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É a área da farmacologia que estuda os efeitos farmacológicos, como o fármaco produz seus efeitos, como acontece as reações adversas (desarranjo intestinal, vômitos, cefaleia...) e quais serão as contraindicações (causa hepatotoxicidade, nefrotoxicidade...). O fármaco foi lá e se ligou no seu receptor e teve seu efeito anti- inflamatório, analgésico, ansiolítico, antitérmico... Fármaco = CHAVE e Receptor = FECHADURA -> Interação fármaco- receptor Porém, essa chave pode se ligar em outras fechaduras, de modo a causar reações adversas. Por exemplo, a fechadura do antibiótico são as bactérias patogênicas, mas ele também vai lá e atua nas bactérias da flora intestinal = EFEITO ADVERSO No exemplo acima, o primeiro quadrante é o quadro fisiológico, e o do meio e o da ponta é o quadro fisiopatológico (presença do fármaco – alguma coisa precisa ser tratada). Farmacodinâmica Giovanna Lopes QUADRO FISIOLÓGICO = Existem vários neurotransmissores que fazem parte do nosso organismo, como a serotonina, dopamina, adrenalina, acetilcolina... Eles regulam nossas funções orgânicas ou fisiológicas. A adrenalina causa broncodilatação. Ao contrário, a acetilcolina faz broncoconstrição. Isso é o organismo funcionando normalmente. Em certo momento, o paciente desenvolve uma asma que precisa ser tratada. O fármaco em amarelo é o fármaco agonista (é um fármaco que imita um neurotransmissor ou um mediador fisiológico que irá tratar uma doença – no caso, a adrenalina). O fármaco antagonista bloqueia a fisiologia normal. No caso, ele irá bloquear a acetilcolina, pois ela estava fazendo a broncoconstrição. Assim, para o tratamento da asma, pode ser utilizado um agonista ou um antagonista. Outro exemplo, o paciente tem febre. O medicamento irá reduzir a febre, logo será antagonista, pois bloqueia algo fisiológico. A insulina administrada em diabéticos é agonista, pois imita um mediador fisiológico que está deficiente no paciente. Outro exemplo, na reabsorção tubular há a reabsorção de sódio e água fisiologicamente. O diurético aumenta a excreção de água, bloqueando a reabsorção, agindo como um antagonista. Assim, os fármacos que utilizamos no nosso organismo vão ser agonistas ou antagonistas. MONTAR A TABELINHA!!! Alvos terapêuticos = local de ação dos fármacos, tipos de receptores Sinergismo = combinação de fármacos para potencialização do efeito Existem 3 tipos de efeitos: efeito farmacológico, efeito colateral e efeito adverso. - Efeito farmacológico = É o efeito principal do fármaco produzido no organismo (analgésico, antitérmico, descongestionante, antidepressivo...). Por exemplo, o efeito farmacológico do metronidazol é antibacteriano e anti-helmíntico. - Efeito colateral/secundário = Pode ser bom ou ruim. Por exemplo, o dramin e os antialérgicos causam sono (que pode ser bom ou ruim, dependendo da situação do paciente), mas o efeito farmacológico do dramin é antialérgico. Quando pacientes tomam dramin pra dormir, o sono é um efeito colateral bom. Outro exemplo, o AAS afina o sangue, há pessoas que tomam AAS que são obesos, já sofreram AVC... Então, quem tem hemofilia não pode tomar AAS. Assim, o fato de o AAS afinar o sangue pode ser bom ou ruim. - Efeito adverso = É ruim de qualquer jeito (cólica, dor de estômago, cefaleia, tontura...). Por exemplo, cefaleia sempre vai ser chamada de efeito adverso (e não efeito colateral) porque sempre será ruim. Se aquele efeito fizer muito mal no paciente, deve ser feita a troca da medicação. O efeito adverso nunca pode ser maior do que o efeito benéfico. Existem 6 tipos de reações adversas (RAM – Reações Adversas a Medicamentos) - Tipo A = Quanto maior a dosagem, maior o risco de efeito adverso. Se a dosagem for diminuída, pode ser que o efeito adverso suma ou desapareça. Fármacos depressores do SNC, geralmente. - Tipo B = Independente da concentração