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CURSO COMPLETO DE 
QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Ebook
Curso completo de Qualif icação em 
Inserção, Utilização, Manutenção 
e Retirada do Cateter Venoso de 
Inserção Periférica CCIP/PICC 
(Neonatal/Pediátrico/Adulto/Geriátrico)
São Paulo
2021
amagrupo.com.br/
e-book elaborado pelos enfermeiros do grupo ama 
Profa. MSc. Amanda Figueiroa Silva
Profa. MSc. Cristina Antonia de Jesus Catala
Profa. Doutoranda Daniele Trevizan Pera
Prof. Mestrando Roberto Xavier de Araújo
Profa. Especialista Tatiana Diniz
Ebook
Este Ebook é parte integrante do Curso Completo de Qua-
lificação em CCIP/PICC do Grupo AMA.
Este curso é produto do Grupo AMA e foi idealizado pelo 
enfermeiro Roberto Xavier de Araújo.
Atualmente desenvolve atividades de consultoria em 
Acessos Vasculares e Terapia Infusional no Brasil. Diretor, co-
ordenador e docente dos cursos do Grupo AMA, na área de 
acessos vasculares como: Curso Completo de Qualificação em 
CCIP/PICC, Curso de Habilitação em Cateter Umbilical Arterial 
e Venoso, Curso de Hipodermóclise, Curso de Punção de Por-
t-a-Cath, Curso de Atualização em Acessos Vasculares e Curso 
de Punção Intraóssea. Professor convidado e responsável pelo 
módulo de Terapia Intravenosa no curso de Pós-Graduação 
em Enfermagem Neonatal e Urgência e Emergência da Escola 
Bahiana de Medicina e Saúde Pública BA. 
Key opinion leader da Cardinal Health da linha de cate-
teres perinatais.
Já qualificou mais de 10.000 profissionais entre médicos 
e enfermeiros em mais de 17 estados do Brasil. 
Autorizo a reprodução e divulgação total ou parcial deste 
ebook por qualquer meio convencional ou eletrônico, para 
fins de estudo e pesquisa, desde que citada a fonte.
Sumário
Revisão de Anatomia e Fisiologia 6
A colonização da pele 18
O sistema venoso 23
Terapia intravenosa 35
Definição e características 42 
dos CCIPS/PICCs
Indicações, vantagens, 59
Desvantagens, contraindicações 
e limitações na utilização do CCIP/PICC 
Avaliação e escolha do acesso, 64
do cateter e do calibre 
Técnica de inserção do CCIP/PICC 68
Procedimentos pós-inserção do cateter 76
Exame de imagem pós-passagem 79 
do CCIP/PICC 
Exame de imagem complementar 82
à passagem do CCIP/PICC 
Orientações após inserção 91 
do CCIP e/ou alta hospitalar 
Complicações potenciais 103
no paciente portador do CCIP/PICC 
Controle de qualidade 124
Sistematização da assistência 135
de enfermagem 
Aspectos éticos e legais 143
Referências 146
 
6
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
 REVISÃO DE ANATOMIA 
E FISIOLOGIA
7
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
A pele
A pele é um órgão complexo que isola e recobre 
aproximadamente dois metros de superfície corpó-
rea e representa 16% do peso de um homem adulto 
(Sampaio et al., 2000). É constituída por uma porção 
epitelial de origem ectodérmica, a epiderme, e uma 
porção conjuntiva de origem mesodérmica, a derme, 
contínua a hipoderme, que serve de sustentação e 
união (Figura 1.1). As camadas estão dispostas e in-
ter-relacionadas de modo a adequar-se de maneira 
harmônica ao desempenho de suas funções. (Junqueira 
e Carneiro, 2010).
A pele pode ainda conter anexos como unhas, pelos, 
glândulas sudoríparas e glândulas sebáceas. Os pelos 
existem por quase toda a superfície cutânea, exceto 
nas palmas das mãos e plantas dos pés; podem ser 
minúsculos e finos (lanugos) ou grossos e fortes (ter-
minais). As glândulas sudoríparas produzem o suor e 
têm grande importância na regulação da temperatura 
corporal; são de dois tipos: as écrinas, mais numerosas 
e dispersas por todo corpo, e as apócrinas, localizadas 
principalmente nas axilas, regiões genitais e ao redor 
dos mamilos. As glândulas sebáceas produzem a oleosi-
dade ou o sebo da pele; são mais numerosas e maiores 
8
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
na face, couro cabeludo e porção superior do tronco, 
não existindo nas palmas das mãos e plantas dos pés. 
Na pele, as aberturas dos folículo pilossebáceos (pelo + 
glândula sebácea) e das glândulas sudoríparas formam 
orifícios conhecidos como poros (Chuong et al., 2002; 
Haake et al., 2000; Sampaio et al., 2000).
O sistema tegumentar (pele e anexos) desempenha 
várias funções: protege contra lesões físicas, químicas 
e biológicas; impede a perda de água; promove as 
sensações de dor, pressão, tato e temperatura; parti-
cipa da síntese do hormônio dehidrotestosterona e a 
vitamina D; promove a regulação térmica; metaboliza 
xenobióticos; e excreta certas substâncias através das 
glândulas sudoríparas (Chuong et al., 2002; Haake et 
al., 2000).
9
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Figura 1.1. Esquema simplificado de uma secção transversal de pele demons-
trando as duas camadas (epiderme e derme) e seus elementos. Fonte: adaptada 
de http://www.afh.bio.br/sentidos/sentidos10.asp.
10
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Epiderme
A camada superior da pele é a epiderme, constituída 
por um epitélio estratificado pavimentoso queratiniza-
do, cuja espessura apresenta variações topográficas ao 
longo do organismo, variando de 0,03mm nas pálpebras 
até 1,5mm nas plantas dos pés e das mãos. A epiderme 
é subdividida em cinco subcamadas (Figura 1.2), cada 
uma apresentando uma função distinta (Junqueira e 
Carneiro, 2010).
I. Camada córnea - atua como uma grande barreira 
à penetração de organismos externos e toxinas, 
além de prevenir a perda de água;
II. Camada lúcida – só é vista na pele espessa, com-
posta por uma camada fina e transparente de 
células eosinofílicas achatadas;
III. Camada granulosa – nessa camada inicia-se o 
processo de cornificação, onde as células sofrem 
apoptose diferenciando-se em queratinócitos;
IV. Camada espinhosa – os queratinócitos presentes 
nessa camada são responsáveis pela produção 
dos filamentos de queratina que interagem com 
os desmossomas, e pela síntese de agentes an-
tioxidantes;
11
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
V. Camada basal - camada mais profunda responsá-
vel pela proliferação celular, sendo essa camada 
resistente ao processo apoptótico.
Figura 1.2. Detalhamento das diferentes camadas 
da epiderme. Fonte: Junqueira e Carneiro, 2010.
A epiderme é constituída de múltiplos tipos celu-
lares que possuem diferentes origens embrionárias. 
Aproximadamente 80-85% da epiderme é constituída 
de queratinócitos, 10-13 % de melanócitos, 4% de 
células de Langerhans e 1% de células de Merckel 
12
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
(Candi et al., 2005; Fuchs e Raghavan, 2002; Freinke-
il e Woodley, 2000). A epiderme apresenta grande 
capacidade de auto-renovação tanto sob condições 
homeostáticas como em condições nocivas, devido à 
presença de uma população celular mitoticamente ativa 
na camada basal (Candi et al., 2005; Fuchs e Raghavan, 
2002; Freinkeil e Woodley, 2000). Em homeostase, a 
renovação epidérmica é balanceada pela descamação 
da camada córnea na superfície da pele, ocorrendo uma 
diferenciação celular progressiva, através do processo 
de queratinização e cornificação, a partir da camada 
basal em direção à superfície (Candi et al., 2005; Fuchs 
e Raghavan, 2002; Freinkeil e Woodley, 2000).
Os queratinócitos representam o principal tipo 
celular presente na epiderme e são responsáveis pela 
manutenção da integridade da estrutura epidérmica 
(Sampaio et al., 2000; Chan, 2004). Os queratinócitos 
também estão envolvidos na resposta imunológica 
do tecido cutâneo, uma vez que expressam diferen-
tes citocinas, quimiocinas e moléculas do complexo 
principal de histocompatibilidade de classe II (MHC-II) 
(Chan, 2004).
Os melanócitos são as células produtoras de me-
lanina que contribuem para a coloração da pele e para 
a proteção contra a radiação ultravioleta. Os melanó-
13
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
citos são células arredondadas com prolongamentos 
dentríticos longos que se estendem pela camada basal 
da epiderme. A síntese da melanina se dá na forma de 
melanossomas, que são transferidos para os querati-
nócitos das camadas superiores através da passagemdos seus prolongamentos dentríticos, cujo processo 
é chamado de secreção citócrina (Ross et al., 1993; 
Junqueira e Carneiro, 2010).
As células de Langerhans são um tipo de célula 
dendrítica, que realizam a função de células apresen-
tadoras de antígenos. Estão localizadas nas camadas 
suprabasais da epiderme e também nas mucosas, onde 
desempenham um importante papel na reposta imu-
ne cutânea (Ross et al., 1993; Junqueira e Carneiro, 
2010). Essas células são migratórias e possuem vários 
receptores de membrana envolvidos no processo imu-
nológico (por exemplo: MHC classe II, imunoglobulina 
G, fator do complemento C3) (Chan, 2004). Assim, elas 
são responsáveis pelo reconhecimento, captação, pro-
cessamento e apresentação de antígenos solúveis e 
haptenos aos linfócitos T (Ross et al., 1993; Junqueira 
e Carneiro, 2010).
As células de Merckel são células epidérmicas mo-
dificadas, localizadas na camada basal (Ross et al.,1993). 
No citoplasma dessas células existem grânulos que 
14
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
contem catecolaminas, além disso, esse tipo celular 
está frequentemente próximo ou em contato com 
nervos não mielinizados, onde formam sinapses com 
terminações nervosas periféricas. Assim, as células 
de Merckel atuam como mecanoreceptores e também 
contribuem no desenvolvimento do plexo nervoso na 
porção superior da derme (Ross et al., 1993; Norris, 
2004; Robert et al., 2012).
A camada córnea da epiderme é rompida pelos 
anexos e as infecções nessas regiões são mediadas 
pela resposta imune inata, que inclui vários elementos 
como os macrófagos, células dendríticas e neutrófilos, 
bem como várias citocinas e quimiocinas (Norris, 2004). 
Além disso, também se verifica nas células epidérmicas 
a presença de receptores como o CD14, receptores 
toll-like e receptores de manose (Norris, 2004).
Derme
A segunda camada da pele, logo abaixo da epi-
derme, é conhecida por derme. A derme é derivada 
da mesoderme e sua espessura pode chegar a 3mm. É 
subdividida em duas regiões: derme papilar e reticular.
A derme papilar é mais superficial e forma pro-
jeções cônicas alternadas com a epiderme (papilas 
dérmicas), aumentando a superfície de contato e per-
15
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
mitindo melhor adesão a epiderme. A junção dermo-
epidérmica garante as trocas de elementos nutritivos 
e metabólicos entre as camadas da pele (Haake et al., 
2000; Fuchs e Raghavan, 2002). A derme papilar é 
constituída por tecido conjuntivo frouxo formado por 
fibroblastos, dendrócitos, mastócitos, fibras colágenas 
(especialmente colágenos I e III) e fibras elásticas em 
disposição paralela à junção derme-epiderme (Ross 
et al., 1993; Norris, 2004; Junqueira e Carneiro, 2010).
A derme reticular é mais profunda e formada por 
tecido conjuntivo denso não modelado. Os feixes de 
colágeno correm em vários sentidos, mas todos se 
encontram em planos paralelos à superfície cutânea 
(Maio, 2004).
Na matriz dérmica há essencialmente dois tipos de 
colágeno: tipo I e tipo III, correspondendo respectiva-
mente a cerca de 80-85% e 15-20% do total desta 
proteína. O tipo I é formado por duas cadeias alpha1 e 
uma cadeia alpha 2 diferentes quanto à sequência de 
aminoácidos; apresenta diâmetro total de 1 a 20μm e 
está localizada principalmente na derme reticular. 
O colágeno tipo III constitui-se de três cadeias 
alpha I, apresenta diâmetro de 0,5 a 2μm e está 
presente em sua maioria na derme papilar (Schoepe 
et al., 2006; Isaac et al., 2010).
16
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Os vasos sanguíneos presentes na derme permi-
tem que ocorra a infiltração de células migratórias 
importantes no processo de resposta de defesa inata 
ou imune e de cicatrização, como os macrófagos, lin-
fócitos, eosinófilos e neutrófilos (Haake et al., 2000; 
Fuchs e Raghavan, 2002; Ryan, 2004).
Abaixo em continuidade com a derme está a hipo-
derme, que, embora tenha a mesma origem da derme, 
não faz parte da pele, apenas serve-lhe de suporte e 
união com os órgãos subjacentes. Consiste em tecido 
conjuntivo frouxo e células adiposas formando uma 
camada de espessura variável, dependendo de sua 
localização no corpo e o grau de nutrição do organis-
mo. Suporta a pele e une a derme aos órgãos subja-
centes sendo responsável pelo deslizamento da pele 
sobre as estruturas na qual se apoia. Nessa camada 
encontram-se fibroblastos, macrófagos e adipócitos. 
Aproximadamente metade da gordura corporal pode 
ser encontrada na hipoderme (Maio, 2004).
Essa estrutura complexa de camadas superpostas 
confere à pele elasticidade, força tensil e resistência 
mecânica (Haake et al., 2000; Fuchs e Raghavan, 2002). 
Além disso, o entrelaçamento coordenado entre os dife-
rentes tipos celulares presentes nas diversas camadas 
da pele permite que este órgão responda, prontamente 
17
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
e efetivamente, a uma variedade de estímulos nocivos 
que ocorrem na interface do organismo com o meio 
externo, como a ação de toxinas, organismos patogê-
nicos, radiação ultravioleta e extremos de temperatura, 
garantindo assim a manutenção da homeostase cutânea 
(Haake et al., 2000; Chuong et al., 2002; Lemos, 2010).
18
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
A COLONIZAÇÃO 
DA PELE
19
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
A pele é um local fértil para o crescimento bacteria-
no devido ao calor e umidade que apresenta. Normal-
mente são encontrados na pele em torno de 10.000 
organismos/cm3. A pele humana está habitualmente 
colonizada com bactérias (Quadro 1). A microbiota da 
pele foi primeiramente descrita em 1938, por Price, 
que identificou dois grupos distintos: microbiota tran-
sitória e residente. Esses conceitos evoluíram e, além 
deles, mais dois termos são usados com frequência 
atualmente: Microbiota transitória residente e micro-
biota infectante.
Microbiota transitória
É composta por microrganismos que se depositam 
na superfície da pele, proveniente de fontes externas, 
colonizando temporariamente os extratos córneos mais 
superficiais. É essencialmente formada por bactérias 
Gram negativas como Enterobacterias, Pseudômonas 
spp, acinetobacter spp e Gram positivas como Stha-
phylococcus aureus, Enterococcus spp, e fungos com a 
Cândida spp e vírus, possuindo maior potencial pato-
gênico. Por serem mais facilmente removidos da pele, 
por meio de ação mecânica, os microrganismos que 
compõem a microbiota transitória também se espalham 
com mais facilidade pelo contato e são eliminados 
20
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
com mais facilidade pela degermação com agentes 
antissépticos.
