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Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências da Saúde Departamento de Fisiologia e Farmacologia Farmacologia Clínica da dor parte II Analgésicos opioides Prof. Natália Brucker Julho, 2020 ▪ Ópio: papoula (Papaver somniferum)- contém morfina e outros alcaloides relacionados ▪ Aspecto histórico: uso com finalidades sociais e medicinais Fármacos Opioides RANG, GOODMAN, WANNMACHER Exsudato leitoso da cápsulas imaturas 300 a.c. 1º citação da seiva extraída Médicos usavam ópio para o tratamento diarreia 1805 morfina foi isolada e descrita Grã-Bretanha: “tintura de láudano” Uso: religioso, médico, recreativo ▪ Opiáceos: compostos estruturalmente relacionados a morfina e a codeína, que são encontrados na papoula. (natural) ▪ Opioide: qualquer substância, endógena ou sintética, que produz efeitos semelhantes aos da morfina e que interagem com receptores opioides. ▪ Endorfina: é usado como sinônimo de peptídeos opioides endógenos, mas também se refere a um opioide endógeno específico. ▪ Analgésicos narcóticos: termo antigo para opioides; o termo narcótico refere-se à capacidade de induzir o sono. Substância capaz de causar adicção. ▪ Morphium: Deus grego do sono Terminologia RANG, GOODMAN, WANNMACHER • Dor crônica intensa ou dores moderadas não responsivas • Limitação: Tolerância e dependência Dores moderadas (dente, esquelética, lesão tecido moles): associação de opioides (codeína e propoxifeno) e analgésicos não-opioides. Exemplos uso de fármacos opioides • Analgesia UTI: fentanil, morfina • Controle dores crônicas: codeína +AINE, morfina • Tratamento de abstinência de opioides: metadona • Medicação pré-anestésica: morfina e meperidina • Tratamento de tremores pré-operatórios: meperidina • Tosse e diarreia: codeína Uso Clínico Analgésicos opioides RANG, GOODMAN, WANNMACHER Receptores Opioides Regiões cerebrais Medula espinal TGI e da bexiga ▪ Regiões cerebrais (sensorial, límbica, hipotalâmica, cinzenta) ▪ Medula espinal ▪ Terminais nervosos do TGI e da bexiga (controle motilidade) ▪ Inflamação: aumento de receptores opioides em tecidos periféricos. ▪ Células imunológicas: linfócitos, macrófagos e monócitos. Receptores Opioides μ, δ, к, ORL1: receptores acoplados à proteína G (Gi/Go) Os principais efeitos farmacológicos da morfina (analgesia): mediados pelo receptor μ. RANG, GOODMAN, WANNMACHER GOODMAN, GOLAN, Princípios de Farmacologia - A Base Fisiopatológica da Farmacologia, 3ª edição. Na terminação pré-sináptica, a ativação do receptor opioide µ diminui o influxo de Ca2+ A ativação dos receptores opioides µ pós-sinápticos aumenta a condutância do K+ e diminui, portanto, a resposta pós-sináptica à neurotransmissão excitatória • Ativação do receptor opioide (pré): Inibe AC: ↓ AMPc ↓ influxo de Ca, ↓ liberação NT excitatórios • Ativação do receptor opioide (pós): ↓a excitabilidade neuronal (↑ condutância ao K+ causa hiperpolarização da membrana) e ↓ resposta do neurônio aos NT excitatórios Mecanismo de Ação Opioides RANG, GOODMAN, WANNMACHER Ação analgésica Indicação: dor aguda (moderada-intensa), dor crônica (risco de tolerância e dependência). 