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Esse trabalho tem como objetivo analisar o comportamento de do personagem Johnohn Q. Archibald no filme “Um Ato de Coragem”, destacando a forma com a qual ele lida diante das adversidades que encontra para salvar seu filho, mencionando e conceituando as virtudes encontradas no personagem interpretado por Denzel Washington. O marco da história da vida de John começa quando ele está torcendo pelo seu filho Mike (Daniel E. Smith), num jogo de baseball infantil. O filho desmaia no campo, aparentemente, sem causa indentificada. Já no hospital o seu filho é diagnosticado com um problema no coração e há urgencia na realização de um transplante, caso contrário, morrerá em algumas semanas. Contudo, o seguro de John não cobre o valor da cirurgia que é exorbitória, culpa da redução de sua jornada de trabalho meses antes. O custo da cirurgia, segundo a diretor da Hospital, Rebecca Payne (Anne Heche), chega a 250 mil dólares, não podendo o hospital fazer gratuitamente. Introdução. O personagem de John manter no filme: “Um Ato de Coragem” mantêm algumas pessoas em cativeiro, para que haja a cirurgia de transplantes emergencial de seu filho, nota-se a coação externa, já que a atitude foi tomada pelo perigo eminente da morte de seu filho. Adolfo Sánchez leciona que: Em suma a coação interna e externa se correlacionam pela anulação da responsabilidade moral de determinadas ações devido à falta de liberdade e controle. A Coação externa diz que não se pode responsabilizar uma pessoa que esteja sendo forçada a fazer determinado (VÁSQUEZ, Adolfo Sánchez. Ética: Civilização Brasileira, 2012, p. 109) Logo, não podemos responsabiliza-lo, mas analisarmos o rompimento de seus principíos para salvar seu filho. Nesse aspecto a coragem do personagem faz com quem amenizamos os perigoso da situação e as regras que ela fere. A coragem é a virtude mais admirada, não como bravura, menos ainda como um espetáculo. O que estimamos na coragem é o risco aceito e corrido, mas também o desapego e o desprendimento. Ela somente é estimável quando se põe a serviço de outrem, quando escapa do interesse, quando é generosa. (Comte-Sponville A. Pequeno tratado das grandes virtudes. São Paulo: Martins Fontes; 2004. Tradução de Eduardo Brandão.) Durante o filme, percebe-se que a arma que personagem usa para ameaçar os pacientes que estão feito de refém não está carregada, logo, evidencia-se que não havia a intenção de ferir, sendo o mais importante princípio ético, a vida, esta está sendo resguardada. Houve o cuidado não somente com seu filho, mas com as pessoas que estavam ali durante toda a trama do filme. Quando o protagonista permitiu a entrada de um ferido, a moralidade revelou-se, já que, mesmo podendo prejudicar seu objetivo, defendeu a vida de um desconhecido, impelindo o salvamento pelos funcionários do hospital. Notamos assim a compaixão com os outros pacientes, a consciência do ser humano em salvar uma vida. Assim como a coragem toma posição pelo outro, a compaixão toma posição com o outro3.(Comte-Sponville A. Pequeno tratado das grandes virtudes. São Paulo: Martins Fontes; 2004. Tradução de Eduardo Brandão.)