Microbiota residente
Constituída por microrganismos como Staphylococ-
cus coagula negativo, micro cocos e corynebacterias, 
que se encontram nas camadas mais profundas da 
pele, formando colônias de microrganismos que se 
multiplicam e se mantêm em equilibrio com as defe-
sas do hospedeiro, sendo consideradas importantes 
na resistência à colonização por microrganismos mais 
patogênicos. Esses microorganismos são de difícil eli-
minação e as suas colônias possuem mecanismos de 
defesa contra a remoção mecânica ou por agentes quí-
micos. Entretanto, com a descamação natural da pele 
e a produção de suor, alguns deles são movidos para 
camadas mais superficiais e eliminados no ambiente. 
Dentro da cadeia de transmissão de infecções relacio-
nadas à assistência, esses microorganismos apresentam 
menor importância, mas podem, por vezes, se tornar 
invasivos e causar infecções em pessoas suscetíveis, 
apesar de apresentarem baixa patogenicidade.
21
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Microbiota temporariamente 
residente
Alguns microrganismos que compõem a microbiota 
transitória são detectados na pele por períodos mais 
prolongados e conseguem se multiplicar e formar 
colônias sem causar infecção. É o caso dos Staphylo-
coccus aureus.
COCOS GRAM POSITIVOS
Predominam nas regiões 
de dobras por suportarem 
umidade e altas 
concentrações salinas.
STAPHYLOCOCCUS 
EPIDERMEDIS
Distribuiçãouniversal.
STAPHYLOCOCCUS 
ALFA E GAMA
Hemolíticos (ao redor da 
boca, em crianças que 
possuem baixa concentração 
de ácidos graxos na pele)
STAPHYLOCOCCUS AUREUS
Recém-nascidos
BACILOS GRAM NEGATIVOS 
Raros, frequentemente só na 
região perianal, decorrente da 
má higiene. É composta pelos 
representantes da microbiota 
intestinal (Escherichia coli).
MYCOBACTERIEM 
SMEGMATIS
Observado em regiões 
ricas em secreções ricas 
em secreções sebáceas.
MALASSEZIA FURFUR
região rica em glândulas 
sebácea, na fase de puberdade 
(face, couro cabeludo, tórax).
22
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
FUNGO
Distribuição depende das 
características da pele.
CANDIDA SP
Áreas úmidas e dobras 
(Inter dígitos, região infra 
mamária, região inguinal).
RHODTRULA SP, TORULPSIS 
SP E SACCHAROMYCES SP
Pele livre de pelos.
ANAERÓBIO NÃO 
FORMADORES DE ESPOROS
Mais frequentes na puberdade 
e pós puberdade, em locais 
ricos em glândulas sebáceas 
e folículos pilosos.
PROPIONIBACTERIUM 
ACNES: 
Couro cabeludo, 
axilas, face tórax.
Quadro 1. Os principais microrganismos da pele.
23
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
O SISTEMA VENOSO
24
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
O sistema venoso
O estudo dos princípios físicos que governam o 
fluxo sanguíneo pelos vasos e pelo coração constitui a 
hemodinâmica. O coração força o sangue para a aorta, 
distendendo-a e criando pressão em seu interior (Figura 
3). Esta pressão empurra o sangue ao longo das artérias, 
arteríolas, capilares, vênulas, das veias e finalmente, 
de volta para o coração, esse fluxo de sangue, ao longo 
deste circuito contínuo, nunca cessa (Figura 4).
As pequenas artérias, arteríolas, os capilares, as 
vênulas e as pequenas veias possuem diâmetro tão 
reduzido que o sangue flui por eles com dificuldades 
bastante acentuadas. Em outras palavras, diz-se que 
esses vasos oferecem resistências ao fluxo sanguíneo. 
Obviamente, quanto menor o calibre de um vaso maior 
será a resistência que oferece e, inversamente, quanto 
mais calibroso é o vaso menor a resistência oferecida.
25
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Figura 3: Circulação cardíaca. Website: 
www.intercatcardiologia.com.br
Figura 4: Circulação pulmonar e sistêmica. 
Website: www.intercatcardiologia.com.br
26
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Estrutura das veias
Três zonas, camadas ou revestimentos são descritos 
como componentes de todas as veias (Figura 5). Estas 
camadas são associadas com diversas características 
importantes para o fluxo venoso:
Túnica íntima é a camada mais interna e, portanto, 
está em contato direto com o fluxo venoso. Este reves-
timento é composto de uma única camada de células 
epiteliais, propiciando uma superfície lisa e de baixa 
fricção além de não trombogênica. Danos à túnica 
íntima podem ocorrer por cateterização traumática, 
irritação da íntima por dispositivos de acesso venoso 
rígido ou excessivamente calibrosos, hiperosmola-
ridade da infusão e partículas ou inflamação. Essas 
injúrias expõem à camada subendotelial, com isso as 
plaquetas vão se aderindo a este local e desta forma 
ativam o sistema de coagulação sanguínea.
Túnica média é uma camada espessa e central 
composta de tecido conectivo com fibras elásticas, e 
que pode resistir à tensão longitudinal quanto na cir-
cunferência. Esta camada possibilita às veias, tolerar 
mudanças na pressão e fluxo, proporcionando recuo 
elástico e contração muscular, os quais podem fazer 
variar o calibre venoso.
27
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Túnica adventícia é a camada externa, composta 
de fibras elásticas longitudinais e tecido conectivo 
frouxo que se mistura com o tecido conectivo de es-
truturas adjacentes. Em vasos muito calibrosos (ex: 
veia cava, veias hepáticas e portal, veia externa ilíaca e 
renal), esta camada pode ser mais grossa que a túnica 
média. Vasos de nutrição sangüínea (vasa vaso rum) 
estão também presentes na adventícia. Os vasos vasa 
vaso rum são especialmente proeminentes em veias 
calibrosas (1 mm ou mais de diâmetro), nas quais as 
suas largas paredes dependem da passagem de um 
melhor fluxo de sangue com os nutrientes. Ela forma 
uma rede capilar com a adventícia e pode passar tão 
profundamente quanto a íntima.
O sistema nervoso simpático controla a inervação 
motora das veias e é responsável pela contração e re-
laxamento da camada muscular na túnica média que 
modifica o diâmetro venoso. Fibras aferentes também 
se ligam às veias e são responsáveis pela sensação de 
dor. Particularmente, em grandes vasos perto do cora-
ção, as fibras aferentes reagem às mudanças de pressão 
no sangue e estimulam o sistema nervoso autônomo 
para responderem apropriadamente. Fibras nervosas 
podem se ligar em todas as três camadas.
28
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
A maioria das veias do corpo humano possui válvu-
las venosas, que são projeções semilunares da túnica 
íntima, formadas por endotélio, colágeno e fibras elás-
ticas (Figura 6 e 7). As válvulas venosas são dispostas 
de modo que o fluxo sangüíneo só possa ser direcio-
nado para o coração danos a esta estrutura pode levar 
à formação de trombos.
Figura 5. Camadas da veia http://www.uff.br/
fisio6/aulas/aula_05/topico_03.htm
29
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Figuras 6 e 7: Anatomia e funcionamento da 
válvula venosa http://www.ebah.com.br
Principais veias
Veia cefálica: nasce no lado radial do arco venoso 
dorsal, ascende lentamente na face anterior do ante-
braço e braço, correndo ao nível do ombro, no sulco 
deltopeitoral (entre os músculos peitoral maior e del-
tóide). Perfira então, a fascia clavipeitoral e termina 
na veia axilar.
Veia basílica: nasce no lado medial do arco veno-
so dorsal, ascende mediamente na face anterior do 
antebraço e depois na face posterior do mesmo lado 
do antebraço, para o cotovelo, se junta, via intermédia 
do cotovelo, à veia cefálica, onde ela se torna maior 
30
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
do que esta. Na metade do braço ela perfura a fascia 
profunda, acompanha a artéria braquial junto com as 
veias braquiais e, ao nível da borda do músculo redondo 
maior, une-se àquelas veias para formar a veia axilar. 
No seu trajeto pelo antebraço a veia cefálica e a veia 
basílica recebem diversas tributárias e a possibilidade 
de variações é muito grande. A topografia das veias 
superficiais varia até no mesmo indivíduo quando se 
comparam o membro superior direito e o esquerdo.
Veia intermédia do cotovelo ou anticubital me-
diana: é uma anastomose oblíqua, altamente variável, 
entre a veia basílica e a veia cefálica, e drena, via veia 
intermédia do antebraço, a face anterior do mesmo.
Veia intermédia basílica e veia intermédia ce-
fálica: formam conexões entre a veia basílica, a veia 
cefálica e a veia intermédia do antebraço.
Veias da região do cotovelo: tem particular impor-
tância, pois por serem superficiais e calibrosas, são 
utilizadas com freqüência na prática hospitalar.
Veia axilar: forma-se, mais freqüentemente, pela 
união da veia basílica com as veias braquiais, ao nível 
da borda inferior do músculo redondo maior. Entretanto 
duas variações podem ocorrer: (1) as veias braquiais se 
unem em veia única que, a seguir, com a veia basílica, 
formam a veia axilar; (2) a veia basílica pode desem-
31
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
bocar em uma das veias braquiais antes que elas se 
unam para formar a veia axilar. A veia axilar continua 
na veia subclávia, ao nível da borda externa da primeira 
costela, e esta, por sua vez, forma com a veia jugular 
interna, a veia braquiocefálica. As veias braquiocefáli-
cas, direita e esquerda se unem na veia cava superior 
que desemboca no átrio direito do coração.
Figura 8. Principais veias do membro superior no adulto
32
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Figuras 9 e 10. Principais veias do recém-nascido. 
Fonte: Becton-Dickinson (BD). First PICC, 2000.
33
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Estruturas associadas
Ao realizarmos a técnicade inserção de um cate-
ter por veia periférica, devemos estar atentos para as 
outras estruturas anatômicas que compõem o membro 
escolhido, buscando prevenir acidentes e possíveis 
problemas, principalmente no ato da punção venosa. 
São eles (Figura 11):
Figura 11. Estruturas associadas. www.ebah.com.br
34
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Tendão do bíceps: encontra-se no centro da fossa 
ante cubital. É considerado como ponto de diferencia-
ção entre os sistemas venosos basílico e cefálico. Deve 
ser localizado antes da punção.
Artérias: as principais artérias de membros supe-
riores são: Ulnar, Radial e Braquial.
Nervos: três nervos principais: Cubital mediano, 
Radial e Lateral cutâneo.
35
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
TERAPIA INTRAVENOSA
36
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Princípios da terapia 
intravenosa
As funções do enfermeiro durante a Segunda Guer-
ra Mundial mudaram devido ao menor número de mé-
dicos na assistência hospitalar, passando desta forma a 
assumir funções que, geralmente eram realizadas pelos 
médicos, como injeções, sutura de feridas, medição de 
pressão arterial, coleta de sangue e administração da 
terapia intravenosa.
Em meados do século XX, menos de 20% dos pa-
cientes hospitalizados recebia terapia intravenosa, atu-
almente esse número chega a aproximadamente 90%. 
Conhecimentos provenientes de diversas especialidades 
norteiam as ações desenvolvidas por uma equipe multi-
disciplinar que conta, ainda, com o suporte de tecnologia 
fornecida, principalmente, pela indústria farmacêutica 
e de produtos e equipamentos hospitalares.
A terapia intravenosa teve seu inicio em 1660, 
com a fabricação da agulha hipodérmica. A partir daí, 
veio evoluindo constantemente e hoje substitui quase 
que por completo as outras vias de administração para 
tratamento com líquidos e eletrólitos e se tornou parte 
importante na terapêutica dos internados, domiciliares 
e ambulatoriais.
37
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Na oncologia a via endovenosa é a mais utilizada 
em relação às vias orais, subcutâneas, intramusculares, 
intratecal, arterial e cavitária, por proporcionar uma maior 
segurança quanto à absorção das drogas. Para tanto, 
toda terapia intravenosa tem como princípios básicos:
Prescrição médica clara, concisa, legível, assinada 
e datada; Implantação do Processo de Enfermagem; 
Identificação correta do paciente e confirmação da 
terapia indicada; Consideração dos direitos do paciente 
- orientação clara ou recusa ao tratamento. Tais prin-
cípios almejam: o sucesso da terapia; a minimização 
das complicações relacionadas; o conforto e satisfa-
ção do paciente; a redução de custos e suprimentos. 
O Objetivo da Terapia Intravenosa é dividido em três 
importantes categorias:
• Terapia de Manutenção: Tem como prioridade 
à reposição das perdas insensíveis, fornecendo 
nutrientes que suprem as necessidades diárias 
do paciente de água, eletrólitos e glicose.
• Terapia de Reposição: É necessária para supri-
mento de fluidos eletrólitos e hemocomponentes, 
em pacientes que apresentam déficit devido a 
estresse agudo tais como hemorragias, plaque-
topenias, vômito, diarréia e jejum.
38
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
• Terapia de Correção: A terapia de correção para 
perdas continua é alcançada em base de uma 
avaliação diária, sendo que a restauração do de-
sequilíbrio hidroeletrolítico é imperiosa para a 
manutenção da homeostasia.
Revisão de farmacologia
Propriedades químicas dos fármacos
É de suma importância conhecer as propriedades 
dos fármacos, principalmente no que se refere a seu 
PH e osmolaridade. Esses fatores são determinantes 
na segurança e na qualidade da administração do me-
dicamento ao doente.
O pH de uma solução ou medicamento determina 
seu grau de acidez ou alcalinização. O pH nunca pode 
ser modificado, sendo uma propriedade constante e 
característica.
• pH < 4.1 (muito ácido): Sem fluxo sanguíneo ade-
quado, resulta em alterações histológicas severas 
ao endotélio venoso.
• pH 6.0 – 8.0: Minimiza o dano ao endotélio (7.0 é 
ótimo).
• pH > 8.0 (muito alcalino): Aumenta a flebogenici-
dade.
39
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Quadro 1. Exemplos de algumas drogas 
e seus respectivos PHs
SOLUÇÃO pH
AMINOFILINA 6,0-9,0
FENITOINA 10,0-12,3
VANCOMICINA 2,5-4,5
ACICLOVIR 10,5-11,6
GANCICLOVIR 11,0
SULFATO DE MORFINA 5,5-6,5
AMIODARONA 3,5-4,5
SF 0,9% 5,0-5,7
SG 5% 3,0-5,0
SGF 4,0
RINGER LACTATO 6,5
AMINOFILINA 6,0-9,0
Osmolaridade é a concentração de soluto por litro 
de fluido. Ela é expressa em mOsm/I. A osmolaridade 
sérica normal é em torno de 280 – 295 mOsm/L. A 
osmolaridade de soluções ou drogas podem ser mo-
dificadas (reduzidas ou aumentadas) à medida que se 
aumenta ou reduz a quantidade de solvente.
• Baixo risco = < 450 mOsm/l
• Risco moderado = 450 – 900 mOsm/I
• Alto risco = > 900 mOsm/I
40
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Quadro 2. Alguns exemplos de drogas ou 
soluções e suas respectivas osmolaridades
SOLUÇÃO OSMOLARIDADE (Mosm/l)
GLICOSE 10% 505
GLICOSE 50% 2525
CEFAZOLINA 1g
em 10 ml SG 5%
672
NPT 1500-3500
NPP 750-500
MANITOL 274-137
Em relação à administração da nutrição paren-
teral total (NPT), caso o cateter seja avançado até a 
linha média, esta não deve ser a administração, com 
concentração de glicose maior que 12,5%, o que a 
torna irritante para o vaso. Este tipo de NPT deve ser 
infundido, necessariamente através de um cateter de 
posicionamento central.
