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CASO CLINICO CARDIOPATIA ISQUÊMICA (GOLAN CAP 24 FARMACO CARDIOVASCULAR) 
 
A hipertensão do Sr. N é tratada com um antagonista Beta e um inibidor da ECA. O paciente 
de 52 anos é não fumante, tem RCQ 0,96 e IMC 26,5. Ele retorna para visitas de 
acompanhamento / monitoramento depois de 1 mês e de 6 meses e declara que está 
passando bem. Obedece rigorosamente ao esquema clínico prescrito e verifica uma melhora 
definida na sua capacidade de atividade física. Nesse momento, as medidas regulares da 
pressão arterial são de 130 a 150/86 a 90 mm Hg. O perfil dos lipídios séricos é notável pelo 
aumento do colesterol total, com elevação moderada das LDLs. Acrescenta-se aspirina em 
baixas doses ao esquema. O tratamento com um agente para redução dos lipídios 
(Sinvastatina) também é recomendado, porém o Sr. N não aceita e solicita que o perfil de 
lipídios seja novamente avaliado depois de um período de dieta e mudanças no seu estilo de 
vida. 
Uma prova de esforço realizada 1 ano após a primeira visita do paciente é notável pela 
melhora da capacidade de exercício (carga de 10 MET), com atenuação da freqüência 
cardíaca e da pressão arterial no pico do exercício (120/min e 190/90 mm Hg, 
respectivamente); não há evidências de isquemia do miocárdio com base nos critérios do 
ECG. A determinação repetida do colesterol LDL encontra-se dentro da faixa normal. Os 
medicamentos do Sr. N (aspirina, antagonista Beta e inibidor da ECA) são mantidos, e 
estabelece-se um acompanhamento de rotina. Sr. N também toma um hipoglicemiante oral 
(metformina 800mg 1xdia) pois há 5 anos faz controle da glicemia. 
 
Uma semana depois, o Sr. N apresenta uma intensa pressão torácica retroesternal de início 
repentino. O paciente está visivelmente diaforético e dispnéico. É levado até o 
departamento de emergência local, onde o ECG revela taquicardia sinusal e elevação do 
segmento ST nas derivações inferiores. 
 
NORMAL 
 
 
 
ALTERADO 
Presença de supradesnivelamento do segmento ST 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Efetua-se um cateterismo cardíaco de emergência, que confirma a oclusão total de uma 
artéria coronária direita dominante, e efetua-se uma angioplastia coronariana 
transluminal percutânea (ACTP) com colocação de stent . O procedimento é bem-sucedido, 
e o paciente permanece hemodinamicamente estável e sem dor torácica. O ECG e as 
alterações das enzimas séricas (creatinocinase [CK] máxima, 2.400 UI/L [normal, 60 a 400 
UI/L]; fração da isoforma cardíaca [MB] positiva) são compatíveis com um IM em evolução. 
Um novo ecocardiograma realizado imediatamente antes da alta do paciente revela 
hipertrofia ventricular esquerda concêntrica com fração de ejeção ventricular esquerda de 
35% (normal, >55%); a parede inferior da base até o ápice está assimétrica, com 
adelgaçamento do miocárdio nessa região acinética. 
 
 
 
 
 
 
QUESTÕES 
1. Qual o tipo apropriado de agente regulador de lipídios (Classe farmacológica mais 
usada para este fim!) para esse paciente? Descreva brevemente as características dos 
fármacos deste grupo farmacológico, o mecanismo de ação geral, elabore um quadro 
farmacocinético comparativo entre os principais fármacos representantes do grupo , 
seus efeitos adversos e interações medicamentosas principais.(destaque 
principalmente as interações mais relevantes clinicamente e aquelas também 
relacionadas com os anti-hipertensivos, diuréticos e antidiabéticos) 
2. Qual o objetivo terapêutico do médico ao prescrever o agente regulador de lipídios? 
O clínico fez a melhor escolha dentre os fármacos do Grupo? 
 
