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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO CAMPUS SÃO JOSÉ DOS CAMPOS INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA QUÍMICA GERAL EXPERIMENTAL Experimento 2: Soluções Alunos: Professora: São José dos Campos (SP), 28 de setembro de 2022 SUMÁRIO 1. Introdução Teórica …….………………………………………………………………………….3 2. Objetivo …………………………………………………………………………………...……….4 3. Materiais e Métodos …….……………………………………………………………………….4 4. Resultados e Discussões ……………………………………………………………….……….5 5. Conclusão ..........................................................................................................................8 6. Referências ………………………………………………………………………………..………8 3 1. Introdução Teórica Uma solução é uma mistura homogênea de duas ou mais substâncias, sendo aquela em maior volume chamada de solvente e o restante de soluto, que está dissolvido naquele - exemplificando, na água salgada, o NaCl é um dos solutos e a H2O o solvente [1]. O soluto, quando dissolvido no solvente, não sedimenta com o tempo e não pode ser separado por meios físicos, apenas químicos - como a destilação, por exemplo. As soluções podem ser iônicas ou moleculares. As iônicas reagem com o solvente e possuem íons dissolvidos por dissociação iônica ou ionização e as moleculares têm substâncias moleculares dissolvidas que não reagem, apenas têm suas partículas separadas [1]. Além disso, as soluções podem ser sólidas, líquidas ou gasosas (o ar atmosférico, por exemplo) e saturadas, insaturadas e supersaturadas, este último apresentando corpo de fundo. Ao ser misturada ao solvente, a solução torna-se diluída, sendo seu volume aumentado e sua concentração diminuída. Desse modo, o cálculo da nova concentração pode ser feito a partir da equação geral da diluição (Equação 1) [1], que relaciona a molaridade (M; número de mols por volume) com o volume (V) das soluções antiga e nova. (1)𝑀1 × 𝑉1 = 𝑀2 × 𝑉2 A partir das soluções, é muito importante a análise das concentrações de cada componente. Concentração é a grandeza utilizada para medirmos a razão de soluto ou solvente em relação à solução. É um indicativo da composição de uma mistura, onde possibilita analisar o grau de colisão entre as moléculas, sendo que, quanto maior for a concentração, maior o grau de agitação entre elas. Pode ser calculada pelas Equações 2-7: ; ;𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎(𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜)𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 (2) ; 𝑚𝑜𝑙 𝑙𝑖𝑡𝑟𝑜 (3) 𝑚𝑜𝑙 𝑘𝑖𝑙𝑜 (4); 1 𝑝𝑎𝑟𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜 10⁶ 𝑝𝑎𝑟𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜 (5) ; 𝑛º 𝑚𝑜𝑙𝑠(𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜 𝑜𝑢 𝑠𝑜𝑙𝑣𝑒𝑛𝑡𝑒) 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜 (6) 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 (𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜) 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎(𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜) (7) Um caso muito estudado que possui muitas possibilidades é a diluição de ácido e bases no meio aquoso. Nesses casos, muitos aspectos podem ser analisados dependendo da concentração final, e um muito importante é a acidez do composto diluído. Quando dissolvido em água, ocorre a ionização do ácido/base, sendo no caso do ácido, separando o ion presente nele. Esse íon pode ser medido e, para tal, foi criado uma escala de𝐻+ medida especial para ele, o pH. Como as concentrações dos íons são muito baixas, o pH𝐻+ trabalha na escala logarítmica, descrito por [1]: pH = -log[ ] (8)𝐻+ 4 Dessa maneira, temos o pH definido para valores unitários, onde, nessa escala o valor 7 é para classificar soluções neutras, para valores abaixo de 7 a solução é considerada ácida e para valores acima de 7 a solução é considerada básica. Isso significa que para soluções ácidas, a concentração de ions é maior e para soluções básicas a concentração é menor [1].