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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM BIBLIOTECONOMIA 
 
 
 
LEIDE JANE CRUZ VIEIRA 
 
 
 
 
 
MAPEAMENTO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA SOBRE OS 
ESTUDOS BIBLIOMÉTRICOS INDEXADA NA BRAPCI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NATAL / RN 
2022
 
LEIDE JANE CRUZ VIEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MAPEAMENTO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA SOBRE OS 
ESTUDOS BIBLIOMÉTRICOS INDEXADA NA BRAPCI 
 
 
Monografia apresentada ao Curso de 
Graduação em Biblioteconomia da 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 
como requisito parcial à obtenção do título de 
Bacharela em Biblioteconomia. 
 
Orientadora: Profa. Dra. Ilaydiany Cristina 
Oliveira da Silva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
NATAL / RN 
2022
 
 
 Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN 
Sistema de Bibliotecas - SISBI 
Catalogação de Publicação na Fonte. UFRN - Biblioteca Setorial do Centro Ciências Sociais Aplicadas - CCSA 
 
 Vieira, Leide Jane Cruz. 
 Mapeamento da produção científica brasileira sobre os estudos 
bibliométricos indexada na BRAPCI / Leide Jane Cruz Vieira. - 
2022. 
 61 f.: il. 
 
 Monografia (Graduação em Biblioteconomia) - Universidade 
Federal do Rio Grande do Norte, Centro de Ciências Sociais 
Aplicadas, Departamento de Ciência da Informação. Natal, RN, 
2022. 
 Orientadora: Profa. Dra. Ilaydiany Cristina Oliveira da 
Silva. 
 
 
 1. Bibliometria - Monografia. 2. Lei de Lotka - Monografia. 
3. Lei de Bradford - Monografia. 4. Lei de Zipf - Monografia. 5. 
Base de Dados Referenciais de Artigos de Periódicos - Ciência da 
Informação (BRAPCI) - Monografia. I. Silva, Ilaydiany Cristina 
Oliveira da. II. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 
III. Título. 
 
RN/UF/Biblioteca CCSA CDU 02:001.891 
 
 
 
 
 
 
Elaborado por Eliane Leal Duarte - CRB-15/355 
 
 
 
 
LEIDE JANE CRUZ VIEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MAPEAMENTO DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA BRASILEIRA SOBRE OS 
ESTUDOS BIBLIOMÉTRICOS INDEXADA NA BRAPCI 
 
 
Monografia apresentada ao Curso de 
Graduação em Biblioteconomia da 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 
como requisito parcial à obtenção do título de 
Bacharela em Biblioteconomia. 
 
Aprovada em: 16 / 05 / 2022. 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
___________________________________________________________________ 
Profa. Dra. Ilaydiany Cristina Oliveira da Silva – Orientadora 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte 
 
___________________________________________________________________ 
Profa. Dra. Mônica Marques Carvalho Gallotti – Membro interno 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte 
 
___________________________________________________________________ 
Profa. Dra. Nancy Sánchez Tarragó – Membro interno 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A todas as pessoas que me incentivaram e 
acreditaram no meu potencial quando eu 
mesma duvidei, especialmente a minha irmã, 
Letícia Cruz Vieira (meu maior orgulho), por 
todo suporte desde o início da graduação. 
 
Dedico! 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Chegou o momento mais espero: a hora de agradecer. Sou daquelas pessoas que adoram 
pegar um Trabalho de Conclusão de Curso para ler a parte dos agradecimentos, na verdade, me 
emociona lê-los. E dessa vez estou do lado de cá, chegou a minha vez de agradecer. É aqui que 
expressamos nossa gratidão por cada pessoa que de forma direta ou indireta nos ajudou, 
incentivou e/ou arrancou sorrisos, tornando a graduação mais leve. 
Primeiramente, agradeço a Deus por ter me permitido chegar até aqui. Tenho certeza do 
seu amor por mim diante de todas as coisas boas que Ele me proporcionou e ainda me 
proporciona. Pela sua proteção e sustento em dias difíceis. 
À minha irmã, Letícia Cruz Vieira, que é a pessoa que eu mais amo neste mundo. Além 
de irmã, ela tornou-se companheira de curso. Obrigada pelo amor, amizade, paciência, 
cumplicidade e por todas as vezes que me estendeu a mão quando precisei. Tu és um ser humano 
maravilhoso e eu não sei o que seria de mim sem você. Obrigada por tudo! Eu te amo! 
À minha mãe, Luzinete de Souza Cruz, que apesar de não ter tido a oportunidade de 
estudar, de não saber ler, sempre nos mostrou que o estudo é a nossa melhor opção. Sua vida 
nunca foi fácil, mas a senhora sempre fez de tudo para que nada nos faltasse. Nem sempre 
reconheci suas batalhas (um grande erro meu), mas a vida me mostrou a te olhar com mais 
carinho. Eu amo a senhora! 
Aos meus irmãos, Leandro e Leonardo, pelos momentos de descontração quando 
passávamos o final de semana em casa. 
Ao meu namorado, companheiro de vida e amigo, Junior Moreira. Saiba que partilhar a 
vida contigo tem sido muito bom. Obrigada pelo apoio, incentivo em absolutamente tudo, 
principalmente a concluir este trabalho, e pela paciência nos meus piores dias. Agradeço, 
também, pelas inúmeras vezes que você insistia para eu dormir cedo, mesmo eu dizendo que 
estava sem sono na reta final da escrita desta monografia quando a ansiedade batia. Seu apoio 
foi e continua sendo essencial. Te amo, baby! 
Ao meu Clubinho do Caritó, composto por Anddyara, Fernanda e Tazia, pelos 11 anos 
de amizade. Obrigada por entenderem a minha ausência nos grupos das redes sociais e não me 
excluírem deles (risos). Vocês são muito importantes para mim! 
À CDU, grupinho formado por Amanda, Felipe, Gisele, Hudson, Jéssica, Julle, Letícia, 
Nathalia e Raquel, que carinhosamente foi construído ao longo desses 4-5 anos de curso. 
Obrigada por tudo que vivemos depois que nos aproximamos; pelos momentos compartilhados, 
viagens, saídas e risadas. A graduação se tornou mais leve com vocês ao meu lado e, apesar de 
 
alguns já terem concluído o curso, a comunicação via WhatsApp/Instagram continua firme e 
forte. Vocês são maravilhosos! 
Ao Quarteto Fantástico, grupo constituído por Elieze (mais conhecido como Davi), Jean 
e Sidemar desde o ensino médio. Apesar da distância, nossa amizade permanece a mesma. 
Agradeço aos meus (ex)supervisores de estágio de não obrigatório, Leandro de Souza e 
Ezequiel Soares, pelos ensinamentos e por contribuírem com minha formação para que eu me 
tornasse uma profissional melhor. Vocês são bibliotecários top de verdade! 
Aos meus colegas de estágio no Tribunal Regional do Trabalho 21ª Região (TRT 21) – 
Aline Melo, Allana Emily e Amanda Índio – por ter tido o privilégio de trabalhar com vocês e 
ter aprendido muito em tão pouco tempo. Foi a melhor equipe de trabalho que a biblioteca do 
TRT 21 teve, sem dúvidas. 
Agradeço à equipe da Biblioteca Central Sebastião Fernandes (BCSF), do Instituto 
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), por tornar o meu 
estágio uma experiência enriquecedora. Um agradecimento especial a bibliotecária Maria Ilza 
da Costa por tudo o que ela me ensinou a respeito das normas da Associação Brasileira de 
Normas Técnicas (ABNT), como também, pelas histórias, momentos descontraídos e as 
diversas risadas bobas que demos ao longo desse período. Você é incrível, Ilza! 
À Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), pelas políticas de assistência 
estudantis que proporcionou a minha permanência no curso. Entre elas, destaco a moradia na 
Residência Universitária do campus que se tornou literalmente a minha segunda casa. 
Aos amigos/colegas da Residência Universitária – Paula, Heytor, Larícia, Eduardo, 
Cleiton, João Victor e João Marcelo – por tornarem essa estadia mais alegre e pela companhia 
na hora das refeições no Restaurante Universitário (RU). Também agradeço a Addan, que 
apesar de não morar na Residência, estava sempre presente para uma boa conversa e tornou-se 
um grande amigo. 
Ao setor de Revisão da Secretaria de Educaçãoa Distância (Sedis), local da minha 
primeira bolsa de apoio técnico na UFRN, onde tive o prazer de conhecer pessoas maravilhosas 
e que mantenho contato até hoje. 
Ao corpo docente do Departamento de Ciência da Informação, pelos profissionais 
humanos que são, pelo conhecimento que é repassado com tanta maestria, pelo cuidado com 
os/as alunos/as e pelos diversos conselhos que foram transmitidos ao longo da graduação. E, se 
existe departamento melhor do que este, eu desconheço. 
Por último, mas não menos importante, agradeço à minha orientadora Ilaydiany 
Oliveira, por embarcar neste trabalho comigo e por ter me acolhido tão bem, mesmo sem ter 
 
sido sua aluna anteriormente; pelas orientações, risadas e conselhos; por ter entendido quando 
eu não estava bem e por ter me acalmado em momentos de aflições. Tudo isso foi de suma 
importância para que eu conseguisse finalizar este trabalho. Te admiro muuuito! 
Meus sinceros agradecimentos a todos/as, pois a finalização deste ciclo também é a 
concretização de um sonho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sonhar é verbo: é seguir, é pensar, inspirar e fazer força, insistir, é lutar, 
transpirar. São mil verbos que vem antes do verbo realizar. 
Bráulio Bessa 
 
 
RESUMO 
 
A bibliometria constitui-se como um subcampo dos Estudos Métricos da Informação que faz 
uso de métodos matemáticos e estatísticos que servem para analisar quantitativamente a 
produção científica, podendo ser aplicada em diversas áreas do conhecimento, com vistas a 
identificar características que cercam os temas abordados. Tendo isso em vista, esta pesquisa 
tem como objetivo geral mapear e investigar a produção científica referente aos estudos 
bibliométricos que estão indexados na Base de Dados Referenciais de Artigos de Periódicos em 
Ciência da Informação (Brapci). E para atingir este objetivo, elencam-se o seguintes objetivos 
específicos: identificar quais autores/as mais publicam sob autoria principal e/ou coautoria 
sobre a temática de bibliometria; elencar qual(is) o(s) periódico(s) que mais publica(m) artigos 
sobre a bibliometria; verificar a distribuição geográfica dos autores/as, das instituições e dos 
periódicos que compõem o escopo da pesquisa; verificar quais termos são mais representativos 
nas produções sobre a bibliometria; identificar o(s) ano(s) de maior(es) publicação de artigos 
sobre a bibliometria. A metodologia, por sua vez, baseia-se na tipologia de pesquisa aplicada, 
quanto à natureza; quantitativa, quanto à forma de abordagem do problema; exploratória e 
descritiva quanto aos objetivos; e pesquisa bibliográfica, quanto aos procedimentos. Para a sua 
realização, utiliza-se um estudo bibliométrico na Brapci, a partir das aplicações das leis 
bibliométricas de Lotka, Bradford e Zipf. O estudo analisa 1.253 artigos e seus resultados 
demonstram que: Maria Claudia Cabrini Grácio é a autora que mais publica sobre a temática; 
já a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) é a instituição de ensino de maior 
produtividade; a região sudeste é a região brasileira que possui maior produtividade; com 
relação as redes de coautorias, destaca-se novamente a autora Maria Claudia Cabrini Grácio. 
Além disso, foi verificado que o evento que mais publica sobre a temática é o Encontro 
Brasileiro de Bibliometria e Cientometria, e o termo bibliometria é a palavra que melhor 
representa o tema explorado. Também foi identificado que 2018 foi o ano em que mais houve 
publicações voltadas à bibliometria. Por fim, conclui que a área de Ciência da Informação 
contribui significativamente com produções relevantes acerca da bibliometria, bem como 
apresenta as principais características científicas que permeiam estas produções. 
 
Palavras-chave: bibliometria; Lei de Lotka; Lei de Bradford; Lei de Zipf; Base de Dados 
Referenciais de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (Brapci). 
 