Outro fator importante na administração dos fárma-
cos é a interação medicamentosa que leva a incompati-
bilidade, que é quando os efeitos de um medicamento, 
quando administrado concomitantemente com outros, 
podem ser diferentes dos efeitos esperados se este 
medicamento fosse empregado isoladamente.
41
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
As incompatibilidades podem prejudicar a ativi-
dade, impedir a dosificação exata do medicamento 
e influir no aspecto da formulação. Os mecanismos 
físicoquímicos frequentemente observados nas in-
terações medicamentosas compreendem as reações 
de óxido-redução, inativação de um medicamento 
pela incidência de luz, fenômenos de adsorção, como 
por exemplo, o caso do carvão ativo que adsorve os 
alcaloides na sua superfície porosa, reações de pre-
cipitação e formação de complexos pouco solúveis e 
neutralização acidobásica.
Quadro 6. Incompatibilidade de drogas
DROGA INCOMPATIBILIDADE
AMICACINA
Anfotericina, Ampicilina, Lipídio na 
NPT, Difenilhidantoina e Tiopental.
ANFOTERICINA
Amicacina, Penicilina, Gentamicina, 
Fluconazol, Cálcio, Potássio, 
Dopamina, Cimetidina e Ranitidina.
AMPLICINA Aminogliconazol e Bicarbonato.
CEFOTAXIME
Aminfilina, Fluconazol 
e Metoclopramida.
CEFORAZIDIME Fluconazol.
CEFOTRIAXONE Fluconazol e Vancomicina.
FLUCONAZOL
Anfotericina, Ampicilina, 
Cefotaxime, Ceftazidime, 
Ceftriaxone, Gluconato de 
cálcio, Digoxina e Furosemida.
42
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
DEFINIÇÃO E 
CARACTERÍSTICAS 
DOS CCIPs/PICCs
43
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Definição e características 
dos CCIPS/PICCS
Em 1997 a INS (Infusion Nurses Society – EUA) re-
conheceu a necessidade de uniformizar a terminologia 
PICC (peripherally inserted central catheter) e incentivar 
a padronização para indicações, cuidados, manutenção 
estratégica para o cateter, bem como a necessidade de 
recomendações para escolha, uso e descontinuidade do 
uso para promover melhores resultados e acrescentar 
conforto, segurança e satisfação ao paciente.
O Cateter Venoso Central de Inserção Periférica 
(CCIP) – em inglês: Peripherally Inserted Central Ca-
theter (PICC) é definido como: Um dispositivo vascular 
de inserção periférica com localização central onde 
sua ponta deverá ser instalada em 1/3 inferior da veia 
cava superior ou no 1/3 superior na veia cava inferior, 
sendo um cateter longo de 8 à 75 cm com lúmen único 
ou duplo ou triplo lúmen.
44
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Constituição dos materiais doscateteres de CCIPS/PICCS
São constituídos de silicone, poliuretano, poliure-
tano endexo* e carbotano, sendo os de silicone mais 
flexível e frágil, na sua maioria inertes.
Tecnologia endexo
Está comprovada na redução do acúmulo de trombos*:
• Sem heparina;
• Sem revestimento;
• Sem impregnação.
O PICC Bioflo* é o primeiro e único cateter central de 
inserção periférica fabricado com tecnologia Endexo*, 
um polímero integral permanente e de não eluição, que 
é misturado com o poliuretano do eixo do cateter. O 
PICC Bioflo é produzido com um material mais resistente 
à acumulação de componentes do sangue, tendo uma 
diminuição média comprovada de 87% em acúmulo 
de trombos na sua superfície em comparação com ou-
tros PICCs de uso comum (com base na contagem de 
plaquetas).**
Apresentando a tecnologia de válvula PASV
• Válvula de Segurança Ativada por Pressão ou Pres-
sure Activated Safety Valve;
45
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
• Desenvolvida para ajudar a reduzir o risco de 
complicações;
• Localizada na extremidade proximal do PICC;
• Projetada para não interferir com o fluxo sanguíneo;
• Permite o corte (redução) do cateter;
• Cateteres com a válvula na extremidade distal 
podem ser mais propensos a oclusões.
A tecnologia de válvula PASV é ideal para:
• Infusão: Abre com um mínimo de pressão e fecha 
automaticamente após a infusão.
• Aspiração: Abre para coleta e fecha automatica-
mente para resistir às flutuações de pressão que 
podem causar refluxo do sangue.
• Fechada: Permanece fechada durante aumentos 
normais na pressão venosa central para evitar o 
refluxo de sangue na ponta do cateter.
Performance da válvula PASV: 
infusão e aspiração
• Abre com um mínimo de pressão e fecha automa-
ticamente após a infusão;
• A pressão é aproximadamente 4x maior para abrir 
a válvula para aspiração do que na infusão;
• A aspiração é facilmente conseguida com uma 
seringa de 10 ml;
46
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
• Projetada para resistir automaticamente ao re-
torno do fluxo e reduzir o refluxo de sangue no 
interior do cateter que pode levar a complicações 
relacionadas ao cateter.
Performance da válvula PASV: quando 
o cateter não está em uso
• A válvula permanece fechada quando o cateter 
NÃO ESTÁ em uso para infusão ou aspiração;
• A válvula atual como um "clamp" na parte "interna" 
do cateter;
• Não é necessária uma ativação manual da válvula;
• Ela permanece fechada durante qualquer desco-
nexão, acidental ou intencional da mesma;
• Ela permanece fechada durante variações na pres-
são venosa, ou seja, durante tosse ou vômito;
• Projetada para resistir a variações normais da PVC 
que podem causar refluxo de sangue na ponta de 
cateter.
Apresentação dos cateteres de CCIPs/PICCs
1. Kits completos com campos cirúrgicos, fita mé-
trica, torniquete, soluções antissépticas, agulha 
introdutória, tesouras, seringas, pinça auxiliar, 
gazes, adesivos trans- parentes e o cateter.
47
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
2. Cateter de CCIP/PICC avulso sem materiais aces-
sórios.
O seu uso encontra-se em expansão devido aos 
resultados positivos de seu emprego; um maior conheci-
mento dos enfermeiros acerca dos diversos dispositivos 
vasculares e suas indicações; o desenvolvimento de 
materiais mais biocompativeis na fabricação de CCIP/
PICC; o melhor gerenciamento dos riscos com maior 
segurança e conforto para o paciente.
Sua utilização atualmente se estende a todas as 
áreas e clínicas de uma unidade hospitalar além de 
propiciar a prestação de assistência ambulatorial. Em 
expansão também se encontra a sua utilização na área 
de cuidados domiciliares.
Escolhendo um CCIP/PICC
Anteriormente a escolha de um dispositivo de aces-
so venoso era um simples passo necessário da terapia 
IV que variava entre um dispositivo de curta duração 
até um cateter de longa permanência. Atualmente, a 
utilização de um cateter central é a primeira escolha 
no início do tratamento, com isso o paciente deverá 
permanecer com o dispositivo até o término do refe-
rido tratamento.
48
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
As principais características de um dispositivo ve-
noso adequado são:
1. Possui a maior probabilidade de permanecer du-
rante todo o tempo previsto para o tratamento 
adaptado aos requerimentos do mesmo;
2. Menos invasivo;
3. Tenha o menor calibre em relação ao calibre da 
veia;
4. Utiliza sempre o menor número de cateteres para 
o tratamento desejado
5. Apresenta uma conhecida avaliação custo x risco 
x benefício.
Devem ser consideradas, também, indicações, 
limitações para uso, contraindicações, vantagens e 
desvantagens.
Evolução do material dos 
cateteres de CCIPs/PICCs
Decorridos 30 anos de uso do CCIPs/PICCs:
Silicone
1. Os cateteres de silicone foram os primeiros ca-
teteres de CCIPs/PICCs a serem comercializado.
2. Existia uma preocupação com a ruptura;
3. As paredes dos cateteres são grossas e com isso a 
baixa taxa de fluxo – porém é frágil macio e flexível.
49
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Poliuretano
1. Os cateteres de poliuretano foram a fase seguinte da 
composição e evolução do material dos CCIPs/PICCs.
2. Mais forte e rígido que o silicone, porém suavi-
zado após a inserção. Pertencendo a uma classe 
de poliuretanos conhecido por sua força e dura-
bilidade, devido ao aumento do diâmetro interno, 
consequentemente ajuda na melhora do fluxo 
obtido durante a terapêutica, quando utilizamos 
o cateter com essa composição, não podendo 
deixar de ser mencionada sua melhor resistência, 
durabilidade e sua radiopacidade.
3. As primeiras formulações não toleram bem o ál-
cool, hoje no Brasil já temos cateteres de CCIPs/
PICCs com a composição de poliuretano que to-
leram ao álcool sem restrições, tanto durante o 
preparo da pele para inserção do cateter quanto 
em sua utilização nos curativos semanais, que são 
extremamente importantes, durante todo o tempo 
em que o paciente permanecer com o cateter. 
Esta composição também está sendo chamada 
de Última geração ou ainda carbotano, que é a 
evolução do Poliuretano.
50
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Quadro 7. Comparativo dos materiais: 
Silicone & Poliuretano & Carbotano
Especificidades entre matéria-prima
Silicone Poliuretano Carbonato
Mais maleável Menos maleável
Mantém a 
elasticidade 
do silicone e 
resistência do 
poliuretano
Paredes mais grossas Paredes mais finas Maior Lúmen
Suportam menores 
pressões
Suportam maiores 
pressões
Lúmen reduzido Lúmen maior
Alta resistência 
à deterioração 
por repetidos 
pinçamentos 
e dobras
Alta resistência à 
deterioração 
por repetidos 
pinçamentos 
e dobras
Tromboresistente Tromboresistente
Observação 1. Cada um tem características diferentes.
Observação 2. Um não tem se mostrado superior 
ao outro.
Características dos cateteres 
de CCIPs/PICCs
Hoje o material disponível no mercado varia de 
acordo com suas características próprias. Os materiais 
mais utilizados no desenvolvimento de cateteres são 
o Silicone, Poliuretano e Poliuretano Endexo*.
51
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
A confecção do CCIP/PICC é realizada com material 
biocompatível. A biocompatibilidade do material do 
qual é feito o CCIP/PICC, é o resultado da aplicação de 
novas tecnologias, onde o objetivo final é o desenvol-
vimento de materiais de cateteres que sejam menos 
trombogênicos e que possuam menor capacidade de 
propiciar colonizações de bactérias.
O seu comprimento (8 a 75 cm), calibre, tamanho, 
diâmetros interno e externo e a quantidade de líquido 
que comporta em seu interior são variáveis, bem como 
o calibre do dispositivo de punção venosa ou introdutor.
Recursos disponíveis ou acessórios 
dos cateteres de CCIPS/PICCS
• Com ou sem mandril metálico; 
• Com fio guia para os que demandam de passagem 
com a técnica de seldinger modificada “MST”; 
• Valvulados e não valvulados; 
• Introdutores tipo agulha com asas e cateter sobre 
agulha;
• Guilhotina ou tesoura; 
• Único, duplo ou triplo lúmen; 
• Com ou semextensões; 
• Dispositivo para irrigação com o guia inserido; 
• Kits de reparo.
52
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Alguns modelos de kits de cateter de 
CCIP/PICC comercializados no Brasil
1. Cateter Kit: O Kit inclui: Cateter; Fita de escalas; 
Conjunto Flush; Fio- guia Stiff Hidrofílico; Intro-
dutor Peelable; Caps de extremidades; Sistema 
de fixação Stat- Lock e manual de instrução.
2. Introdutores Kits: O Kit inclui: Cateter; Fita de 
escalas; Conjunto Flush; Fio guia Stiff Hidrofílico; 
Dilatador Peelable; Seringa de 10ml;
3. Sistema de fixação StatLock e manual de instrução.
4. IR Kits (Fio-guia de 60 cm): O Kit inclui: Cateter; Fita 
de escalas; Conjunto Flush; Fio-guia Stiff Hidrofíli-
co; Dilatador Peelable; Seringa de 10 ml; Sistema 
de fixação StatLock; Dispositivo de segurança e 
manual de instrução.
5. IR Kits (Fio-guia 145 cm): O Kit inclui: Cateter; Fita 
de escalas; Conjunto Flush; Fio-guia Stiff Hidrofíli-
co; Dilatador Peelable; Seringa de 10 ml; Sistema 
de fixação Stat- Lock; Dispositivo de segurança e 
manual de instrução.
Calibres dos CCIPS/PICCS
Os calibres dos CCIPs/PICCs são geralmente repre-
sentados pela unidade “french” (diâmetro interno do 
lúmen do cateter). Tais calibres podem variar de 1,0 
Fr a 6,0 Fr (Figura 12).
53
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Figura 12. Escala de diâmetro interno dos CCIPs/PICCs
Lúmen ou luz do cateter de CCIPS/PICCS
Os CCIPs/PICCs podem ter uma ou duas vias. Suas 
especificações são encontradas na embalagem do pro-
duto, nos folhetos de orientação que acompanham as 
embalagens ou em folhetos distribuídos pela empresa 
fabricante ou aquela que o comercializa.
Figuras 13 e 14: CCIP/PICC de duplo lúmen
Mandril
A maioria dos CCIPs/PICCs vem acompanhada de 
um mandril flexível para a sua introdução, sendo este 
de metal. Os Mandris podem vir acoplados ao cateter 
ou separadamente dentro da embalagem. Alguns CCIPs/
PICCs utilizados principalmente em neonatologia e pe-
diatria não possuem mandril para auxiliar no processo 
de inserção.
54
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Figuras 15 e 16. Mandril do CCIP/PICC
Fio guia
Os fios guias vêm nos kits para os cateteres de 
CCIPs/PICCs, comercializados com a Técnica de Sel-
dinger Modificada MST, para introdução dos mesmos, 
podendo ser esses guias de 30” 45” 60”, a depender 
do seu fabricante.
Figuras 17 e 18. Fio guia
55
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Introdutores
Os introdutores dos CCIP/PICC comercializados, 
além das diferenças do calibre e comprimento, também 
apresentam diferenças em relação ao material de que 
são fabricados podendo ser de metal, material plástico 
ou ambos. As características dos introdutores indicam 
qual a técnica de inserção de CCIP/PICC deverá ser 
utilizada.
Os introdutores podem ser divididos em: agulha 
com asas (Figuras 19 e 20) e cateter curto sobre agu-
lha, também conhecido como “espada” (Figuras 21,22 
e 23). As agulhas com asas possuem um friso central 
que, ao dobrar suas asas, permite sua divisão em duas 
partes, separando-se do CCIP/PICC. Os cateteres curtos 
(material plástico) sobre agulha, após punção venosa 
e remoção da agulha metálica, permitem rasgar sepa-
rando-se do CCIP/PICC.
Os introdutores, geralmente, são escolhidos de 
acordo com o seu diâmetro, representado pela unidade 
“Gauge”(calibre interno do introdutor).
Podem variar de 28 Ga a 15 Ga. Possuem parâme-
tros como:
• Calibre do introdutor: 28 Ga a 15 Ga
• Comprimento: 8 cm a 75 cm
• Calibre do cateter: 1 Fr a 7 Fr
56
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Observação 1: Todos estes parâmetros na hora da 
escolha sempre irão prevalecer na escolha os dados 
obtidos após o exame físico da rede venosa do paciente.
Observação 2: Eles possuem os mais diversos com-
primentos e diâmetros.
Figuras 19 e 20. Introdutor do tipo agulha de asas
Figuras 21, 22 e 23. Introdutor do tipo cateter 
Curto sobre agulha. Introdutor MST
Dispositivo de irrigação
Permite irrigar o CCIP/PICC antes ou durante o 
procedimento de inserção, com o mandril acoplado ao 
mesmo. A maioria dos mandris são hidrofílicos.
