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UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 19/08/ 2021 
KATIELLE ROCHA BERNARDO 
BASES CELULARES E MOLECULARES II 
 
Glicólise 
CONSIDERAÇÕES INCIAIS 
- Nós absorvemos 
monossacarídeos. 
- Os monossacarídeos 
entram nas células por meio 
de transportadores de 
glicose. Mas, por quê? 
Porque a glicose é polar, 
grandinha e não consegue 
passar numa membrana que 
tem a sua maior parte 
apolar. 
- GLUT 3 é presente nos 
neurônios (gastam muita 
glicose), tem alta afinidade 
(quer dizer que os GLUT 
“não descansam”), isto é, o 
sangue não precisa estar 
hiperglicêmico para que 
esse transportador atue. 
- Enquanto o GLUT 2 atua, na maioria das 
vezes, em hiperglicemia, ou seja, quando a 
glicose está em excesso no sangue, por isso, 
baixa afinidade por glicose. 
- Glicose está mais presente nos alimentos e 
é o substrato mais acessível, quer dizer a 
energia é mais fácil de acessar. E ela não 
entra livremente na célula, precisa de 
transportador. (GLUT é um portão, não é 
seletivo, não limita a entrada ou saída dela) 
QUESTÕES NORTEADORAS 
1- Quais moléculas iniciam a via 
glicolítica? 
-Glicose e ATP são necessárias para 
iniciar a via. 
2- Qual a molécula final produzida pela 
via glicolítica? 
-Dois Piruvatos. (1 glicose se torna 2 
piruvatos) 
UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 19/08/ 2021 
KATIELLE ROCHA BERNARDO 
BASES CELULARES E MOLECULARES II 
 
3- Em qual compartimento celular 
acontece a via glicolítica? 
-Citosol. (Citosol é diferente de 
citoplasma, o Citosol é só a parte 
líquida, não envolve organelas. 
Enquanto o citoplasma envolve tudo, 
inclusive as organelas. E, portanto, 
para ocorrer a glicólise não é 
necessário de uma organela) 
 
4- Quais as reações irreversíveis da via 
glicolítica? Cite o nome das enzimas 
que as catalisam. 
-As reações irreversíveis são: 
Glicose 6-P → Glicose (catalisada 
pela enzima hexoquinase) 
Frutose 2,6-BP → frutose 6-P 
(catalisada pela enzima fosfoquinase 
1) 
2-fosfoenolpiruvato → Piruvato 
(catalisada pela piruvato quinase) 
 
Obs.: Importante essa reação ser 
irreversível, uma vez que prende a 
glicose dentro da célula que acaba de 
entrar. 
 
5- Quantas moléculas de ATP são 
consumidas (gastas)? 
-2 moléculas de ATP são gastas. 
 
 
6- Quantas moléculas de ATP são 
produzidas? 
- 4 moléculas de ATP produzidas. 
 
7- Qual o saldo final de ATP quando 1 
molécula de glicose é oxidada pela via 
glicolítica? 
Saldo positivo de 2 ATP 
 
8- Qual coenzima de oxirredução 
participa da via glicolítica? 
-NAD+ 
Lembrando que NAD+ é a forma 
oxidada e NADH é a forma reduzida. 
 
9- Ela é oxidada ou reduzida na via 
glicolítica? 
Reduzida. 
 
A função, portanto, da Via glicolítica 
é oxidar a glicose de maneira parcial. 
Não é 100% pois não forma CO2. 
Contudo, uma molécula de 6 
carbonos (Glicose) foi dividida em 2 
de 3 carbonos (Piruvato). Quando 
houve essa quebra os e- foram parar 
no NAD. 
 
UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 19/08/ 2021 
KATIELLE ROCHA BERNARDO 
BASES CELULARES E MOLECULARES II 
 
1ª etapa - processo de fosforilação da 
molécula de glicose e divisão em duas 
trioses, com a utilização/gasto de 2 
moléculas de ATP - Fase preparatória 
2ª etapa - utilização das trioses para 
produção de ATP e NADH (redução do 
NAD+ - coenzima oxidada), formando 
piruvato - Fase de pagamento 
A importância da glicólise na economia de 
substrato energético está relacionada com a 
disponibilidade de glicose no sangue, bem 
como na habilidade da glicólise produzir 
ATP na presença ou ausência de O2. A 
glicose é o principal açúcar da dieta e o 
carboidrato que circula no sangue para 
garantir que as células tenham um 
fornecimento de substrato energético 
contínuo. O cérebro utiliza glicose quase 
que exclusivamente para gerar energia. 
A glicólise ocorre no citosol, começa a 
quebra da glicose resultando em 2 
piruvatos, ATP e produz NADH citosólico. 
Presença de oxigênio – Consome oxigênio 
para formar ATP, é chamada de fosforilação 
oxidativa, processo que ocorre caso o 
destino do piruvato seja a mitocôndria. 
Onde depende do O2 para Fosforila a 
molécula de ADP → ATP. 
Obs: Na presença de Oxigênio os carbonos 
da glicose viram CO2 (liberado na 
expiração) - oxidação completa. 
Ausência de oxigênio- é chamado também 
de fosforilação em nível de substrato 
(Glicólise anaeróbica) 
Equação Geral da Glicólise: 
 
IMPORTANTE!: A glicólise está sempre 
associada a redução de NAD+. Essa 
coenzima está em concentrações limitantes 
dentro da célula, o que é inferior a 
quantidade de substrato (glicose). Então 
para ter o funcionamento contínuo da via 
glicolítica e dar conta de receber todos o e- 
que são liberados a cada quebra de cada 
uma das várias moléculas de glicose, é 
necessário que haja a REOXIDAÇÃO do 
NADH (forma reduzida do NAD+), porque 
se ele continuar na forma reduzida, não será 
capaz de “roubar” os e-. 
 Os seres vivos podem regenerar o NADH 
de duas formas (de acordo com a 
disponibilidade de oxigênio): 
• em aerobiose- usa o O2 para oxidar o 
NADH, e assim ele que irá conter os 
e- 
• em anaerobiose o e- vão para o 
lactato. 
Destinos do Piruvato 
Para reoxidar o 
NADH na ausência 
de oxigênio, a 
célula transforma 
piruvato em lactato. 
Isso porque, é o 
lactato quem vai 
receber os e- do 
NADH (essa coenzima carrega dois e-, se 
entram dos e-, vai junto dois entram dois H). 
O lactato vai sair da célula posteriormente. 
E será reaproveitado para fazer glicose 
(gliconeogênese). 
Na via de fermentação o piruvato pode se 
tornar lactato ou etanol, e entre outros 
produtos, e para dependem do conjunto de 
UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 19/08/ 2021 
KATIELLE ROCHA BERNARDO 
BASES CELULARES E MOLECULARES II 
 
enzimas e do organismo no qual ocorre. Em 
nós, é o lactato. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O destino da glicose é sempre a via 
glicolítica? 
Não. Em células como neurônios não há 
possibilidade de fazer glicólise anaeróbica. 
Já, nos eritrócitos, células beta pancreática, 
o caminho é essa via, uma vez que não 
possui mitocôndria. Enquanto em adipócito 
pode até converter glicose em gordura. Ou 
os dois ou mais tipos de vias no miócito. E 
dentre outros destinos. 
Enzimas de regulação da via glicolítica 
- Sinaliza se ativa ou inativa a via que 
depende do tecido e do momento 
metabólico. E, portanto, são as 3 reações 
irreversíveis da glicólise que irão sofrer 
regulação com essa finalidade. 
 1ª reação: Hexoquinase (músculos e 
outros tecidos extra- hepáticos ) ou 
glicoquinase – também chamada de 
Hexoquinase IV– (fígado/pâncreas) 
---------------------------------------------- 
 3ª reação: Fosfofrutoquinase-1 (PFK-1) 
----------------------------------------------- 
 Última reação: Piruvato-quinase 
- Essas enzimas também são chamadas de 
enzimas marcapasso 
1) Hexoquinase ou glicoquinase: 
ATENÇÃO: Glicose-6P tem carga, é mais 
polar ainda que a glicose (Glut só reconhece 
a própria glicose), e, por isso, não consegue 
sair da célula (crucial para manter a Glicose 
dentro da célula). 
 