3. Explique o mecanismo da oclusão total por placa ateromatosa da artéria coronária 
direita dominante do Sr.N. e o significado da especificação “artéria coronária direita 
dominante”. 
4. Porque ocorre a diaforese em paciente com suspeita de algum distúrbio 
cardiovascular? 
5. Qual (is) o(s) significado do (s) parâmetro(s) bioquímico(s) descritos e quais os outros 
tipos de parâmetros bioquímicos que poderia(m) ser solicitado(s) adicionalmente em 
casos de IAM? Descreva se existe a possibilidade de algum dos fármacos utilizados 
pelo Sr.N em interferir em resultados de exames bioquímicos. 
6. Avalie a função terapêutica, o regime posológico mais adequado para prevenir 
potenciais interações entre os fármacos que mantém o Sr. N estável. (aspirina, 
antagonista Beta, inibidor da ECA e metformina). Elabore um quadro com as 
potenciais interações medicamentosas entre os referidos fármacos. 
7. Cite os fármacos que compõem a classe bloqueadores Beta adrenérgicos, a diferença 
farmacodinâmica entre os mesmos. 
8. Qual dos fármacos citados que compõem a classe bloqueadores Beta adrenérgicos é 
considerado contra indicado para pacientes diabéticos e por que razão desta 
orientação? 
9. Como são classificados os fármacos do grupo IECA, qual seu MOA, em que diferem 
entre si e descreva seus efeitos adversos principais? (explique o mecanismo de ação 
que gera o efeito adverso) 
10. O que difere farmacodinâmicamente os IECA dos Antagonistas de Receptor AT1? 
Descreva vantagens e desvantagens sob a perspectiva clínica e medicamentosa. 
11. Quais as orientações farmacológicas pré operatórias durante um intervalo entre a 
avaliação do paciente no departamento de emergência e a realização do cateterismo 
cardíaco? Justifique 
12. Identifique os sinais e alterações morfo funcionais, bioquímicas e moleculares do 
chamado remodelamento vascular. Ilustre com imagens explicativas. 
13. Quais os componentes farmacológicos críticos do esquema de tratamento pós-infarto 
do miocárdio na presença de disfunção ventricular esquerda? Explique a função 
terapêutica de cada um deles e o mecanismo de ação resumido e ilustrado. 
14. Os diuréticos tiazídicos vêm sendo utilizados durante muitos anos como terapia de 
primeira linha em pacientes com hipertensão. Por que os diuréticos devem ser 
utilizados com cautela em pacientes diabéticos? Explique o mecanismo de ação , 
ilustrando-o para facilitar o entendimento. Em que situações clínicas os tiazídicos 
constituem agentes de primeira linha apropriados? Em que contexto se recomenda o 
uso de agentes alternativos? 
 
 
Exames laboratoriais: Lipidograma: Colesterol total: 281 mg/dl; HDL: 40 mg/dl; LDL: 
185mg/dl; triglicerídeos: 280 mg/dl; Função renal: Creatinina 1,8mg/dl, Ureia 85mg/dl, Acido 
úrico 9,0 mg/dl e Glicemia jejum 12 horas: 100mg/dl (uso da metformina) 
 
O RCQ representa um indicador antropométrico que sinaliza o risco coronariano. 
 
 
 
APÊNDICE 
 
AST atuam como uma ponte entre o metabolismo dos aminoácidos e carboidratos. 
As aminotransferases estão amplamente distribuídas nos tecidos humanos. As atividades mais 
elevadas de AST (GOT) encontram-se no mi ocárdio, fígado, músculo esquelético, com 
pequenas quantidades nos rins, pâncreas, baço, cérebro, pulmões e eritrócitos. 
 
 
MET (Metabolic equivalent test) é uma medida de intensidade de esforço. 
O equivalente metabólico (MET), múltiplo da taxa metabólica basal, equivale à energia suficiente 
para um indivíduo se manter em repouso, representado na literatura pelo consumo de oxigênio 
(VO2) de aproximadamente 3,5 ml/kg/min. Quando se exprime o gasto de energia em METs, 
representa-se o número de vezes pelo qual o metabolismo de repouso foi multiplicado durante uma 
atividade. Por exemplo, pedalar a quatro METs implica em gasto calórico quatro vezes maior que o 
que vigora em repouso. 
 
http://www.informaticamedica.org.br/informed/imped.htm 
A impedância cardiográfica é uma das opções tecnológicas simples e barata como método não 
invasivo para a obtenção de dados mais detalhados sobre as funções cardíaca (volume por batida 
cardíaca), embora seja relativamente pouco utilizada na prática clínica. Ela mede variações cardíacas 
a cada batida, baseada nas propriedades elétricas da região torácica. Impedância é um valor elétrico 
http://www.informaticamedica.org.br/informed/imped.htm
alterado pelas variações concomitantes no volumetorácico, causadas pelo movimento do sangue em 
seu interior, durante o ciclo cardíaco. 
A impedância cardiográfica é medida usando-se quatro eletrodos de superfície, sendo dois colocados 
em volta do pescoço, e mais dois na região peitoral (semelhante a um ECG) 
 
