saneamento 
ressente-se de uma combinação de fragmentação institucional, fraco planejamento nacional e baixo 
estatuto político. (PNUD, 2017, p. 25). 
A ausência de investimentos no setor, e o descaso do poder público acabam 
comprometendo todo o ecossistema e, consequentemente, a qualidade de vida da 
população, devida contato direto com esgotos lançados em locais impróprios. As 
ações de saneamento reduzem a ocorrência de doenças e evitam danos ao 
ambiente, especialmente aos solos e corpos hídricos (IBGE, 2011). 
Diante das condições gerais do saneamento ambiental no Brasil, é interessante 
destacar a necessidade de buscar a universalização dos serviços de saneamento 
básico e de melhorar a qualidade dos mesmos, de modo a proporcionar saúde e o 
bem-estar da população, e tornar o meio ambiente mais saudável. 
No Brasil, o acesso universal aos serviços de água e esgoto está amparado de 
forma implícita e explícita em várias legislações, inclusive de áreas afins, como 
recursos hídricos, ambiente, saúde pública, defesa do consumidor e 
desenvolvimento urbano. Mostrando que o acesso aos serviços de saneamento 
básico é condição necessária à dignidade do ser humano e, particularmente à sua 
sobrevivência. 
A participação do indivíduo na atividade econômica e social depende de uma vida 
saudável, para tanto é fundamental o acesso ao saneamento básico, assim como à 
moradia, à saúde e à educação (PNUD, 2017). 
É importante ressaltar que, segundo o Atlas do saneamento (IBGE 2011, p. 1, 
capítulo 3), o saneamento abrange aspectos que vão além do saneamento básico 
como: 
 
Abastecimento de água potável, a coleta, o tratamento e a disposição final dos esgotos e dos 
resíduos sólidos e gasosos, os demais serviços de limpeza urbana, a drenagem urbana, compreende 
o controle ambiental de vetores e reservatórios de doenças, a disciplina da ocupação e de uso da 
terra e obras especializadas para proteção e melhoria das condições de vida. 
As consequências da contaminação do meio ambiente podem se manifestar 
pontualmente ou a longo prazo, podendo não somente atingir a população local, 
tendo em vista que a natureza não estabelece limites políticos, tampouco 
geográficos. Por isso, as pessoas precisam se conscientizar da problemática do 
setor de saneamento básico e, principalmente, conhecer os malefícios que sua falta 
pode ocasionar à saúde. 
A solução exige investimento maciço de recursos com objetivo de ampliar o acesso 
universal aos serviços de fornecimento de água e saneamento, além de acordos 
efetivos entre países para a cooperação no uso da água. Há também a necessidade 
de mudança nos padrões de produção e consumo, para evitar o desperdício de 
água nas esferas doméstica, industrial e agropecuária. 
“O saneamento é uma meta coletiva diante da importância da vida humana e da 
proteção ambiental, sendo dever do Estado sua promoção, constituindo-se um 
direito social integrante de políticas públicas e sociais”(BORJA, 2004, p. 83). 
Mesmo sendo um país privilegiado com a grande quantidade de recursos hídricos, 
o Brasil apresenta sérios problemas de abastecimento de água, devido ao 
crescimento acelerado da população e o progresso tecnológico que conduziram à 
alteração dos hábitos diários, aumentando, assim, o consumo médio diário por 
habitante, além da carência de saneamento na maioria das cidades brasileiras. 
Conforme demonstrado na figura 05, a meta estabelecida no Plano Nacional de 
Saneamento Básico (2013) para o ano de 2033 é atingir um atendimento a 99% da 
população com água tratada e 93% com coleta e tratamento de esgoto. 
Segundo dados da ONU (2010) a população mundial cresce aceleradamente, em 
1950, éramos 2,5 bilhões de pessoas e, em 2011, sete bilhões e a estimativa é que 
passaremos de 8,3 bilhões em 2030 a 9,3 bilhões em 2050. A quantidade de água 
utilizada para satisfazer essa população e o processo de produção não é mais a 
mesma, infelizmente se perdeu a qualidade da água por uma série de fatores como 
a falta de saneamento básico e o descaso com a proteção dos mananciais de 
abastecimento público. 
 
Figura 05. Principais metas para saneamento básico no Brasil 
 
Fonte: Plano Nacional de Saneamento Básico – Plansab 2013. 
De acordo com as estimativas de órgãos como o Instituto Trata Brasil 1 , isso 
demanda um investimento de pelo menos 15 bilhões de reais por ano, enquanto o 
Estado vem investindo, em média, nove bilhões de reais. O aumento do consumo 
da água potável e dos recursos naturais cresce de forma mais rápida do que o 
crescimento populacional, isso nos mostra que se continuarmos agindo dessa 
forma, não teremos condições de atender às necessidades das futuras gerações, e 
não chegaremos a atingir a sustentabilidade tão almejada. Partindo dos problemas 
levantados, uma provável solução para a preservação dessas águas é o 
investimento em saneamento, principalmente no tratamento do esgoto sanitário. 
Para tanto, é necessário, além de se ter dispositivos (redes) para coletar os dejetos, 
dar destinação adequada, direcionando-os para estações de tratamento de esgoto 
e, posteriormente, devolver o efluente tratado em condições adequadas no rio. Isso 
somente é possível se houver monitoramento nas Estações de Tratamento de 
Esgoto. 
Importante ressaltar que o tratamento dos esgotos reflete diretamente na qualidade 
da água e a falta do saneamento ambiental reflete em nível de saúde da população, 
sendo um dos itens que compõem o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH de 
um país, e é interligada à educação, pois crianças com melhores condições de 
saúde aprendem melhor. Daí advém, então, a necessidade de almejar soluções 
 
1 Instituto Trata Brasil é uma OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, 
formado por empresas com interesse nos avanços do saneamento básico e na proteção dos 
recursos hídricos do país. Atua desde 2007 trabalhando para que o cidadão seja informado e 
reivindique a universalização do serviço mais básico, essencial para qualquer nação: o saneamento 
básico. Disponível em < http://www.tratabrasil.org.br/quem-somos>. Acesso em 31 de julho de 2020. 
criativas para desenvolver uma relação harmônica do homem com a natureza, o 
que implica na melhoria de qualidade de vida para todos. Sabe-se que o esgoto 
reflete na qualidade da água. Para adequar a água de diferentes mananciais aos 
padrões de qualidade definidos pelos órgãos de saúde e agências reguladoras, é 
necessário o emprego de sofisticadas tecnologias, diferentes operações e 
processos unitários para tratá-la e atender às exigências do Ministério da Saúde, 
que é o órgão responsável por definir quais as características adequadas para que 
a água possa ser consumida pelos seres humanos sem causar danos à saúde. 
O capítulo 18 da “agenda 21” analisa que as atividades econômicas e sociais 
dependem muito do suprimento e da qualidade da água, sendo importante definir 
métodos que possibilitem assegurar uma oferta de água na quantidade e qualidade 
adequada. Devem ser satisfeitas as necessidades hídricas para que o país alcance 
um desenvolvimento sustentável, e, ao mesmo tempo, devem ser preservadas as 
funções hidrológicas, biológicas e químicas dos ecossistemas, adaptando as 
atividades humanas aos limites da capacidade de absorção de seus impactos pela 
natureza. 
 
SAIBA MAIS 
 
A garantia do acesso universal e de qualidade ao saneamento básico no Brasil 
ainda é um grande desafio. Como outros serviços públicos essenciais, os déficits 
denunciam o atraso do País na garantia de direitos básicos como acesso à água e 
ao destino seguro dos dejetos e resíduos sólidos. A exclusão e a desigualdade e a 
baixa qualidade dos serviços é o produto de um modelo de desenvolvimento 
vinculado ao modo de produção capitalista e, como tal, promotor de contradições, 
antagonismo e iniquidades. 
 
Fonte: Borja, P. C. Política pública de saneamento básico: uma análise da 
recente experiência brasileira. Revista Saúde e Sociedade . 2014. Disponível 
em: https://doi.org/10.1590/S0104-12902014000200007. 
https://www.scielosp.org/article/sausoc/2014.v23n2/432-447/ Adaptado. Acesso 31 
jul.2020. 
 
#SAIBA MAIS# 
 
REFLITA 
 
O jornal "A Folha de S. Paulo" noticiou em outubro de 2004, que as enormes 
quantidades de substâncias químicas encontradas no ar, na água, nos alimentos e 
nos produtos utilizados rotineiramente estão diretamente relacionadas com uma 
maior incidência de câncer, de distúrbios neurocomportamentais, de depressão e 
de perda de memória. Tal reportagem também divulgou dados do Instituto Nacional 
do Câncer dos EUA, apontando que dois terços dos casos de câncer daquele país 
tem causas ambientais. O referido artigo ainda menciona uma pesquisa feita com 
cinquenta controladores de trânsito da cidade de S. Paulo (conhecidos como 
"marronzinhos"), não fumantes e sem doenças prévias. A conclusão foi que todos 
apresentavam elevação da pressão arterial e variação da frequência cardíaca nos 
dias de maior poluição atmosférica. Além disso, 33% deles possuíam condições 
típicas de fumantes, como redução da capacidade pulmonar e inflamação frequente 
dos brônquios. Diante do fato reflita somos o que comemos? O atual modelo de 
desenvolvimento preza pela saúde e melhoria de qualidade de vida das pessoas? 
 
Fonte: CUNHA, Paulo Roberto. A relação entre meio ambiente e saúde e a importância 
dos princípios da prevenção e da precaução. Revista Jus Navigandi, ISSN 1518-4862, 
https://www.scielosp.org/article/sausoc/2014.v23n2/432-447/
https://doi.org/10.1590/S0104-12902014000200007
https://www.scielosp.org/article/sausoc/2014.v23n2/432-447/
Teresina, ano 10, n. 633, 2 abr. 2005. Disponível em: https://jus.com.br/artigos/6484. 
Disponível em: https://jus.com.br/artigos/6484/a-relacao-entre-meio-ambiente-e-saude-e-
a-importancia-dos-principios-da-prevencao-e-da-precaucao. Acesso em: 31 jul. 2020. 
 
#REFLITA# 
https://jus.com.br/artigos/6484/a-relacao-entre-meio-ambiente-e-saude-e-a-importancia-dos-principios-da-prevencao-e-da-precaucao
https://jus.com.br/artigos/6484/a-relacao-entre-meio-ambiente-e-saude-e-a-importancia-dos-principios-da-prevencao-e-da-precaucao
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Os problemas ambientais desencadeiam uma série de questionamentos sobre suas 
causas e consequências. Essas causas e consequências afetam a relação entre os 
homens e deles com a natureza. 
O ser humano deve observar os exemplos da natureza e ter a consciência de que 
a biosfera tem limites e que estes devem ser respeitados. Sendo necessário 
repensar práticas, costumes e padrões de consumo e tecnologias empregadas, pois 
com os paradigmas atuais, não haverá planeta suficiente para manter a sociedade 
com a inclusão que ainda precisa ser feita. 
Desta maneira, diante da intensa degradação da natureza, medidas urgentes 
devem ser tomadas por todos a benefício do homem e do próprio meio ambientea 
fim de minimizar os impactos negativos que tem levado os recursos naturais e a 
escassez em nome da melhoria da qualidade de vida. 
Estamos cada vez mais questionando o atual modelo de desenvolvimento, por isso 
entendemos a necessidade de termos um olhar para o passado compreender a 
natureza e aplicar este conhecimento a benefício do homem e da própria natureza. 
O desenvolvimento sustentável não é um estado permanente de equilíbrio, mas sim 
de mudanças quanto ao acesso aos recursos e quanto à distribuição de custos e 
benefícios, controlar e destinar de forma inadequadas os resíduos sólidos podem 
causar inúmeras consequências negativas a economia ao setor social e ambiental. 
Efeitos como emissão de gases de efeito estufa, degradação e contaminação do 
solo, poluição da água, proliferação de vetores de importância sanitária, como é o 
caso do Aedes aegypti (vetor da dengue), potencialização dos efeitos de enchentes 
nos centros urbanos, entre outros. 
E nesse sentido o recurso água será altamente atingido e consequentemente as 
pessoas e ainda devemos considerar que é responsabilidade de todos buscar um 
mundo melhor. 
 Segundo Lerípio (2001, p. 2), a relação meio ambiente e desenvolvimento deve 
deixar de ser conflitante para tornar-se uma relação de parceria. O ponto chave da 
questão passa a ser a necessidade de uma convivência pacífica entre a boa 
qualidade do meio ambiente e o desenvolvimento econômico
LEITURA COMPLEMENTAR 
 
Artigo: 
 Rivlin, L. G.. Olhando o passado e o futuro: revendo pressupostos sobre as inter-
relações pessoa-ambiente. Estud. psicol. (Natal). Vol.8 nº2. Natal. 2003. 
Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-
294X2003000200003&script=sci_arttext. Acesso em: 31 jul. 2020. 
 
RESUMO 
Este artigo examina alguns dos pressupostos que guiaram os primeiros trabalhos 
em Psicologia Ambiental e os revisa à luz de perspectivas contemporâneas. Muitos 
desses pressupostos continuam a ter relevância, mas são necessárias algumas 
modificações e acréscimos para dar conta do desenvolvimento em ideias e pesquisa 
ao longo dos anos. É preciso: ir além da pesquisa multidisciplinar, engajando-se no 
pensamento interdisciplinar e pesquisa em colaboração com pessoas de outras 
disciplinas; ampliar a atenção com as questões éticas; examinar o papel da 
tecnologia na vida das pessoas; e reconhecer a natureza holística das transações 
pessoa-ambiente levando em consideração a diversidade criada por idade, gênero, 
nível de capacidade/incapacidade, cultura e economia. 
 
 
Artigo: 
Danilo, S. K. , Kawasaki, C., Carvalho, L. M. de. O conceito de "ecossistema" em 
teses e dissertações em educação ambiental no Brasil: construção de significados 
e sentidos. VIII EPEA - Encontro Pesquisa em Educação Ambiental. Rio de 
Janeiro. 2015. 
 
RESUMO: O presente trabalho constitui parte de uma tese, concluída em 2014, e 
que teve como objetivo investigar o conceito de “ecossistema” presente em teses e 
dissertações do campo da Educação Ambiental (EA), no período de 1980 a 2009 
no Brasil. Além da caracterização dos aspectos da pesquisa em EA, analisa os 
significados e sentidos construídos e associados ao conceito de ecossistema nas 
referidas pesquisas. Este artigo foca na relação entre os núcleos de significação 
resultantes desta construção, e suas relações com o ensino de Ecologia e a EA. Os 
procedimentos metodológicos são descritos e estão fundamentados na perspectiva 
da análise dialógica do discurso e inseridos no contexto da pesquisa qualitativa em 
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-294X2003000200003&script=sci_arttext
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-294X2003000200003&script=sci_arttext
educação. A apresentação dos núcleos de significação construídos possibilitou a 
emergência de sentidos contraditórios e que são compreendidos a partir do conceito 
de ecossistema, mesmo que estes não sejam enunciados diretamente. 
Fonte: Disponível em: http://epea.tmp.br/epea2015_anais/pdfs/plenary/29.pdf. 
Acesso 31 jul. 2020. 
 
 
Artigo: Efeito de vespas não-polinizadoras sobre o mutualismo Ficus – 
vespas de figos 
 
RESUMO: Relações ecológicas interespecíficas, que resultam em benefício para 
todos os organismos participantes, são conhecidas como mutualismo. No entanto, 
tal cooperação abre espaço para o surgimento de estratégias oportunistas (ou de 
trapaça), representadas por indivíduos parasitas do mutualismo, que recebem o 
benefício de um dos parceiros sem oferecer nada em troca. A interação figueiras – 
vespas - de - figo é um sistema adequado para o estudo do mutualismo e de 
estratégias oportunistas (parasitas de mutualismos). Representantes do 
gênero Ficus (Moraceae) apresentam uma relação mutualística com pequenas 
vespas polinizadoras (Agaonidae) e são explorados por outras espécies de vespas 
não-polinizadoras. Esse trabalho teve como objetivo avaliar o impacto das vespas 
não-polinizadoras sobre o mutualismo Ficus citrifolia e suas vespas 
polinizadoras, Pegoscapus tonduzi Grandi, 1919. Para tal, foi comparada a 
produção de aquênios (função feminina) e de fêmeas da espécie polinizadora 
(função masculina) entre amostras de sicônios altamente infestados e pouco 
infestados por vespas não-polinizadoras, coletadas nos municípios de Londrina 
(Paraná), Campinas e Ribeirão Preto (São Paulo), Brasil. Nossos resultados 
apontaram que as vespas não-polinizadoras exercem impacto negativo nos 
componentes feminino e masculino da planta, sendo maior no masculino. A 
produção de vespas polinizadoras foi cerca de sete vezes menor nos figos 
infestados, ao passo que a produção de aquênios foi 1,5 vez menor nesses mesmos 
figos. Hipóteses sobre a estabilidade do mutualismo na presença das espécies 
oportunistas são discutidas. 
http://epea.tmp.br/epea2015_anais/pdfs/plenary/29.pdf
Fonte: Elias. L, G.; Fernado, H. A.; Pereira, R. A. S. Efeito de vespas não 
polinizadoras sobre o mutualismo Ficus – vespas de figos Iheringia, Sér. 
Zool. vol.97 no.3 Porto Alegre Sept. 2007 
Disponivel em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0073-
47212007000300006&lang=pt. Acesso:08 ago.2020. 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0073-47212007000300006&lang=pt
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0073-47212007000300006&lang=pt
 
LIVRO 
 
• Título. Ecologia: De Indivíduos a Ecossistemas 
• Autor: Michael Begon, Colin R. Townsend, John L. Harper 
• Editora: Blackwell Publishing Ltd, Oxford. 
• Sinopse:Considerado o livro-texto definitivo sobre todos os aspectos da ecologia. 
Esta nova edição continua a fornecer um tratamento completo do tema, desde os 
princípios ecológicos fundamentais até uma reflexão vívida sobre nossa 
compreensão da ecologia no século XXI. Aborda a teoria de nichos, a teoria da 
história de vida, os padrões de migração e a dinâmica de populações pequenas, 
dedicando atenção especial a restauração após dano ambiental, biossegurança 
(resistência à invasão de espécies alóctones) e conservação de espécies. 
 
 
FILME/VÍDEO 
 
• Título. Relações ecológicas 
• Ano.2016 
• Sinopse. A vida na terra, seja ao nível de uma pequena poça ou ao nível de um 
ecossistema que abrange um continente, se resume em interações. Além de 
interagirem com o meio físico, os organismos interagem com indivíduos da sua 
espécie e com outras espécies, estabelecendo o que chamamos de Relações 
Ecológicas. 
• Link do vídeo https://www.youtube.com/watch?v=SZbMnJ99q3U 
https://www.youtube.com/watch?v=SZbMnJ99q3U
 
REFERÊNCIAS 
ANTUNES, Ricardo L. C. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a 
negação do trabalho. 6. ed. São Paulo: Boitempo, 2002. 
 
BAKER, M. N.; TARAS, M. J. The quest for pure water: the history of the 
twentieth century. 2. ed. v. 1, Denver: AWWA, 1981. 
 
BEGON, Michael, Colin R. Townsende Jonh L. Hasper.Tradução Adriano Sanches 
Ecologia de Indivíduosa Ecossistemas. 4ªEdição. Artmed Editora. Porto 
Alegre, 2007. 
 
BORJA, P. C. Política de saneamento, instituições financeiras internacionais 
e megaprogramas: um olhar através do Programa Bahia Azul. 2004, 400 f. 
Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo). Faculdade de Arquitetura da 
Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2004 
BORJA, P. C. Política pública de saneamento básico: uma análise da recente 
experiência brasileira. Revista Saúde e Sociedade . 2014. Disponível em: 
https://doi.org/10.1590/S0104-12902014000200007. 
https://www.scielosp.org/article/sausoc/2014.v23n2/432-447/ Adaptado. Acesso 31 
jul.2020. 
 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 496 p. 
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm 
Acesso em: 3 jul. 2020 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Política nacional de saúde ambiental para o 
setor saúde. Brasília: Secretaria de Políticas de Saúde, 1999. 
 
BRASIL. Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional 
do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação. Brasília, 
DF. 1981. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6938.htm>. 
acesso 31 jul .2020. 
 
BRASIL, Lei 11.445 de 05 de janeiro de 2007, Estabelece diretrizes nacionais para 
o saneamento básico; altera as Leis nos 6.766, de 19 de dezembro de 1979, 
8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.987, de 13 de 
fevereiro de 1995; revoga a Lei no 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras 
providências, disponível em HTTP://www.planalto.gov.br. Acesso 31 jul .2020. 
 
BRASIL. [Lei n. 12.305, de 2 de agosto de 2010]. Política nacional de resíduos 
sólidos [recurso eletrônico]. – 2. ed. – Brasília: Câmara dos Deputados, Edições 
Câmara, 2012. 73 p. – (Série legislação; n. 81) 
 
BRASIL, Ministério das Cidades, Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. 
Plano Nacional de Saneamento Básico: Mais Saúde com Qualidade de Vida e 
Cidadania. HELLER, L. (coord.). 1. ed. Brasília: 2013, 173 p. 
 
https://www.scielosp.org/article/sausoc/2014.v23n2/432-447/
https://doi.org/10.1590/S0104-12902014000200007
https://www.scielosp.org/article/sausoc/2014.v23n2/432-447/
http://www.planalto.gov.br/
CAVINATTO, V. M. Saneamento básico: fonte de saúde e bem-estar. São Paulo: 
Ed. Moderna, 1992. 
 
CAMARGO, Ricardo Antônio Lucas. Interpretação e Aplicação do Código de 
defesa do Consumidor. São Paulo: Ed. Acadêmica, 1992. 
 
CUNHA, Paulo Roberto. A relação entre meio ambiente e saúde e a importância 
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4862, Teresina, ano 10, n. 633, 2 abr. 2005. Disponível 
em: https://jus.com.br/artigos/6484. Disponível em: 
https://jus.com.br/artigos/6484/a-relacao-entre-meio-ambiente-e-saude-e-a-
importancia-dos-principios-da-prevencao-e-da-precaucao. Acesso em: 31 jul. 2020. 
 
DANILO, S. K. , Kawasaki, C., Carvalho, L. M. de. O conceito de "ecossistema" em 
teses e dissertações em educação ambiental no Brasil: construção de significados 
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Janeiro. 2015. 
Elias. L, G.; Fernando, H. A.; Pereira, R. A. S. Efeito de vespas não polinizadoras 
sobre o mutualismo Ficus – vespas de figos Iheringia, Sér. 
Zool. vol.97 no.3 Porto Alegre Sept. 2007 
Disponivel em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0073-
47212007000300006&lang=pt. Acesso:08 ago.2020. 
 
FORNO, M. A. R.Dal. Fundamentos em gestão ambiental. Recurso 
eletrônico/ organizadora; coordenado pelo SEAD/UFRGS. Porto Alegre: Editora da 
UFRGS, 2017.86 p.: epub. 
 
LERIPIO, Alexandre de Ávila. Apostila de Gestão da Qualidade Ambiental. 
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção. UFSC, 2001. 
 
LIMA, Ana Karmen Fontenele Guimarães. Consumo e Sustentabilidade: Em 
busca de novos paradigmas numa sociedade pós-industrial. In: Anais do XIX 
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http://www.rets.epsjv.fiocruz.br/noticias/oms-alerta-para-consequencias-da-poluicao-ambiental-17-milhoes-de-mortes-de-criancas-por
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UNIDADE II 
TÍTULO DA UNIDADE 
ECONOMIA AMBIENTAL, CONTROLE DA QUALIDADE 
 
Professora Me. Sônia Maria Crivelli Mataruco 
 
Plano de Estudo: 
● Conceito e importância da política ambiental; 
● Instrumentos da política ambiental; 
● Política ambiental e o comércio internacional 
● O que é desenvolvimentosustentável; 
● O conceito de eco-eficiência; 
● Responsabilidade social corporativa; 
● Determinantes do investimento ambiental; 
● Mercados verdes; 
● O “selo verde”. 
● Legislação ambiental - Princípios gerais do direito ambiental; 
● Declaração de Estocolmo e a Declaração do Rio de Janeiro; 
● Constitucionalidade do direito ambiental; 
● Responsabilidade ambiental; 
● Política Nacional do Meio Ambiente; 
● Infrações e sanções administrativas. 
 
 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
● Conhecer os conceito e importância da política ambiental; 
● Saber os instrumentos da política ambiental; 
● Entender a política ambiental e o comércio internacional 
● Saber o que é desenvolvimento sustentável; 
● Saber o conceito de eco-eficiência; 
● Entender sobre responsabilidade social corporativa; 
● Saber os determinantes do investimento ambiental; 
● Conhecer mercados verdes; 
● Conhecer o “selo verde”. 
● Saber sobre legislação ambiental - Princípios gerais do direito ambiental; 
● Conhecer a declaração de Estocolmo e a Declaração do Rio de Janeiro; 
● Saber sobre a constitucionalidade do direito ambiental; 
● Entender sobre responsabilidade ambiental; 
● Saber a política Nacional do Meio Ambiente; 
● Saber sobre as infrações e sanções administrativas. 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
O estudo da economia dos recursos naturais é de extrema importância 
independente da corrente de pensamento econômico que se adote. 
O aumento da competitividade mercadológica demanda cada vez mais 
recursos naturais de todos os tipos e isso acaba gerando crescimento dos conflitos 
ou disputas que no fundo ocasionam sua escassez. (PHILIPI, 2017). 
Desta forma inicialmente, neste capítulo abordou-se os principais conceitos 
e classificações dos recursos naturais mostrando que são elementos essenciais à 
existência do ser humano e à manutenção da vida. Nós, diariamente, buscamos 
satisfazer nossas necessidades e para isso recorremos ao meio ambiente e ao que 
ele nos fornece. 
Contudo, ao longo dos anos, os recursos naturais foram explorados e 
utilizados de maneira irracional e sem o cuidado necessário para sua manutenção. 
Assim, atualmente, há uma grande preocupação por parte da sociedade, 
governantes e da comunidade científica a respeito da preservação dos recursos 
naturais, sendo necessário buscar uma forma de suprir as necessidades e promover 
o desenvolvimento das sociedades de forma sustentável. 
 
 
1. RECURSOS AMBIENTAIS E NATURAIS. CONCEITO, CLASSIFICAÇÃO 
E TIPOS 
 
Figura 01 : uso ou abuso de recursos naturais. 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-illustration/clear-cutting-forests-use-
abuse-natural-1282205926. Acesso 01 ago.2020. 
 
