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PEIM- PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS INJETÁVEIS EM MICROVASOS 
Dayane Fraga da Silva; Rose Marí Martins Marchinichen Wenceslau ¹
Monnyka Castro Lima ²
	
RESUMO
Microvasos e telangiectasias são dilatações capilares, com diâmetro inferior a 2 mm, geralmente não apresentam cunho patológico, mais um grande incomodo estético nos membros inferiores, essa disfunção acomete grande parte da população em sua maioria mulheres. Diante disso, o presente trabalho pretende falar da importância do PEIM na Biomedicina Estética para o tratamento de microvasos. Para atingir o objetivo dessa pesquisa, realizou-se um levantamento bibliográfico e documental, em diversas plataformas eletrônicas, para estudo e comparação da eficiência e segurança dos procedimentos disponíveis e mais utilizados na atualidade. Os tipos de escleroterapia e esclerosantes com menor complicações, e resultados mais rápidos, auxiliam a definir o melhor protocolo PEIM para tratamento. A revisão de literatura evidenciou que ainda é necessário, mais estudos clínicos que comparem a eficiência e seguranças destes esclerosantes, pois ainda não foi descoberto nenhum esclerosante com total eficácia, sem complicações e indolor.
Palavras-chave: Microvasos. Escleroterapia. PEIM. 
1. INTRODUÇÃO
	Esta pesquisa faz uma abordagem sobre um dos maiores problemas que acometem a saúde na atualidade: as chamadas varizes, tecnicamente telangiectasias, pequenos ou microvasos. Mesmo sendo um problema atual, pesquisas revelam que esse é um distúrbio que a humanidade vem sofrendo há milênios, e que incomoda em especial as mulheres, pelo fator da aparência inestética que acaba afetando a autoestima.
De acordo com Oliveira et al (2007), as varizes venosas são uma das doenças mais antigas já documentadas, atingindo em média de 30 a 40 % da população brasileira em um determinado momento. Alguns fatores de risco, como ocupação, gravidez, alimentação, obesidade, hereditariedade e etnia são levados em consideração, sendo as mulheres afetadas desproporcionalmente (por um fator de 4:1) pela doença. De acordo com algumas estimativas, 70 % das mulheres com mais de 40 anos têm varizes. 
“Varizes são alterações morfológicas que ocorrem nos vasos sanguíneos e linfáticos, ocasionado por fatores predisponentes e desencadeantes, levando-os a tortuosidades e estases sanguíneas, podendo provocar dores, desconforto e alterações estéticas.” (OLIVEIRA, 2006)”. 
As varizes são responsáveis pelas antiestéticas linhas vermelhas e azuis de diferentes tamanhos e ramificações que acometem os membros inferiores em especial das mulheres, são denominadas varizes primárias, as quais possuem tendência hereditária. Já aquelas varizes que são causadas por outros fatores como uma doença pré-existente, traumas, compressões e até mesmo fístulas, essas são denominadas varizes secundárias e aparecem no decorrer da vida, possuindo um tratamento de maior dificuldade. 
De acordo com SBCD (2022), as microvarizes são veias pequenas, dilatadas e tortuosas que se localizam abaixo da pele, na parte adiposa dos membros inferiores, que variam em tamanho de 2 a 5 milímetros, tornando-se um ponto médio entre varizes e telangiectasias. Geralmente são antiestéticas e assintomáticas ao mesmo tempo. Podem aparecer como lesões isoladas ou também estar associadas a outras condições como varizes e telangiectasias. Enquanto que as telangiectasias são dilatações capilares de menos de 2 mm de diâmetro, de disposição linear e sinuosa, podendo ser emaranhados, aracneiformes (“aranhas vasculares”) ou retiformes (“em rede”). Eventualmente aparecem como dilatações puntiformes. 
A disfunção das varizes, telangiectasias ou microvasos não deve ser apontada apenas como uma desarmonia dos membros inferiores, pois se não tratados adequadamente podem acarretar em sérios danos à saúde, como tromboflebites, tromboses venosas e até embolia pulmonar. Endolaser, radiofrequência e escleroterapia são apenas algumas das técnicas e procedimentos realizados que têm demonstrado segurança e eficácia.