Figuras 24 e 25. Dispositivos de irrigação
57
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Câmara de refluxo sangüíneo
Alguns introdutores de CCIP possuem estes com-
partimentos, os quais permitem a visualização do 
retorno sanguíneo quando do ato da punção venosa.
CCIP valvulados
Alguns CCIP apresentam válvulas chamadas de 
válvulas bidirecionais, já que permitem fluxo e refluxo 
através do cateter. De acordo com seus fabricantes, tais 
cateteres dispensam a utilização de soluções hepari-
nizadas para manutenção dos mesmos, evitando-se 
assim, riscos de discrasias sanguíneas nos pacientes.
PASV® – carbotano
Válvula em hub do cateter externo, ponta do ca-
teter aberta.
Groshong® – silicone
Válvula distal da parede perto da ponta do cateter, 
ponta distal fechada.
58
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Figura 26. Válvula distal
Redutores de comprimento do CCIP
Alguns CCIP vêm acompanhados de dispositivos 
para redução do comprimento do mesmo, durante o 
processo de preparo do cateter para inserção. Estes dis-
positivos podem ser: tesouras ou guilhotinas estéreis.
Enfim, a escolha do CCIP ficará a cargo da avaliação 
de cada profissional, sendo o CCIP ideal aquele que 
atender às necessidades do enfermeiro, do tratamento, 
do paciente da instituição.
Figuras 27 e 28.
59
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
INDICAÇÕES, 
VANTAGENS, 
DESVANTAGENS, 
CONTRAINDICAÇÕES 
E LIMITAÇÕES 
NA UTILIZAÇÃO 
DO CCIP/PICC
60
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
O CCIP/PICC é considerado um acesso venoso con-
fiável, já que se encontra instalado em veia central de 
grosso calibre. Ele está indicado quando a previsão de 
uma terapia intravenosa prescrita em relação ao seu 
tempo e a composição química da droga prescrita.
Quanto ao tempo da terapia prescrita: Em dose de 
ataque e que essa dose cause dano a camada intima do 
vaso selecionado para ser inserido o cateter, acima de 
sete dias a vários meses, para administração de antibió-
ticos por longo tempo (02 a 03 semanas a vários meses).
Quanto à composição química do fármaco pres-
crito: para infusão de agentes antineoplásicos, drogas 
irritantes ou vesicantes ou aquelas que apresentem 
extremos de ph e osmolaridade, infusão de sangue 
total e/ou hemoderivados, verificação de PVC em UTIs 
e de acordo com a preferência do paciente.
Deve ocorrer um critério para tempo de permanên-
cia do CCIP/PICC se a permanência do cateter exceder 
um ano, deve-se considerar que o CCIP/PICC é um 
cateter de longa permanência.
Vantagens
Apresenta-se disponível em vários calibres e com-
primentos; propicia uma permanência prolongada; 
pode ser utilizado para todos os tipos de soluções; é 
61
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
radiopaco, o que permite a confirmação do seu posi-
cionamento através de RX; Não há limites de idade 
para sua utilização; elimina a necessidade de múlti-
plas venopunções periféricas com trocas frequentes 
de acesso e preservação da rede venosa periférica, 
propiciando um aumento do conforto e satisfação do 
paciente bem como uma redução do estresse do pa-
ciente e equipe de enfermagem; sua inserção é menos 
traumática e não demanda procedimento cirúrgico ou 
punções às cegas, eliminando ou reduzindo os riscos 
de complicações na inserção.
Por ser um dispositivo central, propicia maior he-
modiluição da terapia IV administrada e redução dos 
riscos associados à infiltração, equimoses e hematomas 
e extravasamentos no subcutâneo, além de propiciar 
uma segura assistência ambulatorial e/ ou domiciliar, 
com maior relação custo X benefício.
Desvantagens
A autoimagem afetada muito comum em adoles-
centes e jovens; a restrição de movimentos quando 
o CCIP/PICC é inserido na fossa antecubital e fixado 
inadequadamente; a necessidade de cuidados diários a 
semanais, forçando o retorno do paciente ao hospital, 
mesmo quando em intervalo de tratamento; possíveis 
62
 CURSO DEQUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
preocupações do cliente que possam surgir e aumen-
tar de intensidade, pela utilização de um dispositivo 
fixado apenas através de curativo.
Contraindicações
São contraindicações na utilização do CCIP/PICC: 
infecção da pele ou subcutâneo próximo ao local pro-
posto para inserção; flebites, tromboflebites, tromboses 
ou extravasamentos químicos; lesões dérmicas que 
possam comprometer a inserção e os cuidados pos-
teriores com o CCIP; alteração anatômica (estruturais 
ou venosas) que possam impedir a progressão correta 
do CCIP/PICC (punções venosas prévias, dissecções, 
lesões ou cirurgias prévias que possam ter alterado a 
anatomia venosa ou o retorno venoso); deficiência de 
acesso venoso periférico; alterações neurológicas ou 
ortopédicas.
Limitações
• Doença cardíaca com edema: Veias de difícil aces-
so e risco de sobrecarga volêmica;
• Diabetes: Neuropatia periférica e risco de infecção;
• Câncer: a quimioterapia que poderá levar ao imu-
nocomprometimento e ou hemorragias e, por outro 
63
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
lado, a hipercoagulação desencadeada por alguns 
tumores;
• Imunossupressão: devido ao risco de infecção 
aumentado;
• Desidratação: devido ao volume intravascular 
reduzido;
• Mastectomia: circulação comprometida quando 
há esvaziamento axilar;
• Hemodiálise: frente ao risco de atingir a fístula AV;
• Obesidade: o aumento do tecido adiposo torna 
as veias mais profundas e difíceis de acessar;
• Veias esclerosadas: a esclerose acarreta redução 
do fluxo sanguíneo no Interior da veia e as “calo-
sidades” podem propiciar que o cateter se enrole 
durante sua progressão.
64
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
AVALIAÇÃO E ESCOLHA 
DO ACESSO, DO 
CATETER E DO CALIBRE
65
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
A escolha e a avaliação do CCIP/PICC vêm da ne-
cessidade de oferecer um acesso seguro e confiável, 
oferecendo uma maior participação e menor compli-
cação. A princípio o CCIP/PICC é indicado, e a escolha 
é realizada através do tipo de terapia e da indicação 
clínica; do tempo de internação e também do diagnós-
tico do paciente. Os pacientes que mais se beneficiam 
com o CCIP/PICC são os portadores de distúrbios de 
coagulação; imuno comprometidos; mastectomizados; 
portadores de neoplasias; infecções severas e aqueles 
a serem submetidos a suporte nutricional parenteral.
Os cateteres (CCIP/PICC) são apresentados em vá-
rios comprimentos e calibres. Os calibres mais utilizados 
em pacientes adultos são os de 4.0 Fr a 1.0 Fr, com 
único ou duplo lúmen, de acordo com a necessidade 
da terapia IV prescrita (ex. drogas in- compatíveis). 
Alguns pacientes podem necessitar de um CCIP/PICC 
valvulado (válvula bi-direcional), devido a grandes 
discrasias sanguíneas apresentadas.
Algumas dicas de apresentações dos CCIPs/PICCs 
comercializados hoje no Brasil em relação ao número 
de Fr e número de lumem:
• Cateter 1.0 Fr – Momo Lumem
• Cateter 1.9 Fr - Mono Lumem
• Cateter 2.0 Fr – Mono Lumem e Duplo lumem
66
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
• Cateter 2.8 Fr – Mono Lumem
• Cateter 3.0 Fr – Mono Lumem
• Cateter 4.0 Fr- Mono Lumem e Duplo Lumem
• Cateter 5.0 Fr- Mono Lumem e Duplo Lumem
• Cateter 6.0 Fr – Mono Lumem; Duplo Lumem e Triplo 
Lumem
O CCIP/PICC e um dispositivo de acesso venoso 
muito apropriado, pois seu período de permanência 
pode variar de dias a vários meses, até mais de um 
ano, sem apresentar complicações.
Os acessos venosos preferenciais e mais adequados 
para inserir um CCIP/ PICC são: veia basílica (braquial 
e antebraquial), veia basílica mediana, veia basílica 
acessória, veia cefálica (braquial e antebraquial), veia 
cefálica mediana, veia cefálica acessória, veia antebra-
quial mediana.
Deve-se considerar o CCIP/PICC sempre como a pri-
meira escolha, pois após múltiplas punções os acessos 
venosos tornam-se mais difíceis devido às infiltrações, 
flebites, hematomas e equimoses.
Consulta pré-ccip/picc
É muito importante uma pré-avaliação do paciente 
antes da instalação do CCIP/ PICC (Figura 27). A imple-
67
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
mentação do processo de enfermagem é muito impor-
tante neste momento. O histórico do paciente fornecerá 
alguns antecedentes importantes tais como: presença 
de doença vascular, cirurgias prévias e alergias.
O exame físico detalhado indicará quaisquer al-
terações dérmicas, venosas ou outras que possam 
interferir com a perfeita progressão do cateter até o 
sistema venoso central. O paciente deve receber toda 
a orientação necessária sobre o CCIP/PICC e a Técni-
ca de inserção objetivando diminuir a sua ansiedade 
e medo. Um folheto informativo deve ser fornecido, 
complementado por orientações verbais. Após toda 
orientação é aconselhável que o paciente ou seu res-
ponsável assine um consentimento livre e esclarecido.
Fases da consulta
• Educacional para envolvimento; Histórico;
• Avaliação de saúde;
• Diagnósticos / Plano de Cuidados; Decisão;
• Educacional para o futuro;
• Prescrição.
68
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
TÉCNICA DE INSERÇÃO 
DO CCIP/PICC
69
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Inserção do CCIP/PICC
Este procedimento é de responsabilidade técnica 
dos profissionais enfermeiros/médicos. Para a execução 
correta do mesmo é indispensável que estes profis-
sionais tenham treinamento teórico-prático. Deve ser 
observada a técnica de barreira máxima: gorro, más-
cara, capote estéril, luvas estéreis e campos estéreis 
fenestrado.
Este procedimento envolve seis etapas:
• Preparo do material;
• Preparo do paciente;
• Preparo do professional;
• Preparo do sitio de punção;
• Preparo do cateter;
• Punção simples.
Punção venosa periférica simples
Com cateter curto sobre agulha ou com agulha 
com asas.
Seldinger modificada
A Técnica de Seldinger Modificada consiste na uti-
lização de agulha mais fina na punção venosa, seguida 
da passagem de fio guia através desta agulha; remoção 
da agulha através do fio guia; passar através do fio 
70
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
guia uma agulha plástica mais larga; remoção do fio 
guia; passagem do cateter; remoção da agulha plástica 
através da separação de suas bordas, rasgando-a.
Pode ser utilizada para inserção do CCIP/PICC atra-
vés de veia jugular externa, axilar ou mesmo veia 
periférica (basílica ou cefálica).
Esta técnica também é conhecida como inserção 
de CCIP/PICC através da agulha de menor calibre.
Realizar um curativo oclusivo estéril no local do 
cateter.
Confirmar através do controle radiológico a ponta 
do cateter; antes da utilização do acesso.
A seguir descreveremos a técnica de inserção do 
CCIP/PICC passo a passo para melhor entendimento.
Preparo do paciente
1. Avaliar as condições clínicas do paciente;
2. Propiciar privacidade ao paciente;
3. Explicar o procedimento a ser realizado e o seu 
objetivo para o tratamento, tal fato representa um 
direito do paciente, além de acalmá-lo, reduzindo 
seu nível de estresse e/ ou medo e seu déficit de 
conhecimento acerca do procedimento;
71
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
4. Posicionar o paciente em decúbito dorsal com o 
membro superior escolhido estendido a um ângulo 
de 90º com o corpo;
5. Aplicar o garrote na parte superior do braço do 
paciente para escolha e avaliação da veia;
6. Liberar o garrote;
7. Mensurar a extensão da veia, seguindo seu supos-
to trajeto, do local escolhido para punção até o 
terceiro espaço intercostal direito ou mensurar a 
partir do ponto de inserção até a junção manúbrio 
esternal com a clavícula, após paralelamente ao 
externo até o terceiro espaço intercostal. Esta 
mensuração indicará o comprimento da veia es-
colhida até o 1/3 inferior da veia cava superior, 
local ideal para posicionar a ponta do CCIP/PICC;
8. Se você já disponibilizar de um RX prévio do pa-
ciente, mensure no RX até a junção manúbrio 
esternal com a clavícula no paciente e depois, 
exponha o RX no negatoscópio e mensure da 
junção manúbrio esternal com a clavícula até ajunção átrio cava, e acrescente a medida obtida;
9. Mensurar diâmetro do membro, 3 cm acima do 
local escolhido para a punção. Alguns autores 
sugerem, que também seja mensurado o diâmetro 
do membro 3 cm abaixo do local escolhido para a 
72
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
punção. Tais mensurações servirão de parâmetros 
para detecção de qualquer anormalidade posterior 
a inserção;
10. Fornecer máscara ao paciente.
Preparo do material
1. Preparar o campo de trabalho com todo material 
necessário para inserção (campo cirúrgico comum, 
campo fenestrado, seringas de 10 ml, agulhas, 
solução fisiológica estéril, heparina sódica, gaze 
estéril, curativo de película transparente, adesivo 
estéril, plug adaptador macho ou extensor) e o 
CCIP/PICC de calibre adequado ao vaso escolhido 
para punção;
2. Preparar o CCIP/PICC para a inserção;
Preparo do profissional
1. Lavar as mãos com antisépticos;
2. Proceder a paramentação – Proteção universal; 
3. Calçar um par de luvas cirúrgicas estéreis (quan-
do outro profissional for auxiliar na realização da 
técnica) ou dois pares das mesmas (técnica de 
dupla luva, quando realizar a técnica sozinho).
72
73
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Preparo do CCIP/PICC
1. Através do seu conector em y ou do dispositivo 
de irrigação, preencher o CCIP/PICC com solução 
salina (os mandris dos CCIP/PICC são, em sua maio-
ria, hidrofílicos, necessitando de irrigação prévia 
para sua liberação);
2. Conferir o comprimento anteriormente mensurado 
do trajeto venoso;
3. Tracionar o mandril até 1 cm abaixo do ponto, no 
CCIP/PICC, compatível com o comprimento do 
trajeto venoso previamente mensurado, adicio-
nando mais 2 cm para pacientes adultos e mais 
1 cm para pacientes pediátricos e neonatais;
4. Reduzir o CCIP/PICC no comprimento correto;
5. Dobrar a porção exteriorizada do mandril (evitar 
sua migração para o interior do cateter e perfu-
ração da veia). I
Preparo do sítio de punção 
e inserção do cateter
1. Proceder a antissépsia da pele do local de inser-
ção do CCIP/PICC com antisséptico adequado (de 
acordo com as normas da instituição) iniciando em 
movimentos circulares sempre do centro para as 
bordas (repetir por 3 vezes).
74
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
2. Colocar o campo cirúrgico simples sob o braço do 
paciente.
