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Eficaciasimulacaoclinica-Lucio-2022

Tese de doutorado em Enfermagem sobre a eficácia da simulação clínica aliada ao mapa conceitual na habilidade de raciocínio diagnóstico de discentes; 179 f., banca examinadora indicada, aprovada em fev/2022 e financiada pelo CNPq.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM ENFERMAGEM 
CURSO DE MESTRADO ACADÊMICO E DOUTORADO 
 
 
 
KADYJINA DAIANE BATISTA LUCIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EFICÁCIA DA SIMULAÇÃO CLÍNICA ALIADA AO MAPA CONCEITUAL NA 
HABILIDADE DO RACIOCÍNIO DIAGNÓSTICO DE DISCENTES DE 
ENFERMAGEM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NATAL - RN 
2022 
 
1 
 
KADYJINA DAIANE BATISTA LUCIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EFICÁCIA DA SIMULAÇÃO CLÍNICA ALIADA AO MAPA CONCEITUAL NA 
HABILIDADE DO RACIOCÍNIO DIAGNÓSTICO DE DISCENTES DE 
ENFERMAGEM 
 
 
 
 
 
 
Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação 
em Enfermagem da Universidade Federal do Rio 
Grande do Norte (UFRN), como requisito para 
obtenção do título de Doutora em Enfermagem. 
 
Orientadora: Prof.ª Dr.ª Ana Luisa Brandão de 
Carvalho Lira. 
Área de Concentração: Enfermagem na atenção à 
saúde. 
Linha de Pesquisa: Desenvolvimento tecnológico 
em saúde e enfermagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
NATAL - RN 
2022 
 
 
2 
 
 
 Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN 
Sistema de Bibliotecas - SISBI 
Catalogação de Publicação na Fonte. UFRN - Biblioteca Setorial Bertha Cruz Enders - -Escola de Saúde da UFRN - ESUFRN 
 
 Lúcio, Kadyjina Daiane Batista. 
 Eficácia da simulação clínica aliada ao mapa conceitual na 
habilidade do raciocínio diagnóstico de discentes de enfermagem / 
Kadyjina Daiane Batista Lúcio. - 2022. 
 179f.: il. 
 
 Tese (Doutorado em Enfermagem)-Universidade Federal do Rio 
Grande do Norte, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-
graduação em Enfermagem. Natal, RN, 2022. 
 Orientadora: Ana Luisa Brandão de Carvalho Lira. 
 
 
 1. Enfermagem - Tese. 2. Diagnósticos de enfermagem - Tese. 
3. Educação em enfermagem - Tese. 4. Tecnologia educacional - 
Tese. I. Lira, Ana Luisa Brandão de Carvalho. II. Título. 
 
RN/UF/BS - Escola de Saúde CDU 616-083-071 
 
 
 
 
 
Elaborado por MAGALI ARAUJO DAMASCENO DE OLIVEIRA - CRB-15/519 
 
 
 
 
 
3 
 
KADYJINA DAIANE BATISTA LUCIO 
 
 
 
 
EFICÁCIA DA SIMULAÇÃO CLÍNICA ALIADA AO MAPA CONCEITUAL NA 
HABILIDADE DO RACIOCÍNIO DIAGNÓSTICO DE DISCENTES DE 
ENFERMAGEM 
 
Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação 
em Enfermagem da Universidade Federal do Rio 
Grande do Norte (UFRN), como requisito para 
obtenção do título de Doutora em Enfermagem. 
 
 
Aprovada em 21 de fevereiro de 2022. 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
Profa. Dra. Ana Luisa Brandão de Carvalho Lira - Orientadora 
Departamento de Enfermagem da UFRN 
 
Prof. Dr. Marcos Venícios de Oliveira Lopes 
Universidade Federal do Ceará - UFC 
 
Profa. Dra. Maria Isabel Dias Fernandes 
Departamento de Enfermagem da UFRN 
 
Prof. Dr. Raphael Raniere de Oliveira Costa 
Escola Multicampi de Ciências Médicas da UFRN 
 
 
Profa. Dra. Jéssica Dantas de Sá Tinôco 
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte 
 
Profa. Dra. Daniele Vieira Dantas 
Departamento de Enfermagem da UFRN 
 
 
 
 
 
4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esta pesquisa recebeu o financiamento do Conselho Nacional de 
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio da 
Chamada MCTIC/CNPqNº 28/2018, sob número de processo 
421647/2018-3. 
 
 
5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e 
depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. 
 
 - Guimarães Rosa 
 
6 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Esse momento abrange um misto de sentimentos. Mas, com certeza o maior 
deles é gratidão. Gratidão por ter chegado até aqui e representar bem mais que 
outorga o título de doutora em enfermagem. Este fato, decerto, tem um mérito 
inestimado. Entretanto, ele simboliza lutas anteriores e contemporâneas a minha que 
implementam uma grandeza que perpassa o título. 
 Representa a luta de uma família humilde, de avós agricultores, de um pai 
autônomo e de uma mãe Auxiliar de Serviços Gerais (ASG). 
Representa o amor e dedicação de Maria do Céu, que a cada mês, dividia parte 
dos poucos recursos que possuía para direcionar a manutenção da neta em uma 
“cidade grande”. 
Representa, a minha outra Maria, Janaína, que conseguiu ofertar educação 
para três filhas diante de tantas dificuldades, uma mãe sensível e ao mesmo tempo 
tão corajosa, que abraça todas as nossas dores e vibra a cada conquista. 
Representa meu pai, Pedro, que durante esses anos transitou por vários 
empregos para que tudo isso fosse possível. 
Representa minhas irmãs, Kadyna e Kari, pela distância que culminou na 
ausência física em tantos momentos importantes. Outrossim, pela força que elas 
conseguem direcionar a cada sorriso e abraço ofertado, por ser a principal motivação 
para seguir em frente e ser uma pessoa melhor. À toda a minha família, obrigada por 
ser referência de resistência, amor, bondade, honestidade e força. 
Esse momento também representa o ensino público e sua capacidade de 
transformar a realidade de pessoas que, por vezes, são invisíveis ao sistema. Que 
fomentou uma caminhada de 10 anos no ensino superior, possibilitando a mudança 
da minha realidade e daqueles que me cercam. 
Gratidão à Deus, por traçar um caminho tão perfeito, cheio de oportunidades, 
mas não isentos de dificuldades, que me fizeram crescer profissionalmente, mas 
principalmente como ser humano e dar valor a cada passo conquistado. Obrigada a 
Minha Cidinha, por ser minha protetora e intercessora nessa caminhada, por acalmar 
meu coração a cada oração clamando por teu nome. 
A minha orientadora, professora Ana Luísa, por estar comigo nesses quase dez 
anos, por acreditar na aluna do 4º período, que participou do processo seletivo de 
extensão, por vislumbrar e apostar em caminhos que nem ela mesmo acreditava ser 
 
7 
 
possível. Obrigada, por acreditar no ensino transformador mesmo diante de tantas 
forças contrárias. 
Às Anetes, pela contribuição inestimável a esse trabalho e por transformar o 
percurso acadêmico em um meio para relações de companheirismo e amizade. 
Principalmente a Jéssica, sempre positiva, prestativa, companheira e meu grande 
exemplo de doação e competência em todas as áreas. 
Aos amigos do doutorado, que dividiram as dificuldades, incertezas e vitórias a 
cada seminário apresentado e a cada conclusão de disciplina. 
Aos amigos do ensino médio, da graduação, da residência universitária e da 
vida, que foram e são acalento e aconchego. 
Ao meu companheiro de vida, Antonio, um dos meus maiores incentivadores, 
meu ponto de equilíbrio e fonte inesgotável de amor e alegria. Obrigada por toda 
compreensão, escuta atenciosa e palavras motivadoras. 
Aos meus amigos e companheiros de luta na assistência que tanto me 
ajudaram na condução dessa tripla jornada, com palavras de ânimo, trocas de plantão 
e momentos de descontração. Em especial, durante a pandemia, em circunstâncias 
tão difíceis, de angústias e incertezas. 
Obrigada a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, por ter sido 
corresponsável e testemunha de tantas transformações desde a chegada da menina 
de 16 anos em suas dependências, por ter proporcionado tantas experiências 
acadêmicas, profissionais e de vida. 
Obrigada a banca examinadora, por ter aceitado o convite, mas principalmente 
pelas contribuições inestimáveis à enfermagem e ao contexto acadêmico. Os 
senhores são referências para a minha formação e durante todo esse caminho seus 
nomes foram fonte de inspiração. 
Sou grata a enfermagem, por conseguir aflorar a cada dia novos sonhos, por 
conseguir demonstrar minha humanidade e pequenez a cada novo paciente, a cada 
novo caso. Entretanto, ao mesmo tempo, demonstrar o quanto posso ser grande e 
singular para aqueles que precisam. 
Sendo assim, concluomeu raciocínio inicial e reitero aqui, que esse momento 
representa a contribuição de muitos, por meio de atitudes, ações, palavras, 
expressões de carinho que, por vezes, foram o propulsor necessário para conseguir 
ultrapassar os obstáculos que poderiam me impedir de estar aqui hoje. Tudo isso eu 
dedico a vocês. Muito obrigada! 
 
8 
 
RESUMO 
 
 
A capacidade de pensar criticamente é necessária ao discente de enfermagem no 
processo de tomada de decisões com vistas a fortalecer o processo de inferência. 
Assim, o uso de metodologias ativas dispõe de uma capacidade disruptiva com a 
pedagogia tradicional, por meio de práticas inovadoras, que estimulam o discente, 
despertam interesse e curiosidade. Diante desse contexto, objetiva-se: avaliar a 
eficácia da simulação clínica aliada ao mapa conceitual na habilidade do raciocínio 
diagnóstico de discentes de enfermagem. A pesquisa foi desenvolvida em três etapas, 
sendo as duas primeiras subsidiadas por um estudo metodológico e a terceira por um 
ensaio clínico controlado e randomizado. A primeira contempla a construção de dois 
casos clínicos para os instrumentos pré-teste e pós-teste, dois cenários de simulação 
clínica sobre raciocínio diagnóstico em enfermagem e a elaboração da avaliação de 
nivelamento dos discentes. A segunda etapa correspondeu a análise de conteúdo dos 
casos clínicos, cenários de simulação e avaliação de nivelamento dos estudantes por 
juízes. A avaliação dos cenários contou com 45 juízes em raciocínio diagnóstico e/ou 
simulação clínica, que analisaram cada item por meio de uma escala likert. Para 
avaliação do grau de acurácia diagnóstica, foi utilizada a Escala de acurácia de 
diagnóstico de enfermagem. Os casos clínicos e as questões de nivelamento tiveram 
seu conteúdo avaliado por 8 juízes em um grupo focal. A terceira etapa contemplou a 
aplicação da simulação clínica aliada à mapas conceituais para melhoria na habilidade 
do raciocínio diagnóstico para discentes de graduação em Enfermagem. Os alunos 
foram randomizados nos grupos intervenção e controle. O grupo intervenção foi 
submetido ao uso da tecnologia educacional e o grupo controle à aula expositiva. Os 
dados foram analisados por estatística descritiva e inferencial. Para os cenários de 
simulação, foi considerada proporção de 85% de aceitação pelos juízes. Para a Escala 
de acurácia de diagnóstico de enfermagem, foi calculado o coeficiente S. O 
desempenho dos alunos foi analisado por meio da estatística inferencial nos 
instrumentos pré-teste, pós-teste e inventário de raciocínio diagnóstico, adotando o 
nível de significância de 5%. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética 
responsável, sob o número 3.084.032. Foi registrado na base de dados de Registro 
de Ensaios Clínicos Brasileiros, recebendo o número: RBR-7qjpn6. Os resultados 
mostram que os cenários foram julgados com proporção aceitável pelos juízes, os 
diagnósticos propostos apresentaram alto grau de acurácia. Os casos clínicos 
utilizados no pré-teste e pós-teste possuíram média do índice de validade de conteúdo 
de 93,7%. Na última etapa, o grupo intervenção destacou-se na inferência do rótulo 
diagnóstico e apresentou diferença estatística significativa, quando comparados os 
momentos pré-teste e pós-teste (p= 0,001). O mesmo aconteceu nos acertos 
referentes aos fatores relacionados (p=0,004) e as características definidoras 
(p=0,004). Valores superiores também foram encontrados no Inventário de Raciocínio 
Diagnóstico, na flexibilidade do pensamento e na estrutura do conhecimento na 
memória. Assim, conclui-se que a simulação clínica aliada ao mapa conceitual foi 
eficaz para a melhoria do raciocínio diagnóstico de discentes em enfermagem. 
Outrossim, o estudo proporciona visibilidade para duas metodologias ativas de ensino, 
a simulação clínica e o mapa conceitual, que representa um avanço do protagonismo 
dos estudantes como sujeitos ativos no processo ensino-aprendizagem. 
 
Palavras-chave: Enfermagem; Educação em Enfermagem; Diagnósticos de 
Enfermagem; Tecnologia Educacional; Simulação. 
 
9 
 
ABSTRACT 
 
 
The ability to think critically is necessary for nursing students in the decision-making 
process in order to strengthen the inference process. Thus, the use of active 
methodologies has a disruptive capacity with traditional pedagogy, through innovative 
practices that stimulate the student, arouse interest and curiosity. Given this context, 
the objective is: to evaluate the effectiveness of clinical simulation combined with the 
conceptual map in the diagnostic reasoning ability of nursing students. The research 
was developed in three stages, the first two being subsidized by a methodological 
study and the third by a controlled and randomized clinical trial. The first includes the 
construction of two clinical cases for the pre-test and post-test instruments, two clinical 
simulation scenarios on diagnostic reasoning in nursing and the elaboration of the 
students' leveling assessment. The second stage corresponded to content analysis of 
clinical cases, simulation scenarios and assessment of students' placement by judges. 
The evaluation of the scenarios had 45 judges in diagnostic reasoning and/or clinical 
simulation, who analyzed each item using a likert scale. To assess the degree of 
diagnostic accuracy, the Nursing Diagnosis Accuracy Scale was used. Clinical cases 
and leveling questions had their content evaluated by 8 judges in a focus group. The 
third stage included the application of clinical simulation combined with conceptual 
maps to improve the ability of diagnostic reasoning for undergraduate nursing 
students. Students were randomized into intervention and control groups. The 
intervention group was submitted to the use of educational technology and the control 
group to the lecture. Data were analyzed by descriptive and inferential statistics. For 
the simulation scenarios, a proportion of 85% of acceptance by the judges was 
considered. For the Nursing Diagnosis Accuracy Scale, the S coefficient was 
calculated. The students' performance was analyzed using inferential statistics in the 
pre-test, post-test and diagnostic reasoning inventory, adopting a significance level of 
5%. . The research project was approved by the responsible Ethics Committee, under 
number 3,084,032. It was registered in the Brazilian Clinical Trials Registry database, 
receiving the number: RBR-7qjpn6. The results show that the scenarios were judged 
with an acceptable proportion by the judges, the proposed diagnoses showed a high 
degree of accuracy. The clinical cases used in the pre-test and post-test had an 
average content validity index of 93.7%. In the last stage, the intervention group stood 
out in the inference of the diagnostic label and presented a statistically significant 
difference when comparing the pre-test and post-test moments (p= 0.001). The same 
happened in the correct answers regarding related factors (p=0.004) and defining 
characteristics (p=0.004). Higher values were also found in the Diagnostic Reasoning 
Inventory, in the flexibility of thought and in the structure of knowledge in memory. 
Thus, it is concluded that the clinical simulation combined with the conceptual map 
was effective in improving the diagnostic reasoning of nursing students. Furthermore, 
the study provides visibility for two active teaching methodologies, clinical simulation 
and the conceptual map, which represents an advance in the role of students as active 
subjects in the teaching-learning process 
 
Keywords: Nursing; Nursing Education; Nursing Diagnoses; Educational technology; 
Simulation. 
 
10 
 
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
ASCES Associação Caruaruense de Ensino Superior e Técnico 
CCS Centro de Ciências da Saúde 
CE Ceará 
CNPQ Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico 
DCN Diretrizes Curriculares Nacionais 
DE Diagnóstico de Enfermagem 
EADE Escala de Acurácia de Diagnóstico de Enfermagem 
FCFrequência Cardíaca 
FR Frequência Respiratória 
H0 Hipótese Nula 
H1 Hipótese Alternativa 
INACSL International Nursing Association Clinical Simulation & Learning 
IRD Inventário de Raciocínio Diagnóstico 
IVC Índice de Validade de Conteúdo 
MC Mapa Conceitual 
MG Minas Gerais 
PA Pressão Arterial 
PC Pensamento Crítico 
PAESE Práticas Assistenciais e Epidemiológicas em Saúde e 
Enfermagem 
PB Paraíba 
PE Processo de Enfermagem 
PPC Projeto Pedagógico do Curso 
RJ Rio de Janeiro 
RN Rio Grande do Norte 
RS Rio Grande do Sul 
SAE Sistematização da Assistência de Enfermagem 
SIGAA Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas 
SSVV Sinais Vitais 
SUS Sistema Único de Saúde 
TCLE Termo de Consentimento Livre e Esclarecido 
UFRN Universidade Federal do Rio Grande do Norte 
 
11 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 1 - Percurso metodológico do estudo. .......................................................... 33 
Figura 2 - Distribuição das finalidades atribuídas aos casos clínicos construídos. .. 34 
Figura 3 - Literatura utilizada para a formulação dos cenários de simulação clínica.
................................................................................................................................. 36 
Figura 4 - Padronização dos casos clínicos utilizados para o pré-teste e pós-teste. 38 
Figura 5 - Percurso metodológico do grupo focal. ................................................... 50 
Figura 6 - Fluxograma de recrutamento dos estudantes de enfermagem. ............... 56 
Figura 7 - Fluxograma do Percurso das etapas da pesquisa. .................................. 60 
Figura 8 - Distribuição dos casos clínicos pré-teste e pós-teste. ............................. 61 
Figura 9 - Fluxograma representativo do estudo baseado no CONSORT (2010). ... 66 
Figura 10 - Mapa conceitual do cenário 1 construído pelo grupo experimental, após 
simulação clínica. ................................................................................................... 109 
Figura 11 - Mapa conceitual do cenário 2 construído pelo grupo experimental após 
simulação clínica. ................................................................................................... 111 
 
 
 
 
 
12 
 
LISTA DE QUADROS 
 
 
Quadro 1 - Definições das dimensões da escala Likert utilizadas na mensuração da 
análise de juízes acerca dos cenários clínicos simulados. ....................................... 44 
Quadro 2 - Itens da Escala de Acurácia de Diagnóstico de Enfermagem (EADE) 
adaptada por Tinoco (2019). .................................................................................... 45 
Quadro 3 - Organização dos momentos do curso de extensão universitária. .......... 56 
Quadro 4 - Distribuição dos colaboradores na última etapa do estudo. ................... 67 
Quadro 5 - Casos clínicos construídos na primeira etapa do estudo utilizados nos 
cenários 1 e 2. ......................................................................................................... 71 
Quadro 6 - Cenário construído na primeira etapa do estudo para a simulação 1. ... 73 
Quadro 7 - Cenário construído na primeira etapa do estudo para a simulação 2. ... 77 
Quadro 8 - Casos clínicos construídos na primeira etapa para o instrumento pré-teste 
e pós-teste, respectivamente. .................................................................................. 80 
Quadro 9 - Avaliação de nivelamento para discentes de graduação em enfermagem.
................................................................................................................................. 82 
Quadro 10 - Cenário de simulação 1 após avaliação dos juízes. ............................ 89 
Quadro 11 - Cenário de simulação 2 após avaliação dos juízes. ............................ 95 
Quadro 12 - Casos clínicos para o instrumento pré-teste e pós-teste após análise de 
conteúdo por grupo focal........................................................................................ 100 
Quadro 13 - Avaliação de nivelamento para discentes de enfermagem após avaliação 
dos juízes por grupo focal. ..................................................................................... 103 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 1 - Parâmetros para a classificação dos juízes quanto ao nível de expertise. 
Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 2022. ................................................................ 42 
Tabela 2 - Avaliação do cenário simulado 1 segundo os juízes a partir da Escala Likert. 
Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 2022 ................................................................. 86 
Tabela 3 - Avaliação dos diagnósticos do caso clínico do cenário de simulação 1 
segundo a Escala de acurácia diagnóstica de enfermagem. Natal, Rio Grande do 
Norte, Brasil, 2022 ................................................................................................... 88 
Tabela 4 - Avaliação do cenário simulado 2 segundo os juízes a partir da Escala Likert. 
Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 2022 ................................................................. 92 
Tabela 5 - Avaliação dos diagnósticos do caso clínico do cenário de simulação 2 
segundo a Escala de acurácia diagnóstica de enfermagem. Natal, Rio Grande do 
Norte, Brasil, 2022 ................................................................................................... 94 
Tabela 6 - Distribuição do Índice de Validade de Conteúdo e do Grau de dificuldade 
dos casos clínicos segundo os juízes. Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 2022 ..... 99 
Tabela 7 - Resultado da análise de conteúdo da avaliação de nivelamento por meio 
da escala Likert. Natal, Rio Grande do Norte, 2022 ............................................... 102 
Tabela 8 - Caracterização social e acadêmica dos grupos intervenção e controle. 
Natal, Rio Grande do Norte, 2022 .......................................................................... 105 
Tabela 9 - Capacidade de desenvolver um raciocínio diagnóstico corretamente no pré-
teste, segundo os grupos intervenção e controle. Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 
2022. ...................................................................................................................... 107 
Tabela 10 - Etapas para o desenvolvimento do raciocínio diagnóstico no pós-teste, 
segundo os grupos intervenção e controle. Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 2022
............................................................................................................................... 111 
Tabela 11 - Desempenho dos grupos na inferência diagnóstica a partir dos acertos 
pré-teste e pós-teste, nos grupos intervenção e controle. Natal, Rio Grande do Norte, 
Brasil, 2022 ............................................................................................................ 114 
Tabela 12 - Desempenho do grupo intervenção nos momentos pré-teste e pós-teste. 
Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 2022 ............................................................... 115 
Tabela 13 - Desempenho do grupo controle nos momentos pré e pós-teste. Natal, Rio 
Grande do Norte, Brasil, 2022. ............................................................................... 116 
Tabela 14 - Resultado da aplicação do IRD nos grupos controle e intervenção. Natal, 
Rio Grande do Norte, Brasil, 2022. ........................................................................ 117 
 
 
 
 
14 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 16 
2 OBJETIVOS ......................................................................................................... 24 
2.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................ 24 
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .............................................................................. 24 
3 REFERENCIALTEÓRICO ................................................................................... 25 
3.1 TEORIA COGNITIVISTA DA APRENDIZAGEM ................................................ 25 
3.2 MAPAS CONCEITUAIS ..................................................................................... 27 
3.3 SIMULAÇÃO CLÍNICA ....................................................................................... 29 
4 MÉTODO .............................................................................................................. 33 
4.1 ESTUDO METODOLÓGICO: PRIMEIRA ETAPA. ............................................. 34 
4.1.1 Construção dos casos clínicos e dos cenários de simulação. .................. 34 
4.1.2 Construção da avaliação de nivelamento para discentes de Enfermagem.
................................................................................................................................. 39 
4.2 ESTUDO METODOLÓGICO: ANÁLISE DE CONTEÚDO DOS CENÁRIOS DE 
SIMULAÇÃO ............................................................................................................ 40 
4.2.1 População e amostra .................................................................................... 40 
4.2.2 Seleção dos juízes ........................................................................................ 42 
4.2.3 Procedimento para a coleta de dados ......................................................... 43 
4.2.4 Análise e organização dos dados ................................................................ 45 
4.3 ESTUDO METODOLOGICO: ANÁLISE DO CONTEÚDO DOS CASOS CLÍNICOS 
DO PRÉ-TESTE E PÓS-TESTE E AVALIAÇÃO DE NIVELAMENTO POR GRUPO 
FOCAL ..................................................................................................................... 46 
4.3.1 Tipo de estudo ............................................................................................... 46 
4.3.2 População e amostra .................................................................................... 46 
4.3.3 Seleção dos juízes ........................................................................................ 47 
4.3.4 Instrumentos de coletas de dados ............................................................... 47 
4.3.5 Procedimento de coleta de dados ............................................................... 48 
4.3.6 Análise e organização dos dados ................................................................ 51 
4.4 TERCEIRA ETAPA: APLICAÇÃO DA INTERVENÇÃO ...................................... 51 
4.4.1 Delineamento do Estudo .............................................................................. 52 
4.4.2 Local do estudo ............................................................................................. 53 
4.4.3 População e amostra .................................................................................... 54 
4.4.4 Descrição do curso de extensão universitária ............................................ 56 
 
15 
 
4.4.5 Randomização ............................................................................................... 58 
4.4.6 Intervenção .................................................................................................... 58 
4.4.7 Cegamento .................................................................................................... 65 
4.4.8 Treinamento da equipe ................................................................................. 66 
4.4.9 Organização e análise de dados .................................................................. 67 
4.5 ASPECTOS ÉTICOS ......................................................................................... 68 
5 RESULTADOS ..................................................................................................... 70 
5.1 CONSTRUÇÃO DOS CENÁRIO DE SIMULAÇÃO E CASOS CLÍNICOS .......... 70 
5.1.1 Construção dos cenários de simulação ...................................................... 70 
5.1.2 Construção dos casos clínicos para o pré-teste e pós-teste. .................... 80 
5.1.3 Construção da avaliação de nivelamento para estudantes de graduação em 
enfermagem............................................................................................................ 82 
5.2 ANÁLISE DE CONTEÚDO DOS CENÁRIOS CLÍNICOS POR JUÍZES ............. 84 
5.2.1 Caracterização dos juízes............................................................................. 84 
5.2.2 Análise dos cenários simulados por juízes ................................................ 86 
5.3 ANÁLISE DE CONTEÚDO DOS CASOS CLÍNICOS POR GRUPO FOCAL. ..... 98 
5.3.1 Caracterização dos juízes............................................................................. 98 
5.3.2 Análise de conteúdo dos casos clínicos ..................................................... 98 
5.4 ANÁLISE DE CONTEÚDO DA AVALIAÇÃO DE NIVELAMENTO PARA 
ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO ......................................................................... 102 
5.5 APLICAÇÃO DA SIMULAÇÃO CLÍNICA E MAPA CONCEITUAL COM ALUNOS 
DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM ................................................................. 105 
6 DISCUSSÃO ....................................................................................................... 118 
7 CONCLUSÃO ..................................................................................................... 130 
REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 132 
APÊNDICES .......................................................................................................... 147 
ANEXOS ................................................................................................................ 167 
 
 
 
16 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A presente pesquisa tem como objetivo avaliar a eficácia da simulação clínica 
aliada ao mapa conceitual na habilidade do raciocínio diagnóstico de discentes de 
enfermagem. A incorporação de novas tecnologias no ensino é um processo gradual, 
que vem rompendo as barreiras do modelo tradicional. Na enfermagem, é um 
processo ainda em construção, mas já apresenta grandes avanços, assim como, toda 
a trajetória de ensino dentro da profissão. 
No Mundo, o ensino em enfermagem surgiu com as iniciativas de Florence 
Nightingale, enfermeira britânica e pioneira da enfermagem moderna, sistematizou e 
transmitiu por meio do ensino teórico, mas principalmente prático, seu conhecimento 
durante o período de guerra (WEBER, 2018). O método de ensino e trabalho estavam 
centrados em um modelo assistencial e biologista predominantes desde o século XIX 
por essa e outras profissões. Somente a partir de 1950 o ensino em enfermagem 
galgou novos direcionamentos, com objetivos da educação concebidos de acordo com 
a formação integral do ser humano, estabelecidos por organizações internacionais 
(BECERRIL, 2018). 
Já o ensino de enfermagem no Brasil vem transitando por inúmeras 
mudanças, desde as primeiras iniciativas até os dias atuais. A princípio, em 1890, deu-
se início no Rio de Janeiro, a formação de enfermeiros pela Escola profissional de 
enfermeiros e enfermeiras. Essa tinha como objetivo profissionalizar pessoas para 
trabalhar em hospitais militares, civis e na assistência psiquiátrica em substituição ao 
trabalho realizado pelas irmãs de caridade. Influenciadas pela escola francesa e com 
direção médica, possuíam componentes curriculares voltados ao modelo biomédico, 
teórico-prático, hospitalocêntrico e generalista (XIMENES NETO et al., 2019). 
No ano de 1923, mais uma mudança ocorreu no contexto do ensino, com uma 
nova abordagem, agora adotada pela Escola de Enfermeiras do Departamento 
Nacional de Saúde Pública, denominada mais tarde de Escola Ana Nery. Essa, 
dirigida por enfermeiras, possuía como missão colaborar com a implantação da 
reforma sanitária, que repercutiuem uma nova organização e modernização da 
enfermagem, bem como, com o contexto de saúde em geral (DUARTE; 
VASCONCELOS; SILVA, 2017; PETRY et al., 2021; XIMENES NETO et al., 2019). 
O movimento da reforma sanitária, além de transformar as ideias voltadas 
para a área assistencial, também contribuiu para mudanças no ensino por levantar 
17 
 
preocupações na formação em nível de graduação e pós-graduação. Essa defendeu 
a necessidade de uma reestruturação na política de formação, na busca por articular 
as dimensões clínicas e epidemiológicas, atestando a preocupação com a realidade 
do país. O contexto de formação em saúde ganhou, assim, atenção especial, 
principalmente nas últimas décadas, por ambicionar que essa área atendesse às 
necessidades e demandas do Sistema Único de Saúde (SUS) (XIMENES NETO et 
al., 2019). 
Diante dessa necessidade de mudanças, em 1996, é aprovada a Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), pelo número 9.394/96, que além de 
flexibilizar os currículos de graduação, ainda permitiu a criação de diretrizes 
curriculares específicas para cada curso. Sendo assim, motivou a organização de 
objetivos para a formação do profissional de enfermagem que culminou na 
implantação das Diretrizes Curriculares para Enfermagem, no ano de 2001, que estão 
em vigor até os dias atuais (DUARTE; VASCONCELOS; SILVA, 2017; PETRY et al., 
2021; XIMENES NETO et al., 2019). 
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) do curso de 
graduação em Enfermagem, a formação do enfermeiro generalista está pautada em 
competências e habilidades específicas a serem desenvolvidas. Dentre essas, está a 
tomada de decisão, trabalhada para que o futuro profissional seja capaz de intervir 
sobre as situações de saúde e doença oriundas da prática (BRASIL, 2001). Outro 
ponto importante presente nas DCN é o fato do aluno torna-se o centro do projeto 
pedagógico e o sujeito ativo da aprendizagem, sendo essa considerada como 
transformadora (BRASIL, 2001). 
As mudanças visam a formação de profissionais comprometidos com a saúde, 
que compreendam a complexidade que suas práticas estão envolvidas. Para isso, 
mudanças paradigmáticas foram necessárias, no intuito de reorientar o processo de 
ensino para o desenvolvimento de novas habilidades e competências. Essas 
objetivam reduzir a visão fragmentada, hospitalocêntrica e biologista da prática e o 
uso do modelo de aprendizagem tradicional. Esse modelo tradicional, por vezes, era 
dominante, repressor e punitivo. Dessa forma, compete às instituições formadoras 
direcionar o ensino para atender a essas novas expectativas (PERES et al., 2018). 
Assim, à academia, cabe a elaboração de estratégias de ensino que avancem 
em direção ao desempenho profissional almejado pelo mercado de trabalho. Além 
disso, que integre a esse a responsabilidade ética, técnica e social desempenhadas 
18 
 
no exercício da profissão nos diversos cenários de assistência à saúde (SILVA et al., 
2021). Entretanto, é primordial, nesse novo contexto, a formação de um currículo 
baseado em competências, centrado no estudante e no processo de aprendizagem 
de forma significativa. Isto posto, o professor é um facilitador que prepara, motiva e 
empodera os estudantes a se tornarem enfermeiros protagonistas junto as políticas 
públicas, com nível de liderança transformacional, em um contexto interprofissional 
(XIMENES NETO et al., 2019). 
A capacidade de pensar criticamente é necessária no processo de tomada de 
decisões, que permeia tanto a trajetória acadêmica do discente, quanto sua futura vida 
profissional (BITTERNCOURT et al., 2013). Para isso, é necessário pensar em novas 
formas de aprender, mas também, novas formas de ensinar, que oportunizem o 
acesso as habilidades técnicas e cognitivas necessárias às mudanças que permeiam 
a sociedade e o processo de comunicação, principalmente ao se tratar de uma 
geração de alunos informada, mutável, rápida e conectada (SANTOS et al., 2014). 
Assim, sobreleva-se as metodologias ativas que dispõem de uma capacidade 
disruptiva com a pedagogia tradicional, por meio de práticas inovadoras, que 
estimulam o discente, despertam interesse e curiosidade (REBOUÇAS; BEZERRA, 
2021). Fundamentam-se na premissa de que o aluno é o centro do processo do 
ensino/aprendizagem, indo ao encontro dos princípios defendidos pelas DCN e os 
projetos pedagógicos dos cursos de Enfermagem. O aluno torna-se agente de maior 
participação na construção do seu conhecimento, mediante processos construtivos de 
ação-reflexão-ação. Desenvolve ainda habilidades de autonomia, trabalho em equipe, 
capacidade de inovação e resoluções de situações problemáticas (DIAZ-
BORDENAVE; PEREIRA, 2007; RIBEIRO; NUÑEZ, 2004; SOUZA; ANTONELLI; 
OLIVEIRA, 2016;). 
Nesse contexto, destacam-se o uso de metodologias ativas por meio das 
tecnologias educacionais, por objetivarem auxiliar o âmbito profissional, obter 
melhores resultados no processo de trabalho e na educação em saúde (SILVA; 
CARREIRO; MELLO, 2017; RIBEIRO et al., 2021), e oportunizar uma aprendizagem 
mais significativa (O'FLAHERTY; PHILLIPS, 2015). Entende-se por tecnologia 
educativa um instrumento capaz de estabelecer relação entre a prática e a 
aprendizagem utilizando meios tecnológicos (RIBEIRO et al., 2021). Nietsche et al. 
(2005) também reiteram esse conceito ao afirmarem que a tecnologia educativa utiliza 
de forma sistemática o conhecimento científico e tecnológico no desenvolvimento do 
19 
 
processo educacional, por meio de equipamentos, instrumentos organizacionais e 
ação humana, envolvendo o saber fazer e o saber usar. 
Entretanto, faz-se necessário observar as potencialidades e fragilidades de 
cada metodologia aplicada ao ambiente e ao conteúdo trabalhado, procurando 
selecionar aquela que melhor se adequa a temática e a forma de aprendizagem dos 
alunos (OLIVEIRA et al., 2019). Sendo assim, dentre as tecnologias educacionais 
disponíveis, destacam-se duas por apresentar alto potencial para qualificar futuros 
profissionais, bem como, desenvolver com eficiência a capacidade de ensino e 
aprendizagem (LEON et al., 2018), sendo elas: simulação clínica e mapas 
conceituais. Essas tecnologias educacionais serão trabalhadas em conjunto para 
melhoria nas habilidades de raciocínio diagnóstico em alunos de graduação. Destaca-
se que o termo “simulação clínica” e simulação foram utilizados como sinônimos com 
vistas a reduzir qualquer dubiedade conceitual. 
A simulação é uma estratégia pedagógica orientada para a aprendizagem 
experiencial, aproximando alunos e profissionais em contextos simulados reais 
(OLIVEIRA et al., 2018). Essa permite que o aluno experiencie a prática antes de 
entrar em contato com seu campo de atuação, possibilitando que o mesmo aprenda 
com a experiência e a repetição de um ambiente simulado. Isso favorece o 
aprendizado e a apreensão de habilidades necessárias com situações semelhantes 
às vividas em ambientes reais e permitem a visualização e correção de possíveis erros 
(BERNER; EWERTZ, 2018). 
Além disso, a crescente busca pela inserção da simulação no ensino se 
explica, dentre outros motivos, pelo aumento da complexidade em saúde, ao 
desenvolvimento e usabilidade da tecnologia e o interesse e uso dessas inovações 
pelos próprios alunos (MARTINS et al., 2014). Os benefícios da simulação clínica 
foram observados em inúmeros contextos e em diversas áreas (COSSI, 2019; 
COSTA, 2018; DELGADO, 2021; EVERSON et al., 2020; ROSS et al., 2015; 
SORENSEN et al., 2013; TINOCO, 2019). É indiscutível melhorias na tomada de 
decisão clínica, priorização de problemas de saúde, resoluções centradas no paciente 
e aumento na confiança do aluno (EVERSON et al., 2020). Dentre as melhorias já 
citadas para os alunos e seu processo de aprendizagem, deve-se enfatizar que essa 
possibilita ainda maior satisfação para professores, melhores resultados na 
assistência eno cuidado dos pacientes (BERNER; EWERTZ, 2018; RODRÍGUEZ-
DÍEZ et al., 2014; SEAM et al., 2019). 
20 
 
Nesse ínterim, a simulação deve fazer parte da formação profissional em seus 
mais diversos níveis, desde cursos, aperfeiçoamentos, capacitações e/ou 
treinamentos de profissionais da saúde (KANEKO; LOPES, 2019). Silva e Gonzaga 
(2017) a caracterizam como uma metodologia no ensino, por favorecer a construção 
do conhecimento permitindo ao aluno vivenciar o processo que estava sendo exposto 
em sala de aula (SILVA; GONZAGA, 2017). Esses recursos visuais, que se 
aproximam da realidade, auxiliam o estudante a estabelecer esquemas mentais, que 
serão transferidos para a aprendizagem clínica (MARTINS et al., 2014). 
Assim, o uso da simulação pode auxiliar no ensino de habilidades técnicas e 
não técnicas. Apesar de majoritariamente ser usada para o treinamento de 
procedimentos, estudos vêm demonstrando sua aplicação em outros contextos 
(COSSI, 2019; DELGADO, 2021; SANTOS et al., 2021c; JERONIMO et al., 2018, 
PEIXOTO et al., 2021, TINOCO, 2019). Dentre o rol de habilidades não técnicas, estão 
aquelas ligadas ao raciocínio diagnóstico, que solicita do aluno distintas funções 
mentais interligadas e se configura como uma habilidade complexa a ser avaliada e 
ensinada (NUNES, 2016). 
O raciocínio diagnóstico em enfermagem é uma atividade cognitiva, que 
envolve o reconhecimento e agrupamento de sinais e sintomas, análise dos dados, 
julgamento clínico e tomada de decisão. O processo de identificação do diagnóstico 
de enfermagem requer conhecimento, capacidade de decisão e pensamento crítico 
(COSTA; LUZ, 2015). 
Esse se configura como a segunda etapa do Processo de Enfermagem (PE), 
ferramenta metodológica para subsidiar a prática, capaz de identificar, compreender, 
descrever e predizer respostas humanas do indivíduo (GARCIA; NÓBREGA, 2009). 
Entendido como elemento crucial nesse processo, o Diagnóstico de Enfermagem 
(DE), orienta o enfermeiro na identificação de necessidades humanas, bem como, no 
reconhecimento de intervenções efetivas que contribui para o alcance de resultados 
positivos em saúde (HERDMAN; KAMITSURO, 2018). 
É a partir desse alicerce que o profissional será capaz de realizar julgamentos 
clínicos adequados, formará uma base lógica para fundamentar o papel do enfermeiro 
enquanto diagnosticador e assim alcançará a resolução de problemas da vivência 
clínica (CERRULO; CRUZ, 2010). Diante dessas afirmativas, pesquisas demonstram 
a necessidade de implementar o estudo de simulação para melhorar a precisão 
21 
 
diagnóstica devido à dificuldade em estabelecer de forma correta essa etapa no 
processo de enfermagem (KIM; SHIN, 2016; LAMBIE; SCHWEND; SCHOLL, 2015). 
Durante a graduação, essa dificuldade é percebida desde a identificação dos 
indicadores clínicos até a redação completa dos DE. Reitera-se, assim, a necessidade 
de inserção de estratégias de ensino e de aprendizagem inovadoras e que estejam 
voltadas para a melhoria do processo de raciocínio diagnóstico (COSSI, 2019). A 
autora aborda ainda que essas iniciativas contribuem para o avanço da enfermagem 
e da apropriação dos conteúdos pelos alunos de graduação. 
No contexto dessas estratégias de ensino e como uma forma de somar 
esforços para a melhoria na aprendizagem, têm-se ainda os mapas conceituais (MC). 
O MC é compreendido como uma ferramenta que proporciona o desenvolvimento da 
metacognição em estudantes, capaz de estimular a ampliação do nível de abstração 
do conhecimento, a partir do desenvolvimento e otimização do pensamento crítico 
(COGO et al., 2009). 
Essa ferramenta fundamenta-se na teoria da aprendizagem significativa de 
David Paul Ausubel, na qual o ser humano organiza seus conhecimentos por meio da 
hierarquia de conceitos e a aquisição de novos conhecimentos, relacionando as 
informações. Assim, as ideias já existentes são modificadas ou melhoradas, a partir 
de uma incorporação substantiva, e não meramente memorística, do novo conteúdo 
(LORENZETTI; SILVA, 2018). 
O MC contempla uma diagramação, na qual é evidenciada a relação entre 
diversos conceitos. Esses, auxiliam na sistematização do pensamento e 
representatividade do conhecimento adquirido. Os conceitos ou tópicos são 
representados em caixas ou círculos, sendo conectados por palavras ou frases que 
explicam a ligação entre as ideias. A ferramenta vale-se de uma gama significativa de 
informações e possibilidades (ANASTASIOU; ALVES, 2006; LORENZETTI; SILVA, 
2018), promovendo mais que uma representação esquemática ou o estabelecimento 
de relações entre os conceitos. 
Tal fato deve-se especialmente ao seu potencial de evidenciar os processos 
cognitivos dos estudantes no que diz respeito à capacidade de gerar respostas 
adequadas à resolução de problemas. Destarte, essa ferramenta pode ser 
responsável por promover uma aprendizagem significativa e atribuir novos 
significados aos conceitos de ensino, aprendizagem e avaliação (DOMENICO; 
PICONEZ; GUITÉREZ, 2009). No âmbito da enfermagem, o MC tem demonstrado ser 
22 
 
uma valiosa ferramenta no desenvolvimento do pensamento crítico, principalmente na 
resolução de casos clínicos e elaboração de planos de cuidado (ATAY; KARABACAK, 
2012; BITTENCOURT et al., 2013; OLIVEIRA et al., 2016). 
Assim, ressalta-se que o uso dessas estratégias de ensino traz corpo à ciência 
da enfermagem no momento em que permite, a partir do ensino, que sejam 
incorporadas tecnologias leve-duras à prática do enfermeiro em processo de 
formação, as quais se pautam na utilização de saberes estruturados e conhecimentos 
imprescindíveis ao seu saber fazer (MERHY, 2002). Nesse sentido, a enfermagem 
vem aglutinando forças para edificar um corpo de conhecimento direcionado a uma 
prática baseada em evidências com o propósito de facultar um cuidado seguro e, por 
conseguinte, aumentar a qualidade da sua assistência (MARTINS et al., 2014). 
Diante do percurso conceitual e relevância dessas metodologias, suscita-se a 
união dessas abordagens, com vistas a fortalecer o processo de inferência diagnóstica 
dos discentes de enfermagem. As potencialidades dessas tecnologias educacionais 
foram trabalhadas na organização do processo mental dos estudantes, tornando-o 
mais consciente e sistematizado na busca de reduzir as dificuldades percebidas dos 
alunos de graduação nessa etapa. Além disso, o estudo dá visibilidade para duas 
metodologias ativas no ensino e na aplicação dessas em uma área privativa da 
profissão: o diagnóstico de enfermagem. 
A experiência como docente assistida e como docente de uma rede privada 
de ensino para a graduação em enfermagem possibilitou a identificação das 
dificuldades já descritas pelos autores na inferência dos diagnósticos pelos alunos. 
Essa situação agrava-se também pela falta de instrumentos que possibilitem essa 
aproximação. O mesmo se observa na assistência direta ao paciente, na qual 
visualizam-se lacunas no conhecimento do processo de enfermagem e sua aplicação 
pelos enfermeiros. 
Frente ao exposto e a visualização da necessidade de conhecimento sobre o 
raciocínio diagnóstico na prática assistencial, bem como, a experiência como 
participante do grupo de pesquisa sobre Sistematização da Assistência de 
Enfermagem, docente atuante na área de formação de enfermeiros e da necessidade 
de fortalecer a linha de pesquisa “Desenvolvimento tecnológico em saúde e 
enfermagem” do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade 
Federal do Rio Grande do Norte, é proposta a presente tese. 
23 
 
Defende-se, nesse sentido, que as tecnologias educacionais envolvendo a 
simulação clínica e o mapa conceitual voltada para o ensino do raciocínio diagnóstico 
em Enfermagem, são eficazes na melhoria das habilidades de raciocínio diagnóstico 
dos discentes. Para tanto, tem-se as seguintes hipóteses: 
- Hipótese Alternativa (H1): A simulação clínica aliada ao mapa conceitualé 
eficaz para o aumento da habilidade do raciocínio diagnóstico de discentes de 
graduação em Enfermagem. 
- Hipótese Nula (H0): A simulação clínica aliada ao mapa conceitual não é 
eficaz para o aumento da habilidade do raciocínio diagnóstico de discentes de 
graduação em Enfermagem. 
Assim, pautado na relevância da incorporação dos elementos da matriz 
disciplinar da enfermagem, e acreditando no processo de ensino-aprendizagem ativo 
do futuro enfermeiro, o presente projeto almeja avançar no estado da arte sobre 
tecnologias educacionais voltadas para o ensino do raciocínio diagnóstico por meio 
da criação e validação de um produto tecnológico educacional inédito para o processo 
de ensino e aprendizagem. Além disso, oportunizar a melhoraria do conhecimento dos 
alunos sobre seu processo de raciocínio tornando-o mais sistemático e direcionado. 
Outrossim, espera-se contribuir para a melhoria do processo ensino-aprendizagem 
por meio da formação de enfermeiros mais críticos, reflexivos, proativos e voltados 
para as reais necessidades sociais de saúde da população. Dessa forma, oportunizar 
intervenções seguras e mais eficazes frente a utilização de diagnósticos acurados na 
assistência direta ao paciente nos serviços públicos de saúde. 
 