Um dos procedimentos mais realizados por angiologistas e cirurgiões vasculares no Brasil é a escleroterapia líquida em microvarizes e veias reticulares. O princípio básico é remover uma veia varicosa injetando uma substância esclerosante no interior da veia, causando a ruptura da camada endotelial, resultando em fibrose e desaparecimento da veia. (FIGUEIREDO; FIGUEIREDO, 2013). 
Diante do exposto, percebe-se que essas questões influenciam diretamente na realização desta pesquisa e no conhecimento de diferentes posicionamentos acerca do tema, entre os pesquisadores que atuam nessa área de estudo, o que justifica o compromisso que temos nesse contexto de iniciação científica, em busca de uma apropriação das abordagens teóricas que embasam o estudo e o norteamento da seguinte questão: qual a importância da utilização do PEIM na Biomedicina Estética para a intervenção das telangiectasias e microvasos nos membros inferiores, definindo o protocolo de melhor eficácia no tratamento? 
Atentos às exigências metodológico-estruturais deste trabalho, quanto aos objetivos a serem alcançados e visando obter uma resposta para a questão que problematiza o tema, temos como objetivo geral demonstrar como o PEIM pode ser utilizado na Biomedicina Estética na intervenção das telangiectasias e definindo o protocolo do PEIM como solução estética. E como objetivos específicos: estabelecer o protocolo de PEIM como solução para problemas estético; e definir materiais para montar protocolo de atendimento e assim melhor utilizar a técnica do PEIM.
2. MATERIAIS E MÉTODOS
A metodologia utilizada para a realização desta pesquisa foi a abordagem teórica qualitativa, pois trata-se de uma revisão bibliográfica e documental, alicerçada em artigos científicos, revistas eletrônicas, livros, periódicos, sites de busca e plataformas Scielo, Pubmed, Google Acadêmico entre outros, e utilizando, também, as seguintes palavras-chaves: PEIM, varizes e microvasos. 
Segundo Gil (2008), o método científico é uma coleção de procedimentos intelectuais e técnicos utilizados para chegar ao conhecimento, e para que esse conhecimento seja considerado científico, é necessário identificar as etapas de identificação, que devem ser verificadas ou o método utilizado para chegar ao conhecimento deve ser determinado. 
Segundo Ludke e André (2005), o ambiente natural serve como fonte direta de dados na pesquisa qualitativa, enquanto o pesquisador serve como instrumento primário. A maioria dos dados coletados para a pesquisa é predominantemente descritivo teórico.
3. VARIZES
As varizes são veias dilatadas que podem ser facilmente observadas abaixo da pele, local onde se desenvolvem, dependendo da fase em que se encontram podem ser de pequeno, médio ou grande calibre; surgem principalmente nos membros inferiores (nas pernas, pés e coxas), devido à perda da capacidade das veias em promover o retorno venoso do sangue dos membros inferiores para o coração, o que causa a sensação de peso nas pernas, formigamento e maior sensibilidade na região. Com isso, algumas pessoas apresentam minúsculas ramificações, de coloração avermelhada ou arroxeada acompanhada de desconforto estético.
De acordo com Segundo (2016), varizes não devem ser confundidas com as veias reticulares, que são subdérmicas dilatáveis, mas não palpáveis, com diâmetro inferior a três milímetros, assim como também não devem ser confundidas com dilatações de vênulas intradérmicas, com diâmetro inferior a um milímetro. 
Segundo Barros (2010) o diagnóstico das varizes é realizado através de exame físico, observação das partes inferiores do corpo, e anamnese. Também costuma-se fazer procedimentos especializados para identificar dilatação das varizes como consequência de refluxo ou dilatação das safas internas ou externas, ou por insuficiência de perfurantes. Os pontos de refluxo e insuficiência podem ser identificados através de avaliação clínica.
Existe uma classificação científica para as variedades denominadas CEAP, que são comumente utilizadas em estudoscientíficos, porém na prática, segundo Neto et al (2015), é utilizada a seguinte classificação: 
Tipo I: Varizes consideradas problema estético, as chamadas varizes pequenas ou telangiectasias são pequenos vasos, e apresentam diversos formatos, desde pequenos riscos quase que imperceptíveis, até ramificações que podem atingir: a coxa, a perna, o glúteo e em alguns casos até a região das costas.
Tipo II: Varizes que possuem um problema tanto funcional, quanto de aparência, já necessitam de tratamento pois já são consideradas como doença. 