• a onda "A" corresponde à sístole atrial e segue a onda "P" do ECG.; 
• a onda "C" reflete o fluxo de sangue ejetado do ventrículo esquerdo; 
• a onda "O" corresponde a um rápido preenchimento ventricular durante a 
diástole, e ocorre depois da onda T do ECG; 
• o ponto B ocorre imediatamente depois da abertura da valvula aórtica; 
• os pontos X e Y coincidem com o fechamento das válvulas aórticas e 
pulmonares, respectivamente. 
ECG 
Um eletrocardiograma (ECG) é um exame de saúde na área de cardiologia no qual é feito o 
registro da variação dos potenciais elétricos gerados pela atividade elétrica do coração. O exame 
é indicado como parte da análise de doenças cardíacas, em especial as arritmias 
cardíacas .Também muito útil no diagnóstico de infarto agudo do miocárdio sendo exame de 
escolha nas emergências juntamente com a dosagem das enzimas cardíacas. 
PRINCIPIO FISIOLÓGICO 
O aparelho registra as alterações de potencial elétrico entre dois pontos do corpo. Estes 
potenciais são gerados a partir da despolarização e repolarização das células cardíacas. 
Normalmente, a atividade elétrica cardíaca se inicia no nodo sinusal (células auto-rítmicas) que 
induz a despolarização dos átrios e dos ventrículos. 
Esse registro mostra a variação do potencial elétrico no tempo, que gera uma imagem linear, em 
ondas. Estas ondas seguem um padrão rítmico, tendo denominação particular. 
ONDA P 
Corresponde à despolarização atrial, sendo a sua primeira componente relativa à aurícula direita 
e a segunda relativa à aurícula esquerda, a sobreposição das suas componentes gera a 
morfologia tipicamente arredondada. A Hipertrofia atrial causa um aumento na altura e/ou 
duração da Onda P. Arritmia não sinusal = ausência da onda P 
COMPLEXO QRS 
Corresponde a despolarização ventricular. É maior que a onda P pois a massa muscular dos 
ventrículos é maior que a dos átrios, os sinais gerados pela despolarização ventricular são mais 
fortes do que os sinais gerados pela repolarização atrial. Anormalidades no sistema de 
condução geram complexos QRS alargados. 
SEGMENTO ST 
Segmento que, no eletrocardiograma, fica compreendido entre o fim do complexo QRS e o 
começo da onda T. O segmento S T corresponde ao intervalo entre o fim da despolarização 
e o início da repolarização ventricular. 
As alterações da repolarização (primárias ou secundárias) são anormalidades 
do segmento ST e da onda T que acontecem por distúrbios na forma e/ou duração 
dos potenciais de ação na fase de repolarização 
A presença de um supradesnivelamento do segmento ST em uma ou mais paredes 
(regiões correspondentes a determinadas artérias) é indicativa de uma oclusão 
coronariana com alta morbimortalidade. Por isso, o IAM é tipicamente dividido em 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cardiologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Electricidade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cora%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arritmia_card%C3%ADaca
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arritmia_card%C3%ADaca
https://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%B3_sinusal
IAM com Supradesnivelamento do segmento ST ou sem Supradesnivelamento 
do segmento ST. 
 
ONDA T 
Corresponde a repolarização ventricular. Normalmente é perpendicular e arredondada. 
A inversão da onda T indica processo isquêmico. Onda T de configuração anormal 
indica hipercalemia. 
ONDA U 
A onda U, nem sempre registrada no ECG = a repolarização dos Músculos Papilares. 
 
ONDA T ATRIAL 
A onda T atrial, geralmente não aparece no ECG, pois é "camuflada" pela Repolarização 
Ventricular. Ela corresponde a Repolarização Atrial, e quando aparece possui polaridade inversa 
a onda T - Repolarização Ventricular. 
 
INTERVALO PR 
É o intervalo entre o início da onda P e início do complexo QRS. É um indicativo da velocidade 
de condução entre os átrios e os ventrículos e corresponde ao tempo de condução do impulso 
elétrico desde o nódo atrio-ventricular até aos ventrículos. 
O espaço entre a onda P e o complexo QRS é provocado pelo retardo do impulso elétrico 
no tecido fibroso que está localizado entre átrios e ventrículos, a passagem por esse tecido 
impede que o impulso seja captado devidamente, pois o tecido fibroso não é um bom 
condutor de eletricidade. 
PERÍODO PP 
O Intervalo PP, ou Ciclo PP. É o intervalo entre o início de duas ondas P. Corresponde a 
frequência de despolarização atrial, ou simplesmente frequência atrial. 
PERIODO RR 
O Intervalo RR ou Ciclo RR. É o intervalo entre duas ondas R. Corresponde a frequência de 
despolarização ventricular, ou simplesmente frequência ventricular. 
 
 
O supradesnivelamento do segmento ST está associado a um grau mais severo de isquemia 
miocárdica do que o infradesnível de ST e frequentemente implica um elevado grau de 
estenose coronária no vaso que supre o local da isquemia. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hipercalemia
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Base teórica da solução do caso. 
• DEFINIÇÃO DA HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 
 
• ETIOLOGIA 
 
• EPIDEMIOLOGIA (INCIDÊNCIA / PREVALÊNCIA) 
 
• FISIOPATOLOGIA 
• SINTOMAS CLÍNICOS 
 
• EXAMES COMPLEMENTARES PARA LEVANTAR A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA 
 
• DIAGNÓSTICO 
 
• PROGNÓSTICO 
 
• TERAPÊUTICA (MEDICAMENTOSA E NÃO MEDICAMENTOSA) 
 
• SITES DE INTERESSE:

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