𝐻+ 2. Objetivo Analisar os resultados dos preparos de soluções utilizados nos procedimentos analíticos. 3. Materiais e Métodos Para a realização dos experimentos foram utilizados um pacote de refresco comercial, uma pisseta com água destilada, dois béqueres (um de 25mL e outro de 50mL), um funil de vidro, um bastão de vidro, dois balões volumétricos (um de 25mL e outro de 50mL), uma espátula, uma pipeta graduada de 25mL, uma pera, fitas indicadoras/pHmetro, uma balança e duas micropipetas com ponteiras (uma de 1mL e outra de 0,1mL). O procedimento experimental foi dividido em duas partes. A primeira consiste-se no preparo de 50mL de solução de refresco na concentração de 40,0 g/L. Para isso, primeiramente, calcula-se a massa de refresco necessária para o preparo da concentração citada. Em segundo lugar, a massa obtida é pesada em uma balança, colocada em um béquer de 50mL e, nele, dissolvida em, aproximadamente, 15mL de água destilada. Depois, com o auxílio de um funil de vidro, a mistura é transferida para um balão volumétrico de vidro de 50mL, que será completado com água destilada até atingir sua respectiva medida. Em quarto lugar, para completar a homogeneização, o balão é tampado e agitado. Em quinto lugar, o próximo passo é verificar o pH dessa solução com fitas indicadoras universais e com o pHmetro. Depois, registra-se a cor final da solução e, por último, registra-se os dados do rótulo do refresco e, a partir deles, calcula-se a quantidade de vitamina C (ou ácido ascórbico), em mol, presente em um litro de solução. Por fim, a segunda parte consiste-se no preparo de soluções diluídas do refresco. Primeiramente, usando a solução preparada na parte anterior, são determinados os volumes dessa solução de 40g/L necessários para o preparo de 25mL de soluções com concentrações de 4,00, 0,40 e 0,04g/L a partir da equação geral da diluição (Equação 1). Depois, esse volume é acrescido de água destilada até serem completados os 25mL de solução final. Em terceiro lugar, após a preparação das três soluções diluídas, mede-se o pH de cada uma com as fitas e o pHmetro, além do registro da cor. Para concluir, calcula-se o pH teórico de cada solução, considerando que o único ácido presente no refresco provém da vitamina C, o ácido ascórbico. 5 4. Resultados e Discussões Primeiramente, determinando a massa do refresco em pó para atingir a concentração esperada de 40g/L; foi obtido o valor de 2g a partir da seguinte regra de 3 (Equação 9): (9)40𝑔 −−−−−−− 1000𝑚𝐿 (X)𝑋𝑔 −−−−−−−− 50𝑚𝐿 𝑋 = 2𝑔 Após a diluição, foi medido o pH de diversas soluções com diferentes concentrações, sendo possível determinar as massas, volumes, pH e cores de cada uma delas. Todos os dados podem ser vistos na Tabela 1 abaixo: Solução (g/L) Massas (g) Volume (mL) pH Concentração de Vitamina C (mol/L) Cor 40,00 2 ± 0, 01 — 2 0,0003861 Vermelho 4,00 — 2,500 4 0,0000388 Rosa 0,40 — 0,250 5 0,00000388 Rosa fraco 0,04 — 0,025 6 0,000000388 Transparente Figura 1 - Registro das soluções finais obtidas após o experimento; pode-se observar a mudança de cor entre as mudanças de concentração. Fonte: de autoria própria. 