 
ABSTRACT 
 
Bibliometrics consists in a subfield of the Metric Studies of Information that makes use of 
mathematical and statistical methods which serve to carefully analyze scientific production 
quantitatively, being able to be applied in different areas of knowledge with the goal of identify 
characteristics that encircle the addressed themes. Within this view, this research has the general 
objective to map and investigate the scientific production relative to the bibliometric studies 
indexed in the Reference Database of Journal Articles in Information Science (Brapci). And to 
attain this goal, the following specific objectives are listed: identify which authors publish more 
under main authorship and/or co-authorship about bibliometrics thematic; list which 
periodical(s) publish(es) more articles about bibliometrics; identify the geographical 
distribution of authors, institutions and of periodicals that constitutes the scope of this research; 
verify which terms are more representative in productions on bibliometrics; identify the year(s) 
of the most articles published on bibliometrics; identify the year(s) of the most articles 
published about bibliometrics. The methodology, in turn, is based on applied research typology, 
as of its nature; quantitative, regarding the problems approach; exploratory and descriptive 
about the goals; and bibliographic research, as for the procedures. For its achievement, it’s used 
a bibliometrics study at Brapci, from Lotka’s, Bradford’s and Zipf’s bibliometrics law. The 
study analyzes 1.253 articles and its results demonstrate that: Maria Claudia Cabrini Grácio is 
the author who publishes the most about said thematic; on the other hand, the Universidade 
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) is the teaching institution with the highest productivity; 
the southeast region is the Brazilian region that has the highest productivity; concerning the co-
authorship networks, the author Maria Claudia Cabrini Grácio stands out yet again. 
Furthermore, it was verified that the event that publishes the most about this thematic is The 
Brazilian Meeting on Bibliometrics and Scientometrics, and the term bibliometrics is the word 
that better represent the theme explored. It was also identified that 2018 was the year with the 
most publication towards bibliometrics. Lastly, it’s concluded that the area of Information 
Science contributes significantly with relevant productions about bibliometrics, as well as 
presents the main scientific characteristics that permeate said productions. 
 
Keywords: bibliometrics; Lotka’s Law; Bradford’s Law; Zipf’s Law; Reference Database of 
Journal Articles in Information Science (Brapci). 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 1 – Esquema de relações entre metrias ........................................................................ 25 
Figura 2 – Rede de coautorias ................................................................................................. 46 
Figura 3 – Nuvem de palavras da 1ª esfera: informação trivial .............................................. 51 
Figura 4 – Nuvem de palavras da 2ª esfera: informação interessante ..................................... 52 
 
 
LISTA DE GRÁFICOS 
 
Gráfico 1 – Instituições mais produtivas ................................................................................. 44 
Gráfico 2 – Produtividade por regiões ..................................................................................... 45 
Gráfico 3 – Distribuição dos artigos sobre bibliometria indexados na Brapci por ano ........... 53 
 
 
LISTA DE QUADROS 
 
Quadro 1 – Síntese das 3 leis clássicas da bibliometria .......................................................... 33 
Quadro 2 – Síntese das edições do EBBC .............................................................................. 48 
Quadro 3 – Grupos de Trabalhos do ENANCIB..................................................................... 49LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 1 – Ranking dos autores/as que mais publicaram sobre a temática de bibliometria na 
Brapci ....................................................................................................................... 40 
Tabela 2 – Periódicos indexados na Brapci que mais publicaram artigos sobre bibliometria .47 
Tabela 3 – Termos mais utilizados como indexadores de artigos sobre bibliometria na Brapci
 .................................................................................................................................. 50 
 
 
LISTA DE SIGLAS 
 
ANCIB Associação de Pesquisa e Pós-graduação em Ciência da Informação 
BDTD Biblioteca Digital de Teses e Dissertações 
Brapci Base de Dados Referenciais de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação 
CEFET-MG Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais 
CI Ciência da Informação 
CNPq Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico 
CT&I Ciência, Tecnologia e Inovação 
DECIN Departamento de Ciência da Informação 
DOI Digital Object Identifier 
EBBC Encontro Brasileiro de Bibliometria e Cientometria 
EMI Estudos Métricos da Informação 
ENANCIB Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação 
IBBD Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação 
IBICT Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia da Universidade 
Federal de Rio de Janeiro 
ORCID Open Researcher and Contributor ID 
PPGCI Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação 
PPGIC Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação do Conhecimento 
PPGCOM Programa de Pós-Graduação em Comunicação 
TICs Tecnologias de Informação e Comunicação 
UCR Universidade de Califórnia em Riverside 
UFAL Universidade Federal de Alagoas 
UFF Universidade Federal Fluminense 
UFMG Universidade Federal de Minas Gerais 
UFPE Universidade Federal de Pernambuco 
UFPR Universidade Federal do Paraná 
UFRGS Universidade Federal do Rio Grande do Sul 
UFRN Universidade Federal do Rio Grande do Norte 
UFSC Universidade Federal de Santa Catarina 
UFSCar Universidade Federal de São Carlos 
UNAM Universidade Nacional Autônoma do México 
UnB Universidade de Brasília 
 
UNESP Universidade Estadual Paulista 
UNICAMP Universidade Estadual de Campinas 
Unicordoba Universidad de Córdoba 
UNIR Universidade Federal de Rondônia 
URL Uniform Resource Locators 
URSS União Soviética 
USP Universidade de São Paulo 
WoS Web of Science 
WWW World Wide Web 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 17 
1.1 Objetivos ........................................................................................................................... 19 
1.2 Justificativa ...................................................................................................................... 20 
1.3 Estrutura do trabalho ..................................................................................................... 21 
2 OS ESTUDOS MÉTRICOS DA INFORMAÇÃO E A COMUNICAÇÃO 
CIENTÍFICA ................................................................................................................... 23 
3 A BIBLIOMETRIA: UMA INCURSÃO HISTÓRICO-CONCEITUAL .................. 31 
4 METODOLOGIA............................................................................................................ 35 
5 RESULTADOS E DISCUSSÕES .................................................................................. 40 
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................... 55 
 REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 57 
 
17 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Na atualidade a comunicação científica dá-se por um processo ágil, quando comparado 
há séculos anteriores, isto ocorre devido a rapidez no processo de transmissão das informações 
e ao uso intenso das tecnologias digitais da informação, mais precisamente a internet e a web. 
Com o advento da internet e o desenvolvimento de novas tecnologias, o fluxo da 
comunicação científica foi reestruturado e o saber científico disponível para o mundo, sem 
limitações de tempo e espaço, ou seja, as barreiras culturais e geográficas foram rompidas, de 
tal forma que a informação não está mais limitada (MORAES, 2012). Com isso, produtos como 
documentos digitais, bases de dados, portais de periódicos, revistas eletrônicas, bibliotecas 
digitais, repositórios institucionais etc., foram gerados e, consequentemente, houve uma 
diminuição de custos no processo de publicação e uma maior socialização do saber. 
A comunicação científica pode ser considerada a mola propulsora para o 
desenvolvimento da ciência, uma vez que o conhecimento científico que é produzido acaba 
sendo compartilhado entre a academia, a comunidade de cientistas, ou seja, os pares e a 
sociedade. No Brasil, a ciência ganhou maior destaque entre as décadas de 60 e 70 quando 
houve a criação e expansão dos cursos de pós-graduação, os quais contribuíram para o aumento 
das produções científicas (MORAES, 2012). 
Nesse contexto, há uma preocupação incessante no processo de análise e avaliação das 
informações científicas produzidas nesse processo de comunicação, com vistas a tratar, 
organizar e recuperar essas informações, visando sua utilização em prol da ciência. 
Compreende-se que a diversidade de suportes informacionais físicos e/ou digitais, tais 
como livros, e-books, repositórios, bases de dados, dentre outros, favorece a formação de um 
amplo leque de variedade de documentos que poderão ser avaliados por meio dos Estudos 
Métricos da Informação (EMI). Sendo assim, os EMI, que constituem um subcampo de 
interesse da Ciência da Informação (CI), têm o papel de identificar e avaliar informações 
científicas contidas nesses tipos de suportes, assim como seu alcance, influência e impacto, 
utilizando recursos quantitativos como ferramentas de análise (CURTY; DELBIANCO, 2020). 
Esses estudos aplicam métodos matemáticos e estatísticos. Dentre eles podem ser 
mencionados a bibliometria, cientometria, informetria, webometria e a altmetria, que permitem 
descrever e avaliar os fluxos de comunicação e à atividade científica, principalmente quando 
elas excedem a capacidade humana de processamento (VANTI, 2002). 
Dentre os métodos citados acima, destaca-se a bibliometria que surgiu em 1969, este 
termo foi cunhado por Alan Pritchard e se constitui como um subcampo dos EMI, podendo ser 
18 
 
definido como uma “técnica quantitativa e estatística de medição dos índices de produção e 
disseminação do conhecimento científico” (ARAÚJO, 2006, p. 12). A bibliometria tem se 
destacado na ciência por ser “uma técnica estatística utilizada para mensurar aspectos da 
produção acadêmica que contribui para o desenvolvimento da ciência” (MEDEIROS; 
VITORIANO, 2015, p. 491). 
Assim, compreende-se que a bibliometria tem sido utilizada ao longo das últimas 
décadas como uma ferramenta de análise quantitativa da produção científica, possibilitando 
identificar características das informações de pesquisas que são produzidas. 
Araújo (2006) aponta que os estudos iniciais da bibliometria eram voltados para a 
medição de livros em termos de quantidade de edições e exemplares, de palavras contidas nas 
obras, de espaço ocupado por eles nas bibliotecas, e de estatísticas relativas à indústria do livro; 
posteriormente, ela foi se voltando para outros formatos de produção bibliográfica (tais como 
artigos de periódicos e outros tipos de documentos). Por conseguinte, se ocupou da 
produtividade de autores/as e do estudo de citações. 
Corroborando para esta afirmação, Figueiredo (1977 apud ARAÚJO, 2006, p. 13), 
descreve que “a bibliometria desde sua origem é marcada por uma dupla preocupação: a análiseda produção científica e a busca de benefícios práticos imediatos para bibliotecas 
(desenvolvimento de coleções, gestão de serviços bibliotecários)”. 
Desse modo, observa-se que a bibliometria tem sido aplicada em diversas áreas do 
conhecimento com vistas a identificar características acerca dos temas abordados. Por isso, é 
de suma importância evidenciá-la dentro de pesquisas que trabalham com produção e 
comunicação científica no âmbito da área de CI por esta área ser responsável pela evolução dos 
estudos métricos, iniciando as pesquisas primeiramente pela bibliometria e em seguida pelas 
demais metrias. 
A CI como área do conhecimento responsável por tratar, organizar, recuperar e 
disseminar as informações, nasceu após a segunda guerra mundial imersa em um contexto de 
muitas mudanças, principalmente na parte cultural, onde houve um desenvolvimento da 
produção e das necessidades de informações científicas e técnicas, bem como na parte 
tecnológica, com o surgimento das tecnologias digitais da informação que ampliaram o 
universo de suportes informacionais. Isso gerou um aumento da produtividade e da velocidade 
de produção de novos documentos e do conhecimento produzido, gerando uma explosão 
informacional e, em consequência desse fator, dificuldades em recuperar a informação. 
Diante desse cenário, com a evolução da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e a 
criação de novas tecnologias para obter informações com maior rapidez, que fossem relevantes 
19 
 
e de qualidade, foi determinante. E como uma forma de avaliar o que era produzido, quem 
estava produzindo e onde estavam publicando que os EMI como subárea da CI ganham 
destaque. 
Mediante o aumento significativo das produções científicas dentro das áreas do 
conhecimento, associado as diversidades de suporte informacionais, há uma necessidade de 
evidenciar a aplicação dos estudos bibliométricos para a caracterização dessas produções, pois 
Oliveira (2018, p. 24) chama atenção “[...] para a quase inexistência de trabalhos teóricos e 
metodológicos, que evidenciam o estágio atual dos Estudos Métricos da Informação, no Brasil, 
e a inserção desta temática na Ciência da Informação, deixando o tema à deriva”. 
Além disso, Grácio (2020, p. 35-36) destaca “[...] a necessidade de se incrementar as 
pesquisas brasileiras que contribuam para a reflexão, debate e desenvolvimento conceitual, 
teórico e metodológico dos próprios EMI [...]”. 
Nesse sentido, este estudo busca compreender se: a área de CI tem contribuído com 
produções relevantes sobre bibliometria? Quais as características científicas que permeiam as 
produções sobre bibliometria dentro da área de CI que estão indexadas na Base de Dados 
Referenciais de Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (Brapci)? 
Buscando responder tais questionamentos, delimitam-se os objetivos dessa pesquisa 
apresentados a seguir. 
 
1.1 Objetivos 
 
Definir os objetivos de uma pesquisa científica é o momento de estabelecer o que se 
pretende alcançar e/ou resolver com a realização do estudo, ou seja, quais os resultados que o 
pesquisador deseja obter ou qual a contribuição que a pesquisa poderá propiciar para o meio 
acadêmico-científico (PRODANOV; FREITAS, 2013). É de suma importância delinear os 
caminhos que o pesquisador deve percorrer para conseguir o que deseja. 
Para tanto, apresenta-se o objetivo geral e os objetivos específicos abaixo: 
 
a) Objetivo geral 
 
Mapear a produção científica referente aos estudos bibliométricos que estão indexadas 
na Brapci. 
 
