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MARCIA APARECIDA BARBIERI FERREIRA VIEIRA – RA. 8114417 
Enfermagem (Bacharelado) 
 
 
 
 
Enfermagem clínica. 
 
Professor/ tutor a distância / professor responsável. 
Danielle Monteiro Vilela. 
 
 
 
 Claretiano Centro Universitário 
 
 
 
 
SÃO MIGUEL DO GUAPORÉ-RO-2023 
 
 
 
 
Disciplina- Enfermagem Clínica 
Estudo Caso Clínico 1 
Paciente, A.T.V, com 72 anos de vida, deu entrada no centro de terapia intensiva 
Com diagnóstico de desconforto respiratório, pneumonia bilateral e arritmia cardíaca. Foi 
Colocado no leito, monitorizado, com sinais vitais: FR- 55mpm, FC - 133bmp, arrítmico e 
Fraco e PA- 64x33mmHg. Paciente com peso de 110Kg e altura de 1,70m. Puncionado 
Acesso venoso periférico com cateter sobre agulha no 
 18 em MSD e colocado soro de 
Manutenção á 12,4ml/h em bomba de infusão. Após algumas horas de internação, 
Paciente evolui com um desconforto respiratório grave, com cianose central, com 
Rebaixamento do nível de consciência, Glasgow 5, necessitando de intubação oro 
traqueal. 
Foi colocado sobre ventilação mecânica com FR de 23mpm e PEEP de 10cmH2O, sendo 
Coletado gasometria a cada 12 horas. Foi realizada punção de cateter central de duplo 
Lúmen de curta permanência, em jugular direita, após paciente começou a apresentar 
Quedas na pressão arterial, sendo instalado medicação dopamina a 20ml/h em bomba de 
Infusão e adrenalina a 10ml/h em bomba de infusão. Após 3 dias de internação paciente 
Começou a apresentar na região sacral úlcera por pressão categoria 3. Realizada 
passagem 
De SVD no12 com saída de pequena quantidade de urina amarelo escuro, e passado 
SNE 
Para dieta de 3/3 horas. 
Sendo você o enfermeiro da unidade realize a Sistematização da 
Assistência de Enfermagem (SAE), elencando os principais diagnósticos de 
Enfermagem (pelo menos 4 diagnósticos), e as intervenções de enfermagem 
Que devem ser realizados a esse paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
ENFERMAGEM CLÍNICA- PACIENTE DE UTI 
 
Com relação ao caso clínico do paciente A.T.V, 72 anos, foi estabelecido pela equipe de 
enfermagem o seguinte plano de assistência (SAE): 
 
1) Coleta de dados/ investigação: 
A coleta de dados de um paciente internado em uma Unidade de Terapia Intensiva nem 
sempre é fácil, os acompanhantes nem sempre são bons informantes, e por isso é 
necessário aproveitar cada oportunidade e direcionar a coleta de dados e se necessário, 
solicitar que os acompanhantes tragam numa visita posterior as informações mais 
completas, como é o caso das medicações de uso contínuos e doenças pré-existentes. 
Este é um paciente idoso, com 72 anos, internado em UTI por desconforto respiratório 
grave, devido a uma pneumonia estendida bilateralmente. Encontra-se invadido com 
cateter venoso central, sonda vesical de demora, sonda nasoenteral, além da 
necessidade de drogas vasoativas. Não há informações sobre comorbidades prévias, 
alergias, internamentos recentes. Uso de substâncias. 
 
2) Diagnóstico de enfermagem: 
- Mobilidade no leito prejudicada 
- Nutrição desequilibrada 
- Risco de infecção 
- Integridade da pele 
 
3) Planejamento: 
Este é um paciente crítico, que necessita de uma grande equipe multidisciplinar, que 
envolver o apoio de técnicos de enfermagem, enfermagem, fisioterapia e médica. Há uma 
complexidade no caso, por isso um planejamento cuidadoso, pensando em possíveis 
complicações, evita iatrogênicas e favorece uma melhora da compensação clínica. 
 
4) Implementação: 
É necessário um acompanhamento deste paciente dentro da Unidade de Terapia 
Intensiva até que regridam os sintomas de déficit respiratório. E portanto, a partir da 
análise de alguns diagnósticos de enfermagem, foi possível sugerir determinadas 
alterações: 
Em relação a mobilidade no leito prejudicada, é um paciente sedado, escala de RASS -5, 
e por isso não há qualquer deambulação no momento, favorecendo a formação de úlcera 
de decúbito e trombose venosa profunda, e por isso é necessário estabelecer mudança 
de decúbito programada, além de elevação de MMII. 
Em se tratando da nutrição, apesar das dietas serem estabelecidas por nutricionistas 
dentro do ambiente hospitalar, sempre haverá perdas ao paciente, quando é necessário 
utilizar a alimentação enteral, portanto, quanto antes a retirada da sedação e retorno da 
alimentação regular, melhor para o paciente. 
O risco de infecção dentro de qualquer ambiente hospitalar é sempre preocupante, 
porém, dentro da UTI é ainda mais crítico. Há um favorecimento de infecções devido as 
intervenções da equipe no paciente, como SVD, CVC, SNE e acesso periférico. Que se 
não evitadas, podem levar a sepse e até mesmo ao óbito, já que ainda há um problema 
de resistência bacteriana em alguns pacientes. Assim, é necessário que se utilize capotes 
exclusivos de cada paciente, higienização das mãos e do procedimento de forma 
rigorosa, isolamento de contato de pacientes oriundos de outras instituições. 
A pele do ser humano é o maior órgão do corpo, porém, em algumas situações pode ser 
negligenciada, dentro da UTI, fica mais fragilizada, não há manutenção do tônus, há 
desidratação, ressecamento, que pode levar as úlceras, juntamente com a falta de 
mobilidade. E por isso é necessário um cuidado maior ao tocar o paciente, ao realizar 
procedimentos nos pacientes, além de manter a hidratação sempre que possível. 
 
5) Avaliação: 
É um processo lento de tratamento da doença de base, que no caso é a doença 
pulmonar, no entanto ainda é necessário evitar outros desgastes. Então neste momento, 
há um processo contínuo de acompanhamento do idoso e suas demandas perante a 
equipe, para garantir que os todos os níveis do planejamento sejam cumpridos, e só 
assim, determinar se as ações ou intervenções de enfermagem alcançaram o resultado 
esperado, e de verificação da necessidade de mudanças ou adaptações, necessitando de 
uma nova avaliação.

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