Tipo III: Varizes com grandes complicações, cujo tratamento é voltado nesse caso para as questões funcionais da doença venosa.
Tipo IV: Varizes que apresentam Insuficiência Venosa Funcional Sintomática. As complicações mais frequentes são as Tromboflebites, as Úlceras de perna, as Hiperpigmentações, o Eczema Venoso, as
Hemorragias, a Fibrose, a Dermatite Ocre, as Infecções e o quadro de Dor, e a temível, Embolia de Pulmão.
Segundo Oliveira (2006), quando utilizada em sua totalidade, a classificação CEAP é considerada um tanto trabalhosa; no entanto, não é utilizado na prática assistencial ao paciente. A classificação CEAP é utilizada na grande maioria das pesquisas acadêmicas.
TABELA 1. CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA, ETIOLÓGICA, ANATÔMICA E FISIOPATOLÓGICA - CEAP
FONTE: Extraído e Adaptado de Oliveira, 2006.
4. TELANGIECTASIAS E MICROVARIZES
Telangiectasias (vasinhos) são pequenos capilares localizados na pele. São muito finos, ramificados e muitas vezes têm uma tonalidade avermelhada. São compostas por microfístulas arteriovenosas; por causa do design semelhante a uma teia de aranha, também são chamadas spider veins. Na maioria dos casos, representam apenas problemas estéticos. As telangiectasias são caracterizadas como dilatações intradérmicas das veias, com diâmetro estimado em torno de 1 mm. (OLIVEIRA et al., 2007). O American Venous Forum classifica isso como uma doença venosa leve CEAP C1. (BERTANHA; SOBREIRA, 2016).
Nessa condição, a grande maioria dos pacientes acometidos pela infecção são assintomáticos e vão em busca do tratamento, predominantemente por questões estética, por ser sentirem desconfortáveis, com a desarmonia dos sinais que surgem nos membros inferiores, embora nessa condição também possa ocorrer dor, coceira, e sensação de queimação.
De acordo com Oliveira (2006), geralmente surgem na face interna ou externa da coxa e podem estar ligadas a outras alterações venosas. Apesar da causa de seu desenvolvimento ser desconhecida, acredita-se que seja o resultado de um fator hormonal, talvez estrogênico, que se manifesta com frequência nas mulheres durante o período menstrual, podendo ser desencadeados pela gravidez ou pelo uso de anticoncepcionais. 
As veias reticulares (microvarizes) são maiores que os "vasinhos", medindo entre 1 e 3 mm., são de cor azul/verde e são encontrados no tecido subcutâneo da parte inferior do corpo. As veias reticulares são classificadas como uma doença venosa leve (CEAP C1); de acordo com o American Venous Forum, assim como os vasinhos as microvarizes estão ligadas a problemas estéticos e sintomas leves. (BERTANHA; SOBREIRA, 2016). 
Não é possível definir com exatidão, por que algumas pessoas têm veias dilatadas e outras não. No entanto, parece que algumas famílias estão predispostas a desenvolver a condição. Outros fatores que podem contribuir para o aparecimento de microvarizes incluem obesidade, traumas, pessoas que passam longos períodos de pé ou com as pernas cruzadas, gravidez e uso de hormônios femininos contendo estrogênio. (SBCD,2022). 
4. TRATAMENTO
A Biomedicina Estética trabalha tanto com a beleza quanto promove, mantém e restaura a saúde estética. Em 05 de novembro de 2015, em plenária realizada pelo Conselho Federal de Biomedicina, foi aprovada a Normativa CFBM N° 003/2015 que permite que o profissional biomédico esteta realize o Procedimento Estético Injetável para Microvasos – PEIM, ​​por meio da escleroterapia, levando em conta a segurança e eficácia da glicose hipertônica como agente esclerosante utilizado no procedimento para disfunções estéticas, com a quantidade máxima de 10ml por sessão, sendo vedado ao biomédico o procedimento em varizes de cunho patológico. No caso das telangiectasias em especial o biomédico utilizará as técnicas da Flebologia Estética com base no domínio e conhecimento da técnica a ser utilizada, na correta indicação e seleção do tipo de vaso a ser tratado. 