 
24 
 
2 OBJETIVOS 
 
2.1 OBJETIVO GERAL 
 
Avaliar a eficácia da simulação clínica aliada ao mapa conceitual na habilidade 
de raciocínio diagnóstico de discentes de enfermagem. 
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 
• Construir os cenários da simulação clínica, os casos clínicos e a avaliação de 
nivelamento dos estudantes; 
• Analisar o conteúdo dos cenários da simulação clínica, dos casos clínicos e a 
avaliação de nivelamento dos estudantes; 
• Comparar o efeito da simulação clínica aliada ao mapa conceitual com a aula 
expositiva na habilidade de raciocínio diagnóstico de discentes de enfermagem. 
 
 
 
25 
 
3 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
Neste tópico serão apresentados aspectos sobre abordagem cognitivista da 
aprendizagem, com foco na aprendizagem significativa, os mapas conceituais e a 
simulação clínica, que servirão como arcabouço teórico para esse trabalho. 
3.1 TEORIA COGNITIVISTA DA APRENDIZAGEM 
 
A teoria cognitivista da aprendizagem é responsável por descrever, explicar 
ou predizer os mecanismos internos do aprendiz, a partir da cognição (BASTABLE, 
2010). Essa abordagem é essencial para compreender os processos envolvidos na 
aprendizagem do raciocínio diagnóstico, tendo em vista que o raciocínio envolve uma 
série de etapas cognitivas (LUNNEY, 2013). 
Essa teoria lança proposições que buscam clarificar o processo de construção 
do conhecimento, do desenvolvimento e de como se processa a aprendizagem. Tem 
suas ideias baseadas em Jean William Fritz Piaget e Lev Semionovitch Vigotski. Essa 
se apresenta como antítese à teoria comportamental, que prevê que as mudanças de 
comportamentos são resultado da aprendizagem. E essa mudança demonstra-se por 
meio de um condicionamento assimilado por reforços de punição ou recompensa. A 
teoria comportamental ou behaviorismo manteve-se forte até os anos de 1960, quando 
deu início a expansão dos pensamentos que originaram a teoria cognitivista 
(LAKOMY, 2008). 
Ademais, a teoria cognitivista da aprendizagem também tem suas raízes na 
psicologia cognitiva. Essa abordagem objetiva compreender o pensamento humano, 
envolve a atenção, percepção, aprendizagem, memória, linguagem, resolução de 
problemas, raciocínio e pensamento (EYSENCK; KEANE, 2017). 
O conceito aprendizagem é complexo exatamente por envolver a integração 
de vários fatores e processos. Não é a simples transição em que se evolui do 
desconhecimento ao saber, mas sim um fenômeno de transformação de informações 
em conhecimento, novas condutas, hábitos e atitudes. Para os teoristas cognitivistas, 
a maturação biológica, a linguagem, as interações sociais e o afeto são etapas 
valiosas para a inteligência e aprendizado (LAKOMY, 2008). 
Segundo Dewey (1933), a aprendizagem sofre influência do contexto no qual 
está inserida, pois a separação do contexto torna o conhecimento indisponível para a 
26 
 
utilização na vida real. Destaca também que o problema é o ponto de partida da 
aprendizagem, o qual estimulará o pensamento a partir do anseio em se buscar 
soluções. O autor apresenta três pilares essenciais que fundamentam seu 
pensamento, a saber: educação como reconstrução da experiência, educação como 
crescimento e educação relacionada à motivação. 
O conhecimento, para a psicologia cognitiva, não pode ser transferido de uma 
pessoa para outra. É necessária uma participação ativa do aprendiz, uma vez que 
suas estruturas cognitivas já adquiridas precisam se empenhar para assimilar a nova 
informação e indicarão o grau em que a nova informação será apreendida. Entretanto, 
as estruturas cognitivas necessitam ser incentivadas, dentro do contexto no qual o 
conhecimento será utilizado (SCHIMIDT, 2001). 
Essa teoria não oferece as respostas prontas, mas sim, oportuniza novas 
reflexões. Isso posto, os alunos são agentes ativos no seu processo de aprendizagem, 
interagindo com seu ambiente interno e externo, reorganizando e acessando suas 
experiências e aprendizados, refletindo e tomando decisões e, assim, adquirindo ou 
reestruturando seu conhecimento (LAKOMY, 2008). 
Ademais, a motivação será ponto fundamental nesse processo, no qual o 
aprendiz, sentindo a necessidade de aprender, alcançará melhor seus objetivos 
(SCHIMIDT, 2001). Essa abordagem visa uma aprendizagem ativa, liderada pelo 
aprendiz, capaz de perceber a informação, interpretá-la junto aos conhecimentos e 
reorganizá-la em novas compreensões (BASTABLE, 2010). 
 Entre os principais teoristas cognitivistas, destaca-se David Paul Ausubel, o 
propositor da teoria da aprendizagem significativa. Em sua teoria, Ausubel (2010) 
defende que para que a aprendizagem significativa ocorra as novas informações 
(ideias ou conceitos) apreendidas pelo indivíduo deverão interagir de forma 
substantiva e não arbitrária com aquilo que ele já sabe. 
Essa interação é substantiva, porque quando esse novo conceito passa a ter 
significado para o aprendiz, entra em cena o componente da significação; e não 
arbitrária no momento em que não ocorre com qualquer ideia previamente existente, 
mas sim especificamente com aquele conhecimento relevante que já está 
armazenado na sua estrutura cognitiva (MOREIRA, 2005). Assim, a cognição torna-
se o processo em que os significados se originam (AUSUBEL, 2010; LAKOMY, 2008). 
Isso possibilita ao aluno uma gama de associações, a consolidação do que já 
se sabe ou a oportunidade de um novo aprendizado. Diante dessa teoria, Ausubel 
27 
 
expõe a diferença entre a aprendizagem mecânica e a significativa. Na primeira, 
apesar da capacidade de absorver novas informações e até mesmo reproduzi-las, o 
aluno não consegue correlacionar a conceitos já existentes, na segunda, o novo 
conteúdo coaduna-se com aqueles já existentes, conceituados por Piaget como 
pontos de ancoragem (LAKOMY, 2008). 
Assim, o conhecimento é identificado como subsunçor ou ideia-âncora. Nesse 
contexto, a mente humana encontra-se repleta de subsunçores, uns bem arraigados 
e outros ainda em fase de construção (AUSUBEL, 2010). Ainda de acordo com esse 
autor, duas são as condições imprescindíveis à aprendizagem significativa: o material 
para aprendizagem deve ser potencialmente significativo e o aprendiz deve apresentar 
a predisposição para aprender. Nessa primeira condição, quem determina se o 
material é realmente significativo para sua aprendizagem é o indivíduo, justificando o 
uso da palavra “potencialmente” pelo teorista. Concernente à predisposição para 
aprender, têm-se que as ideias-âncora relevantes devem preexistir para que o material 
apresentado possa com elas se relacionar. 
Ainda na teoria da aprendizagem significativa, Ausubel (2010) postula que a 
aprendizagempode ocorrer de duas formas: receptiva, na qual as novas informações 
são apresentadas ao estudante, sem que seja sinônimo de passividade; e por 
descoberta, momento no qual o aprendiz explora e descobre o novo conteúdo. 
Essa teoria aborda a importância do professor em reconhecer as estruturas 
cognitivas que o aluno já possui e selecionar um método de ensino que priorize a 
associação desses conceitos (LAKOMY, 2008). Nesse contexto, algumas ferramentas 
tecnológicas educacionais, seguindo as premissas da abordagem cognitivista, 
surgiram para auxiliar o processo ensino-aprendizagem, em especial para as 
profissões da saúde. Dentre essas estratégias educativas, destacam-se o mapa 
conceitual e a simulação clínica. 
 
3.2 MAPAS CONCEITUAIS 
 
Joseph Donald Novak idealizou os Mapas Conceituais (MC), ao ampliar a 
teoria proposta por Ausubel, defendendo a ideia de que a educação se trata de um 
conjunto de experiências cognitivas, afetivas e psicomotoras, as quais são conduzidas 
pela aprendizagem significativa (NOVAK, 1977). Inicialmente, esse instrumento foi 
28 
 
desenvolvido com o intuito de organizar o arsenal de dados das entrevistas 
piagetianas. 
Os MC constituem diagramas conceituais hierárquicos, os quais evidenciam 
as relações entre conceitos ou entre palavras, que são utilizadas para representar 
conceitos (NOVAK; GOWIN, 1984; NOVAK; CAÑANS, 2010; MOREIRA, 2006). Os 
MC expressam processos psicobiológicos da aprendizagem, representando a 
organização hierárquica da relação entre conceitos estabelecidos pelo discentes, 
personalizando suas estratégias de metacognição da aprendizagem (TAVARES; 
MULLER; FERNANDES, 2018). 
De acordo com Oliveira, Boruchovitch e Santos (2009), a metacognição é 
utilizada pelo aluno para refletir sobre sua própria aprendizagem, buscando novas 
formas de aprender para superar obstáculos e assim alcançar níveis mais altos de 
aprendizagem. Dessa forma, também reduz a dependência de uma avaliação externa 
advinda do professor para compreender esse processo. 
Sendo assim, esses diagramas são formados por conceitos, termos de ligação 
e setas. Para os conceitos, na maioria dos casos, são inseridas apenas uma palavra, 
entretanto, a depender do que se deseja representar, podem ser utilizadas mais de 
um vocábulo ou até mesmo símbolos. Os termos de ligação devem ser expressos de 
forma clara priorizando o uso de verbos. As setas possuem a função de indicar o 
sentido da leitura e promover a relação entre os conceitos. Dessa forma, a combinação 
desses elementos dá origem às proposições, as quais são formadas pela união de 
dois conceitos por meio de um termo de ligação e uma seta (NOVAK, 1990; NOVAK; 
GOWIN, 1984; NOVAK; CAÑANS, 2010). 
A teoria dos mapas conceituais baseia-se na teoria de Ausubel, na medida em 
que adotam três dos seus princípios, a saber: organização da estrutura cognitiva de 
forma hierárquica, os conceitos organizados por diferenciação progressiva e por 
reconciliação integradora. Hierárquica em termos de níveis de abstração, porque 
conceitos e proposições são subordinadas a ideias mais abstratas, gerais e inclusivas; 
a progressiva decorre da múltipla utilização de um dado subsunçor em sua função de 
ancoragem, lhe sendo atribuídos significados a cada uso e reconciliação integradora 
por corresponder ao processo da dinâmica estrutural cognitiva que consiste em 
eliminar diferenças aparentes, resolver inconsistências, integrar significados e assim 
realizar superordenações (AUSUBEL, 2010; POCINHO, 2018). 
29 
 
Os MC podem ser organizados de várias maneiras, dependendo da 
disposição dos conceitos principais e subjacentes. As relações hierárquicas seguem 
um sentido, seja linear ou radial; partindo do centro ou do topo do diagrama 
(TAVARES; MULLER; FERNANDES, 2018). 
Diante do contexto supramencionado, percebe-se que os mapas conceituais 
foram desenvolvidos de modo a promover a aprendizagem significativa. Assim, se a 
aprendizagem for de fato significativa, a estrutura cognitiva será constantemente 
reordenada. E em consequência disso, os mapas traçados por um aprendiz nunca 
serão iguais ao de outro, bem como os que forem construídos hoje nunca serão iguais 
aos de amanhã. Isso se deve ao fato de que o processo de aprendizagem é dinâmico 
e pessoas diferentes são permeadas por significações diferentes dentro de um mesmo 
contexto (MOREIRA, 2005). 
Ao realizar a construção de um mapa o aluno está envolto no seu processo 
de aprendizagem, empreendendo características pessoais, inserido no momento de 
construção e reorganização de seus conhecimentos. Nesse momento, não está 
ocorrendo uma reprodução de conceitos, mas reflexão sobre um conteúdo, 
apresentação de conexões e interligações (ROCHA et al., 2016). Esse é um 
instrumento facilitador da aprendizagem, sendo um recurso para ser empregado em 
diversos contextos e de variadas formas, seja como estratégia de ensino-
aprendizagem, organização curricular, disciplinar ou temático, instrumento avaliativo, 
dentre outros exemplos (SOUZA; BORUCHOVITCH, 2010). 
 
3.3 SIMULAÇÃO CLÍNICA 
 
Apesar de constantemente o termo simulação ser ligado a área da saúde, 
essa tem suas origens na aviação para a demonstração da técnica de voo. É muito 
utilizada também em ambientes industriais, do direito, nas engenharias, treinamento 
militar, dentre outras áreas (CALDAS, 2018; COSTA, 2018; NASSAR et al., 2019; 
PAZIN FILHO; SCARPELINI, 2007). 
A simulação em saúde tem sido muito usada como forma de proporcionar um 
ambiente reflexivo, de desenvolvimento cognitivo e consequentemente de 
aprendizagem. Além de oportunizar melhorias nas práticas profissionais e aquisição 
de competências essenciais ao cuidado nessa área (KANEKO; LOPES, 2019). 
30 
 
Para que a simulação possa acontecer alcançando resultados satisfatórios e 
os objetivos propostos, faz-se necessário estudar e planejar cada etapa de forma 
sistemática (INACSL, 2016; INACSL, 2021). Dessa forma, orienta-se a construção de 
um cenário de simulação, com o intuito de guiar todo o percurso metodológico dessa 
ferramenta (KANEKO; LOPES, 2019). O desenho da simulação promove o alcance 
de resultados positivos e experiências reais ligadas a simulação, o descumprimento 
de um padrão de qualidade pode repercutir em subutilização ou ineficiência do 
experimento e dos recursos que foram levantados para o cenário (INACSL, 2016; 
INACSL, 2021). 
Dentre os critérios de simulação, está o levantamento de necessidades para 
então entender o problema e lançar estratégias que auxiliem na resolução. 
Geralmente, essa necessidade está ligada a melhorias nas habilidades técnicas, 
desenvolvimento de confiança, ferramentas para o ensino e segurança do paciente 
(TEIXEIRA, 2011). 
A estrutura e formato da simulação devem ser estabelecidos de acordo com 
a necessidade expressa e teoria adotada. Dentre esses aspectos, é primordial ainda 
averiguar os objetivos desejados e os benefícios para o aluno ou participante para 
assim selecionar a modalidade da simulação, sendo algumas dessas: simulação in 
situ, realidade virtual, simulação de procedimentos ou simulação híbrida e simulação 
clínica (KANEKO; LOPES, 2019). 
De forma generalista, a simulação in situ é aquela realizada no local onde 
ocorre a ação, simulada pela equipe que trabalha ou atua no ambiente. Sendo assim, 
essa não acontecerá em um ambiente montado de laboratório (KANEKO et al., 2015). 
Já a realidade virtual, constitui-se como uma experiência de imersão e interação com 
uma realidade gerada por computador na forma de imagens gráficas 3D (MACEDO, 
2015; SILVA et al., 2017). A simulação híbrida conta com a associação entre o ator 
(paciente simulado) e o uso de simuladores como o uso do manequim ou peça 
sintética para a realização de procedimentos invasivos (FERREIRA, 2015; OLIVEIRA; 
PRADO; KEMPFER, 2014). 
Já a simulação clínica, que será realizada neste estudo, utiliza-se de cenáriosbaseados em estudos de caso, incitando estudantes ou profissionais à resolução de 
problemas clínicos, pelo próprio conceito da simulação. Essa simulação é muito 
utilizada na área da saúde (BORTOLATO-MAJOR, 2017). 
31 
 
Para a atuação em situações especiais e de modo artificial são utilizados 
simuladores de baixa fidelidade, média fidelidade e alta fidelidade. Entende-se por 
simuladores dispositivos utilizados no ensino que possibilita a reprodução de uma 
situação de saúde de forma parcial ou total, de forma controlada e segura (SANCHES, 
2016). Esses são classificados de acordo com a fidelidade que consegue alcançar, a 
capacidade de assemelhar-se com as situações clínicas ou tarefas reais. Inúmeras 
foram os avanços relacionados à simulação nos últimos anos, dentre elas o 
desenvolvimento de simuladores cada vez mais complexos utilizando-se da tecnologia 
da informação (AL GHARIBI; ARULAPPAN, 2020). 
A simulação em baixa fidelidade foi o início para o desenvolvimento de 
simuladores controlados por computadores, realidade virtual, simuladores háptico e 
de ambiente. Entretanto, adverte-se que são necessários padrões bem definidos e 
metodologicamente aceitáveis na busca pela redução na heterogeneidade dos 
estudos com simulação para que assim, aumente a evidência ligado a essa prática 
(BERNER; EWERTZ, 2018). Ademais, Kaneko e Lopes (2019) asseveram que avaliar 
a finalidade e os recursos disponíveis é parte integrante nesse processo, como forma 
de selecionar a modalidade mais adequada ao objetivo que está sendo proposto. 
Assim, é necessário que o cenário esteja em consonância com as metas 
propostas para a simulação e com os objetivos que foram traçados para a 
aprendizagem. Isso leva em consideração desde a fala dos personagens até a forma 
com os materiais estão dispostos na sala simulada (KANEKO; LOPES, 2019). Dessa 
forma, deve-se analisar o objetivo do cenário de simulação e o conteúdo proposto para 
emprego da fidelidade desejada (MARTINS et al., 2014). 
Manequins estáticos, que não apresentam interação, são considerados de 
baixa fidelidade (AL-ELQ, 2010; BORTOLATO-MAJOR, 2017; MEAKIM et al., 2013). 
Aqueles considerados de média fidelidade proporcionam a utilização de sons, como 
os auscultados durante o exame físico dos pacientes, como sons cardíacos, 
pulmonares e palpação de pulso. Os considerados de alta fidelidade são aqueles que 
apresentam interação como resposta verbal, motora, reprodução de sinais 
fisiopatológicos durante o cenário. Essas ações são controladas por um sistema 
computacional fornecendo alto nível de realidade ao aluno. Dessa forma, a medida 
que a fidelidade aumenta o realismo também se amplia (AL-ELQ, 2010; BORTOLATO-
MAJOR, 2017; MEAKIM et al., 2013). 
32 
 
Além disso, a progressão dos cenários deve ocorrer de maneira articulada e 
de acordo com o desenvolvimento do aluno na cena. Assim, reitera-se a importância 
do sincronismo e quantitativo de participantes, função e papeis. Essa estratégia de 
aprendizado, no momento operacional, tem etapas bem definidas para auxiliar na 
condução dessa experiência, sendo elas: o briefing, scene e debriefing (OLIVEIRA et 
al., 2018). 
O briefing ou pré-debriefing é constituído pelas orientações básicas que o 
aluno recebe antes de iniciar sua atuação em ambiente simulado, tem como um dos 
objetivos, demonstrar a perspectiva do cenário, objetivos da simulação e explicação 
de como ela ocorre. Essa etapa envolve todos os procedimentos antes da simulação 
(BORTOLATO-MAJOR, 2017; KANEKO; LOPES, 2019; OLIVEIRA et al., 2018). 
A scene é o momento da simulação em que o caso tem um desfecho 
dependendo da intervenção do aluno. As práticas simuladas em ambiente de 
laboratório expressam um local de aprendizagem construída e de troca de 
conhecimento (MARTINS et al., 2014). Porém, reitera-se que critérios bem planejados 
e estruturados, com metodologias adequadas, são fundamentais para o êxito da 
simulação clínica. É importante que estejam disponíveis profissionais capacitados e 
recursos eficientes para que o propósito seja atingido. Andrade et al. (2019) e Garbuio 
et al. (2016) também apontam para a relevância de um cenário bem elaborado, que 
seja pensado e alicerçado nos objetivos propostos para a aprendizagem. 
E por último, o debriefing, que ocorre logo após a finalização da cena, 
considerado de grande relevância para o ensino e aprendizagem, visto que o aluno 
reflete sobre o que aconteceu na cena, permitindo a revisão de experiências e 
significando seus processos. Destaca-se a importância do facilitador ou professor 
realizar uma abordagem centrada nos objetivos da aprendizagem, impulsionando o 
pensamento crítico e reflexivo. 
Assim, será considerado, neste estudo, o aporte da teoria cognitivista, em 
destaque para a teoria da aprendizagem significativa e dos mapas conceituais, bem 
como, o delineamento e percurso metodológico proposto para a simulação clínica, 
com aplicação dessa ferramenta em laboratório, utilizando manequins de média 
fidelidade, casos clínicos embasados cientificamente e de acordo com a realidade 
apresentada. 
 
33 
 
4 MÉTODO 
 
O estudo em questão, diante da sua extensão, possuiu três etapas e dois 
métodos. As duas primeiras etapas trata-se de um estudo metodológico. Esse versa 
sobre o desenvolvimento, análise e avaliação de ferramentas e métodos de pesquisa, 
conferindo à condução de pesquisas rigorosas (POLIT; BECK; HUNGLER, 2011). 
A primeira etapa contemplou a construção dos casos clínicos para o 
instrumento pré-teste e pós-teste, dois cenários para a execução da simulação sobre 
raciocínio diagnóstico em enfermagem e a elaboração de um instrumento para a 
avaliação de nivelamento dos discentes de enfermagem. Na segunda etapa, ocorreu 
a análise de conteúdo dos casos clínicos, cenários de simulação e o instrumento de 
avaliação de nivelamento dos estudantes por juízes. 
Por fim, a terceira etapa do estudo contemplou a aplicação da simulação 
clínica aliada à mapas conceituais para a melhoria da habilidade do raciocínio 
diagnóstico de discentes de graduação em enfermagem. Assim, como percurso 
metodológico utilizou-se o estudo experimental, o qual visa a verificação das relações 
entree causa e efeito (POLIT; BECK; HUNGLER, 2011). 
Dando importância ao emprego de etapas e métodos distintos e na 
perspectiva de melhorar a compreensão acerca desse percurso metodológico, 
apresenta-se, na figura 1, a sequência das etapas do presente estudo. 
 
Figura 1 - Percurso metodológico do estudo. 
 
Fonte: Autoria própria (2022) 
 
ESTUDO 
METODOLÓGICO 
• Construção dos
casos clínicos para
o pré-teste e pós-
teste;
• Construção dos
cenários de
simulação clínica;
• Elaboração da
avaliação de
nivelamento dos
estudantes.
ESTUDO 
METODOLÓGICO 
• Análise do conteúdo
dos casos clínicos
para o pré-teste e
pós-teste;
• Análise do conteúdo
dos cenários de
simulação clínica;
• Análise de conteúdo
da avaliação de
nivelamento.
ESTUDO 
EXPERIMENTAL
• Aplicação da
simulação clínica e
mapas conceituais
34 
 
4.1 PRIMEIRA ETAPA: CONSTRUÇÃO DOS CASOS, CENÁRIOS DE SIMULAÇÃO 
E INSTRUMENTO PARA AVALIAÇÃO DE NIVEMALENTO. 
4.1.1 Construção dos casos clínicos e dos cenários de simulação. 
 
Na primeira etapa foram elaborados quatro casos clínicos. Desses, dois foram 
utilizados para a elaboração dos dois cenários de simulação clínica e os demais para 
serem utilizados como instrumento no pré-teste e no pós-teste, como demonstra a 
Figura 2. Apesar de finalidades distintas, a construção dos quatro casos foi descrita 
de forma conjunta nesse tópico por apresentar semelhanças relacionadas ao aporte 
teórico e metodológico de sua construção. 
 
Figura 2 - Distribuição das finalidades atribuídas aos casos clínicos construídos. 
 
 
 
Fonte: Autoria Própria (2022) 
 
A construção dos quatros casos clínicos e dos cenários de simulação 
ocorreram durante os meses de marçoa maio de 2019. A escolha de dois cenários de 
simulação decorreu devido à baixa proximidade dos alunos de enfermagem a 
simulações clínicas e uso dos mapas. Dessa forma, acredita-se que apenas uma 
exposição não seria suficiente para avaliar a capacidade dessa intervenção quanto a 
habilidade de raciocínio diagnóstico. 
Isto posto, as temáticas foram elencadas de acordo com o proposto pelo 
conteúdo programático do curso de Enfermagem, especificamente na área de saúde 
do adulto, ministrada na disciplina de Semiologia e Semiotécnica na Universidade 
Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A escolha desse componente curricular para 
a formulação dos casos clínicos deu-se pela importância que a mesma possui na 
introdução da temática sobre o processo de enfermagem e raciocínio diagnóstico em 
Enfermagem para alunos de graduação. Comumente, esse conteúdo é ministrado nas 
Caso Clínico 1 Cenário Simulação 1
Caso Clínico 2 Cenário Simulação 2
Caso Clínico 3 
Caso Clínico 4
Instrumentos 
Pré-teste e pós-teste
35 
 
instituições de ensino superior durante o terceiro e/ou quarto período da graduação 
(CAMPANATI, 2019). 
Os casos clínicos construídos nessa etapa, seja para os cenários de 
simulação, seja para os instrumentos pré-teste e pós-teste, possuem como um dos 
seus objetivos promover a habilidade de raciocínio diagnóstico em estudantes de 
enfermagem. Sendo assim, foi necessário adotar um referencial para a construção 
dos Diagnósticos de Enfermagem que compuseram os casos clínicos. Desse modo, 
foi utilizada a taxonomia da NANDA-Internacional (HERDMAN; KAMITSURU, 2018), 
na versão 2018-2020, visto que essa etapa antecedeu à publicação da sua nova 
versão 2021-2023. 
Foram utilizados também estudos de acurácia diagnóstica publicados na 
literatura que versavam sobre os diagnósticos de enfermagem propostos para cada 
situação clínica. A acurácia diagnóstica é definida pelo julgamento de um avaliador 
quanto ao grau de relevância, especificidade e consistência das pistas existentes para 
um determinado diagnóstico (MATOS; CRUZ, 2009). 
Utilizou-se também livros textos de enfermagem para a construção dos casos 
clínicos a fim de fundamentá-los e estabelecer equivalência dos conteúdos para os 
alunos nos primeiros anos de graduação. Dentre eles, cita-se: Semiologia para 
Enfermagem: Conceitos e Prática Clínica (JENSEN, 2013); Fundamentos de 
Enfermagem (POTTER; PERRY, 2013); tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica 
(SMELTZER; BARE, 2011); Exame clínico: bases para a prática médica (PORTO, 
2012); Mosby Guia de Exame Físico (SIEDEL, 2007); e Tratado de fisiologia médica 
(GUYTON; HALL, 2012). 
Assim sendo, foram construídos dois casos clínicos que caracterizaram a 
adoção de elementos para a formulação de dois cenários simulados de acordo com 
as necessidades apresentadas pela história clínica. Para a estruturação dos cenários 
foram adotadas as orientações da International Nursing Association Clinical Simulation 
& Learning (INACSL) (2016) e o estudo publicado por Kaneko e Lopes (2019), que 
versa sobre os passos importante para a elaboração de um cenário de simulação. 
Esse foi utilizado como base para trabalhos com perspectivas semelhantes 
(CAMPANATI, 2019; DELGADO, 2021). 
Para a construção também fez-se uso dos pressupostos defendidos pela 
teoria cognitivista da aprendizagem, abordados no referencial teórico, buscando ao 
longo dos cenários de simulação oportunidades para novas reflexões, interação do 
36 
 
aluno com o ambiente e inserindo-os como agentes ativos nesse processo (LAKOMY, 
2008). A figura 3, apresenta de forma esquemática, o arsenal literário utilizado nessa 
etapa de elaboração dos cenários de simulação. 
 
Figura 3 - Literatura utilizada para a formulação dos cenários de simulação clínica. 
 
Fonte: Autoria Própria (2022) 
 
 Kaneko e Lopes (2019) orientam ainda que a descrição do cenário seja rica 
em detalhes, favorecendo a replicação e atualização por outros instrutores. Assim, 
adotaram-se elementos para compor o cenário de simulação que colaborasse com o 
nível de realidade almejada para o ambiente, além de fortalecer os objetivos propostos 
e resultados esperados, sendo eles: título do cenário, público alvo, tipo de simulador, 
pré-requisitos dos participantes, cronograma, objetivos, competências e habilidades a 
serem desenvolvidas, descrição do caso clínico, orientação para o aluno, orientação 
para o paciente simulado, possíveis diagnósticos de enfermagem, materiais 
necessários para a construção da simulação, participantes envolvidos na cena, 
informações do prontuário, debriefing e referências. 
O primeiro cenário de simulação descreve a história clínica de uma mulher, de 
38 anos, internada em uma enfermaria clínica com diagnóstico médico de pancreatite 
aguda, cabendo ao aluno ser o enfermeiro dessa unidade e prestar assistência, que 
oportunize o raciocínio diagnóstico de enfermagem frente ao caso. Foi adotado como 
título para esse cenário “Assistência de enfermagem ao usuário com pancreatite 
aguda na enfermaria clínica”. 
O segundo cenário também aconteceu em uma enfermaria clínica, com uma 
mulher de 50 anos com o diagnóstico médico de insuficiência cardíaca. Assim como 
CONTEÚDO 
PROGRAMÁTICO
NANDA-
INTERNACIONAL
2018-2020
ESTUDOS DE
ACURÁCIA
DIAGNÓSTICA
LIVROS TEXTOS
INACSL
(2016)
Kanelo e Lopes 
(2019)
Teoria Cognitivista da Aprendizagem 
37 
 
no anterior, esse cenário foi construído para permitir o desenvolvimento das 
habilidades de raciocínio diagnóstico de acordo com a história clínica apresentada. 
Foi nomeado como “Assistência de enfermagem ao usuário com insuficiência cardíaca 
congestiva na enfermaria clínica”. 
Dessa forma, foram utilizadas as fidelidades conceptual, física e psicologia 
para compor o cenário. Os materiais, ambiente e recursos foram adicionados 
buscando favorecer a aprendizagem e o realismo da cena, por meio da dimensão 
física. O cenário foi planejado para contar com um ou dois estudantes na cena. Em 
cada cenário, instituiu-se a presença de um colaborador, enfermeiro, treinado, para a 
desenvolver a voz do paciente no momento da cena. Na modalidade híbrida, além do 
simulador, também se insere um paciente real capaz de interagir, desenvolver um 
diálogo e expressar emoções frente a cena, evocando também a fidelidade psicológica 
do cenário (INACSL, 2016). 
Foram construídos também dois casos clínicos para serem aplicados na 
última fase desse estudo. Esses casos clínicos permitiram a avaliação das habilidades 
antes e após a aplicação da simulação clínica aliada aos mapas conceituais, utilizados 
como instrumentos pré-teste e pós-teste. Como esses são um importante fator para a 
avaliação das habilidades dos discentes na última fase desse estudo, os casos 
seguiram uma padronização para reduzir as possibilidades de inconsistência entre 
eles. Cada caso clínico possui três diagnósticos de enfermagem e para cada 
diagnóstico foi traçado um fator relacionado e quatro características definidoras, como 
demonstra a Figura 4. 
 
38 
 
Figura 4 - Padronização dos casos clínicos utilizados para o pré-teste e pós-teste. 
 
Fonte: Autoria própria (2022). 
Legenda: DE – Diagnóstico; FR – Fator relacionado; CD: Características definidoras. 
 
Para a sua construção, seguiu-se os mesmos referenciais adotados nos casos 
clínicos dos cenários de simulação, descritos anteriormente. Os casos foram 
organizados para inicialmente apresentar a questão norteadora ou problema, 
identificação do paciente e o resumo dos problemas e alterações identificadas 
(GALDEANO; ROSSI; ZAGO, 2003). Os indicadores clínicos selecionados para cada 
diagnóstico foram distribuídos em formas de pistas para construção das histórias 
clínicas propostas. Buscou-se organizar os indicadores e evidenciar pistas que 
promovessem a diferenciação entre diagnósticos semelhantes na NANDA 
Internacional. 
Foram utilizadas situações clínicastípicas de pacientes em enfermaria, 
distribuídas de forma clara utilizando linguagem padronizada com a prática de 
enfermagem (GOÉS et al., 2014). O estudo de caso utilizado como estratégia de 
ensino é uma ferramenta facilitadora por gerar atenção a situações da prática clínica 
(GOÉS et al., 2014) baseado na história do paciente (GALDEANO; ROSSI; ZAGO, 
2003). 
 
 
C
A
S
O
 C
L
ÍN
IC
O
DE1 FR
CD1
CD2
CD3
CD4
DE2 FR
CD1
CD2
CD3
CD4
DE 3 FR
CD1
CD2
CD3
CD4
39 
 
4.1.2 Construção de um instrumento de avaliação de nivelamento para discentes 
de Enfermagem. 
 
Essa etapa diz respeito a construção de um instrumento de avaliação para 
nivelamento dos estudantes aplicada na última etapa desse estudo. Essa construção 
foi proposta, posto que, os ensaios clínicos randomizados propõem que as amostras 
possuam a condição clínica ou problema de interesse para o ensaio (CARVALHO; 
SILVA; GRANDE, 2013). Por conseguinte, para a aplicação da intervenção proposta 
foi necessário um nivelamento entre os estudantes, para evidenciar quais desses 
precisavam da intervenção para a melhoria na habilidade de raciocínio diagnóstico. 
Além disso, estabelecer um parâmetro na amostra encontrada e promover uma 
distribuição equidosa desses nos grupos intervenção e controle, com o rigor 
metodológico exigido nas etapas seguintes. 
Os participantes do ensaio devem ser semelhantes e a intervenção deve ser 
útil, pois mesmo metodologicamente bem montados, estudos que possuem variáveis 
que não são representativas para a amostra apresentam resultados deturpados 
(MANCUSO et al., 2013; OLIVEIRA; PARENTE, 2010). 
Essa avaliação foi elaborada com base no conteúdo programático das 
disciplinas de enfermagem para a temática de PE e raciocínio diagnóstico dos cursos 
de graduação, bem como, o que se preconiza a taxonomia da NANDA-Internacional 
(HERDMAN; KAMITSURU, 2018), na versão 2018-2020. Buscou-se também 
fundamentar-se em banco de questões de provas aplicadas da disciplina de 
semiologia e semiotécnica da instituição em questão. As questões apresentaram o 
conteúdo de forma simples, trabalhando conceitos básicos sobre esse tema em um 
formato compreensível e objetivo. Recomenda-se para questões de múltipla escolha 
evitar questões muito extensas e textos prolixos, pois levam ao desinteresse e 
dispersa a atenção (MANORIE, 2018). 
Desse modo, foi construída um instrumento de avaliação diagnóstica 
composto por 10 questões objetivas sobre processo de enfermagem, com ênfase no 
raciocínio diagnóstico, o qual será apresentado nos resultados do presente estudo. O 
quantitativo de questões, bem como, o formato em perguntas objetivas também 
obedeceram ao padrão trabalhado pelas instituições de ensino. Os itens apresentaram 
o enunciado da situação problema com as informações necessárias para a 
40 
 
compreensão da situação proposta. Essa deve ser respondida por meio da escolha 
de uma das alternativas (resposta certa) e as demais são distratores. Na formulação 
dessas questões, o gabarito não pode dar margem à dúvida, não é indicado, nas 
alternativas, combinar vários assuntos e seu grau de complexidade deve ser 
adequado aos objetivos da avaliação e ao nível de desenvolvimento do aluno 
(MANORIE, 2018). 
Dessa forma, buscou-se contemplar aspectos como: processo de 
enfermagem, características dos DE, seus indicadores, inferência diagnóstica, 
composição dos DE, escrita, os tipos e os princípios do raciocínio diagnóstico. Essa 
etapa ocorreu em julho de 2021. Ultrapassado a primeira etapa de construção dos 
materiais utilizados no estudo em questão, se deu a etapa de análise do conteúdo 
desses. 
 
 4.2 SEGUNDA ETAPA: ANÁLISE DE CONTEÚDO DOS CENÁRIOS DE 
SIMULAÇÃO 
 
Na segunda etapa deste estudo, os cenários clínicos foram analisados quanto 
ao seu conteúdo por juízes, por meio da análise de conteúdo (LOPES; SILVA; 
ARAÚJO, 2012). O INACSL (2016) também corrobora com essa avaliação por 
fortalecer o conteúdo dos cenários simulados e dos objetivos propostos. A análise do 
conteúdo tem por finalidade observar se a ferramenta que está sendo proposta ou as 
questões levantadas são representativas para o que se deseja avaliar. Dessa forma, 
as questões são submetidas a um grupo de juízes para que indiquem sua 
concordância sobre o âmbito da pesquisa (LOBIONDO-WOOD; HABER, 2001). 
 
4.2.1 População e amostra 
 
Para o desenvolvimento dessa etapa, o modelo da sabedoria coletiva (“The 
Wisdom of Crowds”) foi utilizado. No referido modelo, os autores afirmam que nem 
todos os juízes participantes precisam obrigatoriamente ter alto nível de expertise. 
Assim, esses participantes podem variar desde enfermeiros experientes clinicamente 
até estudantes de graduação com conhecimento teórico sobre o assunto. Esse 
modelo parte do pressuposto que independentemente do nível de proficiência dos 
juízes escolhidos, o julgamento emitido por eles poderá ter erros. Entretanto, em 
41 
 
virtude do elevado quantitativo incluído na amostra e dos variados graus de 
experiência, esses erros são na maioria das vezes anulados (LOPES; SILVA, 2016). 
Geralmente, as pesquisas sobre taxonomias adotam o método de Fehring 
(1987), que utiliza para a seleção dos juízes a experiência acadêmica. Esse leva em 
consideração a titulação, trabalhos realizados e publicações no contexto da temática 
de interesse. Por conseguinte, esse desatenta a importância da experiência prática, 
que pode contribuir sobremaneira na análise desses conteúdos, além de ser um 
importante atributos para os juízes (LOPES; SILVA; ARAÚJO, 2013; SANTOS; 
ALMEIDA; LUCENA, 2016). 
Ademais, existe uma dificuldade expressiva em obter o número satisfatório de 
juízes com o nível de expertise adotado pelo método de Fehring, o que coloca em 
risco a qualidade dos resultados nessa etapa. Sendo assim, novas abordagens foram 
adotadas para inserir essa característica na busca por profissionais proficientes no 
assunto e não, imperiosamente, experts (LOPES; SILVA; ARAÚJO, 2013; LOPES; 
SILVA, 2016). 
Para classificar os juízes foi utilizado as características adotadas por Benner, 
Tanner e Chesla (2009). Essas dividiram o grau de conhecimento em: novice 
(principiante), advanced beginner (iniciante avançado), competence (competente), 
proficient (proficiente) e expert (experiente). O nível de expertise deu-se pela média 
simples das pontuações obtidas pelos critérios: tempo de prática, tempo em grupo de 
pesquisa e conhecimento científico. Este último foi estabelecido pela soma dos 
subitens: titulação, trabalho de titulação e produção científica sobre DE e simulação 
clínica. 
Assim, cada pontuação equivale ao nível de expertise do juiz: iniciante (1), 
iniciante avançado (2), competente (3), proficiente (4) e experiente (5) Os resultados 
que apresentaram média final com números decimais acima de cinco foram 
arredondados para o nível de expertise superior/seguinte e (BENNER; TANNER; 
CHESLA, 2009). A tabela 1 apresenta os critérios de Benner et al. (2009) para 
classificação dos juízes quanto a seu nível de expertise e foram adaptadas por Diniz 
(2017), para a utilização na análise de conteúdo. 
 
 
 
 
42 
 
Tabela 1 - Parâmetros para a classificação dos juízes quanto ao nível de expertise. 
Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 2022. 
 
Experiência 
Prática 
Experiencia acadêmica 
Pontuação 
Tempo de 
prática* 
(X) 
Tempo Grupo 
de Pesquisa* 
(Y) 
Conhecimento científico 
Titulação 
(Z1) 
Trabalho 
de 
Titulação 
(Z2) 
Prod. Científica 
DE e/ou 
Simulação 
 (Z3) 
0 - - Graduado Não Não 
1 0-7 0-3 Especialista Sim Sim 
2 8-14 4-6 Mestre - - 
3 15-21 7-9 Doutor - - 
4 22-28 10-12 - - - 
5 29-35 13-15 - - - 
Legenda: *em anos; DE: diagnóstico de enfermagem. 
Nível de Expertise = Somatório das pontuações obtidas nas colunas X, Y e Z dividido por 3. 
Fonte: DINIZ (2017) 
 
Assim, a amostra para essa etapa do estudo foi composta por alunos degraduação da UFRN, bem como, de outras instituições de ensino superior, alunos de 
pós-graduação, enfermeiros assistenciais, especialistas, mestres e doutores, com 
experiência clínica e/ou de pesquisa em pelo menos uma das seguintes áreas: 
Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), Processo de Enfermagem 
(PE), diagnóstico de enfermagem, simulação clínica e Semiologia e semiotécnica 
ligada a saúde do adulto. Esses deveriam ainda ter idade igual ou superior e 18 anos 
e ter nacionalidade brasileira. 
A fórmula utilizada no cálculo amostral da análise de conteúdo baseada no 
modelo da sabedoria coletiva foi: n0 = (Z1 – α/2. S/e)2. Essa fórmula considera a média 
do Índice de Validade de Conteúdo (IVC) de cada item diagnóstico a ser avaliado. O 
Z1 – α/2 configura-se como o nível de confiança (95% = 1,96), o S equivale ao desvio 
padrão, sendo considerado nesse cálculo o valor de 0,17, e por fim, a variável “e” 
significa o erro amostral, sendo utilizado o valor de 5% (0,05). Assim, resultou-se em 
uma amostra de 45 juízes (LOPES; SILVA, 2016). 
 
4.2.2 Seleção dos juízes 
 
Os juízes foram recrutados por meio da plataforma Lattes, no portal do 
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), pelo 
currículo lattes. Para isso, utilizou-se a função “buscar currículo", selecionando a 
opção “Assunto (título ou palavra-chave da produção)" e inserindo as seguintes 
palavras-chaves: enfermagem AND clínica AND simulação AND diagnósticos de 
43 
 
enfermagem. Os campos preenchidos foram: doutores, demais pesquisadores e 
nacionalidade brasileira. 
A busca ocorreu no mês de julho de 2019 e resultou em um total de 600 juízes. 
Foi estabelecido contato com 75 juízes, via e-mail, visto que muitos dos indicados pela 
plataforma não possuíam, de forma pública, seus e-mails ou formas de contato. 
 
4.2.3 Procedimento para a coleta de dados 
 
Após a captação pela plataforma lattes, os 75 juízes receberam via e-mail uma 
carta convite (APÊNDICE A), contendo dados sobre a identificação do pesquisador, 
esclarecimentos sobre os objetivos da pesquisa e seu papel ao aceitar participar do 
estudo. Anexado ao e-mail, também foi disponibilizado o Termo de Consentimento 
Livre e Esclarecido (TCLE) (APÊNDICE B) para ser assinado e enviado de forma 
eletrônica. Outrossim, foi fornecido o link para o acesso ao instrumento eletrônico 
contendo os cenários de simulação. Foi instituído inicialmente um prazo de 60 dias 
após o envio do instrumento para o retorno com as respostas, entretanto, devido à 
dificuldade, esse o prazo foi ampliado para 75 dias. Essa coleta ocorreu nos meses 
de julho, agosto e setembro de 2019, quando então foi atingido o número de 45 juízes 
propostos para essa fase. 
O instrumento eletrônico de coleta de dados foi construído pela pesquisadora 
por meio de um aplicativo de gerenciamento de pesquisas gratuito o Google Docs 
form. Na plataforma, o conteúdo foi organizado em um questionário semiestruturado 
dividido em dois momentos: (1) caracterização dos juízes e (2) análise de conteúdo 
dos dois cenários da simulação clínica (construídos na etapa anterior), além de espaço 
para sugestões adicionais. 
Nesse segundo momento, foram convidados a julgar cada item do cenário por 
meio da escala likert com variação de 1 a 5, em que: 1, indicava a não adequação do 
cenário; 2, o item estava pouquíssimo adequado; 3, razoavelmente adequado; 4, 
consideravelmente adequado; e 5, muito adequado. Essas informações foram 
fornecidas no cabeçalho do formulário do mesmo modo que o conceito para cada 
julgamento da escala como descrito no Quadro 1. Foi solicitado que em casos de 
avaliações entre 1 e 3 fosse realizado uma justificativa explicando o motivo da sua 
avaliação e aspectos que poderiam ser melhorados. 
 
