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Aline de Santana Martins Farias e Gabriela Meira Benevenuto Trichuris vulpis e Dipylidium caninum Trichuris vulpis Etiologia Adultos encontrados no ceco. Poucas manifestações clínicas. Hospedeiros: Cães, Ruminantes, suínos e homem. Localização: Trato gastrointestinal, particularmente no ceco. Espécies: Trichuris vulpis – cães T. Vulpis campanula – gatos T. Vulpis Ovis – ovinos e caprinos T. Vulpis globulosa – bovinos T. Vulpis suis- suínos T. Vulpis trichura – homem Características morfológicas - identificação Os parasitas adultos medem aproximadamente de 4 a 6cm de comprimento. Possuem extremidades posterior que se afila rapidamente, conferindo-os o apelido de “verme chicote”. Características morfológicas - identificação Ovos bioperculados, com formato de barril, amarelados de casca espessa e com uma célula em seu interior, Os ovos possuem grande longevidade, podendo sobreviver em canis por 3 a 4 anos como reservatório de infecção Epidemiologia Mundial Ciclo biológico Fisiopatogenia e sinais clínicos Os adultos cavam orifício na mucosa do ceco e cólon, podendo provocar inflamação, hemorragia e perda de proteína intestinal, como consequência o animal pode apresentar hematoquezia ou enteropatia com perda proteica. Diagnóstico Tratamento e prognóstico Favorável com o tratamento e uso correto dos medicamentos. Caso não seja feito o tratamento o animal pode progredir até o óbito. Saúde pública - prevenção Como os ovos desse parasita podem sobreviver até 6 anos em ambiente úmido e sombreado por um longo período de tempo, é importante manter as instalações em que o animal vive arejadas e secas. É necessário fazer o uso das invermectinas e os benzamidazois que eliminam os parasitas dos hospedeiros. Dipylidium caninum HELMINTO, cestódeo, pertence à ordem Cyclophylidea e à família Dypilidiidae; Tem como hospedeiros intermediários piolhos da espécie Trichodectes canis e as pulgas Ctenocephalides canis, C. Felis e Pulex irritans (preferencialmente humanos, raro); Foi identificado em várias espécie silvestres como raposas, lobos, chacais, hienas, coiotes, guaxinins e chitas; Trata-se de uma zoonose. Etiologia Trichodectes canis Pequeno, esbranquiçado e possui até 50cm de comprimento; O escolex é estreito, possui 4 ventosas e um Rostelo retrátil contendo 3 a 4 fileiras de ganchos; Os segmentados (proglotides) tem formato de semente e os poros genitais encontram-se bilaterais, levemente atrás da metade do segmento; Cada capsula ovigera pode conter de 5 a 30 ovos. Características morfológicas Distribuição mundial, em todos os continentes exceto na Antártica; As larvas não se desenvolvem em temperaturas acima de 35°C e abaixo de 4°C; Prevalência em animais abandonados; Gatos: maior ingestão de pulgas devido ao comportamento de limpeza, porém, apresentam menos parasitismo por D. caninum comparados a cães; Maior prevalência em áreas rurais e suburbanas em comparação a áreas urbanas. Epidemiologia Causa a Doença Dipilidiose; Cão e gato: caracterizado por problemas digestivos como a diarreia; Encontram-se no duodeno de cães, gatos e humanos; O crescimento no hospedeiro definitivo: Influenciado pela dieta, idade e o estado de saúde, * Dietas baseadas em leite são benéficas, mais rápido em cães, * Mais comum em cães maiores de 1 ano de idade. Fisiopatogenia Nutrição cestódeos adultos: Absorção de pequenas moléculas derivadas da digestão do H., Respiração Anaeróbia, porém, em condições apropriadas, podem utilizar oxigênio do intestino do H., São capazes de absorver glicose e galactose por meio de um mecanismo de transporte ativo através do tegumento, O metabolismo proteico é baseado na absorção de aminoácidos por transporte ativo através do tegumento ou por mecanismo de pinocitose no caso de unidades proteicas maiores. Fisiopatogenia Ciclo biológico Cães e gatos: ingestão de piolhos e pulgas; Transmitido tanto de domésticos para silvestres, como de silvestres para domésticos, Humanos: através de ingestão acidental (ao beijar os animais ou levar a mão suja e contaminada a boca), através da pulga humana como vetor e alimentos contaminados. Transmissão Sinais clínicos Adultos não são patogênicos e podem tolerar vários parasitas Desconforto quando saem ativamente pelo ânus Prurido anal Cães – arrastam a zona perianal no chão Animais jovens: Pelo seco e arrepiado Mau estado geral Emagrecimento Distensão abdominal Mais de cem vermes: Enterite hemorrágica Úlceras Na luz intestinal: obstrução mecânica (raro) Mucosa intestinal engrossada Gatos: Pelagem em péssimas condições Sintomatologia nervosa: Convulsões Crise epiepiletiforme Diagnóstico diferencial – sinais semelhantes a raiva. 24 Praziquantel e associações (5 mg/kg dose única), Nitroscanato (50 mg/kg dose única) Recomendado: Eliminação dos ectoparasitas através de produtos, Retirada imediata das fezes, Desinfecção do ambiente com soluções causticas. Tratamento Favorável devido a infecção ser bem tolerada pelo hospedeiro e ter boa resposta aos tratamentos anti-helmínticos Reservado dependendo do nível da infecção parasitária e as lesões ocasionadas Desfavorável em caso obstrução mecânica, se não for identificada a tempo o animal pode ir a óbito. Prognóstico Saúde pública ○ Animais Verificar a presença de ectoparasitas, Fazer o uso de ectoparasiticidas e anti-helmintos, Limpar o local de descanso e utensílios do animal, Fazer coproparasitologico uma a duas vezes por ano, Atenção nos locais de passeio. ○ Humanos Evitar a entrada de animais em parques infantis, Retirar as fezes dos animais em áreas públicas para evitar contaminação do solo, Orientar as crianças a sempre lavar as mãos após brincar no chão ou com animais, Ressaltar as boas práticas de higiene ao manipular e preparar alimentos, Utilizar anti-helmintos para diminuir a prevalência e contaminação Medidas preventivas Doenças infecciosas na rotina de cães e gatos no Brasil Georgis, Parasitologia Veterinária, 9 edição Parasites & Vectores – Dipylidium caninum, publicação 10 maio de 2022 Wendie Oriana Roldán Villalobos, Porto Alegre, 2009. Referências Bibliográficas