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Diagnóstico diferencial dos 
transtornos alimentares - 
CID-10 
Bulimia nervosa 
➢ É uma síndrome caraterizada por 
repetidos ataques de hiperfagia e uma 
preocupação excessiva com controle 
de peso corporal, levando o paciente a 
adotar medidas extremas, para mitigar 
os efeitos de “engordar” da ingestão de 
alimentos. 
➢ A distribuição etária e por sexo é similar 
aquela da anorexia nervosa. 
➢ Esse transtorno pode ser visto como 
uma sequela da anorexia nervosa 
persistente (embora a sequencia 
inversa também possa ocorrer). 
Diagnóstico 
a) Há uma preocupação 
persistente com o comer e 
um desejo irresistível de 
comida; o paciente sucumbe 
a episódios de hiperfagia no 
quais grandes quantidades 
de alimento são consumida 
em curtos períodos de 
tempo. 
b) O paciente tenta neutralizar 
os efeitos de engordar dos 
alimentos através de um ou 
mais: vômitos autoinduzidos; 
abusos de purgantes; 
períodos alternados de 
inanição; uso de drogas 
como anorexígeno,
 prep
arados tireoideanos ou 
diuréticos. 
c) A psicopatologia consiste de 
um pavor mórbido de engordar 
e o paciente coloca para si 
mesmo um limiar de peso 
nitidamente definido, bem 
abaixo do seu peso pré- mórbido 
que constitui um peso ótima e 
saudável na opinião do medico. 
➢ Diagnóstico diferencial: transtornos 
gastrintestinal superiores levando. 
Vômitos repetidos; um 
anormalidade de personalidade 
mais geral; transtorno depressivo; 
Bulimia nervosa atípica 
➢ Termo utilizado para aqueles 
indivíduos os quais um ou mais dos 
aspectos-chaves listados pra 
bulimia nervos estão ausentes, mas 
por outro lado apresentam um 
quadro clínico claramente típico. 
 
Anorexia nervosa 
➢ É um transtorno caracterizado por 
deliberada perda de peso induzida e/ou 
mantida pelo paciente. 
➢ Mais comum em garota adolescentes e 
mulheres jovens, mas garotos 
adolescentes e homens jovens podem 
ser afetados também. 
➢ É uma síndrome independentes, desde 
que: 
a) Os aspectos clínicos da síndrome 
são facilmente reconhecidos, de 
sorte que o diagnóstico é confiável 
com um alto nível de concordância 
entre os clínicos. 
b) Estudos evolutivos tem mostrado 
que,, entre pacientes que não se 
recuperam, um número 
considerável continua a mostrar o 
mesmos aspectos principais da 
anorexia nervosa em fuma forma 
crônica. 
➢ Causas: interação sociocultural e 
fatores biológicos contribuem, junto 
com mecanismos psicológicos menos 
específicos e vim vulnerabilidades de 
personalidade. 
➢ Transtorno é associado à desnutrição 
de gravidade variável, resultando em 
alterações endócrinas e metabólicas e 
perturbações da função corporal 
secundaria. 
➢ Diagnóstico 
A) O peso corporal é mantido em pelo 
menos 15% abaixo do esperado ( 
tanto perdido quanto nunca 
alcançado) ou IMC em 17,5 ou 
menos. 
B) Perda de peso é autoinduzida por 
abstenção de “alimentos que 
engordam” ou: vômitos 
autoinduzidos; purgação 
autoinduzida; exercício excessivo; 
uso de anorexígeno e/ou diuréticos 
C) Há uma distorção da imagem da 
imagem corporal na forma de ma 
psicopatologia específica por meio 
d qual m favor de engordar persiste 
como uma ideia intrusiva e 
sobrevalorada e o apimente impõe 
um baixo limiar de peso a si próprio. 
D) Transtorno endócrino generalizado 
envolvendo o eixo HHG é 
manifestado em mulheres como 
amenorreia em homens como 
perda de interesse e potência 
sexuais (exceção aparente é a 
persistência de sangramentos 
vaginais em mulheres anoréticas 
que estão recebendo terapia de 
reposição hormonal, como a pílula 
contraceptiva). Pode ter níveis 
elevados de hormônios do 
crescimento níveis aumentados de 
cortisol, alterações no metabolismo 
periférico do hormônio tireoidiano e 
anormalidades de secreção de 
insulina. 
E) Se o início é pré-puberdade, a 
sequencia de evento d puberdade é 
demorada ou mesmo detida 
(crescimento cess; nas garotas, os 
seios não se desenvolvem e há uma 
amenorreia primária; nos garotos, 
os genitais permanece juvenis). 
Com a recuperação, a puberdade é 
com frequência coletada 
normalmente, porém a menarca é 
tardia. 
Diagnóstico diferencial: pode haver sintoma 
depressivos ou obsessivos associados, assim 
como aspectos de um transtorno de 
personalidade, o qual pode tornar a 
diferenciação difícil e/ou requerer mais um 
diagnostico. Causas somáticas que incluem 
perda de peso em pacientes jovens são 
doenças crônicos debilitantes crônicas, 
tumores cerebrais e transtornos intestinais tais 
como doença de Crohn ou uma síndrome de 
má absorção. 
Anorexia nervosa atípica 
➢ Termo usado para aqueles indivíduos 
nos quais um ou mais dos aspectos- 
chave da anorexia nervosa, tais como 
amenorreia ou perda de peso 
significativa estão ausentes, mas que 
por outro lado apresentam um quadro 
clínico razoavelmente típico. 
➢ Pacientes em um grau leve. 
 