44 
 
Quadro 1 - Definições das dimensões da escala Likert utilizadas na mensuração da 
análise de juízes acerca dos cenários clínicos simulados. 
Dimensões da 
escala Likert 
Definições adotadas 
1- Inadequado 
O cenário simulado que não apresentar qualquer concordância 
entre seus itens, divergindo entre os objetivos propostos e as 
demais informações. Diálogos e ambiente que não condizem com o 
cenário e a realidade que se deseja simular, bem como, 
diagnósticos de enfermagem não apropriados e erroneamente 
priorizados ao cenário proposto. 
2- Pouquíssimo 
adequado 
O cenário simulado que apresentar pouca concordância entre seus 
itens, os objetivos propostos e as demais informações. Diálogos e 
ambiente pouco condizem com o cenário e a realidade que se 
deseja simular, bem como, diagnósticos de enfermagem e 
priorização pouco apropriados ao cenário proposto. 
3- Razoavelmente 
adequado 
O cenário simulado que apresentar alguma concordância entre seus 
itens, entre os objetivos propostos e as demais informações. 
Diálogos e ambiente de algum modo condizem com o cenário e a 
realidade que se deseja simular, bem como, diagnósticos de 
enfermagem e priorização razoavelmente apropriados ao cenário 
proposto. 
4- 
Consideravelmente 
adequado 
O cenário simulado que apresentar adequação na concordância 
entre seus itens, entre os objetivos propostos e as demais 
informações. Diálogos e ambiente adequados e condizentes com o 
cenário e a realidade que se deseja simular, diagnósticos de 
enfermagem e priorização apropriados ao cenário proposto. 
5- Muito adequado 
O cenário simulado que apresentar muita adequação na 
concordância entre seus itens, entre os objetivos propostos e as 
demais informações. Diálogos e ambiente muito adequados e 
condizentes com o cenário e a realidade que se deseja simular, 
diagnósticos de enfermagem e priorização muito apropriados ao 
cenário proposto. 
Fonte: Autoria Própria (2022) 
 
Ademais, os juízes foram convidados também a avaliar a acurácia das 
características definidoras para os diagnósticos propostos em cada caso nos dois 
cenários. Esses avaliaram o grau de acurácia diagnóstica por meio da Escala de 
Acurácia de Diagnóstico de Enfermagem (EADE), desenvolvida por Matos e Cruz 
(2009). A EADE foi desenvolvida para estimar o grau com que uma afirmação 
diagnóstica tem sustentação em um conjunto de informações clínicas escritas do 
paciente (MATOS; CRUZ, 2009). Para o uso adequado da escala é determinante que 
o avaliador esteja esclarecido sobre conceitos e termos nela envolvidos. 
Para tanto foi utilizada a escala adaptada por Tinôco (2019) em sua tese. A 
aplicação da EADE nessa etapa permitiu que os juízes analisassem cada diagnóstico 
formulado para o problema, bem como, seus indicadores, com base nos dados 
fornecidos. Esse julgamento era baseado nos quatro itens das escalas, expressos no 
45 
 
quadro 2, que foram transferidos para o formulário no Google Docs form para consulta 
dos juízes 
 
Quadro 2 - Itens da Escala de Acurácia de Diagnóstico de Enfermagem (EADE) 
adaptada por Tinoco (2019). 
Item Respostas 
1 Há pista(s) para o diagnóstico? ( ) Sim 
( ) Não 
Orientação: Considere a definição de pistas como manifestações dos pacientes 
apresentadas no problema que representam indícios, vestígios, sinais, indicações ou 
características de um diagnóstico de enfermagem. Se houver pelo menos uma pista para o 
diagnóstico, independente de sua relevância, especificidade e coerência, marque a resposta 
SIM. Se a resposta for NÃO, os outros itens não se aplicam. Interrompa aqui a aplicação do 
EADE para este problema. 
2 A relevância da(s) pista(s) existente(s) é: ( ) Alta/Moderada 
( ) Baixa/Nula 
Orientação: Considere a definição de relevância da pista como a propriedade de uma pista 
de ser importante como indicador de um diagnóstico de enfermagem e indique o grau de 
relevância da(s) pista(s) existente(s). Se você̂ julgar que há pista(s) nos dois graus de 
relevância, indique apenas o mais elevado (Alta/Moderada). 
3 A especificidade da(s) pista(s) existente(s) é: ( ) Alta/Moderada 
( ) Baixa/Nula 
Orientação: Considerea definição de especificidade da pista como a propriedade de uma 
pista de ser própria e distintiva de um diagnóstico de enfermagem, e indique o grau de 
especificidade da(s) pista(s) existente(s). Se você̂ julgar que há pista(s) nos dois graus de 
especificidade, indique apenas o mais elevado (Alta/Moderada). 
4 - A coerência da(s) pista(s) existente(s) é ( ) Alta/Moderada 
( ) Baixa/Nula 
Orientação: Considere a definição de coerência da pista como a propriedade de uma 
pista de ser consistente com o conjunto das informações disponíveis, e indique o grau de 
coerência da(s) pista(s) existente(s). Se você julgar que há pista(s) nos dois graus de 
coerência, indique apenas o mais elevado (Alta/ Moderada) 
Fonte: Tinôco (2019). 
 
4.2.4 Análise e organização dos dados 
 
Os dados foram organizados em planilhas no programa Microsoft Office Excel. 
Para a análise estatística foram utilizados o Software IBM SPSS Statistic versão 20.0 
for Windows. 
Para a realização do teste binomial com adequação do ajustamento das 
proporções de juízes, foi considerada a aceitação de 85% dos juízes. Assim, as notas 
1, 2, e 3 indicaram os itens como inadequados, e 4 e 5 indicaram os itens como 
adequados. 
No que concerne à análise da EADE, inicialmente foram agrupados os 
escores para indicar o grau de acurácia diagnóstica para cada cenário em: baixa/nula 
e moderada/alta, por meio da pontuação atribuída pelos juízes. Posteriormente, foi 
46 
 
calculado o coeficiente S para todos os diagnósticos, sendo considerado como critério 
de aceitação uma concordância superior a 0,65 entre os juízes. 
Após a análise estatística, os itens considerados não adequados foram 
modificados conforme as sugestões dos juízes e a análise pela pesquisadora e sua 
orientadora. A análise da caracterização dos juízes foi utilizada a estatística descritiva. 
 
4.3 SEGUNDA ETAPA: ANÁLISE DO CONTEÚDO DOS CASOS CLÍNICOS DO PRÉ-
TESTE E PÓS-TESTE E AVALIAÇÃO DO INSTRUMENTO DE NIVELAMENTO POR 
GRUPO FOCAL 
 
4.3.1 Tipo de estudo 
 
A análise dos casos utilizados no pré-teste e pós teste e avaliação de 
nivelamento a ser aplicada aos alunos de graduação em enfermagem foi realizada por 
meio de um grupo focal. Essa técnica de coleta permite a geração de dados por meio 
da problematização de um tema ou foco de pesquisa, da interação, troca de 
experiências, percepções e opiniões (BACKES et al., 2011). 
 
4.3.2 População e amostra 
 
A literatura aborda que os sujeitos para participarem desse tipo de estudo 
devem deter características homogêneas para se evitar percepções radicalmente 
distintas sobre o fenômeno analisado (BRACKES et al., 2011). Os mesmos devem 
apresentar competência para posicionar-se diante dos temas abordados, convívio 
com o assunto discutido e possuam conhecimento sobre fatores que afetam o 
fenômeno/situação (TRAD, 2009). 
Foram considerados juízes para participar do grupo focal: profissionais que 
atuam na prática clínica, professores da disciplina de semiologia e semiotécnica e 
aqueles que possuam experiência e produção científica sobre diagnósticos de 
enfermagem da NANDA Internacional. 
Para garantir a participação de todos os sujeitos, discussão adequada e 
centralidade em torno das questões pretendidas, a literatura aborda que o número 
recomendado de juízes varia entre 6 a 15 integrantes. Dessa forma, quando esse 
número é ultrapassado observam-se dificuldades em conduzir o grupo (TRAD, 2009). 
 
47 
 
4.3.3 Seleção dos juízes 
 
Para o grupo focal, foi adotado um número de oito participantes, com intuito 
de promover a troca de experiências, percepções e opiniões. Além disso, um grupo 
com um número menor oportuniza a adequação dos casos clínicos por meio do 
consenso entre os participantes. Participaram dessa etapa enfermeiros que atuvam 
na prática clínica, que possuíam experiência e produção científica sobre diagnósticos 
de enfermagem da NANDA Internacional. 
Diante da quantidade de participantes e características metodológicas do 
grupo focal, foi realizado o convite, de acordo com as características descritas 
anteriormente, aos enfermeiros integrantes de Grupos de pesquisa da UFRN que 
desenvolvem, dentre outras temáticas, estudos voltados para SAE, com foco em PE 
e DE. Acredita-se que por deter características semelhantes de formação, produção 
de conteúdo, bem como, expertise com as temáticas propostas, esses grupos 
oportunizariam uma troca de conhecimento válida para o que estava sendo proposto. 
 
4.3.4 Instrumentos de coletas de dados 
 
Inicialmente, foi encaminhado via e-mail um documento construído no 
Microsoft Word (APÊNDICE C), o qual continha os dois casos clínicos para serem 
utilizados como instrumento pré-teste e pós-teste construídos na etapa anterior e a 
avaliação de nivelamento proposta. Para os casos clínicos, foi solicitado que os 
mesmos preenchessem um roteiro de congruência item-objetivo de acordo com os 
objetivos propostos para essa etapa. Esse roteiro foi composto por quatro partes: 1) 
congruência item-objetivo dos estudos de caso; 2) grau de dificuldade dos estudos de 
caso; e 3) justificação do grau de dificuldade de cada estudo de caso; 4) espaço para 
sugestões consideradas pertinentes pelos juízes. Esse roteiro foi construído por Cruz 
(1995) e adaptado na tese de Lira (2009). 
Na primeira parte desse roteiro, os juízes julgaram a congruência entre cada 
estudo de caso e os objetivos propostos. Quando um objetivo for considerado 
atendido, deverá receber a pontuação +1; quando houver indecisão, 0; e quando não 
for considerado atendido, -1. Os pontos foram registrados individualmente pelos juízes 
nessa primeira parte do roteiro. 
48 
 
Na segunda parte do roteiro, foi solicitado aos juízes que indicassem o grau 
de dificuldade (pequeno, médio e grande) oferecido pelos estudos de caso aos alunos 
de graduação em enfermagem. O grau de dificuldade foi avaliado por cada juiz tendo 
como base dados subjetivos, experiência e conhecimento sobre diagnósticos de 
enfermagem. Na terceira parte, há um espaço para justificativas quanto ao grau de 
dificuldade. Caso os juízes possuíssem mais considerações sobre os casos clínicos 
eles poderiam tecê-las na quarta etapa, onde foi destinado um espaço para as 
sugestões. 
A análise de conteúdo foi estimada de acordo com o método de congruência 
item-objeto e pela medida da análise de conteúdo entre os juízes. Esse foi obtido por 
meio da soma do número de células que receberam +1 para cada juiz, dividindo pela 
quantidade de células e multiplicando por 100. Assim, foi obtida a média aritmética 
das porcentagens dos juízes. Utilizou-se para tanto uma média de 90% de aceitação. 
Casos com proporção menor que 90% dos itens devem ser revisados (WALTZ; 
STRICKLAND; LENZ, 2010). 
Já para a avaliação de nivelamento, os juízes precisaram julgar se as 
questões elaboradas estavam adequadas para a aplicação à alunos de graduação em 
enfermagem que já cursaram ou estão cursando o componente “Semiologia e 
semiotécnica para enfermagem” e entraram em contato com a temática de “Raciocínio 
Diagnóstico em Enfermagem”. Para isso, ao final da leitura das questões, esses 
julgaram cada assertiva de acordo com a escala likert com variação de 1 a 5, onde: 1- 
indica a não adequação da questão; 2- pouco adequado; 3- razoavelmente adequado; 
4- consideravelmente adequado; 5- muito adequado. Para as avaliações 1, 2, 3 foi 
solicitado que os mesmos tecessem justificativas para a escolha. Essa etapa serviu 
para que todos tivessem conhecimento sobre o conteúdo antes mesmo das reuniões, 
a fim de melhorar as discussões em torno dos objetivos propostos e centralidade do 
tema. 
 
4.3.5 Procedimento de coleta de dados 
 
Essa etapa foi realizada em maio de 2021 e aconteceu por meio do serviço 
de comunicação de vídeo desenvolvido pelo google, a plataforma meet, devido ao 
contexto pandêmico instaurado em razão da COVID-19. O grupofocal foi realizado 
em dois momentos com duração máxima de 1 hora e 30 horas para cada um dos 
49 
 
encontros. Os encontros aconteceram na primeira e segunda sexta-feira do mês de 
maio. A literatura estabelece um tempo limite para o emprego dessa técnica que varia 
entre 90 minutos (tempo mínimo) e 110 minutos (tempo máximo) por encontro, para 
que não ocorra desgaste físico e prejuízos nas discussões (TRAD, 2009). 
Durante a primeira reunião, foi apresentado os aspectos metodológicos do 
grupo focal, bem como, a importância, responsabilidade e atribuições dos 
participantes. Foram também analisados o contexto envolto nos casos clínicos, sua 
escrita, a representação dos conteúdos abordados para alunos de graduação, os 
indicadores clínicos elencados e se esses eram suficientes para a formulação do 
diagnóstico proposto. Os juízes julgaram também sobre a necessidade de inserção de 
novos diagnósticos, fatores relacionados e/ou características definidoras de acordo 
com o julgamento realizado por eles por meio do método de congruência item-objeto. 
Posteriormente, procedeu-se a análise das 10 questões referentes a avaliação 
de nivelamento principalmente relacionado a sua adequação para aplicar a estudantes 
de enfermagem. Dessa forma, para cada item foi realizada a leitura minuciosa pela 
moderadora, posteriormente, iniciavam-se as discussões com as sugestões já 
elaboradas pelos juízes e a modificação do item de acordo com julgamento do grupo. 
Só a partir do estabelecimento de um consenso final sobre a organização e 
apresentação daquele item que outro elemento poderia ser analisado. A segunda 
reunião ocorreu na semana seguinte, o moderador apresentou as modificações 
realizadas de acordo com o que foi proposto no primeiro encontro para a apreciação 
dos juízes e leitura final como demonstra a figura 5. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
 
Figura 5 - Percurso metodológico do grupo focal. 
 
Fonte: Autoria Própria (2022) 
Legenda: GF – Grupo focal. 
 
No grupo focal, o moderador foi o pesquisador, encarregado de conduzir o 
grupo adequadamente por deter um conhecimento substancial sobre os tópicos em 
discussão, elucidando os aspectos éticos, execução das dinâmicas dentro do grupo, 
além de concluir e reunir os dados convergentes (BACKES et al., 2011). 
A tarefa de condução do grupo focal, enquanto instrumento de pesquisa, exige 
do moderador habilidades específicas no manejo de discussões em grupo. Ele deverá 
ter sensibilidade e bom senso para conduzi-lo de modo a manter o foco sobre os 
interesses do estudo, sem negar aos participantes a possibilidade de expressar-se 
espontaneamente (TRAD, 2009). A pesquisadora em questão já havia participado e 
moderado outros grupos focais como técnica de pesquisa. 
As sugestões realizadas pelos juízes serviram como base para a consolidação 
do produto final dessa etapa que conta com dois cenários de simulação clínica para 
utilização na última etapa desse estudo, dois casos clínicos para serem utilizados 
como instrumento pré-teste (aplicado antes da simulação clínica e dos mapas 
conceituais) e instrumento pós-teste (aplicado posterior a intervenção), além do 
51 
 
instrumento para a avaliação de nivelamento, que foi um passo importante no 
processo de amostragem como serão descritos na próxima etapa. 
 
4.3.6 Análise e organização dos dados 
 
Os dados foram organizados em tabelas e avaliados quanto ao seu grau de 
concordância. A congruência foi calculada por meio das médias do índice de validade 
de conteúdo, considerando a aceitação de 90% para o item. 
A análise dos dados foi realizada por meio das opiniões frequentemente 
expressas durante as reuniões e por aquelas que foram solidamente mantidas por 
meio do consenso entre os juízes. Essas informações foram adicionadas ao produto 
final em um quadro sinóptico, no qual foram demonstradas as alterações realizadas 
após contribuições do grupo focal. 
 
4.4 TERCEIRA ETAPA: APLICAÇÃO DA INTERVENÇÃO 
 
Após o processo de criação e análise dos cenários de simulação, instrumento 
pré-teste e pós-teste e avaliação de nivelamentos dos estudantes, implementou-se a 
etapa do estudo experimental randomizado controlado, no qual foi aplicada a 
simulação clínica e uso de mapas conceituais. 
As pesquisas experimentais possuem três características primordiais, sendo 
elas: randomização, controle e manipulação. A randomização consiste na alocação 
aleatória dos participantes da pesquisa em grupos, proporciona igual probabilidade de 
os sujeitos pertencerem, nesse caso, ao grupo controle ou intervenção. O controle 
permite a comparação entre os referidos grupos, a partir de uma inferência de 
causalidade, esse ocorre a partir do seguimento de um grupo que não receberá a 
intervenção, e permite a introdução de controles pelo pesquisador, introduzindo uma 
ou mais constantes na situação experimental. E a manipulação ocorre pela introdução 
da variável independente pelo pesquisador no grupo experimental, verificando seus 
efeitos sobre as variáveis dependentes (POLIT; BECK; HUNGLER, 2011). 
Para seguir com essa fase, respeitou-se os critérios do Consolidated 
Standards of Reporting Trials (CONSORT-2010). Esse detém uma lista para 
checagem com 22 itens com critérios para esse tipo de estudo. Dessa forma, auxilia 
na condução e aperfeiçoamento dos estudos por meio de um fluxo detalhado de cada 
52 
 
fase da pesquisa, evitando omissão de erros que possam comprometer a validade dos 
resultados (MARTINS; SOUSA; OLIVEIRA, 2009). Para este estudo foi utilizado o 
CONSORT para Intervenções Não-Farmacológicas (ANEXO A), que leva em 
consideração aspectos específicos, tais como, dificuldade de cegamento, 
complexidade da intervenção e a influência da experiência do investigador. 
 
4.4.1 Delineamento do estudo 
 
Nessa etapa, ocorreu a análise da eficácia da simulação clínica e mapa 
conceitual na habilidade do raciocínio diagnóstico de discentes de enfermagem. Para 
o alcance desse objetivo, foi realizado um Ensaio Controlado Randomizado (ECR), 
com utilização da simulação clínica e mapas conceituais para o grupo intervenção e 
da metodologia tradicional de ensino, por meio da aula expositiva, para o grupo 
controle. 
Os delineamentos intergrupos caracterizam-se por um grupo que recebe uma 
intervenção a ser testada e outro grupo que recebe o tratamento não ativo ou um 
tratamento de comparação (HULLEY et al., 2003). Dessa forma, para avaliar a 
intervenção supracitada, houve a comparação entre dois grupos, o Grupo Controle 
(GC) e o Grupo Intervenção (GI), bem como, a comparação dos resultados intragrupos 
após as intervenções. 
Nessa pesquisa, considerou-se como desfecho a melhoria das habilidades de 
raciocínio diagnóstico dos alunos de graduação após a aplicação da simulação clínica 
e os mapas conceituais sendo mensurada pela melhoria nos resultados do pós-teste 
do grupo intervenção em relação ao grupo controle. 
Também foram consideradas as melhorias nas respostas ao Inventário de 
Raciocínio Diagnóstico (IRD) após a intervenção. Esse instrumento tem origem do 
Diagnostic Thinking Inventory (DTI), criado no Canadá para avaliar a habilidade de 
raciocínio diagnóstico médico. Entretanto, para esse trabalho foi utilizado a versão em 
português adaptada para aplicação em estudantes e profissionais de enfermagem 
realizada por Rodrigues (2012). Esse é um instrumento auto aplicado composto por 
41 itens estruturados na forma de duas afirmações ligadas por uma escala de 1 a 6 
com o objetivo de avaliar a flexibilidade do pensamento (por meio de 21 itens) e a 
estrutura de conhecimento na memória do diagnosticador (por meio de 20 questões). 
53 
 
Dessa forma, o grau de habilidade diagnóstica pode ter pontuação mínima de 
41 e máxima de 246 pontos. Esses podem ser divididos também por domínios, em 
que a flexibilidade no pensamento pode ter de 21 a 126 pontos e o grau de estruturade conhecimento na memória de no mínimo 20 e no máximo 120 pontos (ANEXO B). 
Para uso do instrumento em questão foi enviado e-mail para orientadora e autora do 
trabalho que adaptou esse instrumento (RODRIGUES, 2012), solicitando liberação da 
obra para uso (ANEXO C). 
Portanto, como variável independente (intervenção) para esse estudo, tem-
se: a simulação clínica e o mapa conceitual. Já como variável dependente (desfecho) 
foi adotado a habilidade de raciocínio diagnóstico após simulação clínica e mapa 
conceitual por meio da comparação dos resultados pós-teste dos grupos e resultado 
da flexibilidade do pensamento e conhecimento na memória dos discentes por meio 
do IRC também após a intervenção. 
 
4.4.2 Local do estudo 
 
O experimento ocorreu na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 
vinculado ao Centro de Ciências da Saúde (CCS), situado no Campus da cidade de 
Natal, no Rio Grande Norte-RN, frente à relevância da instituição quanto à formação 
superior em Enfermagem em todo o estado e no país. A intervenção foi aplicada no 
laboratório de habilidades clínicas do Departamento de Enfermagem, foi utilizado 
também uma sala de aula da referida instituição além dos ambientes de apoio como 
pátio e banheiros. 
O laboratório possui infraestrutura semelhante ao ambiente hospitalar, 
equipado com manequins de média e baixa fidelidade, camas e macas hospitalares, 
posto de enfermagem, equipamentos hospitalares de uso permanente e descartável, 
materiais disponíveis para o ensino e a pesquisa em enfermagem. Já as salas de aula 
possuem material audiovisual disponível, ambiente climatizado e iluminado, estrutura 
confortável para promover o desenvolvimento do ensino teórico-prático. Nesse 
ínterim, possui subsídios necessários para o desenvolvimento dessa pesquisa. Para 
a viabilização do local do estudo, foi solicitado liberação dos horários do laboratório e 
sala de aula à coordenação, após anuência e aprovação do comitê de ética. 
Salienta-se que a presente pesquisa recebeu o financiamento do Conselho 
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio da Chamada 
54 
 
MCTIC/CNPq Nº 28/2018, sob número de processo 421647/2018-3, coordenado pela 
professora Ana Luisa Brandão de Carvalho Lira. Kaneko e Lopes (2019) destacam 
que o ambiente, os recursos audiovisuais, simuladores, atores e materiais que 
compõem a cena precisam se apresentar em coerência com os objetivos que foram 
propostos e estimular o aluno a extrair o máximo das potencialidades dessa 
ferramenta. 
 
4.4.3 População e amostra 
 
A população do estudo foi composta por estudantes do curso de graduação 
em Enfermagem da UFRN, que estavam cursando ou haviam cursado o componente 
curricular de Semiologia e Semiotécnica para Enfermagem e o conteúdo de Processo 
de Enfermagem, especificamente, diagnóstico de enfermagem durante a graduação. 
A escolha desse componente curricular deu-se a julgar que o conteúdo de raciocínio 
diagnóstico, durante a graduação, geralmente é trabalhado pela primeira vez nessa 
disciplina. 
Dessa forma, foram estabelecidos como critérios de elegibilidade para essa 
população: pessoas com idade igual ou superior a 18 anos; ser discente do curso de 
enfermagem da UFRN e ter cursado ou estar cursando o componente curricular 
referente ao conteúdo de Processo de Enfermagem, especificamente, diagnóstico de 
Enfermagem. 
Para realizar o recrutamento desses estudantes foi ofertado um curso de 
extensão, com carga horária de 30 horas, cadastrado no Sistema Integrado de Gestão 
de Atividades Acadêmicas (SIGAA) da instituição proponente da pesquisa, com o 
tema “Curso sobre tecnologia educacional envolvendo a simulação clínica e o mapa 
conceitual para o ensino do raciocínio diagnóstico em enfermagem”. Os alunos 
interessados deveriam se inscrever por meio de um formulário no google forms 
(APÊNDICE D), que além dos dados cadastrais foram inseridos os critérios de 
elegibilidade dispostos anteriormente com intuito de iniciar a seleção da amostra para 
o estudo. 
Sendo assim, como critérios de exclusão foram eximidas características que 
pudessem promover distinções entre os alunos, por conseguinte, foram isentos dessa 
etapa discentes que possuíssem quaisquer dificuldades cognitivas ou 
comportamentais, que inviabilize a comunicação e também aqueles que possuíssem 
55 
 
nota superior a 7 na avaliação de nivelamento. Essa nota corresponde a adotada pelas 
avaliações quantitativas desenvolvidas pelas instituições de ensino superior ao 
rendimento em uma disciplina e foi adotada como nota de corte neste estudo. 
Foram adotados critérios de descontinuidade, isto posto, foram considerados: 
desistência da pessoa em participar da pesquisa após início da coleta de dados e ou 
aparecimento de sintomas gripais nesse período. Esse critério foi adotado devido ao 
contexto pandêmico no momento da coleta. Em caso de um número considerável de 
perdas e desistência, seria realizado um novo recrutamento. 
Realizaram a inscrição na plataforma 87 pessoas. Dessas, duas já eram 
enfermeiros e foram excluídas diante dos critérios de elegibilidade. Após inscrição foi 
enviado por e-mail a programação detalhada do curso, objetivos e o TCLE para 
assinatura (APÊNDICE E) aos 85 alunos. O curso possuiu momentos síncronos, 
assíncronos e momentos presenciais (detalhado posteriormente), logo, foi enviado 
junto ao e-mail o link para acesso a Plataforma Google Meet, na qual foi realizada a 
parte síncrona do curso e aplicado a avaliação de nivelamento, fruto da primeira e 
segunda fase desta pesquisa. 
Participaram dessa reunião apenas 44 pessoas, sendo esse o número 
correspondente ao da aplicação da avaliação de nivelamento. A correção da avaliação 
foi realizada por duas pessoas treinadas, uma enfermeira e uma bolsista de iniciação 
científica em uso das respostas da avaliação de nivelamento criada e validada nas 
duas etapas anteriores. Essa correção ocorreu sem estabelecer qualquer 
comunicação, em lugares e computadores separados e as respostas foram 
organizadas em planilhas no Microsoft Excel. A sequência de distribuição das 
respostas na planilha para a correção foi estabelecida pela ordem de inscrição do 
discente no curso. Posteriormente, os resultados das planilhas das duas avaliadoras 
foram comparados para avaliar se existiam discrepâncias entre os valores por um 
terceiro colaborador, também treinado. 
Após correção da avaliação de nivelamento, 31 dos discentes possuíram nota 
inferior a 7, e dessa forma, entraram para compor a amostra, como demonstra o 
fluxograma de recrutamento apresentado na figura 6. 
 
 
 
 
56 
 
Figura 6 - Fluxograma de recrutamento dos estudantes de enfermagem. 
 
Fonte: Autoria Própria (2022) 
 
4.4.4 Descrição do curso de extensão universitária 
 
Como citado anteriormente, para a realização do experimento foi construído 
um curso de extensão com carga horária total de 30 horas e certificado emitido pela 
UFRN. Essa estratégia foi adotada por acreditar que seria uma alternativa para captar 
um número maior de alunos. A divulgação do curso foi realizada pelos meios oficiais 
da universidade, bem como, redes de comunicação não oficiais pelas pesquisadoras 
e equipe do curso. 
As etapas do curso foram criadas de acordo com as características 
necessárias a um EECR. Sendo assim, o curso foi organizado em momentos 
síncronos, assíncronos e presencial, descritos de forma simplificada no quadro 3. 
 
Quadro 3 - Organização dos momentos do curso de extensão universitária. 
CRONOGRAMA DE ATIVIDADES CURSOS 
MOMENTOS DESCRIÇÃO DATA TEMPO 
SÍNCRONOS 
(Google Meet) 
Inicialmente, nesse primeiro contato, foram 
abordados aspectos relevantes sobre a dinâmica 
do curso como: objetivos, cronograma de 
atividades, vestimenta para o laboratório, os 
cuidados necessários para o momento 
presencial e os aspectos éticos envolvidos. 
Todos os alunos já tinham entradoem contato 
com a aula de SAE e PE na graduação. 
Entretanto, foi ministrado uma aula abordando 
09/07/21 2h 
57 
 
essa temática por uma professora da disciplina. 
Os conteúdos foram abordados por meio de uma 
aula expositiva e dialogada, pelo PowerPoint, 
alunos poderiam tirar dúvidas pelo chat ou 
ligando os seus microfones. Os conteúdos 
abordados na aula tiveram como finalidade 
recordar os conceitos de SAE e PE, bem como, 
as etapas do processo de enfermagem, tipos de 
diagnósticos, como inferi-los e examinar a 
taxonomia da NANDA Internacional 2018-2020. 
Posteriormente, foi disponibilizado o link para 
acesso ao formulário no Google forms onde foi 
organizada a avaliação de nivelamento dos 
estudantes. Destarte, foi informado que seu 
desempenho na avaliação de nivelamento não 
constituí uma etapa eliminatória do curso, pois 
todos que desejassem e participassem de todas 
as etapas iriam receber o certificado de 
conclusão. Dessa forma, foi solicitado que os 
mesmos respondessem as questões de acordo 
com o conhecimento que possuíam sobre o 
assunto, sem consultas aos colegas ou fontes 
externas. Durante esse tempo, pesquisadora 
responsável permaneceu na sala de reunião 
virtual para contabilizar o tempo de avaliação e 
solucionar possíveis problemas. Os alunos 
possuíram 30 minutos para responder às 10 
questões objetivas. Reitera-se que, nesse 
momento, todos os alunos inscritos e com 
disponibilidade assistiram a aula de forma 
conjunta pela plataforma, sem divisões de 
grupos. Além da aula, os alunos também tiveram 
disponível as referências usadas, bem como, o 
envio da NANDA internacional para seus e-mails. 
ASSÍNCRONOS Nessa fase do curso os alunos responderam o 
Inventário de Raciocínio Diagnóstico (IRD). O 
link para acesso foi enviado por e-mail para todos 
que participaram da primeira etapa do curso. O 
inventário, contendo 41 questões, foi organizado 
na ferramenta Google forms. As respostas 
tinham como prazo limite para serem enviadas 
até o dia anterior ao momento presencial. 
09/07/21 
à 
12/07/21 
20 min 
PRESENCIAL Aplicação das demais etapas do ECR: Pré-teste, 
intervenção, pós-teste. 
12/07/21 
à 
14/07/21 
Um 
turno 
ASSÍNCRONO Nessa fase do curso os alunos responderam o 
Inventário de Raciocínio Diagnóstico (IRD) após 
a intervenção. O link para acesso foi enviado por 
e-mail para todos que participaram do momento 
presencial. O inventário foi organizado na 
ferramenta Google forms. As respostas tinham 
prazo limite para serem enviadas até um dia após 
a intervenção. 
15/07/21 20 min 
Fonte: Autoria Própria (2022). 
58 
 
Reitera-se que a amostra foi composta por 31 discentes, entretanto o curso 
contou com um quantitativo superior, de 41 alunos, pois os demais inscritos, mesmo 
não entrando nos critérios adotados no estudo, participaram das demais etapas do 
curso e receberam o certificado de extensão emitido pela UFRN. 
 
4.4.5 Randomização 
 
Os alunos elegíveis para essa etapa foram randomicamente alocados para o 
Grupo Controle (GC), que participaram da aula expositiva; e, para Grupo Intervenção 
(GI), que participaram da simulação clínica e do mapa conceitual. Nesse processo, os 
indivíduos são distribuídos de forma aleatória, tendo chances iguais de pertencer aos 
dois grupos (MARTINS; SOUSA; OLIVEIRA, 2009). 
Para isso os alunos foram sequenciados de acordo com sua ordem de 
inscrição. A randomização foi feita por um estatístico, por meio do algoritmo 
computacional no R, gerando uma sequência de alocação correspondentes aos 31 
estudantes: 1 0 0 0 0 0 1 0 0 1 1 0 0 1 0 1 1 1 1 0 1 0 0 1 0 1 1 1 1 1 0. De acordo 
com essa sequência, o “1” corresponde ao grupo experimental e “0” ao grupo controle. 
Dessa forma, os 16 alunos fizeram parte do grupo experimental e 15 do grupo controle. 
 
4.4.6 Intervenção 
 
Essa etapa ocorreu nos dias 12, 13 e 14 de julho de 2021, no turno da tarde. 
Os alunos que chegaram ao local, foram encaminhados para as suas salas. O grupo 
intervenção foi direcionado ao laboratório de habilidades clínicas e o grupo controle 
para a sala de aula do Departamento de Enfermagem da UFRN. A necessidade de 
separar os grupos antes da realização do pré-teste deu-se pela tentativa de reduzir as 
chances de contágio pelo covid-19. Diante dessa realidade e do que se preconiza para 
os cenários de simulação, cada turma foi composta por até 10 estudantes de 
enfermagem. 
Os alunos receberam antecipadamente um e-mail informando a data e horário 
do seu curso, para que o número de pessoas na instituição fosse reduzido, só 
comparecia ao Departamento de Enfermagem os estudantes que estavam escalados 
no referido dia. O turno da tarde foi o escolhido por ser o que melhor se adequava aos 
horários de aula dos discentes. Os primeiros dias de aplicação foram destinados aos 
59 
 
alunos que estavam dentro dos critérios de elegibilidade para a amostra, do grupo 
controle e intervenção, na busca de reduzir eventuais perdas e o fluxo de informações 
entre as turmas. 
Ao chegar os alunos eram direcionados para suas salas de acordo com a 
randomização. No primeiro dia, 8 estudantes de enfermagem fizeram parte do grupo 
controle e 8 do grupo intervenção. Já no segundo dia, fariam parte do grupo 
intervenção 8 alunos, entretanto, ocorreu uma desistência por incompatibilidade de 
horário da intervenção, dessa forma, com a desistência o quantitativo do grupo 
intervenção para o segundo dia foi de 7 alunos e o controle também 7 alunos. 
O último dia, foi destinado para os alunos que faziam parte apenas do curso, 
dessa forma, eles vivenciaram a aplicação dos casos clínicos pré-teste, simulação e 
o mapa conceitual, casos clínicos do pós-teste e a aplicação do IRD. Neste ínterim, já 
que não seria necessário estabelecer relação com a aula expositiva, assim foi 
prescindível realizar o grupo controle (aula expositiva) com esses. A etapa realizada 
com os 10 alunos que participaram apenas do curso foi abordada aqui, por acreditar 
que esses fizeram parte do processo de seleção da amostra e pela responsabilidade 
em executar as etapas com todos aqueles que se dispuseram a realizar o curso. 
Entretanto, os tópicos seguintes irão se deter a explicar o processo realizado apenas 
com a parte integrante da amostra. Os passos descritos anteriormente, estão 
caracterizados na figura 7. 
Reitera-se aqui que após a coleta de dados os alunos que estavam no grupo 
controle e dessa forma participado apenas da aula expositiva, por questões éticas, 
também vivenciaram a aplicação da simulação clínica, os mapas conceituais e todas 
as etapas referentes ao planejamento para o grupo experimental. Evidentemente, os 
dados oriundos dessa aplicação não foram considerados para a pesquisa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
60 
 
Figura 7 - Fluxograma do Percurso das etapas da pesquisa. 
 
Fonte: Autoria Própria (2022) 
4.4.6.1 Pré-teste 
 
Para os dois grupos, controle e intervenção, foi aplicado o instrumento pré-
teste (APÊNDICE F), formado por um dos casos clínicos desenvolvidos nas 
primeiras etapas desse estudo, para a elaboração de três diagnósticos de 
enfermagem de forma completa como evidencia a figura 4. 
Para manter a equivalência quanto ao grau de dificuldade, os casos clínicos 
1 e 2 fizeram parte de ambos os momentos, pré-teste e pós-teste. Dessa forma, o 
aluno que realizou o pré-teste com o caso clínico 1, durante o pós-teste respondeu 
o caso clínico 2 e vice-versa. Ao entrar na sala, os casos clínicos estavam dispostos 
nas cadeiras e ao escolher seu assento, esses também definiram qual caso resolver 
inicialmente, como demonstra a figura 8. Essa escolha era aleatória, sem realizar a 
leitura prévia. O membro da equipe de pesquisa era responsável por aplicar os casos 
clínicos e realizava o controle da ordem de resposta. 
 
 
 
 
 
 
61 
 
Figura 8 - Distribuição dos casos clínicos pré-teste e pós-teste. 
 
Fonte: Autoria Própria (2022). 
 
A aplicaçãodo pré-teste tanto no laboratório (grupo experimental), como na 
sala de aula (grupo controle), foi realizada por duas bolsistas de iniciação científica 
treinadas, membros da equipe de pesquisa, para esse fim. Após a chegada de todos, 
nos dois ambientes, foi iniciado às orientações pelas bolsistas, destacando que o 
primeiro caso clínico (instrumento pré-teste) seria resolvido de forma individual e sem 
interferência da equipe do curso e possuíam 20 minutos para a sua resolução. Foram 
disponibilizadas para consulta versões de forma impressa da NANDA-Internacional 
(2018-2020). Destacou-se, mais uma vez, que não se tratava de momento avaliativo 
e/ou que culminasse em aprovação ou reprovação. Essa era uma etapa do curso e 
do processo de aprendizagem, sendo assim, esses dados não seriam parâmetro de 
aprovação, bem como, não seriam divulgados de modo a identificá-los. 
 
4.4.6.2 Aplicação da Simulação clínica e os Mapas Conceituais 
 
Após o pré-teste, os participantes do grupo intervenção receberam 
informações relacionadas ao desenvolvimento da simulação clínica. Foi apresentado 
o espaço de realização da simulação clínica, o manequim utilizado, os equipamentos 
disponíveis no cenário de simulação, objetivos da simulação clínica, tempo estimado 
e a situação clínica do paciente. Essa etapa foi o Briefing, uma sessão para 
orientações imediatamente antes da intervenção para realizar instruções e viabilizar 
informações importantes para a simulação, além de estabelecer um ambiente 
psicologicamente seguro aos participantes (INACSL, 2016). Esses aspectos foram 
62 
 
organizados no cenário de simulação clínica, construído e validado nas etapas 
anteriores desse estudo. 
Posteriormente, voluntariamente, dois alunos foram encarregados de 
desempenhar o papel de enfermeiros durante a simulação. Os alunos devem vivenciar 
o momento de assistência de enfermagem, realizando a avaliação clínica simulada 
para direcionar o raciocínio diagnóstico de enfermagem ao adulto na situação clínica 
descrita. O cenário de simulação possui tempo estimado de 20 minutos para 
acontecer. 
Os demais alunos observavam a cena e realizavam anotações sobre os casos 
clínicos, sinais e sintomas levantados e hipóteses diagnósticas para serem discutidas 
no momento do debriefing. Apesar da vasta infraestrutura apresentada pelo 
Departamento de Enfermagem da UFRN, esse não possui um laboratório equipado 
com sala de observação e de controle para o acompanhamento em tempo real da 
simulação. Dessa forma, o laboratório de habilidades clínicas, que contém amplo 
espaço, foi dividido em duas áreas de forma física por biombos. Em um ala aconteceu 
a simulação clínica e do lado oposto os alunos foram organizados para observação. 
Para operacionalizar essa etapa, foi utilizada uma câmera filmadora Sony 
HDR-CX405 Handycam com resolução de 9,2 megapixels, ligada a um projetor, que 
transmitiu a imagem em tempo real aos observadores. Reitera-se que não ocorreu 
gravação de imagem, a câmera possui o papel apenas de transmitir as cenas do 
espaço destinado a simulação para o local onde os demais alunos se encontravam. A 
divisão foi uma alternativa adotada para manter a privacidade ao realizar a prática 
simulada e reduzir possíveis alterações no desempenho durante a participação. 
Para a simulação foi utilizado manequim de média fidelidade, a voz foi 
reproduzida por uma enfermeira, pós-graduanda, participante do grupo de pesquisas 
sobre diagnósticos de enfermagem, previamente treinada. Para não ocorrer 
discrepâncias entre as aplicações, a mesma desempenhou essa função em todos os 
dias de simulação. Para melhorar a sonoridade do local, foram utilizados dois 
microfones de lapela, do modelo Yoga EM-6, adaptados ao cenário de simulação e 
um microfone com fio JWL, ligado a uma caixa de som amplificadora que reproduzia 
a voz pós-graduanda. Nos cenários de simulação, foram estabelecidas possíveis 
perguntas destinadas a paciente-atriz, para instrumentalizá-las frente a essas 
situações. Além disso, em casos de outros questionamentos, essa poderia direcionar 
para a temática do caso. 
63 
 
O manequim utilizado foi o modelo que permite o estabelecimento de cenários 
personalizados, além do controle do instrutor em tempo real por meio do sistema 
computacional. Dessa forma, os parâmetros referentes aos sinais vitais, sons 
cardíacos, respiratórios e intestinais foram adicionados de acordo com o caso clínico. 
Os materiais hospitalares também foram agrupados de modo similar a um ambiente 
de prática. 
Ao término da simulação, os participantes passaram pelo debriefing, 
conduzido pelo facilitador, com base no Ciclo de Gibbs. Os alunos que participaram 
da cena simulada se juntaram aos demais e a partir disso foram direcionadas 
perguntas que compreendem o estágio emocional, descritivo, avaliativo, analítico, 
conclusivo e de planejamento de ações proposto pelo autor. 
No primeiro estágio, foi abordado como os participantes se sentiram frente a 
cena, seja esses sentimentos positivos ou negativos. No segundo estágio, o descritivo 
foi solicitado que descrevessem algum aspecto do cenário em questão. O terceiro 
estágio é questionado algo positivo relacionado a cena. O estágio analítico, 
questionou-se o que poderia ser modificado, caso fosse possível. O estágio cinco 
procurou evidenciar as conclusões dos participantes sobre o cenário. E o sexto 
estágio, e último, foi levando reflexões sobre ações que poderão ser desempenhadas 
com base no que aprendido com a simulação. INACSL (2016; 2021) expõe a 
primordialidade de utilizar uma abordagem facilitadora direcionada aos objetivos da 
aprendizagem, resultados esperados e a experiência dos participantes. 
Depois de avaliar todos esses aspectos, em conjunto com o facilitador foram 
construídos os mapas conceituais de acordo com o raciocínio diagnóstico 
desenvolvidos pelos estudantes para os cenários apresentados. Para cada dia e 
cenário, foi construído um mapa conceitual. Dessa forma, após todas as etapas da 
simulação clínica, os alunos construíam o mapa conceitual do cenário vivenciado. 
Esses poderiam materializar suas ideias iniciais em rascunho com o uso da NANDA, 
mas a construção era feita em conjunto pelos alunos no computador disponível. 
Dessa forma, os mapas foram construídos baseando-se nas etapas de 
raciocínio diagnóstico propostos pelo Modelo de Gordon (1994), por meio da 
ferramenta Cmap tools®, onde os alunos, em conjunto, foram direcionados a 
desenvolver cada das etapas do modelo de acordo com o caso clínico e materializar 
em um mapa conceitual. Os mapas auxiliam na organização do pensamento que 
integrada as etapas de Gordon (1994) seguiram a seguinte sistemática: coleta de 
64 
 
informações frente ao caso clínico, interpretação desses achados, agrupamento de 
informações em categorias diagnósticas e a denominação do agrupamento em rótulos 
diagnósticos. Essas etapas foram materializadas no mapa com informações retiradas 
do caso clínico, ligadas por setas demonstrando o raciocínio do aluno até a inferência 
do diagnóstico proposto. Essa etapa é um registro do raciocínio realizado na referida 
identificação e possuiu tempo estimado de 30 minutos. 
Todo esse percurso repetiu-se para os dois cenários de simulação. A cada 
final de cenário ocorria o debriefing e a construção do mapa conceitual. A cada cenário 
foi selecionado, de forma voluntária, um novo estudante para participar da cena. 
 
4.4.6.3 Aula expositiva 
 
Após o pré-teste, o grupo controle participou da aplicação da metodologia 
tradicional de ensino, com a aula expositiva. A apresentação do conteúdo aconteceu 
por meio do Microsoft PowerPoint e utilizou-se também das versões impressas da 
NANDA-Internacional (2018-2020). 
A aula foi ministrada por uma docente da disciplina de semiologia e 
semiotécnica, membro da equipe de pesquisa. A aula abordou a temática de raciocínio 
diagnóstico,formulação do diagnóstico e raciocínio clínico, por meio das etapas 
defendidas por Gordon (1994), para resolução dos dois casos clínicos. Esses casos 
clínicos foram os mesmos dos cenários de simulação utilizados para o grupo 
experimental. Assim, tanto o grupo controle, quanto o grupo intervenção trabalharam 
os mesmos elementos expostos nos casos clínicos, entretanto, um por meio da 
simulação clínica e os mapas conceituais e outro pela metodologia tradicional de 
ensino. A aula expositiva possuiu tempo limite de 60 minutos de duração. 
 
4.4.6.4 Pós-teste 
 
No final, da simulação clínica com mapas conceituais e aula expositiva, foi 
aplicado o pós-teste (APÊNDICE F), para a elaboração de três DE com seus 
respectivos indicadores clínicos (como demonstra a figura 4) frente a um novo caso 
clínico (como demonstra a figura 8). A bolsista responsável realizou novamente as 
orientações reiterando que a resolução seria feita de forma individual, sem 
65 
 
interferência da equipe do curso e esses possuíam um tempo máximo de 20 minutos. 
Estavam disponíveis as versões impressas da NANDA-Internacional para consulta. 
Nesse momento, também foi comunicado e orientado que todos iriam receber 
um e-mail contendo o link do formulário elaborado no Google forms com o IRC, para 
ser respondido após a intervenção. Esse devia ser respondido em um prazo de 24 
horas levando em consideração o que foi aprendido durante o curso. 
4.4.7 Cegamento 
 
O cegamento é utilizado nos EECR, com o objetivo de manter a intervenção 
desconhecida pelos participantes, profissionais de saúde que administram a 
intervenção, os que coletam os dados clínicos e/ou os que analisam os resultados 
(MARTINS; SOUSA; OLIVEIRA, 2009). 
Devido a impossibilidade de unir os dois grupos em um único ambiente, em 
função dos riscos de transmissão da Covid -19, foi inviável cegar participantes, 
profissionais e os coletadores, visto que cada grupo era destinado ao ambiente 
imediatamente após a chegada ao Departamento de Enfermagem. Entretanto, 
elencou-se uma enfermeira, professora e pesquisadora, membro da equipe de 
pesquisa, para realizar as correções do instrumento pré-teste e pós-teste. Essa não 
entrou em contato com os estudantes, nem possuía conhecimento da ordem de 
alocação. Os instrumentos entregues também não possuíam qualquer indicação sobre 
essa divisão, ou sobre a ordem de resposta dos casos clínicos. Assim, o processo de 
cegamento ocorreu na última etapa, destinada a análise dos instrumentos pré-teste e 
pós-teste. 
Esse tipo de cegamento previne o viés de detecção, por evitar que a correção 
possa ser diferente ou que adote atitudes diferenciadas frente aos resultados do grupo 
intervenção (MARTINS; SOUSA; OLIVEIRA, 2009). 
Diante desse percurso metodológico, expõe-se ao final o fluxograma baseado 
no modelo estabelecido pelo CONSORT 2010, adaptado a pesquisa em questão, 
como síntese do estudo desde processo de amostragem até o período de análise 
como demonstra a figura 9. 
 
