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Conceitos e Princípios da Psicologia Cognitiva
A Psicologia Cognitiva pode ser definida como uma área de conhecimento que analisa os processos internos implicados na forma como as pessoas extraem sentido do ambiente – interno (fisiológico) e externo (cultura) – e decidem quais ações são apropriadas. Estuda a atividade e a estrutura do cérebro para compreender a cognição e o comportamento humano.
A Investigação dos processos Cognitivos Inclui:
· Atencão
· Percepção
· Aprendizagem
· Memória
· Motivação 
· Linguagem
· Resolução de Problemas
· Raciocínio 
· Pensamento
O pensamento é a cereja do bolo da psicologia cognitiva.
Existe diferença entre a Psicologia Cognitiva aplicada à clínica, seus métodos e objetos de estudo, e a Psicologia Cognitiva enquanto um sistema teórico da Psicologia. A perspectiva teórica vai explicar o psicológico como um todo, definir e descrever os processos cognitivos, por exemplo. Gradualmente, ao longo desta leitura, você compreenderá melhor essa distinção.
Existem processos psicoterapêuticos que podem atuar no manejo da dor, da irritabilidade, da angústia, da ansiedade etc. Mudar determinado padrão de comportamento, determinado padrão cognitivo (um perfil cognitivo) – obviamente quando necessário e desejado –, porém, exige investimento e engajamento da pessoa no processo de mudança, que pode ser conduzido, por exemplo, em uma terapia cognitivo-comportamental.
Tudo é Psicológico: Para Sternberg (2016), a Psicologia Cognitiva é o estudo de como as pessoas percebem, aprendem, lembram-se de algo e pensam sobre informações. Podemos descrever as áreas do cérebro ativas na percepção, no aprendizado, na lembrança e no pensamento. A Psicologia Cognitiva vai estabelecer como tais informações são CODIFICADAS, INTERPRETADAS E UTILIZADAS.
Tudo é psicológico e chamamos esse tipo de trabalho de reestruturação cognitiva, ou seja, ensinar uma pessoa a reinterpretar eventos e utilizar essas informações para motivar comportamentos mais adaptados e funcionais em suas vidas, ou seja, buscar qualidade de vida e bem-estar.
Dito de outra forma, a reestruturação cognitiva significa:
· Ensinar a pensar diferente sobre si próprio (o eu, o ego).
· Ensinar a pensar diferente sobre o mundo (as pessoas e os acontecimentos)
· Ensinar a pensar diferente sobre o futuro.
Evolução ontogenética: Trata-se do ciclo da vida, do ciclo de desenvolvimento do organismo (pessoa) ao longo da vida, desde o desenvolvimento embrionário
ONTOGENIA é o desenvolvimento de um organismo. Já FILOGENIA é o desenvolvimento da espécie, por exemplo, de nossa espécie, Homo sapiens sapiens. (O sapiens repete duas vezes, isso mesmo, está correto!)
· forma como decidimos as ações que são apropriadas e/ou simplesmente como agimos, nos comportamos e/ou interpretamos os eventos depende de nossa evolução ontogenética.
Mas como fazer essa interpretação? A Psicologia Cognitiva adota o determinismo como um pressuposto epistemológico. Eventos no decorrer de nosso desenvolvimento podem resultar em um ambiente propício para desenvolvermos resiliência ou não, assim como em mais ou menos controle emocional e psicológico. Podemos ter uma vulnerabilidade a desenvolver transtornos de humor, por exemplo, a depressão. Segundo o paradigma de diátese-estresse, pessoas vulneráveis cognitivamente desenvolvem psicopatologias ao passar por eventos estressores.
Necessidades psicológicas básicas atendidas: A psicologia trata o tema com base em teorias diferentes, mas podemos entender as necessidades psicológicas em um âmbito geral como:
· Fisiológicas: sede, fome e sexo;
· Psicológicas: autonomia, relacionamento e competência;
· Sociais: afiliação e intimidade, realização e poder. Esses são alguns poucos exemplos.
