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Trabalho 1 AV1 Direito Civil 3 Contratos RJ 06/10/2021 Aluno: Marco Antonio Moutinho matricula: 2019.01.204171 Professora: Cristina Ripardo Bittencourt - Atividade verificadora da aprendizagem: OBS: o trabalho deverá ser fundamentado com a legislação, doutrina e jurisprudência, atendendo aos requisitos de autenticidade e originalidade, máximo DE4 1 (uma) lauda. ESTUDO DE CASO - SEMANA 5 (até 1,5 - um ponto e meio). Eunice adquiriu da empresa Tecnology Ltda. um equipamento de proteção veicular, comprometendo-se a pagar o valor mensal de R$ 200,00 durante 12 meses e após este período apenas a manutenção do equipamento, que seria de R$ 100,00. Como contrapartida, a empresa se comprometeu a realizar revisões mensais no primeiro ano e semestrais a partir do segundo ano. O compromisso foi cumprido inicialmente, mas a partir do quinto mês os empecilhos foram surgindo e as manutenções não vinham sendo realizadas, o que fez cessar os pagamentos por parte de Eunice. A empresa, então, ingressou com ação judicial em face de Eunice cobrando os pagamentos mensais e esta argumentou que os pagamentos cessaram porque a empresa não cumpriu a sua parte na avença. Analise esta situação sob o aspecto da legitimidade, ou não, da conduta de Eunice. RESPOSTA: Sim, a conduta de Eunice foi legitima ao deixar de pagar a parte contratada. Em breve leitura do caso concreto, objeto de nosso estudo, percebemos se tratar de um típico caso de “exceção de contrato não cumprido” pois a contratada tinha o dever da contrapartida, o que não o fez. A luz do Código Civil Artigo 476, nos traz a possibilidade de uma das partes, no caso em tela a “contratante” recusar-se a cumprir sua obrigação enquanto a parte contraria, no caso em tela a “contratada” não der cumprimento a suas obrigações. A Luz da Doutrina, o instituto da “exceção do contrato não cumprido”, dispõe que nos contratos bilaterais os contratantes NÂO podem exigir o cumprimento da obrigação da contraparte antes de implementarem a sua obrigação neste sentido, “BRUCE, Vitor Augusto José” e “FREITAS, Rodrigo Lima e Silva”, indicam a essa figura jurídica a noção do Direito Potestativo, atuando como remédio para o contratante que possui interesse na manutenção da relação obrigacional e no adimplemento da contraparte. Jurisprudência: STJ-Recurso Especial nº 1.655.139-DF (2015/0093630-4) https://www.migalhas.com.br/arquivos/2017/12/art20171207-09.pdf STJ-Recurso Especial nº 1.381.652-SP (2011/0255521-2) https://www.stj.jus.br/websecstj/cgi/revista/REJ.cgi/ATC?seq=35302299&tipo=51&nreg=20 A tempo, no caso em tela, como Advogado da Contratante, orientaria minha cliente no sentido de notificar a contratada a respeito da falta de cumprimento de suas obrigações e buscaria no Direito do Consumidor junto ao Juizado Especial, a Luz do Artigo 35 do Código de Defesa do Consumidor, rescindir o contrato buscando a devolução do que foi pago e indenização por danos morais por conta da frustração de obrigações não cumpridas por parte da contratada.