 
 
66 
 
Figura 9 - Fluxograma representativo do estudo baseado no CONSORT (2010). 
 
Fonte: Baseado no modelo apresentado em no Fluxograma CONSORT 2010. 
 
4.4.8 Treinamento da equipe 
 
Para realizar o desenvolvimento desse estudo, além dos pesquisadores 
principais, houve o treinamento de 2 enfermeiras membros do grupo de pesquisa 
sobre diagnósticos de enfermagem e 4 bolsistas de iniciação científica. Os 
pesquisadores principais realizaram capacitações com todos os colaboradores, de 
forma que esses compreendessem a abordagem realizada na simulação e aos alunos 
nos dois grupos. Além das reuniões realizadas de forma virtual, todas estiveram 
envolvidas na construção do ambiente físico e as enfermeiras em questão também 
participaram das primeiras fases dessa pesquisa. Vale salientar que aquela 
responsável pela análise dos dados não esteve presente no momento da aplicação 
dos cenários, nem possuía conhecimento sobre a sequência de alocação. 
Todas as envolvidas já haviam participado ou trabalhado com simulação 
clínica. Cada pesquisador ficou responsável por um grupo (GI e GC), uma das 
67 
 
enfermeiras fez parte do cenário, contribuindo na sonoridade atribuída aos pacientes 
nas cenas. Duas bolsistas de iniciação científica foram responsáveis pela aplicação 
dos testes, uma em cada sala. Tanto no laboratório quanto na sala de aula foi 
solicitado a presença de uma bolsista para apoio, essa auxiliaria na mudança dos 
cenários, ajuste do posicionamento da câmera, distribuição dos casos clínicos, 
comunicação entre os dois locais, entre outras atribuições. 
Por último, aquela responsável por corrigir os instrumentos pré-teste e pós-
teste participou do momento posterior a simulação. Para essa foram disponibilizados 
os instrumentos, organizados em duas pastas em caso clínico 1 e 2 sem qualquer 
outra informação e as respostas construídas na primeira e segunda etapa deste 
estudo. A distribuição dos colaboradores de acordo com os espaços utilizados para a 
simulação está disposta no quadro 4, a seguir: 
 
Quadro 4 - Distribuição dos colaboradores na última etapa do estudo. 
Laboratório (Grupo experimental) Sala de aula (Grupo controle) 
Pesquisador 1 Pesquisador 2 
Enfermeira-atriz - 
Bolsista 1 (coletadora) Bolsista 2 (coletadora) 
Bolsista para apoio no laboratório Bolsista para apoio em sala de aula. 
Enfermeira responsável por analisar os dados. 
Fonte: Autoria Própria (2022) 
 
4.4.9 Organização e análise de dados 
 
Os dados coletados foram posteriormente armazenados em planilhas do 
software Microsoft Excel. Foi desenvolvida uma planilha para o grupo controle e para 
o grupo intervenção e inserido os dados referentes a caracterização social e 
acadêmica, avaliação de nivelamento dos estudantes, dados do pré-teste e pós-teste 
e os valores correspondentes a análise dos IRD. 
Esses dados foram analisados por meio de estatística descritiva, envolvendo 
tendência central e dispersão para as variáveis numéricas, sendo testadas ainda 
quanto a sua normalidade. Bem como, valores relativos e absolutos para as variáveis 
nominais contempladas nos instrumentos. A análise estatística inferencial foi utilizada 
para analisar o desempenho dos alunos tanto nos instrumentos pré-teste e pós-teste 
quanto na autoavaliação do IRD. Assim, foram utilizados os testes de Fisher bilateral 
para comparação de acertos entre os grupos, e o teste de McNemar para comparação 
68 
 
intragrupo, nos momentos pré-teste e pós-teste, para tanto adotou-se um nível de 
significância de 5% (p≤0,05). 
Os acertos foram ainda quantificados, sendo avaliados quanto as medidas de 
tendência central e dispersão. Os Teste de Wilcoxon Pareado e Teste U de Mann-
Whitney foram utilizados para análise intergrupos e intragrupos das variáveis 
quantitativas referentes aos acertos com sua normalidade testada por meio do teste 
de Shapiro-Wilk. 
 
4.5 ASPECTOS ÉTICOS 
 
A presente pesquisa foi submetida à aprovação do Comitê de Ética da 
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, respeitando os preceitos da resolução 
n° 466 de 12 de dezembro de 2012, que considera as questões éticas como inerentes 
para o desenvolvimento científico e tecnológico com seres humanos, sob o número 
3.084.032 (ANEXO D). O estudo foi registrado na base de dados de Registro de 
Ensaios Clínicos Brasileiros (ReBEC), como protocolo número: RBR-7qjpn6. 
Assim, o presente estudo atendeu todas as implicações éticas contidas na 
citada resolução (BRASIL, 2012). Os juízes, bem como, os alunos que concordarem 
em participar da pesquisa assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido 
(TCLE), sendo-lhes garantido o anonimato, a liberdade de continuar ou não 
participando da pesquisa e o esclarecimento sobre a relevância de sua participação. 
Os riscos relacionados a pesquisa, direcionados aos juízes na primeira e 
segunda etapa, diziam respeito apenas ao cansaço mentalque a análise crítica do 
material poderia causar. Para reduzi-los foi estabelecido um tempo factível para o 
envio das respostas. Relacionados aos estudantes, na última etapa, a previsão de 
riscos era mínima, semelhante àqueles existentes em sala de aula ou laboratório. 
Constrangimentos relacionados a eventuais erros durante a execução da simulação 
foram minimizados pelo pesquisador e moderador que durante toda a simulação 
trabalhou com uma abordagem facilitadora, voltado para o estudante elucidando que 
o ambiente é de aprendizagem. Entretanto, deve-se considerar também os riscos 
relacionados ao contágio pela doença COVID-19, causado pelo novo coronavírus o 
SARS-CoV-2. 
Para tanto, reitera-se que toda a intervenção foi realizada obedecendo as 
normas de segurança sanitária e orientações realizadas pelo Ministério da Saúde, 
69 
 
bem como, o protocolo de biossegurança da UFRN (UFRN, 2021). Todos os alunos e 
colaboradores já haviam recebido a primeira e segunda dose das vacinas disponíveis. 
As salas e materiais foram higienizados com álcool a 70% antes e após cada 
intervenção. Os discentes e colaboradores receberam um recipiente para uso 
individual contendo álcool em gel. Ao entrar na sala, todos realizavam a fricção com 
álcool ou lavavam suas mãos e procediam com a troca de suas máscaras para uma 
nova disponibilizada pela pesquisa. As máscaras eram do tipo cirúrgica, descartável, 
com tripla camada com registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). 
Foram distribuídos borrifadores com álcool líquido por toda a área comum para 
realizar desinfecção sempre que necessário e possível. As cadeiras foram 
organizadas mantendo um distanciamento de cerca de 1,5 metros (um metro e meio) 
e todos que entraram no departamento de enfermagem (alunos e colaboradores) 
tiveram seu nome registrado para rastreamento caso houvesse alguma suspeita de 
contaminação. 
 
70 
 
5 RESULTADOS 
 
 Nesta seção, serão apresentados os resultados das três etapas do estudo. Na 
primeira etapa, será demonstrado a construção dos casos clínicos, cenários de 
simulação e avaliação de nivelamento para estudantes de graduação em 
enfermagem. Posteriormente a análise do conteúdo dos casos clínicos, cenários de 
simulação e avaliação de nivelamento pelos juízes; e, a última etapa, que 
correspondeu a aplicação da simulação clínica e mapas conceituais aos alunos de 
enfermagem. 
 
5.1 CONSTRUÇÃO DOS CENÁRIOS DE SIMULAÇÃO E CASOS CLÍNICOS 
 
Nesta etapa, serão apresentados os casos clínicos construídos para aplicação 
no pré-teste e pós-teste, bem como, os dois cenários de simulação clínica que foram 
validados por juízes nas próximas etapas. 
5.1.1 Construção dos cenários de simulação 
 
Serão apresentados, inicialmente, os dois casos clínicos utilizados para 
compor os cenários de simulação para oportunizar a avaliação isolada de seus 
componentes. Para cada caso clínico, foi elencado três diagnósticos de enfermagem 
prioritários, com características definidoras e fatores relacionados, que estão 
dispostos em formas de pistas. 
A composição do diagnóstico de enfermagem foi realizada a partir de estudos 
de acurácia diagnóstica. Desse modo, as características definidoras mais acuradas 
de acordo com o diagnóstico proposto foram dispostas como sinais e sintomas e 
organizadas na forma de casos clínicos. Assim, foi estabelecida uma equivalência 
entre as pistas encontradas nos casos e os elementos que compõem o diagnóstico 
na NANDA Internacional. Esses estão expostos no quadro 5. 
 
 
 
 
 
 
 
 
71 
 
Quadro 5 - Casos clínicos construídos na primeira etapa do estudo utilizados nos 
cenários 1 e 2. 
CASO CLÍNICO 1 
T. M. A, sexo feminino, solteira, 38 anos, natural de Mossoró/RN. Compareceu à Unidade de Pronto 
Atendimento de Natal/RN, com queixa de dores de forte intensidade na região abdominal há 
aproximadamente três dias. É hipertensa e nega tabagismo e etilismo. Refere perda de peso e falta 
de apetite desde o início dos sintomas, pois sente dores abdominais ao se alimentar. Recentemente, 
foi transferida para o Hospital Universitário. Nas últimas 6 horas, a dor intensificou em região 
epigástrica e mesogástrica, sendo pontuada na escala numérica de dor em 8/10. Apresenta 
comportamento protetor, fáceis de dor, posição antálgica e dispneia. Foi diagnosticada pelo médico 
com pancreatite aguda de causa idiopática. Ao exame físico: consciente, orientada, em uso de 
catéter nasal, tipo óculos, em 3L de oxigênio, acianótica, anictérica, hipocorada (2+/4+), desidratada 
(2+/4+) e emagrecida. AP: Murmúrios vesiculares presentes, ausência de ruídos adventícios, padrão 
respiratório aumentado e uso da musculatura acessória. AC: BNF em 2T, sem presença de sopros, 
pulsos periféricos palpáveis e ritmo cardíaco regular. Abdome distendido, timpânico, doloroso à 
palpação, com ruídos intestinais hiperativos, sem presença de visceromegalias. Sinal de Jobert e 
Murphy ausentes. Ausência de edema nos membros inferiores. SSVV: FR= 29 irpm; FC: 104 bpm; 
T= 36,5ºC; PA= 130x90 mmHg. 
Diagnóstico 1 Dor aguda relacionada a agente biológico lesivo evidenciado por alteração no apetite, 
alteração no parâmetro fisiológico, autorrelato da intensidade usando escala padronizada da dor, 
comportamento protetor, expressão facial de dor e posição para aliviar a dor. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da 
NANDA-I 
1. Perda de peso e falta de apetite 
desde o início dos sintomas 
Alteração no apetite 
2. Abdome distendido, timpânico, 
doloroso à palpação, com ruídos 
intestinais hiperativos. 
Alteração no parâmetro 
fisiológico 
 
3. A dor intensificou em região 
epigástrica e mesogástrica, sendo 
pontuada na escala numérica de dor 
em 8/10 
Autorrelato da intensidade 
usando escala padronizada da 
dor 
 
4. Apresenta comportamento protetor Comportamento protetor 
5. Fácieis de dor Expressão facial de dor 
6. Posição antálgica Posição para aliviar a dor 
7. Pancreatite aguda de causa 
idiopática 
 Agente biológico lesivo 
Diagnóstico 2: Padrão respiratório ineficaz relacionado a dor evidenciado por dispneia, padrão 
respiratório anormal, taquipneia e uso da musculatura acessória para respirar. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da 
NANDA-I 
1. Dispneia Dispneia 
2. Dispneia e FR= 29 irpm Padrão respiratório anormal 
3. FR= 29 irpm; FC: 104 bpm Taquipneia 
4. Uso da musculatura acessória Uso da musculatura acessória 
para respirar 
 
5. Dores de forte intensidade na 
região abdominal 
 Dor 
Diagnóstico 3: Nutrição desequilibrada: menor que as necessidades corporais relacionado a 
ingestão alimentar insuficiente evidenciado por dor abdominal, interesse insuficiente pelos alimentos, 
membranas mucosas pálidas e ruídos intestinais hiperativos. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da 
NANDA-I 
1. Dores de forte intensidade na 
região abdominal 
Dor abdominal 
2. Falta de apetite Interesse insuficiente pelos 
alimentos 
 
3. Hipocorada (2+/4+), desidratada 
(2+/4+) 
Membranas mucosas pálidas 
72 
 
4. Ruídos intestinais hiperativos Ruídos intestinais hiperativos 
5. Refere perda de peso, falta de 
apetite, emagrecimento 
 Ingestão alimentar 
insuficiente 
Referências: CORREIA; DURAN, 2017; GUYTON; HALL, 2012; HERDMAN; KAMITSURU, 2018; 
JENSEN, 2013; PORTO, 2012; POTTER; PERRY, 2013; PREDEBON et al., 2012; SEGANFREDO 
et al., 2017; SIEDEL, 2007; SMELTZER; BARE, 2011; TEIXEIRA et al., 2016; VALENTE et al., 2012; 
VIEIRA et al., 2019. 
CASO CLÍNICO 2 
M.R.C., 50 anos, sexo feminino, viúva, natural de Natal. Deu entrada no pronto socorro do Hospital 
dos Pescadores, apresentando dor torácica constante (7/10 na escala numérica de dor), irradiada 
para a região dorsal. Foi transferida para o Hospital Universitário há 3 dias, devido quadro de 
Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC). Hipertensa, em uso das medicações: losartana potássica,hidroclorotiazida e ácido acetilsalicílico. Refere não seguir as orientações médicas quanto a redução 
da ingesta de alimentos ricos em sódio. Atualmente apresenta quadro de fadiga, ortopneia e 
dificuldade de respirar. Ao exame físico: estado geral regular, consciente, orientada, em uso de 
máscara de venturi a 50%, acianótica, anictérica, hipocorada (2+/4+), pele fria, úmida e com pouca 
elasticidade. AP: Presença de estertores em região de base pulmonar, padrão respiratório 
aumentado, frêmito toracovocal e sons respiratórios diminuídos em todo o tórax. AC: ictus cordis 
palpável, pulso filiforme, bulhas arrítmicas, hipofonéticas e reflexo hepato-jugular positivo. Abdômen 
globoso, com presença de edema (+2/+4), ruídos intestinais normais, sem presença de 
visceromegalias. Edema em MMII, de intensidade +3/+4 no sinal de cacifo. SSVV: FR= 27 irpm; FC: 
137 bpm; T= 36,3ºC; PA= 110x72 mmHg. 
Diagnóstico 1. Débito cardíaco diminuído relacionado a ingestão salina excessiva evidenciado por 
taquicardia, edema, dispneia, pele pegajosa, pulsos periféricos diminuídos e ortopneia. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da 
NANDA-I 
1. FC: 137 bpm Taquicardia 
2. Edema abdominal (+2/+4); Edema 
em MMII (+3/+4) 
Edema 
3. Dificuldade de respirar, uso de 
máscara de Venturi a 50%, FR= 27 
irpm 
Dispneia 
4. Pele fria, úmida e com pouca 
elasticidade 
Pele pegajosa 
5. Pulso filiforme Pulsos periféricos diminuídos 
6. Ortopnéia Ortopneia 
7. Ingesta de alimentos ricos em 
sódio 
 Ingestão salina 
excessiva 
Diagnóstico 2. Volume de líquidos excessivo relacionado a entrada excessiva de sódio evidenciado 
por alteração no padrão respiratório, dispneia, edema, ortopneia e reflexo hepato-jugular. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da 
NANDA-I 
1. Alteração no padrão respiratório, 
FR= 27 irpm 
Alteração no padrão respiratório 
2. Dificuldade de respirar, uso de 
máscara de Venturi a 50%, FR= 27 
irpm 
Dispneia 
3. Edema abdominal (+2/+4); Edema 
em MMII ( +3/+4) 
Edema 
4. Ortopnéia Ortopneia 
5. Reflexo hepato-jugular positivo Reflexo hepato-jugular 
6. Ingesta de alimentos ricos em 
sódio 
 Entrada excessiva de 
sódio 
Diagnóstico 3. Padrão respiratório ineficaz relacionada a hiperventilação evidenciado por dispneia, 
ortopneia, padrão respiratório anormal e taquipneia. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da 
NANDA-I 
73 
 
1. Dificuldade de respirar, uso de 
máscara de Venturi a 50%, FR= 27 
irpm 
Dispneia 
2. Ortopnéia Ortopneia 
3. Alteração no padrão respiratório, 
FR= 27 irpm 
Padrão respiratório anormal 
4. FR= 27 irpm Taquipneia 
5. Uso de máscara de Venturi a 
50%, FR= 27 irpm 
 Hiperventilação 
Referências: ERNANDES et al., 2019; FERNANDES et al., 2015; GUYTON; HALL, 2012; 
HERDMAN; KAMITSURU, 2018; JENSEN, 2013; PORTO, 2012; POTTER; PERRY, 2013; PEREIRA 
et al., 2015; SEGANFREDO et al., 2017; SIEDEL, 2007; SMELTZER; BARE, 2011; VIEIRA, 2019. 
Fonte: Dados da pesquisa (2022). 
 
A partir desses casos clínicos foram adicionados elementos que 
representassem e caracterizassem um ambiente real de acordo com as duas histórias 
clínicas desenvolvidas. Dentre os elementos estão: título do cenário, público-alvo, tipo 
de simulador, pré-requisitos dos participantes, cronograma, objetivos, competências e 
habilidades a serem desenvolvidas, descrição do caso clínico, orientação para o 
aluno, orientação para o paciente simulado, possíveis diagnósticos de enfermagem, 
materiais necessários para a construção da simulação, participantes envolvidos na 
cena, informações do prontuário, debriefing e referências. Com a incorporação desses 
elementos, foram construídos os cenários 1 e 2, que trazem informações e orientações 
sobre como acontecerá a simulação clínica. 
O primeiro cenário de simulação foi criado para caracterizar a história clínica 
de uma mulher, de 38 anos, que está internada em uma enfermaria clínica, com 
diagnóstico médico de pancreatite aguda. Os elementos que contemplaram o 
desenvolvimento do cenário estão descritos no quadro 6. 
 
Quadro 6 - Cenário construído na primeira etapa do estudo para a simulação 1. 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM 
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 
CENÁRIO DE SIMULAÇÃO 1 
Título do cenário: Assistência de enfermagem ao usuário com pancreatite aguda na enfermaria 
clínica. 
Público alvo: Discentes do curso de Graduação em enfermagem 
Tipo de simulador: Simulação clínica (atores + manequim de média fidelidade) 
Roteiro da simulação 
1. PRÉ-REQUISITO 
● Ter conhecimento de fisiologia e anatomia humana. 
● Ter conhecimento em semiologia e semiotécnica aplicada ao adulto. 
● Ter participado das aulas sobre raciocínio diagnóstico em enfermagem segundo a NANDA-
Internacional. 
2. CRONOGRAMA: 
● Duração do Briefing: 10 minutos 
74 
 
● Duração do Cenário: 20 minutos 
● Duração do Debriefing: 30 minutos 
● Número de alunos: 10-20 
3. OBJETIVOS 
● Vivenciar situações de manejo e assistência de enfermagem ao adulto acometido por 
desordem pancreática no contexto hospitalar. 
● Realizar a avaliação clínica simulada, utilizando os métodos propedêuticos. 
● Realizar o raciocínio diagnóstico em enfermagem ao adulto em situações clínicas por meio 
da simulação clínica e dos mapas conceituais. 
4. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES 
● Aplicação da comunicação e relacionamento terapêutico; 
● Utilização da anamnese e dos métodos propedêuticos para o reconhecimento das 
características fisiológicas e não fisiológicas no adulto; 
● Realização do raciocínio diagnóstico em enfermagem. 
5. DESCRIÇÃO DO CASO 
T. M. A, sexo feminino, solteira, 38 anos, natural de Mossoró/RN. Compareceu à Unidade de Pronto 
Atendimento de Natal/RN, com queixa de dores de forte intensidade na região abdominal há 
aproximadamente três dias. É hipertensa e nega tabagismo e etilismo. Refere perda de peso e falta 
de apetite desde o início dos sintomas, pois sente dores abdominais ao se alimentar. Recentemente, 
foi transferida para o Hospital Universitário. Nas últimas 6 horas, a dor intensificou em região 
epigástrica e mesogástrica, sendo pontuada na escala numérica de dor em 8/10. Apresenta 
comportamento protetor, fáceis de dor, posição antálgica e dispneia. Foi diagnosticada pelo médico 
com pancreatite aguda de causa idiopática. Ao exame físico: consciente, orientada, em uso de 
catéter nasal, tipo óculos, em 3L de oxigênio, acianótica, anictérica, hipocorada (2+/4+), desidratada 
(2+/4+) e emagrecida. AP: Murmúrios vesiculares presentes, ausência de ruídos adventícios, padrão 
respiratório aumentado e uso da musculatura acessória. AC: BNF em 2T, sem presença de sopros, 
pulsos periféricos palpáveis e ritmo cardíaco regular. Abdome distendido, timpânico, doloroso à 
palpação, com ruídos intestinais hiperativos, sem presença de visceromegalias. Sinal de Jobert e 
Murphy ausentes. Ausência de edema nos membros inferiores. SSVV: FR= 29 irpm; FC: 104 bpm; 
T= 36,5ºC; PA= 130x90 mmHg. 
6. ORIENTAÇÕES PARA O ALUNO 
6.1 Enfermeiro: 
Você é enfermeiro do Hospital Universitário e acaba de receber o plantão. Em meio aos pacientes 
internados no setor, encontra-se a paciente T. M. A, que deu entrada nesse hospital sendo 
transferida da Unidade de Pronto Atendimento. Ao realizar a passagem de visita no início do seu 
plantão, a paciente relata perda de peso e baixo apetite, devido às fortes dores abdominais e relato 
de intensificação da dor nas últimas 6 horas. Apresenta comportamento protetor, fáceis de dor, 
posição antálgica e dispneia. Considere os seguintes parâmetros para a paciente: consciente, 
orientada, em uso de catéter nasal, tipo óculos, em 3L de oxigênio, acianótica, anictérica, hipocorada 
(2+/4+), desidratada (2+/4+) e emagrecida. AP: Murmúrios vesiculares presentes, ausência de ruídos 
adventícios, padrão respiratório aumentado e uso da musculatura acessória.AC: BNF em 2T, sem 
presença de sopros, pulsos periféricos palpáveis, ritmo cardíaco regular. Abdome distendido, 
timpânico, doloroso a palpação com ruídos intestinais hiperativos, sem presença de visceromegalias. 
Sinal de Jobert e Murphy ausentes. Ausência de edema nos membros inferiores. SSVV: FR= 29 
irpm; FC: 104 bpm; T= 36,5ºC; PA= 130x90 mmHg. 
Realize a anamnese e o exame físico do paciente em questão e depois elenque os possíveis 
diagnósticos segundo a taxonomia da NANDA-Internacional. Deixa-se claro que o objetivo dessa 
simulação é o processo de aprendizagem e o desenvolvimento do raciocínio diagnóstico. Assim, 
nenhuma atividade será utilizada como método avaliativo. 
7. ORIENTAÇÕES PARA OS PACIENTES SIMULADO 
7.1 Para o paciente simulado: 
Você é a paciente T. M. A., 38 anos, natural de Mossoró/RN. Relata que veio para o Hospital 
Universitário encaminhada da Unidade de Pronto Atendimento referindo forte dor na barriga há 
alguns dias. É hipertensa, porém não fuma nem apresenta hábito etilista. No momento refere perda 
de peso, falta de apetite e nível de dor em uma escala de 8/10. Foi diagnosticada pelo médico com 
pancreatite aguda de causa idiopática. Encontra-se internada na enfermaria, esperando a sua 
acompanhante retornar do café da manhã. Está com cateter nasal tipo óculos e apresentando 
comportamento protetor, fáceis de dor, posição antálgica e dificuldade para respirar. Caso o aluno 
examine o abdome, referir dor a palpação. Já foi medicada, mas sem melhoras. 
7.1.1 Possíveis questionamentos: 
75 
 
● Como você está se sentindo? Estou me sentindo mal, pois sinto muita dor na barriga e 
dificuldade para respirar. 
● Está conseguindo ir ao banheiro fazer suas necessidades? Sim, consegui ir hoje pela 
manhã. 
● Há quanto tempo está sentindo essa dor na barriga? A dor começou há uns três dias e 
não passou mais. 
● Apresenta alguma outra doença? Sou hipertensa e uso losartana 50 mg. 
● Você consome bebidas alcoólicas ou possui hábito de fumar? Não, nunca consumi 
bebidas alcoólicas e nem fumei. 
● Desde quando não consegue se alimentar direito? Há três dias, devido às dores. 
● Antes das dores, como se alimentava? A alimentação era rica em alimentos gordurosos. 
● Alguém na sua família já teve algum problema parecido? Não, ninguém na minha família 
teve esse problema. 
● Desde quando você sente dificuldade para respirar? Comecei a sentir isso quando a dor 
na barriga foi ficando mais forte. 
● Já havia sentido isso anteriormente? Não, não havia sentido isso antes. 
● Nível de instrução? Ensino médio incompleto, não trabalho. 
● Realizou cirurgias anteriores? Não 
OBS: Caso ocorra outros questionamentos, o ator deverá responder “não sei” ou “estou muito 
cansado”. Caso o aluno fuja do tema, o ator pode direcionar para a temática do caso. 
7.2 Manequim de média fidelidade: 
Adulto encontra-se consciente, em uso de cateter nasal tipo óculos em 3L, acianótica, anictérica, 
hipocorada (2+/4+), desidratada (2+/4+) e emagrecida. AP: Murmúrios vesiculares presentes, 
ausência de ruídos adventícios, padrão respiratório aumentado e uso da musculatura acessória. AC: 
BNF em 2T, sem presença de sopros, pulsos periféricos palpáveis, ritmo cardíaco regular. Avaliação 
abdominal: ruídos intestinais hiperativos. FR= 29 irpm; FC: 104 bpm; T= 36,5ºC; PA= 130x90 mmHg. 
8. POSSÍVEIS DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM: 
8.1 Dor aguda relacionada a agente biológico lesivo evidenciado por alteração no apetite, alteração 
no parâmetro fisiológico, autorrelato da intensidade usando escala padronizada da dor, 
comportamento protetor expressão facial de dor e posição para aliviar a dor. 
8.2 Padrão respiratório ineficaz relacionado a dor evidenciado por dispneia, padrão respiratório 
anormal, taquipneia e uso da musculatura acessória para respirar 
8.3 Nutrição desequilibrada: menor que as necessidades corporais relacionado a ingestão 
alimentar insuficiente evidenciado por dor abdominal, interesse insuficiente pelos alimentos, 
membranas mucosas pálidas e ruídos intestinais hiperativos. 
9. MATERIAIS NECESSÁRIOS 
MATERIAIS QUANTIDADE 
Álcool; 1 unidade com 500 ml 
Algodão; 1 pacote 
Abaixador de língua; 8 unidades 
Biombo; 2 unidades 
Câmera digital 1 unidade 
Estetoscópio Littmann Classic II; 1 adulto 
Esfigmomanômetro aneróide Premium ; 1 adulto 
Fita métrica; 1 unidade 
Impressos 2 cópias 
Lanterna clínica 1 unidade 
Lençóis; 4 unidades 
Livro da NANDA-Internacional 1 unidade 
Luvas de procedimento; 2 caixas 
Maca; 1 unidade 
Manequim de média fidelidade 1 adulto 
Termômetro digital 1 unidade 
10. PARTICIPANTES: 
● 1 ator que fará o papel do paciente; 
● 2 estudantes voluntário para o papel do Enfermeiro. 
76 
 
11. INFORMAÇÕES DO PRONTUÁRIO 
____/____/____. Paciente em 1º DIH com diagnóstico de pancreatite aguda idiopática compareceu 
a unidade do Hospital Universitário, proveniente da Unidade de Pronto Atendimento de Natal/RN. 
Relatou dor em região abdominal há aproximadamente três dias com forte intensidade, sendo 
pontuada na escala numérica de dor em 8/10. Relata ser hipertensa e nega tabagismo e etilismo. 
Refere perda de peso e falta de apetite desde o início dos sintomas, pois sente dores abdominais ao 
se alimentar. Apresenta comportamento protetor, fáceis de dor, posição antálgica e dispneia. Ao 
exame físico: consciente, orientada, em uso de cateter nasal, tipo óculos, em 3L de oxigênio, 
acianótica, anictérica, hipocorada (2+/4+), desidratada (2+/4+) e emagrecida. AP: Murmúrios 
vesiculares presentes, ausência de ruídos adventícios, padrão respiratório aumentado e uso da 
musculatura acessória. AC: BNF em 2T, sem presença de sopros, pulsos periféricos palpáveis, ritmo 
cardíaco regular. Abdome distendido, timpânico, doloroso a palpação com ruídos intestinais 
hiperativos, sem presença de visceromegalias. Sinal de Jobert e Murphy ausentes. Ausência de 
edema nos membros inferiores. SSVV: FR= 29 irpm; FC: 104 bpm; T= 36,5ºC; PA= 130x90 mmHg. 
Antecedentes familiares: pai e mãe sem histórico de comorbidades. Cirurgias e internações 
anteriores: Nega. Medicação em uso: Faz uso de Losartana diariamente 50mg. 
11. DEBRIEFING: 
CHECK LIST DE AÇÕES: CENÁRIO 1 
Procedimento: consulta de enfermagem ao adulto e raciocínio diagnóstico. 
ATIVIDADES DE ENFERMAGEM 
ESPERADAS 
DESEMPENHO 
Realizou Não realizou 
Apresentou-se ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Foi cortez ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Apresentou postura adequada ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Indagou sobre doenças anteriores ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Indagou sobre o histórico familiar ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Investigou sobre a história da doença atual ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Investigou sobre as características da dor ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Investigou sobre a falta de apetite/alimentação ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Investigou sobre a dificuldade de respirar ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Realizou exame físico direcionado ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Procurou informações complementares no 
prontuário 
( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Desenvolveu o raciocínio diagnóstico ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Comentários do examinador 
 
RERERÊNCIAS: CORREIA; DURAN, 2017; GUYTON; HALL, 2012; HERDMAN; KAMITSURU, 
2018; INACSL, 2016; JENSEN, 2013; KANEKO; LOPES, 2019; PORTO, 2012; POTTER; PERRY, 
2013; PREDEBON et al., 2012; SEGANFREDO et al., 2017; SIEDEL, 2007; SMELTZER; BARE, 
2011; TEIXEIRA et al, 2016; VALENTE et al., 2012; VIEIRA et al., 2019 
Fonte: Dados da pesquisa (2022) 
O segundo cenário também acontece em uma enfermaria clínica, com uma 
mulher de 50 anos e diagnóstico médico de insuficiência cardíaca. As características 
definidoras e fatores relacionados propostos para o caso estão distribuídos em 
formato de pistas de acordo com o caso 2 apresentado anteriormente. Os elementos 
construídos para descrever o quadro clínico em uma situação simulada e desenvolver 
o raciocínio diagnósticosdos discentes de graduação em enfermagem estão descritos 
no quadro 7 a seguir: 
 
 
 
77 
 
Quadro 7 - Cenário construído na primeira etapa do estudo para a simulação 2. 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM 
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 
CENÁRIO DE SIMULAÇÃO 2 
Título do cenário: Assistência de enfermagem ao usuário com insuficiência cardíaca congestiva na 
enfermaria clínica. 
Público alvo: Discentes de Graduação em enfermagem 
Tipo de simulador: Simulação clínica (atores + manequim de média fidelidade) 
Roteiro da simulação 
1. PRÉ-REQUISITO 
● Ter conhecimento de fisiologia e anatomia humana. 
● Ter conhecimento em semiologia e semiotécnica aplicada ao adulto. 
● Ter participado das aulas sobre raciocínio diagnóstico em enfermagem segundo a NANDA-
Internacional. 
2. CRONOGRAMA: 
● Duração do Briefing: 10 minutos 
● Duração do Cenário: 20 minutos 
● Duração do Debriefing: 30 minutos 
● Número de alunos: 10-20 
3. OBJETIVOS 
● Vivenciar situações de manejo e assistência de enfermagem ao adulto acometido por 
insuficiência cardíaca congestiva no contexto hospitalar 
● Realizar a avaliação clínica simulada, utilizando os métodos propedêuticos. 
● Realizar o raciocínio diagnóstico em enfermagem ao adulto em situações clínicas por meio 
da simulação clínica e dos mapas conceituais. 
4. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES 
● Aplicação da comunicação e relacionamento terapêutico; 
● Utilização da anamnese e dos métodos propedêuticos para o reconhecimento das 
características fisiológicas e não fisiológicas no adulto; 
● Realização do raciocínio diagnóstico em enfermagem. 
5. DESCRIÇÃO DO CASO 
M.R.C., 50 anos, sexo feminino, viúva, natural de Natal. Deu entrada no pronto socorro do Hospital 
dos Pescadores, apresentando dor torácica constante (7/10 na escala numérica de dor), irradiada 
para a região dorsal. Foi transferida para o Hospital Universitário há 3 dias, devido quadro de 
Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC). Hipertensa, em uso das medicações: losartana potássica, 
hidroclorotiazida e ácido acetilsalicílico. Refere não seguir as orientações médicas quanto a redução 
da ingesta de alimentos ricos em sódio. Atualmente apresenta quadro de fadiga, ortopneia e 
dificuldade de respirar. Ao exame físico: estado geral regular, consciente, orientada, em uso de 
máscara de venturi a 50%, acianótica, anictérica, hipocorada (2+/4+), pele fria, úmida e com pouca 
elasticidade. AP: Presença de estertores em região de base pulmonar, padrão respiratório 
aumentado, frêmito toracovocal e sons respiratórios diminuídos em todo o tórax. AC: ictus cordis 
palpável, pulso filiforme, bulhas arrítmicas, hipofonéticas e reflexo hepato-jugular positivo. Abdômen 
globoso, com presença de edema (+2/+4), ruídos intestinais normais, sem presença de 
visceromegalias. Edema em MMII, de intensidade +3/+4 no sinal de cacifo. SSVV: FR= 27 irpm; FC: 
137 bpm; T= 36,3ºC; PA= 110x72 mmHg. 
6. ORIENTAÇÕES PARA O ALUNO 
6.1 Enfermeiro: 
Você é enfermeiro do Hospital Universitário que acompanhará o paciente M.R.C, com 50 anos com 
quadro de insuficiência cardíaca congestiva internada há três dias. Refere ser hipertensa, fazer uso 
de medicações e ingerir alimentos rico em sódio. Atualmente, apresenta quadro ortopneia e 
dificuldade de respirar. Ao exame físico apresenta-se: estado geral regular, consciente, orientada, 
em uso de máscara de venturi a 50%, acianótica, anictérica, hipocorada (2+/4+), pele fria, úmida e 
com pouca elasticidade. Na ausculta pulmonar, apresenta alterações com presença de ruídos 
adventícios, hiperventilação, frêmito toracovocal e sons respiratórios diminuídos em todo o tórax. Ao 
exame cardíaco, apresenta alterações no pulso, nas bulhas cardíacas e presença de reflexo hepato-
jugular positivo. Abdômen globoso, com presença de edema (+2/+4), ruídos intestinais normais, sem 
presença de visceromegalias. Edema em MMII, de intensidade +3/+4 no sinal de cacifo. Considere 
os seguintes parâmetros: SSVV: FR= 27 irpm; FC: 137 bpm; T= 36,3ºC; PA= 110x72 mmHg. 
78 
 
Realize a anamnese e o exame físico do paciente em questão com ênfase no aparelho 
cardiorespiratório e abdominal. Depois, elenque os possíveis diagnósticos segundo a taxonomia da 
NANDA-Internacional. Deixa-se claro que o objetivo dessa simulação é o processo de aprendizagem 
e o desenvolvimento do raciocínio diagnóstico. Assim, nenhuma atividade será utilizada como 
método avaliativo. 
7. ORIENTAÇÕES PARA OS PACIENTES SIMULADO 
7.1 Para o paciente simulado: 
Você é o paciente, M.R.C., 50 anos, sexo feminino, viúva, natural de Natal. Está internada no Hospital 
Universitário há três dias. É hipertensa e faz uso de medicações, a saber: losartana potássica, 
hidroclorotiazida e ácido acetilsalicílico. Tem uma alimentação rica em sódio. Tem dificuldade de 
respirar quando está deitada, hiperventilação e está em uso de máscara de venturi a 50%. Sente 
sua pele úmida e pegajosa e a barriga bem distendida. Os membros estão edemaciados (+3/+4 no 
sinal de cacifo). 
7.1.1 Possíveis questionamentos: 
● Como você está se sentindo? Ainda com muita dificuldade para respirar. 
● Já havia sentido isso anteriormente? Sim, umas duas vezes há alguns meses, mas era 
mais leve e pensei que fosse só a pressão. 
● É hipertensa há quantos anos? Há mais de 4 anos tenho a pressão alta, mas faço uso 
desses medicamentos há cerca de 2 anos e foi prescrito pelo médico do postinho de saúde. 
● Já tinha realizado cirurgias anteriores? Não. 
● É diabética ou apresenta alguma outra doença? Não. 
● Você consome bebidas alcoólicas ou fuma? Não, nunca consumi bebidas alcóolicas e 
nem fumei. 
● Algum familiar apresenta alguma comorbidade? Avó materna com histórico de Infarto 
Agudo do Miocárdio. Pai hipertenso e diabético. 
● Sente dores à palpação abdominal? Não. 
● Eliminações vesicais e intestinais estão presentes? Sim. 
● Nível de instrução? Ensino médio incompleto, não trabalho. 
OBS: Caso ocorra outros questionamentos, o ator deverá responder “não sei”. Caso o aluno fuja 
do tema, o ator pode direcionar para a temática do caso ou pedir para acabar a consulta afirmando 
que está com dificuldades de respirar. 
7.2 Manequim de média fidelidade: 
Adulto encontra-se consciente, em uso de máscara de venturi a 50%, acianótica, anictérica, 
hipocorada (2+/4+), pele fria, úmida e com pouca elasticidade. AP: Presença de estertores em região 
de base pulmonar, padrão respiratório aumentado, hiperventilação, frêmito toracovocal e sons 
respiratórios diminuídos em todo o tórax. AC: ictus cordis palpável, pulso filiforme, bulhas arrítmicas, 
hipofonéticas e reflexo hepato-jugular positivo. Abdômen globoso, com presença de edema (+2/+4), 
ruídos intestinais normais, sem presença de visceromegalias. Edema em MMII de intensidade +3/+4 
no sinal de cacifo. SSVV: FR= 27 irpm; FC: 137 bpm; T= 36,3ºC; PA= 110x72 mmHg. 
8. POSSÍVEIS DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM: 
8.1 Débito cardíaco diminuído relacionado a ingestão salina excessiva evidenciado por taquicardia, 
edema, dispneia, pele pegajosa, pulsos periféricos diminuídos e ortopneia. 
8.2 Volume de líquidos excessivo relacionado a entrada excessiva de sódio evidenciado por 
alteração no padrão respiratório, dispneia, edema, ortopneia e reflexo hepato-jugular. 
8.3 Padrão respiratório ineficaz relacionada a hiperventilação evidenciado por dispneia, ortopneia, 
padrão respiratório anormal e taquipneia. 
9. MATERIAIS NECESSÁRIOS 
MATERIAIS QUANTIDADE 
Álcool; 1 unidade com 500 ml 
Algodão; 1 pacote 
Abaixador de língua; 8 unidades 
Biombo; 2 unidades 
Câmera digital 1 unidade 
Estetoscópio Littmann Classic II; 1 adulto 
Esfigmomanômetro aneróide Premium ; 1 adulto 
Fita métrica; 1 unidade 
Impressos 2 cópias 
79 
 
Lanterna clínica 1 unidade 
Lençóis; 4 unidades 
Livro da NANDA-Internacional 1 unidade 
Luvas de procedimento; 2 caixas 
Maca; 1 unidade 
Manequim de média fidelidade 1 adulto 
Termômetro digital1 unidade 
10. PARTICIPANTES: 
● 1 ator que fará o papel do paciente; 
● 1 estudante voluntário para o papel do Enfermeiro. 
11. INFORMAÇÕES DO PRONTUÁRIO 
____/____/____. M.R.C., 50 anos, sexo feminino, viúva, natural de Natal. Está internada no Hospital 
Universitário há 3 dias, devido quadro de Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC). Hipertensa, em 
uso das medicações: losartana potássica, hidroclorotiazida e ácido acetilsalicílico. Refere ingerir 
alimentos ricos em sódio. Apresenta quadro de ortopneia e dificuldade de respirar. Ao exame físico: 
estado geral regular, consciente, orientada, em uso de máscara de venturi a 50%, acianótica, 
anictérica, hipocorada (2+/4+), pele fria, úmida e com pouca elasticidade. AP: Presença de estertores 
em região de base pulmonar, padrão respiratório aumentado, hiperventilação, frêmito toracovocal e 
sons respiratórios diminuídos em todo o tórax. AC: ictus cordis palpável, pulso filiforme, bulhas 
arrítmicas, hipofonéticas e reflexo hepato-jugular positivo. Abdômen globoso, com presença de 
edema (+2/+4), ruídos intestinais normais, sem presença de viceromegalias. Edema em MMII, de 
intensidade +3/+4 no sinal de cacifo. 
Sinais Vitais: FR= 27 irpm; FC: 137 bpm; T= 36,3ºC; PA= 110x72mmHg. 
Histórico familiar: Avó materna com histórico de Infarto Agudo do Miocárdio. Pai hipertenso e 
diabético. 
Cirurgias e internações anteriores: Nega 
Medicação em uso: Faz uso de Losartana diariamente 50mg, hidroclorotiazida 50 mg e ácido 
acetilsalicílico 100 mg. 
11. DEBRIEFING: 
CHECK LIST DE AÇÕES: CENÁRIO 2 
Procedimento: consulta de enfermagem ao adulto e raciocínio diagnóstico. 
ATIVIDADES DE ENFERMAGEM 
ESPERADAS 
DESEMPENHO 
Realizou Não realizou 
Apresentou-se ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Foi cortez ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Apresentou postura adequada ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Indagou sobre doenças anteriores ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Indagou sobre o histórico familiar ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Investigou sobre a história da doença atual ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Investigou sobre as características da dor ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Investigou sobre o padrão alimentar ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Investigou sobre a dificuldade de respirar ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Realizou exame físico direcionado ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Procurou informações complementares no 
prontuário 
( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Desenvolveu o raciocínio diagnóstico ( ) Correto ( ) Incorreto ( ) 
Comentários do examinador 
 
 
 
RERERÊNCIAS: ERNANDES et al., 2019; FERNANDES et al., 2015; GUYTON; HALL, 2012; 
HERDMAN; KAMITSURU, 2018; INACSL, 2016; JENSEN, 2013; KANEKO; LOPES, 2019; PORTO, 
2012; POTTER; PERRY, 2013; PEREIRA et al., 2015; SEGANFREDO et al., 2017; SIEDEL, 2007; 
SMELTZER; BARE, 2011; VIEIRA, 2019. 
Fonte: Dados da pesquisa (2022) 
 
80 
 
5.1.2 Construção dos casos clínicos para o pré-teste e pós-teste. 
 
Foram construídos também durante essa etapa dois casos clínicos para 
serem aplicados antes (pré-teste) e após (pós-teste) a simulação clínica aliada ao 
mapa conceitual. Com o objetivo de mensurar a habilidade de raciocínio diagnóstico, 
esses foram utilizados como instrumentos de pesquisa, devendo o aluno inferir 
diagnósticos de enfermagem a partir deles. A composição dos diagnósticos de 
enfermagem presentes nos casos foi pensada a partir de estudos de acurácia 
diagnóstica. Cada caso possuía três diagnósticos de enfermagem, cada diagnóstico 
um fator relacionado e 4 características definidoras. As características definidoras 
indicadas como acuradas nos estudos foram dispostas como sinais e sintomas e 
organizadas na forma de casos clínicos. 
 