ou da dosagem, aquele medicamento causa intolerância ou alergia no paciente. Resposta individual. - Tipo C = Quanto maior o tempo de uso e maior a dosagem, maior as chances de desenvolver as reações adversas. - Tipo D = Por exemplo, o efeito adverso do corticoide é o inchaço, que está relacionado com o tempo de uso, independente da dosagem. - Tipo E = O paciente se sente mal quando a medicação da qual ele é independente é retirada. Relacionados à fármacos de ação no SNC (anticonvulsivantes, sedativos, ansiolíticos, anti-parkisonianos...). - Tipo F = Não se estava esperando que acontecesse aquele efeito adverso e aconteceu. É muito incomum. Acontece mais quando o fármaco ainda está sendo descoberto. É o local de ação de fármacos. Sabemos que o fármaco produz efeito que ocorre na distribuição. Se a chave encaixa na fechadura, temos um dos 3 efeitos. Por exemplo, o alvo terapêutico dos quimioterápicos são as células cancerígenas. Um outro local (alvo terapêutico) que este medicamento atua e causa reação adversa são as células saudáveis, levando a queda de cabelos e pelos. Existem 5 locais onde os fármacos podem se ligar e produzir o efeito farmacológico ou o efeito adverso. - Canais iônicos = proteínas por onde passam os íons. Local de ação dos diuréticos (antagonistas), por exemplo. - Enzimas = proteínas que transformam um substrato em um produto. - Proteínas transportadoras = proteínas que transportam alguma coisa. Local de ação da insulina, por exemplo. - Receptores = proteínas de membrana celular. - Receptores nucleares = proteínas do núcleo. Local de ação dos quimioterápicos, por exemplo. - Benzodiazepínicos = Sedativos. Utilizados pra insônia. Diazepam, clonazepam (rivotril), lexotan, midazolam. - Bloqueadores de canais de cálcio = São antagonistas. - Anestésicos locais = Servem para impedir que haja dor. É um medicamento preventivo. Bloqueia a transmissão das informações. É um antagonista de canais iônicos de sódio (bloqueadores). Todas as “CAÍNAS” bloqueiam canais de sódio. - Inibidor da bomba de prótons = Omeprazol, pantoprazol, lansoprazol... - Sulfonilureias = Grupo de hipoglicemiantes. Medicamentos usados para diabetes. A transmissão das informações em todo o nosso organismo acontece porque tem despolarização e repolarização neuronal. Os mediadores e neurotransmissores são liberados porque acontece a entrada de cálcio e de sódio, a célula neuronal despolariza, libera o neurotransmissor, sai o potássio, repolariza. O anestésico local bloqueia essa transmissão. Para isso, ele deve bloquear a liberação do neurotransmissor, atuando no canal iônico de sódio. Com isso, a célula não mais depolariza e não mais libera o neurotransmissor, bloqueando a transmissão das informações. A glibenclamida (sulfonilureias) bloqueia canais de potássio (antagonista, lá nas ilhotas de Langherans). Com isso, automaticamente entra cálcio e sódio, forçando a despolarização (induz fisiologicamente), ocorrendo a transmissão de sinais (liberação de insulina, no caso). - AINEs = Antagonistas. Tenoxican, celecoxibe, ibuprofeno, cetoprofeno, naproxeno, meloxicam... Diminuem os sinais da inflamação, mas não bloqueiam, diminuindo ou inibindo a síntese de prostaglandina (principal mediador da inflamação). Para isso, ele inibe a enzima ciclooxigenase (COX). A inflamação é algo bom porque ela sinaliza que algo de errado está acontecendo. - Inibidores da ECA = Antagonistas, inibidores da enzima conversora angiotensina. São anti-hipertensivos. Captopril, enalapril, lisinopril... - Inibidores da PDE = Antagonistas, inibidores da fosfodiesterase. O NO (óxido nítrico) vai induzir, fisiologicamente, a síntese de um mediador chamado GMPc. O GMPc possui a capacidade de guardar cálcio dentro do retículo (induz, prende o cálcio). Com isso, não haverá mais a contração muscular das células lisas. Irá ocorrer vasodilatação (maiores chances de ereção