1. Redução da transmissão medular de impulsos periféricos; 2. Reforço de sistemas inibitórios Ativa via descendente (inibitória) Interferência na interpretação afetiva da dor ▪Altera a resposta cognitiva e emocional a dor (sistema límbico e córtex): Diminui a resposta neuroendócrina Fármacos Opioides RANG, GOODMAN, WANNMACHER Fármacos Opioides Agonistas e Antagonistas Variam a especificidade para receptores e sua eficácia nos diferentes tipos de receptor. ▪ Alguns opioides atuam como agonistas ou agonistas parciais ou antagonistas 1. Agonistas puros ▪ Acentuada afinidade pelos receptores μ e, em geral, afinidade mais baixa pelos sítios δ e к. Ex: metadona RANG, GOODMAN, WANNMACHER Fármacos Opioides Agonistas e Antagonistas 2. Agonistas parciais ▪ Morfina: agonista parcial nos receptores opioides μ. ▪ Codeína e o dextropropoxifeno algumas vezes são denominados agonistas fracos, pois seus efeitos são menores que os da morfina. 3. Misto de agonistas-antagonistas ▪ Nalorfina e pentazocina: combinam grau de atividade к agonista e μ antagonista (ou fraca atividade agonista parcial). ▪ A maioria dos fármacos neste grupo tende a causar disforia, e não euforia, provavelmente por atuar no receptor к. 4. Antagonistas ▪ Bloqueiam os efeitos dos opioides. ▪ Naloxona e naltrexona. RANG, GOODMAN, WANNMACHER ANALGESIA Dores agudas e crônicas (lesão tecidual, inflamação ou crescimento tumoral), pouco eficaz na dor neuropática. ▪ Antinociceptiva (↓ sensação dolorosa), a morfina também reduz o componente afetivo da dor. ▪ Isto reflete sua ação supraespinal, possivelmente ao nível do sistema límbico (envolvido no efeito produtor de euforia). Ações Farmacológicas RANG, GOODMAN, WANNMACHER Euforia ▪ Mediada através dos receptores μ enquanto a ativação dos receptores к produz disforia e alucinações. ▪ Sensação de contentamento e bem-estar. ▪ Reduz agitação e a ansiedade associadas a dor/trauma. ▪ Alguns pacientes podem não apresentar euforia. ▪ Fármacos opioides variam no grau de euforia que produzem. Ações Farmacológicas RANG, GOODMAN, WANNMACHER Vias responsáveis pelas propriedades gratificantes dos opioides ▪ Opioides causam euforia, sensação de bem-estar ▪ Via dopaminérgica ▪ Comportamento recompensa RANG, GOODMAN, WANNMACHER Receptores opioides ↓ excitabilidade e a liberação do NT. Inibição neurônios GABAérgicos (GABA) Aumento estímulos Dopamina Efeitos sobre o SNC ▪ Exposição prolongada aos opioides pode, paradoxalmente induzir o estado de hiperalgesia (↑da intensidade da dor associada a estímulo nocivo leve) no qual podem ocorrer sensação de dor ou alodinia (dor provocada por estímulo não nocivo). ▪ Mecanismos?? Envolvimento da PKC e da ativação dos receptores NMDA?? Ações Farmacológicas RANG, GOODMAN, WANNMACHER Depressão respiratória ▪ Mediada por receptores μ ▪ É o efeito adverso mais problemático desses fármacos e, diferentemente daquele causado por depressores gerais do SNC, ocorre em doses terapêuticas. ▪ Agem no centro de controle respiratório bulbar, ↓resposta respiratória ao CO2 → apneia Ações Farmacológicas • Depressores do SNC: potencializam depressão induzida por opioides RANG, GOODMAN, WANNMACHER Ações Farmacológicas ▪ Constrição pupilar (miose) ▪ Causada por estimulação do núcleo do nervo oculomotor mediada pelos receptores μ e к. (constrição pupila) ▪ Pupilas puntiformes são características importantes para diagnóstico na intoxicação por opioides RANG, GOODMAN, WANNMACHER ▪ Depressão do reflexo da tosse ▪ Codeína suprime a tosse em doses subanalgésicas, como efeito adverso: constipação ▪ Deprime o reflexo da tosse, em parte por um efeito direto sobre o centro bulbar da tosse. ▪ A tosse é um reflexo protetor desencadeado pela estimulação das vias respiratórias e consiste na expulsão rápida do ar contra a glote transitoriamente fechada. Ações Farmacológicas RANG, GOODMAN, WANNMACHER Ações Farmacológicas ▪ Náuseas e vômitos ▪ Até 40% dos pacientes em uso de morfina ▪ Estimulação direta da zona quimiorreceptora do gatilho emético situado na área postrema do bulbo. ▪ Efeitos no trato gastrintestinal ▪ ↑ o tônus e ↓a motilidade em muitas partes do sistema GI →constipação. ▪ Ação é mediada através do plexo nervoso intramural e parcialmente pela ação central. RANG, GOODMAN, WANNMACHER ▪ Sistema cardiovascular • Doses terapêuticas não altera PA, frequência e ritmo cardíaco. • Pode ocorrer vasodilatação periférica: inibição dos reflexos barorreceptores. Portanto, quando os pacientes deitados põem-se de pé, podem ocorrer hipotensão ortostática e síncope. • Morfina provoca liberação de histamina pelos mastócitos, →vasodilatação; este efeito é revertido pela naloxona e bloqueado apenasem parte pelos antagonistas H1 ▪ Histamina: urticária e prurido no local da injeção, ou efeitos sistêmicos: broncoconstrição e hipotensão ▪ Fentanil não produz esse efeito. Ações Farmacológicas RANG, GOODMAN, WANNMACHER ▪ Tônus motor • Doses altas de opioides (ex. indução da anestesia) causam rigidez muscular. • tremores suaves até espasmos generalizados, • comum em doentes terminais tratados com doses altas. • A hipertonia motora e a rigidez muscular são revertidas pelos antagonistas dos opiáceos. Ações Farmacológicas RANG, GOODMAN, WANNMACHER Outras ações dos opioides ▪ Podem ocorrer espasmos uterinos, da bexiga e dos ureteres. ▪ Neuroendócrinos: receptores no eixo HHA bloqueio de alguns hormônios: cortisol, testosterona ▪ Os opioides alteram o ponto de equilíbrio dos mecanismos termorreguladores hipotalâmicos, assim a temperatura corporal em geral diminui ligeiramente. RANG, GOODMAN, WANNMACHER MORFINA • Uso dor intensa • Dor crônica intensa (ajustar dose para cada paciente) • Analgesia para o paciente com ventilação mecânica • Efeitos adversos: depressão respiratória, hipotensão, confusão, constipação, náuseas, vômitos, tontura, cefaleia, prurido Analgésicos Opioides RANG, GOODMAN, WANNMACHER ➢ Absorção: ➢ Uso VO, parenteral (IV) ➢ VO: intenso metabolismo de 1º passagem (maiores doses) ➢ VO comprimido de liberação lenta ➢ Tempo ½ vida: 3-4 h ➢ circulação êntero-hepática ➢ Distribuição: ligação a proteínas plasmáticas, variável afinidade, reservatório na musculatura esquelética. ➢ Boa distribuição: BHE, placenta: Síndrome de Abstinência em RN ➢ Metabolismo: metabólitos polares, excreção renal ➢ Morfina é conjugada com ácido glicurônico no fígado, formando dois metabólitos principais: morfina-6-glicuronídeo (analgésico/ativo) e morfina-3-glicuronídeo (sem ação analgésica) ➢ Excreção: renal Farmacocinética Morfina RANG, GOODMAN, WANNMACHER VO, R, IM, IV, SC, AI, SL, Analgésicos Opioides CODEÍNA ▪ Bem absorvida (VO) ▪ Uso devido aos efeitos antitussígeno, baixa potência analgésica (dor de cabeça, costas), não induz euforia, constipação intensa. ▪ Considerável metabolismo de 1º passagem. ▪ Efeito teto de 60-90 mg a cada 4 h ▪ Atua como pró-fármaco: metabolizada em morfina e outros opioides ativos. ▪ Tylex 7,5/30mg: 500mg de paracetamol + 30 mg codeína ▪ Codaten: associado ao diclofenaco de sódio RANG, GOODMAN, WANNMACHER PROPOXIFENO ▪ (ou dextropropoxifeno) ↓ atividade analgésica. ▪ Menos seletivo que a morfina, liga-se receptores opioides µ ▪ Incidência de efeitos adversos é semelhante a codeína ▪ Uso doses 90-120 mg VO ▪ Cloridrato de propoxifeno +AAS Sinergia ▪ Codeína + paracetamol RANG, GOODMAN, WANNMACHER Analgésicos Opioides TRAMADOL ▪ Usado como analgésico para dor pós-operatória, dor