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UNIVERSIDADE TIRADENTES BIOMEDICINA GABRIEL DA CRUZ WESCLEY ALESSANDRE RABÊLO LEAL LUANA BEATRIZ DA SILVA PAIVA RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA: EFEITOS DA OSMOSE SOBRE OS ERITRÓCITOS Aracaju 2023 GABRIEL DA CRUZ WESCLEY ALESSANDRE RABÊLO LEAL LUANA BEATRIZ DA SILVA PAIVA RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA: EFEITOS DA OSMOSE SOBRE OS ERITRÓCITOS Trabalho apresentado ao Curso de Biomedicina, sob orientação da Prof.ª Margarete Zanardo Gomes, como um dos pré- requisitos para avaliação da disciplina de Fisiologia Humana. Aracaju 2023 1. INTRODUÇÃO As células são responsáveis por manter um ser vivo. Sua movimentação, sua reprodução e até a maneira como troca substâncias e nutrientes já são processos bastante conhecidos. A osmose, inclusive, faz parte dessa movimentação de substâncias entre as células. Osmose é um fenômeno natural em que se observa a passagem de água por meio de uma membrana semipermeável de um meio menos concentrado (hipotônico) para o meio mais concentrado (hipertônico). Nesse caso, a osmose tende a uniformizar a concentração nos dois locais separados pela membrana por meio da difusão apenas do solvente. Esse processo envolve aspectos físicos, químicos e biológicos, sendo essencial para a sobrevivência de uma célula e, consequentemente, de qualquer ser vivo na Terra. A movimentação de um lado para o outro que é feita no processo não gasta energia, logo é chamada de transporte passivo. Movimento de moléculas de água através de uma membrana seletivamente permeável. O mecanismo de osmose depende do potencial da água e das concentrações dos solutos de cada lado da membrana, isto é, a água move-se de regiões de elevado potencial de água (hiperosmótico) com menor concentração de soluto (meio hipotônico) para regiões de baixo potencial de água (hipo-osmótico) com maior concentração de soluto (meio hipertónico). Dessa forma, no processo de osmose a água tende a atravessar a membrana celular naturalmente, em busca do equilíbrio da concentração entre as soluções. Figura 1. (Fonte: https://www.tiraojaleco.com.br/2016/06/osmose.html) Dois meios com soluções aquosas de diferentes concentrações e separados por uma membrana semipermeável tendem a se equilibrar através https://www.biologianet.com/biologia-celular/agua.htm https://www.stoodi.com.br/biologia/ https://www.tiraojaleco.com.br/2016/06/osmose.html do fluxo de solutos e de água, de forma que após um período, ambos apresentam a mesma concentração e volume. Para o estudo dos efeitos da pressão osmótica sobre a célula, a membrana plasmática pode ser vista como uma membrana semipermeável que separa os líquidos intra e extracelular. Uma diferença de concentração entre eles, faz com que a água passe do meio de menor concentração para o mais concentrado. A pressão osmótica depende das concentrações e do número de partículas dissolvidas em solução, fatores estes diretamente relacionados às características dos solutos (solubilidade e grau de dissociação em solução) e à permeabilidade da membrana aos mesmos. Molécula-grama (mol): Peso molecular em grama (g). Molaridade: no. de moles/L de água. Osmolaridade: no. de partículas dissolvidas/L de água. Concentração do líquido intracelular (hemácia) ≅ 0,30M. 2. OBJETIVOS Avaliar o efeito da osmose sobre os eritrócitos e discutir a importância da permeabilidade da membrana plasmática na regulação do volume celular. 3. METODOLOGIA ✔ Identifique 7 tubos de ensaio e em cada um coloque 4 ml de: água destilada, NaCl 0,075M, NaCl 0,15M, NaCl 0,30M, sacarose 0,15M, sacarose 0,30M e sacarose 0,60M, respectivamente; ✔ Adicione 1mL de sangue em cada tubo. Homogeneizar por inversão, sem agitar; ✔ Em seguida centrifugue por 5 min. 4. