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TRABALHO DE NUTRIÇÃO PROFESSORA: Erikelly A. R. Santana Desidério Rogério Pires RA:28267992 André Vicente RA:28001140 Leonardo Ferrari:28266832 Marcos Aurélio de Paula do Amaral: 28269834 Marcos Antônio de Paula do Amaral: 28269816 Guarulhos 2020 NUTRIÇÃO O QUE É NUTRIÇÃO ANIMAL? Pode ser definida como o conjunto de processos que visam a assimilação correta dos nutrientes contidos nos alimentos, usando- os para seu crescimento, reposição dos tecidos corporais e manutenção de sua qualidade de vida. A ciência da nutrição identifica e isola os nutrientes presentes nos alimentos e propõe efeitos individuais na incidência de determinadas doenças. O efeito benéfico dos nutrientes para a prevenção de doenças se dá através da combinação de vários alimentos em uma mesma dieta, muito mais importante do que nutrientes isolados. A alimentação adequada e saudável aos nossos animais envolve aspectos biológicos e comportamentais, que devem estar de acordo com as suas necessidades alimentares. O QUE É MANEJO NUTRICIONAL? É o atendimento dos requerimentos nutricionais de um animal, incluindo em sua alimentação todos os nutrientes em quantidade adequada. O QUE É MANEJO ALIMENTAR? Forma de fornecimento do alimento, quantidade, frequência, tempo disponível, local e horário quando servida a refeição ao animal. O manejo deve ser feito de forma adequada para que o desempenho do animal seja alcançado com maior eficiência, ou seja, com o maior controle nutricional terá menor desperdício e perda de dinheiro para o criador. Para cada animal pode ser administrada uma alimentação, tudo isso depende qual papel no sistema de produção o animal desempenha, como: • Matriz, Garanhões, Potros, Receptoras, Equinos de Manutenção (utilizado para lida). EQUINOS DEVEM SER MANTIDOS EM BAIAS? A manutenção dos cavalos em cocheiras por longos períodos priva- os de adequada movimentação na busca de alimentos, das relações sociais com outros animais e, consequentemente, a maior parte do tempo os animais permanecem em pé e com atitudes comportamentais inadequadas. O confinamento impõe acentuadas mudanças comportamentais, denominadas estereotipias, quando comparadas aos cavalos mantidos em pastagens. Evidências recentes sugerem que esses comportamentos são respostas ao ambiente de cocheiras, associado ao manejo e predisposição individual. A hipótese de que as estereotipias são indicadores das deficiências ambientais e do baixo grau de bem-estar têm sido amplamente discutida. Entre as estereotipias há comportamentos orais atípicos como a coprofagia, a geofagia e comer pedaços de cascas de árvore, cercas, cama da baia, etc. A coprofagia pode ser normal em potros, principalmente na fase de colonização da flora bacteriana que habita naturalmente o trato gastrointestinal. Fortes evidências apontam a relação entre os fatores de manejo, baixa quantidade de alimentos volumosos na dieta e isolamento social com o comportamento estereotípico em cavalos estabulados. A colheita da forragem na forma de pasto, sem manipulação humana, é a preferida pelos cavalos, pois permite maior interação entre os indivíduos e o meio ambiente. Quando se fala no comportamento, principalmente o alimentar, de eqüinos estabulados é de extrema importância e pode nortear as decisões relativas ao adequado manejo dos animais. AEROFAGIA Quando se fala em AEROFAGIA nada mais é, um comportamento do animal de engolir Ar, esse distúrbio está relacionado a vários fatores, como nutrição, manejo, interação social, mimetismo de potros em adultos, stress(alto nível do Hormônio Cortisol), falta de exercícios entre outros diversos fatores. O mecanismo ocorre na abertura da faringe pela contração da musculatura do pescoço. O resultado é um afluxo de ar para dentro do esôfago e com consequência estômago. Uma das complicações que podem ocorrer são: • Queda na ingestão de alimentos; • Desgaste irregular dos dentes; • Hipertrofia da musculatura do pescoço; • Úlceras estomacais; • Perda de peso; • Gastrite; • Cólicas COPROFAGIA Coprofagia significa ingerir fezes. A coprofagia é considerada um comportamento normal em potros de 2 semanas a um mês de idade, ainda que existam potros que podem continuar a ingerir fezes até os 5 meses de idade. Entretanto, o comportamento coprofágico em cavalos adultos é considerado anormal. A coprofagia em cavalos adultos pode ser induzida em determinadas circunstâncias. Estudos científicos revelam que a coprofagia é um problema de cavalos confinados em baias, com pouco exercício ou dieta de volumoso insuficiente. Em casos isolados, a coprofagia pode estar relacionada à infestações de parasitas estomacais. Nestes casos, contudo, será obeservado também uma diminuição no apetite e na performance, diarréia e perda de peso. Os cavalos que apresentam este distúrbio, ingerem suas próprias fezes em uma quantidade substancial. Em alguns casos, quase todas as fezes produzidas no dia. Outro dado curioso é que as fezes não são ingeridas em síbalas, mas são fracionadas e consumidas em variadas extensões. A coprofagia aumenta o risco da infestação de endoparasitas pela constante ingestão de fezes infectadas, e também usados a cólica podendo ser fatal para equinos. GEOFAGIA É uma prática de comer substâncias terrestres (terra) frequentemente para melhorar uma nutrição deficiente em minerais. O equino pode comer vários tipos de solos, como terra, areia