De acordo com Segundo (2016), o biomédico também pode realizar procedimentos invasivos desde que não cirúrgicos para fins estéticos, levando em consideração os aspectos psicoemocionais, hábitos de vida, pesquisa de dispositivos a laser e biotecnologia para fins estéticos, incluindo estudo farmacológico de substâncias e materiais destinados para prevenção, detecção e correção de alterações inestéticas causadas por condições orgânicas adquiridas ou decorrentes do processo natural de envelhecimento.
Sobre varizes, veias e suas características:
Existem dois tipos de Varizes: - Primárias: que aparecem influenciadas pela tendência hereditária; Secundárias: que aparecem por doenças adquiridas no decorrer da vida, de tratamento mais difícil. O defeito nas veias das pessoas que têm varizes está nas válvulas e nas paredes das veias. Existem dois tipos de veias, são elas: As superficiais que ficam sob a pele, na camada de gordura, que podem ser visíveis; as profundas que ficam no meio da musculatura da perna e não são visíveis. (SEGUNDO, 2016, p. 24)
As varizes primárias são as responsáveis pelas inestéticas e desconfortáveis linhas de coloração avermelhada e azulada de variados tamanhos nos membros inferiores, as mesmas são de relevância e interesse para o profissional biomédico, que atuará realizando tratamentos através da escleroterapia química ou física, promovendo a remoção de varizes, além de lesões do endotélio, resultando em veias irritadas e posterior cicatrização vascular.
No que diz respeito a terapêutica das varizes, temos o uso do laser, que antes era utilizado apenas para o tratamento de lesões vasculares benignas como possibilidades e ausência de hiperpigmentação por extravasamento de hemossiderina, por ser um método não invasivo, rápido, onde não há formação de telangiectasias e hematomas. (LIMA et al., 2011). 
4.1 ESCLEROTERAPIA
A doença varicosa dos membros inferiores está se tornando mais comum na população, devido à predisposição genética, hereditária, ao número de filhos, mas também a fatores como uso de progesterona e atividade profissional, resultando em uma maior demanda por tratamentos estéticos. (TONI; PEREIRA, 2017). 
De acordo com Filho (2017), o objetivo da escleroterapia é eliminar permanentemente o fluxo sanguíneo na veia tratada por meio de um dos pilares do tratamento: a lesão endotelial. Este procedimento melhora os resultados clínicos ao remover cerca de 80% das telangiectasias da área tratada. Porém, os agentes esclerosantes podem causar complicações locais ou sistêmicas que vão desde hiperpigmentação da pele até necrose tecidual, formação de úlcera até reação anafilática e alterações neurológicas. 
Geralmente, as soluções esclerosantes são divididas em três categorias: osmóticas, detergentes e químicas. As soluções hiperosmóticas promovem a desidratação das células endoteliais, resultando na sua destruição e desintegração. Quando comparadas aos detergentes, as soluções osmóticas, como a salina hipertônica (SH) e a glicose hipertônica (GH) são mais lentas para se degradar e são consideradas menos capazes de produzir grandes lesões endoteliais e inflamatórias. A glicose hipertônica tem uma eficiência de 54%. Como resultado, esses esclerosantes depositam menos hemácias no endotélio, reduzindo a incidência de pigmentação tecidual. Polidocanol, oleato de etanolamina, tetradecil sulfato de sódio e o morruato sódico são soluções detergentes, onde as mais utilizadas são polidocanol e oleato de etanolamina, e por fim temos a glicerina cromada como esclerosante químico.
Acerca dos esclerosantes,Bertanha e Sobreira (2016, p.70) afirmam o seguinte:
Entretanto, uma ampla gama de esclerosantes pode ser utilizada como alternativa minimamente invasiva para promover a esclerose química da superfície da veia. Independentemente de essa técnica ser usada regularmente em todo o mundo, não há consenso sobre o produto químico mais eficaz e seguro a ser usado.
Como em qualquer outro tratamento invasivo, a escleroterapia está suscetível de causar reações adversas e complicações, afirma-se que os índices de complicação para esse procedimento sejam baixos, sendo a hiperpigmentação e lesão na pele as mais temidas, pois resultam em mau resultado estético.	