 
Os Recursos Naturais são os elementos que a natureza oferece, que por sua 
vez, são utilizados pelo homem na construção e desenvolvimento das sociedades 
e, portanto, para sua sobrevivência. 
Segundo Assunção (2002, p. 52) “...a palavra recurso significa algo a que se 
possa recorrer para a obtenção de alguma coisa.” Sendo a este recorrido no intuito 
da satisfação das necessidades humanas. 
Para Santos (2013) recurso pode ser um componente do ambiente 
relacionado com frequência à energia que é utilizado por um organismo (alimento) 
e qualquer coisa obtida do ambiente vivo e não-vivo para preencher as 
necessidades e desejos humanos. 
Confirmando o pensamento de Santos, Assunção (2002, p 55) diz que 
recurso pode ser definido como elementos de que o homem se vale para satisfazer 
suas necessidades e os recursos naturais são aqueles que se originam sem 
qualquer intervenção humana. 
Para Santos (2013, p. 32) complementa que os recursos naturais podem ser 
classificados como renovável e não renovável sendo o primeiro como o próprio 
nome diz são aqueles que se renovam na natureza. Não se esgotam com facilidade, 
pois seu tempo de renovação é de curto prazo. Entretanto sua renovação depende 
da forma como são utilizados pelo homem são determinantes para a sua 
manutenção na natureza. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-illustration/clear-cutting-forests-use-abuse-natural-1282205926
https://www.shutterstock.com/pt/image-illustration/clear-cutting-forests-use-abuse-natural-1282205926
Já os recursos naturais não renováveis são aqueles que sua renovação 
demora, ou seja, se dá em longo prazo, em um espaço de tempo que não garante 
o suprimento das necessidades do ser humano, sendo, portanto, uma regeneração 
lenta. 
Outra situação importante a ser ressaltada é que embora ainda bastante 
utilizado no senso comum como referência aos cuidados com o ambiente, o termo 
recursos naturais quase não faz mais parte da “legislação brasileira” recente, que 
adotou preferencialmente o termo “recursos ambientais”. 
Um claro exemplo disso é o inciso VI do artigo 4º da Lei Federal nº 6.938/81 
que diz “a imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou 
indenizar os danos causados e, ao usuário, da contribuição pela utilização de 
recursos ambientais com fins econômicos”. (BRASIL, 1981). 
Segundo Godarg (2000, p. 205) os recursos além de serem classificados em 
renováveis e não renováveis são bens da natureza também agrupados de acordo 
com seu tipo. Existem quatro tipos de agrupamento: biológicos, hídricos, 
minerais e energéticos. 
O grupo biológico são os vegetais, que formam a biodiversidade de um 
ecossistema e a conservação deles garante o equilíbrio e a preservação saudável 
dos ecossistemas, como plantas, solo, flores e árvores e animais. São utilizados 
com a finalidade de abastecer a indústria de extração de madeira, agricultura, 
construção, medicamentos e fonte de alimentação e em atividades de agropecuária. 
O consumo de carne e de leite são exemplos do uso de recursos biológicos animais. 
Godarg (2000, p. 206) 
Os recursos hídricos podem ser superficiais (rios, lagos, etc.) e subterrâneos, 
que ficam em camadas mais profundo sendo acesso mais difícil. 
Os recursos minerais são formados por pedras preciosas, rochas e minerais, 
e podemos citar como exemplos: areia, argila, diamante, grafite, ouro, prata, carvão, 
entre outros. São recursos utilizados na engenharia, no mercado de pedras 
preciosas, como fonte de energia, na indústria de produtos de saúde, entre outros. 
Para Godarg (2000) a extração desse tipo de recurso deve ser feita de forma 
responsável e planejada, pois seu uso indiscriminado pode levar à escassez destes 
bens, aumento da poluição de ecossistemas e desequilíbrios ambientais. 
Por fim já os recursos energéticos são todos os bens da natureza que podem 
ser usados como fonte de energia, sendo alguns renováveis e outros não 
renováveis como, por exemplo, o sol, o vento e as águas. 
 
 
1.1 Teoria dos Recursos Naturais Exauríveis e Renováveis 
 
Figura 01: Vista aérea da área desmatada da floresta amazônica causada por atividades 
ilegais de mineração no Brasil. O desmatamento e a mineração ilegal de ouro destroem a 
floresta e contaminam os rios com mercúrio. 
 
Fonte: Disponível em: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/aerial-view-
deforested-area-amazon-rainforest-1482622208. Acesso: 01 ago. 2020. 
 
Segundo Maugulis (1999) somente a partir anos 1970 que os recursos 
naturais foram reinseridos no escopo principal da teoria econômica. 
Após os intensos debates sobre os limites do crescimento econômico 
promovido pelo famoso “Clube de Roma” e outros fóruns. Essa reinserção 
ocorreu por intermédio do resgate de trabalhos isolados produzidos 
anteriormente, mas que permaneceram esquecidos por longo tempo por 
não representarem o pensamento econômico dominante, como por 
exemplo, os trabalhos de Faustmann, sobre a regra de gestão dos 
recursos florestais, de 1849, e os o estudo de Hotelling, de 1931, sobre as 
regras de uso ótimo dos recursos esgotáveis, entre outros. (MAUGULIS, 
1999, p. 158) 
Nesse sentido, ALIER (2007) relata que os recursos naturais têm um papel 
relevante no mercado mundial. Eles oferecem umvalor tangível de presente e de 
futuro, são parte da “economia real”, em contraposição com outros modelos que 
foram referência até pouco tempo atrás, como as chamadas “economias de bolha”. 
Os recursos naturais são fundamentais para o desenvolvimento econômico, 
visto que muitos apresentam viabilidade econômica. Contudo, nem todos esses 
elementos podem ser utilizados na forma que são retirados da natureza, precisando, 
portanto, passar por um processo de transformação e beneficiamento para que seja 
utilizado. (MAUGULIS, 1990). 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/aerial-view-deforested-area-amazon-rainforest-1482622208
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/aerial-view-deforested-area-amazon-rainforest-1482622208
Dentro do contexto econômico Alier (2007, p. 220) relata que a importância 
do é entendimento que: 
 
Os recursos não estão distribuídos de forma homogênea no planeta, 
portanto, há lugares com maior ou menor disponibilidade de determinado 
elemento. Assim, determinadas áreas podem apresentar insuficiência de 
recursos naturais para suprir as necessidades da população, gerando 
conflitos entre os indivíduos, como é o caso do petróleo. (ALIER, 2007, p. 
220). 
 
Assim, as teorias dos recursos exauríveis demonstra a relação existente 
entre o tempo que os processos naturais necessitam para a concentração mineral 
em jazidas e a velocidade que estes são extraídos, a classificação exaurível de um 
recurso natural. Um determinado recurso será exaurível quando demandar maior 
tempo em recomposição que sua taxa de consumo (SILVA, 2003). 
A teoria dos recursos exauríveis leva a pensar de maneira diferente quanto 
à extração de recursos naturais. São compreendidos então como finitos todos os 
minerais, mesmo que em pequena parcela presente em qualquer rocha, porém 
inviável pelo custo de exploração que demandaria o processo. 
Schumacher, (1973) relata que em 1930, durante a depressão econômica 
em escala mundial sentiu-se apto a especular as possibilidades econômicas para 
as futuras gerações e concluiu que talvez não estivesse muito longe o dia que, com 
o aumento populacional e enriquecimento das nações, a renovabilidade dos 
recursos naturais estaria comprometido. 
 
 
1.2 Análise de Custo-benefício e Métodos Para Valoração Econômica 
Ambiental 
Figura 02 : Análise de custo-benefício dos usos dos recursos naturais 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/hands-money-plant-symbol-photo-
surch-185118068. Acesso 01 ago. 2020. 
 
 A análise custo-benefício tem sido utilizada e considerada como uma das 
melhores técnicas econômica para mensuração de valor de um bem ambiental. 
Para Motta (2001) Tem como objetivo fazer a comparação entre os custos 
e benefícios ligados a projetos em fase de aprovação. No caso de um projeto 
ambiental, os custos representam o bem-estar que se deixou de ter em função da 
opção de utilizar os recursos em políticas ambientais ao invés de aplicá-lo em outras 
atividades da economia. 
Já os benefícios são os impactos positivos para a sociedade, alegando o 
bem-estar das pessoas, decorrendo de políticas ecológicas que possibilitem a 
manutenção e conservação deste capital natural. 
Através da utilização das técnicas da ACB torna-se possível escolher quais 
estratégias deverão ser adotadas para que possam utilizar a melhor maneira os 
recursos. Agindo com essa racionalidade, os agentes estarão "maximizando os 
recursos disponíveis da sociedade e, consequentemente, otimizando o bem-estar 
(Motta 2001) 
Cavalcanti (1998) destaca que a escolha de projetos através do critério da 
Análise Custo-benefício constitui urna série e operações, trazendo para as 
condições reais o modelo de mercado perfeito, para que possa realizar uma 
avaliação racional. 
O valor de um objeto, produto ou serviço é aquilo que estamos dispostos a 
pagar por ele. Ficando difícil uma análise de preço em alguns produtos. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/hands-money-plant-symbol-photo-surch-185118068
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/hands-money-plant-symbol-photo-surch-185118068
 Assim, para análise de custo benefício são criados métodos de valoração 
dos recursos naturais, através de instrumentos econômicos, visando estimar o 
impacto das ações presentes projetadas no tempo futuro pelo custo de utilização. 
Sendo eles: método do valor econômico total (VET); Método de produção 
sacrificada; método da disposição a pagar. 
Boa parte dos recursos naturais são bens públicos, tais como: ar, água, 
capacidade de assimilação de dejetos etc., portanto não têm preços. Para análise 
de custo-benefício e valoração econômica é importante levar em consideração a 
escassez ao se referir a determinado recurso naturais. 
Desta forma, como a grande maioria dos recursos e serviços ambientais não 
são negociados em mercados específicos, a determinação do seu valor não pode 
ser determinada pela simples relação de oferta e procura. Os métodos de 
valorização econômica são apresentados como soluções alternativas à falta de 
mercados específicos em que os bens ambientais possam ser transacionados. 
Bellia (1996) afirma que o valor dos benefícios proporcionados pelo meio 
ambiente pode ser representado economicamente pela expressão: 
Valor Econômico Total = Valor de Uso + Valor de Opção + Valor de Existência 
. 
Conforme Motta (2001) e citado por Willian (2006) o Valor de Uso costuma 
(conforme figura 03) ser desagregado em: Valor de Uso Direto tratando-se de 
quando o indivíduo utiliza um recurso na atualidade, através do consumo direto, 
extração, atividade de produção, etc. e Valor de Uso Indireto está relacionado ao 
fato do benefício atual do recurso derivar de funções ecossistêmicas, como por 
exemplo, a manutenção de níveis adequados do efeito estufa causado pela redução 
das emissões de CO2.
 
Figura 04: Economia dos recursos naturais – Valor Econômico Total 
 
Fonte: WILLIAN, C. N.. A valoração econômica dos recursos ambientais e 0 papel 
desempenhado pelas empresas neste processo. Florianópolis/SC. 2006. 78 p. 
Disponível em: http://tcc.bu.ufsc.br/Economia294108.PDF. Acesso 01 de ago. 2020. 
 
Para Willian (2006, p. 40) o Valor de Opção é aquele: 
 atribuído pelos indivíduos à possibilidade de consumir o recurso ou obter 
seus benefícios em outro momento, abdicando de seu uso imediato. 
Incentivos para essa forma de consumo podem decorrer de diversas 
preocupações, como a vontade de garantir um legado de qualidade e 
diversidade ambiental a nossos filhos ou então o benefício resultante de 
remédios cujos princípios ativos contenham matérias-primas somente 
encontradas em florestas tropicais (WILLIAN, 2006, p. 40). 
 
Complementando, BeIlia (1996) demonstra a composição do Valor de Opção: 
Valor de Uso = Valor de Uso (para os indivíduos) + Valor de Uso para os indivíduos 
no futuro (descendentes e futuras gerações) + Valor de Uso por outros ("valor do 
vigário" para os indivíduos) 
Já o Valor de Existência segundo Willian (2006, p. 40): 
não está associado ao uso - embora represente um consumo ambiental 
derivando de posições morais, éticas, cultural ou filantrópica em relação 
aos direitos de existência de espécies que não sejam humanas ou então 
através da preservação de outras riquezas naturais, mesmo estando essas 
dissociadas de um uso atual ou futuro para a pessoa. Portanto o Valor de 
Existência está relacionado a percepção que as pessoas tem da 
irreversibilidade da degradação ambiental e as incertezas quanto aos 
impactos negativos decorrentes dessa ação. 
 
Desta forma como determinar o preço que os indivíduos estarão dispostos 
a pagar, por determinado bem? 
Segundo Willian (2006, p 42-44) Os métodos mais utilizados para essa 
determinação são: Os valores associados, preço de propriedade, Custo de Viagem e 
Valor da Vida Humana. 
● Valor Associado - Através de pesquisas (enquetes) o método do valor 
associado tenta identificar o valorque os entrevistados dão à preservação ambiental 
http://tcc.bu.ufsc.br/Economia294108.PDF
(reservas florestais, recursos hídricos, certas paisagens, etc.) avaliando o quanto 
estão dispostos a pagar para usufruir desse recurso preservado. 
● Preço de Propriedade – quando se observa a localização do imóvel, 
por exemplo, a tranquilidade do local, distante de áreas industriais para garantir a 
qualidade do ar, num local com baixo nível de ruídos e se possível com uma bela 
paisagem. Essas características comuns tomam o imóvel mais valorizado se 
comparado à outra com as mesmas características porém situados em local de 
elevada degradação. 
Para Willian (2006, p. 42) há uma valorização dependendo das 
características ambientais no entorno do local, somando a esse critério outros como 
a proximidade de locais estratégicos como escolas, transporte, padarias, etc. Como 
o comprador desconhece todos os benefícios de morar num local de elevada 
qualidade ambiental, a avaliação monetária através dessa técnica pode estar 
subvalorizada, oferecendo apenas uma estimativa. 
● O Custo de Viagem é a disposição que um indivíduo tem de pagar 
pelo uso de determinado bem ambiental, como um parque, uma cachoeira, uma 
praia, etc. em sua determinação, é utilizado o custo médio das viagens, o qual 
envolve o custo da viagem (deslocamento), despesas com hotéis e restaurantes, as 
horas de trabalho trocadas pela visita ao ativo ambiental em questão, o pagamento 
de entradas no local, etc. 
● O Valor da Vida Humana é o mais difícil em ser valorado. Para Willian 
(2006, p. 44) ao citar BeIlia (1996) assinala que: 
as formas de calcular o valor de uma vida, o autor elimina aquelas 
consideradas muito simples e também as que envolvem sentimentos. 
Como exemplo de um cálculo simples do valor da vida Buarque 1989 apud 
Bellia 1996 apresenta os valores de um seguro de vida, pressupondo que 
esses seriam os valores que os indivíduos atribuem a sua vida. Contudo, 
em caso de morte, esse valor serve apenas para cobrir despesas e 
amenizar o desespero financeiro pelo qual na maioria das vezes passam 
os dependentes do falecido. Outro motivo para descartar os seguros de 
vida como medida de valor é o fato da maioria dos jovens não estarem 
interessados em adquirir seguros de vida, isso não quer dizer que ele não 
atribua valor a sua vida. (WILLIAN, 2006, p. 44). 
 
 
 
1.3 O Princípio Poluidor-Pagador; Certificados Negociáveis de Poluição 
 
Figura 04: Poluidor- pagador 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/dry-land-tree-climate-change-1267226599 
Acesso: 01 ago.. 2020. 
 
 
O Art. 225 da Constituição Federal de 1988 é o fundamento constitucional do 
princípio do usuário-pagador, o qual funciona como vetor para que o bem ambiental 
seja utilizado em benefício da coletividade, pois é bem essencial à qualidade de 
vida. 
Assim, constituição Federal de 1988 em seu artigo nº 225. relata que: 
 
Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de 
uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao 
Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as 
presentes e futuras gerações.§1º Para assegurar a efetividade desse 
direito, incumbe ao Poder Público” I – preservar e restaurar os processos 
ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e 
ecossistemas; VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as 
práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a 
extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade “. (Brasil, 1988 
p . 131) 
 
Nesse sentido, May (1994) relata que na garantia dos direitos estabelecidos 
na constituição federal vêm o princípio do Poluidor/Usuário-Pagador entre outros. 
 O princípio do usuário-pagador, origina-se do princípio poluidor-pagador que 
decorre o pagamento pela utilização de recursos ambientais, evitando a utilização 
predatória dos recursos naturais e desestimulando assim a degradação da 
qualidade ambiental, visando imputar ao usuário dos bens ambientais o custo do 
seu “empréstimo”. MAY (1994, p. 58) 
Este princípio está previsto no art. 4º, inc. VII, da Lei nº 6.938/81, ao dispor 
que a Política Nacional do Meio Ambiente visará à imposição, ao usuário, da 
contribuição pela utilização de recursos ambientais com fins econômicos. O 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/dry-land-tree-climate-change-1267226599
princípio do usuário-pagador, portanto, não ostenta caráter punitivo, já que, 
independentemente da ilegalidade do comportamento do usuário, ele pode ser 
cobrado pelo mero uso do bem ambiental. Estabelece que os preços devem refletir 
todos os custos sociais do uso e esgotamento do recurso. Exemplo: quem utiliza 
água para irrigação deve pagar pelo uso desse bem ambiental limitado. 
Assim, as externalidades podem ser negativas quando a ação de uma das 
partes impõe custos sobre a outra ou positivas, quando a ação de uma das partes 
beneficia a outra. 
Para Cavalcanti (1998) a presença de externalidades demonstra uma fonte 
de má alocação dos fatores de produção e uma ineficiente distribuição dos bens 
produzidos, onde alguns agentes consomem em demasia e outros de menos. 
Nisto estão as externalidades negativas ou os custos indiretos da exploração 
dos recursos naturais e dos empreendimentos que impactam o meio ambiente 
precisam ser consideradas, não podendo ser ignoradas. MILARÉ (2015) 
Segundo Benjamin, (1993 p. 200) as externalidades surgem: 
Quando determinada ação produz efeitos em outra pessoa ou empresa 
pelos quais esta não paga ou não é compensada. Traz como consequência 
a produção excessiva dos bens que geram externalidades negativas e 
oferta insuficiente daqueles que geram externalidades positivas. O autor 
exemplifica, de modo preciso, elencando casos de contaminação do ar ou 
da água, a qual não é eficientemente controlada por ação do poluidor 
porque este não tem incentivo para investir na redução da poluição. Em 
outros casos, as ações de uma pessoa ou empresa produzem benefícios 
não compensados que se denominam externalidades positivas.( 
BENJAMIN, 1993. p. 200). 
 
Segundo Rodrigues (2005, p. 159) além do poluidor-pagador, temos também 
o usuário-pagador e a diferença entre os dois é: 
Sendo os bens ambientais de natureza difusa e sendo o seu titular a 
coletividade indeterminada, aquele que usa o bem em prejuízo dos demais 
titulares passa a ser devedor desse ‘empréstimo’, além de ser responsável 
pela sua eventual degradação. É nesse sentido e alcance que deve ser 
diferenciado do poluidor-pagador. A expressão é diversa porque se todo 
poluidor é um usuário (direto ou indireto) do bem ambiental, nem todo 
usuário é poluidor. O primeiro tutela a qualidade do bem ambiental e o 
segundo a sua quantidade. Na verdade, o usuário-pagador obriga a arcar 
com os custos do ‘empréstimo’ ambiental, aquele que beneficia do 
ambiente (econômica ou moralmente), mesmo que esse uso não cause 
qualquer degradação. Em havendo degradação, deve arcar também com 
a respectiva reparação. Nesta última hipótese, diz-se que o usuário foi 
poluidor. 
 
Em resumo, o princípio poluidor-pagador é também conhecido como princípio 
da responsabilidade, exige que o poluidor suporte as despesas de prevenção, 
reparação e repressão dos danos ambientais por ele causados. 
Busca internalizar os custos sociais do processo de produção, ou seja, os 
custos resultantes da poluição devem ser internalizados nos custos de produção e 
assumidos pelos empreendedores de atividades potencialmente poluidoras. 
Outro mecanismo interessante que tem funcionado bem nos Estados Unidos 
no intuito de utilizar o processo poluidor-pagador para reduzir a poluição são os 
certificados de poluição negociáveis 
Uma alternativa é a abordagem da taxa que consiste na criação de um 
mercado de certificados de poluição negociáveis. Esta ideia foi formulada por 
Dales, em 1968 onde ao invés de colocar uma taxa aonível necessário para obter 
a redução das emissões, pode simplesmente determinar a quantidade de poluição 
aceitável e emitir certificados de poluição, permitindo aos poluidores comprá-los e 
vendê-los diretamente entre si. 
Desta forma as três principais categorias de políticas ambientais orientadas 
para o mercado são taxas por emissão de poluentes, licenças negociáveis e direitos 
de propriedade bem-definidos. 
Um programa de licenças negociáveis é um programa em que o governo 
emite licenças permitindo somente uma determinada quantidade de poluição. Estas 
licenças para poluir podem ser vendidas ou dadas a empresas gratuitamente. 
Uma taxa de poluição é um imposto incidente sobre a quantidade de poluição 
que uma empresa emite. 
Os direitos de propriedade são os direitos legais de propriedade em que os 
outros não estão autorizados a violar sem pagar compensação. 
 
1.4 Controle da Qualidade Ambiental – Solo, Água e Ar 
Figura 05: Qualidade ambiental afetada pela poluição 
 
Fonte:https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/green-concept-leaf-tree-on-top-
271807145. Acesso 06 ago. 2020 
 
A Lei 6.938/81 foi a primeira norma brasileira a definir legalmente meio 
ambiente. De acordo com o art. 3º, I da referida lei, meio ambiente é o conjunto de 
condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que 
permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. Ademais, em seu art. 2º, I, 
temos o meio ambiente como um patrimônio público a ser necessariamente 
assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo. 
Desta forma Considera-se, de maneira geral, que a qualidade do meio 
ambiente constitui fator determinante para o alcance de uma melhor qualidade de 
vida. 
Sewell (1978, p. 01) define controle ambiental como: 
“o ato de influenciar as atividades humanas que afetem a qualidade do 
meio físico do homem, especialmente o ar, a água e características 
terrestres”. Nesse contexto, considera-se que controlar e manter um 
elevado padrão de qualidade ambiental constitui um grande desafio, tendo 
em vista as condições atuais de grande parte das cidades do mundo 
contemporâneo, principalmente àquelas dos países “subdesenvolvidos” 
como o Brasil que passaram por um processo de urbanização desenfreado 
e que continuam se expandindo de maneira caótica e desumana, 
expressando, respectivamente, desordem e injustiças sociais. 
 
Dentro do contexto de qualidade ambiental, Machado (1997, p 16), relata que 
a importância da qualidade do solo na manutenção do ecossistema. 
 Nesse sentido, Motta (2001) diz que a qualidade do solo está intimamente 
ligada a capacidade de exercer suas funções na natureza que são: funcionar como 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/green-concept-leaf-tree-on-top-271807145
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/green-concept-leaf-tree-on-top-271807145
meio para o crescimento das plantas; regular e compartimentalizar o fluxo de água 
no ambiente; estocar e promover a ciclagem de elementos na biosfera; e servir 
como tampão ambiental na formação, atenuação e degradação de compostos 
prejudiciais ao ambiente. 
Para Machado (1997, p 16), a qualidade do solo tem efeitos profundos na 
saúde e na produtividade de um determinado ecossistema e nos ambientes a ele 
relacionados. 
Diferentemente do ar e da água, para os quais existem padrões de 
qualidade, a definição e quantificação da qualidade do solo não é simples 
em decorrência da complexidade dos fatores envolvidos e de não ser o 
solo consumido diretamente pelo homem e animais. A qualidade do solo é 
aceita, frequentemente, como uma característica abstrata que depende, 
além de seus atributos intrínsecos, de fatores externos, como as práticas 
de uso e manejo, de interações com o ecossistema e das prioridades 
socioeconômicas e políticas. O conceito do que seja um solo com 
qualidade depende das prioridades previamente estabelecidas. Contudo, 
deve levar em consideração a sua funcionalidade múltipla para não 
comprometer, no futuro, o desempenho de algumas de suas funções. 
Assim, um determinado tipo de solo pode ser considerado com boa 
qualidade quando apresentar a capacidade, dentro dos limites de um 
ecossistema natural ou manejado, de manter a produtividade e a 
biodiversidade vegetal e animal, melhorar a qualidade do ar e da água e 
contribuir para a habitação e a saúde humana. (MACHADO, 1997, p. 16), 
 
Entretanto, Machado (1997, p. 18), relata que os solos são de vital 
importância à manutenção da vida na Terra e possuem cinco papéis básicos ou 
funções no nosso ambiente: 
● O solo sustenta o crescimento da flora, principalmente fornecendo a 
estrutura necessária para a sua existência. 
● As características dos solos determinam o destino da água na superfície 
da Terra, essencial para a sobrevivência. 
● O solo desempenha um papel essencial na reciclagem de nutrientes e no 
destino que se dá aos corpos de animais (incluindo o homem) e restos de plantas 
que morrem na superfície da Terra. 
● O solo é o habitat, a casa de muitos organismos. 
● Os solos são capazes de fornecer material para construção de casas 
e edifícios, além de proporcionar a fundação para essas construções. 
Para Santos (1993, p. 130) a avaliação quantitativa da qualidade do solo é 
fundamental na determinação da sustentabilidade dos sistemas de manejo 
utilizados. A determinação de indicadores de qualidade de solo se faz necessária 
para possibilitar a identificação de áreas problemas utilizadas na produção, fazer 
https://querobolsa.com.br/enem/biologia/flora
estimativas realistas de produtividade, monitorar mudanças na qualidade ambiental 
e auxiliar agências governamentais a formular e avaliar políticas agrícolas de uso 
da terra. 
Com relação à água seu controle tem relação com o uso que se faz dessa 
água. Por exemplo, uma água de qualidade adequada para uso industrial, 
navegação ou geração hidrelétrica pode não ter qualidade adequada para o 
abastecimento humano, a recreação ou a preservação da vida aquática. 
Os padrões de qualidade são fixados por entidades públicas, com o objetivo 
de garantir que a água a ser utilizada para um determinado fim não contenha 
impurezas que venham a prejudicá-lo. 
Existe uma grande variedade de indicadores que expressam aspectos 
parciais da qualidade das águas. No entanto, não existe um indicador único que 
sintetize todas as variáveis de qualidade da água. Geralmente são usados 
indicadores para usos específicos, tais como o abastecimento doméstico, a 
preservação da vida aquática e a recreação de contato primário (balneabilidade). 
No tocante ao abastecimento público o controle da qualidade é feito no 
momento em que a água entra na estação, estendendo-se até as residências, onde 
existe um monitoramento através de coletas nas residências, escolas, creche e 
hospitais, realizados semanalmente, sendo que a potabilidade da água tem de estar 
de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde). 
Uma forma de definir a qualidade das águas dos mananciais é enquadrá-los 
em classes, em função dos usos propostos para os mesmos, estabelecendo-se 
critérios ou condições a serem atendidos. 
De acordo com a RESOLUÇÃO CONAMA N° 357/ 2005, que dispõe sobre a 
classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, 
bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá 
outras providências, os corpos hídricos nacionais são classificados em nove 
classes, sendo as cinco primeiras classes de água doce (baixa quantidade de sais 
minerais), as duas seguintes de água salinas (média quantidade de sais minerais), 
e as duas últimas de águas salobras (alta quantidade de sais minerais), (BRASIL, 
2005). 
Para cada classe citada acima existem restrições de uso e lançamento de 
efluentes, sendo que a classe que mais possui restrições de uso é a Classe 
Especial. 
No tocante ao controle de qualidade do ar sua gestão envolve medidas 
mitigadorasque tenham como base a definição de limites permissíveis de 
concentração dos poluentes na atmosfera, restrição de emissões, bem como um 
melhor desempenho na aplicação dos instrumentos de comando e controle, entre 
eles o licenciamento e o monitoramento. 
Em nível federal, a primeira legislação mais efetiva de controle da poluição 
atmosférica foi a Portaria do Ministério do Interior de nº 231, de 27 de abril de 1976, 
que visava a estabelecer padrões nacionais de qualidade do ar para material 
particulado, dióxido de enxofre, monóxido de carbono e oxidantes fotoquímicos. 
Nesse contexto de demandas institucionais e normativas, o CONAMA, por 
meio da Resolução nº 05 de 15 de junho de 1989, criou o Programa Nacional de 
Controle de Qualidade do Ar - PRONAR, com o intuito de “permitir o 
desenvolvimento econômico e social do país de forma ambientalmente segura, pela 
limitação dos níveis de emissão de poluentes por fontes de poluição atmosférica, 
com vistas à melhora da qualidade do ar, ao atendimento dos padrões e 
estabelecidos e o não comprometimento da qualidade do ar nas áreas consideradas 
não degradadas”. 
Como medidas de curto prazo foram estabelecidas: a definição dos limites 
de emissão para fontes poluidoras prioritárias; a definição dos padrões de qualidade 
do ar; o enquadramento das áreas na classificação de usos pretendidos; o apoio à 
formulação dos Programas Estaduais de Controle de Poluição do Ar; a capacitação 
laboratorial e a capacitação de recursos humanos. 
Entretanto, os avanços observados foram limitados, tendo sido fixados tão 
somente limites de emissão para óleo e carvão. Maiores avanços deram-se quanto 
à definição dos padrões de qualidade do ar. 
 