 
20 
 
b) Objetivos específicos 
 
− Identificar quais autores/as mais publicam sob autoria principal e/ou coautoria sobre a 
temática de bibliometria; 
− Elencar qual(is) o(s) periódico(s) que mais publica(m) artigos sobre a bibliometria; 
− Verificar a distribuição geográfica dos autores/as, das instituições e dos periódicos que 
compõem o escopo da pesquisa; 
− Verificar quais termos são mais representativos nas produções sobre a bibliometria; 
− Identificar o(s) ano(s) de maior(es) publicação de artigos sobre a bibliometria. 
 
1.2 Justificativa 
 
A motivação para realização deste trabalho se dá por meio do desejo de contribuir para 
o campo acadêmico da área dos Estudos Métricos da Informação, mais especificamente no 
âmbito da bibliometria, procurando conhecer, pelo menos em esfera nacional, como a produção 
científica sobre esse tema vem se comportando ao longo dos anos. 
Outro argumento determinante para a realização desse estudo refere-se a necessidade de 
fornecer informações atualizadas sobre a temática, como por exemplo o ano (ou anos) que 
ocorreu o maior número de publicação sobre os estudos bibliométricos, autores/as que mais 
publicam e periódicos que mais se destacam na área etc., para cursos de graduação e programas 
de pós-graduação no contexto brasileiro e internacional que venham a se interessar pelo 
conteúdo, especialmente para o curso de graduação em Bacharelado em Biblioteconomia e o 
Programa de Pós-Graduação em Gestão da Informação do Conhecimento (PPGIC), ambos 
ofertados pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e que disponibilizam 
disciplinas ligadas ao tema de pesquisa. 
O PPGIC, por exemplo, oferece como componente curricular a disciplina eletiva 
“Comunicação Científica e Métrica da Informação”, visando estudar comunicação e produção 
do conhecimento científico; gênese, tipologia e características dos estudos métricos da 
informação; métodos, técnicas, recursos e fontes de informação utilizados para a análise e 
avaliação da produção científica, tecnológica e inovadora; estatística e informática aplicadas 
aos estudos métricos. A disciplina optativa “Bibliometria”, por sua vez, é ofertada aos alunos 
da graduação em Biblioteconomia, tem como ementa a introdução aos Estudos Métricos da 
Informação, abordando os diferentes métodos quantitativos de avaliação da informação desde 
a sua origem até os dias de hoje e as suas duas vertentes: análise de documentos e da produção 
21 
 
científica, disponíveis nos mais variados suportes e ambientes. Nesse caso, os dados e as 
informações servirão de aporte teórico para as duas disciplinas, permitindo que docentes e 
discentes tenham conhecimento sobre o estudo. 
Além dos aspectos supracitados, a escolha do tema apresenta uma motivação pessoal. 
Optou-se por trabalhar este assunto em virtude de a autora possuir afinidade com os estudos 
bibliométricos, o qual foi descoberto com a oportunidade de cursar a disciplina optativa de 
Bibliometria, ministrada pela doutora Nancy Sánchez Tarragó, docente do Departamento de 
Ciência da Informação (DECIN). No decorrer das aulas e, principalmente, na elaboração dos 
trabalhos algumas inquietações e indagações a respeito de como um determinado domínio 
temático se apresentava e/ou se comportava em relação a quantidade de publicações numa 
determinada base de dados, quais autores/as mais publicavam sobre um domínio “x” ou “y”, 
quais as filiações que estavam ligados, quais os periódicos que mais publicavam, entre outros, 
muito chamou a atenção da autora. 
A experiência em realizar pesquisas em bases de dados internacionais e utilizar 
ferramentas/softwares para realizar as análises de domínios, assim como a participação no 
evento “Comunicação científica e estudos métricos: diálogos contemporâneos”, produzido pela 
professora da disciplina com apoio do departamento do curso, como monitora e ouvinte 
contribuíram para o desejo de escrever sobre o tema. 
Por fim, a temática também carece de uma atenção, pois existem inúmeras publicações 
referentes aos estudos bibliométricos, mas poucos voltados especificamente para a abordagem 
que estamos propondo. Assim, o tema possui relevância científica para a comunidade 
acadêmica e para pesquisadores interessados na área em questão. 
 
1.3 Estrutura do trabalho 
 
O trabalho encontra-se organizado em cinco seções. Na primeira seção aborda-sea 
introdução, onde é discorrido brevemente o tema da pesquisa, os objetivos (geral e específicos), 
a problematização levantada pela autora e apresenta a justificativa da pesquisa, onde é descrita 
as motivações que levaram a autora escrever sobre o tema e sua importância para a área de 
Ciência da Informação. 
A segunda seção explana sobre os Estudos Métricos da Informação e como eles se 
consolidaram como campo científico. Apresenta, também, o contexto histórico sobre a 
bibliometria, cientometria, informetria, cibermetria, webometria, webmetria e altmetria; o 
conceito, objetivo e função de cada uma delas e como essas metrias se relacionam. 
22 
 
A terceira seção, por sua vez, traz uma abordagem histórico-conceitual acerca da 
bibliometria tanto no âmbito internacional quanto nacional, abordando as leis bibliométricas, 
seus idealizadores, o foco de estudo de cada uma e onde elas são aplicadas. 
Em seguida, a quarta seção descreve a metodologia utilizada para a construção da 
pesquisa, expondo os métodos, os procedimentos e as técnicas adotadas para atingir os objetivos 
propostas. Posteriormente, relata o passo a passo de como ocorreu a coleta dos dados, 
apresentando as análises dos resultados e discussões elaboradas em cima dos dados coletados. 
Por fim, a quinta seção apresenta as considerações finais a respeito da pesquisa, onde 
foram retomados alguns aspectos discutidos no decorrer do trabalho, como a importância do 
trabalho dentro da Ciência da Informação, os objetivos, a problematização e alguns resultados 
obtidos nas análises. Ademais, destaca as dificuldades encontradas para realização da pesquisa 
e apresenta algumas sugestões de pesquisas futuras para a temática. 
 
 
23 
 
2 OS ESTUDOS MÉTRICOS DA INFORMAÇÃO E A COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA 
 
A ciência é responsável pela geração e produção do saber científico com o potencial de 
gerar crescimento econômico e social de uma sociedade, uma vez que pesquisas são 
desenvolvidas em diversas áreas científicas com a finalidade de promover mudanças 
significativas no meio que vivemos. Fatores como o desenvolvimento da pesquisa em ciência 
e tecnologia (C&T), a expansão de universidades e centros de pesquisa, e a criação dos cursos 
de pós-graduação strictu sensu colaboraram para o aumento do número de pesquisas científicas 
nas mais variadas áreas do conhecimento. 
Na concepção de Vanti (2002, p. 152), “nas últimas décadas, acompanhando a expansão 
da ciência e da tecnologia, tornou-se cada vez mais evidente a necessidade de avaliar tais 
avanços e de determinar os desenvolvimentos alcançados pelas diversas disciplinas do 
conhecimento”. A partir deste viés percebe-se a necessidade de avaliar o que é produzido pela 
ciência de forma mais criteriosa, como também a taxa de produtividade dos pesquisadores, 
grupos e/ou instituições, a fim de identificar os centros de pesquisas e as áreas que mais se 
destacam, e estabelecer as prioridades para destinar os recursos públicos/financeiros para o 
desenvolvimento das pesquisas. 
 Assim, os EMI entram em cena, pois este campo detém métodos e técnicas para avaliar 
quantitativamente o saber científico, todavia, “quaisquer que sejam os métodos empregados nos 
estudos métricos da ciência, há que se considerar um conjunto de variáveis componentes do 
processo das atividades científicas, que podem e devem ser medidas, para que as investigações 
realizadas atinjam resultados positivos” (NORONHA; MARICATO, 2008, p. 118). 
Os EMI consolidaram-se como campo científico mediante a necessidade de 
pesquisadores em analisar e avaliar a atividade científica, bem como sua produção em diferentes 
áreas do conhecimento, e identificar como essa atividade evolui no decorrer do tempo. Estes 
estudos “fundamentam-se em conceitos, teorias e procedimentos da Ciência da Informação, da 
Sociologia da Ciência, da Matemática, da Estatística e da Computação e utilizam procedimentos 
quantitativos como método de análise” (GRÁCIO, 2020, p. 20). 
No que diz respeito a avaliação da produção do conhecimento por meio dos EMI, ela 
pode ser realizada em escala macro, meso e micro, conforme exposto por Noronha e Maricato 
(2008): a) escala internacional por meio da comparação entre dois ou mais países; b) escala 
nacional através da comparação entre dois ou mais estados; e c) escala local, cuja comparação 
pode ser realizada entre instituições de uma mesma cidade ou região. Além desses aspectos que 
foram mencionados, é possível que essas categorias de análise se subdividam: 
24 
 
 
por campo de atuação (linhas de pesquisa), por pesquisadores (formação, titulação), 
por colaboração (trabalhos em co-autoria [sic], sociabilidade entre os autores/as ), 
assuntos, tipos documentais (periódicos, teses, dissertações, eventos, etc.), 
instituições (universidades, centros de pesquisa, empresas), departamentos, cursos, 
disciplinas, etc. (NORONHA; MARICATO, 2008, p. 122). 
 
Vale ressaltar que todos esses pontos merecem atenção, uma vez que eles podem retratar 
a atividade científica que o pesquisador está investigando, e para que seja feita a avaliação de 
uma determinada área do conhecimento é requerida a utilização de técnicas confiáveis e 
sistemáticas, as quais podem ser de abordagem quantitativa, da combinação com a qualitativa. 
No que se refere a isso, Dea (2006 apud SILVA, 2008, p. 26) explana que “os estudos 
quantitativos e qualitativos têm permitido o conhecimento da produção científica mundial, sob 
diversos enfoques, tais como classificações e tendências temáticas, tipos [d]e autoria, tipos de 
textos e de publicações, frequência e produtividade, entre outros”, os quais estão envoltos na 
temática dos Estudos Métricos da Informação. 
Incialmente os EMI tiveram seu desenvolvimento atrelado à bibliometria, todavia, os 
estudos foram se aperfeiçoando em decorrência do surgimento de outros suportes e recursos 
tecnológicos que subsidiam a produção científica, e novas abordagens foram ganhando espaço, 
como é o caso da cientometria, informetria, cibermetria, webometria, webmetria e altmetria, 
cujas se assemelham por serem métodos quantitativos, mas se distinguem quanto aos seus 
objetos de estudo e se entrelaçam quanto as suas metodologias, conforme é explicado por meio 
da Figura 1 abaixo, que mostra um esquema de relações entre essas metrias. 
25 
 
Figura 1 – Esquema de relações entre metrias 
 
Fonte: Gouveia (2013). 
 
Destaca-se que cada uma dessas metrias utilizam técnicas, ferramentas e indicadores 
que foram sendo criados a partir de metrias já existentes, por isso há esse entrelaçar de relações. 
E para compreender estas relações existentes, faz-se necessário entender a origem de cada 
metria, seu objetivo e sua função. 
Inicialmente, surgiu a bibliometria, termo oriundo da junção do grego biblion, que 
significa livro, com o latim metricus e o grego metrikos, que significam mensuração. Pode ser 
entendido como um processo de medida relacionada ao livro ou ao documento (BUFREM; 
PRATES, 2005); sua origem remete ao século XX, sendo a primeira metria a ganhar espaço 
dentro do campo dos EMI, antes mesmo desta terminologia ser criada para englobar os 
diferentes estudos métricos. 
O termo bibliometria foi proposto por Pritchard em 1969 em seu artigo Statistical 
Bibliography or Bibliometrics, mas várias décadas antes, mais precisamente em 1934, Paul 
Otlet utilizou o termo pela primeira vez em sua obra intitulada Traité de Documentatión 
(VANTI, 2002). 
Na acepção de Tague-Sutckiffe (1992 apud MACIAS-CHAPULA, 1998, p. 134), a 
bibliometria pode ser definida como o “estudo dos aspectos quantitativos da produção, 
disseminação e uso da informação registrada”, uma vez que seu objeto de estudo são livros, 
26 
 
documentos, revistas, artigos etc. E, além disso, serve para desenvolver “padrões e modelos 
matemáticos para medir esses processos, usando seus resultados para elaborar previsões e 
apoiartomadas de decisão” (TAGUE-SUTCKIFFE, 1992 apud MACIAS-CHAPULA, 1998, 
p. 134). 
No que tange a cientometria, é importante evidenciar, em primeiro lugar, a discussão 
acerca da sua terminologia, tendo em vista que ela também é denominada de cienciometria ou 
scientometrics (termo em inglês). Sobre isso, Bufrem e Prates (2005, p. 13, grifo do autor) 
declaram: 
 
O termo scientometrics é [...] traduzido como cientometria em português, visto que o 
latino scientia origina também outros vocábulos tais como ciente, científico e 
cientista. Por esse motivo, embora o termo cienciometria seja mais comumente usado 
na literatura especializada em português e espanhol, o primeiro termo é uma tradução 
adequada do neologismo inglês. 
 
