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Redação: Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito? 880 Com a ascensão do sistema capitalista na Idade Moderna, o objetivo das transações passou a ser exclusivamente o lucro, logo não havia preocupação com as consequências. A partir da Revolução Industrial, além de explorado, o ambiente passou a ser poluído e, com o tempo, estudos começaram a detectar os enormes impactos ambientais e as mudanças climáticas que esse modelo de produção e exploração estava provocando. Atualmente, sabe-se que os países precisam se desenvolver economicamente, porém, devem buscar formas sustentáveis para isso. A priori, deve-se enfatizar a importância de um plano a longo prazo. Muitos dos recursos largamente utilizados na indústria não são renováveis, portanto, enquanto todos desejam prosperar no presente, se esquecem de que recursos valiosos podem faltar no futuro. Até mesmo os recursos renováveis devem ser utilizados com consciência a fim de amenizar os impactos causados. Assim, cabe às empresas priorizar o desenvolvimento sustentável, buscando minimizar a poluição gerada, utilizar matérias-primas preferencialmente recicladas ou reutilizadas e diminuir a fabricação de produtos e embalagens prejudiciais ao meio ambiente. Ademais, os recursos naturais são necessários à manutenção da vida. Como principal exemplo tem-se a água, entretanto, também é essencial preservar as florestas, mares e todos os ambientes naturais. O desmatamento das florestas desde a colonização e a eliminação dos gases do efeito estufa contribuíram determinantemente para o surgimento do Aquecimento Global, que pode comprometer a existência das diversas formas de vida no futuro. Nesse caso, é responsabilidade de cada governo estabelecer leis de preservação ambiental, fiscalizar seu cumprimento, se comprometer com os acordos climáticos mundiais e conscientizar a população. Dessa forma, conclui-se que é possível conciliar desenvolvimento e preservação ambiental, com a colaboração de todos. No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente deve criar órgãos de fiscalização estaduais, com representantes nos municípios para garantir o cumprimento das leis ambientais, além de desenvolver um programa de incentivo às empresas sustentáveis, como redução de impostos e outros benefícios. Assim, desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente poderão não apenas coexistir, mas também contribuir para a formação de um planeta melhor e mais sustentável para as próximas gerações Emily Venina Egert Rodrigues