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS OBTIDOS Os materiais utilizados foram: sangue heparinizado, pipetas, fitas adesivas, pipetas Pasteur, estantes, tubos de ensaio, centrífuga, água destilada, soluções de NaCl (0,075M, 0,15M, 0,30M) e sacarose (0,15M, 0,30M, 0,60M). Para a realização dos experimentos, teve-se que, inicialmente, inserir aos 7 tubos de ensaio, 4 ml a cada um deles de: água destilada, NaCl 0,075M, NaCl 0,15M, NaCl 0,30M, sacarose 0,15M, sacarose 0,30M e sacarose 0,60M, respectivamente. Por conseguinte, após adicionar 1mL de sangue a cada tubo, foi feita a homogeneização por inversão (sem agitar), nesta etapa, notou-se que a solução adquiriu a tonalidade mais escura, conforme a figura 2. Figura 2: Material antes da centrifugação. Apesar de, no geral, as membranas dos eritrócitos serem bastante permeáveis às moléculas de água, se os eritrócitos forem retirados de seu ambiente aquoso normal e colocados em água destilada, as células incharão gradativamente e eventualmente se romperão, libertando seu pigmento vermelho. Isto é causado pela difusão de água, através da membrana celular, para dentro da célula. Por outro lado, se os eritrócitos forem adicionados à uma solução aquosa salina, o efeito oposto é observado. A água difunde-se para fora das células, ocorrendo o enrugamento. Na etapa seguinte, foi realizada a centrifugação (tempo: 5 minutos) dos 7 tubos de ensaios e percebeu-se a mudança das concentrações das substâncias, conforme a Figura 3. Figura 3: Material após a centrifugação. 5. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Analisando os resultados nos diferentes tubos, nas três soluções de sacarose a variação de volume é decorrente somente do fluxo osmótico gerado pelas diferentes osmolaridades, isso porque a sacarose é um soluto impermeante às membranas celulares. Assim, na menor concentração de sacarose ocorre um influxo de água nas células que incham até estourarem, nas demais soluções de sacarose os sobrenadantes incolores indicam que não ocorreu hemólise. De fato, na concentração de 0,3 M de sacarose o fluxo de água é bidirecional e a quantidade de água que entra e sai da célula é a mesma, não alterando seu volume de água. Por outro lado, os meios com cloreto de sódio não permaneceram incolores nas 3 concentrações testadas. Através desses resultados fica nítido que a tonicidade de uma solução estar sujeito a osmoticidade e a natureza do soluto, se permeante ou não à célula. Quando uma solução não exibe solutos permeante, a tonicidade sempre será igual à osmoticidade, só dependendo do gradiente osmótico. No entanto, quando a solução oferecer um soluto permeante, a tonicidade dependerá não somente do gradiente osmótico, mas principalmente do gradiente do soluto permeante. 6. CONCLUSÕES Após finalizar os procedimentos, no qual a última etapa foi a centrifugação, notou-se que a soluções com sacarose tenderam mais para hipertônicas, a solução com água ficou isotônica e a solução com NaCL apresentou-se como hipotônica. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MOREIRA, Catarina. Osmose. Revista de Ciência Elementar, v. 2, n. 4, 2014. Osmose: o que é, como ocorre e tipos de soluções! | Stoodi. Disponível em: https://www.stoodi.com.br/blog/biologia/osmose-o-que-e-como-ocorre-e-tipos- de- solucoes/#:~:text=A%20osmose%20%C3%A9%20o%20movimento,qualquer% 20ser. Acesso em: 23 de fevereiro de 2023. Osmose | Biologia Net. Disponível em: https://www.biologianet.com/biologia- celular/osmose.htm. Acesso em: 23 de fevereiro de 2023. https://www.stoodi.com.br/blog/biologia/osmose-o-que-e-como-ocorre-e-tipos-de-solucoes/#:~:text=A%20osmose%20%C3%A9%20o%20movimento,qualquer%20ser https://www.stoodi.com.br/blog/biologia/osmose-o-que-e-como-ocorre-e-tipos-de-solucoes/#:~:text=A%20osmose%20%C3%A9%20o%20movimento,qualquer%20ser https://www.stoodi.com.br/blog/biologia/osmose-o-que-e-como-ocorre-e-tipos-de-solucoes/#:~:text=A%20osmose%20%C3%A9%20o%20movimento,qualquer%20serhttps://www.stoodi.com.br/blog/biologia/osmose-o-que-e-como-ocorre-e-tipos-de-solucoes/#:~:text=A%20osmose%20%C3%A9%20o%20movimento,qualquer%20ser https://www.biologianet.com/biologia-celular/osmose.htm https://www.biologianet.com/biologia-celular/osmose.htm Variações do Volume Celular: Osmoticidade e Tonicidade. Disponível no site: https://numeb.furg.br/images/stories/pdf/novos_pdfs/Roteiro_da_pratica_- _Variacoes_do_volume_celular.pdf. Acesso em: 23 de fevereiro de 2023. https://numeb.furg.br/images/stories/pdf/novos_pdfs/Roteiro_da_pratica_-_Variacoes_do_volume_celular.pdf https://numeb.furg.br/images/stories/pdf/novos_pdfs/Roteiro_da_pratica_-_Variacoes_do_volume_celular.pdf