A partir dessa explicação optou-se por utilizar nesta pesquisa a tradução em português 
denominada cientometria. É válido mencionar que o termo surgiu na antiga União Soviética 
(URSS) e na Europa Oriental, sendo empregado especialmente na Hungria com a publicação 
da revista Scientometrics no ano de 1977, alcançando notoriedade a partir disso. 
A cientometria está associada ao nome de Derek de Solla Price, conforme apresenta 
Spinak (1996, p. 49, tradução nossa)1: “o sentido ampliado que o termo cientometria tem hoje, 
que substitui o de ciência da ciência, foi promovido por Derek de Solla Price, que impulsionou 
esse campo de pesquisa na década de 1960 na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos”, 
mais precisamente quando lançou as obras Science Since Babylon e Little Science, Big Science, 
publicados em 1961 e 1964, respectivamente. 
Ela utiliza técnicas bibliométricas em suas análises, por isso a relação apresentada na 
Figura 1, e pode-se defini-la como o estudo dos aspectos quantitativos da ciência como uma 
disciplina ou atividade econômica, a qual também é um segmento da sociologia da ciência, 
sendo aplicada no desenvolvimento de políticas científicas (MACIAS-CHAPULA, 1998). No 
entanto, as primeiras definições concebiam a cientometria como a medição do processo 
informático; o termo informático, por sua vez, representava a disciplina do conhecimento que 
estudava a estrutura e as propriedades da informação científica e as leis do processo de 
comunicação (SPINAK, 1996). 
 
1
 Trecho no original: El significado ampliado que tiene hoy día el término cienciometría, que sustituye al de ciencia 
de la ciencia, fue promovido por Derek de Solía Price, quien impulsó este campo de investigación en la década 
de los años sesenta desde la Universidad de Columbia, en Estados Unidos. 
27 
 
Se tratando das pesquisas cientométricas, ressalta-se que: 
 
[Elas estudam] por meio de indicadores quantitativos, uma determinada disciplina da 
ciência. Estes indicadores quantitativos são utilizados dentro de uma área do 
conhecimento, por exemplo, mediante a análise de publicações, com aplicação no 
desenvolvimento de políticas científicas. Tenta medir os incrementos de produção e 
produtividade de uma disciplina, de um grupo de pesquisadores de uma área, a fim de 
delinear o crescimento de determinado ramo do conhecimento (TAGUE-
SUTCKIFFE, 1992 apud VANTI, 2002, p. 154). 
 
Para realizar tais estudos é necessário fazer uso de indicadores cientométricos, os quais 
podem ser divididos em: 
 
a) Indicadores de atividade: são aqueles que fornecem dados sobre o volume e o impacto 
das atividades de investigação por meio da contabilização de autores/as, artigos, 
palavras-chave, citações etc.; 
b) Indicadores relacionais: são aqueles que objetivam conhecer os vínculos e as 
interações entre estes diferentes itens mediante os conceitos de cocitação e coocorrência, 
além de buscar descobrir o conteúdo das atividades e da sua evolução (VANTI, 2011). 
 
Assim, faz parte deste universo os indicadores denominados de: índices de citação, Fator 
de Impacto, índices de coautoria e de cocitação, e Índice-H. 
A informetria (ou infometria), por sua vez, surgiu posteriormente aos outros dois termos 
que foram apresentados, sendo considerada a metria que abrange todas as demais, conforme 
mostra a Figura 1. Isto porque na visão de Tague-Sutckiffe (1992 apud MACIAS-CHAPULA, 
1998, p. 135), ela é o 
 
[...] estudo dos aspectos quantitativos da informação em qualquer formato, e não 
apenas registros catalográficos ou bibliografias, referente a qualquer grupo social, e 
não apenas aos cientistas. [Ela] pode incorporar, utilizar e ampliar os muitos estudos 
de avaliação da informação que estão fora dos limites tanto da bibliometria como da 
[cientometria]. 
 
Percebe-se que essa metria não se limita apenas às informações registradas e impressas, 
como faz a bibliometria, e que seu escopo de estudo é bem mais abrangente, englobando 
palavras, documentos, comunicações informais sejam elas orais ou escritas, bases de dados etc. 
Ademais, ela objetiva “melhorar a eficiência da recuperação da informação, identificar 
estruturas e relações dentro dos diversos sistemas de informação” (SILVA, 2008, p. 32). 
28 
 
Quanto ao seu contexto histórico, é válido citar que o termo informetria foi criado pelo 
alemão Otto Nacke em 1979, diretor do Institut für Informetrie und Scientometrie, localizado 
em Bielefeld na Alemanha. O termo teve uma adoção imediata pelo instituto VINITI da antiga 
União Soviética, todavia, em 1987 ele foi apresentado na primeira Conferência de Bibliometria 
e Aspectos Teóricos de Recuperação da Informação em Diepenbeek, na Bélgica, para ser 
debatido pela comunidade científica (BUFREM; PRATES, 2005; SPINAK, 1996). 
Para mais, esse subcampo dos estudos métricos também dialoga com outras disciplinas, 
tais como Matemática, Estatística, Física e Ciência da Computação para incorporar teorias, 
modelos e técnicas aos seus estudos. No que concerne a isso, bem como a título de informação, 
Cunha e Cavalcante (2008) expõem que existem três tipos de métodos de estudo na informetria: 
1) monodimensionais; 2) bidimensionais ou relacionais; e 3) multidimensionais. 
Outra metria que se destaca no âmbito acadêmico-científico é a cibermetria, que pode 
ser entendida como aquela que abrange os estudos quantitativos de toda a internet e web, 
incluindo chats, listas de e-mail, grupos de discussão, redes sociais, ambientes virtuais de 
interação etc. (SILVA, 2011). Sua base teórico-prática é formada a partir das contribuições da 
informetria, da bibliometria e da cientometria. Quanto a origem do termo, ele é derivado das 
palavras em inglês cyberespacy e metrics, para se referir a “medição do universo formado pelas 
redes de computadores, acessadas pela Tecnologia de Informação e Comunicação” (SILVA, 
2011, p. 32). 
Assim, reforçasse o entendimento de que as metrias apresentam conceitos próximos 
uma das outras, porém a abrangência e os objetos de estudos são divergentes. No caso da 
cibermetria, por exemplo, ela apresenta “um escopo mais amplo do que a webometria, pois 
compreende a aplicação das tradicionais técnicas informétricas a qualquer tipo de informação 
disponível na Internet (BJÖRNEBORN, 2002 apud VITULLO, 2007, p. 56). 
No tocante a webometria, ela é uma metria voltada aos estudos dos recursos 
disponibilizados na web. Lennart Björneborn (2004 apud VITULLO, 2007, p. 54) define-a 
como o “estudo dos aspectos quantitativos da construção e uso dos recursos de informação, 
estruturas e tecnologias na web, utilizando enfoques bibliométricos e informétricos”, isto é, 
seus principais objetos de estudo são os sítios na World Wide Web (WWW) – o Uniform 
Resource Locators (URL), o título, o tipo de home page, o domínio, o tamanho e o número de 
links. 
A princípio o termo foi usado pelos pesquisadores dinamarqueses, Tomas C. Almind e 
Peter Ingwersen em meados do ano de 1997, cujo foi caracterizado como uma área de interesse 
dentro da informetria. Vale salientar que isso foi possível devido aos avanços tecnológicos, 
29 
 
especialmente, o desenvolvimento da web. Ela apresenta relaçãocom o subcampo da 
cibermetria, que está contemplada pela bibliometria e parcialmente pela cientometria, todas 
partes da informetria, conforme é explanado na Figura 1. 
Para analisar as informações na web é necessário o uso de algumas ferramentas e 
indicadores. Acerca disso, Silva (2018, p. 31, grifos do autor) descreve que: 
 
O método webométrico utiliza ferramentas como: algoritmos, mecanismos de buscas, 
diretórios e operadores booleanos para extrair dados na web e aplicar em seus 
indicadores webométricos, os quais são: Tamanho que se refere à quantidade de 
páginas que compõem o site; a visibilidade e a quantidade de páginas de outras 
instituições que linkam para o site analisado; Fator de Impacto Web (FIW) que mede 
e compara a atratividade do site web; a Luminosidade mensura a quantidade de links 
externos que o site apresenta apontando para outras instituições; e a Densidade da rede 
que analisa as redes sociais existentes entre os sites, de modo a medir o quanto uma 
população se relaciona entre si. 
 
No mais, estes indicadores webométricos tem o propósito de medir a presença da 
comunicação científica virtual. 
A webmetria é o método orientado para os “estudos a partir de métricas de acesso na 
Web, obtidas por análise de logs ou por page tagging, sendo, por conseguinte, um subconjunto 
da webometria” (GOUVEIA, 2013, p. 217, grifo do autor). Apesar de ela ser classificada com 
um subcampo ou desdobramento da webometria, essa afirmação não é um consenso por parte 
dos pesquisadores, pois na literatura científica estes termos são utilizados com muita frequência 
como sendo sinônimos. 
Por esse motivo, Curty e Delbianco (2020) consideram um desafio ter que caracterizar 
o contexto histórico acerca da origem dos termos, assim como estabelecer uma separação 
conceitual sobre o que cada uma representa. Entretanto, Silva (2018, p. 107, grifo do autor) 
pontua a diferença entre a webmetria e webometria, ao afirmar que: 
 
[...] é importante frisar que [elas] são metrias distintas, visto que a webometria tem 
como objeto de estudo o uso de links dos sites, já a webmetria utiliza as ferramentas 
da web como suporte para quantificar o uso de termos e acesso e disseminação de 
determinados assuntos na web, como forma de retratar o fluxo informacional existente 
no âmbito virtual. 
 
As ferramentas utilizadas pela webmetria indicam, por exemplo, o número de usuários 
que visitaram um site durante um determinado período, quais páginas foram acessadas, que tipo 
de mídia consumiu, qual o tipo de material o usuário baixou etc. (SILVA, 2018), para que os 
proprietários de sites conheçam as atividades dos usuários e utilize essas informações para fins 
estratégicos e de marketing. 
30 
 
A altmetria, por sua vez, é a mais recentes das metrias existentes, denominada como 
métricas alternativas, o termo surgiu pela primeira vez em 2010, quando o pesquisador Jason 
Priem tuitou a palavra na sua conta pessoal do Twitter. Desse modo, atribui-se a ele a autoria 
do termo. “Trata-se de um subcampo da cibermetria, de afinidade direta com os estudos 
cientométricos e bibliométricos, podendo se valer de dados webométricos e webmétricos” 
(ARAÚJO, 2015, p. 98). 
Partindo para uma definição, Vanti e Sanz-Casado (2016, p. 352) conceitua a altmetria 
como “métricas alternativas que se caracterizam pela criação e estudo de novos indicadores 
baseados na Web 2.0, com a finalidade de analisar as atividades científica e acadêmica ou, 
ainda, explorar as propriedades das medições baseadas nas mídias sociais”. Nesse sentindo, 
entende-se que estas métricas buscam avaliar a propagação de documentos científicos no 
ambiente online por meio das ferramentas sociais da web. 
Souza (2014, p. 11) ratifica essa informação ao definir a altmetria como o “estudo, a 
criação e a utilização de indicadores – visualizações, downloads, citações, reutilizações, 
compartilhamentos, etiquetagens, comentários, entre outros – relacionados à interação de 
usuários com produtos de pesquisa diversos, no âmbito da Web Social”. 
Os indicadores mencionados pelas autoras podem ser classificados em três grandes 
grupos: 1) medidas de repercussão social das publicações que são contabilizadas pelo número 
de menções ou citações online; 2) medidas de uso das publicações científicas que devem ser 
calculadas pelo número de descargas de materiais científicos da rede ou pelo número de 
usuários que incluíram dados de trabalhos científicos em suas listas pessoais de referências; e 
3) medidas de qualidade ou nível das publicações que devem ser medidas a partir da quantidade 
de citações em sítios de avaliação por pares (VANTI; SANZ-CASADO, 2016). 
Diante da relevância das metrias apresentadas, na seção a seguir será detalhada a 
bibliometria de uma forma mais aprofundada, focando suas abordagens conceituais e históricas, 
visto que ela é objeto de estudo dessa pesquisa. 
 