1.5 Instrumentos de Gestão Ambiental - Educação Ambiental 
 
Figura 06 : Árvore de conhecimento sobre livro para educação sustentável e conceito de 
ambiente 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/tree-knowledge-on-book-sustainable-
education-330406841. Acesso: 02 ago.2020 
 
As práticas educativas ambientais devem proporcionar mudanças de hábitos, 
atitudes e práticas sociais, sendo, portanto, a Educação Ambiental o caminho para 
que as pessoas adquiram consciência da importância de terem atitudes 
sustentáveis. 
É inegável que a educação ambiental contribui significativamente para a 
proteção do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida. 
Nesse sentido, Medina, (2001, p. 20) aponta que: 
 
Há de se promover urgente conscientização social sobre a problemática 
do meio ambiente visando à educação e ética ambientais, 
proporcionando, por consequência, uma vida mais saudável para a 
população mundial, que esbarra com as novas tecnologias e o 
crescimento demográfico, que estão ocorrendo sem o devido cuidado com 
o meio ambiente. Imprescindível, portanto, um esforço para a educação 
em questões ambientais dirigidas tanto às gerações jovens como aos 
adultos e que se preste à devida atenção ao setor da população menos 
privilegiado, para fundamentar as bases de uma opinião pública bem 
informada e de uma conduta dos indivíduos, das empresas e das 
coletividades inspirada por sua responsabilidade sobre a proteção e 
melhoria do meio ambiente em toda sua dimensão humana (Medina, 
2001, p. 20). 
 
Mudança de paradigmas implica discutir valores para construir uma 
sociedade mais justa, que satisfaça as necessidades das gerações atuais, sem 
comprometer a sobrevivência das futuras gerações. 
Segundo Ministério do Meio Ambiente (2015) a atuação dos educadores 
ambientais nas políticas públicas de águas é portadora de um significativo potencial 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/tree-knowledge-on-book-sustainable-education-330406841
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/tree-knowledge-on-book-sustainable-education-330406841
sinérgico capaz de incutir e sedimentar uma perspectiva realmente sistêmica, 
integradora e ambiental como diferencial para qualificar a gestão dos recursos 
hídricos no país e promover a efetiva melhoria nas condições de vida das pessoas 
e do meio com o qual convivem. 
Para Medina (2001) dentre várias definições sobre o que é EA, destaca-se: 
 
a Educação Ambiental como processo [...] consiste em propiciar às 
pessoas uma compreensão crítica e global do ambiente, para elucidar 
valores e desenvolver atitudes que lhes permitam adotar uma posição 
consciente e participativa a respeito das questões relacionadas com a 
conservação e a adequada utilização dos recursos naturais deve ter como 
objetivos a melhoria da qualidade de vida a eliminação da pobreza 
extrema e do consumismo desenfreado. (MEDINA, 2001, p. 17). 
 
Assim, a promoção de processos continuados e permanentes de 
desenvolvimento de capacidades e de Educação Ambiental para a Gestão de Águas 
constitui iniciativa estratégica fundamental para assegurar a sustentabilidade do 
crescimento da economia e a promoção do desenvolvimento sustentável. 
(Ministério do Meio Ambiente, 2015) 
Entendendo que educação ambiental é um processo que deve partir do 
interno para o externo, levando a mudanças de hábitos e comportamentos como 
pequenas iniciativas no lar, escola, bairro, até alcançar uma abrangência mais 
ampla, que envolva uma região, estado, país, beneficiando todo o ecossistema e a 
humanidade, nesse processo, a família e a escola figuram como os principais 
responsáveis por disseminar a importância dos bons hábitos e da consciência 
ambiental. 
Os resultados obtidos são levados pelo resto da vida e disseminados, 
garantindo a eficácia e a construção de uma sociedade mais responsável 
ecologicamente. 
No Brasil, com a aprovação da Lei nº 9.795/1999, que institui a Política 
Nacional de Educação Ambiental, e dentre várias premissas, a lei afirma trata-se de 
um componente essencial e permanente da educação no Brasil, que deve estar 
presente de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo 
educativo, em caráter formal e não formal. 
A Política Nacional de Educação Ambiental - PNEA (Lei 9.795/1999) 
estabelece, como um dos objetivos estratégicos da EA, o incentivo à participação 
individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio do 
meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor 
inseparável do exercício da cidadania. De forma coerente com a política das águas, 
a construção de uma cultura da participação, qualificada com o diálogo, mostra-se 
como um dos eixos centrais da PNEA. 
Segundo o artigo 1º da Lei 9.795/1999, entende-se por educação ambiental: 
os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem 
valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências 
voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do 
povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. 
(BRASIL, PNEA, 1999). 
 
E complementa ainda no seu artigo 5º, também como um dos seus objetivos 
fundamentais que a educação ambiental deve promover o desenvolvimento de uma 
compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, 
envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, 
econômicos, científicos, culturais e éticos. 
1.6 Avaliação de Aspectos e Impactos Ambientais 
Imagem 07: Sala Verde 
 
Fonte: https://br.depositphotos.com/stock-photos/gestão-ambiental.html?qview=9441744. 
Acesso 29 ago. 2020. 
 
Para um correto gerenciamento ambiental uma das premissas mais 
importante é a identificação e avaliação de aspectos e impactos ambientais. 
Constitui o primeiro passo da fase de planejamento proposta pela ISO 14.001:2015, 
onde todos os demais requisitos da norma está ligado a este passo. 
A ISO 14.001/2015, na fase de planejamento dentro do escopo definido no 
sistema de gestão ambiental determina que a organização deva: “identificar os 
aspectos ambientais relacionados às suas atividades, produtos e serviços os quais 
https://br.depositphotos.com/stock-photos/gest%C3%A3o-ambiental.html?qview=9441744ela possa controlar e aqueles que ela possa influenciar, e seus impactos ambientais 
associados, considerando uma perspectiva de ciclo de vida”. (ISO 14.001/2015). 
Desta forma, Aspectos Ambientais podem ser definidos como elementos 
das atividades, produtos ou serviços de uma organização que podem interagir com 
o meio ambiente, causando ou podendo causar impactos ambientais, sejam eles 
positivos ou negativos. (ABNT ISO 14001: 2004) 
 O Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), por meio da 
Resolução 001/86, conceitua impacto ambiental da seguinte forma: 
 
Impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas 
e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou 
energia resultante de atividades humanas que, direta ou indiretamente, 
afetem: a saúde, segurança e o bem-estar da população; as atividades 
sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias e o meio 
ambiente e a qualidade dos recursos ambientais. (CONAMA, 1986). 
 
Empreendimentos e atividades que utilizam recursos ambientais e/ou são 
capazes de causar degradação ambiental, devem fazer o Levantamento de 
Aspectos e Impactos Ambientais (LAIA). 
O (LAIA) é o diagnóstico da situação ambiental da unidade avaliada e auxilia 
o processo de tomada de decisões, trazendo planos de ações aos gestores para a 
mitigação dos impactos ambientais. Esta ferramenta subsidia o SGA (Sistema de 
Gestão Ambiental) bem como a certificação da unidade com base nas normas ISO 
14001. 
Nesse diagnóstico a empresa deve elencar as causas dos impactos 
ambientais causados por suas atividades buscando mecanismos para controlar e 
prevenir os riscos que possam ocorrer e comprometam o meio ambiente. 
Os dados que devem fazer parte da estrutura do LAIA são: Identificação 
das áreas, processos e atividades da empresa; identificação dos aspectos e 
impactos ambientais; frequência ou probabilidade do aspecto ambiental; 
abrangência do impacto ambiental; severidade do impacto ambiental; classe do 
impacto ambiental e Identificação dos aspectos ambientais significativos. 
Os dados levantados durante o LAIA devem ser catalogados e separados, 
para posteriormente realizar o cruzamento das informações, podendo ser utilizada 
a metodologia FMEA (Failure Mode anD Effect Analysis). Trata-se da Análise do 
Tipo e Efeito de Falha, uma ferramenta que apura os riscos potenciais e aponta 
ações de melhoria. 
O Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais de uma organização 
é umas das etapas mais importantes para a implementação de um Sistema de 
Gestão Ambiental (SGA) eficaz, e um dos requisitos para uma empresa conseguir 
um licenciamento ambiental. 
O levantamento é obrigatório para empresas que pretendem se certificar na 
norma NBR ISO 14001. Um dos itens da norma é justamente o levantamento de 
aspectos e impactos ambientais. 
Dentro dos Sistemas Produtivos Industriais, existem metodologias para a 
avaliação de impactos ambientais, tais como: o Método GAIA - Gerenciamento de 
Aspectos e Impactos Ambientais (LERÍPIO, 2001), MECAIA Modelo Econômico de 
Controle e Avaliação de Impactos Ambientais (MEDEIROS, 2003), MAICAPI - 
Metodologia para Avaliação de Impactos e Custos Ambientais em Processos 
Industriais (SILVA; AMARAL, 2011), Produção Mais Limpa (P+L), Análise do Ciclo 
de Vida –(ACV), entre outras. 
Porém, vale ressaltar que estas ferramentas de análise enfatizam as 
questões relacionadas ao meio ambiente dentro de um contexto mais amplo e, 
prejudica a avaliação de impactos ambientais, tornando inviável seu uso para 
empresas menores, tornando muito complexa sua implementação e utilização dos 
recursos necessários. 
Para melhor entendimento o Método GAIA, avalia a sustentabilidade 
ambiental da empresa, através do mapeamento da cadeia de produção, 
sensibilizando seus gestores. A metodologia é considerada dispendiosa na 
obtenção dos dados e tornando inviável com custo muito alto para ser subsidiada 
por empresas de pequeno porte. 
O Método MECAIA tem por objetivo avaliar os impactos e custos ambientais 
inserindo-os na estrutura do modelo Balance Scorecard (BSC). Considera-se o 
método trabalhoso e o tempo de aplicação longo. 
A Metodologia MAICAPI avalia os impactos globais, associada à análise de 
impactos locais e regionais, com foco no chão de fábrica, a análise proposta (que 
conjuga aspectos ambientais e econômicos) torna sua aplicação demasiadamente 
longa e, consequentemente, com um alto custo associado. 
https://www.verdeghaia.com.br/blog/auditoria-interna-sistema-gestao-ambiental/
Entretanto, é consenso que a aplicação de tais metodologias envolve 
grande esforço, mobilização de pessoas, complexidade de análises e, em alguns 
casos, ao inserir a questão ambiental dentro de um contexto mais amplo, ocorre à 
perda de foco da avaliação de impactos ao meio ambiente propriamente dita. 
Já a produção mais limpa visa à redução do uso de matérias-primas não 
renováveis e em seu princípio traz orientações e critérios para desenvolvimento de 
projeto sustentável que, se seguidos, podem levar a avanços úteis em relação à 
redução de custos e ganhos ambientais (SILVA, 2011). 
A adoção de princípios/ferramentas da produção mais limpa (P+L) consiste 
na incorporação de ideias sobre sustentabilidade na produção, transformando-as 
em procedimentos e práticas com o objetivo de reduzir desperdícios, atender com 
maior eficácia às normas e requisitos ambientais, promover tratamento dos resíduos 
gerados, resultando na minimização de custos (SILVA, 2011). 
A (ACV) é uma metodologia poderosa de avaliação ambiental que serve 
para quantificar os impactos do berço ao túmulo, desde a extração da matéria-prima 
até o uso e descarte final. 
Por permitir uma avaliação pormenorizada dos impactos em cada uma das 
etapas de produção, a Análise de Ciclo de Vida fornece informações valiosas para 
a indústria, conforme demonstrada na figura 08 que representa as entradas e saídas 
de insumos ao longo do ciclo de vida de um produto, representando todos os 
aspectos envolvidos ao longo do ciclo de vida que devem ser computados na ACV. 
 
Figura 09: Representação esquemática do ciclo de vida de um produto 
 
Fonte: Adaptado de Rebitzer et al (2004) 
 
A partir da ACV pode-se avaliar a maneira mais eficaz o ciclo de vida do 
produto para reduzir o impacto por ele produzido, além da necessidade de se 
engajar com fornecedores e consumidores finais para buscar a minimização de 
impactos além das unidades produtivas da empresa. 
De acordo com a NBR ISO 14040:2009 a ACV é uma técnica para avaliar 
aspectos ambientais e impactos potenciais associados a um produto mediante: 
● a compilação de um inventário de entradas e saídas pertinentes de um 
sistema de produto; 
● a avaliação dos impactos ambientais potenciais associados a essas entradas 
e saídas; 
● a interpretação dos resultados das fases de análise de inventário e de 
avaliação de impactos em relação aos objetivos dos estudos. 
A ACV pode ajudar: 
● na identificação de oportunidades para melhorar os aspectos ambientais dos 
produtos em vários pontos de seu ciclo de vida; 
● na tomada de decisões na indústria, organizações governamentais ou não-
governamentais (por exemplo, planejamento estratégico, definição de prioridades, 
projeto ou reprojeto de produtos ou processos); 
● na seleção de indicadores pertinentes de desempenho ambiental, incluindo 
técnicas de medição; e 
● no marketing (por exemplo, uma declaração ambiental, um programa de 
rotulagem ecológica ou uma declaração ambiental de produto) 
A ACV tem como linha mestra a série de normas ISO 14.040 e é composta 
por quatro fases: definição de objetivo e escopo, análise de inventário, avaliação de 
impactos ambientais e interpretação conforme demonstrado na figura 09 abaixo: 
Figura 09: Estrutura e Aplicações da ACV. 
 
 
Fonte: Norma ABNT NBR ISO 10040:2009 
 
 
 
SAIBA MAIS 
 
A avaliação ambientalde um processo produtivo inicia-se com a identificação 
de suas atividades, produtos ou serviços que interagem com o meio ambiente. 
Todavia é necessário selecionar aqueles que possuem maior impacto ambiental 
negativo. 
Fonte: SILVA, P. R. S. da; Amaral, F. G..Modelo para Avaliação Ambiental em Sistemas 
Produtivos Industriais - MAASPI - aplicação em uma fábrica de esquadrias metálicas. 
Revista: Gestão & Produção. vol.18 no.1 São Carlos 2011. 
 
Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-
530X2011000100004. Acesso: 29 Jan.2020. 
 
#SAIBA MAIS# 
 
REFLITA 
 
A Coca-Cola após analisar o impacto de suas embalagens, mudou toda a 
linha de produção de latas e garrafas. E a mudança nas garrafas de vidro provocou 
uma redução de emissão de 26 mil toneladas de gás carbônico. A aplicação da ACV 
para avaliar o impacto de sacolas de supermercado para verificar qual sacola tem 
menor impacto sobre o meio ambiente: a de papel ou a de plástico? O estudo 
comprovou que a pegada de uma sacola de plástico é menor do que a de papel, 
quando considerado todo o ciclo de vida do produto. As, sacolas de papel 
consomem 4 vezes mais água na produção e têm maior impacto de emissões de 
resíduo. Resultados semelhantes foram encontrados por outros estudos no Reino 
Unido e na França. Finalmente, o pesquisador holandês Jan M. Kooijman analisou 
os impactos de um produto agrícola e chegou à seguinte conclusão sobre a pegada 
ambiental:49% se referem ao plantio, cultivo, colheita e/ou processamento;11% são 
da distribuição;16% dizem respeito ao resfriamento para conservação;14% são do 
preparo;10% se devem à embalagem, divididos em 7% para a embalagem primária 
e 3% para o transporte. A ACV tem um papel relevante pela melhoria dos produtos, 
da gestão dos impactos ambientais e do consumo responsável. 
 
Fonte: 
 
COCA-COLA BRASIL. Embalagens: como repensá-las sob a perspectiva da 
sustentabilidade. Disponível em: https://www.cocacolabrasil.com.br/historias/embalagens-
como-repensa-las-sob-a-perspectiva-da-economia-circular. Acesso em 29 ago.2020 
 
GLOBO.COM. Plástico ou papel: qual sacola é menos prejudicial ao meio ambiente? 
Disponível em: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/01/31/plastico-ou-papel-qual-
sacola-e-menos-prejudicial-ao-meio-ambiente.ghtml. Acesso: 29 ago.2020 
 
#REFLITA# 
 
 
 
 
http://www.coca-colacompany.com/stories/reduce
http://publications.environment-agency.gov.uk/PDF/SCHO0711BUAN-E-E.pdf
http://publications.environment-agency.gov.uk/PDF/SCHO0711BUAN-E-E.pdf
http://www.ademe.fr/htdocs/actualite/rapport_carrefour_post_revue_critique_v4.pdf
http://www.abre.org.br/setor/apresentacao-do-setor/a-embalagem/analise-do-ciclo-de-vida/
http://www.abre.org.br/setor/apresentacao-do-setor/a-embalagem/analise-do-ciclo-de-vida/
https://www.cocacolabrasil.com.br/historias/embalagens-como-repensa-las-sob-a-perspectiva-da-economia-circular
https://www.cocacolabrasil.com.br/historias/embalagens-como-repensa-las-sob-a-perspectiva-da-economia-circular
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Neste capítulo falamos sobre a importância da empresa adotar ferramentas 
ou instrumentos de gestão ambiental que visam auxiliar no processo de 
planejamento, bem como na operacionalização da gestão ambiental, de modo que 
essa gestão possa ser integrada de maneira estratégica por todas as suas 
atividades. 
É importante se buscar medidas gerenciais ambientalmente corretas, 
incluindo a adoção de gestão Ambiental. Desta forma a implantação da gestão 
ambiental tem sido uma das respostas das empresas a esse conjunto de pressões 
O princípio do usuário-pagador estar relacionado e decorrer do princípio do 
poluidor-pagador, as diferenças entre ambos são nítidas, já que no caso do usuário-
pagador a necessidade de contrapartida financeira pelo agente usuário do recurso 
ambiental não depende do cometimento de infração ambiental, ou mesmo da 
ocorrência de poluição. 
Desta forma entende-se que a economia ambiental é o campo de estudo 
preocupado com o fluxo de resíduos que migram da atividade econômica de volta 
para a natureza. 
A valoração econômica ambiental busca avaliar o valor econômico de um 
recurso ambiental através da determinação do que é equivalente, em termos de 
outros recursos disponíveis na economia, que estaríamos dispostos a abrir mão de 
maneira a obter uma melhoria de qualidade ou quantidade do recurso ambiental. 
 A Lei nº 9.984/92 prevê a cobrança pelo uso da água, justificada pela busca 
da sustentabilidade ao processo de reversão do quadro de degradação. Os recursos 
da cobrança devem ser investidos em ações que gerem a recuperação da qualidade 
ambiental dos corpos hídricos. 
 
 
LEITURA COMPLEMENTAR 
 
Artigo: MEDEIROS, D. D.; Silva, G. C. S. da.. Análise do Gerenciamento 
Ambiental em Empresas do Estado de Pernambuco. XXIII Encontro Nac. de Eng. 
de Produção - Ouro Preto, MG, Brasil. 2003. Acesso: 29 ago.2020. 
Resumo: Um Sistema de Gestão Ambiental permite que uma organização controle 
permanentemente os efeitos do processo produtivo no meio ambiente. 
 
 
 
 
 
LIVRO 
 
• Título: Educação Ambiental: Princípios e práticas 
• Autor: Genebaldo Freire Dias 
• Editora: Editora Gaia; Edição: 9 
Sinopse: O desenvolvimento e a prática da Educação Ambiental no Brasil sempre 
esbarrou em graves problemas socioeconômicos, acrescidos da falta de materiais 
educativos adequados sobre Educação Ambiental (EA). Este livro reúne as 
informações básicas conceituais sobre a EA, faz um histórico de suas atividades 
pelo mundo, sugere mais de cem atividades para sua prática, fornece subsídios 
para a ampliação dos conhecimentos sobre EA e expõe as diferentes formas legais 
de ação individual e comunitária que possibilitam um exercício de cidadania, 
visando uma melhor qualidade de vida. Trata-se de uma obra inovadora pelo seu 
pioneirismo como documento para estudiosos e leigos, posicionando a EA como 
instrumento de busca da harmonia racional e responsável entre o homem e o seu 
meio ambiente. 
 
 
 
FILME/VÍDEO 
 
• Título. IMPACTO AMBIENTAL - Resumo de Geografia para o Enem 
• Ano. 2018 
• Sinopse. Avaliação de Impacte Ambiental (AIA): instrumento de carácter 
preventivo da política do ambiente, sustentado na realização de estudos e 
consultas, com efetiva participação pública e análise de possíveis alternativas, que 
tem por objeto a recolha de informação, identificação e previsão dos efeitos 
ambientais de determinados projetos, bem como a identificação e proposta de 
medidas que evitem, minimizem ou compensem esses efeitos, tendo em vista uma 
decisão sobre a viabilidade da execução de tais projetos e respectiva pós-avaliação. 
• Link do vídeo https://www.youtube.com/watch?v=pG0UNRcOUdI
https://www.youtube.com/watch?v=pG0UNRcOUdI
 
REFERÊNCIAS 
 
ALIER, J. M. O ecologismo dos pobres: conflitos ambientais e linguagens de 
valoração [Tradutor Maurício Waldman]. São Paulo: Contexto, 2007, p. 379. 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS ABNT - NBR ISO 
14040:2009 Gestão ambiental - Avaliação do ciclo de vida - Princípios e estrutura. 
2001.Rio de Janeiro. 10 p. Disponível em: http://licenciadorambiental.com.br/wp-
content/uploads/2015/01/NBR-14.040-Gest%C3%A3o-Ambiental-
avaliac%C3%A3o-do-ciclo-de-vida-principios-e-estrutura.pdf. Acesso: 02 ago. 
2020 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR ISO. 14.001: 
2015. 3ª ed. Sistema de gestão ambiental. Requisitos com orientação para uso. 
2015. Disponível em: https://www.ipen.br/biblioteca/slr/cel/N3127.pdf. Acesso: 02 
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naturais. In: THEODORO, S. H. Conflitos e uso sustentável dos recursos 
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BELLIA, Vitor. Introdução à economia do meio ambiente. Brasilia: 'BANTA, 
1996. 261 p. 
 
BENJAMIN, Antônio Herman Vasconcellos. O princípio poluidor-pagador e a 
reparação do dano ambiental. In: Danoambiental: prevenção, reparação e 
repressão. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1993. p. 227. 
 
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução n.001, de 23 de 
janeiro de 1986. Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para o Relatório 
de Impacto Ambiental – RIMA. Diário Oficial [da] União. 
 
 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, de 05 de outubro de 
1988. 496p. Disponível em: < 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ConstituicaoCompilado.htm>. 
Acesso em 01 ago. 2020. 
 
BRASIL. Lei 9.795, de 27 de abril de 1999. Institui a Política Nacional de 
Educação Ambiental. Brasília: Diário Oficial da União, 28 de abril de 1999. 
 
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Resolução CONAMA nº 357, de 15 de 
junho de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes 
ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e 
padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. Disponível em: 
<http://www.mma.gov.br/port/ conama/legiabre.cfm?codlegi=459.> Acesso em: 01 
ago. 2020. 
 
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http://licenciadorambiental.com.br/wp-content/uploads/2015/01/NBR-14.040-Gest%C3%A3o-Ambiental-avaliac%C3%A3o-do-ciclo-de-vida-principios-e-estrutura.pdf
http://licenciadorambiental.com.br/wp-content/uploads/2015/01/NBR-14.040-Gest%C3%A3o-Ambiental-avaliac%C3%A3o-do-ciclo-de-vida-principios-e-estrutura.pdf
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uma breve análise do potencial regional e sua capacidade de integração. 
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Produtivos Industriais - MAASPI - aplicação em uma fábrica de esquadrias 
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WILLIAN, C. N.. A valoração econômica dos recursos ambientais e 0 papel 
desempenhado pelas empresas neste processo. Florianópolis/SC. 2006, p. 78. 
Disponível em: http://tcc.bu.ufsc.br/Economia294108.PDF. Acesso 01 de ago. 
2020 
 
 
 
 
http://tcc.bu.ufsc.br/Economia294108.PDF
UNIDADE III 
TÍTULO DA UNIDADE 
 POLÍTICAS AMBIENTAIS, EMPRESAS E DESENVOLVIMENTO 
SUSTENTÁVEL. 
 
 
Professora Me. Sônia Maria Crivelli Mataruco 
 
Plano de Estudo: 
● Conceito e importância da política ambiental; 
● Instrumentos da política ambiental; 
● Política ambiental e o comércio internacional 
● O que é desenvolvimento sustentável; 
● O conceito de eco-eficiência; 
● Responsabilidade social corporativa; 
● Determinantes do investimento ambiental; 
● Mercados verdes; 
● O “selo verde”. 
● Legislação ambiental - Princípios gerais do direito ambiental; 
● Declaração de Estocolmo e a Declaração do Rio de Janeiro; 
● Constitucionalidade do direito ambiental; 
● Responsabilidade ambiental; 
● Política Nacional do Meio Ambiente; 
● Infrações e sanções administrativas. 
 
 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
● Conhecer os conceito e importância da política ambiental; 
● Saber os instrumentos da política ambiental; 
● Entender a política ambiental e o comércio internacional 
● Saber o que é desenvolvimento sustentável; 
● Saber o conceito de eco-eficiência; 
● Entender sobre responsabilidade social corporativa; 
● Saber os determinantes do investimento ambiental; 
● Conhecer mercados verdes; 
● Conhecer o “selo verde”. 
● Saber sobre legislação ambiental - Princípios gerais do direito ambiental; 
● Conhecer a declaração de Estocolmo e a Declaração do Rio de Janeiro; 
● Saber sobre a constitucionalidade do direito ambiental; 
● Entender sobre responsabilidade ambiental; 
● Saber a política Nacional do Meio Ambiente; 
● Saber sobre as infrações e sanções administrativas. 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Neste capítulo demonstraremos os conceito e importância da política 
ambiental, seus instrumentos e como funciona dentro do comércio internacional. A 
Política Ambiental consiste no compromisso que a empresa tem com a comunidade 
e na preocupação em deixar para as gerações futuras um meio ambiente 
equilibrado e sustentável, em que a realidade atual seja consistentemente alterada 
com o princípio da melhoria contínua. 
Explanaremos sobre o que é desenvolvimento sustentável, o conceito de 
ecoeficiência, mostrando que a sustentabilidade deve ser concebida como a 
capacidade de manutenção e conservação da vida. Um processo de 
desenvolvimento em constante adaptação da sociedade na busca por qualidade de 
vida, incluindo a satisfação de suas necessidades básicas e de ampliação de suas 
liberdades e potencialidades. 
Desenvolvimentonão deve ser confundido apenas com crescimento 
econômico, pois este, em princípio, depende do consumo crescente de energia e 
recursos naturais. O desenvolvimento nestas bases é insustentável, pois leva ao 
esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende. 
Desenvolvimento significa produzir, propondo em suas atividades projetos, 
soluções e tecnologias sustentáveis, capazes de reduzir ou eliminar os impactos 
ambientais causados pelo homem na exploração dos recursos naturais, procurando 
harmonia entre os objetivos de desenvolvimento econômico, social e a 
conservação ambiental. Complementando abordaremos responsabilidade social 
corporativa; determinantes do investimento ambiental. 
Mostraremos que rotulagem ambiental ou rótulos ecológicos é a indicação 
de que um produto ou serviço possuem atributos ambientais, onde é demonstrado 
sob a forma de atestados, símbolos ou gráficos em rótulos de produtos ou 
embalados. 
Rotulagem ambiental constitui avanços nos padrões éticos que visam 
estimular fabricantes e consumidores adotarem postura sustentável perante os 
assuntos ambientais. Esta é uma das ferramentas que orientam o desenvolvimento 
de novos padrões de consumo ambientalmente saudáveis, motivando a evolução 
da produção industrial. 
E finalizando explanaremos os princípios gerais do direito ambiental; 
Constitucionalidade do direito ambiental declaração de Estocolmo e política 
Nacional do Meio Ambiente. 
 