peniana). A enzima fosfodiesterase 5 atua no corpo cavernoso do pênis, com o intuitode quebrar o GMPc fisiologicamente. Assim, o cálcio vai ficar livre, vai fazer contração, reduzindo a ereção peniana. O inibidor da PGE 5 é o Sildenafil (viagra). Com isso, ela não mais degradará o GMPc. - Inibidores da HMG-CoA redutase = Medicamentos para colesterol. Estatina, sinvastatina... Todos eles atuam em enzimas e todos eles são antagonistas. Parentes do Viagra. O que muda é a duração do efeito. O papel da insulina é transportar glicose pra dentro das células hepáticas ou musculares na forma de glicogênio. Ela atua na proteína transportadora GLUT-4. É agonista, ativam transportadores de glicose. Na figura A, há a situação fisiológica normal, com a liberação de mediadores. Na figura B, na depressão, os mediadores não são liberados. Na depressão, não há neurotransmissão o suficiente, sendo a serotonina o mais deficiente. Assim, o objetivo do antidepressivo é aumentar novamente a transmissão neuronal da serotonina. Fisiologicamente, a chegada de um potencial de ação é caracterizada pela liberação de neurotransmissores na fenda sináptica. Quando a serotonina é liberada na fenda sináptica, um dos locais de ação dela é um receptor 5HT1 (traz sensação de bem estar, leveza...). Além disso, grande parte do que é liberado volta pra dentro do terminal nervoso, chamado de recaptação neuronal, através de proteínas transportadores em neurônios serotonérgicos. No quadro depressivo, a fisiologia de recaptação neuronal continua acontecendo, mesmo com pouca serotonina ali. Assim, o antidepressivo vai atuar na proteína transportadora, bloqueando-a e bloqueando a recaptação. Logo, a serotonina não sofrerá mais a recaptação neuronal, se acumulando na fenda sináptica, aumentando sua concentração. Os antidepressivos são antagonistas, bloqueiam as proteínas transportadoras de serotonina. Como os antidepressivos também trazem uma sensação de bem-estar, eles também são usados para tratamento dos transtornos de ansiedade. Proteínas transmembranas (uma parte fora e outra dentro da membrana) que bloqueiam ou ativam receptores. Essa parte de fora (extracelular) é que vai ser ativado ou bloqueado por fármacos. Beta = SNA Simpático Muscarínicos = SNA Parassimpático O mediador envolvido no exemplo é a adrenalina ou a noradrenalina, os 2 neurotransmissores do SNA Simpático. A adrenalina aumenta a frequência cardíaca. Os beta bloqueadores vão bloquear o papel da adrenalina, diminuindo a frequência cardíaca, diminuindo a pressão arterial. Os beta bloqueadores são usados como anti-hipertensivos, pois os receptores beta estão presentes no coração. Os agonistas beta irão aumentar a frequência cardíaca, usados em paradas cardíacas, aumentando a pressão arterial. Os antagonistas muscarínicos bloqueiam o Parassimpático, ativando indiretamente o Simpático. Eles vão aumentar a frequência cardíaca. Os antagonistas D2 (plasil, metoclopramida, bromoprida, domperidona) bloqueiam os receptores da dopamina, atuando como antieméticos e antiesofagite. Eles aceleram o trânsito intestinal e estomacal. Os anti-histamínicos (H1/H2) bloqueiam os receptores da histamina. Quando a histamina atua sobre receptores H1 centrais, atuam no controle do sono, juntamente com outros neurotransmissores. Ao atuar no H2, ela contribui para a síntese de HCl. A histamina liberada em altas concentrações em tecidos periféricos ou no sangue vai causar os sinais da alergia. Os bloqueadores H1 bloqueiam os sinais da alergia induzidos pela histamina. Os bloqueadores H2 bloqueiam a síntese de HCl. Anti- histamínicos H1 são antialérgicos. Anti-histamínicos H2 são protetores da mucosa gástrica. - Quimioterápicos = atuam inibindo a replicação do DNA. - Corticoides = anti-inflamatórios terminados em “ONAS” (prednisona, betametazona...). Enquanto os AINES inibem a enzima COX, os corticoides atuam dentro do