Na infância, as necessidades emocionais fundamentais são: vínculos seguros, autonomia, liberdade de expressão, espontaneidade e lazer, limites realistas e autocontrole.
Um esquema cognitivo pode ser positivo ou negativo, adaptado ou desadaptado. Se seu padrão de respostas está desadaptado ao meio e/ou com respostas (comportamentos) muito exacerbados, a Psicologia clínica pode ajudar. Sabe o porquê? Tudo é psicológico, e podemos mudar algumas coisas – outras não, e há aquelas de difícil mudança. A visão é monista, ou seja, não dualista (mente-corpo). Trata-se de uma visão integrada e holística. Falar da mente, do psicológico, ou do cérebro é falar da mesma coisa com vieses diferentes. Vejamos alguns exemplos:
· Tomar uma medicação para depressão resulta em mexer na bioquímica do cérebro regulando algo que estava em desequilíbrio.
· Fazer psicoterapia (Psicologia clínica) também mexe com essa bioquímica do cérebro regulando algo que estava em desequilíbrio. A psicoterapia resulta em plasticidade neural.
Plasticidade neural: Trata-se da mudança do sistema nervoso em decorrência dos eventos da vida, da experiência, do comportamento. 
Divisão Disática para analisar os comportamentos:
· Aspecto Físico( Mapeamento neurológico).
· Aspecto psicológico (sensopercepção, atenção, pensamento, memória, volição, emoções, sentimentos etc.).
· Em um aspecto ambiental/funcional (mapeamento cultural, socioeconômico etc.).
Ciência Básica: Busca delimitar uma área de conhecimento, definir construtos, construir e testar hipóteses, elaborar teorias que possam descrever os fenômenos.
Ciência Aplicada Utiliza as diversas formas de conhecimento e a ciência básica para encontrar soluções para a vida das pessoas. 
O ano é 1956... Esse foi um ano de grande relevância para coroar o movimento da Psicologia Cognitiva. O cientista cognitivo Noam Chomsky fez uma exposição sobre uma teoria para a linguagem (um processo cognitivo) para o famoso e internacionalmente conhecido Massachusetts Institute of Techonology (MIT).
Nessa mesma ocasião, George Miller (1920-2012) apresentou o que ficou conhecido por o mágico número 7 na memória de curto prazo (outro processo cognitivo) e Newell (1927-1992) e Simon (1916-2001) expuseram seu modelo de solução de problemas (General Problem Solver), precursor do desenvolvimento de programas de inteligência artificial. Solução de problemas e tomada de decisões são duas grandes áreas de interesse de cientistas cognitivos.
O movimento que ficou conhecido como revolução cognitivista é mais bem identificado, por seus métodos, pela analogia ao processamento computacional, pelo uso de tecnologia para demonstrar suas teorias, e tem como marco a conferência no MIT de proeminentes cientistas cognitivos em 1956. A formação da Psicologia Cognitiva, contudo, é demarcada formalmente, pelos historiadores da Psicologia, nas décadas de 1950 até 1970. A Psicologia Cognitiva resgata a história do estudo da mente que foi negligenciada pela força do Behaviorismo como um sistema teórico dentro da Psicologia. Para entender o Cognitivismo, é necessário compreender a história da Psicologia.
Edward Chace Tolman (1886-1959), um behaviorista, declarou que o Behaviorismo de Watson foi um alívio, pois trazia cientificidade para a Psicologia, mas não foi um “watsoniano”.
Tolman tentou superar o monismo materialista de Watson (pensamento com hábito). De certa forma, esse autor estabelece os alicerces para o Cognitivismo, pois afirma que aprendizagem não é mudança no comportamento, mas aquisição de novos conhecimentos/cognições. Apresenta as definições de um comportamento intencional – tal intencionalidade, embora existente, é um evento particular ao organismo, uma variável interveniente, e não estaria ao alcance dos instrumentos objetivos da ciência.