neuropática. ▪ VO, IM ou IV para dor moderada a intensa. ▪ Agonista fraco nos receptores μ e age inibindo a recaptação de NA e 5-HT ▪ Reações adversas: reações anafiláticas, tontura, convulsões ▪ Potência analgésica 5-10 x menor que a morfina. ▪ 100-300mg/dose diária RANG, GOODMAN, WANNMACHER Analgésicos Opioides Associação: analgésicos opioides (codeína e propoxifeno) e AAS ou paracetamol • Combinação de agentes com mecanismos e sítios diferentes de ação, analgesia maior se comparar com cada fármaco isolado • Uso de doses menores de cada agente • Menor toxicidade • Diferente perfil de efeitos adversos • Sem vantagem em uso de dor leve. ➢ Fosfato de codeína + paracetamol (uso oral de 30 mg+ 500 mg, a cada 4 horas); ➢ Fosfato de codeína + diclofenaco sódico (uso oral de 50 mg+ 50 mg, a cada 8 horas); ➢ Napsilatod e dextropropoxifeno+ ácido acetilsalicílico (uso oral de 50 mg+ 325 mg, a cada 4 horas); ➢ Tramadol+ paracetamol(uso oral de 37,5 mg+ 325 mg, a cada 4 ou 6 horas). RANG, GOODMAN, WANNMACHER FENTANIL: alta potência (100x), ações semelhantes às da morfina, porém com início mais rápido (dor intensa) e menos duradoura (T½ 1-2h). Uso na anestesia (IV). Dor crônica: TD OXICODONA: tratamento de dor aguda e crônica. Uso em associação com não opioides. VO liberação lenta. “fármaco de abuso” METADONA: semelhante à morfina, com duração de ação mais longa (T½ 24h). Menos abstinência que a da morfina, tolerância e dependência (lenta). Uso no tratamento supressivo de adictos de opioides e controle da dor do câncer. Uso dor intensa RANG, GOODMAN, WANNMACHER Analgésicos Opioides ETORFINA: análogo da morfina, 1000 x mais potente que a morfina, com ação semelhante. Usada na prática veterinária BUPRENORFINA: agonista parcial nos receptores μ produz forte analgesia, há limite de uso devido forte efeito depressivo respiratório. tem longa duração (12h) e pode ser difícil de reverter com a naloxona. Inativa por VO devido ao efeito de 1º passagem. Vias: SL, TD, IM MEPTAZINOL: VO ou parenteral, duração de ação mais curta que a da morfina. Relativamente livre de efeitos adversos semelhantes aos da morfina, não causando disforia ou euforia. Produz náuseas, sedação e tontura. Em razão da curta duração da sua ação e da ausência da depressão respiratória, pode ter vantagens para a analgesia obstétrica. RANG, GOODMAN, WANNMACHER Analgésicos Opioides PETIDINA (meperidina): ▪ Similar a morfina em seus efeitos, produz agitação e não sedação (causar dependência), ▪ Ação antimuscarínica adicional (boca seca e embaçamento visual). Sua duração de ação é a mesma ou um pouco mais curta que a da morfina. ▪ Uso durante o trabalho de parto, pois não reduz a força de contração uterina. Eliminada lentamente no RN, e pode ser necessário o uso de naloxona para reverter a depressão respiratória no bebê. ▪ Meperidina +IMAO: excitação e convulsão ▪ Metabólito tóxico: normeperidina RANG, GOODMAN, WANNMACHER Analgésicos Opioides NALOXONA ▪ Antagonista de opiodes. ▪ Afinidade pelos receptores μ, к e δ. ▪ Produz reversão rápida dos efeitos de opioides. ▪ Pouco efeito sobre o limiar dor, pode causar hiperalgesia sob condições de estresse ou inflamação, quando são produzidos opioides endógenos (ex, pacientes submetidos à cirurgia dental). ▪ Efeito curto (1-2h). Uso IV, IM Naltrexona: ▪ Uso na adição de opioides ▪ Efeitos adversos: danos hepáticos, embolia, trombose ▪ Uso VO Antagonistas Opioides RANG, GOODMAN, WANNMACHER INTERNALIZAÇÃO: Os receptores μ e δ podem passar por um processo de