1. CONCEITO E IMPORTÂNCIA DA POLÍTICA AMBIENTAL 
 
 
Fonte: https://st.depositphotos.com/1229718/3027/i/950/depositphotos_30278875-stock-
photo-responsible-development.jpg. Acesso: 02 ago. 2020. 
 
 
A política Ambiental de uma empresa deve considerar a missão, visão, 
valores, essenciais e benéficos da organização. Ser estabelecida após a revisão 
ambiental inicial da empresa pela alta administração e revisada ao final de cada 
ciclo, mas imutável dentro de um ciclo. 
Deve ser evidenciada por meio de um documento escrito, uma carta de 
compromisso da empresa abordando todos os valores e filosofia da empresa 
relativa ao meio ambiente, bem como apontar os requisitos necessários ao 
atendimento de sua política ambiental, por meio dos objetivos, metas e programas 
ambientais. Reis & Queiroz (2002) 
Segundo Reis & Queiroz (2002) a Série ISO 14001, no seu requisito relativo 
à política ambiental, afirma que: 
A alta administração deve estabelecer a política ambiental da empresa e 
assegurar que ela: seja apropriada à natureza, escala e impactos 
ambientais de suas atividades, produtos ou serviços; inclua o compromisso 
com a melhoria contínua e a prevenção da poluição; inclua 
comprometimento com a legislação e normas ambientais aplicáveis e 
demais requisitos subscritos pela organização; forneça a estrutura para o 
estabelecimento e revisão dos objetivos e metas ambientais; esteja 
disponível para o público. (Documentos 39, Embrapa Meio Ambiente, 
2004, p.10) 
 
É na definição da política ambiental que a gestão da empresa formaliza o 
compromisso em trabalhar de maneira que promova a proteção e promoção 
ambiental. É preciso definir a equipe e avaliar as competências de que dispõe. Pois 
assim, a organização decide acerca da necessidade de contratar ajuda externa uma 
vez que a maior parte das organizações não dispõe de nenhum especialista em 
SGA pelo que é aconselhável, contratar um consultor especialista em sistemas, a 
fim de a organização ficar com uma perspectiva mais correta e realista do trabalho 
https://st.depositphotos.com/1229718/3027/i/950/depositphotos_30278875-stock-photo-responsible-development.jpg
https://st.depositphotos.com/1229718/3027/i/950/depositphotos_30278875-stock-photo-responsible-development.jpg
a desenvolver. A equipe deverá participar na definição e elaboração da 
documentação do SGA, garantir a implementação do SGA e promover a motivação 
e envolvimento dos colaboradores. (Documentos 39, Embrapa Meio Ambiente, 
2004 p.10) 
 Nesse sentido, Barbieri (2007) cita as possíveis maneiras concretas de 
materializar uma política ambiental através das seguintes diretrizes: 
● Otimização do uso e consumo de recursos naturais; 
● Redução do desperdício industrial; 
● Estímulo ao comportamento socioambiental correto; 
● Atendimento à legislação e normas aplicáveis ao meio ambiente, assim como 
aos demais requisitos estabelecidos na Licença Ambiental; 
● Prevenir e minimizar a poluição e a geração de resíduos utilizando 
racionalmente os recursos naturais; 
● Envolver os funcionários e prestadores de serviços internos, 
conscientizando-os da importância da preservação ambiental; 
● Gerenciar as atividades e processos, de forma a minimizar o impacto ao meio 
ambiente protegendo assim a atmosfera, a água e o solo; 
● Adoção de processos de reciclagem; 
● Ações que visem à redução do consumo de energia; 
● Planejamento urbano adequado por parte dos governos. Nestas ações são 
importantes; a preservação de áreas verdes e projetos de arborização urbana; 
● Uso, sempre que possível, de fontes de energia limpa como, por exemplo, 
eólica e solar; 
● As empresas que geram qualquer tipo de poluição em seu processo 
produtivo devem adotar medidas eficazes para que estes poluentes não sejam 
despejados no meio ambiente (ar, rios, lagos, oceanos e solo); 
● As empresas devem criar produtos com baixo consumo de energia e, sempre 
que possível, usar materiais recicláveis; 
● Criação de projetos governamentais voltados para a educação ambiental, 
principalmente em escolas; 
● Implantação das normas do ISO 14.000 e obtenção do certificado. 
Assim, Lustosa et al. (2003) entende que a Política Ambiental é necessária 
para induzir ou forçar os agentes econômicos a adotarem posturas e procedimentos 
menos agressivos ao meio ambiente, para reduzir a quantidade de poluentes 
lançados no ambiente e minimizar o consumo de recursos naturais. 
 
3.1 Instrumentos de Política Ambiental 
 
 Fonte:https://www.shutterstock.com/pt/image-illustration/pestel-analysis-model-used-
environmental-scanning-1755759572. Acesso: 06 ago. 2020 
 
Segundo a tipologia abaixo relacionada por Lustosa (2003, p. 142) e 
Barbieri (2007, p. 73), descreve os instrumentos da política ambiental: 
 
Tabela 01 - Instrumentos de Política Ambiental 
Comando e controle Econômicos Comunicação 
Controle ou proibição de 
produto 
Tributação sobre produto Fornecimento de informação 
Controle de Processo Tributação sobre uso de 
recursos naturais 
Acordos 
Proibição ou restrição de 
atividades 
Incentivos fiscais para reduzir 
emissões e conservar recursos 
Criação de redes 
Especificações tecnológicas Remuneração pela 
conservação de serviços 
ambientais 
Sistema de gestão ambiental 
Controle do uso de recursos 
naturais 
Financiamento em condições 
especiais 
Selos ambientais 
Padrões de poluição para 
fontes específicas 
Criação e sustentação de 
mercados de produtos 
ambientalmente saudáveis 
Marketing ambiental 
Padrão de emissão Permissões negociáveis Apoio ao desenvolvimento 
científico e tecnológico 
Padrão de qualidade Sistemas de depósito- retorno Educação ambiental 
Padrão de desempenho Unidades de conservação 
Padrões tecnológicos 
Proibições e restrições sobre 
produção, comercialização e 
uso de produtos e processos. 
 
Licenciamento ambiental 
Estudo de impacto ambiental 
Zoneamento ambiental 
Fontes: Lustosa et al. (2003, p. 142) e Barbieri (2007, p. 73). 
 
https://www.shutterstock.com/pt/image-illustration/pestel-analysis-model-used-environmental-scanning-1755759572
https://www.shutterstock.com/pt/image-illustration/pestel-analysis-model-used-environmental-scanning-1755759572
Os instrumentos de comando e controle são aqueles mais utilizados pelos 
agentes públicos, segundo a legislação e é nessa classificação que se encontram 
os instrumentos privilegiados na pesquisa, o Estudo de Impacto Ambiental e o 
Licenciamento Ambiental. 
Segundo Lustosa etal., os instrumentos de comando e controle assumiram 
duas características definidas: 
 
(i) A imposição pela autoridade ambiental de padrões de emissão 
incidentes sobre a produção final (ou sobre o nível de utilização de um 
insumo básico) do agente poluidor; (ii) A determinação da melhor 
tecnologia disponível para abatimento da poluição e cumprimento do 
padrão de emissão (Lustosa et al., 2003, p. 136). 
 
Complementando Castro (2015), relata que além das ferramentas acima 
citadas temos outras maneiras ou outros instrumentos de gestão ambiental que 
visam auxiliar no processo de planejamento, bem como na operacionalização da 
gestão ambiental, de modo que essa gestão possa ser integrada de maneira 
estratégica por todas as atividades, sendo: 
Avaliação do desempenho ambiental (ADA) – Considerada como avaliação 
evolutiva do desempenho ambiental de uma organização. Esse método permite 
medir e melhorar os resultados da gestão ambiental praticada numa organização 
ou atividade econômica. Existindo ou não um sistema de gestão ambiental formal 
implementado numa entidade, esse instrumento poderá ser aplicado e pode ser 
mais vantajoso se pelo menos alguns aspectos do Sistema de Gestão Ambiental 
estiverem implementados. (CASTRO, 2015, p.16) 
Licenciamento Ambiental – De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, 
Licenciamento Ambiental é o procedimento administrativo pelo qual o órgão 
ambiental autoriza a localização, instalação, ampliação e operação de 
empreendimentos e atividades que façam uso de recursos naturais, consideradas 
efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob qualquer forma, possam 
causar degradação ambiental. (CASTRO, 2015, p.16) 
Geoprocessamento – Tem como principal elemento a informação. É um 
sistema que permite captar, analisar, consultar, modelar, recuperar e apresentar 
soluções com informações geograficamente referenciadas, os dados são 
armazenados em um banco de dados. (CASTRO, 2015, p.16) 
Educação Ambiental – Tem como objetivo sensibilizar e motivar os 
empregados com relação ao uso dos recursos naturais, e geralmente são 
desenvolvidos por profissionais treinados da própria empresa ou por consultores 
externos. A educação ambiental é uma das ferramentas mais poderosas para 
transformar o comportamento humano e é também o maior instrumento para 
desacelerar e reverter o atual quadro de degradação ambiental do planeta, causado 
principalmente pela cultura contemporânea do consumismo como gerador de 
desenvolvimento econômico. (CASTRO, 2015. p.16) 
A auditoria ambiental - é uma ferramenta de gestão que permite fazer uma 
ponderação sistemática, periódica, documentada e objetiva dos sistemas de gestão 
e do desempenho dos equipamentos instalados em uma organização, para 
fiscalizar e limitar atividades sobre o meio ambiente. (CASTRO, 2015. p.16) 
 
 
3.2 Políticas ambientais e o comércio internacional 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/earth-globe-model-ball-map-radar-
750484189. Acesso: 06 ago.2020 
 
Conseguir exportar e colocar os produtos nacionais no mercado internacional 
tem se tornado cada vez mais difícil, isto porque diversos países adotam políticas 
ambientais rigorosas. 
Tal situação é bastante positiva no intuito de cada vez mais as empresas 
buscarem se adequar às diretrizes implantadas. Por outro lado conforme citado 
Curi, (2011, p. 103) é o fato das empresas no intuito de facilitar suas negociações 
migrarem para localidades mais favoráveis às suas operações. 
 
É comum, por exemplo, que indústrias poluidoras deixem as nações 
desenvolvidas, onde a legislação ambiental é levada a sério, e migrem 
para o Terceiro Mundo, em busca de leis mais favoráveis. Além da 
liberdade para poluir, elas costumam encontrar autoridades convenientes, 
que fecham os olhos para as leis trabalhistas – quando elas existem, 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/earth-globe-model-ball-map-radar-750484189
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/earth-globe-model-ball-map-radar-750484189
permitindo a exploração subumana da mão-de-obra local (CURI, 2011, p. 
103) 
 
Para CURI, (2011), o meio ambiente é um dos principais focos de atenção nas 
relações internacionais, pois sua inter-relação em outras atividades humana, 
resultam em consequências globais. Os governos nacionais agora enfrentam o 
paradigma atual: como conciliar meio ambiente e comércio. Primeiramente deve-se 
levar em consideração como meio ambiente e comércio internacional se relacionam. 
Para ocorrer uma troca comercial, é necessário existir alguém que demande 
um produto e/ou serviço, e alguém que os oferte. 
Segundo Queiroz (2005) a política de comércio externo procura a 
liberalização do comércio internacional, por meio de um conjunto de instrumentos 
de intervenção pública sobre o comércio exterior, enquanto que a Política de Meio 
Ambiente defende a preservação e/ou conservação ambiental, a saúde e segurança 
humana, a proteção do consumidor e o tratamento dado aos animais. 
Queiroz (2005) menciona ainda que o conflito surge entre as correntes dos 
ambientalistas e a dos defensores do livre comércio. Os primeiros querendo impor 
seus padrões de proteção ambiental, enquanto que os segundos creditam esses 
padrões como protecionistas. 
Uma prática constante no comércio internacional, que mundialmente é 
denominado de dumping ambiental e social. O dumping ambiental é uma situação 
de mercado na qual uma empresa vende a mercadoria abaixo do custo, ou quando 
o preço praticado por ela no mercado externo é mais baixo do que o praticado no 
mercado. E o dumping social se refere à legislação trabalhista, onde as empresas 
relatam que é impossível competir com organizações que não se comprometerem 
com a legislação trabalhista aceita pela Organização Internacional do Trabalho – 
OIT, e faz uso em suas atividades da mão-de- obra infantil, trabalho escravo, sem 
remuneração 
 
3.3 Desenvolvimento sustentável e conceito de ecoeficiência; 
 
 
Fonte: Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Disponível em 
:https://www.shutterstock.com/pt/search/objetivos+desenvolvimento+sustentável?sort=ne
west.acesso 15 Ago.2020. 
 
 
O ser humano desde a sua existência busca transformar os recursos 
naturais a seu favor, pois desenvolver, transformar, progredir faz parte da sua 
natureza. Entretanto ao longo da história o próprio conceito de desenvolvimento tem 
sofrido diversas alterações. 
Quando falávamos em crescimento econômico entendíamos que 
estávamos desenvolvendo, e nem se quer imaginávamos que uma simples palavra 
como desenvolvimento pudesse significar tanto para uma nação como para o meio 
ambiente. 
Dizer que uma nação cresceu, significa que ela realmente está progredindo, 
avançando, mas não necessariamente significa que está desenvolvendo, pois 
desenvolvimento engloba crescer além do aspecto geográfico, econômico, mas 
também social, dando condições dignas para que a população possa ter moradia, 
alimento, saúde, lazer, educação, etc. Importante ressaltar que o aspecto ambiental 
nem era comentado, neste conceito de desenvolvimento implantado. 
Entre os indicadores de mensuração do crescimento econômico, está o 
Produto Interno Bruto (PIB), que pode ser definido como “o valor de mercado de 
todos os bens e serviços finais produzidos em um país em um dado período de 
tempo” (SALES, 2013, p. 62) nos setores de agropecuária, serviços e indústria. 
Dessa forma, quando comparado o PIB de um ano e este é superior ao 
anterior, houve crescimento do país, o oposto, recessão. (PASSOS, 2012). Já o 
conceito de Desenvolvimento Econômico está relacionado à melhoria do bem-estar 
da população. 
Furtado (1983, p. 90) distingue os conceitos de crescimento e 
desenvolvimento da seguinte forma: 
https://www.shutterstock.com/pt/search/objetivos+desenvolvimento+sustent%C3%A1vel?sort=newest.acesso
https://www.shutterstock.com/pt/search/objetivos+desenvolvimento+sustent%C3%A1vel?sort=newest.acesso“Assim, o conceito de desenvolvimento compreende a idéia de 
crescimento, superando-a. Com efeito: ele se refere ao crescimento de um 
conjunto de estrutura complexa. Essa complexidade estrutural não é uma 
questão de nível tecnológico. Na verdade, ela traduz a diversidade das 
formas sociais e econômicas engendrada pela divisão do trabalho social. 
Porque deve satisfazer às múltiplas necessidades de uma coletividade é 
que o conjunto econômico nacional apresenta sua grande complexidade 
de estrutura. Esta sofre a ação permanente de uma multiplicidade de 
fatores sociais e institucionais que escapam à análise econômica corrente 
[...] O conceito de crescimento deve ser reservado para exprimir a 
expansão da produção real no quadro de um subconjunto econômico. Esse 
crescimento não implica, necessariamente, modificações nas funções de 
produção, isto é, na forma em que se combinam os fatores no setor 
produtivo em questão”. 
 
Com a definição dada pelo autor constata-se que o crescimento econômico 
nem sempre garante o desenvolvimento, ou seja, mesmo que haja crescimento na 
geração de riqueza se esta não for distribuída de forma justa, não necessariamente 
trará melhorias na qualidade de vida da população em geral. 
Para Sachs (2004, p.13): 
 
os objetivos do desenvolvimento vão bem além da mera 
multiplicação da riqueza material. O crescimento é uma condição 
necessária, mas de forma alguma suficiente (muito menos é um 
objetivo em si mesmo), para se alcançar à meta de uma vida melhor, 
mais feliz e mais completa para todos. (SACHS, 2004, p.13) 
 
Para Sachs (2004, p. 13) o termo desenvolvimento sustentável abrange oito 
dimensões da sustentabilidade, pois somente se considera desenvolvimento 
sustentável quando há o atendimento de todas as dimensões: ambiental, 
econômica, social, cultural, espacial, psicológica, política nacional e internacional. 
Brasileiro (2006, p. 88) aponta que: “embora tenha ocorrido uma evolução 
sobre o conceito nas últimas décadas, a atual busca pelo desenvolvimento continua 
primando pelo crescimento econômico, em primeiro plano, continuando a 
negligenciar a distribuição desigual das riquezas; o agravamento da pobreza e 
exclusão social; a precarização das relações de trabalho; e o esgotamento dos 
recursos naturais’”. 
Já o termo “desenvolvimento sustentável” surgiu a partir de estudos da 
Organização das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas. Nasceu com a 
intenção de dar uma resposta para a humanidade diante da crise social e ambiental 
pela qual o mundo passava. 
O Conceito de desenvolvimento sustentável, conforme o Relatório de 
Brundtland de 1991 pressupõe um modelo de desenvolvimento que “atenda às 
necessidades da atual geração, sem comprometer a possibilidade das gerações 
futuras atenderem às suas próprias necessidades”. Desenvolvimento sustentável 
traz melhoria na qualidade de vida de todos os habitantes do mundo sem aumentar 
o uso de recursos naturais além da capacidade da Terra. 
A construção do conceito de desenvolvimento sustentável continuou durante 
a Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável, da ONU, realizada em 
Joanesburgo, África do Sul, em 2002. 
A Declaração de Joanesburgo estabelece que o desenvolvimento 
sustentável baseia-se em três pilares: desenvolvimento econômico, 
desenvolvimento social e proteção ambiental, Conforme demonstrado abaixo na 
figura 01. 
 
 
Figura 01: Desenho esquemático relacionando parâmetros para se alcançar o 
desenvolvimento sustentável. Disponível em: Revista Visões 4ª Edição, Nº4, Volume 1 - 
Ago/Jun 2008. Acesso em: 08 ago. 2020. 
 
Segundo dados publicados em 2004 pela Revista Economia e 
Desenvolvimento, n° 16, (Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, 
Joanesburgo 2002), o desenvolvimento sustentável pode requerer ações distintas 
em cada região do mundo, os esforços para construir um modo de vida 
verdadeiramente sustentável requer a integração entre: 
● Crescimento e Equidade Econômica – Lançar os olhos para todas as nações 
de forma que possam estar integradas promovendo um crescimento responsável. 
Saber usar os recursos do planeta de forma eficiente, visando um mercado 
competitivo que busque a internacionalização de custos ambientais. Assim, a 
sustentabilidade seria alcançada pela racionalização econômica local, nacional e 
planetária. Para se implementar a sustentabilidade necessário seria a 
racionalização econômica local e nacional (RATTNER, 1999). Conservação de 
Recursos Naturais e do Meio Ambiente – Buscar reduzir o consumo de recursos, e 
diminuir a poluição e conservar os habitats naturais. 
● Desenvolvimento Social – buscar a igualdade de condições, de acesso a 
bens, da boa qualidade dos serviços necessários para uma vida digna, onde as 
pessoas possam ter emprego, alimento, educação, energia, serviço de saúde, água 
e saneamento, respeito aos seus direitos trabalhistas e as suas diversidades 
culturais. 
Complementando Ignacy Sachs, citando (MONTIBELLER-FILHO, 2004) 
entende que para atingirmos a sustentabilidade do ecodesenvolvimento precisamos 
contemplar cinco dimensões: 
a) Sustentabilidade social: o processo deve se dar de maneira que reduza 
substancialmente as diferenças sociais. 
b) Sustentabilidade econômica: define-se por uma “alocação e gestão mais 
eficientes dos recursos e por um fluxo regular do investimento público e privado”. A 
eficiência econômica deve ser medida, sobretudo em termos de critérios 
macrossociais. 
c) Sustentabilidade ecológica: compreende o uso dos potenciais inerentes 
aos variados ecossistemas compatíveis com sua mínima deterioração. 
d) Sustentabilidade espacial/geográfica: pressupõe evitar a excessiva 
concentração geográfica de populações, de atividades e do poder. Busca uma 
relação mais equilibrada cidade/campo. 
e) Sustentabilidade cultural: significa traduzir o “conceito normativo de 
ecodesenvolvimento em uma pluralidade de soluções particulares, que respeitem 
as especificidades de cada ecossistema, de cada cultura e de cada local”. 
Entretanto, Santos (2002, p.18) concorda com todas as dimensões 
anteriormente citadas e complementa que é necessário incorporar entre elas o fim 
da pobreza, da tirania, da carência de oportunidades econômicas e o fim da 
negligência dos serviços públicos, da intolerância ou interferência excessiva de 
Estados repressivos. 
E segundo o Relatório da Comissão Brundtland, uma série de medidas deve 
ser tomada pelos países para promover o desenvolvimento sustentável. Entre elas: 
• limitação do crescimento populacional; 
• garantia de recursos básicos (água, alimentos, energia) a longo prazo; 
• preservação da biodiversidade e dos ecossistemas; 
• diminuição do consumo de energia e desenvolvimento de tecnologias com 
uso de fontes energéticas renováveis; 
• aumento da produção industrial nos países não-industrializados com base 
em tecnologias ecologicamente adaptadas; 
• Controle da urbanização desordenada e integração entre campo e cidades 
menores; 
• Atendimento das necessidades básicas (saúde, escola, moradia). 
Já em âmbito internacional, as metas propostas pelo Relatório da Comissão 
Brundtland estabelecem: 
• adoção da estratégia de desenvolvimento sustentável pelas organizações 
de desenvolvimento (órgãos e instituições internacionais de financiamento); 
• proteção dos ecossistemas supranacionais como a Antártica, oceanos, etc, 
pela comunidade internacional; 
• banimento das guerras; 
• implantação de um programa de desenvolvimento sustentável pela 
Organização das Nações Unidas (ONU). 
Algumas outras medidas para a implantação de um programa minimamente 
adequado de desenvolvimento sustentável são: 
• uso de novos materiais na construção; 
• reestruturação da distribuição de zonas residenciais e industriais; 
• aproveitamento e consumo de fontes alternativas de energia, como a 
solar, a eólica e a geotérmica; 
• reciclagem de materiais reaproveitáveis; 
• consumo racionalde água e de alimentos; 
• redução do uso de produtos químicos prejudiciais à saúde na produção 
de alimentos.
 
1.4 O conceito de ecoeficiência 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/catering-street-fast-food-paper-cups-
1454056481. Acesso : 06 ago. 2020 
 
Para Dias (2006), a penetração do conceito de desenvolvimento sustentável 
no meio empresarial tem se pautado como uma maneira das empresas 
desenvolverem uma gestão mais eficiente, como práticas identificadas com a 
ecoeficiência e a produção mais limpa, do que uma elevação do nível de 
consciência do empresariado em torno de uma perspectiva de um desenvolvimento 
econômico mais sustentável. 
Durante muito tempo dentro do processo de produção e exploração dos 
recursos naturais, os termos “Produção Mais Limpa” e “Ecoeficiência” não tinham 
um reconhecimento estratégico merecido, sendo frequentemente estigmatizados 
como tecnologias ambientais. 
Entretanto, tendo em vista a constante busca por soluções que minimizem 
ou eliminem os impactos ambientais gerados pela exploração humana, a “Produção 
Mais Limpa” e “Ecoeficiência” tornou-se uma constante cobrança da sociedade 
junto aos produtores rurais e empresários da indústria. 
Barbieri (2011) complementa que a criação de modelos e/ou metodologias 
específicas pautadas na Produção Mais Limpa (P+L) e ecoeficiência, que sejam 
capazes de reduzir a poluição do ar, do solo, e das águas e aumentar a 
sustentabilidade ambiental nas atividades realizadas pelas indústrias, têm se 
tornado cada vez mais eminente. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/catering-street-fast-food-paper-cups-1454056481
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/catering-street-fast-food-paper-cups-1454056481
Segundo Furtado (2000), Produção Mais Limpa e Ecoeficiência implicam em 
reduzir o impacto ambiental do processo produtivo. Já a Produção Limpa busca 
implantar um processo realmente limpo. 
A ecoeficiência é uma das principais medidas que contribuem para um futuro 
sustentável. Este conceito refere-se à disponibilização de bens e serviços capazes 
de satisfazer as necessidades humanas e proporcionar qualidade de vida sem 
causar impactos ambientais e gastando o mínimo dos recursos naturais não 
renováveis. Os produtos ecoeficientes também geram um menor volume de 
resíduos em seus processos produtivos, trazendo ainda mais benefícios para o 
planeta. 
Dias (2006) afirma que seriam chamadas de empresas ecoeficientes, 
aquelas que alcançam de forma contínua maiores níveis de eficiência, evitando a 
contaminação mediante a substituição de materiais, tecnologias e produtos mais 
limpos e a busca de uso mais eficiente e a recuperação dos recursos através de 
uma boa gestão. 
Na visão de Vilela e Demajorovic (2006), ecoeficiência significa gerar mais 
produtos e serviços com menor uso dos recursos e diminuição da geração de 
resíduos e poluentes. 
Considerada dessa forma, a ecoeficiência tem conseguido grande aceitação 
no meio empresarial, embora recentemente se tenha observado a publicação de 
diversos trabalhos ressaltando as limitações dessa ferramenta. 
No ponto de vista de Almeida (2002, p. 101), 
 
a ecoeficiência é uma filosofia de gestão empresarial que incorpora a 
gestão ambiental. Pode ser considerada uma forma de responsabilidade 
ambiental corporativa. Encoraja as empresas de qualquer setor, porte e 
localização geográfica a se tornarem mais competitiva, inovadoras e 
ambientalmente responsáveis. 
 
 
As empresas ecoeficientes são aquelas que obtêm benefícios econômicos, 
agilidade em seus processos e qualidade de seus produtos, com redução nos 
custos associados aos desperdícios de água, energia e materiais; à medida que 
obtêm benefícios ambientais por meio da redução progressiva da geração de 
resíduos sólidos, efluentes líquidos e emissões atmosféricas, introduzindo em seu 
processo gerencial o conceito de prevenção da poluição e de riscos ocupacionais 
(VILELA E DEMAJOROVIC, 2006). 
A ecoeficiência atinge-se através da oferta de bens e serviços a preços 
competitivos, que, por um lado, satisfaçam as necessidades humanas e contribuam 
para a qualidade de vida e, por outro, reduzam progressivamente o impacto 
ecológico e a intensidade de utilização de recursos ao longo do ciclo de vida, até 
atingirem um nível, que, pelo menos, respeite a capacidade de sustentação 
estimada para o planeta Terra. (DIAS 2006). 
Os elementos da ecoeficiência são: (1) Reduzir o consumo de materiais com 
bens e serviços; (2) Reduzir o consumo de energia com bens e serviços; (3) Reduzir 
a dispersão de substâncias tóxicas; (4) Intensificar a reciclagem de materiais; (5) 
Maximizar o uso sustentável de recursos renováveis; (6) Prolongar a durabilidade 
dos produtos; (7) Agregar valor aos bens e serviços. (ALMEIDA 2007). 
Para May, Lustosa e Vinha (2003), a ecoeficiência é alcançada mediante o 
fornecimento de bens e serviços a preços competitivos que satisfaçam as 
necessidades humanas e tragam qualidade de vida, ao mesmo tempo reduz 
progressivamente o impacto ambiental e o consumo de recursos ao longo do ciclo 
de vida, a um nível, no mínimo, equivalente à capacidade de sustentação estimada 
da terra. 
 