Quadro 8 - Casos clínicos construídos na primeira etapa para o instrumento pré-teste 
e pós-teste, respectivamente. 
CASO CLÍNICO 3 
S.L.B., 49 anos, sexo feminino, casada, cinco filhos, foi submetida a colecistectomia há cinco dias. 
Após a cirurgia, sua dieta foi liberada pela equipe médica, entretanto, relata pouco interesse pelos 
alimentos ofertados, sintoma presente desde antes da cirurgia, e cólica abdominal. Devido à baixa 
ingestão alimentar, na avaliação realizada pelo enfermeiro, a paciente encontra-se com peso 
corporal 20% abaixo do ideal e dificuldade de cicatrização da ferida cirúrgica. Queixa-se de diaforese 
e dor abdominal de intensidade 9, na escala numérica de dor. Ao exame físico: Consciente, orientada 
em tempo e espaço, normolínea, musculatura normotrófica, bulhas normofonéticas em 2T (BNF em 
2T), murmúrios vesiculares presentes e ausência de ruídos adventícios. Abdome plano, presença de 
incisão cirúrgica com secreção sanguinolenta e hiperemiada. Fácies de dor à palpação abdominal. 
SSVV: FC: 80 bat./min., PA: 120/80 mmHg, FR: 20 resp./min., T:36,5oC. 
Diagnóstico 1 Nutrição desequilibrada: menor que as necessidades corporais relacionada a 
ingestão alimentar insuficiente evidenciada por cólica abdominal, dor abdominal, interesse 
insuficiente pelos alimentos e peso corporal 20% ou mais abaixo do ideal. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da NANDA-I 
1. Cólica abdominal Cólica abdominal 
2. Cólica abdominal, dor 
abdominal de intensidade 9. 
Dor abdominal 
3. Pouco interesse pelos 
alimentos ofertados 
Interesse insuficiente pelos 
alimentos 
 
4. Peso corporal 20% abaixo 
do ideal 
Peso corporal 20% ou mais 
abaixo do ideal 
 
5. Peso corporal 20% abaixo 
do ideal, pouco interesse 
pelos alimentos ofertados 
 Ingestão alimentar insuficiente 
Diagnóstico 2: Integridade da pele prejudicada relacionada a nutrição inadequada evidenciada por 
alteração na integridade da pele, dor aguda, sangramento e vermelhidão. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da NANDA-I 
1. Presença de incisão 
cirúrgica 
Alteração na integridade da 
pele 
 
2. Dor abdominal de 
intensidade 9. 
Dor aguda 
3. Secreção sanguinolenta Sangramento 
81 
 
4. Cicatriz Hiperemiada Vermelhidão 
5. Peso corporal 20% abaixo 
do ideal, pouco interesse 
pelos alimentos ofertados 
 Nutrição inadequada 
Diagnóstico 3: Dor aguda relacionado a agentes lesivos evidenciado por alteração no apetite, 
autorrelato da intensidade usando escala padronizada de dor, diaforese e expressão facial de dor. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da NANDA-I 
1. Pouco interesse pelos 
alimentos ofertados 
Alteração no apetite 
2. Dor abdominal de 
intensidade 9 
Autorrelato da intensidade 
usando escala padronizada de 
dor 
 
3. Diaforese Diaforese 
4. Fácies de dor à palpação 
abdominal 
Expressão facial de dor. 
5. Colecistectomia Agentes lesivos 
Referências: CORREIA; DURAN, 2017; GUYTON; HALL, 2012; HERDMAN; KAMITSURU, 2018; 
JENSEN, 2013; PREDEBON et al., 2012; PORTO, 2012; POTTER; PERRY, 2013; RIBEIRO; 
LAGES; LOPES, 2012; SIEDEL, 2007; SMELTZER; BARE, 2011; TEIXEIRA et al., 2016; VALENTE 
et al., 2012. 
CASO CLÍNICO 4 
P.A.B., 21 anos, sexo feminino, foi internada para tratamento de asma. Sua crise asmática foi 
desencadeada após participação em uma corrida universitária de 6 km, junto com seus colegas de 
turma. Durante a entrevista de admissão, relatou para a enfermeira que está irritada, desconfortável 
fisicamente, com dificuldade de concentração e de realizar atividades rotineiras, acorda cedo demais 
e tem dificuldade em manter seu sono, devido a presença de secreções espessas, com tosse ineficaz 
para eliminá-las. Informou que têm crises frequentes de asma desde os quatro anos de idade. Ao 
exame físico: Consciente, orientada em tempo e espaço, fácies ruborizada e quente ao toque, 
cianose periférica. Em relação à ausculta pulmonar, presença de ruídos adventícios, do tipo sibilo. 
Na ausculta cardíaca, presença de bulhas normofonéticas em 2T (BNF em 2T), abdome plano, 
indolor a palpação, sem visceromegalias. Membros inferiores simétricos e sem presença de edemas. 
SSVV:FR = 28 resp./min., FC = 90 bpm., T (axilar) = 38,70 C; PA = 120/80 mmHg. 
Diagnóstico 1. Desobstrução ineficaz das vias aéreas relacionada a secreções retidas evidenciado 
por alteração na frequência respiratória, cianose, ruídos adventícios respiratórios e tosse ineficaz. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da NANDA-I 
1. FR = 28 resp./min Alteração na frequência 
respiratória 
 
2. Cianose periférica Cianose 
3. Ruídos adventícios, do 
tipo sibilo 
Ruídos adventícios 
respiratórios 
 
4. Tosse ineficaz para 
eliminar secreções 
Tosse ineficaz 
5. Presença de secreções 
espessas, com tosse ineficaz 
para eliminá-las 
 Secreções retidas 
Diagnóstico 2. Insônia relacionada a desconforto físico evidenciada por acordar cedo demais, 
alteração na concentração, alteração no humor e dificuldade em manter seu sono durante a noite. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da NANDA-I 
1. Acordar cedo demais Acordar cedo demais 
2. Dificuldade de 
concentração e de realizar 
atividades rotineiras 
Alteração na concentração 
3. Irritabilidade Alteração no humor 
4. Dificuldade em manter seu 
sono 
Dificuldade em manter seu 
sono durante a noite. 
 
5. Desconforto físico Desconforto físico 
82 
 
Diagnóstico 3. Hipertermia relacionada a atividade vigorosa evidenciada por irritabilidade, pele 
quente ao toque, pele ruborizada e taquipneia. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da NANDA-I 
1. Irritabilidade Irritabilidade 
2. Fácies quente ao toque Pele quente ao toque 
3. Fácies ruborizada Pele ruborizada 
4. FR = 28 resp./min Taquipneia 
5. Corrida de 6 km Atividade vigorosa 
Referências: AQUINO et al., 2018; BRAGA et al., 2014; CARVALHO et al., 2015; GUYTON; HALL, 
2012; HERDMAN; KAMITSURU, 2018; JENSEN, 2013; PORTO, 2012; POTTER; PERRY, 2013; 
SMELTZER; BARE, 2011; SOUSA; LOPES; SILVA, 2015. 
Fonte: Dados da pesquisa (2022) 
 
5.1.3 Construção da avaliação de nivelamento para estudantes de graduação em 
enfermagem 
 
Essa etapa foi constituída pela construção da avaliação de nivelamento dos 
estudantes de graduação em enfermagem. Foram construídas 10 questões objetivas, 
com o conteúdo apresentado de forma simples, trabalhando conceitos básicos sobre 
o tema em um formato compreensível e objetivo. Sua configuração propicia a 
resolução das questões de forma rápida por conter enunciados diretos e alternativas 
breves. 
A avaliação possui sequenciamento lógico iniciando com questões mais 
abrangentes referentes ao processo de enfermagem e elementos dos diagnósticos de 
enfermagem, até chegar no raciocínio diagnóstico e suas características. Mesmo para 
as questões contendo casos clínicos, esses possuem formado conciso com 
informações voltadas para formulação do raciocínio diagnóstico para inferência do 
rótulo. O conteúdo e a configuração das questões estão presentes no quadro 9 a 
seguir. 
 
Quadro 9 - Avaliação de nivelamento para discentes de graduação em enfermagem. 
AVALIAÇÃO DE NIVELAMENTO PARA DISCENTES DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 
SOBRE RÁCIOCÍNIO DIAGNÓSTICO 
1) Um senhor foi admitido em uma enfermaria de um hospital geral para submeter-se a uma cirurgia 
eletiva. A enfermeira responsável pela admissão do paciente coletou a história de saúde atual, 
pregressa e familiar, anotou os resultados dos exames laboratoriais e de imagem e realizou o exame 
físico geral. Com essas informações, e de acordo com a Resolução 358/2009 (COFEN, 2009), a 
enfermeira realizou a etapa do processo de enfermagem denominada: 
a) Diagnóstico 
b) Coleta de dados 
c) Avaliação 
d) Implementação 
RESPOSTA: B 
2) O Diagnóstico de Enfermagem é o julgamento clínico relativo a uma resposta humana para as 
condições de saúde/ processos de vida, ou uma vulnerabilidade para esta resposta, por um indivíduo, 
83 
 
família, grupo ou comunidade (HERDMAN; KAMITSURU, 2018). Diante desse contexto, estão 
listadas abaixo algumas características do diagnóstico, EXCETO: 
a) Uniformiza a linguagem da enfermagem 
b) Direciona a assistência de enfermagem. 
c) Possibilita uma visão concisa da assistência de enfermagem. 
d) Melhora a interação enfermeiro/paciente. 
RESPOSTA: C 
3) Logo abaixo estão listados os indicadores dos diagnósticos de enfermagem. Indique a alternativa 
que apresenta todos eles: 
a) Título, Definição, Características dominantes, Fatores de riscos, condições de risco e 
populações de risco 
b) Título, Definição, Fator determinante, Fatores relacionados/riscos, Condições associadas e 
Populações de risco; 
c) Título, Definição, Fator determinante, Fatores relacionados/riscos, Condições de risco e 
Populações geográficas. 
d) Título, Definição, Características definidoras, Fatores relacionados/riscos, Condições 
associadas e Populações de risco. 
RESPOSTA: D 
4) Com base no fragmento da Consulta de Enfermagem a seguir, assinale a alternativa com os 
Diagnósticos de Enfermagem adequados para a situação. 
 
Um homem de 47 anos de idade, aposentado, ex-tabagista, sedentário e com ensino fundamental 
incompleto, refere possuir como comorbidades Diabetes e hipertensão, procurou atendimento na 
Unidade de Saúde por apresentar fortes dores no membro inferior direito. Refere que a dor aumenta 
ao elevar a perna e ao movimentá-la e se concentra principalmente em 5º pododáctilo onde observou 
mudança da coloração do segmento, pele ressecada e fria além do aparecimento de lesão que 
aumentou de tamanho de forma rápida. A lesão apresentava-se com margens pouco definidas, com 
pontos de necrose e secreção em pequena quantidade. Ao exame físico, constatou-se peso corporal 
de 99 kg, 1,70 m de altura, índice de massa corporal (IMC) de 34,25 kg/m2 e pressão arterial de 180 
x 90 mmHg. O resultado do HGT às 07:00 foi de 125 mg/dL. 
 
a) Risco de glicemia instável, Dor aguda e Obesidade 
b) Risco de glicemia instável, Dor aguda e Sobrepeso. 
c) Dor aguda, Integridade da pele prejudicada e Obesidade 
d) Dor aguda, Integridade da pele prejudicada e Sobrepeso. 
RESPOSTA: C 
5) Com base no fragmento da Consulta de Enfermagem a seguir, assinale a alternativa com os 
Diagnósticos de Enfermagem adequados para a situação. 
 
Paciente com 23 anos, casada, ensino médio incompleto, residente da zona rural no Município de 
Pau dos Ferros-RN, sem comorbidades, etilismo ou tabagismo, deu entrada na unidade hospitalar 
da cidade. Há cerca de 3 dias sofreu uma queimadura, de 2º grau, com óleo de cozinha na região 
do Membro Superior Esquerdo, com presença de flictenas que se estende do punho até a articulação 
do cotovelo nas faces anterior e posterior. A região está apresentando hiperemia, calor e rubor e 
edema. Refere sentir muitas dores na região que não passaram com uso de analgésicos que possuía 
em casa e não consegue dormir desde então decorrente da dor e por medo de adormecer e 
machucar a lesão. Ao aferir os sinais vitais a jovem apresentava PA: 138 x 92 mmHg, FC: 98 bpm, 
FR: 22 mrpm, T: 38.5ºC e Sat: 98%. 
 
a) Insônia, Risco de lesão térmica, dor aguda; 
b) Integridade tissular prejudicada, dor aguda, Insônia; 
c) Risco de infecção, Risco de lesão térmica, Insônia; 
d) Risco de infecção, Dor aguda, Integridade tissular prejudicada. 
RESPOSTA: B 
6) De acordo com as classificações de diagnósticos de enfermagem e sua composição, julgue as 
afirmativas em verdadeiro (V) ou falso (F): 
a) Os diagnósticos de risco apresentam características definidoras como indicadores ( ) 
b) Os diagnósticos de enfermagem com foco no problema apresentam fatores de risco como 
indicadores ( ) 
84 
 
c) Os diagnóstico de síndrome são expressos por uma disposição para melhorar 
comportamentos de saúde específicos, podendo ser usados em qualquer estado de saúde 
( ) 
d) Diagnósticos de promoção da saúde apresenta fatores relacionados como indicadores ( ) 
e) Os diagnósticos de Síndrome possuem fatores relacionados e características definidoras 
como indicadores ( ) 
RESPOSTA:F, F, F, V. 
7) Avalie as alternativas a seguir e assinale aquela que representa a escrita correta do diagnóstico 
com foco no problema. 
a) Título + evidenciado por + características definidoras + relacionado a + fatores de risco. 
b) Título + evidenciado por + características definidoras + relacionado a + fatores relacionados. 
c) Título + relacionado a + fatores de risco + evidenciado por + características definidoras. 
d) Título + relacionado a + fatores relacionados + evidenciado por + características definidoras. 
RESPOSTA: D 
8) Assinale a alternativa que corresponde, respectivamente, a um Diagnóstico de Enfermagem com 
foco no problema e um Diagnóstico de Enfermagem de promoção da saúde: 
a) Dor aguda e Mobilidade física prejudicada. 
b) Risco de quedas e disposição para nutrição melhorada. 
c) Obesidade e Déficit no autocuidado para banho. 
d) Volume de líquidos excessivo e disposição para nutrição melhorada. 
RESPOSTA: D 
9) Julgue a afirmativa a seguir em verdadeira ou falsa: 
“São considerados princípios do raciocínio diagnóstico: 1) Reconhecer diagnósticos exige 
familiaridade com os próprios diagnósticos e, 2) Quando você inferir um diagnóstico, fundamente-o 
com evidências.” 
Essa afirmativa é: 
a) Verdadeira 
b) Falsa 
RESPOSTA: A 
10) O raciocínio diagnóstico de Gordon apresenta algumas etapas. Assinale a afirmativa que 
apresenta todas as essas etapas: 
a) Coleta de dados, interpretação e agrupamento. 
b) Coleta de dados, agrupamento e avaliação. 
c) Coleta de dados, interpretação, agrupamento e denominação. 
d) Coleta de dados, agrupamento, avaliação, denominação do agrupamento. 
RESPOSTA: C 
Fonte: Dados da pesquisa (2022) 
 
5.2 ANÁLISE DE CONTEÚDO DOS CENÁRIOS CLÍNICOS POR JUÍZES 
 
 Essa etapa será responsável por apresentar os resultados da análise dos juízes 
frente aos cenários de simulação 1 e 2 apresentados anteriormente. Esses cenários 
foram inseridos em um formulário no Google forms e enviados por e-mail aos juízes. 
5.2.1 Caracterização dos juízes 
 
Os juízes que participaram da análise de conteúdo dos cenários foram 
inicialmente caracterizados. A amostra foi de 45 juízes, sendo apenas sete do sexo 
masculino (15,5%), com média de 30 anos de idade. No tocante a maior titulação, 
obteve-se que 11 (24,4%) eram discentes de graduação em enfermagem, 6 (13,3%) 
possuíam apenas a graduação, 3 (6,7%) eram especialistas, 11 (24,4%) eram 
mestres, 10 (22,2%) doutores e 4 (8,9%) possuíam pós-doutorado. Segundo a 
85 
 
classificação de Benner, Tanner e Chesla (2009), adaptado por Diniz (2017), 15 juízes 
foram classificados como iniciantes (33,3%), 14 iniciantes avançados (31,1%), 8 
competentes (17,8) e 8 proficientes (17,8). Nenhum dos juízes obteve a classificação 
de experientes. 
Concernente aos graduandos de enfermagem, 10 (90,9%) eram de 
Universidade pública e um de uma universidade privada. Esses estavam em sua 
maioria no 8º período (73%), dois cursavam o 9º período (18%) e um o 6º período 
(9%). Todos responderam já possuir contato com a simulação durante a graduação. 
No que diz respeito a origem das instituições de ensino superior dos juízes que já 
possuíam formação como enfermeiros, essas foram variadas e contemplando 
diversos estados, dentre elas: Estácio/FATERN (RN), Universidade Federal de Minas 
Gerais (MG), Universidade Estadual de Minas Gerais (MG), Associação Caruaruense 
de Ensino Superior e Técnico (ASCES – UNITA/PE), Universidade Federal do Ceará 
(CE), Universidade Federal da Paraíba (PB), Universidade Estadual da Paraíba (PB), 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (RS), Universidade Federal do Rio Grande 
do Norte (RN), Universidade Federal de São João Del-Rei (MG), Universidade Gama 
Filho (RJ) e Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). 
No que tange a área de atuação profissional, esses poderiam considerar mais 
de uma alternativa, haja vista que o mesmo profissional pode atuar em áreas 
diferentes. Dessa forma, os 34 juízes que já possuíam ensino superior completo, 
atuavam nas seguintes áreas: 17 (50%) estavam na assistência, 20 faziam parte da 
docência (59%), 19 (56%) atuavam na pesquisa, seis na gestão (18%) e quatro eram 
bolsistas de pós-graduação em enfermagem, atuando também na pesquisa (12%). 
Referente a execução de estudos, também foi permitido a escolha de mais de 
uma alternativa, dentre as opções estavam desenvolvimento de estudos envolvendo 
sistemas de classificação em enfermagem, diagnóstico de enfermagem, simulação 
clínica, mapas conceituais e outros tipos de estratégias educativas em enfermagem. 
O diagnóstico de enfermagem foi o que concentrou o maior número de resultados 
correspondendo a 66,7% da área de concentração dos juízes, logo depois estratégias 
educativas em enfermagem com 46,7%, sistemas de classificação em enfermagem 
com 37,8% das respostas, simulação clínica com 24,4% e mapas conceituais com 
apenas 2,2%. 
86 
 
5.2.2 Análise dos cenários simulados por juízes 
 
Nesta etapa, cada juiz foi convidado a analisar os cenários de simulação, bem 
como, os casos que integram esses cenários permitindo aos mesmos acrescentar 
sugestões nos conteúdos que envolve a simulação ou no raciocínio diagnóstico 
esperado. Ademais, esses avaliaram a acurácia das características definidoras para 
os diagnósticos propostos em cada caso. 
Inicialmente, esses fizeram uso da Escala Likert com variação de 1 a 5, em que 
1, indicava a não adequação do cenário; 2, pouquíssimo adequado; 3, razoavelmente 
adequado; 4, consideravelmente adequado; 5, muito adequado. Para cada item o 
avaliador também poderia inserir sugestões, além de realizar o julgamento pela 
escala. Essa possibilidade foi criada com o intuito de identificar o maior número de 
informações e melhorias para o cenário. As opções “inadequado” e “pouco adequado” 
não foram selecionadas para esse cenário. O detalhamento da avaliação do cenário 
de simulação 1 está disposto na tabela 2. 
 
Tabela 2 - Avaliação do cenário simulado 1 segundo os juízes a partir da Escala Likert. 
Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 2022 
CENÁRIO 1 JULGAMENTO 
Item 
Muito adequado Adequado 
Razoavelmente 
adequado 
N % N % N % 
Detalhamento do ambiente 22 (48,9%) 21 (46,7%) 2 (4,4%) 
Descrição do caso 28 (62,2%) 15 (33,3%) 2 (4,4%) 
Orientação para o aluno 28 (62,2%) 15 (33,3%) 2 (4,4%) 
Orientações para o paciente 22 (48,9%) 21 (46,7%) 2 (4,4%) 
Diálogo 22 (48,9%) 17 (37,8%) 6 (13,3%) 
Informações no prontuário 27 (60,0%) 15 (33,3%) 3 (6,7%) 
Fonte: Dados da pesquisa (2022) 
 
Relacionado ao detalhamento do ambiente, os avaliadores consideraram esse 
muito adequado (48,9%) e adequado (46,7%) para a aplicação. Apenas 4,4 % desses 
classificaram o detalhamento do ambiente como razoavelmente adequado. Dessa 
forma, alterações foram realizadas de acordo com as sugestões descritas pelos 
avaliadores. Essas são oriundas principalmente sobre a mudança do título do cenário, 
retirando o termo médico pancreatite aguda (CID 10 - K85) para alterações 
pancreáticas. Solicitaram também a substituição do termo “objetivos” para “objetivos 
da aprendizagem”. Além disso, sugeriram a redução do número de alunos por cenário 
para até 10, considerando que a simulação bem como o debriefing poderiam ficar 
comprometidos com um quantitativo maior de alunos. Ademais, a inserção de mais 
87 
 
materiais para compor o cenário, a exemplo, do microfone para melhorar a qualidade 
do som durante a cena. 
Com relação a descrição dos casos, os juízes em sua maioria avaliaram como 
muito adequado (62,2%). Esses solicitaram a inserção de informações sobre as 
eliminações fisiológicas, o tempo de início dos sintomas de dores e perda de peso, 
além do valor de saturação de oxigênio. 
Relacionado às orientações direcionadas ao aluno, esses também julgaram 
em sua maioria o item como muito adequado (62,2%) e adequado (33,3%). Os juízes 
acreditam que os dados relacionados ao exame físico deveriam seromitidos e 
descritos apenas aqueles os que o manequim de média fidelidade não conseguisse 
reproduzir. O caso completo estaria apenas disponível para os demais alunos e no 
prontuário, neste caso, aluno que estava participando da simulação deveria procurar 
essas informações caso achasse necessário. 
Relacionado às orientações para o paciente, esse item recebeu a avaliação 
de 48,9% como muito adequado e 46,7% como adequado. Sugeriu-se destacar quem 
seria esse paciente dentro do cenário. Por não conter essa informação surgiram 
algumas indagações e recomendações relacionadas a esse item, principalmente, 
relacionadas a redução dos termos técnicos caso esse não fosse um profissional da 
área da saúde. Assim, foi elucidado no instrumento a informação que esse ator-
paciente é um participante, enfermeiro e treinado. Foi esclarecido também onde 
estava localizada a dor, além de informar que a paciente já havia sido medicada com 
analgésico endovenoso, porém continuava com os sintomas. 
Concernente ao diálogo, os avaliadores concentraram suas avaliações em 
muito adequado (48,9%) e adequado (37,8%). Entretanto, a porcentagem atribuída 
para razoavelmente adequado subiu para 13,3%. Isso aconteceu principalmente, pela 
omissão da informação sobre o participante simulado no cenário. Todavia, foram 
inseridos questionamentos sobre as eliminações intestinais e vesicais, relação da dor 
com a ingestão de alimentos e sobre a posologia da medicação de uso contínuo. Vale 
ressaltar que aqui o paciente-ator recebeu todas as informações escritas do caso 
clínico, bem como, todo o cenário estruturado, por esses motivos, os questionamentos 
se apresentavam mais gerais. 
Nas informações disponíveis no prontuário do paciente foram adicionados 
dados sobre a frequência das eliminações fisiológicas, posologia do medicamento de 
uso diário, registro sobre alergias e uma sucinta prescrição médica. As avaliações 
88 
 
sobre esse item concentraram-se principalmente no julgamento muito adequado 
(60%). 
Na tabela 3 está exposta a avaliação dos juízes com relação aos diagnósticos 
propostos de acordo com a Escala de acurácia diagnóstica de enfermagem para o 
cenário de simulação 1. 
 
Tabela 3 - Avaliação dos diagnósticos do caso clínico do cenário de simulação 1 
segundo a Escala de acurácia diagnóstica de enfermagem. Natal, Rio Grande do 
Norte, Brasil, 2022 
CASO CLÍNICO 1 
Dor Aguda 
Alta/Moderada Baixa/Nula 
N % N % 
Há pistas 45 (100%) 0 (0%) 
Relevância 45 (100%) 0 (0%) 
Especificidade 44(97,8%) 1(2,2%) 
Coerência 45 (100%) 0 (0%) 
Manutenção do diagnóstico 45 (100%) 0 (0%) 
Coeficiente S: 0,982 IC: 0.947 - 1.000 p < 0.001 
Padrão Respiratório Ineficaz 
Alta/Moderada Baixa/Nula 
N % N % 
Há pistas 45 (100%) 0 (0%) 
Relevância 45 (100%) 0 (0%) 
Especificidade 42 (93,3%) 3 (9,7%) 
Coerência 45 (100%) 0 (0%) 
Manutenção do diagnóstico 44(97,8%) 1 (2,2%) 
Coeficiente S: 0,931 IC: 0.873 - 1.000 p < 0.001 
Nutrição desequilibrada 
Alta/Moderada Baixa/Nula 
N % N % 
Há pistas 43 (95,6%) 2 (4,4%) 
Relevância 42 (93,3%) 3 (6,7%) 
Especificidade 39 (86,7%) 6 (13,3%) 
Coerência 41 (91,1%) 4 (8,9%) 
Manutenção do diagnóstico 42 (93,3%) 3 (6,7%) 
Coeficiente S: 0,703 IC: 0.624 - 0.768 p < 0.001 
Fonte: Dados da pesquisa (2022) 
 
De acordo com a tabela 3, o caso clínico do cenário 1 apresentou proporção 
aceitável entre os juízes, considerando o valor adotado de 0,65. O diagnóstico 1 
(S:0,982) foi mantido sem alterações em suas características ou escrita. Ao 
diagnóstico 2 (S:0,931) foi solicitado a inserção da expressão “para respirar” a 
característica “uso da musculatura acessória para respirar”, pois não estava descrita. 
O diagnóstico 3 (S:0,703), foi o que apresentou maiores porcentagens em relação ao 
julgamento “baixa/nula”. Dessa forma, apesar de mantida a escrita relacionada ao 
diagnóstico e seus indicadores, foram realizadas melhorias para a sua manutenção 
tendo em vista sua relevância no caso apresentado. Assim, a pesquisadora 
89 
 
incrementou o caso com dados clínicos relevantes, no intuito de aprimorar o raciocínio 
diagnóstico na determinação desse DE. 
Assim, o resultado dos ajustes realizados no cenário de simulação 1, após 
avaliação dos juízes estão descritos no quadro 10. 
 
Quadro 10 - Cenário de simulação 1 após avaliação dos juízes. 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM 
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 
CENÁRIO DE SIMULAÇÃO 1 
Título do cenário: Assistência de enfermagem ao usuário com alterações pancreáticas na 
enfermaria clínica. 
Público-alvo: Discentes do curso de graduação em enfermagem. 
Tipo de simulador: Simulação clínica (atores + manequim de média fidelidade) 
Roteiro da simulação 
1. PRÉ-REQUISITO 
● Ter conhecimento de fisiologia e anatomia humana. 
● Ter conhecimento em semiologia e semiotécnica aplicada ao adulto. 
● Ter participado das aulas sobre raciocínio diagnóstico em enfermagem segundo a NANDA-
Internacional. 
2. CRONOGRAMA: 
● Duração do Briefing: 10 minutos 
● Duração do Cenário: 20 minutos 
● Duração do Debriefing: 30 minutos 
● Número de alunos: 10 
3. OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM 
● Vivenciar situações de manejo e assistência de enfermagem ao adulto acometido por 
desordem pancreática no contexto hospitalar. 
● Empregar a avaliação clínica simulada, utilizando os métodos propedêuticos. 
● Desenvolver o raciocínio diagnóstico em enfermagem ao adulto em situações clínicas por 
meio da simulação clínica e dos mapas conceituais. 
4. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES 
● Aplicação da comunicação e relacionamento terapêutico; 
● Utilização da anamnese e dos métodos propedêuticos para o reconhecimento das 
características fisiológicas e não fisiológicas no adulto acometido por pancreatite; 
● Realização do raciocínio diagnóstico em enfermagem. 
5. DESCRIÇÃO DO CASO 
T. M. A, sexo feminino, solteira, 38 anos, natural de Mossoró/RN. Compareceu à Unidade de Pronto 
Atendimento de Natal/RN, com queixa de dores de forte intensidade na região abdominal há 
aproximadamente três dias. É hipertensa e nega tabagismo e etilismo. Refere perda de peso e falta 
de apetite desde o início dos sintomas há cerca de 3 dias, pois sente dores abdominais ao se 
alimentar. Recentemente, foi transferida para o Hospital Universitário. Nas últimas 6 horas, a dor se 
intensificou em região epigástrica e mesogástrica, sendo pontuada na escala numérica de dor em 
8/10. Apresenta comportamento protetor, fácies de dor, posição antálgica e dispneia. Foi 
diagnosticada pelo médico com pancreatite aguda de causa idiopática. Ao exame físico: consciente, 
orientada, em uso de catéter nasal, tipo óculos, em 3L de oxigênio, acianótica, anictérica, hipocorada 
(2+/4+), desidratada (2+/4+) e emagrecida. AP: Murmúrios vesiculares presentes, ausência de ruídos 
adventícios, padrão respiratório aumentado e uso da musculatura acessória. AC: BNF em 2T, sem 
presença de sopros, pulsos periféricos palpáveis e ritmo cardíaco regular. Abdome distendido, 
timpânico, doloroso à palpação, com ruídos intestinais hiperativos, sem presença de 
visceromegalias. Eliminações vesicais presentes em pouca quantidade no banheiro e intestinais 
ausentes no dia. Sinal de Jobert e Murphy ausentes. Ausência de edema nos membros inferiores. 
SSVV: FR= 29 irpm; FC: 104 bpm; T= 36,5ºC; PA= 130x90 mmHg, Sat: 98%. 
6. ORIENTAÇÕES PARA O ALUNO 
6.1 Enfermeiro: 
90 
 
Você é enfermeiro do Hospital Universitário e acaba de receber o plantão. Em meio aos pacientes 
internados no setor, encontra-se a paciente T. M. A, que deu entrada nesse hospital sendo 
transferida da Unidade de Pronto Atendimento. Ao realizar a passagem de visita no início do seu 
plantão, a paciente relata perda de peso e baixo apetite, devido às fortes dores abdominais e relatode intensificação da dor nas últimas 6 horas. Apresenta comportamento protetor, fáceis de dor, 
posição antálgica e dispneia. Considere os seguintes parâmetros para a paciente: consciente, 
orientada, em uso de cateter nasal, tipo óculos, em 3L de oxigênio, acianótica, anictérica, hipocorada 
(2+/4+), desidratada (2+/4+) e emagrecida. AP: padrão respiratório aumentado e uso da musculatura 
acessória. AC: pulsos periféricos palpáveis, ritmo cardíaco regular. Abdome distendido, timpânico, 
doloroso a palpação, sem presença de visceromegalias. Eliminações vesicais presentes em pouca 
quantidade no banheiro e intestinais ausentes no dia. Sinal de Jobert e Murphy ausentes. Ausência 
de edema nos membros inferiores. SSVV: FR= 29 irpm; FC: 104 bpm; T= 36,5ºC; PA= 130x90 
mmHg, sat: 98%. 
Realize a anamnese e o exame físico do paciente em questão e depois elenque os possíveis 
diagnósticos segundo a taxonomia da NANDA-Internacional versão 2018-2020. Deixa-se claro que 
o objetivo dessa simulação é o processo de aprendizagem e o desenvolvimento do raciocínio 
diagnóstico. Assim, nenhuma atividade será utilizada como método avaliativo. 
7. ORIENTAÇÕES PARA O PACIENTE SIMULADO 
7.1 Para o paciente simulado: Participante treinado do grupo Práticas Assistenciais e 
Epidemiológicas em Saúde e Enfermagem (PAESE). 
Você é a paciente T. M. A., 38 anos, natural de Mossoró/RN. Relata que veio para o Hospital 
Universitário encaminhada da Unidade de Pronto Atendimento referindo forte dor na barriga há 
alguns dias. É hipertensa, porém não fuma nem apresenta hábito etilista. No momento refere perda 
de peso, falta de apetite há três dias e nível de dor em uma escala de 8/10. Foi diagnosticada pelo 
médico com pancreatite aguda de causa idiopática. Encontra-se internada na enfermaria, esperando 
a sua acompanhante retornar do café da manhã. Está com cateter nasal tipo óculos e apresentando 
comportamento protetor, fácies de dor, posição antálgica e dificuldade para respirar. Caso o aluno 
examine o abdome, referir dor a palpação em região epigástrica e mesogástrica. Já foi medicada 
com 1 grama de dipirona, por via endovenosa, há cerca de 40 minutos, mas sem melhoras. 
7.1.1 Possíveis questionamentos: 
● Como você está se sentindo? Estou me sentindo mal, pois sinto muita dor na barriga e 
dificuldade para respirar. 
● Está conseguindo ir ao banheiro fazer suas necessidades? Sim, consegui ir hoje pela 
manhã, consegui urinar, porém pouco, mas sem dor e eliminações intestinais só consegui 
fazer ontem, porque não estou me alimentando, nem bebendo água. 
● Há quanto tempo está sentindo essa dor na barriga? A dor começou há uns três dias e 
não passou mais. 
● A dor piora quando se alimenta? Sim, depois das refeições ela piorava bastante. 
● Apresenta alguma outra doença? Sou hipertensa e uso losartana 50 mg uma vez ao dia 
pela manhã. 
● Você consome bebidas alcoólicas ou possui hábito de fumar? Não, nunca consumi 
bebidas alcoólicas e nem fumei. 
● Desde quando não consegue se alimentar direito? Há três dias, devido às dores. 
● Como se alimentava? A alimentação era muito “desregrada” com alimentos gordurosos. 
● Alguém na sua família já teve algum problema parecido? Não, ninguém na minha família 
teve esse problema. 
● Desde quando você sente dificuldade para respirar? Comecei a sentir isso quando a dor 
na barriga foi ficando mais forte. 
● Já havia sentido isso anteriormente? Não, não havia sentido isso antes. 
● Nível de instrução? Ensino médio incompleto, não trabalho. 
● Realizou cirurgias anteriores? Não 
OBS: Caso ocorra outros questionamentos, o ator deverá responder “não sei” ou “estou muito 
cansado”. Caso o aluno fuja do tema, o ator pode direcionar para a temática do caso. 
7.2 Manequim de média fidelidade: 
Adulto encontra-se consciente, em uso de cateter nasal tipo óculos em 3L, acianótica, anictérica, 
hipocorada (2+/4+), desidratada (2+/4+) e emagrecida. AP: Murmúrios vesiculares presentes, 
ausência de ruídos adventícios, padrão respiratório aumentado e uso da musculatura acessória. AC: 
BNF em 2T, sem presença de sopros, pulsos periféricos palpáveis, ritmo cardíaco regular. Avaliação 
abdominal: ruídos intestinais hiperativos. FR= 29 irpm; FC: 104 bpm; T= 36,5ºC; PA= 130x90 mmHg, 
sat: 98%. 
91 
 
8. POSSÍVEIS DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM: 
8.1 Dor aguda relacionada a agente biológico lesivo evidenciado por alteração no apetite, autorrelato 
da intensidade usando escala padronizada da dor, comportamento protetor, expressão facial de dor 
e posição para aliviar a dor. 
8.2 Padrão respiratório ineficaz relacionado a dor evidenciado por dispneia, padrão respiratório 
anormal, taquipneia e uso da musculatura acessória para respirar 
8.3 Nutrição desequilibrada: menor que as necessidades corporais relacionado a ingestão 
alimentar insuficiente evidenciado por dor abdominal, interesse insuficiente pelos alimentos, 
membranas e mucosas pálidas e ruídos intestinais hiperativos. 
9. MATERIAIS NECESSÁRIOS 
MATERIAIS QUANTIDADE 
Álcool 1 unidade com 500 ml 
Algodão 1 pacote 
Abaixador de língua 8 unidades 
Biombo 2 unidades 
Câmera filmadora Sony HDR-CX405 Handycam 1 unidade 
Caixa de Som amplificadora 1 unidade 
Cateter nasal tipo óculos; 1 unidade 
Estetoscópio Littmann Classic II 1 adulto 
Esfigmomanômetro aneroide Premium 1 adulto 
Fita métrica 1 unidade 
Fluxometro 1 unidade 
Impressos dos cenários 2 cópias 
Lanterna clínica 1 unidade 
Lençóis 4 unidades 
Livro da NANDA-Internacional versão 2018-2020 10 unidades 
Lixeiras 2 unidades 
Luvas de procedimento 2 caixas 
Maca 1 unidade 
Manequim de média fidelidade NursingAnne® 1 unidade 
Microfone de Lapela, modelo Yoga EM-6 2 unidades 
Microfone JWL 1 unidade 
Pia 1 unidade 
Projetor 1 unidade 
Prontuário 1 unidade 
Rede de gases impressa 1 unidade 
Termômetro digital 1 unidade 
Tripé para câmera 1 unidade 
10. PARTICIPANTES: 
● 1 ator que fará o papel do paciente; 
● 1 estudantes voluntários para o papel do Enfermeiro. 
11. INFORMAÇÕES DO PRONTUÁRIO 
____/____/____. Paciente em 1º DIH com diagnóstico de pancreatite aguda idiopática compareceu 
a unidade do Hospital Universitário, proveniente da Unidade de Pronto Atendimento de Natal/RN. 
Relatou dor em região abdominal há aproximadamente três dias com forte intensidade, sendo 
pontuada na escala numérica de dor em 8/10. Relata ser hipertensa e nega tabagismo e etilismo. 
Refere perda de peso e falta de apetite desde o início dos sintomas há cerca de 3 dias, pois sente 
dores abdominais ao se alimentar. Apresenta comportamento protetor, fáceis de dor, posição 
antálgica e dispneia. Ao exame físico: consciente, orientada, em uso de cateter nasal, tipo óculos, 
em 3L de oxigênio, acianótica, anictérica, hipocorada (2+/4+), desidratada (2+/4+) e emagrecida. AP: 
Murmúrios vesiculares presentes, ausência de ruídos adventícios, padrão respiratório aumentado e 
uso da musculatura acessória. AC: BNF em 2T, sem presença de sopros, pulsos periféricos 
palpáveis, ritmo cardíaco regular. Abdome distendido, timpânico, doloroso a palpação com ruídos 
92 
 
intestinais hiperativos, sem presença de visceromegalias. Eliminações vesicais presentes em pouca 
quantidade no banheiro e intestinais ausentes no dia. Sinal de Jobert e Murphy ausentes. Ausência 
de edema nos membros inferiores. SSVV: FR= 29 irpm; FC: 104 bpm; T= 36,5ºC; PA= 130x90 
mmHg. Antecedentes familiares: pai e mãe sem histórico de comorbidades. Cirurgias e internações 
anteriores: Nega. Medicação em uso: Faz uso diariamente de Losartana 50mg, pela manhã. Nega 
alergias. 
Em dieta zero até segunda ordem, prescrição médica de 2.000 ml de solução fisiológica a 0,9%, por 
via endovenosa para as 24 horas, 1 grama de dipirona por via endovenosa, de 6/6 horas, Tramal 
50mg/ml, de 8/8 horas, por via endovenosa em caso de dor refratária a dipirona e bromoprida 5 
mg/ml, de 8/8 horas, por via endovenosa em caso de náuseas ou vômitos. 
11. DEBRIEFING: 
Estágio emocional: 
Como você se sentiuatendendo esse paciente simulado? 
Estágio descritivo: 
Você poderia descrever o quadro clínico do paciente em especial os principais problemas 
encontrados? 
Estágio avaliativo: 
Quais ações você considerou positivas? 
Estágio analítico: 
O que você faria de diferente se tivesse outra oportunidade? 
Estágio conclusivo: 
O que você leva de aprendizado dessa experiência para sua prática clínica futura? 
Planejamento de ações: 
Quais ações irá desempenhar com base no que aprendeu hoje? 
RERERÊNCIAS: CORREIA; DURAN, 2017; GIBBS, 1988; GUYTON; HALL, 2012; HERDMAN; 
KAMITSURU, 2018; INACSL, 2016; JENSEN, 2013; KANEKO; LOPES, 2019; PORTO, 2012; 
POTTER; PERRY, 2013; PREDEBON et al., 2012; SEGANFREDO et al., 2017; SIEDEL, 2007; 
SMELTZER; BARE, 2011; TEIXEIRA et al., 2016; VALENTE et al., 2012; VIEIRA et al., 2019. 
Fonte: Dados da pesquisa (2022) 
 
No que se refere ao cenário de simulação 2, as opções “pouco adequado” e 
“inadequado” também não foram selecionadas para esse cenário. O detalhamento da 
avaliação do cenário de simulação 2, segundo os juízes, está disposto na tabela 4. 
 
Tabela 4 - Avaliação do cenário simulado 2 segundo os juízes a partir da Escala Likert. 
Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 2022 
CENÁRIO 2 JULGAMENTO 
Item 
Muito adequado Adequado 
Razoavelmente 
adequado 
n % N % N % 
Detalhamento do ambiente 22 (48,9%) 23 (51,1%) 0 (0,0%) 
Descrição do caso 27 (60,0%) 15 (33,3%) 3 (6,7%) 
Orientação para o aluno 30 (66,7%) 13 (28,9%) 2 (4,4%) 
Orientações para o paciente 26 (57,8%) 14 (31,1%) 5 (11,1%) 
Diálogo 25 (56,6%) 16 (35,6%) 4 (8,9%) 
Informações no prontuário 30 (66,7%) 15 (33,3%) 0 (0,0%) 
Fonte: Dados da pesquisa (2022) 
 
No cenário de simulação 2, as sugestões foram semelhantes aquelas do 
cenário anterior, principalmente no que se refere ao detalhamento do ambiente. Nesse 
âmbito, os avaliadores concentraram suas avaliações em muito adequado (48,9%) e 
93 
 
adequado (51,1%). As sugestões partiram inicialmente da mudança no título do termo 
médico “insuficiência cardíaca” para “disfunções cardíacas”. Foi solicitado também a 
substituição de “objetivos” para “objetivos da aprendizagem”. Assim como no cenário 
anterior, foi reduzido o número de alunos por simulação e inserido novos materiais 
para compor o cenário. 
Com relação a descrição dos casos, os juízes sugeriram a inserção de valor 
de saturação de oxigênio e modificação do termo “insuficiência cardíaca congestiva” 
por insuficiência cardíaca, visto que o primeiro está em desuso. Isto posto, a avaliação 
possuiu valores de 60% para muito adequado, 33,3 % para adequado e apenas 6,7% 
para razoavelmente adequado. 
Relacionado às orientações direcionadas ao aluno, as apreciações foram 
muito adequado (66,7%) e adequado (28,9%) e reafirmam a importância da omissão 
dos dados que podem ser identificados pelo aluno por meio da anamnese e exame 
físico durante a simulação. 
No que diz respeito às orientações para o paciente, surgiu a mesma 
preocupação em relação a supressão da informação relacionada ao paciente. Do 
mesmo modo, foi levantado a importância de reduzir os termos técnicos em caso do 
participante ser um leigo. Destarte, foi inserida de maneira mais esclarecedora essa 
informação no cenário de simulação 2. Diante disso, a proporção de razoavelmente 
adequado no cenário foi de 11,1%. 
Concernente ao diálogo, os avaliadores solicitaram a inserção de 
questionamentos sobre eliminações intestinais e vesicais, inserir também possíveis 
perguntas sobre fatores que promovem alívio ou aumento do desconforto respiratório. 
Assim como no cenário anterior, foram adicionadas informações relacionadas a 
posologia das medicações de uso contínuo. Como abordado previamente, a forma de 
escrita do diálogo também foi questionada culminando em uma avaliação de 56,6% 
para muito adequado, 35,6% para adequado e 8,9% em razoavelmente adequado. 
Nas informações disponíveis no prontuário do paciente, foram adicionadas as 
eliminações fisiológicas, posologia do medicamento de uso diário e nível de saturação 
de oxigênio. Foi requerido também a inserção de exames complementares, inclusive 
alguns de alta complexidade, entretanto, não foi introduzida essas informações, visto 
que, poderia comprometer a compreensão dos alunos que ainda não entraram em 
contato com esse conteúdo. Mesmo diante dessas solicitações, as avaliações se 
agruparam em muito adequado (66,7%) e adequado (33,3%). 
94 
 
Na tabela 5 está exposta a avaliação dos juízes com relação aos diagnósticos 
propostos de acordo com a Escala de acurácia diagnóstica de enfermagem para o 
cenário de simulação 2. 
 
Tabela 5 - Avaliação dos diagnósticos do caso clínico do cenário de simulação 2 
segundo a Escala de acurácia diagnóstica de enfermagem. Natal, Rio Grande do 
Norte, Brasil, 2022 
CASO CLÍNICO 2 
Débito cardíaco diminuído 
Alta/Moderada Baixa/Nula 
N % n % 
Há pistas 45 (100%) 0 (0%) 
Relevância 44(97,8%) 1(2,2%) 
Especificidade 44(97,8%) 1(2,2%) 
Coerência 44(97,8%) 1(2,2%) 
Manutenção do diagnóstico 44(97,8%) 1(2,2%) 
Coeficiente S: 0,929 IC: 0.911 - 1.000 p < 0.001 
Volume de líquidos 
excessivos 
Alta/Moderada Baixa/Nula 
N % n % 
Há pistas 44(97,8%) 1(2,2%) 
Relevância 42 (93,3%) 3 (6,7%) 
Especificidade 43 (95,6%) 2 (4,4%) 
Coerência 42 (93,3%) 3 (6,7%) 
Manutenção do diagnóstico 43 (95,6%) 2 (4,4%) 
Coeficiente S: 0,827 IC: 0.787 – 0.877 p < 0.001 
Padrão respiratório ineficaz 
Alta/Moderada Baixa/Nula 
N % n % 
Há pistas 45 (100%) 0 (0%) 
Relevância 45 (100%) 0 (0%) 
Especificidade 45 (100%) 0 (0%) 
Coerência 45 (100%) 0 (0%) 
Manutenção do diagnóstico 45 (100%) 0 (0%) 
Coeficiente S: 1,000 IC: 1.000 – 1.000 p < 0.001 
Fonte: Dados da pesquisa (2022) 
 
De acordo com a tabela 5, o cenário clínico 1, apresentou proporção aceitável 
para os juízes em relação aos seus casos clínicos. O diagnóstico 1 (S:0,929), 
inicialmente possuía como fator relacionado “alteração na contratilidade cardíaca”, 
entretanto, esse foi modificado porque o caso não possuía exames diagnósticos de 
alta complexidade que evidenciasse esse achado. A característica “fadiga” também 
foi retirada, por essa ser um indicador comum, além de um rótulo diagnóstico, assim 
sua manutenção poderia causar equívocos no raciocínio diagnóstico. 
O diagnóstico 2 (S:0,827) foi mantido sem alterações em seus indicadores, 
entretanto, foram realizadas melhorias na escrita do caso clínico que aprimorou a 
apresentação dos seus indicadores. Já o último diagnóstico (1,000), não apresentou 
avaliações baixa/nula em nenhum dos seus itens, mantendo sua escrita sem 
95 
 
alterações. Assim, o resultado dos ajustes realizados no cenário de simulação 2 após 
avaliação dos juízes estão descritos no quadro 11. 
 