3. Garrotear o membro a ser puncionado;
4. Trocar de luva cirúrgica estéril ou se estiver uti-
lizando a técnica de dupla luva, remover a luva 
contaminada;
5. Colocar campo cirúrgico fenestrado sobre o local 
da punção;
6. Realizar a punção venosa com o introdutor do 
CCIP/PICC a um ângulo de 35º; remover a câmara 
de refluxo (se introdutor do tipo agulha com asas) 
ou a agulha metálica (se introdutor do tipo cateter 
curto sobre agulha);
7. Exercer pressão sobre a veia, logo à frente do 
introdutor inserido (visa minimizar refluxo san-
güíneo excessivo);
8. Iniciar a inserção do CCIP/PICC no vaso, através 
do introdutor, com o auxilio de uma pinça, ou do 
próprio protetor plástico do cateter, ou de uma 
gaze seca;
9. Após inserir 5 a 10 cm do CCIP/PICC; ancorar o 
mesmo no interior da veia, exercendo pressão 
digital e remover o introdutor quebrando-o ou 
rasgando-o, separando as duas aletas;
75
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
10. Prosseguir a inserção, lentamente e suavemente 
até a altura da veia axilar, quando se deve solicitar 
ao paciente que realize a rotação da sua cabeça, 
unindo queixo ao ombro ipsilateral (visa bloquear 
o avanço do CCIP/PICC em direção à veia jugular);
11. Avançar o cateter até o final, remover o mandril 
de forma suave.
76
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
PROCEDIMENTOS 
PÓS-INSERÇÃO 
DO CATETER
77
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Avaliação do funcionamento do CCIP/PICC
• Aspirar o CCIP/PICC para se certificar de que há 
bom refluxo sangüíneo e após injetar solução 
salina, avaliando a presença ou não de fluxo len-
tificado ou impedimento do mesmo;
• Se o CCIP/PICC não possui extensor ou plug adap-
tador macho, conectar um dos dispositivos para 
vedá-lo ao meio externo;
• Proceder a heparinização do CCIP/PICC ou con-
forme protocolo institucional. Limpar o local da 
inserção e realizar o curativo com gaze estéril e 
filme transparente, após fixar o cateter com fita 
adesiva transparente (tipo chevron)
Estabilização/fixação do CCIP/
PICC à pele (curativo)
• Limpar o local da inserção com solução alcoólica 
e gaze, removendo restos de sangue;
• Fixar CCIP à pele utilizando-se de fita adesiva 
estéril, deixando sempre a margem de segurança 
de 1 cm para Neo/Pediátrico e de 2 cm para Adul-
tos, lembrar sempre que essa margem tem que 
ser reta sem formação de arco. Evitando assim a 
reintrodução do mesmo no ostio de inserção, pois 
78
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
o cateter não é aderido ao filme, apenas é fixado 
com a dobradura tipo chevron;
• Aplicar gaze estéril seca sobre o óstio, sem cobri-lo 
totalmente;
• Aplicar curativo adesivo de poliuretano transpa-
rente;
• Fixar a porção externa do cateter com fita adesiva, 
empregando dobradura do tipo Chevron;
• Trocar o primeiro curativo do CCIP/PICC após 24H;
• Você pode também estabilizar seu cateter com 
algum dispositivo/estabilizador de cateter com 
adesivo que não necessite de suturas;
• Lavar as mãos com sabonete líquido comum;
• Encaminhar o paciente para realizar a radiografia, 
para confirmar a posição do cateter.
CONFIRMAÇÃO DO POSICIONAMENTO 
DO CCIP/PICC
Antes de se utilizar o CCIP/PICC, deve-se confirmar, 
através de RX (o cateter é radiopaco), de que a ponta 
do cateter se encontra adequadamente instalada na 
junção átrio cava, ou em terço superior de veia cava 
inferior quando passado em MMII de Rn.
Somente com a ponta do CCIP/PICC nestas posi-
ções poderemos considerá-lo central. Assim sendo, o 
enfermeiro qualificado em CCIP/PICC deverá, também, 
79
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
desenvolver a habilidade de avaliação radiológica, dire-
cionada à observação do trajeto e ponta do CCIP/PICC.
EXAME DE IMAGEM 
PÓS-PASSAGEM 
DO CCIP/PICC: RAIO-X
80
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Raios-X
Após a passagem do CCIP/PICC o enfermeiro deve 
checar o seu posicionamento por meio do exame de 
Raios-X.
A técnica deste exame está baseada no princípio 
de que os tecidos do nosso organismo possuem a 
capacidade de absorver maior ou menor quantidade 
de radiação, de acordo com as suas densidades.
Os tecidos ósseos, por exemplo, possuem capacida-
de de absorver maior radiação do que os tecidos moles. 
Desta forma, podemos identificar estruturas ósseas na 
película de raios-X com a coloração esbranquiçada. Em 
contrapartida, a densidade do ar não permite absorção 
de radiação, sendo identificada na imagem dos raios-X 
com coloração escura ou negra.
A imagem radiográfica aparece quando há diferença 
de densidade radiológica entre as estruturas vizinhas 
do organismo.
Diferentes densidades nos raios-X
Para avaliação sistemática da imagem nos raios-X 
de tórax (o qual iremos avaliar para checar o posiciona-
mento do cateter) é necessário observar primeiramente 
a técnica sobre a qual o exame foi realizado.
81
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Em condições ideais, o paciente deve estar com a 
sua coluna vertebral alinhada, em pausa inspiratória e 
não deve ser exposto à radiação excessiva, seguindo 
os seguintes critérios:
Alinhamento: A distância entre as extremidades 
mediais da clavícula, em relação ao processo espinhoso 
da vértebra, deve ser simétrica.
Inspiração: O paciente deve realizar expansão res-
piratória seguida de apnéia para aquisição da imagem. 
Sendo assim, será possível observar a distância entre os 
arcos costais, bem como avaliar os espaços intercostais.
Exposição à radiação: Os discos intervertebrais 
não devem ser vistos atrás do coração. Quando é pos-
sível observá-los, costuma-se dizer que a imagem 
está “m p ”.
Após verificarmos tais condições técnicas, devemos 
avaliar todas as estruturas, de forma sistemática:• Estruturas ósseas
• Partes moles da parede torácica
• Hemicúpulas diafragmáticas
• Silhueta do mediastino
• Presença de alterações, corpos estranhos, dispo-
sitivos, etc.
82
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
EXAME DE IMAGEM 
COMPLEMENTAR À 
PASSAGEM DO CCIP/PICC
83
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Ultrassonografia
A ultrassonografia (ou ecografia) consiste num mé-
todo de diagnóstico por imagem que utiliza ondas 
formadas pelo som para refletir imagens de órgãos e 
estruturas do corpo humano. Como em outros métodos 
de diagnóstico por imagem, este meio tecnológico 
transduz ao aparelho, de forma não invasiva, sinais 
que são decodificados e transformados em registros 
gráficos, ou seja, em imagens.
No Brasil, o Conselho Regional de Enfermagem de 
São Paulo, através do Parecer nº 003/2009, definiu o 
papel do enfermeiro quanto à realização de ultrasso-
nografia vascular (USV). Segundo este documento:
“(...) a realização da USV pelo enfermeiro tem por 
finalidade melhorar as técnicas de punção vascular 
e inserção de cateteres periféricos ou periféricos 
centrais, realizadas por este profissional, como 
um importante instrumento para a melhoria da 
prática de enfermagem aos pacientes submetidos 
à terapia intravascular, fazendo-se necessária a 
capacitação dos enfermeiros para a realização da 
punção vascular guiada por USV com agregação 
de valores culturais, conhecimentos e habilidades 
técnicas, que promovam a máxima satisfação do 
paciente e da família e o mínimo, senão a ausên-
cia total, de riscos que possam comprometer a 
qualidade e segurança pretendidas.”
84
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Princípios físicos da ultrassonografia
Na área da Física existem duas categorias principais 
de ondas, conhecidas como “ondas eletromagnéticas” 
e “ondas mecânicas”.
As ondas eletromagnéticas podem propagar-se no 
vácuo, como por exemplo as ondas de rádio, de luz, 
raios x e raios ultravioleta.
As ondas que necessitam o meio material para sua 
propagação (como meio sólido, líquido ou gasoso) são 
denominadas ondas mecânicas. O som não se propaga 
no vácuo, necessita de um meio material para se disse-
minar. Logo, a onda de som que possui alta freqüência 
(também conhecida como ultrassom) é um exemplo 
de onda mecânica.
Na propagação de uma onda mecânica não há trans-
porte de matéria, somente de energia. Esta energia 
geralmente se difunde de forma periódica, formando 
ondas que se repetem em intervalos de tempos iguais.
85
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
O intervalo que decorre entre duas ondas idênticas 
sucessivas é denominado período e costumada ser 
simbolizado pela letra “T”. O Sistema Internacional de 
Unidades (SI), o período deve ser medido em segun-
dos (s), podendo ainda ser dividido em milissegundos, 
microssegundos, etc.
A grandeza que mede a quantidade de vezes que 
o fenômeno periódico se repete na unidade de tempo 
é denominada “frequência” (f), e esta é calculada por 
meio da seguinte fórmula:
f = 1 ÷ tempo
Sendo assim, quanto menor o tempo decorrido 
para propagação das ondas, maior a freqüência, maior 
é a quantidade de vezes que este fenômeno se repete.
No Sistema Internacional (SI), a freqüência é conhe-
cida como Hertz (Hz). O som audível tem freqüência 
entre 200 e 20.000Hz, enquanto as ondas ultrassônicas 
possuem freqüência acima de 2.000.000Hz (ou 2MHz).
O aparelho de ultrassom gera ondas sonoras com 
freqüência acima das ondas audíveis ao ouvido hu-
mano (de 2 a 10 MHz). Estas vibrações são emitidas 
86
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
pelo aparelho, propagam-se nos tecidos, sendo parte 
delas refletidas, absorvidas pelo transdutor, trans- for-
madas em energia elétrica e convertidas em imagem 
no monitor.
Os transdutores são a porção do aparelho que 
transmitem os pulsos de ultrassom e recebem de vol-
ta os ecos durante a varredura. O feixe de ultrassom 
emitido varia na forma e no tamanho, dependendo do 
tipo de transdutor e do gerador.
A criação de uma imagem a partir de som se dá 
em três etapas: produção de onda sonora, recepção do 
eco, e interpretação do eco recebido. Ao se difundir 
e encontrar tecidos de diferentes características, as 
ondas emitidas pelo aparelho de ultrassom e refletem 
diferentes tipos de imagem (de acordo com as carac-
terísticas do meio).
87
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
A transformação do sinal recebido em uma imagem 
pode ser explicada usando uma planilha como analogia. 
Imagine o transdutor localizado na primeira linha, ocu-
pando várias colunas. Ele manda pulsos para baixo, em 
cada coluna da planilha. Em seguida, aguarda o tempo 
de resposta que cada pulso levou para retornar (eco).
Quando mais demorar, mais o sinal se deslocou para 
baixo na coluna correspondente. A intensidade do eco 
determina a cor que a célula vai ter: branco para um 
eco forte, formando imagens ecogênicas, preto para 
um foco muito fraco, que são as imagens anecóicas, e 
graduações de cinza para as intensidades intermediá-
rias (ou hipoecóicas). Quando todos os ecos retornam e 
toda a informação é armazenada na planilha, a imagem 
está pronta.
Na prática, recomenda-se utilizar uma freqüência 
de 5MHz para varredura de órgãos e estruturas super-
ficiais em adultos. É importante ressaltar que o exame 
de ultrassom é uma busca, e muito raramente uma 
única varredura, em um único plano, proporcionará 
informações suficientes para permitir uma avaliação 
fidedigna.
Sobre o ambiente no qual será realizado o exame, 
é necessário que a iluminação seja adequada (de pre-
ferência com um regulador de intensidade ou alguma 
88
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
outra forma de variar o brilho das luzes ao redor), pois 
se o ambiente estiver muito claro a visualização das 
imagens na tela será prejudicada. O aparelho de ultras-
som não emite radiação, sendo inócuo ao profissional 
e ao paciente.
Técnica de realização do exame
1. Orientar paciente e/ou responsável quanto ao 
procedimento a ser realizado;
2. Reunir todo o material necessário ao procedi-
mento, lembrando-se de promover luminosidade 
adequada do ambiente, para garantir visualização 
das imagens no monitor;
3. Lavar as mãos;
89
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
4. Aquecer o gel condutor e ligar o aparelho de ul-
trassom;
5. Certificar-se que a pele do paciente encontra-se 
limpa e seca. Caso contrário, proceder à antissepsia 
da mesma;
6. Aplicar gel condutor no transdutor;
7. Aplicar o transdutor na pele do paciente, em sen-
tido longitudinal, no trajeto da veia a ser puncio-
nada;
8. Ajustar os sensores do aparelho (brilho, contraste, 
energia, ganho total e compensação de ganho de 
tempo), para correta identificação da veia a ser 
puncionada;
9. Proceder a punção venosa;
10. Fixar o cateter após a punção;
11. Reavaliar o cateter implantado, com auxílio do 
ultrassom. Obter imagens na transversal e longi-
tudinal do cateter, atentando para o aparecimento 
de complicações decorrentes da punção;
12. Finalizar procedimento com registro em prontu-
ário.
Considerações sobre a realização do exame
Quando da passagem de cateter central de inserção 
periférica (CCIP / PICC) a técnica deve ser realizada por 
90
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
dois profissionais: um deles qualificado para a realiza-
ção do ultrassom vascular e o outro habilitado para a 
passagem do cateter.
A aplicação do transdutor na pele do paciente 
deve ter a mínima pressão possível, visando evitar o 
colabamento de veias mais superficiais.
A presença de lesões dérmicas como cicatrizes, 
fibrose e hematomas dificulta a recepção do sinal por 
parte do aparelho, o que pode dificultar a avaliação 
do segmento venoso.
91
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
ORIENTAÇÕES APÓS 
INSERÇÃO DO CCIP E/
OU ALTA HOSPITALAR
92
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Orientações após inserção 
do CCIP e/ou alta hospitalar
Manter o CCIP pérvio é um dos maiores desafios 
para os enfermeiros, devido ao seu estreito calibre, a 
possibilidade de oclusãotorna-se aumentada.
O processo para manter um cateter pérvio 
é denominado “manutenção”. Essa manutenção 
pode ser realizada diariamente ou semanalmente.
Manutenção diária
1. É realizada durante o processo de internação do 
paciente;
2. CCIP/PICC deverá ser permeabilizado sob bai-
xa pressão, antes e após cada administração de 
medicamento ou solução intravenosa, utilizando 
solução fisiológica 0,9% em uma seringa de 10 ml, 
pois a administração de solução fisiológica com 
equipo não irá remover as partículas, cristais ou 
células sangüíneas aderidas às paredes do cateter;
3. Permeabilizar o cateter a cada 2h, em caso de 
resistência na infusão ou após desobstrução, em 
cada 4h na boa infusão;
93
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
4. Não testar refluxo sangüíneo, pois testando refluxo 
poderá contribuir para formação da falha, acúmulo 
de fibrina no lúmen do cateter;
5. Muitos enfermeiros, por excesso de prestação de 
cuidados, causam a impossibilidade de realização 
desse procedimento logo após cada administração 
IV através do cateter. Nesses casos são aconse-
lhados a utilizar suas prescrições de enfermagem 
para implementar tal procedimento;
6. As prescrições devem variar de acordo com terapia 
IV prescrita, podendo ser de 2/2, 4/4h, 6/6h, 8/8h 
ou 12/12h. Embora a literatura recomende uma 
lavagem com solução heparinizada de 5 a 10Ul/
ml, pacientes pediátricos e neonatais, a cada 12h, 
tal procedimento deverá ser ajustado às normas 
de cada instituição.
7. Cálculo para obter o valor recomendado para 
realizar o flush antes e após a administração de 
cada medicação:
Volume do Priming = (Volume do priming do 
cateter mensurado + volume do priming das ex-
tensões) × 2.
Importante *1: Na fórmula acima o número ‘2’ é 
uma constante e não sofre nunca alteração.