núcleo. Na corrente sanguínea, entram dentro da célula e ativam receptores nucleares. Induz a síntese da proteína lipocortina 1. Essa enzima vai desenvolver outros vários mecanismos de ação, de tal forma a inibir o processo inflamatório (atua como anti-inflamatório). Os corticoides também são broncodilatadores e imunossupressores (lúpus, fibromialgia...). - Antibióticos = atuam inibindo o processo de síntese de proteínas. Interferem em receptores, inibem o processo de transcrição e tradução, atuam como bacteriostático (inibem a reprodução da bactéria). - Dessensibilização/Taquifilaxia = O paciente não tem mais a resposta terapêutica como ele tinha antes no início do tratamento. É algo crônico, onde o paciente não responde mais. Tem pacientes que depois de 1 mês já tem que trocar a dosagem ou a própria medicação, porque ele não está respondendo mais. Mas pode ser em 4 anos, 10 anos... Depende do paciente e da classe farmacológica = TOLERÂNCIA MOTIVOS = Alteração de receptores (alterações genéticas vinda de fatores externos, alterações na conformação do receptor, fazendo com o fármaco não consiga mais se ligar como se ligava no início do tratamento), perda de receptores (é o Down Regulation)... Exaustão de mediadores: Relacionado a doenças que não tem cura, como se não tivesse nenhum receptor ou neurotransmissor na fenda sináptica, o fármaco não vai ter em quem atuar. Sabe-se que na Doença de Alzheimer há uma diminuição na expressão de acetilcolina. A transmissão de acetilcolina deve ser aumentada, inibindo sua degradação. Se a acetilcolina sumir, o fármaco não vai ter onde atuar. A anfetamina aumenta a transmissão de noradrenalina, dopamina e serotonina, causando um efeito cardiovascular muito significativo, como o aumento da frequência cardíaca, associado a risco cardíaco. Aumento da degradação metabólica: Indução enzimática, fármaco se torna inativo mais rápido, não obtendo o efeito farmacológico esperado. Alterações genéticas congênitas ou ao longo da vida por fatores externos, como o cigarro, a poluição e alguns alimentos gordurosos possuem substâncias oxidantes que levam à degradação do DNA celular. Adaptação fisiológica: É o Up Regulation. O papel dos diuréticos tiazídicos é bloquear a reabsorção de sódio e água. Se for um uso crônico, de tanto bloquear o organismo não responderá mais. É o mesmo que acontece com a pessoa que é dependente de Sorine. O Up Regulation leva à dependência, o organismo se adapta a essa condição, pensando que é ele que está fazendo o processo do fármaco. Se o fármaco for retirado, o paciente entra na síndrome de abstinência. Extrusão ativa das drogas das células: As células cancerosas ou bactérias podem possuir uma proteína de membrana chamada oncogene (identifica se a célula é cancerosa ou não). Essa mesma proteína tem a capacidade de expulsar o fármaco da célula (extrusão = expulsão). Os quimioterápicos precisam atuar no núcleo, precisam entrar na célula, mas a oncogene pode expulsar o fármaco dessa célula, não fazendo seu efeito. A quimioterapia combina 5 medicamentos para o tratamento com o objetivo de evitar a extrusão do fármaco da célula. Mesmo que 1 fármaco seja expulso, os outros vão lá e conseguem fazer seu efeito farmacológico. Essa combinação também pode ser feita em tratamentos de infecções por bactérias. - Down Regulation = Alteração na conformação de um receptor, de um canal iônico, qualquer lugar. O fármaco deixa de fazer efeito como antes. A perda de receptores significa a internalização do domínio extracelular do receptor na proteína transmembrana, alterações genéticas ao longo da vida podem levar a não expressão desse domínio, deixando o fármaco sem ter onde se ligar. Podem acontecer com outros alvos terapêuticos, mas é mais incomum. - Supersensibilização = É algo fisiopatológico. Uma das dores crônicas mais conhecidas é a dor do membro fantasma (neuropatia – há