 
31 
 
3 A BIBLIOMETRIA: UMA INCURSÃO HISTÓRICO-CONCEITUAL 
 
Dando continuidade ao preâmbulo sobre o contexto histórico da bibliometria, 
apresentado na seção 2, destaca-se que apesar da origem do termo estar relacionado ao 
pesquisador Pritchard, na literatura científica alguns autores/as como Araújo (2006) e Vanti 
(2002), afirmam que foi Paul Otlet em 1934 quem cunhou o termo e que Pritchard foi apenas o 
responsável pela popularização do uso da palavra bibliometria no ano de 1969, quando sugeriu 
que o termo “bibliografia estatística”, termo assinalado por Edward W. Hulme em 1923, fosse 
substituído por bibliometria. 
Já Spinak (1996, p. 34, tradução nossa) não toma partido de nenhum dos lados, expondo 
em sua obra as duas possibilidades: “O termo bibliometria foi cunhado, segundo alguns 
autores/as, em 1969 por Alan Pritchard e, segundo outros, por Paul Otlet, várias décadas 
antes”2. 
Um estudo acerca disso pode ser observado no artigo “Bibliométrie ou Bibliometrics: o 
que há por trás de um termo?”, de autoria de Momesso e Noronha (2017), no qual buscou-se 
analisar as proposições apresentadas por Paul Otlet e Alan Pritchard, os dois principais 
autores/as citados como criadores do termo. Por seguinte, as autoras refletem sobre o ponto de 
vista deles a respeito do termo, chegando à conclusão de que quem de fato cunhou o termo foi 
Paul Otlet. 
Considerada a mais antiga e a mais utilizada dentre as métricas de produção científica, 
a bibliometria é caracterizada por Kobashi e Santos (2008, p. 109) como: 
 
[...] uma metodologia de recenseamento das atividades científicas e correlatas, por 
meio de análise de dados que apresentem as mesmas particularidades. Por meio dessa 
metodologia, pode-se, por exemplo, identificar a quantidade de trabalhos sobre um 
determinado assunto; publicados em uma data precisa; publicados por um autor ou 
por uma instituição ou difundidos por um periódico científico, o grau de 
desenvolvimento de P&D [pesquisa e desenvolvimento] e de inovação, entre outros. 
Por meios bibliométricos pode-se, por exemplo, computar dados para comparar e 
confrontar os elementos presentes em referências bibliográficas de documentos 
representativos das publicações. 
 
Por meio desse entendimento, infere-se que a bibliometria permite conhecer como uma 
determinada área do conhecimento se comporta e evolui, quem são os autores/as e os periódicos 
que mais publicam sobre o assunto, quais são os anos de maior produção acerca do assunto X 
 
2
 Trecho no original: “El término bibliometría fue acuñado, según algunos autores, en 1969 por Alan Pritchard y, 
según otros, por Paul Otlet varias décadas antes”. 
32 
 
e/ou Y, dentre outras possibilidades de investigação. 
Para isso, alguns indicadores bibliométricos podem ser utilizados na análise da produção 
científica, como: indicadores de produção que está relacionado a contagem de publicações por 
tipo de documentos (livros, artigos, publicações científicas, relatórios etc.); indicadores de 
citaçãoque está ligado a contagem do número de citações recebidas por uma publicação de 
artigo de periódico; e indicadores de ligação que concerne a contagem dos trabalhos com autoria 
única e de coautoria, coocorrência de citação e palavras, para que seja possível conhecer as 
redes de relacionamentos entre pesquisadores, instituições e países, por exemplo (KOBASHI; 
SANTOS, 2008). 
Além destes indicadores, a bibliometria também se baseia em três leis clássicas, na qual 
seus nomes remetem aos nomes dos seus idealizadores, a saber: Lei de Lotka, Lei de Bradford 
e Lei de Zipf. A Lei de Lotka, igualmente conhecida como Lei do Quadrado Inverso, refere-se 
à produtividade científica dos autores/as em um conjunto de documentos (SILVA, 2008). Ela 
foi concebida em 1926 a partir de um estudo sobre a produção científica realizado na base de 
dados Chemical Abtracts, na qual foi feita a contagem de autores/as que publicaram artigos 
nesta respectiva base entre os anos de 1909 e 1916 (ARAÚJO, 2006). A partir disso, verificou 
que “[...] coexiste pequeno número de pesquisadores extremamente produtivos com uma grande 
quantidade de cientistas menos produtivos” (SANTOS; KOBASHI, 2009, p. 157), 
Já a Lei de Bradford ou Lei de Dispersão, criada em 1934, diz respeito a produtividade 
de periódicos numa área específica. O objetivo é estabelecer o núcleo e as áreas de dispersão 
sobre um determinado assunto em um mesmo conjunto de revistas (VANTI, 2002). Assim, esta 
lei tem o seguinte enunciado: 
 
[...] se dispormos periódicos em ordem decrescente de produtividade de artigos sobre 
um determinado tema, pode-se distinguir um núcleo de periódicos mais 
particularmente devotados ao tema e vários grupos ou zonas que incluem o mesmo 
número de artigos que o núcleo, sempre que o número de periódicos existentes no 
núcleo e nas zonas sucessivas seja de ordem de 1: n: n2: n3.... Assim, os periódicos 
devem ser listados com o número de artigos de cada um, em ordem decrescente, com 
soma parcial. O total de artigos deve ser somado e dividido por três; o grupo que tiver 
mais artigos, até o total de 1/3 dos artigos, é o ‘core’ daquele assunto. O segundo e o 
terceiro grupo são as extensões (ARAÚJO, 2006, p. 15). 
 
Além disso, a Lei de Bradford também é voltada para fins gerenciais com vistas às 
aplicações práticas em bibliotecas, pois ela é útil para auxiliar na decisão quanto à aquisição e 
descarte de materiais bibliográficos, assim como na utilização de verba, planejamento de 
sistema de recuperação da informação, gestão da informação e do conhecimento científico e 
tecnológico (ARAÚJO, 2006; GUEDES; BORSCHIVER, 2005). 
33 
 
Por fim, a Lei de Zipf ou Lei do Mínimo Esforço analisa a frequência da ocorrência de 
palavras de um determinado texto e/ou documento, produzindo uma lista ordenada de termos 
de uma determinada disciplina ou assunto (VANTI, 2002). Quanto ao princípio do menor 
esforço, ele consiste na tentativa de um uso mínimo da mesma palavra em um texto, para que 
não tenha dispersão, ou seja, essa mesma palavra deve ser usada muitas vezes. Sendo assim, de 
acordo com esta lei, uma palavra que é utilizada muitas vezes indica o assunto do documento 
(ARAÚJO, 2006; SANTOS, 2019). 
Como forma de sintetizar o que foi exposto e para melhor visualização das informações 
referentes às leis bibliométricas, o Quadro 1, a seguir, traz um pequeno resumo acerca delas, 
indicando os nomes dos seus responsáveis, o foco de estudo e as aplicações de cada lei. 
 
Quadro 1 – Síntese das três leis clássicas da bibliometria 
BIBLIOMETRIA 
Lei bibliométrica Lei de Lotka Lei de Bradford Lei de Zipf 
Idealizador Alfred J. Lotka Samuel C. Bradford George Kingsley Zipf 
Ano de criação 1926 1934 1949 
Foco de estudo 
Produtividade de 
autores/as 
Produtividade de 
periódicos 
Frequência de 
palavras 
Aplicações 
Estimar o grau de 
relevância de 
autores/as em uma 
dada área do 
conhecimento. 
Estimar o grau de 
relevância de 
periódicos em uma 
dada área do 
conhecimento. 
Realizar indexação 
automática de artigos 
científicos. 
 Fonte: Adaptado de Guedes e Borschive (2005, p. 14). 
 
Trazendo essa discussão para o âmbito nacional, é importante salientar que os estudos 
bibliométricos se desenvolvem no Brasil a partir da década de 1970, quando o Instituto 
Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD), conhecido hoje como Instituto Brasileiro 
de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), oferta o primeiro curso de pós-graduação, 
propiciando, assim, a realização de vários estudos acerca da temática (ARAÚJO; 
ALVARENGA, 2011; GRÁCIO, 2020). Com isso, carrega o título de ser pioneiro na inserção 
da bibliometria no país. 
Por seguinte, a bibliometria apresenta pontos baixos e altos. Por exemplo, ao longo da 
década de 1980, o interesse dos pesquisadores pelo tema cai de forma significativa em esfera 
nacional e internacional; já no início dos anos 1990, os pesquisadores retomam os estudos 
34 
 
devido ao desenvolvimento de tecnologias da informação (ARAÚJO, 2006, p. 21). 
 
35 
 
4 METODOLOGIA 
 
Nesta seção será abordada a metodologia da pesquisa deste trabalho a partir de um 
enfoque inicial da caracterização do estudo. Logo em seguida, será apresentada a forma como 
foi realizada a coleta dos dados, bem como os resultados encontrados a partir de uma discussão 
teórica embasada no referencial apresentado neste trabalho. 
A metodologia é uma etapa de suma importância no desenvolvimento de uma pesquisa 
acadêmica/científica, pois ela consiste na “aplicação de procedimentos e técnicas que devem 
ser observados para construção do conhecimento, com o propósito de comprovar sua validade 
e utilidade nos diversos âmbitos da sociedade” (PRODANOV; FREITAS, 2013, p. 14). Nesta 
etapa define-se o tipo de pesquisa, ferramentas e técnicas que o pesquisador utilizará durante a 
construção de seu trabalho. 
 No tocante à pesquisa, Gil (2008, p. 26) define-a como um “processo formal e 
sistemático de desenvolvimento do método científico. O objetivo fundamental da pesquisa é 
descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos”. 
Do ponto de vista da sua natureza, a pesquisa enquadra-se como aplicada, pois “objetiva 
gerar conhecimentos para aplicação prática e dirigidos à solução de problemas específicos” 
(SILVA; MENEZES, 2005, p. 20). 
Quanto à forma de abordagem do problema e a maneira como os dados serão analisados, 
a pesquisa utilizará a abordagem quantitativa, uma vez que será necessário quantificar 
informações para serem analisadas posteriormente, como por exemplo, contabilizar o(s) ano(s) 
de maior publicação de artigos sobre a temática, e enumerar qual(is) o(s) periódico(s) que mais 
publica(m) artigos sobre a bibliometria etc. Acerca disso, Prodanov e Freitas (2013, p. 69), 
“considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e 
informações para classificá-las e analisá-las. Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas 
[...]”. 
Sob o ponto de vista dos objetivos, ela é classificada como descritiva e exploratória. 
Segundo Marconi e Lakatos (2003), a pesquisa descritiva consiste em investigações de pesquisa 
empírica, cujo objetivo é de descrever as características de determinada população, realizar o 
delineamento ou análise das características de fatos e/ou fenômenos sem interferências do 
pesquisador. Sendo assim, ela foi utilizada para descrevermos as características do objeto de 
estudo, analisar e ordenar dados/informações, e trazer um panorama sobre os estudos 
bibliométricos. 
36 
 
Já a pesquisa exploratória, por sua vez, permite que o pesquisador explore um problema 
e obtenha informações mais precisas sobre o assunto que será investigado, com a finalidade de 
desenvolver hipóteses, modificar ou esclarecer conceitos e aumentar a familiaridade do 
pesquisador com o problema para a realização de estudos posterioresa partir de seu resultado 
(MARCONI; LAKATOS, 2003). 
Já do ponto de vista dos procedimentos técnicos, a pesquisa classifica-se como 
bibliográfica. Gil (2008), Silva e Menezes (2005) descrevem que este tipo de pesquisa é 
desenvolvida a partir de material já elaborado e publicado sobre o assunto, composto em sua 
maioria por livros, artigos científicos e nos dias de hoje com material disponibilizado na 
Internet, tendo como vantagem o fato dela permitir ao pesquisador uma grande cobertura de 
fato ou fenômenos muito mais amplo do que pesquisar diretamente. Além disso, ela engloba 
também documentos como publicações avulsas, revistas, monografias, dissertações e teses. 
Salienta-se que “a pesquisa bibliográfica não é mera repetição do que já foi dito ou 
escrito sobre certo assunto, visto que propicia o exame de um tema sob novo enfoque ou 
abordagem, chegando a conclusões inovadoras” (MARCONI; LAKATOS, 2003, p. 183). Nesse 
caso, os materiais consultados serviram tanto para compor a construção do referencial teórico 
como para realização de análises acerca da produção científica sobre os estudos bibliométricos, 
a partir aplicação das leis de Lotka, Bradford e Zipf. 
Atrelado a isso, tem-se a disposição a Brapci, uma base de dados nacional e exclusiva 
da área da CI, considerada por muitos pesquisadores como um espaço privilegiado e de grande 
representativo das produções científicas na área de Ciência da Informação do Brasil, que 
certamente apresenta consistência suficiente para ser analisada. Monteiro (2018, p. 30) 
comprova essa informação ao mencionar que a Brapci é vista atualmente como 
 
uma das mais relevantes fontes de pesquisa nas áreas da Ciência da Informação, 
Biblioteconomia e Arquivologia [ao ponto deste] [...] repositório informacional 
também pode ser considerado como o mais completo acervo digital da produção 
científica periódica da área da Ciência da Informação no Brasil. 
 