94
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Importante*2: Sempre considerar como extensões 
todos os dispositivos conectados no hub dos cateteres.
Importante*3: Todas as extensões em suas emba-
lagens vêm com as informações dos seus respectivos 
priming.
Anotações diárias
1. Revisar e anotar data de inserção;
2. Avaliar o comprimento externo do seguimento;
3. Troca de curativo diário e das tampas de vedação 
quando necessário;
4. Balanço hídrico rigoroso;
5. Avaliar refluxo de sangue.
Observações diárias: avaliar e anotar
1. Febre;
2. Eritema no local de inserção;
3. Irritação de pele;
4. Calor local;
5. Drenagem de líquido no local.
Manutenção semanal
A manutenção semanal deverá ser utilizada para 
aqueles pacientes em tratamento em ambulatório. 
Após a lavagem do cateter com solução fisiológica, 
95
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
administra-se a heparina pura em volume igual ao 
suportado pelo cateter 0,2ml.
Caso seja conectado ao cateter algum extensor, o 
volume suportado pelo mesmo deverá ser acrescido 
na quantidade total de heparina a se administrar.
No retorno do paciente para manutenção, a hepari-
na contida na extensão do cateter poder ser infundida, 
desde que já tenha se passado 90 min, pois equivale 
ao tempo de meia-vida da heparina, ou seja:
1. Administrar S.F 0,9% por pressão positiva;
2. Administrar a medicação e após termino adminis-
trar novo volume de heparina;
3. Administrar SF 0,9% por pressão positiva. La-
vagem do Cateter (Flush)
Lavagem com heparina
Volume de flush é igual ao volume do cateter mais 
volume das extensões; 5 a 10UI/ml. Método de SASH.
Assegura que medicações incompatíveis com he-
parina sejam lavadas através do cateter, com solução 
salina e, então, com heparina.
1. Solução salina;
2. Administrar medicação;
3. Solução salina;
4. Solução de heparina.
96
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Lavagem por pressão positiva
1. Técnica que previne o retorno sangue para interior 
do cateter.
2. Manter a pressão da seringa, no conector ou plug, 
enquanto fecha o sistema.
Entendendo porque a escolha da seringa apropria-
da é fator decisório de uma eficaz manutenção durante 
o uso do cateter.
Força
Pressões geradas pelas 
seringas aplicadas 
3 ml 10 ml 20 ml
PSI PSI PSI PSI
1,0 9,8 3,1 1,4
3,0 28,5 10,2 6,4
5,0 48,5 18,3 9,7
Lembrete: 1 PSI = 50 mmHg
Seringas pequenas criam pressões menores à as-
piração e maiores à infusão. Troca de Extensões do 
CCIP/PICC:
1. De acordo com rotina institucional;
2. Técnica asséptica;
3. Utilize conexões Luer-Lock;
4. Nunca utilizar clamps, tesouras ou pinças;
5. Conhecer o volume das extensões.
97
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Execução e troca de curativos
A realização do curativo é tão importante 
quanto a própria implantação do cateter, devendo-se 
obedecer algumas regras na sua execução.
Regras básicas para curativos em 
cateteres venosos centrais
• Estéril;
• Oclusivo;
• Fácil aplicação e remoção;
• Boa adesividade;
• Manter o sítio de inserção do cateter seco;
• Não possibilitar ocorrência de dobras do cateter;
• Confortável para o paciente.
Funções do curativo
• Proteger o ambiente do cateter;
• Prevenir deslocamento ou migração do cateter;
Os curativos de películas transparentes semiper-
meáveis proporcionam maiores benefícios tais como:
• Visibilidade do sítio de inserção (inspeção diária 
obrigatória);
• Maior tempo de permanência (torno de 5 a 7 dias);
• Funciona como barreira contra contaminantes 
externos;
98
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
• Aumenta o conforto do paciente (menos volumo-
so, menor número de trocas, permite banho de 
aspersão, reduz risco de alergias de contato por 
permitir a transpiração normal da pele);
Nota 1. Menor custo (menos trocas, menor gasto de 
tempo da enfermagem, menor risco de trauma cutâneo);
Nota 2. Maior e melhor fixação do cateter (evitando 
lesão traumática, flebites, trombose, exteriorização).
A troca do curativo, entretanto, deverá ser de acordo 
com rotina institucional ou quando a integridade do 
curativo estiver comprometida.
Recomendamos hoje com opções de curativos que 
estão dentro das boas práticas associadas aos curativos 
dos CCIPs/PICCs dois tipos de curativos, abaixo mos-
tramos uma tabela comparativa com os respectivos 
benefícios.
Vantagens do gluconato de clorohexidine (CHG) 
para inserção do CCIP/PICC nos curativos
• Inicia a ação antibactericida no contato com a 
pele não necessitando de tempo mínimo de ação 
(PVPI 2 min.)
• Tem efeito residual de 4 a 6 horas.
• Mantém atividade em presença de matéria orgâ-
nica. Pouca absorção sistêmica.
99
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
• O CHG 0,5% - não houve diferença na colonização 
ou infeccção (Humar A. Clin Infect Dis 2000).
• Meta-análise com 4143 CVC sugere que CHG 
reduz a infecção em 49% (Chaiya- kunapruk N. 
Ann InternMed 2002)
• CHG reduziu as ICS e CCIP/PICC e reduziu morta-
lidade (Chaiyakunapruk A. Clin Infect Dis 2003).
Comparação entre coberturas impregnadas 
que existem no mercado nacional
Prevenção de obstrução
• Não infundir sangue hemoderivados*;
• Não colher sangue*;
• Não administrar drogas não compatíveis;
• Lavar cateter após administração de antibióticos;
• Evitar pinçamentos do cateter.
100
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
*A literatura orienta que o cateter de CCIP/PICC, não 
está indicado para administração de hemoderivados 
e para coleta de material biológico na realização de 
exames laboratoriais.
** No entanto a experiência clínica de vários en-
fermeiros na prática de seu uso diário vem demons-
trando que é possível sim, utilizar com sucesso, para 
administração de hemoderivados e coleta de material 
para laboratório, desde que exista um acompanhamento 
rigoroso da enfermagem nos cuidados diários com a 
manutenção do cateter.
Técnica de desobstrução
• Utilizar seringa de 10 ml com SF 0,9% e outra sem 
torneira de 03 vias conectadas as seringas e ao 
PICC/PICC realizar pressão negativa com aspiração 
da seringa vazia após, abrir para via com SF 0,9%;
• Observar e retirar coágulos se houver;
• Deverá ser realizado de 02-04 h em caso de ine-
ficácia.
Coleta de amostras de sangue
• Considerar calibre do catetera partir de 4 Fr*;
• Considerar os volumes a serem obtidos;
101
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
*Uma vez utilizado para coleta de material para 
exames laboratoriais, intensificar após a coleta de ma-
terial, flush com SF 0,9% a cada 2h nas próximas 24h.
Situações que impossibilitam 
a coleta de amostra
• Quantidade de vácuo gerada;
• Posicionamento da terminação do CCIP/PICC;
• Bainha de fibrina, capa de fibrina, etc.
Remoção do CCIP/PICC
• A extração ou remoção do CCIP/PICC somente 
deverá ser realizada por pessoal qualificado. Além 
disso, deverá:
• Ser lenta e cuidadosa (nunca utilizar força para 
remover o cateter);
• Posicionar o braço do paciente abaixo do nível 
do coração;
• Aplicar curativo oclusivo após término da remoção;
• Certificar-se de que todo o cateter foi removido.
Dificuldade de remoção do CCIP/PICC
É muito comum a ocorrência de vasoespasmo du-
rante o procedimento e caso tal fato ocorra, o enfer-
meiro deverá:
• Interromper o procedimento;
• Conversar e acalmar o paciente;
• Tentar nova remoção;
102
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Caso o CCIP/PICC ainda estiver preso no interior da 
veia, o enfermeiro deverá aplicar compressas mornas 
sobre a área de inserção, respeitando a esterilidade do 
local, pois a vasodilatação induzida permitirá a remoção 
do mesmo. Se o problema persistir aplique compressas 
mornas sobre o sítio do cateter e na extremidade do 
membro, buscando aumentar o aporte sangüíneo na 
veia onde se encontra o CCIP/PICC.
Se mesmo após todas as tentativas, o problema 
persistir:
1. Interrompa o procedimento de extração do CCIP/
PICC;
2. Aplique novo curativo estéril sobre o mesmo;
3. Aplique calor local durante as próximas 12h a 24 
h e continue tentando, sucessivas tentativas até 
conseguir a remoção por completa do cateter. 
Se mesmo após esse período o resultado não for 
positivo, compartilhe com a equipe médica para 
que em conjunto cheguem a uma nova conduta.
Tempo de permanência do CCIP/PICC
O cateter central de inserção periférica pode per-
manecer de semanas a mais que um 1 ano.
103
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
COMPLICAÇÕES 
POTENCIAIS NO 
PACIENTE PORTADOR 
DO CCIP/PICC
104
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Arritmia cardíaca
Definição: é o nome genérico de diversas pertur-
bações que alteram a freqüência e/ou o ritmo dos 
batimentos cardíacos.
Possíveis causas: Alteração do ritmo cardíaco de-
vido ao posicionamento da ponta do cateter ou fio 
guia no átrio estimulando o sistema de condução da 
excitabilidade.
Sinais e Sintomas: Taquicardia.
Intervenção de enfermagem: Reposicionamento 
de cateter.
Prevenção: Proceder à técnica de mensuração ri-
gorosa antes da instalação do cateter; Confirmação da 
ponta do cateter através de visualização radiológica.
Dor
Definição: A dor pode ser definida como uma ex-
periência subjetiva que pode estar associada a dano 
real ou potencial nos tecidos, podendo ser descrita 
tanto em termos desses danos quanto por ambas as 
características. É considerada como uma experiência 
genuinamente subjetiva e pessoal. A percepção de dor 
é caracterizada como uma experiência multidimensio-
nal, diversificando-se na qualidade e na intensi- dade 
sensorial, sendo afetada por variáveis afetivo- mo-
105
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
tivacionais. Sensação por terminações nervosas em 
resposta a estímulos lesivos aos tecidos.
Possíveis causas: contenção dos membros durante 
o procedimento de inserção do cateter:
• Garroteamento do membro durante a venopunção;
• Punção venosa / manipulação excessiva.
Sinais e Sintomas: queixa, fácies de dor.
Intervenção de enfermagem: Diminuir a manipu-
lação; utilizar analgésicos e sedativos.
Prevenção: utilizar escala de dor na unidade para 
avaliar intensidade; utilizar medidas de prevenção da 
dor antes de iniciar o procedimento.
Dificuldade de progressão
Definição: É quando o cateter encontra resistência 
para sua progressão
Possíveis Causas: Resistência ao avanço; Cateter 
Enrola externamente. Posicionamento inadequado 
do paciente; mau posicionamento do cateter; Veno-
espasmo; Calibre inadequado do cateter; Dissecção 
prévia; Esclerose; CCIP/PICC de encontro com válvu-
las; Bifurcação venosa; Angulação venosa acentuada.
Sinais e Sintomas: Dor no pertuito da veia.
Intervenção de Enfermagem:
• Nunca use força (Pare & Espere & Reinicie);
106
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
• Reposicionar o braço;
• Faça leve rotação do braço;
• Abrir e fechar a mão;
• Lavar com SF;
• Retrair o estilete;
• Remover o estilete;
• Aplicar calor sem comprometer o campo estéril.
Prevenção: Posicionar o paciente com o braço 
formando um ângulo de 90° com o corpo. Avançar o 
cateter suavemente.
Embolia gasosa
Definição: Transporte de ar através do cateter para 
a corrente sanguínea.
A quantidade de ar estimada para produzir o quadro 
de embolia gasosa significativa é entre 300 e 500 ml de 
ar, numa taxa de 100 ml/segundo. Porém, quantidades 
menores podem ser fatais nos pacientes gravemente 
enfermos e com reserva cardiopulmonar limitados.
Possíveis Causas: Rompimento do cateter; injeção 
de ar no circuito.
Sinais e Sintomas: A interação do sangue com 
ar desencadeia agregação de plaquetas, hemácias e 
moléculas de gordura às bolhas de ar, promovendo 
obstrução de vasos pulmonares, com conseqüente au-
107
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
mento da resistência vascular, redução da complacência 
pulmonar e hipoxemia grave, assim como instabilidade 
hemodinâmica concomitante, relacionada à hipertensão 
pulmonar aguda. A embolia gasosa pode manifestar-
-se por dispnéia súbita, ansiedade, tonturas, náuseas, 
e sensação de morte iminente, ou dor retroesternal. 
Sinais neurológicos como confusão, obnubilação e 
perda da consciência podem ocorrer imediatamente.
Intervenção de Enfermagem: Os pacientes com 
suspeita de embolia gasosa devem ser imediatamente 
posicionados em decúbito lateral esquerdo e com a 
cabeça abaixada (posição de Trendelemburg), colocan-
do desta maneira a via de saída do ventrículo direito 
em uma posição inferior à cavidade ventricular direita, 
facilitando a migração do ar para a porção mais elevada.
Prevenção: Evitar entrada de ar no sistema de in-
fusão
Extravasamento
Definição: Saída de líquido vesicante do vaso san-
guíneo para a parede ao redor causando inflamação.
Possíveis Causas: Deslocamento ou ruptura do 
cateter no interior do vaso durante a administração 
de drogas vesicantes.
Sinais e Sintomas:
108
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
• Dor à palpação;
• Tensão na pele no local de punção;
• Queixas de dor ou queimação;
• Pele fria e pálida;
• Infusão lenta ou parade;
• Edema dependente da extremidade afetada
Intervenção de Enfermagem:
• Parar a infusão imediatamente;
• Aplicar antidote específico para o tipo de fluido 
vesicante;
• Remover o cateter;
• Mensurar o cateter após a remoção e inspecionar 
sua integridade estrutural;
• Aplicar compressas úmidas mornas no local por 
20 minutos.
Prevenção: Inspeção rigorosa do sítio de punção 
e do trajeto da veia puncionada pelo menos a cada 
02 ou 03 horas; observar cuidados para preservar a 
integridade estrutural do cateter.
Flebite
Definição: é uma inflamação na camada íntima da 
veia que permite a aderência de plaquetas.
Tipos e causas:
109
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
• Flebite Mecânica: pode ser atribuída ao uso de 
cateter grande inserido em uma veia pequena. 
Veias maiores com paredes grossas suportam me-
lhor a infusão; Punção inapropriada.
• Flebite Química: administração de medicações ou 
soluções irritantes, medicações diluídas inapropria-
damante; interações medicamentosas; drogas de 
pH muito baixo ou muito alto; infusão muito rápi-
da, presença de pequenas partículas na solução. 
Infusões intermitentes causam menos irritação 
na parede da veia no decorrer do tempo do que 
infusões contínuas. Irritação da parede do vaso por 
micropartículas de algodão, talco da luva.
• Flebite Bacteriana: é o tipomenos comum da 
flebite, é a inflamação da parede interna da veia 
associada com a infecção bacteriana. Fatores que 
contribuem para o desenvolvimento de flebite 
bacteriana incluem técnicas assépticas inadequada 
de inserção do cateter, fixação ineficaz do cateter 
e falha na realização de avaliação dos locais.
• Flebite Pós-Infusão: inflamação da veia evidente em 
torno de 48 a 96 horas. Fatores que contribuem para 
seu desenvolvimento são a técnica de inserção do 
cateter, condição da veia utilizada, tipo, compatibili-
dade e o pH da solução ou medicações infundidas, 
110
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
calibre, tamanho, comprimento e material do cateter 
e tempo de permanência do cateter.