4.2 ESCLEROTERAPIA POR ESPUMA
Na terapêutica da escleroterapia por espuma, os esclerosantes mais utilizados são o polidocanol e o tetradecil sulfato de sódio, em concentrações que variam de 1% a 3% e volumes que variam de 2 a 15 ml. (CERATTI et al., 2011). O ato da parede da veia sequestrar o esclerosante é uma operação rápida que garante a segurança do método; é o conhecido "efeito espuma". O que torna o sistema mais seguro, é o fato da utilização do gás biológico (oxigênio ou dióxido de carbono), na confecção da espuma.
Conforme Filho (2017 p.10), sobre o potencial da espuma:
A espuma aumenta a potência da substância de 2 a 4 vezes, ao deslocar o sangue mecanicamente e ficar em contato com endotélio por mais tempo e em uma área maior. Alguns autores recomendam o uso de dióxido de carbono ou gás fisiológico alegando redução dos efeitos adversos locais e aumento da eficácia do esclerosante.
No preparo da espuma, utiliza-se 4ml de gás biológico para 1ml de esclerosante, esse método é conhecido como Tessari. Após sua preparação, a espuma é introduzida na veia por meio de uma agulha fina, tornando o processo doloroso. É possível observar a espuma esclerosante entrando na luz da veia e impulsionar o sangue. Após destruir o endotélio, a espuma transporta o esclerosante para a parede mediana das veias onde será construída a fibrose que fechará a veia doente.
A medicação é absorvida em 94% do seu volume através da superfície da veia. Uma pequena quantidade de esclerosante circula pelo corpo humano, o que pode explicar seu baixo nível de complexidade, também por isso é considerado um procedimento seguro e eficaz. A cicatrização remanescente será realizada com o uso de meia elástica, que provoca compressão externa do tipo "primeira intenção" semelhante à que ocorre com os pontos cirúrgicos. A escleroterapia por espuma também pode ser utilizada em varizes recorrentes.
Segundo Bastos et al. (2009), os efeitos indesejáveis ​​são os mesmos encontrados na escleroterapia tradicional. Consequências indesejadas podem ser localizadas ou generalizadas. Os efeitos localizados incluem: hematomas no ponto venoso, dor no trajeto venoso, pigmentação subcutânea residual, flebite superficial, trombose venosa profunda. A complicação mais comum é a pigmentação subcutânea residual, que tem um significado específico devido à importância da estética no tratamento das varizes. A trombose venosa profunda está associada ao uso de tabaco, contraceptivo oral e portadores de trombofilia. Os efeitos generalizados não são frequentes, e podem ser transitórios e graves, apresentando enxaqueca, tosse seca, hipersensibilidade e acidente vásculo-encefálico. No entanto, a redução de esclerosante injetado e o repouso imediato ao final da sessão tem grande relevância na prevenção das complicações. (BASTOS et al.,2009).
	
4.3 LASER
O uso de lasers tem apresentado um grande avanço ao longo do tempo. Por ser menos invasivo e produzir melhores resultados do que os procedimentos cirúrgicos tradicionais (que só podem ser realizados por angiologistas), está se tornando cada vez mais popular como opção de escolha entre os pacientes. 
Os pacientes com telangiectasias e hemangiomas que não são candidatos à escleroterapia convencional com agentes químicos, encontram no laser uma opção menos invasiva e ainda se beneficiam de um retorno mais rápido às atividades diárias. O laser também pode ser utilizado em conjunto com as escleroterapia, ao passo que o laser age cauterizando as varizes, a escleroterapia liquida ou por espuma tem o mecanismo de ação por inflamação do vasinho. (SANTOS et al.,2020)
De acordo com Oliveira (2006), Dispositivos a laser geram luz com certas características que podem ser controladas com precisão. Essas características fazem com que a luz seja seletivamente absorvida pelas células vermelhas do sangue dentro dos vasos sanguíneos da pele. Essas características distintas causam uma mudança de energia dentro dos vasos que precisam ser removidos, mas não afetam os outros tecidos ao seu redor. Como resultado, o objetivo de eliminar os pequenos vasos sanguíneos da pele é alcançado. O laser atravessa a pele sem deixar cicatrizes e atinge a hemoglobina vermelha nos vasos sanguíneos. A hemoglobina que absorve o laser eleva a temperatura do sangue, o que faz com que o vaso seja eliminado pelo calor.