Quadro 11 - Cenário de simulação 2 após avaliação dos juízes. 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM 
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 
CENÁRIO DE SIMULAÇÃO 2 
Título do cenário: Assistência de enfermagem ao usuário com disfunções cardíacas na enfermaria 
clínica. 
Público-alvo: Discentes do curso de Graduação em enfermagem 
Tipo de simulador: Simulação clínica (atores + manequim de média fidelidade) 
Roteiro da simulação 
1. PRÉ-REQUISITO 
● Ter conhecimento de fisiologia e anatomia humana. 
● Ter conhecimento em semiologia e semiotécnica aplicada ao adulto. 
● Ter participado das aulas sobre raciocínio diagnóstico em enfermagem segundo a NANDA-
Internacional. 
2. CRONOGRAMA: 
● Duração do Briefing: 10 minutos 
● Duração do Cenário: 20 minutos 
● Duração do Debriefing: 30 minutos 
● Número de alunos: 10 
3. OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM 
● Vivenciar situações de manejo e assistência de enfermagem ao adulto acometido por 
disfunções cardíacas no contexto hospitalar 
● Empregara avaliação clínica simulada, utilizando os métodos propedêuticos. 
● Desenvolver o raciocínio diagnóstico em enfermagem ao adulto em situações clínicas por 
meio da simulação clínica e dos mapas conceituais. 
4. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES 
● Aplicação da comunicação e relacionamento terapêutico; 
● Utilização da anamnese e dos métodos propedêuticos para o reconhecimento das 
características fisiológicas e não fisiológicas no adulto acometido por disfunções cardíacas; 
● Realização do raciocínio diagnóstico em enfermagem. 
5. DESCRIÇÃO DO CASO 
M.R.C., 50 anos, sexo feminino, viúva, natural de Natal. Deu entrada no pronto socorro do Hospital 
dos Pescadores, apresentando dor torácica constante (7/10 na escala numérica de dor), irradiada 
para a região dorsal. Foi transferida para o Hospital Universitário há 3 dias, devido quadro de 
Insuficiência Cardíaca. Hipertensa, em uso das medicações: losartana potássica, hidroclorotiazida e 
ácido acetilsalicílico. Refere não seguir as orientações médicas quanto a redução da ingesta de 
alimentos ricos em sódio. Atualmente apresenta quadro de fadiga, ortopneia e dificuldade de respirar. 
Ao exame físico: estado geral regular, consciente, orientada, em uso de máscara de venturi à 50%, 
acianótica, anictérica, hipocorada (2+/4+), pele fria, úmida e com pouca elasticidade. AP: Presença 
de estertores em região de base pulmonar, padrão respiratório aumentado e sons respiratórios 
diminuídos em todo o tórax. AC: ictus cordis palpável, pulso filiforme, bulhas arrítmicas, hipofonéticas 
e reflexo hepato-jugular positivo. Abdômen globoso, com presença de edema (+2/+4), ruídos 
intestinais normais, sem presença de visceromegalias. Edema em MMII, de intensidade +3/+4 no 
sinal de cacifo. Eliminações vesicais e intestinais presentes. SSVV: FR= 27 irpm; FC: 137 bpm; T= 
36,3ºC; PA= 110x72 mmHg, Sat: 97%. 
6. ORIENTAÇÕES PARA O ALUNO 
6.1 Enfermeiro: 
Você é enfermeiro do Hospital Universitário que acompanhará o paciente M.R.C, com 50 anos com 
quadro de insuficiência cardíaca internada há três dias. Refere ser hipertensa, fazer uso de 
medicações e ingerir alimentos ricos em sódio. Atualmente, apresenta quadro de ortopneia e 
dificuldade de respirar. Ao exame físico apresenta-se: estado geral regular, consciente, orientada, 
em uso de máscara de venturi a 50%, acianótica, anictérica, hipocorada (2+/4+), pele fria, úmida e 
com pouca elasticidade. Na ausculta pulmonar e cardíaca apresenta alterações, além de alterações 
96 
 
no pulso e presença de reflexo hepato-jugular positivo. Abdômen globoso, com presença de edema 
(+2/+4), ruídos intestinais normais, sem presença de visceromegalias. Edema em MMII, de 
intensidade +3/+4 no sinal de cacifo. Considere os seguintes parâmetros: SSVV: FR= 27 irpm; FC: 
137 bpm; T= 36,3ºC; PA= 110x72 mmHg, Sat: 97%. 
Realize a anamnese e o exame físico do paciente em questão com ênfase no aparelho 
cardiorrespiratório e abdominal. Depois, elenque os possíveis diagnósticos segundo a taxonomia da 
NANDA-Internacional. Deixa-se claro que o objetivo dessa simulação é o processo de aprendizagem 
e o desenvolvimento do raciocínio diagnóstico. Assim, nenhuma atividade será utilizada como 
método avaliativo. 
7. ORIENTAÇÕES PARA OS PACIENTES SIMULADO 
7.1 Para o paciente simulado: Participante treinado do grupo Práticas Assistenciais e 
Epidemiológicas em Saúde e Enfermagem (PAESE). 
Você é o paciente, M.R.C., 50 anos, sexo feminino, viúva, natural de Natal. Está internada no Hospital 
Universitário há três dias. É hipertensa e faz uso de medicações, a saber: losartana potássica, 
hidroclorotiazida e ácido acetilsalicílico. Tem uma alimentação rica em sódio. Tem dificuldade de 
respirar quando está deitada e está em uso de máscara de venturi à 50%. Sente sua pele úmida e 
pegajosa e a barriga bem distendida e também edemaciada. Os membros também possuem edema 
(+3/+4 no sinal de cacifo). 
7.1.1 Possíveis questionamentos: 
● Como você está se sentindo? Ainda com muita dificuldade para respirar. 
● Já havia sentido isso anteriormente? Sim, umas duas vezes há alguns meses, mas era 
mais leve e pensei que fosse só a pressão. 
● A dificuldade de respirar melhora em alguma posição? Diminui quando estou sentada 
na cama. 
● A dificuldade de respirar aumenta ao realizar algum esforço? Sim, qualquer coisa que 
eu faço aumenta o cansaço. 
● É hipertensa há quantos anos? Há mais de 4 anos tenho a pressão alta, mas faço uso 
desses medicamentos há mais ou menos 2 anos e foi prescrito pelo médico do postinho de 
saúde. 
● Como utiliza esses medicamentos? Losartana durante a manhã junto com a 
hidroclorotiazida e ácido acetilsalicílico depois do almoço. 
● Já tinha realizado cirurgias anteriores? Não. 
● É diabética ou apresenta alguma outra doença? Não. 
● Você consome bebidas alcoólicas ou fuma? Não, nunca consumi bebidas alcoólicas e 
nem fumei. 
● Algum familiar apresenta alguma doença? Avó materna com histórico de Infarto Agudo 
do Miocárdio. Pai hipertenso e diabético. 
● Sente dores quando tocam na sua barriga? Não. 
● Urinou e defecou hoje? Sim. 
● Alguma alteração nessas eliminações em relação ao cheiro ou cor? não 
● Nível de instrução? Ensino médio incompleto, não trabalho. 
OBS: Caso ocorra outros questionamentos, o ator deverá responder “não sei”. Caso o aluno fuja 
do tema, o ator pode direcionar para a temática do caso ou pedir para acabar a consulta afirmando 
que está com dificuldades de respirar. 
7.2 Manequim de média fidelidade: 
Adulto encontra-se consciente, em uso de máscara de venturi a 50%, acianótica, anictérica, 
hipocorada (2+/4+), pele fria, úmida e com pouca elasticidade. AP: Presença de estertores em região 
de base pulmonar, padrão respiratório aumentado, hiperventilação, frêmito toracovocal e sons 
respiratórios diminuídos em todo o tórax. AC: ictus cordis palpável, pulso filiforme, bulhas arrítmicas, 
hipofonéticas e reflexo hepato-jugular positivo. Abdômen globoso, com presença de edema (+2/+4), 
ruídos intestinais normais, sem presença de visceromegalias. Edema em MMII de intensidade +3/+4 
no sinal de cacifo. SSVV: FR= 27 irpm; FC: 137 bpm; T= 36,3ºC; PA= 110x72 mmHg. 
8. POSSÍVEIS DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM: 
8.1 Débito cardíaco diminuído relacionado a ingestão salina excessiva evidenciado por taquicardia, 
edema, dispneia, pele pegajosa, pulsos periféricos diminuídos e ortopneia. 
8.2 Volume de líquidos excessivo relacionado a entrada excessiva de sódio evidenciado por 
alteração no padrão respiratório, dispneia, edema, ortopneia e reflexo hepato-jugular. 
8.3 Padrão respiratório ineficaz relacionada a hiperventilação evidenciado por dispneia, ortopneia, 
padrão respiratório anormal e taquipneia. 
9. MATERIAIS NECESSÁRIOS 
97 
 
MATERIAIS QUANTIDADE 
Álcool 1 unidade com 500 ml 
Algodão 1 pacote 
Abaixador de língua 8 unidades 
Biombo 2 unidades 
Câmera filmadora Sony HDR-CX405 Handycam 1 unidade 
Caixa de Som amplificadora 1 unidade 
Estetoscópio Littmann Classic II 1 adulto 
Esfigmomanômetro aneroide Premium 1 adulto 
Fita métrica 1 unidade 
Fluxometro 1 unidade 
Impressos dos cenários 2 cópias 
Lanterna clínica 1 unidade 
Lençóis; 4 unidades 
Livro da NANDA-Internacional versão 2018-2020 10 unidade 
Lixeiras 2 unidades 
Luvas de procedimento 2 caixas 
Maca 1 unidade 
Manequim de média fidelidade NursingAnne® 1 unidade 
Máscara de Venturi 50% 1 unidade 
Microfone de Lapela, modelo Yoga EM-6 2 unidades 
Microfone JWL 1 unidade 
Pia 1 unidade 
Projetor 1 unidade 
Prontuário 1 unidade 
Rede de gases impressa 1 unidade 
Termômetro digital 1 unidade 
Prontuário 1 unidade 
10. PARTICIPANTES: 
● 1 ator que fará o papel do paciente; 
● 2 estudantes voluntários para o papel do Enfermeiro. 
11. INFORMAÇÕES DO PRONTUÁRIO 
____/____/____. M.R.C., 50 anos, sexo feminino, viúva, natural de Natal. Está internada no Hospital 
Universitário há 3 dias, devido quadro de Insuficiência Cardíaca. Hipertensa, em uso das 
medicações: losartana potássica, hidroclorotiazidae ácido acetilsalicílico. Refere ingerir alimentos 
ricos em sódio. Apresenta quadro de ortopneia e dificuldade de respirar. Ao exame físico: estado 
geral regular, consciente, orientada, em uso de máscara de venturi à 50%, acianótica, anictérica, 
hipocorada (2+/4+), pele fria, úmida e com pouca elasticidade. AP: Presença de estertores em região 
de base pulmonar, padrão respiratório aumentado, hiperventilação, frêmito toracovocal e sons 
respiratórios diminuídos em todo o tórax. AC: ictus cordis palpável, pulso filiforme, bulhas arrítmicas, 
hipofonéticas e reflexo hepato-jugular positivo. Abdômen globoso, com presença de edema (+2/+4), 
ruídos intestinais normais, sem presença de viceromegalias. Eliminações vesicais e intestinais 
presentes. Edema em MMII, de intensidade +3/+4 no sinal de cacifo. 
Sinais Vitais: FR= 27 irpm; FC: 137 bpm; T= 36,3ºC; PA= 110x72mmHg, sat: 97%. 
Histórico familiar: Avó materna com histórico de Infarto Agudo do Miocárdio. Pai hipertenso e 
diabético. 
Cirurgias e internações anteriores: Nega 
Medicação em uso: Faz uso de Losartana diariamente 50mg durante a manhã, hidroclorotiazida 50 
mg ao acordar e ácido acetilsalicílico 100 mg após almoço. 
11. DEBRIEFING: 
Estágio emocional: 
Como você se sentiu atendendo esse paciente simulado? 
Estágio descritivo: 
98 
 
Você poderia descrever o quadro clínico do paciente em especial os principais problemas 
encontrados? 
Estágio avaliativo: 
Quais ações você considerou positivas? 
Estágio analítico: 
O que você faria de diferente se tivesse outra oportunidade? 
Estágio conclusivo: 
O que você leva de aprendizado dessa experiência para sua prática clínica futura? 
Planejamento de ações: 
Quais ações irá desempenhar com base no que aprendeu hoje? 
RERERÊNCIAS: ERNANDES et al., 2019; FERNANDES et al., 2015; GIBBS, 1988, GUYTON; 
HALL, 2012; HERDMAN; KAMITSURU, 2018; INACSL, 2016; JENSEN, 2013; KANEKO; LOPES, 
2019; PORTO, 2012; POTTER; PERRY, 2013; PEREIRA et al., 2015; SEGANFREDO et al., 2017; 
SIEDEL, 2007; SMELTZER; BARE, 2011; VIEIRA, 2019. 
Fonte: Dados da pesquisa (2022) 
 
Evidencia-se aqui que foi modificada a etapa do debriefing de acordo com as 
orientações realizadas durante a etapa de qualificação dessa tese. Dessa forma, foi 
adotado o referencial de Gibbs (1988), por se adequar ao proposto pelos cenários de 
simulação e conferir maior confiabilidade a essa etapa. 
 
5.3 ANÁLISE DE CONTEÚDO DOS CASOS CLÍNICOS POR GRUPO FOCAL. 
 
5.3.1 Caracterização dos juízes 
 
Os juízes participantes desta etapa foram inicialmente caracterizados. Assim, 
a amostra foi em sua totalidade feminina (100,0%), com média de idade de 28,5 anos 
e média de 5,8 anos de formação em Enfermagem. Desses, 6 (75%) concluíram o 
curso na UFRN, sendo o restante na Universidade Federal do Pernambuco (12,5%) e 
na Universidade Federal de Campina Grande (12,5%). A maior titulação foi doutor em 
Enfermagem (62,5%), seguida de mestres (37,5%). A totalidade (100%) dos juízes 
atuavam na pesquisa, 87,5% no ensino e 25% na assistência. Quando analisado em 
anos, os juízes apresentaram média de atuação na pesquisa relacionada a 
diagnósticos de enfermagem de 6,7 anos, tempo de atuação no ensino de 2,3 anos e 
na assistência 1,1 anos. Ressalta-se que todos os juízes possuíam pelo menos duas 
dessas áreas de atuação. 
5.3.2 Análise de conteúdo dos casos clínicos 
 
Nesta etapa, os juízes foram convidados a analisar os casos clínicos que 
integram os instrumentos pré-teste e pós-teste, bem como, a análise de nivelamento 
99 
 
dos discentes. Esses, inicialmente realizaram a leitura e julgamento por meio do 
método de congruência item-objeto para os casos clínicos. A avaliação dos juízes por 
meio desse método está exposta na tabela 6. A mesma demonstra o Índice de 
Validade de Conteúdo (IVC) e o grau de dificuldade dos dois casos clínicos. 
 
Tabela 6 - Distribuição do Índice de Validade de Conteúdo e do Grau de dificuldade 
dos casos clínicos segundo os juízes. Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 2022 
JUÍZES 
CASOS CLÍNICOS 
CASO 1 CASO 2 
IVC (%) GD IVC (%) GD 
1 100 M 100 M 
2 100 M 100 M 
3 100 M 100 M 
4 100 M 100 M 
5 100 M 100 M 
6 100 M 75 G 
7 75 M 100 M 
8 75 P 75 P 
Média do IVC 93,7 93,7 
Legenda: IVC – Índice de validade de conteúdo; GD – Grau de Dificuldade; P – Pequena; M – Media; G – Grande. 
Fonte: Dados da Pesquisa (2022) 
 
Os casos clínicos 1 e 2 possuíram média do índice de validade de conteúdo 
de 93,7%, dessa forma, os valores estão acima do padrão adotado para aceitação do 
caso clínico. Além disso, a maioria dos avaliadores consideraram os casos com grau 
de dificuldade moderado. Mesmo diante da média aceitável, foram realizadas 
adequações de acordo com as discussões dentro do grupo focal. Posto que, quando 
avaliado os índices de validade de conteúdo de forma individual, dois juízes atribuíram 
valores que conferiram índices de 75%. Além disso, as mudanças realizadas 
convergiram para a melhoria dos casos e adequação aos alunos de graduação em 
enfermagem. 
Para o caso clínico 1, foram adicionadas informações que enriqueceram os 
diagnósticos propostos, não ocorrendo substituição desses. Dentre essas, estão: 
inserção da característica definidora “membranas e mucosas pálidas” ao diagnóstico 
1 “Nutrição desequilibrada: menor que as necessidades corporais” e retirada de “cólica 
abdominal”, já que dentre as características do mesmo caso já existia “dor abdominal”. 
Diante da condição clínica da paciente, os juízes solicitaram a modificação do tipo de 
abdômen para “globoso e distendido”, foi acrescido o valor do Índice de Massa 
Corporal (IMC) e informações sobre a avaliação dos membros inferiores. 
Já o caso clínico 2, apesar de possuir a mesma média no IVC que o anterior, 
os avaliadores solicitaram maiores alterações. Ocorreu a reorganização das 
100 
 
informações no caso, bem como, a retirada de elementos que não acrescentariam ao 
raciocínio diagnóstico. Por conseguinte, no diagnóstico 1, procedeu-se a modificação 
do fator relacionado “secreções retidas” por “muco excessivo”, por acreditar que esse 
poderia caracterizar melhor o quadro clínico da paciente em questão. O diagnóstico 
Insônia, mesmo mantido, ocorreu substituição em algumas de suas características, 
por se adequar melhor a construção lógica do caso clínico. Já o diagnóstico 3, antes 
compreendido pelo rótulo “hipertermia” foi excluído. Junto aos juízes foi adicionado 
um novo diagnóstico, integrado ao domínio 5 (percepção e cognição) da Nanda-
Internacional, Conhecimento deficiente (00126). Os mesmos justificaram que além da 
adequação ao contexto clínico, esse se aplicaria melhor a alunos de graduação em 
enfermagem, além de torná-lo mais equânime ao grau de dificuldade encontrado no 
primeiro caso. A construção desse diagnóstico seguiu as orientações determinadas 
anteriormente em relação a quantidade de indicadores clínicos. 
Todas as sugestões adotadas para o aprimoramento dos casos clínicos obtidas 
no grupo focal, bem como, a substituição de diagnósticos e indicadores clínicos estão 
apresentadas no quadro 12. 
 
Quadro 12 - Casos clínicos para o instrumento pré-teste e pós-teste após análise de 
conteúdo por grupo focal. 
CASO CLÍNICO 1 
S.L.B., 49 anos, sexo feminino, casada, cinco filhos, foi submetida a colecistectomia há cinco dias. 
Após a cirurgia, sua dieta foi liberada pela equipe médica, entretanto, relata pouco interesse pelos 
alimentos ofertados, sintoma presente desde antes da cirurgia. Devido a baixa ingestão alimentar, na 
avaliação realizada pelo enfermeiro, a paciente encontra-se com peso corporal 20% abaixo do ideal e 
dificuldade de cicatrização da ferida cirúrgica. Queixa-se de diaforese e dor abdominal de intensidade 
9, na escala numérica de dor. Ao exame físico: Consciente, orientada em tempo e espaço, membranas 
e mucosas pálidas, normolínea, musculatura normotrófica, bulhas normofonéticas em 2T (BNF em 2T), 
murmúriosvesiculares presentes e ausência de ruídos adventícios. Abdome globoso, distendido, 
ruídos hidroaéreos presentes, presença de incisão cirúrgica com secreção sanguinolenta e 
hiperemiada. Fácies de dor à palpação abdominal. Membros inferiores sem edemas, panturrilhas 
livres. IMC: 18,0 Kg/m². SSVV: FC: 80 bat./min., PA: 124/86 mmHg, FR: 20 resp./min., T:36,5ºC. 
Diagnóstico 1 Nutrição desequilibrada: menor que as necessidades corporais relacionada a ingestão 
alimentar insuficiente evidenciada por membranas e mucosas pálidas, dor abdominal, interesse 
insuficiente pelos alimentos e peso corporal 20% ou mais abaixo do ideal. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da 
NANDA-I 
1. Membranas e mucosas pálidas Membranas e mucosas 
pálidas 
 
2. Dor abdominal de intensidade 9. Dor abdominal 
3. Pouco interesse pelos alimentos 
ofertados 
Interesse insuficiente pelos 
alimentos 
 
4. Peso corporal 20% abaixo do ideal Peso corporal 20% ou mais 
abaixo do ideal 
 
5. Peso corporal 20% abaixo do ideal, 
pouco interesse pelos alimentos 
ofertados 
 Ingestão alimentar 
insuficiente 
101 
 
Diagnóstico 2: Integridade da pele prejudicada relacionada a nutrição inadequada evidenciada por 
alteração na integridade da pele, dor aguda, sangramento e vermelhidão. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da 
NANDA-I 
1. Presença de incisão cirúrgica Alteração na integridade da 
pele 
 
2. Dor abdominal de intensidade 9. Dor aguda 
3. Secreção sanguinolenta Sangramento 
4. Cicatriz Hiperemiada Vermelhidão 
5. Peso corporal 20% abaixo do ideal, 
pouco interesse pelos alimentos 
ofertados 
 Nutrição inadequada 
Diagnóstico 3: Dor aguda relacionado a agentes lesivos evidenciado por alteração no apetite, 
autorrelato da intensidade usando escala padronizada de dor, diaforese e expressão facial de dor. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da 
NANDA-I 
1. Pouco interesse pelos alimentos 
ofertados 
Alteração no apetite 
2. Dor abdominal de intensidade 9 Autorrelato da intensidade 
usando escala padronizada 
de dor 
 
3. Diaforese Diaforese 
4. Fácies de dor à palpação abdominal Expressão facial de dor. 
5. Colecistectomia Agentes físico lesivos 
Referências: CORREIA; DURAN, 2017; GUYTON; HALL, 2012; HERDMAN; KAMITSURU, 2018; 
JENSEN, 2013; PREDEBON et al., 2012; PORTO, 2012; POTTER; PERRY, 2013; RIBEIRO; LAGES; 
LOPES, 2012; SIEDEL, 2007; SMELTZER; BARE, 2011; TEIXEIRA et al., 2016; VALENTE et al., 2012. 
CASO CLÍNICO 2 
P.A.B., 21 anos, sexo feminino, foi internada devido episódio de crise asmática desencadeada após 
participação em uma corrida universitária. Durante a entrevista de admissão, relatou para a enfermeira 
que há alguns dias apresenta-se irritada, desconfortável fisicamente, com dificuldade de iniciar e 
manter o sono devido a presença de muco e a dificuldade de eliminá-lo por meio da tosse, mas mesmo 
com os sintomas resolveu participar da corrida. Relata ainda que ao acordar não se sente descansada. 
Informou que têm crises frequentes de asma desde os quatro anos de idade, apesar de receber 
informações da enfermeira da unidade básica de saúde sobre cuidados necessários nesses casos, 
não segue as orientações e não apresenta interesse sobre os cuidados. Ao realizar teste de 
conhecimento sobre os cuidados com o tratamento, a mesma respondeu que a "bombinha" deve 
sempre ficar em casa e não com ela ao sair. Ao exame físico: Consciente, orientada em tempo e 
espaço, sem oxigênio suplementar, porém apresentando leve cianose periférica. Em relação à 
ausculta pulmonar, presença de ruídos adventícios, do tipo sibilo em todo o tórax. Na ausculta 
cardíaca, presença de bulhas normofonéticas em 2T (BNF em 2T), abdome plano, indolor a palpação, 
sem visceromegalias. Membros inferiores simétricos e sem presença de edemas. SSVV: FR = 28 
resp./min., FC = 90 bpm., T (axilar) = 36,70 C; PA = 122/84 mmHg, Sat: 95%. 
Diagnóstico 1. Desobstrução ineficaz das vias aéreas relacionada a muco excessivo evidenciado por 
alteração na frequência respiratória, cianose, ruídos adventícios respiratórios e tosse ineficaz. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da 
NANDA-I 
1. FR = 28 resp./min Alteração na frequência 
respiratória 
 
2. Cianose periférica Cianose 
3. Ruídos adventícios, do tipo sibilo Ruídos adventícios 
respiratórios 
 
4. Tosse ineficaz para eliminar muco Tosse ineficaz 
5. Presença de muco. Muco excessivo 
Diagnóstico 2. Insônia relacionada a desconforto físico evidenciada por alteração no humor, 
dificuldade em iniciar o sono, dificuldade em manter o sono, padrão de sono não restaurador. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da 
NANDA-I 
102 
 
1. Irritada Alteração no humor 
2. Dificuldade em iniciar o sono Dificuldade em iniciar o sono 
3. Dificuldade em manter o sono Dificuldade em manter o sono 
4. Ao acordar não se sente 
descansada 
Padrão de sono não 
restaurador 
 
5. Desconforto físico Desconforto físico 
Diagnóstico 3. Conhecimento deficiente relacionada a interesse insuficiente em aprender evidenciada 
por comportamento inapropriado, conhecimento insuficiente, desempenho inadequado em um teste e 
seguimento de instruções inadequado. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado da 
NANDA-I 
1. Participar da corrida mesmo com a 
presença de sintomas 
Comportamento inapropriado 
2. "Bombinha" deve sempre ficar em 
casa e não com ela ao sair. 
Conhecimento insuficiente 
3. "Bombinha" deve sempre ficar em 
casa e não com ela ao sair. 
Desempenho inadequado em 
um teste 
 
4. Mesmo recebendo informações da 
enfermeira, não segue as orientações. 
Seguimento de instruções 
inadequado 
 
5. Não apresenta interesse. Interesse insuficiente em 
aprender 
Referências: AQUINO et al., 2018; BRAGA et al., 2014; CARVALHO et al., 2005; GUYTON; HALL, 
2012; HERDMAN; KAMITSURU, 2018; JENSEN, 2013; PORTO, 2012; POTTER; PERRY, 2013; 
SMELTZER; BARE, 2011; SOUSA; LOPES; SILVA, 2015. 
Fonte: Dados da pesquisa (2022) 
 
5.4 ANÁLISE DE CONTEÚDO DA AVALIAÇÃO DE NIVELAMENTO PARA 
ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO 
 
No que concerne à análise de conteúdo da avaliação de nivelamento dos 
estudantes, os juízes examinaram as 10 questões propostas por meio da escala Likert, 
com variação de 1 a 5. As opções “inadequado” e “pouco adequado” não foram 
selecionadas por nenhum dos 8 avaliadores, como mostra a tabela 7. 
 
Tabela 7 - Resultado da análise de conteúdo da avaliação de nivelamento por meio 
da escala Likert. Natal, Rio Grande do Norte, 2022 
QUESTÕES 
MUITO ADEQUADO ADEQUADO 
RAZOAVELMENTE 
ADEQUADO 
N % N % n % 
1 8 (100%) - - - - 
2 6 (75,0%) 1 (12,5%) 1 (12,5%) 
3 8 (100%) - - - - 
4 4 (50,0%) 2 (25,0%) 2 (25,0%) 
5 6 (75,0%) 1 (25,0%) - - 
6 7 (87,5%) 1 (12,5%) - - 
7 8 (100%) - - - - 
8 8 (100%) - - - - 
9 5 (62,5%) 2 (25,0%) 1 (12,5%) 
10 8 (100%) 1 - - - 
Fonte: Dados da Pesquisa (2022) 
 
103 
 
Reitera-se aqui que apesar da aplicação da escala Likert de forma isolada 
pelos juízes, a modificação e adequação das questões foram realizadas por meio do 
consenso em grupo focal. A questão 1 e 3 não apresentaram modificações e todos os 
juízes a caracterizaram como “muito adequada” para aplicação a alunos de 
enfermagem. Para a questão 2, foram realizados ajustes relacionados a adição da 
referência na citação contida no enunciado, além da substituição do termo 
“características” por “vantagens”. A questão 4 apresentou alterações em seu 
enunciado, na organização das informações do caso clínico, bem como, variações nos 
rótulos diagnósticos presentes nas alternativas. Essa denotou maiores modificações, 
logo, foi a que possuiu menor percentual na avaliação. No que concerne ao quesito 5, 
as alterações foram na disposição das informações no texto, tornando-as mais 
compreensíveis. Na seguinte, ocorreu a conversão do formato das questões, os 
alunosiriam escolher entre verdadeiro e falso em resposta a uma declaração 
apresentada. Entretanto, após avaliação dos juízes, essa passou a possuir apenas 
uma alternativa correta, sendo as demais distratores. Os quesitos 7, 8 e 10 não 
possuíram modificações. Já a 9 apresentou melhorias relacionadas a organização do 
enunciado e inserção da referência na citação apresentada. 
Todas as sugestões adotadas para o aprimoramento da avaliação de 
nivelamento obtidas no grupo focal estão apresentadas no quadro 13. 
 
Quadro 13 - Avaliação de nivelamento para discentes de enfermagem após avaliação 
dos juízes por grupo focal. 
AVALIAÇÃO DE NIVELAMENTO PARA DISCENTES DE ENFERMAGEM SOBRE RACIOCÍNIO 
DIAGNÓSTICO. 
1) Um senhor foi admitido em uma enfermaria de um hospital geral para submeter-se a uma cirurgia 
eletiva. A enfermeira responsável pela admissão do paciente coletou a história de saúde atual, 
pregressa e familiar, anotou os resultados dos exames laboratoriais e de imagem e realizou o exame 
físico geral. Com essas informações, e de acordo com a Resolução 358/2009 (COFEN, 2009), a 
enfermeira realizou a etapa do processo de enfermagem denominada: 
a) Diagnóstico 
b) Coleta de dados 
c) Avaliação 
d) Implementação 
RESPOSTA: B 
2) O Diagnóstico de Enfermagem é o julgamento clínico relativo a uma resposta humana para as 
condições de saúde/ processos de vida, ou uma vulnerabilidade para esta resposta, por um indivíduo, 
família, grupo ou comunidade (HERDMAN; KAMITSURU, 2018). Diante desse contexto, estão 
listadas abaixo algumas características do diagnóstico, EXCETO: 
a) Uniformiza a linguagem da enfermagem 
b) Direciona a assistência de enfermagem. 
c) Possibilita uma visão concisa da assistência de enfermagem. 
d) Melhora a interação enfermeiro/paciente. 
RESPOSTA: C 
104 
 
3) Logo abaixo estão listados os indicadores dos diagnósticos de enfermagem. Indique a alternativa 
que apresenta todos eles: 
a) Título, Definição, Características definidoras, Fatores de riscos, condições de risco e 
populações de risco 
b) Título, Definição, Fator determinante, Fatores relacionados/riscos, Condições associadas e 
Populações de risco; 
c) Título, Definição, Fator determinante, Fatores relacionados/riscos, Condições de risco e 
Populações geográficas. 
d) Título, Definição, Características definidoras, Fatores relacionados/riscos, Condições 
associadas e Populações de risco. 
RESPOSTA: D 
4) Com base no fragmento da Consulta de Enfermagem a seguir, assinale a alternativa com os 
rótulos do Diagnósticos de Enfermagem adequados para a situação. 
 
Um homem de 47 anos de idade, aposentado, ex-tabagista, sedentário e com ensino fundamental 
incompleto, refere possuir como comorbidades diabetes e hipertensão. Procurou atendimento na 
Unidade de Saúde por apresentar fortes dores no membro inferior direito há cerca de 5 dias. Refere 
que a dor aumenta ao elevar a perna e ao movimentá-la e se concentra principalmente em 5º 
pododáctilo onde observou mudança da coloração, pele ressecada e fria além do aparecimento de 
uma lesão que aumentou de tamanho de forma rápida. A lesão apresentava-se com margens pouco 
definidas, com pontos de necrose e secreção em pequena quantidade. Ao exame físico, constatou-
se peso corporal de 99 kg, 1,70 m de altura, índice de massa corporal (IMC) de 34,25 kg/m2 e 
pressão arterial de 180 x 90 mmHg. O resultado do HGT em jejum às 07:00 foi de 125 mg/dL. 
a) Risco de glicemia instável, Dor aguda e Obesidade 
b) Risco de glicemia instável, Dor aguda e Sobrepeso. 
c) Dor aguda, Integridade da pele prejudicada e Obesidade 
d) Dor aguda, Integridade da pele prejudicada e Sobrepeso. 
RESPOSTA: C 
5) Com base no fragmento da Consulta de Enfermagem a seguir, assinale a alternativa com os 
rótulos do Diagnósticos de Enfermagem adequados para a situação. 
Paciente com 23 anos, casada, ensino médio incompleto, residente da zona rural no Município de 
Pau dos Ferros-RN, sem comorbidades, etilismo ou tabagismo, deu entrada na unidade hospitalar 
da cidade. Há cerca de 3 dias sofreu uma queimadura, de 2º grau, com óleo de cozinha na região 
do Membro Superior Esquerdo, com presença de flictenas que se estende do punho até a articulação 
do cotovelo nas faces anterior e posterior. A região está apresentando hiperemia, calor, rubor e 
edema. Refere sentir muitas dores na região que não passaram com uso de analgésicos que possuía 
em casa e não consegue dormir desde então, decorrente da dor e por medo de adormecer e 
machucar a lesão. Ao aferir os sinais vitais a jovem apresentava PA: 138 x 92 mmHg, FC: 98 bpm, 
FR: 22 mrpm, T: 38.5ºC e Sat: 98%. 
a) Insônia, Risco de lesão térmica, dor aguda; 
b) Integridade tissular prejudicada, dor aguda, Insônia; 
c) Risco de infecção, Risco de lesão térmica, Insônia; 
d) Risco de infecção, Dor aguda, Integridade tissular prejudicada. 
RESPOSTA: B 
6) De acordo com as classificações de diagnósticos de enfermagem e sua composição, assinale a 
alternativa que corresponde a afirmação correta. 
a) Os diagnósticos de risco apresentam características definidoras como indicadores. 
b) Os diagnósticos de enfermagem com foco no problema apresentam fatores de risco como 
indicadores. 
c) Os diagnósticos de síndrome são expressos por uma disposição para melhorar 
comportamentos de saúde específicos, podendo ser usados em qualquer estado de saúde. 
d) Os diagnósticos de síndrome possuem fatores relacionados e características definidoras 
como indicadores. 
RESPOSTA: D 
7) Avalie as alternativas a seguir e assinale aquela que representa a escrita correta do diagnóstico 
com foco no problema. 
a) Título + evidenciado por + características definidoras + relacionado a + fatores de risco. 
b) Título + evidenciado por + características definidoras + relacionado a + fatores relacionados. 
c) Título + relacionado a + fatores de risco + evidenciado por + características definidoras. 
d) Título + relacionado a + fatores relacionados + evidenciado por + características definidoras. 
105 
 
RESPOSTA: D 
8) Assinale a alternativa que corresponde, respectivamente, a um Diagnóstico de Enfermagem com 
foco no problema e um Diagnóstico de Enfermagem de promoção da saúde: 
a) Dor aguda e Mobilidade física prejudicada. 
b) Risco de quedas e disposição para nutrição melhorada. 
c) Obesidade e Déficit no autocuidado para banho. 
d) Volume de líquidos excessivo e disposição para nutrição melhorada. 
RESPOSTA: D 
9) Julgue a afirmativa a seguir em verdadeira ou falsa: 
São considerados princípios do raciocínio diagnóstico: “1) Reconhecer diagnósticos exige 
familiaridade com os próprios diagnósticos e, 2) Quando você inferir um diagnóstico, fundamente-o 
com evidências” (ALFARO-LEFEVRE, 2005). 
Essa afirmativa é: 
a) Verdadeira 
b) Falsa 
RESPOSTA: A 
10) O raciocínio diagnóstico de Gordon apresenta algumas etapas. Assinale a afirmativa que 
apresenta todas as essas etapas: 
a) Coleta de dados, interpretação e agrupamento. 
b) Coleta de dados, agrupamento e avaliação. 
c) Coleta de dados, interpretação, agrupamento e denominação. 
d) Coleta de dados, agrupamento, avaliação, denominação do agrupamento. 
RESPOSTA: C 
Fonte: Dados da Pesquisa (2022) 
 
5.5 APLICAÇÃO DA SIMULAÇÃO CLÍNICA E MAPA CONCEITUAL COM ALUNOS 
DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 
 
 Após conclusão da etapa de criação e análise dos casos e cenários, foi possível 
desenvolver a etapa de aplicação da intervenção por meio da simulação clínica e 
mapa conceitual. Para tanto, contou-se com uma amostra final de 31 alunos, os quais 
foram randomizados em grupo controle (GC) e intervenção (GI), com a finalidade de 
reduzir vieses na verificação da efetividade da intervenção. Esses foram inicialmente 
caracterizados para confirmar a similaridade e aleatoriedade dos participantes em 
cada grupo, a tabela 8 apresenta as características sociais e acadêmicas dos dois 
grupos. 
 
Tabela 8 - Caracterização social e acadêmica dos grupos intervenção e controle. 
Natal, RioGrande do Norte, 2022 
Variáveis 
Intervenção (GI) Controle (GC) 
Valor p 
N % n % 
Sexo 
Feminino 9 60,0% 7 46,7% 
0,3581 
Masculino 6 40,0% 8 53,3% 
Período 
4º 11 77,3% 8 53,3% 
0,3242 
5º 3 20,0% 6 40,0% 
8º - - 1 6,7% 
10º 1 6,7% - - 
Idade 
Mediana 23,13 24,20 
106 
 
p3 0,001 0,023 
Curso técnico 
Sim 3 20,0% 2 13,3% 
0,5001 
Não 12 80,0% 13 86,7% 
Grupo de pesquisa 
Sim 3 20,0% 0 - 
0,1121 
Não 12 80,0% 15 100% 
Projetos de Pesquisa/monitoria/extensão 
Sim 3 20,0% 0 - 
0,1121 
Não 12 80,0% 15 100% 
Participou de Simulação sobre DE 
Sim 2 13,3% 1 6,7% 
0,5001 
Não 13 86,7% 14 93,3% 
Construção de MC para DE 
Sim 1 6,7% 1 6,7% 
0,7591 
Não 14 93,3% 14 93,3% 
Acertos em nivelamento 
Média 5 5 
p3 0,023 0,08 
Legenda: 1Teste exato de Fisher; 2Qui-quadrado, 3Shapiro-Wilk 
Fonte: Dados da pesquisa (2022) 
 
O resultado da tabela 8 demonstra que a pesquisa possui um número 
semelhante de participantes do sexo masculino (n=14) e do sexo feminino (n=16) na 
amostra. Quando analisado em relação a distribuição, o grupo intervenção possuiu 
número superior de mulheres, já o controle ficou responsável pelo quantitativo maior 
de participantes do sexo masculino. Apresentaram mediana de idade de 23 anos para 
o grupo intervenção e 24 para o grupo controle. O período da graduação de maior 
concentração, para ambos os grupos, foi o 4º período. Tanto o grupo controle quanto 
intervenção possuíam estudantes que já cursaram o técnico de enfermagem e que 
participaram de simulações envolvendo diagnósticos de enfermagem. 
Nos dois grupos, a média de acertos do teste de nivelamento foi de 5 
questões. Entretanto, apenas o grupo intervenção possui participantes integrantes de 
projeto de pesquisa, extensão ou monitoria e que participavam de grupos de pesquisa. 
Conquanto, os dois grupos apresentaram similaridades nos itens avaliados, não 
apresentando diferença estatística entre si (valor p acima do nível de significância – 
p>0,05). O resultado reflete a aleatoriedade a qual a amostra foi direcionada aos 
grupos intervenção e controle. 
Alcançada a aleatoriedade das amostras que compuseram os grupos controle 
e intervenção quanto à caracterização sociodemográfica e acadêmica desses, testou-
se ainda a capacidade de desenvolver o raciocínio diagnóstico corretamente. Para 
tanto, os grupos foram submetidos à avaliação de sua habilidade diagnóstica, 
avaliando a inferência do rótulo, fator relacionados e das características definidoras 
107 
 
presentes em cada um dos três diagnósticos no momento pré-teste, como 
demonstram os resultados apresentados na Tabela 9. 
 
Tabela 9 - Capacidade de desenvolver um raciocínio diagnóstico corretamente no pré-
teste, segundo os grupos intervenção e controle. Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 
2022. 
Variável Intervenção Controle Valor p1 
 n % N % 
Rótulo Diagnóstico 1 
Identificado 6 40,0% 12 80,0% 
0,185 
Não identificado 9 60,0% 3 20,0% 
Fator Relacionado 
Identificado 2 13,3% 9 60,0% 
0,343 
Não identificado 13 86,7% 6 40,0% 
Característica Definidora 1 
Identificado 3 20,0% 8 53,3% 
0,054 
Não identificado 12 80,0% 7 46,7% 
Característica Definidora 2 
Identificado 3 20,0% 8 53,3% 
0,054 
Não identificado 12 80,0% 7 46,7% 
Característica Definidora 3 
Identificado 3 20,0% 5 33,3% 
0,758 
Não identificado 12 80,0% 10 66,7% 
Rótulo Diagnóstico 2 
Identificado 5 33,3% 4 26,7% 
0,407 
Não identificado 10 66,7% 11 73,3% 
Fator Relacionado 
Identificado 4 26,7% 2 13,3% 
0,524 
Não identificado 11 73,3% 13 86,7% 
Característica Definidora 1 
Identificado 2 13,3% 3 20,0% 
0,629 
Não identificado 13 86,7% 12 80,0% 
Característica Definidora 2 
Identificado 4 26,7% 3 20,0% 
0,363 
Não identificado 11 73,3% 12 80,0% 
Característica Definidora 3 
Identificado 3 20,0% 2 20,0% 
0,629 
Não identificado 12 80,0% 13 80,0% 
Rótulo Diagnóstico 3 
Identificado 1 6,7% 1 6,7% 
0,933 
Não identificado 14 93,3% 14 93,3% 
Fator relacionado 
Identificado 0 - 1 6,7% 
- 
Não identificado 15 100% 14 93,3% 
Característica Definidora 1 
Identificado 0 - 1 6,7% 
- 
Não identificado 15 100% 14 93,3% 
Característica Definidora 2 
Identificado 1 6,7% 1 6,7% 
0,933 
Não identificado 14 93,3% 14 93,3% 
Característica Definidora 3 
Identificado 0 - 1 6,7% 
- 
Não identificado 15 100% 14 93,3% 
Legenda: 1Teste exato de Fisher 
Fonte: Dados da pesquisa (2022). 
 
108 
 
As principais dificuldades em ambos os grupos foram na identificação dos 
indicadores diagnósticos, sendo os rótulos os que possuíram números maiores de 
acertos. Nota-se dificuldade em relacionar os sinais e sintomas com o título do 
diagnóstico. A tabela acima demonstra um melhor desempenho dos estudantes, tanto 
no grupo controle, quanto no grupo intervenção quando analisado a inferência no 
diagnóstico 1 e seus indicadores clínicos. Este possui maior número de acertos 
quando analisado o rótulo, o fator relacionado e as características definidoras. 
Entretanto, esses valores reduzem nos diagnósticos seguintes, sendo o 
terceiro diagnóstico, nos dois casos clínicos, em ambos os grupos, o que possui o 
quantitativo mínimo de inferência de seu rótulo (6,7%) e a identificação dos elementos 
que suportam a inferência diagnóstica (características definidoras e fatores 
relacionados) apresentam a mesma fragilidade. Destaca-se que não houve diferença 
estatística significante (valor p acima do nível de significância – p>0,05) entre os 
grupos intervenção e controle, confirmando a aleatoriedade na formação dos grupos. 
No grupo intervenção, após a simulação clínica e o debriefing, realizou-se a 
construção dos mapas conceituais, por meio da ferramenta Cmap tools®, no qual os 
alunos em conjunto com o pesquisador responsável realizaram a construção dos 
mapas baseando-se nas etapas de raciocínio diagnóstico propostos pelo Modelo de 
Gordon (1994). Sendo assim, foram separadas as pistas de acordo com o caso 
apresentado (coleta de informações), interpretando-as (interpretação de dados) em 
consonância com os pressupostos da semiologia e semiotécnica e da NANDA-
Internacional. 
Posteriormente, realizou-se os agrupamentos de acordo com as principais 
queixas demonstradas no caso (agrupamento dos dados), caracterizando esses 
problemas de acordo com os diagnósticos da NANDA-Internacional, versão 2018-
2020 (denominação do agrupamento). Reitera-se aqui que cada mapa conceitual 
possui um formato e organização singular. Os alunos foram responsáveis por pensar 
e formular essa organização conforme as etapas listadas anteriormente, escolhendo 
como distribuir os itens dentro da ferramenta. Serão demonstrados nas figuras 9 e 10 
dois mapas construídos durante o primeiro dia de experimento para representar o 
raciocínio diagnóstico de acordo com o cenário de simulação 1 e 2 construídos no 
Cmap tools®. 
No primeiro mapa conceitual, os alunos separaram os sinais e sintomas que 
julgaram alterados, interpretando os dados apontados pela história clínica do paciente 
109 
 
no cenário 1. Por conseguinte, essas foram agrupadas para caracterizar um mesmo 
problema ou queixa clínica, nesse caso, relacionadas a dor, direcionadas ao padrão 
respiratório e ao domínio nutrição. De acordo com o agrupamento, foram analisados 
os diagnósticos, concernindo à inferência segundo as características definidoras e 
fatores relacionados encontrados. A organização visual deu-se apresentando 
inicialmente as pistas, sua designação como indicadores clínicos na NANDA 
Internacional e ao final o rótulo diagnóstico proposto, os quais resolveram dar 
destaque como está demonstrado na figura 10. 
 