Possíveis Causas: Falha na técnica asséptica du-
rante a inserção e manutenção do cateter; lesão da 
parede do vaso pela ponta do cateter; cateter grande 
em relação à veia escolhida.
Sinais e Sintomas: Hiperemia, calor local ao toque, 
edema local, cordão fibroso palpável ao longo da veia.
Intervenção de Enfermagem: a recuperação é fre-
qüente utilizando-se de repouso com pernas e braços 
elevados; aplicar compressas úmidas mornas no lo-
cal por 20 minutos. A aplicação de compressas frias 
também está recomendada no tratamento de flebite, 
porém deve ser evitada nos recém- nascidos de alto 
risco devido à sua instabilidade térmica e maior ten-
dência à hipotermia.
Prevenção: lavagem rigorosa das mãos; preparo 
adequado da pele com degermação e antisepsia; téc-
nica asséptica durante a inserção e a manutenção; não 
tocar no cateter com a luva e sim com auxilio da pinça; 
utilizar filtros de linha venosa para micropartículas; 
evitar venopunções das articulações; inspeção rigorosa 
a cada 3 horas do sítio da venopunção e do trajeto 
da veia; controle de fluxo.
111
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Hematomas de punção
Definição: coleção localizada de sangue, geralmen-
te coágulo, em um órgão, espaço ou tecido, devido à 
ruptura da parede do vaso.
Possíveis Causas: transfixação do vaso após tenta-
tivas mal-sucedidas de punção; tempo de compressão 
insuficiente para hemostasia após a venopunção; gar-
roteamento por tempo desnecessário antes, durante 
e após a venopunção ou remoção de dispositivos in-
travenosos.
Sinais e Sintomas: edema; dificuldade de progres-
são do cateter.
Intervenção de Enfermagem: aplicação de garrote-
amento somente imediatamente antes da venopunção 
e soltar o garrote assim que obtido o sinal de refluxo.
Prevenção: realizar compressão após a venopunção 
o tempo suficiente para parada do sangramento.
Alerta: Nunca escolher vasos que possuam hema-
toma para inserção do cateter.
Hidrotórax
Definição: infusão de líquidos no espaço pleural.
Possíveis Causas: lesão pulmonar pela ponta do 
cateter ou fio guia.
112
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Sinais e Sintomas: diminuição dos murmúrios ve-
siculares; Taquipnéia; Diminuição da transparência 
pulmonar a radiografia de tórax.
Intervenção de Enfermagem: avaliação da radio-
grafia de tórax; preparo de material para drenagem 
pleural.
Prevenção: proceder à técnica de mensuração ri-
gorosa antes da inserção do cateter do cateter; confir-
mação da localização do cateter através da visualização 
com radiografia de tórax.
Infecção
Definição: contaminação local ou sistêmica através 
do cateter e dispositivos intravenosos.
Possíveis Causas: preparo inadequado da pele; 
utilização de antiséptico inapropriado; manipulação do 
cateter e do sistema de infusão sem técnica asséptica.
Sinais e Sintomas: calor; rubor; irritação; febre; 
secreção no sítio da venopunção.
Alerta: contagem de colônias maior que 15 uni-
dades formadoras (técnica de Maki) do mesmo micro-
organismo isolado na cultura da ponta do cateter e da 
hemocultura periférica; leucocitose.
Intervenção de Enfermagem: tratamento local; ad-
ministração de antibioticoterapia; remoção do cateter.
113
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Prevenção: lavagem das mãos; indicação criteriosa 
do acesso vascular profundo(de acordo com protocolo 
institucional); treinamento da equipe para implantação 
do CCIP/PICC; preparo rigoroso da pele para receber o 
CCIP/PICC; utilizar sistema fechado de infusão.
Alerta: A taxa de infecção relacionada ao CCIP/
PICC tem sido considerada inferior em comparação a 
outros tipos de acessos centrais.
Infiltração
Definição: é o extravasamento de medicação para 
o interstício. Essa ocorre por deslocamento do cateter 
da camada íntima da veia, podendo ocorrer também 
em decorrência da flebite.
Possíveis Causas: deslocamento ou ruptura do 
cateter no interior do vaso.
Sinais e Sintomas: pele fria em volta do sítio de 
inserção da venopunção; ausência de refluxo sanguí-
neo; Pele tensa; Edema dependente; Velocidade de 
infusão lenta, porém contínua.
Intervenção de Enfermagem: parar a infusão ime-
diatamente; remover o cateter; mensurar o cateter após 
a remoção e inspecionar sua integridade estrutural; 
aplicar compressas úmidas mornas no local por 20 
minutos.
114
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Prevenção: inspeção rigorosa do sítio de punção 
e do trajeto da veia puncionada pelo menos a cada 
02 ou 03 horas; observar cuidados para preservar a 
integridade estrutural do cateter.
Mau posicionamento do 
cateter (migração)
Definição:
Extravascular: ocorre quando o introdutor transfixa 
o vaso e o cateter é posicionado no espaço pleural ou 
no mediastino.
Vascular: o cateter, durante a progressão, pode: 
enrolar-se no interior do vaso; progredir para o átrio 
direito ou em uma das veias tributárias menores ou 
ainda não alcançar a veia cava.
Possíveis Causas: transfixação da veia pelo intro-
dutor; mensuração incorreta antes da implantação.
Sinais e Sintomas: arritmia; tamponamento cardí-
aco; derrame pleural; trombose; velocidade de fluxo 
lento com infiltração.
Intervenção de Enfermagem: parar a infusão ime-
diatamente; reposicionar ou remover o cateter.
Prevenção: proceder à técnica de mensuração ri-
gorosa antes da instalação do cateter; confirmação da 
localização da ponta do cateter através de RX.
115
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Obstrução do cateter
Definição: oclusão do cateter por trombo ou pre-
cipitado de drogas.
Possíveis Causas:
• Obstrução mecânica (causas externas): pinça-
mento do cateter, bombas de infusão desligadas, 
término da infusão; cateter ocluído por sutura.
• Oclusão Trombótica
• Oclusão intralúmen: ocorre quando o lúmen do 
cateter é obstruído por trombos ou fibrina, devi-
do à deposição de resíduo de sangue ou hemo-
derivados; causada por: utilização de cateteres 
menor de 3fr para administração de sangue ou 
hemocomponentes; interrupção da infusão de 
fluídos com fluxo retrógrado para a luz do cateter; 
técnica incorreta de lavagem do cateter.
• Oclusão extra lúmen (Manga e túnel de fibrina): 
ocorre devido ao encapsulamento da superfície 
do cateter pela deposição de fibrina e agregação 
plaquetária.
• Trombose venosa e tromboflebite: consiste num 
processo inflamatório de um segmento de uma 
veia, geralmente de localização superficial (veia 
superficial), juntamente com formação de coágulos 
na zona afetada. Geralmente uma tumefacção e 
116
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
vermelhidões marcadas (sinais do processo infla-
matório) ao longo do segmento de veia atingido, 
que é extremamante doloroso à palpação. Ocorrem 
muitas vezes febre e mal- estar
• Obstrução não trombótica: precipitado de drogas 
incompatíveis.
Sinais e sintomas: velocidade de fluxo lento; au-
sência de refluxo sangüíneo à aspiração; efeito de 
válvula (pode se infundir, porém não há refluxo durante 
a aspiração).
Intervenção de Enfermagem: intervir seguindo o 
protocolo de utilização de drogas para desobstrução 
de acessos vasculares.
Prevenção: não administrar drogas incompatíveis 
ao mesmo tempo; lavar o cateter após administração 
de sangue e hemoderivados e entre a administração de 
substâncias incompatíveis; seguir as recomendações 
para a prevenção de trombosee tromboflebite; evite o 
pinçamento do cateter e do sistema de infusão; manter 
o cateter salinizado a cada 4 h com SF 0.9% e realizar 
a técnica de pressão positiva.
117
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Exemplos de oclusões de cateteres
Punção arterial
Definição: punção inadvertida de uma artéria.
Possíveis Causas: não identificação da artéria; abor-
dagem profunda; sondagem inadvertida.
Sinais e Sintomas: cor do sangue; fluxo sanguíneo 
pulsátil; fluxo sanguíneo retrógrado.
Intervenção de Enfermagem: retirar o cateter e 
realizar curativo compressivo no local da punção; avaliar 
o desenvolvimento do hematoma.
Prevenção: identifique a artéria braquial, realize 
punções mais superficiais, evite sondagens; ruptura 
do cateter.
118
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Ruptura do cateter
Definição: fratura, ou rompimento do cateter com-
prometendo sua integridade estrutural. 
Possíveis Causas: acidente com dispositivo intro-
dutor pérfurocortante durante a implantação do CCIP/
PICC ou para a administração de medicamentos (ex. 
agulha introdutória) ou uso de tesoura próximo ao 
cateter; pressão excessiva durante flush ou aspiração 
do cateter; pinçamento do cateter.
Sinais e Sintomas: curativo úmido; drenagem de 
líquido durante a infusão.
Intervenção de Enfermagem: remoção do cateter.
Prevenção: cuidado rigoroso durante a implantação 
do cateter a fim de evitar danos estruturais causados 
pelos introdutores; não utilizar seringa menor que 10 
cc para aspirar ou lavar o cateter; evitar dobras e pin-
çamento do cateter; embolia por cateter.
Embolia por cateter
Definição: fragmento do cateter que pode ser car-
reado pela corrente sanguínea podendo migrar para o 
tórax e alojar-se na artéria pulmonar ou no ventrículo 
direito.
Possíveis Causas: rompimento do cateter.
119
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Sinais e Sintomas: descompensação hemodinâmica 
no caso de embolia de grandes vasos.
Intervenção de Enfermagem: caso ele se rompa 
próximo à inserção o enfermeiro deve aplicar pressão 
local ou colocar garrote próximo ao local da venopunção 
e, se possível, retirar o fragmento do membro puncio-
nado imediatamente após a detecção da ruptura a fim 
de prevenir a migração do fragmento para os grandes 
vasos, coração e artéria pulmonar; solicitar RX para 
localizar o fragmento do cateter. Proteger o local da 
punção para evitar acidentes.
Prevenção: observar todos os cuidados de preven-
ção de ruptura do cateter a fim de manter sua integri-
dade estrutural. Registrar com precisão / tamanho do 
cateter inserido.
Síndrome de Twiddler
Definição: deslocamento do cateter.
Sinais e Sintomas: edema; drenagem e cordão 
palpável no local de inserção do cateter; medida do 
cateter incompatível com a registrada no início do 
procedimento.
Intervenção de Enfermagem: reavaliar o posicio-
namento do cateter; refixar o curativo; evitar tração do 
cateter e manipulação excessiva.
120
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Prevenção: avaliar constantemente a mensuração 
do cateter; avaliar as condições de fixação do cateter.
Alerta: Não reintroduzir um cateter tracionado.
Tamponamento cardíaco
Definição: acúmulo de sangue no saco pericárdico 
secundário à lesão cardíaca. A síndrome clássica do 
tamponamento cardíaco caracteriza-se por turgência 
de jugulares, hipotensão e abafamento das bulhas 
cardíacas - (Tríade de Beck).
Possíveis causas: lesão cardíaca causada pela ponta 
do cateter.
Sinais e Sintomas: A visualização da ponta do ca-
teter pelo RX apresenta-se no pericárdio; taquicardia; 
hipotensão; bulhas hipofonéticas.
Intervenção de Enfermagem: parar a infusão 
imediatamente; reposicionar o cateter; tratamento 
sintomático para descompensação hemodinâmica; 
intervenção de emergência para retirada do líquido: 
pericardiocentes
Prevenção: proceder à técnica de mensuração ri-
gorosa antes da instalação do cateter; confirmação da 
localização da ponta do cateter através de RX.
121
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Tromboflebite
Definição: consiste num processo inflamatório de 
um segmento de uma veia, geralmente de localização 
superficial (veia superficial), juntamente com formação 
de coágulos na zona afetada.
Possíveis Causas: flebite química ou mecânica; 
lesão da parede vascular pelo cateter ou micropar-
tículas; oclusão do cateter; fluxo insuficiente para a 
entrada de fluido.
Sinais e Sintomas: velocidade de fluxo lento; hi-
peremia; calor local ao toque; dor local; edema nos 
membros; cordão fibroso palpável ao longo da veia. 
Ocorrem muitas vezes febre e mal-estar.
Intervenção de Enfermagem: aplicação de com-
pressas úmidas mornas no local por 20 minutos; re-
mover o cateter e os dispositivos acessórios.
Prevenção: lavagem rigorosa das mãos; preparo 
adequado da pele com degermação e antisepsia; téc-
nica asséptica durante a inserção e a manutenção; não 
tocar no cateter com a luva e sim com auxilio da pinça; 
utilizar filtros de linha venosa para micropartículas; 
evitar venopunções das articulações; inspeção rigorosa 
a cada 3 horas do sítio da venopunção e do trajeto da 
veia; controle rigoroso da velocidade de fluxo.
122
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Trombose
Definição: formação de coágulo no interior de um 
vaso sanguíneo íntegro. Geralmente, a trombose é 
causada devido a uma anomalia em um ou mais itens 
da Tríade de Virchow:
• Hipercoagulabilidade
• Lesão vascular
• Estase venosa
Possíveis Causas: a formação do trombo é geral-
mente causada por um dano nas paredes do vaso, ou 
ainda por micropartículas, trauma ou infecção, e tam-
bém pela lentidão ou estagnação do fluxo sangüíneo, 
ocasionado por alguma anomalia na coagulação san-
güínea; cateter inadequado ao tamanho do vaso. Após 
a coagulação intravascular, formam-se uma massa de 
forma de hemácias, leucócitos e fibrina.
Sinais de Sintomas: resistência durante a realização 
de flush; velocidade de fluxo lento.
Intervenção de Enfermagem: não realizar flush no 
cateter devido ao risco de deslocamento do trombo ou 
bactéria para o sistema circulatório; remover o cateter.
Prevenção: controle rigoroso da velocidade de 
fluxo; utilizar cateter adequado ao tamanho do vaso; 
utilizar filtro de linha venosa; permeabilizar o cateter 
após a infusão de substâncias viscosas; adicionar he-
123
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
parina à infusão de acordo com protocolo institucional; 
não interromper a infusão de fluídos.
Alerta: Alguns fibrinolíticos como a urokinase vêm 
sendo utilizados na recuperação da permeabilidade 
de cateteres obstruídos por coágulos sanguíneos em 
adultos.
124
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
CONTROLE DE 
QUALIDADE
125
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
A qualidade deve ser uma característica funda-
mental a qualquer serviço prestado e deve envolver 
toda a equipe e as atividades prestadas por estes. 
Para MOURA (1999, p. 68), “qualidade é definida como 
sendo a conformidade entre o que se produz com aquilo 
que o cliente quer, de modo que suas expectativas sejam 
superadas e sua satisfação alcançada”.
Segundo Donabediam qualidade em saúde é:
“Uma propriedade da atenção médica que pode 
ser obtida em diversos graus ou níveis, podendo 
ser definida como a obtenção dos maiores be-
nefícios, com os menores riscos para o paciente, 
benefícios estes que, por sua vez, se definem em 
função do alcançável de acordo com os recursos 
disponíveis e os valores sociais existentes”.
Para o suporte de serviços em cateter periférico 
central e informação dos resultados foi criado um 
programa de CCIP/PICC nos Estados Unidos, guiado 
pelo Center for Advanced Nursing Practice’s Evidence 
– Based Practice Model, foi designado e implementa-
do com sucesso. Dentre os componentes do programa 
temos administração, educação, prática clínica e dada 
monitorizados para melhores resultados.