O procedimento é realizado sem anestesia em consultório, permitindo que o paciente retome as atividades normais no mesmo dia. Existem restrições de sol antes e depois do tratamento. O melhor tratamento para vasos do rosto e do colo é a terapia a laser. Como o laser não é igualmente eficaz para todos os vasos no tratamento do membro, preferimos usá-lo em combinação com a crioescleroterapia. Com isso, ele pode ser usado para vasos menores e mais superficiais, assim como a crioescleroterapia para vasos mais profundas da pele. É importante ressaltar que o uso do laser não é recomendado no tratamento em peles muito bronzeadas, há uma restrição por peles ricas em melanina devido ao risco de maus resultados.
Conforme Toni e Pereira (2017, p.53-61),
como alternativas para eliminar esses microvasos, diferentes lasers têm sido propostos pra o tratamento das telangiectasias, porém, esses métodos físicos transdérmicos também são dolorosos, podendo causar queimaduras e manchas e ainda não dispensam os métodos químicos como o PEIM ou a escleroterapia complementa. Além disso, esse tipo de tratamento tem um custo muito elevado.
4.4 PEIM: E A SUA IMPORTÂNCIA PARA A BIOMEDICINA ESTÉTICA
Existem várias substâncias esclerosantes utilizadas no tratamento de telangiectasias, que são classificadas como orgânicas ou inorgânicas. Os inorgânicos são mais eficazes para os vasos, porém também são mais agressivos à pele. A glicose é um dos esclerosantes mais significativos, pois é muito eficiente, seguro e não causa reações alérgicas; também tem mais facilidade para ser adquirida, e ainda tem a vantagem de ter um baixo custo, em relação a outros esclerosantes. Além dos benefícios já citados, vale destacar a alta viscosidade, que dificulta as injeções em alto fluxo, e o refluxo venocapilar ou venoarteriolar, que causa úlceras isquêmicas. O tratamento é realizado em sessões semanais, mas há uma alta taxa de abandono devido a fatores como o grande número de telangiectasias e a lentidão ou atraso dos resultados. Como resultado, o tratamento é ineficaz em um curto período de tempo, a falta de disponibilidade dos pacientes para visitar as clínicas regularmente, a adição de outros tratamentos e a recusa em tolerar a dor causada pelas injeções. (TONI; PEREIRA, 2017).
A solução hipertônica de glicose, foi utilizada pela primeira vez por Kauch em 1979 na Alemanha, é uma solução osmótica que promove a desidratação das células endoteliais, resultando na destruição e desintegração desta porção da parede venosa. Quando comparado aos detergentes, sua ação lenta dura de 30 minutos a quatro dias, tornando-o mais suave e menos capaz de produzir grandes descamações. Quando as terminações nervosas da adventícia e os músculos subjacentes são estimulados pela injeção e ação do líquido, provoca dor, ardência local e cãibras. Esses sinais e sintomas desaparecem rapidamente. Como a escleroterapia é um procedimento invasivo, a tolerância dos pacientes à dor varia muito. No entanto, escolhendo agulhas mais finas e esclerosantes menos irritantes,essa dor pode ser minimizada. É fundamental notar, no entanto, que soluções hipertônicas, como no caso da glicose, têm mais dificuldade em passar por agulhas muito finas.
Segundo Toni e Pereira (2017, p.53-61):
O PEIM (Procedimento Estético Injetável para Microvasos) é um dos métodos que vem sendo muito utilizado na eliminação de microvasos de 1 a 2 mm de calibre, nos quais não haja comprometimento circulatório. O PEIM utilizando a glicose é uma forma de tratamento destinado basicamente a fibrosar tecidos, no qual essa substância age dispersando o filme protetor de fibrinogênio da camada íntima e lesando o endotélio venoso, a fibrina é depositada dentro e ao redor da parede venosa, causando uma reação inflamatória, que gradualmente se transforma em fibrose. Essa reação faz a veia colabar e deixar de ser visível.
O PEIM é um tratamento intermediário, não uma cura; os resultados dependem da resposta do paciente e do número de sessões possíveis em cada caso. É crucial informar os pacientes sobre a melhora esperada e a possibilidade de tratamentos adicionais. Como as sessões realizadas clínica são lentas, pode levar semanas ou meses para obter o efeito final, dependendo do número de telangiectasias, do número de aplicações por sessão e da pretensão estética do paciente.