uma alteração fisiológica que leva a supersensibilização dos receptores associados a dor). Requerem um tratamento pela vida toda. - Tolerância= Tem total relação com a dessensibilização/taquifilaxia. Se reduz o efeito, devemos aumentar a dosagem ou trocar a medicação. Pode acontecer para qualquer classe medicamentosa quando usados cronicamente. - Dependência física e química = Acontece com a adaptação fisiológica. Associada a fármacos de ação central (antidepressivos, ansiolíticos, antiparkisonianos, antipsicóticos, sedativos...), mas pode acontecer com outras medicações, como descongestionantes, analgésicos... O uso crônico associado a doses repetitivas está associado a efeitos adversos crônicos também. Dependência química é mais psicológico, é a necessidade que o paciente tem de tomar de novo aquela medicação que traz a sensação de bem estar, independente da justificativa (muito comum nos hospitais, com os próprios profissionais). Dependência física são os sinais de abstinência, o que o paciente sente se não fizer. Se o paciente não utilizar aquele medicamento, ele vai sentir dor, mal estar, enjoo, náuseas, febre... - Idiossincrasia = É uma reação adversa grave relacionada a uma questão genética, como alergias a medicamentos onde a genética esteja associada. É uma falha inesperada. Muito incomum. Acontece muito com o anticonvulsivante lamotrigina, que pode causar a Síndrome de Stevens- Johnson (SSJ), apresentando várias queimaduras na pele após a 1ª dosagem. Das sulfonamidas, o mais comum é o sulfametazol, direcionados infecções intestinais. No gráfico da potência, os dois fármacos possuem o mesmo efeito, mas em potências diferentes. O X precisa de uma concentração mínima (mais potente) e o Y, uma concentração maior. O X é mais potente do que o Y, pois em menor concentração ele produziu o mesmo efeito que o Y. Por exemplo, a morfina (analgésico forte) é mais potente do que a dipirona (analgésico fraco). Normalmente, escolhemos fármacos que são potentes para tratar alguma doença porque serão utilizados em menor dosagem. Mais potente = menor concentração necessária Menos potente = maior concentração necessária Kd = concentração. No gráfico da eficácia, os fármacos possuem efeitos diferentes. - Potência = É quando 2 fármacos em concentrações diferentes conseguem reproduzir o mesmo efeito. Dá pra comparar 2 compostos em relação a concentração e a afinidade. Por exemplo, o adoçante é mais potente (maior afinidade com o receptor) do que o açúcar (menor potência, menor afinidade, concentração deverá ser maior), pois em menor concentração produz o mesmo efeito que o açúcar que é adoçar. EC50 = Concentração necessária para produzir 50% de efeito. - Eficácia = É subjetiva. Depende de indivíduo para indivíduo. Não dá pra comparar 2 compostos. É a capacidade de produzir efeito. Por exemplo, a febre abaixou porque o medicamento foi eficaz; a dor não passou porque o medicamento foi ineficaz. É muito mais importante do que a potência, o importante é o medicamento fazer efeito. Baixo IT = fármacos tóxicos = extremamente potentes = eficazes em pequenas concentrações Maior potência = menor é o índice terapêutico Gráfico de IT baixo: a linha entre dosagem terapêutica e dosagem tóxica está bem próxima, espaço muito pequeno. Janela terapêutica é mais estreita. Pequenas variações de concentração são o suficiente para ultrapassar o IT. Efeitos adversos significativos tendem a acontecer. Gráfico de IT alto: a linha entre dosagem terapêutica e dosagem tóxica está mais afastada, espaço mais amplo. Mais fracos, menos potentes. Janela terapêutica maior. É preciso de uma maior variação de concentração para produzir efeito adversos mais graves. Os efeitos adversos produzidos não são tão significativos assim. Para o fármaco produzir efeito ele tem que alcançar a linha verde. Abaixo da linha ele não produz efeito, e acima da linha ele produz