entre outros materiais derivados de madeira. POLAQUIURIA Um dos distúrbios que os equinos podem apresentar por uma deficiência em sua nutrição é a polaquiuria vontade de urinar muitas vezes e em grande quantidade, levando o animal que fica em cocheiras a apresentar cascos podres, frieiras, micoses dentre outras patologias SÍNDROME CÓLICA É classificada como doença que causa dores abdominais nos equinos resultantes de afecções no aparelho digestivo destes animais ou em outros órgãos, geralmente estão relacionadas ao manejo alimentar dos animais e manejo de cocheira juntamente a prática de exercícios. São divididas em cólicas primárias e secundárias, de acordo com sua origem: • Cólica Primária: quando é oriunda da distensão do estômago ou do intestino. Pode ainda ser estática, no caso de acúmulo de alimento, gás ou líquido, ou transitória, quando houver uma distensão periódica local, proveniente de um espasmo e aumento dos movimentos peristálticos do intestino. Os acúmulos estáticos são classificados como cólicas físicas, enquanto que as distensões transitórias são classificadas como cólicas funcionais. • Cólica Secundária: quando a causa da cólica provém de afecções do peritônio, baço, rins, intoxicações alimentares e outros órgãos internos. Devido ao reduzido tamanho do estômago do cavalo, na maior parte das vezes, a origem da cólica está em uma alimentação errônea, como, alimentação má distribuída, alimentos muito triturados, alimentação antes da realização de trabalhos, ração desbalanceada. Os tipos de cólicas que mais afetam os equinos são: • Cólica por Compactação: quando há uma obstrução, geralmente no intestino grosso, por uma sobrecarga de alimento fibroso não- digerível. • Cólica por gases: ocorre mais frequentemente no intestino grosso, devido ao estiramento do intestino, que leva à dor abdominal. • Cólica espamódica: quando há exacerbada contração peristáltica no sistema gastrointestinal dos equinos, devido à um acúmulo de gás dentro do aparelho digestivo destes animais • Cólica causada por parasitas: quando há uma obstrução devido à um grande número de parasitas, como o Parascaris equorum. • Colite:quando há inflamação do intestino grosso. http://www.infoescola.com/sistema-nervoso/dor/ http://www.infoescola.com/animais/equinos/ http://www.infoescola.com/doencas/intoxicacao-alimentar/ • Deslocamento ou torção gástrica: quando o intestino localiza-se em uma posição anormal do abdômen, podendo muitas vezes torcer, isto recebe o nome de vólvulo. Os sinais clínicos mais evidentes são uma evidente inquietação do animal, que passa a realizar movimentos de raspar o chão, sapatear, escoicear o ventre ou por deitar e levantar frequentemente. Passa a olhar o flanco, rolar no chão, deitar de costas, passando a sentar de forma semelhante ao cão por um longo período de tempo. Adota uma postura anormal, que recebe o nome de “cavalo pensador”. Em casos de animais castrados, eles passam a expor o pênis sem urinar; urinam mais frequentemente e em pequenas quantidades; bate continuamente na água sem bebê- la. LAMINITE A laminite habitualmente está relacionada com a excessiva ingestão de grãos, apesar de também pode estar relacionada com fatores genéticos, idade, falta de exercícios, umidade ou quadros de toxemia. Os diversos fatores que possivelmente estão envolvidos no surgimento da laminite variam em complexidade e grau de severidade conforme ao manejo aos quais os animais estão sendo submetidos. Acomete todas as espécies de animais domésticos que possuem cascos, sendo mais comum em eqüinos. Acometendo-os, especialmente, os animais confinados, em conseqüência das condições de alimentação as quais estes são submetidos. Ainda não se conhece ao certo o mecanismo de desencadeamento da laminite. Há hipóteses de que esta condição resulte de um excesso de histamina, que leva a um ingurgitamento do leito vascular do casco. Quando o animal ingere uma quantidade excessiva de grãos, há um aumento da produção de ácidos láctico no trato digestivo, havendo destruição de um número elevado de bactérias e conseqüente liberação se suas toxinas. A acidose resulta em uma lesão da mucosa, com conseqüente aumentando de sua permeabilidade, causando uma endotoxemia e acidose sistêmica, que leva à vasoconstrição periférica, com diminuição do fluxo sanguíneo nas lâminas do casco. Outras causas secundárias relacionadas ao surgimento da laminte incluem: ingestão de água fria após realização de exercícios; infecções sistêmicas como endometrite, colite; traumas ou exercícios físicos em excesso em animais não condicionados e doenças seguidas por quadro endotoxêmicos. As manifestações clínicas variam com o caso. Na laminite aguda, os animais apresentam dor, ansiedade acompanhada de tremores musculares, sudorese e aumento da frequência cardíaca e respiratória. Os casos acometidos apresentam-se quentes e visivelmente inflamados. O animal fica relutante em locomover-se, ficando deitado quase todo o tempo e, quando forçado a andar, caminhar sobre os talões. Já nos casos crônicos, os cascos crescem em comprimento, perdendo a elasticidade e densidade normais na http://www.infoescola.com/compostos-quimicos/histamina/ sola, passando a ficar mais quebradiço. A claudicação pode sumir, porém o animal caminha desajeitadamente. O diagnóstico é feito com base no histórico alimentar e no quadro apresentado pelo animal. NUTRIÇÃO Coprofagia significa ingerir fezes.