1.5 Responsabilidade social corporativa 
 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/corporate-social-responsibility-chart-
keywords-icons-372110074. Acesso: 06 ago. 2020 
 
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/corporate-social-responsibility-chart-keywords-icons-372110074
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/corporate-social-responsibility-chart-keywords-icons-372110074
Como tendência mundial, a complexidade dos negócios, o avanço de novas 
tecnologias, e a necessidade de incremento da produtividade levou a um aumento 
significativo da competitividade entre as empresa, aliado as pressões populares 
cresce cada vez mais a quantidade de instituições que desejam investir em projetos 
sociais, adotando uma postura mais sensível aos problemas da comunidade ou 
assumindo responsabilidade sobre os impactos causados por seus processos 
produtivos (BARBOSA, 2001). 
 Isto porque para as empresas, a responsabilidade social pode ser vista 
como uma estratégia a mais para manter ou aumentar sua rentabilidade e 
potencializar o seu desenvolvimento. Isto é explicado ao se constatar maior 
conscientização do consumidor o qual procura por produtos e práticas que gerem 
melhoria para o meio ambiente e a comunidade. 
 Para McWillians e Siegel (2001, p.35), Já que a responsabilidade social 
corporativa tem se apresentado como um tema cada vez mais importante no 
comportamento das organizações e tem exercido impactos nos objetivos e nas 
estratégias das empresas. 
Para Ghemawat, (2000, p.65) a responsabilidade social corporativa é: 
 
na maioria dos casos, conceito usado na literatura especializada sobretudo 
para empresas, principalmente de grande porte, com preocupações 
sociais voltadas ao seu ambiente de negócios ou ao seu quadro de 
funcionários. “Responsabilidade Social Corporativa é o comprometimento 
permanente dos empresários de adotar um comportamento ético e 
contribuir para o desenvolvimento econômico, melhorando 
simultaneamente a qualidade de vida de seus empregados e de suas 
famílias, da comunidade local e da sociedade como um todo”. 
(GHEMAWAT, 2000, p.65) 
 
Segundo McWillians e Siegel (2006, p. 35), a responsabilidade corporativa 
como uma estratégia de diferenciação, é usada para: 
 
criar novas demandas e obter um preço premium para um produto ou 
serviço existente. Ainda segundo os autores, alguns consumidores querem 
que os produtos que compram apresentem alguns atributos de 
responsabilidade social (inovação de produtos). Outros consumidores 
valorizam produtos que são produzidos de forma responsável (inovação 
de processo). (MCWILLIANS E SIEGEL, 2006, p. 35). 
 
 1.6 Rotulagem Ambiental e Selos Verdes 
 
 
 
Fonte: https://pt.scribd.com/presentation/129562124/abnt-rotulos-selos.Acesso: 06 ago. 
2020. 
 
O Programa ABNT de Rotulagem Ambiental é uma certificação voluntária 
de produtos e serviços, desenvolvido de acordo com as normas ABNT NBR ISO 
14020 e ABNT NBR ISO 14024, que consiste em atribuiu um selo ou rótulo a um 
produto ou serviço para informar a respeito dos seus aspectos ambientais. 
Entende-se como rotulagem ambiental um mecanismo de comunicação 
com o mercado consumidor sobre os aspectos ambientais do produto ou serviço 
com características benéficas, cujo objetivo é diferenciá-lo da concorrência. 
Os mesmos são materializados por meio de símbolos, marcas, textos ou 
gráficos. 
Segundo Lemos e Barra (2008, p. 5) a série ISO sobre rotulagem ambiental 
apresenta três tipos diferentes de declarações ambientais: Tipo I, II e III, a saber: 
a) Rotulagem Tipo I: NBR ISO 14024 – Programa Selo Verde - Esta Norma 
relaciona os princípios e procedimentos para o desenvolvimento de programas de 
rotulagem ambiental, incluindo: seleção de categorias, critérios ambientais e 
características funcionais dos produtos, para avaliar e demonstrar sua 
conformidade. Relaciona também os procedimentos de certificação para a 
concessão do rótulo. Na figura 09 mostra modelo de Rótulo Ambiental tipo I. 
https://pt.scribd.com/presentation/129562124/abnt-rotulos-selos
 
Figura 02: Rótulo Ambiental tipo I. 
 
 
Fonte: Projeto de Cooperação entre SECEXUnião EuropéiaPNUMA. 
 
b) Rotulagem Tipo II: NBR ISO 14021 – Autodeclarações ambientais. 
Esta Norma especifica os requisitos para autodeclarações ambientais, incluindo 
textos, símbolos e gráficos, no que se refere aos produtos. Descreve ainda, termos 
selecionados usados comumente em declarações ambientais e fornece 
qualificações para seu uso. Apresenta uma metodologia de avaliação e verificação 
geral para auto declarações ambientais. Na figura 10 mostra modelo de Rótulo 
Ambiental tipo II. 
 
Figura 03: modelo de Rótulo Ambiental tipo II 
 
Fonte: Barra (2008) - BARRA, B. N.; RENOFIO, A. Rotulagem Ambiental: a Validade dos 
Critérios na Concessão do Selo Verde para Produtos de Couro. XXVIII ENCONTRO 
NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, Rio de Janeiro, RJ, . 2008. 
 
c) Rotulagem Tipo III: NBR ISO 14025 – Esta Norma informa sobre dados 
ambientais de produtos, qualificados de acordo com os conjuntos de parâmetros 
previamente selecionados e baseados na Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), são 
rótulos concedidos e licenciados por organizações externas independentes. 
Também são considerados os Indicadores de Categoria de Impacto ambiental, tais 
como: Aquecimento global Nevoeiro fotoquímico Eutrofização da água Acidificação 
da chuva Destruição da camada de ozônio. A rotulagem tipo III, em geral são mono-
criteriosos e são semelhantes aos selos de produtos alimentícios que detalham seu 
teor de gordura, açúcar ou vitaminas. Ex.: "Algodão orgânico" 
Dentro do seu objetivo, conforme relatado por Barra et. Al. (2008, p. 8) o 
programa de rotulagem busca: 
 
despertar no consumidor e no setor privado a consciência e entendimento 
dos conceitos de proteção ambiental e produção industrial sustentável. 
Criar uma consciência e entendimento dos aspectos ambientais de um 
produto que recebe o rótulo, influenciando na escolha do consumidor ou 
no comportamento do fabricante sempre visando o menor impacto 
ambiental. 
 
Para Barra et. Al. (2008) a questão ambiental influencia nas decisões dos 
consumidores de modo a encorajar a fabricação e o consumo de produtos menos 
agressivos ao meio ambiente. 
A Promoção da Inovação Ambientalmente Sustentável na Indústria 
proporciona um incentivo mercadológico para as empresas introduzirem tecnologias 
inovadoras e sustentáveis do ponto de vista ambiental, bem como posições de 
liderança em relação aos aspectos ambientais (melhoria contínua). 
Conscientização Ambiental dos Consumidores é considerada idônea e 
confiável para dar visibilidade no mercado aos produtos ou serviços preferíveis do 
ponto de vista ambiental. 
 Segundo Barra et. Al. (2006, p. 8) os princípios da Rotulagem Ambiental 
são: 
 
precisos, verificáveis, relevantes e não enganosos; não devem ser 
elaborados, adotados ou aplicados com objetivo de criar barreiras 
comerciais; baseado em metodologia científica que produza resultados 
precisos e reproduzíveis; apresente informações de procedimentos, 
metodologias e critérios devem estar disponíveis para as partes 
interessadas; considere todos os aspectos relevantes do ciclo de vida; e 
não iniba inovações que tenham objetivo de manter ou melhorar o 
desempenho ambiental; 
 
Complementando, Barra et. Al. (2008) relata os benefícios oferecidos pela 
rotulagem ambiental são: Ambientais sociais e econômicos. Onde: 
 I. Ambientais: 
a) Redução de problemas e impactos ambientais; 
b) Melhora do desempenho ambiental (além do requerido na Lei). 
 II. Sociais: 
a) Aumento da satisfação do consumidor e melhoria das condições de 
vida: saúde, felicidade espiritual, etc. 
 III. Econômicos: 
a) Aumento do “marketshare” e da competitividade; 
b) Reconhecimento da liderança do mercado; 
c) Aumenta da capacidade de inovação do produto; 
d) Acesso mais fácil a mercados mais nobres; 
e) Melhoria das exportações; 
f) Credibilidade nos mercados; 
g) Maior comunicação e visibilidade. 
Desta forma vale ressaltar que a rotulagem ambiental é a certificação de 
produtos adequados ao uso e que apresentam menor impacto no meio ambiente 
em relação a outros produtos comparáveis disponíveis no mercado. A diferença 
entre rotulagem ambiental (ecolabelling) e certificação ambiental (eco-certification): 
o rótulo é voltado para os consumidores. A certificação ambiental é voltada para 
indústrias de recursos, para a venda por atacado (comunidade compradora) e não 
direcionada para consumidores varejistas. Ambos os desenvolvimentos são etapas 
evolucionárias importantes na busca da sustentabilidade e o marketing ambiental 
ou verde é o instrumento que as empresas possuem para divulgar sua imagem 
ecologicamente correta (apelo ecológico) e obter um diferencial competitivo. 
 
1.7. Legislação Ambiental - Princípios Gerais do Direito Ambiental 
 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/world-philosophy-day-education-
concept-tree-733517002. Acesso: 06 ago.2020 
 
 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/world-philosophy-day-education-concept-tree-733517002
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/world-philosophy-day-education-concept-tree-733517002
Os princípios do direito ambiental são frutos de uma construção jurídica 
originada no direito internacional ambiental, a partir das conferências ambientais 
internacionais. Por exemplo, a Conferência de Estocolmo (1972), a Cúpula da Terra 
ou Conferência do Rio (1992) e a Convenção Quadro das Nações Unidas Sobre as 
Mudanças do Clima (1992). 
Os princípios do direito ambiental foram elaborados para dar legitimidade 
jurídica aos Estados a criarem políticas públicas voltadas à proteção ambiental. Por 
isso, os princípios do direito ambiental possuem a função de ordenar a construção 
normativa ambiental internacional, regional e nacional. 
Na visão de Furtado (2000, p. 97-102) Os princípios do direito ambiental são: 
a) Princípio da precaução1: a ausência da certeza científica formal, a 
existência de um risco de um dano sério ou irreversível requer a implementação de 
medidas que possam prever este dano. Evitar doenças irreversíveis para os 
trabalhadores e danos irreparáveis para o planeta. Significa ter cuidado e estar 
ciente e estabelecer uma relação respeitosa e funcional do homem com a natureza. 
b) Princípio da prevenção: Uma dada atividade apresenta riscos de dano ao 
meio ambiente, tal atividade não poderá ser desenvolvida; justamente porque, caso 
ocorra qualquer dano ambiental, sua reparação é praticamente impossível. 
Fundamenta-se em substituir o controle de poluição pela prevenção da 
geraçãode resíduos na fonte, evitando a geração de emissões perigosas para o 
ambiente e o homem, ao invés de remediar os efeitos de tais emissões. 
c) Princípio do controle democrático: pressupõem o acesso a informações 
sobre questões que dizem respeito à segurança e uso de processos e produtos, 
para todas as partes interessadas, inclusive as emissões e registros de poluentes, 
planos de redução de uso de produtos tóxicos e dados sobre componentes 
perigosos de produtos. Informar a todos, do trabalhador até o consumidor, incluindo 
também a comunidade dos arredores, sobre a implicação da existência de 
determinados processos na região. 
d) Princípio da integração: Avaliar o ciclo de vida do produto, dentro de uma 
visão holística do sistema. Os materiais devem ser avaliados quanto ao tempo de 
vida que apresentam na natureza e seus impactos. Princípio da integração 
ambiental reconhece o caráter transversal do ambiente e a necessidade de todas 
as políticas públicas, planos, programas ou atividades que possam causar impacto 
adverso no meio natural. 
e) Princípio do Poluidor-Pagador - diferente dos princípios do direito 
ambiental citados anteriormente, este possui como característica identificar as 
externalidades causadas pela atividade econômica. Tal externalidade é inserida nos 
custos da atividade econômica a fim de mitigar os custos dos danos ambientais ao 
contribuinte. 
f) Princípio do Desenvolvimento Sustentável - provavelmente seja o mais 
controverso dos princípios do direito ambiental devido ao seu alto grau de 
abstração, não obrigatoriedade, ou até mesmo se discute se é realmente um 
princípio ou um conceito. 
Com relação a constitucionalidade do direito ambiental no âmbito do que 
dispõe a Constituição Federal de 1988, afirma-se que além da constitucionalização 
do meio ambiente como direito fundamental, o legislador constituinte utilizou-se de 
diversas técnicas para a defesa do meio ambiente, quais sejam: direitos e deveres 
fundamentais, princípios, função ecológica da propriedade, objetivos públicos 
vinculantes, programas públicos abertos, instrumentos, biomas e áreas 
especialmente protegidas. 
 “(...) o artigo 225 é na verdade, uma síntese de todos os dispositivos 
constitucionais ambientais que permeiam a Constituição. Síntese que não implica 
totalidade ou referência única”. 
Além do artigo 225 a Constituição de 1988 também determina a utilização de 
determinados instrumentos na consecução dos fins a serem atingidos, como: 
1) a definição estatal de áreas a serem protegidas (art.225, §1o, III), 
2) o Estudo Prévio de Impacto Ambiental, conhecido como EIA, para 
instalação de obra ou atividade causadora de significativa degradação (art.225, §1º, 
IV); 
3) o licenciamento ambiental (art.225, §1º, V), como controle prévio de obras 
ou atividades capazes de causar degradação ambiental, legalmente exigido no 
art.10, da Lei Federal no 6.938/81 – Política Nacional do Meio Ambiente; 
4) a responsabilização (art.225, §2º e 3º) por danos causados ao meio 
ambiente (civil), bem como penal (crime) e administrativa, que constitui princípio, a 
seguir tratado; 
5) indisponibilidade de terras devolutas e áreas indispensáveis à preservação 
ambiental (art.225, §5º); 
6) lei federal definidora de localização para a operação de usinas nucleares, 
como condição para sua instalação (art.225, §6º, c/c arts.21, XXIII, “a” e 49, XIV, da 
CF). 
A abrangência dessa expressão no texto constitucional deve ser entendida 
além das Unidades de Conservação (de que trata a Lei nº 9.985/2000), para incluir, 
por exemplo: as áreas de proteção especial, determinadas por lei municipal de Uso 
e Parcelamento do Solo; além das áreas de preservação permanente (APP´s) e de 
reserva legal, definidas no Código Florestal (Lei Federal no 4.771/65). 
Ainda podemos citar que a legislação ambiental tem se expandido de forma 
uniforme, baseada no princípio fundamental no cumprimento das regras elaboradas 
pela lei, assim podemos citar: 
A Lei nº 9.605/1988 – lei dos crimes Ambientais – sociedade, aos órgãos 
ambientais e ao Ministério Público mecanismo para punir os infratores do meio 
ambiente. Destaca-se, por exemplo, a possibilidade de penalização das pessoas 
jurídicas no caso de ocorrência de crimes ambientais. 
Lei 12.305/2010 – institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e 
altera a Lei 9.605/1998 – Estabelece diretrizes à gestão integrada e ao 
gerenciamento ambiental adequado dos resíduos sólidos. Propõe regras para o 
cumprimento de seus objetivos em amplitude nacional e interpreta a 
responsabilidade como compartilhada entre governo, empresas e sociedade. Na 
prática, define que todo resíduo deverá ser processado apropriadamente antes da 
destinação final e que o infrator está sujeito à penas passivas, inclusive, de prisão. 
Lei 11.445/2007 – estabelece a Política Nacional de Saneamento Básico – 
Versa sobre todos os setores do saneamento (drenagem urbana, abastecimento de 
água, esgotamento sanitário e resíduos sólidos). 
Lei 9.985/2000 – institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da 
Natureza – Entre seus objetivos estão à conservação de variedades de espécies 
biológicas e dos recursos genéticos; a preservação e restauração da diversidade de 
ecossistemas naturais e a promoção do desenvolvimento sustentável a partir dos 
recursos naturais. 
LEI Nº 9.605/ 1998 - dispõe sobre as sanções penais e administrativas 
derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e de outras 
providências. A Lei 9605/98 é a primeira lei que criminalizou, de forma efetiva, as 
 
condutas nocivas ao meio ambiente. Antes, tais condutas eram tratadas como 
contravenções penais e punidas na forma do artigo 26 do antigo Código Florestal 
(Lei 4771/65). 
A Lei n. 6.938 é de 1981 - Política nacional de meio ambiente é anterior à CF. 
Por isso, é um marco na legislação brasileira, pois foi o primeiro ato normativo que 
efetivamente tratou de uma forma mais detalhada da questão ambiental. 
Art. 2º A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a 
preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à 
vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento 
socioeconômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da 
dignidade da vida humana. (BRASIL, 1981). 
 
1.8 Responsabilidade Ambiental 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/responsibility-roles-duty-task-
obligation-responsible-445108498 . Acesso: 06 ago. 2020 
 
Responsabilidade Ambiental é um conjunto de atitudes, individuais ou 
empresarias, voltado para o desenvolvimento sustentável do planeta. Ou seja, estas 
atitudes devem levar em conta o crescimento econômico ajustado à proteção do 
meio ambiente na atualidade e para as gerações futuras, garantindo a 
sustentabilidade. 
Exemplos de atitudes que envolvem a responsabilidade ambiental individual: 
● Realizar a reciclagem de lixo (resíduos sólidos). 
● Não jogar óleo de cozinha no sistema de esgoto. 
● Usar de forma racional, economizando sempre que possível, a água. 
● Buscar consumir produtos com certificação ambiental e de empresas que 
respeitem o meio ambiente em seus processos produtivos. 
● Usar transporte individual (carros e motos) só quando necessário, dando 
prioridades para o transporte coletivo ou bicicleta. 
● Comprar e usar eletrodomésticos com baixo consumo de energia. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/responsibility-roles-duty-task-obligation-responsible-445108498
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/responsibility-roles-duty-task-obligation-responsible-445108498
● Economizar energia elétrica nas tarefas domésticas cotidianas. 
● Evitar o uso de sacolas plásticas nos supermercados. 
 
1.9 Declaração de Estocolmo 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/washington-dc-usa-february-2-2005-
492045043. Acesso: 06 ago.2020 
 
O principal marco do processo de internacionalizaçãodo debate em torno 
dos temas ecológicos ocorreu com a Conferência de Estocolmo, oficialmente 
denominada de “Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano”. 
Foi realizada na Suécia, em 1972, e representa o primeiro grande encontro 
organizado pela ONU para a discussão específica dos problemas ambientais que 
assolavam o mundo em plena Guerra Fria. (CMMAD, 1991) 
Estes problemas extrapolavam as fronteiras nacionais, situação que 
demonstrava a necessidade de uma ação conjunta entre os diversos países 
atingidos para a busca de soluções. 
A Conferência de Estocolmo teve como objetivo discutir as consequências 
da degradação do meio ambiente e conscientizar a sociedade a melhorar a relação 
com o meio ambiente e assim atender as necessidades da população presente sem 
comprometer as gerações futuras, discutir as mudanças climáticas, a qualidade da 
água, debater soluções para reduzir os desastres naturais, reduzir e encontrar 
soluções para a modificação da paisagem, discutir as bases do desenvolvimento 
sustentável, limitar a utilização de pesticidas na agricultura, reduzir a quantidade de 
metais pesados lançados na natureza.( CMMAD, 1991) 
O encontro também abordou as políticas de desenvolvimento humano e a 
busca por uma visão comum de preservação dos recursos naturais. O debate 
durante a conferência foi inflamado pela necessidade de adoção de um novo 
modelo de desenvolvimento econômico. Esse modelo não poderia induzir ao 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/washington-dc-usa-february-2-2005-492045043
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/washington-dc-usa-february-2-2005-492045043
esgotamento das reservas naturais, como o petróleo, ao mesmo tempo que não 
reduziria o crescimento econômico. 
Na Conferência de Estocolmo, em 1972, os países desenvolvidos 
apresentaram uma proposta que correlacionava às ações do homem e o meio, 
idealizando uma nova política de redução de agressões e degradações ambientais 
em função do aumento capital. Os Estados Unidos comprometeram-se em reduzir 
a poluição em seu território. Os países em desenvolvimento não concordaram com 
as metas de redução das atividades industriais, visto que tal ação poderia 
comprometer a economia. O Brasil foi um país decisivo em muitas das discussões 
promovidas. 
 
 
SAIBA MAIS 
 
Existem dois tipos de rótulo ambiental, um que consiste na autodeclaração 
de produto ambiental por parte da empresa, e outro, no qual a declaração de 
produto ambiental é concedida por uma instituição organizadora responsável pela 
certificação, esse certificado é concedido para empresas que seguem critérios 
mínimos de qualidade ambiental do produto. 
 
Fonte: BARROS, J.de S.; Freitas, L. S. de,;Rotulagem ambiental: um estudo sobre os 
fatores de decisão de compra de produtos orgânicos. VII SEGeT – Simpósio de 
Excelência em Gestão e Tecnologia – 2010. Disponível em: 
https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos10/459_Rotulagem%20versao%20final%20com
%20autores.pdf. Acesso: 06 ago. 2020 
 
 
#SAIBA MAIS# 
 
 
REFLITA 
 
Segundo as principais certificadoras (IBD, 2001; AAO, 2001), nos últimos 
anos tem-se observado um aumento do consumo de produtos orgânicos no 
mercado interno, apesar de todo este desempenho, os hortifrutigranjeiros não 
exercem significativa participação neste mercado, sendo que as culturas de maior 
expressão são aquelas de exportação. (O consumo de produtos da agricultura 
orgânica tem se caracterizado como um segmento diferenciado de mercado, no qual 
a segurança alimentar, aliado ao não uso de agrotóxicos é decisiva na opção de 
https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos10/459_Rotulagem%20versao%20final%20com%20autores.pdf
https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos10/459_Rotulagem%20versao%20final%20com%20autores.pdf
consumo). Para uma melhor valorização do seu produto faz-se necessário que os 
produtores da agricultura orgânica busquem a formalização de um sistema de 
certificação para a obtenção de um rótulo para o produto orgânico. O agricultor que 
possuir as condições de produção ao longo do ciclo de vida estabelecido por esse 
sistema de certificação terá acesso a nichos de mercados com mais elevados 
índices de remuneração de seu produto, associado a um regime de vendas 
garantidas e à construção de uma imagem de qualidade com relação ao seu cliente. 
Para isso faz-se necessário à adoção de Políticas bem planejadas que poderiam 
induzir o desenvolvimento desses agricultores marginalizados. 
 
Fonte: BARROS, J.de S.; Freitas, L. S. de,;Rotulagem ambiental: um estudo sobre os 
fatores de decisão de compra de produtos orgânicos. VII SEGeT – Simpósio de 
Excelência em Gestão e Tecnologia – 2010. Disponível em: 
https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos10/459_Rotulagem%20versao%20final%20com
%20autores.pdf. Acesso: 26 Jan. 2020 
 
 
#REFLITA# 
https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos10/459_Rotulagem%20versao%20final%20com%20autores.pdf
https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos10/459_Rotulagem%20versao%20final%20com%20autores.pdf
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Neste capítulo concluímos que a principal finalidade dos produtos rotulados 
é informar, aos consumidores, sobre as práticas produtivas do fabricante para que, 
no ato da compra, possam tomar a melhor decisão e, desta forma, participar na 
difusão de um consumo ambientalmente sustentável, constituindo assim, 
vantagens para consumidor, empresa e meio ambiente, ou seja demonstrar que o 
processo produtivo está comprometido com o tripé da sustentabilidade. 
Diante da atual situação ambiental vivida, torna-se urgente a adoção de 
metodologias coeficientes para produzir de forma mais limpa pelas empresas e 
pelos países, no intuito de prevenir a geração de resíduos e minimizar o uso de 
recursos naturais. 
Desta forma, o desafio da humanidade para as próximas décadas é reduzir 
o ritmo de crescimento da população e fazer uma drástica mudança no modo de 
produção e consumo da sociedade. As atividades antrópicas não podem ultrapassar 
a capacidade de regeneração do Planeta. No ritmo atual, estamos caminhando para 
o fim da espécie humana, pois com certeza com o passar do tempo a natureza com 
sua grande capacidade de Resiliência florescerá novamente. 
Os indicadores de sustentabilidade servem para mensurar as ações 
relacionadas ao desenvolvimento sustentável e constituem uma base útil à tomada 
de decisão em todos os níveis. Os indicadores constituem importantes parâmetros 
para orientar a gestão e o planejamento de políticas e ações que podem ser 
desenvolvidas. 
 