 
Transtorno alimentares orgânicos 
➢ Refluxo gastroesofágico 
➢ Vomito de aula medica primária 
 
 
Anorexia 
➢ Vicio o obsessão pela magreza. 
➢ Definição de síndrome: 
• Recusa/restrição alimentar 
• Medo do ganho de peso 
• Uma forma alterada/ distorcida 
de perceber o seu próprio corpo 
➢ DSM-5: 
• restrição da ingesta calórica em 
relação as necessidades, 
levando a um peso corporal 
significativamente baixo no 
contexto da idade, gênero e 
trajetória do desenvolvimento. 
• Medo intenso de ganhar peso ou 
engordar 
• Perturbação do modo como o 
próprio peso ou a forma corporal 
são vivenciadas, influenciando 
indevidamente a autoavaliação 
do indivíduo, podendo haver 
ausência persistente de 
reconhecimento da gravidade 
do baixo peso corporal atual. 
➢ Existem dois tipos de AN: 
• Tipo restritivo >> onde a perda 
de peso é atingida por meio de 
dieta, jejum e/ou exercícios 
físicos excessivos 
• Compulsão/purgação >> no qual 
os indivíduos, além de 
restringirem a alimentação, 
ainda experimentam episódios 
de compulsão alimentar 
seguidos de métodos 
compensatórios para controle 
de peso (vômitos autoinduzidos 
ou uso indevidos de laxantes, 
diurético ou edemas) 
➢ DSM-5 >> gravidades segundo o IMC: 
• Leve : >17 kg/m2 
• Moderada : 16-16,99 kg/m2 
• Grave: 15-15,99 kg/m2 
• Extrema < 15 kg/m2 
➢ CID-11 
• Peso corporal significativamente 
baixo para altura, idade e 
estágio de desenvolvimento do 
indivíduo -> IMC mínimo de 18,5 
kg/m2 em adulto, ou IMC para. 
Idade abaixo do quinto percentil 
em crianças e adolescentes. 
Baixo peso é acompanhado por 
um padrão persistente de 
comportamentos para impedir a 
restauração do peso normal 
(podendo ser restrição da 
ingesta energética, 
comportamentos purgativos ou 
aumento do gasto energético), 
associado ao medo de ganhar 
peso. 
• Baixo peso ou forma corporal é 
um aspecto central na 
autoavaliação do individuo, ou é 
inapropriada ou 
impressivamente percebida 
como normal ou até excessiva. 
• Inclui também o subtipos 
restritivo e com compulsão 
alimentar/purgação. 
• A preocupação com o peso e a 
forma, quando não declarada 
explicitamente, pode se 
manifestar por comportamentos, 
como verificar repetidamente o 
peso corporal usando balanças, 
verificar o formato do corpo 
usando fitas métricas ou 
reflexos em espelhos, monitorar 
constantemente o conteúdo 
calórico dos alimentos e buscar 
informações sobre como perder 
peso ou comportamentos 
extremos de esquiva, como se 
recusar a ter espelhos em casa, 
evitar roupas apertadas ou 
recusar-se a saber o peso ou 
comprar roupas com o tamanho 
especificado. 
Quadro clinico 
➢ Inicia-se com uma modificação do 
padrão alimentar > eliminação de 
alimentos gordurosos > justificativa de 
ter uma alimentação mis saudável >> 
pacientes apresentam perda de peso 
gradativamente ou falha em ganhar 
peso durante o desenvolvimento 
➢ As pacientes sentem fome, porém a 
obsessão é maiorque a própria fome. 
➢ Comportamento alimentar vai sendo 
diminuído cada vez mais > tanto em 
relação a diversidade quanto a 
quantidade ingerida 
➢ A redução do peso se intensifica com o 
tempo, chegando a níveis compatíveis 
com estados de desnutrição 
crescentes 
➢ Medo intenso de engordar, podem não 
reenderece quando perguntados, mas 
se mostra pela recua em aumentar a 
ingestão alimentar mesmo quando 
confrontados com seu baixo peso 
➢ Eles vem a perda de peso e baixa 
ingesta como realização e não como 
um problema >> disciplina e controle 
positivo 
➢ Falha nesse mecanismo desencadeia 
aflição e descontrole opcional, 
resultando em pouca motivo é grande 
dificuldade ara seguir as orientações 
dos profissionais. 
➢ Mesmo emagrecidos eles continuam 
aumentando as atividades físicas. 
➢ Transtorno de imagem corporal > pode 
ser desde uma insatisfação do seu 
peso ou a forma do seu corporal até, 
 