Como todo procedimento estético, o PEIM possui contraindicações. Ele não é indicado para gestantes, lactantes, pacientes com ou em tratamento de neoplasias, com infecções locais, diabéticos descompensados e pacientes com problemas circulatórios. Doenças como arteriopatias isquêmicas, insuficiência cardíaca e/ou renal descompensadas, hepatopatias, pacientes com intolerância ou alergia ao esclerosante escolhido, também são considerados contraindicação.
Frequentemente, telangiectasias com 1-2 mm têm uma superfície muito fina e, quando esclerosadas, deixam um pequeno volume de tecido necrótico, o que não causa hipercromia. Quando tratamos veias maiores, e geralmente mais profundas, o risco de hipercromia pós-inflamatória aumenta. Outra possível causa de hipercromia após a inflamação é o extravasamento de solução esclerosante, quando injetados fora da vasculatura, drogas menos agressivas como glicose 75% e polidocanol 0,5% apresentam risco menor de hipercromia do que, digamos, etanolamina, glicerina crômica e polidocanol 2%. (CORREIA; OLIVEIRA, 2003).
Em meio a uma gama de opções para o tratamento das telangiectasias, o procedimento estético injetável para microvasos, tem grande relevância e resultados satisfatórios.
O tratamento estético injetável de microvasos (PEIM) mostrou-se uma alternativa eficaz para os pacientes que desejam eliminar as telangiectasias sem cunho patológico, e as sessões múltiplas com injeção de glicose hipertônica são opções seguras por se tratarem de agentes orgânicos e capazes de fazer com que os microvasos se colem, não existindo mais o fluxo sanguíneo no vaso, melhorando esteticamente o local aplicado. (TONI; PEREIRA, 2017, p.53-61).
Em virtude de estabelecer o protocolo PEIM como solução para problemas estético e definir qual a sua melhor técnica para ser utilizada no tratamento das telangiectasias dos membros inferiores, é necessário comparar a eficácia das aplicações de glicose a 50% e 75%, uma vez que ambas as concentrações são eficazes e possuem resultados satisfatórios.
A glicose na concentração de 75% geralmente apresenta resultados mais rápido, logo na primeira aplicação, devido a sua alta concentração, porém além de ser agressiva ao vaso também é ao tecido, provocando assim desconforto e dor durante o procedimento, e até mesmo formação de bolhas, nesse caso é necessário que a glicose a 75% seja associada com a lidocaína a 2%, para que o paciente possa tolerar melhor a dor e conseguir levar o tratamento adiante.
Komlos (2006), em seus estudos, busca discutir a necessidade de prudência durante várias aplicações, pois o excesso de entusiasmo sem controle da dor predispõe à ocorrência de necrose cutânea, que, embora bem tolerada pelos pacientes devido ao sucesso do procedimento, deve ser evitada. 
Segundo os estudos e análises de Trevisan e Brondani (2019), nas aplicações com a glicose na concentração de 50% os resultados apareceram na primeira aplicação, porém não de maneira eliminatória do microvaso, mais diminuindo a espessura do mesmo; também se mostrou menos agressiva ao vaso e ao tecido, baixo teor de complicações, e menos dolorosa devido ao teor de concentração um pouco mais baixo, entretanto se faz necessário mais aplicações para a eliminação total dos vasinhos, isso se dá ao teor menos de concentração da solução.
Ao realizar a ficha de anamnese completa e corretamente com o paciente, onde será investigado, e analisado todo o histórico de saúde, incluindo enfermidades, doenças ativas, e medicações utilizadas pelo paciente, quais as suas principais queixas, e exigências estéticas, passa-se para a próxima etapa, a observação clinica que se trata da inspeção dos membros inferiores através de apalpação. “No exame físico, realizado antes de começar o procedimento, é feito uma estimativa da quantidade de sessões que cada paciente precisa para que seja aplicado o esclerosante em todas as regiões, incluindo os tornozelos e pês”. (GASPAR E MEDEIROS, 2006)
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO 
Dentre os diversos resultados encontrados no decurso do trabalho, é possível notar que alguns métodos são mais eficientes que outros. Entretanto, a determinação desses desfechos é baseada em uma série de fatores ou condições, incluindo o tipo de terapia escolhida, a aplicação adequada do método escolhido, a qualificação do profissional e um dos fatores mais importantes está a determinação do paciente em levar o tratamento selecionado até o final.