Pensando sobre a coleta dos dados é de suma importância definir o universo da pesquisa 
e sua amostragem. Entende-se como universo da pesquisa “a totalidade de indivíduos que 
possuem as mesmas características definidas para um determinado estudo” (PRODANOV; 
FREITAS, 2013, p. 98), e amostra como sendo “uma parcela convenientemente selecionada do 
universo (população); [ou seja] é um subconjunto do universo” (MARCONI; LAKATOS, 2003, 
37 
 
p. 163). Sendo assim, temos como universo desta pesquisa a produção científica indexada na 
base de dados Brapci e como amostra a produção científica sobre os estudos bibliométricos. 
Após definir as características desta pesquisa, é importante descrever como deu-se a 
coleta dos dados. A busca ocorreu no site da Brapci e foi realizada dia 19 de janeiro de 2022, 
utilizando os campos de título, palavras-chave, resumo e texto completo, a partir do termo 
bibliom*. O operador de truncagem, representado pelo símbolo asterisco (*), foi usado para 
recuperar todas as derivações do termo bibliometria, como bibliométrico, bibliometrics, dentre 
outros. Já a temporalidade estabelecida foi de 1972 a 2021. 
Assim, foram recuperados um total de 1.253 artigos que foram exportados para o 
formato XLS com ajuda de uma ferramenta disponibilizada pela Brapci. Os dados vieram 
organizados por autoria, título, nome da revista/evento onde foi publicado, número da revista, 
ano de publicação, palavras-chave, resumo, entre outros campos. 
Logo após, com ajuda do Office Excel©, minerou-se os dados buscando a padronização 
dos nomes dos autores/as, nome dos periódicos e palavras-chave. Os dados foram copiados em 
outra tabela do Excel onde se aplicaram as três leis bibliométricas. Para aplicação da Lei de 
Lotka, extraiu-se todos os nomes dos autores/as, de forma a identificar quais são os mais 
produtivos da área, e foram organizados de acordo com a quantidade de suas publicações, 
independente se foram em autoria única, coautoria ou autoria múltipla. Em seguida, aplicando 
a tabela dinâmica no Excel©, foram contabilizados 1.810 autores/as que publicaram sobre a 
temática. 
O somatório para cada publicação por autor equivaleu a um ponto, de forma a realizar 
uma contagem completa. Essa definição partiu dos estudos de Alvarado-Urbizagastegui (2009, 
p. 190), que afirma: 
 
A contagem direta, quando somente os autores/as sênior ou principais (os autores/as 
nomeados em primeiro lugar) são considerados, ignorando-se os autores/as 
secundários (colaboradores); a contagem completa, em que cada autor (principal e/ou 
secundário) recebe o crédito de uma contribuição; e a contagem ajustada, quando se 
atribui a cada autor (principal e/ou secundário), uma fração ou porção da contribuição 
total, ou seja, no caso de cinco autores/as de um único artigo, cada autor recebe o 
crédito de 1/5 do artigo. 
 
Após a identificação dos autores/as com maior produção, estabeleceu-se um ranking 
desses autores/as e aplicou-se a fórmula de Lotka, que apontou a quantidade de produções que 
os 20% dos autores/as mais produtivos elaboraram, conforme será apresentado nos resultados 
dessa pesquisa. 
Para a aplicação da Lei de Bradford, retirou-se todos os títulos dos periódicos e eventos 
38 
 
onde estes artigos foram publicados para um documento do Office Word©, os quais foram 
organizados por ordem alfabética, a fim de verificar possíveis inconsistências. Posteriormente, 
essa listagem retornou para uma planilha do Excel© para ser aplicada a tabela dinâmica. Assim, 
ela foi organizada por quantidade de publicações e criou-se um ranking com 74 revistas e/ou 
eventos que publicaram sobre o tema. 
Depois aplicou-se a fórmula de Bradford que separa as revistas de acordo com três 
esferas. A lei divide o total das produções em 1/3, dessa forma cada esfera é responsável por 
1/3 das publicações. Desse modo, é possível identificar quais são os periódicos que mais 
contribuem com a publicação de determinada temática. 
No tocante à Lei de Zipf, selecionou-se todas as palavras-chave dos artigos para fazer 
uma listagem no Word©, organizando uma palavra abaixo da outra. Após isso, os dados foram 
transferidos para uma planilha do Excel©, onde inseriu-se a tabela dinâmica. Foram analisadas 
as 7.005 palavras-chave nos artigos, as quais foram agrupadas e contabilizadas de acordo com 
a quantidade de vezes que foram utilizadas com o intuito de criar um ranking. Em seguida, 
aplicou-se a fórmula que calcula a enésima posição das palavras, partindo da palavra que mais 
utilizou-se como termo indexador para representar a temática. 
Dessa forma, é possível identificar quais termos representam as informações triviais 
sobre a temática, ou seja, quais os termos que devem ser utilizados na indexação de artigos 
sobre essa temática. Também foi possível identificar quais são informações relevantes, isto é, 
aquelas que representam as metodologias e assuntos que abarcam a caracterização da pesquisa 
e seus assuntos correlatos; e quais são ruídos, ou seja, que não apresentam muita relevância 
para a temática. A partir desta definição é possível sugerir um conjunto de termos que devem 
ser utilizados no título, resumo e palavras-chave das produções sobre aquela determinada 
temática. 
Com os dados também foi possível identificar qual(is) o(s) ano(s) em que essas 
publicações começaram a ganhar espaço nas produções científicas, bem como em qual ano 
obteve-se uma maior produção acerca do tema analisado. Ademais, pesquisou-se as 
instituições, países de origem e regiões de onde se concentram os autores/as mais produtivos e, 
por fim, estabeleceu-se as redes de coautoria, utilizando o software VOSviewer, uma vez que 
ele permite a 
 
[...] construção e visualização de redes bibliométricas. Essas redes podem, por 
exemplo, incluir periódicos, pesquisadores ou publicações individuais, e podem ser 
construídas com base em relações de citação, acoplamento bibliográfico, cocitação ou 
coautoria. O VOSviewer também oferece funcionalidadede mineração de texto que 
39 
 
pode ser usada para construir e visualizar redes de co-ocorrência [sic] de termos 
importantes extraídos de um corpo de literatura científica (VOSVIEWER, c2022). 
 
Face ao exposto, partiu-se para a análise desses dados e construção dos resultados e 
discussões que estão disponíveis na íntegra por meio do Digital Object Identifier (DOI)3 e que 
se apresentam parcialmente a seguir. 
 
 
3
 Caso tenha interesse em consultar os dados brutos e na íntegra ver Vieira (2022) na lista de referências. 
40 
 
5 RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
Os resultados da pesquisa foram organizados de acordo com as leis bibliométricas, bem 
como os anos de publicação, instituição, países de origem e regiões dos autores/as da pesquisa. 
 
a) Lei de Lotka 
 
Como já foi citado anteriormente, foram identificados um total de 1.810 autores/as que 
publicaram em autoria única e coautoria um total de 1.253 artigos sobre a temática, tanto de 
forma teórica ou metodológica. Ao analisar de forma individual as autorias destas publicações, 
ou seja, aplicando a contagem completa proposta por Alvarado-Urbizagastegui (2009), pode-
se afirmar que este quantitativo de autores/as corresponde a uma produtividade individual de 
3.211 publicações. 
Tendo por base este entendimento, ao aplicar a Lei de Lotka, verificou-se que 20% 
dos/as autores/as que mais publicam, representam um total de 362 autores/as e que foram 
responsáveis por 1.708 das publicações individuais. Isto equivale a 53,19% da produtividade 
analisada. 
A Tabela 1, a seguir, apresenta o ranking referente a 10% dos 362 autores/as que mais 
publicam, ou seja, 36 autores/as com maior produtividade. Destaca-se que os dados na íntegra 
estão disponíveis via DOI. 
 
Tabela 1 – Ranking dos autores/as que mais publicaram sobre a temática de bibliometria na 
Brapci 
(continua) 
RANKING AUTORES/AS 
FREQUÊNCIA DE 
PUBLICAÇÕES 
1º GRÁCIO, Maria Claudia Cabrini 43 
2º ALVARADO-URBIZAGASTEGUI, Rubén 34 
3º VANZ, Samile Andréa de Souza 29 
4º SANTOS, Raimundo Nonato Macedo dos 29 
5º OLIVEIRA, Ely Francina Tannuri 29 
6º BUFREM, Leilah Santiago 29 
7º FARIA, Leandro Innocentini Lopes 27 
8º PINTO, Adilson Luiz 25 
9º HAYASHI, Maria Cristina Piumbato Innocentini 23 
10º DIAS, Thiago Magela Rodrigues 23 
41 
 
Tabela 1 – Ranking dos autores/as que mais publicaram sobre a temática de bibliometria na 
Brapci 
(conclusão) 
RANKING AUTORES/AS 
FREQUÊNCIA DE 
PUBLICAÇÕES 
11º CAREGNATO, Sônia Elisa 21 
12º AMARAL, Roniberto Morato 19 
13º SILVA, Fábio Mascarenhas e 17 
14º MOURA, Ana Maria Mielniczuk 17 
15º ARAÚJO, Ronaldo Ferreira de 16 
16º MAROLDI, Alexandre Masson 15 
17º SOBRAL, Natanael Vitor 13 
18º RESTREPO-ARANGO, Cristina 13 
19º MUGNAINI, Rogerio 13 
20º ARAÚJO, Carlos Alberto Ávila de 13 
21º MARICATO, João de Melo 12 
22º MILANEZ, Douglas Henrique 12 
23º STUMPF, Ida Regina Chittó 11 
24º VILAN FILHO, Jayme Leiro 11 
25º MOITA, Gray Farias 11 
26º HAYASHI, Carlos Roberto Massao 11 
27º CASTANHA, Renata Cristina Gutierres 11 
28º OLIVEIRA, Marlene 10 
29º ALVAREZ, Gonzalo Rubén 10 
30º SANTIN, Dirce Maria 9 
31º OLIVEIRA, Dalgiza Andrade 9 
32º LIMA, Luís Fernando Maia 9 
33º GABRIEL JUNIOR, Rene Faustino 9 
34º ALVES, Bruno Henrique 9 
35º ARENCIBIA-JORGE, Ricardo 9 
36º TSUNODA, Denise Fukumi 8 
Fonte: Elaborado pela autora a partir dos dados da pesquisa (2022). 
 