O crescente interesse no cateter central de inserção 
periférica levou ao desenvolvimento do PICC Council 
126
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
(EUA), que foiestabelecido para prover recursos de 
informações na área de enfermagem envolvendo o 
uso e cuidado do CCIP/PICC. O resultado foi o desen-
volvimento de recomendações de nomenclatura, co-
municações e atividades de manutenção, que podem 
ser usadas por enfermeiras na terapia intravenosa no 
cuidado do paciente.
A seguir listaremos alguns aspectos principais em 
relação ao uso do cateter central de inserção periférica 
e a garantia de qualidade do procedimento.
Capacitação Profissional
O enfermeiro deve ter não só o conhecimento téc-
nico e científico, mas também o conhecimento dos 
diversos aspectos relacionados aos dispositivos ve-
nosos centrais. Participar de programas de Educação 
Continuada que incluam teoria e prática para que possa 
adquirir habilidade em realizar inserções seguras e 
eficientes. Conhecer os cuidados a serem realizados 
durante o uso do cateter atendendo as normas de 
controle de infecção e rotinas institucionais.
Elaboração de Protocolos
Os protocolos têm uma conceituação semelhante 
à de uma atividade, um processo que combina ade-
quadamente pessoas, tecnologias, materiais, métodos 
127
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
e seu ambiente tendo como objetivo a prestação de 
serviço em saúde.
São importantes para a pesquisa e para a prática 
assistencial porque avaliam a eficácia e a segurança 
das intervenções terapêuticas e produzem resultados 
cientificamente válidos, replicáveis e generalizáveis.
Para a realização de protocolos é necessário seguir 
alguns requisitos,
são eles:
• Estruturais;
• Documentação clara e objetiva;
• Possuir recurso humano suficientes em quantidade 
e qualificado;
• Recursos materiais adequados.
Critérios para a utilização do protocolo
Todo o processo de estruturação, implantação e 
implementação de protocolos clínicos e assistenciais 
gerenciáveis devem ser submetidos a aprovação das 
instancias superiores dentro das instituições de saúde.
Desta forma, o protocolo de PICC, bem como todos 
os protocolos que envolvam diretamente a assistên-
cia ao paciente, deve ser aprovado pela instituição 
e assinado pela Diretoria Clínica e Departamento de 
Enfermagem.
128
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Todos os protocolos institucionais devem apre-
sentar estrutura adequada contendo as indicações, 
recomendações, responsabilidades e os parâmetros 
clínicos para a remoção, estabelecendo assim as res-
ponsabilidades de cada membro da equipe multidis-
ciplinar na condução do plano terapêutico envolvendo 
o acesso central de inserção periférica.
129
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Ficha de Protocolo de 
Instalação do CCIP
1. Identificação:
Data de nascimento: / /
Sexo: ( ) M ( ) F
Peso:
Tempo de internação:
Indicação para uso do CCIP:
Exames laboratoriais:
Hb:
Ht:
TP:
TTPA:
INR:
Plaquetas: 
2. Dado do cateter:
Marca: 
French: 
Comprimento: 
Lote:
3. Inserção:
Membro selecionado: Perímetro braquial:
Comprimento do cateter a ser introduzido: __cm. 
130
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Introduzido: __ cm
Feita permeabilização do cateter: ( ) Sim ( ) Não 
Priming: __ ml
Técnica de inserção:
( ) punção direta ( ) Seldinger modificada
Dificuldade de introdução: ( ) Sim ( ) Não
Nº de tentativas de punções: ( ) 1 ( ) 2 ( ) 3 ( 
) Quantas?
Confirmada localização cateter: ( ) Sim ( ) Não
Fixação e curativo: ( ) oclusivo com gaze ( ) 
oclusivo com curativo transparente
Intercorrências:
Data: / / Hora:
Assinatura / Coren do Enfermeiro: 
4. Troca do 1º curativo
( ) gaze com fita
( ) Curativo transparente
5. Perímetro braquial
( ) hiperemia ( ) edema ( ) hematoma ( ) san-
gramento ( ) secreção seroso
Data: / /
Assinatura / Coren do enfermeiro: 
131
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
6. Retirada
Causas: 
( ) término da terapia proposta 
( ) obstrução mecânica 
( ) sinal de infecção 
( ) infecção confirmada 
( ) extrusão 
Data: / /
Assinatura / Coren do Enfermeiro: 
7. Destino do paciente
( ) alta ( ) óbito ( ) transferência ( ) home care
Data: / /
Assinatura / Coren do Enfermeiro:
Observação 1: PICC sem soroterapia contínua ou 
mesmo os que estão salinizados para antibioticote-
rapia, prescrever sem exceção lavar com 2 ml de SF 
0,9% a cada 4h.
Observação 2: Pacientes com restrição hídrica con-
versar com plantonista para acordar o volume prescrito 
para ser lavado.
Observação 3: Antes e após a administração de 
qualquer medicação lavar o PICC com 1ml de SF 0,9%.
132
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Conteúdo do protocolo
Descrever as técnicas de inserção, cuidados, ma-
nutenção e remoção; descrever as intervenções de en-
fermagem na ocorrência de complicações; não infringir 
os preceitos ético-legais da enfermagem.
Documentação
Ter registro da inserção, da troca de curativo, da 
condição de perviabilidade, da desobstrução e remo-
ção do cateter.
Inserção
• Indicação;
• Identificação do paciente;
• Diagnósticos;
• Data e hora da inserção;
• Alergias;
• Terapêutica;
• Marca do cateter, número do lote, calibre e com-
primento total; comprimento externo; veia acessada; 
medida basal da circunferência do membro; número 
de tentativas; anestésicos; dificuldades de inserção e 
intervenções empregadas; localização da terminação 
por meio da verificação radiológica; reações do pa-
ciente; tipo de curativo; orientações dadas à equipe, 
família e paciente; nome, assinatura e COREN;
133
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Troca de curativos
• Data e hora;
• Aspecto do local;
• Solução utilizada;
• Medida da circunferência do membro;
• Medida do comprimento externo do cateter;
• Respostas do paciente;
• Nome, assinatura e COREN.
Mantendo o cateter pérvio
• Data e Hora;
• Tipo de cateter;
• Lumens lavados;
• Presença ou ausência de retorno sangüíneo;
• Indicação;
• Solução utilizada;
• Nome, assinatura e COREN.
Desobstrução
• Data e hora da identificação mau funciona-
mento;
• Localização do cateter;
• Condições da inserção;
• Identificar os lumens tratados;
• Descrever as reações do paciente;
• Nome, assinatura e COREN.
134
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Remoção do cateter
• Data e hora da remoção;
• Motivo da remoção;
• Total de dias do cateter;
• Aspecto do cateter e comprimento total;
• Reações do paciente;
• Nome, assinatura e COREN.
135
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
SISTEMATIZAÇÃO DA 
ASSISTÊNCIA 
DE ENFERMAGEM
136
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
O Processo de Enfermagem (PE) é a dinâmica das 
ações sistematizadas e interrelacionadas, norteando a 
prática da enfermagem na tomada de decisões.
Serve como método para a solução de problemas 
na prática profissional, através do conhecimento téc-
nico-científico, ocorrendo desde o primeiro contato 
com o cliente até a avaliação dos resultados obtidos. 
O processo de enfermagem é um método de cuida-
dos humanizados, pois o cliente recebe um plano de 
assistência individualizada, que enfoca a obtenção de 
resultados desejados de uma maneira rentável.
A Sistematização da Assistência de Enfermagem 
(SAE) possibilita ao enfermeiro identificar quais Ne-
cessidades Humanas Básicas foram afetadas em seus 
clientes e classificar os diagnósticos e intervenções 
de enfermagem, para que sua equipe possa prestar 
uma assistência individualizada e baseada em conhe-
cimentos científicos.
Muitos profissionais têm a percepção da necessi-
dade de uma Sistematização da Assistência de Enfer-
magem, mas a escolha de um referencial teórico e uma 
metodologia adequada constitui um grande desafio 
para as lideranças que querem tra- balhar com este 
processo. A SAE deve ser uma conquista do profissional 
enfermeiro, que irá mudar a prática da enfermagem à 
137
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
luz de metodologias problematizadoras, para que não 
se constitua em mais uma alternativa frustrada ou um 
processo apenas normativo.
A SAE é um instrumento facilitador na avaliação da 
qualidade, pois através dela podemos avaliaras ações 
tomadas no cuidado prestado, certificando-se a eficácia 
e qualidade no serviço. Atualmente, a imagem que o 
cliente reflete no mundo dos negócios é de uma figura 
global, e a qualidade é a linguagem dos negócios. Os 
clientes querem a perfeição de produtos ou serviços 
e pagar pouco.
É responsabilidade dos líderes identificarem e 
implementar a melhor estratégia na busca de soluções 
para os problemas da Organização / Instituição, redu-
zindo custos e estimulando as pessoas a trabalharem 
em equipe, sendo requisitos para a qualidade.
A garantia da qualidade no trabalho da enfermagem 
ocorre quando o enfermeiro obtém conhecimento, ca-
pacidade criativa, determinação e acredita no controle 
da qualidade como um dos instrumentos necessários 
para o planejamento da assistência de enfermagem, 
fazendo-se necessário um arcabouço político favorável, 
conscientização dos profissionais e desenvolvimento 
de instrumentos que monitorizem sistematicamente 
as práticas de enfermagem.
138
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Diagnósticos de 
enfermagem no paciente 
portador de CCIP/PICC
Apresentaremos alguns diagnósticos de enferma-
gem formulados a partir da NANDA (North American 
Nursing Diagnosis Association) e CIPE (Classificação 
Internacional para a Prática de Enfermagem), para o 
paciente em uso do CCIP/PICC.
Mobilidade física prejudicada
Características definidoras: restrição do movimen-
to do membro superior. 
Fatores relacionados: punção do CCIP/PICC na 
fossa antecubital e ou fixação inadequada.
Ansiedade
Características definidoras: alterações comporta-
mentais, fisiológicas, afetivas e ou cognitivas.
Fatores relacionados: estresse e ameaça de mudan-
ça no estado de saúde devido à inserção da CCIP/PICC.
Medo
Características definidoras: alterações cognitivas, 
comportamentais, fisiológicas e/ou relato verbal.
139
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Fatores relacionados: situação potencialmente 
estressante - inserção de CCIP/PICC.
Risco de infecção
Fatores de risco: procedimento invasivo (inserção 
do CCIP/PICC)
Integridade tissular prejudicada
Características definidoras: tecido lesado; flebite 
mecânica e ou química, dor, eritema, edema, endure-
cimento da veia (drenagem pela inserção).
Fatores relacionados: inserção do CCIP/PICC; ma-
terial e tamanho do cateter; técnica inadequada de 
inserção; características da veia; posicionamento da 
termi- nação; fatores inerentes ao paciente; membro 
dominante versus não dominante; veia cefálica; me-
dicações irritantes; extremos de pH ou osmolaridade; 
diluição inadequada; infusão rápida; localização da 
terminação.
Sangramento
Características definidoras: perda sanguínea do 
sistema vascular por um orifício (inserção do CCIP/PICC).
Fatores relacionados: inadequados calibres de 
agulha / cânula introdutora; distúrbios de coagulação; 
terapêutica anticoagulante e ou inserção traumática.
140
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Hematoma
Características definidoras: coleção e acúmulo 
de sangue presente dentro dos tecidos e pele, massa 
palpável, sensibilidade ao toque, pele dolorida de 
aspecto azul – esverdeado desbotado ou amarelado.
Fatores relacionados: inadequados calibres de 
agulha / cânula introdutora; distúrbios de coagulação; 
terapêutica anticoagulante e ou inserção traumática.
Arritmia
Características definidoras: ritmo cardíaco irregu-
lar; dispnéia; palpitações; hipotensão arterial; alterações 
eletrocardiografias.
Fatores relacionados: irritação do miocárdio; mi-
gração da terminação para o átrio; movimento do braço 
deslocando o cateter para o átrio direito.
Percepção sensorial tátil alterada
Características definidoras: dormência, formiga-
mento, fraqueza da região. 
Fatores relacionados: dano direto pela agulha, 
irritação dos nervos durante inserção; posicionamento 
inapropriado do braço; cateter fora da veia.
141
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Risco de perfusão tissular cerebral ineficaz
Fator de risco: entrada de grande “bolus” de ar 
pelo cateter.
Infecção bacteriana no local de 
inserção do ccip/picc
Características definidoras: área de infecção afe-
tando pele e subcutâneo; drenagem pelo local de in-
serção; eritema; edema; dor; ausência de sintomas 
sistêmicos.
Fatores relacionados: contaminação do local de 
inserção; preparo inadequado da pele; manutenção 
inadequada do local de inserção; condições clínicas 
do paciente; técnicas inapropriadas como a lavagem 
das mãos.
Infecção sistêmica
Características definidoras: febre e calafrios; leu-
cocitose; culturas positivas; sepse.
Fatores relacionados: colonização do cateter; múl-
tiplos lumens; bainha de fibrina; condições do pa-
ciente; local de inserção; infecções prévias; técnicas 
inadequadas.
Embolia por cateter
Características definidoras: perda visível do cateter 
ou fragmentos no interior da veia.
142
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Fatores relacionados: dano ao cateter; Retração 
do cateter pela agulha introdutora; Retirada agressiva 
do estilete.
Embolia por trombo venoso
Características definidoras: maioria assintomática; 
edema; drenagem; impossibilidade de aspiração; lenti-
ficação da infusão; edema periorbital; desconforto no 
ombro ou pescoço; taquicardia; dispnéia.
Fatores relacionados: resíduos no cateter; inserção 
traumática; estados de hipercoagulabilidade; soluções 
hipertônicas; mau posicionamento do cateter; tamanho 
do cateter; estase venosa.
Muitos outros diagnósticos podem ser identificados 
a partir de uma avaliação adequada do enfermeiro. A 
SAE para este paciente pode ser implementada com o 
uso das Classificações de Intervenção (NIC) e Resultada 
de Enfermagem (NOC).
143
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
ASPECTOS ÉTICOS 
E LEGAIS
144
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Considerações éticas – 
resolução COFEN no 258/2001
Inserção de Cateter Periférico Central, pelos En-
fermeiros.
O Conselho Federal de Enfermagem - COFEN, no 
uso de suas atribuições legais e regimentais;
CONSIDERANDO a competência técnica do Enfer-
meiro, estatuída na Lei nº
7.4 8/86 em seu artigo 11, inciso I, alíneas ï 
em “m”, e inciso II, alíneas “ë” e “f”.
CONSIDERANDO a Resolução COFEN nº 240/2000. 
que aprova o Código de Ética dos Profissionais de En-
fermagem, em seu Capítulo III, artigos 16,17 e 18;
CONSIDERANDO o Parecer da Câmara Técnica As-
sistencial nº 011/2001, aprovado na Reunião Ordinária 
do Plenário nº 296;
RESOLVE:
Art. 1º - É lícito ao enfermeiro à inserção de cateter 
periférico central.
Art. 2º - O enfermeiro para o desempenho de tal 
atividade, deverá ter-se submetido à qualificação e / 
ou capacitação profissional.
145
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
Art. 3º - Esta Resolução entra em vigor na data de 
sua publicação, revogando disposições em contrário.
Rio de Janeiro 12 julho de 2001.
Gilberto Linhares Teixeira 
COREN-RJ Nº 2.380
Presidente
João Aureliano Amorin de Sena 
COREN-RJ Nº 9.17
Primeiro Secretário
146
 CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM CCIP/PICC 
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