No caso das telangiectasias, onde as varizes aparecem de forma superficial, é necessário que os pacientes estejam disponíveis para o tratamento, bem como estejam cientes de que podem se tornar um agravo à saúde. Os esclerosantes químicos (glicose hipertônica e espuma com polidocanol) e esclerosantes físicos (laser transdérmico) são os tipos de escleroterapia mais utilizados para telangiectasias e microvarizes na atualidade.
Escleroterapia com espuma (EE) é um método que vem sendo utilizado para o tratamento de varizes de membros inferiores, e possui resultados similares aos de cirurgia. É um procedimento invasivo, porém seguro, com boa eficácia, e baixas taxas de complicações, a complicação mais comum é a pigmentação subcutânea, causada neste caso pelo polidocanol esclerosante utilizado no procedimento.
Ao contrário da escleroterapia por injeção, o laser transdérmico é um procedimento não invasivo. É uma alternativa para pacientes com restrição de uso de esclerosantes químicos. É bastante eficaz para vasos do rosto e colo, mas não produz resultados satisfatórios na parte inferior do corpo. Outra é que o procedimento é doloroso, pode causar cicatrizes e desvantagem e o tratamento tem alto custo, além de não ser recomendado para peles mais bronzeadas.
Em termos de reações alérgicas e outras complicações, a glicose hipertônica provou ser o esclerosante mais seguro. É simples de obter e tem um baixo custo. Uma de suas desvantagens é sua alta viscosidade, o que dificulta as injeções de alto fluxo e causa refluxo venocapilar, que causa úlceras isquêmicas. Outro fator que faz com que o paciente não retorne é a morosidade dos resultados. A hipercromia é mais comumente causada pela técnica de aplicação do profissional, que envolve a injeção da solução fora da vasculatura. Quanto à dor, a tolerância varia de pessoa para pessoa, sendo as soluções hipertônicas as mais dolorosas.
6. CONCLUSÃO
Com base na pesquisa realizada, apesar da escleroterapia ser utilizada há muito tempo, ainda não foi descoberto nenhum esclerosante com 100% de eficácia e sem complicações. Mais pesquisas são necessárias para comparar a eficácia e segurança desses esclerosantes. Nesse sentido, a Biomedicina estética é uma parceira natural, colaborando e buscando formas de desenvolver e aplicar tratamentos para questõesestéticas e funcionais corporais relacionadas à pele, e seus tecidos adjacentes. 
O PEIM é uma opção de tratamento de microvasos e tem se mostrado um método eficiente para pacientes que desejam se livrar de suas telangiectasias sem cirurgia. As múltiplas sessões com aplicações de glicose hipertônica são opções seguras e eficazes por se tratar de agentes orgânicos capazes de causar o colamento dos microvasos, não permitindo mais o fluxo sanguíneo, resultando dessa forma uma melhora estética no local. Ambas as glicoses são eficazes, mas a glicose 75% pode necessitar da adição de 2% de lidocaína, caso o paciente não seja tolerante ao desconforto que pode causar, enquanto a glicose 50% pode sugerir um número maior de sessões. 
Com isso, o tratamento é personalizado, específico para cada paciente, sendo determinado pela avaliação do profissional, por meio de anamnese dirigida e de exame físico, com o paciente em pé, realiza-se manobras especiais para melhor detectar se há dilatação de varizes, a terapêutica também é determinada pelo número de vasinhos a ser tratado, a quantidade de sessões a ser aplicadas, e a disponibilidade dos pacientes em estar indo no tratamento periodicamente, também é fundamental para o sucesso do tratamento as orientações do pós procedimento, para evitar complicações, envolvendo o uso de meias elásticas para compressão, evitar exposição ao sol, evitar atividades físicas de grande impacto nas primeiras 24 horas, todas essas recomendações deverá ser feita pelo profissional biomédico ao seu paciente, junto ao termo de consentimento do tratamento assinado em duas vias por ambos, em estabelecimento com Alvará de Licença regularizado.
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1 Acadêmicos: Dayane Fraga da Silva (2973219); Rose Marí Martins Marchinichen Wenceslau (2800021)
2 Tutor externo: Monnyka Castro Lima (100180392@tutor.uniasselvi.com.br)
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Biomedicina (BBI 0316) – Prática do Módulo V – 14/06/2022

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