 
LEITURA COMPLEMENTAR 
 
Artigo: Rotulagem Ambiental: a Validade dos Critérios na Concessão do Selo 
Verde para Produtos de Couro. 
Resumo: Produtos detentores de selos verdes informam consumidores, sobre boas 
práticas produtivas do fabricante para que, no ato da compra, possam tomar a 
melhor decisão. Entretanto, programas de rotulagem ambiental que contemplam a 
categoria couro-calçado possuem falhas, pois, desconsideram etapas que 
promovam impactos ambientais decorrentes de suas atividades. Apresentar 
definição dos critérios para concessão dos selos ambientais para esta categoria 
resulta na falta de informações sobre a realidade dos impactos ambientais 
relacionados à produção do couro, e estimula ações indiscriminadas e perdulárias 
na Amazônia brasileira. 
Fonte: BARRA, B. N.; RENOFIO, A. Rotulagem Ambiental: a Validade dos Critérios na 
Concessão do Selo Verde para Produtos de Couro. XXVIII Encontro Nacional de 
Engenharia de Produção, Rio de Janeiro, RJ, . 2008. Disponível em: 
http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2008_tn_sto_088_562_12335.pdf. Acesso: 26J 
an. 2020. 
 
http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2008_tn_sto_088_562_12335.pdf
 
LIVRO 
 
• Título: Sustentabilidade: O que é - O que não é 
• Autor: Leonardo Boff 
• Editora: Vozes 
• Sinopse: O drástico aumento populacional previsto para o planeta nas próximas 
quatro décadas, orienta-semajoritariamente para os países emergentes e em 
desenvolvimento. Na razão direta deste crescimento, estipula-se para empresas e 
governos uma explosão de demandas de consumo e estrutura, exigindo-se dos 
principais atores do cenário produtivo mundial estratégias que se adéquem aos 
desafios do futuro de acordo com as cada vez mais iminentes metas e legislações 
com foco em sustentabilidade – sem com isso preterir a responsabilidade financeira 
devida a acionistas e cidadãos. Este é o cenário a que se destina o enfoque do livro, 
organizado por Isak Kruglianskas e Vanessa Pinsky, Gestão Estratégica da 
Sustentabilidade. O volume, que reúne artigos de diversos especialistas e 
apresenta as mais variadas análises de casos de gestão da sustentabilidade 
corporativa, traz um texto embasado por pesquisas empíricas, constituindo-se uma 
leitura valiosa tanto para referência específica a cada setor, quanto para uma visão 
ampla das repercussões das práticas sustentáveis em administração e produção. 
Ao longo de 10 capítulos, são observadas diversas abordagens de gestão em 
variadas empresas atuantes no país, tratando do planejamento adotado por uma 
empresa de saúde e vacinação, da viabilização do asfalto-borracha (ecoflex), do 
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&field-author=Leonardo+Boff&text=Leonardo+Boff&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks
tratamento de resíduos automotivos na parceria entre uma seguradora e uma 
cooperativa, dos elos de produção/ transformação/distribuição no setor de 
bovinocultura no Mato Grosso do Sul, da atuação de uma transnacional na busca 
de negócios sustentáveis em metrópoles no Brasil, da gestão de risco 
socioambiental no financiamento de projetos por um banco brasileiro, da gestão da 
inovação sustentável em bens de consumo, dos desafios da gestão de resíduos na 
indústria eletroeletrônica, da cadeia produtiva de embalagens PET no Brasil e da 
gestão da inovação tecnológica e sustentável de compressores. Mantendo sempre 
a atenção aos aspectos sociais, ambientais e legais concernentes, Gestão 
Estratégica da Sustentabilidade oferece-se como uma importante contribuição para 
aqueles que querem e precisam pensar e organizar a gestão empresarial na 
perspectiva de um futuro regido pelo equilíbrio entre a prosperidade econômica e a 
sustentabilidade. 
Link : 
https://www.amazon.com.br/Sustentabilidade-que-%C3%A9-
n%C3%A3o/dp/8532642985/ref=pd_bxgy_img_3/130-9827912-
6120127?_encoding=UTF8&pd_rd_i=8532642985&pd_rd_r=fa8ea6ce-a145-4f1c-974d-
84a5c138a16a&pd_rd_w=au6fT&pd_rd_wg=GrlAQ&pf_rd_p=be048566-01a6-42f4-a897-
9e821823fba3&pf_rd_r=CC6WFJPVV3XKN1EMDR4Y&psc=1&refRID=CC6WFJPVV3XK
N1EMDR4Y. Acesso: 06 ago. 2020. 
https://www.amazon.com.br/Sustentabilidade-que-%C3%A9-n%C3%A3o/dp/8532642985/ref=pd_bxgy_img_3/130-9827912-6120127?_encoding=UTF8&pd_rd_i=8532642985&pd_rd_r=fa8ea6ce-a145-4f1c-974d-84a5c138a16a&pd_rd_w=au6fT&pd_rd_wg=GrlAQ&pf_rd_p=be048566-01a6-42f4-a897-9e821823fba3&pf_rd_r=CC6WFJPVV3XKN1EMDR4Y&psc=1&refRID=CC6WFJPVV3XKN1EMDR4Y
https://www.amazon.com.br/Sustentabilidade-que-%C3%A9-n%C3%A3o/dp/8532642985/ref=pd_bxgy_img_3/130-9827912-6120127?_encoding=UTF8&pd_rd_i=8532642985&pd_rd_r=fa8ea6ce-a145-4f1c-974d-84a5c138a16a&pd_rd_w=au6fT&pd_rd_wg=GrlAQ&pf_rd_p=be048566-01a6-42f4-a897-9e821823fba3&pf_rd_r=CC6WFJPVV3XKN1EMDR4Y&psc=1&refRID=CC6WFJPVV3XKN1EMDR4Y
https://www.amazon.com.br/Sustentabilidade-que-%C3%A9-n%C3%A3o/dp/8532642985/ref=pd_bxgy_img_3/130-9827912-6120127?_encoding=UTF8&pd_rd_i=8532642985&pd_rd_r=fa8ea6ce-a145-4f1c-974d-84a5c138a16a&pd_rd_w=au6fT&pd_rd_wg=GrlAQ&pf_rd_p=be048566-01a6-42f4-a897-9e821823fba3&pf_rd_r=CC6WFJPVV3XKN1EMDR4Y&psc=1&refRID=CC6WFJPVV3XKN1EMDR4Y
https://www.amazon.com.br/Sustentabilidade-que-%C3%A9-n%C3%A3o/dp/8532642985/ref=pd_bxgy_img_3/130-9827912-6120127?_encoding=UTF8&pd_rd_i=8532642985&pd_rd_r=fa8ea6ce-a145-4f1c-974d-84a5c138a16a&pd_rd_w=au6fT&pd_rd_wg=GrlAQ&pf_rd_p=be048566-01a6-42f4-a897-9e821823fba3&pf_rd_r=CC6WFJPVV3XKN1EMDR4Y&psc=1&refRID=CC6WFJPVV3XKN1EMDR4Y
https://www.amazon.com.br/Sustentabilidade-que-%C3%A9-n%C3%A3o/dp/8532642985/ref=pd_bxgy_img_3/130-9827912-6120127?_encoding=UTF8&pd_rd_i=8532642985&pd_rd_r=fa8ea6ce-a145-4f1c-974d-84a5c138a16a&pd_rd_w=au6fT&pd_rd_wg=GrlAQ&pf_rd_p=be048566-01a6-42f4-a897-9e821823fba3&pf_rd_r=CC6WFJPVV3XKN1EMDR4Y&psc=1&refRID=CC6WFJPVV3XKN1EMDR4Y
https://www.amazon.com.br/Sustentabilidade-que-%C3%A9-n%C3%A3o/dp/8532642985/ref=pd_bxgy_img_3/130-9827912-6120127?_encoding=UTF8&pd_rd_i=8532642985&pd_rd_r=fa8ea6ce-a145-4f1c-974d-84a5c138a16a&pd_rd_w=au6fT&pd_rd_wg=GrlAQ&pf_rd_p=be048566-01a6-42f4-a897-9e821823fba3&pf_rd_r=CC6WFJPVV3XKN1EMDR4Y&psc=1&refRID=CC6WFJPVV3XKN1EMDR4Y
 
FILME/VÍDEO 
 
 
• Título: Política Ambiental 
• Ano: 2015 
• Sinopse Vídeo sobre a Política Ambiental, requisito necessário para a 
implantação de um Sistema de Gestão Ambiental - SGA. 
 
• Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=xunBYn5_pBg
https://www.youtube.com/watch?v=xunBYn5_pBg
 
WEB 
 
Sites Recomendados: 
 
1 - Recomendo entrar no site Disponível em: 
https://gennegociosegestao.com.br/livros-sobre-gestao-ambiental/ Existem 
diversos livros muito interessantes referente a gestão ambiental. 
 
2 - Como funciona a Integração do SGA com o Sistema de Gestão da 
Qualidade? Disponível em: https://www.consultoriaiso.org/como-funciona-a-
integracao-do-sga-com-o-sistema-de-gestao-da-qualidade/. Acesso: 26 Jan.2020. 
 
Resumo: O site mostra a integração dos sistemas de gestão ambiental e qualidade 
de uma organização em um único sistema tem sido uma estratégia adotada por 
várias empresas, especialmente no que se refere à contribuição destes na 
construção da melhoria contínua do empreendimento, de seus produtos e serviços. 
A integração com SGA torna mais eficiente a implantação da política, dos objetivos, 
processos, procedimentos e práticas do que por meio de sistemas de gestão 
individuais. 
 
3 - Implantação de sistema de gestão ambiental em shopping center da 
região metropolitana da baixada santista 
 
Resumo: O empresariado brasileiro vem assumindo uma posição proativa no 
enfrentamento das questões ambientais e a preparação das empresas para atuar 
com responsabilidade é a chave para o desenvolvimento sustentável no país. O 
comprometimento do setor empresarial está vinculado ao atendimento da legislação 
e a implantação de sistemas de gestão, principalmente o ambiental. O presente 
trabalho apresenta uma proposta de Gestão Ambiental para um empreendimento 
pertencente a um mercado econômico responsável por 18,3% do varejo e 2% do 
PIB nacional. 
 
Fonte: Santos, Rodrigo Martins dos; Prado, Aline Saboya . Implantação de sistema de 
gestão ambiental em shopping center da região metropolitana da baixada santista / 
https://gennegociosegestao.com.br/livros-sobre-gestao-ambiental/
https://www.consultoriaiso.org/como-funciona-a-integracao-do-sga-com-o-sistema-de-gestao-da-qualidade/
https://www.consultoriaiso.org/como-funciona-a-integracao-do-sga-com-o-sistema-de-gestao-da-qualidade/
https://www.consultoriaiso.org/voce-sabe-o-que-e-planejamento-estrategico/
https://www.consultoriaiso.org/politica-de-qualidade-como-fazer/
https://www.consultoriaiso.org/objetivos-e-metas-da-iso-140012015-alinhados-a-gestao-de-residuos/
Rodrigo Martins dos Santos; Aline Saboya Prado – Santos, 2010.Disponível em : 
https://cetesb.sp.gov.br/escolasuperior/wp-
content/uploads/sites/30/2016/06/Rodrigo_Martins_TCC.pdf. Acesso: 26 Jan. 2020. 
 
 
https://cetesb.sp.gov.br/escolasuperior/wp-content/uploads/sites/30/2016/06/Rodrigo_Martins_TCC.pdf
https://cetesb.sp.gov.br/escolasuperior/wp-content/uploads/sites/30/2016/06/Rodrigo_Martins_TCC.pdf
 
REFERÊNCIAS 
 
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Instrumentos. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2011. 
 
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instrumentos. São Paulo: Saraiva, 2007. 
 
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BARRA, B. N.; RENOFIO, A. Rotulagem Ambiental: a Validade dos Critérios na 
Concessão do Selo Verde para Produtos de Couro. XXVIII Encontro Nacional de 
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http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2008_tn_sto_088_562_12335.pdf. 
Acesso: 26J an. 2020. 
 
BARROS, J.de S.; Freitas, L. S. de,;Rotulagem ambiental: um estudo sobre os 
fatores de decisão de compra de produtos orgânicos. VII SEGeT – Simpósio de 
Excelência em Gestão e Tecnologia – 2010. Disponível em: 
https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos10/459_Rotulagem%20versao%20final
%20com%20autores.pdf. Acesso: 06 ago. 2020 
 
BRASIL. Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional 
do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação , e dá 
outras providências. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6938.htm. Acesso 02 set. 2020 
 
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estratégia e fortalecimento do capital social em destinos turísticos. In Cadernos 
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CMMAD – Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Nosso 
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http://www.abepro.org.br/biblioteca/enegep2008_tn_sto_088_562_12335.pdf
https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos10/459_Rotulagem%20versao%20final%20com%20autores.pdf
https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos10/459_Rotulagem%20versao%20final%20com%20autores.pdf
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UNIDADE IV 
TÍTULO DA UNIDADE 
LICENCIAMENTO AMBIENTAL E SISTEMA DE GESTÃO 
 
Professora Me. Sônia Maria Crivelli Mataruco 
 
Plano de Estudo: 
● Conceitos de Licenciamento Ambiental 
● Tipos de licenças 
● Procedimentos para obtenção de licenças 
● Exigências ambientais 
● Sistema de gestão ambiental - Introdução, objetivos e finalidades 
● Fundamentos Básicos da Gestão Ambiental 
● Importância da Gestão Ambiental na Empresa 
● Finalidades Básicas da Gestão Ambiental e Empresarial 
● Sistemas da gestão ambiental - Requisitos com orientações para uso – 
NBR-ISO 14001 
● Sistemas de gestão ambiental - Diretrizes gerais sobre princípios, sistemas 
e técnicas de apoio – NBR-ISO14004 
● Gestão ambiental - Avaliação de desempenho ambiental – Diretrizes 
NBRISO14031 
● Normas da abnt para qualidade ambiental - Introdução; Apresentação das 
Normas da série ISO 14000 
 
Objetivos de Aprendizagem: 
● Conhecer os conceitos de Licenciamento Ambiental 
● Entender os tipos de licenças 
● Conhecer os procedimentos para obtenção de licenças; 
● Entender a exigências ambientais 
● Saber o sistema de gestão ambiental - Introdução, objetivos e finalidades; 
● Conhecer os fundamentos Básicos da Gestão Ambiental 
● Saber a importância da Gestão Ambiental na Empresa 
● Entender as finalidades Básicas da Gestão Ambiental e Empresarial 
● Conhecer os sistemas da gestão ambiental - Requisitos com orientações 
para uso – NBR-ISO 14001 
● Conhecer os sistemas gestão ambiental - diretrizes gerais sobre princípios, 
sistemas e técnicas de apoio – NBR-ISO14004 
● Conhecer a gestão ambiental - Avaliação de desempenho ambiental – 
Diretrizes NBRISO14031 
● Conhecer a normas da ABNT para qualidade ambiental - Introdução; 
Apresentação das Normas da série ISO 14000 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Nesta unidade trabalharemos os conceitos de licenciamento Ambiental, que 
foi instituído pela Lei nº 6938, de 31 de agosto de 1981- Política Nacional de Meio 
Ambiente. Este instrumento é um pacto de caráter obrigatório entre o empreendedor 
e a sociedade para que os processos produtivos sejam desenvolvidos garantindo a 
mitigação dos impactos ambientais gerados por estes empreendimentos. 
O licenciamento ambiental foi colocado em prática a partir de 1975, 
inicialmente nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo e sua aplicação inicial se 
deu nas indústrias de transformação passando a abranger ao longo do tempo vários 
projetos de infraestrutura promovidos pelo próprio governo e empresas e 
consequentemente o licenciamento ambiental foi ampliado alcançando outras áreas 
como projetos de expansão urbana, agropecuária e turismo, cuja implantação 
possa, efetiva ou potencialmente, causar degradação ambiental. 
Falaremos dos tipos de licenças e os procedimentos necessários para sua 
para obtenção, buscando sempre atender as exigências ambientais em busca de 
um ambiente mais saudável e equilibrado. 
Descreveremos os fundamentos, objetivos, finalidades e o quão importante 
é o sistema de gestão ambiental para empresa. 
E complementando como objetivo de toda empresa que busca implantar o 
sistemas da gestão ambiental entendertodos os requisitos de orientação descritos 
na NBR- ISO 14.000, Sistemas de gestão ambiental - Diretrizes gerais sobre 
princípios, sistemas e técnicas de apoio – NBR-ISSO 14.004; Gestão ambiental - 
Avaliação de desempenho ambiental – Diretrizes NBRISO14.031; normas da ABNT 
para qualidade ambiental. 
 
1. CONCEITOS DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/change-concept-woman-hand-
turning-pollution-1045399849. Acesso: 03 ago. 2020. 
 
O processo de licenciamento é visualizado por muitos como uma barreira ao 
progresso e o crescimento econômico. Entretanto seu objetivo é exatamente o 
contrário sendo peça fundamental para garantir que os processos não 
comprometam a capacidade de suporte dos recursos naturais, para sempre estarem 
disponíveis a serem utilizados pelos próprios empreendimentos. 
Licenciamento ambiental, de acordo com o art. 1º, I da Resolução 
CONAMA 237/97, é assim definido: 
 
Art. 1º Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: 
I - Licenciamento Ambiental: procedimento administrativo pelo qual o órgão 
ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a 
operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos 
ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou 
daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, 
considerando as disposições legais e regulamentares e as normas 
técnicas aplicáveis ao caso. [...] 
 
Ainda, com o advento da Lei Complementar nº 140/2011, ficou claro o 
conceito de licenciamento ambiental, conforme segue: 
 
Art. 2o Para os fins desta Lei Complementar, consideram-se: I - 
licenciamento ambiental: o procedimento administrativo destinado a 
licenciar atividades ou empreendimentos utilizadores de recursos 
ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob 
qualquer forma, de causar degradação ambiental; [...] 
 
 
Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro- Firjan, 
(2004) o licenciamento ambiental é um procedimento realizado pelo órgão 
ambiental estadual ou pelas prefeituras municipais, que avalia as condições e 
impactos ambientais dos empreendimentos e, assim, autoriza ou regulariza as 
atividades, a localização, a instalação, ampliação e operação destes. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/change-concept-woman-hand-turning-pollution-1045399849
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/change-concept-woman-hand-turning-pollution-1045399849
O Licenciamento surgiu para que o órgão ambiental público pudesse ter um 
controle sobre as atividades humanas que são capazes de causar degradação 
ambiental ou que utilizem de recursos naturais; como proibir, autorizar ou regularizá-
las (MASSUKADO, 2004). 
Portanto, trata-se de uma ferramenta onde os órgãos ambientais depois de 
avaliarem os sistemas produtivos bem como seus mecanismos de gestão ambiental 
autorizam a implantação e a operação das atividades que utilizam os recursos 
naturais ou ainda que sejam potencialmente poluidoras. 
 Atualmente o processo de licenciamento ambiental é uma exigência para a 
autorização de diversas atividades. As atividades sujeitas ao processo de 
licenciamento ambiental podem ser encontradas nas Resoluções CONAMA 001/86, 
011/86, 006/87, 006/88, 009/90 e 010/90, além disso, uma importante resolução foi 
a resolução 237/97 que traz o rol de atividades sujeitas ao processo de 
licenciamento ambiental em seu anexo. 
Segundo Bechara (2009), o licenciamento ambiental é obrigatório para 
atividades que utilizam de recursos naturais como água, madeira, solo de terrenos 
e etc. Isto quando utilizadas nas atividades como uma construção, instalação, 
ampliação, e até mesmo uma operação diária dentro de um empreendimento, se 
esta for considerada potencialmente poluidora, ou seja, que cause qualquer tipo de 
degradação ambiental. 
Essas ações são importantes para manter o controle, destacando: 
Proteger o meio ambiente; planejar e fiscalizar o uso de recursos naturais; 
preservar áreas ambientais; proteger áreas com riscos de degradação; cuidar dos 
recursos renováveis. 
O licenciamento proporciona diversos benefícios, pois sua posse demonstra 
que empreendimento está cumprindo com suas responsabilidades em relação ao 
meio ambiente e garantindo qualidade de vida a toda sociedade. Por meio da 
adequação do empreendimento às normas que existem no país o risco de possíveis 
multas será eliminado e o desempenho ambiental melhorará. No âmbito econômico, 
pode ocasionar corte de custos, aumento da competitividade no mercado e fornecer 
a possibilidade de obter linhas de crédito e financiamento. 
 
1.1 Tipos de Licenças Ambientais 
 
O Instituto Ambiental define e divide diferentes tipos de licenciamentos para 
atividades gerais, sendo estes: Licença Prévia (LP) Licença de Operação (LO) 
Licença de Instalação (LI) Autorização ambiental (AA) Dispensa do Licenciamento 
Ambiental Estadual (DLAE) Licença Ambiental Simplificada (LAS) Licença 
Ambiental Simplificada de Regularização (LASR) Licença de Operação de 
Regularização (LOR) 
A questão envolvendo a natureza jurídica das licenças ambientais não é 
pacífica entre os doutrinadores de Direito. A Resolução 237/97 assim conceitua o 
termo “licença ambiental”: 
 
II - Licença Ambiental: ato administrativo pelo qual o órgão ambiental 
competente, estabelece as condições, restrições e medidas de controle 
ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física 
ou jurídica, para localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos ou 
atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou 
potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam 
causar degradação ambiental. 
 
De acordo com Bechara (2009), o licenciamento ambiental se desenvolve em 
três fases principais, que culminam com a outorga de licenças ambientais com 
escopos diversos: a licença prévia (LP), a Licença de instalação (LI) e de operação 
(LO). 
 Licença Prévia (LP): Deve ser solicitada na fase inicial do projeto e 
determina a viabilidade ambiental e a localização do empreendimento. Especifica 
as condições básicas a serem atendidas durante a instalação do empreendimento. 
A licença Prévia tem validade estabelecida pelo cronograma de elaboração dos 
planos, programas e projetos, mas não pode ser superior a 05 (cinco) anos. 
 Licença de Instalação (LI): Com o cumprimento das exigências contidas na 
LP e a apresentação dos documentos/informações necessárias, a LI é emitida e 
autoriza o início da implantação do projeto. O prazo de validade da Licença de 
Instalação (LI) deverá ser, no mínimo, o estabelecido pelo cronograma de instalação 
do empreendimento ou atividade, não podendo ser superior a 6 (seis) anos. 
Licença de Operação (LO): após a instalação dos equipamentos e toda a 
infraestrutura necessária à operação do empreendimento, bem como a implantação 
dos sistemas de controle de poluição hídrica, atmosférica, de resíduos sólidos, 
ruídos e vibrações, a Licença de Operação é emitida, permitindo o início das 
atividades operacionais. Esta licença tem validade que varia de 04 (quatro) a 06 
(seis) anos. 
Licença Ambiental Simplificada- A Licença Simplificada (LS) é um processo 
de regularização voltado para empreendimentos classificados como pequenos e 
responsáveis por um impacto ambiental não significativo. 
A LAS deve ser requerida e concedida antes de iniciar a implantação do 
empreendimento para que seja atestado a viabilidade ambiental, bem como a 
autorização da implantação e a operação do negócio. 
 
 
1.2 Procedimentos para obtenção de licenças e Exigências ambientais 
 
 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/globe-planet-earth-money-on-two-
694923529. Acesso 13 ago. 2020 
 
O licenciamento ambiental, em razão da estrutura federativa do Brasil, bem 
como para não haver violação da independência dos entes federativos,pode ocorrer 
em três níveis de competência: federal, estadual ou municipal. 
A competência para o exercício do licenciamento ambiental decorre das 
regras de repartição de competências previstas no art. 23 da Constituição Federal. 
O parágrafo único de tal artigo assim dispõe: 
 
Art. 23. [...] Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a 
cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, 
tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito 
nacional. (Brasil, Constituição Federal, 1988, p. 146) 
 
 Assim, resta claro que a União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios têm o dever de proteger o meio ambiente. Acrescenta-se a isso o fato 
de que o art. 225 da Constituição Federal prevê que a atuação do poder público é 
fundamental para que ocorra a preservação e defesa do meio ambiente 
ecologicamente equilibrado para estas e futuras gerações Ainda, o licenciamento 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/globe-planet-earth-money-on-two-694923529
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/globe-planet-earth-money-on-two-694923529
ambiental, com base na Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, tinha na 
Resolução CONAMA 237/1997 a principal norma estabelecedora das atribuições 
dos entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) dentro do 
Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA). 
Em relação ao licenciamento ambiental, o posicionamento majoritário é o de 
ele corresponde a um procedimento administrativo, por ser com conjunto de atos 
que culminam na concessão ou não da licença ambiental. Tal é o entendimento da 
Lei Complementar nº 140/2011. A doutrina minoritária, anteriormente à publicação 
da Lei Complementar nº 140/2011, defendia que tal instituto corresponde a um 
processo. 
Nesse sentido é o entendimento de Talden Farias, ao aduzir que, tendo em 
vista seu alto grau de complexidade, sua litigiosidade e a necessidade de 
estabelecimento de contraditório e ampla defesa, o licenciamento ambiental se 
define melhor como um processo administrativo, especialmente tendo em vista o 
interesse público, pois o processo geraria maiores garantias de acesso e 
participação da coletividade. 
A própria legislação ora falava em procedimento (art. 1º, I da Resolução 
CONAMA nº 237/97) e ora falava em processo (art. 12, caput1 da Resolução 
CONAMA 237/97, art. 1º da Resolução CONAMA 006/882 e considerações da 
Resolução CONAMA nº 308/0213). 
O art. 10 da Resolução CONAMA 237/97 prevê que o licenciamento 
Ambiental possui, ao menos, oito fases, a saber: 
 
Art. 10. O procedimento de licenciamento ambiental obedecerá às 
seguintes etapas: I - Definição pelo órgão ambiental competente, com a 
participação do empreendedor, dos documentos, projetos e estudos 
ambientais, necessários ao início do processo de licenciamento 
correspondente à licença a ser requerida; II - Requerimento da licença 
ambiental pelo empreendedor, acompanhado dos documentos, projetos e 
estudos ambientais pertinentes, dando-se a devida publicidade; III - 
 
1 Art. 12. O órgão ambiental competente definirá, se necessário, procedimentos específicos 
para as licenças ambientais, observadas a natureza, características e peculiaridades da atividade 
ou empreendimento e, ainda, a compatibilização do processo de licenciamento com as etapas de 
planejamento, implantação e operação. 
2 Atualmente revogada pela Resolução CONAMA 313/2002. A redação do referido artigo 
era a seguinte: “ No processo de licenciamento ambiental de atividades industriais, os resíduos 
gerados dou (sic) existentes deverão ser objeto de controle específico.” 
3 Atualmente revogada pela Resolução CONAMA 404/2002. Um dos trechos de suas 
considerações assim dizia: “Considerando as dificuldades dos municípios de pequeno porte para 
implantação e operação de sistemas de disposição final de resíduos sólidos, na forma em que são 
exigidos no processo de licenciamento ambiental;”. 
Análise pelo órgão ambiental competente, integrante do SISNAMA, dos 
documentos, projetos e estudos ambientais apresentados e a realização 
de vistorias técnicas, quando necessárias; IV - Solicitação de 
esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental competente 
integrante do SISNAMA, uma única vez, em decorrência da análise dos 
documentos, projetos e estudos ambientais apresentados, quando couber, 
podendo haver a reiteração da mesma solicitação caso os esclarecimentos 
e complementações não tenham sido satisfatórios; V - Audiência pública, 
quando couber, de acordo com a regulamentação pertinente; VI - 
Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental 
competente, decorrentes de audiências públicas, quando couber, podendo 
haver reiteração da solicitação quando os esclarecimentos e 
complementações não tenham sido satisfatórios; VII - Emissão de parecer 
técnico conclusivo e, quando couber, parecer jurídico; VIII - Deferimento 
ou indeferimento do pedido de licença, dando-se a devida publicidade.§ 1º 
No procedimento de licenciamento ambiental deverá constar, 
obrigatoriamente, a certidão da Prefeitura Municipal, declarando que o 
local e o tipo de empreendimento ou atividade estão em conformidade com 
a legislação aplicável ao uso e ocupação do solo e, quando for o caso, a 
autorização para supressão de vegetação e a outorga para o uso da água, 
emitidas pelos órgãos competentes. § 2º No caso de empreendimentos e 
atividades sujeitos ao estudo de impacto ambiental- EIA, se verificada a 
necessidade de nova complementação em decorrência de 
esclarecimentos já prestados, conforme incisos IV e VI, o órgão ambiental 
competente, mediante decisão motivada e com a participação do 
empreendedor, poderá 
formular novo pedido de complementação.(BRASIL, 237/97, p. 4) 
 1.3 Gestão Ambiental 
 
Fonte: https://br.depositphotos.com/stock-photos/ambiental-st60.html?qview=105002518. 
Acesso: 28 ago. 2020 
 
Confundir os significados de termos usados no setor corporativo quando se 
fala em gestão, gerenciamento e administração são muito comuns, e no meio 
ambiental isto também ocorre. Embora os conceitos sejam bastante parecidos, cada 
um possui a sua especificação. 
Desta forma, iniciaremos a explicação pelo conceito de administração, o 
que fará com que o entendimento dos conceitos de gestão e gerenciamento seja 
mais facilmente entendido. 
Na visão de Chiavenato (2001) administração – Do latim “administrare”, 
trata dos aspectos gerais da empresa. Ou seja, a administração tem como função 
https://br.depositphotos.com/stock-photos/ambiental-st60.html?qview=105002518
criar mecanismos para solucionar os diversos problemas que surgem em uma 
organização, seja de natureza financeira, patrimonial e humano, bem como do 
marketing, da produção, da concorrência, do mercado, que tenha a finalidade atingir 
os objetivos da organização. É a parte que trata dos assuntos macro da empresa. 
Já Gerenciamento compreende aspectos mais específicos, pois irá tratar de 
setores ou departamentos de uma organização, podendo no caso perfeitamente ser 
o setor ambiental da empresa. 
O gerente ambiental desenvolve práticas para coordenar a utilização dos 
recursos naturais, buscando meios de proteger e preservar o meio ambiente. Ainda 
como premissa principal deve observar se a empresa atua em conformidade com o 
que foi estabelecido previamente na política ambiental. 
Exemplo de gerenciamento na área de resíduo seria um conjunto de ações 
exercidas, direta ou indiretamente, nas etapas de coleta, transporte, transbordo 
tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e 
disposição final dos rejeitos sem agredir o meio ambiente. 
Já o termo gestão na concepção de Azambuja (2002), [...] está relacionado 
à amplitude, sugere ao administrador “o que fazer”, dentro de uma visão ampla. A 
figura do gerenciamento sugere ao administrador o “como fazer”. 
A Gestão compreende as ações referentes à tomada de decisõespolíticas 
e estratégicas, quanto aos aspectos institucionais, operacionais, financeiros, sociais 
e ambientais. 
O gestor exercer o papel de forma mais criativa e habilidosa, devendo gerir, 
gerenciar, administrar, organizar, planejar, pensar o processo de maneira eficiente 
do ponto de vista das técnicas, das pessoas incentivando a participação, 
estimulando a responsabilidade e autonomia dos funcionários, e do ambiente do 
qual irá retirar os recursos que pretende transformar em produto final. 
O Gestor Ambiental deve utilizar-se de técnicas e conhecimentos para 
garantir o uso racional dos recursos naturais. Sua função consiste em planejar e 
executar projetos sempre visando estratégias sustentáveis para minimizar possíveis 
impactos causados à natureza. 
Massukado (2004) mostra as diferenças entre gestão e gerenciamento no 
quadro 01. 
Quadro 01. Características diferenciadoras entre gestão e gerenciamento. 
 