efeito adverso. Os agonistas imitam um mediador fisiológico na sua ausência. - Agonista pleno = Ativa o receptor com altíssima afinidade, potência máxima. A garantia dele ser eficaz é bem maior. O isoproterenol é usado em PCR (assim como a adrenalina), ativa com a máxima afinidade os receptores beta cardíacos, induzindo o aumento da frequência cardíaca. Ele pode ser ineficaz se o receptor estiver com defeito. Como os plenos já possuem a dosagem máxima, se eles não funcionarem não tem como trocar a dosagem, apenas troca-se o medicamento. - Agonista parcial = Ativa o receptor, mas a afinidade dele não é tão quanto os plenos. São eficazes, apenas não possuem uma afinidade máxima, possuem pouca afinidade, potência mínima. Se o paciente não tiver respondendo a esses, devemos sugerir agonistas planos para o tratamento. A buspirona é um antidepressivo, então ativa os receptores de serotonina (5-HT1A). O aripiprazol ativa receptores de dopamina (D2) e de serotonina, sendo usado para doença de Parkinson. A buprenorfina é um opioide mais fraco do que a morfina. - Atividade intrínseca = São agonistas que ativam receptores. Os antagonistas não possuem atividade intrínseca, pois bloqueiam os receptores. NUNCA SE DEVE COMBINAR 2 AGONISTAS DISTINTOS. Por exemplo, nunca associar morfina (pleno) com buprenorfina (parcial), podendo haver uma competição entre elas. Se for pra fazer associação, deve ser 2 opioides plenos, por exemplo. A resposta apresentada por ele é parecida com a do antagonista. Ativa o receptor, modulando-o pra uma conformação ativa, mas a resposta vai pro lado do bloqueio. Após isso, essa ligação vai estabilizar e inativar o receptor. Reduzem as atividades espontâneas (intrínsecas) dos receptores. Impedem a ação do agonista fisiológico. O naloxona e o naltrexona são usados em casos de intoxicação com opioides (deprimem o SNC), devendo ter seu efeito revertido através do bloqueio de receptores, impedindo a ação do opioide. Uma das formas é estabilizando o receptor, inativando. Assim, esses fármacos estabilizam o receptor e impede (bloqueia) que a morfina continue fazendo efeitos (tipo antagonista). Quando um fármaco (agonista ou antagonista) produz um efeito máximo sem ocupar todos os seus receptores, têm-se os chamados receptores de reserva. O bloqueio do antagonista não competitivo é em outro local do receptor. Não competem pelo sítio ativo. No bloqueio do antagonista competitivo, o fármaco vai se ligar no mesmo lugar que o mediador fisiológico se liga. O fármaco compete com o organismo. - Antagonismo Químico = É quando um composto interage com outro e gera uma inativação. Houve interação no organismo. Isso reduz efeito. A protamina interage com a heparina (afina o sangue), impedindo maiores riscos de hemorragia. O cálcio interage com a tetraciclina (na absorção) e forma o quelato, inativando a tetraciclina. Em casos de intoxicação com arsênio, a substância escolhida é o dimercaprol. É muito comum ver a desintoxicação de fármacos por via oral com o uso do carvão ativado. - Antagonista Farmacocinético/Bioquímico = Por exemplo, o carvão ativado interfere na absorção de fármacos. Pode tanto acelerar processos, inibir processos, mexer nas fases... O uso de AINES inibem a prostaglandina que causa os sinais da inflamação e também o papel dela na filtração renal, aumentando a PA. Curva deslocou pra direita = aumento da concentração. Curvas paralelas = os fármacos estão competindo - Competitivo irreversível = Ele quer o mesmo sítio e o ocupa (tem altíssima afinidade). Não tem a briga, chega e se liga logo, bloqueando o receptor rapidamente. Sinergismo = combinação de fármacos pra ter mais efeito. ADIÇÃO = 2 fármacos distintos que juntos tem melhor efeito. POTENCIAÇÃO = 2 fármacos com o mesmo efeito (2 analgésicos, 2 antidepressivos...) Aspirina e heparina = tóxicos = IT baixo Clonazepam = causa dependência (é um sedativo).