6 Depois, calculou-se a quantidade de vitamina C (ou ácido ascórbico), em mol, presente em um litro de solução para as seguintes concentrações: Para 40g/L (Equações 10 e 11): (10)176, 12𝑔 −−−−−−− 1 𝑚𝑜𝑙 0, 0034𝑔 −−−−−−−− 𝑋 𝑋 = 0, 00001931 𝑚𝑜𝑙 (11)0, 00001931 𝑚𝑜𝑙 −−−−−−− 50𝑚𝐿 𝑋 −−−−−−−− 1000𝑚𝐿 𝑋 = 0, 0003861 𝑚𝑜𝑙 Para 4g/L (Equações 12 e 13): (12)0, 0003861 𝑚𝑜𝑙 −−−−−−− 1000𝑚𝐿 𝑋 −−−−−−−− 2, 5𝑚𝐿 𝑋 = 0, 00000097 𝑚𝑜𝑙 (13)0, 00000097 𝑚𝑜𝑙 −−−−−−− 25𝑚𝐿 𝑋 −−−−−−−− 1000𝑚𝐿 𝑋 = 0, 0000388 𝑚𝑜𝑙 Para 0,4g/L (Equações 14 e 15): (14)0, 0003861 𝑚𝑜𝑙 −−−−−−− 1000𝑚𝐿 𝑋 −−−−−−−− 0, 25𝑚𝐿 𝑋 = 0, 000000097 𝑚𝑜𝑙 (15)0, 000000097 𝑚𝑜𝑙 −−−−−−− 25𝑚𝐿 𝑋 −−−−−−−− 1000𝑚𝐿 𝑋 = 0, 00000388 𝑚𝑜𝑙 Para 0,04g/L (Equações 16 e 17): (16)0, 0003861 𝑚𝑜𝑙 −−−−−−− 1000𝑚𝐿 𝑋 −−−−−−−− 0, 025𝑚𝐿 7 𝑋 = 0, 0000000097 𝑚𝑜𝑙 (17)0, 0000000097 𝑚𝑜𝑙 −−−−−−− 25𝑚𝐿 𝑋 −−−−−−−− 1000𝑚𝐿 𝑋 = 0, 000000388 𝑚𝑜𝑙 Na tabela abaixo foi registrada a variação do pH em função da concentração: Dessarte, após análise dos resultados obtidos, conclui-se que a fita universal indicadora de pH não é exata, pois, ao comparar suas marcações com as do pHmetro, foram observadas variações de, até,1,30 unidade. Além disso, notou-se tal discrepância nos valores finais de pH devido à cor do corante alimentício presente no refresco, que dificulta a real observação da cor final apresentada na fita, que acaba por se misturar ao vermelho do soluto. Mais explicitamente, a variação da fita para o aparelho medidor foi de, respectivamente, 2,0 para 2,94 para a solução de 40g/L, de 4 para 3,31 para a de 4g/L, de 5 para 3,84 para a de 0,4g/L e de 6 para 4,70 para a de 0,04g/L. Além disso, também se destaca no experimento a importância da concentração de soluto em solvente, nesse caso em água, para a variação do potencial hidrogeniônico da solução e de sua cor. Em outras palavras, notou-se nesse experimento que, quanto menor a concentração de soluto, maior a de água - pois os 25mL finais devem ser atingidos - e, consequentemente, mais próximo de 7 está o pH da solução, uma vez que, em condições ideiais, o pH da água é neutro (7). Porém, como o ambiente do laboratório de química da Unifesp não é completamente neutro e livre de influências externas, nele o pH da água pode variar um pouco ao redor desse valor (por exemplo, o gás carbônico presente no ar, por ser ácido, pode abaixar minimamente esse valor). Ademais, também foi registrado que, quanto menor a concentração, mais transparente o líquido da solução se torna, pois a quantidade de corante diminui com a diminuição da quantidade de refresco. 8 Por último, também foi percebido que são necessários volumes cada vez menores da solução principal de 40g/L e cada vez maiores de água para se chegar a experimentos com concentrações de refresco cada vez menores, como é observado na Tabela 1. 5. Conclusão Dessa forma, conclui-se que a concentração de refresco reflete diretamente no pH da solução final, acidificando o meio. Altas concentrações de refresco geram menores potenciais hidrogeniônicos, vide Tabela 1, enquanto maiores concentrações de água tendem ao pH neutro. Também pode-se concluir que a fita universal indicadora de pH, não é exata, tido que houve uma discrepância não desprezível, quando comparada com o pHmetro, devido, entre outras alternativas, também à cor forte do corante do soluto. 6. Referências [1] BROWN, T; LEMAY, H; BURSTEN, B. Química: A Ciência Central. 9a ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.