 
em casos mais graves, a distorção da 
autoimagem. 
➢ Muitos sentem o corpo com 
globalmente grande, pesado, enquanto 
outros percebem partes do orno ou 
regiões específicas como letradas u até 
disformes. 
➢ Questão alimentar passa ser central >> 
não conseguem sair de casa, comer 
fora ou até mesmo trabalhar. 
➢ Apesar desse item não ser considerado 
m critério diagnóstico >> varias 
paciente tem amenorreia 
• A ausência de menstruação 
quando presente, ode ocorrer 
mesmo antes que grande perda 
de peso exista, ou pode resistir 
mesmo depois do ganho 
adequado de peso. 
➢ AN é um dos transtornos mentais com 
maior taxa de mortalidade. 
➢ Prevalência >> mulheres entre o final 
da adolescência e o início da vida 
adulta 
➢ Mulheres é de 2,2% e em homens é de 
0,3%. 
Etiologia 
➢ Desconhecida, porém um conjunto de 
evidencias sugere que ação conjunta 
de fatores genéticos e ambientais tem 
papel importante no seu 
desenvolvimento e manutenção. 
➢ Fatores familiares >> como famílias 
rígidas, muito perfeccionistas. 
➢ Fatores culturais >> sociedade 
transforma hora de comer em uma 
relação de culpa; padrão de beleza 
feminino/ 
➢ Alta incidência de agregação familiar 
foi descrita em estudos genéticos, com 
estimativa de herdabilidade de 50- 60% 
>> estudos de associação de genoma 
identificou oito loci de risco pra AN que 
também eram preditivos, assim como 
para outros transtornos psiquiátricos, 
além de baixo IMC e alterações 
metabólicas. 
➢ Algumas anormalidade em sistemas de 
neurotransmissores foram observadas 
• Subtipo restritivo: mesmo após o 
episódio agudo, evidência 
diminuição da atividade nos 
receptores serotonérgicos 5- 
HT2A e do receptor de opiniões 
delta (OPRD1). 
• Anormalidades no sistema 
dopaminérgico parecem estar 
evolvida, contabilizando o 
comportamento motor hiperativo 
e normalidades na recompensa 
e inibição comportamental. 
➢ Obesidade pode ser um fator e risco. 
➢ Aspectos psicológicos > indivíduos 
predispostos à evidência traços de 
personalidade caracterizados por 
alertinha, perfeccionismo, obsessão, 
inflexibilidade, emocionalidade 
negativa, compulsividade, inibição 
social e diminuição da auto estima. 
➢ Eles também tendem a ter rolemos com 
a fração de identificação, questões de 
autonomia e medos de maturidade. 
➢ Comorbidades psiquiátricas: 
• depressão 
• transtorno de ansiedade >> 
estudos sugerem que ele 
aparece antes mesmo que os 
quadros de AN 
• Fobia social 
• TOC 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Vale ressaltar que alguns 
paciente apresentam sintomas 
depressivos, ansioso e mesmo 
obsessivo-impulsiva,, sem 
preencherem critérios para o 
diagnóstico de um transtorno 
completo. 
• Com frequência, o próprio 
sintomas alimentares (medo de 
engordar, rituais alimentares) e 
suas complicações (esturricado) 
podem ser somado ao 
desenvolvimento de sintomas 
depressivos ansiosos e/ou 
obsessivos compulsivos. 
• Risco de suicídio é elevado. 
• Transtorno da personalidade >> 
grupamento C são os mais 
frequente observados n sítio 
restritivo, enquanto nos do 
grupamento B, o transtorno da 
personalidade borderline é o 
mais encontrado. 
➢ Complicações clinicas 
• Avaliar sinais de desnutrição no 
exame físico, como alterações 
nos faneros (pele seca, unha 
quebradiças, cabelos 
avermelhados, finos e 
quebradiços), surgimento de 
laguna na pele (uma camada de 
pelos finos e curtos), 
bradicardia, hipotensão 
postural, diminuição da 
temperatura corporal, perda do 
contorno a gordura fácil, o 
quadro e das nádega. 
• Avaliação laboratorial não deve r 
usada os critérios diagnóstico 
pois nem sempre a alterações 
estão presentes. 
• Aproximadamente 30% dos 
acidentes com AN apresentam 
anemia/ou europeia e 10% 
podem apresentar leucopenia. 
• Alterações endócrinas: 
hipercolesterolemia leve a 
moderada é frequente; 
modificações no eixo 
hipotálamo-hipófise-gônada, 
com reduções dos níveis de LH, 
FSH e estradiol.; hipotireoidismo 
e aumento nos níveis de 
hormônio do crescimento e 
cortisol; hipoglicemia comum 
• Distúrbio metabólico ósseo > 
osteopenia e osteoporose 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento 
➢ Tratamento difícil, quadro egosintonico 
➢ Enfoque multiprofissional, com 
objetivos de reduzir os riscos, encorajar 
o ganho d peso, desenvolver hábitos 
alimentares mais saudáveis e reduzir 
outros sintomas relacionados ao TA, 
facilitando a recuperação psicológicos 
e física. 
➢ Tratamento hospitalar: 
• Riscos a serem considerados n 
tomada de decisão: risco de 
complicação clínica; achados 
alterados no exame físico e 
exames complementares; risco 
de suicídio e gravidade das 
comorbidades 
• Quando o risco é grave a alto > 
internação deve ser considerado 
 