GESTÃO GERENCIAMENTO 
O que fazer Como fazer 
Visão Ampla Implementação dessa visão 
Decisões estratégicas Aspectos operacionais 
Planejamento, definição de diretrizes e 
estabelecimento de metas. 
Ações que visão implementar e operacionalizar as 
diretrizes estabelecidas pela gestão 
Conceber, planejar, definir e organizar. 
Implementar, orientar, coordenar, controlar e 
fiscalizar 
Fonte: Massukado (2004). 
 
A gestão ambiental integra: 
 
1. A política ambiental - consiste nos princípios doutrinários de proteger e 
conservar o ambiente. 
2. O planejamento ambiental - visa adequar o uso, controle e proteção do 
ambiente que são descritas formal ou informalmente na política ambiental. 
3. O gerenciamento ambiental - mecanismos de regulação do uso, controle, 
proteção e conservação do meio ambiente com os princípios doutrinários 
estabelecidos pela política ambiental. 
Para Massukado (2004) o gerenciamento ambiental é membro integrante 
da gestão ambiental. 
Desta forma o termo Gestão Ambiental busca de forma permanente a 
melhoria contínua das questões ambientais, orientando a criação de uma política 
ambiental. Outro objetivo é promover a compatibilização das atividades com a 
qualidade e a preservação do patrimônio ambiental. 
Na gestão ambiental há também objetivos específicos que são claramente 
definidos pela norma NBR-ISO 14.001: 
• Implementar, manter e aprimorar um sistema de gestão ambiental. 
• Assegurar-se de sua conformidade com a política ambiental definida. 
• Demonstrar tal conformidade a terceiros. 
• Buscar certificação/registro do seu sistema de gestão ambiental por uma 
organização externa. 
• Realiza auto-avaliação e emitir autodeclaração de conformidade com essa 
Norma. 
Além dos objetivos específicos, há outros objetivos a serem alcançados e 
que são de grande importância para um desenvolvimento sustentável: 
• Uso de recursos naturais de forma racional. 
• Adoção de sistemas de reciclagem de resíduos sólidos. 
• Tratamento e reutilização da água e outros recursos naturais dentro do 
processo produtivo. 
• Criação de produtos que provoquem o mínimo possível de impacto ambiental. 
• Treinamento de funcionários para que conheçam o sistema de 
sustentabilidade da empresa, sua importância e suas formas de colaboração. 
• Criação de programas de pós-consumo para retirar do meio ambiente os 
produtos, ou partes deles, que possam contaminar o ambiente. 
Existem diversas razões que levam as empresas a adotar e praticar a 
gestão ambiental, que podem percorrer desde procedimentos obrigatórios de 
atendimento da legislação ambiental até a fixação de políticas ambientais que visem 
à conscientização de todo o pessoal da organização. (FORNO, 2017). 
Nesse sentido, Dal Forno (2017, p. 14) ressaltar que: 
 
O ambiente é visto, então, como processos de natureza e de sociedade, 
como dinâmicas de natureza e como dinâmicas de sociedade. Acrescente-
se que a natureza pode ser vista como elemento e também como recurso: 
elemento enquanto parte, e recurso enquanto algo que se pretende 
usufruir. E, neste sentido, é bom lembrar que dinâmicas de natureza e 
dinâmicas de sociedade têm um espaço geográfico social de tempos 
diferentes. A natureza produz em um tempo, e a sociedade produz em 
outro tempo, geralmente mais breve, mais rápido e mais intenso do que a 
própria natureza. (FORNO, 2017, p. 14). 
 
Para Dal Forno (2017) o ser humano intervém tecnicamente no processo 
para satisfazer seus desejos mudando o fluxo normal e tornando mais rápido o 
processo, o qual não seria realizado de forma natural na natureza. “A natureza é 
necessária para manutenção de qualquer forma de vida. É com este cuidado de 
respeito à vida que se deve efetivar a gestão ambiental.” (FORNO, 2017, p. 14). 
 E infelizmente, nessa apropriação muitas vezes desordenada da natureza 
surgem diversos impactos ambientais. 
Devido ao aumento considerável desses impactos negativos ao meio 
ambiente e às pessoas, nas últimas décadas, as preocupações referentes às 
questões ambientais se intensificaram de tal maneira que iniciativas dos variados 
setores da sociedade, têm sido desenvolvidas no intuito de minimizar as 
consequências ocasionadas pelo uso desgovernado dos recursos naturais. 
No entanto, outras razões que levam as empresas a adotar e praticar a 
gestão ambiental são: 
● Os recursos naturais (matérias-primas) são limitados e estão sendo 
fortemente afetados pelos processos de utilização, exaustão e degradação 
decorrentes de atividades públicas ou privadas, portanto estão cada vez mais 
escassos relativamente mais caros ou se encontram legalmente mais protegidos. 
● Os bens naturais (água, ar) já não são mais bens considerados 
infinitos que podem ser utilizados livremente sem valor agregado. Por exemplo, a 
água possui valor econômico, ou seja, paga-se, e cada vez se pagará mais por esse 
recurso natural. Determinadas indústrias, principalmente com tecnologias 
avançadas, necessitam de áreas com relativa pureza atmosférica. Ao mesmo 
tempo, uma residência num bairro com ar puro custa bem mais do que uma casa 
em região poluída. 
● A legislação ambiental exige cada vez mais respeito e cuidado com o 
meio ambiente, exigência essa que conduz coercitivamente a uma maior 
preocupação ambiental. 
● Pressões públicas de cunho local, nacional e mesmo internacional 
exigem cada vez mais responsabilidades ambientais das empresas. 
● Bancos, financiadores e seguradoras dão privilégios a empresas 
ambientalmente sadias ou exigem taxas financeiras e valores de apólices mais 
elevadas de firmas poluidoras. 
● A sociedade em geral e a vizinhança em particular está cada vez mais 
exigente e crítica no que diz respeito a danos ambientais e à poluição provenientes 
de empresas e atividades. 
● Organizações não governamentais estão mais vigilantes, exigindo o 
cumprimento da legislação ambiental, a minimização de impactos, a reparação de 
danos ambientais ou impedem a implantação de novos empreendimentos ou 
atividades. 
● Compradores de produtos intermediários estão exigindo cada vez 
mais produtos que sejam produzidos em condições ambientais favoráveis. 
● A imagem de empresas ambientalmente saudáveis é mais bem aceita 
por acionistas, consumidores, fornecedores e autoridades públicas. 
● Acionistas conscientes da responsabilidade ambiental preferem 
investir em empresas lucrativas sim, mas principalmente que sejam ambientalmente 
responsáveis. 
Desta forma, a demanda por produtos cultivados ou fabricados de forma 
ambientalmente compatível cresce mundialmente, em especial nos países 
industrializados. Os consumidores tendem a dispensar produtos e serviços que 
agridem o meio ambiente. 
1.4 Os Indicadores Segundo a Norma ISO 14.000 – NBR- ISSO 14.031 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/water-sample-river-intake-
abstraction-diversion-1017020353. Acesso 04 ago.2020 
 
Segundo (Forno, 2017, p. 14) os Indicadores segundo a Norma ISO 14.000, 
que representauma das mais significativas contribuições para a atividade industrial 
humana foi a Gestão pela Qualidade Total – GQT (CAMPOS, 1992), logo estendida 
aos setores terciário e primário, bem como suas variantes, representados pelas 
Normas ISO série 9000 e ISO série 14000. 
A NBR ISO 14031 trata especificamente da Avaliação de Desempenho 
Ambiental (ISO, 2004). Ela recomenda o uso do modelo PDCA, proveniente da 
GQT, e oferece metodologias para determinação de indicadores para avaliar o 
desempenho ambiental, organizados em dois grupos principais: 
a) Grupo A: indicadores de desempenho ambiental, subdivididos em: 
• Indicadores de desempenho de gestão (IDG): implantação de políticas e de 
programas; conformidades; desempenho financeiro; relações com a comunidade. 
• Indicadores de desempenho operacional (IDO): quantidade de materiais 
utilizados nos processos; quantidade de energia utilizada nos processos; serviços 
de suporte às operações da instituição; infraestrutura e equipamentos utilizados 
pela instituição; fornecedores e clientes; produtos; serviços executados pela 
empresa; resíduos da produção; emissões. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/water-sample-river-intake-abstraction-diversion-1017020353
https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/water-sample-river-intake-abstraction-diversion-1017020353
b) Grupo B: Indicadores de condições ambientais - locais ou regionais (ICA); 
ar, água, solo; flora, fauna; seres humanos, comunidade; estética, cultura e 
heranças para próximas gerações. 
Os indicadores e os índices servem como: suporte para tomada de decisões, 
ajudando os gestores na atribuição de fundos, alocação de recursos naturais e 
determinação de prioridades; comparação de condições em diferentes locais ou 
áreas geográficas; informação sobre o nível de cumprimento das normas ou critérios 
legais; séries de dados para detectar tendências no tempo e no espaço; aplicações 
em desenvolvimentos científicos servindo nomeadamente de alerta para a 
necessidade de investigação científica mais aprofundada e informação ao público 
sobre os processos de desenvolvimento sustentável. 
Os indicadores de desempenho ambiental podem ser muito úteis para 
diferentes stakeholders como: 
1. Dar respaldo para autoridades públicas sobre as emissões de poluentes para 
o solo, ar e água; 
2. Dar respaldo para as comunidades envolventes sobre os níveis de ruído junto 
da empresa, 
3. Dar respaldo aos clientes sobre o percentual de fornecedores avaliados 
ambientalmente, 
4. Dar respaldo para os trabalhadores sobre o número anual de horas de 
formação ambiental, 
5. Dar respaldo para instituições financeiras sobre o percentual de 
investimentos em tecnologia de produção mais limpa; 
6. Dar respaldo para ONG% sobre as compras de produtos ambientalmente 
adequados; 
A definição de indicadores ambientais requer o conhecimento de como a 
empresa impacta o meio ambiente, e esse índice é detectado através do 
mapeamento dos principais impactos ambientais que a organização causa; quais 
são as suas principais emissões, prevendo a quantificação do impacto como sua 
intensidade se é crítico, moderado ou fraco. 
Implica ainda em conhecer o que o concorrente está fazendo usando 
indicadores comparativos de suas práticas organizacionais com as de outras 
empresas. Benchmarking (comparações com referenciais) é uma prática aceita e 
difundida na área da Qualidade. E quais são os objetivos da empresa. Os 
indicadores devem levar à escolha de objetivos e metas factíveis e mensuráveis; 
desta maneira, um critério formal deve estar desenvolvido para selecionar objetivos 
e metas. 
1.5 Normas Ambientais NBR ISO 14000 
 
 
 
Fonte: https://pt.shopify.com/burst/imagens-hd/trabalho-em-equipe-faz-o-trabalho-
acontecer. Acesso:04 ago. 2020 
 
As relações internacionais ou o comércio internacional vem sendo apontado 
como fator capaz de estimular a adoção de melhores práticas ambientais nas 
empresas. 
A ISO é uma organização mundial para normalização (International 
Organization for Standardization) localizada em Genebra na Suíça, foi fundada em 
1947. A finalidade da ISO é desenvolver e promover normas e padrões mundiais 
que traduzam o consenso dos diferentes países do mundo de forma a facilitar o 
comércio internacional. 
A ISO tem cento e dezenove (119) países membros e a Associação 
Brasileira de Normas Técnicas - ABNT é o representante brasileiro. 
A ISO 14000 é uma série de padrões, internacionalmente reconhecidos, por 
estruturar o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) de uma organização e o 
gerenciamento do desempenho ambiental. As empresas ao implantar um SGA 
devem investir tempo para o planejamento, já que as atividades não são simples. 
As atividades são de uma complexidade onde a administração da organização 
precisa envolver todos em seu processo. 
Desta forma as normas da Série ISO 14000 foram desenvolvidas pelo 
Comitê Técnico 207 da INTERNATIONAL ORGANIZATION for 
STANDARDIZATION – ISO -TC 207. 
Trata-se de um grupo de normas que fornece ferramentas e estabelece um 
padrão de Sistema de Gestão Ambiental, abrangendo seis áreas bem definidas: 
● Sistemas de Gestão Ambiental (Série ISO 14001 e 14004); 
● Auditorias Ambientais (ISO 14010, 14011, 14012 e 14015); 
● Rotulagem Ambiental (Série ISO 14020, 14021, 14021 e 14025); 
● Avaliação de Desempenho Ambiental (Série ISO 14031 e 14032); 
● Avaliação do Ciclo de Vida de Produto (Série ISO 14040, 14041, 
14042 e 14043); 
● Termos e Definições (Série ISO 14050). 
A Norma NBR Série ISO 14001 especifica as principais exigências para a 
implantação e adoção de um sistema de gestão ambiental, orientando a empresa 
na elaboração da política ambiental e no estabelecimento de estratégias, objetivos 
e metas, levando em consideração os impactos ambientais significativos e a 
legislação ambiental em vigor no país (ISO, 2015). 
 Em suma, de acordo com a figura 01 as normas contidas na Série ISO 
14000 são dirigidas para a organização e para o produto. As normas dirigidas para 
o produto dizem respeito a determinação dos impactos ambientais de produtos e 
serviços sobre o seu ciclo de vida, rotulagem e declarações ambientais. As normas 
dirigidas para a organização proporcionam um abrangente guia para o 
estabelecimento, manutenção e avaliação de um sistema de gestão ambiental 
(Meystre, 2003). 
 
Figura 01: Exemplos de normas da série ISO 14000 
 
Fonte: Meystre, (2003). 
 
Os elementos-chave, ou os princípios definidores de um Sistema de Gestão 
Ambiental baseados na NBR Série ISO 14001 conforme representados na figura 02 
são: Introdução; objetivo; referências normativas; termos e definições; requisitos do 
sistema de gestão ambiental (requisitos gerais: (1) Política ambiental; (2) 
Planejamento; (3) Implementação e operação; (4) Verificação e ação corretiva; (5) 
Análise crítica, pela administração); e orientações para o uso da norma (ISO, 2004) 
são representadas pela espiral apresentada na Figura abaixo. 
Figura 02: Espiral definidores de um Sistema de Gestão Ambiental baseados na NBR 
Série ISO 14001. 
 
Fonte: Forte (2007) 
 
Para implementar um Sistema de Gestão Ambiental a direção da empresa 
deve formalizar que sua instituição deseja adotar um SGA. Nessa formalização é 
importante demonstrar claramente as intenções, com ênfase nos benefícios a serem 
obtidos com a sua adoção. 
Essa medida demonstra que a alta direção da empresa está comprometida 
com a realização de palestras de conscientização e de esclarecimentos da 
abrangência pretendida, realização de diagnósticos ambientais, definição formal do 
grupo coordenador, definição de um cronograma de implantação, e, finalmente, no 
lançamento oficial do programa de implantação do SGA. 
A ISO 14001 é baseada no ciclo PDCA do inglês “plan-do-check-act” – 
planejar, fazer, checar e agir – e utiliza terminologia e linguagem de gestão, 
apresentando uma série de benefíciospara a organização. 
Através do ciclo PDCA a implantação de um SGA, segundo a norma NBR 
ISO 14001 faz com que o processo produtivo seja reavaliado continuamente, 
refletindo na busca por procedimentos, mecanismos e padrões comportamentais 
menos nocivos ao meio ambiente. 
1.6. Fundamentos de Gestão Ambiental 
 
Fonte: https://meioambiente.culturamix.com/gestao-ambiental/sistema-de-gestao-e-
protecao-ambiental-sga-iso. Acesso 29 Jan.2020. 
 
Desenvolvimento sustentável é uma das palavras mais faladas no século 
XXI, e seu conceito surgiu nos anos 70 mais precisamente depois da Conferência 
das Nações Unidas para o Meio Ambiente em Estocolmo. 
A partir dessa conferência houve significativamente muitas pressões para 
que as empresas buscassem mecanismos para administrar melhor a questão 
ambiental tomassem medidas de proteção do meio ambiente. 
Nesse contexto foram criados métodos e processos com objetivo de tornar 
o sistema produtivo menos poluidor possível. 
Etimologicamente o termo gestão tem sua origem na palavra ger que tem 
significado de fazer brotar, nascer, germinar. No geral a palavra gestão tem sua raiz 
no verbo gero, gessi, gestum, significando levar sobre si, carregar, chamar a si, 
exercer, gerar e executar (CURY, 2002). 
O SGA constitui uma ferramenta capaz de identificar problemas e trazer 
soluções ambientais baseadas no conceito de melhoria contínua (POMBO, 2008). 
Desta forma a função do sistema de gestão ambiental é sintetizar como 
possibilidade de desenvolver, implementar, organizar, coordenar e monitorar as 
atividades organizacionais relacionadas ao meio ambiente atendendo a legislação 
pertinente e redução de resíduos em todos os segmentos do processo (MELNYK; 
SROUFE; CALANTONE, 2002). 
Um sistema de gestão ambiental (SGA) apoia as organizações no controle 
e a redução contínua de seus impactos ambientais e contribui significativamente no 
quesito de responsabilidade social e atendimento da legislação, inclusive utilizando 
de forma racional os recursos naturais como água, energia com finalidade geral de 
equilibrar a proteção ambiental e a prevenção de poluição com as necessidades 
socioeconômicas. (MELNYK; SROUFE; CALANTONE, 2002) 
https://meioambiente.culturamix.com/gestao-ambiental/sistema-de-gestao-e-protecao-ambiental-sga-iso
https://meioambiente.culturamix.com/gestao-ambiental/sistema-de-gestao-e-protecao-ambiental-sga-iso
O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) constitui uma parte do sistema 
global de gestão de uma organização que visa o controle dos seus aspectos 
ambientais, através de uma abordagem estruturada e planeada à gestão ambiental, 
em todas as suas vertentes (ar, água, etc.), envolvendo toda a estrutura da 
organização e todos os outros que sejam influenciados pelas atividades, 
equipamentos, produtos e processos da organização que provocam ou podem vir a 
provocar danos ambientais, implementando um processo proativo de melhoria 
contínua. (MELNYK; SROUFE; CALANTONE, 2002) 
Este processo é dinâmico visto que está sujeito a uma avaliação periódica, 
onde são analisados os objetivos e metas traçados, o seu cumprimento e a eficácia 
das medidas corretivas implementadas. (POMBO et al., 2008). 
Para Pombo (2008) este esforço de gestão deve resultar numa melhoria 
sempre contínua do desempenho da organização em matérias ambientais. 
Um sistema deve assegurar, como mínimo, os seguintes aspectos: Definir 
a estrutura operacional; estabelecer as atividades de planejamento; definir as 
responsabilidades; definir os recursos; estabelecer as práticas e procedimentos; 
assegurar a identificação dos aspectos ambientais e determinar a sua significância 
e demonstrar o cumprimento dos requisitos legais e outros que a organização 
subscreva. 
As práticas ambientais são vistas, segundo Pombo (2008), como parte das 
responsabilidades sociais das empresas, e têm se tornado uma questão de 
estratégia competitiva, marketing de finanças, relações humanas, eficiência 
operacional e desenvolvimento de produtos. 
Na busca de procedimentos gerenciais ambientalmente corretos, incluindo 
aqui a adoção de um Sistema Ambiental (SGA), encontra inúmeras razões que 
justificam a sua adoção. Assim, os propósitos predominantes podem variar de uma 
organização para outra. No entanto, eles podem ser resumidos nos seguintes 
princípios básicos conforme demonstrado no quadro 2, onde apresentamos uma 
síntese das práticas do SGA, mais abordadas na literatura. 
 
Tabela 01: Práticas do SGA 
PRÁTICA DEFINIÇÃO 
Energia Pressupõe conciliar desenvolvimento com uso racional. É busca por fontes de 
energia limpas e renováveis 
Resíduos Busca pela redução do peso ou o volume dos resíduos gerados, muitas vezes 
modificando suas características, a fim de produzir o mínimo de resíduos e 
reduzir seu grau de periculosidade. 
Custos 
Produtivos 
Eliminar ou reduzir os impactos produtivos na fonte de geração, em vez de 
preocupar-se com seu tratamento que geram custos para adequar-se à 
legislação. 
Fornecedores A gestão ambiental deve ser considerada uma cadeia, desse modo, nota-se a 
imposição a fornecedores diretos e indiretos de requisitos socioambientais 
associados ao processo produtivo e/ou ao produto. 
Água/Efluentes A água utilizada na produção deve ser tratada para minimizar o impacto causado 
no ambiente e nas correntes de água, caso contrário terá seu uso inviabilizado. 
Legislação O licenciamento ambiental, como principal instrumento de prevenção de danos 
ambientais, age de forma a prevenir os danos que uma determinada atividade 
poderia causar ao ambiente. 
Colaboradores Ações como campanhas de motivação, educação ambiental e treinamento dos 
colaboradores para que eles assumam uma postura de respeito ao meio 
ambiente, assegurando práticas adequadas na execução de suas atividades. 
 
Fonte: Adaptado. (FORNO, 2008) 
 
Desse modo, salienta-se que as empresas podem adotar estas práticas por 
vários fatores, porém, segundo Forno (2008), algumas práticas e valores mais 
sustentáveis são distinguidos e disseminados entre as organizações, as quais 
tendem a adotá-las, muitas vezes, devido a pressões externas, assumindo caráter 
estratégico.
 
1.7 Benefícios e Dificuldades Implantação Iso 14001 
 
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/iso-14001-environmental-
management-system-certification-700980253. Acesso 04 ago. 2020. 
Embora o principal objetivo de uma empresa seja o lucro, as questões 
ambientais têm se tornado cada vez mais importante em função do aumento da 
conscientização do consumidor. 
Assim, conhecida mundialmente a ISO 14001 tem como princípio preservar 
o meio ambiente através do controle dos impactos ambientais e permite a empresa 
demonstrar para seus consumidores que está engajada com causas sustentáveis. 
Desperta maior atratividade perante investidores devido a credibilidade e 
maior confiabilidade na marca da empresa, uma vez que o certificado representa 
um selo sustentável, e o mercado visualiza a empresa de forma positiva, 
proporcionando o surgimento de novos negócios internacionais. 
Desta forma a consciência ecológica está abrindo caminhos para o 
desenvolvimento de novas oportunidades de negócio e, com isso, facilitando a 
inclusão das empresas brasileiras no mercado internacional (POMBO, 2008). 
A empresa torna-se mais eficaz e consciente, por ter maior controle dos 
custos, diminuição dos gastos desnecessários, e na contratação de seguros devido 
redução dos riscos de acidentes e consequentemente também evita multas por 
impactos negativos; proporciona melhoria no desenvolvimento sustentável nas 
empresas a partir da implantação do SGA; e consequentemente fomenta auditorias 
ambientais; proporciona criação de comunicação ambiental nas empresas. 
Tem maior facilidade de acesso a empréstimos; motivação dos 
colaboradores para atingirem metas e objetivos ambientais; influência positiva nos 
demais processos internos de gestão,melhoria do moral dos colaboradores. 
Na tabela 02 são demonstrados alguns dos os benefícios obtidos com a 
ISSO 14001 de forma resumida. 
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/iso-14001-environmental-management-system-certification-700980253
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/iso-14001-environmental-management-system-certification-700980253
 
Tabela 02: Benefícios obtidos com o ISO 14001 
BENEFÍCIOS DEFINIÇÃO 
Custos 
produtivos 
Redução de custos. Maior reaproveitamento dentro da própria organização 
Imagem 
organizacional 
O SGA promove a conformidade com a legislação, à minimização de impactos 
negativos ao ambiente, isso resulta na melhoria da imagem da organização junto 
à sociedade. 
Atendimento a 
legislação 
Redução dos custos inerentes ao cumprimento da legislação, devido ao fato de 
a empresa adequar-se antes de receber multas, e também tem um tempo para 
adequação maior. 
Conscientização 
dos 
colaboradores 
Ao estabelecer-se, o SGA promove a definição de funções, responsabilidades e 
autoridades, levando a um aumento da conscientização e motivação dos 
colaboradores para estas questões ambientais. 
Benefícios 
intangíveis 
Melhoria do gerenciamento, padronização dos processos, rastreabilidade de 
informações técnicas, etc. 
Fonte: (FORNO, 2008) 
 
Contudo a ISO 14001 precisa que as organizações desenvolvam uma 
política ambiental comprometida com as necessidades de prevenir poluição, 
melhoria contínua; que demonstre os aspectos ambientais de sua operação e 
atenda as exigências legais, fixe objetivos e metas consistentes com política 
ambiental e estabelece um programa de gerenciamento ambiental; implemente e 
operacionalize um programa que inclua uma estrutura e responsabilidade definida, 
treinamento, comunicação, documentação, controle operacional, e preparação para 
atendimento a emergências; confira as ações corretivas incluindo o monitoramento, 
a correção, a ação preventiva e a auditoria; e faça uma revisão do gerenciamento. 
Complementando, Oliveira, & Serra (2010) ressaltam que existem vários 
entraves na gestão de um SGA com base na norma NBR ISO 14001 conforme 
demonstrado na tabela 03. 
 
Tabela 03: Dificuldades de implementação ISO 14001 
DIFICULDADE DEFINIÇÃO 
Recursos 
econômicos 
Problemas de caráter econômico devido à falta de recursos financeiros para 
aquisição de tecnologias mais avançadas. 
Legislação Dificuldades de implementação de procedimentos de avaliação periódica 
inerentes ao cumprimento da legislação ambiental aplicável. 
Cultura dos 
colaboradores 
Dificuldade de internalização pelos colaboradores do real significado de 
desenvolvimento sustentável, bem como rejeição a novos paradigmas e novas 
práticas. 
Realizar a 
mensuração 
Dificuldade de mesurar os resultados da implementação de um SGA, visto que 
este é um tópico complexo e pouco abordado nas organizações. 
Profissionais Dificuldade de encontrar pessoas e fornecedores com a qualificação e 
experiência necessária para implementar o SGA de maneira correta e eficaz. 
Fonte: (FORNO, 2008) 
 
No Brasil, tem aumentado consideravelmente o número de empresas que 
desenvolveram a gestão ambiental com base na norma NBR ISO 14001. 
A norma NBR ISO 14001 estabelece um conjunto de requisitos necessários 
que precisam ser cumpridas pelas empresas e organizações, independente do 
segmento ou tamanho, para estar de acordo com princípios estabelecidos pela 
legislação. E para atender a ISO 14001, as organizações precisam identificar qual 
é a legislação aplicável desse escopo ao seu negócio e monitorar, constantemente, 
o atendimento aos requisitos legais. Esse monitoramento deve ser de forma 
documentada, para evidenciar o atendimento das disposições da ISO 14001. (NBR 
ISO 14001: 2004). 
 
1.8 Implantação Do Sga 
 
Fonte: https://st.depositphotos.com/1229718/3027/i/950/depositphotos_30278875-stock-
photo-responsible-development.jpg. Acesso: 23 Jan. 2020. 
 
