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OVARIOHISTERECTOMIA – TÉCNICA DAS 3 PINÇAS 1. Acesso pelo flanco; 2. Decúbito dorsal; 3. Preparação do animal (tricotomia ampla, antissepsia, colocação dos panos de campo); 4. Realizar a celiotomia mediana retroumbilical: - Incisão de pele com o bisturi de aproximadamente 3 a 5 cm caudalmente (na gata, incisão ± 1 cm caudal ao umbigo); - Divulsão do tecido subcutâneo; - Incisão da linha alba (manobra de tenda); 5. Localização do corno uterino direito (preferencialmente) com gancho de Snook ou com o dedo indicador; 6. Após a localização do ovário, pode-se romper ou não o ligamento suspensor do ovário; 7. Identifica o pedículo ovariano e faz-se uma janela no mesmo; 8. Pinça-se duplamente o pedículo ovariano com pinça hemostática traumática (preferencialmente curva) e a terceira pinça é colocada entre o ovário e o corno uterino; 1° pinça: cranial ao ovário. 2° pinça: caudal a primeira pinça e cranial ao ovário. 3° pinça: caudal ao ovário (no local do ligamento próprio do ovário) 9. Realiza-se incisão cranial ao ovário e caudal à segunda pinça; 10. Após a incisão, realiza-se a ligadura dupla cranial à primeira pinça; 11. Após a completa ligadura, libera-se as pinças e verifica-se se há ou não hemorragia no pedículo; 12. Repetir o procedimento no ovário e corno uterino esquerdo; 13. Secção dos ligamentos largos (direito e esquerdo), permanecendo somente as artérias e veias uterinas médias juntamente aos cornos e posteriormente junto ao corpo do útero; 14. Caso haja grande vascularização no ligamento largo do útero, procede-se a ligadura destes; 15. Exterioriza-se os cornos uterinos e localiza-se a cérvix; 16. Ligadura das artérias uterinas de cada lado do corpo uterino separadamente; 17. Executa-se a mesma manobra das 3 pinças no corpo uterino cranial à cérvix (pode-se fazer à transfixação do corpo uterino); 18. Incisão no corpo uterino entre a segunda e terceira pinça; 19. Realizar ligadura dupla do corpo uterino caudal terceira pinça e cranial ao cérvix; 20. Verificar quanto a presença de sangramentos; 21. Realizar a omentopexia; 22. Celiorrafia: - Sutura da musculatura abdominal com fio monofilamentar absorvível, padrão contínuo (ex. Reverdin) ou interrompido (ex. Sultan); - Sutura do tecido subcutâneo com fio monofilamentar absorvível, padrão contínuo (ex. Simples contínuo), ancorando a sutura na musculatura (reduzir espaço morto). - Dermorrafia com fio monofilamentar inabsorvível (ex. nylon), padrão interrompido (ex. Simples separado) ou contínuo (ex. Intradérmico) OVARIOHISTERECTOMIA - PELO FLANCO 1. Decúbito lateral; 2. Preparação do animal (tricotomia ampla, antissepsia, colocação dos panos de campo); 3. Realizar incisão de pele com o bisturi no flanco e divulsão do tecido subcutâneo; 4. Afastar as fibras do músculo oblíquo externo, interno e transverso do abdômen, fáscia transversa e peritônio; - Após a laparotomia idem à técnica convencional; - Laparorrafia conforme descrito na técnica.