EX: Tolman diria, por exemplo, que a fome é a intencionalidade para o comportamento de comer. Isso significaria ver a mente no comportamento, ou seja, falar da mente sem recorrer a teses mentalistas e a métodos não científicos.
Resumindo: O cérebro, no Cognitivismo, é ativo, coordena e faz a mediação de comportamentos. Para o Behaviorismo, o importante não é saber o que causa os comportamentos, mas explicar e descrever em que circunstâncias eles acontecem. O Cognitivismo quer compreender o que causa um comportamento, quais as fontesde um comportamento motivado, por exemplo, a criatividade, a arte etc. Na atualidade, são sistemas teóricos que se complementam.
O método das Neurociências: As Neurociências buscam evidências de como a interação de áreas no cérebro resultam em cognição, uma vez que apenas apontar uma localização (blobology) está caindo em desuso, e até os modelos computacionais estão buscando correlações com o cérebro. Nas Neurociências, vamos encontrar as evidências científicas que são levantadas pelo uso da tecnologia, especialmente o uso de técnicas de neuroimagem, que são capazes de demonstrar atividades em regiões e circuitos do sistema nervoso central, durante um processamento sensorial, motor ou cognitivo.
A organização de nosso sistema nervoso, basicamente, traduz-se por atividades excitatórias (ativação) e inibitórias (inibição), algo como sim e não.
O sistema nervoso humano exerce atividades de ativação e inibição, ou seja, influencia em decisões, como: Posso? Não posso?
cronometria mental: é utilizada para construir modelos do processo cognitivo. Podemos discutir por meio de tarefas se a informação tem um processamento serial, ou seja, uma etapa cognitiva é concluída antes de outra começar, ou um processamento em paralelo, ou seja, dois ou mais processos cognitivos ocorrem ao mesmo tempo. Tarefas de compatibilidade estímulo-resposta, como efeito Simon e efeito Stroop, são clássicos da Psicologia Cognitiva.
· A cronometria mental auxilia a Psicologia Cognitiva a identificar os modelos de processamento da informação.
A terapia cognitiva-comportamental auxilia na identificação de distorções cognitivas e na promoção da reestruturação cognitiva.
Premissas e Conceitos Fundamentais da Psicologia Cognitiva:
O pensamento é um ponto central para a Psicologia Cognitiva, e saber como ele opera sobre a motivação parece um bom lugar para começar. Segundo Reeve (2006), os pesquisadores, após a revolução cognitiva, voltaram sua atenção para destrinchar quais as bases cognitivas do pensamento sobre: vontade, otimismo, eficácia, sucesso, realização, autoestima, autoeficácia, meta, planejamento, criatividade, escolha, persistência, desempenho, crenças, valores, sucesso, fracasso, empreendedorismo etc.
A vontade não é um constructo psicológico capaz de explicar a complexidade e a variabilidade do comportamento motivado humano, até porque nosso comportamento e nosso perfil cognitivo são predeterminados em decorrência de nossa evolução ontogenética e de muitas outras variáveis que exercem influência sobre nós.
A Psicologia Cognitiva passa a elaborar modelos teóricos para explicar aquilo que as Neurociências ainda não conseguem demonstrar, por exemplo, o motivo pelo qual tais características variam de pessoa para pessoa. A Neurociência Cognitiva pode demonstrar áreas ativas em um processo criativo, mas não consegue explicar, por exemplo, como a criatividade acontece, onde ela está no cérebro.
· Ainda não é possível fazer ligações, uma a uma, entre as áreas do cérebro e os processos cognitivos. A forma como o cérebro implementa vários processos cognitivos, como nosso sistema de crenças, permanece um mistério.
O que aprendemos? 
· A Psicologia estuda como o indivíduo dá significado ao ambiente, a partir dos seus processos internos, permitindo a sua ressignificação.