 
• Risco alto > internação 
preferencialmente em um 
serviço com suporte clínico 
intensivo, cm posterior 
transferência para um serviço 
psiquiátrico idealmente 
especializado em Tas. 
 
• Internação em um ambiente qu 
possa fornecer implementação 
habilitada da realimentação, 
com um cuidadoso 
monitoramento das condições 
físicas > desde o inicio deve ser 
abordagem psicológica 
• Restabelecimento de um peso 
saudável é o objetivo central do 
tratamento junto com a melhor 
dos comportamentos alimentar 
e psicológico geral > 
acompanhamento d nutricionista 
> iniciar com cerca de 1.000kcal 
e seguir cm aumentos 
gradativos semanais 
➢ Tratamento ambulatorial 
• Reabilitação nutricional, com 
ênfase na normalização do peso 
corporal e o comportamento 
alimentar, é o pilar central da 
terapêutica 
• Nutricionista 
• Abordagem psicoterápica > 
intervenções familiares, TCC, a 
terapia interpessoal, terapia 
focal dinâmica e as terapias 
foçadas nos Tas > individuais ou 
em formato de grupo 
• Abordagem familiar baseada em 
um elementos da entrevista 
motivacional e chamada método 
Maudsley > forma mais 
recomendado para 
adolescentes com AN 
 
Fenproporex 
Anorexígenos 
• Evidência não apoiam o uso d 
medicamentos para o 
tratamento da AN 
• Algumas evidencias sugerem o 
uso de agentes psicóticos de 
segunda gerarão, > olanzapina 
recuperação do peso 
• Uso de antidepressivos podem 
ser considerados quando há 
importantes sintomas 
depressivos e/ou obsessivos 
comorbidos >> isrs, 
ciproeptadina 
➢ Medicação: tratar comorbidades 
➢ Evitar tricíclicos, IMAO, Bupropriona 
 
 
 
 
 
 
➢ Derivado de fenilsopropilmida ( 
relacionado quimicamente a 
feniletilamina), biotransformando em 
anfetamina. 
➢ Age diminuindo a ingestão alimentar 
por mecanismos noradrenérgicos. 
➢ Apresenta ação lipolítico e central nos 
centros hipotalâmico regulares do 
apetite. 
➢ Usado para obesidade 
➢ Dose de 20 a 25 mg/dia, fracionada em 
das doses >> antes das refeições 
➢ Reações adversas >> boca seca, 
taquicardia, ansiedade, excitações 
hipertensão arterial e pulmonar.➢ 
 
 
 
Anfepramona 
➢ É uma amina simpatominética 
pertencente o grupo dos fenitelilminas, 
com efeito semelhante aos 
anfetaminicos. 
➢ Acredita-se que o efeito principal deve 
ser no centro do controle do apetite, no 
hipotálamo, e que o apetite diminui 
devido a alteração no controle químico 
da transmissão nervos. 
➢ Rapidamente absorvida no TGI e é 
excretado na urina. 
➢ Reações >> aumento da PA, sensação 
falsa de bem-estar ou euforia branda. 
Dificuldade em dormir 
➢ VO, 25 MG, 3X AO DI, UMA HORA 
ANTES DAS REFEIÇÕES 
➢

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