Dentre os 36 autores/as que mais publicaram sobre a temática de bibliometria na Brapci, 
serão apresentados os 5 primeiros de maior destaque, visto que não há espaço para apresentar 
todos que estão no ranking. A primeira colocada neste ranking é Maria Claudia Cabrini Grácio, 
que possui bacharelado e mestrado em Estatística pela Universidade Estadual de Campinas 
(UNICAMP), e doutorado em Lógica também pela mesma instituição de ensino. É docente da 
Universidade Estadual Paulista (UNESP) desde 1990, e em 2010 tornou-se professora 
42 
 
permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) da UNESP – 
Campus Marília. Foi coordenadora adjunta do Grupo de Trabalho Produção e Comunicação da 
Informação em Ciência, Tecnologia e Inovação (GT 7) da Associação de Pesquisa e Pós-
graduação em Ciência da Informação (ANCIB) no período de 2019 a 2021. Além disso, é 
atualmente colíder do Grupo de Pesquisa de Estudos Métricos da Informação, e possui interesse 
em temas como estudos de métricas em informação, bibliometria e estatística aplicada 
(GRÁCIO, 2022)4 . 
O segundo autor é Rubén Urbizagastegui-Alvarado, ele é mestre em Ciência da 
Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia da Universidade 
Federal de Rio de Janeiro (IBICT/UFRJ) e doutor em Ciência da Informação pela Universidade 
Federal de Minas Gerais (UFMG). Ademais, é bibliotecário da Universidade de Califórnia em 
Riverside (UCR), localizada nos Estados Unidos da América (URBIZAGASTEGUI, c2022)5. 
Em seguida, tem-se Samile Andréa de Souza Vanz como terceira autora mais produtiva. 
Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela 
também tem mestrado e doutorado em Comunicação e Informação pelo Programa de Pós-
Graduação em Comunicação (PPGCOM-UFRGS), com estágio sanduíche na Dalian University 
of Technology localizada na China. Hoje é professora na UFRGS, atuando na graduação e na 
pós-graduação, sendo também editora da revista Em Questão, periódico científico da área de 
Ciência da Informação. Suas pesquisas são voltadas para comunicação científica com ênfase na 
produção de indicadores científicos, bibliometria, colaboração científica, análise de citação, 
análise de cocitação e rankings universitários (VANZ, 2022)6. 
Ocupando a quarta posição, destaca-se Raimundo Nonato Macedo dos Santos, graduado 
em Engenharia Civil pela Universidade de Brasília (UnB), possui mestrado e doutorado em 
Information Stratégique Et Critique Veille Technol pela Université Paul Cézanne Aix Marseille 
III. Atualmente é professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e possui 
experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em Teoria Geral da Informação, 
atuando principalmente nos seguintes temas: Ciência da Informação, bibliometria, 
cientometria, estudos métricos, comunicação científica e institucionalização da pesquisa 
científica (SANTOS, 2022)7. 
Por fim, na quinta posição do ranking encontra-se a autora Ely Francina Tannuri de 
 
4 Informações coletadas no currículo lattes. 
5
 Informação disponível no site Academia. 
6
 Informações coletadas no currículo lattes. 
7
 Informações coletadas no currículo lattes. 
43 
 
Oliveira, que possui duas graduações: Pedagogia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de 
Mesquita Filho (UNESP) e Matemática pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Osvaldo 
Cruz e Matemática. Além disso, tem mestrado e doutorado em Educação ambos pela UNESP; 
pertence ao quadro permanente do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação e 
possui livre-docência pela UNESP – Campus Marília. Apresenta experiência na área de Ciência 
da Informação, Educação, Matemática e Metodologias Quantitativas, atuando principalmente 
nos seguintes temas: bibliometria, produção científica, análise bibliométrica, avaliação da 
produção científica e indicadores, análise de citação, cocitação e acoplamento. É 
pesquisadora/bolsista de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento 
Científico e Tecnológico (CNPq) – Nível 2 (OLIVEIRA, 2022)8. 
Ressalta-se que os/as autores/as mais produtivos/as são aqueles que atuam em 
departamentos e programas da CI, evidenciando, assim, o quanto ela é uma importante área de 
contribuição ao campo dos estudos métricos. 
Para compreender as relações institucionais existentes nessas coautorias, buscou-se 
identificar as instituições onde atuam esses autores/as representados na Tabela 1 acima, de 
forma a constatar que estes autores/asexpandem suas produções a parcerias internacionais. 
Assim, verificou-se um total de 16 instituições, sendo 13 universidades e centros federais 
brasileiros e 3 universidades estrangeiras. São elas: 
 
1) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); 
2) Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); 
3) Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); 
4) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); 
5) Universidade Estadual Paulista (UNESP); 
6) Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG); 
7) Universidade Federal Fluminense (UFF); 
8) Universidade de Brasília (UnB); 
9) Universidade Federal de Rondônia (UNIR); 
10) Universidade Federal de Alagoas (UFAL); 
11) Universidade Federal do Paraná (UFPR); 
12) Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); 
13) Universidade de São Paulo (USP); 
 
8
 Informações coletadas no currículo lattes. 
44 
 
14) Universidad de Córdoba (Unicordoba); 
15) Universidade de Califórnia em Riverside (UCR); 
16) Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM). 
 
Mediante esses dados, contabilizou-se as instituições mais produtivas, isto é, aquelas 
que concentram os autores/as que mais publicam sobre a bibliometria, conforme é mostrado no 
Gráfico 1, de modo a compreender as relações institucionais existentes nesses trabalhos. 
 
Gráfico 1 – Instituições mais produtivas 
 
Fonte: Elaborado pela autora a partir dos dados da pesquisa (2022). 
 
Percebe-se que a UFRGS é a instituição que possui o maior número de autores/as que 
publicam acerca da temática, compreendendo 6 autores/as que se apresentam no ranking da 
Tabela 1. Em seguida, vem a UFSCar com 5 autores/as, e a UFPE composta por 4 autores/as. 
Os países de origem dos autores/as também foram verificados. Dos 36 autores/as, 
constatou-se que: 32 deles são do Brasil; 1 dos Estados Unidos da América; 1 da Colômbia; 1 
da Argentina; e 1 de Cuba. Importante ressaltar que, apesar de um dos autores/as possuir 
nacionalidade argentina, ele desenvolve suas atividades no Brasil, mais precisamente na UFF. 
Outro ponto que serviu de análise foi identificar de que região os 10% dos autores/as 
6
5
4
3 3
2 2 2 2
1 1 1 1 1 1 1
0
1
2
3
4
5
6
7
Q
u
an
ti
ta
ti
v
o
 d
e 
p
ro
d
u
çã
o
Instituições
45 
 
citados na Tabela 1 fazem parte. Ressalta-se que as informações foram obtidas pelo perfil dos 
pesquisadores no Currículo Lattes e pelo Open Researcher and Contributor ID (ORCID). Além 
disso, os autores/as identificados dos Estados Unidos da América, Colômbia e Cuba não 
entraram nesta análise, pois foi levado em consideração apenas as regiões brasileiras onde são 
desenvolvidas as pesquisas. 
O Gráfico 2, abaixo, apresenta a configuração a respeito disso. 
 
Gráfico 2 – Produtividade por regiões 
 
Fonte: Elaborado pela autora a partir dos dados da pesquisa (2022). 
 
Observando o gráfico, percebe-se que dos 36 autores/as, 16 deles se concentram na 
região sudeste brasileira, que pode ser destacada como aquela que mais comporta autores/as 
com maior número de produções neste âmbito. Em seguida, tem-se a região sul sendo 
representada por 8 autores/as, a região nordeste por 5 autores/as, e a região norte e centro-oeste 
ambos com 2 autores/as. 
E buscando compreender as relações entre todos os autores/as que abarcaram o escopo 
desta pesquisa, estabeleceu-se uma rede de coautorias. Na Figura 2, abaixo, pode-se observar 
as relações dos autores/as que trabalham com o domínio da bibliometria e suas ligações. 
16
8
5
2 2
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
Sudeste Sul Nordeste Norte Centro-Oeste
Q
u
an
ti
ta
ti
v
o
 
Regiões brasileiras
46 
 
Figura 2 – Rede de coautorias 
 
Fonte: Elaborado pela autora a partir dos dados da pesquisa (2022). 
 
Constata-se a existência de 20 clusters, nos quais algumas ligações se apresentam como 
laços fortes, destacando como o nó central dessas redes, ou seja, os autores/as com maior 
relação de coautoria os seguintes autores/as: Maria Claudia Cabrini Grácio, Samile Andréa de 
Souza Vanz, Leandro Innocentini Lopes Faria, Leilah Santiago Bufrem, Adilson Luiz Pinto e 
Maria Cristina Piumbato Innocentini Hayashi. Importante ressaltar que Rubén Alvarado-
Urbizagastegui, apesar de ser o segundo autor que mais produz sobre a temática (34 
publicações), não se destaca nesta rede de relações devido ao fato de que o autor possui poucos 
trabalhos em coautoria. 
 
b) Lei de Bradford 
 
Para a aplicação da Lei de Bradford se identificaram 74 revistas e/ou eventos, os quais 
publicaram 1.254 artigos sobre a temática. A partir disso, utilizou 1/3 dos periódicos listados 
para definir esferas de maior interesse, que foram separadas por 3 esferas de importância: a 
primeira esfera refere-se aos periódicos e/ou eventos que mais possuem artigos publicados 
sobre a temática, contabilizando 423 publicações, em percentual isto corresponde a 33,73%; a 
segunda esfera compreende os periódicos que apresentam uma quantidade mediana de 
47 
 
publicações, que corresponde a 431 artigos equivalente a 34,37%; por fim, a terceira esfera 
abrange os periódicos com baixas produções ligadas a temática desta pesquisa, totalizando 400 
artigos, que em percentual representa 31,9%. 
Vale ressaltar que a primeira esfera é formada por 5 periódicos e/ou eventos, a segunda 
esfera por 13 e a terceira por 56. A Tabela 2, abaixo, são apresentados os periódicos e/ou 
eventos da primeira esfera. 
 
Tabela 2 – Periódicos e anais de eventos indexados na Brapci que mais publicaram artigos 
sobre bibliometria 
RANKING PERIÓDICOS E/OU EVENTOS FREQUÊNCIA 
1º Encontro Brasileiro de Bibliometria e Cientometria (EBBC) 110 
2º Ciência da Informação 94 
3º Em Questão 84 
4º Encontros Bibli: revista eletrônica de Biblioteconomia e 
Ciência da Informação 
70 
5º Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação 
(ENANCIB) 
65 
TOTAL 423 
Fonte: Elaborado pela autora a partir dos dados da pesquisa (2022). 
 
Pode-se observar que o Encontro Brasileiro de Bibliometria e Cientometria (EBBC) é o 
evento que apresenta maior frequência de publicações de artigos, pois consiste no principal 
evento sobre os estudos métricos, abordando especialmente a bibliometria e a cientometria. Ele 
ocorre a cada dois anos desde 2008 quando aconteceu a primeira edição na cidade do Rio de 
Janeiro, tendo como público-alvo pesquisadores, profissionais e estudantes da área de Ciência 
da Informação. De acordo com o site do evento, ele foi criado para atingir algumas metas, dentre 
elas, pode-se citar que o EBBC “surge como uma estratégia para [...] reunir e socializar os 
diferentes grupos de pesquisa que atuam nestas áreas no Brasil e sua interação e convergência 
como o estado da arte internacional” (ENCONTRO BRASILEIRO DE BIBLIOMETRIA E 
CIENTOMETRIA, 2008). 
O Quadro 2, a seguir, expõe os anos e as respectivas cidades em que foram realizadas 
as edições desde a sua primeira edição. 
 
 
48 
 
Quadro 2 – Síntese das edições do EBBC 
ENCONTRO BRASILEIRO DE BIBLIOMETRIA E 
CIENTOMETRIA (EBBC) 
Edição Ano Cidade do evento 
1º 2008 Rio de Janeiro 
2º 2010 São Paulo 
3º 2012 Gramado 
4º 2014 Recife 
5º 2016 São Paulo 
6º 2018 Rio de Janeiro 
7º 2020 Salvador 
Fonte: Elaborado pela autora (2022). 
 
Ressalta-se que a oitava edição do EBBC ocorrerá neste ano vigente de 2022 e será 
realizada na cidade de Maceió. 
Como segundo colocado no ranking tem-se a revista Ciência da Informação, que é o 
periódico científico do IBICT, tanto na versão impressa quanto na eletrônica. Ela apresenta 
periodicidade quadrimestral (três edições por ano, agrupadas em volumes) e tem como foco 
publicações relacionadas com a Ciência da Informação, tais como artigos, artigos de opinião, 
relatos de experiências, e revisões de literatura, assim como resultados de estudos e pesquisas 
relacionadas às atividades do setor de informação em ciência, tecnologia e inovação (CIÊNCIA 
DA INFORMAÇÃO, [20--?]).Além disso, de acordo com a Plataforma Sucupira (2016), é um 
periódico de acesso aberto, classificado no estrato Qualis B1. 
Em seguida, tem-se a revista Em Questão, publicada pelo Programa de Pós-graduação 
em Ciência da Informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É um periódico 
científico da área de CI, Qualis A2, com periodicidade trimestral, de acesso livre e veiculado 
em formato eletrônico. Recebem artigos, entrevistas e resenhas em português, espanhol ou 
inglês de professores/as e pesquisadores/as doutores/as e doutorandos/as em Ciência da 
Informação e áreas afins (EM QUESTÃO, [20--?]). 
Na quarta colocação encontra-se a revista Encontros Bibli: revista eletrônica de 
Biblioteconomia e Ciência da Informação, que é uma publicação periódica do Programa de Pós-
graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Santa Catarina. O seu escopo 
é composto por publicações na área da Ciência da Informação, Biblioteconomia, Arquivologia, 
Museologia e áreas correlatas seja em formato de artigo, ensaios e estudos de caso. Este 
periódico está classificado no estrato Qualis A2 para as áreas de Comunicação e Informação, e 
apresenta periodicidade quadrimestral (ENCONTROS BIBLI, [201-]). 
49 
 
Por fim, o ENANCIB ocupa o quinto lugar no ranking. É um evento promovido pela 
ANCIB realizado anualmente em cidades que possuem programas de pós-graduação vinculados 
a esta associação, e é considerado um importante evento de pesquisa e de pós-graduação da 
área de Ciência da Informação em esfera nacional, que tem como objetivo discutir e refletir 
quais são os temas, as perspectivas e as tendências da pesquisa, e o que é produzido na área de 
CI. Ademais, ele propicia diálogos entre pesquisadores, docentes e pós-graduandos que atuam 
nos espaços dos programas de pós-graduação (DIRETRIZES..., [2022?]). 
A primeira edição deste evento ocorreu em 1994 e, atualmente, se encontra na vigésima 
segunda edição, a qual acontecerá em novembro de 2022 na cidade de Porto Alegre. Destaca-
se ainda que o ENANCIB possui 11 Grupos de Trabalhos (GT), os quais são divididos nas 
seguintes áreas, conforme exposto no Quadro 3. 
 