internalização mediada pela β-arrestina, enquanto os receptores κ não sofrem internalização depois da exposição prolongada a um agonista. DESSENSIBILIZAÇÃO: ativação transitória (minutos a horas), desaparece à medida que ocorre a depuração do agonista. A dessensibilização aguda provavelmente depende da fosforilação dos receptores, resultando no desacoplamento do receptor de sua proteína G e/ou na interiorização do receptor. Consequências funcionais da ativação aguda e crônica dos receptores opioides GOODMAN Dessensibilização receptores Tolerância Dependência Síndrome de abstinência Adicção TOLERÂNCIA RANG, GOODMAN, WANNMACHER Uso repetivo ↓ efeito terapêutico ❖ Redução da eficácia do fármaco com a administração repetida ou contínua (dias a semanas). ❖ Sem tolerância: miose pupilar, ❖ Tolerância moderada: constipação, vômitos, analgesia e sedação ❖ Tolerância rápida: efeito euforigênico ❖ Tolerância cruzada entre os agonistas μ, (morfina e a fentanil). Essa tolerância cruzada não é consistente ou completa e, por esta razão, constitui a base para a alternância entre os fármacos opioides utilizados na prática clínica. DEPENDÊNCIA ▪ Descreve um estado de adaptação, evidenciado pela síndrome de abstinência. ▪ Dependência física de opioides é definida como um estado neuroadaptativo. ▪ No estado de tolerância observa-se a dependência. ▪ Necessidade de aumentar a dose para atingir o mesmo efeito farmacológico. ▪ Responsável: receptores μ nos sistema: mesolímbico e dopaminérgico ▪ Fatores psicológicos RANG, GOODMAN, WANNMACHER Síndrome deabstinência • Ocorre com a retirada do fármaco ou uso de antagonista; • Ocorre com os agonistas dos receptores μ • Dias ou semanas, com sintomas de agitação, coriza, diarreia, tremores e piloereção. • A intensidade é variada • Os sinais são muito menos intensos se a retirada do opioide for gradual. • Alguns analgésicos opioides, como codeína, buprenorfina e tramadol, têm menos probabilidade de causar dependência. RANG, GOODMAN, WANNMACHER Agitação, hiperalgesia, hipertermia, hipertensão, diarreia, dilatação pupila, secreção hormônios hipófise, disforia, ansiedade e depressão Síndrome de abstinência WHALEN, Karen, FINKELl, Richard, PANAVELIL, Thomas A. Farmacologia Ilustrada, 6th edição. ArtMed, 01/01/2016 Adicção ▪ Comportamento de uso compulsivo de uma droga ▪ Efeitos recompensa: motivo para o início o uso ilícito ▪ Essa propriedade recompensadora está sujeita ao desenvolvimento de tolerância. ▪ Evitar o aparecimento dos sintomas da síndrome de abstinência. ▪ A dependência não é sinônimo de adicção. ▪ Tolerância e dependência são respostas fisiológicas observadas em todos os pacientes, em vez de indicadores de adicção. ▪ Ex: dor associada ao câncer geralmente requer tratamento prolongado com doses altas de opioides, que causam tolerância e dependência. Contudo, o uso abusivo nesses casos não é considerado comum. RANG, GOODMAN, WANNMACHER Tempo de tratamento Odontologia ❖ Em geral, uso em associação de analgésico não-opioide e opioide, em doses fixas, por 2 a 3 dias, período em que as dores pós-operatórias são mais intensas. ❖ Após esse tempo, excetuando-se situações de complicações pós-cirúrgicas, a dor tende a ser de leve-moderada, requerendo apenas o uso de analgésico não-opioide. ❖ Para procedimentos de maior porte, em que é empregado analgésico opioide isoladamente, a duração de tratamento é condicionada pela persistência da dor de maior intensidade. O mesmo ocorre em casos de dores crônicas. RANG, GOODMAN, WANNMACHER GOODMAN VO IV