Hexoquinase e glicoquinase têm cinéticas 
enzimáticas diferentes, isto é, afinidades 
distintas pela glicose, o que reflete na 
É importante lembrar que: 
A cada 1 glicose gera saldo de 2 de 
ATP. 
Na fosforilação oxidativa é possível 
recuperar o nada. Contudo, se não há 
oxigênio ou mitocôndria (como é o caso 
da hemácia) se recupera o NAD 
transferindo e- para o lactato. 
Note que isso é vantajoso para hemácia, 
pois se a função dela é transporte de 
oxigênio, se ela tivesse mitocôndria 
consumiria o O2. 
 
UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 19/08/ 2021 
KATIELLE ROCHA BERNARDO 
BASES CELULARES E MOLECULARES II 
 
função das células em que são encontradas 
em relação ao metabolismo da glicose 
 
Hexoquinase (músculo) é inibida pelo 
próprio produto (Glicose-6P), mas 
glicoquinase (fígado e pâncreas) não, é um 
outro mecanismo.2) Fosfofrutoquinase-1: 
 
 
 
 
 
 
 
IMPORTANTE: principal enzima 
regulatória da via glicolítica. Pois, possui 
o maior poder limitante. É ela que manda, 
que resolve se a glicólise estará ativa ou 
inibida. 
*Inibida por alta [ATP] e alta [citrato], os 
quais estão relacionados à riqueza 
energética 
 
*Ativada por alta [AMP], alta [ADP] em 
todas as célula (estão relacionados a 
pobreza energética, dessa forma precisa 
ativar a via para recuperar ATP). 
 
3) Piruvato quinase 
 
 
Inibida por glucagon no jejum (apenas no 
fígado). Isto é, em situação de hipoglicemia. 
Lembrando que o papel do fígado é manter 
a homeostasia da glicose sanguínea, seja 
produzindo ou consumindo dependendo da 
quantidade de açúcar prevalente. Já, nesse 
caso a necessidade é de produzir glicose. 
Assim, a concentração elevada de glucagon 
inibe a via e proporciona que a via faça o 
sentido oposto para direcionar o produto 
final: glicose, não piruvato dessa vez. 
 
Hexoquinase X Glucoquinase 
*Km, concentração de substrato que precisa saturar metade 
da enzima (inversamente proporcional a afinidade, menor 
Km, maior afinidade). Então, eu preciso de pouco substrato 
para que a enzima trabalhe em sua máxima capacidade.* 
 
Alta afinidade por 
glicose. É capaz de 
captá-la em menores 
concentrações. 
Km= 0,1 mM 
Baixa afinidade de 
glicose. 
Km: 10 mM 
Quando estou em 
jejum/hipoglicemia a 
Hexoquinase está no 
máximo da atividade 
máxima. 
 
Então quer dizer que 
Glicoquinase para 
trabalhar no máximo de 
sua capacidade necessita 
de muita glicose. Isto é, em 
hiperglicemia, isto é, logo 
após a alimentação (pós - 
pandrial). Está presente no 
fígado (produção de 
glicose) e no pâncreas 
(liberação de insulina). 
Não é capaz de fosforilar 
tão rápido. 
Fosforila rapidamente 
grandes quantidades de 
glicose 
UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 19/08/ 2021 
KATIELLE ROCHA BERNARDO 
BASES CELULARES E MOLECULARES II 
 
As hexoquinases I-III são inibidas pelo 
próprio produto 
 
A hexoquinase chega no seu 
limite mais cedo que a 
glicoquinase. Nisso, ela não 
consegue mais converter glicose 
em glicose-6-P, até porque o 
excesso dele inibe a enzima. Não 
ocorrendo mais esse processo, a 
glicose pode simplesmente sair 
do músculo (um dos locais extra 
hepáticos que contem esse tipo 
de enzima) e ir para o fígado, 
onde a glicoquinase 
(hexoquinase IV e não sofre essa 
inibição) está e é capaz de 
converter a glicose mesmo em 
alta concentrações ao contrário 
da hexoquinase. E lá no fígado 
pode sim ser convertida em 
gordura.

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