Figura 10 - Mapa conceitual do cenário 1 construído pelo grupo experimental, após 
simulação clínica. 
 
Legenda: FR – Fatores relacionados; CD – Características definidoras. 
Fonte: Dados da pesquisa construídos no Cmap tools® 
 
O mapa conceitual 2, seguiua mesma proposta de construção do cenário 
anterior. Foram exibidos os sinais e sintomas, interpretados e agrupados em queixas 
relacionadas às alterações cardíacas, suas repercussões na distribuição de volume e 
posteriormente, as alterações pulmonares. De acordo com os agrupamentos, foram 
analisados os diagnósticos indicados e realizada a inferência de acordo com as 
características definidoras e fatores relacionados encontrados. 
110 
 
Nesse mapa em questão, os alunos conseguiram visualizar que os sinais e 
sintomas podem representar mais de uma característica em diagnósticos distintos, 
bem como, que interpretação dessas alterações podem demonstrar e indicar o fator 
relacionado proposto para aquela inferência. Foi possível visualizar na criação visual 
que os três diagnósticos propostos estavam interrelacionados e possuíam 
dependência. Assim, foi possível junto aos alunos, trabalhar a importância da 
inferência de acordo com a necessidade do paciente, não apenas pela presença de 
características que, ao final, não caracterizam o problema apresentado. 
A organização visual deu-se apresentando, inicialmente, as pistas, sua 
designação como indicadores clínicos na NANDA Internacional e ao final o rótulo 
diagnóstico proposto. Os alunos solicitaram, neste segundo mapa, o uso de cores para 
destacar as etapas de raciocínio utilizadas. Utilizaram uma distribuição diferente das 
pistas, em formato mais circular, na busca de demonstrar que as mesmas pistas foram 
utilizadas para inferir diagnósticos distintos. Essa organização auxilia o aluno a 
visualizar de forma esquemática o raciocínio utilizado para a inferência diagnóstica 
tornando esse processo mais racional. Além disso, motiva o aluno a interpretar esses 
sinais e sintomas e realizar relações entre eles. A organização visual construída pelo 
grupo experimental, sobre o cenário 2, está demonstrado na figura 11. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
111 
 
Figura 11 - Mapa conceitual do cenário 2 construído pelo grupo experimental após 
simulação clínica. 
 
Legenda: FR – Fatores relacionados; CD – Características definidoras. 
Fonte: Dados da pesquisa construídos no Cmap tools® (2022) 
 
Após a aplicação da simulação clínica e os mapas conceituais, deu-se a 
aplicação do instrumento pós-teste. Assim, foi possível a verificação da variável 
desfecho, inicialmente comparando o desempenho dos grupos intervenção e controle 
no momento pós-teste quando avaliado os indicadores clínicos inferidos após a 
intervenção. A tabela 10 apresenta esse resultado. 
 
Tabela 10 - Etapas para o desenvolvimento do raciocínio diagnóstico no pós-teste, 
segundo os grupos intervenção e controle. Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 2022 
Variável Intervenção Controle Valor p1 
 N % N % 
Rótulo Diagnóstico 1 
Identificado 13 86,7% 10 66,7% 
0,429 
Não identificado 2 13,3% 5 33,3% 
Fator Relacionado 
Identificado 11 73,3% 9 60,0% 
0,462 
Não identificado 4 26,7% 6 40,0% 
Característica Definidora 1 
Identificado 9 60,0% 10 66,7% 
0,294 
Não identificado 6 40,0% 5 33,3% 
Característica Definidora 2 
Identificado 10 66,7% 10 66,7% 
0,434 
Não identificado 5 33,3% 5 33,3% 
Característica Definidora 3 
112 
 
Identificado 10 66,7% 8 53,3% 
0,573 
Não identificado 5 33,3% 7 46,7% 
Rótulo Diagnóstico 2 
Identificado 7 46,7% 6 40,0% 
0,622 
Não identificado 8 53,3% 9 60,0% 
Fator Relacionado 
Identificado 3 20,0% 4 26,7% 
0,154 
Não identificado 12 80,0% 11 73,3% 
Característica Definidora 1 
Identificado 5 33,3% 4 26,7% 
0,407 
Não identificado 10 66,7% 11 73,3% 
Característica Definidora 2 
Identificado 5 33,3% 4 26,7% 
0,407 
Não identificado 10 66,7% 11 73,3% 
Característica Definidora 3 
Identificado 4 26,7% 4 26,7% 
0,725 
Não identificado 11 73,3% 11 73,3% 
Rótulo Diagnóstico 3 
Identificado 7 46,7% 6 40,0% 
0,622 
Não identificado 8 53,3% 9 60,0% 
Fator relacionado 
Identificado 5 33,3% 5 33,3% 
0,566 
Não identificado 10 66,7% 10 66,7% 
Característica Definidora 1 
Identificado 5 33,3% 5 33,3% 
0,566 
Não identificado 10 66,7% 10 66,7% 
Característica Definidora 2 
Identificado 5 33,3% 4 26,7% 
0,407 
Não identificado 10 66,7% 11 73,3% 
Característica Definidora 3 
Identificado 4 26,7% 3 20,0% 
0,637 
Não identificado 11 73,3% 12 80,0% 
Legenda: 1Teste exato de Fisher 
Fonte: Dados da pesquisa (2022) 
 
A comparação dos grupos intervenção e controle no pós-teste apresentou-se 
positiva, uma vez que houve melhora de desempenho em quase todos os itens 
avaliados. O grupo intervenção conseguiu obter um quantitativo maior de acertos, 
tanto relacionado aos resultados obtidos no pré-teste, quanto números superiores 
quando comparados aos acertos do grupo controle em todos os seus indicadores no 
momento pós-teste. Apesar de apresentar alguns itens isolados com porcentagens 
superiores, quando se observa os valores totais de acertos em rótulos, fatores e 
características dos três diagnósticos, o grupo intervenção apresenta valores 
superiores. Observa-se também aumento nos acertos destinados ao diagnóstico 3 e 
seus indicadores clínicos em ambos os grupos. Apesar disso, os valores não 
apresentaram significância estatística. 
A análise das variáveis qualitativas na comparação dos grupos no momento 
pré-teste e pós-teste representou diagnósticos e indicadores distintos devido à 
utilização de casos diferentes. Sendo assim, a comparação de desempenho desses 
113 
 
momentos foi realizada por meio da transformação dos dados em variáveis 
quantitativas e mensuração da quantidade de acertos em cada um dos grupos nos 
dois momentos. Esses resultados estão dispostos na tabela 11. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
114 
 
Tabela 11 - Desempenho dos grupos na inferência diagnóstica a partir dos acertos pré-teste e pós-teste, nos grupos intervenção e 
controle. Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 2022 
Acertos Experimento Controle Intergrupos3 
 Pré-teste Pós-teste Pré-teste Pós-teste 
 
Média* 
/Mediana 
Valor p1 
Média* 
/Mediana 
Valor p1 
Média*/ 
Mediana 
Valor p1 
Média* 
/Mediana 
Valor p1 Pré Pós 
Rótulo diagnóstico 
1,0 0,004 2,0 0,000 1,0 0,008 2,0 0,001 0,171 0,147 
Intragrupos2 p: 0,001 p:0,334 
Fator relacionado 0,0 0,000 1,2* 0,063 1,0 0,004 1,0 0,002 0,128 0,930 
Intragrupos2 p:0,004 p:0,163 
Características 
definidoras 
0,0 0,001 3,8* 0,222 2,0 0,004 3,0 0,025 0,410 0,848 
Intragrupos2 p:0,004 p: 0, 057 
Legenda: *Média; 1Teste de normalidade dos dados Shapiro-Wilk; 2Teste de Wilcoxon Pareado; 3Teste U de Mann-Whitney. 
Fonte: Dados da pesquisa (2022). 
 
Na comparação intragrupos, o grupo intervenção destaca-se na inferência do rótulo diagnóstico, o qual apresentou diferença 
estatística significante, quando comparados os momentos pré-teste e pós-teste (p = 0,001). O mesmo aconteceu quando se analisa 
os acertos referentes aos fatores relacionados (p=0,004) e as características definidoras (p=0,004). Isso demonstra um aumento no 
número de acertos dentro do grupo experimental, após intervenção, relacionada à inferência dos indicadores clínicos comparados 
aos seus resultados iniciais. Dessa forma, houve melhoria na habilidade do raciocínio diagnóstico dos alunos ao relacionar os sinais 
e sintomas apresentados no caso clínico com os indicadores expressos na NANDA Internacional. Entretanto, quando analisados os 
valores intergrupos, não houve diferença estatisticamente significante. 
Comparou-se ainda o desempenho no pré-teste em relação ao pós-teste do grupo intervenção, em busca da melhor análise 
do desfecho esperado. Pode-se assim observar se ocorreu melhorias após a simulação clínica e o mapa conceitual neste grupo.
115 
 
A tabela 12 apresenta o desempenho no desenvolvimento do raciocínio 
diagnóstico mensurada no grupo intervenção nos momentos pré-teste e pós-teste. 
 
Tabela 12 - Desempenho do grupo intervenção nos momentospré-teste e pós-teste. 
Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 2022 
Variável 
 
Pré-teste 
n % 
Pós-teste 
n % 
Valor 
p1 
Rótulo Diagnóstico 1 Identificado 
Não identificado 
6 40,0 13 86,7 
0,016 
9 60,0 2 13,3 
Fator relacionado diagnóstico 1 Identificado 
Não identificado 
2 13,3 11 73,3 
0,004 
13 86,7 4 26,7 
Característica definidora 1 diagnóstico 1 
 
Identificado 
Não identificado 
3 20,0 9 60,0 
0,070 
12 80,0 6 40,0 
Característica definidora 2 diagnóstico 1 
 
Identificado 
Não identificado 
3 20,0 10 66,7 
0,039 
12 80,0 5 33,3 
Característica definidora 3 diagnóstico 1 
 
Identificado 
Não identificado 
3 20,0 10 66,7 
0,039 
12 80,0 5 33,3 
Rótulo Diagnóstico 2 
 
Identificado 
Não identificado 
5 33,3 7 46,7 
0,727 
10 66,7 8 53,3 
Fator relacionado diagnóstico 2 
 
Identificado 
Não identificado 
4 26,7 3 20,0 
1,000 
11 73,3 12 80,0 
Característica definidora 1 diagnóstico 2 
 
Identificado 
Não identificado 
2 13,3 5 33,3 
0,453 
13 86,7 10 66,7 
Característica definidora 2 diagnóstico 2 
 
Identificado 
Não identificado 
4 26,7 5 33,3 
1,000 
11 73,3 10 66,7 
Característica definidora 3 diagnóstico 2 Identificado 
Não identificado 
3 20,0 4 26,7 
1,000 
12 80,0 11 73,3 
Rótulo Diagnóstico 3 
 
Identificado 
Não identificado 
1 6,7 7 46,7 
0,070 
14 93,3 8 53,3 
Fator relacionado diagnóstico 3 
 
Identificado 
Não identificado 
0 0,0 5 33,3 
0,063 
15 100,0 10 66,7 
Característica definidora 1 diagnóstico 3 
 
Identificado 
Não identificado 
0 0,0 5 33,3 
0,063 
15 100,0 10 66,7 
Característica definidora 2 diagnóstico 3 
 
Identificado 
Não identificado 
1 6,7 5 33,3 
0,219 
14 93,3 10 66,7 
Característica definidora 3 diagnóstico 3 
 
Identificado 
Não identificado 
0 0,0 4 26,7 
0,125 
15 100,0 11 73,3 
Legenda: 1Teste de McNemar. 
Fonte: Dados da pesquisa (2022) 
 
Quando se analisa o desempenho pré e pós-teste do grupo intervenção, 
consegue-se observar nítidas melhorias, apresentando aumento na identificação dos 
indicadores clínicos em todos os itens avaliados. Verifica-se resultado 
estatisticamente significante na inferência do rótulo diagnóstico 1 (p: 0,016) e nas 
características 2 (p: 0,039) e 3 (p:0,039), demonstrando que os primeiros diagnósticos 
propostos foram aqueles de maior inferência pelos alunos após as intervenções. 
116 
 
A mesma análise foi realizada com o grupo controle, na busca por avaliar as 
melhorias após a aplicação da aula expositiva comparando os resultados do pré-teste 
e pós-teste desse grupo, como demonstra a tabela 13. 
 
Tabela 13 - Desempenho do grupo controle nos momentos pré e pós-teste. Natal, Rio 
Grande do Norte, Brasil, 2022. 
 Variável Pré-teste 
n % 
Pós-teste 
n % 
Valor 
p1 
Rótulo Diagnóstico 1 Identificado 
Não identificado 
12 80,0 10 66,7 0,727 
3 20,0 5 33,3 
Fator relacionado diagnóstico 1 
 
Identificado 
Não identificado 
9 60,0 9 60,0 1,000 
6 40,0 6 40,0 
Característica definidora 1 diagnóstico 1 Identificado 
Não identificado 
8 53,3 10 66,7 0,727 
7 46,7 5 33,3 
Característica definidora 2 diagnóstico 1 Identificado 
Não identificado 
8 53,3 10 66,7 0,727 
7 46,7 5 33,3 
Característica definidora 3 diagnóstico 1 Identificado 
Não identificado 
5 33,3 8 53,3 0,453 
10 66,7 7 46,7 
Rótulo Diagnóstico 2 
 
Identificado 
Não identificado 
4 26,7 6 40,0 0,687 
11 73,3 9 60,0 
Fator relacionado diagnóstico 2 Identificado 
Não identificado 
2 13,3 4 26,7 0,687 
13 86,7 11 73,3 
Característica definidora 1 diagnóstico 2 Identificado 
Não identificado 
3 20,0 4 26,7 1,000 
12 80,0 11 73,3 
Característica definidora 2 diagnóstico 2 Identificado 
Não identificado 
3 20,0 4 26,7 1,000 
12 80,0 11 73,3 
Característica definidora 3 diagnóstico 2 Identificado 
Não identificado 
2 13,3 4 26,7 0,625 
13 86,7 11 73,3 
Rótulo Diagnóstico 3 
 
Identificado 
Não identificado 
1 6,7 6 40,0 0,125 
14 93,3 9 60,0 
Fator relacionado diagnóstico 3 Identificado 
Não identificado 
1 6,7 5 33,3 0,219 
14 93,3 10 66,7 
Característica definidora 1 diagnóstico 3 Identificado 
Não identificado 
1 6,7 5 33,3 0,219 
14 93,3 10 66,7 
Característica definidora 2 diagnóstico 3 Identificado 
Não identificado 
1 6,7 4 26,7 0,375 
14 93,3 11 73,3 
Característica definidora 3 diagnóstico 3 Identificado 
Não identificado 
1 6,7 3 20,0 0,625 
14 93,3 12 80,0 
Legenda: 1Teste de McNemar. 
Fonte: Dados da pesquisa (2022) 
 
Assim, apesar de observar melhorias após a aula expositiva de ensino, sua 
análise estatística não foi capaz de gerar significância. Além disso, observa-se que a 
quantidade de acertos foi inferior àquelas encontradas no grupo intervenção. 
Por fim, foram avaliadas as respostas dos estudantes a aplicação do 
Inventário de Raciocínio diagnóstico. Sua análise se deu pela avaliação do 
instrumento em flexibilidade do pensamento e a estrutura de conhecimento na 
memória do diagnosticador nos momentos pré-teste e pós-teste de ambos os grupos. 
Esses valores estão apresentados na tabela 14. 
 
117 
 
Tabela 14 - Resultado da aplicação do IRD nos grupos controle e intervenção. Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 2022. 
VALORES 
GRUPO EXPERIMENTAL GRUPO CONTROLE INTRAGRUPOS2 
PRÉ-TESTE PÓS-TESTE PRÉ-TESTE PÓS-TESTE PRÉ-TESTE PÓS-TESTE PRÉ-TESTE PÓS-TESTE 
Pens. Mem. Pens. Mem. Pens. Mem. Pens. Mem. Pens. Pens. Mem. Mem. 
Média/ 
Mediana 
74,8* 69,8* 77,0 73,0 77,0 68,0 75,0 71,9 
0,724 0,245 0,322 0,100 
Valor p¹ 0,019 0,018 0,219 0,005 0,868 0,153 0,902 0,013 
Legenda: *Média; 1Teste de normalidade dos dados Shapiro-Wilk; 2Teste U de Mann-Whitney.; Pens = pensamento; Mem - memória 
Fonte: Dados da pesquisa (2022) 
 
 
Os valores referentes à autoavaliação do grupo experimental proporcionaram melhores médias quando comparados ao 
grupo controle, tanto na flexibilidade do pensamento quanto na estrutura do conhecimento na memória. Entretanto, essas melhorias 
não foram capazes de gerar resultados significantes. Determinando, portanto, que a simulação aliada ao mapa conceitual 
(intervenção) demonstrou habilidade de raciocínio similar àquele exposto à aula expositiva (controle). Entretanto, esse não invalida 
as melhorias apresentadas pelos alunos quando comparamos os resultados antes e após a intervenção.
118 
 
6 DISCUSSÃO 
 
A integração de metodologias ativas de ensino pode contribuir sobremaneira 
nas habilidades cognitivas de elaboração de diagnósticos de enfermagem, com 
destaque para a simulação clínica. Essa metodologia consegue aproximar a teoria e 
a prática, aumentar a capacidade de avaliação, decisão clínica, aprimorar habilidades 
do raciocínio diagnóstico e julgamento clínico, desenvolver competências voltadas ao 
ensino, assistência, pesquisa e até mesmo gestão (JERÔNIMO et al., 2018; 
RODRIGUES et al., 2020). 
A simulação clínica torna-se uma estratégia para a aprendizagem significativa, 
sendo o aprendiz o principal responsável pelo seu conhecimento e agente ativo no 
processo de proficiência no raciocínio diagnóstico (JERÔNIMO et al., 2018). Reitera-
se que a aprendizagem ligada ao paciente real, não deve ser substituída. Entretanto, 
exposições clínicas simuladas repetidas aumentam a acuidade diagnóstica e o 
espectro de conhecimento sobre condições clínicas (MURRAY et al., 2018). 
Estudos demonstram em seus resultados os benefícios verificados pelos 
alunos, definindo a simulação como uma importante ferramenta para ingresso na 
prática clínica, por proporcionar segurança, promover ações assertivas e melhorias na 
qualidade da assistência (RODRIGUES et al., 2020; ROSA et al., 2020). Fato similar 
ao ocorrido na presente pesquisa. 
No presente estudo foram criados dois cenários de simulação representativos 
de situações comumente encontradas na prática clínica. Para isso, os estudos 
recomendam a construção de um roteiro teórico-prático com a projeção das ações 
realizadas, por conferir padronização, confiabilidade e possibilidade de reproduçãoem 
outros meios (INACSL, 2016, RODRIGUES et al., 2020). 
Assim, para a composição dos cenários foram elencadas duas situações 
clínicas de pacientes adultos, a saber: Assistência de enfermagem ao usuário com 
alterações pancreáticas na enfermaria clínica e Assistência de enfermagem ao usuário 
com disfunções cardíacas na enfermaria clínica. Entretanto, a simulação em questão 
não possuiu objetivo de trabalhar um procedimento ou técnica. Ela buscou 
desenvolver o raciocínio diagnóstico dos alunos da graduação exposto à problemas 
que podem surgir em uma enfermaria clínica. 
Os cenários possuem como público-alvo estudantes de enfermagem, que 
estavam cursando ou já haviam cursado a disciplina de semiologia e semiotécnica em 
119 
 
enfermagem. Visto que essa disciplina possui importância fundamental para a 
formação de enfermeiros, por agrupar conteúdos relacionados ao estudo dos sinais e 
sintomas, anamnese, exame físico, raciocínio diagnóstico de enfermagem e instrução 
para a realização de intervenções/procedimentos (CAMPANATI, 2019; LIMA; SILVA, 
2017; SOUZA et al., 2020). 
O simulador utilizado nesta pesquisa foi o de média fidelidade. Dessa forma, 
fez-se uso de um participante treinado para executar os diálogos da cena. Jerônimo 
et al. (2018), esclarecem que o simulador e o paciente simulado devem estar 
preparados para estabelecer interação com o estudante, no intuito de responder seus 
questionamentos, apresentar sinais e sintomas concernentes ao caso e ser fiel aos 
objetivos propostos para o cenário e para a aprendizagem. O paciente simulado traz 
algumas limitações, principalmente para a realização de alguns procedimentos. Nesse 
sentido, o uso da simulação híbrida pode ser uma estratégia para superar essas 
limitações (SANTOS et al., 2021a). 
Para operacionalizar a simulação, elabora-se um cronograma para organizar 
as ações realizadas e o tempo disponível para cada etapa. Dessa forma, a simulação 
foi dividida em briefing, cenários de simulação e debriefing. No pré-debriefing ou 
briefing, deve-se deixar nítido o papel dos profissionais e alunos, a estratégia de 
simulação, o tipo de simulador e os recursos disponíveis para a cena. Esse é 
fundamental para o estabelecimento de confiança entre os participantes no cenário 
(KANEKO; LOPES, 2019). Para esse, foi disponibilizado 10 minutos para sua 
execução, conforme orienta a literatura (INACSL, 2016; CAMPANATI, 2019), ao 
confirmar que o tempo destinado para esse momento varia de 5 a 10 minutos, a 
depender do objetivo estabelecido para a simulação. 
Para a execução do cenário foi destinado um tempo de 20 minutos. Entretanto, 
ressalta-se que os fatores determinantes para sua duração são os objetivos traçados, 
as tarefas executadas durante a cena e o público-alvo. Assim, deve-se estimar o 
tempo para realizar as atividades solicitadas de forma confortável, evitando pressão 
ou intimidação. Todavia, não se recomenda momentos de ócio por reduzir o 
desempenho do aluno (SILVA et al., 2021). 
Já para o debriefing, foi destinado um tempo de 30 minutos. Esse tempo é o 
recomendado de execução pela literatura (KOLBE; GRANDE; SPAHN, 2015). O 
debriefing é um processo intencional e fundamental para o sucesso da competência 
clínica almejada, não dependendo essencialmente do tempo ou tecnologia utilizada, 
120 
 
mas sim, do seguimento de um método adequado (HALAMEK et al., 2019). Ocorre 
após a aplicação do cenário por proporcionar a aprendizagem ativa de habilidade e 
competências técnicas, afetivas, cognitivas e psicossociais. 
Para o desenvolvimento do raciocínio diagnóstico, essa etapa colabora por 
deixar nítido o processo utilizado pelo aluno para chegar ao diagnóstico, explicando o 
caminho percorrido da extração de dados até a inferência. A metacognição pode 
auxiliar nessa etapa por permitir a consciência desse processo de raciocínio 
(JERONIMO, 2018). 
Silva et al. (2021) recomendam que esse seja conduzido de forma estruturada. 
Para a simulação, adotou-se o modelo de Gibbs (1988), no qual o educando aprende 
e avalia sua atuação por meio de perguntas norteadoras, composta por seis 
etapas/fases, que incentivam os estudantes a organizarem e estruturarem seu 
pensamento (CAMPANATI, 2019). 
As reflexões estabelecidas pelos estudantes é um elemento essencial na 
assimilação de conhecimento e habilidades, proporcionando o resgate de atitudes e 
informações pré-existentes para serem adicionadas a uma nova estrutura de 
conhecimento. Além disso, esse é mais um momento centrado no aluno, na sua ação 
e na criação de novas ações (SILVA et al., 2021). 
Assim, é imprescindível que no planejamento dos objetivos dos cenários 
sejam observados níveis específicos de conhecimento e habilidades do estudante 
para atingir o propósito estabelecido (SILVA et al., 2021). Os objetivos dos cenários 
de simulação foram traçados a partir da taxonomia de Bloom, almejando o domínio de 
aplicação, que se refere à habilidade do aluno em recolher e aplicar informações em 
situações ou problemas concretos (BLOOM, 1956). Nesse contexto, foram elencados 
verbos como: vivenciar, empregar e desenvolver, todos relacionados ao processo 
cognitivo do raciocínio diagnóstico. 
Por conseguinte, para operacionalizar essa etapa, proporcionar maior 
credibilidade e aproximação com a prática, os cenários devem ser baseados em casos 
clínicos, por permitirem descrever acontecimentos presentes no cotidiano do 
enfermeiro de forma sistematizada (ROCHA et al., 2021). Entretanto, em simulação, 
os casos clínicos e o treino de habilidades devem ser desenvolvidos por meio de 
fundamentação teórica e estudos pautados em bons níveis de evidência e não 
justificados apenas pela vivência clínica dos formadores (FABRI et al., 2017). 
121 
 
Para viabilizar os objetivos dos cenários de simulação, os casos clínicos foram 
construídos mediante o uso de uma linguagem padronizada, a NANDA Internacional, 
versão 2018-2020. As linguagens especializadas da CIPE e NANDA Internacional 
podem ser aplicadas, por permitirem a seleção de termos que auxiliem no processo 
de ensino-aprendizagem. Essa construção pode recorrer a modelos orientados por 
domínio, orientado por hipóteses diagnósticas, problemas da prática, dentre outros 
(JERÔNIMO et al., 2018). 
Os autores abordam inicialmente, como passo primordial para a elaboração 
dos cenários, realizar um levantamento das necessidades e avaliar as causas do 
problema estudado (INACSL, 2016; KANEKO; LOPES, 2019). Foi observada a 
dificuldade dos discentes em elencar diagnóstico de enfermagem, principalmente ao 
relacionar os sinais e sintomas ao diagnóstico proposto pela NANDA Internacional. 
A literatura demonstra as dificuldades em elencar diagnósticos de 
enfermagem (SOUZA et al., 2016; YONT; KHORSHID; ESER, 2009, ANTUNES, 
2020), citando-o como o passo mais difícil do processo de enfermagem (YLMAZ; 
SABANCIOGULLARI; ALDEMIR, 2015), bem como, dificuldades no ensino pela 
própria complexidade no conteúdo (AGYEMAN-YEBOAH; KORSAH; OKRAH, 2017, 
SOUSA et al., 2016). 
Dessa forma, foram adotados diagnósticos de enfermagem para cada cenário 
inferido, tomando como base a taxonomia da NANDA Internacional e estudos de 
validação, os quais evidenciaram as características definidoras mais acuradas para 
representar os diagnósticos na clientela definida. 
As pesquisas de validação proporcionam informações sobre os melhores 
critérios clínicos a serem utilizados, permitindo a criação de regras para inclusão ou 
descarte de diagnósticos pelo uso de medidas de acurácia, sensibilidade e 
especificidade e valores preditivos (JERÔNIMO et al., 2018). Esses estudos são 
importantes porque quanto mais acurado é o diagnóstico, maior a sua coesão com a 
realidade e maior é a qualidade do mesmo (BELINELI et al., 2021). Erros nesse 
processo incorrem principalmente pela falta de interpretação, síntese ou julgamento 
das informações. Assim, estratégiaseducativas que fortaleçam esse raciocínio são 
primordiais (LAMANNA et al., 2019). Dessa forma, dispor de um método válido, capaz 
de mensurar a acurácia diagnóstica em cenários simulados, promove maior 
confiabilidade na utilização dessa ferramenta (TINOCO, 2019). 
122 
 
Nesse ínterim, além da construção desses conceitos utilizando um sólido 
corpo de conhecimento, foi realizada também a análise de conteúdo por juízes. No 
planejamento das pesquisas, faz-se necessário incorporar procedimentos que 
garantam que os indicadores utilizados sejam confiáveis, principalmente instrumentos 
para a coleta de dados, já que se configura como primordial para as etapas de análise, 
aplicação e divulgação dos dados. Para fortalecer o processo de criação e 
refinamento, a análise dos juízes em raciocínio diagnóstico ou simulação clínica foi 
fundamental (MEDEIROS et al., 2015). 
Os juízes que compuseram a análise no presente estudo apresentaram perfil 
feminino, provenientes majoritariamente do nordeste do Brasil, com faixa etária média 
de 30 anos, possuíam em sua maioria título de especialistas, mestre e doutores. Tais 
características corroboram com o perfil de juízes que participaram de análises de 
conteúdo em estudos semelhantes (CAMPANATI, 2019; DINIZ, 2017; COSSI, 2019; 
RODRIGUES, 2017; TINOCO, 2019). Os juízes também foram classificados de acordo 
com o proposto por Benner, Tanner e Chesla (2009) e adaptado por Diniz (2017). 
Nesse sentido, em sua classificação, as autoras reafirmam a importância de uma 
avaliação que possua contribuições advindas do conhecimento teórico e prático. 
Ao aplicar os critérios estabelecidos para avaliar as habilidades dos juízes, 
não houve na pesquisa em questão peritos classificados como experts. Esse fato 
também se repetiu em outros trabalhos, isso pode ser explicado pela adoção de 
critérios mais rigorosos para nomeá-los (DINIZ, 2017; NASCIMENTO, 2020). 
Ademais, um alto nível de conhecimento foi alcançado, devido a quantidade de juízes 
competentes e proficientes encontrados na amostra. 
Os juízes avaliaram os itens dos cenários de simulação, por meio de escala 
likert com pontuação de 1 a 5, onde 1 corresponde a “não adequado” e 5 “muito 
adequado”. Não houve nenhuma avaliação referente às pontuações 1 e 2, essas se 
concentraram principalmente na classificação “muito adequado”. Essa escala também 
foi utilizada em estudos semelhantes para avaliar o conteúdo dos cenários de 
simulação clínica (CAMPANATI, 2019; COSSI, 2019; DELGADO, 2021; RODRIGUES, 
2017; TINOCO, 2019). A avaliação é importante, haja vista que, no cenário de 
simulação todas as peças (itens) devem estabelecer relação e caminhar para o 
processo de tomada de decisão, atingindo os objetivos propostos para a 
aprendizagem (SILVA et al., 2021). O reconhecimento da qualidade dos instrumentos 
123 
 
é um aspecto imprescindível para a credibilidade dos resultados propostos, o que 
reforça a importância do processo de validação (MEDEIROS et al., 2015). 
Além de avaliar os itens propostos para a simulação, esses também foram 
responsáveis por avaliar os casos clínicos envoltos no cenário e, por meio da escala 
EADE, mensurar a acurácia diagnóstica. A aplicação da escala exige que os 
avaliadores façam parte do raciocínio clínico para estabelecer o diagnóstico. Esse 
sendo realmente acurado, consegue refletir o real estado de saúde do cliente e 
culmina em intervenções que impactem nos resultados em saúde (MATOS; CRUZ, 
2009). Essa avaliação aplicada pelos juízes refinam o estudo, tornando-os mais 
fidedignos e inteligíveis (ALMEIDA, 2021). 
O raciocínio diagnóstico é um processo complexo que está envolto nas 
interpretações de respostas a problemas de saúde, que mesmo sustentadas pelo 
conhecimento, são subjetivas ao diagnosticador. Assim, quando não é conduzido de 
forma estruturada está propenso a riscos e erros de julgamentos (CLEIRES et al., 
2015). Os diagnósticos que compuseram os cenários foram avaliados de acordo com 
a estatística S, utilizada para medir a concordância global interavaliador sobre a 
relevância dos componentes do diagnóstico de enfermagem. 
No cenário 1 foram considerados os diagnósticos dor aguda (S:0,982), padrão 
respiratório ineficaz (S:0,931), nutrição desequilibrada (S:0,703) e no cenário 2, débito 
cardíaco diminuído (S:0,929), volume de líquidos excessivos (S:0,827), padrão 
respiratório ineficaz (S:1,000), demonstrando uma boa avaliação entre os juízes. 
Autores abordam a importância da análise de conteúdo referentes ao processo 
diagnóstico, por estabelecer critérios de adequação, clareza, concisão e precisão 
(CLEIRES et al., 2015). 
Destaca-se que em pacientes com pancreatite, o quadro de dor é a principal 
queixa (BEZERRA; PACHECO; OLIVEIRA, 2021). Essa caracteriza-se por ser 
contínua em região epigástrica com irradiação para o dorso, podendo estar associada 
a náuseas e vômitos (SANTOS et al., 2021b). Sendo esse diagnóstico um dos mais 
comuns em ambientes de enfermarias clínicas (66,7%) (FONTES; CRUZ, 2007). A 
nutrição também torna-se um fator de comprometimento para pacientes com esse 
quadro clínico, pois ocorrem uma grande depleção de nutrientes, principalmente pelo 
tempo em dieta zero no período inflamatório da doença (OKABAYASHI et al., 2020). 
Estudos também demonstram que a dor pode ser um fator etiológico causador do 
padrão respiratório ineficaz, principalmente em adultos e idosos. A dor intensa pode 
124 
 
causar taquipneia (PADRO; BETTENCOURT, LOPES, 2019), seguidos de momentos 
de apneia e hiperventilação, interferindo na mobilização dos volumes de ar (WEST, 
2013), culminando, assim, na alteração do padrão respiratório, mesmo sem 
fisiopatologia pulmonar. 
No cenário 2, o diagnóstico de débito cardíaco diminuído apresenta-se 
acurado em casos de insuficiência cardíaca (PEREIRA et al., 2015; GALVÃO et al., 
2016), estando relacionado principalmente à diminuição da fração de ejeção do 
ventrículo esquerdo (GALVÃO et al., 2016). Pesquisa com essa clientela aponta que 
os diagnósticos de enfermagem de maior prevalência foram exatamente os três 
listados para esse cenário. Constatou-se ainda que o diagnóstico de débito cardíaco 
diminuído e volume de líquidos excessivo foram mais prevalentes nos pacientes que 
apresentaram piora no quadro clínico, sendo o primeiro, o de maior acurácia 
(ERNANDES et al., 2019). O padrão respiratório ineficaz também se demonstra como 
um diagnóstico prevalente nessa clientela. Um estudo demonstra que a 
hiperventilação é o fator relacionado de maior prevalência nesse diagnóstico quando 
aplicado a pacientes com insuficiência cardíaca (91,7%) (GALVÃO et al., 2016), sendo 
esse o fator etiológico elencado para o cenário em questão. 
Para os casos clínicos utilizados no pré-teste e pós-teste também foi 
observado concordância entre os juízes, com IVC de 93,7%. O caso clínico 1, utilizado 
para o instrumento pré-teste, contou com os diagnósticos de Nutrição desequilibrada: 
menor que as necessidades corporais, Integridade da pele prejudicada e Dor aguda. 
Estudo sobre paciente em pós-operatório demonstrou frequência aumentada dos três 
diagnósticos propostos para o caso clínico (BERTONCELLO et al., 2015). 
Uma pesquisa com pacientes submetidos a colecistectomia evidenciou que a 
integridade da pele prejudicada esteve presente em 96,8% da clientela e a dor 
responsável em 62,5% desses (DARLI; ROSSI; DARLI, 2006). Essa cirurgia é 
responsável pela retirada da vesícula biliar, motivada principalmente para aliviar os 
sintomas gerados pelo cálculo e permitir maior liberdade na dieta (OLIVEIRA, 2018). 
O fator nutricional adequado é essencial em pacientes pós-cirúrgicos, pois seu 
desequilíbrio pode contribuir com complicações nesse período (ARAÚJO et al., 2016). 
A necessidade desse procedimento geralmente surge a partir dos 35 a 55 anos 
(FELICIO et al., 2017), faixa etária escolhida para a paciente no caso descrito.O caso clínico 2, também direcionado para os instrumentos pré-teste e pós-
teste, contou com os diagnósticos de enfermagem, desobstrução ineficaz das vias 
125 
 
aéreas, insônia e conhecimento deficiente. O diagnóstico de desobstrução é muito 
comum em pacientes com asma. Os indicadores acurados encontrados nesses casos 
foram dispneia, mudança na frequência respiratória, mudança no ritmo respiratório, 
ortopneia, ruídos adventícios respiratórios e tosse ineficaz (OLIVEIRA et al., 2015). 
Dentre esses, estão os utilizados no caso clínico construído e analisado por juízes. 
Uma pesquisa também corroborou com esses achados e explicou que a tosse 
ineficaz foi identificada como relevante para a ocorrência desse diagnóstico (72%; p < 
0,001). Sua ineficácia gera acúmulo de secreção na via aérea, condição favorável para 
que o problema respiratório se instale. A tosse eficaz elimina o fator etiológico, que é 
a presença de secreção na via aérea (CHAVES, 2015). Essa justificativa explica a 
presença do diagnóstico no estudo de caso em questão. Chaves (2015) também 
pontua que, muitas vezes, a gravidade da crise asmática não tem relação com a idade, 
podendo também ocorrer na fase adulta. 
A insônia também é muito prevalente em pacientes adultos asmáticos, 
afetando a qualidade de vida desses. Quando presentes, estão associadas a um pior 
controle da doença (LUYSTER et al., 2016). O tratamento dessa condição crônica é 
complexo, principalmente porque fatores externos podem desencadear um quadro 
agudo. Assim, saber os fatores de exposição, condições desencadeantes e como agir 
é um fator essencial para o paciente e família. A educação associada ao tratamento é 
indispensável em seu manejo (SILVA; TOMAZ, 2021). 
Diante disso, observa-se que a análise de conteúdo exigiu o cumprimento de 
exigências que vão desde a construção inicial do objeto avaliado, parecer dos juízes 
até a aplicação de diferentes procedimentos estatísticos. E mesmo diante desse 
percurso metodológico, ainda se recomenda a associação com outros processos de 
análise para que o instrumento produza o efeito esperado (MEDEIROS et al., 2015). 
Dessa forma, foi instituída a última etapa desse estudo por meio de um ensaio clínico 
randomizado e controlado, que operacionalizou a avaliação da eficácia da simulação 
clínica e mapas conceituais no raciocínio diagnóstico em discentes de enfermagem. 
Para isso, os estudantes foram divididos em grupo controle e intervenção. A 
avaliação inicial permitiu observar a homogeneidade dos grupos no que diz respeito 
aos dados sociodemográficos e formativos desses. As características foram comuns 
quando comparados a estudos da mesma área, evidenciando jovens, na faixa etária 
de 20, cursando os anos iniciais da graduação em enfermagem, a maioria, sem vínculo 
126 
 
empregatício na área ligados a projetos (CAMPANATI, 2019; COSSI, 2019; SOUSA, 
2015; TINOCO, 2019; RODRIGUES, 2017). 
A eficácia da intervenção educacional proposta na presente tese foi avaliada 
por meio de momentos pré-teste e pós-teste dos grupos intervenção e controle, para 
a mensuração da habilidade de raciocínio diagnóstico inicial. Percebeu-se a existência 
de homogeneidade entre os grupos na identificação dos indicadores de inferência 
diagnóstica. Essa equivalência é necessária, visto que, os grupos precisam ser 
equânimes, para que os resultados posteriores possam evidenciar a eficácia da 
intervenção. Os estudos citados acima também obtiveram esse resultado 
(CAMPANATI, 2019; COSSI, 2019; SOUSA, 2015; TINOCO, 2019; RODRIGUES, 
2017). 
As principais dificuldades nos grupos controle e intervenção foram na 
identificação dos indicadores diagnósticos, sendo os rótulos os que possuíram 
números maiores de acertos. Nota-se dificuldade em relacionar os sinais e sintomas 
com o título do diagnóstico de enfermagem. Estudos evidenciam essa dificuldade 
tanto em sala de aula (COSSI et al., 2019; LIMA, 2015, TINOCO, 2019, 
BITTENCOURT, 2011; SILVA, 2011), quanto na prática clínica (LIMA, 2015). 
Demonstrando as deficiências nessa área no último semestre da graduação, durante 
a prática hospitalar. Bittencourt (2011) identificou dificuldades principalmente no 
levantamento das causas do problema, na realização de agrupamento e na 
denominação desse. Cossi (2019) verificou, em sua pesquisa, que os alunos 
conseguiam inferir os diagnósticos que estavam descritos de forma evidente no caso 
clínico. 
Esse fator pode estar relacionado também a importância atribuída a 
procedimentos práticos em detrimento das habilidades cognitivas e críticas 
(BITTENCOURT; CROSSETTI, 2013). Assim, estimular o raciocínio clínico, desde o 
início das atividades acadêmicas, contribui para se ter gerações com maior 
desempenho nas habilidades e no âmbito profissional (CARVALHO; OLIVEIRA-
KAMURA; MORAIS, 2017). Por conseguinte, diante da necessidade de estabelecer 
inter-relações entre os conceitos da área, o discente de graduação em enfermagem 
prescinde da utilização de estratégias que favoreçam o diagnóstico (ALVES; 
DESSUNTI; OLIVEIRA, 2014). 
Além da utilização da simulação, foi construído junto aos alunos mapas 
conceituais, que auxiliaram na inferência diagnóstica, por conseguir expor as 
127 
 
alterações apresentadas pelos casos e permitir construir relações visuais entre esses 
achados e os indicadores clínicos presentes na NANDA-internacional. 
Estudo utilizando essa ferramenta demonstrou que ela favorece a formulação 
de diagnósticos de enfermagem, por desenvolver habilidades de pensamento crítico, 
organização do processo de análise e síntese dos dados coletados sendo sua maior 
contribuição, o auxílio na organização das ideias e conceitos do estudante (NEVES; 
ASSUNÇÃO, 2018). A utilização dos MC nos componentes curriculares e de 
semestres iniciais do curso de enfermagem, despertam a autonomia dos alunos em 
seu processo formativo e acadêmico (RIBEIRO et al., 2020). 
Esses favorecem o aprendizado, a conexão entre os conteúdos, apreensão 
de conceitos chave, estimula a reflexão e criatividade e a capacidade de análise e 
síntese. Além disso, incita o trabalho em equipe e impulsiona a dinamicidade ao 
processo de estudo (COTTA; FERREIRA, 2019). 
No contexto da educação em enfermagem, a utilização de abordagens 
pedagógicas ativas com foco no ensino-aprendizado são discutidas como meios para 
o avanço do ensino e da profissão (FLOT; LINDEN, 2016; PAGNUCCI et al., 2015; 
PATTERSON et al., 2017). Além disso, acredita-se que a utilização de tecnologias de 
ensino pode influenciar profissionais e docentes na busca constante por atualizações 
no processo de ensino-aprendizagem (OLIVEIRA et al., 2019). Aplicar estratégias 
educativas, que culminem e pontuem esses aspectos e as necessidades exigidas pelo 
mundo do trabalho em saúde, é de suma relevância para formação de enfermeiros 
(SILVA et al., 2021). 
Assim, após a aplicação da simulação clínica coadunadas aos mapas 
conceituais e a aula expositiva aplicada ao grupo controle, foi realizada a análise dos 
resultados no pós-teste para ambos os grupos. Constatou-se que os resultados foram 
positivos, uma vez que houve melhora de desempenho em quase todos os itens 
avaliados. O grupo intervenção conseguiu obter um quantitativo maior de acertos 
quando comparados ao grupo controle em todos os seus indicadores. 
Além disso, houve melhora nos resultados de inferência quando comparados 
os momentos pré-teste e pós-teste dentro do grupo intervenção (GI), demonstrando 
um aumento relacionado à capacidade de inferência dos indicadores clínicos (fatores 
relacionados p=0,004, e características definidoras p=0,004) e rótulo diagnóstico (p= 
0,001) comparados aos resultados que antecederam a intervenção nesse grupo. 
Valores superiores também foram encontrados no IRD, em que o grupo intervenção 
128 
 
apresentou melhores médias quando comparados ao grupo controle, tanto na 
flexibilidade do pensamentoquanto na estrutura do conhecimento na memória. Sendo 
o IRD um instrumento confiável para demonstrar a habilidade de raciocínio 
diagnóstico, em que quando maior o escore relacionado ao item na escala, mais 
positiva ou adequada é a resposta (RODRIGUES, 2012). Esses valores demonstram 
resultados positivos, visto que, a flexibilidade do pensamento demonstra que o aluno 
utilizou uma variedade de processos aplicados ao raciocínio diagnóstico. Já a 
estrutura do conhecimento na memória apresenta a disponibilidade de informações 
armazenada na memória durante a inferência (RODRIGUES, 2012). Dessa forma, 
essas habilidades também apresentaram melhorias após a aplicação da intervenção 
aos alunos. Haja vista, os benefícios alcançados perpassam a inferência do 
diagnóstico, essa auxilia na organização e acúmulo de conhecimento pelo aluno para 
avaliações posteriores de situações clínicas. 
Entretanto, os valores não apresentaram significância estatística quando 
foram comparados os resultados do momento pós-teste entre os dois grupos 
(resultados intergrupos - GI e GC). Determinando, portanto, que a simulação aliada 
ao mapa conceitual (intervenção) demonstrou habilidade de raciocínio similar àquele 
exposto à aula expositiva (controle). Todavia, esse resultado não invalida as melhorias 
apresentadas pelos alunos quando compara-se os resultados antes e após a 
intervenção, visto que, o arsenal de conhecimento adquirido pode ser responsável por 
melhorias nas habilidades de raciocínio diagnóstica, bem como, aplicações de 
intervenções eficazes no contexto clínico. 
Em geral, pesquisas com metodologias similares têm demonstrado melhora 
na aprendizagem dos alunos quando se comparam os grupos controle e intervenção 
relacionado ao potencial para a inferência diagnóstica. Entretanto, apesar das 
melhorias, essas não apresentam resultados estatisticamente significantes que 
consigam afirmar um resultado superior do experimento em relação ao controle 
(SOUSA et al., 2018; TINOCO, 2019; COSSI, 2019). 
Entretanto, a literatura demonstra que a simulação clínica auxilia na melhoria 
do pensamento crítico de estudantes de enfermagem, verificando que os ganhos no 
pensamento crítico aumentavam ainda de acordo com o número de exposição do 
aluno a essa prática (AL GHARIBI; ARULAPPAN, 2020; SHIN et al., 2015). Trata-se 
de um processo intencional, direcionado a partir de evidências, contextos, métodos e 
critérios (FACIONE; FACIONE; GIANCARLO, 2000). A literatura demonstra que a 
129 
 
precisão do diagnosticador é um ponto fundamental para o sucesso das demais fases 
do processo de enfermagem (LEONI‐SCHEIBER; MAYER, MÜLLER‐STAUB, 2020). 
Apesar da vasta gama de benefícios ligados às metodologias ativas, como a 
simulação clínica e os mapas conceituais, acredita-se que resultados capazes de 
comprovar a superioridade da intervenção em relação ao controle não foram 
alcançados devido os discentes estarem habituados com o processo de ensino 
fragmentado e voltado para a prática tradicional. Essas metodologias requerem do 
estudante integração de conhecimentos entre os ciclos básicos e o clínico, além da 
capacidade de interligação dos conceitos já existentes àqueles novos, recém 
assimilados. Entretanto, em sua estrutura curricular, esses conteúdos são trabalhados 
de forma separada e muitas vezes, não se estabelece, em aulas tradicionais, a devida 
relação entre eles (PERES et al., 2018). 
Enfatiza-se ainda que a compreensão das diferentes formas de aprender é 
uma importante ferramenta para lapidar o ensino e aumentar o desempenho 
acadêmico (STEFANELLO et al., 2020). Nesse ínterim, procura-se distanciar o ensino 
ligado apenas ao tecnicismo, com ênfase no executar, sem trabalhar as finalidades e 
justificativas, além disso, que dispense o estudante do protagonismo em seu processo 
de aprendizagem. Dessa forma, acredita-se que melhores resultados possam ser 
encontrados com maiores exposições dos alunos à intervenção proposta. 
 Salienta-se que o presente estudo apresentou algumas limitações. Destaca-se 
a aplicação do estudo em apenas uma universidade. Logo, sugere-se a realização de 
pesquisas com número amostral maior, englobando outras instituições de ensino. 
Além disso, estudos que possam avaliar os resultados de forma longitudinal para 
concretizar os efeitos das tecnologias de ensino na aprendizagem significativa. 
Além disso, destaca-se que o laboratório utilizado não dispunha de todos os 
aparatos tecnológicos para a realização da simulação clínica, como uma sala de 
observação e de controle para os alunos. Outro fator a ser considerado foi a 
impossibilidade de cegamento dos aplicadores em relação ao pré-teste e pós-teste. 
Esse fato ocorreu devido ao contexto pandêmico, impossibilitando de a intervenção 
ser realizada em um único momento e do agrupamento desses estudantes em um 
único espaço. Embora tenham sido tomadas medidas para evitar a disseminação do 
conteúdo do estudo entre os grupos, continua sendo difícil afirmar que os efeitos da 
disseminação foram totalmente dissuadidos. 
 