Quadro 3 – Grupos de Trabalhos do ENANCIB 
ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO (ENANCIB) 
Grupos de 
Trabalhos (GT) 
Áreas 
GT 1 Estudos Históricos e Epistemológicos da Ciência da Informação 
GT 2 Organização e Representação do Conhecimento 
GT 3 Mediação, Circulação e Apropriação da Informação 
GT 4 Gestão da Informação e do Conhecimento 
GT 5 Política e Economia da Informação 
GT 6 Informação, Educação e Trabalho 
GT 7 Produção e Comunicação da Informação em Ciência, Tecnologia & Inovação 
GT 8 Informação e Tecnologia 
GT 9 Museu, Patrimônio e Informação 
GT 10 Informação e Memória 
GT 11 Informação & Saúde 
Fonte: Elaborado pela autora (2022). 
 
Os trabalhos com foco nos Estudos Métricos da Informação, voltados especificamente 
para a temática da bibliometria, são geralmente apresentados e publicados no GT 7 – Produção 
e Comunicação da Informação em Ciência, Tecnologia & Inovação, embora existam EMI 
aplicados de forma transversal em outros GTs. 
É válido ressaltar que a publicação de artigos em eventos dessa natureza, ou até mesmo 
em periódicos, propiciam a disseminação do conhecimento científico e a socialização dos dados 
para a comunidade científica. Ademais, é de suma importância que haja métodos, técnicas e/ou 
50 
 
ferramentas para que essas produções sejam analisadas com vistas a identificar 
traços/características de temas ou assuntos que são tratados, uma vez que Lei de Bradford 
também é direcionada para tomada de decisão em instituições, bibliotecas e demais unidades 
de informação. 
 
c) Lei de Zipf 
 
A Lei de Zipf foca nas palavras-chave utilizadas pelos autores/as em seus artigos. Na 
análise identificou-se que 2.855 termos diferentes foram indexados, dentre elas, obteve-se uma 
frequência total de 7.005 palavras-chave que foram divididas em três esferas ou zonas de 
distribuição. Ao calcular a enésima posição da frequência total, encontrou-se 9 termos, que 
corresponde a 23,98%, para a primeira esfera de palavras, as quais são classificadas como 
informações triviais; 154 termos, que diz respeito a 26,82%, para a segunda esfera denominada 
de informação interessante; e 2.692 termos faz parte da terceira esfera, a qual entende-se como 
ruído informacional, que equivale a 49,19%. 
A partir disso, foi criado um ranking com a primeira esfera de palavras-chave que são 
as mais representativas para a temática, conforme pode ser visto na Tabela 3. 
 
Tabela 3 – Termos mais utilizados como indexadores de artigos sobre bibliometria na Brapci 
RANKING PALAVRAS-CHAVE FREQUÊNCIA 
1º Bibliometria 511 
2º Ciência da informação 426 
3º Bibliometrics 161 
4º Produção científica 153 
5º Biblioteconomia 119 
6º Information science 93 
7º Scientific production 91 
8º Cientometria 71 
9º Ciência social aplicada 55 
TOTAL 1681 
Fonte: Elaborado pela autora a partir dos dados da pesquisa (2022). 
 
Observa-se que o termo bibliometria foi o mais recorrente com 511 aparições, contudo, 
este quantitativo expressivo de ocorrências era logicamente esperado, pois a bibliometria é o 
principal termo da temática abordada nesta pesquisa. Logo em seguida, temos a palavra Ciência 
da Informação com 426 aparições, um número significativo para a análise que pode ser 
51 
 
explicada pelo fato de a CI ser uma área responsável pela evolução dos estudos métricos e de 
propiciar estratégias e métodos para mensurar a produção do conhecimento científico. 
Nota-se, também, a presença de palavras-chave em inglês que quando traduzidas refere-
se aos termos em português, como é o caso de bibliometrics (bibliometria), information science 
(Ciência da Informação) e scientific production (produção científica). Já o termo 
Biblioteconomia surge como uma área ligada diretamente com a bibliometria, visto que esta é 
um subcampo da Biblioteconomia e da CI. 
Com base nas informações informadas na Tabela 3, elaborou-se uma nuvem de palavras 
para os termos da primeira esfera, isto é, as palavras-chave de maior frequência de ocorrência 
na temática estudada, conforme pode ser vista na Figura 3. 
 
Figura 3 – Nuvem de palavras da 1ª esfera: informação trivial 
 
Fonte: Elaborado pela autora (2022). 
 
Optou-se também pela criação da nuvem de palavras para os termos da segunda esfera, 
que são representadas por palavras que podem trazer algum tipo de relevância para a temática 
analisada, as quais podem ser vistas na Figura 4. 
 
 
52 
 
Figura 4 – Nuvem de palavras da 2ª esfera: informação interessante 
 
Fonte: Elaborado pela autora (2022). 
 
Como exemplos de palavras presentes nesta zona, pode-se citar: análise bibliométrica, 
library science, produccion cientifica, comunicação científica, cienciometria, análise de 
citação, indicador bibliométrico, entre outros. Mediante isso, constata-se que esta esfera traz 
uma representatividade das metodologias que são empregadas para análises de trabalhos que 
abordam a bibliometria. 
 
d) Anos de publicação 
 
Com o intuito de verificar o crescimento no número de publicações, distribuiu-se os 
registros ao longo dos anos (1972 a 2021). Essa distribuição pode ser verificada no Gráfico 3 a 
seguir. 
53 
 
 Gráfico 3 – Distribuição dos artigos sobre bibliometria indexados na Brapci por ano 
 
Fonte: Elaborado pela autora a partir dos dados da pesquisa (2022).
6
1 2 1 2
4
1 1
5
1 1 1 1 1 2 3 1 1 1
6 4
9 8
11
6 6
9
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24 22
38
42
72
52
86
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133
180
118
105
119
0
20
40
60
80
100
120
140
160
180
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Anos
54 
 
Observa-se a partir do gráfico que as publicações relacionadas a bibliometria indexadas 
na Brapci apresentaram, inicialmente, um crescimento bem irrisório, com as primeiras 
publicações datando de 1973 (6 publicações). Nos anos seguintes ocorreu uma diminuição no 
número de publicações até que em 2001 foi atingido um total de 9 artigos publicados. 
A partir de então, as publicações passaram a apresentar variações, com crescimento 
significativo a partir de 2007 com 16 publicações. Em 2008 o número praticamente dobrou (24 
publicações), e isto pode estar associado a primeira edição do Encontro Brasileiro de 
Bibliometria e Cientometria, evento que propiciou a socialização dos conhecimentos que foram 
produzidos nesta área e que serviu de experiência preparatória para o evento internacional 
International Conference of the International Society for Scientometrics and Informetrics 
(ISSI). Outro evento que pode ter contribuído para este aumento deve ter sido a nona edição do 
Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação que se realizou em São Paulo. 
Já em 2009 houve uma pequena queda, onde foi constatado a publicação de 22 artigos. 
Os três anos consecutivos foram marcados por um grande aumento, passando de 38 publicações 
no ano de 2010 para 72 artigos publicados em 2012. 
De 2014 até 2021, notam-se alguns picos de publicação: 2014 com 86 publicações; 2017 
composto por 133 artigos publicados; 2018 apresentou a maior taxa de publicação representado 
por 180 artigos; 2019 apresentou 118 publicações; 2020 contou com 105 publicações; e 
finalmente, 2021 finalizou com a presença de 119 artigos publicados. 
Ademais, é importante mencionar que a Brapci apresentou uma inconsistência na 
delimitação da busca pelo ano. A base de dados fornece informações a partir do ano de 1972, 
entretanto, detectou-se que dois trabalhos são datados do ano de 1902 e dois do ano de 1903. A 
partir disso, verificou-se, novamente, os dados que foram importados da base e constatou-se 
que na coluna issues, que contém informações sobre o periódico e/ou evento, os artigos de 
ambos os anos são de 2019. 
Por fim, salienta-se que os dados analisados foram representativos e possibilitaram 
identificar diversas características das produções indexadas na Brapci, tais como os/as 
autores/as que mais publicam sobre a temática, os periódicos e/ou eventos que mais se destacam 
e as palavras-chave que representam a bibliometria. 
 
 
 
55 
 
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
A bibliometria é uma ferramenta estatística que permite mapear e conhecer uma 
determinada área do conhecimento. Ela é a metria mais antiga dentro daquelas que medem a 
produção científica e surgiu com o intuito de quantificar as informações registradas dispostas 
em livros, documentos, revistas, artigos etc. A CI é a área responsável pela evolução dos estudos 
métricos, que tiveram seus estudos iniciados a partir da bibliometria e em seguida pelas demais 
metrias. 
O presente trabalho torna-se importante diante da dimensão de trabalhos existentes na 
literatura científica acerca da bibliometria e da necessidade de se conhecer a evolução desta 
área dentro da CI, uma vez que ela permite identificar a quantidade de trabalhos publicados em 
um determinado período, quem são os/as autores/as que mais publicam sobre a temática, os 
periódicos que mais se destacam e as palavras-chave que representam o assunto. 
A partir disso, a pesquisa constatou que a área de CI tem contribuído com produções 
relevantes sobre bibliometria e apresentou as principais características científicas que permeiam 
as produções sobre bibliometria dentro da área de CI. 
Assim, é válido afirmar que o objetivo geral da pesquisa de mapear a produção científica 
referente aos estudos bibliométricos que estão indexadas Brapci foi alcançado. Para isso, 
analisou-se os dados coletados dos autores/as, periódicos e/ou eventos, assuntos que mais se 
destacam no tocante as produções com o tema. Apontou que os autores/as que mais publicam 
sobre a bibliometria são: Maria Claudia Cabrini Grácio com 43 publicações; Rubén Alvarado-
Urbizagastegui com 34 publicações; Samile Andréa de Souza Vanz, Raimundo Nonato Macedo 
dos Santos e Ely Francina Tannuri Oliveira com 29 publicações cada. Com isso, a UFRGS se 
apresenta como sendo a instituição de ensino de maior produtividade, com a presença de 6 
autores/as que publicam sobre a temática. E a região sudeste brasileira, que concentra 16 
autores/as, é tida como a mais produtiva. 
Com relação aos periódicos que mais publicam sobre a temática identificou-se o evento 
Encontro Brasileiro de Bibliometria e Cientometria no topo do ranking, com a presença de 110 
artigos publicados. No que se refere aos termos utilizados para indexar os artigos destacou-se 
as seguintes palavras: bibliometria, Ciência da Informação, bibliometrics, produção científica 
e Biblioteconomia. Já o ano que apresentou a maior taxa de publicação de artigos sobre a 
bibliometria foi 2018 com 180 artigos publicados. 
Ressalta-se que durante a realização desta pesquisa, algumas dificuldades foram 
encontradas. A principal delas diz respeito à mineração e à organização dos dados antes do 
56 
 
início das análises, devido ser uma etapa na qual demanda e requer uma atenção redobrada 
diante das informações que são transferidas para o Word© e Excel©, além da inconsistência da 
Brapci e das datas errôneas apresentadas na listagem apresentada pela base acerca dos 
documentos recuperados. 
De forma geral, evidencia-se a importância deste estudo dentro da área da Ciência da 
Informação, uma vez que ele pode servir de base para produções posteriores. Tendo em vista a 
relevância das análises apresentadas aqui, ressalta-se a necessidade de trabalhos futuros que 
contemplem outras bases de dados, sejam elas nacionais e/ou internacionais, tais como a Web 
of Science (WoS), Scopus, Dimensions, Scielo, Google Acadêmico, Biblioteca Digital de Teses 
e Dissertações (BDTD) etc., a fim de estabelecer um panorama dos estudos bibliométricos em 
cada uma dessas bases. 
 
57 
 
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