A empresa ao implantar um SGA está buscando mecanismos para que seus 
processos produtivos tenha uma política ambiental estabelecida em padrões 
comportamentais menos nocivos ao meio ambiente (CAMPOS; MELO, 2008). 
Assim, conforme demonstrado na figura 03 apresenta de forma esquemática, 
o fluxo do processo de melhoria contínuo do sistema de gestão ambiental. 
https://st.depositphotos.com/1229718/3027/i/950/depositphotos_30278875-stock-photo-responsible-development.jpg
https://st.depositphotos.com/1229718/3027/i/950/depositphotos_30278875-stock-photo-responsible-development.jpg
 
Figura 03: Fluxo do processo de melhoria contínua do sistema de gestão ambiental 
 
Fonte: Sistema de Gestão Ambiental (NBR ISO 14001: 2004) 
 
Entretanto, importante ressaltar que implementação de um sistema de gestão 
ambiental não tem fronteiras de estanques, ou seja, existem ou podem existir 
intersecções entre atividades inseridas em diferentes etapas. 
Assim, as principais etapas de implantação do SGA são constituídas por 
cinco princípios e em cada um deles demonstraremos as etapas necessárias para 
que o SGA seja corretamente implantado. 
Primeiramente a empresa precisa realizar levantamento da situação inicial, 
onde se conhece a realidade da empresa em relação à questão ambiental. Analisa 
a organização no que, como e com o quê faz, identificando todas as suas atividades, 
observando como desenvolve o processo produtivo embalagem e transporte, 
desempenho ambiental e as práticas dos subcontratados e fornecedores, gestão de 
resíduos, etc. 
Neste momento a empresa realiza uma auditoria interna com objetivo de 
perceber a atual situação que se encontra. 
Em seguida realizar a sensibilização da gestão é o momento de apresentar 
o resultado do diagnóstico inicial e sensibilizar a gestão de topo para as vantagens 
de implementação de um SGA e posteriormente deve aplicar o primeiro princípio: 
PRINCÍPIO 1. POLÍTICA AMBIENTAL 
 A norma NBR Série IS0 14001 define Política Ambiental como “Declaração 
da organização das suas intenções e princípios com relação a seu desempenho 
global e que devem nortear o planejamento de ações e o estabelecimento de seus 
objetivos e metas ambientais”. Entender que ISO deve ser um compromisso de 
todos e ser alinhada com outras políticas da empresa. 
 
PRINCÍPIO 2. PLANEJAMENTO 
 
Nesta etapa a Série ISO 14001 orienta que a organização avalie a política 
ambiental estabelecida e elabore seu plano de forma que possa atender todos os 
requisitos por ela estabelecidos. A Série ISO 14001 orienta que este plano deve 
conter: aspectos ambientais; requisitos legais e outros requisitos; objetivos e metas; 
e programas de gestão ambiental. 
 
 1. Aspectos ambientais 
Neste item a norma pretende fazer com que a organização tenha claro todos 
os significativos, reais e potenciais impactos ambientais que possa ocasionar no 
desenvolvimento de suas atividades, produtos e serviços, para que possa controlar 
os aspectos sob sua responsabilidade (MEYSTRE, 2003). 
Reis & Queiroz (2002) esclarecem que segundo esta norma, aspecto 
ambiental significa a causa de danos ambientais e impacto ambiental significa os 
seus efeitos ambientais, adversos ou benéficos. 
 
2. Requisitos legais e outros requisitos 
A Organização deve demonstrar que tem pleno conhecimento de toda a 
legislação ambiental aplicável e conhece as suas implicações e aplica os 
procedimentos. 
 
3. Objetivos e metas 
 Devem refletir os aspectos e impactos ambientais significativos e relevantes 
visando o desdobramento em metas e objetivos ambientais a serem alcançados 
operacionalmente por setores específicos da empresa, com definição das 
responsabilidades. Buscar definir as metas com objetivo de melhoria contínua do 
SGA; Esforço contínuo para evitar/minimizar impactos ambientais. Os objetivos 
devem ser específicos e as metas mensuráveis. As metas ambientais devem 
apresentar requisito detalhado de desempenho ambiental passível de ser 
quantificadoe praticável, aplicável à organização ou parte dela, decorrente dos 
objetivos ambientais. A meta deve ser proposta e alcançada para que sejam 
considerados cumpridos os objetivos. 
Exemplo: quantidade de resíduos por tonelada de produtos 
 
4. Programas de Gestão Ambiental 
É o estabelecimento de roteiro com cronograma de execução, que seja 
possível fazer comparações entre o previsto e o realizado, alocação de recursos 
financeiros, às atividades, definição de responsabilidades e prazos para 
cumprimento dos objetivos e metas estabelecidos. Deve-se considerar o que? 
Quando? Por quê? Onde e como? Ferramenta básica do planejamento. 
. 
PRINCÍPIO 3. IMPLEMENTAÇÃO E OPERAÇÃO 
É neste princípio que a empresa deve desenvolver os mecanismos de apoio 
necessários para atender o que está previsto em sua política, e nos seus objetivos 
e metas ambientais. 
 
1. Estrutura organizacional e Responsabilidade 
 Como próprio nome diz é o momento de definir as funções, 
responsabilidades e autoridade, documentadas ainda repassadas no intuito de 
facilitar o desenvolvimento de uma gestão ambiental eficaz. E cabe a administração 
o fornecimento dos recursos seja financeiro ou tecnológico necessário à 
implantação e controle do sistema de gestão ambiental. 
 
2. Treinamento, Conscientização e Competência. 
 Cabe à empresa desenvolver treinamentos que propiciem aos seus 
empregados a conscientização da importância e responsabilidade em atingir a 
conformidade com a política ambiental; conhecimento para avaliar os impactos 
ambientais significativos, reais ou potenciais de suas atividades. 
 
3. Comunicação 
 Este item relata a importância da empresa criar desenvolver e demonstrar 
e manter procedimentos para a comunicação interna e externa. Criar canais de 
comunicação que seja claro, e possa fluir regularmente com informações 
organizacionais e técnica entre os vários níveis e funções dentro da organização. 
Ter a prática de documentar todas as informações relevantes recebidas e enviadas 
das partes externas interessadas nos aspectos ambientais e no sistema de gestão 
ambiental (FORNO, 2008). 
 
4. Documentação do Sistema de Gestão Ambiental 
 Segundo documentos 39, Embrapa Meio Ambiente (2004, p. 12) A 
documentação deve assegurar que o sistema de gestão ambiental seja 
compreendido pelo público interno e externo com o qual a empresa mantém 
relações, tais como clientes, fornecedores, governo, sociedade civil em geral, etc. 
Defina os tipos de documentos que pode variar em função do porte e complexidade 
da empresa, podendo ser sob a forma física ou eletrônica. (EMBRAPA MEIO 
AMBIENTE, 2004, p. 12). Consiste em integrar e compartilhar com a documentação 
de outros sistemas; identificar e atualizar periodicamente; documentação típica do 
SGA; manual do SGA; procedimentos operacionais; instruções de trabalho e 
registros. 
 
5. Controle de documentos 
As evidências que relate a responsabilidade ambiental dentro dos 
processos desenvolvidos pela empresa devem ser localizadas, analisada e 
periodicamente atualizada quanto à conformidade com os regulamentos, leis e 
outros critérios ambientais assumidos pela empresa. Devem estar atentas as 
versões atualizadas da norma e atender os requisitos exigidos pela Série 14001. 
 
6. Controle operacional 
A empresa que se propõe adotar sistema de gestão ambiental deve 
periodicamente fazer controle operacional onde identificará as atividades 
potencialmente poluidoras visando garantir melhor desempenho ambiental 
principalmente no compromisso assumido em sua política ambiental relacionado à 
“prevenção da poluição”. 
 
7. Preparação e atendimento a emergências 
 Neste quesito retrata a importância do estabelecimento de ações de 
contingências. Essas ações devem ser de conhecimento de todos os funcionários 
envolvidos no processo no intuito de agir com rapidez em situações de emergências 
e eventos não controlados. Consiste em identificar e classificar áreas de riscos e 
processos críticos; identificar riscos potenciais de acidentes e situações 
emergências (questões de saúde, segurança e aspectos ambientais) e responder 
prontamente e adequadamente as situações adversas. 
 
PRINCÍPIO 4. VERIFICAÇÃO E AÇÃO CORRETIVA 
 
Nesta etapa é o momento de avaliar se o que foi estabelecido na política, 
nos objetivos e metas está sendo cumpridos. Hora de comparar previsto e realizado. 
Avaliar se a empresa está operando de acordo com o programa de gestão ambiental 
previamente definido, identificando aspectos não desejáveis e mitigando quaisquer 
impactos negativos, além de tratar das medidas preventivas. 
 A Verificação e Ação Corretiva são etapas orientadas por quatro 
características básicas do processo de gestão ambiental: Monitoramento e 
Medição, Não conformidades e Ações Corretivas e Preventivas, Registros, e 
Auditoria do SGA 
 
1. Monitoramento e Medição 
 O sistema de gestão ambiental envolve as fases de planejamento, 
implementação, execução, operação e avaliação dos resultados alcançados. No 
entanto é preciso também monitorar e controlar para verificar a existência de 
desvios e corrigi-los, ou seja, estabelecer medidas-padrão para a verificação do 
desempenho ambiental das empresas. Segundo Moreira (2001), monitorar um 
processo significa acompanhar evolução dos dados, ao passo que controlar um 
processo significa manter o processo dentro dos limites preestabelecidos. 
 
2. Não conformidades e Ações Corretivas e Preventivas 
As pessoas responsáveis por esta etapa precisam ter bem definidos o 
conceito de “Não conformidade” e a responsabilidade pela observação da 
documentação, comunicação e correção das “Não conformidades”. 
A norma estabelece como “Não conforme” quando a empresa não atinge 
os objetivos ou não consegue evidenciá-las. Encontra desvio nos padrões 
estabelecidos. As ações preventivas devem apoiar-se na possibilidade de 
ocorrência de “não-conformidades” e as ações corretivas devem ser pautadas em 
procedimentos que possibilitem a eliminação da não-conformidade e sua não 
recorrência. 
 
3. Registros 
 Neste quesito a empresa deve adotar mecanismos para registrar as 
atividades do SGA, incluindo informações sobre os treinamentos realizados. Esses 
registros servirão de evidências na auditoria. 
 
4. Auditoria do Sistema de Gestão Ambiental 
 Por auditoria, entende-se o procedimento de verificação se a empresa 
cumpriu todas as etapas de implementação e manutenção do sistema de gestão 
ambiental. As auditorias do sistema de gestão ambiental devem ser periódicas, 
sendo recomendadas duas auditorias internas por ano. 
Visa determinar se o SGA está em conformidade com as disposições 
planeadas para a gestão ambiental, incluindo os requisitos da norma, avalia 
periodicamente se o SGA está adequadamente implementado e mantido; verifica 
conformidade de todas as ações planejadas para o gerenciamento ambiental 
(política, objetivos, metas) inclusive os requisitos da Norma ISO 14001 e prove 
informações sobre os resultados para a alta administração. 
 
PRINCÍPIO 5. ANÁLISE CRÍTICA 
Nesse momento passado a avaliação da auditoria, a empresa verá algumas 
alterações em seu ambiente interno e externo. Essas alterações correspondem a 
pressões do mercado que exigirá posturas ambientalmente corretas da empresa 
devido compromisso assumido de melhoria contínua em seu SGA. 
Assim, cabe nesse momento reavaliar se há necessidade de possíveis 
alterações na política ambiental definida, nos objetivos e metas propostos, ou seja, 
uma constante avaliação no intuito de melhorar os processos. 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
A preocupação com a degradação ambiental está cada vez maior e 
presente na vida de todos, haja vista uma série de fatores responsável como por 
exemplo: a qualidade do ar que respiramos o aquecimento global, as queimadas, o 
calor excessivo, o medo de desastres naturais e, principalmente apreservação para 
as futuras gerações. Pensando nisso, os órgãos ambientais se responsabilizam na 
cobrança do licenciamento e fiscalização, no intuito de diminuir o impacto causado, 
por empreendimentos considerados potencialmente poluidores. 
Aliado a isto no intuito de amenizar esta situação, as empresas de acordo 
com a AS- 8000 buscam avaliar as condições de trabalho, envolvendo-se também 
no lado político, educacional e a saúde, ser responsáveis por proporcionar melhoria 
de qualidade de vida para seus funcionários. 
Aliado a isto, as empresas têm buscado mecanismos de produção e 
atendimento de suas necessidades sem exaurir os recursos naturais 
desenvolvendo produtos ecologicamente corretos e com materiais que não agride 
o meio ambiente. 
Sendo assim, urge a necessidade de mudanças de paradigmas, de atitudes, 
compreendendo que é um esforço individual partindo para um esforço e 
envolvimento de toda a sociedade, exigindo uma nova forma de produzir sem 
degradar o meio ambiente. 
A maioria das empresas atualmente entende a importância dos Sistemas de 
Gestão Ambiental (SGA) em seus ambientes, pois estes são a reunião de todas as 
estratégias, ações e precauções tomadas pela empresa no sentido de minimizar o 
impacto de suas atividades na natureza e também com o objetivo de melhorar essa 
relação entre a empresa e os demais agentes da sociedade. Dessa forma, engloba 
desde uma política de reaproveitamento de água até ações simples como cartazes 
informativos sobre coleta seletiva - tudo faz parte da implantação do SGA rumo a 
um negócio verde. 
Ainda como complemento, o desenvolvimento de planejamento em longo 
prazo pautado nas pessoas, no meio ambiente e na sobrevivência econômica de 
um local ou do planeta como um todo, com posturas firmes e estratégicas para 
diminuir os riscos ambientais e garantir o equilíbrio ambiental, e desenvolver 
projetos que alie produção e preservação com uso de tecnologia adaptada a esse 
preceito e que sejam colocados como prioridade à cooperação e parceria tendo 
como fundamento o ambiente, o interesse social, o respeito à cultura de cada povo, 
à política e à democracia. 
Mudanças nos processos, novos materiais, que tenham origem em diferentes 
matérias primas, menos impactantes, precisam ser formatados, com um custo que 
seja aceitável, para que o mercado consiga absorvê-los. Novas fontes de recursos, 
como materiais reutilizados e reciclados, também precisam ser encontradas, de 
modo a diminuir o impacto negativo desse processo. 
Assim, as normas da NBR- ISO tem por objetivo levar a empresa a melhorar 
seus processos visando poluir cada vez menos e compartilhar do uso racional dos 
recursos naturais e garantir a sustentabilidade das pessoas e do Planeta como um 
todo. 
 
SAIBA MAIS 
Pagamento pelo Uso dos Recursos Naturais Pode-se incluir entre os 
instrumentos de gestão associados ao licenciamento ambiental, a aplicação do 
princípio de “usuário - pagador” ou “poluidor – pagador”. O uso dos recursos naturais 
pode ser gratuito ou oneroso. A raridade do recurso, o uso poluidor e a necessidade 
de prevenir catástrofes vêm levando à cobrança do uso dos recursos naturais. A Lei 
nº 6.938/81 estabelece que a PNMA visará “à imposição, ao usuário, da contribuição 
pela utilização de recursos ambientais com fins econômicos” e “à imposição ao 
poluidor e predador da obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados”. 
No Brasil, esse princípio vem sendo consolidado através da cobrança pelo uso das 
águas, estabelecida pela Lei nº 9.433/97, que instituiu a Política Nacional de 
Recursos Hídricos, e também pela Lei nº 9.605/ 98 - Lei de Crimes Ambientais, que 
estabeleceu os custos das multas e penalidades proporcionalmente aos danos 
gerados ao ambiente. 
 
Fonte: Ministério do Meio Ambiente – MMA -Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos 
Recursos Naturais Renováveis – IBAMA. Manual de Procedimentos para o Licenciamento 
Ambiental Federal – IBAMA. Guia de Procedimentos do Licenciamento Ambiental Federal. 
Brasília 2002. Disponível em : 
https://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/Procedimentos.pdf. Acesso 13 
ago.2020. 
https://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/Procedimentos.pdf
 
#SAIBA MAIS# 
 
REFLITA 
 
O meio ambiente é uma das preocupações centrais de todas as nações e, atualmente, 
é um dos assuntos que despertam grande interesse em todos os países, 
independentemente do regime político ou sistema econômico. 
 
Fonte: EDNALDO, C. R. ; CANTO , J. L.; PEREIRA, P. C. Avaliação de impactos 
ambientais em países do MERCOSUL. Ambiente & Sociedade – Vol. VIII nº. 2 jul./dez. 
2005. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/asoc/v8n2/28609.pdf .Acesso: 02 set. 2020. 
 
#REFLITA# 
 
LEITURA COMPLEMENTAR 
Artigo: Silva, J. P. B. da, Silva, S. S. da, Mendes, R. da Silva. Gestão ambiental em 
empresas públicas e sociedades de economia mista do estado de Minas Gerais. 
Disponível em: https://periodicos.unifor.br/rca/article/view/3615/pdf. Capa > v. 23, n. 2 
(2017). Acesso: 03 abri. 2020 
Resumo: As empresas públicas e sociedades de economia mista, pressionadas a 
se posicionarem de modo responsável diante das questões ambientais, adotam 
programas, projetos e ações ligadas à gestão ambiental. Os resultados revelaram 
que os modelos mais implementados foram o licenciamento ambiental e a 
responsabilidade social. Já a educação ambiental e o sistema de gestão ambiental 
estiveram presentes em um número menor de organizações. As sociedades de 
economia mista investiram mais em tais modelos. 
 
LIVRO 
 
Título: Sistemas de Gestão Ambiental (ISO 14001) e Saúde e Segurança 
Ocupacional (OHSAS 18001) 
Autor: Mari Elizabete Bernardini Seiffert 
Editora: Atlas 
Sinopse: O foco principal deste livro está em discutir os benefícios para a 
implantação integrada das normas OHSAS 18001 e da ISO 14001. Aborda também 
a sinergia existente nessa integração para o processo de gestão dos perigos 
relacionados ao processo produtivo, alinhando o desempenho da organização a um 
nível mais elevado de responsabilidade social, segundo a ótica do desenvolvimento 
sustentável. O conteúdo dos capítulos da obra objetiva fornecer elementos para que 
se possa perceber como o processo de implantação integrada dos dois 
instrumentos de gestão é extremamente interessante tanto do ponto de vista 
econômico, estratégico, gerencial, como do ponto de vista operacional, otimizando 
sua gestão dentro de uma perspectiva holística. 
 
https://www.grupogen.com.br/sistemas-de-gestao-ambiental-iso-14001-e-saude-e-seguranca-ocupacional-ohsas-18001?utm_source=blog&utm_medium=blog-csa&utm_campaign=ecommerce-sistemas-gestao-ambiental-9788522460496-03-2019
https://www.grupogen.com.br/sistemas-de-gestao-ambiental-iso-14001-e-saude-e-seguranca-ocupacional-ohsas-18001?utm_source=blog&utm_medium=blog-csa&utm_campaign=ecommerce-sistemas-gestao-ambiental-9788522460496-03-2019
 
FILME/VÍDEO 
 
 
Título: Quer Saber? SGA, o Sistema de Gestão Ambiental 
Ano: 2016 
Sinopse O que é um Sistema de Gestão Ambiental? Para que serve? Porque é 
importante e como pode nos ajudar a preservar o meio ambiente? Maneira 
animada de ensinar SGA. 
 
REFERÊNCIAS 
 
ABNT NBR ISO 14040:2009 e ABNT NBR ISO 14044:2009. 
 
AZAMBUJA, E. A. K. Proposta de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos: 
análise do caso de Palhoça/SC. 2002. Dissertação (Mestrado em Engenharia) – 
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2002. p. 26. Disponível em: 
http://www. bvsde.paho.org/bvsacd/ cd48/11214.pdf. Acesso: 04 ago.2020. 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14001: sistemas 
de gestão ambiental: especificações e diretrizes para uso. Rio de Janeiro: ABNT, 
1996. 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14001. NBR 
ISO 19011: Diretrizes para auditorias de sistema de gestão da qualidade e/ou 
ambiental. Rio de Janeiro: ABNT, 2018. 
BRASIL. RESOLUÇÃO Nº 237, DE 19 dedezembro de 1997. Disponível em: 
http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=237. Acesso em 04 
ago. 2020. 
 
BECHARA, Erika. Licenciamento e Compensação Ambiental: na Lei do 
Sistema Nacional das Unidades de Conservação (SNUC). São Paulo: Atlas, 
2009. 
 
CHIAVENATO, I. Teoria Geral da Administração. 6ª ed. Rio de Janeiro: 
Campus, 2001. 385 p. 
 
CURI, D. Gestão ambiental. Pearson Education do Brasil. São Paulo, 2011. 
 
CURY, C R J. Gestão democrática da educação: exigências e desafios. Revista 
Brasileira de Política e Administração da Educação. (Vol. 18, 2a ed). São Bernardo 
do Campo, 2002. 
 
EDNALDO, C. R. ; CANTO , J. L.; PEREIRA, P. C. Avaliação de impactos 
ambientais em países do MERCOSUL. Ambiente & Sociedade – Vol. VIII nº. 2 
jul./dez. 2005. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/asoc/v8n2/28609.pdf 
Acesso: 02 set. 2020. 
 
Forno, M. A. R.Dal. Fundamentos em gestão ambiental. Recurso 
eletrônico/ organizadora; coordenado pelo SEAD/UFRGS. Porto Alegre: Editora da 
UFRGS,2017.86 p.: epub. 
 
FORTE, A. P. S. O. Auditoria ambiental: um estudo de caso em uma empresa de 
geração de energia elétrica. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade 
Federal de Santa Catarina. Santa Catarina, 2007. 
 
FARIAS, Talden. Licenciamento Ambiental – Aspectos Teóricos e Práticos. 3ª ed. 
Belo Horizonte: Fórum, 2011, p. 151. 
 
FIRJAN - Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro. Manual de 
Licenciamento ambiental : guia de procedimento passo a passo. Rio de Janeiro: 
GMA, 2004. 293p: 
 
Fundamentos em gestão ambiental [ recurso eletrônico] / organizadora Marlise 
Amália Reinehr Dal Forno ; coordenado pelo SEAD/UFRGS. – Dados eletrônicos. 
– Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2017. 86 p.: pdf. 
 
IBAMA, Manual de Procedimentos para o Licenciamento Ambiental Federal – Guia 
de Procedimentos do Licenciamento Ambiental Federal. Brasília 2002. Disponível 
em: https://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/Procedimentos.pdf 
Acesso 13 ago.2020. 
 
ISO. International Organization for Standardization. ISO 14040. Environmental 
Management – Life Cycle Assessment – Principles and Framework. Geneva: ISO, 
2009. 20p. 
 
Massukado, L. M. (2004). Sistema de Apoio à Decisão: avaliação de cenários de 
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Ambiental pela Norma NBR ISO 14001/96 em uma Micro-Empresa de Consultoria 
Ambiental. In: SEMINÁRIO ECONOMIA DO MEIO AMBIENTE, 3., 2003, 
Campinas. Regulação estatal e auto-regulação empresarial para o 
desenvolvimento sustentável. Campinas: Instituto de Economia, UNICAMP, 2003. 
GA-06. CD-ROM. 
 
Ministério do Meio Ambiente – MMA -Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos 
Recursos Naturais Renováveis – IBAMA. Manual de Procedimentos para o 
Licenciamento Ambiental Federal – IBAMA. Guia de Procedimentos do 
Licenciamento Ambiental Federal. Brasília 2002. Disponível em : 
https://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/Procedimentos.pdf. 
Acesso 13 ago.2020. 
 
NICOLELLA, G. ; MARQUES , J. F., SKORUPA, L. A.. Sistema de gestão 
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42 p. 
 
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REIS, L. F. S. de S. D.; Queiroz, S. M. de. Gestão Ambiental em pequenas e 
médias empresas. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002 
https://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/Procedimentos.pdf
https://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/Procedimentos.pdf
 
Silva, J. P. B. da, Silva, S. S. da, Mendes, R. da Silva. Gestão ambiental em 
empresas públicas e sociedades de economia mista do estado de Minas 
Gerais. Disponível em: https://periodicos.unifor.br/rca/article/view/3615/pdf. Capa 
> v. 23, n. 2 (2017). Acesso: 03 abri. 2020 
 
 
 
CONCLUSÃO GERAL 
 
A preocupação com a degradação ambiental está cada vez maior e presente na 
vida de todos, haja vista uma série de fatores responsável como por exemplo: a 
qualidade do ar que respiramos o aquecimento global, as queimadas, o calor excessivo, 
o medo de desastres naturais e, principalmente a preservação para as futuras gerações. 
Pensando nisso, os órgãos ambientais se responsabilizam na cobrança do licenciamento 
e fiscalização, no intuito de diminuir o impacto causado, por empreendimentos 
considerados potencialmente poluidores. 
No intuito de amenizar esta situação, as empresas buscam avaliar as condições 
de trabalho, envolvendo-se também no lado político, educacional e a saúde, ser 
responsáveis por proporcionar melhoria de qualidade de vida para seus funcionários. 
Aliado a isto, as empresas têm buscado mecanismos de produção e atendimento 
de suas necessidades sem exaurir os recursos naturais desenvolvendo produtos 
ecologicamente corretos e com materiais que não agride o meio ambiente. 
Sendo assim, urge a necessidade de mudanças de paradigmas, de atitudes, 
compreendendo que é um esforço individual partindo para um esforço e envolvimento de 
toda a sociedade, exigindo uma nova forma de produzir sem degradar o meio ambiente. 
A maioria das empresas atualmente entende a importância da Gestão Ambiental 
em seus ambientes, pois constitui a reunião de todas as estratégias, ações e precauções 
tomadas pela empresa no sentido de minimizar o impacto de suas atividades na natureza 
e também com o objetivo de melhorar essa relação entre a empresa e os demais agentes 
da sociedade. Dessa forma, engloba desde uma política de reaproveitamento de água 
até ações simples como cartazes informativos sobre coleta seletiva - tudo faz parte da 
implantação do SGA rumo a um negócio verde. 
Ainda como complemento, o desenvolvimento de planejamento em longo prazo 
pautado nas pessoas, no meio ambiente e na sobrevivência econômica de um local ou 
do planeta como um todo, com posturas firmes e estratégicas para diminuir os riscos 
ambientais e garantir o equilíbrio ambiental, e desenvolver projetos que alie produção e 
preservação com uso de tecnologia adaptada a esse preceito e que sejam colocados 
como prioridade à cooperação e parceria tendo como fundamento o ambiente, o 
interesse social, o respeito à cultura de cada povo, à política e à democracia. A utilização 
de ferramentas da gestão ambiental entre outras, leva a empresa ter visão completa dos 
seus processos e entender seus pontos fracos e fortes e isto sem sombra de dúvida 
constituirá em vantagem competitiva. 
Os certificados incentivam o uso de práticas mais sustentáveis e normalmente 
estabelecem exigências que promovem a diferenciação e a fácil identificação por parte 
dos consumidores. Além disso, estes selos adquiriram uma forte conotação comercial, 
pois servem como diferencial de mercado. 
Deste modo entendem que para que os impactos ambientais gerados nas 
atividades produtivas sejam minimizados, é necessário que os processos sofram 
alterações, de modo a resultar redução de resíduos. Os projetos, por exemplo, precisam 
considerar estas mudanças, para que o resultado final seja alcançado. 
Mudanças nos processos, novos materiais, que tenham origem em diferentes 
matérias primas, menos impactantes, precisam ser formatados, com um custo que seja 
aceitável, para que o mercado consiga absorvê-los. Novas fontes de recursos, como 
materiais reutilizados e reciclados, também precisam ser encontradas, de modo a 
diminuir o impacto negativo desse processo. 
Assim, as normas da NBR- ISO tem por objetivo levar a empresa a melhorar seus 
processos visando poluir cada vez menos e compartilhardo uso racional dos recursos 
naturais e garantir a sustentabilidade das pessoas e do Planeta como um todo.

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