130 
 
7 CONCLUSÃO 
 
A partir dos resultados obtidos, confirmou-se a tese do presente estudo, 
estabelecida por meio da hipótese alternativa, a qual afirma que a simulação clínica 
aliada ao mapa conceitual é eficaz para o aumento da habilidade do raciocínio 
diagnóstico de discentes de graduação em Enfermagem. 
O desenvolvimento dessa pesquisa perpassou por etapas com rigor científico 
de construção e análise de casos clínicos por juízes e aplicação da simulação clínica 
e mapas conceituais, por meio de um estudo experimental controlado e randomizado. 
Inicialmente, foram criados quatro casos clínicos, dois utilizados para compor 
os cenários de simulação e dois criados para serem utilizados como instrumento pré-
teste e pós-teste. Esses foram analisados por juízes, os quais julgaram sua 
adequabilidade. Após as avaliações, foram inseridas as sugestões propostas para 
cada item do cenário, bem como, as alterações de alguns diagnósticos. Os casos 
clínicos dos instrumentos utilizados antes e após a aplicação da intervenção 
possuíram alta média de índice de validade de conteúdo. 
Na etapa experimental da pesquisa, os alunos foram randomizados em grupo 
intervenção e controle, os quais apresentaram homogeneidade em suas 
características sociodemográficas e quanto à capacidade de raciocínio diagnóstico no 
pré-teste. 
A simulação clínica e os mapas conceituais foram aplicados ao grupo 
intervenção. Na comparação intragrupos, o grupo intervenção destaca-se na 
inferência do rótulo diagnóstico, o qual apresentou diferença estatística significante, 
quando comparados os momentos pré-teste e pós-teste. O mesmo aconteceu quando 
foram analisados os acertos referentes aos fatores relacionados e as características 
definidoras. Isso demonstra um aumento no número de acertos dentro do grupo 
experimental, após intervenção. 
Verifica-se resultado estatisticamente significante na inferência do rótulo do 
primeiro diagnóstico de cada caso. Dessa forma, houve melhoria na habilidade do 
raciocínio diagnóstico dos alunos ao relacionar os sinais e sintomas apresentados no 
caso clínico com os indicadores expressos na NANDA Internacional. Valores 
superiores também foram encontrados no IRD, em que o grupo intervenção 
apresentou melhores médias quando comparados ao grupo controle, tanto na 
flexibilidade do pensamento quanto na estrutura do conhecimento na memória. Dessa 
131 
 
forma, os resultados perpassam a inferência diagnóstica, auxiliando na organização e 
acúmulo de conhecimento pelo aluno para avaliações posteriores, seja durante a 
graduação ou em situações clínicas nos serviços de saúde. 
 Entretanto, quando analisados os valores comparando os grupos, não houve 
diferença estatisticamente significante. Todavia, isso não invalida a importância do 
estudo, visto que, esse confere ineditismo à ciência em enfermagem,em razão de 
compilar duas tecnologias de ensino aplicadas na melhoria do raciocínio diagnóstico. 
Esse ainda promove visibilidade a essas duas metodologias ativas, avançando no 
protagonismo do estudante no processo de ensino e aprendizagem. 
Espera-se que este estudo estimule outros pesquisadores a desenvolverem 
cenários de simulação e a aplicarem os mapas conceituais em distintas áreas da 
enfermagem. Outrossim, que os cenários desenvolvidos nesse estudo possam ser 
adotados em diferentes instituições para o ensino de diagnósticos de enfermagem e 
por conseguinte, possam contribuir para inovações de ensino na profissão. 
Para a prática, espera-se contribuir com a melhoria na inferência diagnóstica 
de estudantes de enfermagem e, dessa forma, de futuros enfermeiros, buscando além 
de intervenções seguras, também mais eficazes frente a utilização de diagnósticos 
acurados na assistência. Recomenda-se ainda, o uso desse produto enquanto 
programa de simulação, a ser instaurado durante todo o curso na instituição de ensino 
em questão, bem como, adoção e expansão por outras que ainda não possuem. 
 
 
 
132 
 
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147 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APÊNDICES 
 
148 
 
APÊNDICE A – CARTA CONVITE PARA A PARTICIPAÇÃO DOS JUÍZES 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE – UFRN CENTRO DE 
CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM 
CURSO DE ENFERMAGEM 
 
 
CARTA CONVITE PARA JUÍZES 
 
 
Prezado (a) juíz, eu, Ana Luisa Brandão de Carvalho Lira, estou 
desenvolvendo o projeto de pesquisa intitulado “Tecnologia educacional envolvendo 
a simulação clínica e o mapa conceitual para o ensino do raciocínio diagnóstico em 
enfermagem”. 
Venho por meio deste e-mail, solicitar a sua colaboração como especialista 
no ensino da enfermagem e/ou diagnósticos de enfermagem. Sua participação 
estará voltada para a avaliação do conteúdo dos cenários da simulação clínica e dos 
mapas conceituais direcionado para o ensino/aprendizagem do raciocínio 
diagnósticos aos discente de graduação do quarto período de enfermagem. 
Caso aceite participar, enviarei via e-mail, posteriormente, as informações 
gerais acerca do estudo e o termo de consentimento livre e esclarecido. Você deverá 
reenviar o termo de consentimento assinado. 
Desde já agradeço sua fundamental contribuição no engrandecimento deste 
trabalho. 
 
 
Professora Dr.ª Ana Luisa Brandão de Carvalho Lira. 
 
149 
 
APÊNDICE B – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO PARA OS 
JUÍZES 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE – UFRN 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM 
CURSO DE ENFERMAGEM 
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – TCLE 
 
 
Esclarecimentos 
Este é um convite para você participar da pesquisa: “Tecnologia educacional 
envolvendo a simulação clínica e o mapa conceitual para o ensino do raciocínio 
diagnóstico em enfermagem”, que tem como pesquisador responsável Profª Drª Ana 
Luísa Brandão de Carvalho Lira 
Esta pesquisa pretende analisar a eficácia de uma ferramenta tecnológica 
envolvendo a simulação clínica coadunada ao mapa conceitual para o ensino do 
raciocínio diagnóstico de discentes de enfermagem. 
O motivo que nos leva a fazer este estudo parte do pressuposto de que é de 
extrema relevância a formação de enfermeiros com pensamento critico e reflexivo, 
para prestar uma assistência segura e de qualidade. Nesse contexto, reforça-se a 
necessidade de desenvolver programas educacionais, incorporando o uso de 
tecnologias ativas em enfermagem, que contribuíram para uma aprendizagem 
significativa do discente. Nessa perspectiva, propõem-se a utilização das 
metodologias ativas, envolvendo a simulação clínica e o mapa conceitual, no intuito 
de elevar a acurácia diagnósticas entre os discentes da graduação em enfermagem. 
Caso você decida participar, você receberá um questionário semiestruturado, 
contendo cenários clínicos simulados com os respectivos diagnósticos de 
enfermagem e então deverá julgar a adequação de cada cenário clínico simulado, 
por meio da Escala de Acurácia de Diagnósticos de Enfermagem, tempo estimado é 
de no máximo duas horas. As notas dadas por você podem variar de 1 á 3, se julgar 
o item inadequado ou 4 e 5 se o item for adequado. Por fim as respostas dos juízes 
serão dicotomizadas para verificação da adequação ou não dos cenários simulados 
propostos. 
150 
 
A análise e julgamento do cenário clínico proposto não oferece risco à sua 
integridade física, entretanto, em virtude de a análise crítica exigir um raciocínio 
complexo, a pesquisa pode oferecer risco de cansaço mental. Com o objetivo de 
minimizar esse risco, você terá o prazo de até um mês, após o recebimento do 
questionário para devolvê-lo com os devidos julgamentos sobre os cenários clínicos. 
Somado a isso, você estará contribuindo para a investigação e confirmação da 
eficácia de um método de ensino, que beneficiará os discentes de graduação 
uma vez que objetivará uma melhor aprendizagem sobre o raciocínio diagnóstico de 
enfermagem. 
Durante todo o período da pesquisa você poderá tirar suas dúvidas ligando 
para a Profª Drª. Ana Luisa Brandão de Carvalho Lira, responsável pela pesquisa, por 
meio do telefone (84) 3215-3889. 
Você tem o direitode se recusar a participar ou retirar seu consentimento, em 
qualquer fase da pesquisa, sem nenhum prejuízo para você. Os dados que você nos 
fornecerá serão confidenciais e serão divulgados apenas em congressos ou 
publicações científicas, não havendo divulgação de nenhum dado que possa lhe 
identificar. Esses dados serão guardados pelo pesquisador responsável por essa 
pesquisa em local seguro e por um período de cinco anos. 
Se você tiver algum gasto pela sua participação nessa pesquisa, ele será 
assumido pelo pesquisador e reembolsado para você. Se você sofrer algum dano 
comprovadamente decorrente desta pesquisa, você será indenizado. Qualquer 
dúvida sobre a ética dessa pesquisa você deverá ligar para o Comitê de Ética em 
Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, telefone 3215-3135. 
Este documento foi impresso em duas vias. Uma ficará com você e a outra 
com o pesquisador responsável, a professora Drª. Ana Luisa Brandão de Carvalho 
Lira. 
 
Consentimento Livre e Esclarecido 
151 
 
Após ter sido esclarecido sobre os objetivos, importância e o modo como os 
dados serão coletados nessa pesquisa, além de conhecer os riscos, desconfortos e 
benefícios que ela trará para mim e ter ficado ciente de todos os meus direitos, 
concordo em participar da pesquisa “Tecnologia educacional envolvendo a simulação 
clínica e o mapa conceitual para o ensino do raciocínio diagnóstico em enfermagem”, 
e autorizo a divulgação das informações por mim fornecidas em congressos e/ou 
publicações científicas desde que nenhum dado possa me 
identificar. 
 
Natal, de de 2019 
 
 
 
Assinatura do participante da pesquisa 
152 
 
Declaração do pesquisador responsável 
Como pesquisador responsável pelo estudo “Tecnologia educacional 
envolvendo a simulação clínica e o mapa conceitual para o ensino do raciocínio 
diagnóstico em enfermagem”, declaro que assumo a inteira responsabilidade de 
cumprir fielmente os procedimentos metodologicamente e direitos que foram 
esclarecidos e assegurados ao participante desse estudo, assim como manter sigilo 
e confidencialidade sobre a identidade do mesmo. 
Declaro ainda estar ciente que na inobservância do compromisso ora 
assumido estarei infringindo as normas e diretrizes propostas pela Resolução 466/12 
do Conselho Nacional de Saúde – CNS, que regulamenta as pesquisas envolvendo 
o ser humano. 
 
Natal, 27 de junho de 2019. 
 
 
Assinatura do pesquisador responsável 
153 
 
APÊNDICE C – DOCUMENTO ENVIADO PARA ANÁLISE DOS JUÍZES PARA 
GRUPO FOCAL 
 
Eficácia da simulação clínica coadunada ao mapa conceitual na habilidade do 
raciocínio diagnóstico de discentes de enfermagem 
Kadyjina Daiane Batista Lúcio. 
Orientador: Ana Luisa Brandão de Carvalho Lira 
Prezado(a) juíz, 
Agradecemos a disponibilidade e empenho para com nosso trabalho. 
Contamos com sua expertise e disponibilidade para contribuir com nossa construção. 
Para caracterização dos senhores criamos um formulário que está disponível no link 
a seguir: https://forms.gle/d9QeBQH61zSegi4bA 
Orientações: 
O projeto de tese tem como título “Eficácia da simulação clínica coadunada ao 
mapa conceitual na habilidade do raciocínio diagnóstico de discentes de enfermagem” 
e tem como objetivo avaliar a eficácia da simulação clínica coadunada ao mapa 
conceitual na habilidade do raciocínio diagnóstico de discentes de enfermagem. O 
Projeto de tese está organizado em três fases, sendo a primeira construção dos casos 
clínicos, a segunda análise dos estudos de caso pelos juízes e a terceira aplicação 
das estratégias aos alunos de graduação da Universidade Federal do Rio Grande do 
Norte. 
Os senhores participarão da análise do conteúdo dos dois casos clínicos 
construídos (APÊNDICE A) que serão utilizados no pré-teste e pós-teste na fase de 
validação clínica, antes e após respectivamente, a aplicação da estratégia. Além 
disso, participarão da avaliação de aparência das 10 questões relacionadas a 
processo de enfermagem que serão aplicadas para os estudantes de graduação no 
objetivo de selecionar aqueles que apresentam maior necessidade de participar desse 
estudo (nota menor ou igual a 5), correspondendo assim, a nossa amostra. 
Análise de Conteúdo 
A participação do juiz envolverá o preenchimento do roteiro de congruência 
item-objetivo de acordo com os objetivos que foram propostos para os dois casos 
clínicos que serão julgados (APÊNDICE A). Solicitaremos, então, aos juízes que 
respondam ao roteiro (APÊNDICE B) para congruência item-objetivo composto por 
três partes: 1) congruência item-objetivo dos estudos de caso; 2) grau de dificuldade 
dos estudos de caso; e 3) justificação do grau de dificuldade de cada estudo de caso; 
154 
 
4) espaço para sugestões consideradas pertinentes pelos juízes. Esse roteiro foi 
construído baseado no de Cruz (1995). 
Na primeira parte desse roteiro, os juízes julgarão a congruência entre cada 
estudo de caso e os objetivos propostos para suas descrições. Quando um objetivo 
for considerado atendido, deverá receber a pontuação +1; quando houver indecisão, 
0; e quando não for considerado atendido, -1. Os pontos serão registrados 
individualmente pelos juízes nessa primeira parte do roteiro. Na segunda parte do 
roteiro, será solicitado aos juízes que indiquem o grau de dificuldade (pequeno, médio 
e grande) oferecido pelos estudos de caso aos alunos de graduação em enfermagem. 
O grau de dificuldade será avaliado por cada juiz tendo como base dados subjetivos 
e a experiência de cada um. Na terceira parte, haverá um espaço para justificativas 
do grau de dificuldade e a última parte e quarta etapa as sugestões. 
Análise de conteúdo da avaliação de nivelamento 
Os senhores julgarão se as questões elaboradas (APÊNDICE C) estão 
adequadas para aplicação à alunos de graduação em enfermagem que já cursaram 
ou estão cursando o componente “Semiologia e semiotécnica para enfermagem” e 
entraram em contato com o conteúdo de “Raciocínio Diagnóstico em Enfermagem”. 
Para isso, ao final da leitura das questões, irão julgar cada questão de acordo com a 
escala likert com variação de 1 a 5, onde: 1- indicará a não adequação da questão; 2- 
pouco adequado; 3- razoavelmente adequado; 4- consideravelmente adequado; 5- 
muito adequado. Para as avaliações 1, 2, 3 solicitamos que justifiquem a escolha. 
 
APÊNDICE A - OBJETIVOS PARA A FORMULAÇÃO DOS ESTUDOS DE CASO 
ESCRITOS 
1. Ser claramente escrito. 
2. Representar situações típicas de clientes, com as quais os alunos de graduação 
estão familiarizados. 
3. Requerer habilidades intelectuais semelhantes às usadas pelos alunos de 
graduação em ambientes de cuidado à saúde. 
4. Possibilitar a inferência de três diagnósticos de enfermagem com pistas para 
elaborar as características definidoras e fatores relacionados. 
 
 ESTUDOS DE CASO 
CASO CLÍNICO 1 
S.L.B., 49 anos, sexo feminino, casada, cinco filhos, foi submetida a colecistectomia há 
cinco dias. Após a cirurgia, sua dieta foi liberada pela equipe médica, entretanto, relata 
pouco interesse pelos alimentos ofertados, sintoma presente desde antes da cirurgia, e 
cólica abdominal. Devido a baixa ingestão alimentar, na avaliação realizada pelo 
enfermeiro, a paciente encontra-se com peso corporal 20% abaixo do ideal e dificuldade de 
155 
 
cicatrização da ferida cirúrgica. Queixa-se de diaforese e dor abdominal de intensidade 9, 
na escala numérica de dor. Ao exame físico: Consciente, orientada em tempo e espaço, 
normolínea, musculatura normotrófica, bulhas normofonéticas em 2T (BNF em 2T), 
murmúrios vesiculares presentes e ausência de ruídos adventícios. Abdome plano, 
presença de incisão cirúrgica com secreção sanguinolenta e hiperemiada. Fácies de dor à 
palpação abdominal. SSVV: FC: 80 bat./min., PA: 120/80 mmHg, FR: 20 resp./min., 
T:36,5oC. 
Diagnóstico 1 Nutrição desequilibrada: menor que as necessidades corporais relacionada 
a ingestão alimentarinsuficiente evidenciada por cólica abdominal, dor abdominal, interesse 
insuficiente pelos alimentos e peso corporal 20% ou mais abaixo do ideal. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado 
da NANDA-I 
1. Cólica abdominal Cólica abdominal 
2. Cólica abdominal, dor 
abdominal de intensidade 9. 
Dor abdominal 
3. Pouco interesse pelos 
alimentos ofertados 
Interesse insuficiente pelos 
alimentos 
 
4. Peso corporal 20% abaixo do 
ideal 
Peso corporal 20% ou mais 
abaixo do ideal 
 
5. Peso corporal 20% abaixo do 
ideal, pouco interesse pelos 
alimentos ofertados 
 Ingestão alimentar 
insuficiente 
Diagnóstico 2: Integridade da pele prejudicada relacionada a nutrição inadequada 
evidenciada por alteração na integridade da pele, dor aguda, sangramento e vermelhidão. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado 
da NANDA-I 
1. Presença de incisão cirúrgica Alteração na integridade da pele 
2. Dor abdominal de 
intensidade 9. 
Dor aguda 
3. Secreção sanguinolenta Sangramento 
4. Cicatriz Hiperemiada Vermelhidão 
5. Peso corporal 20% abaixo do 
ideal, pouco interesse pelos 
alimentos ofertados 
 Nutrição 
inadequada 
Diagnóstico 3: Dor aguda relacionado a agentes lesivos evidenciado por alteração no 
apetite, autorrelato da intensidade usando escala padronizada de dor, diaforese e 
expressão facial de dor. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado 
da NANDA-I 
1. Pouco interesse pelos 
alimentos ofertados 
Alteração no apetite 
2. Dor abdominal de 
intensidade 9 
Autorrelato da intensidade 
usando escala padronizada de 
dor 
 
3. Diaforese Diaforese 
4. Fácies de dor à palpação 
abdominal 
Expressão facial de dor. 
5. Colecistectomia Agentes lesivos 
Referências: CORREIA; DURAN, 2017; GUYTON; HALL, 2012; HERDMAN; KAMITSURU, 
2018; JENSEN, 2013; PREDEBON, et al, 2012; PORTO, 2012; POTTER; PERRY, 2013; 
RIBEIRO; LAGES; LOPES, 2012; SIEDEL, 2007; SMELTZER; BARE, 2011; TEIXEIRA et 
al., 2016; VALENTE et al., 2012. 
CASO CLÍNICO 2 
156 
 
P.A.B., 21 anos, sexo feminino, foi internada para tratamento de asma. Sua crise asmática 
foi desencadeada após participação em uma corrida universitária de 6 km, junto com seus 
colegas de turma. Durante a entrevista de admissão, relatou para a enfermeira que está 
irritada, desconfortável fisicamente, com dificuldade de concentração e de realizar 
atividades rotineiras, acorda cedo demais e tem dificuldade em manter seu sono, devido a 
presença de secreções espessas, com tosse ineficaz para eliminá-las. Informou que têm 
crises frequentes de asma desde os quatro anos de idade. Ao exame físico: Consciente, 
orientada em tempo e espaço, fácies ruborizada e quente ao toque, cianose periférica. Em 
relação à ausculta pulmonar, presença de ruídos adventícios, do tipo sibilo. Na ausculta 
cardíaca, presença de bulhas normofonéticas em 2T (BNF em 2T), abdome plano, indolor 
a palpação, sem visceromegalias. Membros inferiores simétricos e sem presença de 
edemas. SSVV: FR = 28 resp./min., FC = 90 bpm., T (axilar) = 38,70 C; PA = 120/80 mmHg. 
Diagnóstico 1. Desobstrução ineficaz das vias aéreas relacionada a secreções retidas 
evidenciado por alteração na frequência respiratória, cianose, ruídos adventícios 
respiratórios e tosse ineficaz. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado 
da NANDA-I 
1. FR = 28 resp./min Alteração na frequência 
respiratória 
 
2. Cianose periférica Cianose 
3. Ruídos adventícios, do tipo 
sibilo 
Ruídos adventícios respiratórios 
4. Tosse ineficaz para eliminar 
secreções 
Tosse ineficaz 
5. Presença de secreções 
espessas, com tosse ineficaz 
para eliminá-las 
 Secreções retidas 
Diagnóstico 2. Insônia relacionada a desconforto físico evidenciada por acordar cedo 
demais, alteração na concentração, alteração no humor e dificuldade em manter seu sono 
durante a noite. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado 
da NANDA-I 
1. Acordar cedo demais Acordar cedo demais 
2. Dificuldade de concentração 
e de realizar atividades 
rotineiras 
Alteração na concentração 
3. Irritabilidade Alteração no humor 
4. Dificuldade em manter seu 
sono 
Dificuldade em manter seu sono 
durante a noite. 
 
5. Desconforto físico Desconforto físico 
Diagnóstico 3. Hipertermia relacionada a atividade vigorosa evidenciada por irritabilidade, 
pele quente ao toque, pele ruborizada e taquipneia. 
Pistas Característica definidora da 
NANDA-I 
Fator relacionado 
da NANDA-I 
1. Irritabilidade Irritabilidade 
2. Fácies quente ao toque Pele quente ao toque 
3. Fácies ruborizada Pele ruborizada 
4. FR = 28 resp./min Taquipneia 
5. Corrida de 6 km Atividade vigorosa 
Referências: AQUINO et al., 2018; BRAGA et al., 2014; CARVALHO et al., 2005; GUYTON; 
HALL, 2012; HERDMAN; KAMITSURU, 2018; JENSEN, 2013; PORTO, 2012; POTTER; 
PERRY, 2013; SMELTZER; BARE, 2011; SOUSA; LOPES; SILVA, 2015. 
 
157 
 
APÊNDICE B- ROTEIRO PARA ATRIBUIÇÃO DA CONGRUÊNCIA ITEM-
OBJETIVO DOS ESTUDOS DE CASO, PARA ATRIBUIÇÃO DO GRAU DE 
DIFICULDADE DOS ESTUDOS DE CASOS E SUGESTÃO 
 
1) Congruência item-objetivo dos estudos de caso 
Por favor, julgue se as descrições dos quatro estudos de caso atendem aos 
objetivos propostos para a sua descrição, aplicando os valores +1, 0, -1, conforme a 
legenda abaixo. Considere cada um dos quatro objetivos frente a descrição de cada 
estudo de caso (item) apresentada. 
Legenda: 
+1 = o objetivo é atendido 0 = indeciso -1 = o objetivo não é atendido 
ESTUDOS DE CASO (ITENS) OBJETIVOS 
1 2 3 4 
1 
2 
 
2) Grau de dificuldade dos estudos de caso 
Analisando cada estudo de caso, julgue-os quanto à dificuldade que oferecem 
ao aluno de graduação em enfermagem. Indique segundo a legenda: 
P = dificuldade pequena; M = dificuldade média; G = dificuldade grande 
ESTUDOS DE CASO 1 2 
GRAU DE DIFICULDADE 
 
3) Justifique o grau de dificuldade de cada estudo de caso. 
 
4) Espaço para sua sugestão: Caso julgue pertinente, faça alguma 
sugestão sobre o trabalho e/ou estudos de caso. 
 
APÊNDICE C – QUESTÕES A SEREM APLICADAS PARA ALUNOS DE 
GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 
 
1) Um senhor foi admitido em uma enfermaria de um hospital geral para submeter-se 
a uma cirurgia eletiva. A enfermeira responsável pela admissão do paciente coletou a 
história de saúde atual, pregressa e familiar, anotou os resultados dos exames 
laboratoriais e de imagem e realizou o exame físico geral. Com essas informações, e 
de acordo com a Resolução 358/2009 (COFEN, 2009), a enfermeira realizou a etapa 
do processo de enfermagem denominada: 
A. Diagnóstico 
B. Coleta de dados 
C. Avaliação 
D. Implementação 
 
158 
 
2) O Diagnóstico de Enfermagem é o julgamento clínico relativo a uma resposta 
humana para as condições de saúde/ processos de vida, ou uma vulnerabilidade para 
esta resposta, por um indivíduo, família, grupo ou comunidade (HERDMAN; 
KAMITSURU, 2018). Diante desse contexto, estão listadas abaixo algumas 
características do diagnóstico, EXCETO: 
A. Uniformiza a linguagem da enfermagem 
B. Direciona a assistência de enfermagem. 
C. Possibilita uma visão concisa da assistência de enfermagem. 
D. Melhora a interação enfermeiro/paciente. 
 
 3) Logo abaixo estão listados os indicadores dos diagnósticos de enfermagem. 
Indique a alternativa que apresenta todos eles: 
A. Título, Definição, Características dominantes, Fatores de riscos, condições de 
risco e populações de risco 
B. Título, Definição, Fator determinante, Fatores relacionados/riscos, Condições 
associadas e Populações de risco; 
C. Título, Definição, Fator determinante, Fatores relacionados/riscos, Condições 
de risco e Populações geográficas. 
D. Título, Definição, Características definidoras, Fatores relacionados/riscos, 
Condições associadas e Populações de risco. 
 
4) Com base no fragmento da Consulta de Enfermagem a seguir, assinale a alternativa 
com os Diagnósticos de Enfermagemadequados para a situação. 
Um homem de 47 anos de idade, aposentado, ex-tabagista, sedentário e com ensino 
fundamental incompleto, refere possuir como comorbidades Diabetes e hipertensão, 
procurou atendimento na Unidade de Saúde por apresentar fortes dores no membro 
inferior direito. Refere que a dor aumenta ao elevar a perna e ao movimentá-la e se 
concentra principalmente em 5º pododáctilo onde observou mudança da coloração do 
segmento, pele ressecada e fria além do aparecimento de lesão que aumentou de 
tamanho de forma rápida. A lesão apresentava-se com margens pouco definidas, com 
pontos de necrose e secreção em pequena quantidade. Ao exame físico, constatou-
se peso corporal de 99 kg, 1,70 m de altura, índice de massa corporal (IMC) de 34,25 
kg/m2 e pressão arterial de 180 x 90 mmHg. O resultado do HGT às 07:00 foi de 125 
mg/dL. 
A. Risco de glicemia instável, Dor aguda e Obesidade 
B. Risco de glicemia instável, Dor aguda e Sobrepeso. 
C. Dor aguda, Integridade da pele prejudicada e Obesidade 
D. Dor aguda, Integridade da pele prejudicada e Sobrepeso. 
 
5) Com base no fragmento da Consulta de Enfermagem a seguir, assinale a alternativa 
com os Diagnósticos de Enfermagem adequados para a situação. 
Paciente com 23 anos, casada, ensino médio incompleto, residente da zona rural no 
Município de Pau dos Ferros-RN, sem comorbidades, etilismo ou tabagismo, deu 
entrada na unidade hospitalar da cidade. Há cerca de 3 dias sofreu uma queimadura, 
de 2º grau, com óleo de cozinha na região do Membro Superior Esquerdo, com 
presença de flictenas que se estende do punho até a articulação do cotovelo nas faces 
anterior e posterior. A região está apresentando hiperemia, calor e rubor e edema. 
Refere sentir muitas dores na região que não passaram com uso de analgésicos que 
possuía em casa e não consegue dormir desde então decorrente da dor e por medo 
159 
 
de adormecer e machucar a lesão. Ao aferir os sinais vitais a jovem apresentava PA: 
138 x 92 mmHg, FC: 98 bpm, FR: 22 mrpm, T: 38.5ºC e Sat: 98%. 
A. Insônia, Risco de lesão térmica, dor aguda; 
B. Integridade tissular prejudicada, dor aguda, Insônia; 
C. Risco de infecção, Risco de lesão térmica, Insônia; 
D. Risco de infecção, Dor aguda, Integridade tissular prejudicada 
 
6) De acordo com as classificações de diagnósticos de enfermagem e sua 
composição, julgue as afirmativas em verdadeiro (V) ou falso (F): 
A. Os diagnósticos de risco apresentam características definidoras como 
indicadores ( ) 
B. Os diagnósticos de enfermagem com foco no problema apresentam fatores de 
risco como indicadores ( ) 
C. Os diagnóstico de síndrome são expressos por uma disposição para melhorar 
comportamentos de saúde específicos, podendo ser usados em qualquer estado de 
saúde ( ) 
D. Diagnósticos de promoção da saúde apresenta fatores relacionados como 
indicadores ( ) 
E. Os diagnósticos de Síndrome possuem fatores relacionados e características 
definidoras como indicadores ( ) 
 
7) Avalie as alternativas a seguir e assinale aquela que representa a escrita correta 
do diagnóstico com foco no problema. 
A. Título + evidenciado por + características definidoras + relacionado a + fatores 
de risco. 
B. Título + evidenciado por + características definidoras + relacionado a + fatores 
relacionados. 
C. Título + relacionado a + factores de risco + evidenciado por + características 
definidoras 
D. Título + relacionado a + fatores relacionados + evidenciado por + 
características definidoras. 
 
8) Assinale a alternativa que corresponde, respectivamente, a um Diagnóstico de 
Enfermagem com foco no problema e um Diagnóstico de Enfermagem de promoção 
da saúde: 
A. Dor aguda e Mobilidade física prejudicada 
B. Risco de quedas e disposição para nutrição melhorada. 
C. Obesidade e Déficit no autocuidado para banho 
D. Volume de líquidos excessivo e disposição para nutrição melhorada 
 
9) Julgue a afirmativa a seguir em verdadeira ou falsa: 
“São considerados princípios do raciocínio diagnóstico: 1) Reconhecer diagnósticos 
exige familiaridade com os próprios diagnósticos e, 2) Quando você inferir um 
diagnóstico, fundamente-o com evidências.” 
Essa afirmativa é: 
A. Verdadeira 
B. Falsa 
 
160 
 
10) O raciocínio diagnóstico de Gordon apresenta algumas etapas. Assinale a 
afirmativa que apresenta todas as essas etapas: 
A. Coleta de dados, interpretação e agrupamento. 
B. Coleta de dados, agrupamento e avaliação. 
C. Coleta de dados, interpretação, agrupamento e denominação. 
D. Coleta de dados, agrupamento, avaliação, denominação do agrupamento. 
 
Diante das questões apresentadas julguem a adequação dessas para alunos 
de graduação em enfermagem assinalando com o (X) no espaço indicado de acordo 
com os itens da escala likert, onde: 1- indicará a não adequação da questão; 2- pouco 
adequado; 3- razoavelmente adequado; 4- consideravelmente adequado; 5- muito 
adequado. 
NÚMERO DAS QUESTÕES ADEQUAÇÃO 
1 2 3 4 5 
1 
2 
3 
4 
5 
6 
7 
8 
9 
10 
 
Espaço para justificativas de acordo com a questão: 
 
161 
 
APÊNDICE D - FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO DOS ALUNOS PELO GOOGLE 
FORMS. 
 
 
162 
 
APÊNDICE E - TERMO DE CONSENTIMENTO E ESCLARECIDO DOS DISCENTES 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE – UFRN 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM 
CURSO DE ENFERMAGEM 
 
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO – TCLE 
Esclarecimentos 
Este é um convite para você participar da pesquisa: “Tecnologia educacional 
envolvendo a simulação clínica e o mapa conceitual para o ensino do raciocínio 
diagnóstico em enfermagem”, que tem como pesquisador responsável Profª Drª Ana 
Luísa Brandão de Carvalho Lira 
Esta pesquisa pretende analisar a eficácia de uma ferramenta tecnológica 
envolvendo a simulação clínica coadunada ao mapa conceitual para o ensino do 
raciocínio diagnóstico de discentes de enfermagem. 
O motivo que nos leva a fazer este estudo parte do pressuposto de que é de 
extrema relevância a formação de enfermeiros com pensamento crítico e reflexivo, 
para prestar uma assistência segura e de qualidade. Nesse contexto, reforça-se a 
necessidade de desenvolver programas educacionais, incorporando o uso de 
tecnologias ativas em enfermagem, que contribuíram para uma aprendizagem 
significativa do discente. Nessa perspectiva, propõem-se a utilização das 
metodologias ativas, envolvendo a simulação clínica e o mapa conceitual, no intuito 
de elevar a acurácia diagnósticas entre os discentes da graduação em enfermagem. 
Caso você decida participar, você deverá estar presente em data e hora 
previamente agendadas para a simulação a ser realizada em laboratório de 
habilidades do Departamento de Enfermagem na UFRN. Para participar dessa 
atividade você responderá a um questionário, que trata-se de problema desenvolvido 
para o cenário clínico simulado, bem como sobre seus dados sociodemográficos e 
sua atuação nesta universidade. Esse questionário será aplicado em dois momentos, 
antes e após a simulação. Na atividade de simulação você poderá ser convidado a 
participar do cenário de simulação, para tanto, você passará por cenários de 
simulação clínica, onde será aplicada a estratégia educativa, abordando o raciocínio 
diagnóstico de forma ativa e dinâmica, em ambiente de laboratório. Além da 
simulação você participará também do debriefing, momento em que serão discutidos 
os pontos positivos e negativos da simulação, além disso será construindo um mapa 
163 
 
conceitual que organizem o pensamento clínico envolto no processo de raciocínio 
diagnóstico. As atividades envolvendo a simulação durarão no máximo três horas. 
Durante a realização da simulação clínica, a previsão de riscos é mínima, ou 
seja, o risco que você corre é semelhante àquele sentido durante uma aula prática em 
laboratório. Possíveis constrangimentos relacionados a eventuais erros do discente 
durante a execução da simulação serãominimizados pelo pesquisador que durante toda 
a simulação deixará claro que o ambiente é de aprendizagem e são naturais eventuais 
erros. Ademais, você terá como benefício direto o treinamento do pensamento crítico e 
reflexivo para prestar uma assistência segura e de qualidade, a partir de metodologias 
ativas de ensino envolvendo a simulação clínica e o mapa conceitual, que subsidiará 
maior segurança e raciocínio crítico na hora da construção dos diagnósticos de 
enfermagem durante os estágios práticos dessa e de outras disciplinas, promovendo 
consequentemente maior acurácia diagnóstica. 
Em caso de algum problema que você possa ter relacionado com a pesquisa, 
você terá direito a assistência gratuita que será prestada pelo SAMU (Serviço de 
Atendimento Móvel às urgências), o qual será acionado pelo pesquisador por meio do 
número 192, caso necessário. 
Durante todo o período da pesquisa você poderá tirar suas dúvidas ligando 
para a Profª Drª. Ana Luisa Brandão de Carvalho Lira, responsável pela pesquisa, por 
meio do telefone (84) 3215-3889. 
Você tem o direito de se recusar a participar ou retirar seu consentimento, 
em qualquer fase da pesquisa, sem nenhum prejuízo para você. Os dados que você 
nos fornecerá serão confidenciais e serão divulgados apenas em congressos ou 
publicações científicas, não havendo divulgação de nenhum dado que possa lhe 
identificar. Esses dados serão guardados pelo pesquisador responsável por essa 
pesquisa em local seguro e por um período de cinco anos. 
Se você tiver algum gasto pela sua participação nessa pesquisa, ele será 
assumido pelo pesquisador e reembolsado para você. Se você sofrer algum dano 
comprovadamente decorrente desta pesquisa, você será indenizado. Qualquer 
dúvida sobre a ética dessa pesquisa você deverá ligar para o Comitê de Ética em 
Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, telefone 3215-3135. 
Este documento foi impresso em duas vias. Uma ficará com você e a outra 
com o pesquisador responsável, a professora Drª. Ana Luisa Brandão de Carvalho 
Lira. 
164 
 
 
Consentimento Livre e Esclarecido 
Após ter sido esclarecido sobre os objetivos, importância e o modo como os 
dados serão coletados nessa pesquisa, além de conhecer os riscos, desconfortos e 
benefícios que ela trará para mim e ter ficado ciente de todos os meus direitos, 
concordo em participar da pesquisa “Tecnologia educacional envolvendo a simulação 
clínica e o mapa conceitual para o ensino do raciocínio diagnóstico em enfermagem”, 
e autorizo a divulgação das informações por mim fornecidas em congressos e/ou 
publicações científicas desde que nenhum dado possa me identificar. 
 
Natal, _________ de ___________ de __________. 
 
 
 
________________________________________________________ 
Assinatura do Participante 
 
 
Declaração do pesquisador responsável 
Como pesquisador responsável pelo estudo “Tecnologia educacional 
envolvendo a simulação clínica e o mapa conceitual para o ensino do raciocínio 
diagnóstico em enfermagem”, declaro que assumo a inteira responsabilidade de 
cumprir fielmente os procedimentos metodologicamente e direitos que foram 
esclarecidos e assegurados ao participante desse estudo, assim como manter sigilo 
e confidencialidade sobre a identidade do mesmo. 
Declaro ainda estar ciente que na inobservância do compromisso ora 
assumido estarei infringindo as normas e diretrizes propostas pela Resolução 466/12 
do Conselho Nacional de Saúde – CNS, que regulamenta as pesquisas envolvendo 
o ser humano. 
 
Natal, _________ de ___________ de __________. 
 
 
 
 
Assinatura do pesquisador responsável 
 
165 
 
APÊNDICE F - INSTRUMENTOS PARA USO NO PRÉ-TESTE E PÓS-TESTE. 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE/DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM 
GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 
Campus Universitário, s/n, BR 101, Lagoa Nova, Natal/RN. CEP:59072-970 
 
1) IDENTIFICAÇÃO Data: 
1.1 Nome (iniciais): 1.2 Idade (anos): 
1.3 Sexo: 1. ( ) Feminino 2. ( ) Masculino 
 
CASO CLÍNICO I 
 
S.L.B., 49 anos, sexo feminino, casada, cinco filhos, foi submetida a colecistectomia 
há cinco dias. Após a cirurgia, sua dieta foi liberada pela equipe médica, entretanto, 
relata pouco interesse pelos alimentos ofertados, sintoma presente desde antes da 
cirurgia. Devido a baixa ingestão alimentar, na avaliação realizada pelo enfermeiro, a 
paciente encontra-se com peso corporal 20% abaixo do ideal e dificuldade de 
cicatrização da ferida cirúrgica. Queixa-se de diaforese e dor abdominal de 
intensidade 9, na escala numérica de dor. Ao exame físico: Consciente, orientada em 
tempo e espaço, membranas e mucosas pálidas, normolínea, musculatura 
normotrófica, bulhas normofonéticas em 2T (BNF em 2T), murmúrios vesiculares 
presentes e ausência de ruídos adventícios. Abdome globoso, distendido, ruídos 
hidroaéreos presentes, presença de incisão cirúrgica com secreção sanguinolenta e 
hiperemiada. Fácies de dor à palpação abdominal. Membros inferiores sem edemas, 
panturrilhas livres. IMC: 18,0 Kg/m². SSVV: FC: 80 bat./min., PA: 124/86 mmHg, FR: 
20 resp./min., T:36,5ºC. 
 
Utilize o espaço abaixo para formulação dos diagnósticos encontrados no caso 
clínico. 
Diagnóstico de Enfermagem: 
 
Diagnóstico de Enfermagem: 
 
 
 
 
Diagnóstico de Enfermagem: 
 
 
 
 
 
 
166 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE/DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM 
GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 
Campus Universitário, s/n, BR 101, Lagoa Nova, Natal/RN. CEP:59072-970 
 
1) IDENTIFICAÇÃO Data: 
1.1 Nome (iniciais): 1.2 Idade (anos): 
1.3 Sexo: 1. ( ) Feminino 2. ( ) Masculino 
 
CASO CLÍNICO II 
 
P.A.B., 21 anos, sexo feminino, foi internada devido episódio de crise asmática 
desencadeada após participação em uma corrida universitária. Durante a entrevista 
de admissão, relatou para a enfermeira que há alguns dias apresenta-se irritada, 
desconfortável fisicamente, com dificuldade de iniciar e manter o sono devido a 
presença de muco e a dificuldade de eliminá-lo por meio da tosse, mas mesmo com 
os sintomas resolveu participar da corrida. Relata ainda que ao acordar não se sente 
descansada. Informou que têm crises frequentes de asma desde os quatro anos de 
idade, apesar de receber informações da enfermeira da unidade básica de saúde 
sobre cuidados necessários nesses casos, não segue as orientações e não apresenta 
interesse sobre os cuidados. Ao realizar teste de conhecimento sobre os cuidados 
com o tratamento, a mesma respondeu que a "bombinha" deve sempre ficar em casa 
e não com ela ao sair. Ao exame físico: Consciente, orientada em tempo e espaço, 
sem oxigênio suplementar, porém apresentando leve cianose periférica. Em relação 
à ausculta pulmonar, presença de ruídos adventícios, do tipo sibilo em todo o tórax. 
Na ausculta cardíaca, presença de bulhas normofonéticas em 2T (BNF em 2T), 
abdome plano, indolor a palpação, sem visceromegalias. Membros inferiores 
simétricos e sem presença de edemas. SSVV: FR = 28 resp./min., FC = 90 bpm., T 
(axilar) = 36,7ºC; PA = 122/84 mmHg, Sat: 95%. 
 
Utilize o espaço abaixo para formulação dos diagnósticos encontrados no caso 
clínico. 
Diagnóstico de Enfermagem: 
Diagnóstico de Enfermagem: 
 
 
 
Diagnóstico de Enfermagem: 
 
 
 
 
 
 
167 
 
 
 
 
 
 
ANEXOS 
 
168 
 
ANEXO A – CONSORT (2010) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
169 
 
ANEXO B – INVENTÁRIO DE RACIOCÍNIO DIAGNÓSTICO 
 
170 
 
 
 
171 
 
 
 
172 
 
 
173 
 
 
 
 
 
 
 
174 
 
ANEXO C – E-MAIL PARA LIBERAÇÃO DA UTILIZAÇÃO DO INVENTÁRIO DE 
RACIOCÍNIO DIAGNÓSTICO 
 
 
 
 
175 
 
ANEXO D – PARECER CONSUBSTANCIADO DO CEP 
 
 
 
 
 
176 
 
 
 
 
177 
 
 
 
178 
 
 
179

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