· A Psicologia Cognitiva estuda o indivíduo em diferentes aspectos: ambiental, psicológico e físico.
· A Psicologia Cognitiva usa a ciência básica e a ciência aplicada para estudar as diversas variáveis que influenciam o comportamento do indivíduo.
· O cérebro, no Cognitivismo, é ativo, coordena e faz a mediação de comportamentos. Para o Behaviorismo, o importante não é saber o que causa os comportamentos, mas explicar e descrever em que circunstâncias eles acontecem. O Cognitivismo quer compreender o que causa um comportamento, quais as fontes de um comportamento motivado, por exemplo, a criatividade, a arte etc. Na atualidade, são sistemas teóricos que se complementam.
· O sistema nervoso humano exerce atividades de ativação e inibição, ou seja, influencia em decisões, como: Posso? Não posso?
· A cronometria mental auxilia a Psicologia Cognitiva a identificar os modelos de processamento da informação.
· A terapia cognitiva-comportamental auxilia na identificação de distorções cognitivas e na promoção da reestruturação cognitiva.
· A Psicologia Cognitiva busca identificar o motivo pelo qual as características variam de pessoa para pessoa.
Verificando o Aprendizado
1. Imagine que um individuo tenha motivação para a arte, a corrente que busca compreender as causas dessa motivação é chamada de:
R: Cognitivismo
· Enquanto o Behaviorismo busca explicar as circunstâncias em que um comportamento acontece, o Cognitivismo busca identificar as causas de determinado comportamento.
2.Godofredo era um jovem de 19 anos que acabara de ingressar na faculdade. Como era do interior, saiu da casa dos pais e foi morar na capital com outro rapaz, da mesma cidade, que também entrou na faculdade. Depois de poucos meses, Godofredo não fez nenhum novo amigo. “As pessoas não são confiáveis na cidade grande”, pensava. No início, conseguia ir às aulas, mas essa ação começou a ficar muito difícil para ele, e sua frequência foi gradualmente caindo nas aulas. Ele tinha medo de estar com as pessoas. Quando não aguentava mais, voltou para casa com um pensamento fixo na cabeça: “Eu não sou capaz, e tudo em minha vida dá errado.” Qual a fonte desse pensamento?
R: Sistema de crenças;
· Os pensamentos automáticos são um produto de crenças disfuncionais e de distorções cognitivas.Godofredo está fazendo inferências errôneas com base em algumas distorções cognitivas, atividade complexa para explicarmos apenas com um viés das Neurociências, sendo necessária uma interpretação de uma teoria clínica, da Psicologia aplicada.
3.O cérebro é um órgão ativo que faz mediação de comportamento, e não apenas um depositário de contingências por mera codificação neuronal. Identifique o sistema teórico que faz oposição a essa ideia:
R: Behaviorismo.
· No Comportamentalismo, o sistema nervoso era visto como um depositário de contingências, passivo, que apenas codificava em uma linguagem neural(eletroquímica) e armazenava as experiências.Diante de um estímulo eliciador ou discriminante, o sistema nervoso geraria uma resposta– de fato, “uma tábula rasa”.
· A inovação do Cognitivismo foi buscar compreender as operações internas do organismo, ou seja, estudar o efeito dos processos cognitivos e como esses medeiam comportamentos.O cérebro, no Cognitivismo, é ativo, coordena e faz a mediação de comportamentos.
· Para o Behaviorismo, o importante não é saber o que causa os comportamentos, mas explicar e descrever em que circunstâncias eles acontecem.O Cognitivismo quer compreender o que causa um comportamento, quais as fontes de um comportamento motivado, por exemplo, como a criatividade, a arte etc.Na atualidade, são sistemas teóricos que se complementam, e ainda existem profissionais que são behavioristas radicais.O Cognitivismo não veio para substituir esse modelo comportamentalista, mas para ampliá - lo.

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